Transcription
[Música] Se entregou e veio por mim. Veio por mim, morreu por mim, se entregou, veio por mim. A minha gratidão por ti será eterna, por tudo que tu fizeste por mim, por tudo que tu és para mim. [Música]
As coisas que eu te peço, Senhor, é que eu te conheça mais. É isso que eu quero. Que eu tenha mais amor por ti, Senhor. Que eu te siga mais de perto, [Música] Senhor. Te conhecendo mais, [Música] nosso amor será eterno.
Cante comigo assim: "Todos os dias. Todos os dias. Eu te buscarei e contemplarei a tua face. Todos os dias, a cada manhã, eu te buscarei e contemplarei a tua paz, Jesus. Todos os dias eu te buscarei de todo o meu coração, com toda a minha alma. Ei, todos os dias, todos os dias eu te buscarei e contemplarei a tua face."
A tua paz, os teus olhos de amor. Não me olhas como um pecador, olhas-me como um filho. Eu quero olhar os teus olhos e descobrir para onde tu estás olhando. Quero olhar em teus olhos e saber o que tu estás fazendo.
Quando os meus olhos se encontram com o céu, eu descubro por que tu me fizeste. Quando os meus olhos se encontram com o teu dentro de mim, um fogo acende a vida. Eu me sinto vivo. Eu me sinto parte de tudo que tu criaste. De tudo que tu criaste.
Eu me sinto dentro da barriga da baleia. Eu me sinto dentro da arca da aliança. Eu me sinto dentro da arca de Noé. Eu me sinto dentro do mar, atravessando o mar vermelho. Eu me sinto parte, eu me sinto dentro. Eu me sinto teu e tu és meu, Senhor.
Todos os dias eu te buscarei e eu contemplarei a tua paz. Ei, ei, ei, ei, ei. Todos os dias, a cada manhã, eu te buscarei e contemplarei a tua face, Senhor. Eu quero olhar em teus olhos e ser transformado pelos teus olhos de amor. Eu quero olhar em teus olhos, olhar nos olhos daquele que me criou. Oh, sim. [Música] [Música] [Música]
Tua presença, o teu amor. Senhor, quando eu sinto o teu toque, quando eu sinto o teu toque, tudo some, tudo muda. Sinto o teu toque, a tua presença me transforma, me completa, me transporta para o teu amor. Quando sinto o teu toque, não tenho palavras, não tenho [Música]
Mostra-me o caminho e leva para a cidade. Mostra-me o caminho, Senhor. [Música] Mostra-me o caminho. Leva-me para a cidade. Mostra-me o caminho, Senhor. De onde eu vim, eu não quero mais voltar. Mostra-me o caminho, Senhor.
Cante comigo assim: "De onde eu vim, eu não quero mais voltar. De onde eu vim, eu não quero, não quero mais voltar. Mostra-me o caminho. Mostra-me o caminho, Senhor." Comigo assim: "Mostra-me o caminho. Mostra-me o caminho. Leva-me para a cidade. Leva-me para a cidade. Mostra-me o caminho, Senhor. Sim. Mostra-me o caminho, leva para a cidade. Mostra-me o caminho, Senhor." Cante comigo assim: "De onde eu vim, eu quero. De onde eu vim, eu não quero mais voltar. Mostra-me o caminho, Senhor."
Mais uma vez, fala comigo: "De onde eu vim? Não quero mais voltar. Ei, mostra-me o caminho, Senhor." Que fica assim: "Sodoma e Gomorra já não existe mais." [Música] "O cativeiro babilônico já acabou." [Música] "Sodoma e Gomorra. Oh, Sodoma e Gomorra já não existe mais. O cativeiro babilônico já acabou. Já acabou. Cativeiro babilônico, já acabou."
Leva-me, leva-me para Sião e leva para Sião. Oh, e leva para Sião e leva para Sião. [Música] Lugar de santidade, lugar de comunhão. [Música] Há de ouvir a voz do seu coração. [Música] Lugar de santidade, lugar de comunhão. Sim, Deus. [Música] Lugar de ouvir a voz. O seu coração leva para Sião. Hum.
Fecha os teus olhos, cante comigo assim: "E leva para Sião, para a cidade santa, para a cidade de... e leva para Sião, para a nova Jerusalém. Leva para Sião, [Música] leva para Sião. Quero subir o teu monte. Subirei e não me cansarei. Subirei e não me cansarei. Não me cansarei."
Cante comigo assim: "Subirei no santo monte de estação em estação e não me cansarei, não olharei para trás, não vou soltar o arado." Comigo: "Subirei e não me cansarei." [Música] "Quero estar no teu monte. Quero estar no teu monte." [Música] "Quero estar no teu monte, [Música] Jesus. Quero estar no teu monte. Quero estar no teu monte. E eu quero estar no teu monte. Eu, Jesus."
Que assim: "Subirei [Música] e não me cansarei, não me cansarei. Subirei, subirei e não me cansarei. Eu me cansarei, subirei de estação em estação, de tempos em tempos. Eu quero subir o teu monte. Eu quero subir. Eu quero subir. Eu quero avançar. Eu quero te conhecer. Eu quero subir, Senhor. Eu quero subir o teu monte. Eu quero te ver. Quero te ver. Subirei." Cante comigo as vozes: "Oh, e não me cansarei." Você pode falar isso? "Subirei, não me cansarei." Fala isso, fala isso, fala isso. "Subirei, subirei. Não me cansarei, não me cansarei. Não me cansarei. Subirei. Eu subirei o teu santo monte, a tua presença. Hum. Subirei. Hum. E não me cansarei."
Pai, nós te agradecemos por mais uma noite. O Senhor tem nos dado a oportunidade de estar neste lugar, Pai, para te adorar, para te conhecer e prosseguir em te conhecer. Te agradecemos, Pai, por mais uma oportunidade de parar nossas mentes, corações para aprofundar nas tuas Sagradas Escrituras, para aprofundar no conhecimento da tua vida, do teu amor. Tu és tudo para nós, Senhor. Tu és o nosso Senhor, nosso Deus. Nossa vida está em ti, Jesus. Fala aos nossos corações, ensina-nos, Pai.
Subirei, eu subirei e não me cansarei. Não me cansarei. [Música] Não me cansarei, não vou olhar, vou olhar para trás. Uh! Amém. Amém. Amém. Amém. Amém. Todos aí. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Boa noite.
Bruno Vaz, diretamente de Orlando. Sê bem-vindo, meu irmão. Pessoal, vamos que vamos. Olha só, deixa eu acender as luzes aqui para ficar melhor a imagem. Um problema que o nosso negócio seria aqui de um eletricista ungido de Deus para mexer naquele negócio aqui. Vamos lá, pessoal. Estão animados? No ritmo? Olha só. Obrigado, Paulão.
A gente está hoje iniciando o segundo módulo da Escola das Estações. Nós já estudamos sobre o evangelho todo e agora nós estamos indo para o homem todo. Gente, esse módulo com certeza é um módulo muito especial e é um módulo que a gente vai de uma forma sistêmica, continuando com a visão sistêmica, jamais sistemática, nós vamos galgar, nós vamos trabalhar. Eu vou tentar ser assim mais, como é que eu posso dizer, eh, uma linguagem mais ortoprática possível. Eu vou usar os versículos, nós vamos fundamentar cada uma das ideias, mas para mim é muito importante que você entenda do que nós estamos falando.
Nós estamos aqui na igreja das estações já faz alguns anos e muitas vezes eu pergunto para as pessoas se elas entenderam o que é a proposta das estações. E muitas pessoas ainda não entenderam. Muita gente ainda não entendeu o porquê nós trabalhamos. Gente, eu vou precisar do Flip Chart. Alguém me ajuda com o pincel para o Flip Chart que está ali. Vou precisar. O porquê eu quero, eu quero, eu quero, eu quero gastar esse tempinho de hoje aqui. Eu quero fazer uma contextualização. Eu quero explicar um pouquinho sobre como foi construída essa ideia.
Eu quero que você embarque comigo nessas próximas sete semanas. São sete semanas, são sete estações, nós vamos entrar em muitos temas interessantíssimos, mas o meu maior objetivo com essa escola é fazer com que você se sinta inserido dentro do, como é que eu posso dizer, do ecossistema do reino, fazer com que você enxergue como ele funciona.
É muito difícil. Por exemplo, aqui na igreja tem um pré-requisito, tem que saber jogar basquete para fazer parte da membresia aqui na igreja, né? Então o que acontece? O basquete ele é um esporte complexo. Você entra numa quadra e não sabe jogar, você não sabe, você não vai se sentir parte daquele ambiente. Futebol, a mesma coisa. Qualquer esporte que você for praticar, se você não sabe as regras daquele jogo, você vai entrar, entrar dentro do jogo. Você vai, você não vai, você não vai se sentir parte. Você, você, ó, tem alguma, tem alguma mensagem do céu chegando aí, ó.
E então a ideia é que é muito importante a gente enxergar o ecossistema. A Bíblia dá para a gente um panorama, ela, ela, ela, ela dá para a gente um pano de fundo para a gente poder perceber de alguma forma como isso funciona. E a Bíblia também traz para a gente nos seus personagens, nos seus principais personagens.
Então, tipo assim, você pode estudar teologia de duas formas. Você pode pegar um assunto e estudar, por exemplo, vou estudar sobre salvação, eu vou estudar sobre, sobre, eh, eh, eh, angelologia, por exemplo, todos os estudos sobre anjo, pode também. É interessante você fazer uma, uma, uma, um levantamento de todo o que a Bíblia fala sobre aquele assunto, mas a Bíblia ela é, ela, ela é uma Bíblia que fala de Abraão. Ela é um livro que fala de pessoas, não é um livro que trata assuntos, é um livro e também não é um livro cronológico, tipo assim, que você tem começo e meio, enfim. A Bíblia é um livro extremamente complexo de muitas histórias, mas todas as histórias são histórias de pessoas. Concorda comigo?
Então, eu gosto de estudar a Bíblia a partir das pessoas, não a partir dos assuntos. Quem entendeu? E eu gosto de estudar por onde essas pessoas passaram, porque a Bíblia é um livro de peregrinação. É um livro que fala de um caminho, certo? Então quando diz: "Eu sou o caminho", a Bíblia está falando sobre um caminho e ela está falando sobre um tipo, uma forma de peregrinar, uma forma de se movimentar na terra igual ao céu.
Então é muito interessante a gente entender, por exemplo, ah, eu sei tudo sobre escatologia. K, qual que é a sua visão escatológica? Você é pós-milenista? Você é o que que você é? Eu não sei o que que eu sou. Eu sabia, mas agora eu escolhi não saber mais, entendeu? Porque para mim não é mais relevante pensar dessa forma.
Para mim, o que é relevante é entender sobre como Abraão passou pelos processos até cumprir a promessa. Para mim é interessante saber como Moisés se comportou em cada fase da sua vida até cumprir a promessa. Para mim é importante saber como Jesus foi desenvolvido, como Jesus passou pelos seus processos até cumprir a promessa. Para mim é importante entender como Jesus ensinou os seus discípulos a andar no caminho. Isso para mim é importante.
Por quê? Porque que dia que ele vai voltar? Eu não sei que dia que ele, que ele, que ele vai, eh, eh, não sei, mas eu posso saber como eu posso melhorar a minha vida, minha relação com Jesus no dia a dia. Então a Escola das Estações, ela se preocupou muito em fundamentar que tipo de alicerce.
Ô gente, vocês acham que é possível, por exemplo, uma pessoa ser discípula de Jesus e ter um fundamento completamente babilônico? Não é. Não há compatibilidade. Então, por exemplo, uma pessoa que está procurando planície, uma pessoa que está procurando construir uma torre, está querendo que o seu nome se torne célebre, está com uma mente de acúmulo, como é que ela vai andar com um cara que manda você negar tudo, negar a si mesmo, tomar uma cruz e seguir?
Como é que ela vai andar com um mestre que pega cinco pães e dois peixinhos, multiplica e alimenta a multidão? Como é que ela vai andar com uma pessoa que preferiu morrer para salvar a humanidade do que preservar sua própria vida? Tipo assim, vai na contramão de uma, de uma, de uma forma de pensar.
Então, é muito importante. A gente passou alguns dias aqui estudando sobre fundamento. Qual é o... Quais são os fundamentos? Jesus, aonde Jesus nasceu? Jesus nasceu em Israel. Jesus nasceu, eh, numa terra que foi preparada para ele de antemão. Deus, ele teve o cuidado de preparar uma cultura para Jesus vir. É muito importante a gente entender isso.
É muito importante a gente entender que Jesus ele cresceu em graça, sabedoria, estatura perante Deus e perante os homens. É muito importante a gente entender que Jesus ele foi aperfeiçoado. Eu, eu, eu me apeguei muito à humanidade de Jesus. Eu sempre falo isso para vocês. Eu me apeguei muito ao Jesus homem.
Enquanto a religião ela valoriza o Jesus Deus, embora ele seja Deus, mas o que me chamou para seguir foi um homem. Olha que interessante. Por quê? Porque é possível seguir um homem, mas não é possível seguir Deus. Por isso que o Deus se fez homem para mostrar para nós que é possível viver na terra como no céu.
E o Jesus homem, ele sofreu, ele passou por processos, ele foi aperfeiçoado e ele andou e ele, ele, ele desenvolveu dentro de uma jornada todo um processo. E eu estudei sobre a vida de Jesus de 0 a 13 anos. Depois nós estudamos sobre a vida de Jesus de 13 a 18 anos. Depois nós estudamos sobre Jesus de 18 a 30 anos. São fases da vida de Jesus. O que que ele fez em cada uma dessas fases?
Depois a gente estuda sobre Jesus de 30 a 33 anos, onde ele conclui seu chamado. Só que em cada uma dessas fases, Jesus ele estava passando por processo. E quais foram esses processos? O que que ele fez? Quais foram suas decisões? Se nós seguimos a Jesus, como é que nós podemos nos tornar parecidos com ele?
A gente não sabe por onde ele passou. Não sabemos como ele se desenvolveu em toda essa caminhada. O que nós temos é um Jesus pronto, um Jesus romano, um Jesus que anda sobre as águas, que cura os enfermos, mas que não tem história, que não tem, que não tem raízes, mas que cura, que salva, que transforma.
E tudo que eu posso ter dele são os benefícios da cruz, são os benefícios de um Deus poderoso. Mas se eu quiser segui-lo, a própria cultura ela me bloqueia. A própria cultura ela cria entraves que impossibilitam. Isso é loucura viver dessa forma. Você vem na igreja, canta, você adora Jesus, mas se você quiser se comportar como Jesus na vida, no dia a dia, as pessoas falam: "Cara, você é louco? Espera aqui.
Estou entendendo. Se Jesus ele saiu da sua casa e foi morar com a gente aqui, qual o problema da gente ser pessoas caridosas com pessoas que estão às margens da sociedade?" "Não, isso aí é coisa, isso é social, isso aí é... Não, o importante é, e é, é, é que nós vamos morar no céu." Espera aí. Qual é a compatibilidade da sua vida com Cristo, com Jesus encarnado?
E quando eu comecei a observar isso, eu comecei a ver a primeira percepção que eu tive, não sei se vocês já viveram essa situação, a igreja evangélica como um todo, gente, eu, nós fazemos parte dessa tradição, né? Nós fazemos parte de uma tradição, eu falo que essa tradição, ela não é só de 1500 para cá, é uma tradição que começa no século zero, né? A igreja primitiva, 330, Constantino, Igreja Católica, a Igreja Católica, igreja protestante. A gente vem passando por vários ciclos e hoje nós estamos aqui em pleno século XX, nós somos assim, talvez a segunda nação com o maior número de cristãos no mundo, né?
E tipo assim, e o que que a gente observa? A gente observa uma igreja que muitas vezes ela se tornou uma igreja metodológica, uma igreja, uma, uma igreja megalomaníaca, com mania de grandeza, uma igreja muitas vezes que, que perdeu talvez o, o, o motivo pelo qual, eh, eh, foi salva ou foi, ou foi liberta ou foi chamada.
E aconteceu comigo e inclusive é um dos motivos da igreja da, da, da Escola das Estações, foi que eu comecei a perceber que a igreja e a teologia que a igreja estava ensinando, ela era monotemática. A gente ficou apenas no aspecto soteriológico falando sobre salvação.
Então é muito difícil você ter um culto hoje evangélico que no final não nos transforma em apelo. É muito difícil você ter um culto evangélico que no final você não vai falar para as pessoas: "Quem quer vir aqui na frente aceitar Jesus?" É muito, é muito difícil você ir a um, a um, a um, uma, a um, a um, a um evangelismo que no final ele, ele é o proselitismo religioso.
E eu comecei a ver isso se repetindo. Eu comecei a observar que o objetivo da igreja não era mais se parecer com Jesus, mas trazer pessoas para Jesus. Estava trabalhando o aspecto de ativação da fé das pessoas e trazer pessoas para dentro de uma religião, convencer pessoas que elas, que elas precisavam aceitar Jesus para ser salvas, que senão iam para o inferno.
E muitas vezes eu comecei a observar que o fim, o objetivo, o objetivo final de toda aquela dinâmica religiosa é morar no céu, é ser salvo, é de que forma eu posso me beneficiar com isso.
E para uma pessoa que aceita Jesus, que vem numa igreja, escuta uma palavra que no coração foi tocado ou o pastor fala alguma coisa que vai de encontro a algum sentimento que você já está tendo, poxa cara, ou está, está num momento difícil da sua vida e você fala: "Cara, eu preciso de uma palavra de Deus, poxa, eu quero aceitar Jesus, minha vida vai mudar."
E você embarca muitas vezes numa, numa, numa, numa, numa narrativa de salvação, de bênçãos, de mudanças. E muitas vezes uma grande parte da população brasileira, ela vem se convertendo ao evangelho. A igreja evangélica vem crescendo muito através do proselitismo.
Só que o fenômeno ele, ele, ele, ele é do mesmo tamanho. O mesmo número de pessoas que entra para a igreja é o mesmo número de pessoas que saem da igreja. O número de desigrejados é o mesmo número de pessoas que estão dentro da igreja hoje. Por quê? Porque será que essas pessoas quando elas aceitaram Jesus de fato elas entenderam o que está acontecendo?
Será que a proposta que foi apresentada de fato é o que a Bíblia apresenta? Será que essas pessoas elas realmente aceitaram entrar para dentro de uma dinâmica de um, de uma dinâmica em, em que elas seriam levadas a um processo para elas se parecerem com Jesus? Será que essa é a intenção? Ou eu aceitei uma proposta que eu vi benefício, que eu vi ganhos, que eu vi possibilidade de melhorar a minha vida, de melhorar as coisas.
E quando eu entrei e eu não fui, eh, eh, eh, correspondido, eu me frustrei com Deus e agora eu estou frustrado com Deus. Isso é muito comum. Por quê? Porque semana após semana, culto após culto, a proposta monotemática da igreja se tornou aceitar Jesus.
E vão fazer célula para mais pessoas aceitarem Jesus. E vão fazer cultos para mais pessoas aceitarem Jesus. E aí essa ideia do proselitismo, ela ganhou, ela ganhou uma função central. Então, esse desenho aqui é um desenho muito interessante que eu uso muito ele porque é o gráfico que eu vou usar com vocês aqui para a frente.
Vocês estão vendo aqui também? Está dando para ver aí também? Eu vou usar esse gráfico com vocês, porque esse gráfico ele tem duas vertentes, uma é intensidade e a outra é tempo. E a gente pode fazer uma escada para baixo aqui e nós podemos fazer uma escada para cima. Aqui nós temos o negativo e aqui o positivo. Aqui nós temos a intensidade, aqui nós temos um tempo.
Esse desenho ele é muito esclarecedor. Por quê? Porque o que que, o que que, qual que é a matéria de hoje? O que que nós vamos estudar hoje? Nós vamos estudar a primeira estação. Então, hoje eu vou dar para vocês a aula da primeira estação. Agora, antes de falar sobre as estações, deixa eu explicar para vocês um pouco o que seria isso.
Primeiro, é muito importante você entender que a palavra estação na Bíblia é a palavra e encontro marcado. Então, quando a gente fala sobre estação, lembra disso? É uma festa. Estação é igual a uma festa. Estação é igual a um encontro marcado. Por que que Deus cria uma estação?
Deus cria um ambiente, como a Carla gosta de colocar para a gente. Ele cria uma sala temática para nos ensinar sobre algo. Então Deus, ele agenda um encontro com você porque ele quer te ensinar algo sobre ele que você não sabe. Então ele te coloca numa sala temática, te atrai para dentro de um lugar.
Esse lugar existe elementos, existe cores, existe cheiro, existe desafios, existe, existe elementos que vão comunicar para você o que Deus quer falar para você naquela estação. Quem está entendendo isso? Então, quando eu falar sobre estação, eu estou falando sobre ambientes, eu estou falando sobre lugares.
É muito importante um texto chave que eu quero usar com você aqui, ó. É, eh, Gênesis 28:10. Quando Jacó ele acorda do sono em Betel, Betel é um lugar muito importante para estudar nessa matéria. Betel é o, é a primeira vez que a Bíblia fala sobre a primeira estação.
Gênesis 28 é igual a Gênesis 12:7. Gênesis 12:7. Abraão sai da sua parentela, da casa do seu pai. Ele vai em direção a Deus. A Bíblia fala que tornou-se visível Deus a Abraão. Deus aparece para Abraão em Betel. Betel é um lugar.
E a Bíblia deixa claro, a Bíblia transforma Betel em um lugar espiritual, o lugar onde tem uma escada com anjos subindo, descendo. O lugar em que Abraão constrói o primeiro altar, a primeira porta. É muito importante a gente entender, porque no mesmo lugar que Abraão encontrou com Deus, é o mesmo lugar que Jacó encontra com Deus para demonstrar que até geograficamente existem lugares espirituais.
Por exemplo, Betel é um lugar, Peniel é outro lugar. Fico vendo muitas vezes a igreja faz o acampamento Peniel, encontro com Deus, né? Tipo assim, mas, eh, eh, usa os nomes, mas muitas vezes não entende a função desses nomes. Por exemplo, Betel é um lugar, Peniel é outro lugar. Betel fala sobre a estação, a primeira estação. Peniel é a quarta estação. São lugares diferentes, funções diferentes e acontecimentos diferentes. Quem está entendendo?
É muito importante você saber o que acontece em cada estação, o que cada sala temática ela reserva para você, para você identificar onde você está na sua jornada. Se para você é importante estar numa jornada, é muito importante você entender, ter o GPS dessa jornada para você saber aonde você está nesse caminho. Quem está entendendo isso?
Senão você pode se perder completamente ou você pode eleger falsas chegadas, falsas linhas de chegada. É muito comum a gente eleger falsas linhas de chegada. Você não chegou, mas eu já estabeleci que eu cheguei. Mas qual que é o grande problema? Qual que é o grande câncer dessa estação? [Música]
É quando você tem acesso a este lugar. Eu colocando aqui a cruz aqui. Existem duas formas das pessoas reagirem a este lugar. Se a pessoa está no negativo, perdida, completamente sem vida, e ela encontra com Jesus, ela encontrou com a porta. Jesus, ele é a porta que nos dá acesso ao reino.
Aqui, ó, eu vou fazer um símbolo daquele símbolo do Wi-Fi aqui, ó. Aqui todo esse lugar aqui, ó, ele é, ele tem uma cobertura. É muito importante você entender isso aqui. Eu vou, eu vou, eu vou falar, vou falar uma coisa muito importante, porque você só tem acesso a esse sinal a partir de uma ativação.
Ativação da fé cristã é passar pela cruz. Então, a, a ideia de você, de você, de você encontrar com Jesus é a mesma ideia de Abraão encontrar com Jesus. Quando Abraão chega em Gênesis 2, 12:7, ele encontra com Jesus. Lá, lá em João, Jesus fala assim: "Olha, vocês estão falando que, que vocês são filhos de Abraão? Se vocês fossem filhos de Abraão, vocês não iam querer me matar, não."
Sabe por quê? Porque quando Abraão encontrou comigo, ele se prostrou. Se abstiveram de falar que você encontrou com Abraão. Quantos anos você tem? Mal sabiam eles que Jesus encontrou com Abraão lá atrás, lá em Gênesis 12. E quando Jesus encontra com Abraão, Jesus é a porta. Por isso que Abraão constrói um altar.
Só lembrando, nessa aula, é muito importante você notar que a palavra altar é a palavra *mitberear*. Palavra altar é lugar de morrer. Eu falei um pouco para vocês esses dias para trás. Lugar de morrer. Eu estou, eu estou... semana passada eu falei uma coisa muito legal. Isso aqui é muito legal, Bruno. A gente estava conversando. Cadê o Laíton? Está aqui hoje não? Ah, Laíton não veio não, né?
O Leon apresentou a psicóloga para a gente, Carla. Acho que eu falei um pouquinho semana passada, né? Que ela falou sobre a caneta, né? Eu achei muito interessante. Acho que essa metáfora da caneta, ela é poderosa demais, porque ela falou o seguinte: "É muito comum você quando criança, você como se fosse um papel em branco.
E o que que acontece? Quem tem a caneta da sua vida, se são nossos pais, avós, tios, né? E eles escrevem o que eles querem. Vão escrevendo de uma forma até inconsequente. Alguns pais são extremamente zelosos, preocupam muito com o que vão escrever, outros escrevem.
Estão na teia pensando que estas coisas que estão sendo escritas não terão consequência no futuro. Quando chega na adolescência e tudo aquilo que já foi escrito agora vira hábito, vira comportamento, ele vê o tamanho do problema, não é verdade?
Então acontece, é muito comum você, os seus pais, nossos pais, as pessoas com influência, líderes espirituais, ambiente cultural da cidade, escrever, escrever. Chega um determinado momento da nossa vida que a gente tem que tomar a caneta da mão dessas pessoas. Você vai ver, você já escreveu até aqui, velho.
A partir de agora eu não quero mais que escrevam. Na próxima folha aqui, ó, da minha vida, eu quero escrever e pode ser que você tome a caneta para você, buscar eu quero ter autonomia. Até o momento, o que que Abraão faz? Entra na terra do pai dele. Deus falou assim: "Sai da casa do seu pai, sai dessa terra, sai da sua parentela, da sua tradição familiar, da casa do seu pai."
É muito importante vocês entenderem que Jesus ele pede isso para a gente, essa ruptura cultural. Por quê? Porque ele vai te, te colocar dentro de um outro ambiente cultural. Ele vai, ele quer começar a escrever algo na sua vida. Olha esse texto aqui que está em Mateus 10 a partir do versículo 34.
Jesus ele disse: "Não penseis que eu vim trazer paz na terra. Eu não vim trazer paz na terra. Eu vim trazer espada. Essa espada não é física, é uma espada cultural de rompimento, de libertação. Olha só. Pois eu não vim, eu, pois eu vim causar divisão entre o homem e seu pai, entre a filha e a sua mãe, entre a nora e a sogra.
Nora e a sogra é uma beleza. Assim os inimigos das... os seus inimigos serão da sua própria casa. Quem amar mais seu pai, sua mãe, mais do que a mim, não é digno de mim. Quem amar mais seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim.
E quem não tomar a sua cruz e vier após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida vai perdê-la. Quem, todavia, tiver disposição de perder a sua vida, por minha causa vai achá-la. Fazer uma proposta bem interessante.
Em outras palavras, quando Abraão ele encontra com Deus, o que que Deus fala para Abraão? Abraão constrói um altar, morre. Entrega a caneta. Daqui para frente quem escreve é você. Se não acontecer essa ativação, não tem como acessar esse lugar.
A cruz, ela é primeira, eh, Colossenses 1:13. Ele nos transportou do império das trevas para o reino do filho do seu amor. Jesus, ele vai nos... A Bíblia não fala que ele vai te transportar, a Bíblia fala que ele te transportou. É muito importante a gente entender que o texto ele não está no futuro, ele está no presente.
Ele não te transportará. Você não vai ser transportado para o reino de Deus depois da morte. Você não será transportado para o reino de Deus na eternidade, você não terá acesso ao reino de Deus quando você é ressuscitado entre os mortos. Ele falou assim, ele te transportou do império das trevas para o reino do filho.
A questão é, você já pode ter acesso agora? Você já tem acesso ao reino de Deus agora? Espiritualmente, a ideia é que você saiu debaixo de uma cultura e você foi inserido dentro de um outro ambiente, de uma outra sala espiritual.
Gente, você pode estar no mesmo lugar físico, geográfico e pensar completamente diferente. Quem aqui já se sentiu mudando completamente sua forma de pensar por sentir que você entrou numa outra fase da sua vida e coisas que para você eram extremamente complexas, elas começam a se tornar claras e você começa a perceber coisas que você não percebia, você começa a ver coisas que você não via, você começa a sentir coisas que você não sentia antes.
Quem já passou por essa experiência, minimamente falando, você e talvez você não, talvez você não mudou de um ambiente geográfico, mas você mudou de ambiente espiritual. Quem está entendendo isso? Então, é muito importante a gente ter essa percepção e perceber que essa percepção ela é uma metanoia, ela é uma mudança de mente que acontece dentro da gente.
Então, quando Abraão ele encontra com Deus, ele constrói um altar. Quando ele constrói um altar, ele abre uma porta. Se você observar em Gênesis 28:10, Jacó, ele põe a cabeça dele, ele dorme exatamente em cima desse altar e quando ele acorda do sonho, ele fala: "Este lugar é a casa de Deus, é a porta do céu."
Ele vê uma escada com anjos subindo e descendo. Ele observa uma atividade espiritual que ele não sabia. Então, gente, essa foi uma ativação de Jacó. Jacó, ele passa por uma ativação espiritual. A primeira estação é a estação da ativação.
A primeira estação é a estação, é, é a mesma coisa de você ligar na tomada um liquidificador que era um vaso. É você ligar a energia de uma cozinha. É você passar a se conectar com aquilo que você foi criado para viver. Então, presta atenção nisso aqui.
Só que qual que é o ponto negativo, Kaká? O ponto negativo é que 99% das pessoas que acessam a cruz, elas querem acessar o céu. Presta atenção nisso. Existe esse movimento que você não entra, que você fica aqui esperando para vir para cá.
E existem aqueles que entendem que essa cruz ela não é o fim, mas ela é um meio que te dá acesso a este lugar. Tem pessoas que passam uma vida inteira nas suas crenças, na sua religião, que elas param aqui, elas aceitam Jesus. Como eu disse semana passada, elas até acessam, mas elas permanecem no ambiente da primeira estação, porque para elas o que é importante é que Jesus vai voltar ou que ela vai ser levada para a salvação, para morar no céu.
Só que quando eu descobri, quando eu descobri que a salvação não é um fim, presta atenção, que a salvação não é um fim. E olha que interessante, que Jesus ele não morreu na cruz para me salvar.
Que o fim, que o objetivo central de Jesus não é salvar a humanidade apenas, que o propósito de Deus para você não é te salvar. O propósito eterno de Deus sempre foi ter uma família de muitos filhos parecidos com Jesus. Você quer saber qual que é o, o plano de Deus para a humanidade?
Ter uma grande família eternamente. E a salvação, a salvação foi um meio, um meio por onde ele te transportou do império das trevas para o reino do filho. A salvação não é o fim. Se você coloca a salvação como um fim, você foi salvo, acabou.
Agora eu espero Jesus voltar e vou morar no céu. Se você entende a salvação como meio, você entende que ele te salvou para ele te transportar para o reino do filho. Ele te coloca num outro ambiente. Ele te dá acesso a um novo lugar espiritual. Quem entendeu isso?
Isso é extremamente importante a gente entender. Por quê? Porque uma vez que você tem acesso, que você entende que você entrou num novo ambiente, você tem que entender que existe todo um caminho a ser desenvolvido. Jesus está aqui, ó. Ele chegou aqui, ó, na sétima estação.
E daqui até aqui existe uma caminhada. Esse, esse caminho aqui chama discipulado. Nesse discipulado existem várias estações, existem vários lugares. Cada um desses lugares é uma sala temática. Ele quer te ensinar algo sobre você que você não sabe.
E ele quer revelar coisas dele para você que você não tem acesso se você não chegar aqui. Aqui é como se fosse aqui, ó, uma, duas, três, quatro. Aqui é como se fosse uma cachoeira. No meio aqui é como se fosse uma cachoeira no meio da floresta aqui.
É como se você estivesse parando o seu carro aqui, ó, e entrando no parque e, e você tem aqueles mapinhas do parque e você quer chegar na cachoeira Véu da Noiva. Você quer chegar na cachoeira lá do Tabuleiro, não sei o que das quantas. Você quer chegar na cachoeira X Y Z e você tem uma rota, você vai passar em tal lugar, e tal lugar, e tal lugar e tal lugar.
Aí eu fui na cachoeira das Andorinhas lá, lá na Serra do Cipó. Você vai na cachoeira não sei o que das quantas. Da água, não sei o quê, da quanta, enfim, existe um lugar e você precisa passar por lugares para acessar esse lugar. E nesse lugar existe uma cachoeira que a água está caindo lá.
Você estando lá e você não estando lá, existe água caindo lá. A água não vai parar de cair porque você não está aí, não fecha a torneira porque não tem ninguém lá não. Espiritualmente existem lugares e Deus ele quer te mostrar esses lugares. Ele quer que você acesse esses lugares.
Ele quer que você enfie debaixo dessa cachoeira do poder para você ser energizado pelo poder dele. Mas não tem como ele te trazer aqui se você não passar por aqui. E não tem como você chegar aqui se você não passar por aqui. E não tem como você chegar aqui se você não passar por aqui.
Por quê? Por quê? É simples. Porque é um processo pedagógico, porque é um processo de crescimento, porque é um processo educacional, porque é uma relação de um pai com um filho. E Deus ele não é paternalista. Deus ele não dá autoridade para quem é fútil. Deus espera o tempo certo para cada coisa.
Essa semana o meu filho José, ele jogou contra um time e, e, e só que o José tem 10 anos e a maioria do timinho, nosso timinho do sub-12, nós estamos disputando um campeonato sub-12 aqui em Belo Horizonte com Minas, com ginásio, com Marques, com todos os...
times. Só que o meu time quase todo tem 10 anos. 10, 11, eu tenho um jogador, dois jogadores de 12, o resto tem 11 e 10. Então, os meninos são muito menores, muito mais novinhos, muito mais frágeis.
E a gente pegou um time essa semana que só tinha dois jogadores, só tinha um jogador com 10 anos, com 11 anos, o resto tudo tinha 12 anos. Então, os meninos até com barba, os meninos não. E o pau quebrou.
E eu vi, eu chamei os meninos, falei com eles assim: "Ó, deixa eu falar para vocês uma coisa aqui. Eu não tô nem aí se vocês perderem. Eu quero que vocês se divirtam. Eu quero que vocês joguem. Eu não tenho problema de perder. Eu tenho problema de vocês desistirem. Eu tenho problema se vocês tiverem medo, porque aqui agora o meu objetivo não é ganhar ou perder. Meu objetivo é vocês aprenderem a jogar, acreditar em vocês. É isso que eu quero."
Ô, mas foi tão bonitinho, porque eles deram o sangue. As meninas jogaram domingo de manhã agora, foi sábado, domingo, eu não sei. A gente só tinha cinco jogadoras. O outro time tinha 12. No primeiro tempo, no primeiro quarto, a nossa pivô torceu o joelho. Nós ficamos com quatro. Eu falei a mesma coisa: "Eu não me importo. O que eu quero ensinar para vocês agora, o nosso time, ele é inferior em alguns aspectos. Nós temos jogadoras muito novas. É sub-17, a Ana tem 12 anos, o campeonato é sub-17." Falei: "Não tem problema. Eu só quero que vocês aprendam a lutar até o fim. Eu preciso que vocês acreditem em vocês."
A gente terminou o primeiro tempo ganhando de um ponto. Os meninos tomaram de 100 a 10. Mas nos dois últimos minutos, o José pegou uma bola, velho. Ele deu um drible no menino e ele fez uma bandeja tão bonita assim. Ele foi lá dentro assim, mas parecia que era a bandeja do jogo. Se a 10, estava oito, ele fez 10. E ele saiu assim, ó, tipo assim, ganhamos um jogo. E naquela hora eu fiz assim: "Isso, velho! Ganhamos o jogo!"
Por quê? Porque o placar foi superior? Não, porque você não desistiu, porque você sonhou até o fim. Porque o que eu quero construir em você agora não é um coração de uma pessoa que ganha, mas uma pessoa que não desiste. Porque lá na frente, quando você tiver muito, agora você tem pouco. Eu também quero que você vá até o fim.
Deus, Ele quer construir em nós uma consciência. Ele quer construir em nós uma estrutura que não depende de perder ou ganhar, não tem vantagem, tem obediência. Ele quer construir na gente um caráter parecido com Jesus, que no melhor momento da sua história foi crucificado e morto. Perdendo, ganhou o mundo. Estão entendendo?
A primeira estação ela chama Páscoa. É a estação do cordeiro. É a estação dos umbrais das portas do Egito, que o cordeiro é morto e seu sangue é passado nos umbrais das portas. E uma coisa muito importante é que o Anderson Bonfim falou uma coisa pra gente muito interessante numa Páscoa aqui de uns anos para trás. Ele falou uma coisa muito interessante: muitas vezes as pessoas entram para dentro da igreja fugindo do mundo.
É muito comum as pessoas virem pra igreja: "Ah, eu não quero mais estar no boteco, eu não quero mais estar na boate, eu não quero mais estar usando droga." Eles vêm para a igreja para se esconder do mundo. Eles vêm para a igreja para poder se separar do mundo, se santificarem, ficarem chatos. Com o que esse cara? "Eu agora eu sou da igreja, agora eu não bebo, não fumo, eu não vou mais em lugar nenhum, agora eu só vou pro culto", aquele negócio, sabe aquela ideia de "eu estou indo pra igreja, eu tô me, eu tô, eu tô fugindo do mundo, eu tô me escondendo"?
A porta da Páscoa não é uma porta de fuga, é uma porta de acesso. A gente não passa pela porta da Páscoa não é para fugir do mundo, mas para acessar o reino. Não é uma porta de saída. É uma porta de entrada. Você não tá saindo do mundo. Você tá entrando no reino para iluminar o mundo. Quem entendeu isso?
A Páscoa, a primeira estação, não é uma estação da porta de uma religião, é a estação da porta do reino. E o que define essa porta? O que tem nessa porta? Tem sangue, é um altar. Por que que tem sangue? Porque é um lugar que se morre. É um lugar que você tem que perder. É um lugar que você perde para Ele. É um lugar que a Bíblia fala: "Bem-aventurado é o pobre de espírito." É um lugar que você se reconhece como pobre.
É um lugar que você fala assim: "Ei, aqui tá a caneta porque eu já escrevi muita merda e eu quero, não quero mais escrever na minha vida." Já escreveram, eu escrevi e o que escreveu e o que eu escrevi não me levou a lugar nenhum. Agora eu me submeto. Suas mãos, a sua história, escreve em mim, nas tábuas do meu coração, o que você quer que eu faça. Tá aqui a caneta. Eu tô disposto a perder. Para aquele que tudo tem, tudo fez, tudo criou.
É, esse lugar é um lugar em que você permite Deus começar a construir uma história. Só que o que é mais importante, eu vou repetir uma história de semana passada e eu quero ver se eu melhoro um pouco ela hoje de novo.
Semana passada a gente falou sobre os Monstros S.A. Quem já assistiu esse filminho? E a gente falou sobre o quê? Eu descobri semana passada que S.A. é o nome da empresa, né? Eu não tinha entendido isso não. Dos Monstros S.A. E os Monstros S.A., a empresa é o quê? Um monte de porta. E eles abrem a porta e entram aonde? No quarto da criança.
Então, olha isso aqui agora. Aqui, ó. Aqui é a porta. Aqui é o quarto da criança. É o mundo de Deus. Aqui é o mundo S.A., tá? Então, quando você abre a porta, você acessa um outro mundo, certo? Então, qual que era a dinâmica dos Monstros S.A.? Eles abriam a porta e acessavam o quarto de uma criança. Eles assustavam a criança. O grito da criança era o combustível, o medo. O medo era o combustível da bateria deles. Então, quando a criança gritava com medo, "fum!", enchia a bateria e ele voltava pro seu mundo com a bateria cheia.
Eu fiz um paralelo um tempo atrás, eu tava fazendo uma pregação na minha igreja tentando explicar esse fenômeno, que a salvação não é um fim, ela é um meio de acesso ao reino, que o objetivo de Deus não é você morar no céu, você se parecer com Jesus, porque na verdade o céu vai descer e Ele quer reinar com você na terra. Isso é muito doido, gente. Entendem isso?
Agora, olha que interessante. Aí eu falei assim: "Gente, a igreja evangélica é igual o mundo, os Monstros S.A., o negócio delas é o quê? Abrir a porta, entrar no reino de Deus, gritar, falar um monte de mentira que ama, que quer, que 'eu vou' e não vai nada. Como é que é? Recarrego a bateria e volto pro meu mundo, para as minhas coisas, para fazer o que eu quero fazer. E domingo que vem eu volto de novo."
E qual que é a questão da porta? A porta não pode, porque se fechar acontece o quê? Eu fico preso desse mundo. Então eu não me afasto da porta. Gente, isso é muito interessante. O crente não se afasta da porta com medo da porta fechar, com medo de ficar preso num lugar em que ele não tem controle. Ele quer usar a força e o poder deste lugar, mas para fazer o que ele quer. Ele até se submete, ele acessa, ele louva com o objetivo de captar força, captar energia, mas para voltar pro seu mundo para fazer o que ele quer.
Essa não é a proposta de Deus. A proposta de Deus é que você abra a porta, entregue a caneta, entre, a porta fecha e você não volta. O batismo nas águas. A primeira estação aqui, ó, são três estações: batismo nas águas, batismo do fogo, batismo... batismo das águas, batismo do espírito, batismo do fogo.
Aqui na nossa igreja nós entendemos essa doutrina. Existem três batismos na Bíblia: o das águas, da água, o do espírito e o do fogo. O batismo das águas é o batismo do arrependimento, é o batismo da ativação. Por isso que a pessoa ela é mergulhada na água.
Ô, gente, alguém aqui respira debaixo d'água? Por quê? Você não é peixe. Mas existe animal que respira debaixo da água. Por quê? Porque ele foi criado para respirar debaixo da água. Certo ou errado? Então, é possível respirar debaixo da água? Sim. Mas que tipo de animal respira debaixo da água? Peixe. Por quê? Porque ele foi feito da água. A natureza dele é a natureza aquática.
Você não consegue respirar dentro do reino de Deus. Você nasceu nesse mundo, no sistema desse mundo. Quando você é batizado nas águas, você mergulha, não mergulha? Esse rito foi criado para quê? Para você mergulhar na água. E por que que você mergulha na água e é completamente imerso debaixo da água? Com uma simbologia que você está sendo sepultado, que você está descendo às águas, simbolizando o quê? Simbolizando o quê? Que você tá saindo da natureza que respira o ar para uma natureza que vai respirar debaixo da água.
Mas você respira debaixo da água? Não, a menos que você mude a sua natureza. E por que que é necessário você morrer? Para nascer com a nova natureza. Uma natureza que respira debaixo da água. Mas a pergunta é: você batizou para voltar ou batizou para ficar? Mas concorda comigo que a maioria não fica. "Eu passei pelo rito porque agora eu sou salvo. Eu fui batizado porque agora eu garanti que eu vou no céu." Quem tá entendendo isso aqui, gente? Não que eu acessei uma nova realidade, onde eu vou começar uma caminhada de me parecer com Jesus. Tá claro para você? Isso aqui é interessante, não é?
Então essa estação é uma estação que te dá acesso. Ela não está te dando fuga, ela está te dando acesso. E é muito importante você entender os sintomas desse acesso. Gente, todas as pessoas que eu pastorei aqui nessa igreja e todas as pessoas que eu acompanho no Brasil, em outros lugares, eu acompanho pessoas em vários estados, em vários lugares. Tá aqui o Bruninho que mora nos Estados Unidos, a gente conversa direto. Como é que eu pastoreio por sintoma? É ou não é?
E que que eu falo pra pessoa? "O que que você tá vendo? O que que você tá sentindo? O que que Deus falou para você?" Por quê? Porque em cada um desses lugares Deus fala uma coisa. Ele ensina. Eu conheço as salas temáticas. Então, quando você conhece a sala temática, quando depois que você mergulhou, imagina você, eu tenho aquele sonho que eu conto que você pula no mar, você mergulha. Só que você afoga e morre. Só quando você morre, você ressuscita debaixo da água, respirando debaixo da água.
E de repente você olha pro mar, você olha para debaixo do fundo do mar e você agora tá respirando debaixo da água e de repente você se sente parte daquele novo ambiente. E agora não é um mergulho apavorado e com medo de voltar porque vai acabar o ar. Agora é um mergulho calmo, observando, olhando, percebendo. E é um mergulho que agora te dá possibilidade de ver um caminho.
Ô, gente, Jesus ele fala o seguinte, Jesus vira para Nicodemos e fala assim: "Nicodemos, você quer entender coisas de pessoas que estão debaixo do mar, mas você ainda não nasceu da água?" Jesus tá falando para Nicodemos, um homem, um dos maiores mestres da Bíblia naquela época, falando: "Você sabe tudo sobre a lei de Moisés, mas você não sabe nada sobre o reino de Deus. Você não nasceu da água, assim você não nasceu do espírito. Você não nasceu da água porque você não morreu. Assim você não ressuscitou no espírito. Você não mudou sua natureza." Quem tá entendendo isso aqui, gente?
Em outras palavras, Nicodemos, através da sua pergunta, para mim demonstra o sintoma que você nunca acessou esse lugar. Eu consigo com uma conversa, com minutos com uma pessoa, saber se essa pessoa nasceu no espírito ou não por causa dos sintomas que ela apresenta. Jesus ele disse aí: "Nicodemos, mas espera aí, Jesus, eu tenho que voltar ao útero da minha mãe e nascer de novo?" Jesus responde: "Nicodemos, quem é nascido da carne é carne. Quem é nascido do espírito é espírito. É necessário que você nasça da água para morrer e do espírito de uma nova natureza para você respirar debaixo da água e você perceber e entrar no mesmo lugar que eu tô. Eu quero falar para você do lugar que eu tô, mas você não tá no mesmo lugar que eu tô, porque você tá aqui e eu tô aqui."
O Lucas conta uma coisa muito interessante. O Lucas Ferrari conta uma coisa interessante. "Eu fui pregar numa igreja, eu não vou falar qual igreja é. Gente, eu passei 15 anos da minha vida viajando todo fim de semana. Todo fim de semana. Minha esposa enlouqueceu comigo, a Carla. Todo final de semana. Pega um avião aqui, vou para lá. Tinha final de semana que eu fazia dois aqui e outro lá. Pum, pum, congresso, congresso, congresso."
E eu tinha uma tese. A tese era o seguinte: "Cara, tem uma galera aqui que não tá nem aí para o que eu tô falando. Aquele fogo e vamos dançar e canta e toca e pula e rola e tarará tarará." Aí que eu pego a palavra, "tum!" Eu, eu, eu, qual foi a estratégia que eu tive depois de uns cinco, seis anos? Eu falei assim: "Eu vou criar uma sintonia de pregação. Eu vou pegar o meu rádio e eu vou sintonizar. Eu vou colocando uma sintonia da mensagem que só vai, a vibra, que só vai pegar a mensagem quem tiver passado pelo menos uma estação. Quem tiver fora vai me achar doido, louco, vai endoidar, não vai querer que eu volte nunca mais. Mas eu preciso falar para aqueles que já entraram. Eu preciso encontrar aqueles que o espírito já tá falando com eles. E eu preciso informar essas pessoas que eles não tão doidos. Por mais que em volta deles esteja oprimindo eles e falando que eles estão doidos, eu preciso falar para eles, pelo menos uma pessoa: 'Olha, você não tá doido e o Espírito Santo tá falando com você'."
Então eu começava a pregação. Teve uma vez que eu lembro que eu tava em São Luís no Maranhão, 5.000 pessoas na minha frente, o pastor me chama agora com a caneta. Peguei o microfone, falei, eu, eu, eu botei a mão no púlpito assim, falei assim: "Eu nunca mais volto aqui, porque vai ser uma lapada aqui agora que não vai dar, vai sobrar pedra sobre pedra. Eu tenho um objetivo nesse lugar. Ou eu crio uma clientela para me dar dízimo, me dar ofertas boas pros próximos 10 anos. Crio amigos que vão me convidar sempre ao congresso do outro ano, já tava garantida, já tinha agendado o congresso do outro ano comigo já. Ou eu encontro os malucos que tá nessa igreja que Jesus tá falando com eles e a gente começa e eu ajudo eles a entender o que tá acontecendo."
Eu nunca, eu não me lembro de uma pregação que eu cedi o coração ou que eu me corrompi na proposta de fazer clientes. Eu falei assim: "Eu preciso encontrar aqueles que realmente estão mergulhando e vão na sintonia." É igual você falar assim: "É igual o peixe." Conversando com outro peixe do aquário assim, ó: "Você fala a língua do peixe para quem tá debaixo d'água."
Meu irmão, não tem um lugar que eu fui que acabou o culto, todo mundo vai embora. O pastor me compensa até assim, ó: "Nunca mais volta aqui." Ele vai embora e sempre tem três, quatro, cinco. No meio de 1.000, 2.000, 3.000, 4.000, 5.000 pessoas, cinco, seis, 10 pessoas. "Kakau, posso falar com você?" "Tô ligado." "Pode, sim, cara." Igual o Lucas falou comigo, nesse dia foi só o Lucas. Falei assim: "Kaká, eu não tô falando que não foi benção essa palavra sua, quantas vezes escutei isso. Mas o Espírito de Deus já tá falando isso comigo." Eu falei: "É mesmo? É o Espírito Santo falou para você o que eu preguei aqui hoje?" Falou assim: "Foi." Eu falei assim: "Vem cá, eu vim aqui só para te falar que você não tá doido, que você acessou essa estação, que você precisa continuar e não desistir do que Deus tá falando com você. Eles vão te perseguir, porque o sistema ele não foi preparado para as pessoas mergulharem. O sistema foi preparado para manter as pessoas neste lugar, porque aqui elas são mantidas de uma forma infantilizadas e fácil de ser controladas. E neste lugar é um lugar em que eu posso controlar massas e usar os seus recursos humanos e financeiros para objetivos próprios religiosos."
As pessoas que mergulham, pessoas que amadurecem, são pessoas que não são controláveis, porque elas são controladas pelo espírito. Quem tá entendendo isso? Não é bom pra igreja criar um ambiente pedagógico em que as pessoas crescem espiritualmente. Paulo fala isso em Efésios. Ele fala: "Eu dei uns para profetas, apóstolos, mestres, evangelistas, pastores." Para quê? Porque eu preciso... essa, essa, essa... a festa número um, a primeira festa, a primeira estação é ativação. Todas as outras festas é aperfeiçoamento.
Olha só, nós temos uma festa de ativação e seis de aperfeiçoamento. Todo o objetivo pedagógico de Deus é ativar para aperfeiçoar. Quando você ativa uma pessoa e não aperfeiçoa, essa pessoa não sabe por que ela foi ativada. É muito comum essas pessoas se frustrarem e se frustrarem muito, ou ela canalizar toda a sua força para um ambiente, eu chamo de antessala.
Ô, gente, presta atenção. Isso aqui são coisas muito sutis, são muito importantes. A maioria da religião ela criou uma antessala no pé da cruz. Quem tá falando isso é você, Kaká? Não, é Jesus. Ele falou assim, ó: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas." Mateus 23:31, se você quiser anotar: "Vocês ficam na porta do reino. Vocês não entram e não deixam as pessoas entrar."
Mas por que que eles ficam na porta do reino? Porque eles usam do ambiente espiritual dessa porta, dos símbolos. Eles usam de toda essa ambiência. Por quê? Eu não... eu tenho que construir um ambiente que parece verdadeiro, mas não é. A antessala do reino é o lugar mais perigoso, porque é um lugar que você pensa que você tá, mas você não tá. E é um lugar que você não cresce.
Eu falo que é um bonsai. Eu faço a comparação do bonsai. Como é que... como é que... como é que produz bonsai, né? Aquelas arvorezinhas pequenininhas, bonitinhas. Bonsai é uma árvore, certo? Mas qual que é a coisa mais importante? Eu preciso colocar num vaso enrijecido, sem contato com a terra e completamente dependente de ser regada e com podas permanentes. Como é que eu controlo uma árvore de 10 metros de altura com poda, com vaso enrijecido e com controle? Quem entendeu isso?
O vaso enrijecido é a antessala. A pessoa ela entra, quando ela entra, ela é ativada, ela nasce, quando nasce joga no vaso. Tô fazendo uma crítica pesada aqui, me desculpa, mas tô tentando desenhar para vocês o mundo espiritual. Eu quero ser... eu preciso que tenha vida, mas eu preciso controlar a vida que nasceu em você agora. Quem tá entendendo isso?
Então eu preciso de um lugar rígido que não tem contato com a terra, que eu consiga te podar e controlar e criar dependência da água, porque aí eu posso te usar da forma que eu quiser. Quando a raiz vai crescendo, vai batendo aonde? No vaso. À medida que ela vai batendo no vaso, ela vai sendo reprimida e ela vai perdendo a força de crescer. Ela vai sendo podada, ela vai sendo reprimida e vai sendo regada e vai sendo controlada.
Passou 10 anos, uma árvore que era para dar sombra, uma árvore para os passarinhos morar, uma para dar fruto, ela virou ornamentação da mesa dos poderosos. "Olha, você quer comer uma jabuticaba?" Infelizmente, esse ambiente, essa antessala do reino, é um lugar extremamente perigoso, porque ela tem aparência que é do reino, tem linguagem de reino, tem vestiduras de reino, tem ambiente de reino, tem música do reino, mas não é o reino, é a religião.
E ela produz em você um efeito contrário. Ao invés dela produzir em você crescimento e consciência do reino de Deus na terra, ela cria em você medo do mundo e cria em você um sentimento de julgamento, de se sentir melhor, se sentir mais importante, se sentir exclusiva. E ela não sabe o que Jesus tá fazendo. Ela não acessa a agenda, gente.
Acessar a agenda de Deus é a coisa mais importante. Porque acessar a agenda é acessar o que Jesus está fazendo, não o que Ele fez apenas. Ele já abriu uma porta pra gente entrar, mas para entrar onde Ele tá. Andar na agenda de Jesus é estar aonde Ele está e fazer o que Ele está fazendo. Não é fazer para Ele, é fazer n'Ele. É se conectar ao seu corpo e amadurecer e ser aperfeiçoado nesse processo.
Então, a primeira estação é a estação da Páscoa, é a estação da ativação, é a estação da porta, é a estação do batismo das águas, é a estação da morte, da sua morte, da sua crucificação. É a estação que Jesus falou assim: "Negue a si mesmo, tome a cruz e siga-me." É a estação que você entrega a caneta para Deus. É a estação que você acessa o Wi-Fi. É uma estação extremamente importante. É a estação que você nasce de novo.
É a estação que você muda a natureza, que dentro de você nasce um peixinho bem pequenininho, ainda embrionário. Mas agora, agora você é portador da natureza divina. O seu espírito ele tá morto. O homem, o homem e a mulher carnal, o espírito tá morto. Você tem o espírito, mas ele tá morto. Ele não tá ativado, ele não tá vivo, ele não interage.
As pessoas que não nasceram do espírito são pessoas que não entendem e não acessam nada do reino de Deus. É como se você tivesse um Wi-Fi liberado, mas você não tem um aparelho que conecta a esse Wi-Fi. Adianta ter Wi-Fi nessa sala? Adianta ter 4G na rua se você não tem um aparelho que conecta com essa rede? Não adianta. Adianta você ter um telefone e ele tá desligado? Adianta você ter um telefone e você tá no modo avião?
Então, o espírito desligado é o espírito do modo avião, é o espírito, é o telefone. Você tá usando até a lanterninha, mas tá desligado. Ele não se conecta, ele não captura a realidade, ele não interage com o mundo espiritual. Jacó, quando ele põe a cabeça no altar, a Bíblia fala que imediatamente ele sonha. E quando ele sonha, a Bíblia fala que ele vê uma escada, o anjo subindo e descendo. E Jesus ao lado da escada e começa: "Ei, Jacó, cara, tava te esperando aqui já tem um tempão, mano. Olha aqui, eu vou te levar, vou te trazer através de você, eu vou abençoar todas as famílias da terra. Sua descendência será maior do que as estrelas do céu, mais numerosas do que as areias da terra, da praia. Ei, Jacó, eu tenho uma chamada para você, Jacó. Eu vou te levar, vou te trazer, vou te proteger, vou te prosperar."
Que é isso? Tudo porque eu liguei, sabe? É igual o meu telefone quando eu ligo ele, meu WhatsApp, um monte de coisa que eu não sabia que eu começo a ficar sabendo. Quem aqui já ligou o telefone? Ficou um tempão depois de ser... ele recebeu mensagem que estava, ó, retida no mundo espiritual quando ele botou a cabeça no altar e ele ligou o telefone dele, ligou espiritualmente, ele acessou informações sobre ele que ele não sabia.
Ei, gente, presta atenção numa coisa aqui. Quando você nasce de novo, quando você é ativado, você pela primeira vez na sua vida, você recebe uma informação sobre você da parte de Deus que você não sabia. Sabe o que é triste? Tem pessoas que passam uma vida inteira sem acessar essas informações. Por isso que uma das coisas mais importantes que acontece após essa ativação é a libertação. E a libertação ela tá totalmente ligada a te revelar sua identidade.
Identidade, gente. Tudo isso é na primeira estação, viu, gente? Identidade não é quem você é, é igual a quem você foi criado. Identidade é com quem você se parece. Identidade é quando você olha para Jesus e você começa a se ver n'Ele. Você começa a ter uma revelação do que Ele preparou para você. Quem tá entendendo isso, gente?
É possível você passar uma vida inteira e você não saber o que Deus pensa sobre você. A coisa mais libertadora da vida de uma pessoa é ela não andar segundo o que o pai dela disse para ela, o que a mãe dela disse para ela, o que o avô dela, o que o patrão disse, o que o seu técnico disse. A coisa mais libertadora que existe na vida de uma pessoa é quando ela tem uma informação do que Deus pensa sobre ela.
"Ei, tu és meu filho. Ei, Jacó, você não é um usurpador. Você não é um ladrão. Você é um homem segundo meu coração. Você pode ter errado, você pode ter pecado, mas eu te escolhi, eu te amo e eu vejo em você o que você não vê. Eu vejo um potencial em você que você nem sabe que você tem, mas eu vou te levar e vou te trazer. Eu vou te aperfeiçoar. Eu vou te ensinar a andar comigo. Eu vou fazer através de você uma benção que eu vou abençoar todo mundo."
Gente, existem informações sobre você que você não sabe. Quando a gente entra num ambiente, nós somos transportados do império das trevas para o reino do Filho. Nós acessamos este lugar onde Deus Ele começa a dar essas informações de uma forma homeopática, gradativa. Ele vai te dando revelações dentro de um processo pedagógico.
À medida que... sabe o que significa a palavra revelação? Revelação não é algo novo, é algo descurtinado. Uma revelação não é Deus te falando uma coisa nova, é uma coisa que tava escondida, que você não tava vendo. É uma cortina que se abre, é uma coisa que foi descoberta, não uma coisa nova, revelação. À medida que você vai entrando, Deus vai revelando, Ele vai descurtinando coisas que já existiam, que estavam encobertas para você. Então, uma revelação é tirar o véu, é tirar a escama dos seus olhos, é te dar acesso a novos lugares.
Então assim, eu espero que vocês tenham entendido essa primeira estação, a estação da ativação, a estação do acesso, a estação da porta. Ô, gente, e uma das coisas que eu falo, eu não falo, eu não ensino sobre as próximas estações para uma pessoa que eu sei que não passou pela primeira estação. Não adianta eu falar sobre matéria de peixe para quem ainda não respira debaixo da água. Quando a pessoa começa a respirar debaixo da água, os sintomas são claros. Agora você pode instruir essa pessoa no próximo passo. Por isso que é importante nascer de novo.
Olha o que Jesus ele disse. Vamos ler esse texto juntos agora pra gente finalizar. Olha o que Jesus ele fala, como é que Jesus ensinou para João. "Havia dentre os fariseus um homem chamado Nicodemos." João 3, versículo 1. "Um dos principais judeus. Este, à noite, foi ter com Jesus e lhe disse: 'Rabi, sabemos que tu és um mestre da parte de Deus, porque ninguém pode fazer esses sinais.'" É importante que a palavra "sinais" aqui é a palavra "standar" que aponta para as estações. "Ninguém pode, ninguém pode fazer esses sinais que tu fazes se Deus não estiver com ele." Então ele reconhece os sintomas de Jesus.
"A isso respondeu Jesus: 'Em verdade, em verdade vos digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus'." Uau! Olha esse texto, gente. Vira pro seu vizinho e fala assim: "Se não nascer de novo, você não vai conseguir ver o reino, porque o reino tá debaixo da água. Se você não respirar debaixo da água, você não vai conseguir ver o que tá debaixo da água." Entendeu isso aqui?
Ele continuou, perguntou-lhe Nicodemos. Olha essa pergunta de Nicodemos, é de alguém que já mergulhou ou de alguém que não mergulhou? Olha o sintoma. Perguntou-lhe: "Como pode um homem nascer de novo? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer pela segunda vez?" Jesus fez assim, ó. Um mestre da lei, um dos principais mestres.
Jesus respondeu: "Em verdade, Nicodemos, em verdade te digo, quem não nascer da água e do espírito não pode entrar." Agora aqui, ó, aqui, ó, não pode o quê? Entrar. Quem entra, entra pelo quê? Pela porta. Jesus tá falando de quê? De salvação ou de acesso ao reino? É isso que é importante. 99% da igreja prega: "Entrar" algo que você vai entrar depois da morte, vida eterna. Nós não estamos falando sobre uma coisa que vai acontecer, é uma coisa que está acontecendo. Entende isso?
"Da água e do espírito." Porque a água você morre e o espírito é a natureza. A água te afoga. É. É. E você nasce debaixo da água, na nova natureza para respirar debaixo da água. Então você entrou, mas você não entrou para sair, você entrou para ficar. Então agora você vira peixe, você passa a acessar o reino.
Então aqui, ó: "Em verdade, em verdade vos digo, quem não nascer da água não pode entrar no reino de Deus." Aí ele vai falar: "O que é nascido da carne é o quê? Carne." A natureza carnal. "Mas o que é nascido do espírito é o quê? É espírito. Não te admires." "Não te admireis de eu te dizer: 'Importa'." O que é importante é nascer de novo. Nicodemos, como é que você quer que eu te ensine as coisas do reino se você não nasceu do espírito? E o espírito consiste para aqueles que são pessoas espirituais. Em outras palavras, eu não tenho nem como te falar da próxima estação, por mais entendida a lei que você seja. Entende isso, gente? Tá ficando claro nesse texto, né?
Agora esse, esse para mim é maravilhoso. Depois que você acessou o reino, agora olha isso aqui. Olha uma característica de quem acessou o reino. "Não te admires eu te dizer importante, importa-vos é nascer de novo." Vira pro seu vizinho, fala assim: "Importa é nascer de novo." Importa é nascer, importa é saber se você foi ativado. É se você, se o seu espírito ele está conversando com o espírito de Deus. "Ah, Deus não falou comigo." Deus faz, eh, Rafaela. Não, Deus é espírito. Ele vai falar através do seu espírito. Quem é espiritual discerne das coisas espirituais. Escuta Deus através do seu espírito. Deus fala, Ele é espírito e fala através do seu espírito. E quando o espírito de Deus fala com o meu espírito, eu testifico que eu sou filho de Deus. Romanos 8. Não é assim que a Bíblia fala?
Então, olha só, quem nasceu de novo, importa nascer de novo. Por quê? O que nasceu de novo? "O vento sopra aonde ele quer. Ouve-se a voz, mas ninguém sabe de onde vem o vento e nem sabe para onde vai. Assim é um sintoma de todo aquele que é nascido do espírito." Quem é nascido do espírito passa a ser guiado pelo espírito. Quem é nascido do espírito e passa a acessar as informações do reino, passa a ter um comportamento de quem tá no vento. São pessoas que perderam o controle, que não têm a caneta mais na mão. São pessoas que são guiadas pelo espírito. São pessoas que foram combatidas nela. O pecado original que é ser Deus da sua própria vida.
Quem é? Quem são aqueles que são levados pelo vento do espírito? É quem não tem mais controle sobre a sua vida. É quem deixa o vento soprar. É quem tem a audácia de se lançar no vento e acreditar que agora o projeto de Deus é maior do que o seu. Gente, isso é um comportamento, é um estado de espírito. São pessoas levadas pelo vento. Isso é delicioso. Isso é prazeroso, isso é maravilhoso. Você respirar debaixo da água e saber que agora as ondas, os movimentos irão te levar. Existe alguém te levando. Existe um vento soprando nas suas velas.
"És o vento que sopra em minhas velas. És o ar dentro dos meus pulmões. És o sangue que corre no meu corpo, alcançando o meu coração. Em Ti eu vivo, em Ti eu me movo, em Ti eu existo." É isso. Você passa a viver, a existir, a se mover a partir d'Ele.
"E lhe perguntou. Então lhe perguntou Nicodemos: 'Como pode suceder isso?' Acudiu-lhe Jesus: 'Tu és mestre de Israel e não compreendes essas coisas? Em verdade, em verdade te digo que nós dissemos o que sabemos e testificamos o que temos visto. Contudo, não aceitais o nosso testemunho. Se tratando de coisas terrenas, não me... não credes, como crereis se vos falar das coisas celestiais?'" Se eu te falo de coisas terrenas, vocês não creem, como vocês vão crer se eu te falar de coisas que para quem mora debaixo da água, vocês não vão entender o Lufas.
"Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem, o que está no céu. De modo que Moisés levantou a serpente do deserto. Assim importa que o Filho do Homem seja levantado."
Então, terminando a aula aqui com vocês, às 10 horas, deu 1 hora e 20 de aula. Deu para entender a ideia da primeira estação, o tema, o que se trata? Amém. Vamos ficar de pé. Vamos fazer uma oração. Cadê meu o tocador? O tocador, você tá dando morte. Tô te falando. Fecha seus olhos, cante comigo assim, ó: "És o vento que sopra em minhas velas, és o ar dentro..."