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Distimia | Programa Bem Estar

Psiquiatra Fernando Fernandes5:51

Transcription

O mau humor, desânimo, cansaço podem indicar a presença de um transtorno depressivo, a distimia, que pode ser muito incapacitante. Fique atento, pois este é o assunto desse vídeo.

[Música]

Olá a todos, meu nome é Fernanda Fernandes. Eu sou médico psiquiatra e pesquisador em São Paulo. E nesse vídeo, eu queria compartilhar com vocês uma matéria do programa Bem Estar da Rede Globo com a minha participação. Essa matéria fala sobre um transtorno potencialmente incapacitante, pouco reconhecido, que é a distimia ou transtorno depressivo persistente.

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Barra na depressão e a gente está falando de um tipo diferente de TPM. Vou falar de um tipo diferente também de depressão, que é distimia. Michelle Loreto apresenta esse problema para gente agora.

Eu tô aqui, vive irritada, mal-humorada. A gente tem bastante contato com pessoas assim. Fica todo sempre com aquele desânimo, uma tristeza sem motivo aparente. Isso acontece muito. Mas eu não sei se é depressão. Às vezes a pessoa está passando por algum momento de dificuldade. Pois é, momentos difíceis todo mundo tem. Agora, quando esses sintomas não passam, presta atenção, viu? Pode ser distimia. Já ouviu falar em um quadro clínico depressivo com sintomas mais leves e mais prolongados? Ou seja, na distimia, a pessoa consegue ir tocando a vida, mas essa tristeza que acompanha o tempo todo pode trazer sérios prejuízos a longo prazo.

Você sabe que uma pessoa que carrega sintomas depressivos leves ao longo da vida, elas acabam tendo menor escolaridade, menor renda e são mais solteiros e solitários. Ou seja, o desempenho cai em todas as áreas da clínica, no trabalho e nos relacionamentos. E não é só a tristeza que chama a atenção. Alterações do apetite, alterações do sono, fadiga, falta de energia, baixa autoestima. Muitas vezes, a capacidade de concentração e a velocidade do pensamento estão diminuídas.

A genética influencia. O ambiente onde a pessoa vive também. Que as mulheres são as que mais sofrem com a distimia. Das razões para isso, hoje acredita-se que sejam hormonais. Então, durante toda a vida reprodutiva da mulher, quadros depressivos são mais prevalentes. Dessa razão, duas mulheres para cada homem.

Minha mãe tem depressão. Então, se tem dia que ela tá bem, tira que ela tá. Então, é uma luta e só quase 20 anos, né? Assim como na depressão mais grave, na distimia o tratamento com terapia e até remédios é importante. Mas 80% dos casos, usando todos os recursos disponíveis, a gente consegue fazer a pessoa voltar ao normal.

A mudar o estilo de vida também é muito importante para tratar a distimia. Fazer atividade física e coisas que deixem a pessoa feliz. Amigos e família podem ajudar muito nessas horas. Para a gente passa por causa assim na família e a gente sabe que é bem complicado lidar com esse. Como lidar com pessoas que têm depressão? É uma pergunta de um milhão de dólares, né? Como lidar com as pessoas que têm depressão sem dizer "isso passa", "você não é disso", que aquelas a sua escrita e essa que só atrapalham reagir, né? Faz força. Ninguém fala assim pelo plasmático, né? Respira. Olha quanto hora em volta. A gente entende que ele não consegue respirar por causa da asma. E para o depoimento, a gente quer que ele reaja da melhor forma. É você entender que a pessoa não tá ali no controle. É isso. Ela não tá sem vontade porque ela quer. Tá doente. É isso que a gente desentender.

E no diagnóstico da distimia, e acontece a mesma coisa também. Professor, era nossa. Observamos que essa pessoa fica o tempo todo mal-humorada, indisposta. Ela não é simpática. Exatamente porque ela está sofrendo. Temos que entender que é uma doença que muitas vezes passa desapercebido da própria pessoa. Ela se imagina ser alguém menos interessante e menos interessado e se fecha e se isola. Ou então, quando está no ambiente mais social, ela nunca é agradável e acaba não sendo simpática e não tendo sociabilidade como ela gostaria muitas vezes de ter, mas é incapaz de.

É uma coisa muito importante sobre a distimia é que ela é confundida com características de personalidade do sujeito. E aí, o que acontece? Os sintomas muitas vezes são leves, mas eles vão se arrastando ao longo da vida, levando a muitos prejuízos. Não há uma área da vida que não seja afetada numa pessoa que tem o transtorno depressivo persistente.

Olha só, estudos já mostraram que pessoas com transtorno depressivo persistente têm menor escolaridade, menor renda e são mais solteiros. Ou seja, menor desempenho acadêmico, profissional e nos relacionamentos. Então, se você percebe em si ou em alguma pessoa ao seu redor, algum familiar, amigo, colega de trabalho, alerte a pessoa que ela pode estar com problema, passível de tratamento. Ok?

Olha, se você gostou desse vídeo, compartilhe para informação alcançar mais pessoas. Deixe seu comentário, deixe a sua dúvida. Muito obrigado e até o.

[Música]