Transcription
Deu, já entrou todo mundo. Deu. Não tem mais ninguém para entrar.
>> Oi.
>> Ah, tá. Tá, tá. Então, pessoal, bom dia. A gente vai começar os trabalhos. Vou orientar o pessoal que tá na assistência, que é terminantemente proibido o uso de celulares, não pode mexer no celular para nada, tá? Nós temos aqui diversos agentes de segurança e eles têm orientação para se alguém mexer no celular, essa pessoa vai ser convidada a se retirar e ela não retornará mais ao plenário, tá? É uma diligência que a gente precisa observar para evitar qualquer problema. H, até em relação à eventual anulação do processo do plenário, tá bom? E também vou pedir para vocês que então desliguem ou coloquem no silencioso o celular para não tocar, não tocar alarme, enfim. E também vou pedir silêncio enquanto a gente estiver nos trabalhos, a gente vai ouvir algumas testemunhas. Depois a gente tem os debates e eu peço, por favor, silêncio, nenhum tipo de manifestação, porque isso também pode acarretar um eventual eh anulação da sessão de julgamento, tá? Então eu conto com a com a colaboração de todos para que a gente possa então fazer os trabalhos de uma maneira bem tranquila para que a gente consiga chegar ao final desse julgamento, tá bom? Vamos começar.
Então, a gente vai ouvir a primeira testemunha. Pode chamar para nós a dona Cátia, por gentileza. Ana Cátia, pode deixar a mochila dela lá. Tá, já alcança uma. Ah, ela já tem água. Senhora quer um café, dona Cátia? Não preciso.
>> Pode baixar se ficar melhor pra senhora.
Tá. Tá. Bom dia, então, dona Cátia.
>> Bom dia.
>> Nós já conversamos, né? Já externei pra senhora os meus sentimentos, meu pesar por tudo que aconteceu. Então, a senhora vai prestar o seu depoimento agora, a senhora não presta compromisso. A senhora vai responder algumas perguntas, tá? Se a senhora não souber a resposta, não tem problema. E se a senhora precisar de algum tempo, precisar que a gente faça alguma pausa, a senhora me sinaliza que a gente faz a pausa, tá certo? A senhora só me confirme, por favor, o seu nome completo e a sua idade.
>> Cátia Rosm Lopes Gard.
>> Tem tem que levantar um pouquinho o microfone.
>> Isso assim.
>> Cátia Rosm Lopes Gard 54 anos.
>> Tá, dona Ktia, então a senhora é a mãe do Andrei Ronaldo Golar Gonçalves, que é a nossa vítima, né? A senhora vai responder, então, algumas perguntas eh do Ministério Público, por favor. Só vou esperar a doutor ela se acalmar um pouco porque no momento tá difícil. Podemos, dona Cátia, a senhora precisa de um tempo, não podemos
>> quer ir lavar o rosto que é o que lavar o rosto,
>> tá? Ã, doutora, então Ministério Público,
>> ela quer lavar o rosto, doutora.
>> A senhora quer ir lá lavar o rosto, tá? Então, por favor, ela acompanha o que ela
Não tem problema, dona Cátia. Se a senhora precisar, a gente a gente interrompe, tá? Então, eh, o Ministério Público tem a palavra, doutores.
>> Dona Cátia, bom dia. Novamente, sempre meus sentimentos de uma mãe para outra, por favor. Inicialmente um relato amplo, se a senhora quiser, quem tá julgando são os jurados, eles não estão sendo filmados, mas é bom que a senhora possa, se possível, olhar para eles e nos narrar o que que aconteceu aqui. Quem está sendo acusado inicialmente é o quê da senhora?
>> É meu irmão.
>> É meu irmão.
>> É seu irmão.
>> Tio da vítima, portanto,
>> tio e padrinho do Andrei.
>> Certo. A senhora tinha algum problema com o seu irmão até então?
>> Não, mas eram uns irmãos normalidade.
>> Certo. Então, até então, a senhora não teria nenhum motivo para querer acusá-lo ou tomar qualquer atitude contra seu irmão? Correto? Correto?
>> Então, pode nos narrar exatamente eh o que que aconteceu, como é que se sucederam os fatos e de preferência, Dra. a juíza, se ela pudesse até assim virando e segurando o microfone, mas olhando pros jurados para eles poderem ver a prova melhor, eu sempre claro eh segurando o microfone ã porque eles são os destinatários da prova, narrar o que que aconteceu e os os dias que antecederam e tudo que a senhora quiser expor. Depois, se precisar, a gente faz cortes e vai falando.
>> Mais perto do microfone. É perto do microfone, porque a gente precisa que eles ouçam,
>> tá bem?
>> Além de lhe ver, lhe ouvir.
>> Eu e o Jeverson, né, somos irmãos de, somos de cinco irmãos. Ã, tem o mais velho, tem o Jeverson, que é o Ré, tem o Réges, sou eu, a Cátia, e tem o Everton, o caçula. Nós fomos, viemos de Santa, de Santa Maria para Porto Alegre, Pequenos. Eh, meu pai era brigadiano, minha mãe depois auxiliar de enfermagem e uma família tradicional, normal, bom relacionamento. Eu sou madrinha da filha dele. Ele é padrinho dos meus três filhos, né, do Anderson, da Andressa e do Andrei. O Andrei era o filho caçula dos três irmãos e nos ele morava em Porto Alegre com a família. A gente se visitava um a casa ou outro, né? Aquela coisa normal de uma família do Rio Grande do Sul. Ele foi embora para pro Rio de Janeiro com a família dele e ele entrou em contato comigo perguntando se ele poderia ficar um período na minha casa, que ele tinha havia recebido um convite para trabalhar no Ministério Público.
>> Isso foi quando, dona Cátia?
>> Foi início de novembro de 2016,
>> certo? Então, em início de novembro de 2016, ele entrou em contato para eh estava morando no Rio de Janeiro, perguntando se ele podia ficar na sua casa, porque ele recebeu um convite para trabalhar no Ministério Público aqui do Rio Grande do Sul.
>> Aqui do Rio Grande do Sul,
>> certo? Quando ele foi embora pro Rio de Janeiro, ele foi com a família dele. A família dele é constituída, né, por ele, a esposa e quatro filhas. E a esposa dele, ã, por um período foi enada dele, porque no próprio depoimento do meu irmão, ela confirmou que ela, que a mãe dela e o meu irmão tiveram um relacionamento. Ou seja, ele tinha uma companheira e a e a esposa dele, como é que é o nome?
>> É Fabiana.
>> Fabiana, ela tem um apelido, né?
>> É Bana.
>> Bana. A Fabiana era dele e ele passou de padrasto a ser companheiro da entiada. É isso.
>> Isso. Casaram e tiveram quatro filhas,
>> certo? E essa e essa esse essa relação, ela ainda ela é jovem essa menina, quando eles começaram esse relacionamento?
>> Sim. Quando ele conheceu, né? Posso citar o nome da mãe dela?
>> Claro.
>> A quando ele conheceu a dona Áurria, a Fabiana, minha cunhada, era pequena. Tanto é que eles sempre falavam, né, nas reuniões de família, quando a gente tava juntos. Ele dizia: "Ah, eu que tirei o bico da Fabiana, porque senão a banda ia continuar chupando o bico até hoje". E ela sempre diz: "Ah, eu gosto de chupar bico". Então ela, ele conheceu ela, era pequena, tinha uns dois, tr anos e aí ele, eles tinha um relacionamento que não era divulgado, né? Por ele ser mais novo que ela e essa senhora do lado.
>> Ela ser mais novo que ele,
>> não? E a o relacionamento do meu irmão com com a sogra.
>> Ah, tá. Era um relacionamento discreto, porque o meu irmão era já era um sargento da Brigada Militar, mais novo que a sogra, né? A sogra era mais velha que ele
>> e ela era cozinheira do clube. Então não era um relacionamento que se sabia, mas não se tinha prova. Mas no depoimento do meu irmão, a minha a Fabiana foi testemunha e confirmou que o meu irmão teve um relacionamento amoroso com a mãe dela.
>> E a Fabiana foi crescendo. Eles assumiram publicamente. O meu irmão e a minha cunhada se assumiram publicamente, noivaram, casaram e construíram a família deles com quatro filhas. E o a sogra dele faleceu um ano após o casamento do meu irmão.
>> Então, de padrasto ele passou a ser
>> marido.
>> Marido. Ela era jovem.
>> Ela era jovem. A Fabiana, eu não tenho bem certeza da idade que ela se casou, mas ela se casou jovem. E esse relacionamento dele com essa, com a esposa, com a Fabiana, começou com que idade?
>> É, publicamente para nós, foram nos 14 anos dela que a gente começou a saber que eles estavam namorando. Mas se sabia através de de amigos, de pessoas que eles tinham relacionamento antes. Com uns 12 anos já havia o comentário que eles andavam jun estavam juntos, ficavam sozinho em casa, né? Porque ele ficava na casa dela, da Fabiana, e a dona Áuria saía para trabalhar e aí ficavam os dois sozinhos em casa. Ele já sargento da Brigada Militar.
>> Tá bom. Ã, e aí ele foi morar com a Fabiana e as quatro filhas no Rio de Janeiro.
>> Isso. Depois de da depois de de adultos, né, das as crianças maiores, já tinham as quatro filhas, foram morar no Rio de Janeiro e lá nós ias visitar. Eu tenho um outro irmão que naquela época morava no Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro e nós íamos paraa casa desse outro meu irmão e eu cham
>> Qual que é o outro irmão? Se
>> é o é o Everton,
>> certo?
>> É o Éton. Então eu chamo ele até meu irmão de do bem para porque era um irmão caçula e a gente estudava super bem. Então nós íamos paraa casa do Éton nossas férias, nas férias dos meus filhos. Tanto é que antes do Andrei falecer, um pouco antes, ele tava organizando, ele queria ir passar as férias na casa do Éeverton, desse meu irmão do bem, que é padrinho também do Andrei, da Andressa e do Anderson.
>> Então, o seu filho tava fazendo planejamentos.
>> Sim, sim. Ele tava planejando ir pras férias, né? Independente dele passar ou não na escola, ele sempre, ele sempre iam iram pra casa do meu irmão do Everton.
>> Uhum. E ele tava até inclusive organizando uma festa de de final de ano lá no condomínio, porque nós morávamos numa casa. 7 meses depois nós que o Andrei, antes do Andrei falecer, a gente tinha se mudado para esse condomínio.
>> E ele tava feliz com essa nova moradia?
>> Tava. Eu tava muito feliz porque tinha piscina, né? E meu sonho sempre foi poder oferecer uma coisa melhor paraos meus filhos, né? Eu sou auxiliar de enfermagem, trabalho há quase 32 anos no Hospital de Clínicas como auxiliar de enfermagem na pediatria. E então ele tava, eu pude realizar o sonho dele que era ter uma piscina, né? Piscina, quadra, era um condomínio fechado, então não tinha perigo dele estar na rua. Antes nós morávamos numa numa rua, numa vila lá perto do presídio central, inclusive perto da linha de tiro, né? Então, eh, era uma, começou a ficar perigoso e eu trabalhava de noite, eu pensei, eu quero dar uma estrutura melhor paraos meus filhos. E a gente se mudou, eu comprei esse apartamento, nós fomos morar nesse condomínio. O Andrei tava realizado porque ele podia brincar, tinha amigade, né? Tinha piscina, tinha quadra para ele jogar futebol. E ele tava organizando com uma outra turma de amiguinhos pequenos a festa pro final de ano e infelizmente não foi concluída porque meu irmão assassinou o Andrei.
>> Então ele tinha planejamentos de uma viagem pro Rio, de tava organizando uma festa no condomínio.
>> Isso.
>> Ele tinha amigos nesse novo nesse novo condomínio.
>> Sim, bastante. Inclusive o nós fazia cinco dias que nós tínhamos nos mudado para lá. uma uma vizinha convidou ele pro aniversário e eu disse: "Mas já, filho?" Ele disse: "Ah, agora já são meus amigos". Porque o Andrei era uma criança falante, alegre, feliz. Ele não tinha problema de se socializar, mas ele tinha personalidade. Então o o Andrei não ia se deixar ser levado por chantagem. Então o isso que ocasionou a morte do Andrei, porque o que aconteceu o Andrei ia me contar.
>> Ele era uma criança que te contava as coisas.
>> Contava. era muito meu amigo, eh, a irmã dele, né, eh, 4 anos mais velha que ele, então eles também tinha um ótimo relacionamento. É, briga de irmãos, aquelas coisas que, né, não sei, então não tem irmão, a gente briga aqui, né, irmão.
>> Mas eles eram muito unidos, né, os meus outros dois, o Anderson e Andressa também. Só que o Andrei e a Andressa, eles eram mais próximos, né, de idade.
>> A senhora tem três filhos, a senhora falou, né?
>> Eu tenho três filhos.
>> Os três moravam com as senhora?
>> os três moravam comigo,
>> certo? Bom, ã, aí voltando então pra situação que a senhora nos trouxe, a senhora disse que seu irmão ligou perguntando se ele podia morar com a senhora.
>> é, não morar, ele queria ficar hospedado um período ali porque logo ia ter o recesso em dezembro e aí ele ia arrumar uma residência porque ele disse para mim que estava separado da esposa dele, que já estava tudo acertado, que ele ficaria aqui em Porto Alegre e ela lá no Rio de Janeiro. Eu não quis tomar partido, interferir ali se realmente era ou não, mas ele diz: "Ah, eu tô separado da Fabiana, a gente já conversou e cada um vai ficar num estado e tá tudo certo".
>> Certo. E daí ele veio mesmo?
>> Ele veio no início de de novembro, ficou uns dias, aí foi quando começou a fazer os os exames, né, pro para trabalhar no Ministério Público. E ele sempre dizia: "Nossa, cá, tinha muito exames, era folhas assim que eles chegavam pedindo exames." Até odontológico diz que pediram o exame dele, psiquiatra, psicológico, vários exames pedindo para ele. Aí ele voltou, acho que foi 11 de novembro. 11 de novembro acho que foi o ah, agora acho que foi 11 de novembro. E tava tudo correndo normal. Chamei meus filhos, convidei, conversei com eles, né? Disse: "Ó, o padrinho tá vindo para cá". As crianças estavam contente porque até então a gente tinha um ótimo relacionamento, né? Padrinho dos três e o meu apartamento é pequeno. Então eu chamei eles e falei assim: "Ó, vamos fazer o seguinte, ó, porque o meu pai ensinou a gente a separar menino de menina. Então fica eu e minha filha, porque morava eu e meus três filhos no apartamento. Fica eu e a minha filha num quarto e o meu irmão e os meus outros dois filhos no outro quarto e tá tudo certo, né? A gente é família, a gente se aproxima assim. Você aperta, aliás, e dá tá tudo bem. E tava tudo correndo normal. Foi um período que eu tinha feito uma cirurgia na coluna, então era o período que eu mais fiquei próxima deles em casa, porque eu não podia me mexer muito. Então foi o período que eu fiquei bastante em casa. E aí na madrugada na a gente gosta muito de futebol na minha casa, né? Uma Andreira era gremista. A senhora também? Sim,
>> ele gostava de em jogos.
>> Ele gostava de jogo e eu levava eles desde na época do Olímpico, levava eles na na arena. Então tem muitas lembranças minhas, as jogos de futebol que que é como se eu tivesse com Andrei lá na arena, porque ele era muito muito parceiro comigo, né? E por ele ser o caçula, né? A gente sempre trata diferente, porque a maturidade, a idade é diferente da maternidade quando a gente tem mais idade e para quando tem menos. E o Andrei era, ele era muito carinhoso, afetivo, ele ele se preocupava comigo, se preocupava com as pessoas e aí eu dizia: "Eu vou no mercado". E ele falava: "Eu vou junto, mãe". E aí ele convidava a minha filha falava: "Vamos, Dedé, que o apelido dela é Dedé. Vamos, Dedé, vamos com a mãe no mercado". E no mercado assim, ele era muito prestativo, ele queria pegar as compras e botar no carrinho. Ele via algumas coisas fora do lugar. das prateleira e aí ele queria guardar e eu falava: "Filha, por que tu tá guardando? Tem uma um funcionário para esse". Ele falou: "Mãe, mas as pessoas têm que botar as coisas no lugar certo". E ele gostava muito de cozinhar, né? Ele tinha 12 anos. Ele sabia fazer chimarrão, ele sabia fazer eh bolo, pudim de pão.
>> Ao seu tempo, dona Cátia. Tô ao seu tempo.
>> Calma, dona Cátia. Se precisar lavar o rosto de novo, a gente lava. Mas a gente precisa da sua ajuda hoje aqui.
>> Desculpa as pessoas, mas é que o Andrei me faz muita falta, muita saudade dele. Então, quando eu relembro esses momentos que a gente viveu juntos e saber que eu não tenho mais o Andrei para fazer isso e e quem é lutado, quem perdeu um filho sabe que essas essas lembranças tocam no coração da gente, porque depois que o Andrei faleceu vai fazer 9 anos. Eu tomei muito chimarrão, mas todos chimarrão tem o gosto dele, gosto da saudade, isso é o que dói. Então, por isso que talvez em algum momento eu vou ter um choro mais intenso. E aí, então o André era uma criança alegre, comunicativa e não tinha problema, né, Na escola ele conversava com todo mundo, ele tava mal nas notas, mas isso não era de comportamento, né? Não era uma coisa que mudava o comportamento dele. E no condomínio também tinha bastante amigos. E então o Andrei não tinha problema de falar, ele conversaria com qualquer pessoa, né? Assim, ele me contaria se acontecesse alguma coisa, porque às vezes aconteceu alguma coisa na escola, coisa assim. Ele sempre me contava, ele era, nós éramos amigos, porque eu sempre ensinei meus filhos a confiarem em mim e eu ia confiar neles. Então o Andrei sabia que o que ele me contasse eu ia acreditar, independente de que fosse quem que fizesse algum mal para ele. Porque desde eu porque eu quando ele era pequenininho, eu sempre falava: "Filho, a pessoa que mais te ama, a pessoa que mais ama um filho é a mãe. Então tu sempre pode confiar na mãe. Então ele sempre confiou em mim. E aí ele sabia o que aconteceu naquela noite no quarto, ele me contaria, eu ia acreditar. Ele, infelizmente, não teve a oportunidade de me contar.
>> Certo. Mas, Ktia, a gente tem que então compreender. A senhora disse que seu, o irmão veio para cá fazer os exames e aí dele, ele voltou pro Rio de Janeiro ou como é que foi isso?
>> No início do mês ele veio na minha casa, ficou um período na minha casa, depois ele foi pro Rio de Janeiro e aí quando ficou com ficou acho que confirmado, né, que ele viria trabalhar no Ministério Público, ele ficou hospedado na minha casa, ele veio com as malas, né, para ficar lá em casa.
>> Certo? E aí, como é que ficava a disposição no quarto? Como é que funcionava esse quarto?
>> Era uma triliche, né? Que daí o Andrei dormia na cama de cima, o meu irmão na cama do meio e o Anderson, meu filho mais velho, na cama auxiliar, que é uma cama de puxá. E na noite do crime o meu irmão, o meu filho tava de serviço, tava, ele trabalhava de noite, o Anderson,
>> o que dormiria embaixo.
>> Isso. Ele tava, então só tava os dois. Só tava,
>> só estavam os dois, certo? Fazia quantos dias que seu filho tava morando? Desculpa que o acusado Jeverson estava morando ali
>> em torno de uns, não dava 20 dias, eu acho. É porque chegou dia 15, ele veio no início do mês, ficou acho que uns três, qu dias, não lembro bem preciso. E depois ele voltou, eu acho que foi dia 11 ou dia 14 de novembro e aí aconteceu dia na madrugada do dia 30 de novembro. Então ele ficou poucos dias,
>> certo? Eh, me chama a atenção eh uma fala de uma psicopedagoga, dona Maria Rita, que eu não sei se a senhora sabe de quem que eu estou falando.
>> Sei.
>> A senhora conversou com ela?
>> Sim, porque ela é uma das que tava organizando a festa do condomínio. E ela disse: "Catia, é o Andrei". E ela tem um filhinho pequeno que o Andrei gostava de brincar com esse filho dela, jogar futebol na quadra. E ela disz: "Cátia, eles estão organizando uma festa do pro condomínio pro final de ano, né, que aquele era novembro e aí a seguida seria o Natal, né? Então estava organizando uma festa de de final de ano pro condomínio,
>> certo? Mas eh ela fez uma referência no sentido de que seu filho teria cortado o cabelo,
>> tá? O Andrei cortou o cabelo porque o o Andrei ele gostava de ter o cabelo comprido, né? né? Ele sempre gostou de ter o cabelo comprido, mas chegou uma, às vezes dava uma época nele assim, ele falava: "Ah, eu quero cortar o cabelo". Eu lembro que uma vez que ele cortou o cabelo, que tava bem comprido, que nós estava, nós fomos numa festa e nós estava na fila para do bifet para se servir e aí alguém perguntou: "Cadê o Andrei?" Aí eu falei: "Ah, tá ali". Daí a pessoa disse: "Ah, nem reconheci ele por causa do cabelo comprido". E aí ele foi lá e cortou o cabelo. Então às vezes dava isso aí dele querer cortar o cabelo, mas ele gostava de ter o cabelo comprido, mas não era rebeldia nem nada, era a opção dele. É porque daí quando ele cortava, ele pedia para cortar bem curtinho e ficava bastante tempo sem cortar.
>> Certo. Bom, ã, então vamos para os momentos do do fato. Ah, aqueles dias que antecederam ali, teve aquele tragédia da Chapecoense, né, pelo seus relatos.
>> Isso.
>> Tá. Vamos então tentar recordar o dia dos fato ou as dias que os momentos antes do fato,
>> tá? Naquela semana correu tudo normal lá em casa, né? Meu irmão levantava cedo, ia pro quartel lá, pro Ministério Público. O Anderson e às vezes chegava do
>> O Anderson, seu filho mais velho.
>> Meu filho mais velho. O Anderson, meu filho mais velho, trabalhava de noite. Então ele chegava às vezes do plantão e ia pra aula para ele fazer um curso naquela época. Ou às vezes ele não tinha aula, chegava, ia dormir. E o André e a André saíam pro colégio que eles estudavam de manhã na mesma escola. Aí às vezes eles iam a pé, às vezes conforme eu tava eu também levava eles de carro, tá? Então tá na naquela semana tava tudo normal, mas aí nós somos lá em casa, a gente é gremista, a gente gosta muito de futebol, tava em função que o Interva para cair e nós acompanhando o futebol em 2016. Aí o na na segunda-feira que antecedeu, né, tinha nós vimos um jogo que eu não tô me lembrando quem era o time, mas que dependia assim pro Inter cair. O Andrei tava faceiro porque ele era gremista, seria a primeira vez que ele via o Inter cair, aquela coisa de uma criança de de 12 anos, né, aquela empolgação do futebol, porque ele ele sempre foi muito de de ir na nos jogos comigo, né? Aí, eh, ele fizemos uma janta, ele inclusive foi que fez a janta, né? Nós tava a Não, vou voltar um pouquinho antes. Na segunda de manhã ele tava mal na escola, né? Aí na época namorava o Luciano e ele disse, eles combinaram ali para ensinar, para aprender ensinar matéria lá que ele tava mal na escola. E aí ele na noite de segunda-feira, quando ele tava estudando, estavam os dois sentados na mesa, o Luciano disse assim: "Cia, tu tem um caderno aqui para pra gente fazer anotar as anotações?" Eu disse: "Ah, parei que eu tenho lá no meu quarto". E eu trouxe um caderno pequeno assim, pera aí que eu vou só largar o microfone para falar. Um caderninho pequeno assim, né? Não, aquele grandão, pequeno. E aí eles eh escreveram e daí eu disse: "Ah, Andrei, liberou o caderno, guarda lá de volta". E o André era muito regrado assim, muito disciplinado, né? Ele guardou o caderno lá no meu quarto de volta e aí daqui um pouco vai entrar esse caderno de novo na história. Aí eles estudaram e o Luciano disse: "Parquet, eu tô com fome". Aí o Andrei olhou para ele e falou assim, ó: "Ô, bem que tu podia assar uma carne para mim que ele, o André gostava muito de churrasco de carne. Daí o Luciano disse: "Eu aço se tu fizer com uma janta para nós aí." Porque o Andrei gostava de cozinhar. Ele sabia fazer massa com molho branco, ele sabia fazer bolo, churros, pudim. Então ele, ele tinha prazer de fazer essas coisas quando chegava alguém lá minha casa, sabe lá em casa, que é uma maneira acho que dele acolher a pessoa. E eu e ele disse: "Tá, eu faço a massa com molho branco". Ele cheio de orgulho assim que ele ia fazer a massa com molho branco e o Luciano ia assar a carne. Nós jantamos, né? Vimos o jogo ali e fomos deitar, né? que no outro dia tem um jogo importante do Grêmio que a gente ia assistir e aí aconteceu a tragédia da Chapecoense pela manhã, pela madrugada, né? Nós já acordamos com a com a notícia triste da Chapecoense e naquela manhã segue normal, né? O meu irmão foi pro terçafira >> na terça-feira. Exato. Aí na terça-feira meu irmão foi para foi pro quartel, o Anderson foi pro curso que ele tava fazendo, a Andressa e o Andrei foram pro colégio e eu fiquei em casa. E aí a Andressa tinha combinado comigo que ela tinha que fazer um trabalho escolar na casa de uma coleguinha dela. Ela falou: "Mãe, eu não vou vir para casa, só vou vir no final do dia porque eu vou lá na casa da minha colega fazer um trabalho". Eu disse: "Ah, tudo bem". E o Andrei disse: "Ah, eu venho para casa". E o Andrei veio para casa. Aí era umas 10 horas, mais ou menos. O Andrei chegou, eu tava tomando chimarrão e o Andrei gostava de chimarrão e inclusive ele tem uma, ele tinha uma cuia e aí quando ele fazia chimarrão e o chimarrão dele era ótimo assim e ele dizia assim, ó, quem é que fez chimarrão? Por isso que o chimarrão é bom, porque a cuia dele e a bomba era dele. E ele chegou, me deu um beijo como normal e perguntou: "Mãe, por que que tu não tá vendo o teu jornalzinho?" Que eu gostava de ver notici notícias, né? E eu disse: "Filho, hoje tá tá muito triste". Porque aconteceu a tragédia da Chapecoense. E eu disse: "Filho, quando uma mãe sofre, todas as mães sofres, sofrem junto e na maturidade dele, ele disse: "Mãe, que triste para essas mães perder os filhos desse jeito, né?" E eu nunca imaginei que eu ia me tornar uma mãe dali há horas que também perdeu um filho de uma maneira trágica. Aí ele ficou, eu disse: "Filho, vê série, porque eu eh a tragédia é triste, mas eu queria poupar ele de ver aquela tristeza, né?" E eu disse: "Não, filho, porque ele ele se emocionava com essas coisas tristes, né? Eu lembro do caso do do da Rafaela, não, daquela da Nardone que jogaram de elevador da pela Isabela Nardone. Ele sofreu ali. Depois tinha o do Boldrini também porque eu acompanhava. Então ele eu sabia que ele ia sofrer com a tragédia da Chapecoense, ainda mais porque era de futebol, né? Aí eu falei: "Filho, vê tua sériezinha, vê teus filmes aí". Daí ele viu, nós fomos almoçar, tinha sobrado a janta, né? Daí esquentei ali, só tava eu e ele em casa, porque o Anderson já tava tava deitado, que o Anderson ia trabalhar naquela noite, né? E a Andressa não tava em casa e meu irmão voltava só no final do dia. E aí nós deitamos, deitamos bem abraçado. Foi meu último sono com ele.
>> A senhora quer parar um pouquinho? Dona Cátia. Será quer parar um pouquinho?
>> Não, eu daqui um pouco me daqui um pouco eu me recupero. Desculpa.
>> Aí foi meu último sono com ele. Nós deitamos bem abraçado, porque ele sempre que chegava e a gente ia deitar, ele era muito carinhoso, ele gostava de estender os bracinhos e falava assim: "Mãe, me dá um abraço". E eu falava com ele, um abraço. Não, mãe, te dá um muito abraço. E ele também fazia isso comigo, né? Ele esticava o bracinho. Eu esticar o braço para ele. Dá um abraço, filho. Ele falou: "Um abraço". Não, mãe, um monte de abraços. E aí ele passava assim por mim e dizia: "Ah, faz 6 horas, 30 minutos, 40 segundos que uma mãe não dá um um beijo que diz que ama seu filho". E assim era o Andrei, ele gostava de dar carinho, mas ele também gostava de receber carinho. E sempre foi muito prazeroso poder dar abraço, dar beijo, dizer: "Eu te amo, Andrei". E aí, como eu disse, eu tinha feito a cirurgia e eu ficava mais tempo sentada assim. Aí tinha uma cobertinha que era dele, que ele tinha ganho de de uma tia, ele ia lá e buscava essa coberta, né? Às vezes eu tava encolhida no sofá e ele dizia assim: "Ai, eu vou tapar minha bebezona" e me tapava. Ou então eu dizia: "Ah, eu tô com sede". Daí ele: "Par aí, mãe, que eu pego água para ti." E aí quando acontecia o inverso, ele tava assim, ele falava que tava com sede. Eu falava: "Pare aí que a mãe vai buscar água para ti." Aí meus outros dois filhos mais velhos falavam assim: "Ah, o mim o mimadinho da mãe vai ganhar água na boca, vai ganhar água na no sofá". Aí ele respondia: "É, mas quando a mãe quer, eu faço as coisas paraa mãe". Então ele tinha um olhar diferente, se ele era muito zeloso com os irmãos também. Ele gostava de, por exemplo, no dia que aconteceu a tragédia, ele eh o assassinato do Andrei, ele tava preocupado que a Dedé tava na casa da amiguinha dele, porque a minha filha é mais quieta, mais tímida. E ele dizia: "Ô mãe, será que a Dedé vai comer na casa da coleguinha ou vai ficar com vergonha e não vai comer?" Eu falei: "Ah, filho, acho que ela vai comer, né?" Então ele para ver a noção dele assim. E tanto é que na na noite que aconteceu o o ele e o Anderson também se cruzaram e um conversou com o outro, ele desafiando o Anderson para fazer negócio de de videogame, tá? Aí, ã, me perdi. Ele é aí no dia, tá? Daí eu a gente dormiu, acordamos, né? Eu falei: "Filho, levanta para para te tomar um café para e não dormir até muito tarde, porque depois de noite não vai ter sono." Então aquilo, criança que estuda de noite, eles não gostam de dormir de tarde, mas também depois quando dorme não querem acordar. E aí ele até disse assim para mim, ele dizia, nesse dia ele não falou, mas às vezes ele dizia assim: "Ô mãe, eu não te entendo, tu quer que eu durma, mas daí quando eu durmo tu quer que eu acorde?" Aí eu falava: "Filho, tu é que tem que ser meio termo assim, ó. Tu não pode dormir muito para não perder o sono de noite. E é para dormir para acordar com soninho, para de noite tu ter sono. Aí a gente levantou, ele, eu disse, eu arrumei o café, ele falou: "Mãe, eu vou ali no mercado". E eu perguntei: "Que que tá fazendo no mercado, filho?" Mercado é pertinho de casa assim. Aí ele, eu vou lá buscar guisado. Eu falei: "O que que tu quer fazer com guisado?" Porque ele gostava de fazer receita, né? Que ele falava, ele gostava de fazer comida. Então ele chamava as comida de receita. E aí ele disse: "Ah, vou buscar guisado que é sempre bom ter guisado em casa, mãe, para quando quiser fazer alguma coisa já tava ali o alcance dele." Aí ele buscou o guisado, nós tomamos café e eu reforcei de novo o convite para ele. Filha, tu não quer ir no aniversário do tio Deva? É ele disse: "Não, eu vou ficar em casa, eu vou fazer chimarrão pro padrinho." Porque ele tava contente com a com a visita do padrinho lá em casa, né? E eu não vi maldade, não vi erro em deixar o Andrei, porque o Andrei estaria dentro de um condomínio com padrinho, um policial militar. uma figura eh referente na família, assim que não achei. Aliás, se eu tivesse percebido qualquer coisa, eu não teria nem aberto as portas da casa pro meu irmão. E eu fui pro aniversário, passei na >> fui aniversário e ele ficou em casa esperando o padrinho.
>> Isso. Ele falou: "Mãe, eu vou ficar em casa, vou ficar esperando o padrinho com chimarrão". Aí passei na casa da minha da colega da minha filha, pegamos ela e fomos pro aniversário. No caminho, o Andrei tava de castigo do celular, né, porque ele tava com as notas ruim. Aí eu falei pra minha filha, liga pro telefone fixo e vê se de repente se o Andrei não mudou de ideia, porque quando eu fui buscar minha filha, eu passava de volta pela frente da minha casa, daí era só eu parar e o Andrei viria pro carro. Aí eu falei: "Filha, liga pro Andrei para ver se ele não quer ir, se ele não mudou de ideia". Aí ela ligou, aí o telefone dele tava, ele não tá ligou pro celular, levou pro fixo. O fixo não completou a ligação. Aí ela falou: "Mãe, não tá completando a ligação". Falei: "Bom, então vamos nós, porque o combinado já era ele não ir pro aniversário, né? Nós fomos para aniversário, eu e a Andressa. Aí nós chegamos em casa, eram mais ou menos umas 11:23 da noite. 11:23, 11:25. Meu apartamento é pequeno assim, né? E aí quando eu entrei, veio eu e a Andressa. O então como o quarto tava dos guris, né? As roupas da minha filha tavam no ficaram naquele roueiro. Aí quando eu entrei no quarto assim, na casa, no apartamento, as luzes estavam todas desligada. Só tava a luz da TV que eu enxerguei assim por baixo da porta. E sempre quando eu saio, eu sempre vou chego, vou dar oi paraos meus filhos, né? E aí eu entrei, vi a luz ligada, eu bati na porta, abri a porta, o Andrei tava deitado na trili, né? Uma triliche é mais alta que um beliche. O Andrei tava deitado na trilixe, o meu irmão na cama de baixo, na do meio, e a cama a auxiliar tava recolhida porque o Anderson tinha ido trabalhar. Aí o meu irmão me recebeu me cumprimentando assim com a mão, né? E aí automaticamente o Andrei também fez e o Andrei tava tapadinho de cobertor e aí ele tinha uma coisa que ele não queria mais que eu dissesse que ele precisava tomar banho, né? Adolescência assim. Então nós tinha um código, eu fazia assim, ó, eles era eu perguntando se ele tinha tomado banho. Aí eu fiz: "E aí, filho?" E ele fez assim com a mão, ele tirou a mãozinha debaixo da coberta e fez assim: "Ó, tô cheiroso." O cabelinho dele tava limpo, guardou de volta. E antes de de eu ter ido lá pegar minha filha, eu eu tinha dito para ele que eu ia pegar, passar na loja para comprar uma camisa do Grêmio que eu tinha encomendado, uma rosa que o Grêmio tinha lançado, né? tá em função acho do outubro rosa. E aí ele disse e na hora eu não gostei da rosa, peguei azul. E aí eu mostrei a camisa para ele quando eu entrei no quarto e ele disse: "Ué, não era rosa, mãe?" Eu falei: "Ah, não gostei da rosa, filho. Comprei azul". E ficou só isso que o Andrei falou. Andrei quase não falou comigo. E o meu irmão dizia o tempo todo assim, ó, agora eu tô nervosa, tô falando acelerada. Mas ele falava muito mais rápido que eu. Ele dizia assim, ó: "Ah, eu tô com sono, Kaia, eu quero dormir. Eu tô com sono. Amanhã eu tenho uma missão importante. Quero dormir. E eu vi que naquele momento a minha presença tava incomodando meu irmão ali, que ele queria dormir. E o Andrei quase não falava comigo. Eu pensei: "Bom, vou deixar eles dormir porque amanhã, amanhã eles têm compromisso cedo, né? né? O Andrei teria aula e meu irmão ia pro serviço.
>> A eh Ktia, agora deixa eu só te fazer assim uma interrupção. Ã, pensando agora, né, a a percepção que tu tens é que havia uma tentativa de que tu não conversasse com teu filho.
>> Sim, eu acredito que sim.
>> Por parte do réu,
>> por parte do meu irmão, porque o Andrei, ele chegaria me cumprimentando e esticando o braço, como ele costumava fazer. E o meu irmão, o primeiro cumprimento foi do meu irmão que ele fez assim, ó. E aí o Andrei na cama de É, tipo, fez um comprimento assim. E o Andrei na cama de cima do atrilíco também já fez assim.
>> Cátia, e o a camisa do Grêmio era para ele?
>> Não, era minha.
>> Ah, tá.
>> A camisa do Grêmio era minha,
>> mas ele não quis ver
>> o Andrei.
>> É,
>> eu mostrei aí. disse: "Olha aqui, filho, a camisa que a mãe comprou
>> tava fora do pacote.
>> Tava fora do pacote." E aí ele olhou e disse assim: "Ué, não era rosa, mãe, porque eu tinha dito, eu tinha comentado com eles que eu queria essa rosa e tava difícil de conseguir." Tanto é que ele teve a percepção de perguntar: "Não era rosa?" Eu falei: "Não, filho, peguei azul". Foi só o que ele falou comigo e do banho que ele fez que tinha tomado banho.
>> Bom, então sigamos.
>> Isso. Então 11:25 da noite.
>> É 11:25. Eu porque eh mais ou menos 11:25 aí eh enquanto eu
>> a TV ligada.
>> A TV ligada. A TV tá aqui, daí a trilxa aqui e o meu irmão aqui. O Andrei na cama de cima da trilí meu irmão aqui e a cama TV com controle por
>> Sim, controle remoto. E o roueiro deles ficava aqui. A minha filha foi pro meu quarto, mas as roupas dela ficaram aqui atrás, né, no roueiro. Quando enquanto eu tô conversando com o meu irmão, ele falando que tá com sono, quer dormir, a minha filha passou despachando a sensação tipo assim, ensai. E aí a minha filha passou pelas minhas costas, pegou a toalha para tomar banho e o Andrei nem mexeu com ela, sabe? E o Andrei era uma criança, né? como fala de indicar gostar de mexer com ela. Ele não me perguntou como é que tava o aniversário, porque eles
>> e e essa não é um comportamento padrão do Andrei?
>> Não. O Andrei quando eu saía por essas féas assim da da de amigas ali que nós íamos nessa janta, ele porque era de família que ele conhecia, ele era acostumado a ir, ele sempre frequentou o meu meu ciclo de amizade. E aí ele perguntaria: "Mãe, quem é que tava? Quem é que não foi?" Foi porque as minhas amigas também conheciam ele, acompanhavam eles, algumas até cuidavam às vezes quando eu ia trabalhar de noite, né? Então elas conheciam meus filhos, meus filhos conviviam com no nosso núcleo, né? E aí ele não perguntou como é que quem é que tava no aniversário, o que que tinha, porque ele sempre queria saber o que que tinha comida para saber que que é, porque ele queria comentar. E ele não perguntou,
>> não perguntou nem quem tava, nem a comida, que não era, não era um aport,
>> não era normal, nem esticou o braço, nem me deu beijo, né? Porque ele sempre dizia, sempre que eu saía ou ele saía, nós tinha essa fala de dizer, faz tantas horas que uma mãe não
Ele, ó, ã, pro meu irmão. O meu irmão falou para esse grupo de pessoas estava aqui, porque eu tava sentada bem assim, como eu tô olhando para eles ali. E a minha filha aqui comigo, eu abraçada nela, assim, tentando proteger ela, dá carinho, conforto, né? E o meu irmão tava aqui. Daí tinha umas pessoas na volta aqui que daí ele falou assim, ó: "Ah, já é confirmado, é suicídio".
Porque agora é assim, ó. Eles mandam foto pro, eu depois que eu aprendi, né, o IGP e aí já devolveram que já saiu a conclusão que foi o suicídio. Gente, aquele momento para mim foi muito triste porque eu pensei, como é que o Andrei o Andrei não tava com comportamento que ia cometer suicídio, ele tava alegre, tava feliz. A gente que é adulto, né, eh, a gente mente que a gente tá bem por muitos anos. Nesses 9 anos eu fingia que tava bem, né, para para não trazer preocupação para todas as pessoas. Mas uma criança com com 12 anos, ele não tem esse entendimento. Ele não conseguiria sustentar uma mentira que ele tava bem, né? E ele tava feliz e tem tinha essa história do do de fazer as festas de final de ano, ele viajar.
E aí ele disse, e aí a pessoa apertou ele, não, mas já já saiu o resultado. Não, mas agora é assim, já saiu o resultado. >> E ele falava pras pessoas ali da >> É, n o corpo do Andrei não tinha nem saído. E e essa pessoa falou: "Mas o corpo do Andrei nem saiu e já saiu o resultado da perícia?" Sim, já saiu o resultado da perícia. E aquilo ali me doeu, me rasgou assim, porque eu pensei, >> ele justificava que as fotos iam online. >> Não, ele disse não é nem online. Que o que o GP quando foi fotografar lá em casa, porque eles me pediram para sair dentro do quarto, eu não sabia se podia sair, que que não podia, porque eu não sabia que conduta eu tinha que fazer. Ele por ser um um policial militar, né? E meu irmão de confiança até então, eu tava confiando nele, tava acreditando nele e eles não c nós vamos esperar tudo lá fora que agora eles vão fazer as perícias, vão tirar, vão fazer as perícias. Ele não falou em foto, só que lá fora que ele disse, ah, tiraram as fotos e mandaram pro IGP e já veio o laudo que é suicídio, >> certo? E que agora é assim. >> É que agora é assim. Ele fez bem assim com a mão, porque eu tô aqui olhando, né, tipo para vocês, ele tá aqui, ó, nessa ângulo. Então, tem essa visão, né? E ele diz: "Ah, agora é assim, ó. Manda as fotos para lá e já devolve que foi suicídio." >> Certo. E aí a senhora, bom, ficou bastante abalada. E aí vamos pros próximos passos.
>> Aí, ã, levar aí foi levado o corpo do Andrei, demorou, não sei o tempo preciso, né? Levaram o corpo do Andrei, ficou o dia todo, né? a gente não tinha notícia. E aí que eh nosso pai faleceu em 2000, acho que foi, e o meu pai tinha um jazigo no Jardim da Paz, né? E cabria mais pessoas ali, não lembro o número. Mas então a gente pensou, vamos enterrar o Andrei no no Jardim da Paz, né? Porque ã e aí a eu lembro que me foi perguntado, né, que roupa eu queria botar no Andrei, né? E e eu pensei, o Andrei gostava muito de usar roupa social, terno, né? Sempre que a gente recebia convite para ir para um aniversário, um casamento, ele dizia assim, ó, ele pequenininho, desde pequeno, ele falava: "Mãe, evento social eu tenho que ir de terno". Então ele gostava de usar terno? É, as pessoas faz eh é uma referências às vezes no processo que ele era um velho em >> É, as pessoas falavam que ele era uma criança, um velho no corpo de criança, porque ele tinha hábitos de adulto. Ele gostava de fazer chimarrão, ele tomava chimarrão.
Posso contar uma história rapidinho da cuia dele? >> Se se pra senhora é importante? Eh, né? É, para mim é importante porque para mostrar o o jeito da personalidade do Andrei, >> eh, ele tinha ele tinha ganho um do pai dele um dinheiro R$ 20 para nós ir no acampamento Farroupilha. E aí ele passou, como ele já gostava de chimarrão, ele viu uma cuia que daí a cuia era R$ 25 a cuia e mais R$ 2 para, como que fala? Para botar o nome, né? Aí ele olhou e disse assim: "Mãe, é, dá R$ 27". Aí eu falei: "Bom, filho, tu tem 25, a conta não tá fechando". E aí ele voltou lá e nós estávamos ali conversando e ele voltou. Daqui um pouco ele disse: "Mãe, eu comprei a cuia por R$ 20". Daí eu achei estranho, né, não fechou, Andrei. Aí eu voltei lá que pensei alguma coisa que negócio que ele fez com esse rapaz da Cuia. Aí eu cheguei lá, eu disse: "Como é que foi a história da Cuia?" Ele disse: "Ah, ele chegou aqui com uma conversa tão envolvente, tão cativante, que eu vou vender por R$ 20 e vou dar, ah, esqueci o nome da palavra agora, gravação, a gravação por ele." E eu tenho essa cuia guardada, né? E com isso eu quero contar como era o Andrei, né? Que ele era uma criança que se destrinchava nas coisas. Ele não tinha perto, assim, ele sabia lidar com não sabia, né? Mas ele também gostava de desafios, né?
Teve uma outra vez, ele tava fazendo um risolhes e risolhes é difícil para quem sabe fazer. E eu disse: "Filho, ele mãe, eu vou fazer uma receita". Eu falei: "Que que tu vai fazer, filho? Eu vou fazer um risolhes. Meus filho, risolhes é difícil. Ele tinha já nós já morávamos lá no no apartamento. Aí ele foi lá, juntou os ingredientes e começou a fazer o risoles. E aí ele, eu cheguei na cozinha assim, tava com as bochechas vermelha que ele não tava conseguindo acertar o ponto do risolhos. E aí eu falei: "Filho, se tu tá com tanta vontade de comer um risolhis, vai ali na padaria, compra um risolhes para te comer, filho." E ele gostava dos desafios de fazer as receitas e ele disse assim: "Não, mãe, nós nunca devemos desistir." Nunca tivemos desistir. E ele fez assim com o dedinho. Por isso que eu digo ela era direito. Ele falava: "Mãe, nunca devemos desistir, por pior que seja o obstáculo". E essa frase, gente, muitas vezes eu quando eu tava não, eu nunca pensei em desistir de lutar por justiça pelo Andrei, mas quando eu tava muito fragilizada, assim, muito triste, eu pensava: "O Andrei no momento ali do Risoles, ele não desistiu, ele seguiu". E eu amo muito mais o Andrei que ele com aquele risolhes, com certeza. Então eu vou seguir a a luta. E ele fez, acertou o ponto Risolhes e ficou ficou ótimo. Então com isso eu quero dizer o Andrei não era uma criança que desistia, ele tem tinha personalidade.
>> Don um pouquinho, doutora, chegou uma pergunta aqui de um jurado, de uma jurada que diz respeito a essa questão da perícia. Então pra gente seguir nessa linha, tá? H, o jurado, a jurada questiona, se a senhora puder explicar melhor, essa questão de que os amigos do réu entraram primeiro que a perícia no quarto ou ali no local. Quem foi que chegou primeiro na sua casa? Quem foi que entrou no quarto?
>> Quem chegou primeiro foi o pessoal do Ministério Público, dos colegas dele, o >> pessoal da segurança do Ministério Público. >> É, os colegas dele, não amigos, os colegas dele. E depois chegou o amigo dele, o Jobim. Esses colegas eram policiais militares também? >> Eu acho que eles são policiais militares, mas ele é que nem tava no cargo do meu irmão, né, que já não trabalça do Ministério Público, mas eram policiais militares. >> É, é, eles não chegaram a fardar, eles chegaram paisano. >> A senhora lembra quantos eram? >> Chegaram três. >> Chegaram dois, depois chegou acho que uma menina e depois mais um Jobim, >> tá? E eles entraram no quarto antes da perícia entrar. Eu não prestei atenção se eles entraram no quarto, eles entraram na casa, porque eu não conseguia ver quem entrava assim, porque tava muito perdida assim. >> E a senhora consegue precisar quanto tempo depois a perícia chegou? >> Não, não consigo precisar >> não. Tá bom, >> doutora. >> Mais t >> eu sei que duas e duas e eu não lembro se era 2:27, 2:32, não tô me lembrando. Eu liguei primeiro pro hospital de clínicas, né, para para avisar. Eu nem sei por não fiz uma não é um uma eu não tava organizando uma festa, né? Não sei para quem eu liguei, mas eu lembro que eu liguei pro hospital de Não, primeiro eu liguei pro meu ex-marido para contar que tinha acontecido. Depois eu liguei pro hospital de clínicas que eu trabalho lá. E quando eu tô ligando pro hospital de clínicas é que chegou o pessoal da Brigada Militar.
>> Mas Cátia, vamos rever isso aí. Olha só, >> eu li todo o processo, linha por linha, letra por letra. tu dissesse num dos teus depoimentos que a certa altura alguém te pediu para sair dali e não botar mais os pés dentro daquele quarto, correto? >> Sim, foi. Eu não tenho mais cergo, um bem alto, que ele disse: "Ah, esse tiro não tinha como não ser fatal, mortal. >> Quem te pede para sair do quarto e não acompanhar mais nada, não ficar perto do corpo, não vigiar o corpo, é um dos colegas do réu? >> Sim. Então esse colega entrou, né? >> Eu é, eu não posso ter certeza que sim, porque as pessoas entravam assim, mas eu não eu não lembro a roupa, sabe? Porque daí eu olhava mais pro chão assim, meio pro ar e aí a porta do quarto ficou aberta, então as pessoas entravam ali no quarto. >> Bom, >> eh, eu vou ter que seguir. Eu eu vejo. Claro, tu quer falar e nós vamos te deixar falar tudo o que tu quiseres, né? É um momento muito importante para ti, mas a gente também tem que tentar trazer o processo aqui, as provas para jurados. Tá, Ktia. Então, eh, vocês conseguiram o Jasigo ali para ir enterrar o Andrei no mesmo Jazigo que teu pai.
>> Ã, aconteceu alguma coisa nesse caminho? >> Aconteceu que a princípio esse jazil era para ir tudo pago, né? Porque foi feita a divisão do dos da despesa, né, entre nossos irmãos. E aí os meus irmãos, como eu sou a única guria, ficou decidido então que eu não pagaria a minha parte, que eles se dividiriam entre os quatro, né? Só que quando eles chegaram lá no Jardim da Paz, tinha uma dívida, eu não tô me lembrando o valor, que que porque o Jeverson, né, o meu irmão era o responsável pelo Jazigo, pela valor da manutenção e por pagar o Jasigo. E aí então os meus irmãos repassavam o valor para ele e quando chegaram lá na noite do para para sepultar o Andrei, tinha uma dívida que daí meu outro irmão que até que pagou para poder enterrar o Andrei ali no Jardim da Paz, >> certo? Mas aí vocês vão fazer esse eh enquanto vocês estão vendo toda essa papelada. A senhora se recorda que foi encaminhado para ser feito residográfico do seu filho, o exame para ver pólvora na mão do seu filho?
>> É, eu nem sabia que existia esse exame, né? O meu irmão chegou do porque nós ficamos lá no apartamento, né? Depois, enquanto o Andrei eh o corpo dele foi encaminhado lá pro ML, acho que é, nós ficamos no apartamento e o meu irmão chegou contando assim, ó. Eu, ah, eu mesmo fiz a a lavei minhas mãos, eu lavei não, eu mesmo fiz meu exame residográfico. Eu cheguei lá, acho que a delegada que fica, alguém que fica responsável, perguntou para ele quem era o elemento que ele tava levando. E aí ele disse: "Não, não, não é elemento nenhum. Foi o meu sobrinho que pegou minha arma e cometeu suicídio e aí eu sou tenente da brigada." Daí ela falou: "Ah, então tá, então tu tu é da casa, tu pode ir lá fazer." E ele declarou para nós que foi ele que fez, mas existe a assinatura, né, de um de um profissional. Então, eu ele se auto fez o exame. >> É, ele declarou para nós que foi assim, mas só que lá no no atestado, tá, que foi feito por um profissional, mas ele declara para nós que foi ele que fez, porque ele já sabia como é que era lá os os trâmites. E >> certo, mas aí vem uma questão que a senhora tomou conhecimento que antes de dele fazer o exame residográfico que ele lavou a própria mão >> no dia? Não, eu só fiquei sabendo depois. >> Que como é que a senhora soube? Ele contou isso? Como é que foi isso? depoimentos que daí ele falou que lavou a mão, >> tá? E que tenha sido feito esse exame residográfico de pólvora na mão do seu filho. >> É, também foi só pela perícia depois. >> Mas a senhora sabe o resultado. >> É assim que não é compatível de quem tivesse segurando a pistola, né? >> Que não tivesse dado tiros. >> Isso. Que não tivesse dado tiro. >> Ah, e aí eu vou entrar numa questão importantíssima, tá? Então assim, o seu filho residográfico negativo não teria não teria dado tiro. O seu irmão teria lavado as mãos antes. Mas quem é que levou ele para ser feita essa perícia?
>> Ele disse que foi com os colegas dele do Ministério Público. Ele disse: "Ah, eu vou numa viatura, eh, como é que chama? Discreta." Porque eu disse: "Filho, como é que é?" Ele falou: "Ah, Caia, eu preciso ir na delegacia, eu vou eu vou com a, eu não lembro que carro, ele até falou o nome do carro". Mas ele foi com a viatura discreta da da do Ministério Público ou da brigada, não sei. Alguma ele falou: "Ah, eu vou com a viatura discreta". Porque eu até então eu tava preocupada com ele, não sabia o que acontecer. E aí a fala dele antes de ir pro para fazer a esse negócio da perícia lá, ela residográfico, >> ele disse assim, ó: "Ah, eu só isso aqui não vai dar nada. A única coisa que eu vou é me incomodar porque a pistola é minha, tava sob minha responsabilidade". Mas ele foi levado pelos colegas para fazer essa perícia. >> É, ele declarou caminho. Não foi a o instituto de perícia ou foi a polícia que tava ali responsável pelo caso que levou ele para ser feita essa perícia. Ele foi com os colegas de serviço. >> Sim, disse sim. Ele disse que foi com os colegas também, com os amigos, colegas de trabalho dele fazer o exame residográfico. Cog.
E aí, Ktia, no velório, como que era o comportamento? Ele chegou a se aproximar em algum momento do caixão >> na no velório. Eu não prestei muita atenção, mas eu tenho lembranças depois ser ele mais distante, né? Tem uma hora que ele tava com óculos escuro num num sofá que tinha um sofá lá no no Jardim da Paz. E ele mais distante assim. E eu lembro que na hora que que foi para carregar o caixão do Andrei, eu alguém cutucou ele porque ele tava se negando a carregar o caixão do Andrei, >> certo? >> E aí alguém cutucou ele para carregar o caixão do Andrei >> e >> e e aí ele pegou, mas ele não queria carregar o caixão. Eu vi que tinha uma resistência dele, >> certo? E aí depois eu não tenho certeza quanto tempo ele ficou, porque daí, como eu falo, a minha preocupação naquele momento era com a minha filha, né? >> Com a Andressa. >> Com a Andressa.
>> Ah, o essa morte que aconteceu na madrugada de terça para quarta, há referências que no sábado ele já tava indo em festa, fez um uma churrascada. >> É. Aí como um apartamento ficou muito sujo, né? de tanto de sangue que nós tivemos que pintar o apartamento e das pessoas que foram lá para casa. E nós fomos paraa casa de uma outra amiga nossa e na noite que aconteceu, alguém me perguntou se a imprensa tava lá em casa e aí ele disse: "Não, Cati, não vamos chamar a imprensa, não vamos deixar a imprensa vir para respeitar o Andrei, para não divulgar o caso, porque quando é suicídio, né, eh, para preservar, eu não sabia nem o que responder, né, não tava. E aí não foi chamado a imprensa nada, ele tentou manter eh descrição em respeito ao Andrei. E aí daí nós fomos paraa casa dessa amiga, né, depois do velório do Andrei, nós nem voltamos para casa, nós ficamos na casa dessa dessa amiga nossa em comum. E lá nessa casa é uma casa bem grande, né? Hospedou, veio o meu irmão do do Rio de Janeiro com o Éeverton com as com as filhas e com a esposa. Nós ficamos hospedados lá na casa dessa amiga, casa bem grande, tinha espaço para todos. E aí ele aí alguns faziam comida, outros não conseguiam comer. Aquela clima pós- velório, né? E ainda mais um velório do Andrei, que uma criança super amada, que todo mundo gostava, que todo mundo queria bem ele, né? Então tava todo mundo eh comovido com a morte do Andrei e ele não, ele queria, ele ele queria dançar, ele botava uns vídeos no YouTube e nós assim sentados na frente da comida, às vezes sem conseguir comer. E ele dizia: "Ah, tu lembra que nós dançava essa música aqui lá no Clube dos Cabos?" O Clube dos Cabos, onde nós íamos e que trabalhava essa ex-sra dele, né? A dona Áurria. Então a gente frequentava muito esse clube. E ele disse: "Ah, tu lembra que nós dançava essas músicas? Não, não tinha condições >> clima para nem menos quanto menos eu lembrar das músicas e ele bem faceiro fazendo e querendo dançar. Aí eu vi que aquele clima dele de euforia naquela casa, porque tinha muita gente naquela casa, não tava me agradando, sabe? Nós estávamos um processo de luto, nós estava triste e ele na meuforia, ele estava numa uma elevação.
Aí no sábado nós fomos eu disse paraa minha minha cunhada, pra AD, né, a esposa do Éeverton, vamos lá no apartamento, vamos limpar e vamos porque eu quero voltar para casa. Quando nós fomos o apartamento, ele se prontificou. Ele disse: "Não, Ctia, deixa que eu vou e ajudo vocês a limpar". E ele é um homem que na casa dele ele limpa banheira, ele faz comida, ele limpa a casa. Então eu vi a figura dele como uma pessoa braçal que ia nos ajudar eh na limpeza, né? E essa minha cunhada também é super dinâmica. Pegamos o material, fomos pro apartamento para limpar, fomos no meu carro. Nós chegamos no apartamento, ele ficou no quarto, abriu o notebook dele e eu e a minha cunhada limpando, esfregando parede, né? Tava muito sujo. As janelas assim, tava muito sujo de sangue ainda, né? Tava seco o sangue, a gente limpou porque as gurias tinham limpado.
Você só que perguntar uma coisa. A janela da do quarto do Andrei tinha sangue? >> Tinha. tinha sangue. >> E deixa eu só lhe perguntar, era um sangue respingado ou era um sangue tipo como a senhora falou, carimbado. >> É porque daí as gurias, o pessoal na noite que o Andrei faleceu, foi um grupo de amigas depois que tiraram o corpo do Andrei e elas deram uma limpada de Então essa eu não sei, mas ali quando eu eu quando eu tava limpando aí aquelas perceas de abrir assim e o e o vidro abre assim, né? Aqui assim tinha sangue, >> tá? >> E lá em cima também tinha sangue, >> certo? Tinha uns, ainda tinha sobrado uns respingo porque, mas as gurias já tinham limpado bastante, mas igual ainda tinha sangue no quarto, >> certo? >> E quando eu fui acender um incenso, né, que que o Andrei gostava muito de incenso de cravo e canela. Quando eu fui acender o incenso, o meu irmão disse assim para mim, ó, Cátia, posso te pedir uma coisa? Não acende os incensos com de porque me me lembra o cheiro da pólvora. Eu não sei, não tem, eu não não sei, não deito, não sei que cheiro tem pólvora. Mas daí eu não acendi o incenso enquanto nós limpávamos as a casa, ele ficou o tempo todo no notebook. E aí ele uma hora ele disse para mim assim, ó: "Cátia, posso botar uma música para para diminuir o clima aqui que ah para distrair. Não vou botar uma música muito pesada, muito alta. Eu não lembro que que tipo de música era, mas não era uma música, como é que é? Instrumental. É, não lembro a música, mas ele não botou uma música instrumental. Nós terminamos de limpar o apartamento e voltamos para casa. E aí eu disse, na segunda-feira eu volto para não no domingo, nós limpamos no sábado. No domingo eu ia voltar pro apartamento com as minhas crianças. E aí eh a minha filha disse: "Mãe, eu quero". Eu perguntei para eles, né? Como é que a gente vai fazer? A gente não sabia, né? Eles não sabia para onde ir. E nós acha acabado de comprar o apartamento. Eu disse paraos meus filhos, >> fazia 7 meses. A senhora disse >> meses? Aham. Nós havíamos nos mudado em, é, fazia 7 meses. Eu chamei meus filhos e falei: "Bom, né, a gente não tem opção para onde ir, a não ser ficar de favor de casa em casa. Então, vamos fazer força, vamos nos unir e vamos voltar pro apartamento pra gente tentar ficar lá, né?" A minha filha disse: "Mãe, eu não quero que o padrinho vá e >> Jeferson, >> o Jeferson, Jeferson, >> eu nãoi nada para ela o porqu não, né? Porque naquele momento eu que tava, a minha intenção era proteger meus filhos, né? Eu pensei, bom, se ela decidiu isso, eu não vou eh colocá-la numa situação constrangedora e perguntar por quê". Ela falou, eu disse: "Bom, eu vou respeitar o pedido dela." Falei para ele, ó, "Nós vamos voltar para casa e tal, a gente quer que tu não fique, né? Que fique só nós". Aí ele prontamente disse: "Tá, Kátia, eu fico, eu não vou." Certo? E aí ele ficou na casa de uma outra pessoa. Ah, não, essa aí foi depois. Pera aí, eu pulei uma parte ali, uma parte bem importante, bem importante. Desculpa, pessoal, mas é que eu tô muito nervosa. Certo.
>> Então, faltou uma parte. Quando o corpo do Andrei foi pro ML lá para ser periciado e e depois paraa funerária, eu durante o dia, né, do do dia 30, eu disse pro pessoal que tava assim, eu falei: "Ó, não quero que ninguém mexa nas roupas do Andrei." Eu pedi, né, para não mexer, porque às vezes as pessoas gostam de tirar as roupas para não trazer tristeza, né?
>> É, mas eu ia lhe perguntar das roupas, tá? Mas pode falar. Aí eu disse assim, ó: "Por favor, ninguém mexa nas roupas do Andrei que eu vou ter determinar para onde eu vou dar as roupas do Andrei." E eu dei pro Lar Santo Antônio, a maioria das roupas do Andrei, porque o Andrei era devoto de Santo Antônio. Aí ele falava assim: "Mãe, o Antônio é meu amigo". E eu falava: "Andrei, respeito santo, é Santo Antônio." Ele falava: "Não, mãe, ele é meu amigo, ele eu posso chamar ele de Santo Antônio, de Antônio." E aí eu dei praticamente todas as roupas do Andrei pro lar Santo Antônio, menos as cuecas do Andrei, porque o meu irmão naquele momento que eu falei isso, ele disse: "Catia, se tu quiser me dar as cuecas do Andrei, tu me dá. Eu não tenho problema em usar porque acho que porque vai servir em mim."
>> Isso o réu falou pra senhora? >> Sim. >> Mas assim, o seu filho tinha 12 anos de idade, né? De acordo aqui, eh, qual que era o peso dele? Vamos ver aqui. >> Não sei precisar o peso do Andrei, mas ele não era muito grandão, nem muito magro. Médi médio. Sim. >> Mas qual que era o peso? >> Era mais baixo que eu, mas não era gordo, >> certo? Mas ele era bem menor que o seu irmão. >> Bem bem menor. Bem menor. >> Aqui diz aqui diz a necropsia que ele tinha 47 kg e 1 e 60. >> Não, Andrei não tinha 1,60. Eu não tenho 160. Andrei mais baixo que eu. >> 1,60 cm. >> Não, o Andrei não tinha 1,60 m. O André era mais baixo que eu. Só olha nas fotos. O Andrei era menor que eu. >> Tá escrito aqui 1,60 cm. Certo. Ele era mais baixo que a senhora. >> Ele era mais baixo que eu. Só olhar nas fotos. >> Certo. Mas então ele era menor que seu. >> Menor, menor que meu irmão e menor que eu. >> Eu que eu quero lhe perguntar é o seguinte. As cuecas do Andrei entrariam no seu irmão? >> Eu acho que não. Pelo menos não para ficar confortável assim, né? Porque era aquela cueca box, né? >> Uhum. Ele pediu para ficar com as cuecas de de lembrança. Alguém assistiu isso? >> Sim. Tava o Everton, outro irmão, >> meu outro irmão. E tinha mais algumas pessoas, agora não tô me lembrando, mas tinha mais gente. >> Então o o Jeon Verton disse que a senhora ofereceu, então a senhora não ofereceu, ele que pediu. >> Ah, ele pediu. Ele disse assim: "Cátia, se tu quiser, isso para mim não é uma oferta, né?" Ele falou assim: "Cátia, se tu quiser me dar as cuecas do Andrei, eu aceito, porque serve em mim e eu não tenho problema de usar roupa, imagina do meu afiliado." >> As outras roupas ele não pediu, só as cuecas, >> não. Aí teve uma outra noite que ele tava lá em casa, meu irmão, e tava frio. Acho que até foi no dia que ele foi depor de ali em dezembro que ele tava tremendo, tava tremendo, tremendo. Eu falei: "Tu tá com frio? Eu tenho um tem um casaco do Andrei que serve em ti, eu acho. E aí eu dei, aí eu dei esse moletom do Andrei para ele. Então aí eu disse: "Pá, fica com então com esse moletom do Andrei". Então ele ficou com as cuecas que ele pediu e o casaco que eu ofertei a ele, >> certo? >> Canguru azul.
>> Então tá. Então agora vamos pro domingo. Então aí no domingo a sua filha não quis que ele ficasse na casa. >> Isso. Mas não, não foi no domingo não, porque na eu pulei essa parte porque faltou nós voltamos no domingo para casa. Uhum. >> Tá. Aí ficou, aí nós voltamos, eu, os meus dois filhos e o meu irmão com a esposa dele, a Everton e a Ad. >> É, esses que esse que morava no Rio, ficou junto com >> Esses morava no Rio e as afilhadas ficavam um pouqu Ah, não, a a Andressa e a afilhada ficaram lá na casa dessa que a gente ficou hospedado. E o meu irmão voltou, o Jeverson voltou com a gente. Aí na segunda-feira, após o falecimento do Andrei, ele já voltou a trabalhar pro Ministério Público, >> tá? E aí, ã, quando ele saía, nós sentia cheiro de gás no, no apartamento. E quando ele voltava, porque daí nós redistribuímos, teve uma noite que o Anderson e ele dormiram no mesmo quarto, né, no quarto onde o Andrei faleceu. E o Anderson me relatou que ele acordou sonhando, segurando a mão do And, do Anderson, nervoso assim, daí perguntando: "Ah, não, não, o padrinho tá tá tá falou alguma coisa, desconversou, porque ele ficou hospedado uns dias lá em casa." Aí foi quando eu a Dedé pediu, mãe, eu não quero que padrinho fique lá em casa. E aí foi o que eu te falei para ele, ele prontamente, ele não, ele não contestou e perguntou o porquê ou tentou dizer: "Não, tá certo, vou sair". Quando eu falei para ele, ó, eu acho melhor tu não ficar aqui em casa, né, pelo por tu pel porque na verdade até ali nós estávamos ainda no processo do início do luto e ele disse: "Não, tudo bem, eu vou pra casa da dona Maria. Inclusive, ela já tinha me oferecido para ficar cuidando da casa dela lá, porque ela vai pra praia e eu vou ficar lá." E ele aceitou assim bem rápido, né? Nem contestou e nem também fez cara de triste, nada. Para ele foi como uma notícia normal. Certo.
Bom, mas aí, Ktia, eh, vocês resolvem, eh, vocês tem uma questão que é o que nós temos que tratar duas questões, o celular do Andrei e o encontro do bilhete, >> tá? Aí no na noite que aconteceu o crime, o meu irmão disse assim, ó, que ele ficava responsável pelo celular do Andrei, que ele ia entregar entregue pro pro Jobim, que é amigo dele, >> que trabalhava no ministério >> e trabalhava no Ministério Público junto com ele. E eles eram colegas, amigos e se visitavam, né? Eles tinham uma amizade. Não, com os outros dois eu não conhecia. Os dois da do Ministério Público foram lá em casa. >> Então que seria que teria esse, sabe? Se esse Jobim que teria convidado ele para ir pro Ministério Público? >> Não sei. >> Tá. Não, se eu não sei. >> E então ele teria dito que que ele entregaria para esse Jobinho. >> Isso que o ele disse: "Ah, eu vou entregar pro Jobinho, o Jobinho vai entregar lá na delegacia, não tem não tem problema." Porque o Jobinho até então também era pessoa de confiança dele. E o celular do Andrei daí não não prestamos atenção onde é que tá o celular. Só quando a gente voltou, quando eu fui na delegacia que a promotora, a delegada Elisa, me perguntou do celular da disse: "Ah, mas o meu irmão disse que a senhora dispensou que iam pesquisar pelo IP". E e eu não entendo muito dessas coisas, né, doutora de de celular, como é que se pesquisa. Eu lembro que quando ele me falou isso, eu fiquei pensando, tá, mas como é que ela sabe que é o meu CPF, né? Será que o meu irmão também já sabia o meu CPF? Mas era tanta coisa acontecendo que eu não me parei para prestar atenção nesse detalhe, >> certo? Mas assim, a senhora entregou o seu o celular do Andrei pro seu irmão, certo? >> Ele pegou porque tava na bancada assim lá do do de casa e aí ele falou: "Ah, eu vou levar o celular do Andrei para entregar porque como o Andrei tava de castigo, o celular tava lá no meu quarto." >> Sim. E esse celular quando ele lhe entregou, foi tirada a senha? >> Sim. Não, quando o Andrei, quando eu eu resgatei o celular do Andrei, porque o Andrei tava mal na escola e aí eu falei: "Ô, filho, tira a senha". Porque às vezes ele ele deixava a senha, né? E aí ele tirou a senha. Eu falei: "Filho, ó, tira a senha porque daí eu não ia saber para acessar, para ver se ele tinha se ele tinha mexido ou não quando eu tava de eh não tava junto com ele." Aí ã quando o Ton tava lá em casa, no dia 7.
>> Tá, mas vamos tentar assim, só para poder a gente e os jurados compreenderem, pra gente não perder o fim da meada, tá? A senhora entregou o celular para o Jeeverton pro acusado. >> Isso. >> Correto. >> Isso. >> Ele ficou de levar na delegacia. >> Isso. >> Ele lhe disse que na delegacia disseram que não precisavam do celular. É, foi isso que a senhora nos disse que não precisavam, que eles iam pesquisar pelo IP. que eles iam pesquisar pelo seu CPF, pelo IP, sem precisar olhar o celular, o que que tava no celular do seu filho. >> Exatamente. >> Certo. >> Isso. >> E além disso, vamos ver se tem uma segunda informação. Ele disse que tinha entregado pro colega dele Jobim. >> Isso. >> E que no Ministério Público faria uma pesquisa. >> Isso que não, não. No Ministério Público. Ele falava que no na no IGP, na perícia, que a perícia ia periciar o celular. Não tinha não tinha nada a ver com o Ministério Público, >> tá? Então ele deu duas informações. A primeira que a polícia não queria o celular. >> Não, não. A ele a pera aí, vou voltar. Ele disse para mim assim, ó. Ah, que pegou o celular, entregou pro Jobim, que Jobim ia entregar. Só que depois ele devolveu o celular, disse assim: "Ah, o a polícia disse que não precisa da do do celular físico porque eles vão pesquisar pelo pelo IP". Mas só que nesse período o celular ficou com não sei onde é que tava, mas ele dizia para nós que o celular tava com jobinho. Ele disse: "Ah, eu vou pegar o celular com Jobinho e vou trazer aqui para casa". >> Certo? Aí vocês resgatam >> então o o celular do Andrei ficou sumido nesse período aí. >> Quando vocês resgatam esse celular, a senhora faz o quê? Aí eu tava na mexendo no celular para porque eu queria ver que que o Andrei, a fotinha dele, né? Porque é adolescente, tira foto, né? E aí quando eu peguei o celular do Andrei, eu pedi pro meu irmão, pro Everton, vamos ver que que tinha de de fotinho do Andrei, né, para para mexer ali. E aí quando o meu irmão foi mexer, ele disse: "Ué, a Ctia tem senha?" E o celular do Andrei tava sem senha porque tava no meu quarto, né, na noite do crime. Aí eu disse: "Ué, senha, que estranho." Aí o meu irmão fez um Z e desbloqueou. E o Andrei não usava Z para bloquear o celular. >> As referências são que ele usava senhas até bem chatinhas, >> muito chata. Ele e a minha filha ficavam competindo, acho que para ver quem fazia a senha mais complicada, porque eu dizia: "Filha, dá teu celular aqui". Daí ele levava um tempão para desbloquear ali, né? ia e fazia a senha dele ali. E naquele dia meu irmão só fez um Z e desbloqueou o celular. Daí eu achei estranho aquilo ali. E aí quando a gente foi mexer no celular dizia assim: "Ah, último acesso a 30 dias." Desculpa, último acesso há 7 dias. 7 dias dava dia 30, porque esse aí foi dia 7, né? E o Andrei morreu na madrugada do dia, na madrugada do dia 30, né? Então o celular na hora que o Andrei morreu tava no meu quarto, então não teve acesso ao celular na num dia que o Andrei morreu. E aí depois ã quando a gente foi na delegacia falar do celular, foi que a promotora, a delegada disse que o meu irmão falou para ela que não falou do celular para ela, >> que ele que ele não teria levado. >> É >> certo. Mas aí teu irmão Everton, >> só um pouquinho, só para objetivar. Então, eh, se eu entendi como o celular não estava com ele, tu estás me dizendo que tiveram acesso ao teu celular, ao celular do >> do Andrei depois dele morrer. >> Sim. >> E quando acessaram o celular dele, por óbvio, depois dele morrer, o celular estava com quem? >> Estava com o meu irmão, certo? E aí quando estava com seu irmão que é o réu, né? O Gerson. >> O réu. O réu. >> E aí quando a senhora consegue resgatar esse celular de volta, ã, a senhora pediu pro seu outro irmão analisar >> isso, >> o Everton. >> O Everton, porque o Jeverson não estava junto nesse momento. >> O que que o Everton viu neste celular? Ele disse que tinha dois, que o meu irmão tinha dito para ele, o meu irmão R, que tinha dois vídeos de como destravar uma pistola e como morrer sem dor. E eu não tinha visto o celular porque eu não quis ver isso aí, né? Eu vi só as fotos, as coisas do Andrei ali. E aí quando o quando a gente foi ver, não era, disse, era uma menininha que mexia numa pistola e um e outro rapaz que falava em castelhano, espanhol, alguma coisa. Mas e esses esses acessos a esses vídeos foram feitos quando o Andrei estava vivo ou quando ele estava morto? >> Estava morto porque ali dizia sete dias último acesso. 7 dias já dava tempo do Andrei. Foi no dia que nós estava sepultando o Andrei. Foi dia primeiro de dezembro. Aí o André já estava sendo sepultado. >> Ou seja, o celular que estava com o acusado, eh, ele acessou e acessou vídeos sobre suicídio. >> Sim, ele disse que era vídeo sobre suicídio, mas não era. Era era esses dois, porque ele eh depois >> sobre morte, sobre armas. >> Isso. Isso. >> Como simulando que a vítima teria pesquisado isso, só que a vítima já estava morta. É porque ele disse assim: "Ah, o Andrei já estava consumindo, como é que é que ele falou? Eh, pesquisando como morrer sem dor." E aí, bom, aí quando a senhora foi na delegacia prestar depoimento, a senhora conversou com a delegada, correto? Isso. >> E aí a senhora questionou a delegada se por que que ela não teria recolhido o celular para verificar essas pesquisas. >> Porque eh ela disse que meu irmão não levou o celular para ela, que em nenhum momento meu irmão apresentou o celular para ela. Ele apresentou um bilhete que a gente encontrou, >> tá? E aí depois a gente vai entrar no bilhete, mas do celular que ele disse que que poderia ser pesquisado à distância, que não precisava do celular físico, que não precisava entregar, ele eh eh ele nunca ofereceu e nunca entregou. Não, não foi ele que entregou, fomos nós. >> Foram vocês. A senhora tomou conhecimento que nesse celular, ã, quando foi verificada a questão de vídeos ou coisas apagadas que os vídeos do YouTube não foi possível resgatar, certo? >> Sim, tem essa informação. >> Mas que num período que estava com o réu o celular que houve mensagens apagadas. Isso a senhora sabe? Sei. >> Ah, então que ele que o acusado apagou mensagens ou que com o período que estava com ele o celular, mensagens da vítima foram apagadas? Isso a senhora sabe? >> Sim. Mensagem e arquivos, né? >> E arquivos. Isso a senhora sabe. >> Sei. >> Que foi bem quando estavam com ele. >> Sim. Ah, aí a gente vai paraa próxima questão que a senhora queria nos falar, que é o famoso bilhete.
>> Doutora, doutora, só um pouquinho, são 10 para uma já, a gente vai ter que fazer o intervalo pro almoço, até por causa do horário. Ã, então acho que a gente pode interromper para começamos depois com o bilhete. Eu vou fazer duas perguntas que eu tenho aqui de jurados que se referem a questões que já foram tratadas, tá? H, uma delas, se a senhora souber responder, >> questiona qual era a função do réu no Ministério Público. Ele trabalhava de que no Ministério Público?
>> Eu não sei o que que era o cargo dele, mas na na Brigada Militar ele sempre trabalhou na parte da inteligência, né? A parte da discreta da Brigada Militar, ele não usava farda, ele investigava crimes assim, né? E no Ministério Público ele tinha dito para nós que seria isso também, que ele continuaria trabalhando como eh discreto, né? Uma uma função. Ah, eu acredito que depois as partes vão poder esclarecer isso bem pros jurados. E a senhora sabe se esses amigos que foram na sua casa tinham a mesma função que ele no Ministério Público ou trabalhavam em outra, trabalhavam na brigada sem ser no Ministério Público? >> Não, eu não sei porque eu não conhecia eles, né? Ele
que falou: "Ah, são meus colegas, são meus amigos". E o Jobim, sim, que eu sabia que era amigo dele. Os outros ele me apresentou como colega, amigo, eu não lembro bem como é que foi, mas eu sabia que era do Ministério Público ali com ele.
>> Não sabe se eram policiais militares também?
>> Não, não.
>> Tá.
Ã, tem alguma pergunta aqui em relação à posição que a senhora localizou, o Andrei, que ele estaria coberto?
>> Isso.
>> A arma estaria debaixo do cobertor.
>> Isso.
>> Isso.
>> Isso.
>> Tinha algum furo no cobertor?
>> Visível?
>> Não. Depois foi periciado também. Acho que não tem, né, doutor?
>> É, nós temos aqui o cobertor. Depois, se for o caso, a gente mostra pros jurados. Mas eu estou lhe fazendo a pergunta porque foi um tá.
>> Não, olhando assim, eu não enxerguei nenhum rasgo no cobertor.
>> Tá.
>> Tá.
Depois a outra questão é uma questão de de entendimento. Acho que não cabe para para testemunha para informante responder. Então, doutora, podemos encerrar, fazer o intervalo agora, até porque os jurados estão com fome, tá? Então assim, pessoal, a gente vai interromper agora. A gente vai fazer o intervalo pro almoço, 1 hora, tá? São quase 1 da tarde, voltamos às 14 horas. Os jurados vão acompanhados dos oficiais de justiça, também vai segurança da do poder judiciário. As testemunhas vão também, a dona Cátia vai também almoçar acompanhada, tá, da nossa equipe e depois então retornamos às 14.
>> Então tá aí, galera, uma pausa agora até às 14 horas. Nós voltaremos aqui nesse mesmo link aqui, tá? Deixa até escrever aqui.
Google e Microsoft. Nossas IAs escaneiam, indexam e priorizam. E você ganha liberdade para focar no que faz diferença. Acolher quem busca justiça. Menos espera, mais sorriso. Quando é a justiça quem se move, a sociedade agradece. Não é substituição ou coautoria. Não substituímos pessoas, potencializamos seu trabalho. IA e servidor escrevendo juntos o próximo capítulo de 151 anos de história. Privacidade e transparência norteiam cada linha de código, cada decisão automatizada. Isso é só um spoiler. O que vem por aí ainda vai te surpreender. Se conecte ao futuro do judiciário.
Saúde também é assunto da justiça. E neste compromisso, o judiciário gaúcho atua junto com os demais poderes. Nos últimos 5 anos, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul já destinou mais de R$ 4 milhões de reais para fortalecer a rede pública de saúde do estado. O dinheiro do judiciário economizado no contingenciamento do orçamento é repassado para projetos de interesse social como os da saúde, o que por lei não pode ser usado para as chamadas despesas permanentes, como folha de pessoal, por exemplo, e tem mudado a vida de muita gente.
>> Ótima iniciativa, muito boa, porque é um dinheiro que é bem investido, né? E é uma coisa que que é preciso e que a gente de fora enxerga que teve melhoria. No meu caso, foi muito rápido e eu tô muito satisfeita e contente por tudo tá acontecendo rapidamente, né? Significa uma ressignificação da saúde, né? Porque as pessoas que estão aqui, né, elas estão precisando que a área da saúde ela deve ser sempre acolhida. Nós pacientes agradecemos muito.
>> As verbas do judiciário são investidas para modernização de hospitais e compras de equipamentos de última geração para setores como oftalmologia, ortopedia e cardiologia, garantindo a ampliação da capacidade de atendimento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Tribunal sugerir ao governo do estado na época eh a possibilidade da destinação desse recurso ao sistema de saúde. E ao fazer isto, o que demonstra a clareza, a sensibilidade, o olhar não só sobre os aspectos jurídicos jurisdicionais, que é a atribuição maior do nosso tribunal, mas também a visão humana do ato.
>> A atuação do judiciário tem garantido fila de espera zerada e atendimento com equipamentos que garantem diagnósticos e tratamentos precisos.
>> Então é muito importante, né? Muito importante esses recursos. A gente registra enquanto região o nosso agradecimento ao Tribunal de Justiça, que junto com a Secretaria de Saúde, né, eh, teve todo esse olhar para também colocar à disposição esse recurso para a nossa população e, eh, atendendo, né, o Hospital de Saúde hoje ele é atende a população do estado do Rio Grande do Sul e nós recebemos pacientes no último ano de 263 municípios diferentes que vieram a Santa Rosa. O repasse de verbas do judiciário significa também processos na justiça, uma forma de diminuir o volume de ações que buscam estes direitos e evitar a judicialização da saúde. Mas acima de tudo é sobre o cuidado e a solidariedade com a nossa gente.
>> A gente pôde absorver uma quantidade grande de novos pacientes. Essa fila ficou zerada. O que que a gente considera? A fila de oncologia nunca vai zerar por completo, porque novos pacientes sempre vão entrar. Mas aquela ociosidade, aquele tempo de espera que quando nós começamos gerava em torno de seis a oito semanas, hoje tá em torno de uma a duas semanas.
>> É o programa Judiciário Solidário em Ação.
>> Calma, gente. O Juri já retorna, tá? O Rio Grande do Sul tá aproveitando aí para o governo para colocar um pouco de propaganda sobre a prestação de serviço deles em várias áreas, né? Então eles estão aproveitando o espaço e a visibilidade para mostrar eh uma prestação de serviço deles aí. Tá bom? Já já voltando.
O compromisso com uma prestação jurisdicional de alta qualidade demanda uma grande estrutura, mas só se torna possível porque contamos com um capital humano de altíssima qualidade. São mais de 13.000 pessoas entre magistrados, magistradas, servidores e servidoras, trabalhadores e trabalhadoras terceirizados, estagiários e estagiárias que constituem o nosso bem mais precioso e um elo seguro com a sociedade. Nossa gente diferenciada por sua competência e comprometimento e porque cuidamos de cada um e de cada uma com total consideração. A oferta permanente de capacitação profissional é uma prioridade. São mais de 60 cursos em 21 trilhas formativas no Centro de Formação e Desenvolvimento de Pessoas, o nosso CJUD. Para acompanhar todo o avanço tecnológico, há um amplo programa de atualização, garantindo o uso correto e ético das ferramentas, especialmente com o advento da inteligência artificial. As equipes contam condições laborais adequadas e uma boa ambiência profissional. Estão disponibilizados computadores de última geração e mobiliário ergonômico. Ouvidoria, comissão de combate ao assédio e acesso a programas de cuidado com a saúde pessoal integram um conjunto de ações que visam ao bem-estar de estagiários, servidores, magistrados. Existe ainda um amplo programa de auxílio à saúde, apoiando o acesso ao plano de preferência do usuário, procedimentos clínicos e medicamentos de uso contínuo. Também estão contemplados inativos e pensionistas. Um dos maiores avanços na história do judiciário gaúcho foi a criação do plano de carreira dos servidores, que passou por uma ampla revisão para as necessárias adequações. Quando somamos responsabilidade administrativa, planejamento estratégico e investimento em inovação tecnológica a recursos humanos competentes e dedicados, o resultado é uma prestação de serviço público de alto nível. É nisso que nós do judiciário gaúcho acreditamos.
>> Tranquilos? Vamos prosseguir então. Tem muita gente para entrar ainda.
>> Quantas?
>> Tá. Vamos chamando então ela para nós, por favor, enquanto ela se senta, se pegar uma aguinha. Ja. Tá. E o YouTube já começou? Vou saber.
>> Ai, vai lá. Eu antes tinha um guri que eu olhava para ele da outra vez, tá? Diz que pode começar.
>> Tá?
>> Ah, vamos lá, dona Cátia, podemos prosseguir?
>> Sim, podemos.
>> Tá tudo certo com a senhora?
>> Tudo certo.
>> Qualquer coisa a senhora nos sinaliza que a gente faz um intervalinho, tá bom?
>> Eu tô com dor de cabeça. Alguém tem um paracetamol? Para me tomar?
>> Paracetamol. Meu meu servidor aqui sempre tem.
>> Eu tenho Neusaldina.
>> Acho que tem paracetamol.
>> Pode alcançar. A senhora tá acostumada a tomar, tá? Pode passar um para ela então.
>> Ah, Lourenço é filial da Panvel, tá? Então vamos prosseguir, dona Cátia, tá? Se a senhora precisar de qualquer coisa, a senhora nos sinaliza. Eh, Ministério Público, então, dando prosseguimento.
Dona Cátia, eu tava lhe perguntando antes da gente interromper sobre um bilhete. Um bilhete. Primeiro eu preciso que a senhora eh nos localize em que momento que ele foi encontrado, onde ele foi encontrado e o que que estava escrito.
>> Quando eu tava fazendo a fala quando o meu irmão pediu as cuecas do Andrei e nós estávamos na frente do roupeiro do Andrei e eu tava com as portas abertas assim e porque o roupeiro era para era pro para cada duas portas era para um filho. A do André era a última. Inclusive tinha um santinho, um São Jorge ali que ele gostava. E aí, ã, eu tava pegando as roupas do Andrei e vendo o que que tinha no bolso, o que que tinha as roupinhas dele, na verdade, eh, era uma maneira, talvez, de diminuir a saudade, entender que tava acontecendo. E aí eu peguei uma calça jeans, que que o Andrei usou essa calça jeans na segunda-feira. que o Andrei foi pra escola de manhã, ele foi na segunda-feira com essa calça jeans. Ele chegou da escola, tomou, trocou de roupa, botou bermuda. Aí, ã, na madrugada, na madrugada de terça para quarta, ele quando ele foi assassinado, ele tá de bermuda. Então, e na segunda, na terça, quando ele, pera aí, deixa eu voltar para ficar mais claro. Na segunda-feira o Andrei foi pra aula com essa calça jeans. Na terça-feira, quando ele ele chegou da escola, na segunda botou uma bermuda. Na terça-feira quando ele foi pra escola, ele botou uma calça preta. Chegou da escola, né, que foi tomar o chimarrão comigo, ele botou outra bermuda e na madrugada, quando ele foi assassinado, ele tava com outra bermuda, tá? Então, na nesse momento que eu tava no roupeiro mexendo nas roupas do Andrei, eu peguei uma calça, essa calça jeans que ele usou na segunda-feira e aí eu sacudi a calça e botei a mão nos bolsos. No bolso esquerdo tinha um bilhete do Andrei escrito nesse caderno que foi na segunda-feira que ele foi estudar para reforço escolar e tava escrito assim nesse bilhete: "Mãe, te amo, me enterre com a camisa do Grêmio". Aí tava escrito AND e riscado, como se tivesse errado, e depois escreveu Andrei. Aí e o meu irmão levou esse bilhete pro pro pra delegacia.
>> Certo? Bom, aí eu tenho que entrar em algumas questões. A primeira é delas, se pudesse pegar a caneta ali lá nas apreensões, amor, a primeira delas diz respeito a esse bilhete. a gente observa que ele está escrito com letras bastão.
>> De, como diria assim, de letra de forma, mas usando a expressão.
>> Isso.
>> Ã, mais coloquial dos tempos de hoje. Quando eu, eu estudava letra de forma quando eu estava no colégio, né? Agora eles usam letra bastão.
>> É. Eh, e a senhora disse que seu filho escrevia com letra. A senhora identificou nesse nesse bilhete a letra do seu filho?
>> Na hora que eu fiquei nervosa, eu identifiquei que sim, mas depois analisando as letras não não parecia ser a letra do Andrei.
>> Ela lembrava a letra do Andrei.
>> Tá? É a primeira coisa. A segunda questão, de que caderno havia vindo este bilhete?
>> Desse caderno que o Andrei usou na segunda-feira de noite e ele tava com a bermuda.
>> Quando ele estudou com o Luciano?
>> Quando ele estudou com o Luciano e ele tava de bermuda estudando.
>> E não de calça.
>> Não de calça. Calça. Ele entrou, ele usou de manhã quando foi pra escola, chegou da escola e trocou.
>> A senhora chegou a fazer uma colocação que o Andrei quando usava uma roupa, a senhora sempre lavava?
>> Sim.
>> A senhora tinha lavado essa calça?
>> Não, não tinha lavado essa calça, mas ele tinha usado só uma vez, porque ele não ele não gostava de usar e repetia a calça se não fosse lavado.
Me chamou a atenção que quando o seu irmão, o acusado, levou esse bilhete na delegacia, ele entregou junto esta caneta aqui. Consta do auto de entrega o bilhete com esta caneta. Eu lhe pergunto, a senhora entregou junto esta caneta para ele entregar junto? Não foi só o bilhete.
>> E aí diz ali da entrega que inclusive esta que é que é a questão que me chama a atenção, que ele diz ali da entrega provável caneta que o senhor usou para o bilhete. Eh, como é que ele sabia que poderia ser essa provável caneta? Da onde surgiu essa caneta?
>> Não, porque eu tava, o bilhete estava no bolso do Andrei, não tinha caneta nenhuma.
>> E da onde que era essa caneta? A senhora sabe?
>> Não sei.
>> A senhora reconhece essa caneta? O que tô lhe perguntando. Se a senhora quiser pegar, eu a gente pode lhe levar ali pra senhora ver se a senhora lembra essa caneta nos materiais escolares do Andrei. Eu posso lhe entregar ali? Eu posso pera que eu lhe levo pra senhora poder ver melhor.
>> Tá. Obrigada, Dr.
>> Para ver se a senhora se recorda, porque quem levou para essa caneta, dizendo que provável caneta do bilhete foi o réu. Eu queria saber se a senhora conhece essa caneta, já viu com o seu filho, lembra dessa caneta?
>> Essa caneta é minha, na verdade é da casa, né? Porque eu trabalho em hospital e a gente usa essas canetas, mas não era de material escolar do Andrei. O Andrei usava a caneta. Eu vou, não vou fazer propaganda, mas é tipo bic assim para escrever. Eu, o Andrei não usava esse material. Essa caneta tava pela casa, pela minha casa.
>> Us, certo? E a senhora, se quiserem buscar lá, Dr. Marcos, ou alguém buscar. E a senhora sabia que ele tinha levado junto à caneta?
>> Não, não sabia.
>> E que ele tinha feito essa colocação de que esta deveria ser provável? Caneta?
>> Não, ele só falou que levou o bilhete.
>> E ele disse: "Eu levei o bilhete e o celular foi dispensado."
>> E onde é que ficava essa caneta que a senhora diz que era da casa?
>> Eh, nesses potinhos de caneta, né? Ou tinha pelo balcão, por algum lugar, sempre tinha caneta lá, né? Porque eles estudavam e ficava por ali. Mas ele, o Andrei, não usava essas canetas. Certo?
Quando Andrei se referia o Grêmio era uma coisa que ele amava muito, certo?
>> Muito.
>> Eh, e a senhora, claro, viu esse bilhete dias depois, né?
>> Sim.
>> Foi no domingo ou sábado?
>> Não, não. Foi na semana seguinte. Ah, eu não tô me lembrando agora bem a data provável, mas não foi muito distante do dia que o Andrei faleceu.
>> E quem é que tinha guardado essa calça no armário?
>> Provavelmente o Andrei.
>> Certo? Ã, depois a senhora disse assim, olhando melhor a letra, a senhora não identificou mais. Por que que a senhora não identificou mais? O que que ele levou? Tinha um detalhe que agora o acento do I do Andrei era diferente. O Andrei tinha uma letra pequeninha. Por mais que ele fizesse grande assim, a letra dele era bem miudinha. Uhum.
>> Né? E até naquela semana, alguma coisa assim, ele tinha feito um trabalho escolar numa cartolina. E aí ele escrevia pequeninho. Eu falei: "Filho, tem que ser grande para os teus colegas verem, né, o teu trabalho". E aí ele ainda falou: "Mãe, eu não consigo fazer letra grande". Eu falei: "Não, tu tem que escrever maior, filho." Então, a letra dele era bem miudinha. Certo?
E aí, e quando ele lhe deixava algum bilhete? Eu não sei se ele lhe deixava, primeiro eu lhe pergunto, ele costumava às vezes lhe escrever algum bilhete? Porque como a senhora relata ele como uma afetiva, eu lhe pergunto se ele deixava algum bilhete pra senhora.
>> Ele deixou um bilhete, ele tava de castigo do celular. Daí eu falei: "Filha, eu vou tirar uma foto porque eu queria uma ver ele de cabelinho cortado". E aí ele falou assim, ó: "Tá, eu tiro a foto e tu me paga um X e um refri."
>> Aham.
>> Tá. Daí eu disse: "Então tá, vamos com um X e um refri." Porque ele gostava de comer X e tomar refri. Aí, como ele tava de castigo do celular, ele queria me avisar que era para eu comprar. Ele escreveu num num papel e escreveu assim, ó: "Me devia um X e um refri". E aí a letra é pequeninha. Daí ele botou no meu colo assim e para eu pagar o X e o refri para ele.
>> Certo. Mas o que eu quero lhe saber é se costumava escrever com letra cursiva ou de.
>> Cursiva. Cursiva. Os cadernos dele tem sempre foram cursivas. É emendada, né?
>> E ele e essa atenção é que a essa palavra camisa tá entre parênteses. Não é me enterre com a camisa do Grêmio. Me enterre com o Grêmio entre parênteses camisa. Esse tipo de expressão assim com parênteses e tal, era uma expressão mais curta dele.
>> Não, ele nunca usou o termo assim para a única vez que ele escreveu o bilhete ali foi com esse que eu tava devendo X, mas ele não era de fazer assim.
>> Tá? E esse caderno estava então dentro do seu armário.
>> Isso. No meu quarto.
>> No seu quarto?
>> Isso. No meu quarto.
>> E ele só saiu do quarto pro Andrei estudar segunda-feira de noite com o Luciano.
>> E voltou pro seu quarto.
>> E voltou pro meu quarto. E segunda de noite o Andrei tava de bermuda. Então o caderno e o e a calça do Andrei não se encontraram.
>> Certo? Não tava. Ele não usou depois essa calça mais.
>> Não, não.
>> Ã, o momento que ele usou o caderno foi segunda de noite que ele não estava com essa calça.
>> S. Não, eu tava de Bermuda.
Ã, aí e eu vou ter que tentar ã ir mais adiante porque a senhora, ã, nos dias que se seguem resolve viajar pro Rio de Janeiro. Certo.
>> Isso.
>> E deixa, pede para como que que a senhora resolve fazer com seu carro.
>> Eu pedi pro Luciano cuidar do carro para mim, né, que a minha garagem era aberta, eh, como é que é? Não é tapada. Eu falei: "Ô, Luciano, fica com o meu carro". E, e aí a garagem da casa dele era coberta. E aí eu disse, e nós tínhamos um uma tartaruga, né, que que era do meu filho mais velho. E ele disse: "Ah, Cátia, eu venho eu venho dar comida pra pra tartaruga e abrir a casa de vez em quando, porque isso aí foi meio de depois do dia 15. depois do dia 15, porque o meu irmão ia voltar pro Rio com a gente, né? Depois, depois que nós fôssemos pro Rio, ele iria em seguida.
>> Então, assim, só para eu poder entender a dinâmica dos fatos, a senhora vai com os seus filhos pro Rio de Janeiro, correto? O Jeverson ainda ficou em Porto Alegre?
>> Ficou. Ele, o combinado era assim, ó. Nós somos, eu acho que porque ele prestou depoimento, eu acho que foi 14 ou 15 de dezembro.
>> Tá?
>> Tá. E aí ele ainda disse para mim, para Ktia, tu e a Andressa, eu vou, tô fazendo o possível, impossível para vocês não depor, porque vocês já tem o sofrimento de ter visto o Andrei morrer. Não, ele não fala morrer de do de vocês ter passado por esse trauma. Então, nós vamos fazer o possível, o impossível para vocês não depor. E vocês podem, porque da, eu não sabia, né, como é que funcionava, você ia ter que depor, o que que acontecia? Ele falou: "Não, vocês não precisam depor".
>> Ele Então ele disse que que ele ia pedir para na delegacia para para ti e sua filha que estavam dentro da casa não prestarem depoimento.
>> Isso. Isso. Ele falou: "Não, eu já tá quase certo que tu e Andressa não vão precisar depor porque vocês já passaram pela tragédia de ver o Andrei naquele jeito." Eu e daí ele ainda disse assim: "Ah, eu vou porque eu sou policial militar e aí eu tenho que prestar conta lá para Ministério Público, tá? E aí nós fomos pro Rio de Janeiro.
>> Mas só para ter uma uma parênteses aqui, eu eu dando um parênteses. Ah, ele não queria eh ao fim ele dizia que a senhora e a sua filha que estavam as três pessoas estavam na casa quando o Andrei morreu, certo?
>> A senhora.
>> O Jeverson e a Andressa, correto? Correto. Dentro do quarto que tava com a porta fechada estava o seu filho e o Jeferson.
>> Isso.
>> E aí ele ele lhe disse que faria o possível.
>> E o impossível. Ele falou: "Vou fazer o possível. O impossível".
>> Para que a senhora e sua filha não prestassem depoimento.
>> Isso sim. Só ele. Porque ele disse: "Ah, eu sou da eu sou sou da brigada, então eu eu consigo resolver isso para não precisar vocês não para poupar vocês para não depor."
>> Certo? E aí a gente vai. E aí vocês viajaram e ele ficou.
>> Viajamos. E tanto é que na noite do do no momento ali eles não fizeram a a exame residográfico nem em mim, nem na minha filha. Nós não precisamos fazer nada. Não fizemos nada. Nem se.
>> É porque vocês não estavam no quarto com a criança, né?
>> É.
>> Bom, mas e seguindo adiante, ã viajam o o para para o Rio de Janeiro, o Jeverson ainda tinha acesso à casa?
>> Sim. Ainda tinha acesso, tinha chave. de casa, porque ã porque ele ele ficaria trabalhando, eu não tô me lembrando bem a data, até meio de dezembro ali. E nós viajamos para pro Rio de Janeiro, não por ser o Rio de Janeiro, nós fomos pra casa do meu irmão do Éverton pelo nosso pela nossa aproximação, né? Os meus outros dois filhos também eram afiliados do Éverton. A gente tinha sempre acolhimento por ele e nós estávamos indo para lá para isso. Nós não pensamos ir pra casa do Jeverson. Aí ele disse que ia ficar mais uns dias ali em casa, que então depois ele iria pro pro Rio de Janeiro, mas que ele ficaria na casa da da dona Maria, né? Que ele ficaria lá porque ela ia viajar praia. Então não eu não precisava me preocupar que ele teria onde ficar hospedado na volta se ele não conseguisse o apartamento. E ele realmente foi para lá e ficou na casa da dona Maria.
>> Tá. Mas aí, ã, a nós tínhamos a questão, então, que a senhora viaja com seus filhos, o Jeverson ainda tem acesso réu, né, à sua casa e a senhora incumbiu o Luciano de cuidar do seu carro e da sua tartaruga, correto?
>> Isso. Isso.
>> Que que acontece quando o Luciano entra na sua casa?
>> Ele diz que sentia cheiro de gás. Só que esse cheiro de gás a gente já tava sentindo lá no início, quando depois que no naquele sábado que nós limpamos a casa, quando a gente voltou na segunda-feira, meu irmão já voltou a trabalhar normal no Ministério Público. De dia, quando ele saía para trabalhar, nós sentia cheiro de gás e de noite sumia o cheiro do gás. E assim passou. E então nós nós não sabia onde é que aquele vinha aquele cheiro. Nós combinamos com ele. Tu desliga o gás central, né?
>> Combinaram com quem?
>> Com meu irmão, com Jeverson. Tu desliga o gás central para a gente não sabia quanto tempo ia ficar a apartamento fechado. O Luciano ia lá de vez em quando também para dar comida pro bicho. Não precisava ficar lá no apartamento, né? Tá aí o ele mandou mensagem. Nós na época ainda nós nós ficávamos num grupo de WhatsApp da família e ele botou, ele me chamava de branca, né? Ele falou: "Branca, botei o abri o gás, não fechei o gás e deixei as portas dos armários aberto, nós eu já passo a parte do das festas de final de ano."
>> Não, não. A gente ainda tá aqui quando o Luciano entra na casa e ele sente gás. É, mas aí foi quando nós voltamos do rio que o Luciano sentiu o cheiro do gás e nós encontramos o o rapaz que trabalha no prédio.
>> Ah, tá. Então não foi durante ainda?
>> Não. Não.
>> Então ele teria dito para vocês, o Jeverson, que teria trancado todo o gato e aberto as janelas.
>> Isso. Aberto as portas dos armários. A casa ficou fechada, tá?
>> E abriu as portas dos armários e desligou o gás central. Certo. Bom, e aí vocês vão pro Rio de Janeiro e ele também acaba indo porque ele tá em recesso.
>> Isso. Daí ele foi logo em seguida depois de nós.
Bom, aí nós chegamos no Natal. Que que aconteceu na noite de Natal que lhe chamou a atenção?
>> É, então nós somos,
>> a senhora tava na casa do seu irmão do Everton, né?
>> Do Everton. Aí tava eu, meus dois filhos, o meu, o Everton, a esposa do Everton e as duas filhas do Everton, que também são minhas afiliadas. E o Jeverson e a esposa dele, a família dele morava num outro bairro. E aí nós estávamos, né, muito triste, primeiro Natal sem o Andrei, sem muito, sem entender o que que tava muito acontecido com o Andrei, porque até meu irmão dizia que tinha sido suicídio, mas nós não tinha certeza do que que tinha acontecido, né? Porque ele mesmo dizia: "Ah, tem que aguardar as perícias para depois concluir". Mas é, já é suicídio e tal. Ele tava nos preparando, né, para acreditar no suicídio. Aí na no dia de Natal nós estávamos muito sem saber o que fazer. Daí eu falei, vamos fazer alguma coisa. Mas pelo próprio Andrei, que era uma criança, tinha 12 anos. E o Andrei era muito família, ele gostava de de acolhimento, de festa, de estar as pessoas juntas, né? E aí não tinha as crianças que as men as minhas afilhadinhas também que eram pequenas. N vamos fazer. E aí ele falou assim: "Vamos fazer uma um amigo secreto, porque agora eu vou morar em Porto Alegre, eu preciso montar minha casa". E aquilo ali, eu falei: "Não, mas nós não estamos comemorando o Natal, né? Nós estamos fazendo por causa da das crianças e principalmente por causa do Andrei, que o Andrei gostava muito de festa de Natal Ano Novo." Nós jantamos ali, comemos uma coisa assim, cada um tentando dar força pro outro, né? Eu eu não querendo que meus filhos, eu não eu não tentava mostrar meu sofrimento para não ver meus filhos sofrendo, os meus filhos também, né? Cada um tentando proteger o outro da nossa maneira. Aí na a gente jantou cedo e um pouco antes da meia-noite e nós estávamos na sala, era uma sala grande assim, e eu pedi, peguei a mão e falei assim: "Vamos fazer uma oração pro Andrei". E e o meu irmão e a minha cunhada, os dois se olharam assim, como se eu tivesse fazendo uma pergunta, um pedido muito estranho.
>> Qual irmão e qual cunhada?
>> O Jeverson e a Fabiana.
>> A esposa dele.
>> A esposa dele. Eles estavam bem assim pro meu lado esquerdo e eu pedi, vamos fazer uma oração pro Andrei e aí eles se olharam meio estranho um pro outro, como se eu tivesse fazendo um pedido muito estranho. Aí eu não prestei atenção na sequência do do do ato deles, porque daí eu chorei, a gente chorou, tá? Tá? Então essa cena ficou muito gravada assim para mim. E aí ele começou, terminou, virou, né, ali o 24 para 25 e ele queria organizar já pro reveillon, tá? Porque vamos fazer o reveillon, nós vamos levar cooler, nós vamos pra Copacabana ver os fogos, tu nunca viu, tu vai ver que é lindo. Mas nós não tava em clima de de nem de fogos. Nós estávamos lá porque o meu irmão mora no Rio de Janeiro, não tinha ido para lá para veraneiar, para passear, como a gente tinha fazia antes, né? E ele falar: "Não, não é bem legal lá, vocês vão ver, é legal, vocês vão gostar". Ele tava numa euforia, ele, a família dele, as filhas e a esposa. E aí aquele, aquela alegria, aquele colli começou a me incomodar e eu me posicionei porque até então eu tava tentando poupar todos que estavam ali na casa, né? Mas só que eu via que da parte dele não tinha, eles estavam vivendo um outro tipo de de euforia e eu disse: "Não, nós não vamos pra Copacabana". Aí eu perguntei pro Anderson e pra Andressa se eles queriam ir. Eles falou: "Mãe, nós estamos contigo, a gente não quer ir, mas tu quer ir, a gente vai". Eu falei: "Não, a mãe não quer ir. Se vocês quisessem ir, nós iríamos". Mas eles falaram: "Não, mãe, a gente não quer ir". Daí eu chamei o Everton e a Adid e falei: "Ó, a gente não quer ir". Aí eles falaram: "Ah, nós também não queríamos ir". A gente estava achando que tu queria ir porque o meu irmão tava tão eufórico que ele queria passar para todos que todos estavam com aquela empolgação para ir. E nós não fomos. E foi o último dia que eu vi ele. Então foi dia 26 de dezembro de 2016 que eu vi o Jeverson pessoalmente.
>> Ou seja, ele não quis respeitar teu momento de luto quando tu quis fazer uma oração no Natal. Queria comemorar a festa de ano novo.
>> É, ele tava.
>> A em Copacabana com fogos. E.
>> Ele queria levar espumante. Vamos levar espumante. Vamos levar cooler. Eu tenho um isoporzão lá. Vamos levar. A gente passa o dia lá. E e vocês eh não tinham esse clima. Bom, ah, eu aí tu volta para Porto Alegre.
>> Isso aí. Aquela euforia dele me desconfortava. Só que daí eu não sabia quanto tempo ele ia e ele ia ficar ausente da casa do Everton, né? Porque até então ele tinha livre acesso, né? Ele podia ir pra casa do Étone. E era longe assim. Só que daí eu pensava assim, eu não quero ver eles naquela euforia porque eu estava muito triste e ele estava muito alegre e aquela alegria dele estava me incomodando. Aí eu chamei meus dois filhos, né? Perguntei para eles que que que eles achavam da ideia de de voltar para Porto Alegre. A minha filha falou: "Mãe, eu não consigo entrar no apartamento. A minha filha custou muito tempo para entrar no apartamento e o Anderson disse: "Não, mãe, eu vou contigo". Porque ele tinha pego férias do serviço dele, né? O emprego dele deu férias para para ele eh se recompor um pouco do filho.
>> O Anderson.
>> Isso, meu filho mais velho.
>> Aí voltamos eu e o Anderson para Porto Alegre. Nós chegamos em casa, aí eh bateu a a tristeza maior porque era a primeira viagem que nós voltava sem o André e e nós estávamos daí nós nós nos sentimos mais à vontade no nosso luto, porque daí só estava nós em casa, né? Só eu e o Anderson. Aí o Luciano disse: "Cátia, vamos sair para comer uma coisa, né?" E aí nós.
>> No seu namorado.
>> Isso na época ele era meu namorado.
>> Aí nós saímos para para comer um um lanche e nós contando assim as as como é que é que fala? As frases, as coisas que o Andrei fazia, né? As arteristas dele, ele na no colégio, comentando o Andrei, né? Porque o Andrei sempre foi muito presente na minha vida, né? E eu e o Luciano chamando ele de pilhada e nós nós estávamos relembrando, né, os momentos do Andrei. Aí eh nós terminamos de comer, nós saímos pra rua e aí o Luciano tava fumando, ele parou bem na minha frente e perguntou assim, ó: "Cátia, tu acredita que o Andrei cometeu suicídio?" E eu falo assim e e nessa hora parece que abriu uma cortina. Quando o Luciano tá me falando, vem na imagem o meu irmão e a minha cunhada se rindo do na quando eu pedi para fazer oração pro Andrei. E aí e aí começou a vir mais coisas à tona, né, de de dele pedir as cuecas, o comportamento eufórico dele na casa da nossa outra amiga, né? E aí o Luciano disse: "Cátia, o eu ouvi o policial militar, é, acho que o Luciano ouvi o policial militar dizendo que aquilo ali não era um suicídio, que ele queria ver como o tenente ia se justificar. Paraa! Isso, Luciano começou já.
>> Para aí. Agora vamos então por partes, porque a senhora tá falando assim muito afobada e a gente precisa eh eu sei, é muito difícil, dona Cátia, mas a gente precisa que quem tá ouvindo compreenda. E como a senhora fala assim, tudo muito ligando assim, a gente vamos escutar.
>> Doutora, só um pouquinho para esclarecer. O Luciano que a senhora fala é o Luciano Gaus?
>> Não, Luciano fala. O Luciano fala Vena.
>> Tá, ele não tá. A senhora era namorada, era seu namorado, correto?
>> Isso. O Luciano fala vendo.
>> Tá. E ele era seu namorado na data do fato?
>> Sim.
>> Tá. Então, só para esclarecer o Luciano que ora fala é o seu namorado.
>> Ele é o Luciano Fala Vena e era o com ele que o Andrei estudou na segunda-feira.
>> Tá certo? Então pode prosseguir, doutor. Então assim, ã, indo com mais tranquilidade, tá?
>> E tentando deixar bem eh tranquila essa prova. Quando a senhora chegou de viagem e foi jantar com o Luciano, que ele começa a conversar se a senhora acredita que foi ou não o suicídio, que a senhora diz: "Não acredito". Ele lhe fala, eu conversei que ouviu de um policial naquela noite que não era um suicídio.
>> Isso.
>> Ele lhe referiu a que policial ele se referia, se era alguém da perícia, se era alguém dos policiais do que eram do Ministério Público, se era algum dos policiais eh que eh que vieram militares atender a cena do crime, a quem que ele estava se referindo?
>> Eu entendi que era a Polícia Civil, né? Certo. Mas que ele ouviu isso enquanto eles estavam ali e na eh na atendendo a cena do crime.
>> Isso. Ele disse que o porque eu estava lá fora, né? Tô enquanto.
>> Estava em volta da minha filha. Certo. Enquanto estava tendo ali as perícias na cena do crime, a senhora, como disse, ficou preocupada com a sua filha Andressa, que tinha 16 anos e não ficou.
>> Lá dentro.
>> Mas o Luciano diz assim: "Eu ouvi um dos policiais dizendo que aquilo não era um suicídio".
>> É, ele disse que o policial estava assim escorado na porta, né, trancando para ninguém entrar. E aí falou assim, ó, eu quero ver esse tenente se justificar porque isso aqui não foi um suicídio.
>> Referindo-se quando diz a esse tenente.
>> Ao meu irmão.
>> Que era já tenente da reserva da brigada.
>> Porque daí até ali as pessoas já sabiam que ele era um tenente da brigada, né? Porque ele se identificava conforme as pessoas iam chegando, tanto a Brigada Militar quanto a polícia civil, ele sempre se identificou como tenente da Brigada Militar.
>> Da reserva, né? Eles.
>> E aí o que que o Luciano te fal, teu namorado Luciano Falavena te falou a mais? Que que vocês mais conversaram?
>> Aí eu disse: "Meu Deus, como é que nós vamos conseguir provar isso, né?" E aí nós começamos e buscar as as provas, né? Começamos a luta ali.
>> Certo. Mas aí quando vocês entram na casa, o que que aconteceu em relação ao gás?
>> Ah, porque na eu fui tomar banho e eu disse: "Ô, Luciano, liga o gás lá que que tá desligado". Aí o Luciano foi ligar, foi ligar no no na rua, né? E aí nós ligamos que continua o cheiro de gás. Aí nós saímos pra rua, nós encontramos o Luciano Gaus, que é o outro Luciano, que ele trabalha no condomínio, né? que ele instala o gás e ar-condicionado, ele faz as restaurações do do condomínio. Aí nós encontramos ele nós chamamos ele: "Ô, Luciano, vai lá em casa, tá um cheirão de gás". E aí ele foi e aí e ele tinha mexido no nosso Junker lá em outubro, acho que foi outubro, início de outubro, finalzinho de setembro.
>> Quando ainda era vivo o Andrei.
>> O Andrei estava vivo e até o Andrei ficou contente ver as ferramentas dele assim que o Andrei gostava de ferramenta. E aí o Luciano Gaus foi abrir, começou a ver da onde é que tá vendo o gás, né? Ele viu ali, ele entende, né? E aí ele quando ele pegou, ele abriu a é uma rodinha assim que fica, né? tipo uma borracha, ela estava virada assim da olhou assustada e falou assim: "Dona Cátia, eu não mexi nisso". E aí ele sempre que mexia, né? E aí a gente viu realmente e aí nós perguntamos para ele, aí isso aí acontece de com a pressão, alguma coisa? Ele disse: "Não, isso aí é só como é com a mão, né? Só mecanicamente, só com a mão".
>> E ele falou se uma criança faria ou precisaria de uma força.
>> Precisaria de força, que o próprio Luciano, ele não conseguia fazer aquilo ali, tinha que ter força, né? Um adulto, uma criança, não conseguiria.
>> E a E isso levou a alguma conversa ou desconfiança ou alguma preocupação?
>> Aí nós começamos já a ver o perigo que que o meu irmão estava eh como é o perigo, a ameaça que ele estava fazendo para nós, né? Porque quando eles aí nós juntamos, quando ele saía para trabalhar ficava o cheiro de gás e ele não estava em casa. Quando ele voltava porque esse jun fica bem num cantinho da sala assim, né, da na cozinha, né? Então tu pode, ele podia ir lá no canto, ninguém via que ele estava mexendo lá.
>> Entendi. E quando vocês voltaram de viagem, ele não estava mais lá. E isso aí estava mexido.
>> Não, estava mexido.
>> Bom, a a senhora a senhora aí não começa a não ter mais contato com seu irmão, como a senhora diz, dia 26 de dezembro de 2016. Foi a última vez que a senhora viu e seu irmão.
>> Isso.
>> Ah, aí eh, a senhora começa a a raciocinar e pensar eh no que aconteceu e começa a compreender que não se trata de um de um suicídio.
>> Isso.
>> E e as senhoras assim, né, falando antes, né, a senhora pensando nos risoló diz assim: "Eu não, não desistiremos." e começa aí buscar como é que eu vou mostrar isso. Bom, e vamos lá então, dona Cátia, como é que a senhora começa a conversar com os vizinhos?
>> Sim.
>> Daí aí nós encontramos a a Maria Rita, né, que ela confirmou que o Andrei estava fazendo a a.
>> A festa.
>> A festa. E ela chega lhe dizer se o que se ela viu o se ela chegou a ouvir os disparos momentos muito tempo antes ou algum tempo antes do do da dele lhe chamar ou como é que foi isso?
>> Sim, ela declara, né? E daí nós fizemos na época ali o o a a linha do tempo, dos horários ali e não fechava com o horário. Tanto é que o o atestado de óbito do André, acho que dá 1:30 e ele entrou no quarto 2 horas para me chamar, porque 2 horas eu liguei pro meu ex-marido, porque eu estava apavorada, eu não sabia o que que fazer, liguei para ele. Então, eh, deu um lapso desses 30 minutos, ele e o Andrei ficaram no quarto.
>> Certo? Que horário? E ela chegou a ver, ouvi algum disparo, alguma coisa?
>> Sim, ela disse que ouviu.
>> Como é que começa essa questão de começa a a senhora associar eh essa questão de abuso?
>> Porque eu fiquei pensando o que que poderia levar o Andrei, o meu irmão matar o Andrei, né? Não.
Não teria uma uma briga de de tio e sobrinho, né? E aí eu pensei, bom, vamos começar porque nessas nessa, quando a gente quando eu disse pro Luciano, não foi meu irmão, eu pensei, tem que ter uma coisa, alguma causa, né? Vamos começar. A, eu comecei a procurar coisas dele, né? Porque até então meu irmão sempre foi uma pessoa de boa referência familiar. Ele é padrinho do meus filhos, padrinho de outros sobrinhos. No quartel ele sempre tinha bem bastante elogios na sociedade. Eu disse: "Não, mas alguma coisa tem que ter, né, para para justificar essa morte do Andrei".
E aí algumas pessoas nos procuraram e nessa nessa nossa busca e disseram: "Ah, teu irmão ele ele assediava, pedia com respeito, ele pedia foto das gurias de biquíni. Ah, me manda uma foto tu tomando chimarrão." E aí eu comecei a ver que a linha começava por esse lado, né? Aí, ã, duas pessoas, né? que que foram abusada do meu irmão, me procuraram e contaram. E aí eu disse: "Bom, então só pode ter sido esse o motivo, né? Porque o Andrei era uma criança comunicativa, falante. O Andrei não se deixaria ser chantagiado pelo meu irmão. Ele tinha uma personalidade bem firme assim, convicto da da fala dele. Ele sabia que podia confiar em mim. Então isso nós foi foi levado, né, adiante."
>> Certo. Mas e aí, ã, a senhora começou aí a pensar na questão das cuecas?
>> É, daí eu lembrei, ele pediu as cuecas do Andrei, né? Ã, aí tinha o fato, né, que a gente não sabia certo ou não se ele tinha o relacionamento com a sogra e depois casou com a nora, a com a entiada, né, que só se foi confirmado no depoimento dele. Mas aí aí a aí as pessoas também onde a gente morava dizia: "Ah, mas às vezes ele tem um comportamento assim, acho que na verdade ele fantasiava para algumas pessoas um jeito e para outras ele acabava não conseguindo esconder." E quando aconteceu isso, as pessoas se sentiram à vontade de nos procurar e nos contar, mas algumas não tiveram a coragem de vir na delegacia ou na aqui na promotoria para confirmar, mas daí eles nos falaram que ele tinha sido que ele pedia foto de eh de biquíni, que não tinha que às vezes ele mandava foto e no respeito da palavra pelado para outras pessoas.
Certo. Tem aqui o além dessas duas vítimas de abuso que eram que eram jovens mais ou menos da idade do Andrei.
>> Isso.
>> Que inclusive vamos prestar hoje aqui depoimento em plenário ou vamos prestar depoimento aqui no julgamento. Há referências de um filho de um de de um sargento no num na
>> A senhora tem conhecimento disso?
>> Tenho ã e essa pesso
>> sim, depois do fato. E essa pessoa disse que não prestaria depoimento. E a fala foi assim, ó, Ktia, se ele matou o teu filho, o sobrinho dele na tua casa, que que ele não pode fazer comigo? Porque esse esse homem, né, é um sargento da Brigada Militar. E o meu irmão assediou a filha dele. E aí eles, o meu irmão, eles se seguiram e aí diz que eles saíram no, como é que é? havia de fato no soco lá e esse rapaz disse para ele: "Ó, tu larga minha filha de mão, senão eu vou te matar".
>> Uhum.
>> E mas aí o meu irmão parou de assediar essa menina e aí ele disse para ele me contou, mas ele disse: "Cátia, eu não vou numa delegacia prestar eh depoimento porque teu irmão matou o teu filho na tua casa. Imagina quem não pode fazer comigo, né? Ele é sargento, meu irmão é um tenente da brigada". Então ele não teve a coragem de falar, de registrar. Mas me confidenciou isso.
>> certo? Aí a gente vai para uma segunda pessoa que é referida aqui, um tal de André Rocha.
>> É, o André Rocha era amigo do meu irmão também, bastante diferença de de idade. Eu não sei a idade do meu irmão hoje em dia, mas esse André acho que é uns dois anos mais novo que eu. Existia também o que ele andava com esse André, porque o meu pai até brigava com ele, porque o meu irmão gostava muito de jogar futebol quando ele era novo, né? E então meu pai dizer: "Tu tem que andar com homem da tua idade, tu não tem que andar com guri". Só que ele sempre dizia pro meu pai que eram porque os pais deixavam os filhos irem com ele para jogar futebol, né? Então ele usava essa desculpa com que por ele jogar bem e levava os gurios para jogar futebol. Então ele e o André, eh, teve um período longo assim que ele andava com o André para cima e para baixo.
>> Ã, tem uma história aqui que também que ele teria ido pro Nordeste e com a e saído com a filha de uma de um amigo numas férias que tá ali no processo.
>> É, ele saiu com a com a amiga da filha dele.
>> Pera aí, só um pouquinho, só um pouquinho, dona Cátia.
>> Pois não, doutor.
>> Entrevista, né?
>> Isso é muita especulação.
>> Doutor, o senhor liga o microfone pra gente tem que chegar um pouquinho mais próximo.
>> É, excelência, é muito especulação, excelência. Eu tenho que intervir. Eh, tá passando os limites, infelizmente é muita especulação. Nem isso, nem vamos estabelecer assim, ó, ã, perguntas mais
>> muito perguntas mais objetivas e aquilo que não não tiver nos autos. Da, a senhora só nos refira se está ou não está nos autos, tá bom? E assim, o que a senhora não não souber, o que a senhora eh imagine assim, a senhora diminua um pouco isso, porque a gente precisa de de respostas mais objetivas. Se a senhora não sabe, não tem problema. A senhora só nos diga que não sabe. Tá bom?
>> Tá. OK.
>> Mas é, isso foi referido no processo, então, e nos depoimentos. Eu tô perguntando se ela tem conhecimento.
>> Sim, eu tenho conhecimento que ele assediou uma colega da filha dele e como a menina era envolvida com traficante, foi quando eles tiveram que vir embora de Maceió.
>> Me chama a atenção nas ocorrências do acusado que as filhas fugiram de casa e
>> Sim. E quando uma delas foi encontrada, foi feito o exame de conjunção carnal para
>> É isso. Eu não sei. Eu sei que uma delas fugiu de casa.
>> Uhum. E havia alguma suspeita ou soube alguma suspeita de que ele pudesse ter abusado das filhas?
>> Não, isso eu não sei.
>> Tá. Eh, mais alguma informação que tenha chegado eh ao conhecimento? Ã, claro, ele ficou com a própria né? Mas assim, cuecas, as duas, essas pessoas que vão prestar aqui depoimento, esses outros, André Rocha, tal, que tem ali chegado ao conhecimento de abuso, de pedopilia.
>> É, quando tinha uma época que nós ia passar as férias no Rio de Janeiro na casa do meu irmão do Éeverton e aí a gente se encontrava na praia de Copacabana, né? E aí tinha um menino que ele que jogava, acho que no Fluminense alguma coisa e ele tava sempre com esse menino também, mas aí eu não sei o que que aconteceu com eles, não. Mas ele era era uma criança também que ele tava sempre em volta dele. Ele sempre tinha um menino na volta dele.
>> Certo. Bom, Ktia, a gente tem algumas informações que eu preciso agora checar pro passado, tá?
>> Tá. Uma delas é uma fala que eu voltando paraa noite do crime, a sua filha diz o seguinte, que a perícia não chegou a ir no quarto, fazer fotos do quarto de vocês, mas que na maçaneta do seu quarto tinha sangue.
>> Tinha, tinha sangue na maçaneta na minha porta. Esse sangue da maçaneta. Eu lhe pergunto, eh, em que momento e de quem? Que momento que houve esse sangue e de quem?
>> Eu acredito que seja do Andrei, porque é na parte na parte de fora da maçaneta, né?
Certo. Mas quem é só para eu só para eu poder
>> veja bem compreender em que, porque assim, quando a senhora vê o corpo do seu filho, ele ainda estava tapado, correto?
>> Estava tapado. Isso.
>> E o réu quando lhe chamou e entra no seu quarto, teoricamente ele não teria destapado seu filho pela fala dele.
>> Sim. Então essa maçaneta foi a senhora que que apertou ela ou já estava antes?
>> Não, a a porta tava fechada e meu irmão que abriu a porta e a e o sangue ficou pro lado de fora.
>> certo?
>> E a porta depois quando
>> Então eu lhe pergunto, a senhora viu se o acusado estava com sangue nas mãos?
>> Não, eu não vi. A a outra questão que para é bastante importante, eu não foi feito um mapa da casa, um mapa assim, um desenho da casa, mas eu preciso entender essa casa, esse apartamento. Ele era térrio.
>> Térrio.
>> Ã, como é que funcionavam os os banheiros?
>> Eram dois banheiros, né? no tinha um banheiro no quarto onde eles estavam dormindo que daí o chuveiro não era não era usado, era só o vaso e a pia. E aí tinha um outro banheiro mais para cá que daí era o pra gente usar normal.
>> Na entrada deste banheiro havia sangue, correto?
>> Sim. Na pia tinha sangue também.
>> Na pia, exatamente. Essa era a questão.
>> Na pia tinha um tipo uma gota assim escorrida. Aí eu lhe questiono, como é que da onde que tinha, se a morte foi dentro do quarto, como é que tinha sangue na pia do banheiro? Essa porta quando a senhora, eu vou lhe perguntar assim, ó, eh, tenta fazer um esforço de memória, dona Cátia, se precisar, fecha os olhos e tenta lembrar. Quando a senhora entra nesse quarto, esse banheiro tava com a porta fechada ou aberta?
>> Aberta, porque eles deixavam aberto, porque o quarto era pequeno, né? Então a essa a quarto era pequeno e o banheiro era menor, né? Mas então eles usavam essa porta aberta como se fosse mais uma tensão. Era um alguns
>> totalmente aberta ou entreaberta?
>> Não, ficava, eu não lembro se ela tava entreaberta ou totalmente aberta, mas ela fechada não tava, porque eles usavam aberta para
>> fecha. Essa pia, ela ficava reto ali onde estava o seu filho ou ou teria como ter uma projeção de sangue pra pia? Teria como ter essa pro
>> Acho que não.
>> Certo. Como é que era esse sangue na pia? Era um sangue de quem poderia ter lavado as mãos?
>> É, era uma gota de sangue vivo assim, ó, escorrido.
>> Em que local da pia?
>> A pia mais ou menos era mais ou menos desse tamanho assim, ó.
>> Bem no meio aqui assim, ó. e a torneira ficar mais para lá,
>> porque eh eh vocês fazem essa referência, né? E isso também não foi chegado a ser fotografado,
>> mas é uma é uma informação bastante importante. A senhora viu esse sangue na pia?
>> Sim, vi, vi, de certeza absoluta.
>> Perguntou ã pro Jeferson por que tinha sangue na pia.
>> Não, na hora eu nem ti
>> depois a senhora pensou nesse sangue?
>> Depois sim, mas na hora não vi. Certo. Ah, a senhora em algum momento quando destapou o Andrei chegou a encostar nele ou só viu?
>> Não, não, não encostei no Andrei. Eu só destapei ele.
>> Só destapou?
>> Só destapei.
>> Ã, a senhora lembra do seu vizinho o Birajara?
>> Sim, sim.
>> Depois que houve a denúncia, a o Ubirajara procurou vocês, correto?
>> Isso.
>> Quantos tiros o Birajar ouviu?
>> Dois.
>> Dois tiros. Quantas marcas nós temos nessa casa, nesse quarto?
>> Tem o o do Andrei, né? O rasgo na cabeça dele. E tipo assim, se o Andrei tá deitado aqui, tinha um um rasgo, uma lesão na parede,
>> tá?
>> E outro no na lâmpada,
>> certo? E não tem uma um tiro atrás onde tá a TV,
>> não? É. É. A gente não sabe se foi a trajetória da da bala, onde é que que aconteceu.
>> Mas não tem dois furos.
>> Sim. A TV foi quebrada, né?
>> A TV foi que
>> foi quebrada.
>> Eh, eu vou você talvez obrigada a É, depois eu mostro. Mas o Birajar ouviu dois tiros.
>> Que que ele l que que ele lhe narrou? Ele disse que na noite do ocorrido ele tava jogando videogame e eu vi o barulho de de dois tiros. Aí eu não sei explicar bem a palavra. Eh, tiro seco, acho que é o nome da palavra, mas aí ele disse que eu viu dois tiros, dois disparos.
>> Eh, tem uma questão que é fundamental. Quando vocês conversam que tem arma na casa, o réu disse onde essa arma ia ficar?
>> Não, ele até disse: "Cáa, nem tu vai saber para ficar bem guardada, porque eu disse para ele, eu não preciso saber também, né? E eu confiei que ele deixaria no local onde eu". E aí eu lhe digo o seguinte: a senhora que, né, é seu filho, né? Eu tenho filho, a gente conhece as Seu filho, mexe nas coisas. Ele é uma criança que costuma pegar e ficar bisbilhotando, curioso de querer saber. Ele teria esse esse comportamento.
>> Não, o Andrei ele era curioso de saber as coisas, de te perguntar, de ter informações, mas ele não era mxirico.
>> Ele era educado. N
>> educado. Tanto é que na casa do Everton idade, que ele ia passar as férias, a a minha cunhada sempre dizia que brigava com ele, que ele dizia: "Ô madrinha, posso pegar um iogurte? Ô madrinha, posso pegar um refri?" E ela dizia: "Andrei, tu tá em casa, filho, tu pega o que tu quiser." Então ele sempre foi educado a pedir a E ele não era de mexer nas coisas alheias. Na época que eu tava casada, o meu marido chegou com dinheiro, né, porque era mais espécie. E ele deixou uma mochila, sei lá quanto valor tinha. E o Andrei nunca mexeu. E tudo que o Andrei pedisse até nas minhas coisas, ele falava: "Mãe, posso pegar um cortador de unha?" Ele ia lá e pegava aquilo e devolvia. Nunca foi de mexer.
>> O Jeverson treinava na academia do condomínio.
>> Treinava.
>> E tu sabe me dizer se quando ele treinava ele levava a arma?
>> Não sei porque como ele disse que ele não me não passaria informações da arma, eu nunca parei para perguntar se ele levava. Ele disse que não passaria informações, né? Isso. Ele disse: "Ah, Caia, deixa que eu que". E eu confiei, né? Porque o meu pai era assim, guardava a arma e a gente não sabia onde ele guardava.
>> E no dia do fato ele disse que a arma tava na mochila.
>> Ele depo Ah, sim. Durante a o processo ali. É, ele falou até então eu não sabia onde ficava essa arma dele.
>> Tu viste a mochila onde é que tava?
>> Tava do atrás da cabeceira do Andrei, na cabeceira do meu irmão. Aliás, mais próximo da cabeça do meu irmão.
>> Eu não ia te perguntar, mas eu vou te perguntar. Mas a mesma história, se tu lembrar, né?
>> Uhum. Olha, quando tu chega no tu me disseste que era uma noite fria,
>> consta aqui 15º,
>> tem um cobertor. Quando tu chega voltando da festa de aniversário, tu percebeste se quando ele estava os dois ali, que tu dissesse que tu fosse meio evitada, tu percebeste se a janela tava aberta ou fechada? Eu não lembro, mas eu acho que ela devia estar fechada, porque se tivesse aberto acho que me chamaria atenção.
>> E depois que o Andrei levou o tiro, tu sabe me dizer se Renela tava aberta ou fechada?
>> Aí tava aberta porque eu queria entender o que que tinha acontecido com o André. Daí eu cheguei até a pensar, será que caiu uma pedra? Alguém tocou uma pedra no Andrei? Porque pela lesão que tava assim na cabeça, né? Tinha um rasgo na cabeça do Andrei.
>> Então tu me dizes que no primeiro momento tu achas que tava fechada, mas que depois tu viste que estava aberta, né?
>> Sim. O Je,
>> porque daí eu fiquei de frente pro meu irmão assim, né? E aí eu vi a janela atrás dele que tava aberto.
>> O Jeverson era um policial experiente, né?
>> Sim.
>> E o Jeverson tinha uma arma na mochila no primeiro andar, no andar térrio, né?
>> Isso. No térrio.
>> E a janela tava aberta.
>> Isso. Nós morávamos no moramos, né, no térrio e a janela tava aberta.
>> Uhum. Cátia, eh, eu me chamo a atenção, ainda voltando pro dia do crime, algumas questões sobre o ã vocês, como o Andrei tava de castigo, como a senhora mesmo diz, celular não tava com ele, mas vocês tentaram ligar pro telefone da casa e não e dava problema.
>> Isso não dá, não completava a ligação.
>> O telefone de casa tinha algum problema?
>> Não,
>> não,
>> não é o telefone fixo, né? Era sim o telefone fixo da casa. Tinha algum problema?
>> Não. Ã, depois vocês souberam que horário que o acusado teria chegado em casa. Eu mandei uma mensagem para ele, não tô me lembrando bem precisamente, mas acho que era umas 19:15, 19:20, avisando que a Andressa tava comigo no aniversário, que ele ia ficar comigo. E ele disse: "Tá, eu já, eu porque o Andrei tava de castigo do celular, a gente não conseguiu telefonar pro fixo, eu mandei mensagem pro celular dele e ele falou: "Não, pode deixar que eu aviso o Andrei que vocês estão bem". Porque o Andrei gostava de saber assim quando a gente saí, se a gente tinha chegado bem.
>> E a senhora depois soube que horário ele chegou.
>> Só pelo que ele disse, né, que ele chegou às 19 horas,
>> certo? E a senhora chegou a conferir se isso era verdade ou se ele teria chegado mais cedo.
>> Nós tentamos, mas aí não tinha mais registro no na portaria do condomínio, porque na época não tinha foto.
>> A gente tem, claro, fotografias da vítima, né? E eu lhe pergunto se a senhora chegou a verificar se seu filho tinha outras lesões além do tiro.
>> Na hora ali, eu não vi. Só nas foto que aparece o Andrei com umas lesões,
>> certo? Só nas fotografias.
>> É, tem uma foto assim que que o Andrei tá no no biliche que parece que esse ossinho dele tá quebrado assim,
>> certo? H, quando começa a, eh, ou tramitar desses processos, eh, eh, o réu entra com ações contra as senhoras cíveis.
>> Isso.
>> Pode nos falar um pouquinho sobre isso?
>> É, em 2021, não tô lembrando bem a data, acho que maio, junho, ele disse que tava me processando por calúnias e danos morais, que ele queria dinheiro para era a única maneira de ele me calar. eh fazer eu eu pagar uma indenização para ele.
>> Ou seja, ele quis lhe calar enquanto mãe.
>> Isso.
>> E que que assim que que que aconteceram com esses processos?
>> Acho que foram arquivado. Mas Marcos, acho que nós ganhamos.
>> Não sabe,
>> não sei.
>> Mas não teve que pagar nada,
>> não. Não paguei nada. Paguei a com a a o meu filho perdeu a vida, né?
>> Sim, óbvio. Foi a pior perda.
>> A pior perda. E aí eu assim, eu quero eh antes de encerrar meus questionamentos, né? Eh, a senhora continua no mesmo apartamento?
>> Continuo, continua no mesmo apartamento.
>> Eu vi que a senhora mudou a cama.
>> Mudei,
>> mas ainda tem lembranças, né? Tem o mate, que a senhora disse que não é mais, que é mais amargo.
>> Mas o que que mudou na sua vida?
>> Mudou tudo, né? Porque eh não ter um filho é eh eu não desejo para ninguém, porque eu trabalho na pediatria, então eu vi muitas mães na passar pelo luto e eu nunca imaginei o quão dolorido é tu acordar de manhã, tu ir dormir de noite, não se com aquela sensação de de fazer a comida que o teu filho gosta e ele não tá ali, não recebeu abraço. Dia das mães, dia dos pais, né? O Andrei tinha 12 anos. Mas ele era uma, ele era criança, ele era o nosso bebê. Uhum. Então, eh, tudo o que eu fiz, doutora, foi pelo Andrei, motivada ao amor do Andrei. E a minha luta sempre foi por justiça. Nada trar o Andrei de volta, mas eu penso que que a minha luta tem que valer para mostrar pras outras mães que que a gente tem que lutar e acreditar na nossa justiça e a gente acreditar nos filhos, porque mesmo o Andrei não conseguindo me falar, eu sabia que o Andrei ia me falar e a minha luta foi toda motivada. Isso.
>> Eh, Dra. Amorinha, eu lhe passo
>> pouquinha coisa para complementar. Dra. Lúcia esgotou tudo aqui. Eu já dei uma ajudada. Eh, eu tô ainda curioso da do bilhete. Aqui tem um, eu tô com uma cópia em preto e branco aqui no laudo pericial, evento 2, inquérito 8, página 15, tem uma uma imagem onde tá escrito me deve um x e um refri. Tiveste acesso a isso aqui tava no caderno.
>> Esse aí tava em casa porque foi o dia que tava de castigo do celular e aí para ele me escrever, para ele falar comigo, ele escreveu.
>> Consegue enxergar?
>> Consigo.
>> Foi ele que que escreveu isso aqui? Porque aqui não tá em cursiva, né?
>> E tá bem pequeninha. Mas essa aí foi no acho que 2016, foi um pouco antes, porque como esse caderno, pode ver esse essa folha ela tem os quadradinhos assim, né? Então ele tá, ele a escrevia porque era quadrada,
>> tá? Mas aí olha aí vem o bilhete depois e tu tá me dizendo que o bilhete não foi ele que fez, né?
>> Eu não reconheço como a letra do Andre. Primeiro momento eu reconheci como a letra dele,
>> mas o bilhete tem algumas letras conforme o laudo, não todas. Se eu tiver errado, doutores, me fiscalizem. O bilhete tem algumas letras que convergem, que que fecham com esse escrito no caderno. Tu sabe como é que isso aconteceu? O Jeerson conhecia a letra de forma do Eu sou do tempo da letra de forma. Eu acho que sim, porque o Andrei fazia os temas na sala, né? E às vezes ele chegava, o Andrei tava ali fazendo os temas e ele tinha acesso aos cadernos do Andrei que ficava na mochila no quarto do deles na onde eles dormiam, né? Ah, isso que eu quero falar.
>> Ele tinha acesso aos cadernos do Andrei.
>> Tinha acesso aos cadernos do Andrei.
>> Isso.
>> E esse bilhete, esse quadr esse, esse bilhete onde ele escreveu esse bilhete, ele tem uns quadrinhos bem pequenininho e aí às vezes o Andrei ficava ali para fazer tipo um desenho que ele gostava de desenhar. E esse caderno tava contigo já algum tempo antes dele falecer?
>> O caderno pequeno, sim. E o bilhete foi numa outra folha? Não, o bilhete não foi escrito nesse caderno.
>> Ah, o caderno, o o a anotação no caderno tinha quantos dias antes dele morrer?
>> O do desse do X?
>> É.
>> Ah, eu não sei precisar o o os dias, mas foi próximo. É, foi próximo. Dias, não é mês? Não, não, não, não.
>> E
>> porque a o Andrei foi quando ele tinha cortado o cabelo
>> que eu pedi para Emma. Então, vamos resolver isso aqui bem bem objetivamente. Eu sou muito objetivo. E embora o Andrei escrevesse normalmente na cursiva, eventualmente ele escrevia. E eu vou repetir a minha expressão. Eu tenho quase 60 anos na letra de forma também,
>> mas era muito rara. Ali nesse nesse bilhete ele escreveu: "Me deve um X porque o o essa folha ela ela era tinha uns quadradinho,
>> tá? Mas o réu conhecia, digamos,
>> a letra do Andrei,
>> todas as letras do André. Sim, porque no ficava o caderno do Andrei ficava na mochila e às vezes o Andrei tava fazendo os temas e ele tava por ali com o Andrei. A outra coisa que eu que eu te pergunto é assim, ó. Quando aconteceu isso, acho que tu já deixou claro, mas eu quero que fique mais claro, porque vai ser questionado aqui, certamente durante o debate, eh, que num primeiro momento tu não tivesse a mínima desconfiança do teu irmão,
>> não.
>> Do teu irmão réu, como tu disse.
>> Não, não, não tive.
>> Não parou para pensar nessas possibilidades,
>> porque o luto foi tão de repente, né? Em menos de 2 horas eu saí do quarto, meu filho estava bem vivo. E aí daqui um pouco a minha vida virou do avesso. E essas coisas todas também, já que tu até deste teus filhos em batismo eh com ele, né?
>> Sim.
>> Essas coisas todas do passado dele que tu faz referência,
>> tu viesse a saber todas após
>> após após
>> houve uma procura. As pessoas te procuraram?
>> Sim, as pessoas me procuraram. Porque quando começou a história do Andrei, que o Andrei morreu e aí as pessoas perguntavam: "Andrei morreu assassinado?" Ele foi, cometeu suicídio, eu disse: "Nem eu sei o que que aconteceu com o Andrei. Você sabia que o Andrei tinha morrido." Só que daí as pessoas também sentiram mais à vontade em me falar, porque quem entendia do que, por exemplo, na própria noite do assassinado do Andrei, ele andava de óculos, né? o as pessoas começaram a observar o comportamento dele.
>> Eu vou te fazer uma última pergunta porque a meu sentir, eu creio que a todos aqui, o suicídio, ele é um ato que atinge não só a vítima, atinge as pessoas que amam a vítima. O Andrei alguma vez foi rude ou ruim para ti?
>> Não, não. O Andrei era uma criança dócil, meiga, amada. Claro, ele tinha aquelas coisas de criança normal, né? Mas eu tenho plena certeza assim do meu amor, do meu, do amor dele por mim, pelos irmãos, pelo pai dele, pela família.
>> Ele jamais ia querer te machucar.
>> Não, não.
>> Obrigado, Cátia.
>> Que agradeço, tá? Vamos. Ã, dona Cátia, a senhora quer um intervalinho para tomar uma água?
>> Tá. Já vou no banheiro para
>> é que eu não tô acostumado a fazer juro com assistência. Oi, gente, tudo bem? O Júri foi interrompido brevemente, eles não avisam porque foi interrompido. A gente tem que aguardar um pouquinho.
>> Oi, gente, tudo bem? O Júrio foi interrompido. M. Galera, eu vou pedir paraas moderadoras que evitem bloquear ou silenciar as pessoas por 24 horas, porque eh às vezes é por engano, né? Não cabe aqui. Tá bom? Eu vou pedir aqui que eu não tenho acesso a todas no grupo, então eu vou pedir para que não façam isso porque eh eu não consigo desbloquear, tá? daqui agora eu não consigo desbloquear. Então, peço desculpa aí para quem foi bloqueado sem querer por engano, silenciado, tá? Peço desculpas mesmo, mas eu não consigo nesse momento eh procurar numa lista de 1000 pessoas e para desbloquear. Então, eu peço paraas paraas moderadoras que não façam isso, por favor, senão é muito complicado e as pessoas ficam sem poder para participar do chat, tá bom, gente? Obrigadão, Obrigada, Luzia querida. Obrigada. É o tempo de Deus, né? É o tempo de Deus. A gente tá vendo aí, eh, não cai nada, uma folha fora da árvore que não seja da vontade dele. A gente tá vendo aí um jur, né, gente? Um julgamento terrível. Poucos juros estão podendo ser transmitidos hoje, apesar de nós termos direito a assistir o Tribunal Popular, né, Tribunal do Povo, então nós temos direito a poder assistir. Tá virando um tribunal dos advogados criminalistas que pedem para que determinados jures não sejam transmitidos. Não é o caso desse e da maioria daqueles no Rio Grande do Sul. a gente tem que agradecer muito e parabenizar aí o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul pela tecnologia, pela qualidade da transmissão, pela informação, pelo respeito, por tudo, né? Então, muito obrigada mesmo. É muito triste esse caso. A gente ainda tá no depoimento da mãe da da mãe do Andrei, da Ktia, que foi a testemunha que chegou na cena do crime, a primeira que chegou na cena do crime, que foi manipulada, que não entendia o que tava acontecendo. Obviamente era seu irmão, irmão preferido, um policial militar. aquele que ela escolheu para ser padrinho de todos os seus filhos. Imagina o amor que ela tinha por esse irmão, né? Então, eh, gente, eu sou aqui a jornalista por trás do canal, para quem não conhece, tá chegando aí, tá, Marlúci? Eh, imagina que você vai pensar que o seu irmão preferido vai cometer uma uma atrocidade dessas, né? É impensável, impossível. E foi só depois, foi só depois que este cara que tá solto ainda, um policial militar, tenente, eh, que ele se casou com a entiada dele, né, que ele que vieram as revelações sobre a o apreço dele por menores, né? Não vou falar muito aqui isso aqui agora. Esse julgamento tem previsão de quanto tempo vai durar? Olha, não tem previsão, mas eu não acredito que vá durar 5 dias. Eu acho que amanhã acaba o JURD, tá? Não, não acredito que vá se estender pela semana toda, mas eh o depoimento maior, sem dúvida, vai ser o da Cátia, eu acredito, tá? E eh a polícia foi conivente a ele, porque ele como policial militar ele manipulou toda a cena do crime, ele já ele já também, eu acho que ele premeditou alguma coisa. A polícia não denunciou, ficou com ele. O amigo dele da polícia que chegou lá primeiro, ã, prejudicou a perícia. Então ele foi denunciado pelo Ministério Público, não pela polícia. A o Ministério Público falou: "Não, não, não, não, não tem isso não. Esse cara vai ser denunciado". Ele tem, ele a a perícia que foi feita posterior, né? Eh, identificou que a pólvora na mão do Andrei era como se fosse uma pólvora colocada ali, não? de quem atirou. Enfim, o menino não tinha nenhum histórico de depressão, nenhum histórico suicida, absolutamente o contrário. Era o menino solar, eh, solícito e cheio de sonhos e de compromissos. Então, assim, ele ficou com o padrinho dele, ficou com o tio dele, que ele justamente era essa pessoa mais solícita ali. E aconteceu o que aconteceu, uma tragédia. de a o intervalo provavelmente foi solicitado para alguém ir ao banheiro, alguma coisa nesse sentido, ou pela pra própria Kátia, né? Acho que ela tava se emocionando a mãe, então a gente teve que interromper, a gente não, né? O Júri teve que ser interrompido alguns minutos por diversas vezes, porque ela tem que relembrar daquele dia fatídico onde ela perdeu o maior amor da vida dela e ela que encontrou ele naquelas condições, né? chegou em casa e viu o filho com a cabeça daquele jeito, vitimado por um tiro. Então, complicado. Olha, dificilmente a polícia não passa pano para policial, tá? Geralmente a polícia vai passar pano para um policial. Fora o poder de manipulação desse cara, né? Ele chegou ali, chamou aos amigos dele da polícia militar, aí, certo? Ele foi ditando o que que era para as pessoas fazerem, foi induzindo, foi manipulando e aí ficou complicado a perícia do caso. Isso atrapalha bastante. Por isso ele responde em liberdade. Ele tem, diferente de muitos outros casos onde as pessoas têm a prisão preventiva decretada, ele deveria ter tido porque ele atrapalha as investigações, né? Então, mas como a polícia não o denunciou, só o Ministério Público, ele tá aí gozando de liberdade há 9 anos. A Dra. Lucelena e o Dr. Eugênio. Eles são uma dupla bem conhecida, mais conhecida, né, do Brasil, eu acho, de promotores de justiça hoje, de Tribunal do Júri. Eles atuaram no caso Bernardo Boldrini, também no caso da Boat Kiss. Ela no caso, ela atuou no caso da Boat Kiss, os dois no Boldrini. Ela atuou também num outro caso agora, gente, tava na minha cabeça. Acabei de esquecer. Acabei de esquecer. Eu acho que ela também na do eh do Gokensk, talvez da Alessandra Alexandra do Gokensk. Acho que sim. A mãe do que matou o filho, né? Teve mais jures aí conhecidos no Rio Grande do Sul que ela atuou. Eles atuaram, na verdade, voltando então todos os jurados, OK? Uhum.
>> Tá. Então a gente vai dar prosseguimento agora, dona Cátia. Quem vai lhe fazer as perguntas agora é o Dr. Edson, né, que é assistente da acusação, que a senhora
>> Marcos Vinícius, mas o Dr. Edson, quem é?
>> É pela defesa do Dr. Edson.
>> Ai tá, é, tá. Desculpa. Táí que tá.
>> A juíza tá um pouco perdida, né gente? Juá um pou
>> então, perdão. Quem vai fazer pergunta pra senhora agora, então, é assistente acusação, tá? E aí depois a gente passa pra defesa, já avisando encerramento do do seu depoimento, tá bom? Pessoal da assistência, por favor, então silêncio. V, aperta aí do
>> deu agora. Ligou, tá com a luzinha acesa, tá?
>> Então, ã, doutor, pela assistência, por favor.
>> Obrigado, excelência. Boa tarde, Cátia.
>> Boa tarde, Marcos. Breve, Dra. Lúcia, Dra. amor com brilhantismo que é peculiar deles já esgotaram praticamente todas as perguntas que eu tinha, mas tem um ponto em específico que eu fiquei com dúvida e eu gostaria de tentar esclarecer se tu tiveres conhecimento. Eh, a atual esposa do Jeverson, quando inquirida em audiência durante a instrução do processo, respondendo uma pergunta minha, disse que o Jeverson namorou a sogra, a mãe dela, no caso a tual sogra. Isso é do teu conhecimento?
>> Sim. Perfeito.
>> Tens conhecimento se o Jeverson morou com esta sogra?
>> Sim, eles moravam, eles não tinham relacionamento que fosse divulgado assim, né, que era de conhecimento. Era uma coisa discreta entre eles, né, que não se tinha, não se via eles juntos, né, como um casal de namorados. E ele ficava na casa dessa senhora e ele alegava que ficava porque essa senhora tinha que trabalhar no clube do dos cabos e soldados que ela era fazia o almoço, que ele ficava lá para cuidar das crianças, né? Que na época então a atual esposa dele tinha acho que uns 2 tr anos e o irmão dela um pouquinho mais velho que ela. Então a alegação que ele ficava lá para cuidar dessas crianças.
>> Certo? Eh, quando o Jeverson iniciou esse relacionamento ou iniciou morar com a sogra, a atual esposa dele tinha dois ou três anos de idade. É isso?
>> Isso. Ela era criança até. Eles sempre falavam assim: "Ah, eu que tire". Ele falava, né? Eu que tirei o bico da bana. Ela chupa eh ban, o apelido dela, ela chupava bico e eu não gostava que ela chupava bico. Eu tirei. Então ela, ele conheceu ela de pequeninho.
>> E tu tens conhecimento de quanto tempo durou essa relação entre o Jeverson e a sogra?
>> É, eu não sei precisar quanto tempo, mas ele ficou a ele entrou na família deles quando ela tinha do anos e então até agora, né? porque ele ficava na casa da sogra com a mãe, com a sogra, com o com a com a esposa, que se tornou esposa, mas para nós eles não se identificavam como um casal. E a gente só foi confirmado na naquele dia no juiz que ela confirmou que ela teve.
>> Mas tu tens conhecimento, ao menos de quantos anos ele morou na casa da sogra?
>> Não, bastante tempo. Ele só trocou, né, de da de um relacionamento com a sogra paraa filha quando ela casou. Eu acho que ela tinha uns 15, 6 anos quando eles casaram assumiram o relacionamento. Aí ele assumiu com a esposa dele.
>> Sim. Então o Jeverson, ele acompanhou todo o crescimento da criança, adolescente, pré-adolescente, que é a atual,
>> que é a atual esposa dele.
>> Esposa dele,
>> esposa e mãe das quatro filhas dele.
>> Eu tô satisfeito. Muito obrigado, excelência.
Tá, dona Cátia, agora a senhora vai responder as perguntas da defesa, tá? Ã, doutor, o senhor vai fazer as perguntas daí mesmo, senhor?
>> Sim, aqui mesmo.
>> Tá? Então, a senhora, daí a senhora responde aqui para mim, tá? Não precisa se virar para lá porque senão a senhora vai ficar de costas pros jurados,
>> tá bom? Ou a senhora pode ficar de se ela se importa, se ela ficar de costas pro senhor, doutor,
>> de forma alguma,
>> tá? Então, o senhor tem a palavra.
>> Obrigado, excelência. Boa tarde, dona Cátia.
>> Boa tarde,
>> dona Cátia. Eh, nos encontramos aqui já faz praticamente 3 anos. Foi no dia 10 de novembro de 2020 2022.
>> Isso.
>> Eh, naquela época eu fiz algumas perguntas pra senhora e hoje aqui ouvindo a senhora, eu vou ter que fazer algumas outras perguntas. Sim.
>> E quero dizer pra senhora e para todos que estão aqui que essas perguntas serão feitas de uma forma bastante respeitosa, tá bem?
>> OK.
>> E eu vou tentar, dona Cátia, ser assim o mais objetivo possível, mas eu quero que a senhora entenda que eu tenho que fazer algumas perguntas, tá bom?
>> Tá bom. OK.
>> Vamos lá. Eh, dona Cátia, a senhora iniciou aqui a sua fala respondendo as perguntas da doutora Dra. Lúcia Calegari. dizendo que o Andrei, ele era um menino feliz. Sim.
>> Ele era um menino ativo, ele era um menino assim bastante querido por todos. Isso é fato. Eh, mas tem uma passagem no processo que me intriga bastante. Inclusive, dona Cátia, eh essa passagem diz respeito a uma vizinha da senhora lá do condomínio, a senhora Maria Rita. Maria Rita, sua vizinha.
>> Sim. E o que me chamou bastante atenção, dona Cátia, foi uma pergunta que o nosso magistrado naquele dia fez para a dona Maria Rita. Olha, foi o magistrado que fez a pergunta, Dr. Thomas. Eh, porque na passagem ali da dona Maria Rita, ela disse assim: "Olha, o Andrei era sim um menino bastante feliz. Isso todo mundo via, mas teve uma época ali que o comportamento dele mudou totalmente. E palavras dela, dona ela é uma pedagoga. 15 dias atrás, antes do fato, antes dessa tragédia, esse menino mudou totalmente o comportamento. Ele não conversava mais com as pessoas, ele sequer me cumprimentava. Logo após ele ter cortado o cabelo, logo após de ter cortado o cabelo, ele mudou o comportamento. Ele se fechou, não conversava com mais ninguém. A filha dela, dona Cátia, a filha da dona Maria Rita, que era uma menina da idade do Andrei, também percebeu isso e comentou com a mãe dela e ela comentou em juízo.
>> Doutora, dona pergunta, eh, então, a respeito da dona Maria Rita, eu quero saber da senhora se a senhora notou ou não notou essa mudança de comportamento do Andrei naqueles dias antes do fato.
>> Não, não houve mudança nenhuma e já começa a a o tempo faz errado porque o Andrei cortou o cabelo foi dia 21 ou 22 de novembro e o assassinato do Andrei aconteceu dia 30 de novembro, então já não fecha 15 dias. O Andrei era uma criança alegre, uma criança falante. Eu como mãe, eu acho que não tem uma outra pessoa que consiga identificar o comportamento do filho que de uma mãe. Talvez ela possa ter visto ele em algum momento na quadra mais triste, mais calado por por ele ter limites. Ó, Andrei, tu vai só até o horário na quadra, depois tu volta, né? E quando ele tava bem, eu deixava ele até mais tarde. Então isso pode ser que tenha dado essa percepção nela que o Andrei tava mais triste, mas o Andrei não tava triste, o Andrei tava muito feliz, né? H, o, o meu próprio irmão declara, né, que o André era uma criança alegre, feliz. O, a Maria Rita, talvez ela não convivia com Andreia, ela não era
Marcio, calma, mas eh baixa a arma, baixa a arma, amanhã a gente conversa. E saiu do quarto e bateu a porta.
"Tá. E aí, como é que ficou essa nisso ali?"
Eu fiquei ali acordado daí um tempo, né?
"E como é que ficou a situação de vocês depois disso?"
No outro dia ele fez café, eu levantei, me escovei, ele fez café e eu já pensando em já ir embora, eu tomei café, né? Aí ele, ó, meu, isso aqui fica só entre nós. E aí eu levantei e fui embora. Eu não tenho muito detalhes assim de, sabe, minutos por minuto, mas foi as partes principais para mim que ficou são essas.
"O senhor guardou isso por toda a sua vida?"
É, depois eu só no dia que eu soube que comentaram que ele podia ter sido o autor do crime, que me veio isso.
"O senhor nunca contou isso para ninguém antes?"
Não, senhor.
"Eu devo imaginar, mas eu vou lhe perguntar porque eu estou aqui para perguntar, não para imaginar. Porque que o senhor não contou para ninguém isso antes?"
Não sei. Não sei lhe dizer até porque foi lá que acho que no outro dia depois, uns dois dias depois, eu já nem lembrava mais. Não foi uma coisa que eu gravei.
"Você não deu importância?"
Não. Mas eu sei que aquilo aconteceu pelo fato de eu ter ouvido falar coisas dele em relação com o sobrinho.
"É que não houve propriamente uma relação sexual, né?"
Não.
"Talvez aí o senhor talvez porque eu tava dormindo, né? Eu me acordei nessas duas situações assim já, né?"
Uhum.
"Como é que é essa história aí? Porque eu vou lhe perguntar antes que a defesa pergunte. Essa história de um de um dinheiro aí, como é que como é que foi? O senhor continua mantendo uma boa relação com ele depois que cresceram?"
Não, não.
Cresceu.
Aí quando eu soube que estavam falando dele e eu me lembrei disso do passado, eu liguei para ele um dia e perguntei. Falei: "Ó, perna, tão falando, pessoal aqui tão falando que tu matou o Andrei, né, que tu quis estropar ele, tá? Aí eu vou te perguntar, tu foi tu ou não foi?" Ele disse que não, umas duas vezes, três vezes. Aí eu disse: "Não, porque tu sabe que eu me lembrei, acabei me lembrando do que aconteceu aquela vez lá embaixo no César. E eu tô só te perguntando para mim saber." E ele disse que não, né? Aí eu tinha dito que depois que eu ia eh eu ia eh como é?
"Testemunhar?"
Testemunhar, né? Pelo que tinha acontecido antes, que se ele dissesse que foi ou não foi, eu ia testemunhar a favor da Cátia em relação do Andrei, né? Contando o que aconteceu no passado.
"Senhor, ligou para ele para saber primeiro dele antes de testemunhar se era verdade?"
Se era verdade isso, porque já tava um comentário lá na rua.
"Sabe, eu queria ver se ele confessava pro senhor."
Outro dia ele me ligou e perguntou. Aí a gente conversando assim, né, né, tinha dito que ia daí nessa vez que eu liguei para falar que eu ia testemunhar a favor da Cátia, né? Aí ele perguntou, eu falei: "Bai, eu tô sem trabalho". Ele me ligou, aí eu falei: "Eu tava sem trabalho, como é que tu tá?" Tô bem, tô, tô parado agora, né? Eu tava casado naquela época. Aí eu falei: "Não, mulher, tem que fazer uma operação, né? Vai, eu tô apavorado, queri um serviço." Aí ele perguntou para mim quanto que eu que eu ia gastar. Se eu falei que era 4.000 na época. Ela me disse que era 4000 e eu disse para ele, ele assim, não, me dá um número de uma conta que amanhã eu te dou, eu te empresto esse dinheiro ainda disse: "Não, tá tá meu, eu sei a hora que der eu acerto contigo." Que porque para mim, na minha cabeça, não tinha, eu não tava misturando isso de eu ter dito para ele que é testemunhar para aquele outro dia de ele me oferecer esse dinheiro, porque era para, como eu expliquei para ele, né, que eu tava sem trabalho.
"Ele lhe ofereceu esse dinheiro antes do senhor depor?"
Antes?
"Ele lhe transferiu esse dinheiro antes do senhor depor?"
Bem antes.
"Então, se ele tivesse ali comprado, o senhor não vinha depor?"
Não.
"Mas o senhor veio?"
Eu vim porque ele não me pagou nada para mim. Não, não tenho nada a ver. Eu acho que com foi não misturou uma coisa com a outra.
"É, foi uma outra coisa, entendeu? Como dito, vou lhe perguntar antes que a defesa lhe pergunte. O senhor acabou que não pagou esse dinheiro?"
Sim. Daí depois a gente não teve mais contato porque daí eu não tinha mais ele no Face, não tinha mais o número dele, não, né?
"Senhor tem condições de pagar esse dinheiro para ele hoje?"
É, teria e teria.
"E quer pagar?"
Não, não teria não. Agora senhor fala agora não. Agora não.
"Peço pro senhor que vamos vamos pagar esse dinheiro aí em 40 vezes aí. O senhor pagaria?"
Pagaria. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Então é da minha parte foi o o que eu tô lhe dizendo, né?
"O senhor não foi depor para não pagar dívida, digamos assim, sabe?"
Não, não, não.
"Vou lá e deponho e?"
Não, até porque não foi um dinheiro dado de compra para mim não me depor nem nada, né?
"É, se foi o senhor não pagou porque o senhor veio depois."
É, eu nós não tivemos mais contato também, né? Depois deu tudo isso. Não que eu não quisesse, se se for o caso de ter que pagar, eu pagaria em algumas vezes aí. E o o senhor quer perguntar tentar uma coisa aqui que seus record.
"Ah, eu lhe pergunto, na época ele andava com muita gorizada nova?"
Sim. Aquele tempo era eu, tinha mais uns alguns amigos. Até ele dizia o pai do Andrei, né?
"Foi dito aqui pela pela Cátia, se eu não me engano, hoje ainda que ele tinha ele era conhecido por andar com Está no processo também, vários depoimentos, eh, por andar com a meninada mais jovem. Isso é verdade."
É, ele tinha bastante amigos da minha idade na época, né? Também.
"E jogavam bola junto?"
Sim, eu eu sou do tempo que pequeno jogava bola com os grande, mas.
"Sim, ele era um ele era um dos que ah aceitava os menores jogar junto ali, não se importava. Isso foi uma das coisas que fez eu querer ficar amigo dele, né, no fim."
"E ele organizava alguma coisa assim, tipo de passeio, de piquenique, de alguma coisa desse tipo com a gurizada?"
Não, não, só o jogo de bola mesmo.
"É isso mesmo."
"Senor guarda rancor dele por esse fato, por isso que aconteceu."
Eh, foi o dia que eu perguntei para ele se ele tinha feito, né?
"Não, não, não."
"Do senhor ter sofrido o abuso sexual que o senhor refere, o senhor tem tem raiva dele por isso?"
Na verdade, eu acho que, como é que eu posso dizer, sem ficar, eu me arrependo de não ter puxado a arma e ter tirado aquele dia, porque hoje, né, não teria acontecido nada disso com o Andrei.
"Ah, o senhor se arrepende?"
Sabe? Porque eu corri esse risco também, sabe? Eu parando e pensando, né? Porque foi uma coisa ali que eu tava na casa de outras pessoas, eu ia embora no outro dia, entendeu? E eu aquela época eu era gurizão, não era que nem a gurizada de hoje, sabe?
"É isso aí que eu ia chegar também."
Isso aí é o senhor tá com o senhor que ano o senhor nasceu?
75.
"Isso aí é 80 e é 88 mais ou menos, né?"
O tempo era outro, né?
"O senhor era um menino muito muito evoluído, de muitas luzes. Estudava como é que era?"
Não, estudava.
"Estudava. Qual é a sua instrução hoje?"
Eu tô em segundo grau no ensino médio.
"Passar para colega aqui. Maro, primeira coisa que eu lhe pergunto, como que foi esse teu procurar a família da vítima, a família da Cátia para resolver contar isso que tinha passado com o senhor há tantos anos, né? na sua adolescência. Porque que que como é que foi isso? Eh, quando teve a morte a morte do Andrei, tu foste no velório?"
Sim.
"Acompanhou o velório, enterro e tudo mais."
É, na verdade eu fiquei pouco tempo lá, né?
"Certo. Quando tu acompanhaste isso, deve ter visto o réu no local."
Sim.
"Chegou a conversar com ele naquele dia?"
Mandei meus sentimentos para ele, pra esposa dele.
"Certo. Ah, aí eu lhe questiono, tu chegaste a ver em algum momento o acusado chegar perto do caixão da vítima?"
Não, não, não.
"Chegou a verificar se ele chorava lá no velório?"
A o momento que eu vi ele, que eu cumprimentei ele e a esposa, eles estavam de óculos escuro.
"Óculos escuros, sim."
"A esposa dele e estamos tá se referindo à dona Fabiana."
Sim.
"Conhecia ela?"
Sim.
"O senhor tem conhecimento se ele tinha sido padrasto da Fabiana?"
Sim, sabia.
"Conhecia a mãe da Fabiana?"
Ah, que soube do que que ela morreu? Não, não, mas conhecia a mãe dela. Sim.
"Sabe quando com que idade ele começou a ter um relacionamento com a mãe da Fabiana?"
Faz tempo. Não, de em relação a dissui. Pouca coisa.
"Pouca coisa. Quando tu conhe conhecesse o Jeverson, ele estava com a mãe da Fabiana."
Ele já tinha um relacionamento com a mãe da Fabiana. Olha, nunca ouvi assim os dois tá junto, eu ouvi falar, entendeu?
"Aham. Que ele teve relacionamento com com a mãe dela."
"Bom, e tu nos relata duas situações que tu passasse, que tu te sentiu que ele abusou de ti, correto?"
Sim.
"Eh, em nessas duas situações, eh, foi essa idade quando tu disse que tu tinha mais ou menos uns 13 anos. Nessa época ele já tinha um relacionamento com a Fabiana?"
Não, não.
Quando tem a morte e o Andrei acontece ali a situação, a um primeiro momento, quando é que tu começou a saber que a família começou a desconfiar do Jeverson?
Lá na minha rua lá todo mundo se fala, né? Porque ali a maria toda militar, então a gente tinha uma convivência grande. Tinha o clube dos cabos ali perto, tinha a colônia dos cabos lá em Cidreira, né? Então a maioria do pessoal sempre tinha uma proximidade assim, né? Ah, o pessoal começou a falar um tempo depois da morte do Andrei que tavam achando que tinha sido perna. Tava um comentário bem assim me disseram que tá um comentário falando que tinha sido perna, que tinha matado o sobrinho.
"Uhum. E já se falava naquela época a motivação desse fato ou não se falava em nenhuma motivação?"
Não, eu eu foi isso que eu a primeira coisa que eu ouvi foi isso de uma vizinha minha lá. Aí uma noite eu tava descendo da casa de uma namorada e encontrei o pai do Andrei.
"O Ronaldo."
Ronaldo, tá? Ele até Andrei Ronaldo. A gente tava um tempo sem se falar até.
"Certo? Ele me viu e veio direto assim, bá, Márcio, tu nem sabe. Eh, descobriram que foi o Perna que matou o Andrei, porque ele quis dar pro Andrei o Posso falar?"
"Pode."
"Como foi dito,"
"Pode usar as suas expressões"
"Palavras como o que ele me falou que o Perna foi, que o Perna matou Andrei porque ele queria comer, ele quis que o André comesse ele, o André não quis, ele matou ele, por isso que ele ia contar."
"Certo? E eu fiquei nesse nesse nesse exato momento aí que eu me lembrei de do que aconteceu depois de eu indo embora. Foi o que eu fiquei, pô."
"E aí"
"Aí tu começou a lembrar daquela situação que tu tinha vindo."
Aí me veio toda ela assim no geral, né? Entendeu? que me fez a de aí eu falei com uma amiga minha que eu queria falar com a Cátia, conversar com ela para porque daí tinham dito que tinham encerrado o caso.
"E que tu queria contar pra Cátia o que tu tinha."
Queria falar porque eu já não tava me sentindo bem com o que tinha acontecido e com isso daí, né?
"Com a sua situação do passado."
Do passado.
"E aí tu procuraste a Cátia para contar para ela?"
Sim. Aí a gente conversou e eu contei o que tinha acontecido.
"Certo? E a tu contaste para ela espontaneamente, correto?"
Sim.
"Ninguém te obrigou a nada?"
Não.
"E aí tu eh ela te encaminhou para ser ouvida no Ministério Público. É isso? sobre os fatos."
Aham.
"É isso?"
Sim.
"Eh, o, a tua narrativa sempre foi de forma espontânea?"
Sim, sempre.
"Como agora?"
Como agora.
"Márcio e o Andrei, tu conhecias o menino?"
Conheci ele, mas a gente não teve. Eu hoje, hoje esses dias eu tava lembrando que eu uma vez só que eu fui com a Cátia, com o Ronaldo e ele fomos no jogo do no Olímpico ainda no jogo do Grêmio.
"Certo?"
"Mas a gente não tinha convívio assim maior."
"É."
"E aí eu te questiono o seguinte. Quando tu contaste para a Cátia, que que ela te disse? que ela gostaria que tu contasse para os para o Ministério Público. Ela te ela tu tava sozinho quando tu conversou com ela, tu tava com o Ronaldo, como é que ou tava com o L? Foi, como é que foi essa conversa? Quem é que estava contigo?"
Tava só nós dois, eu acho.
"Só vocês dois."
"E a E quando E aí ela que te pediu para conversar com?"
Aí eu falei se tinha se teria se eu poderia ajudar se isso influenciaria, né? no caso de reabrir o caso por porque ela também começou todo mundo a ficar com essa coisa dele ter sido o assassino.
"Certo. Bom, quando tu prestaste depoimento na justiça, tu fizeste uma referência que tu tinhas conhecimento que tu não eras a única vítima de abuso. O o como eu lhe falei que ele tinha amigos da minha idade, tinha o no caso seria hoje se ele é casado com a Faba, o cunhado dele que é o Luciano, o Ronaldo, eu, era tudo da mesma idade e era pessoas que ele andava. Eu não sei por"
"Uhum. Mas o dia que o Ronaldo, aquele dia que o Ronaldo veio e me falou que tinha certeza que o que o que o Perna que tinha matado o Andrei porque ele queria que o Andrei comesse ele. Isso aí não foi uma coisa de dizer que foi um estrupo, foi uma coisa de para mim me veio assim, ó, aconteceu comigo também."
"Certo? E eu na minha cabeça, então eu eu imaginei isso, entendeu? Não vou dizer que é, mas eu tenho umas dúvidas que ou ele tentou com o Ronaldo ou aconteceu algo com o Ronaldo entre os dois. Isso eu posso, né?"
"Certo? Até há referências eh de o senhor disse que frequentava a associação dos cabos ou era amigo do pessoal da associação dos cabos."
"E há referências no processo de algum abuso ali com algum filho ou filha de associação de cabos. Isso o senhor nunca ouviu?"
Não.
"Certo? Então, a sua desconfiança é em relação ao próprio pai da vítima."
É.
"Mais alguma coisa que o senhor tem anotado?"
Porque depois disso, do que aconteceu lá, eh, como aqui na aqui em Porto Alegre ou mesmo na praia mesmo, que a maioria todo todo mundo ali o veranelar na colônia dos cabos, né? e é em frente à casa dos meus avós. Então eu saía daqui de férias para ver outras pessoas e eram sempre as mesmas que estavam lá, né? Dali eu parei de andar com ele e ele andava, começou a andar, havia ele muito com Ronaldo.
"Uhum."
"Naquele tempo assim, tipo na praia, né? Certo? Por isso que tu tinha essa desconfiança."
"H, alguma outra comportamento do acusado que te chamasse a atenção? Que como assim?"
"Que que tu não alguma coisa que tu tivesse observado diferente?"
Não.
"Bom, aí tu disseste que contou para Cátia e tu contou para ele que contasse pra Cátia, certo?"
Sim.
"Ã, e tu usou uma expressão e uma frase aqui em juízo."
Quando eu falei com ele, eu disse que, né, ele me desejou boa sorte e que Deus protegesse eu a minha família. É essa esse boa sorte, Deus protegesse a tu e a tua família. Tu disseste que sentiu isso, que que tu se sentiu ameaçado com isso. Pode voltar nos explicar melhor isso tudo?
O jeito dele falar assim, tipo, foi como então tá, então faz o que tu achar melhor, só que tipo, vou dar o vou vou modificar a frase para mim veio te cuida, então pelo ele Deus te proteja tu e a tua família. Acho que até então eu ia depor, eu ia de não tinha nada a ver minha família, certo?
"Sabe, nesse dia eu fiquei meio assim também. Foi o dia que eu me senti ameaçado."
"Sentiu ameaçado naquela frase?"
"Eh, Marzo, eu vi eh durante o processo, em alguns momentos, a defesa chegou a tecer críticas a teu a tua vida pessoal. Enfim, eu te pergunto assim, que que tu faz da tua vida hoje?"
É, hoje eu tô eu tô faz dois meses sem trabalho que eu perdi o serviço, mas eu tava trabalhando prestando serviço pro correio.
"Pro correio."
"Uhum."
"E tu não teria nenhum motivo pessoal para querer prejudicar o acusado?"
Não.
"Tu resolveste falar com a dona Cátia porque tu não tava com aquilo engasgado."
Sim. É isso.
"Eu acho, eu queria falar, tentar fazer o certo, porque eu acho que eu não ia conseguir viver até hoje, sabendo o que aconteceu lá, ouvindo esses comentários dele ter feito hoje o que aconteceu, né? E pelo que eu soube, como o Andrei foi morto, como foi encontrado, eh, não tem como acreditar e dizer que ele foi, que ele se suicidou."
"Uhum."
"Entendeu? Então, eu escapei disso. Eu posso dizer assim, né?"
"Tu escapou disso e tu pensou na criança."
"É. E na mãe."
"E na mãe."
"Eu te agradeço e não sei se meu colega Amorim tem alguma questão, senão eu já passo a palavra paraa assistência."
"Obrigado, excelência. Boa tarde, senhor Jeferson. Tem só uma Marlo, perdão, tenho só uma pergunta. Eh, depois que o senhor ouviu essa frase que ele soou como ameaçadora, né? Boa sorte para ti, Deus protege a tu e a tua família. Eh, o senhor eh passou a ter algum tipo de cuidado, mudou de cidade, mudou de casa? O senhor tem lembrança disso?"
Sim. Aí eu fui morar em Tapuã e depois eu fui para Santa Catarina.
"Sim. E antes o senhor morava onde? Quando foi eh teve essa conversa com ele?"
No Partenon.
"No Partenon, em Porto Alegre."
Porto Alegre.
"Tá bem satisfeito. Obrigado. Obrigado, excelência."
"Agora vem a desqualificação da testemunha pela defesa, né, gente? Clássica."
"Não parece que os jurados vão fazer perguntas."
"Obrigado, excelência. Boa tarde, seu Marzo."
Boa tarde.
"Eh, o senhor já esteve aqui no fórum um tempo atrás e nós fizemos algumas perguntas para o senhor. Antes disso, o senhor compareceu no gabinete da promotoria e lá o senhor expôs esses fatos também. Eh, me causa um pouco de estranheza, seu Maros, a respeito desse dinheiro que o senhor tá comentando aí com a doutora promotora de justiça. Eh, eu quero saber o seguinte. Esses R$ 4.000."
Sim.
"Esses R$ 4.000 que o senhor pediu ao Jeverson, eh, esse pedido foi foi antes ou foi depois de comparecer ao gabinete da promotoria?"
Foi antes de não uma eu não pedi. Ele perguntou, né, se ajudaria e ele me emprestasse, se ele me desse direito, disse: "Não, aí a gente tô me emprestando, depois a gente se acerta e eu te pagaria".
"Entendi. Então, e o senhor pegou esse dinheiro antes do senhor ir na promotoria?"
Sim.
"OK. Senhor, lembra quando foi que o senhor pegou esse dinheiro? O dia não, o ano."
"O senhor, o senhor tá perguntando o dia?"
É mês, ano?
"Não, não lembra."
Não.
"O senhor lembra quando o senhor foi na promotoria?"
Eu lembro quando eu fui. Eu não me lembro os di, né?
"Não lembro o ano, não lembro o mês, não lembro o dia."
"Mas foi depois do em relação do dinheiro."
"Ah, esses fatos que o senhor tá falando aqui, que o senhor não lembra a data, são bem recentes, não são?"
Não são.
"São são menos de 30 anos, seu Marzon."
Sim.
"São menos de 30 anos, seu Marzon."
São menos de 30 anos.
"Menos, né? O senhor não lembra?"
Não, senhor.
"Seu Márcio, eh, depois que o senhor foi na promotoria e relatou esses fatos aqui, em algum momento depois que o senhor foi na promotoria e relatou os fatos, em algum momento o senhor entrou em contato com o Jeverson novamente?"
Não.
"O Jeverson entrou em contato com o senhor?"
Não.
"Ele nunca então depois disso poôde lhe cobrar esse dinheiro?"
Não, senhor.
"Não."
"Não."
"Ok. Sem mais, excelência. Muito obrigado."
"Pelos jurados. Juradas, alguma pergunta?"
Não.
"Muito obrigada, seu Mar. O senhor tá dispensado. Tá bom. A gente vai fazer o intervalo um pouquinho maior agora, pessoal, uns 15 minutinhos e já voltamos."
"Aí como imaginado, né, desqualificando a testemunha. Imagina você ser abusado por alguém, né, sediado por alguém, deve ter que aceitar o dinheiro dela."
"Tjs inovação e sensibilidade humana em um só propósito."
"E mesmo assim ele foi, né, gente? Mesmo assim, ele compareceu, ele aceitou o dinheiro e foi testemunhar contra o réu. É isso aí. A gente tem aqui no canal, pessoal, como tá falando a flor de lotos aqui, como eu disse no início da live, quando o canal se chamava Rede Rio, o Marconde entrevistou o R, a Cátia várias vezes nós entrevistamos, inclusive semana passada o Marconde entrevistou a Cátia novamente e amanhã Amanhã ele vai estar com ela lá assim que acabar ele ele estará com ela assim que acabar o ju. Mas quem quiser, né, e tiver estômago para assistir o uma entrevista com esse CRU, tá aqui no canal, só procurar aí caso Andrei Gular e você vai achar a entrevista com o R. Gente, ele não foi retirado da polícia, pelo contrário, ele já é até aposentado da polícia, infelizmente. Tá, exatamente, Márcio, ele é aposentado. Enquanto nós estamos no intervalo, tá gente, no intervalo aqui agora um pouquinho maior, intervalo de julgamento mesmo paraa parte noturna, acredito eu, eh, tá acontecendo o júri do caso Andrei, que aconteceu em 2016. Ouvimos a testemunha forte do caso, que é a Cátia Gular, a mãe do Andrei. A Cátia, eh, teve seus três filhos, né, apadrinhados pelo irmão, por um dos irmãos dela, um policial militar. No entanto, eh, esse irmão foi visitá-la, deixou o Andrei com ele e 2 horas da manhã ele acorda ela chamando o Andrei, eh, chamando ela falando que o Andrei tava morto. Enfim, aí ele começa a tentar forjar que o menino tirou a própria vida. Ele mesmo chamou a Polícia Militar, sendo ele tenente da Polícia Militar. Ele mesmo direcionou tudo, ele mesmo forjou as provas, enfim. E tá impune, tá livre, porque a polícia não acusou, não teve perícia praticamente no local. A polícia não acusou, mas o Ministério Público chegou, epa, epa, epa, o que que é isso? Essa história tá mal contada. acusar, cabe a acusação. Ainda que não tenha eh denúncia da Polícia Civil, o Ministério Público vai acusar esse cidadão. Tá acontecendo hoje o julgamento dele, eh, do tio Andrei, o policial militar aposentado, que tem históricos aí de pedô, né, como foi visto desde o início dessa transmissão que tá acontecendo ao vivo. Ele tem histórico, inclusive ele se casou com a tiada e ele começou a sediá-la quando ela tinha 12 anos. Ele casou com a própria entiada que ele criou desde bebezinho. Depois da morte do Andreio, a Kátia ainda não tava, não tinha caído a ficha dela que o irmão pudesse ter matado o próprio filho. E aí ele ela perguntou para cada um: "Que que você vai querer ficar com alguma coisa do Andrei? Você vai querer ficar com alguma coisa do Andrei?" E o cidadão réu disse que queria ficar com as cuecas do Andrei, só que o Andrei tinha 12 anos, 11, e era pequenininho. E esse cidadão é alto, né, e velho. Então é algo que um pouquinho embrulha o estômago, né, gente? Obrigada, Ricardo, pelo carinho. Muito obrigada mesmo. Infelizmente hoje, gente, a gente não consegue mais transmitir muito júri por conta do sistema. Eh, os próprios advogados pedem para que o júri não seja transmitido, então a gente não consegue acessar as transmissões. Eh, um julgamento popular vai aí pros nossos ministros do Supremo, pelo amor de Deus, a lógica e o bom senso de vocês. Se nós temos um tribunal popular, nós temos que ter acesso. O povo tem que ter acesso a esse tribunal popular, porque ali a julgar estão sete representantes nossos. Então, por qual motivo? justificaria que, né, o povo não pudesse ter acesso a um tribunal popular. Ah, vão ver os jurados. Não, nunca vimos jurados e nenhuma transmissão. Todos os TJs sempre tiveram esse cuidado e nós também como quando transmitimos em loco, quando fomos até lá transmitir, como no caso da Aij do Casen Riborel e outras, nós tivemos o maior cuidado de jamais deixar vazar a imagem de nenhum jurado e se isso acontecesse, que cada um se responsabilizasse. Então assim, tem uma estrutura já pronta para isso nos próprios TJs do Rio Grande do Sul, excepcional. Então, infelizmente nós não conseguimos porque a lei é infringida. Os advogados de júri pedem para que não sejam transmitidos. Eles mesmos que se tornaram famosos aí por conta das nossas transmissões e outras de júrio, mas acho que a gente que se especializava mesmo em transmitir júrio ao vivo, que foi precursor disso aqui na plataforma. Aí começaram a ficar famosão, vender curso. Aí não precisam mais dos juris. Mas assim, nós precisamos de uma justificativa contra sociedade do porquê que não podemos ter acesso a um júlio popular, sendo ele tal, né? Então é uma é uma coisa incoerente, bizarra. para proteger a imagem do réu, não deixe mostrar o réu de frente, então, mas todo mundo sabe que é o réu. O réu já foi fotografado. Não é para mostrar as testemunha, não deixa mostrar as testemunhas de frente, então, mostre de costa. Mas a gente tem que ter acesso ao Tribunal do Júrio. Tem, não existe justificativa nenhuma para que a gente não tenha acesso a isso, ao Tribunal Popular. Verdade. A entrevista com do Marconde aqui é muito bom. Ele é muito bom em entrevistar R, né? Então, eh, tem aqui, tem aqui R, advogado defesa, ele é muito bom. Sou assessora de imprensa de um escritório. O juiz nos últimos quase me pediu de fazer as imagens do salão do júrio. Isso é absurdo. Não pode pegar o jurado, gente, jamais, pelo amor de Deus. Tá, mas de resto provavelmente sim. Será que o julgamento do CAS Henrique vai ser transmitido? Se não for transmitido, vai ser uma aberração, né? uma aberração jurídica, sem dúvida, mas provavelmente vai sim, viu? Abaixo de 14 anos é considerado aí o que essa pergunta tá fazendo aí na tela. Não vou falar por questões da plataforma. Estou amando esse canal. minha primeira vez por aqui. Que legal, Jéssica. Seja bem-vinda, viu? Volte sempre aqui. É, tem um monte de leis, brechas em leis novas que daí fica suscetível ao julgamento, né? a a ao entendimento do juiz. Então eles encontram essa brecha agora para poder fazer esse pedido pro juiz e o juiz para não ter problema, acaba sempre deferindo tudo que se pede. Não quer transmitir o júri, vou deferir. Não quer não, não vou deferir. Vou deferir. Vou deferir. Então não se transmite júri, até porque fica ali mais prova, eh, até mesmo contra o juiz, caso ele tenha feito alguma coisa ali que não tenha sido muito legal. Então o próprio juiz defere rapidamente para que o júri não seja transmitido, que não deveria. Isso é de uma incoerência. Incoerência que eu nunca vi na minha vida. Nunca vi. Só nesse país mesmo. Adoro o seu trabalho. Lembro de você lendo alguns juris. Aquele trabalho, ele era insano, minha gente, aquele trabalho. Tava pensando outro dia ainda, como que eu conseguia fazer aquilo? Trans ler, não podia gravar, não podia transmitir, não podia nada. Então você tem que tá tá que Olha gente, isso hoje não existe mais. Meu Deus do céu. Tá que grafar um julgamento, uma audiência de instrução no caso, né, de três dias, todos os depoimentos e eu narrava aqui nesse canal. Olha, minha gente, eu não sei que que eu tinha na minha cabeça, não, viu? Só Jesus. Impossível fazer isso hoje em dia. Impossível. Fernanda, sabe se acharam a Alessandra? A Alessandra é a moça grávida, né, que tava desaparecida. Então, parece que tiveram uma notícia dela. Eu vi o Marconde falando aqui agora com a com a avó, com a mãe, não sei. E teve alguma pista, parece. Mas ele vai dar notícia lá. Não sei se é falsa. Vão confirmar. Tão indo lá, família. Vamos ver. Então, hoje eu ia trazer o dossiê aí sobre o dado do Alabela, um exposed, sobre o dado do Alabela, né? Agora a gente faz exposeds e crime, né? Crime e exposed crime também, né? as pessoas geralmente tão com pelo crime ou tão ou já cometeram crime. Eh, e vamos investigando, sempre investigando tudo, crimes e cidadã, cidadãos que podem estar aí na mira de cometer crime, de ser preso, como no caso do próprio da Dolabela, né? Um absurdo. Esse rapaz tá solto aí e coagindo as namoradas para que não o denunciem. Com a ajuda de advogada, segundo disso o advogado da vítima de ontem, a namorada atual, ex-namorada atual dele, né? Atual, ex-namorada melhor, né, gente? Meu pai do céu, como a pessoa consegue se relacionar com alguém em menos de um mês agredir a pessoa? Agrediu, né? Porque as imagens mostram, então, lamentável. Vai sim, Francisco. A gente já volta aqui com o Júri do Andrei. Vai ser um Nossa, quanto tempo que nós não víamos o Amorim e a Dra. Lucelena no mesmo júri, né? Quem tava com saudade de júri? Acho que hoje é o melhor júri ver essas duas feras juntas novamente. Não, não encerrou não. Tá, nós vamos voltar aqui hoje. Vai até tarde, eu acho. Então, tem um intervalo mais longo agora. A juíza falou, mas nós voltaremos aqui. Continua a audiência continua. Esperei, comprei teu livro do Daniel Mastral, esperando as férias para ler com calma. Ai, que bacana. Você vai ler em dois dias, tá? Todo mundo lê em dois dias, tanto o livro da flor quanto do Mastral. Tá aqui, deixa eu deixar aonde vocês podem comprar aqui a minha loja. Deixa eu colocar aqui na tela para vocês rolar aí embaixo, ó. Esse é o endereço da minha loja. Meu nome, fernandapiacentini.com. Lá tá o livro do Daniel Mastral, da Flor e do caso Sofia, tá gente? Quem não leu ainda, ó que legal, novo membro. Nadir, bem-vinda, Nadir. Boa tarde, Fernanda. Não lembro deste caso como foi descoberto o abuso. Acabou de depor. Depois você vai voltar, Aninha, uma uma testemunha, um testemunho agora primordial aí paraa situação do do caso Andrei, viu? Ele tem histórico, né, bastante histórico e e foi abusado também. Abusado não, sediado, né? Às vezes até foi abusado, mas a pessoa não quer contar. Eu conheço, tem muitos casos que as pessoas falam que não aconteceu, mas a pessoa tentou, mas na verdade aconteceu. Não tô falando que é o caso, tá? Mas muita gente tem vergonha de falar. E ele contou aí essa última testemunha. Foram duas testemunhas. Até agora nós não vamos ter testemunhas de defesa, tá? Vamos, vamos transmitir todo o julgamento. Luana, desculpa que eu não tô aparecendo aqui hoje, tá gente? Tô me dando esse direito de não aparecer hoje, ficar mais tranquilo aqui. Eh, então, por quê? Porque no começo do dia a gente tava sem internet desde ontem. Aí eu tive que ir num lugar para pegar outra internet numa casa ao lado e aí não era legal eu aparecer, né? E agora eu voltei aqui já do mesmo jeito que eu tô. Não deu tempo, não dá tempo de fazer nada. Então pelo bem de vocês e pelo amor a vocês, eu não vou aparecer, tá bom? Então, eh, é o Confie em mim. Confia em mim. Vamos tentar só com a voz aqui do Lombarde. Do Lombarde. Eh, sim. Tem os livros, livros da Flor de Lis, né? A gente foi aqui porta-voz do caso Flor de Lisa absoluto, deputado, todo mundo aqui. Então tem o livro um da flor, mas daí não é do é pregresso, né? Eu voltei no tempo para poder entender da onde que aquela mulher saiu com aquela mente dela, tentar humanizar, tentar entender porquê. A mesma coisa do Daniel Mastral, o Marcelo, tentei ir lá na infância do cara para ver o que que aconteceu para ele ficar daquele jeito, né? E enfim, o resultado é meio que sempre o mesmo, mas tá aí, ó, no www.fernandapiacentini.com para quem quiser, tá? São livros independentes praticamente, então é um pouquinho é um pouquinho difícil de você imprimir livros livros grandes no Brasil, né? Eles são muitas páginas, 400 páginas quase, então é um pouquinho custoso, tá gente? Mas vocês podem parcelar aí várias vezes. Deixa eu pô colocar aqui agora sobre o caso Andrei Gular para quem tá chegando. Estamos aguardando aí eh a o retorno, tá? o senhor nos contasse e como é que o senhor conheceu a dona Cátia, se o senhor esteve na casa dela, o que que o senhor sabe e em que circunstâncias o senhor esteve na casa dela. Eh, o que que eu iria lhe pedir, né, eh, o senhor falasse no microfone.
Sim. Eu pedi pro senhor virar porque quem está lhe ouvindo está na sua frente, né? E são eles que são os destinatários da prova, então é importante que eles lhe vejam, né? Então não, o senhor não se preocupa em me olhar nem olhar pra juíza. O importante é que o senhor olhe para quem vai julgar que são eles. Correto?
Correto.
Então, por favor, em que circunstâncias? Como é que o senhor conheceu a dona Cátia? Primeiramente, o condomínio onde a dona Cátia reside, né? Eu presto serviços como instalador técnico em elétrica, ar condicionado e na época como aquecedores a gás. Então, como já eh tinha alguns clientes lá, fui solicitado via grupo e a dona Cátia teve um problema no aquecedor, né, que era um vazamento de gás e pediu para que eu fizesse uma verificação, uma visita técnica.
Certo? Isso, o senhor recorda se o André ainda era vivo? A primeira vez que eu instalei o aquecedor, assim que a dona Cátia se mudou para o Dessã, eh, eu cheguei uniformizado e conheci o menino. O menino é o Andrei, porque quando elas ela mudou-se para lá, não havia aquecedor, tinha um aquecedor velho e tinha que fazer manutenção. Então me apresentei, fiz a vistoria e assim conheci o Andrei, que estava no quarto e a mãe dele chamou porque me apresentei uniformizado e eu possuí um colete, um colete que eu usava as ferramentas e isso chamou a atenção dele. Então eu muito simpático, removi o colete do de do meu corpo e coloquei nele.
E ele ficou eh contente assim de estar com o colete de ferramentas, porque eu vi que o senhor sorriu assim quando falou disso, por isso que eu tô lhe perguntando.
Ficou muito contente, muito. Era um menino alegre. Era um menino alegre.
Sim, passado isso, passou algumas semanas, não lembro exatamente, se deu o fato.
Certo?
Se deu o fato, o senhor quer dizer a morte do menino.
Sim.
Tá. E aí? Aí, eh, novamente a dona Cátia me solicitou uma visita técnica porque achou estranho o cheiro do gás, né? E então compareci lá e ao me deparar com o aparelho, com aquecedor, né, por onde passava a linha de gás, eh existe uma peça, né, chamado flexível, que é uma mangueira de conexão. Ela vai um anel de vedação e este anel de vedação estava no sentido inverso dentro da tubulação. E eu já expliquei isso, que não tem forma deste deste deste anel de vedação ficar naquela posição a não ser se remover a porca e introduzi-lo ele na na tubulação e aí reapertá-lo. mecanicamente não, acidentalmente não, pressão, não, somente abrindo a válvula e mudando de posição. Então isso me chamou atenção, mas então expliquei para eles o que tava acontecendo, que tinha tipo uma sabotagem ali, né, para danificar, para alguém mexeu. Aí eu tenho que fazer uma pergunta para poder mexer nisso. A gente tá falando ali de um uma válvula que o senhor disse que tava invertida ali. Enfim, como é que o senhor usou a expressão eh inversa?
É uma mangueira flexível, tá? De malha de aço.
Ela tem uma porca de meia polegada e ela tem um anel de vedação também de meia polegada. Ela foi introduzida. Vamos dar um exemplo. Isso é uma aliança, um anel, né? Ele entra assim. Ela ficou no sentido no sentido vertical.
Ah, então.
Não tem como entrar na Não tem.
Certo. Mas isso demandaria eh alguém com força, com chave ou uma criança conseguiria fazer nunca o quê? uma chave de grifo para soltar com bastante força para soltar a pressão. E.
É uma chave de boca.
Ah, uma chave de boca. Vamos lá, né? Porque o senhor falar em chave de grifo para alguém assim que que que não chega nem per número 14.
Certo?
E isso então exigiria eh força.
Força.
E conhecimento de que ali era a linha do gás.
Isso não se eu porque o senhor tinha estado nessa casa há pouco tempo, certo? há menos de um mês, talvez um pouco mais, não recordo exatamente. Foi logo quando ela mudou-se para o Dessan, que ela pediu umas instalações, iluminação e inclusive aquecedor. E aí quando o senhor volta eh o senhor vê essa situação, eu lhe pergunto o seguinte, então não havia como essa, esse essa reversão ali, essa situação tem ocorrido primeiro o senhor disse sem uma chave. Segundo, não por força eh de uma forte ventania ou de um.
Pressão, não.
Teria que ter força humana.
Sim.
E essa válvula ficava dentro de casa? ficava abaixo do aquecedor na área de serviço.
Dentro de casa.
A 1 m do chão.
Ou seja, as pessoas que teriam contato com essa com essa válvula teriam que necessariamente eh transitar dentro daquela casa. Correto?
Correto.
Eh, seu Luciano, aí eu tenho que lhe questionar uma próxima questão. O senhor eh seu filho era colega de aula do Andrei, certo?
Sim.
Ã, como é que foi na escola esta situação? que que seu filho lhe lá
Relatava em relação ao ou relatou, né? Depois da morte do Andrei, do Andrei como colega, como pessoa de dentro da sala, e como é que foi isso para ser trabalhado dentro da escola? Era começo de ano e o meu filho Lucas, né, na época 11 para 12 anos, eh, não estudavam na mesma sala, mas sim na mesma escola. E o Lucas, meu filho, eh, acabou conhecendo ele de passagem, né, de fila da escola e e tal.
E logo após a tragédia, vamos dizer assim, né, o ocorrido, eh, meu filho chegou em casa contando o que: "Nossa, pai, hoje deu uma situação na escola, eh, um menino foi encontrado morto." E eu quem quem, e aí falou o nome. Não con- não associei o nome na hora porque não lembrava, mas em seguida, como quase que diariamente ia trabalhar no condomínio, eh, já fiquei eh sabendo do que do ocorrido, né?
Então, >> Certo. E no condomínio, o que que se falava em relação à vítima? Alguém comentou alguma coisa?
>> Não, não, ninguém comentou nada. Porque o senhor chegou a a dizer que o porteiro disse que a vítima era educado. O Andrei era um anjo. O Andrei era um menino sorridente, alegre, não tinha motivos para ele eh fazer o que dizem que ele fez. Eh, não tem como, não tem qualquer pessoa que o conheceu. Eu mesmo que uma única vez quando dei meu colete para ele vestir, já vi o brilho nos olhos dele, viu o quanto ele era especial. É um menino do bem, como a gente diz na escola, por ser um menino bonito, um menino de cabelo bonito, de olhos bonitos, chamava a atenção das meninas. Então, um menino alegre. E o pouco algumas pessoas ao decorrer desses 9 anos diziam a mesma coisa. Ele brincava na piscina, ele andava com skate e às vezes estava com a camisa do Grêmio. Um menino alegre, normal. >> Uhum. >> Nada depressivo, nada que pudesse dizer que não era uma criança feliz.
Certo. Mais alguma coisa que o senhor queira acrescentar? Eu sinto muito pela mãe, por ele e que fique registrado essa pessoa que tá sendo acusada aí. Se você fez algo, agora é a hora. >> Tá certo. Doutor, encerrou o MP. >> Doutor Amorim, senhor vai fazer alguma pergunta? >> Doutor, pela assistência, >> pela defesa. >> Pois não, doutor. O senhor pode ficar como está. O senhor vai responder algumas perguntas do advogado agora, tá? Por favor. Boa tarde. Boa tarde, seu Luciano. >> No micro, por favor. >> Boa tarde. >> O senhor foi ouvido em duas >> Sim, senhor. Tu chega um pouquinho mais perto. >> O senhor foi ouvido, foi ouvido em duas oportunidades. Calma, >> tá ligado? >> Sim, sim. É que o senhor tem que chegar um pouquinho, mas tem que ser o jeito. Isso. Acho que sim. >> Tudo bem. >> Isso. Perfeito, doutor. Obrigada. Eh, seu Luciano, >> boa tarde, senhor. Pois não. >> Boa tarde. O senhor foi ouvido em duas oportunidades. O senhor foi ouvido a primeira vez no gabinete da doutora promotora de justiça. O senhor tá lembrado? >> Claro. Sim. >> O senhor foi ouvido depois na sequência aqui em juízo. >> Sim, senhor. >> Tá. Eh, logo depois que o senhor foi ouvido em juízo, o senhor recebeu uma intimação do juiz? Logo depois que eu recebi, o senhor pode repetir que eu não compreendi. >> Eu vou explicar. O senhor teve aqui em juízo, certo? >> Certo. >> Depois o senhor voltou para casa. >> Sim. >> Depois que o senhor teve aqui em juízo, o senhor recebeu uma outra intimação do juiz? Não, essa agora por último, logo depois daquela audiência. >> Sim, recebi. >> Senhor, lembra o que era? Não, não lembro. >> Senhor, lembra que era pro senhor juntar um documento ali para aprovar a data que o senhor fez o o conserto? >> Lembro sim, exatamente. Lembro. >> E então se o senhor recebeu aquela intimação que tava dizendo pro senhor juntar um documento para aprovar a data que o senhor fez o conserto, por que o senhor não não trouxe esse documento pro juiz? Eu não recebi por escrito, o senhor tá equivocado. Eu fui orientado a fazer um documento da data aproximada que fiz a a visita técnica. >> Seu Luciano, o juiz despachou naquele dia uma intimação para que o senhor comprovasse através de documento a data do conserto. A pergunta é: por que o senhor não trouxe o documento? O senhor recebeu uma notificação em casa depois da >> Não recebi nada. >> Não recebeu? E na audiência, quando o senhor foi ouvido pelo juiz, houve um pedido para que o senhor juntasse algum documento, algo nesse sentido a respeito da data desse conserto? >> Eu acho que sim, que o juiz perguntou se eu tinha eh no bloco de notas de segunda via e eu ia verificar. >> Certo? O senhor chegou a fazer essa verificação? >> Eh, me mudei na época, né? Eu moro hoje em Florianópolis e acabei extraviando o bloco de notas e e não encontrei, então não apresentei, com certeza. >> Tá, não tem problema, doutor. >> OK. Então, não apresentou. Eh, senor Luciano, ah, o senhor disse aqui para nós que o aquecedor era velho. Acabou de falar aqui para nós. Era velho >> o primeiro. Sim, >> o senhor disse aqui também para nós que eh que após semanas, após semanas o senhor retornou, mas eu queria que o senhor esclarecesse, então, já que o senhor não juntou aquele documento, quantas semanas após? Após o primeiro conserto, doutor. >> Isso, excelência. Obrigado. >> Após o primeiro conserto, acredito que uns dois, três meses depois, quando comprado um novo aquecedor, eh, foi solicitada a visita porque tinha tinha fuga de gás, cheiro de gás, né? Tá, mas mas então pera ali que agora não tô entendendo. Nós tínhamos um aquecedor que era velho. O senhor teve lá depois de algumas semanas, o senhor teve lá para trocar o equipamento. >> Que que o senhor fez no primeiro conserto, seu Luciano? O senhor lembra? >> Fiz uma vistoria e estava OK. >> Que era esse aquecedor velho que o senhor faz menção? >> Não, isto >> tá. Depois o senhor voltou lá depois de um tempo. Era o mesmo aquecedor? Não, era um novo. >> Era um novo. E o senhor localizou algum defeito? O o defeito que eu constatei foi a o anel de vedação estava ao contrário. >> Seu Luciano, se o senhor foi lá, fez a verificação de um aquecedor velho, estava OK, fizeram a troca do aparelho, o senhor voltou lá e tinha algo de errado. Então não foi o senhor que fez o conserto desse aparelho novo ou a instalação do aparelho novo. Tô correto? Eu fui fazer a vistoria no aparelho novo em virtude de estar com vazamento, segundo a dona Cátia, eu cheguei no local e constatei que havia fuga de gás. >> A pergunta é a seguinte: o senhor verificou um equipamento velho e quando voltou para fazer a inspeção era um equipamento novo. Então não foi o senhor que instalou o equipamento novo. É isso? Fui eu que instalei o equipamento. O segundo equipamento fui eu. Só não recordo a data exata. Qual a dúvida que o senhor tá? >> A dúvida é essa. O senhor foi lá, fez a a verificação de um equipamento que estava bom ou acabou de falar para nós aqui que o senhor voltou. >> Só um pouquinho, doutor. Só um pouquinho, seu Luciano. O senhor foi lá na primeira vez e tinha um equipamento velho. Correto. >> Correto. Mas não tinha vazamento, só não funcionava direito. >> Tinha tudo bem. Daí nessa data o senhor trocou o equipamento? >> Uma semana depois dona Cátia adquiriu na loja Maju um aquecedor da Rinai. Eu fiz a instalação. Aconteceu a tragédia. Passado umas duas semanas, eh, a Cátia ainda com passando por essa situação e queria conferir a situação do aquecedor que estava vazando. >> Certo? Então nós temos Foi >> Exatamente isso que ac. Nós temos três idas suas a casa da dona Cátia. Correto? >> Três. Correto. >> Perfeito. Doutor, >> então, seu Luciano, o senhor já teve duas vezes aqui, né? Uma na promotoria, outra aqui em juízo. E somente hoje o senhor vem relatar que teve três vezes lá na casa da dona Cátia para resolver problemas do aquecedor. E o senhor não trouxe para nós uma nota que comprovasse isso. >> Doutor, qual é a pergunta? Ele não tá sendo nada. Três vezes, senor Luciano. >> Ele já respondeu, doutor. Ele foi três vezes lá. >> Ele acha, né, excelência? >> Bom, doutor, ele tá respondendo a pergunta. >> Eh, o senhor pode afirmar aqui para nós então quem que mexeu nesse aparelho? O senhor sabe que não, >> tá, seu Luciano. Vamos, doutor, vamos todo mundo se acalmar, tá? Senhor, faça as perguntas bem objetivas que o seu Luciano vai responder também de forma bem objetiva. >> Bem objetiva, excelência. >> Isso. Por favor, >> seu Luciano. >> Sim, senhor. >> Eh, a pergunta que eu ia fazer, a doutora promotora lhe fez, mas eu vou ter que voltar nela. A respeito da ferramenta, eu ia pedir qual é o tipo de ferramenta para mexer no aparelho? O senhor disse pra doutora que é uma chave de grifo, que é uma chave de boca número 14, certo? >> Sim, ele já falou isso, doutor. >> É sim ou não? E não respondeu. >> Senhor confirma, seu Luciano? >> Eu confirmo, então, tá? Eh, uma chave de grifo é uma chave autorregulagem, ela vai do 01 ao 18 mm, certo? Eu não tenho uma precisão agora de memória de saber se é a 14 ou é a 16 a bitola da polca da mangueira do gás. >> O técnico é o senhor, não eu. >> Tá. Então, mas o senhor confirma que é uma fer que precisa de uma ferramenta para ferramenta. >> Ótimo, >> doutor, por favor. >> Seu Luciano, essa ferramenta aqui que o senhor falou de zero até 14, 16, todo mundo tem em casa, seu Luciano. >> Doutor, isso ele não tem como saber, doutor. >> Essa pergunta é uma ferramenta que todo mundo tem em casa, que todo mundo pode ter ou só os técnicos? Isso aí ele não tem como responder, eu >> posso responder, doutor, doutor, me desculpa, ele não é todo mundo. >> Então, doutor, eh, é o seguinte, essa ferramenta é uma ferramenta específica. Eu quer, eu quero entender o seguinte, eh, pessoas técnicas podem só ter essa ferramenta ou ela é fácil de ter >> essa ferramenta pode ser comprada em qualquer loja, >> em qualquer ferragem, pode ser até um alicate, consegue soltar a polca. >> O senhor pode afirmar então que alguém mexeu de propósito? Posso afirmar que foi sabotagem. >> Com que expertise o senhor tá falando isso? >> Com o direito de que não tem como uma polca ser conectada com a arruela, tá? Do anel de vedação, ela ser introduzida de forma vertical dentro da linha e não na própria base da polca. O Dr. Thomas, na outra vez que o senhor teve aqui em juízo, Dr. Thomas, o juiz que estava presidindo a audiência naquele dia, ele fez uma pergunta pro senhor. Se alguém tivesse feito afrouxado a porca? O senhor respondeu: "É, alguém mexeu. Eu não estou dizendo que foi de propósito." E hoje o senhor vem aqui e diz que foi de propósito. O senhor disse lá, tá gravado aqui. Vamos deixar estabelecido que o senhor o senhor entende que alguém deve ter mexido nessa nessa peça que o senhor tá falando. Seria possível dessa peça dar esse defeito sem alguém mexer? Fica mais fácil assim a pergunta. >> Exatamente. >> O senhor acha que é possível esse defeito ter acontecido sem alguém mexer? >> Não, tem que tem que soltar a polca para que isso aconteça. Eu não tô dizendo, eu não tô acusando ninguém, eu tô dizendo, >> senhor. Acusou aqui. O senhor falou ali se essa pessoa que tá respondendo aqui, >> tá, doutor? Ele ele todo, ele não acusou. Ele disse, mas enfim, vamos prosseguir. Ele disse que não tem como soltar. Doutor, próxima pergunta. Quando o senhor chegou no dia lá no apartamento, havia cheiro de gás? >> Sim. >> O senhor lembra do que o senhor respondeu no dia que o senhor veio aqui em juízo? >> Não, não, senhor. Não lembro. Tá. OK. Obrigado, excelência. >> Tá. Eu tenho uma pergunta aqui de uma jurada ou um jurado. Essa esse dano, esse defeito que o senhor encontrou, ã, ele acarreta vazamento de gás, correto? >> Correto. >> Tá. E, ã, assim, a pergunta é: o que que poderia acontecer com esse vazamento? Esse vazamento ele ficaria acontecendo até que alguém que fosse feito conserto, que fosse fechado esse registro, como que funcionaria? Até ser até ser fechado o registro e ser feita a manutenção. Até então o fluxo de gás sairia e aí provocaria o o cheiro, né, do do butano e e logo a o pessoal da da zeladoria ali já, assim como os o morador da frente, eh, lembro que comentou que sentia muito cheiro de gás, eh, professor Heleno, eh, e logo que entrei no corredor já percebi o cheiro de gás. Então, quando coloquei a espuma para teste, constatei que havia bolhas saindo da porca, da tubulação, do gás, do aquecedor. Então, quando abri a porca, vi que o anel de vedação estava dentro da mangueira. Isso não pode ocorrer de forma natural mesmo por via pressão. Somente se tu tirar o anel de vedação, dobrar no meio, introduzi-lo para dentro do cano, >> tá? Essa essa manobra que o senhor tá dizendo, ã, a pessoa tem que que conhecer algo desse equipamento para fazer? O que que o senhor me diria a respeito disso? >> Eu eu não vejo assim, vejo que claro que se alguém quisesse fazer propositalmente, teria só frouxado um pouco a polca, o gás já sairia igual, né? Achei estranho. É isso que eu tô dizendo. Eu não eh propositalmente foi feito de propósito desta forma. Se foi por maldade, por sacanagem, por não sei. >> Uhum. >> Gás estava saindo. >> Tá. Mais alguma pergunta pelos jurados? Pelas juradas? Não. Não. Satisfeita. Muito obrigada, seu Luciano. O senhor tá dispensado. >> Obrigada. O senhor precisa de algum atestado de comparecimento? >> Não. >> Tá. Muito obrigada. Então, o senhor tá dispensado. Se o senhor quiser ficar permanecer para assistir. Tá bom. Ã, vamos dar prosseguimento, então. Tá. Agora nós temos duas testemunhas que pediram então que o réu não assista o depoimento. A gente vai colocar o réu pro lobby, tá? Na sala virtual. Depois a gente o chama novamente. E nós temos duas testemunhas também que não autorizaram a imagem eh na transmissão pela internet. Então a gente também vai interromper essa transmissão e depois da oitiva delas a gente retorna, por favor. Tá aí, gente, a testemunha que vai depor agora vetou, né, a transmissão via internet. Então, só nos resta que esperar. Poderiam eh tapar, né, não mostrá-la, colocar de costa, não fornecer o nome, mas não tem essa situação toda. Aí fica complicado. Mas a gente tá aqui, né, firme e forte. Já é hoje uma raridade a gente tá assistindo um júri desse aqui. São Paulo mesmo, a gente não consegue nenhum júri. Paraná tá difícil. Então assim, eh, é isso, não tem muito o que falar não, temos que aguardar, né, e vamos aguardar fazer um intervalinho aí e já já eu volto aqui com vocês. A testemunha pediu para que não fosse transmitido e que o réu fosse retirado também ali do plenário na televisão. Ele só tá na televisão, mas ela não quer ter a energia dele perto, não quer ter a imagem dele perto e também não quer que a imagem voz, nada dela seja transmitido. Então temos que aguardar. Ora Não, gente, ela já tá depondo. Ela não autorizou o áudio, imagem, nada. Não tem áudio, tá? Não vai ter nada. Então a gente tem que aguardar mesmo. No. Sim, gente, a Cátia tá por lá, sim. Tá, acho que ela não vai embora enquanto não acabar. Muitas testemunhas, gente, pedem para que o réu seja retirado do plenário quando ele tá presente, assim, pela tela, retirar ele da tela foi a primeira vez. Mais às vezes ela se sente coagida, constrangida, não gosta de energia, sei lá, mas o que que pode ser que passe pela cabeça da pessoa, né? Pode, Francisco, pode muito bem ser o depoimento do pai, que segundo o amigo, aquele a vítima ali, outra vítima do réu, eh, tem tinha um comportamento estranho, né? M. Pelos pessoal, pelo que eu saiba, é a penúltima testemunha. Depois dessa testemunha de acusação, trá apenas mais uma. Então essa é a informação que são cinco testemunhas de acusação, nenhuma de defesa. Aí não sei se eles vão encerrar hoje, trazer amanhã o réu e os debates ou os debates não, né? É os debates se eles vão encerrar hoje para trazer amanhã o réu e os debates ou se eles vão seguir. Mas eu acho que eles vão ouvir a última testemunha e encerrar hoje para voltar amanhã, né? É, um já foi, né, Fabiana? Um já foi, que era adolescente na época, agora deve ser a outra. Então, mas daí tem mais uma testemunha ainda. Sim, William. A live fica salva sim. Oi, pessoal. Estamos aqui no estúdio. Eh, quem tá depondo agora é uma outra vítima do réu, segundo a segundo, né, a gente tem que falar suposta. Então, é um outro homem suposta vítima do réu de abuso também s, né, que a gente chama aqui abuso s. Provavelmente por isso a vítima não quer contar o que aconteceu com ele. Talvez eh seja um pouquinho constrangedor, né, traumatizante a situação em si e contar então diante de todos. Poderia ter uma uma só voz? Poderia. Poderia ter até um modulador, um transformador de voz. Poderia ter sim, alguma coisa que alterasse a voz. É tão fácil fazer essas coisas hoje em dia, mas enfim. Tá? Eh, então, eh, quem tá depondo agora é a outra segunda vítima do tio do Andrei, tá? Ele pediu para que o cara saia, né? saísse ali do para que o Jefferson Jeverson ou Miro Lopes Gular, né, por homicídio duplamente qualificado, saísse ali, tirassem o telão com ele ali, a televisão com ele ali do plenário, porque ele não quer nem ver a cara dele, nem ali, tá? Então é trauma mesmo. Eh, ele é um policial, o réu é um policial militar da reserva, acusado de ter estu e matado o sobrinho de 12 anos em 2016. O júri começou nessa manhã, tá gente? Em Porto Alegre. Eh, o Andrei Ronaldo Gular Gonçalves foi encontrado morto com uma marca de tiro na testa em seu quarto. Na época, o caso foi investigado como possível suicídio e concluído pela Polícia Civil como acidente. Ele estava na cena do crime, ele adulterou a cena do crime, é o que se acredita. O réu, ele é policial militar. Num crime, quem chega primeiro é a polícia militar, ou seja, seus seus colegas. ele tenente, provavelmente ele dirigiu ali a situação. Então, a polícia não teve subsídios nenhum, não teve nem muito interesse em acusá-lo, mas o Ministério Público se opôs a isso, viu bastante indício de autoria, materialidade e falou assim: "Não, não, não, não, dona polícia civil, a gente vai sim, nós vamos sim indiciá-lo por homicídio qualificado e por estupro de vulnerável", tá? Então, a denúncia foi feita pelo Ministério Público e aceita em 2020 somente, tá gente? 4 anos depois, 4 anos depois, após a insistência da família e do Ministério Público, a denúncia foi aceita, tá? Então agora temos uma uma testemunha aí contando os episódios de abuso que sofreu do réu e pediu para que não fosse transmitido e que o réu fosse retirado ali do telão. A defesa não arrolou testemunhas. Por qual motivo? Sempre é aquele de estratégia, né, gente? Então, eh, você não ter uma testemunha que você possa rolar para ir te defender, mesmo com estratégia, é um pouquinho difícil de entender, bem difícil de entender, mas não. A defesa do Jeverson não arrolou testemunha alguma. Então, depois dos dessa testemunha que tá depondo agora, temos a última testemunha e então o testemunho do réu, que não sei se vai ser hoje ou amanhã. A vizinha não foi arrolada, tá? Deixa eu ver o que que vocês estão escrevendo aqui. Se eu puder responder alguma coisa. Vamos lá. Fernanda, o que você achas? O que achas do momento em que a mãe chega e o menino está diferente? Nesse inteirinho pode ter ocorrido a tentativa e ele achou melhor dormir, amadurecer o fato para falar com a mãe depois. Eu acho que nessa momento já aconteceu o abuso o estupro com certeza. Tá, eu acho que nesse momento já já tinha acontecido isto. Então, o menino pode ter provavelmente ameaçado tio, falado, porque era um menino inteligente, não teria por não falar. Eh, apesar de saber que a mãe tinha esse irmão em tão alta conta, né? Ele pegou um tempo ali para pensar, deve ter sido ameaçado, tinha um revólver em jogo, então ele deve ter sido ameaçado e acabou pagando o preço. Eh, infelizmente foi abusado, né, pelo tio e ainda por cima depois teve a vida retirada. Aí, então, crime bárbaro, terrível, inimaginável para uma mãe, para um familiar, inimaginável, impossível desse cara que tem outras vítimas, tão aparecendo aí, né, mas que deve ter muitas outras que não estão. Inclusive a esposa dele foi vítima dele. Ele criou ela desde os dois aninhos de idade como enada, dava banho, tudo e tal. Aí, acho que quando ela fez 12 anos, ele começou a a sediá-la e ele casou com ela e teve vários filhos. Então é um pedófilo mesmo, né? Um pedófilo esse cara sem dúvida nenhuma, que vá pro quinto dos infernos e pegue uma pena bem alta. É o que a gente espera aqui, tá? Porque não tem nada nada oculto que não venha a ser revelado e a gente sabe disso. Então vamos aguardar, vamos aguardar que ele pegue muitos e muitos e muitos anos. A questão do gás aí que esse rapaz que instalador de gás veio depor, eu não entendi direito, ainda não entendi não, tá? Até porque eu não tive nem houve umas situações aqui, eu não tive nem condição de entender aqui. Margarete, o tio sacana não obtendo êxito sem qualquer sentimento, pois predador resolveu eliminar a criança. É só provavelmente ele não deixou fazer a perícia de jeito nenhum por questões óbvias, porque iam constatar o abuso. Não deixou vir a imprensa, convenceu a irmã que estava aturdida ali na hora. falando que em questões de suicídio, né, não é legal chamar imprensa, que não é legal ter repercussão, que repercutir muito. Ah, o gás foi aberto. Então, o gás foi aberto ali, ele tentou várias coisas, ele abriu o gás para ver se de repente o menino morria por intoxicação. Eu não sei, pudesse alegar alguma outra coisa antes de matar o menino, não sei. Tá? O advogado de defesa tenta desqualificar vítima e testemunhas, como sempre. Não tenta desqualificar a investigação porque a polícia não investigou nada praticamente. Então é isso, é uma é o Ministério Público contra a defesa. É exatamente. Tá dizendo a Sandra, não tem testemunha defesa porque francamente que pessoa de bem defenderia esse cara? A esposa poderia falar: "Não, não tem o que a esposa falar, né? Qualquer coisa que uma menina que foi que foi seduzida supostamente aos 12 anos fale, vai se virar contra o réu. Não tem a menor possibilidade de não se virar contra o réu. Imagina uma testemunha falando ali de que quando ela tinha 12 anos, ela ela era recíproca a situação para um promotor, dois promotores do gabarito da Ana Lúcia e do Eugênio. Então assim, Dra. Amorinho, eles iam: "Putz, aí não ia ter o que falar mesmo." Eu falei: "Como? Como?" "Minha querida, você era uma criança, você tá querendo dizer que você flertou com ele por livre plantando?" "Você lá sabe o que que é isso?" Ixe, e a situação ia não teria possibilidade. Então, a defesa foi esperta em não eh rolar nenhuma testemunha. O que o Jeferson tá dizendo? A Elisiane, o Jeverson fez o que fez na certeza da impunidade, pois usaria da situação da patente alta da Brigada Militar e também trabalhando pelo Ministério Público. Usou amizades para ganhar tempo, com toda a certeza. Era tio padrinho do Andrei. É, gente, é isso aí. O problema é que a maioria dos adultos confiam nos parentes, amigos, etc. Claro. Como é que você vai imaginar? Como eu disse no início, você pode ter o irmão, o que for, gente, ele pode ser ladrão, ele pode ter roubado banco, ele pode ser viciado em droga, mas você vai imaginar que seu irmão vai estuprar e vai matar o seu filho? Não vai, gente, né? Não vai. E é difícil demais imaginar uma coisa dessa, a não ser que ele seja reincidente e naquele momento ali ele não era ainda. Então que pelo que eu entendi, não, né? Síndrome de Estocolmo, uma esposa do réu, provavelmente é. Ele já tascou vários filhos nela, parece. Então, já colocou ela numa situação que fica difícil hoje, né? Enfim, gente, por ter sido júri popular, não acreditem no advogado de defesa. Claro, né, gente? F. O judiciário não pode correr o risco de um problema técnico na transgressão expor uma testemunha que não cedeu a imagem. O resultado poderia ser anular um jucrever? Não. Dificilmente é tudo muito bem estudado. Então a as câmeras estão num lugar que haja o que acontecer, haja o que houver. Levante para onde levantar, se dirijam para onde puderem se dirigir. As testemunhas, elas não vão passar na frente de câmera alguma. Até a saída delas pro banheiro, provavelmente é é num lugar que não tem câmera alguma, tá? Então isso é muito bem estudado dentro de um júri. Por isso que às vezes é perigoso, por isso que eles não deixam você filmar lá dentro, né, eh, a transmissão via link, porque já é estudado para isso. Aí vai um repórter lá, às vezes, sei lá quem. Hoje em dia, eh, a gente tá no YouTube e é youtuber também, mas e vai um youtuber, alguém que, sei lá, tá começando aí, joga lá a imagem na testemunha, nem sabe joga no no testemunha, não, desculpa, no júri, no jurado. Uma pessoa com desconhecimento anula o julgamento todo, né, gente? Mas não eh prescreve o crime por isso, tá? não prescreve crime por isso. Não, anulou o julgamento, não prescreve crime. Eh, o tempo que prescreve, né? Ele tem que acontecer antes de tantos anos, 20 anos, eu acho. Quando esse canalha vivia com a mãe, disse a Darlis, Darly ou Darlice, acho que é Darle. Eh, e a da atual esposa, ele ela tinha apenas dois anos. É, quando este canal vivia com a atual esposa, a mãe da atual esposa, Fernanda, presta atenção, Fernanda, ela tinha apenas 2 anos e ficava só com ela e os outros irmãos, quando a esposa na época saía para trabalhar. Depois a menina que tinha dois anos, hoje a atual esposa dele. É, ele ficava com a menina quando a mãe saía para trabalhar. É isso, tá? É, é nefasto mesmo. É nefasto. Não entenda dizendo Arlete. Não entendo porque todas as testemunhas da Cátia Gular não pediram para colocar a cara tapa do réu não pode mostrar. Por quê? Não entendo nada sobre lei. Alguém pode explicar? Na verdade, ele tá lá e a cara dele tá sendo mostrada no telão. Só que a gente consegue ver porque fica meio longe, né? Mas se você der um zoom, você consegue ver a expressão dele. Agora, não estar presente ali, ele conseguiu uma brecha na justiça, pediu para eh fazer via telemática. Então, é uma coisa que se num júri, um réu consegue fazer em outras audiências eh menores, você tem uma audiência, sei lá onde for, no Cafundal do Jas, você tem que conseguir também, tá? Por exemplo, eu tenho, eu vou tentar inclusive, porque se um suposto assassino, estuprador consegue esse direito, uma pessoa que passa por audiências infinitamente menores tem que conseguir também, né? Aí seria um descalabro jurídico. Eh, o gás foi depois que o menino morreu. Foi mais uma tentativa de quem sabe se todos os depoentes respondem com raiva os advogados de defesa. Claro, porque eles já estão assistindo, provavelmente, ou eles já tão já falaram alguma coisa e eles já sabem que a situação é essa, desestabilizar. Eles já sentem a quando alguém tá tentando te desestabilizar, ser a primeira pessoa a sentir, né? Você é a primeira pessoa a sentir. Os outros não sentem que nem você. Às vezes você se exalta, briga com a pessoa, até grita, sei lá, o que que acontece se exalta e os outros nem entendem. Mas só você sabe o quanto aquela pessoa ali estava tentando te desestabilizar. Só você sabe, né? Então é isso que acontece ali com as testemunhas. Fernanda, achei que o Luciano macetou o advogado R. Ele foi firme. Ele foi muito firme e não sem nenhum nervosismo. Aí você consegue ir pelos pela lógica, né, as testemunhas estão com medo de retaliação. Eu acho que nesse caso não, sabe? porque eh já passou esse período, eu acho que eles não querem mesmo é contar dos abusos pro país, né, inteiro, assim, de repente ficar ficar ali para sempre essa essa com a voz, com o rosto, de repente, melhor a gente não ouvir do que correr o risco de anular esse juro culpado ser pela porta da frente. Tá dizendo Ana Carolina. É isso aí. Eh, esses amigos dele do eh da brigada prevaricaram. Deveriam responder processo também. Deveriam responder processo. Se prevaricaram, deveriam. Hum. Quatro filhas com a ex-enteada. Quatro filhas com a ex-enteada que ele cuidava. Eh, vamos ver o que mais aqui. Essa enteada, ele cuidou desde os dois aninhos de idade que eu falei agora, né? Se ele for considerado culpado, como ficaria os envolvidos na investigação? Como ficaria os envolvidos na investigação? Nada. Não ficariam daria nada para eles, não. A não ser que realmente a defesa vá a acusação queira representar tal, entende? Mas não não vai, porque se não tem, eles não conseguiram, eles não não fizeram perícia, não recolheram provas e iam falar assim: "Cara, não tinha prova não. Não tinha porque você não, não tinha, mas não tinha porque você não fez nada para ter não. Mas não tinha". Então é complicado isso, sabe? É muito complicado. Ainda mais 9 anos depois. Não vi essa parte do Ronaldo. Força, mãezinha. Ele se casou com a própria qual a diferença de idade entre os dois? Eu não sei, Joy. Eu também queria saber. Ah, esse processo eu vi há muito tempo, gente. Não, nem tenho mais ele aqui. Eu acho que eu já até deletei. Fernanda, por que ele passou todos esses anos respondendo em liberdade? Porque ele só foi acusado pelo Ministério Público porque ele tem direito a ampla defesa e contraditório e ele pode responder em liberdade enquanto não for condenado. Ah, mas por que que um monte de gente tá preso a 5 se anos sem nem nem condenado foi ainda? Porque a porque tinha mais porque a polícia denunciou também materialidade que tem muita malandragem nesse caso, mas muita malandragem também, corrupção, provavelmente prevaricação, então fica mais difícil. Existem esses casos como o caso Lucas Terra também, né, que é um outro caso emblemático como esse, enfim, mais emblemático, mas e bem parecido, bem parecido na situação. Eh, acha que ele vai ficar calado, já consegui o benefício de nem participar pessoalmente. Claro, ele vai ficar calado. Eu acho que ele vai ficar calado. Se bem que ele veio aqui no canal, né? E ele falou, então a pessoa que quer falar, mas acho que num júri ele não seria muito bobo de falar não, de encarar os os promotores, não. Acho que eles não vão não vai encarar os promotores. É isso, gente. Aguardando aqui com vocês. Já já eu volto, converso mais um pouco com vocês. Estamos aguardando terminar o depoimento dessa testemunha, uma vítima do réu, tá? Não, ele não pode pegar nenhum tipo de benefício por ser idoso, não. Ele é recém idoso, né? E o crime aconteceu 9 anos atrás, há 9 anos. Então ele não pode pegar benefício não. Tá aí, gente. A transmissão vai voltar então com o depoimento do réu, tá? Então, as duas testemunhas que estão depondo agora, provavelmente são duas, vai uma depois a outra, né? E as duas não serão transmitidas e aí a transmissão vai voltar com o depoimento do próprio réu já, tá, gente? Então, tá aí. Fernanda, a possibilidade dele pegar pena máxima, mesmo sendo policial? Claro que sim. Aí é com a juíza, ela que faz a dosimetria. O júri condenando ele por tanto, o júri condenando pelo homicídio, eh, aceitando as qualificadoras, né, e condenando ele também pelo estupro. Aí a juíza vai fazer a dosimetria da pena. por exemplo, para o assassinato, eu ele vai pegar tantos anos que ele pode pegar de tantos a tantos. Subjetivo. Aí a a juíza que decide, né? Então, eh ele sendo condenado pelo pelo crime, a juíza decide quantos anos ele vai pegar por pelo primeiro crime. Aí a qualificadora mais tanto a juíza vai colocar. Aí, se ele for condenado pelo outro crime, aí a juíza decide quantos anos ele vai ficar pelo outro crime também faz a somatória das penas e a e a gente tem a sentença dele, entendeu? A família sempre teve ao lado dela, tá gente? Todo mundo sempre teve ao lado da Cátia. Os irmãos da Cátia não têm dúvida nenhuma da culpabilidade dele, né? da culpa dele pode recorrer da sentença, mas não sei se em liberdade, acho que não. Ele vai depor agora, tá, Célia? Vai depor agora. Vai ser o próximo a depor, né? A Solange tá achando difícil provar a culpa dele. Ela tá falando no ponto de vista técnico, tá pessoal? Não tá falando ponto de vista lógico, ela tá falando do ponto de vista técnico. Mas o júri não é técnico, né? O júri é emoção, razão, emoção. Vamos ver o que é que o júri vai achar. Mas entendo você, Solange total. Ele tá na liberdade porque não houve prisão em flagrante. As testemunhas de acusação, que são as únicas, né? a mãe, uma vítima de abuso dele, um instalador de gás, uma outra vítima. A quinta não sei quem é. E aí, eh, vem o depoimento dele mesmo. Bem lembrado aí, viu Lailinha? A, o caso Icaraíma, né? É sobre isso aí. No direito penal, gente, se diz que a testemunha é mais frágil das provas. Vamos aguardar. Vamos ver. Eu acho que ele vai ser condenado e vocês? Eu acho que vai. Ele pode recorrer em liberdade porque ele sempre esteve em liberdade. Aí cabe o entendimento do juízo, né? Cabe a juíza decidir aquela M que é o Brasil, né? Fernanda, esse culpado começa a contar a partir de agora a pena dele. A partir da condenação. Sim, obrigada, Sônia. Obrigada de coração, viu? Muito obrigada mesmo. Ó, Joy está falando aqui que no direito do trabalho a testemunha é a rainha das provas. Sou advogada trabalhista. Olha como muda, né? O direito é amplo demais e complexo, minha gente. F. Há alguma possibilidade dele ser absolvido? 50%. Você diz assim no no sentido real da palavra, né? Literal. Sim. 50% sempre há, né? Júri geralmente é três a quatro. Difícil um júri ser mais do que isso. Fica escoltado. Júri fica também incomunicável. Não podem falar com ninguém no telefone, ficam no quarto de hotel isolado. É desse jeito. Esse depoimento nesse momento deve ser muito forte contra o réu. Com toda certeza deve ser muito forte mesmo contra o réu. Aqui tá dizendo que volta em 23 minutos, né? Mas não sei, não tem como saber. Não tem como saber, porque como é que você vai saber que um depoimento vai acabar em 23 minutos? Ah, porque só tem Não, se mandar advogado bater o pé, falar que vai falar mais, tem que falar mais, né? A mãe não escutou os tiros, gente, não escutou os tiros. Não sei se foi um silenciador que foi colocado na arma. Não me lembro mais. Há muito tempo. F. Quantos dias durou o julgamento da flor de lis? O julgamento da flor de lis durou 6 dias, mas o sexto dia foi das 9 da manhã até às 6 da manhã do outro. Então 7 dias, né? Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Onde? Sei que não tem para pegar o quê? Passaporte que tinha esquecido. Perfume. Bom, >> estou aqui água, gente. Oi, boa tarde. Tudo bem? Oi, boa tarde. Tudo bem? Gostaria de deixar claro que o Dr. Cândido não está mais me representando, que eu respeito muito o trabalho dele, que ele me auxiliou. Mas hoje, logo cedo, eu conversei com ele e disse que gostaria de não continuar com ele nesse momento que não fui fazer nada aqui. M. Oi, gente. Não, não, não, não, não voltou o julgamento. Eh, o que eu tava vendo aqui era o pronunciamento da da notícia que ia sair hoje, né, no canal. Na verdade, ia ser sobre o dado do Labela lá. E aí tô vendo aqui e deixei o áudio aberto, desculpem, da namorada falando que destituiu o advogado já também. Então não tem nada a ver com o caso. É aquela moça falando que destituiu o advogado e que não vai fazer o boletim de ocorrência de novo. Então, põe casaco, tira casaco, põe casaco, tira casaco, enfim. Galera que tá citando que poderia ser o juiz Antônio Faquini Neto, tem que ver de qual vara ele é, né? O júri, um julgamento, ele vai para a vara tal onde aconteceu, né? Então não tem como ser um juiz de uma outra vara. E no caso, Dr. Orlando, depois de dos 10 dias do julgamento da quis, quando eles foram condenados e o advogado Elisandro Spor tirou um habeas corpus preventivo, o juiz mandou os quatro para a cadeia imediatamente. Aí o Jader Marques, advogado Alessandro Sport, tirou um habeas corpus preventivo falando que eh, né, que ele não seria preso ali, que ele conseguiu uma ordem em instâncias superiores para que eles não fossem presos. Para que ele não fosse preso, o juiz teve que estender o benefício aos três demais eh condenados. Aí depois, desiludido com o juiz, com a justiça, o Dr. Orlando saiu do júri. Então nem júri ele tá mais. Gente, ela não escutou o tiro não, tá? O tiro foi abafado e foi um só. Ela não escutou. Pode acontecer, tá, gente? Não é nada absurdo não. Quantas coisas já aconteceu quando estava quando eu estava dormindo, por exemplo, e eu não escutei. Não tinha silenciador, parece. Não sei. Quer dizer, não foi dito, mas também a gente não sabe de nada, né, gente? Não foi eh investigado pela polícia pra gente saber. Eu não sei. Eh, mas que a que se sabe não, porque parece que algum vizinho escutou, mas a mãe não escutou dentro de casa. Não escutaram, ninguém escutou. Mas na verdade é irrelevante, né, gente? Porque ele mesmo foi acordar a irmã quando, segundo ele, o Andrei teria atirado em si mesmo. Então ele mesmo foi correndo ali, colocou, arrumou o revólver na mão do menino, tampou e foi atrás da irmã. Ó, segundo uma perícia aqui, o divulgada pelo o Instituto de Perícias, o IGP, revelou que 14 arquivos foram apagados do celular do menino Andrei Gular 12 dias após eh a morte dele, tá? Então aí tem Dícia. Pois é, Mara, eu falei desse ato falho aqui, que inclusive fui eu que vi, né? E aí eu fiz um recorte desse ato falho e coloquei aqui no canal, tá lá na playlist do caso. Ah, isso é importantíssimo, gente, muito importante, porque a perícia apontou que não havia impressão digital nenhuma do Andrei na arma, tá? Não havia. Então, assim, ele não tirou a própria vida, não tirou. Então, o que aconteceu, né? É isso que a gente tem que ver, porque a perícia já apontou que não tinha impressão digital dele na arma. Eu ia comentar isso, Daisy. Eu ia comentar isso. Ele é completamente dissimulado, como todos esses caras, né, com esse perfil. Eu ia até colocar aqui enquanto não começa, mas daí eu falei assim: "Não, porque acho que agora já vem o
"depoimento dele de repente". Não sei, né? Até porque as cuecas dele nem serviam. Do Andrei nem servia no tio, né? O Andrei tinha 11 anos, 12, e era menor que a mãe, que tem 1,60 m.
Foi suficiente para marcar a arma, né, para que a digital dele ficasse na arma de modo que pudesse ser considerado, eh, ele mesmo a segurar ou uma forma de segurar que causasse a impressão digital, né? Que é diferente a pressão quando você segura e quando você é segurado, né? Então, acho que essa é a situação da perícia porque faz tempo, eu não me lembro, mas isso aí aconteceu, isso foi periciado e foi esse o resultado, tá?
Gente, nem a polícia não periciou nada assim que quisesse realmente que desse resultado. Foi tudo feito, coordenado por esse cara. Então, assim, o trabalho da polícia, a gente não pode contar, eh, pequenas coisas ali que de periciais que não tem como correr, que vão servir de indício de autoria e materialidade, assim como outras coisas depois, né? Claro.
Aí, aí sim, sim. A hora que ela chegou com a filha, ela conversou com o Andrei e ele tava acordado, mas tava estranho, meio estranho. E o irmão queria, eh, fingir, tava fazendo de conta que tava morrendo de sono, sem paciência para conversar com ela e que queria dormir. Ou seja, eu acho que ele tava ali num ADR com Andrei, que ele devia ter feito já, né, o abuso com Andrei e devia estar numa DR ali. Ele tava querendo resolver de uma vez por todas e ele resolveu antes que ele falasse pra irmã.
E esses profissionais vão sair impunes? Vão, infelizmente vão, viu? É a primeira vítima dele que depois falou, que depois ele falou, ó, meio que coagiu ele também. Então, para não falar, né?
Olá, família! Tudo bem com vocês? Vamos voltar no tempo, dia 30 de novembro. Duas testemunhas estão dando depoimento, elas não quiseram, eh, que fosse transmitido. Uma é vítima dele também, vai contar quando foi abusada ou estuprada por ele. Então, não quer que seja transmitido o rosto, voz dela, nada. Tá?
Enquanto isso, eu vou deixar um trecho aqui do da entrevista que nós fizemos aqui enquanto Rede Rio, eh, com o Algos, tá? Que todo mundo tá perguntando aí. Eu acho que vocês querem ver, né? Um pedacinho. Assim que voltar, já me apita aqui e eu já tiro e coloco imediatamente, tá bom?
Bem claro a a posição de tudo que eu vou falar que estão nos autos, já falei, né, já num processo, né, que está em andamento, está em aberto. Tudo que eu vou dizer pro para você e a sua, as pessoas que seus seguidores lhe acompanham, acompanham a empresa, estão todos nos autos. Então, pode me cobrar se eu falar alguma coisa e disse assim: "Não, Gerson se inventou isso aí, não existe, tal coisa não é assim". Então, quando eu lhe falar, eu não tenho aqui os detalhes assim de número de folhas, eh, mas eu vou lhe indicar e eu sei que posteriormente a defesa vai, os defensores, né, eh, legalmente constituídos vão ter oportunidade de entrar em contato com com a empresa, com a plataforma novamente, né? E qualquer dúvida, eles estão abertos também para explicar.
Quando eu me referir a uma situação, vai se dizer, ó, aconteceu isso, tem um documento, tem uma prova pericial lá. Então, só para deixar bem claro assim o início da nossa conversa, eh, primeiramente assim, eh, eu vou relatar assim que a dor, a dor e da perda, ela é irreparável. A perda do do meu sobrinho, como eu já disse em outras oportunidades, ele é como se fosse filho para mim. E nosso, a nossa criação foi assim, a nossa família sempre foi unida assim, e cinco irmãos total, todos com filhos e todos nunca tivemos problema de sobrinhos, de rejeição, de atrito, nada, nem entre os irmãos também. Às vezes é comum as famílias, os irmãos brigarem, nós nunca tivemos atritos. Ah, então até esse dia da fatalidade ali, nós estivemos unidos.
E o que que acontece? Eu vou tentar resumir assim, não vou, como você mesmo disse, em detalhes que eu não quero que caia a a nossa a nossa manifestação aí. E qualquer dúvida, o que eu disser está nos autos. O Gerson disse tal coisa, aí você pode ter a oportunidade de comprovar ou não, né?
Então vamos lá. Eh, eh, eu cheguei do serviço e o meu sobrinho tinha uma relação muito boa com todas as pessoas. Era uma característica dele assim que saltava os olhos. Ele era uma criança assim alegre, espontânea, amorosa, carinhosa, respeitadora, respeitava assim as pessoas por aquilo que elas eram pra vida dele. E dito pelo próprio pai do menino e a mãe, ele sempre me tinha em muita alta conta, me respeitava muito, me admirava e falava quando eu não estava presente. Então, não foi dito por mim. Isso nos autos, está. Vou reprisar sempre, vou vou atrelar aos autos. Está dito.
Então, ele era muito carinhoso, me recebeu com chimarrão e eu disse: "Ué, que houve? Tá sozinho? Te abandonaram?" Brinquei com ele assim. Ele disse: "Não, padrinho, a mãe saiu com a com a minha irmã, foram numa festa e eu não queria ir, eu quis ficar com padar chimarrão". Tipo, ah, tudo bem. Então, ele era um fazia o chimarrão lá, que é um hábito nosso gaúcho, e assim tomando chimarrão. E teve uma rotina ali normal, eu fiz uma atividade física, depois tava olhamos assistindo TV e tal, né? Isso foi exatamente um dia posterior àquela outra tragédia que foi da Chapecoense, que caiu o avião na noite anterior. Então, nós ficamos estávamos muito, eh, sensibilizados, né, com o que houve aquela tragédia e cansados, porque a gente foi até à tarde acompanhando o que foi divulgado, né, com aquelas perdas e a gente, como é do sul, tem muito vínculo com o pessoal de Santa Catarina e tinha atletas que jogaram nos clubes nossos sul e o Andrei, inclusive, era gremista assim como eu. Então, a gente tá muito cansados, né?
Resumindo, para não estender muito, aí nós jantamos e, aliás, ele jantou, eu fiz um lanche, ele fez uma janta, ele disse: "Não, o padrinho só comer alguma coisa que tá bom". E passou um tempo, ele olhou TV comigo ali, depois eu disse: "Ó, padar que eu tô muito cansado e amanhã eu tenho que levantar muito cedo." Aí ele ficou mais um tempo na sala olhando, tinha duas TVs, tinha uma TV na sala, ficou olhando, foi pro quarto. Daí quando ele foi pro quarto, eu já tava deitado. Ele eu dormia, era uma beliche, ele dormia na parte de cima ou embaixo. E aí ele disse, eu ainda disse para ele: "Quer olhar a TV? Que o padrinho não se incomoda porque eu tô cansado, vou dormir, pode olhar." Ele ouvia assim tranquilo, a pessoa facilidade. Aí assim foi feito. Nesse tempo que já era lá perto de 11:30, eu acredito que foi que a minha irmã chegou e ele tava olhando a série que ele tinha uma série que ele olhava ali na no streaming ali e a minha irmã chegou, ele ficava na frente dele assim, ele ele desviava e tal. Eu vi que ela conversou com ele e realmente ele não deu muita atenção para ela e eu acho que também que ele tava cansado também, né? A avaliação que hoje eu faço. Mas enfim, aí eu até também eu vi minha irmã tava com uma camisa diferente e tal e ele não estendeu realmente o assunto, deu beijo, boa noite, assim, tal e foi dormir. E eu assim que ela saiu, já dormi, tá muito cansado mesmo, de dormir.
Aí de madrugada eu me acordo com aquele barulho e por naquela época, eh, se alguém pesquisar na internet aí, tinha acontecido fatos, eh, problemas a problemas que carregador de celular estourar. As pessoas hoje fazem brincadeiras carregador estourar. Eu no meio da madrugada meio dormindo ainda assim, você entendeu que meio atordoado ainda de sono, não entendia aquele quadro, aquele barulho e tentei aí buscar que que causou aquilo ali. Aí eu liguei a luz que a tomada era próxima ali, fiz um uma procura assim, olhei pelo chão, não vi nada assim. Aí quando eu olho para para ele, que aí naquela parte que eu vi, daí a cabeça dele, né, assim, naquela naquela naquele ferimento, mas eu só vi a cabeça e não entendi o que que aconteceu até esse momento, não tinha entendido. Aí me entrei em choque, né? Foi eu toquei nele para ver porque até para ver se estava com pulso, porque daí fosse os casos encaminhar a minha dia também pro socorro, eu vi que já não tinha mais não tinha pulsação assim, estava, né, acabando a pulsa. Aí eu corri, eu dig, eu vou chamar minha irmã, não sei o que fazer. Aí corri e chamei ela. Aí quando eu chamei, eu disse: "Cat, corre aqui é uma tragédia. Não sei o que aconteceu. Não não tô não conseguindo entender." Eu ainda chocado todo aquele estresse. Ela vem, olhe que que aconteceu? Digo, "Como é que aconteceu?" Se ela gritar assim: "Meu filho, meu filho". E assim, teve os detalhes assim que depois tá nos autos lá, eu descrevi como foi que eu vi. Tem uma divergência que ela lá diz a questão, quem viu a arma, como quem viu primeiro, eu afirmo que ela viu e mas enfim, pode um de nós tá equivocado, pode, mas assim, ó, foi, ela viu e ela mexeu no corpo que ela ela quis abraçar assim no desespero e eu entendi aquele é um ato de mãe, né? Uma mãe tá para uma situação aqui e eu consternado também, né? Eu disse para ela: "Você não toca nele porque a gente não sabe o que aconteceu. A gente tem que tentar descobrir." E eu falei nesses termos. Eh, eu sei que depois foi discutido, que eu falei que eu não falei.
Após isso aí, ela disse: "O que que vamos fazer agora?" Eu disse: "Ah, vamos ligar para a brigada, que a brigada é a polícia militar lá no Rio Grande do Sul. Vamos ver. Não sei agora não sei nem o que fazer. Tava sem ação, né? Porque a gente não tá preparado. Mesmo quem trabalha na área, tu jamais espera que aconteça dentro da tua casa um um filho ou no caso um sobrinho que eu vou repetir isso aí. várias vezes, era um sobrinho, ocupava um espaço de filho no meu coração e ocupo até hoje. A perda ainda permanece."
Aí liguei tentando naquele estado nervoso também, nós dois. Meu celular era novo, eu tinha pegado meu celular do trabalho novo. Eu não não conseguia lembrar da senha, desbloquear ela também não. a gente tá, eu sei que acabei ligando, depois a gente, ah, até o pessoal comentou comigo, não, com o 190, que é o que a gente chama, ele é desbloqueado, então acho que deve ter sido, não sei que aparelho gay, fui eu que liguei, daí liguei e fiz um breve relato que aconteceu uma tragédia, meu sobrinho tá assim, tá, eu não sei o que aconteceu, como procedeu, enfim.
Aí aguardamos a chegada da da das equipes, né? E nos autos ali tá tudo certinho, a ordem de chegada, o policial militar, o primeiro que esteve no local, eu me identifiquei, isso é verdade. Eu me identifiquei porque eu eu não estava na situação de policial, mas eu eu sou até hoje da reserva, mas sou. E disse: "Olha assim" e não disse nem nada assim para eles, ó, faz isso, faz aquilo, porque o trabalho à vezes eu fui, eu trabalhei, já tive nessa posição, eu sei o que eles têm que fazer, isolar o local, chamar perícia, enfim. E assim foi feito. Os policiais, inclusive o depoimento desse policial que foi tomado a termo lá no Ministério Público, isso está nos autos, eu vou sempre frisar isso, ele disse o que que ele fez. Tanto que ele não foi rolado como testemunha de acusação, porque ele disse que fez o trabalho dele. Ponto.
Aí na sequência teve os desdobramentos, chegada da Polícia Civil, chegada da da perícia dos polici da dos peritos locais que fizeram a perícia local. Nesse meio tempo, quando eles já isolaram o local, já tinha saído, porque assim, ó, eu vou repetir, era muito doloroso ver aquela cena. Eu tenho até hoje na memória que o momento que eu olhei, que eu ergui os olhos, que eu vi aquela cena. E é como se fosse uma filha minha que eu tenho quatro filhos. Eu a a o sentimento era igual, não tinha como ficar não vai ser igual com a da minha irmã, mas assim, eu tô dizendo assim, uma dor intensa em estado de choque. Eu me afastei, saí do apartamento, fui lá pro lado de fora. Então, lá no lado de fora, chega, a perícia trabalhou, todo mundo trabalhou, até porque eu ali eu ia só atrapalhar, não tinha o que fazer, não era minha função ali, eu não tinha função nenhuma ali a fazer. E eu sabia que o esclarecimento eu teria que dar depois.
Aí eles fizeram a versão, a versão na o trabalho da perícia fez tudo. E lá quando eu já estava na rua, que alguém, eu não me lembro quem, eu me parece que foi o próprio delegado que esteve lá e disse que preliminarmente a a posição inicial, a posição a o entendimento inicial da perícia local é que configurava como se suicídio fosse. Essas foram as palavras. E isso aí quando chegou para mim, eu ainda tinha duvidado muito alguém, alguns dias, ah, tu teve, tu teve crise normalismo em outras épocas tua vida, pô, será que até eu dizia, pô, pode ser, não sei não. Eu não, eu digo, acho difícil quando eu acordei com estouro, eu tava de deitado na cama embaixo assim e eu me lembro do movimento movimentar para me levantar. Então, eh, quando me disseram isso, eu digo assim: "Pô, o mal continua, né? A tragédia, a dor continua, mas ia ser outra dor eu ter feito, eu ter sido o ator, o autor daquele ato, seja inocente ou não."
Pois não. Só, só para interromper em cima desse ponto aqui, para deixar claro, você escutou um barulho. Inicialmente você achou que seria uma bateria de celular explodindo?
>> Algo parecido, né? Algum algum equipamento, algum estouro de algum equipamento que poderia ser.
Eu não tinha.
>> Mas sim, mas você, como você disse, você é policial, então você tá acostumado com barulho de disparos.
>> Inicialmente mesmo.
>> Só só permito te interromper. Eu sou um policial, trabalhei muitos anos na investigação, eu não dormia em tiroteios, não, nunca dormi assim e ser acordado por tiros. Nunca. Quando às vezes que eu d que eu fazia os treinamentos de tiros, disparos, bem acordado, lúcido, consciente, né, com a razão, uso total da razão. Eu acordei de um disparo que nunca tinha acontecido.
>> Então essa história assim, ó, é policial, tô acostumado. Não, nunca, eu nunca dormia acordado por ti.
>> Aonde eu trabalhava, onde eu morava, não acontecia isso.
>> Sei, eu sei, mas esse é o ponto. Quando você tá dormindo e você escuta um barulho que você vê acordado, você tenta identificar o barulho de uma coisa que você já presenciou, que você já vivenciou. Eu dificilmente, eu acredito que você já tenha visto uma uma bateria de celular explodir. Eu mesmo não vi. Não é uma coisa comum. Não seria mais fácil você identificar um barulho de um tiro do que qualquer outra coisa?
Não, eu dei um exemplo que poderia ser esse ruído. Foi a primeira, vou dizer assim, ó, pode ser até meu desfavor isso que eu tô dizendo, mas foi o que no momento eu eu tive essa sensação, não. Depois, posteriormente assim analisando, a gente chega a essa conclusão, não, não era um equipamento é porque não tinha equipamento e e a pistola realmente teve o acidente da pistola, entendeu? Mas se o o que que ia mudar se eu dissesse assim, ó, ah, eu acordei com disparo e fui pro
>> Não, não. Sim, é só, é só para deixar claro. É só
>> É um sentimento que eu tinha. Não vou mentir. Eu não assim, tem coisas que eu vou dizer aqui que você, pô, tu podia ficar quieto. Não, mas é verdade, é isso. E esse é os sentimentos. Pode me criticar porque, ah, tu tinha tantos anos de experiência, ti que eu ver. Eu não nunca, repito, nunca fui acordado por tiro. Graças a Deus, meus trabalhos, a gente foi, trabalhei muito tempo em investigação, a gente fazia as ações para evitar o tiro e disparo tanto contra nós ou a favor, em desfavor de algum criminoso.
>> Correto?
>> As maiores do Brasil se uniram para redefinir o que é sucesso. Flu e smartfit cri.
>> É,
>> Posso seguir?
>> Pode, pode, por favor. Só para para não estender muito assim nessa parte, porque essa parte toda tá descrita nos no nos áudios. É porque é porque gente como como a gente tá ao vivo aqui e apesar de você tá vivenciando isso todos os dias, quem tá acompanhando aqui não conhece os detalhes. Então eu vou eu vou ter que te interromper algumas vezes para deixar claro até pra gente conseguir uma uma linha de raciocínio, porque eh como nós já tivemos entrevistas aqui da da outra parte, é bom confrontá-las pra gente tentar chegar o máximo possível da verdade real.
Bem, não, sem problemas. Assim, é só então, só seguindo, pode font para sentir alguma dúvida, eu agradeço até porque eh
>> Toda dúvida que você tiver para mim vai ser importante eu esclarecer, dizer o que que eu sinto e depois as pessoas tirem suas conclusões. Mas eu assim, ó, frisando, voltando, o que eu disse está em dois depoimentos que eu dei lá no na no inquérito policial, no âmbito do inquérito policial e e eu disse essa história da da questão do do primeiro sentimento que eu tive foi esse. Foi errado, pode me julgar, mas foi esse que tive. E depois aí então eh na na sequência que eu já tava seguindo lá de onde eu parei que eh a a um entendimento preliminar da perícia chegou para mim, não foi eu que fui procurar, alguém me disse assim e eu eu tenho a impressão, não tenho convicção 100% de certeza que foi o doutor, o advogado, o advogado não, o delegado que estava lá, mas eu que tenha até sido ele que dito, ó, foi assim, assim a perícia inicialmente configura, né, uma posição e pela oposição pro estudo téc ali, mas isso vai ser comprovado posteriormente, né? Porque daí deveria a perícia depois que esteve que teve foi feito, né?
Então assim, ó, eh, eu sei que foi distorcido que eu disse que pela internet já saiu o resultado em verdade.
>> Tá?
Então assim, ó, eu ouvi de alguns dos policiais que eu não tenho como dizer assim, até porque o estado que eu estava assim, eu não tenho esse essa riqueza de detalhe na época assim, ó, foi o A, o B, alguém disse para mim, porque eu estava lá fora quando chegou para mim. E aí quando o Ministério realmente eu me aproximei ali do da entrada do apartamento e eu disse: "Ó, ministério parece que a configuração é essa, né?" E até as pessoas se não é que sentisse aliviado, mas que a que nem a minha irmã disse assim, ó, perder um filho e nessa situação ia perder um irmão porque eu ia ser o autor, né? Ela disse assim, isso aí. Então assim, ó, eh, eu tô te dizendo, a minha versão é isso. Se outras pessoas eram de encontrar diferente, eu disse nos autos, vou repetir quando eu for chamado a X, que ainda não fui. Então essa é a minha versão, entendeu? Sobre isso aí eu não sei se tem mais alguma dúvida, mas eu posso seguir então.
>> Não, vamos vamos fechar aqui nesse ponto dia 30. Eh,
>> Só para concluir, só para concluir então, e indiferente, né, mesmo após quando eu soube da da dessa questão do entendimento preliminar da perícia, eh, alguém comentou sobre a questão de exame residográfico. Aí eu falei pro delegado, eu falei minist doutor, eu sou voluntário a fazer o exame residográfico, né, pr ele eximir, eliminar tentar eliminar o máximo do que a menstração tá em aberto e a gente não tá entendendo o que tá acontecendo, eu estou à disposição. E assim foi feito, né? Então tinha pessoas do Ministério Público que eh eu fazia parte de uma equipe que é uma equipe assim, é uma assessoria de segurança institucional. Então, nós somos um grupo e nós fazíamos diversos trabalhos. Então, algumas pessoas quando ficaram sabendo isso aí, que ocorreu assim fácil tragédia, eh, se deslocaram ao local até para eh ver se precisava de algum apoio, às vezes alguma alguma outra providência de ordem oficial, né? E tanto que daí eu não tinha condições de dirigir. Eu fui até o eu fui uma equipe me apoiou para eu ir até o DML, departamento mais legal para fazer o exame de perícia, né?
Tá, por favor.
>> Então vamos vamos aqui continuar no dia 30. Eh, primeiro primeiro ponto, eh, o senhor disse sobre aos pais.
>> Meu nome é Gerson Romiro Lopes Golarte. A minha data de nascimento é 19/10 de 1965. O nome do meu pai é Ouro Pinto Golarte e a minha mãe Francisca Mesquita Lopes.
>> Tá. O seu endereço residencial, por favor.
>> Eh, rua Edmundo Lins, número 14, apartamento 102, Copacabana, Rio de Janeiro.
>> O senhor é casado ou solteiro?
>> Casado.
>> O senhor tem filhos?
>> Tenho quatro filhas.
>> Alguma delas é menor de idade?
>> Não, todas estão maiores de idade atualmente.
>> Certo. O senhor estudou até que série?
>> Eu tenho ensino superior completo.
>> Superior completo. Qual é a sua profissão?
>> Eu sou tenente da Brigada Militar da Reserva.
>> Da reserva. Tá. O senhor qual é a sua renda mensal?
>> Eh, o bruto é R$ 20.000, um pouco mais.
>> O senhor tem alguma doença grave que o senhor necessite fazer tratamento?
>> Não.
>> O senhor já foi preso alguma vez? Já respondeu alguma? Já cumpriu alguma pena?
>> Nunca fui preso e nunca respondi processo.
>> Certo. O senhor já conversou com seus com os seus advogados? Confirma quem está aqui na sua assistência?
>> Sim, confirmo.
>> Certo. Então agora sobre os fatos, Sr. Gerson, o senhor tem o direito de permanecer em silêncio, tá? O senhor não é obrigado a responder nenhuma das perguntas que lhe forem feitas, mas hoje é o dia do seu julgamento, então é o momento que o senhor tem para explicar pro Conselho de Sentença sobre os fatos que o senhor está sendo acusado, porque são eles que vão fazer o seu juramento. São 19. Segundo consta aqui na denúncia, no dia 30 de novembro de 2016, por volta da 1 hora ali no bairro Tristeza em Porto Alegre, o senhor teria, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a ocultação de outro crime, desferido disparo de arma de fogo, matou Andrei Ronaldo Gular Gonçalves com 12 anos de idade à época do fato. O crime teria sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi atingida por um disparo de arma de fogo na região da cabeça, efetuado por seu tio, pessoa em quem confiava durante o repouso noturno, sendo dessa forma surpreendida, o que dificultou sobre maneira qualquer possibilidade de reação e defesa. Ainda o crime foi cometido para assegurar a ocultação de outro crime, qual seja o estupro de vulnerável, que será descrito no fato dois. E por fim, o crime foi praticado com prevalecimento das relações de coabitação, uma vez que o senhor residia na mesma casa e dormia no mesmo quarto que a vítima, que era seu sobrinho, e a vítima era menor de 14 anos.
O segundo fato, então, segundo a denúncia, entre os dias 29 e 30 de novembro de 2016, em horário incerto, no mesmo local, o senhor teria praticado ato libidinoso com Andrei Ronaldo Glar Gonçalves, então com 12 anos de idade, manipulando seus órgãos sexuais, conforme consta então do depoimento da testemunha Cátia, consta aqui na denúncia que o senhor abre aspas, gostava de andar com guriazinhas e gurizinhos. Fecha aspas. E na data do fato, após Cátia, mãe da vítima, retornar de aniversário, percebeu um comportamento estranho por parte da vítima, que havia passado as últimas horas sozinha com o tio. Ã, então, num segundo momento, Cátia passou a acreditar que o réu pudesse ter então praticado esse ato libidinoso com o filho, quando posteriormente aos fatos narrados ã no primeiro fato após a morte da vítima. Aí depois também consta algumas outras testemunhas. Então, eh, a agravante então do crime ter sido praticado com prevalecimento de relações de coabitação, uma vez que o senhor residia na mesma casa e dormia no mesmo quarto que a vítima. Então, o senhor está sendo acusado aqui de um crime de homicídio duplamente qualificado, majorado pelo fato de ter sido praticado contra pessoa menor de 14 anos. Ainda com a agravante da coabitação e também do crime de estupro de vulnerável também com a agravante da coabitação.
>> São esses os fatos, senhor Gerson, da acusação? O senhor deseja falar sobre eles?
>> Sim, excelência. Eh,
>> Pois não. Então, pode falar. Senhor, está me ouvindo bem?
>> Sim, estamos lhe escutando bem.
>> Excelências, eh, desde que aconteceu a tragédia, no primeiro momento ali, eh, nós nos unimos e ficamos juntos por um determinado tempo nos apoiando como irmão, como família, como a vida toda. Foi assim. Inclusive a minha irmã, meus irmãos fizeram fizeram depoimentos dizendo o quão bem boa era a nossa relação. Eh, para minha surpresa, algum tempo depois ela mudou, se afastou de mim. Hoje eu sei que foi através de uma interferência de uma pessoa que eu fui eh alvo de muitas eh narrativas falsas e e algumas como é muitas são diz diz diz me diz. Eu vou nesse claro pontual o na última audiência o pai da criança, o Ronaldo disse que sabia que era eu o autor, o Dr. Thompson perguntou para ele: "Como é que o senhor sabia se eu estava lá?" Ele disse: "Não, a Cátia deu entrevista na TV, eu vi, ela disse que foi ele". Hoje a testemunha Março diz que sabe que sou eu pro e aí ele diz não, porque o Ronaldo diz que foi, ou seja, diz que me diz que e usar as redes sociais para fazer é uma grande quantidade de ataques pessoais a mim, a minha honra e colocando em risco a inclusive eu tenho registro, temos aí nos autos ameaças de morte que eu sofri, que pessoas dizendo nos comentários de redes sociais aí, olha, é só dar o endereço dele. Agora eu dei meu endereço, tô preocupado até pra senhora aí. que será a gente faz o serviço e nós temos essas provas.
>> Tá? Então,
>> Senhor Gerson, vamos por com calma. Então, o senhor nega então que tenha praticado esses crimes?
>> Eu nego, sou inocente e há 9 anos eu sou acusado indevidamente, sofrendo, trazendo a Eu também perdi um sobrinho, era como um filho para mim. E para nossa, nossa família, nós sempre nos tratamos assim, os irmãos, tratávamos os filhos dos demais irmãos, como os irmãos, filhos deles fossem. Então, há 9 anos eu estou sendo atacado e as supostas testemunhas que apareceram duas que é nós temos aí nos autos as contrariedades e a minha defesa já provou e vamos provar junto aos a aos ao conselho de sentença que, por exemplo, a a Fernanda Lopes de Medeiro mentiu porque só para dar um pontual assim, eu não quero estender muito aqui que não é o momento, mas só para dar um pontual, ela diz que a minha filha Jo, que inclusive está assistindo aí em apoio a o que tá sendo ao que eu tô sendo atacado. Ela está aí próximo à senhora, a minha filha e a minha esposa estão aí. Ela acusou, disse que a minha filha nasceu e depois eu fui obrigado a casar eh rapidamente com a mãe dela. Quando a gente, eu apresentei a a minha certidão de casamento em 1995, mais de do mais de 1995 e a minha filha nasceu em agosto de 1996. Então essa é uma mentira que ela mentiu e essa aí a gente consegue provar. Tem outras que diz que me diz.
>> Tá, Senhor Gerson, então, eh, me conte como é que foi aquela noite então do fato.
>> Então, tá, aquela noite assim, eu eh eu vou só me permita, eu vou retroceder só uma noite anterior, que uma senhora já mencionou e e é de conhecimentoos, que teve uma tragédia do avião da da Chapecoense que caiu na madrugada de domingo para segunda. Acho que é domingo para segunda, não, de segunda para terça. E aí o que que acontece? Eh, nós ficamos até à tarde em volta daquela tragédia, né? Eh, tudo que aconteceu ali. E depois disso eu trabalhei, no outro dia levantei cedo e e trabalhei até à tarde e tinha que tinha que me preparar que no outro dia eu ia ter uma viagem a serviço também cedo. Então eu cheguei eh do serviço na na noite da tragédia e fui eu olhei para ver porque muitas vezes eu chegava, ele estava ali num campinho ali jogando futebol, não estava. Olhei e não estava, fui para casa. Aí meu sobrinho me recebeu de braço aberto o chimarrão. E aí ele ele tomou iniciativa e dizer: "Padri, estamos sozinho?" Eu dig que cadê a mãe e a e a Andressa? Ele disse: "Não, foram no aniversário e eu não quis ir, eu quis ficar aqui". E aí tomamos chimarrão, tivemos, ele sempre era muito caloroso comigo e com todas as pessoas. Então o que eu vejo assim, excelência, só me permita eu fazer uma colocação que é gravíssima, que as pessoas pegam uma meia verdade, não pega uma verdade e e até uma uma linha ali leva aquela verdade e a partir de alguns momentos distorce tantos enfoques distorcidos da realidade, desconectando da realidade. Então ele era uma pessoa maravilhosa, uma criança atenciosa e educado. Nunca eu não tenho uma reclamação dele e meus irmãos também não têm. E eu e que bem como ele não tinha de mim, que foi dito hoje para minha irmã que ele nunca viu, ele gostava, o pai da criança também dizia isso.
Então, eh, eu cheguei, tomei um chimarrão, aí depois e a a fiz um lanche, ele também jantou, depois eu teve ver tudo que está descrito, conforme eu repito, eu volto a a confirmar todas as palavras que eu disse ali no termo, nos termos policiais, eu fui duas vezes, né, ouvido e depois uma ter em audiência. Então depois para resumir aí a questão da chegada que é o divergência que a minha irmã coisa de ah que ele tava estranho, sei eu estava cansado e eu imagino que ele também tivesse cansado e ele estava olhando série e eu notei que ele queria olhar série e pedia pra mãe dele sair da frente que ela se posicionou bem na frente e mas eu não vi assim uma agressividade dele e muito pouco eu corri ela. Só disse que eu estava cansado e eu dei boa noite que eu e ia dormir. Só isso normal não tinha problema nenhum porque a gente tinha essa abertura. Eu tô cansado de tudo e aí para minha surpresa, eh, eu dormi sei, ele ficou olhando mais um pouco TV, não vi ele desligar a TV. Me acordei com estampido e aquela época tinha muitas matérias ali de eh bateria de celular que explodia e tal. E eu no sono cansado, no sono pesado ali, no primeiro momento foi o que me passou. Entendi que um som de disparo, até porque essa pistola, o som dela não é alto igual do do de outras armas de Aí me acordei assustado e fui procurar o que que estava acontecendo. E aí procurei, liguei a luz, olhei assim no chão, não identifiquei nada. Aí quando eu olhei que eu vi ele na cama ali com aquela lesão, quando eu vi aquele tá em choque. Eu não conseguia raciocinar. Primeira coisa, eu corri para ca da minha irmã para chamar ela, mostrar o que tinha conseguido, que eu não tinha entendido, mas mostrar como ele estava. Eh, tem algumas discordâncias assim, algumas distorções naquilo que eu lhe falei, que senhora, se precisar me cobrar, me cobre. Já falou distorções. Quais são as distorções? Uma que eu vou apontar no laudo técnico, que não sou eu, não é o Gerson, não é minha vontade que é feita. São peritos cientistas elogiados no Brasil todo e requisitados muitas vezes para ajudar a trabalhar nessas cenas assim, né, de tragédias. Eh, ali no laudo está 2 horas o horário do óbito. Eu vi o pessoal falando 1:30, 15 para um para uma, não sei não, eh, 15 para as duas. E então começa essas distorções, pequenas distorções que vão dando um enfoque todo eh eh para para eh meramente assim me descredibilizar. Só que quando o disc me disque eh fica na conversa no eu eu ter que tirar, desfazer, desconstruir essa conversa, é é difícil. Mas quando esse disco que me diz que envolve os laudos, que até hoje eu não eu não entendo porquê que o laudo do IGP, que as pessoas não são minha amiga e a senhora trabalha no direito, duvido a senhora conhecer um uma autoridade do pessoas profissionais que trabalham na seja na justiça, nos todas as categorias, mas principalmente pessoas que trabalham na segurança vão passar pano, vão a ajudar uma pessoa que eles nem conhecem, colocando em risco a carreira deles, ou então teria que ser despedido porque vocês fazem um trabalho fal isso aí e e eu conseguiria alterar uma cena, como foi dito, que tá ali, são laudos, é ciência, a entrada é na frente, é na frente, tá descrito, não sou, não sou eu que tô dizendo, tá ali, tem foto, tem a descrição do Aí falar: "Ah, mas ele mexeu na Não, que olha a confusão que as pessoas fazem no próprio laudo técnico ali, as fotos são posicionadas passo a passo, então o perito vai movimentando, procurando lesões, fazendo todo o trabalho dela e vai registrando esse efeito e E aí quando aparece as fotos no laudo pericial, disseram que eu que vesti, mas eu não estava no local quando eles fizeram esse laudo, porque eu não, eu eu saí dali. Então tem muitas distorções. Tem uma principal, doutora, que eu quero que eu quero registrar hoje toda a minha indignação, porque assim, ó, se tem um falso médico, o Cremers aí no nosso Rio do Sul, não aceita. Apareceu essa pessoa dito por ele e ele cometeu crimes e nós provamos. Eu tenho isso aí. Eu tenho prova. Nós temos prova nos autos. Não foi dado uma muita relevância, foi foi eh minimizado, que não era o local, que não sei o quê, mas essa pessoa se apresentou como advogado e para mim no dia disse: "Ó, Gerson, se tu precisar, eu tenho meu escritório e tal". Dig: "Ah, não, em princípio vamos ver como é vai ficar a situação. Estava apurando ali e tal". Aí ele se apresentou no Ministério Público, em vários órgãos. Inclusive é um documento do Ministério Público dizendo que eh determinando, né? Eh, que a autoridade policial reinquirisse a minha irmã Cátia em razão de nova versão apresentada, preste bem atenção, pelo advogado Luciano. Essa pessoa se trata de Luciano Falavena Machado. Ele nunca foi advogado, é o que eu sei. A não ser que nesses 9 anos ele fez a faculdade de direito. Ele nunca, eu nem sei se ele é formado, tem curso superior. Aí agora eu vou trazer um uma luz para esses fatos que tanto me doeram e me dói até hoje, que incomoda a minha família. Ele se inscreveu, ele se candidatou como eh a vereador de Porto de Porto Alegre. Eu vou tentar falar mais calma porque eu tô muito nervoso e diferente que algumas pessoas disseram sem parecer médico nenhum diz que eu sou psicopata, que o psicopata não sei de sentimento, que ele é frio, ao contrário, eu tô extremamente nervoso, então vou tentar articular as palavras devagar. Então essa pessoa se candidatou, nós temos print, nós estão nos autos. Que eu tô dizendo não é o Gerson tá dizendo, tem a prova aí nos autos e eu desafio as pessoas que estão duvidando de mim olharem e fazendo uma pesquisa no site da OAB. Esse Luciano Machado Falavena, ele realmente é advogado. Então, no primeiro, na primeira candidatura dele, ele colocou lá ocupação. Ele ele acreditava tanto naquela mentira que ele chegava a se expor ocupação advogado. Após aí que teve essas algumas audiências, alguns trabalhos e nós apontamos isso, esse esse erro gravíssimo, ele fez uma segunda, ele não se elegeu, fez uma segunda candidatura e aí n para estranhamento ele agora ele tem curso médio, nem curso superior o rapaz tem. Então, e ele fez campanha na minha rua lá onde eu morava, meus pais moravam com bandeira, com apoio da minha irmã, usou tudo como plataforma política. Isso não é o que tô dizendo, tão nos autos. Não é o Gerson diz que me diz que eu vi na TV, eu não vi na TV. Tão nos autos. Tudo que eu tô dizendo, eu tô baseando nos autos. Então, excelência, eu vou lá, vou já vou lhe adiantar. Todas as perguntas de disco, me diz que ah, fulano disse isso, disse. Eu vou dizer assim, ó, tá nos autos. É isso que tá nos autos. Ah, mas a gente não reconhece que o IGP, não sei, no processo tal, o IGP trabalha bem. No nosso processo aí não trabalhou bem, tem falhou, tem aí é é difícil, né? Eu eu conta fatos não argumento. Eu tenho os fatos. As pessoas quer apresentar argumentos fictícios, falácias, isso aí foram um somatório. E a senhora sabe, hoje nas redes sociais as coisas se multiplica como um raio elétrico. Então ela, a minha irmã mencionou hoje a questão, ah, ele me processou e graças a Deus não foi mais, porque ela, ela pegava diariamente, não tinha nem denúncia, não tinha nada. Bem inicial, ela colocou imagem minha, meu nome completo, me expondo, dizendo que eu tinha eh cometido esse esse delito grave, esse essa barbaridade, né? E sendo que nem nem denunciado, não tinha nem sido ouvido, nem nada, tudo porque diz que me diz que e que eu te fiz, eu pergunto, consultei meus advogados, como é a maneira de consultar? Tu tem que entrar com ação para pedir esse cancelamento, senão tu vai continuar exposto. E as pessoas estavam se organizando. Nós temos nos autos, isso aí que eu tô dizendo também, não é fala do Gerson, estão nos autos ameaças de morte minha, procurando, ah, ele tem filho, ele começou já a a ganhar um volume tal de ameaças que eu disse: "Não, nós vamos entrar com ação." Sim. E assim foi feito. Aí esse rapaz não satisfeito, eh, eu vou lhe dizer outro fato gravíssimo. Daqui a 100 anos, 10 anos, 50 anos, alguém vai olhar esse julgamento e eu vou dizer e se alguém duvidar, olha nos autos. Eh, a gravidade dos fatos. Ele fez, a minha irmã fez uma procuração para ele, para ele tirar a cópia do do inquérito enquanto estava em sede policial. e está nos autos a minha irmã outorgando poderes para ele. Eh, e o Dr. Marcos Vinícius. Preste bem atenção no número que eu vou citar, excelência, não só a senhora excelências, né, do do conselho, eu vou citar um número que é a suposta inscrição da OAB dele, eh, 40E 029. Vou repetir, 40 e 029. Esta foi a inscrição que ele apresentou na procuração, onde ele eh vai buscar cópias para lá na Polícia Civil de todo o processo. Ele estava por trás de todo o processo e algum momento ele tinha que aparecer, começou a aparecer um falso advogado. Lá na sede policial, a delegada de punho deu um despacho, defiro ao Dr. Marcos Vinícius e não não e não a ele, porque ele tinha um uma situação de estagiário cancelado. Preste bem atenção à gravidade. Ele seguiu, ele disse, ele percorreu gabinetes.
Começou a ficar com pessoa não vista. As palavras dele ecoaram, pessoa não vista por causa da pressão que ele fazia. As pessoas sabiam que ele não era advogado. Ele não é advogado. A não ser que ele fez, repito, se ele fez desde a data dos fatos até hoje, ele fez um curso de ciências jurídicas e sociais. OK. Fez a prova da OAB. OK. Mas é algo que me parece não é o caso. Então, excelência, ele disse, tem nos autos aí, não é? Eu sempre vou me basear muito nos autos. Só pode me cobrar, mas tu disse não tá quando for revistas minhas palavras está nos autos.
Ele disse que palavra dele em audiência aí que ele começou a interagir com a minha irmã por verdade a 25 que a minha irmã se equivocou na data. O último dia que nós vimos pessoalmente foi no dia 25, inclusive que é o dia propriamente dia do Natal. Nós passamos a noite no Rio de Janeiro do dia 24 para 25. Inclusive as passagens para ela vir aqui para o Rio de Janeiro, eu que havia comprado. Então, eh, toda essa história que eu não queria ver ela, que não sei o quê. E tem muitas coisas ali que foram ditas ali, ah, que eu fui para churrascada, festa, assim, nós estávamos todos juntos e aí distorceram para eu que eu que estava fazendo.
A minha dor era imensa e é ainda. Não hoje eu sei que não diminui e o que aconteceu só aumentou. Que agora eu tenho um problema gravíssimo, uma acusação que eu jamais tive na minha vida, nenhuma acusação dessas desse nível de nenhuma espécie. Meu filho tem uma carreira imaculada e não sou eu que digo também. Nós temos altos provas do meu trabalho e fiz com muito esforço. Por quê? Porque eu tive uma família. Eu tive meu pai. Meu pai saiu do interior do Rio Grande do Sul, da roça, e eu tenho valores que até hoje eu carrego. Mesmo que erroneamente eu não tiver um resultado favorável, eu vou continuar a mesma coisa. Eu sou uma pessoa que não digo palavrões. Eu sou uma pessoa que procura a justiça, procuro sempre me policiar para não cometer erros, não ser injusto, não mentir, coisas básicas, não me apropriar de coisas que é dos outros.
Inclusive, falando nisso, eh, uma das dúvidas que surgiu, por que que eu fui para casa da minha irmã? Eu sempre quando estava no Rio de Janeiro e para Porto Alegre, eu ficava na casa dos meus pais. É uma casa que meus pais faleceram. Primeiro meu pai, a minha mãe, quando ficou viúva, convidou a minha irmã que morava de aluguel morar com ela. A minha mãe faleceu, a casa era nossos pais. Assim foi em 2014. Eu tive em Porto Alegre, fiquei lá na casa dos meus pais, minha irmã lá comigo, inclusive fiquei no quarto do meu sobrinho na época que estava lá, tudo tranquilo, não tive problema nenhum. Posteriormente, uns meses antes do que eu tive lá, eu fiquei sabendo, eh, após a consumação, que ela vendeu a casa dos nossos pais e comprou o apartamento. Eh, eu não quis entrar em questão, não era questão financeira. Eu só acho que ela, pelo menos, tinha de avisar porque eu vi. Eu disse para ela: "Kátia, não concordo, mas já que tu fez uma aquisição para ti, vocês estão bem com as crianças, eu eu não vou dar importância."
Então tem muitas coisas, excelências, que foram sendo ditas. Agora eu não entendo porque que o GP faz um laudo, teve uma perícia de local que aponta ali pontos, pontos. Se eu ficar aqui discutindo com a senhora que é isso, que é aquilo, é a direita e a esquerda. Vem cá. Não leram o que está ali. A acusação não leu o que está ali. Essa questão dos laudos a gente vai explorar, provavelmente vamos explorar mais nos debates, tá?
Para a gente deixar mais objetivo, até para te facilitar, o senhor pretende responder as perguntas do Ministério Público? Repito, as que forem relacionadas com os autos, os fatos veiculados aos autos, eu vou responder do maior agrado. Eu me disponibilizei desses. Eu fui voluntariamente na Polícia Civil.
Então vamos fazer assim, Jerson, eu vou passar a palavra para o Ministério Público, eles vão lhe fazer a pergunta. Se o senhor entender que o senhor não deve, não quer responder, o senhor só diga essa pergunta eu não vou responder e passamos para a próxima. Tá certo? Perfeito, exente. Perfeito.
Então, Ministério Público. Vamos ver agora. Ela vai interromper o Ministério Público várias vezes. Vamos ver.
Senhor Jefferson, boa noite. Boa noite, doutor. O senhor está bem? Tô bem, graças a Deus. Espero que o senhor também esteja. Estamos na medida do possível. Vou lhe fazer algumas perguntinhas, se o senhor puder, e vou tentar atender ao seu desejo e perguntar dentro dos autos. Se alguma pergunta que eu lhe fizer o senhor entender de não responder, o senhor sabe que tem todo esse direito. Compreendeu? Perfeito.
A primeira pergunta que eu lhe faço, senhor, é se o senhor de alguma forma eh tocou no corpo. Não. O senhor não tocou no corpo? Não toquei. Então o senhor não ficou sujo de sangue? Não entendi a pergunta. O senhor não ficou sujo de sangue? Então não ficou o quê? Sujo de sangue. Eu não tô a sua. Não tá audível. O senhor ficou sujo de sangue. Ah, sim. Mas o sangue que tinha que caiu da cama de cima, eu estava na cama de baixo. Quando eu levantei, estava já estava porque a a cena ali, quem quem viu, olhou os laudos, isso eu falo pelo laudo, pingou para baixo. E eu estava embaixo na cama de baixo. Caiu no senhor. Foi instantâneo então? Não, não digo isso. Não sei precisar o tempo, mas eh desceu sangue, tanto que tinha sangue ali embaixo. E eu lhe pergunto especificamente, espero que o senhor esteja me ouvindo, se o senhor sujou as suas mãos de sangue? Não, não sujei, excelência.
Tá. O senhor eh mexe em qualquer coisa na cena do crime? Portas, janelas, cama, alguma coisa? Não, não mexi.
Perfeito. O senhor quer se pronunciar sobre essas alegações de que o senhor tenha abusado de crianças durante a sua vida? São depoimentos diretos, né? Não, não é que diz que são depoimentos das pessoas. O senhor tem o que a dizer sobre isso? Eu nego veementemente. Eh, eu nego eh tanto da primeira testemunha como da segunda testemunha. E eu não vou avançar porque meus advogados vão com mais propriedade e até eh questão eh de contrariedades, de de inverdade, de mentiras que essas pessoas trouxeram. Como eu dei o exemplo, vou repetir, da Fernanda que me acusou de eu primeiro ter engravidado a minha esposa e depois nós casamos. Então essa é uma das testemunhas que apresenta e nós vamos essa mentira. Nós temos provas que ela mentiu e está mentindo, tá? Eu não ouvi hoje, eu não ouvi hoje o que ela falou. Eu acredito que ela tenha repetido. Se ela repetiu o que ela disse, ela mentiu de novo. Essa mentira nós temos que comprovar. É o que eu digo, tá nos autos. E esse aí eu basei a minha a nossa resposta e a minha defesa está fazendo em cima dos autos.
Eu eu tenho. Então eu nego evidentemente. Nunca, nunca tive problema. E digo mais, o meu sobrinho era uma pessoa, uma criança respeitosa e tanto o respeito era mútuo, de ele para comigo e eu para ele. Nunca tivemos. Eu desafio a minha irmã, tanto foram perguntado se alguma vez viram alguma coisa, ela disse tanto que abriu as portas para mim, porque ela nunca viu e nunca verá. Não, não existiu uma coisa que não existiu.
Senhor, eh, eu vou lhe fazer uma pergunta que ela está prevista no Código de Processo Penal. Eh, o Código de Processo Penal prevê que se pergunte ao réu as razões pelas quais as pessoas o acusam. O senhor sabe por que essas pessoas mentem contra o senhor? O que elas teriam contra o senhor que as levassem a fazer uma acusação tão grave? Eh, além da questão da do caráter dessas pessoas que, como eu disse há pouco, que a gente consegue provar que ela mentiu, se ela mentiu, tem algum problema no caráter, né? E eu não vejo razões porque não tem solidez nessas denúncias supostamente acontecidas há 40 anos atrás. Então, eh, eu convivi com essas pessoas diariamente. Eu morei na casa dessa pessoa que está me acusando hoje. Fiquei de caseiro da casa dela, cuidando da casa em janeiro de 2017. Tomamos chimarrão, brincamos. E aí essa pessoa disse que eu teria abusado 40, 30 anos atrás, sei lá quantos anos elas disseram. Então, eh, não, não, não fecha, não tem solidez essas mentiras, né? Então, o que elas apresentam aí é uma fantasia. Que algumas coisas a gente consegue desvendar e outra é o que diz que me diz que vieram e disseram, né?
Seu Jeton? Pois não. Tô lhe fazendo as perguntas bem pontuais, espero estar sendo claro e lhe proporcionando as suas respostas. Sobre o exame residuográfico. O senhor de fato lavou as mãos antes de fazer este exame, conforme o senhor disse lá, se não me engano, na fase policial. Excelência, de fato, eu fui no banheiro, eh, não me lembro quanto tempo ali e realmente lavei as mãos. Eh, foi lavado e eu, como eu disse, pode vir até em desfavor a mim, mas é uma verdade, eu não vou mentir. Mas só que por contrapartida, depois que foi acusado aí, eh, o delegado Batorelli, se eu não me engano o nome dele, eh, ele que eh, até esclarecendo um ponto assim, aproveitando o gancho da sua pergunta, porque eu não vou avançar outros pontos, só aproveitando a sua pergunta, ele, ele que era a autoridade policial ali, eu estava lá fora aguardando o trabalho da perícia. Ele veio até mim e me disse que a perícia local inicialmente eh apontava para um possível suicídio. Essa foi a informação que ele me trouxe. Eu acho que mais alguém deve ter ouvido ali. E essa foi a informação que eu passei para C. Porque a autoridade disse e no relatório de perícia local está isso, consta isso. Agora aquela história de manda foto, tira foto é pura bobagem aquilo ali. Então o exame residual, só para completar especificamente, eu me voluntarei perante essa autoridade de doutor, sou voluntário a fazer o exame residuográfico de não, Jonado, porque como eu já disse, o trabalho inicial indica possível suicídio, mas do que é bom, é sempre bom para ajudar a esclarecer os fatos. E assim foi feito. Eu fui apresentado lá no no Palácio da Polícia através de ofício, não foi essa história de uma amiga, da amiga, do amigo, não sei o quê, um ofício e me apresentei, fiz o exame de rotina, como todos fazem o o recolhimento ali da amostra.
A arma, seu, a sua arma era funcional. Eu lhe pergunto, o senhor carregava a sua arma com quantos cartuchos? Eram 14 cartuchos no carregador e um na câmera. Então o senhor deixava um cartucho a menos? Não. É que eu verifiquei agora aqui na internet, essa pistola tem capacidade para 16. É que o o carregadores, as munições são pagas pelo número de munições que cabem no carregador. Eu não entendi. Não. É assim, ó. Eu eu colocava uma e carregava pro tambor e aí depois botava a no carregador e fechava a arma normal. Eu tinha 14 no carregador e uma na. O carregador estava completo, senhor. O carregador estava completo. Eu usava as 14, né? Tá, inclusive está na perícia aí, foi recolhido que eu não mexi, não. Do jeito que estava a arma, eu não mexi na arma. É por isso que eu estou lhe perguntando, porque na perícia consta 14 cartuchos e eu não sei se estou equivocado, a verificação que eu fiz, essa pistola, esse exato modelo, ele tem capacidade para 15 mais 1. Aí eu lhe pergunto, o senhor tinha o carregador completo? Eu tinha 14, excelência, tinha 14 e. A pergunta não é essa, não é quantos eu pergunto? Era completo, estava cheio. Estava completo com 14 cartuchos. Andamos em círculos. Vou pular para a próxima pergunta.
A janela do quarto estava fechada ou estava aberta? A janela estava fechada, que estava friozinho à noite. O máximo que a gente fazia era deixar alguma fresta. Mas e fechava. Quando íamos dormir, a gente fechava a janela.
Hum. Alguém mexeu na cena do crime que não seja o senhor antes do crime ou do fato que não seja o senhor antes da perícia? Eu saiba não, porque eh depois que chegou a perícia foi isolado o local e ninguém deve ter mexido não. Eu não sei o que que ela fez no quarto, eu não ficava o tempo todo com ela ali também.
O senhor de alguma forma se aproximou da janela depois que a vítima recebeu o disparo? Não, nenhum momento. Não vou perguntar. Vamos lá. Tô pensando aqui. Eh, entre o disparo, senhor Jeeverton, entre o entre o disparo e a ligação para o SIOSP, o senhor sabe o que é isso, né? Eh, eu lhe pergunto, quem fez a ligação para o 190? Fui eu que fiz a ligação. Quanto tempo aproximadamente? Eu sei que é difícil o senhor me precisar com exatidão. Quanto tempo aproximadamente entre o disparo e a ligação se passou? O senhor tem condições de me dizer? Eu quando eu acordei, que eu ouvi o disparo, eu acordei, vi, demorei um tempinho ali para até entender o que estava acontecendo, como já disse, repetindo, eh, quando eu vi que o meu sobrinho já estava naquela situação, eu fui até o quarto da minha irmã, a chamei ela e ela demorou um tempinho, né, de de para para até não estava conseguindo entender o que que era. Ela estava dormindo também, né, de sono pesado. E aí nós fomos para o quarto. Nesse tempo eu não sei, eu não tenho como lhe precisar o tempo exato, porque nós ficamos conversando o que que aconteceu, é lá olhando o que que era e aí eu disse: "Ah, vamos ter que ligar para a brigada aí". E aí eu não conseguia perder mais um tempo também porque eu não nem lembrei na hora, eu estava em estado de choque que o 190 é desbloqueado, mas eu eu estava com telefone novo, não conseguia acessar, a Cátia também não conseguia acessar o dela. E aí eu liguei, acabei fazendo uma ligação que até hoje eu não sabia porque que como era. Depois que as pessoas disseram: "Não, 190 é desblocado, deve ter apertado 190". E foi.
Na hora do fato, o quarto estava escuro? Na hora do fato, sim. Estava, quando eu acordei, estava tudo escuro. E o senhor tendo acordado e ouvido o barulho, o senhor, o senhor quando vê a vítima, o senhor liga a luz? Não, eu não vi a vítima. Primeiro eu liguei a luz. Eu acordei, liguei a luz para para ver o que que está acontecendo. Olhei pro chão, primeira coisa que olhei.
E considerando e considerando que era o seu afiliado, o seu sobrinho, o senhor vendo que ele estava sangrando, o senhor não pensou em agarrar ele no colo e sair correndo com ele? Eh, como a minha irmã disse, ela tem a prática dela, experiência e nós temos a nossa, né? Eu eu vi pela gravidade do fato, o jeito que ele estava ali, que já estava servindo, não respirava porque eh não tinha movimento nenhum de de respiração, de nada, estava estava inerte, né?
Como é que é essa história, seu seu Jeverton do Jeeverton, né? Je e como é como é que essa história do do celular que esse celular teria ficado com o senhor depois do depois da morte da criança? O senhor pode nos dar uma explicação sobre isso? Posso e agradeço a sua pergunta para para esclarecer um ponto. Eu estava em viagem do dia 5 a dia 7 de dezembro de 2016 pelo Ministério Público. Eu apresentei um relatório de viagem, inclusive. E nesse relatório aí, eh, de 5 a 7, no dia 6, meu irmão fez contato comigo e contou que tinha encontrado eh aquela situação das pesquisas e também que a Cátia encontrou um bilhete dia 6 de dezembro. O dia 7 eu retornei de viagem, aí a nossa rotina era retornar à sede do MP, fazer relatórios, enfim. Eu saí de lá, acredito que entre 5:30, 6 horas. Eu cheguei, quando eu cheguei no apartamento da Cátia, o meu irmão estava lá, o e a Cátia, e aí ele me disse, repetiu a situação, a situação. Eu digo: "Então vamos fazer o seguinte, vamos encaminhar para a polícia civil, né, que já tinha o primeiro atendimento, vou encaminhar oportunamente, vou fazer o contato com eles e vejo". E ele me deu esse telefone e numa sacola de plástico assim de mercado, branca, pequeninha, e um caderno e uma caneta tudo junto, os três ali junto, que ele me deu ali. Eu dei um nozinho e esse celular eu, que que eu fiz isso aí? Foi na segunda. Na terça, quando eu fui para o Ministério Público, eu liguei aí para a Polícia Civil. Aí ele disse: "Ó, nós vamos agendar uma uma audiência, uma uma data para o senhor ser ouvido". E foi agendado para o dia 14 de dezembro. Eu fiquei do dia 7 de noite até o dia 14 de dezembro com o telefone. E a inclusive depois a gente vai a, como diz a doutora Analice, né? Eh, alguns arquivos que foram apagados, que rapidamente a assistência de acusação divulgou na mídia que os arquivos apagados quando o telefone estava lá na minha posse. Mentira, falsidade, uma inverdade. Dos autos. Nós provamos que esse telef essas esses arquivos foram apagados no dia 7 de dezembro, o último até a não lembro, cinco, acho que cinco arquivos no dia 7 de dezembro, o 12 e pouco da da do dia do meio-dia e pouco e mais nove arquivos, se não me lembro de cabeça agora, está na perícia do lado pericial, foram apagados no dia 2 de janeiro. Esse telefone quando não foi, eu não entreguei na Polícia Civil que a policial disse que não precisava, eu não entendi, mas ela disse e aí ela não pegou, não aprendeu, não arrecadou o telefone. Eu devolvi para a Cátia. A Cátia, inclusive, ela diz isso que desde o dia eh da metade de dezembro, 16 de dezembro, né? 15, 16 de dezembro, ela diz ali que ela estava com o telefone e que no dia 9 de janeiro ela foi na Polícia Civil, um telefone desde dezembro e no dia 2 de janeiro aparece na perícia alguns arquivos apagados. Que eh maldosamente a assistência da acusação divulgou ou a imprensa divulgou errado, que eu acho que não é o caso. Divulgou que estaria teria apagado o arquivo, que será que esses arquivos tinham que foram apagados e mais ainda disseram que fui eu que apaguei desse celular dele. Isso aí está na perícia, eu volto a dizer, estão nos autos. Então se alguém apagou, não fui eu. E o que tinha esses arquivos, qual era o interesse apagar o arquivo e mais ainda botar na como se fosse responsabilidade minha. Então esse telefone foi essa, a cadeia de custódia foi essa, minha somente de minha para a Polícia Civil não sendo aceita, não sendo arrecadada. Voltei e entreguei para a Cátia. Envolveram o outro policial. No dia, no segundo depoimento que a delegada me ligou, eu viajei para em junho de 2017, ela me chamou se eu podia ir. Eu disse: "Sim, sou voluntário ajudar a esclarecer sempre". Ela me chamou e perguntou sobre esse telefone. Exatamente. Ela disse: "Ah, mas é que apareceu uma versão que tu teria dado pro Job". Daí quem é o Jobinho? Daí eu disse: "Ó, todo o nome dele, dei o telefone, disse: "Ó, o telefone é esse?" Se é o contato de um colega aí, eh, depois que agora eu sei pelos autos, né? Na no dia eu não fiquei sabendo, chamaram-no, foi ouvido a termo, a tomada a termo, as declarações dele e fizeram uma espécie de de acareação. Eu estava numa sala sem saber a presença dele e ele estava no outro. Aí me perguntar uma coisa e perguntar outra para ele e ele deu o depoimento. Ele está aí os autos, o depoimento que ele nunca mexeu, ele não sabe nem teria finalidade, não tinha investigação aberta nem nada. Para fazer isso aí teria que ser os técnicos do MP e para fazer tem que ter um procedimento. Aí o senhor sabe melhor que eu. Então não teria sentido levar um a um terceiro que não tinha envolvido nenhum, não tinha nem capacidade nem autoridade legal para fazer, não tinha sentido e ele não receberia nenhum levar para ele. Então assim foi feito. Só que o que diz que é fácil dizer: "Ah, ele disse isso, disse aquilo." Essa é a cadeia de custódia. E está, e o termo dele, ele assinou e como testemunho, inclusive também de acusação. Ele declara isso, exatamente isso. Essa essa testemunha de acusação corrobora com a com o que eu disse, que foi dito sempre e vou dizer sempre. Você vai a história do telefone, doutor.
E as cuecas? Outra falácia, doutor. Eh, já disse no meu depoimento, quando meu pai faleceu, nós, eu depois descobri que várias famílias fazem isso. Nós distribuímos, fizemos uma distribuição conjunta de em vez de dar para um estranho, distribuir entre nós as roupas. O meu pai tinha um corpo muito parecido com o meu, altura tudo assim. Então, naquela vez o que muitas das coisas acabaram para mim, porque eu sou dos, apesar de ser o segundo mais velho, eu sou o irmão menor da família. Os ossos são tem 1,90 e pouco, 1,80 e pouco, então o menor sou eu. Então, ah, por obviedade, as roupas do meu pai, é um casaco, casa, calça, algumas coisas foi dada para mim e outros utensílios que não era assim de vestir, um anel assim ficou com meu irmão, outro ficou outra coisa. Enfim, isso aí quando ocorreu essa tragédia, ah, do meu sobrinho, a Kátia tomou a iniciativa de fazer assim e diferente do que ela disse assim que eu pedi, eu não pedi nada. Eu nego, eu vou, olha, eu vou a vida da minha vida, o resto da minha vida, o resto do meu dia eu vou dizer assim, ó, não pedi, não pediria eu. E eu neguei isso aí, porque eu eu não tinha porque pedir coisas, porque se eu quisesse as roupas dele, eu tinha acesso ao guarda-roupa, estavam lá. Ah, essas pessoas que têm esses desvios, esses esses perfil assim de doentil, eh, elas não precisam, eu imagino assim que elas não precisariam assim se expor, então eu ia fazer eh pegar esse troféu, sei lá como é que chama, e não precisa pedir para ela. Ela me deu e posteriormente eu fiz uma doação dessas roupas porque eu não queria dizer não para ela. Aceitei. Eu devia ter dito não. Se eu soubesse esse problema que ia me dar aí, mas isso eu sei, a influência de uma pessoa que é para mentir, trouxe mentiras pro processo, mentiras e mais mentiras.
Mas o senhor ficou ou não ficou com as cuecas? Recebi. Isso é fato. Como eu digo, eu vou, se uma pode vir até meu desfavor, mas eu, se vou dizer a verdade. Recebi, mas não pedi. Eu recebi como recebi um calção. Hoje eu vi ela dizendo que ela foi só um um moletom posterior. Nossa senhora. Tinha um um calção azul que ele tinha que era muito o calção era era próximo assim ao tamanho meu. Eu não sei, não sei, mas tinha um calção azul, tinha outros vestimentas, meia também que ela me deu dele. Então não foi só as cuecas, a conversa toda foi direcionada para dar um enfoque sexual, coisa de controverso doentil sem sentido nenhum. E é só o que diz que me diz também, né?
Uhum. O senhor, o senhor pode me dizer se o senhor percebeu nos dias que antecederam ao a ocorrência algum motivo que pudesse levar este menino a suicidar-se? Excelência, eu quando eu fui recebido por ele, assim, ele sempre me recebeu bem, não tinha modificação comigo. Eu fiquei sabendo pela minha irmã, ela teve um conflito e questão de nota que não ele não está conseguindo se concentrar na sala de aula. Eu não sei quais quais seriam as razões. Eh, posteriormente foram anexados aos autos aí conversas gravíssimas ali de e já foi abordado e certamente vai ser abordado acho conselhos CTs. Então, motivos que ele só motivo que ele teria de ter tentado essa conversa, né? Eh, que teria assim que ele ele queria eh que a família a mãe dele morresse. Ele ele tinha problemas graves. Eu não, eu sinceramente eu não consigo nem ler aquilo ali, que me faz mal de ler aquilo ali. Assim como não sei, não sei se vai vir perguntar depois do bilhete, a gente pode conversar também no bilhete.
É que eu lhe perguntei se havia motivos recentes. Essa conversa que o senhor fala, ela é de março. Eu perguntei se recente ao fato havia alguma coisa. Senhor sabe? Exente, eu eu fiquei pouquíssimo tempo com na casa ali, não foram tão tempo assim. Então, se tinha motivos recentes, eu eu desconhecia porque eu não estava presente na casa.
Vamos lá. Tanto essa de março, em março eu não estava lá e outros, se teve outras, isso aí a gente sabe porque foi apresentado, mas se teve outras situações, eu não sei porque eu não convivia na casa, não estava na casa. Estava no Rio de Janeiro essa época.
O senhor foi a primeira pessoa a ver o corpo e eu pressuponho que o senhor tenha visto as fotos da perícia. Correto. Perfeito. Mexeram no corpo. Como assim mexeram? Quem me que o a mesma a mesma imagem que está na perícia é a mesma imagem que o senhor viu na hora do fato, excelência? Eh, algumas pessoas eu acho que parece que não querem encarar a realidade. É ciência, não é o Gbers que diz. Então uma pessoa alterar o o local, o mexer no corpo, os a Cátia sabe que ela seja enfermeira, mais ainda que os livores alteram o senhor, o senhor sabe melhor que eu também que se tivesse alterado o perito ia constatar, ah, então especialista foram engambelados, que é uma tese que foi levantada, uma narrativa que eu teria mexido, alterado, como ele disse, as fotos que aparecem sendo alterado ponto a ponto, é a perícia que faz aquilo ali. E ali é relatado tudo tecnicamente. Se outro laboratório, outra polícia examinar daqui a 10 anos, vai dizer a mesma coisa, não é? O Ger está dizendo. Então não foi mexido e assim estava aquela versão de ah para cá para lá tentar trazer. Só que quando fala dizendo uma coisa, é é um é um fato. Quando tem um laudo pericial assinado por um instituto sério, não traria problema de condenações que foram feitas inúmeras condenações no Rio Grande do Sul, teria que ser revista, porque é o mesmo instituto que fez essa perícia. São os profissionais que sei lá quantas perícias faz no ano, na década, foi os mesmos. Perfeito.
Agora dizer que eu consegui alterar uma cena e engambelar profissionais que não me conheciam e que um supostamente uma barbárie teria sido cometida ali. É, na verdade. Não fecha, não tem essa soma, essa matemática não fecha.
Na verdade, eu fiz a pergunta só, eu não fiz a afirmação. É, eu eu lhe respondo que é a oportunidade de não responder, né? Eu eu eu estou sendo batido na imprensa. Na imprensa joga o que querem porque não tem compromisso de dizer a verdade. Dizem que eu ouvi de autoridade dizer que o disparo entrou na nuca. Está ali a foto. É ciência, não é um ger disso. Está a foto. Por que que foi na frente? Porque tem a questão técnica do dos componentes químicos. Não é algebras que diz. Agora uma pessoa maldosamente ensinar que foi na nuca. Isso aí é maldade pura. Essas pessoas têm que rever os pensamentos delas. Eu estou lhe perguntando de verdade.
Eu estou lhe perguntando exatamente por isso. Se não foi mexido, tem duas questõezinhas que eu gostaria que o senhor me ajudasse a entender. A primeira delas, considerando que a ponto 40 tem algum recuo, né? Eh, o senhor sabe me dizer, até porque o senhor é um técnico na área também, mais do que eu, como é que essa arma foi parar embaixo do corpo da vítima? Na perícia eles escreveram como onde como teria sido ocorrido o disparo. Não sei se o senhor leu. Não, não. Eu quero saber o que senhor, o que que o senhor diz? Não, a perícia. Sim, eu estou dizendo. Eu estou dizendo pela perícia porque eu só vi o corpo ali. Eu estou dizendo pela perícia. É o que faz sentido.
Senhor não sabe me dizer então como é que a arma com recuo na cabeça, ela para embaixo do peito da vítima? Ele caiu sobre a arma. Foi o que está dito ali no no no laudo.
Tá certo. Então lhe faço outra pergunta. A vítima era destra, o tiro é no meio da testa da esquerda para a direita. O senhor sabe como é que isso é possível? Isso eu não sei dizer. Eu só só vi pelas perícia também. Imaginei que o senhor não soubesse me dizer. Eu também não sei. Obrigado da minha parte. É isso.
Obrigado, doutor.
Seu Jeverson. H, a dona Ktia e o senhor está acompanhando, ela é muito clara e o senhor deve ter o visto hoje a hoje ela prestando depoimento e inclusive seu irmão Ton disse que que teve até uma uma meio que uma discussão entre ela e o senhor antes ainda de começar qualquer inquérito e tudo mais, dizendo que quem viu a arma na mão da vítima foi o senhor, que o senhor inclusive apontou para ela, olha ali a arma. Eh, o que que o senhor tem a nos dizer sobre essa questão? Vou lhe dizer bem que eu já disse, inclusive assinei o que eu falei e assino de novo. Agora, na cidade que está sendo gravado. Eh, eu estava em choque, ela também, ela, eu a minha versão, a minha memória, o que me diz foi que eu acessei a cama pela cabeceira da cama, para onde estava voltada a cabeça dele e ela pelo pelo pela lateral. Até aí as falas convergem. Na minha memória, quando ela puxou o cobertor, ela viu a arma e ela gritou assim: "A arma!" E eu falei: "A minha pistola". E aí, já aproveitando essa oportunidade, que eu acho importante, doutora, que ela fala assim que eu ela diz que eu falei: "Não mexe nele, Cátia, que é para que é uma cena de crime". Não, eu disse, não mexe nele que que a gente não sabe o que aconteceu. Falei que não falei crime, falei que se ela ouviu pelo estado de choque que estava, crime, cena de crime, não. Falei que é um erro fonológico a gente, né, a gente falar a palavra o que u, a gente fala que que a gente não sabe o que aconteceu, que isso aí é básica, que não não deve mexer, infelizmente é triste, mas não tinha o que fazer mais, já estava já estava desvalecido ali, né? Então, nessas alturas a gente não sabia, eu não conseguia entender o que que tinha acontecido. Então, não, a, ela mesmo sabia, ela sabe disso que não se deve mexer. Mas eu entendo como mãe, eu como pai, eu não sei se eu também não não faria a mesma coisa que ela fez. Então isso aí a relevância de que fui eu, ela, nós dois estávamos simultaneamente vendo, olhando. Ah, bom, mas pelo que o senhor está nos dizendo, então realmente a vítima estava coberta? Ele se ele estava eh não todo coberto, ele estava uma eu não porque o senhor falou que ela descobriu. Não descobriu a parte da da do do do. O senhor acabou de nos dizer que ela que a Cátia descobriu o filho. Acabei de ouvir o senhor falando isso. Sim. Do meio do corpo, mais ou menos onde estava, que era que eu imagino que a arma estava abaixo dessa visão. Então quando ela puxou, nós vimos a arma. Certo? Quando ela puxou o cobertor. Então estava abaixo das a arma estava acima das mãos. Não, meio das mãos dele. Eu estou falando, o cobertor estava cobria as mãos. Eh, no ângulo que ela via, talvez cobrisse para mim também, né? Que ela entrou para um lado, eu entrei para o outro. Eu via mais o, eu não vi a arma, eu vi o corpo, o ombro dele assim que ele estava meio de lado. Eu, eu não consegui, ela via melhor ali da onde ela estava. Eu acho que por isso que eu eu entendi que ela viu e falou primeiro, porque ela no ano que ela estava, ela chegou primeiro. Questão de de angulação, né?
Bom, eh, aí eu eu tenho algumas questões para ele perguntar. O senhor então admite que nesse momento também viu a arma, correto? Quando ela descobriu. Sim. A primeira questão. O senhor sabe me explicar porque que esta coberta não tem nenhum furo? Não tem o quê? Nenhum disparo, nenhum furo. É, eu eu acho que essa pergunta caberia ao perito, excelência, mas na minha visão, eh, o disparo foi eh lateral à coberta. Então, se a coberta está no lado e o disparo foi de frente na cabeça, eh, meio que acho que é a impossibilidade questão de geometria de de ter disparo num cobertor que está ao lado. Essa leitura que eu faço, mas se eu acho que essa se eu tiver quiser desmontar a minha versão, só vai perguntar pro perito. Acho que vai ser melhor que eu. É que o Senhor mesmo está nos dizendo que só foi possível ver a arma a partir do momento em que foi destapada as mãos da vítima. Então esta coberta cobria as mãos da vítima. Lateralmente, né? E aí eu não consigo. Eu estou lhe perguntando como que esta coberta não estava furada, não tinha tiro. Tá, então vou lhe repetir a sua pergunta, a resposta, porque foi lateralmente. Lateralmente. Mas esse tiro, veja só, ele entrou na região frontal e saiu na região parietal. Ele não foi um, e ele foi reto, ele entrou e ele ele foi totalmente reto. Ele não teve nenhum, e inclusive a descrição dele é essa. Ele ele é um tiro reto. Ele não ele não foi lateral. Exato. Então só está dizendo que o que eu estou dizendo que a coberta estava na lateral, não tinha como ser desvio. Eles estão falando a mesma coisa.
A segunda questão, eh, considerando que o que quando os peritos chegaram, a vítima estava de bruços e a arma estava embaixo, o senhor disse pro meu colega, Dr. Amorim agora que não houve nenhuma modificação no corpo, que o senhor não modificou o corpo. Como é que o senhor me explica então que essa arma estava embaixo do corpo? Eu não mexi no corpo. Eu se alguém mexeu, não fui eu. Mas eu não mexi. Mas o senhor não ficou sozinho ali no quarto com a vítima? Que por ter ficado sozinho não quer dizer que eu tenha mexido. Não mexi porque eu vou repetir. Eu eu mesmo tive a iniciativa de falar para C que não devíamos não devíamos mexer. E assim eu procedi e ela também não mexeu mais. Pelo menos na minha frente ela não mexeu. Não sei se fora isso ela pode ter feito carinho nele ou sei lá abraçado ele em desespero de mãe, mas eu não mexi e não vi ela se ela mexeu. Eu não posso afirmar que mexeu e nem mexeu porque eu não vi.
Aí eu entro numa próxima questão. Então, essa forma que a dona Cátia nos diz que a vítima segurava a arma, ela nos diz que a vítima segurava o cano primeiro com a mão direita e colocando a mão esquerda em cima. É a forma e com a arma próximo ao corpo. É a forma que o senhor viu, excelência? Eu vou lhe dizer uma verdade do que eu vi. Eu quase não, eu não memorizei a posição. Esses detalhes que ela tem, eu não fiquei olhando. Eu estava em choque, não, não vi, não prestei atenção. Ah, a mão assim, essa percepção eu não tive. Eu não tenho nem na memória porque eu não me lembro de ter visualizado e ficar observando qual é a posição que ele estava. Certo? Nesse momento eu não visualizei.
Nesse momento eu não visualizei. Bom, o senhor chegou a estar aonde nesse momento? De que de que ângulo que o senhor via o que está a vítima? Qual o momento que a senhora disse? Esse que o senhor estava com a Cátia? Não, primeiro nós estávamos do lado da cama, eu e ela conversando. Eu disse: "Ó, aconteceu uma tragédia". Nós víamos ele ali na posição que ele estava na cama ali. Sim. Mas em que local da cama que o senhor estava? Eu estava na lateral da cama. Depois que quando ela foi ver, mexer ali, eu fui dar a volta para ver se tinha alguma outra coisa, algum outro objeto, alguma coisa, porque nós víamos aquela ferida aberta e não não sabia qual o que que tinha causado aquilo ali. Até então nós só fomos descobrir depois que ela viu a arma e ela viu primeiro e eu disse: "É a minha pistola". Falei:
"Ã, onde que esta arma ficava? Essa arma eu sempre trazia ou junto no meu corpo, quando assim era possível, ou e como ela não tinha cofre, aí ela sugeriu, ah, deixa no armário deles ali no guarda-roupa. Eu disse: "Não, ali é perigoso porque eles vão puxar uma roupa, pegar uma coisa, como é que como é que eu vou deixar ali?" Então eu sempre deixava ou no meu corpo ou próximo a mim, onde eu estava sempre. É, se eu ia pro banheiro, eu levava, se eu ia pra academia eu levava, se ia pro trabalho, eu levava. E se eu ia dormir, eu deixava mais próximo de mim. Certo. Este dia o senhor foi na academia quando chegou do trabalho? Sim, foi. Malhei bem pouco. Não, não demorei muito não, que eu estava muito cansado. E quando o senhor foi na academia, levou a arma? Como sempre. Como sempre. Como levou ou não levou? Sempre. Toda vez que que eu o que eu acabei de falar, quando eu ia para a academia, quando eu ia pro trabalho, eu levava a arma. Sim.
Quando o senhor levou a arma para a academia, depois o senhor voltou e colocou essa arma aonde? Ela já estava no mesmo lugar. Ela estava na mochila comigo.
Certo. Eu vou ter que, abrir uma fotografia. Eu agora eu não sei se ele vê. Vá, agora eu não sei. Certo. Que aí é compartilhar, não é? Aí tu não, mas vai passar na É, não vai passar na transmissão. Certo? É processo judicial seis, página 27, doutora. Mas depois eu mostro pros jurados.
Eu tô vendo aqui sim. Eh, evento qual é o processo? Eh, evento quatro, me desculpe. Processo judicial, página 27. Evento 4, 26, eu não sei. Página 7, 27. 27. Não, a doutora não consegue enxergar. Senhor, o senhor tá vendo essa fotografia que está aparecendo aí?
Sim, estou vendo, excelência.
Tá no canto, tem ali uma mochila preta.
Isso.
Eu precisava depois que os jurados pudessem também verificar para eles entenderem, né, doutora?
Sim. Pois eu não sei como é que eu vou mostrar pros jurados isso agora. Porque os jurados estão vendo.
Posso colocar na nossa TV, por favor? Doutora, enquanto a senhora coloca, eu vou fazer 5 minutos porque tem uma jurada que precisa ir ao toalete, tá? Então podemos usar ir ao toalete enquanto o Ministério Público organiza ali a televisão, tá? Jeverson pode ficar aí, tá? OK, excelência.
Colocar imagem que ela não tá aparecendo. Diga.
A tá. Desliga o ar ali. Não tá ali. A Mônica tinha deixado ali na mesa de vocês quando ela tava. Eu dei para ela. Deixa eu ver. Não, não.
Deu. Conseguiram?
Tá aparecendo ali.
Tá. Tá aparecendo.
Tá aparecendo. É a mesma foto que temos aqui.
Sim.
Tá. Eu tô agora. Ã, já, seu Jeverson tá escutando?
Tô lhe ouvindo bem, doutora.
Tá, deixa eu só que eu preciso começar a gravar aqui.
Ah, tá. Desculpa, tá gravando?
Tá. Então, o senhor tá tá enxergando essa fotografia aí, né?
Perfeitamente, doutor.
Tá. Então, doutora Lúcia pode prosseguir nas perguntas.
Certo. Aqui nessa fotografia a gente observa que no chão eh tem ali uma mochila preta. Eh, é nessa mochila que o senhor deixava a arma do crime? Só, só me permita corrigir a arma da tragédia, certo? Que a senhora já tá antecipando que é um crime. Me permita com a minha humildade, humildemente, eu não gostaria que a senhora refizesse a pergunta para eu poder responder de forma adequada. A arma que matou o Andrei, eh, se é nessa mochila. A arma do dia do fato estava nessa mochila, mas a posição dela inicial não era aí. Eu colocava, não sei se eu consigo, poda, pô, consigo descrever eh eh com a minha mão. Eu não adianta mostrar minha tela que apareça, mas a senhora está vendo ali que tem um teclado de computador ali, parece ali, não tem?
Sim.
Tá. E tem uma cabeceira da cama ali da da cabeceira de baixo que é onde eu dormi. Tá conseguindo ver aí?
Tô vendo.
Tá vendo?
Sim.
Tá naquele cantinho ali, bem junto à parede, tinha um espaço entre um computador que tem aí e a cama. E eu enfiava ali naquele cantinho que era o mais próximo assim, menos exposta possível e ficava fechada. Eh, ela ela parou aí porque quando eu fui eh verifiquei que a tinha uma arma ali, eu fui procurar se era a minha mesmo, confirmar, né? Daí eu olhei e não tava ali. Aí eu concluí que era a arma, a minha arma que ele tinha usado mesmo.
Certo. Então, ele, ela estava mais pro canto. É isso que o senhor tá querendo?
Mais próximo à parede entre a guarda da cama e o e o computador ali. Uma isso aí é uma mesinha de computador. Então tinha um espaço ali que cabia perfeitamente, ela ficava eh bem mais assim, não ficava nesse corredor assim no caminho ali, né?
Certo. Agora dá para tirar ali a imagem, doutora. Já dá para tirar a imagem e lá também já dá para tirar ali a imagem. Era só eh questionar eh sobre essa posição. Bom, aí se eu lhe questiono eh de uma forma bem ã transparente, o senhor disse que então chegou. É como tirar a TV dali também, né, para não atrapalhar aqui que o senhor chegou e foi na academia. E qual que foi assim a o resto da noite até a chegada da dona Cátia? O que que o senhor fez até a chegada?
É, jantou com o Andrei, não jantou.
Eu cheguei na academia, tomei, tomei banho e depois foi fui pra sala, tomei mais algumas cuhas com ele ali. Aí ele me perguntou se eu queria jantar. Eu disse: "Não, padrinho não vai jantar, eu vou só comer alguma coisa e vou deitar que eu tô muito cansado". Só que aí eu fiquei na sala e ele foi lá pro quarto. Ele ficou vendo séria, que ele queria ver série. Aí e aí eu disse, aí eu disse: "Ó, Patin, vai deitar aí. Daí trocamos dis: "Ah, então vou aproveitar eu vou jantar, padrinho." E aí, então pode vir deitar então. Daí trocamos de lugar. Aí eu fui, fui pro quarto e ele foi pra sala lá, pra sala cozinha fazer o lanche. Aí ele tava olhando TV, daí eu disse: "Andreia, eu não vou olhar a TV, mas se quiser olhar aqui pode vir aqui." Tava tranquilo. Disse: "Não, eu vou terminar de comer aqui, limpar as coisas e vou daí vou ver". Ele foi deitar. Eh, aí nós conversamos bem pouco ali porque aí ele tava olhando a série dele ali, nós conversamos as séries que ele gostava ver e tal. E passou o tempo. E aí esse horário que a Cátia fala e convge com que eu tenho de lembrança também que é 11 e alguma coisa, ela chegou. E aí aquilo que ela falou assim de eh eu já disse no início do meu da minha fala aqui, que a única forma não não é que eu tava correndo ela, que eu realmente eu estava cansado, queria dormir porque eu no outro dia eu já tinha levantado cedo, trabalhava o dia todo e no outro dia eu ia levantar cedo e foi total somente isso. E ele, pelo que eu entendi, como a camisa não era dele, era para ela e rosa, aí ele disse: "Eu eu entendi isso é uma avaliação minha, p tá errado." Ele não deu importância por isso, mas essa questão de estar estranho. Sei. Olha, não aconteceu nada entre nós, pelo contrário, foi sempre a mesma coisa. E digo doutor, desde que eu conheci essa criança assim que ele tá marzinho, sempre educar assim o menino assim, tudo que descreveram concordo assim plenamente, porque não é porque estão me acusando que agora eu vou mudar, ah, meu mundo era diferente. Não, eu vi o mesmo mundo, nós tínhamos as mesmas razões para viver de amar os sobrinhos, cuidar deles, cuidar atenção, certo? Não, essa esse disparate aí de atacar ele.
E a e essa arma o senhor conferiu? Porque o senhor fez uma referência e talvez, claro, a gente já passou muitos anos, mas anteriormente quando o senhor prestou o depoimento, o senhor referiu expressamente que antes de deitar e dormir, o senhor conferiu que ela estava na mochila.
Eu fazia um um checklist sempre antes do mês, uma rotina de quem quem trabalhas assim, né? né? Sempre conferir se se tá guardada, tá segura, tá num num lugar protegido, que é o máximo que eu tinha, infelizmente não era o mais adequado, mas dentro da circunstância ela não, eu vou repetir, ela não tinha cofre, foi a primeira coisa que eu perguntei para ela, porque era um apartamento bonito, novo assim, né, aparentemente novo. E estranhamente não tem cofre, né? Que normalmente os alguns apartamentos modernos hoje tem cofre, né? Ou com chave até meio dissimulado também assim, mas aquele não tinha. E era e era como era provisório, era o era o que eu consegui eh, vamos dizer assim, guardar, né, com com a reserva que eu podia ter.
E nessa noite houve conferência. Essa essa é a minha minha questão primordial.
Todas as noites, doutor, todas as noites eu cansado com sono, antes de dormir, isso aí faz parte, fazia parte da nossa rotina. É como escovar os dentes. Ah, tô cansado, vou escovar os dentes igual. Tô cansado, vou confirmar confirmar onde tá.
O senhor é uma pessoa de sono leve?
Eh, depende. Se eu faço um esforço muito forte, às vezes meu sono é mais pesado. Então, se faço academia, dormindo pouco, eu acabo tendo um sono pesado, né? Porque pelo que o senhor, pelo que eu compreendi, a, o senhor disse que a sua mochila, o senhor arrastou para cá, mas que quando o senhor ã foi ver se era a sua arma, que ela estava ainda lá naquele canto.
Sim.
Podia ser uma outra. Eu eu não tava conseguindo entender aquela situação que parece eh repetição, mas é repetição porque eu é o fato, eu tava muito em estado de choque ainda. No primeiro momento eu não conseguia tirar nem várias coisas e não conseguia raciocinar. Eu e a Casa nós entramos, não sabia o que fazer e ela dizia: "O que que eu faço agora?" E nós mesmos tava num estado assim que nunca aconteceu isso conosco assim. Eu eu tô lhe perguntando isso porque veja veja veja bem, Senr. Jeverson, a vítima tava deitada no triliche, né? Em em cima do senhor, correto?
É, em cima de mim não, né? Ela está na cama que estava acima da onde eu dormia.
Certo? Na cama de cima. Correto.
Perfeito.
Para ele descer dessa cama, como que ele fazia?
Ele descia várias vezes porque ele às vezes ele ia no banheiro, às vezes eh ia fazer alguma outra coisa, ele ele normalmente tinha uma escadinha, ou ele usava a escadinha ou ele pulava para descer, descia direto.
Quando ele e quando ele descia, o senhor acordava?
Eu não posso dizer que eu acordava sempre. Por vezes eu lhe digo que eu acordei agora outras vezes se pode ter ocorrido vezes que eu não acordei, pode, porque senhor tava dormindo, né? já tá cansado.
Certo. O que eu lhe pergunto é o seguinte, o senhor como, né, o senhor é é é policial, né, e disse que conferiu que aquela arma estava aquela noite antes de dormir dentro da sacola naquele canto que era na cabeceira das do da de onde o senhor tava dormindo, onde estava a sua cabeça, correto?
Ali onde tava aquela foto ali, a foto da mochila que tá um pouco mais afastada, aquele lado eu dormia com a minha cabeça voltada para ali e ele também, porque a gente naquela posição era a melhor posição. Não sei se por ele era assim, mas para olhar a TV que a TV ficava aos nossos pés, né?
Certo.
Na parede, o lado mais próximo dos nossos pés. A, meu questionamento é: o senhor não ouviu ele descendo a escadinha, indo até a cabeceira, abrindo a mochila, tirando a arma no escuro, recolocando a mochila de volta. Tudo isso não. O senhor como policial não ouviu nada?
Eu acho que ele não colocou de volta. Ele deixou no mesmo lugar que tava. Ele só foi ali, abriu e pegou. E não vi não. Sinceramente não vi. Se eu disser ao contrário, eu vou estar mentindo. Não vi.
E o senhor não ouviu ele?
Se eu visse eu ia interferir na hora, né?
Não ouviu ele subindo e aí destravando a arma?
Não viu a Não sei a senhora sa o destravamento dessa arma não tem ruído. Ela é uma arma silenciosa.
Mas e aí? O senhor não ouviu nem ele descer, nem subir, nem abrir mochila. Ela tem um zíper, pelo que a gente observa. O senhor não ouviu nada?
Não. Não ouvi.
Nem a pessoa se aproximando, né? Porque para fazer isso ele praticamente ia ficar assim cara a cara quase com o senhor, né?
É, mas em t eu tava num ambiente seguro, como a minha própria irmã dizia, a janela fechada, a porta fechada, tudo tranquilo. A minha irmã entrava com chave, o apartamento não estava aberto para para acesso de outras pessoas. Se tivesse no ambiente aberto, é claro que daí seria um outro eh ali era um lugar de repouso meu, né?
Sim.
Tava repousando e cansado, como eu disse, repetindo, dormi e não vi. É uma eh, como dizer, tal, se eu tivesse visto, certamente na hora eu interferi e ia tomar providência, né? Diferente, né?
Sim. H porque pelo que a gente verifica, inclusive a escadinha e e era bem na descida sua cabeça, correto?
Perfeito.
Eh, eu não tô, pelo menos é isso que a fotografia do local do crime nos mostra.
Não, é, é, não. A senhora, a senhora está correta.
E bom, meu filho agora já não é mais adolescente, né? Mas os adolescentes são meio trambolhões assim, né? Eles não têm muita dimensão do tamanho, eles crescem muito rápido e eles perdem. Ele não era um adolescente meio trambolhão assim para se descer para
Ah, se fosse o irmão mais velho dele, talvez fosse, porque o irmão dele era é maior corpo, com corpo maior, mas o Andrei não. Andrei era ele era uma pessoa, vamos dizer normal, né? Não não tinha, não era tão cuidadoso assim, mas também não era espalhafatoso. O irmão dele já é mais espalha, assim, mais espaçoso, que a gente diz, né? Então, eh, todo esse movimento que ele fez não me acordou porque certamente não teve ruído no nível de eu me acordar do meu estado descansado ali.
A gente tem doutora juiz até eu até tinha pedido para tirar a TV, mas eu acho que eu vou ter que mostrar então de novo para ficar bem claro essa imagem da escada para ele ver aqui e poder nos situar que é o processo judicial evento 4, processo judicial 5, página 31. que aí eu acho que é virar prosados também para eles poderem ver. E aí
Ele será que ele está vendo?
Não, não tô vendo. Mas a Mas é como a senhora agora estou vendo isso. É isso aí mesmo. Perfeito. É. Essa era a escada, a cama era bem assim mesmo.
Certo. E aí eu lhe questiono, nesse dia o senhor não tava dormindo em posição? Ah, tu não colocou ainda ali proserados?
Tá ali, doutora. Ah, e o senhor nesse dia tava dormindo normalmente com a sua cabeça encostada no travesseiro.
Encostada no quê?
No travesseiro.
Sim, eu tava mais mais tava mais próximo do da do canto da parede. Não sei por, né? Mas eu tava, quando eu me acordei, eu tava próximo da parede ali dormindo.
Certo? E essa escada, então, ela descia bem na sua cabeça.
É, na lateral da cabeça, né? Porque como eu tava mais pro canto lá.
Aí eu até me chama a atenção nessa desorganização ali das cobertas. Veja bem, o senhor tá vendo a imagem, certo?
Sim, sim. Estou vendo.
Eh, que o destapar é do é do é do canto de cá e não do de lá. O destapar, o desarrumado e o desalinho, inclusive é é da da parte que tem sangue. Eu não sei se o senhor consegue ter essa visualização.
Ah, a a inclusive da o amassado do senhora disse o meu destaparam ou o dele?
O seu.
O meu, eu começo me destapando. Não sei outras pessoal. Minha rotina eu vou do da parte de cima do corpo abaixo e ali como tá ali, ó. Só ver aqui no E eu digo a massagem do travesseiro, tudo é do lado que tem o sangue, não do lado de lá.
Posso concluir?
Ao lado da ao lado da escada ali, ó. Se ver, é que eu não consigo apontar aqui. Eu vou tentar descrever da melhor maneira possível. ao lado da escada, assim, entre a escada e e o fundo dos pés da cama ali, ó, a senhora vê, ali não tem coberta. E ali quando eu ergui a coberta, eu tava tapada, né? Destapei, empurrei pros pés e pro meio pra lateral e pros pés, que é assim como tá bem como tá aí.
Certo?
Exatamente como tá aí. Foi, eu não tenho, nunca tinha prestado você tá, mas é assim que eu eu me destapo do começo a me destapar do da parte de cima do corpo para baixo.
Certo? E então o senhor não viu nem ele descer, nem subir dessa escada e nem abrir.
Posso posso posso lhe acrescentar um detalhe?
Pode.
Se a senhora, se a senhora observar a Olha a posição do travesseiro, ele está mais próximo e qu praticamente encostado na parede do que encostado na escada. Se a senhora observar bem, eh, confio é o que eu disse, que eu tava deitado mais pro canto lá, que até porque como ele continua mais um pouquinho, ele quando eu adormeci, ele tava na TV, eu virei para aquele lado que não, a a claridade da TV não me atrapalhava em nada, eu dormi. Então, é exatamente como eu disse na fotografia aí é o que eu tinha na memória, né?
Bom, aí a gente vai seguindo a as situações ali daquela noite. como é que seus colegas
Pode pode podemos também desligar ali. Eh, ã, como é que os seus colegas que eh que trabalhavam também na segurança do Ministério Público, qual que era a sua função dentro do Ministério Público? Ã, o que área que o senhor trabalhava? Como é que foi essa questão de o senhor ir pro Ministério Público? Para que, para o que que o senhor foi pro Ministério Público?
Eu fui contratado para trabalhar como assessor de segurança institucional do Ministério Público e eu desempenhava minhas funções na promotoria de justiça de defesa do patrimônio ali na na época era, não sei se continua ainda, ali na Veneza Santana ali, né?
Mas eh para fazer segurança ou para fazer investigação?
Não, nós fazemos trabalho de apoio, né, a à própria promotoria e aí inclui várias atividades. Isso aí tá previsto no próprio ser um cargo previsto no próprio Ministério Público.
Não, tudo bem. Eu tô lhe perguntando se a sua função era de segurança institucional ou auxílio e investigação.
Mas é, né? Eu fui contratar como assessor de segurança institucional, então esse era o papel que fazia, né? Então, o senhor fazia só segurança ou fazia investigação?
Eu tô lhe perguntando se o senhor fazia segurança institucional. Aí os trabalhos que nós fazam se tivesse que fazer se dentro da segurança se tinha algum procedimento de de por exemplo de escuta de alguma coisa autorizar judiciamente. Isso aí fazia a rotina do Ministério Público, né?
Então o senhor também fazia investigação, correto?
Sim. Perfeito.
Aí eu eu entro numa questão que
Mas não de locais. Só uma, só, só me permita, doutor, desculpa interromper, não quero ser mado, mas eh aproveitando o ensejo que que a senhora dá, eh, eu não eu nunca não trabalhava em locais de crime, eu não trabalhava investigando o crime, sim. Normalmente, no caso ali, às vezes era fraudes, algumas questões assim. Então a gente fazemos acompanhamento de de acompanhamento de pessoas que tinham desvio de conduta, de roubo, furto e até eventualmente crime, mas esses locais de crime quem faz sempre é a perícia técnica, é a polícia, essa área. Então quando eh, por exemplo, chega, nós prendíamos alguém, então o que que tem que fazer? Encaminhar pra polícia judiciária. É tal coisa, ela tem que ser feita uma perícia que fazer isso é o que a brigada faz, os órgãos fazem, né? Não era minha. Diferentemente tá sendo dito aí as quatro canto que eu dominava isso que eu não tenho curso de perito, não tenho. Não é não é meu papel. Meu papel nunca foi esse.
Mas o senhor mesmo acabou de nos dizer que fazia escuta telefônica.
Caiu a conexão, doutora. Só um pouquinho.
Eh, ficou só a minha imagem aqui. Não sei se tem mais alguém ouvindo aí.
Não. O senhor tá ouvindo bem?
Estamos lhe vendo bem.
Tô ouvindo bem.
Tá. Doutora, repita a última pergunta, por favor.
Mesmo tava nos dizendo que fazia escuta telefônica. Alô?
Oi.
Sim, tô, tô ouvindo, eu tô ouvindo agora e vendo só a minha imagem.
O senhor fazia escuta telefônica no Ministério Público?
Nós participavamos de operações de e também contava com a além de diligências, eventualmente escutas telefônicos também.
E extrações de dados também.
Não entendi.
E extrações.
Extração de dado eu nunca fiz porque essa extração de dado é no setor do Ministério Público lá na faltou o nome da avenida agora lá que na outra sede do MP eu trabalhava na operações, não fazia essa essa extração de idade, equipamentos aí eu nem tinha acesso isso aí que não era minha, não era credenciado, não tinha capacidade técnica nem conhecimento. Isso extração de dados aí eu quando a gente precisava, o que que a gente fazia? mandava um documento, pacotava o a o material e encaminhava para lá. Eu não fazia, nem sei como que eles fazem, como é que tecnicamente eh como é que é feito, qual equipamento naquela época, né? Não sei como é que é feito hoje em dia também, mas eu não era a minha função. Nunca foi, nunca trabalhei com isso, extração de dados de telefone, não fui. E até porque não ia ter validade legal. tem validade legal, não é minha função perito.
Mas tô lhe perguntando isso porque o senhor tem um conhecimento que se nós não fizermos a parada efetiva ali do celular, ã, a gente pode, mesmo e não estiver em nuvem, a gente pode continuar apagando dados do celular sem estar com ele.
É, hoje hoje em dia eu sei que que é possível, né, que a tecnologia de atual tem, mas na época 2016 eu não sei se eu vou lhe dizer sinceramente porque eu sei de memórias que eu não sei se tinha trabalho de nuvem, que eu acho que nem tinha nessa época de salvar nas nuvens, né?
Tô lhe perguntando isso porque o senhor diz assim: "Ah, eu não estava com telefone e teve apagamento de dados, mas o senhor não precisava estar com telefone para ter apagamento de dados, né?"
Eu nunca nunca fiz isso aí, não tinha porquê nunca trabalhei assim, nunca foi apagado, nunca. H, naquela noite, quando acontece o fato, nós temos uma informação que parte da mãe da vítima, da dona Fernanda, eh, que o senhor na sequência diz o seguinte: "Já saiu aqui online a informação do IGP de que isso aqui é suicídio? Eh,
Posso falar?
Pode, claro. Eu podia, achei que sen concluir a pergunta.
Ah, achei que a senhora ia concluir mais um racino. Eh, eu não sei se a senhora prestou atenção quando eu falei pro Dr. Amorim, eh, exatamente isso que quem a informação, vou repetir de novo, então, tá gravado aí, mas eu vou repetir de novo. A informação chegou para mim para destruir para para acabar com essa falácia, porque o a autoridade policial que estava lá, o delegado Batorelli, e ele disse isso em juízo, ele estava comandando, tudo passava por ele. Ele me trouxe a informação que a perícia local eh já tinha chegado a um entendimento inicial. Foi essa a informação, porque ele viu, todo mundo estado no nervo ali, o que tinha cim sabia. Ele me disso aí. Então ele me disse, eu não fui eu que disse que essa história aí, ó, é falác é por imagem, por telefone, que não sei o que, que não existe. Imagina de noite, de madrugada andar para onde GP? Nem eu acho que nem deve ter expediente de madrugada. Olha como as pessoas mentem, mas não se tem a detalhe de Vamos mentir mais ou menos assim, uma coisa que meio próo da realidade. Então para quem quem é o plantão que ia fazer isso isso aí? Aí eu vou eu vou dizer: "Ah, faz assim, já tá pronto que hoje é moderno." Mentira, quem me disse foi o delegado e eu não estava no local lá. Eu quando quando eu me afastei que a brigada assumiu ali, que eu me identifiquei até um dos motivos que me criticar, ah, ele deu um carteira, não, mas eu obrigação minha identificar e se eu fosse um civil ia fazer a mesma coisa. me identificar, eu moro aqui, aconteceu isso aqui, a arma tá comigo e tal. Então foi esse o motivo que eu ten apresentado. E aí eu já disse, coloquei o pessoal de ó, fiquem à vontade, precisa qualquer coisa, eu tô aguardando vocês que eu sei o procedimento, esses isola o local e pronto. E aí chegou pero, chegou todo mundo tinha que trabalhar e fizeram trabalho. E foi feito assim no dia do crime e de os procedimentos posteriores. Nunca fui perguntar inquérito assim, ah, para incomodar, fazer tal coisa, tem que fazer isso, fazer. Diferentemente do que Luciano falav Machado, que ia em todos os lugares perturbar as pessoas, que tava uma pessoa não não grata. Eu nunca fiz isso aí, nunca pusei, porque eu não acho correto, não é certo, eu eu usar da minha posição do meu por eu ter sido colega de alguém e mesmo pessoas que eu não conheço e as pessoas não i me receber, porque de tanto tu é parte que está lá dentro da casa, como é que tu vai, nós vamos trab dividir a investigação contigo? Não, eu só fiquei sabendo depois e a denúncia eu só fiquei sabendo dois anos depois que o o Luciano fazia esses eh esses esses, né? E é de sala em sala, dito por ele aí, de gabinete em gabinete, inclusive na sua, que eu sei que foi bem muitas vezes recebido, e inclusive saiu de lá com ofício premiado dizendo que ele era não sei que seu gabete.
Na verdade, eh, vamos voltar aqui ao foco depois se quando a defesa perguntar se o senhor quiser falar sobre isso, OK, mas eu vou voltar aqui a meu foco.
Ah, não, não, não. No seu direito à defesa, depois vai lhe fazer perguntas e o senhor pode falar mais um pouco sobre isso. Mas eu vou lhe voltar aqui a ao foco porque a dona Cátia hoje disse uma coisa que o senhor disse para ela que ela e a Andressa, a filha que ele que ia o senhor ia fazer de tudo para que elas não prestassem depoimento para preservá-las, que elas não iam precisar ir na delegacia.
Não, não é, não é exatamente não fazer de tudo. Eu disse assim, ó, esperar o momento certo para tu ir, porque aí falando que ela tinha e para nós aí, então, o suicídio depois que surgiu essa versão fantasiosa aí, aí começaram a as evidências, doutora, eu vou lhe dizer uma coisa bem simples, ó, as evidências falam por mesmo. Então, quando a pessoa pega assim, ó, ah, eu tenho uma informação nova que um falso advogado trouxe, eu vou fazer as as evidências, ir pro lado dele e não ele vim ver o que que as evidências estão dizendo. Então, isso aí, ó, são coisas simples que é ciência, doutora. Não tem como dizer assim, ó: "Ah, foi isso, foi aquilo". E aí quando eu eh por fala que eu falei, aí eu falo e repito. Eu disse assim, ó, eu sei que ela tava num momento de dor e eu quando eu disse, eu vou falo e agendo comigo era a questão de ser agendado, né? Até então, pelo que eu sei, tanto que a minha agenda eu liguei uma semana já, marcar pro dia 14, 12, duas semanas depois. Eu disse, Cátia, eu vou ver quando é que o melhor momento, eu sei que não existe o melhor momento, mas pelo menos possível tu tiver, porque eu sei que tu vai passar, tu vai, eu falei bem assim para ela, tu vai ter que reviver todos os detalhes. Isso aí é muito doloroso. Foi doloroso para mim, hoje está doloroso. Tô mexendo uma ferida, uma dor, tá perdendo um sobrinho. Parece assim, ó. Não, mas J é culpado, é o réu, ele não tem sentimento, não perdeu o sobrinho porque ele que tirou a vida da criança. Não foi assim. Então eu sei que eu sofrendo ela ia sofrer. Foi só somente isso. Não que ela ah fazer uma barreira, blindar ela de não falar, não. Até porque ela ela é maior de idade, né? Ela independente de mim.
E essa questão que é trazida, que o senhor ficou de levar o telefone e chegou pra família e disse que a polícia não queria o telefone da vítima. Aí tem uma uma divergência realmente fato que é a palavra de um quantra o outro, né? E eu e eu vou lhe dizer, eh, tem uma rotina nossa que eu sei que não é a mais adequada aí nós, que eu digo instituição policial que eu sei que deveria estar um delegado me ouvindo, né, quando Mas foi só uma policial que me ouviu. A a autoridade policial não estava junto na na sala, até porque é uma salinha minúscula assim, onde eu fui chamar ouvido sua cabeça praticamente nós dois ali na mesinha, ela me ouvindo e outro lado. Eu vou lhe dizer assim, ó, eu vou morrer dizendo que eu ofereci, eu alcancei a sacola, como eu disse lá no início, vou repetir porque você não vai ter contradição nunca, não vou me pegar em contradição. Uma coisa que eu fiz, que eu sei, eu me lembro, eu peguei a sacola e entreguei e expliquei para ela, ó, tá aqui o telefone, tem o caderno e uma caneta. Quem me entregou esse material foi meu irmão Everton, não foi a Cátia, foi o meu irmão Everton. E eu entreguei, ela pegou a pessoa, a policial avaliou, vestiu uma luva, pegou o caderno, pegou a caneta e aí tinha o bilhete que tinha bilhete que a gente tinha falado que até hoje tá sendo contestado aí que é ciência. Então, então agora nós vamos ter contestar a ciência, vou demitir todos os peritos. Desculpa o desabafo, mas aí ela disse que não, que não precisava, que assim, por que que ela ela ligou para mim e eu achei bem parecido. Não, não é que fosse em nuvem, é que o YouTube é uma conta online, não é? Seja fosse nas nuvens naquela época salvava a foto, o vídeo nas nuvens, não sei se tinha, não me lembro se tinha, acho que não tinha, nem tinha nuvem, mas online ela acessaria. E isso aí eu sempre ouvi falar que a Polícia Civil tinha uns técnicos muito bom, não ia duvidar dela, dizer: "Ah, não, não é preciso". Eu disse até para várias pessoas que depois me perguntar: "Poxa, Jorge, mas eu no lugar dela eu teria arrecadado?" "Ah, não, você vê o descar devolve, faz devolução pra mãe." Eu teria. Ela tomou essa decisão e depois ela disse que não, mas aí vai ficar a palavra dela contra minha, eu sei que eu vou sair presente porque ela tem a fé de fiscal trabalhando.
A policial disse que não, né?
É, ela disse que não. E eu e eu e eu confronto isso aí. Eu digo que que sim, que eu levei. E mesmo assim, quando ela disse que não, eu não toquei no telefone. Eu peguei o telefone do jeito que tava, levei e devolvi pra minha irmã. E aí isso aí dia 14, né? E aí ela e não, não, acho que eu eu só não me lembro, não tenho a memória que foi no dia 14 que eu voltei, que eu voltei final do dia, não sei se ela tava trabalhando. Enfim, eu sei que foi 14, 15, 16, num desses dias, acho que 15 ou acho que 15 ela recebeu e ela ficou com esse telefone até ela fazer a entrega na polícia civil. E eu acho que ela fez bem. Ela devia ter feito porque eu já tinha essa ideia de levar em janeiro para lá. Só que estranhamente, me permita repetir, doutora, isso aqui eu não vejo ninguém falar. Os arquivos apagados não do telefone não estava comigo e ninguém me pergunta porque quando quer buscar a verdade, a justiça, não. Ah, do quem doer, ah, isso aqui ajuda o Jack. Nem eu disse agora. A policial disse que não e o que sim. Bom, o pro de caso logicamente, mas eu digo a verdade, não vou mentir. Podia muito, como outras tantas aí mente que tem os reis da mentira que diz sou formado em direito e não são. Então, só para dizer assim, esse telefone ficou com ela apagado arquivos que eu não sei até hoje, nunca vou saber o que que tinha, que como a senhora disse no eu acho que não tinha nuvem na época, o que que tinha esses arquivos que tinha interesse de apagar e depois dizer ainda que eu tava com telefone, provavelmente nos autos, a senhora abri nos autos, aí tá aí a a Cátia dizendo lá na Polícia Civil, 9 de janeiro, eu tô só trocando esse assunto porque só falando em telefone. E é importantíssimo isso aí. Não sei porque não parece que não tem relevância, porque uma um telefone apagado arquivos no dia que está na posse da pessoa e ela diz para a imprensa que estava na posse de outra pessoa, o que que ela quer, por que esse motivo ou quem foi que apagou? Eu imagino que possa até essa aí eu é dedução minha, poderia ter sido outra pessoa próxima a ela, que eu não vou dizer quem porque não tem pró palavra provar depois, mas poderia porque ou ela ou alguém próximo a ela, porque ela saiu do Rio de Janeiro, estava com telefone, foi para Porto Alegre e chegando em Porto Alegre eu perci no Rio 2 de janeiro, eu estava no Rio de Janeiro para ela, dito por ela e ela em Porto Alegre com telefone desde 16 de dezembro. Então, apagaram os arquivos e aí eu não vejo ninguém perguntar para ela, Cátia, mas e aí? Ah, mas talvez eu tenha confundido as datas. Pô, vai num lugar, num órgão público de acusar alguém que fez uma coisa e tu tá dizendo que não tem certeza.
Então, se mentiram tão só, só para mim, a última frase, prometo.
Mentiram tão com uma fã de de mentir e me atacar e nem sequer conferiram. Para aí, nós vamos dizer que eu que eu gero estar com esse telefone, mas vamos dar uma conferidinha ali, ó. Ah, a data não tá batendo. Não dá para dizer essa mentira que isso aí vai ser desmascarado. Eu vejo assim, parece ninguém falou nada. Isso aí não, ó, passar pano, deixa lá. Coisas assim que materiais, fatos. Eh, excelências do conselho, me ouço, por favor. Você só minha esperança de não, eu não quero que faça benefício, vão beneficiar o Z. Não, só a justiça, que a justiça seja feita. Há 9 anos eu sofro ataques e eu encontro respaldo em pessoas que ainda parece que não falam, que não não tem a dizer nada. Só me permito dizer uma coisa. Assim, eu denunciei a OAB, denunciei ao PDT, que era o partido do rapaz, denunciei ao Ministério Público, fiz eh uma uma comunicação com a Polícia Civil, hoje eu não sei de nada. Esse rapaz tá aí. Só a única coisa que eu sei que ele diminuiu a gradação de conhecimento dele. Eu acho que o tempo em vez de aumentar o conhecimento, ele diminuiu. E ninguém fala nada para nós estamos num processo que esse cara, essa pessoa é a mola promulora dito pelo Ministério Público que a versão nova apresentada pelo Luciano Falav Machado e eu não vejo alguém recuar minhas palavras. Tô sozinho nisso, só na defesa.
Eu vou aproveitar que tu tá que tu voltou aí na senhora. Sabia disso a senhora agora me permite per questionar sen Lu tá só um pouquinho, Jeferson. Eu vou aproveitar que o senhor tá falando no Luciano porque chegou uma pergunta aqui do Conselho de Sentença, ã, questionando, né, ã, qual o motivo que o senhor entende que o Luciano teria para incriminar o senhor?
Ah, hoje eu tenho essa resposta. Desculpa a voz, eu não tô identificando. É, é a doutora. É, sou a juíza que tá falando. Isso é uma pergunta que veio do Conselho de Centeno. Perfeito. Muito bem. Eh, o Dr. Marcos Vinícius, que é o assistente da acusação, me perguntou eh na numa das audiências ali, né, na audiência, qual o motivo é a mesma pergunta. E eu assim, eu disse, olha, eu imagino que seja isso. Hoje eu tenho bem claro para mim, ele usou uma tragédia pessoal, familiar, jogou irmão contra irmã e irmã contra irmão, a família, ele conseguiu separar uma família, usou isso aí. E nós temos nos autos, voltando a a repetir, excelência, nós temos nos autos ele fazendo campanha com bandeira, com número lá e de e usando a imagem do Andrei, fazendo toda aquela e replicando as redes sociais, ganhando visibilidade. Senhor, senhores e senhoras, excelências, todos sabemos que esse caso ganhou uma publicidade enorme, gigantesca. E aí essa pessoa viu essa oportunidade, a oportunidade tá aqui, começou a colar, colar coisa mentira e falar essas coisas. Algumas eu tenho como assim, ó, nos autos. Eu vou nos autos e tá ali. Ele vai dizer, vai chorar, vai se atirar. tá ali. Não sou eu que digo. Quem foi no MP dizer que era advogado, foi ele. Tá ti, ele disse para mim, só que eu não escrevi, não tirei foto, não gravei lá no MP. Ele disse tá num ofício que ele apresentou como advogado. E essa procuração que a Cátia falou para ele, passou ele se apresentando como induzindo ao erro, né? Que tá o Dr. Marco Vinícius, autenticamente advogado. OAB Luciano falava no Machado, OAB tal, essa OAB não existe, repetindo de novo, não existe. E aí ele usou tudo isso aí como plataforma política. E eu provo isso aí, eu posso provar. Nós temos os prints, temos os alos aí a a o cadastro dele no são consultas públicas. Nós não quebramos, fizemos nada de hacker, nada. É simples. É uma consulta simples. Se a hora que os conselheiros, é que me parece que eles não teria acesso à internet, mas eh quem tiver acesso, que tá ouvindo e essa esse meu depoimento, consulta lá. Luciano falchar no site da OABS. Consulta, tá?
Isso depois nos debates poderá ser esclarecido, seu Jeon. estenda porque eu eu tô muito indignado porque eu eu a minha voz não encontra eco além da minha defesa e a minha família aqui. Então assim, ó, e ele usou como plataforma política e ele mente mente escancaradamente. Olha ele, ele ele mente tanto doutor que ele mentiu pro Dr. Thomas que só ele viu que a criança tava com braço quebrado. No na perícia não tem. E quando ele falou isso, eu olhei pra doutora Calegari, ela ficou espantada. Pou não combinou comigo, não falou nada disso, não trouxe essa versão. De repente ela podia explorar, fazer pergunta. Eu tenho certeza que ela foi pega de surpresa naquele dia também que a pessoa é tão mentiroso quanto mais e com má fé agiu de má fé fazer essa campanha política. Só que a verdade é uma só, né? Não, não favoreceu ele, ele não foi eleito assim por felicidade dos, eu não sou uma morador de Porto Alegre, mas eu desejo o melhor para os moradores, uma pessoa desse calibre, desse eh que late não foi eleita. Então é motivo político, sim. provada provado que foi com com os documentos que nós já pensamos aos autos. Desculpa a extensão, mas que doutora, eu tô assim, ó.
Não, eu entendo sua indign eu entendo, G. Eu só eu só tô tentando objetivar porque os jurados, pro, na verdade, os jurados precisam entender, né? Como eles ainda não tiveram a exposição do Ministério Público, nem da defesa, as coisas às vezes ficam um pouco eh confusas, tá? Dra. Lúcia, senhora encerrou.
Não.
Ã, eu preciso compreender, Jeverson, essa questão do seu relacionamento com a dona Aura, sua situação com a dona Fabiana. Ã, qual que era? Porque a dona Fabiana mesmo disse que o senhor teve um relacionamento com a mãe, mas eu preciso compreender melhor toda essa situação do senhor com a dona Aura e a dona.
Fabiana.
Vou dizer de antemão assim para todos que quiserem verificar, eh, não foi cometido nenhum crime para começar isso aí. Que eu, eu cumpri todas as leis previstas no Brasil. Eh, eu era solteiro e conhecia a dona Áurea e nos aproximando, tornando pessoas próximas.
Só que essa aproximação eu foi logo antecip anterior a um concurso que eu fiz, na época era soldado, fiz o concurso para sargento e fui fazer o curso. Todos os meus cursos foram feito em escola, fui fazer o curso de sargento na época, fui fazer em Santa Maria. Então me afastei da família ali. Nós tivemos esse contato, me afastei.
Quando eu voltei já graduado, sargento, ela trabalhava efetivamente num clube ali, no mesmo clube ali. Nos, eh, voltamos a nos ver, mas ela tinha o namorado dela. Isso aí os familiares sabem bem, ela tinha das pessoas e eu, isso aí a coisa pessoal dela, não dizia respeito nada e eu tinha meus namorados.
Aí a Fabiana já com a mãe dela, a gente tinha convívio próspero e a mãe dela dizia assim: "Tu não vai namorar antes dos 15 anos", aquelas coisas de pessoas antigas. Antes dos 15 anos, tudo isso aí, ela tinha os namoradinhos dela lá e tal, eu tinha meus namorados e normal.
Aí posteriormente tinha uma pessoa que morava no na mesma, no mesmo endereço da da Fabiana, só que numa casa com outro piso. Ela morava em cima e a Fabiana morava embaixo com dela. Eu tava namorando essa menina e aí eu ia, eu tinha uma moto na época, eu ia lá buscá-la e trazia a mia e levava a menina de volta de moto, tal.
E a Fabiana um dia me disse estava triste, digo, o que que a gente davam bem assim, mas até então ela normal. Ela disse, ela já com 16 anos e meio mais ou menos. Ela já disse: "Não, eu vou dizer a real, é que eu tô gostando de ti. E eu acho que eu tô gostando de ti, porque tá me incomodando a situação de ver tu com essa pessoa que era uma boa pessoa também. Ela gostava, mas não me faz bem."
Ah, bobagem tu isso aí. Quantas vezes namorado tá, mas não sei, alguma coisa tocou. Aí eu saí com aquilo na cabeça também. Isso é uma coisa pessoal, mas como a Cátia esmerilhou ali, ó, esmilhou no sentido assim, ó, bateu para todo mundo ver, uma coisa pessoal da minha vida, mas assim, eu a partir dali eu fiquei refletindo para tomar pugo na minha atrás da minha orelha também, não, mas será?
Resumindo, para não ser extenso, porque eu não foi crime, eu me aproximei dela, nós namoramos, eh, noivamos e casamos e com a autorização, inclusive, da mãe dela, porque ela era menor na época, 17 anos, mas era a lei permitia e foi permite, né? E a mãe dela assinou o pai dela, inclusive o pai dela, uma pessoa meu amigo, não não morava junto, mas a gente sempre tem uma conversa muito boa e até a data da tragédia a gente continua. Tanto que ele veio aqui no Rio me visitar, visitar a filha obviamente, mas também a mim porque nós estamos uma família aqui. Então nós tivemos uma relação muito de respeito a nosso pai dele dela, em termos de relacionamento nos davam muito bem.
Então eu casei e diferentemente, já que a sen voltando, como o assunto é Fabiana e ela tá aí na inclusive ela tá aí assistindo, ela é minha filha mais Joyce que a minha filha. As minhas quatro filhas moram, três moram comigo, só essa mais velha que tem duas netas filhas, que são as minhas netinhas, uma de 11 anos e uma de 1 ano e meio. Eh, estão sempre vivo aqui em casa. Nossa, o núcleo familiar é esse. É diferente dessas fantasias que criaram.
Aí eu casei em, vou repetir, né? 6 de maio de 2000, eh, perdão, 6 de maio de 1995. Casei, fomos numa lua de mel, tranquilo, morva. Aí nessa nessa época que eu casei, a minha sogra, eh, ela às vezes ficava na casa de parente, ela não tinha uma casa. Aí eu disse: "Olha, Fab, casão pode morar com a gente, continuar morando, não vai mudar, não vai morar com a gente, tal". E aí que tá a história, ela morava, meus até os últimos dias dela.
Só que eh a minha filha, a Joyce, nasceu. Eu casei em maio de 95, a minha filha nasceu diferente do que a mentirosa Fernanda falou aí e tá, eu chamo mentirosa porque isso eu provo, tá indo no ela me processou, eu provo. Aí tá aí nos ela diz que ela engravidou com antes de casar diferente. Não entendi porque ano de casamento é 15 é maio de 95. A minha filha nasceu 17 de agosto, a primeira filha, né? O meu.
Um ano, só para concluir, então aí a minha filha nasceu em maio em em agosto, e a minha sogra morreu e eh sinceramente é uma uma data triste de recordar. É, eu acho que dois dias depois do poucos dias, não dois não digo mas uns dias depois da da ela faleceu, porque ela tinha câncer de mama, foi uma luta que a gente passou. Eu levava ela, eu tinha uma Brasília na época, eu levava para hospital lá daquele da rede, né, da Santa Casa ali, Rita, Santa Rita, não sei alguma coisa ali. Eu levava para fazer a, como é que se diz? A os exames, tem que fazer aquelas quimioterapia, radioterapia, essas coisas, porque ela morava e era uma pessoa agradíssima, educada também. Educou minha minha esposa, orgulho, é uma pessoa educada a mesma coisa, não diz palavrão, um trabalhador, ela tá fazendo faculdade, faz cuida.
Então essa é a história, tá?
Pergunta: "O senhor teve um relacionamento afetivo com a dona Áurea?"
"Sim ou não?"
"Não, não foi relacionamento afetivo. Nós tivemos um conhecimento próximo ali e eu viajei, mudei. Não, não, não foi."
"Mas esse esse conhecimento próximo envolve um relacionamento homem e mulher, digamos assim?"
"Não entendi."
"Esse relacionamento próximo que o senhor fala envolve relações homem e mulher, relação sexual, dizendo bem objetiva?"
"Excelência, eu vou me permitir guardar a memória da da pessoa que faleceu."
"Não, senhor, o senhor não precisa responder."
"Mãe da minha esposa que tá aí assistindo. Eu vou tocar um assunto desrespeitoso que para mim senhora me assó, esse é o teu crime, senhora."
"Não, não, eu só o senhor tem todo o direito de não responder. Não tem problema nenhum."
"Doutora Lúcia, mais alguma pergunta?"
"Questionamento."
"Uhum. Meu Deus, ele tinha relacionamento com a mãe da esposa dele. Ele criou ela como teatro."
"Dana Lúica que tá falando ainda ou"
"Isso é a promotora que vai perguntar agora."
"Olha,"
"Quando o senhor foi interrogado e tá no evento 204, termo de audiência 1, página 59, o senhor disse o foi-lhe perguntado se o senhor se sentia culpado e o senhor disse: Não me sinto. Ainda diz mais."
"Não entendi. Pode repetir, o favor?"
"Foi lhe perguntado se o senhor se sentia culpado pelo que aconteceu. O senhor disse que não me sinto. Ele ele burlou e teve alcance. O senhor mantém esta fala, não se sente culpado e quem e continua atribuindo a responsabilidade ao Andrei no sentido de que ele burlou e teve alcance."
"Eu não sinto, não me sinto culpado porque eu não, não fui, não, eu não, não fui o autor dele, não executei esse fato. Não tem não, não me sinto culpado. Eu sou inocente e e independente de do resultado da do conselho, que eu tenho certeza que será só um, mas eh eu sou inocente e sou acusado de forma maquiavélica, tem várias vezes, várias versões e diz que ah me disse isso, disse aquilo. Eu tô dizendo, eu sou inocente, não, não sou culpado, não me, se eu sou inocente, eu não tenho, não posso ter culpa de ser. Para mim é uma pegadinha, só tá tendo dizer porque para mim só tô dizendo que sou inocente, vou ter culpa que não me sinto. Você tem uma tristeza grande no coração. Eu perdi um filho. É, o sentimento é semelhante. Não é igual isso. Eu não vou também ser eh soberbo e arrogante dizer que não. O sofrimento da minha irmã é é enorme. Eu não queria passar por aquela outra pessoa. Eu tenho quatro filhos, tenho duas netas maravilhosas. Só que a aquilo que eu podia fazer, que era est próximo dela e tentar trazer uma faga pro coração dela me foi tirada. E hoje eu vejo uma pessoa responsável e eu tenho e eu eu provo que foi ele e ele encontrou guarida com todo esse esforço que ele fez. Eu, mas a justiça, a verdade um dia vem. E aí ele, eu eu não, eu, eu vou dizer, doutor, que eu repeti, já que o senhor apertou sobre as minhas falas, eu falo que eu continuo acreditando no Ministério Público. Se a senhora ré, se tivesse trabalhar no Ministério Público de novo com tudo que aconteceu, tô sendo acusado, tô sendo réu, faria tudo de novo, daria o meu melhor, porque eu acredito no Ministério Público, acredito no poder judiciário, acredito nas defesas, cada as pessoas estão trabalhando nos peritos. Eu acredito nos peritos. Até então não tem uma notícia que um perito foi eh falsificou dado, eh foi enganado por alguém. Oo contrário, se os peritos são são são os melhores do Brasil. Por que que eu duvidaria desde justo que agora? Porque eu tô no envolvimento de casa. Não, eu eu acredito nesse. Eu acredito na na minha inocência e eu acredito na minha absorção. Eu tenho certeza que eu vou ser absolvido porque quando o conselho de as a as conselheiros de as excelências do conselho de sentença começaram a ver isso aí que eu tava apontando, porque até agora é uma enchurrada, é um canhão Globo, RBS TV, canais e e no seu devido tempo eu vou buscar meus reparos, minha justiça. Não é ameaça, é um fato. Isso é um fato. Eu tenho sprints gravados vídeos, eh, órgãos de imprensa dizendo: "Tio fez isso e aquilo e aquilo e mostrando meu nome, a minha imagem, o meu, minha filha vê isso aí, minha minhas filhas, minha esposa vê isso aí, meus amigos, minha reputação não existe, mas a não ser aquelas pessoas que sabem, não, tu não pode ter feito, não tem que o próprio Jobinho diz: "Olha, ele não fecha tudo que a gente viveu não fecha." O Jobinho disse: "Foi foi uma testemunha de acusação". disse não, não tem esse cara que vocês estão dizendo aí não existe."
"Dout. Lúcia, a senhora tem mais alguma pergunta?"
"Eu eu tinha me esquecido e agora olhando aqui, tem uma questão que para mim foi bastante importante, porque o seu colega da reserva, ã, o policial Leendro Gomes Frota, ele esteve na cena do crime e ele faz uma colocação que ele lhe questiona, que e diz que era a sua hora de falar o que que tinha acontecido, que não que que ele via a cena do crime, que ele para ele aquilo podia ser suicídio. E o senhor tinha algum problema de relacionamento com o seu colega? O Luciano Falav influência no seu colega? E aí eu lhe digo, esse colega teria algum motivo para querer ele prejudicar?"
"Eh, da mesma forma que ele já respondeu em juízo, e eu respeito a eh discordo frontalmente da da análise dele, ele não é perito, ele é policial, ele pode ter uma avaliação, os peritos seram diferente. Ele me abordou e aí ele, isso é fato, não, ele não mentiu. Deixar bem claro que que eu mesmo eu discordando do que ele disse, eu respeito a posição dele e eu não tenho relação porque a gente nunca foi de relacionamento pessoal, era trabalho, mas ele sempre foi um grande colega, nós fizemos curso de sargento junto. Então e eu o o nós chamáv eu chamaria de frota, que é o nome de guerra que a gente chamava. Ele chegou e perguntou para mim, Jeff, na análise que ele fez, ele não me disse análise, ele veio com aquela análise pronto, ele disse Jeferson, o que que tu acha? Foi homicídio, foi suicídio? Foi o que que tu acha que aconteceu? disse, agora é a hora de dizer, porque se se for a gente tomou uma providência, se for outra, mas no sentido de que tem que tomar providência que cabe, que a lei exige e ele é assim, eu eu admiro, eu faria o mesmo, eu faria o mesmo. A posição dele, ele chegou bem claro, Franco me olhando só, chefe, eu digo, digo, não, não aconteceu. E eu e o que eu discordo, que aí eu é uma posição dele, eu não tenho que e fazer uma análise. Ah, tá errado, porque os não sei quantos period trabalharam lá com todo o conhecimento, consciência. E ele diz que uma expertise dele, ele sozinho, ele sozinho disse: "Ah, eu vi assim para mim assado". Os peros seram frontalmente oposto. E aí o conselho de sentença pode ver os laudos estão todos aí os peritos técnicos profissionais que trabalharam disseram oposto aquele di assim a vida. Alguém olha assim no meu ângulo, nas percepções que ele tem, no conhecimento que ele tem, ele viu isso. E eu vou dizer mais não tenho raiva, não tenho raiva, não tem nada. Pode até assim vendo me trazer mais trabalho paraa minha defesa. Sim, mas faz parte. Eu eu teria feito mesmo para ele. Se fosse invertido os papéis, eu ia dizer a mesma coisa. Olhar no pela sinceridade, pelo bom profissional que ele é, ele fez correto. O que para mim ele errou foi avaliação, mas isso aí não só eu. Eu para mim e para todos os peritos que já analisaram o caso, todos os peritos oficiais do estado, não aqueles peritos contratados que entregam o que a pessoa paga para receber. Tô dizendo os oficiais, peritos oficiais dos estados, normalmente eles trabalham de forma isenta, que eu acho que é é o feijão com arroz deles, né?"
"Doutora Lúcia"
"Encerrou pela assistência."
"Boa noite, Jeverson. O senhor me escuta?"
"Tô, tô ouvindo. Eu só não identifiquei a voz."
"Senhor, agora o senhor vai responder para, pro advogado da assistência da acusação, que é o advogado contratado pela mãe da vítima."
"O senhor me"
"Marcos Vinícius, né?"
"Isso. Marcos Viníciuscius."
"O senhor me"
"Boa noite."
"O senhor fez algumas citações, citações ao meu respeito e eu pergunto se o senhor não tem nenhum tipo de constrangimento para responder eventuais perguntas que eu faço ao senhor?"
"Não, não tenho, doutor. Pode seguir. Eu sei que o seu trabalho é profissional. Eu só elogio o seu trabalho. Não, não, não tenho. Embora estamos em lados opostos hoje, eu sei que a vida é assim. Só senhor mesmo hoje só tá em lado oposto e a acusação hoje o senhor já trabalhou contra a pessoa se contra no sentido trabalho, né? Eu respeito maior admiração pelo trabalho. Posso, como do Fraga, do Frot, eu eu falei agora h pouco, discordo algumas alguns pontos de vista dele, mas isso é é da vida. Não tem, não vejo mais intenção sua. Eu não lhe conhecia, não lhe conheço pessoalmente, mas ao que eu sei, que eu que o pouco que eu sei do senhor é um profissional de trabalho eh do mais alto gabarito. Então não tem"
"Muito obrigado"
"nenhum receio. Só lamento assim nos vermos eh envolvido numa situação que aí eu nunca lhe perguntei, n para mim não. E só vi que o senhor tá inserido junto com uma pessoa que é essa sim. Essa aí eu tenho os meus resguardos. eh tudo que já foi falado, mas contra o senhor não tem um a para dizer contra muito pelo contrário. Sei que o senhor tá fazendo a defesa, uma situação que sen contratado e respeito e aplaudo e eu acho que merece todo o apoio, né?"
"Perfeito. Obrigado. A pergunta que eu vou lhe fazer agora não tem nem nenhum um propósito dele constrangeiro por aqui e eu preciso entender, tentar fazer uma conexão com parte da sua fala aqui no seu interrogatório. O senhor disse que o Luciano eh manipulou os irmãos, colocou eles contra o senhor. Dito isto, eu lhe pergunto: quando o senhor Marzo esteve aqui mais cedo, assim como esteve durante a instrução do processo, e disse que foi acordado com um senhor masturbando ele, isto também é uma manipulação do Luciano ou isto é algo verdadeiro?"
"É, senhor, me permita, eu vou ter que evoluir. Senhor, me fala, senhor me pergunta uma coisa sobre outra fato. Eu tenho que negar o fato porque senão eu assumo o que eu fiz. Não fiz. Primeira coisa, negar veemente"
"não foi feito."
"E o segundo, eh,"
"é uma"
"minha defesa? Posso terminar só, só rapidinho para"
"minha defesa? Eh, eh, eu, desculpa, eu não conheço os termos técnicos, mas amanhã vai ter os eh debates, né, que a minha defesa vai falar, o MP vai falar e réplica tréplica e tal. Eh, amanhã nós vamos avançar nesse caso, mas já vou adiantar porque não é segredo, não é surpreso porque está nos autos. Nós temos ali nos autos, não fui eu que fui buscar, vieram. Tá ali, ó. tá escrito ali e em determinada fôleica amanhã será esclarecido. Até vou dar um spoiler aqui. Não combinei nada com meus advogados porque essa eh depois eu quero e pedir uma palavra especial a doutora a presidente da Dra. Ana eh Ana Alice e o que eu quero falar sobre a questão do online que eu me vi assim com algumas dificuldades, né? E eu sei que eu vou explicar por que eu optei, mas agora só para esclarecer, vamos misturar as coisas, certo? Só depois eu vou pedir só para aproveitar que tocando no assunto sobre o Márcio. Eh, nos autos tá lá eh anotados de punho, que eu não sei de quem é aquela caligrafia, não fui eu, não é minha, não é do meu advogado. Tá escrito assim na cópia que nós temos caso do Luciano. Veja bem, não é um caso, Andrei, como hoje como foi chamado na imprensa, que eh é o mesmo nome adotado no procedimento aí no onde eu tô sendo ré hoje, mas é caso do Luciano. Bem atenção a suas excelências aí do conselho de do conselho de de sentença. Eh, caso do Luciano, ao lado bem próximo dessa escrita de punho, a caneta é uma cópia que nós temos, mas tá legível, tá escrito assim um eh alguma coisa assim se talvez a uma palavrinha não na mesma. O Marzo foi ótimo, ele quer falar. Senhor pergunta, o Marzo e o Luciano não tem relação, eles nunca se falaram? Eu des simplesmente nesses nesses nesse documento que está ali na eh a punh escrito por alguém, eu me levo a crer que sim, que eles têm uma proximidade. Só que são coisas do é o disco que me diz que eu não fui lá pesquisar se eles falaram, não entrevistei nenhum dos dois, não acompanhei, não monitorei, não sei, mas tem essa informação. Isso é é fato, tá ali. Então, caso do Luciano, lateralmente assim, próximo, centímetros próximos, tá escrito o mazo e o maso foi ótimo, ele quer falar."
"Não, não, não, não."
"Márcio foi vítima. Não é Márcio foi ótimo."
"É vítima."
"Não, o Márcio,"
"Qual é a página dos autos, doutor? Por favor,"
"Amanhã, amanhã, amanhã acho que o meu advogado vai, a minha defesa vai, vai avançar isso aí. Evento três, processo judicialo, página 21,"
"Evento três, processo 5, página 21. Vamos ver. Coloca, pode mostrar aí pro pro réu, por favor."
"É uma cópia de uma ocorrência, excelência."
"Sim,"
"sim. Eu vou pegar aqui."
"E na verdade eu eu me equivoquei, eu tava falando de memória."
"O nome tá em cima caso do Luciano. Evento três, processo judicial. Subir um pouquinho a página aí."
"Já vai. Só um pouquinho. Folha 21. Tá. Aumenta um. Bota mais para baixo onde tá o que contrário aí. Olha. Não é o caso do do Andrei, não é o caso da Ktia, não é o caso do Jeverson. Que que isso o Luciano que eh que a minha irmã disse que tá entre ida e vindas, não sei o que tal, eh fez campanha tudo, usou. Tá aí a prova. Ele ele usou esse processo aí, o caso do Luciano, ele levou isso isso aí e a procurando fazer uma alavanca de de de para a plataforma política dele. Eu tô cansado, exausta mentalmente, mas para a plataforma política ele usou esse processo e tá aí a prova. Caso do Luciano, ele se se apresentava como salvador da pátria da minha irmã. Ele fez campanha nos momentos mais difíceis, entre aspas, ele que era o Salvador. Eu vi isso, vi coisas que ninguém viu, eu vi coisas, eu sei de coisas que ninguém sabe. Então, eh, quando isso, respondendo que foi a pergunta original do Dr. Marcos Vinícius, ele me disse que tinha um escritório e e aí para minha surpresa, ele não é advogado e eu não sei se ele trabalha no seu escritório, mas eu nunca fui no tal do escritório dele. Tá aí essa pessoa aí que eh apresentou-se aí como advogado, inseriu, manobrou, manipulou provas, usando as suas palavra, manipulou sim, porque tá aí as provas, mas ele mentiu uma excelências, uma pessoa que tem a capacidade, a cara de pau de mentir para autoridades constituídas do nosso poder jurídico e legal."
"Que mais ele mentiu? O que mais ele fez? Qual outras coisas que ele fez para convencer pessoas? Ele aqui nós temos provas que ele fez isso, mas o que mais? Ele me me leva a a abrir um leque de de possibilidades. Não tem como provar, não falo, me silencio, me dá o direito de ficar quieto, mas que me dá o direito de pensar, dá. A pessoa fez isso aí, um cara vai num gabinete de uma de de uma autoridade, se diz eh advogado, vai numa autoridade policial pedir informações, cobrar. Eu cobrei, ele disse, no depoimento dele, ele parecia um desembargador falando: "Não, porque eu fiz isso, fiz aquilo". E aí deu deu uma aula de perícia, ele pegou uma garrafa e fez um teatro ali. Eu eu quando eu vi aquela aquele sujeito falando com ele, eu disse: "Se não sou eu que tô aqui desse lado, eu ia acreditar naquele cara". Uma empafa um poder assim que"
"Então é isso aí, Dr. Marcos Vinícius, não sei se respondi a sua pergunta. Pelo que eu entendi, o o senhor não conhece se eu tiver errado e não tenho que lhe responder, obviamente. Estou aqui para lhe fazer perguntas. Mas pelo que eu entendi, então o Marzo também é uma manipulação do Luciano. Isso, né?"
"Ele que não só se o senhor olhar aí no documento, tá ali o nome dele, do Luciano e o Marse o Luciano fez outras coisas também, além de todas essas essas manipulações. Eu lhe pergunto, o senhor tem conhecimento se ele também abusou de menor de idade? Se ele molestou menor de idade, se ele matou menor de idade?"
"Doutor, isso não vem. Doutor, isso não tá em questão aqui. Doutor,"
"ele disse que, excelência, se"
"não, isso não tem nada a ver com manipulação que ele tá falando. É o dominal, júri. E até porque esse Luciano ele não tá aqui para se defender, ele não está sendo acusado de nada. Só me permite a pertinência. Ele fez uma colocação, deixou no ar que Luciano teria outras condutas graves. Isso aí não doutor. Senhora, só me d palavra só para concluir."
"O senhor caou minha palavra,"
"doutor. O senhor se dirige às juiz da presidente? Doutor dirigid. Eu tô conduzindo aqui, doutor, por favor. Doutor, essa questão do Luciano, eu acredito que vocês vão explorar nos debates, até porque os jurados devem estar meio perdidos em relação a esse tal Luciano, porque ele não prestou depoimento aqui"
"hoje não,"
"tá? hoje não. Sim, vocês vão mostrar os depoimentos dele. Então assim, eu vou fazer um corte só para dar um uma pequena explicação pros jurados de quem é o quem é que o Lucian que o réu está falando. O Luciano que o Ro está falando era a época dos fatos, namorado da dona Cátia, mãe da vítima. E aí ele, pelo que consta do que o réu está falando, ele teria tomado algumas atitudes voltadas à investigação desse fato. E aí o resto está nos autos. O que teve, o que não teve. Acredito que o Ministério Público vai apresentar para vocês. Acredito que a defesa também vai apresentar para vocês, tá? Mas assim, se o Luciano praticou crime sexual contra quem que isso não tem nenhuma relevância pro processo. Doutor, eu vou indeferir essa sua pergunta."
"Doutora, permite uma questão de ordem."
"Doutor, só só uma questão de ordem aqui, uma questão de ordem muito breve, doutora, sua intervenção é é muito pertinente. O Ministério Público, no que se refere ao Luciano, no que se refere às afirmações do réu, quanto a perícia, quanto a peritos, tudo são questões que nós vamos enfrentar no debate, porquanto não nos cabe debater com o réu. Senão eu poderia fazer várias perguntas aqui que deixei de fazer. muita coisa que o réu disse que nós não concordamos e vamos demonstrar que ele está errado. Só em questão de ordem. Eu digo isso porque nós não vamos debater com o réu sem interferir, evidentemente, no que pensa e no que vai expor o meu querido procurador da assistência. E de e aproveitando o ensejo, doutor, apesar de que estamos todos cansados, eu vejo com muita felicidade o Ministério Público é é facilitador do julgamento, que os jurados perguntem e mesmo todos cansados, eu sugeriria que perguntassem até mais, que ninguém vá dormir com dúvidas, tá? No final eu vou passar as perguntas dos jurados, algumas eu já fiz. Conforme eu vejo que a pergunta tem pertinência com o que o réus está falando, eu vou perguntando. Mas então vamos adiante. Doutor, próxima pergunta."
"Excelência. Eh, Jeverson, eh, aconteceu uma reunião que a Cátia alegou entre você, ela e os filhos para dizer que tu tinhas arma do perigo da arma. eh orientar dicas de segurança. Essa reunião aconteceu ou isso é uma mentira da Cátia?"
"Sim, aconteceu. Eu declarei, a própria Cátia também declarou. Aconteceu,"
"certo? Nessa reunião que foi feita, o senhor indicou o local que a arma ficaria guardada ou o por questão de segurança, o senhor não disse para as crianças onde a arma ficaria guardada?"
"Eh, eu não indiquei, mas eh é meio óbvio, né? Eh, não sei se ele ouviu quando a Cátia me ofereceu para guardar no guarda-roupa ali, eu disse: "Não, ali não, porque ali as crianças mexem". Então, a casa o quarto, o apartamento era pequeno, né? Não era muito grande, então não tinha opções, né? A arma tava comigo e eu não usava o guarda-roupa para não botar minhas roupas ali, eu botava na minha mochila ali. Então, e eu não falei para ele, não falei pra Cátia mesmo. Não sabia também, mas uma pessoa de mediana inteligência, ó, padrinho diz que tem arma e mas eu falei no sentido que era uma obrigação minha de alertar, porque de repente ele vai mexer sem querer ou vai afastar, jogar a mochila para um lado e pode tá inclusive depois oportunamente a gente vai discutir, não é o caso, mas só uma das questões que eu avisei que essa arma era perigosa, ela foi até tirada, o próprio delegado autor disse que ela foi retirada de circulação, foi trocada porque ela efetuava disparos sozinho também, causava muitos acidentes. Então a minha preocupação era exatamente essa, não mexer na arma e não despertar curiosidade. Isso é uma técnica a gente usa que não falar nada, ele vai saber ou é o policial que não tem arma, ele vai saber. Mas para não instigar mais ainda de já matar charado. Isso aí é é um procedimento que nós policiais normalmente fazemos quando a gente vai para um lugar assim que que não é a nossa casa, né? Então, ó, não mexe aqui não. Foi feita a reunião e foi exatamente como servi disso. Perfeito. Tu sabes dizer qual foi o destino das outras peças de roupas do Andrei? Se foram,"
"Não sei. A as que não foram do repetindo, além das cuecas, doaram outras roupas para mim e as outras que elá, minha irmã deu destino, não sei, sinceramente, não sei o que que ela fez."
"E qual foi o destino que o senhor deu?"
"Eu doei para uma uma familiar nossa que tinha na época ela tinha as crianças mais ou menos do tamanho deles e só vtir se for para a Dra. Ana pedir o nome eu dou, mas é uma pessoa que tá enfrentando um monte de dificuldade, não vou trazer um problema para mas eu doei para essa pessoa. Uma tia que é tia da Fabiana, é uma da família. Como não tinha sentido fazer o que com as roupas diferente assim que eu como eu não conhecia algum órgão para doar, eu dig, ela tá precisando. Eu entendi, né, que não magoar a memória dele ia ser usado uma pessoa de bem, né? Pessoas da família, não da família da sanguína nossa, né?"
"Tá bem. Eu agradeço a a sua colaboração. Tô satisfeito, silêncio. Obrigado."
"Ob. Muito obrigada,"
"doutor. Agora o senhor vai responder as perguntas dos seus advogados, tá, Jebert?"
"Doutor, pois não."
"Obrigado, excelência. Eh, Jeferson, tá me ouvindo? Você tá me ouvindo"
"agora?"
"Tô ouvindo."
"Tá OK. Eh, Gerson, eu quero começar já de início contigo eh a respeito da pergunta que a doutora eh Lúcia Calegari fez em relação ao ao Frota, porque eh Jeverson, não ficou bem esclarecido por você eh qual foi a avaliação que ele fez. Eu preciso que você explique isso pra gente. Qual foi a avaliação que ele fez que depois ele acabou eh entendendo a a situação do que havia acontecido? Explica pra gente melhor isso."
"Eh, eu eu eu vou explicar com base, eu não falei com ele sobre isso, mas eu vi o depoimento dele, eu acompanhei o depoimento dele e entendi eh eh inicialmente eu acredito que até de forma precipitada e talvez até cautelar, sabe? Eh, quando a gente chega no lugar eh onde houve uma tragédia, um incidente, a gente, tu tem que tá com um ambiente aberto, não pode ser entrar com visão de túnel, andando só para um lado. E ele fez isso, cerveza, só que ele se precipitou e fez uma avaliação. E depois ele corrige isso há tempo. Em próprio na última naiva que ele foi chamado de juízo, ele disse: "Não, realmente eu vi se os peritos disseram isso, era lógico que era esse o caminho, mas eu primeiro momento eu achei que era isso." E ele diz isso, palavras dele estão nos altos aí. Então, e mesmo se ele mantivesse, eu não, eu eu não ia ficar bravo com ele, sei lá, porque é um direito dele, mas dentro da percepção dele, da capacidade dele, da experiência, mas ele depois ele mesmo se corrige. Isso aí não sei, eu acho que eu prestei atenção muito nesse detalhe porque ele faz essa correção, não. Depois vieram os laudos e eu vi que não era isso."
"E aí eu concordo. Era, era o que os laudos dissem. Deixa eu eh trazer uma memória para você. Ele entendeu que conforme ele chega lá na cena do ocorrido, naquela tragédia, ele se depara com ele, ele acreditava que o disparo tinha acontecido na nuca e saído na frente. É isso?"
"Não. Eh, nesse detalhe ele não entrou comigo assim miúde assim em não foi afinou assim esse detalhe. E só me disse que eh depois eu vi ele falando ali assim, não, porque não fechava. Daí palavras dele ali, né? Mas para mim ele só dis assim, ele me colocou literalmente me colocou na parede. Jeferson, diz o que aconteceu, se foi isso ou aquilo. Porque agora eu depois eu entendi, depois entendei que ele tinha essa dúvida lá na cabeça dele, que é normal. Repetindo, aí ele disse isso e aí ele não me disse assim, ó, porque eu entrei, olhei o ângulo tal, o ângulo X, eu vi a situação, ele não falou nada. Não, para mim especificamente nunca tratamos desse assunto, até porque eh ele trabalhava num outro setor, embora nós fosse assim conhecidos, vamos dizer, nós não éramos amigos, era colega de trabalho e tal, um respeito múo. Ele mesmo disse que me respeitava e eu respeito também. Ele colega formidável, uma carreira brilhante também. E ele simplesmente ele não entrou em detalhes comigo e depois ele reviu a posição dele. Foi isso aí tá claro nos autos. É claro que é mais fácil explorar o que ele disse contra mim, mas ele dizendo a favor de mim ninguém me perguntou. Ah, tu sabe que ele refiu? Ninguém me perguntou, mas aproveitando a oportunidade, senhor"
"Entendi. Esclarecer aí, conselheiros excelência. Eh, Gerson, eu tenho que conversar com você de novo. Já foi aqui pedido, repedido várias vezes, mas eu tenho que pedir para você essa questão do marzo. Eh, hoje eu fui incisivo com ele aqui. Eu disse: "Escuta aqui, você recebeu dinheiro antes ou depois de você comparecer lá no Ministério Público?" E ele falou que que foi antes, que foi antes. Ele mesmo falou que não pagou esse dinheiro para você. E assim, eh, eu quero que você fale agora e o que realmente aconteceu com relação a esse dinheiro que ele pediu para você, quando que foi que ele pediu e por você na sequência não pôde cobrar ele."
"Então assim, eh, doutor, eu não eu até há um tempo atrás eu tinha essas datas assim mais em memória assim, ah, sabia mais ou menos at mês tal, ano tal. Eu me lembro que foi antes, bem antes, porque nós tínhamos assim um contato eh mais como ele disse assim eh eh por Facebook ali e tal, interagia. Às vezes eu fazia uma live aqui, ele curtia, nós tinha um contato e quando quando eu estava no Rio de Janeiro já e noem Porto Alegre, no Sul também nós nos criamos ali, nunca tive um problema. E então, em determinado momento, eh, quando ele falou aquilo ali que a esposa dele e eu sabia que ele vivia uma vida, eh, vamos dizer eh tá me faltando a palavra agora, uma uma vida reta assim com uma pessoa, tinha uma família e com filhos e tal, que ele morava na casa onde morava, moraram, os pais dele. Então eu sabia ass que conhecia a pessoa, não tinha intimidade, eu conhecia ele e ele me quando ele me deu essa notícia, ó, é a situação é muito grave, ela já recorreu a tudo que é canto e não consegue. E aí ele me disse, ó, tô precisando de ele me disse e lá no Ministério Público, ele falou isso quando ele foi ouvido a primeira vez, algumas pessoas se passaram. Aí ele negou hoje de novo na última audiência ele negou, mas lá no Ministério Público ele disse que ah, eu quero, quero ver que pode me ajudar. Essas foram as palavras dele, mais ou menos assim, a minha memória não é tão boa assim, mas ele disse: "Ah, pode me ajudar, você ou pode me ajudar, tá pedindo, né?" Que ah, não, não pedi. Ele que ofereceu para isso. E foi bem antes, eu nem tinha sido anunciado, não tinha nada a situação. Então, depois que aí ele sabendo que eu já tinha prestado dinheiro para ele, eu só perguntei e aí conseguiu resolver? Não, ela foi atendido. Ó, cara, comprei os remédios, não sei o quê. Beleza. E aí passamos um tempo assim, nós não tínhamos contato tão permanente, mas nós tínhamos assim, eu conhecia ele, ele me conhecia, sabia onde morava, ele e aí ele ficou ficou no sul, ficou no sul e depois posteriormente e aconteceu a denúncia e aí eu fiquei sabendo depois que ele teve foi um dos dos que foi a fazer uma denúncia contra mim. E só que estranhamente, aproveitando a pergunta sobre o Marzo, ele me diz que com medo, ele tinha na na hoje, mas na outra audiência, ele tinha muito medo, ele tremia. Eu não sei se orientado para alguém para usar palavrachaves para depois pedir minha prisão. Ele dizia que tinha medo, tava com medo de mim, com a família, que inclusive se mudou de estado, saiu de Porto Alegre para morar em Santa Catarina. Só que tem um detalhe, eu moro no Rio de Janeiro, Santa Catarina é mais próximo daqui do que Porto Alegre, então não tem sentido porque se afastado de uma pessoa mais próximo do estado dele. Então teria que ir por Uruguai, logicamente. Mas então ele mentiu tantas coisas que amanhã a gente vai se abordar isso aí terceiro, os senhores vão abordar e não tem sentido. Então mentiras e mentiras. Tem coisas que diz que me disse, ah, fez assim, fez assim. Na primeira audiência ele diz um jeito, depois ele se o Dr. Tops quase prendeu, ele deu, alertou ele, ó, senhor mentir, o senhor é testemunha, senhor não pode mentir. Já fala vena, ele foi informante, então d não deu muita importância devido processo legal aí."
"Entendi. Então, depois que ele foi ao Ministério Público e fez a denúncia contra você, eh, aí você não teve mais nenhum tipo de condições de conversar com ele e muito menos de cobrar essa dívida."
"Pois é. Aí eh, a gente tem uma praxe que é um conhecimento. Pessoa que tá envolvido não pode estar abordando, até porque senão se eu tivesse feito isso, que estavam me acusando, hoje eu estaria recolhendo uma célula ou morto, né? Ou então já porque a gente sabe que essas pessoas que começam esse tipo de delito que comete os delitos que eu estou sendo acusado indevidamente, eles não dura um dia na cadeia, que é o que a minha irmã dizia que queria que eu ficasse preso um dia. Foram feito vários pedidos e felizmente as autoridades avaliaram aquilo que tem que sido avaliado, que não havia elementos para tal. Mas voltando a ao marzo, eu não poderia procurá-lo. Minha minha minha, vamos dizer assim, a minha consciência é legal, assim, meu meu sentimento não pode, mesmo tendo um prejuízo financeiro que eu ajudei e faria novamente. Se for, se eu voltasse no tempo tivesse, se ele me pedisse, eu tinha condições de ajudar, eu ia ajudar, mas eu não poderia fazer essa aproximação sabendo que que incorrer em erro. Não é certo. Mesmo que eu seja inocente, não é certo. Então, quando o Dr. Thomas eh determinou algumas cautelares para eu cumprir, é o que eu já venho cumprido, que eu sei que não aproximo, mesmo com com sentimento de dor. Eu me afastei da minha família, nós perdemos laç familiares, não só eu, minhas filhas hoje nós não vimos mais os meus sobrinhos cresceres, crescerem. Então, o Anderson mesmo dando depoimento que nunca viu nada. Andress também diz que um campeonato, mas eu não posso procurá-las, infelizmente, e até não, independente de ter a medida cautelar, eu não faria isso, porque é uma situação que evoluiu para um ponto que não tem mais volta nesse sentido, até que eu seja absolvido e talvez duvidada daí vão duvidar do poder judiciário se que eu teria um poder que não sei o quê, podia ser oficial da brigada militar, eu fui com um mérito meu e nunca usei isso para benefício nesse processo."
"Entendi. Vamos falar um pouquinho então desse, vamos falar um pouquinho então do bilhete, tá? Eh, eu quero saber, Jeverson, eh, onde que você estava, onde você estava no momento que a dona Cátia encontrou aquele bilhete e se você sabe e quem que estava junto com ela no momento que ela encontra o bilhete. Eu tô falando aquele bilhete que foi periciado, tá?"
"Então assim, eu viajei do eh os primeiros dias o próprio Ministério Público me deu uma dispensa porque eu tava a gente tava com aquela tragédia muito abalado. Daí apareceu uma viagem na semana, na outra semana e eu disse: "Ah, eu"
Vou ir porque até é bom. Eu preciso sair, conversar, trabalho.
E fui viajar a serviço pelo Ministério Público do dia 5 ao dia 7. Só que no dia 6, eu me lembro exatamente porque era no meio do dia da viagem. No dia 6, eu, nós trocamos informações. Eu, preocupado com a minha irmã, como é que estava, perguntando pro Ev. Eu comia direto na época. Como estava com ele, como é que ela tá? Como é que ela estava? Aí ele me relatou que ela encontrou esse bilhete, uma calça que ele estava. Tudo que aquela ela disse ali foi o que ele me relatou. A gente estava vendo as roupas e ela achou essa roupa, falou com o Everton. E que, nas primeiras palavras dela, eu vou repetir porque o Everton disse isso sim e se, e não sei se ele vai ter oportunidade de dizer de novo, mas ele disse com essas palavras assim: "Em primeiro momento, ela entrou em negação, ela congelou, olhou, disse: 'Não, não é possível'".
Aí depois viu aquele bilhete no dia. Isso eu não sei. Acho que ela encontrou no dia 5 ou 6. Ele me deu a notícia no dia 6, foi quando comunicamos. E eu voltei dia 7. E aí, no dia 7, ele passou para mim esse bilhete. Então, esse bilhete, cuja caligrafia não tem essa história ou querer vender essa essa conversinha fiada que é fácil imitar uma letra, fazer próximo da da letra. É ciência. Es peritos diz: "Não há, não é, não existe isso". Aí é uma uma letra. Cada um é com a minha identidade, cada um tem a sua. É uma tremidinha, uma curva para cá. Ah, mas nunca fazia em letra grande. Bom, tem exemplo aí que ele fez assim. O próprio Dr. Amorinho perguntou: "Não, mas e aqui tem o bilhete X e a letra grande." Mas é, mas aí é raro. Primeiro, ela diz que nunca. Aí depois diz que o bilhete aconteceu aquele bilhete. E aí a o bilhete não, perdão, SAS tá fazendo perturbar as ideias. Eh, aquela escrita, ela assumiu que, ah, rara, daí já mudou. Primeiramente, não, nunca fazia, jamais fazia. Então é essa a história do bilhete, doutor.
Tá bom. Eh, vamos falar um pouquinho a respeito daquela da munição que estava municiando aquela arma. Eh, eu lembro, sabe, que na audiência passada, eh, foi, então, veio, veio, veio até nós o Dr. delegado Butarelli, Carlos Butarelli, e ele foi assim de uma precisão quando ele disse a respeito da munição. Eh, você lembra qual era o tipo de munição que estava calçando a arma?
Era ponta oca.
Ponta oca. Eh, existe outro tipo de munição além dessa? Tem, tem outras. Eu não sei se hoje em dia. Eu tô falando de 9 anos atrás, não sei se as nomenclaturas mudaram. Tem umas que são no jargão popular assim encamizadas, tem vários nomes, vários. Às vezes tem armas são personalizadas, munições de personalidade, conforme a empresa, né? Essa é da Taurus, é a ponta oca. Foi, foi muito bem dito por ele que ele é também anos de experiência, né? Exato.
E aí entre o Dr. Delegado Carlos Butarelli e também o nosso magistrado na época, Dr. Thomas, eh trocaram algumas ideias. Ele falou: "Olha, essa arma, essa arma que a polícia utilizava, que é essa arma que está aqui hoje, eh, é aquela arma que apresentava problemas crônicos. Você lembra disso? Eh, essa arma teve um problema crônico aqui?" O que que é?
Lembro perfeitamente. Que ele disse que, que como eu me afastei do Rio Grande do Sul depois em 2017, que foi retornei ao Rio e não, não tive mais contato assim de trabalho, equipamento, material, viaturas novas, essas coisas todas. Eh, a gente vou, vou viver a minha reserva aqui. E eu vi ele falando que ela foi tirada de circulação, foi feita a substituição daquela arma. Inclusive, Rio Grande do Sul, o governo, o órgão governamental da época, não sei nem qual partido, mas uma decisão de governo, eh, resolveu, resolveu substituir aquelas armas e foram trocadas. E essa, só que essa arma não era da brigada. Não sei se cheguei a falar, essa arma era do Ministério Público, mas eh foi comprada assim do mesmo padrão que a brigada fazia. Então o Ministério Público usou expertise da brigada e fez uma questão de armas que inclusive acho que eram as primeiras armas que o Ministério Público adquiria e passava para aquelas pros colaboradores que estavam sendo eh contratados, né?
Entendi. Essa arma então era do Ministério Público.
Do Ministério Público.
Tá, entendi. Eu lembro também que na época ele comentou que essa arma, um dos um dos problemas crônicos dela é que mesmo ela acionada ali o o a, eh, esqueci o nome agora ali, o a trava de segurança.
Trava de segurança.
Trava de segurança.
Exato. Mesmo com a trava de segurança acionada, essa arma ela disparava. Ele falou isso, tu lembra?
Sim. Leu perfeitamente. Inclusive, se fizer uma busca na internet hoje, tem vídeos disponíveis aí de acidentes de arma, pessoal que se feriu em serviço, eh, que colocou a arma no coldre e a arma acabou disparando ali. Então, isso aí é um, é, isso é realidade, né? E ele trouxe pros na época, ele falou. E só um pequeno esclarecimento, nunca convivi com o delegado Botarelli antes, não conheço ele. Ele foi deu uma posição técnica, nunca falei com ele, nem antes, nem depois, só naquele dia do fato. Depois também não falei mais com ele, não sei, não, nunca mais soube dele porque eu não é das minhas relações também.
Entendi. Então, o seguinte, essa arma do Ministério Público, certamente você tinha eh pegado aquela arma naqueles dias. E eu, a pergunta é a seguinte: essa arma que você eh pegou do Ministério Público para para tua função, essa arma que você pega lá do Ministério Público para tua função, ela ficou registrada lá? O número eh ficou na tua responsabilidade? E detalhe, eu quero saber o seguinte, a munição que você pegou, o tipo da munição e a quantidade de munição também ficava registrado ou eles davam munição assim a rodo?
Não, não. A a munição é uma cautela que eles forneciam, né? Ah, e mediante uma cautela, um documento, né, de que que se chama de acuso, aponto o recebimento, né, quem tá entregando, que é o Ministério Público. E eu tava recebendo, recebi isso, tá registrado, né? Eu tinha, eu acho que eu até talvez tenha a cópia dessa, eu não achei aqui, mas eu tinha uma época eu tinha guardado a a cópia dessa cautela, porque quando eu fui desligado do do Ministério Público, que eu pedi para saída em razão do meu estado emocional, eu fui avaliado psicologicamente pelo Ministério Público e a avaliação foi positiva. Se eu quisesse continuar trabalhando, que fiz avaliação que em psicologicamente eu teria condições, mas eu me emocionalmente e todo aquele quadro não me favoreceu. Eu, eu pedi o desligamento e ao fazer isso, tem algumas providências de é um uma logística reversa, né? Então tinha que entregar telefone funcional, tinha que entregar a arma, eu não tinha porque ela estava dentro do processo, mas tinha algum material que eu tinha ali que o outro, outro carregador, alguma outra coisa que que ficou ali. Eu entreguei a gema, não me lembro de cabeça agora o que material de de equipamento técnico ali. Eu fiz a devolução destacando que aquela arma, menos a entrega da arma e aquilo que a perícia aponta ali, aquele material estava dentro do processo ali.
Entendi. Eh, você tocou no assunto trabalho, muito trabalho. Quantos anos e você tem de trabalho e na segurança pública aqui do estado do Rio Grande do Sul? Quantos anos?
Arredondando, uns 30 anos, doutor. Eh, trabalhei, meu órgão de origem sempre foi a Brigada Militar. Eh, pelas minhas qualificações internas e a gente acaba sobressaindo e não tô jogando confete, é uma verdade. Assim como tinha eu, tem vários colegas e acho que hoje em dia continua tendo pessoas que são bem vistas na dentro da da numa corporação são apontadas, indicadas para trabalhar em outros órgãos. Inclusive eu estava na época que eu fui convidado para trabalhar no Ministério Público com outro colega que tinham ido antes e aí me perguntar se apareceu uma oportunidade que aí já eu balancei porque eu estava tão bem na Brigada Militar no no que eu estava, eu trabalhava no Estado Maior da Brigada Militar na inteligência, respeitado, já tinha trabalhado há mais de 12 anos, né? Aí eu fui, eu disse: "Não vou aventurar, vamos ver se a gente abre o leque". E aí lá comecei a fazer operações e conheci outras pessoas de outros órgãos, a própria Polícia Civil, a gente fazia outro trabalho integrado. Então, cresci muito como pessoa e trabalhei, então, no Ministério Público. Eh, por questões, eh, internas lá, a gente acabou a força tarefa, nós, meu grupo da brigada, tá foi desligado da força tarefa, né? Não, não é o caso aqui. Aí eu retornei para a brigada e ao retornar, eu retornei. Eh, daí o o minha chefia disse assim, o responsável oficial mais superior a mim que tinha me contado, disse: "Ó, tem vaga na corregedoria, não tem." Pô, eu queria voltar pra inteligência, sair de lá. Não, mas agora na corregedoria, então vamos lá, né? Vamos dar ventar. Se não der, eu peço para fui pra corregedoria, fiquei também 12, 12, 13 anos na corregedoria.
Entendi. Eh, eu fui lá na corregedoria, fui trabalhar, fui convidado para trabalhar em. Eu sei que tá todos cansados, mas é importante contar também a minha minha história. Eu que diz que eu não tô sendo jogado no passado, mas é o meu passado que tá vindo à tona. Sim.
Eu fui na corregedoria, fui convidado para trabalhar na nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e foi aí que eu conheci o Rio de Janeiro. Por mim, eu não queria vir, não queria conhecer o Rio de Janeiro, mas aí como eu vim a trabalhar, digá, vou lá, não gosto, era para ficar três meses, eu fiquei dois anos aqui no Rio de Janeiro desenvolvendo trabalhos aqui, que na verdade não foi nem na inteligência, fim. Eu fiquei na logística no primeiro momento. E aí eu cheguei num ponto de envolvimento que eu dominava onde estava carro, onde tinha os legado do Pan, não sei o quê, fiquei dois anos disso aí. Foi um pulo para outro, um escada que foi, foi aumentando os degraus. Aí fui convidado para trabalhar depois na eh Copa do Mundo 2014. Aí sim, na no núcleo de inteligência. Eu fui coordenador do núcleo de inteligência. Mesmo a minha patente não sendo das mais altas em termos de oficialato, que eu eu sou o primeiro tenente da reserva, eu trabalhava com oficiais de outros órgãos que tinham capitães, generais, coronéis eh da Marinha, Aeronáutica. Fizemos um trabalho que até hoje nós temos contatos aqui do do pessoal assim de um grupo de amizade e alguns muitos se aposentaram, não tem mais aquele trabalho vínculo de trabalho, mas como aqui do Rio por gente, pessoal que trabalha na Polícia Civil, tem pessoa que volta em minha gente e aí falando, como é que tá a família e tal. Então, em 2014, eu trabalhei na Copa, Copa do Mundo. Depois, em 2000 e 2019, eu fui convidado também para trabalhar na Copa América, que o Brasil foi encarregado. Aí eu trabalhei na Copa América aqui também e eh já na coordenação das áreas de segurança. Eu fui, eu trabalhei aqui na coordenação do Rio de Janeiro, que tinham vários estados. Trabalhei aqui. E por fim, trabalhei também daí na em 2019, ainda na Copa do Mundo Sub-17, também na coordenação e de da segurança do da Copa Sub. Trabalhava com com policiais federais, policiais, vários policiais, inclusive um oficial que já é falecido da Brigada Militar aqui e que ele era coronel, um coronel experiente foi meu chefe lá e eu trabalhava aqui junto com ele aqui. Maior, umas umas coisas, uns prazeres da vida que eu tive e e ele é uma pessoa que me ensinou muita humildade. Era um coronel e uma pessoa simples, não eh eh usava a sandália. Esse era o verdadeiro calçador da sandália da humildade. Ele quanto mais ele aprendia, mais ele nos ensinava, ele passar. Então essa é a minha experiência. Eu tive muita sorte, muita felicidade de trabalhar com pessoas boas. Esse era meu vinho com pessoas corretas, pessoas honestas que trabalhavam, tinha famílias, então não pessoas que cometem delitos, que mente aqui, mente lá. Esse meu contário é assim. Então, eventualmente, tu conhece alguma pessoa que desvia. Daí essas pessoas quando eu trabalhar na corregedoria, fazer a questão de encaminhar elas, responder exatamente aquilo que elas fizeram, não começar a colar informações, distorcer eh fatos para imputar aquela pessoa, coisa que não vendo. A não ser que te apareceu a prova, mas vai respondendo a prova. Eu chegamos por questões de prender um colega que foi meu colega de sargento, ele já era capitão. Eu não, eu não fiz a prisão porque que seria ilegal, mas eu participei com oficial superior a ele, foi lá e prendemos ele porque ele estava cometendo delitos. Então essa foi essa foi a minha vida, meu trabalho assim, horas de dedicação, às vezes acabava negligenciando a família porque eu tinha que dedicar muitas horas, não tinha horário, né? Essa história de carga horária não tem. Quem trabalha assim serviço é 10 da noite, 11 horas que tá ligando alguém conferindo dado. E eu tenho muito orgulho de ter participado e inclusive na na audiência de acho que foi, né, levei alguns colegas como testemunha que eles disseram isso aí, falaram as palavras estão lá, o conceito de certeza para verificar oficiais, oficiais superiores, oficiais com com uma carreira brilhante, melhor que a minha, até muito mais qualificada, atestaram como é que eu era, como é que era o Ger, até surgir essa versão dessa essa pessoa, hein?
Entendi. São muitos anos a a ao serviço público da segurança pública. Uma outra pergunta aqui, Jeverson, que eu preciso fazer, eu quero voltar agora com você aqui no estado do Rio Grande do Sul, tá? Eh, ainda quando você morava aqui no estado do Rio Grande do Sul, que você trabalhava aqui no Rio Grande do Sul, eh eu quero saber eh qual foi o momento que você que você recebeu eh os filhos da Cátia na sua casa? Você e a sua esposa Fabiana receberam os filhos da Cátia na sua casa e cuidaram dos filhos da Cátia por um tempo. Você pode falar alguma coisa a respeito disso para nós?
Aí em Porto Alegre, né, doutor, se refere isso?
Sim, sim. Eu não sei precisar a data. A minha esposa, acho que ela chegou a precisar a data, falou mais cedo no no depoimento que ela deu. Eh, foi, eu vou fazer um preâmbulo que é importante. A Cátia tinha, estava com bipolaridade e eu ligava para ela, que a gente estava sempre em contato. Os irmãos sempre fomos assim, não tinha preferência, um outro, todos os irmãos. E eu ligava para ela e o Anderson, ela apia do mão. Mão, cadê a mãe? Ah, a mãe tá dormindo. Cadê a mãe? Tá trabalhando. Tá. Realmente ela trabalhava em horários diversos da noite. Eu sei quem trabalha de noite, tem que dormir de dia, mas só aquilo ali foi tornando uma semana, duas semanas. Digo, não, aí eu falei para pra Fabiana, vamos lá que eu não, eu não tô convencido dessa história que ela tá dormindo, tô sendo, tô sendo dormindo, não tem. Aí cheguei lá, ela estava, cheguei lá, estava o Anderson fazendo um esquentando uma água. Tô fazendo aí, alemão, mão, né? Eu tô fazendo aí, ah, tô fazendo um miojo, padr, que eu não sei fazer outra coisa, só sei fazer isso. E aí, saí, cadê a tua mãe? Não tá dormindo. Ela que ela tem, tá doente. Não, ela, ela trabalhava e em festa e dormia. Trabalhava e em festa e dormia. Aí eu cheguei.
Se me permite, excelência, na mesma linha que vossa excelência com muito acerto, reconheço, indeferiu pergunta ou determinou reformulação de pergunta feita por este advogado, eu questiono, qual é o propósito da fala e da pergunta elaborada pela defesa do do réu, além de tentar denegrir a imagem da mãe? Qual a relação com homicídio? Qual o propósito para sua defesa?
Eu preciso lembrar que nós temos atualmente o artigo 47, o 4, 478 do CPP que determina que a gente tem que ter muito cuidado nos tratamentos com a vítima. A dona Cátia, ela não deixa de ser uma vítima, a mãe da vítima, tá? Então eu vou pedir que a gente eh tenha respeito em relação a isso e que a gente o que não tá no processo, doutor, isso aí vira tudo uma especulação de saúde mental, disso e daquilo. Então fica muito complicado até pro jurado poder avaliar isso, tá?
Então, se o senhor puder fazer uma pergunta mais objetiva em relação a isso, porque o senhor começou perguntando sobre os cuidados, com quanto tempo ele ficou com as crianças, né? E aí já desandou pra questão de de saúde mental e acho que não é adequado isso, doutor.
É sim, excelência. E Jeverson, eh, a pergunta ela foi objetiva. Eu quis saber se em algum momento você ficou com as crianças e eh qual foi o tempo que você ficou com essas crianças. Só isso.
Tá bem. Eh, me, me perdoe se eu evoluí para um lado que não precisava. Eh, foi assim, eh, sendo bem objetivo e sem ofender a moral, porque eu fiz e faria de novo. Ela precisava de ajuda, eu socorria. Ela não tô falando mal dela. Aqui era um estado perigoso. Aí nós levamos ela pro hospital, ela ficou baixada lá um tempo.
Tá, Jeverson, eu vou te interromper de novo porque isso não tem nos autos.
Ah, sim.
Tá. Então, a pergunta que o seu advogado fez foi se o senhor cuidou das crianças e por quanto tempo?
É, nós cuidamos eh próximo de três meses, no mínimo, foi o tempo que ela ficou baixada no hospital psiquiátrico espírita, né?
Tá,
Tá. OK. Eh, Jeverson, tem mais alguma coisa que você quer falar e em sua defesa?
Tem, doutor. Eh,
Pode ser suprimido sim, viu, Lúcia? L,
Infelizmente eu tô cansadíssimo também. Eu tenho dormido muito pouco. Atenção e diferente que me de me aplicar a história de que eu sou covarde, é ao contrário. Eu tô muito preocupado. Eh, eh, eu quero dizer pra Dra. Ana Ana Alice que a minha minha neta é Alice, então eu não vou esquecer o seu nome nunca.
Nossa.
E e eu sei que o seu trabalho é imparcial. A Dra. Calegar também trabalho, todo trabalho. Mas eu vou lhe dizer assim que e
Quando você desqualifica a testemunha, você desqualifica o que ela fala. Certo?
Concebeu a minha participação online e eu fiz assim as oitivas também online. E eu sei que isso me traz um prejuízo, doutora, eh, enorme, grande, porque eu não tô ali para pros pros os conselheiros da de sentença me visualizar. Até tem uma imagem estática praticamente, mas não vê o meu gesto, como minha reação quando alguém fala isso, quando fala aquilo. Eu até evito de fazer movimentos aqui porque da pouco você não interpretar. Então me trouxe um prejuízo que às vezes mostra uma imagem lá, eu sei que vários momentos foram mostrados imagens lá que eu num cantinho lá que agora no final, hoje à noite, agora no final, mas nos primeiro, na parte 1 e 2 da tarde do dos trabalhos de hoje. Ah, eu acho que me serve por mostrar pro os conselheiros lá a imagem tal, a imagem tal e eu não tenho, eu não tinha essa visão, tenho para acompanhar saber que é de mim que não eu que tô envolvido, não tinha, é um prejuízo. Eu não tô falando reclamação porque agora eu vou, vou chegar ao ponto. Por que que eu optei assim? Porque eh eu tenho essas receb essas ameaças de morte. Eu não tenho garantia que eu chegasse no no Rio Grande do Sul, eu ia, eu ia vamos dizer, eu sou absolvido, sou inocentado e aí sou morto. Que que a minha família ganha? Quem ganhou? Ninguém ganhou nada. E isso aí não é assim, ah, o gesto tá exagerando. Eu não nunca fui vítima assim vítima no sentido de sentir me sentir vítima, viver o vitimismo. Nunca foi. Mas eu tenho, eu também não sou bom. A pessoa tem que ser alerta. Eu não carrego arma mais, não tenho porte de arma. Eu vou estar exposto numa área num local que as pessoas estão estampando a minha cara todo dia no jornal ali na TV. Esse cara fez isso, fez aquilo. Eu tive que abrir mal.
São 22:15. Estamos a quase 12 horas, quase 12 horas de julgamento do caso. Mas de qualquer forma, muito boa assim a qualidade da imagem. Eu consigo ver som, algumas coisas. É só esse quesito que eu perco um pouco, que às vezes acontece algumas falas ali meio paralelas assim, eu não tô ouvindo, não tá no microfone, eu tô longe, não ouço essas imagens no canto, mas demais assim, talvez outras pessoas possam utilizar, eu acho que é uma boa ferramenta, com certeza. E eu fico feliz que a justiça possibilitou para mim essa essa ferramenta.
Tá? OK. Então, Jeverson, muito obrigado. Excelência, devolva a palavra.
Tá, Jeverson? Eu vou, eu tenho algumas perguntas aqui dos jurados pra gente encerrar hoje.
E assim, algumas perguntas são referentes a algo que tu que que tu já falou, mas que por ter sido uma resposta mais complexa, digamos assim, uma resposta mais longa, talvez o jurado não tenha eh gravado. Então, eu vou te pedir para responder agora bem objetivo, tá? Então, a primeira pergunta é: o que que você tu conversou com ã com a vítima antes do fato?
Nós conversamos a meridades como sempre e aí eu vou, vou ser bem objetivo. Nosso tratamento assim era mútuo de respeito, carinho, uma criança dócil, se me tratar sempre foi respeitoso, sempre foi. Nós conversamos sobre série, sobre algumas coisas de trabalho, eu não conversava com ele sobre trabalho, então conversamos só a meridade assim, não detalhe assunto, nenhum assunto desagradável.
Pessoal, nem pessoal dele, porque aí eu não cobrava o que a mãe dele cobrou, nunca interferi, porque eu vi, eu presenciei ela dando os castigos, mas não interferi. Então, a minha conversa foi sempre a minha idade.
Tá? Eh, outra questão aqui que eh consta no em algum depoimento que tem nos autos e que deve tá consignado nas cópias que os jurados têm na na mesa, refere que eh o senhor eh faz menção a sonambulismo. E aqui hoje em plenário também a testemunha Marzo referiu que tu teria feito menção a sonambulismo. Ã, tu tem algum histórico de sonambulismo? Já teve algum problema com isso? Sim ou não?
Eh, eu fiz essa resposta, eu respondi lá no inquérito da Polícia Civil, tá nos autos aí, não sei a paz de cabeça, mas eh tá nos autos. Quando eu fui reinquerido, eu acredito que foi na segunda vez, foi perguntado isso. Só quer a minha resposta? Eu o que eu disse lá?
Não, eu quero eu quero saber se o senhor tem algum problema de sonambulismo, se o senhor já teve algum episódio de sonambulismo.
Eu tive episódios raros quando eu era bem mais jovem.
Só no, mas depois quando eu não sei por quê, eh, foram-se acabando e mas nada grave, nunca aconteceu nada de de grave, nem comigo, nem com as pessoas de volta.
Tá? E o senhor toma alguma medicação para dormir? Ou tomava naquela época ou tomou naquele dia, naquela noite?
Não, nunca tomei. Não tomam. Não tomava e não toma ainda.
Tá. Ã, aqui tem uma pergunta referente ao bilhete, mas já ficou deter, ficou então e segundo consta aqui, não há divergência de que quem localizou o bilhete foi a dona Cátia, né? No em uma da calça. Tá.
O senhor confirmou que o senhor lavou as mãos naquela noite? Correto.
Correto.
O senhor eh tinha alguma sujeira nas mãos assim?
Não, sujeira não tinha. Eu estava com as mãos limpas. A própria Cátia disse, né? Porque eu, eu fiz a minha ansiedade fisiológica, né? Então
Tá. O senhor lavou as mãos porque o senhor fez xixi? Foi isso?
Foi no instinto. Nem pensei em choque ainda. Eu devia ter pensado. Fico sujo. Mas
Não tinha sangue nas mãos.
Não tinha sangue. A prova C viu que não tinha.
Tá. Quando o senhor foi chamar a dona Cátia, o senhor bateu na porta ou o senhor abriu a porta pela maçaneta?
Eu bati na porta e depois eu abri.
Tá. O senhor abriu, a porta estava fechada e aí o senhor precisou abrir pela maçaneta. É isso ou o senhor só empurrou a porta?
Não, eu girei a maçaneta e pela gravidade da situação, eu intervi porque invadi, eu invadi o quarto dela literalmente. Só um alerta, bati primeiro e
Perfeito. Ã, o senhor sabe por que naquele momento em que a polícia foi fazer a a perícia ali no local do fato, né, o IGP, a polícia, por que que não foi entregue o celular do menino naquele momento?
Olha, eh, a o celular naquele momento ali a gente não sabia, eu pelo menos não sabia nem a história de pesquisa, não tinha nada até então que ele era um celular de uso dele e eu não sei onde é que a Cátia guardava porque é dito por ela que o telefone estava com ela. Então assim, eu acho que ele nem estava na em volta dele, eu imagino. Isso é uma ideia que eu faço, po, tá totalmente errado, mas não estava próximo aí porque eles recolheram que está próximo. Ela devia ter guardado em algum lugar para ele não ter alcance com metade de castigo. Mas a a P ninguém pediu pro senhor esse celular naquele momento.
Para mim não. Para ela não sei porque que era mais
Não. O senhor, tô perguntando pro senhor. Pro senhor não foi pedido. Tá.
Para mim não, senhora.
O senhor ã esteve em posse do celular da vítima em algum momento depois do fato.
Sim.
Por quanto tempo o senhor ficou com esse celular?
No dia 7 de dezembro, ao final do dia que eu retornei de viagem, isso aí está consignado nos autos. Os conselheiros podem confirmar que eu eu tenho inclusive a pensei aos autos, coloquei junto um relatório de viagem do dia 7 até o dia do depoimento que eu que foi dia 14 que eu fui na polícia civil. Eu só não me recorde de cabeça que foi um ato físico assim que não teve uma formalidade para eu recorrer a minha memória. Eu eu tenho para mim que foi entreguei pra Cátia o dia 15 ou 16 de dezembro e ela mesmo disse que foi nessas datas que recebeu.
Tá. O senhor então entregou pra dona Cátia? O senhor não entregou pra polícia a Cátia?
Porque eu não, eu tinha ido na polícia, eu não entreguei. Entreguei pra Cátia.
Tá. O senhor ã quando recebeu esse celular, o celular tinha senha?
Eu não sei porque eu não mexi, eu vou repetir o gesto que eu fiz. Eu dei um nozinho no na sacola e do jeito que estava, não sei se tinha bateria, se o que como estava, não sei. Eu nunca mexi no telefone, nem antes, nem nesse dia e nem depois. Nunca mexi.
Tá? Então o senhor não fez nenhum tipo de alteração na senha.
Nunca toquei, não. Nunca manuseei o aparelho, além de pegar na ponta sacó para entregar e devolver para Cátia.
Tá. O senhor eh deixava quando o senhor foi dormir, o senhor guardou a arma. A arma estava travada, tinha algum sistema de segurança na arma?
Não, não, ela estava, tinha uma trava, ela tinha uma trava e o que tinha a gente usava. Deixei travado. Sim, senhora.
Tá. O senhor tem conhecimento se ã a vítima sabia manusear essa arma, sabia destravar a arma?
Nossa, as perguntas do jurado.
Eu não tenho conhecimento. O que chegou depois aí nos autos aí que um coleguinha disse que ele teria mexido, né, na arma.
Uhum. Mas eu não tenho conhecimento ou se ele pesquisou alguma pesquisa que teria sido feita, não foi para mim que foi trazido. Eu não sei, não tenho conhecimento.
O senhor ã quando o senhor viu o corpo do menino logo que o senhor acordou com o disparo, viu o corpo, ã, o senhor pode repetir, por favor, onde estava a arma?
A arma, quando eu encontrei o corpo, eu não vi a arma. Eu só vi aquele porque não, não estava enxergando. Ah, meus eu olhei aquele, na verdade, eu olhei aquele rasgão ali que realmente choca, né? E aquilo ali me chocou e eu não imaginava que aquilo ali era uma arma, não conseguia entender aquela situação. Eu acordava de madrugada e ver aquela situação. Só vimos depois quando eu e a Cátia juntos simultaneamente ali, praticamente enxergamos.
Tá? E aí depois quando o senhor viu a arma pela primeira vez, ela estava onde?
Ela estava com ele. Eu não sei a posição exatamente. Eu só sei que a a mão dele, qual mão segurava isso? Eu não tenho de memória porque eu, eu não memorizei porque essa cena eu praticamente desviava o olhar, mas eu olhei e vi que ele a arma estava com cano apontado
Para trás assim dele pr pra parede, né, no caso.
Tá.
E não do que foi dito para frente ali, como a Cátia disse.
Tá. H, em relação ao depoimento da Fernanda, pergunta se qual o motivo a Fernanda teria para fazer uma acusação sobre importunação sexual, se ela teria tido algum contato, se ela teria sido induzida pelo Luciano?
Então, excelência, eh, eu não acompanhei visualmente, mas eu só depois tive acesso às informações que ela foi ouvida na outra audiência.
Sim.
Eu fiquei estupefato de queixo caído quando a minha defesa me trouxe o conhecimento que ela disse que ela era apaixonada por mim, que eu fiz sacanagem. Eu, eu fiquei com a com a prima dela, que a Fabiana é prima dela. Eu fiquei com
Tá, mas o senhor disse que ela teria essa. Vamos só um pouquinho porque a Fernanda prestou depoimento aqui em plenário hoje, né? Ela pediu que o senhor não acompanhasse, mas os seus advogados acompanharam e ela em nenhum momento ela disse isso. O senhor refere ao outro, tá? Então num outra audiência, depois a gente vê o termo de audiência. A pergunta é se ela
Questão de ordem, doutor.
Ela nunca disse isso.
Tá? E depois a gente vê os depoimentos dela, doutor. Ã, se o senhor ã atribui isso algum contato, algum induzimento pelo Luciano, sim ou não?
Eu não tenho como afirmar. Posso até desconfiar, mas não tenho como afirmar. Eu não tenho conhecimento dessa informação. Eu não tenho nos autos assim. Ah, o Luciano foi lá na na Fernanda, não tem.
Tá bom. H, segundo consta no depoimento da testemunha Marzo, disse que num determinado momento, quando o senhor então quando houve a conversa sobre o depoimento dele na polícia, o senhor teria dito, abre aspas, tu sabe o que tu vai fazer. Boa sorte para ti e para tua família. O senhor ã confirma isso? O que que o senhor quis dizer com isso?
Não, eu nego veementemente. Não, não disse, não ameacei ele, não. Vou repetir. Nunca ameaçaria que se ele, tanto que ele foi livre e foi hoje novo e eu não, não é meu papel fazer isso aí. Ameaçar uma pessoa. Quer dizer, cabe a mim provar no no que o que ele tá dizendo não é a verdade. Não ameacei, não faria.
Certo? Então nós encerramos. Eh, senhor Jeverson, tá? Eu vou lhe agradecer por esse interrogatório. Nós temos mais uma questão aqui que diz com a foto que foi mostrada antes, que aquela foto da perícia do local de crime que eh o jurado ou a jurada pediu para ver novamente. Isso vai ser mostrado nos trabalhos amanhã, provavelmente Ministério Público e a Defesa vão mostrar para vocês e aí ao final, se for necessário, a gente então volta todas as fotos para vocês verem, tá? Como não é uma pergunta pro réu, então ela vai ficar pro próximo para para amanhã. Então nós encerramos o dia de hoje, tá pessoal? Eh, agradeço todos a presença de todo mundo. Os jurados agora vão ali para para a sala secreta, vamos jantar, dar uma esticada,
Depois eles vão acompanhados dos oficiais de justiça pro hotel e a gente retorna amanhã às 9 horas já com os debates, tá bom? Uma boa noite a todos.
Então gente,
Senhor Jeferson, daí o senhor conecta amanhã às 9 horas, tá bom?
Gente, amanhã então é o dia mais importante. Que que vai acontecer agora? Perfeitas as perguntas dos jurados. Perfeitas perguntas dos jurados. O que que mostra essas perguntas, gente? Mostra que eles têm um é um é um uma reunião de jurados ali com um poder de investigação absurda. Eles fizeram as perguntas mais técnicas possíveis. Possíveis, não deixaram passar nada. Eh, todas as contradições, todas as contradições que nem o Ministério Público, nem a assistência de acusação pegaram e perguntaram, eles trouxeram os jurados. Por isso é que hoje ele tá condenado por 7 a 0. Tá condenado por 7 a 0. Só que que que vai acontecer agora? Agora o juro, os jurados, não, agora a defesa dele vai pegar, trabalhar em cima dessas perguntas que os jurados fizeram agora. Entendeu? Porque foram perguntas extremamente assim que deixaram ele visivelmente perdido, mais que ele esteve nesse tempo todo. Sem dúvida. São perguntas que ele não imaginava e que ele não saberia responder, que são as perguntas que incriminam ele de fato. Então agora os dois, os defensores dele vão virar à noite, provavelmente trabalhando nessas perguntas que os jurados fizeram. Vão ter que refazer um pouquinho da defesa que eles tinham preparado, focando nessas perguntas, porque é isso que eles vão ter que esclarecer ou melhor, convencer, manipular e deixar claro pros jurados para que o cenário mude amanhã e amanhã que é o dia de mudar o cenário mesmo, tá? Então é amanhã que vem a acusação com provas e a defesa com provas, né, de defesa. E então eles vão trabalhar, eles vão trabalhar com com o poder da persuasão sobre essas dúvidas dos jurados, sobre aquilo que tá batendo na mente dos jurados, que ficou claro aí, tá? Então, jurados preparadíssimos, preparadíssimos. Eu não sei qual o desempenho dos advogados de defesa no júri. Eu sei qual o desempenho da do Ministério Público, desses dois promotores, especialmente que o Brasil inteiro sabe que que acompanha julgamento. Então eu tô muito tranquila em relação a isso. Esse cara não tem para ele. E vamos ver como que a defesa vai trabalhar essas perguntas que a que o jurado fez, que os jurados fizeram, desculpa, mas só pelo fato de terem feito perguntas dessa qualidade, dificilmente eles vão cair na lábia desse cara, tá? Não é, mas também dificilmente um júri é 7 a 0. Então, eh, vamos ver, vamos aguardar. Amanhã às 9 horas a gente tá aqui de novo, tá bom? Gente, muito obrigada por estarem aqui comigo nesse júri tão esperado pelo canal, de mãos dadas aí com a Cátia Gular. Tantos e tantos anos que a gente tá com a Cátia, né? Desde desde sempre, desde que o canal começou como Rede Rio. Então, amanhã eu estaremos aqui, se Deus permitir, às 9 horas em ponto, aguardando eles abrirem aí o link pra gente retransmitir. Um beijo imenso para vocês. Obrigada pela companhia no chat, pro senhor, senhora que tá assistindo aí do outro lado também sem participar aqui, mas tá ligadinho aí. Para as moderadoras que estão a 12 horas aqui trabalhando, mantendo a ordem aí, fazendo ficar um chat interessante, elegante, tá bom? É isso, minha gente. Fiquem com Deus e até amanhã. Boa noite para vocês.