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TRILHA DO CONHECIMENTO 2 - SUSTENTABILIDADE CORPORATIVA E ESG

UniFatecie - Centro Universitário56:20

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Olá, pessoal. Muito boa noite a todos. Sejam todos bem-vindos à nossa aula da trilha do conhecimento com o tema sustentabilidade corporativa e ESG. Para quem não me conhece, eu sou o professor Rodrigues, OK? Eh, vou estar aqui com vocês mediando esta live, eh, que é uma live muito prazerosa. Quem assistiu a nossa última aula, eh, pôde perceber a o quão rica é o tema sustentabilidade corporativa e ESG, sobretudo porque nós temos uma professora de peso aqui conosco para tratar deste tema. Então, é sempre um grande prazer tê-los aqui conosco para nós podermos eh conversar esse tema. Então, sem mais delongas, eu vou chamar aqui a professora Aline para que ela possa dar início à nossa aula. OK? Professora Aline, muito boa noite. É um prazer eh tê-la aqui conosco para que nós possamos trabalhar nesse tema de vital relevância. Então, professora, fiquem à vontade, OK? E pessoal, caso queiram participar, podem deixar suas dúvidas aqui no chat, tá? Que nós vamos passando para a professora no final da live também, OK? de forma que nós possamos tornar esta aula ainda mais rica com a participação de todos. Então, professora, sinta-se à vontade, tá? Agradeço a presença de, né, e a oportunidade de tê-la aqui conosco e qualquer dúvida nós estamos aqui no chat.

Boa noite, professor. Muito obrigado pela apresentação. Pessoal, sejam bem-vindos novamente à nossa aula. Como o professor já me apresentou, eu sou a professora Aline e hoje então a gente vai tá dando continuidade ali ao nosso conteúdo sobre sustentabilidade corporativa e ESG. Então o tema da nossa aula de hoje é a liderança sustentável e o papel do gestor na transformação organizacional. Eu já quero começar deixando algo bem claro para vocês, que quando a gente fala eh de ESG, a gente não tá falando ali só dos indicadores ou dos relatórios, né? a gente fala principalmente de pessoas, de pessoas que estão por trás do ESG fazendo eh com que ele aconteça. E normalmente dentro das organizações, quem influencia as pessoas, né, ali na tomada de decisão, né, quem serve de padrão para quem tá dentro da da organização de forma mais direta. normalmente são os líderes, são os gestores, né? Porque são eles quem tomam ali decisões, quem definem eh as prioridades, quem orientam ali os comportamentos dentro da organização, né? E muitas das vezes eles também acabam ali dando um início, né, um tom ali para a cultura da empresa.

Então quando a gente fala em liderança sustentável, é muito comum a gente pensar apenas ali eh em boas intenções, né, ou eh às vezes num discurso que é mais humano. Eh, só que a liderança ela vai muito além disso, né? Quem ocupou ou ocupa cargo de líder sabe do que eu tô falando, né? E se alguém tiver oportunidade futuramente aí de estar ocupando um cargo assim, vai se lembrar disso. Então, eh, a liderança sustentável, ela envolve uma mudança, eh, na forma como o gestor ele enxerga o seu papel dentro da empresa, né? Porque ser gestor é uma coisa, ser líder é uma coisa, mas ser um líder sustentável é outra coisa, né? Eh, e antes o foco da liderança, ele era muito concentrado ali em só cumprir os prazos, entregar os resultados, entregar resultados principalmente financeiros, né? Mas com a consolidação do ESG, que a gente eh observou na nossa aula passada ali como que aconteceu essa história e tudo mais, né? O papel do gestor, ele acabou se ampliando. Então, o gestor obviamente ele continua sendo responsável pelos resultados da empresa, né? eh os resultados financeiros, inclusive, só que ele também passa a ser responsável por como que esses resultados eles são alcançados, né? E isso significa que o gestor ele deixa de ser só um executor de tarefas, né? Um executor ali de estratégias, né? Ele influencia, ele influencia pessoas ali diretamente, né? ele influencia comportamentos, decisões, como eu disse, ele dá um tom ali na cultura organizacional dentro da empresa.

Então, a consolidação do ESG no ambiente corporativo, eh, foi algo que ampliou muito esse papel da liderança, né, que antes era só cumprir prazos e tudo mais. Por quê? Como que o ESG ele ele ampliou esse papel da liderança? principalmente porque o ESG, e é algo que eu retomo, né, que eu já disse na aula passada, mas eu sempre vou frisar isso, eh ele exige uma coerência entre o discurso e a prática. Então, sempre que vocês ouvirem falar em ESG, vocês têm que ter essa noção de que o ESG eh para ele acontecer deve haver ali a coerência entre discurso e prática, né? Eh, por exemplo, né, não basta a empresa e ela dizer ali que ela valoriza questões sociais, ambientais, né, se isso não aparece no dia a dia ali, né, na prática. Então, é nesse ponto que o papel do gestor ele se torna como algo central, né? Eh, quando o ESG ele passa a fazer parte da empresa, eh o gestor ele ele acaba ali também passando a ser ele acaba passando a ser responsável por garantir que os compromissos assumidos pela organização se traduzam ali em ações mesmo, né? não fique só no discurso.

Então, eh, eu vou deixar as referências desse material que eu montei no final, mas já citando aqui de início, né, eh, alguns algum autor, na verdade, que eu trouxe para vocês, eh, como, por exemplo, o autor John Kotter. ele é um autor que ele estuda ali todo esse processo de mudança organizacional, né? E ele destaca que as transformações bem-sucedidas dentro da empresa dependem quase que 100% da atuação da liderança, né? Então, eh, sem uma liderança engajada, a mudança ela ela acontece, só que ela não ela não tem durabilidade, ela não se sustenta, né? Então, dentro do contexto do ESG, isso significa que o gestor ele precisa sim orientar decisões, influenciar os comportamentos, né, ajudar ali a construir cultura, eh eh que esteja eh alinhada ali aos princípios éticos, né, aos princípios sociais. Ou seja, gente, o ESG ele vai transformar a liderança em um papel muito mais estratégico, né, muito mais amplo e também consequentemente mais responsável, porque o gestor ele passa a ser uma referência para a equipe ali que ele lidera, né, tanto no que diz respeito eh a resultados quanto no que diz respeito a valores. Eh, e dessa forma não é exagero a gente dizer assim que, ah, sem liderança o ESG simplesmente não se se sustenta, porque isso é fato, né? Eh, porque a estratégia ela pode até assim estar bem arquitetada ali, bem desenhada, né? Só que é justamente no comportamento da liderança que ela sai do papel, né? Que ela ganha a vida. Por isso que o gestor passa a ter um papel decisivo na credibilidade do ESG. dentro eh das organizações.

Então, pessoal, quando a gente fala em mudança dentro das organizações, é bastante importante a gente entender que, eh, nenhuma mudança ela acontece sozinha, né? nenhuma mudança ela vai acontecer eh porque alguém decidiu que ela ia acontecer, né, ou só porque saiu um comunicado dizendo que ia ter uma mudança. Toda vez que uma empresa ela passa por uma transformação, seja essa transformação por conta do ESG ou por qualquer outro motivo, as pessoas que estão ali compondo a organização, elas têm certas reações, né, elas sentem, né? Então elas sentem, muitas das vezes elas sentem dúvidas, eh sentem insegurança, algumas até podem sentir certa resistência ali para as mudanças que acontecem, né, na organização. E são reações assim consideradas normais, né? E só que é exatamente nesse momento, né, em que as pessoas estão sentindo que o papel da liderança ele deve ficar mais evidente, né? Porque eh quando essas pessoas elas estão tendo essas reações, elas voltam o seu olhar ali pro gestor em busca de uma clareza, de uma clareza, né, de uma direção, ah, o que que tá acontecendo, como que vai ser daqui para frente, né? Elas buscam segurança.

Então, eh, o gestor, ele nesse momento, ele deixa de ser uma pessoa que tá ali cobrando o resultado, né? ele passa a ser um principal agente da mudança que está acontecendo, porque é ele quem vai ajudar a equipe entender o que que tá mudando, por que tá mudando, né, como que vai ser dali para frente, como que cada um vai se encaixar no, né, nesse novo cenário que vai acontecer ali, né? E diante disso, eh, vale a gente entender que a mudança ela não é um evento, né? Não é ah algo pontual. ou não é alguma coisa assim que acontece em um dia ou ah às vezes ali numa reunião, né? Ela é um processo e é um processo contínuo que exige eh acompanhamento, que exige conversa, né? Exige às vezes mudança ali da da estratégia dessa mudança que está acontecendo, né? Então, o gestor nesse momento ele vai funcionar como se ele fosse algo que interliga, ele vai funcionar como se ele fosse uma ponte, né? uma ponte que vai conectar a estratégia da empresa com o comportamento diário das pessoas ali dentro, né? E sem essa ponte que seria o gestor, como eu disse, a mudança ela vai ela vai acontecer, só que ela não vai se sustentar, né? Eh, e é importante trazer para vocês também que nesse momento eh não existe, não deve existir neutralidade na liderança ali durante os processos de mudança, porque ou o gestor, o gestor ele conduz a mudança de forma consciente, ou muitas das vezes ele vai acabar reforçando ali um modelo antigo que já tinha ali na organização sem ele nem perceber, né? Porque eh quando ele não se posiciona, por exemplo, a ausência do posicionamento, ela também vai comunicar alguma coisa, né? Ela vai comunicar eh insegurança, ela vai comunicar resistência. Por isso que o gestor ele precisa assumir de forma muito clara o papel da liderança nesse processo ali de mudança.

E quando a gente traz, né, essa esse essa mudança eh pro contexto do ESG, a exigência ela é muito maior, né? Porque o ESG ele não vai funcionar se ele fica ali restrito a a um projeto pontual ou alguma ação isolada, né? Por exemplo, não adianta a uma empresa lançar uma campanha ou publicar algum relatório ali, né, para chamar atenção se isso não vai refletir na prática ali, no dia a dia da empresa, né? E eh o que realmente sustenta o ESG para fazer ele acontecer são as pessoas. E mais uma vez, quem orienta o comportamento das pessoas é a liderança. Então tudo acaba começando na liderança. E olhem só, eh, o que o gestor valoriza, o que ele cobra, o que eh ele recompensa, o que ele tolera, comunica ali muito mais do que qualquer tipo de discurso que venha a acontecer, né? Então, é, as coisas estão muito mais nas atitudes do que naquilo que é falado, naquilo que é mostrado, né? Então, por exemplo, se o gestor ele fala sobre sustentabilidade, mas ele toma eh, por exemplo, decisões focadas ali apenas no curto prazo, né? decisões imediatistas, as a mensagem que vai chegar para a equipe que está usando ele como um espelho, como um padrão, né, é uma mensagem que é completamente contraditória. Então, o ESG ele exige ali uma mudança de mentalidade, eh, eu diria, né, do líder ali, do gestor, né, exige a coerência daquilo que daquilo que fala, né, e daquilo que você faz. E essa coerência, obviamente, ela vai começar ali, com o líder, com o gestor. Então, eh dessa forma que o ESG ele passa a ser algo que realmente faz parte ali no dia a dia, né? passa a fazer parte eh até da cultura da empresa, não por obrigação, né, mas porque ele se torna um padrão de comportamento dentro das empresas realmente.

Então, é o papel estratégico do gestor. Chegando nesse ponto da aula, gente, é começa assim até a ficar mais claro como é que o papel do gestor ele vai ficando mais complexo quando a gente fala do ESG, porque não é só sobre eh entregar resultado, né? O gestor ele precisa sim equilibrar várias coisas ao mesmo tempo, né? Eh, coisas como, por exemplo, eh, reputação da empresa, resultado econômico, né? eh as expectativas ali da sociedade, né, a relação com os stakeholders. E isso é algo que vai mudar ali a lógica da tomada de decisão, né? Porque, por exemplo, uma decisão que parece que ela é boa financeiramente, né, que ela vai ali gerar resultados financeiros, às vezes ela pode gerar resultado financeiro, sim, mas ela vai gerar também futuramente, por exemplo, um impacto social negativo, né? Eh, ou pode criar um problema reputacional lá na frente e tudo mais. Então, a liderança sustentável, ela precisa olhar para isso, né? A liderança sustentável é justamente essa capacidade de enxergar o todo, de ter essa visão panorâmica, de olhar o agora, de olhar o amanhã e olhar ainda mais além, né? De entender que as decisões elas não devem ser neutras, né? porque elas sempre vão gerar impacto em mais de uma dimensão. E o gestor sustentável, ele aprende a caminhar, né, a navegar entre esses interesses de forma bastante responsável, sabendo que o papel dele não é escolher o caminho que é mais fácil, a decisão que ele quer tomar, né, mas sim eh o caminho mais coerente com os valores da organização, né, o caminho mais coerente com aquilo que a organização busca ser.

Então, na prática, isso exige muita maturidade da liderança, que nem sempre a decisão mais responsável vai ser a mais fácil, né? Às vezes é uma decisão ali, ela vai exigir negociação, ela vai exigir diálogo, ela vai eh enfrentar algum tipo de pressão, né? Só que é exatamente esse tipo de postura que vai diferenciar um gestor operacional, um gestor comum, digamos assim, de um gestor estratégico ou de um gestor eh que tá ali numa liderança sustentável. E o gestor sustentável, ele entende que o papel dele não é só reagir ali às demandas que aparecem no dia a dia, né, mas sim que ele vai orientar e vai construir o caminho da organização.

Agora, gente, para que a gente possa entender melhor essa mudança, né, de liderança ali, vale a gente dar uma passada rápida aqui, eh, pelo modelo de liderança tradicional. Então, durante muito tempo, né, lá atrás, a liderança dentro das empresas foi construída em cima de uma lógica bastante rígida, né, onde havia uma hierarquia forte, né, onde as decisões elas eram centralizadas e o foco maior ele era em metas de curto prazo, né, principalmente em metas financeiras. E é importante que vocês entendam que esse modelo ele fez sentido antigamente, né? Ele ele fazia muito sentido. Ele funcionou por certo tempo, né? Principalmente ali em contextos mais previsíveis, por exemplo, onde o ambiente de negócio ele era mais estável. Só que trazendo isso para hoje, eh, a gente tem que saber que o cenário é outro, né? Muitas mudanças aconteceram e continuam acontecendo de forma bastante rápida. As empresas de hoje elas lidam com muito mais complexidade, né? Então elas elas buscam ali tratar os impactos sociais, os riscos ambientais, a exposição de imagem dela, né? a pressão por parte dos consumidores, por parte dos investidores. Então, gente, esse modelo engessado de liderança tradicional, com o passar do tempo, ele foi começando a mostrar ali as suas limitações, né? Eh, porque ele até entrega o resultado no curto prazo, né? Só que ele tem uma dificuldade gigante de sustentar o negócio no médio do longo prazo. E aí com o passar do tempo ele foi deixando de fazer sentido.

Então, olha só, é justamente nesse contexto que a liderança tradicional, né, foi começando a deixar de fazer sentido, que a liderança sustentável foi ganhando o seu espaço. Então, eh, a liderança sustentável, ela não surgiu ali para substituir o resultado financeiro, né? Só que ela surgiu para ampliar a forma como que esse resultado ele é pensado, como que ele é alcançado. A liderança sustentável, ela sempre vai olhar pro longo prazo, né, do médio prazo em diante, ela vai buscar eh o equilíbrio entre o desempenho econômico, eh o cuidado ambiental, o cuidado social, né, e principalmente a coerência entre discurso e prática. Então, toda vez que vocês ouvirem falar em liderança sustentável, é importante que vocês gravem isso, que deve haver coerência entre discurso e prática, tá? Eh, porque não não eu sempre falo, né? Não adianta falar e palavras bonitas, falar ali de ética, diversidade e tantos assuntos que são ali que estão no auge hoje em dia, se isso não vai aparecer nas decisões do dia a dia. E o líder sustentável, ele entende que todas as decisões elas geram impacto, né? Eh, às vezes uma decisão ali que é fácil de tomar, tudo bem, mas ela vai gerar impacto, né? E ele não pode olhar só pro agora, né? Porque se ele olhar só para agora, certamente ele vai entender ali que a empresa ela vai ganhar alguma coisa momentaneamente, que vai ter um resultado legal, um resultado positivo momentaneamente, mas lá na frente ela pode perder algo muito maior, né? E o líder que é sustentável, ele já coloca tudo isso na conta, né? ele já ele já vê o agora, ele vê o amanhã e ele olha além disso.

Então, eh, normalmente quando o líder sustentável ele vai tomar decisão, ele considera obviamente as consequências futuras, né, e não só o que o ganho imediato ali que vai acontecer na hora da decisão. E aí quando nós falamos desse novo perfil do líder sustentável, a gente tem que eh tem que ter clareza que a principal palavra, né, quando a gente fala do líder sustentável é ampliação, a ampliação do campo de visão, né, a visão panorâmica. Não é só olhar eh pro financeiro, por exemplo, ou olhar pro agora, né? é olhar para a frente, olhar pro impacto social, o olhar pro risco de imagem, né, olhar para a relação com os fornecedores, por exemplo, pro clima organizacional, dentre tantas coisas que o líder precisa, o líder sustentável, ele precisa ali, eh, olhar, né? E tudo isso tem que ser olhado de forma conjunta, né? E tem um ponto bastante importante nisso, né? Que é a referência ética. Então, a equipe ela observa tudo, ela vai observar como que o gestor decide, como que ele reage sobre pressão, eh quais critérios que ele usa, né? O jeito que o líder decide acaba virando um exemplo, vira um padrão para a equipe, né? E aos poucos isso vai moldando ali a cultura dentro da empresa. Por isso que esse novo perfil de liderança exige muito mais responsabilidade e muito mais consciência, né? Porque o gestor, ele passa a ser um formador de cultura. É ali que vai começar a cultura da empresa, né? Cada decisão que ele toma, cada conversa que ele tem, eh cada posicionamento dele ali dentro da organização, vai contribuir ou para reforçar ou para enfraquecer os valores da organização.

Eh, esse ponto aqui, gente, visando longo prazo, ele é um ponto bastante importante, né? A gente precisa falar de visão de longo prazo, porque esse é um dos pilares centrais da liderança sustentável. Não existe ESG se olhar para a frente. Não faz sentido, né? Toda decisão tomada hoje vai gerar impacto no médio e no longo prazo. Ou seja, esse impacto ali um impacto pequeno ou muito grande, né? Ou às vezes ele aparece muito rápido, às vezes demora, mas ele sempre vai aparecer. Então, quando o gestor ele decide apenas olhando pro curto prazo, ele vai resolver, porque ele tem de resolver ali no momento, claro, só que na frente isso pode, né, eh, acabar refletindo de forma negativa, né, eh, pode gerar ali algum tipo de risco, né, algum tipo de conflito, algum tipo de crise. Então, a liderança sustentável, ela entende que a sustentabilidade dentro da organização, ela vai garantir eh perenidade, né? Perenidade eh para quem não sabe eh significa algo duradouro, algo contínuo, né? Então, a liderança sustentável, ela entende que a sustentabilidade ela garante sim essa perenidade que não vai ser só sobre eh deixar de ganhar dinheiro, por exemplo, né? Eh, é sobre garantir realmente que a empresa continue existindo, né, com credibilidade, com estabilidade, né, que é bastante importante, e com confiança ali no futuro. O líder sustentável, ele aprende a enxergar a empresa como um como se fosse um sistema, um ecossistema, um sistema vivo, digamos assim, né, que precisa se manter saudável ao longo do tempo, né, para que tenha longevidade. Isso exige decisões muito mais conscientes, né, mais responsáveis, decisões que não sejam eh tão imediatistas, né? Eh, pensar no longo prazo exige ali que o gestor ele saia da da lógica da urgência constante, né? Exige parar, exige analisar, né? Considerar ali os possíveis cenários, né? E isso eh nem sempre é simples, né? assim, às vezes eu falando aqui, ah, vocês imaginam que é fácil e tudo mais, mas quem vive ou já viveu isso sabe que não é tão simples assim, né? Principalmente em ambientes que eh que tem muita pressão por resultado, né? Só que é justamente essa capacidade de olhar além do do imediato que garante ali eh a sustentabilidade do negócio ao longo do tempo.

Ahã perguntas do líder sustentável, né? Uma forma bem prática de entender esse novo perfil da de liderança é a gente olhar para as perguntas que o líder eh sustentável ele se faz antes de tomar uma decisão. Porque a diferença muitas vezes não está só na decisão final. né? Só que tá ali no processo do pensamento desse líder. O líder tradicional, eh, normalmente ele pergunta uma coisa só: quanto que a gente vai ganhar com isso, né, em termos, eh, financeiros, monetários. Só que o líder sustentável, ele vai ampliar essa esse raciocínio, né? Ele ele normalmente ele se pergunta quanto que a gente vai ganhar, como iremos ganhar, quais são as consequências dessa decisão e isso é ou não é sustentável no longo prazo, né? Vocês podem reparar que essas perguntas elas mudam completamente o processo decisório, porque elas obrigam o gestor a considerar ali os impactos sociais, os impactos eh ambientais, né, os riscos, os efeitos futuros. Então, gente, essas perguntas elas funcionam como se fosse um filtro, um filtro ético, né? Elas ajudam o gestor a evitar decisões que parecem boas no curto prazo, mas que podem comprometer ã a empresa no futuro, né? Eh, o líder sustentável, ele não vai decidir nada no impulso, né? ele vai decidir com consciência, ele vai avaliar eh o caminho até o resultado que se deseja chegar.

Gente, é na tomada de decisão que a liderança sustentável se materializa de verdade. É aqui que o ESG ele realmente vai fazer ali parte eh da prática da organização, né? diferente de uma decisão que ela é 100% técnica ou eh financeira, né, a decisão ética, ela vai considerar que toda a escolha ela gera impacto fora dos limites da empresa, impacta comunidades, pessoas, meio ambiente, né? Impacta muitas coisas. Então, o líder sustentável ele amplia os critérios de análise, né? considera os possíveis impactos, né, os possíveis riscos, os efeitos, né? E na prática isso aparece, por exemplo, eh, como a escolha de fornecedores, né, a expansão de operações, né, e o corte de custos, né, que é uma é inclusive uma decisão bastante polêmica, né, só que nada disso é neutro, nada disso deve ser neutro, né, porque tudo isso vai gerar uma consequência.

Outro ponto eh central da liderança sustentável é a transparência. Então o gestor ele não só decide: "Ah, eu quero fazer assim e pronto, né? Ele precisa explicar o por que ele decide, né? Eh, e explicar com transparência, né? Ele precisa de comunicar os critérios que levaram eh ele a decidir, né? Ele precisa prestar contas das suas decisões, né? assumir toda a responsabilidade pelas escolhas que ele faz. E isso certamente vai fortalecer ali a a confiança da equipe, né, do dos parceiros, da sociedade, vai fortalecer a confiança de todo mundo. Então, a transparência ela é uma questão ética, mas ela não é só uma questão ética, né? que ela também vai eh reduzir ali o risco organizacional, vai fortalecer eh a legitimidade da liderança.

Então, gente, olha só, é, eu trouxe para vocês, né, eu gosto de trazer sempre esses exemplos da reais, né, que acontecem aí no mundo, eh, para vocês terem uma visão diferente, né, porque às vezes na teoria a gente falando é uma coisa, mas quando a gente olha isso na prática, a gente amplia ali o nosso nosso conhecimento, a nossa forma de ver. Então, eh, um case bem marcante aqui no Brasil que eu escolhi trazer para vocês é o caso do Magazine Luiza, né, que é uma organização que ela é frequentemente citada ali nas discussões de ESG, né, por conta das práticas da organização do Magalô, no caso, que vão muito além do resultado financeiro. eh durante a passagem da pandemia, né, quem aí teve a curiosidade de pesquisar já alguma vez sobre, né, eh as empresas que adotaram boas práticas durante o momento de crise, né, então durante toda a a passagem da pandemia ali, mesmo com a perda financeira que o Magalu sofreu, né, eh foi uma organização que escolheu manter os empregos, né, que escolheu preservar os benefícios, que escolheu proteger as famílias envolvidas, né? E isso tudo fortaleceu a cultura da empresa, né? eh trouxe a confiança pro time e é justamente isso que constrói a reputação no longo prazo durante a passagem da pandemia e depois, né, a empresa ainda ela manteve um compromisso muito forte com a sustentabilidade e a responsabilidade eh social, né, mesmo em um ambiente de extrema eh pressão econômica, né, que foi ali a a passagem ali da pandemia e depois também essa pressão continuou.

Então hoje e quem tiver ali curiosidade, eu até sugiro que pesquise para conseguir ler mais a fundo, né? Porque eu trouxe aqui para vocês, mas eu não posso aprofundar tanto, senão a gente ficaria facilmente só uma aula falando disso. Mas o Magalu hoje ele ainda continua, né, sendo incluído de forma consecutiva no índice de sustentabilidade eh empresarial da bolsa de valores brasileiros, né? E mesmo após assim anos, né, a a ocorrência ali da pandemia. E o que que é esse o chamado ISE, né, ou ISE, que é o índice da sustentabilidade empresarial da bolsa de valores, ele é um indicador que ele só reúne as empresas com as melhores práticas ESG avaliadas no mercado. Então isso tudo que o Magalu traz, né, toda essa bagagem, eh eh se traduz em algo que a gente consegue observar nos resultados, né? Eh os estudos de eh feitos ali, né, com a Magalu, né, as pesquisas de imagem eh também mostraram que a Magalu, ela foi lembrada como umas das marcas de varejo com a melhor reputação durante a pandemia. justamente por conta dessas atitudes que a organização teve ali ter cuidado com os funcionários, cuidado com os clientes, com a sociedade no geral, né? Então esse exemplo mostra que quando uma empresa ela decide incorporar eh os princípios ESG na forma de liderar e de tomar decisões, isso tudo pode fortalecer a marca dela no mercado, né? Pode eh ampliar a confiança dos clientes, né? eh ajudar a sustentar no o negócio no longo prazo e pode obviamente, né, que seria uma consequência disso tudo, trazer resultados financeiros, né? E esse tipo de decisão que o Magalu teve, por exemplo, eh também impacta ali, eh, no engajamento interno, né? Quando os colaboradores eles percebem que a empresa ela age de forma coerente, mesmo em momentos difíceis, o vínculo se fortalece, né? E isso vai reduzir ali o ã Turnover, né, que quem trabalha ou trabalhou com RH sabe que o Turnover é um índice de rotatividade dentro das empresas, né? Então acaba que esse índice ele acaba sendo reduzido quando a empresa tem boas práticas, como foi o caso da Magalu, né? Vai aumentar o comprometimento dentro ali da empresa internamente, né? vai reforçar a imagem e a identidade da organização. Ou seja, eh as decisões éticas elas não vão gerar só o impacto externo, elas também transformam a relação das pessoas com a empresa, né? E a empresa só tem a ganhar com isso.

Então, já caminhando aqui pro final da nossa aula, gente, é importante a gente falar de propósito, né? Porque o propósito ele conecta as pessoas ao trabalho, né? É claro que salários são importantes, né? Remunerações são importantes, benefícios são importantes. Só que quando o colaborador ele não tem propósito naquilo que ele faz, né, as coisas acabam deixando de fazer sentido, né? Quando o colaborador ele entende por que ele faz e o que que ele faz, né? o engajamento desse colaborador aumenta. E o gestor tem um papel extremamente importante nisso, né? Porque ele vai atuar como se fosse um tradutor do propósito organizacional, né? É ele quem vai conectar as atividades do dia a dia a um impacto muito maior na sociedade, né? eh que quando há coerência ali entre discurso e a prática, o ESG ele vira parte da cultura da empresa. E é assim que a liderança sustentável ela acaba contribuindo para um ambiente mais engajado, né, mais alinhado às expectativas, eh o ambiente mais saudável, né? Quando o propósito ele é claro e ele é vivido na prática, ele vai orientar as decisões mesmo ali em cenários eh de incerteza, né, em cenários eh de crise, né, o propósito funciona como se fosse um norte, né, que algo que dá direção. E o gestor tem o papel fundamental de manter esse propósito vivo dentro do cotidiano da organização, especialmente nos momentos ali que são mais desafiadores.

Então, gente, pra gente eh fechar a nossa aula, eu queria que sempre que vocês ouvirem falar em liderança sustentável, algumas ideias venham automaticamente à cabeça, né? Primeira ideia, ampliação do campo de visão. Não é só olhar pro financeiro, é considerar impactos eh sociais, ambientais, reputacionais, né? Eh, segunda ideia, decisões que não são imediatistas. Então, o líder sustentável, ele não decide só para resolver o agora, ele pensa nas consequências no médio e no longo prazo. A terceira ideia, coerência entre discurso e prática, que eu estou citando desde o início da aula. O que se fala precisa aparecer ali nas decisões do dia a dia, precisa aparecer eh na prática. E por fim, né, a quarta ideia é a liderança como referência. Então, o gestor ele ensina muito mais pelo exemplo do que pelo discurso, né? Então, eh, os as pessoas, os colaboradores, elas aprendem muito mais olhando o gestor do que ouvindo o gestor, né? Se vocês guardarem essas ideias ali, né, quando a gente quando vocês ouvirem falar em liderança sustentável, vocês já entenderam ali a essência da liderança sustentável.

Gente, antes mesmo da gente encerrar, né, eu queria deixar algumas referências bem importantes que eu utilizei para eh para criar o material para vocês, né, para estar apresentando essa aula hoje, né, são autores aí que ajudam a construir todo esse esse entendimento mais profundo sobre liderança, cultura, mudança, né, motivação. E gente, eu quero agradecer ali vocês pela presença, né, eh, pela atenção. Eu gosto muito de falar sobre esse tema porque a liderança sustentável é realmente o que vai moldar as empresas aí futuramente, né? E é bastante interessante e gratificante ver pessoas interessadas em fazer isso acontecer de verdade. Então, se alguém quiser aí pontuar alguma coisa, tirar alguma dúvida, né, fiquem à vontade, mas da minha parte estão liberados.

Professora, gostaríamos de agradecer a sua aula, foi bastante esclarecedora. Eu separei aqui quatro, quatro questõezinhas de alguns alunos, eh, para nós aprofundarmos um pouco mais com dúvidas pertinentes, mas eu também gostaria de fazer eh algumas considerações, né, alguns questionamentos considerando a pertinência do tema. Então, a primeira pergunta que eu gostaria de de fazer com eh para ti nesse momento é eh tanto que a professora até pontuou agora no final da sua fala, eu achei isso eh bastante relevante, que é como operacionalizar n práticas ESG, né, em sustentabilidade dentro da organização, eh, para que não fique apenas no discurso. Então, quais são os mecanismos de governança que uma empresa ela deve adotar para que isso se torne uma prática concreta e não apenas um discurso vazio eh para ficar bonito para investidores, tá? Esse é o primeiro questionamento que eu gostaria de fazer. Tá mutado o som, professora?

Desculpa, pessoal. Vocês estão me ouvindo?

O primeiro passo é que se tenha ali um líder que tenha essa visão, né? Eh, esse dom de ter essa visão ampliada, de ter essa esse campo de visão, né, panorâmico, não é para todos a gente sabe, mas o primeiro passo é que o gestor ele tenha essa ideia, ele entenda sobre o ESG, ele entenda que ele tem que ter essa visão eh essa visão panorâmica, né? porque tudo que ele fizer vai servir de exemplo. Então, como eu citei durante a aula, eh, para que aconteça, para que uma empresa ela seja ali ela, elas ela eh pratique o ESG, eh o primeiro a praticar o ESG tem que ser o líder, né? Eh, então, eh, é importante que isso não fique só na prática, né, que isso realmente seja feito, né? Eh, e o líder ele precisa estar estudando isso constantemente, né? Porque cada decisão é uma decisão diferente, é uma decisão nova e entender que ele é o espelho, né, do dos colaboradores. E se ele for uma gestão ruim, né, entre aspas, ele a empresa, né, vai ser uma empresa com uma cultura ruim ou às vezes n vai ter uma cultura. Então, o primeiro passo é que o o gestor ele tenha essa essa visão, né, e que ele entenda que ele está sendo ele tá servindo de exemplo ali dentro.

E aí, eh, mas pensando também nessa questão, eh, da própria liderança, OK, eh, então nós já sabemos que o líder ele precisa ser alguém proativo para que a prática de sustentabilidade ESG ela se concretize. Então isso eh nós podemos visualizar durante a sua fala, mas como então que o líder ele pode eh falar disso dentro de uma organização quando ele encontra a resistência eh com relação ao mercado e a expectativa do acionista que não é favorável ao ESG prática sustentável. Então ele já encontra um conflito. Então, de forma que eh a fala do líder dentro da organização não seja eh esvaziada ou comprometida, então como que nós podemos eh criar critérios objetivos para que para contornar essa situação? [risadas] Porque dentro do da organização, nós sabemos que o líder, de fato, ele precisa espelhar a a aquilo que ele está eh trazendo de concreto para os seus subordinados, né, para os seus liderados. Contudo, ele também encontra desafios com relação à aplicação dentro eh da própria organização com relação às pressões do mercado e a expectativa do acionista. Como que tu enxerga essa perspectiva?

Eh, quando eh pode haver ali, né, resistência por pressão do mercado do acionista, como o professor comentou, né, eh o líder ele deve posicionar o ESG como uma estratégia, ele deve mostrar, né, que o ESG ele tá ali para ser uma estratégia, não só como uma pauta, né, ideológica, por exemplo. Então, eh, ele precisa ali traduzir, por exemplo, o ESG em risco e retorno, né? Ele precisa falar a linguagem do acionista, né? Mostrar que o ESG ele reduz riscos regulatórios, riscos reputacionais, né? Como eu já comentei, riscos jurídicos, né? Eh, evidenciar, obviamente, o impacto financeiro, que é o que interessa ali pro pro acionista muitas das vezes, né? Eh, o acesso a crédito, por exemplo, que eu comentei na aula passada, né? valor eixo, né, atração dos investidores, né, eh, e implementando isso de forma gradual. Então, demonstrar resultado concreto antes de ampliar é bastante importante, né, eh, começar ali com projetos que gerem ganho financeiro até que eh o essa pressão ela se disfaça, né, essa resistência ela se desfaz. Eh, ele não tem, ele tem que defender o o ESG como uma boa intenção, obviamente, né? Só que muito mais que isso, ele tem que mostrar que o ESG ele gera vantagem, né? Ele gera vantagem competitiva, ele gera perenidade no negócio, como eu falei.

Certo, Toninho, você gostaria de fazer alguma ponderação, alguma questão antes de passarmos para o questionamento dos alunos? Eu acho que a gente podia já passar os questionamento dos alunos, professor Romário, que já tá estourando meu tempo aqui. Daqui a pouco eu tenho uma outra aula já também. Agradeço a participação do professor. Cara, que a primeira pergunta que nós temos >> aqui é da Sara Santos e ela coloca: "Professora, líder sustentável. O que definiria, né? Então, o termo sustentável?"

Bom, eh, eu vejo que sustentável é uma capacidade que o líder sustentável tem que ter, né, de gerar o resultado que ele precisa hoje, mas sem ele comprometer o amanhã, né? Então, é por isso que eu citei e cito bastante sobre continuidade, né? Ele não deve comprometer o amanhã da empresa, né? Ele não deve comprometer o amanhã das pessoas, né? Eh, então o líder sustentável, ele vai sempre olhar para isso, né? O que eu vou fazer hoje, como que isso vai ser, como que amanhã vai ser impactado por isso? Como que futuramente, daqui 5, 10 anos, vai ser impactado com isso, né? Então, o líder sustentável, como eu disse, ele toma decisões baseadas no longo prazo, né? Não só focadas ali rapidamente no no imediato, né? ele ele vai fazer o possível para reduzir eh riscos futuros que venham venham a comprometer ali a a continuidade da empresa. Então, eh se eu pudesse definir isso em uma frase, seria a capacidade de gerar resultado hoje sem comprometer o amanhã.

Certo, Sara? Muito obrigado, Sara. A próxima pergunta é a da Paloma Santos. O que será stakeholders?

Pessoal, eh, stakeholders, até peço desculpas de não ter definido isso durante a aula. Eh, são todas as partes interessadas que impactam, né, ou que são impactadas pelas eh pela empresa, né? Então são ali internos e externos que estão interessados e que fazem parte de alguma forma da empresa. Por exemplo, os colaboradores que são os internos, os clientes que são os externos, fornecedores também são externos, acionistas, né, eh investidores. Então isso seriam eh stakeholders, né, qualquer pessoa ou grupo que tenha interesse ou que sofre ali impacto das decisões da organização.

Certo, Paloma? Muito obrigado. A próxima pergunta é do Roger. Na atual conjuntura do nosso país, devido aos avanços progressivos, o gestor ser considerado um líder absoluto? Aí entra a questão da liderança, né?

Deixa eu só recapitular a pergunta dele aqui.

Na atual conjuntura do nosso país e devido aos avanços progressivos, o gestor pode ser considerado um líder absoluto?

Tá? Eh, eu vejo assim que o gestor ele não deve ser considerado eh um líder absoluto, por liderança absoluta, ela sempre vai concentrar, né, eh, ele

vai concentrar poder e ele vai reduzir diversidade de ideias. Claro, isso que eu estou falando nem sempre na prática acontece, né? Muitas das empresas a gente vê, né, eu mesmo já passei por eh corporações que o líder para mim ele parecia um líder absoluto, né? O gestor parecia um líder absoluto, mas ele não deve ser considerado um líder absoluto, né? Porque quando ele é considerado um líder absoluto também acaba ali enfraquecendo a governança da empresa, aumenta risco de eh risco de decisões enviesadas, né? Então, a liderança ela ela ela tem que ser compartilhada, ela tem que ser responsável, né? Ele tem que o gestor tem que influenciar sim, só que ele também tem que prestar contas, né? Como eu citei na aula, ele tem que ser transparente. Então, liderança sustentável é eh influenciar com responsabilidade, não com uma autoridade que é eh incontestável, digamos assim.

Certo, Roger? Muito obrigado. A última pergunta é da Raíça Rodrigues. Então, ela perguntou: "Então, podemos dizer que o líder age como um agente que vai integrar o ESG, garantindo que a empresa cumpra o seu papel social e ambiental, ao mesmo tempo em que gera valor para a organização?".

Exatamente, né? É exatamente como eh ela citou ali na pergunta, né? Eh, ele vai fazer toda essa vai cumprir todo o papel social e e ambiental e ao mesmo tempo vai trazer ali o valor para a organização, né? E para que isso aconteça, ele tem que eh olhar para pro amanhã, ele tem que olhar, ele tem que ter a visão panorâmica, né? Então, é exatamente o que ela o que ela disse ali.

Certo? Professora, eh, eu creio que seja isso. Eh, a aula realmente foi uma aula muito gostosa de de ouvir, de participar com um conteúdo bem relevante. Acredito que as ponderações que foram levantadas aqui, eh, nossos alunos podem aprofundar, né, o o conteúdo, né, eh, e que nós possamos de algum modo eh incentivar mais a prática da sustentabilidade cooperativa e o G dentro das empresas como um mecanismo para melhorar e alavancar a prática do intraempreendedorismo. com foco em resultados operacionais, mas também com foco na competitividade, né? Sem perder competitividade, sem perder mercado e ganhar dinheiro, que é o foco da empresa, né? Que é o foco da atividade econômica. Professora, agrade a sua participação.

Eh, Toninho.

Não, só vamos finalizar aqui. Acho que a gente criou uns cinco grupos de WhatsApp aqui só, só nossa aula de hoje, [risadas] tá, pessoal? Em relação à lista de presença, gente, tá na descrição, já coloquei aqui no chat, não fique preocupado, tá? A lista de presença, ela vai ficar salva, assim como a aula da professora. Eu espero que vocês tenham aproveitado muito essa aula da professora, que foi uma aula muito proveitosa, tá? Mês que vem a gente tá de novamente aqui com a aula aqui, uma aula uma vez por mês, tá? E era só isso mesmo, né, Romar? Vamos agradecer a presença de todos aqui, a participação de todos. Estamos com 400 alunos aqui praticamente, tá? Tivemos um pico de quase 500 alunos assistindo essa aula ao vivo. Sei que muitos vão assistir essa aula mais tarde. Eu tenho só agradecer a professora Lina a participação. Muito obrigado, professora.

Eu que agradeço aí a participação dos alunos, né, pela nossa troca aí de sempre. Fico muito feliz em ver a galera interessada em aprender e espero que fazer isso acontecer também futuramente, né? Porque é isso que vai moldar as empresas nos próximos anos, como eu já comentei. Então, agradeço professores, pelo apoio e até a próxima aula.

Até mais, professora. Até a próxima. Romário.

Até a próxima aula. Uma boa noite e um forte abraço.

Obrigada. Tchau. Tchau.

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