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E aí.
Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Então, vamos lá. A gente tá chegando na sexta aula da nossa disciplina e, como eu prometi para vocês na aula anterior, a gente fez um passeio pelo mundo, conhecendo algumas danças diferentes. E agora a gente vai fazer esse mesmo passeio aqui no Brasil, né? A gente já chegou a falar de algumas danças, a gente já falou delas na hora, a gente discutiu folclore, a gente falou um pouquinho do frevo na aula anterior. Mas agora a gente vai fazer a mesma coisa que a gente fez na aula passada, vai tentar trazer pelo menos as danças mais conhecidas aqui por região do Brasil, né? E vai tentar discutir através de imagens, mostrando um pouquinho de como que ela acontece, porque que ela acontece, né? Se você tem alguma questão cultural, a gente também vai falar um pouquinho das roupas que são utilizadas para ela. E eu dou passo para vocês, né? Ofereço para vocês mais uma proposta, mais uma ideia, que é utilizar isso também como trabalho. Seria uma outra ferramenta para você. Então, você aí, futuro professor, se sentir um pouquinho seguro, é a hora que o seu diretor falar que você precisa colocar dança no seu currículo, como que você vai trabalhar dança com os alunos? Ou de repente você aí, professor bacharel, e recebe um convite da prefeitura municipal da sociedade, falou: "Gente, desenvolveu um projeto de dança". Na hora você já tem que pensar que você é capaz, sim, mesmo você não tendo tanto envolvimento com dança e ritmo na tua vida, né? Isso pode acontecer em diversos aspectos e na dança, eu tô te dando possibilidade de trabalho, né? Sem você precisar ter tanta técnica, utilizando as pessoas que consigam, claro, trabalhar junto com você, que seria um público maior, né? Público mais velho, como os jovens, os adultos ou até a terceira idade.
Então, a proposta aqui para essa aula seria a gente organizar esse evento brasileiro, né? Uma manifestação cultural brasileira e das danças brasileiras, né? Uma apresentação das danças de uma determinada região, dividir isso por grupos de trabalho, cobrar deles, né? Essa montagem de coreografia, ah, tá, né? Através de vídeos, assistir depois, falar um pouquinho do figurino também, orientá-lo quanto à confecção desse figurino, até encerrar aí um grande evento de apresentação que você pode estar utilizando vários setores aí, tanto para sua escola quanto para sua cidade. E eu tenho certeza que ele vai ser muito bem recebido e respeitado por todos que forem assistir essa sua proposta. Então, uma ideia que fica aí para vocês. E vamos lá, vamos começar a falar então de Brasil, né? Da dança do Brasil. Tô com que a gente vai começar isso? Primeiro, a gente tem que saber que a dança é uma das nossas maiores riquezas culturais, né? Tem muitos turistas que viajam para vir até o Brasil aqui para assistir o nosso carnaval, né? Ou que vão lá assistir o Maracatu. E as nossas danças, elas são admiradas e até copiadas, né? Muitas pessoas levam a dança brasileira para outros países para serem praticadas também, né? Bom, de mias nas suas escolas, escolinhas. Porque como a gente falou lá atrás, a gente falou de manifestação cultural e folclore, eu disse para vocês que o Brasil, ele é, além desse grande em território, ele é grande em culturas, né? Diversidade cultural. Ele recebeu influência de diversas culturas. Então, com isso, a gente teve assim, a gente é brasileiro ou tudo, né? Com o nosso jeitinho. E aí criou novos ritmos, novos gêneros musicais e se transformaram em danças que são muito bem admiradas aí por todos. E a literatura de vídeo, as nossas danças por regiões, até para facilitar o trabalho, né? E eu queria saber de vocês, vocês estão aí cada um lugar, no qual é a dança tradicional da sua região? Qual é? Porque a gente sabe que aqui no Brasil, a gente tem algumas coisas que são bem características, como lá em Blumenau, a gente tem Oktoberfest, né? Pessoas do mundo inteiro vão até lá para assistir aquele festival. Aqui em São Paulo, a gente tem o carnaval, né? Que é bem também aceito e recebido. E mais ainda, a gente tem no Rio de Janeiro e também o carnaval, aonde tem os dois desfiles das escolas de samba, talvez os maiores desfiles do Brasil. E eles disputam pela liderança, trabalha um ano para conseguir as melhores fantasias, melhores carros alegóricos, de repente dá alguma coisa errada, então fica todo mundo trabalhando em cima disso, né? Aí a gente tem alguma meu boi, tem outras festas aí. Qual que seria da sua região? Vou a pipa, você gosta, você admira, você já acostumou, tá enjoado, já tem vontade de conhecer uma outra? Então, já é uma questão de se pensar, né? Qual que é sua realidade? Qual que é a sua vivência nessa questão cultural, nessa manifestação brasileira, né? Que até turistas vêm para visitar. Então, alguma coisa aí para a gente refletir, pensar um pouquinho.
Então, o fato da gente ter essa grande diversidade cultural, a gente também pode entender que essa miscigenação, ela marcou nossa identidade, identidade do brasileiro, né? Cada instrumento musical que você tocasse, sabendo que aquilo foi construído, foi inventado por alguém, você tem que entender que tipo, tem uma história, né? Uma história de vida, uma história de luta. Então, é um olhar sobre aquilo também tem que ser um pouquinho diferenciado, né? Os movimentos foram modificados, sendo modificados através de vidas também modificadas. E muitas pessoas, elas dançavam por sofrer, bom, né? A própria capoeira mesmo, que eu já tão admirada por nós, ela era um era um disfarce em forma de dança de uma defesa dos escravos, né? Para eles aprenderem a lutar e se defender no dia que eles forem tentar fugir, né? Ou apanhar. Então, hoje a gente admira, mas era interessante a gente conhecer esse outro lado da capoeira, essa história da capoeira, essa vivência que a capoeira, de onde ela surgiu, nessa origem. Então, a gente tem que falar das, tem que lembrar, né? Dessa, dessa, esse fato cultural, pessoalmente indígena e africana aí na nossa cultura de dança. E depois disso, a gente chega a alguns ritmos brasileiros conhecidos no mundo todo para a gente aí lembrar, discutir e comentar.
Eu vou começar com Baião. Tá? Vocês estão vendo aqui a foto, esse Baião. Olha, é todos vocês estão vendo que os homens são com armas, as meninas também, uma cara é mais brava, tudo meio teatral. É uma dança popular do Nordeste. E alguns instrumentos musicais como viola caipira, flauta doce, acordeon, que seria sanfona, né? Triângulo. E os movimentos são em pares, né? Um casal, no caso. E o nome dos movimentos são bem interessantes, tem os balanceios, passos de calcanhar, rodopios, passos de ajoelhar. As mulheres usam vestido de chita com babados e bastante decote. É um pouquinho diferente da imagem que eu coloquei. Coloquei essa imagem para vocês verem que ela é uma festa, que que é uma dança que se transformou em espetáculo, né? Então, eles caracterizam aí através de um teatro dançante.
Aí a gente sai do Baião e vai para o Bumba Meu Boi. Bumba Meu Boi é uma história bastante interessante, né? Vocês estão vendo na imagem, é uma dança toda colorida com bandeirinhas. Para nós, é confunde um pouco com carnaval e festa junina, mas existe a competição, né? Também dos Bois Garantido e Caprichoso, onde as pessoas torcem por um. E é bem interessante que ele trabalha, é desse desenvolvimento da construção desse boi. É uma festa que acontece em junho, né? E em cena uma narrativa popular denominado Auto do Boi. É um patrimônio cultural imaterial da humanidade, tá? E surgiu no século 18, quando o gado era uma das coisas mais importantes para a economia local. E tem uma história, essa historinha bem bonitinho, vou comentar aqui com vocês. Essa historinha é de um casal chamado Pai Catiri, Mãe Catirina e Pai Francisco. Era um casal de escravos que viviam numa fazenda. E aí Catirina ficou grávida e ela quis comer a língua de um determinado boi. Só que o pai era escravo, ele não podia pedir esse boi, filho, não tinha direito a isso. Ele foi lá, mas roubou o boi, matou o boi, a menina comeu a língua. E aí o vaqueiro, dono do boi, ficou sabendo, avisou o patrão que foi lá enfurecido e jurou vingança procurando esse casal. E aí no final desse auto, os personagens que se conseguem ressuscitar o boi, a Catirina e Pai Francisco conseguem ressuscitar esse boi. E todo mundo ficou muito feliz que esse boi voltou, se tornou um companheiro de trabalho e um sinônimo de força, né? E aí, como tinha essa questão, ele economia toda voltada para o gado, então essa história em cima do boi e esse boi que ressuscitou, era um boi homenageado nessas festas. E aí ele foi onde surgiu essa festa chamada Bumba Meu Boi. É legal essa história de vocês saberem até para trabalhar com seus alunos.
Aí a gente vai para outra dança chamada Carimbó. Carimbó para ir embora, uma dança do Norte. Na imagem, ela tá bem característica, é exatamente assim. As meninas com saias floridas e muito rodadas, e os homens também com pelo menos uma das peças florida e outra lisa. As meninas com uma blusa lisa, né? Ou topzinho. Elas dançam girando, aquela saia, o vento dessa saia cobre o rosto dela, cobre o rosto do parceiro. É através desses movimentos com a saia que ela vai seduzindo o seu parceiro. Ela é especial do Pará. Essa dança se baseia em danças indígenas. E o nome é isso, é inspirado em um instrumento musical dos índios que também chamava Carimbó. Significado da palavra é pau que produz som. É uma nossa giratória, como eu disse. As mulheres usam bastante acessórios, muitas cores. E o movimento, ele sempre se inicia com o homem convidando a mulher. E aí as mulheres giram, eles vão batendo palminhas, mulheres e aceitam a dança girando, saindo encontro desse homem.
Aí a gente vai para uma outra dança bastante conhecida no Brasil chamada Cateretê, ou também Catira, né? Aqui para nós, pelo menos eu já conhecia como Catira. Oi, vocês estão vendo que os homens, pela imagem, eles estão até com o pezinho batendo. É uma dança que eles vão fazer barulho no chão com as botas. E as mulheres estão batendo palmas também, um vestidinho florido. É uma região, é uma dança da Região Sul, Sudeste, Centro-Oeste, caracterizado por batidas de pés e palmas. Famosa no folclore brasileiro. É um mesclado de algumas culturas como a portuguesa, europeia, ficando espanhola e indígena. É uma dança bem popular no universo sertanejo. O pessoal mais velho também praticava isso naquelas, eles chamavam de baile, né? Os grandes bailes, as danças no salão. Eles utilizavam bastante a catira. É parecido com danças nacionais chamadas, talvez aí na região de vocês conheçam, conheço essas danças chamadas racha a pé ou bate pé.
E aí a gente faz uma outra dança que eu até citei lá quando a gente falou das manifestações folclóricas, esse nome apareceu. Eu não conhecia o nome da dança, é Coco, né? Essa dança é afro-indígena, então a mistura aí dos africanos com os indígenas. Vocês estão vendo aqui pela foto que existe canto, né? Tem uma mulher cantando em tambores, bastante vestido, tem colares de flores, né? Ela é um estilo de música que mistura a dança, a poesia e a música. É de origem nordestina e chamou também de coco de roda. Alguns conhecem como o coco de roda. Dizem que o ritmo, ele é parecido com quando quebra um pouco para tirar, nós, por isso que ficou esse esse nome.
Aí a gente vai para o nosso famoso Forró. Aqui na nossa região é muito forte o forró. E o Forró tem uma história bastante interessante. O forró, ele veio de uma dança chamada Forrobodó. Essa dança era do século 19, né? E Luiz Gonzaga, que é o nome bastante importante para a gente falar de forró. E aí eles tinham bastante baile chamado Forrobodó. Começaram a se espalhar pelo Nordeste e depois por todo o país. Ele, o forró, ele não tem, ele não pode, ele não diz, não diz respeito a um tipo só de música. Cada região do Brasil considera um tipo de música forró. Não é claro que todo mundo mais ou menos parecido, mas a gente teve uma evolução do Forró e uma, na verdade, não seria nem evolução, mais uma transformação do rock. Hoje ele foi subdividido, né? Como eu vou mostrar aqui para vocês. A gente tem o forró chamado forró universitário, né? A gente tem o forró eletrônico atualmente. E a gente tem o forró pé de serra, que seriam mais original. Mas conhecido aí como como surgiu.
E aí depois a gente tem o Frevo. Como eu falei lá na aula anterior, o frevo, ele se originou, né, de uma competição. Ele é de Pernambuco, Recife. Surgiu de uma rivalidade entre as bandas militares, escravos livres. Vem da palavra frenético, como eu também falei na aula anterior. Utiliza movimentos rápidos e uma música muito rápida. Ficou um pouquinho característico do frevo a questão do guarda-chuvinha na mão, a roupinha colorida. Então, hoje em dia, que a gente vai trabalhar essa dança na escola, as crianças, elas se vestem dessa forma, mas o que era pedido na época era roupa bastante colorida, divertida, uma festa bastante animada com esse som bem rapidinho também. É um patrimônio cultural imaterial da humanidade. Ela é praticada na época do carnaval. Então, ela meio relacionada aí com essas festas de carnaval. Existem alguns tipos de frevo também, chamados um é tipo frevo de rua, outro é frevo de bloco e outro é frevo de canção. Então, esses três tipos de frevo aí, divididos lá.
Aí depois a gente vai para uma outra dança chamada Jongo. O Jongo, a mudança aqui para mim novidade. É um ritmo afro-brasileiro. Foi uma junção do maxixe e com o lundu. E a origem vem do povo Bantu. É uma dança apresentada no ritmo quente e envolvente, muito parecido com a dança da umbigada. Eu, por curiosidade, fui conhecer dança de umbigada, que eu também não conhecia. E é exatamente como esse nome fala. Eles ficam em círculo, né? Um casal entra na roda, faz alguns movimentos, sai e entra outro casal. E eles batem a barriga ou em outro determinado momento da dança, eles vão essa umbigada. É uma dança da madrugada. E aí eles têm o costume de começar a dançar a noite e só pode parar a hora que o sol nasce.
E aí a gente vai para o Maracatu, né? Com a dança também muito tradicional. Quando a gente trabalha em eventos aqui escolares, principalmente, vai fazer um trabalho de diversidade cultural com as danças brasileiras, a gente sempre tá puxando aí frevo, Maracatu, Bumba Meu Boi. Só as danças que a gente mais conhece. E o Maracatu, e tem uma história também, é origem africana, faz parte do folclore brasileiro. Ele ocorre em Nazaré da Mata, que eles chamam de a terra do Maracatu. Olinda e Recife também é bastante forte, né? E principalmente no carnaval é praticada. A história da do Maracatu é que a dança é conduzida por três calungas, que eles chamam, são bonecas negras de madeira com bastante roupas coloridas. E elas são carregadas pelas baianas. E é uma representação, isso representa os orixás, Lan Xangô e Oxum. E demonstra um fator religioso. Então, aí da dança, esse maracatu, ele tem a melodia, tem alguns instrumentos, tem personagens. Não tem dois tipos de Maracatu. Maracatu que eles chamam de da família real, que é da realeza, né? Que vai uma pessoa se veste de rainha, o rei e os ministros, a dama de honra e o embaixador, enfim. Aí a gente tem também outro tipo de Maracatu que homenageia a luta dos trabalhadores. Então, a gente tem esses dois tipos aí, que um é o cortejo real e outro é a luta dos trabalhadores.
Aí a gente chega no Shot. Shot, que eu até então achava que era muito parecido com o forró, mas depois assistindo alguns vídeos e vendo imagens, vocês estão vendo aqui até a foto que eu coloquei, uma dança mais de casal, onde eles têm um movimento mais giratório. Então, seria um pouquinho diferente. É uma dança brasileira, mais o ritmo original veio da Alemanha, tá? O nome, na verdade, era Shots. Aí depois ele veio para o que é hoje, foi o gingado dos escravos que modelaram os últimos passos e a brasileirão esse estilo musical.
Aí vocês vão me perguntar assim: "Ela deu aula inteira falando de Brasil e não falou de samba neste carnaval?". Mas é claro, gente! Até coloquei para vocês lá na nossa, nossa, nossa pasta de conteúdo que a gente vive no país do carnaval, no país do futebol, né? Então, eu preciso falar bastante de carnaval, de samba. Então, por isso, dediquei a aula inteira só para eles. Tá legal? Então, a gente se encontra na próxima aula, dando continuidade aí ao samba e carnaval, para a gente pensar em propostas interessantes para trabalhar. Legal. Obrigado pela atenção de todos e até a próxima. Tchau. E aí.