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E aí, o "Olá, tudo bem com vocês?" Sejam bem-vindos a mais uma aula do curso de pós-graduação em psicomotricidade. Pessoal, cadelas-professoras, step acompanha você, não ter correr dessa aula. E hoje nós vamos falar um pouquinho sobre a contribuição das teorias psicogenéticas para a psicomotricidade, assim como a sua relação direta com os aspectos motores, cognitivos e socioafetivos, né? Questões das relações. E vamos ver um pouquinho mais sobre a questão do Piaget e do balão das suas teorias para a contribuição dentro dessa fundamentação.
A epistemologia é a ciência do conhecimento. Etimologicamente falando, o significado da palavra casa essa noção de conhecimento, aquilo que é conhecido, que vem a ser conhecido. Não por isso ela se torna a ciência do conhecimento. No caso do Piaget, é uma ciência do conhecimento genética, voltada especificamente para os processos da aprendizagem. E o Piaget foi um biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço, considerada uma das maiores contribuições do século 20 para a psicologia e para a educação, principalmente, mas grande parte das outras áreas, da medicina, neurociência, entre outras, acabam usando suas contribuições também, trabalho de novas pesquisas e novas fundamentações, e vão acrescentando as vezes as buscas em prova de desenvolvimento humano, há 50 lá em Genebra, em Fundão, centro de referência para estudar o processo do conhecimento. A abordagem dele é baseada principalmente na questão do levantamento dos conhecimentos, do como ele é gerado, como ele é construído, por isso ganha o nome de epistemologia genética. Sendo que a epistemologia está ligada diretamente à questão científica dos conhecimentos, como ele é construído e articulação direta com a contribuição das nossas características anti-sociais, né? O gênio é a grande dúvida no Piaget. A grande motivação era do como a gente alcançava conhecimento, como seres humanos desenvolviam seu conhecimento. E ele, estudando, fazendo ali suas pesquisas, entende que o conhecimento passa do processo mais simples ao processo mais avançado, das questões mais singelas da aprendizagem até as mais complexas. E para responder suas próprias dúvidas, o que a gente começa a estudar de forma técnica, sistematizada, como as crianças constroem as noções fundamentais e as bases do processo de conhecimento. Lógico que para ter um registro linear, até mesmo de como elas perceberam a realidade apresentada e a comunhão explicando a sua compreensão do fato, né? Como é que se dava essa relação entre os objetos e as informações do meio, a no geral, uma perspectiva geral do registro humano sobre as teorias desse processo de conhecimento e aprendizagem. Nós temos várias, mas dois grandes marcos até da teoria inata. O que traz a ideia de inatismo: Olá, tudo aquilo que a gente conhece, tudo aquilo que a gente entende, informação e já nasce com a gente, né? São as nossas predisposições, como se fossem dons. Então ser inteligente, ter cognição, ter inteligência seria um dom, algo que nasce ali comigo. E essa teoria, esse princípio, a tem seus registros já em Platão. O Platão, conforme o "olá", teorizando suas perspectivas pelos séculos, ele escreveu que a alma, ela sempre vai perceber o culto e antes da gente chegar à terra, matéria, nós temos acesso a tudo aquilo que é bom, justo, verdadeiro, né? Ou seja, ao conhecimento. O que tudo aquilo que a gente aprende na vida, na material, né, na matéria aqui no mundo, na realidade, a gente não está aprendendo, nós estamos lembrando. Que lembrando, porque tudo aquilo que a gente acaba aqui nós já conhecemos no mundo das ideias, vão, já nascemos com essas predisposições. Então essa teoria, chamada de inatismo, trás e sustenta essa perspectiva: naturalmente nós já temos aptidões, habilidades, conceitos, conhecimentos, qualidades, é uma bagagem com grande peso hereditário. E essa concepção, no geralzão, ela vai motivando os educadores da época, né, as pessoas que contribuíram para a formação geral na época de Platão, que o educador ele deveria investir, não é influenciar, interferir o mínimo possível, porque na realidade, conforme os indivíduos por si percebendo sua própria capacidade, ele simplesmente já se relembrar daquilo que ele já conhecia. Jotinha para trazerem ser afinal de contas toda a bagagem de conhecimento estava ali. E "Natan me on".
Em contrapartida, nós temos uma teoria bem diferente, está no plantão e traz essa ideia de que o nosso conhecimento é sempre externo a gente e passa a conhecer, passa a saber de acordo com a estimulação que a gente recebe no meio. Nós temos algumas bases, obviamente, né? Principalmente no que tange a Lie e a nossa necessidade neurológica de estruturas para a aprendizagem. A mais que sem o meio, sem intervenção, tem a informação, sem o conhecimento construído historicamente para o homem ali, mas não aprendemos, e que entrar principalmente o relato dessa ideia é o Aristóteles. Não lhe apresenta essa perspectiva contrária do Platão. O segundo Aristóteles, nosso processo de aprendizagem se dá pelo empirismo e essa absorção do conhecimento externo, seja eu aprendo pela experiência, pela prática, pela troca. O que é que acordo com aquilo que me é fornecido, de acordo com as possibilidades que me são ofertadas, nos são dadas. O que eu vou construindo a minha capacidade de aprender está as pontinhas go tável internet conhecimento não existe, né? Porque existem com as estruturas de base para que eu interajo da melhor forma possível com o meio e assim aprenda. Bom, então em toda a e a informação necessária para que eu me de boa sempre vem do meio exterior e me chega através dos sentidos: tato, tato e o paladar, a audição, a visão. Quem são esses sentidos que vão me dar condição de perceber o mundo e se perceber. A última roteia a relação que as pessoas fazem, por exemplo, os objetos, né, a funcionalidade de cada um deles para que a partir daí eu explore esses elementos e oi Márcia criar as minhas memórias, tem o processo de memorização. E aí, a partir dessa repetição eu crio cópias, cópias daquilo que já existe no mundo, cópias da minha realidade. Então eu aprendo com o meio, uma informação que está sendo passada. E no geralzão, os empiristas eles acreditavam que toda a informação se transforma no conhecimento quando a gente passa a parte do nosso tempo fazendo alguma coisa ou criando um hábito, mas também adquirimos conhecimento. Olá, tudo aquilo que a gente passa a saber depois de um tempo, nada mais é do Thiago, solução das informações que nos foram dadas. Pelo menos a criança e ela é comparada no inglês mesmo como a água, né, que a gente pode canalizando de acordo com a necessidade. Ou seja, eu quero ter um bom médico desde a infância, eu vou dar informações necessárias para que esta criança materialize o seu conhecimento, crie esses mecanismos de compreensão lógica do processo necessário para o exercício da medicina, por exemplo, entrou canalizando para que futuramente ela tenha prospectos intelectuais necessários para se tornar um médio. É mais ou menos a seguir minha visão, meu bem, o crítico bem pequenininho quem é.
E outra coisa importante sobre o empirismo é que, apesar do Aristóteles, seu precursor, dele antes de Cristo mesmo, ali na época do negócio que tem um cheiro, falou nem Prudente já, nós temos alguns autores que e defendem essa ideia. E se a gente parar para pensar a nossa prática educacional, nossa prática em escola ainda é baseada nisso, infelizmente, onde o detentor do conhecimento é o professor. E é por isso mesmo que o professor ensina aquele que não sabe. Ou seja, toda a trajetória de vida da criança é bem considerada porque só o cara que tá Licuri toma na mão é que sabe alguma coisa. Então se só ele sabe, a criança tem que tá quietinho aí aprender. Vai de encontro, né, ah ah a própria proposta em do Piaget, construtivismo, um e o próprio Paulo Freire já trazer essa coisa, né, esse um bate esse combate de que só o cara com diploma na mão aqui saco, então vai depositar o conhecimento na vida que a gente vidro, nada mais é do que educação bancária. Em mente a gente ainda ver essa reprodução constante no nosso meio social. No passado, essa concepção do inatismo e do empirismo chega aí o Piaget com a sua perspectiva de junção das informações e para que a gente tenha um novo olhar, para que a gente compreenda e sim, o indivíduo não é uma tábua rasa, ele não, não vem vazio aqui o meio deposite coisas, não, mas ele também já não vem com tudo pronto, oi tá tudo ali prontinho, bonitinho dentro dele. O que acontece é: ele tem sim estruturas que são propícias a serem desenvolvidas, e ele também depende da interação do meio, meio ambiente, no sentido de objetos, indivíduos e suas relações, que é somente com esse intercâmbio de trocas recíprocas de sujeito e meio em que o indivíduo se constrói. Por isso mesmo com o extrativismo, e ele sai dessa perspectiva de polaridade na área de TI, o inatismo, empirismo, estão em lados completamente opostos, o e ele traz isso com um meio para um centro, onde ele tenta explicar essa perspectiva construtivista dele e dizendo em Presidente isso, né, de que sim, nós temos as estruturas necessárias para aprender, porém sem a interação necessária comer nós não chegaremos na nossa melhor pressão. E o Paulo Freire, a Constance Kamii, hoje pela praia, a própria Emília Ferreiro e outros tantos teóricos posteriores utilizando essa mesma coisa expectativa do Piaget para explicar um pouquinho de como vai se dar essa construção de conhecimento. A Constância com a minha referência no processo de matemática, o Paulo Freire referência na educação popular, né, na educação das minorias, partindo daquilo que elas conhecem e não dá Vovô viu a uva e o Mc lacraia falarmos da questão da moral e da ética na criança, ou seja, dos valores da criança se constrói a partir da sua relação com ele. E a Emília Ferreiro juntamente escola na fibrose em falada psicogenética da linguística, ou seja, como a gente aprende a ler e escrever. E aí [Música] em toda essa galera e traça as suas teorias, as suas configurações a partir dessa ideia de evolução de conhecimento, inteligência como processo físico social, ou seja, de integração da relação do sujeito para comer onde não ocorrem somente um processo natural, mas também não ocorre somente o processo de prática para comum e como, né? Eu preciso de ambos, porque o sujeito precisa atuar sobre o meio e o meio precisa investir no sujeito para que essa evolução intelectual acontece e a gente tem a maior compreensão da nossa consciência, da nossa condição e da nossa ambição no processo de aprendizagem. E o Piaget ele vai marcar também suas teorias com uma ideia de trajetória hipotética de aprendizagem, o processo de trânsito de trajetória, né, das hipóteses de aprendizagem, nada mais é do que a descrição do pensamento de cada um dos indivíduos quando eles aprendem, como eles aprendem, porque eles aprendem, com que eles aprendem. Tudo isso relacionado diretamente às hipóteses, as grandes perguntas motivadoras do porquê, para quê, com quem, como. É por meio desse conjunto de perguntas e das tarefas de ensino organizadas e ele acredita que circuito são ativados para que as ações mentais o consigam conduzir o aluno. A ao ponto X traçando esse caminho de aprendizagem e desenvolvimento. E o Piaget ele vai descrever todo esse processo dentro de estar, né? São as etapas, marco, os marcos de desenvolvimento de acordo com a visão do que é G1 e a sensório-motora, a pré-operacional, operatório concreto e operatório formal. Lembra que na aula de psicologia do desenvolvimento eu mencionei um pouquinho do FIES, pedir para vocês depois a gente vai ter mais descritivamente a teoria de Las, só uma apresentação da contribuição das teorias foi sim veremos agora o piá GTA que a interação entre o sujeito e o mundo externo. Todo o conhecimento da criança se muda e muda o mei na medida que e a integração ocorre para que o nosso sistema cognitivo se desenvolva de fato e consiga propriamente dito influenciar o meio no qual quando tudo isso acontece o conhecedor muda e o conhecimento também. Ou seja, aquele que passa a conhecer, a criança que passa a conhecer é transformada, mas o conhecimento que ela acabou de receber se adquirir de cumprir também é mudar porque passa a ter impressões da sua própria vivência. O desenvolvimento cognitivo ele passa por um processo de embriologia mental. Pensando na biologia, é o embrião, ele não vai se desenvolvendo aos poucos, não precisa ser meses, semanas, né? Combustível, alimentação ali, a integração do próprio sistema da mãe que é o meio do embrião é para que esse embrião se desenvolva as suas características básicas. O processo de desenvolvimento cognitivo se dá da mesma forma, tão a inteligência ela se dá essa relação da função e estrutura. Então eu tenho, por exemplo, na xícara, eu preciso entender qual é a estrutura dessa xícara e qual é a função dela. Ela serve só para beber café? Eu posso para deixar, posso tomar água, posso beber refrigerante, posso e tirar água da pia aqui transbordou com essa canequinha, eu posso e escovar o dente com ela, por água ele entende então quais são as funções possíveis, tudo bem? Nós temos a função de base, né, que é o que determina o objeto, mas ele serve só para isso? Ou eu posso criar hipóteses que vão me fazer modificar a estrutura cognitiva que eu já tenho, influenciar o meio no qual está inserido e permitir que assim meio também vai conduzindo de acordo com o conceito já estabelecida, não é? Através desse processo, dessa embriologia mental que toda a estruturação da inteligência e a funcionalidade desse processo intelectual cidade no desenvolvimento da criança e no nosso também, né? Afinal de contas, enquanto adultos, nós também aprendemos constantemente. É viajar ele vai trabalhar com alguns conceitos de base muito importante para sua teoria da assimilação, acomodação e equilibração. Assimilação é esse processo cognitivo que nos coloca novos eventos, novas situações, novos esquemas e incorpora novos elementos do meio externo. Esse é o processo no qual cognitivamente a gente consegue captar o ambiente e organizá-lo, possibilitando as informações que ele cá sem ali – ampliar as nossas caixinhas nem pais, né? Que nada mais é do que os nossos circuitos neuronais. Acomodação, por sua vez, é a modificação da estrutura ou no esquema e eu já tenho ali construído e ela ocorre de duas formas: primeira, encaixando um novo estilo e modificando o que já existe; a segunda forma é alterando completamente aquilo que existia e criando um novo, é um será que eu acomode a ler a palavra cômoda, parece tá chegando assim e a gente acolhe ali, né, como ela não tem e não é para encontrar exatamente essa reestruturação e daquilo que a gente já tem de esquema traçado para o processo de aprendizagem. E assimilação, por sua vez, é esse processo de pegar aquilo que vem e trazer muito próximo aquilo que nós já terem e utilizar da forma que está ali dentro da nossa conversão intelectual. A assimilação, por exemplo, é a criança pequena e ao compreender que o au-au na de quatro patinhas, uma cor específica, um focinho, orelhinhas, um rabo, todo animal que ela ver e que tenha mais ou menos essas características passa a ser um cachorro. Ou, por exemplo, a criança convive com vacas na fazenda onde ela mora e a vaca tem quatro patinhas, um rabinho, tem também ali seu rostinho, a boca, as orelhinhas, o tronco. Criança vai vendo essa estrutura, né, ela vai montando esse mapa mental. Quando ela vê uma capivara, por exemplo, já foi viajar para outra cidade para visitar os familiares, para vir para São Paulo e viu ali no CT aquelas capivaras na beira do rio e e ela e olha e pensa a vaca, né, porque tem a mesma estrutura entrou curtinho, quatro patinhas. Ela vai fazendo essa assimilação, vai classificando de acordo com a informação que ela já tem. Aí o que ocorre, o pai dela ou a mãe dela disse para ela: não, mas é só uma capivara e não é uma vaca ou, né, ah não estão cavalo num cachorro. E aí explica o que é a capivara e o que é o cavalo e faz esse processo de diferenciar os dois animais. O que que a criança faz? Ela passa desse processo de assimilação, né, de unir as informações que ela tem, que busca novos esquemas, ela vai acionando novas redes neurais, sabe, para produzir essa nova imagem e associaram o nome, o conceito. Então a vaca é vaca e a capivara é capivara. As duas têm estruturas parecidas, quatro patas, trolalá, mas são animais. Ver o cachorro é cachorro e o cavalo é cavalo, eles têm funções sociais diferentes, eles comem coisas diferentes, eles têm tamanhos diferentes. Isso passa a ser um processo de acomodação, ou seja, pela gerou um novo esquema de conhecimento. Tudo isso se dá através da equilibração, processo que nos permite sair do ponto de conforto e buscar um novo conhecimento para nos equilibrarmos novamente. Eu não nasci em relação à criança vai conhecer um objeto novo e ela inicialmente tem uma certa resistência a esse conhecimento porque ela tem a primeira acomodar o oi e aí ela não consegue ali identificar a traçar. Então ela assimila, só traz a informação daquilo que ela já tem, por isso dessa resistência. E conforme esse conhecimento, essa assimilação não é mais suficiente e o próprio esquema neurológico da criança se reorganiza, modificando a sua estrutura, seus esquemas, seus caminhos para gerar uma acomodação, ou seja, um novo esquema de conhecimento para explicar aquele dado que acabou de chegar para criança. Olá, tudo isso no processo de equilibração, que é a passagem da situação de menor conhecimento para a de maior conhecimento, ou seja, o conhecimento simples para as questões mais complexas. É esse processo de sair da onde estou confortavelmente, me desequilibrasse porque eu não consigo explicar e achar caminhos de explicar. E aí o equilíbrio, então o sujeito, a criança, adolescente, adulto ou idoso, conforme nós temos acesso a um novo objeto e esse novo objeto não cabe dentro das classificações dos conceitos que nós já temos, nós entramos em conflito, ou seja, desequilibramos nossa capacidade de explicar aquele fenômeno. Daí nós buscamos fazer relações, comparações, buscar as informações adversas que a gente já tem alistrado na nossa cabeça oi e aí nós conseguimos acomodar informação, ou seja, modificar os percursos, circuitos neurológicos para conhecer aquilo, ou seja, ter essa embriologia que temos hoje, tem esse processo desse embrião que vai crescendo até gerar de fato um conhecimento. Nesse processo se dá equilibração, porque não equilíbrio, né? Porque o equilíbrio faz parte, o desequilíbrio faz parte. A equilibração é constante porque é isso, estamos em equilíbrio porque temos o conhecimento, recebemos uma nova informação, entramos em desequilíbrio para buscar compreender essa nova informação. Quando a gente consegue acomodar, reconstruir a informação, criar algo novo, a gente se equilibra de novo e aí volta processo porque novas informações aí não conhecimento de novas residências, em principalmente na infância e o processo de desenvolvimento. Ele sempre vai ser influenciado pelos fatores de maturação, aprendizagem social e da integração. Conforme nós crescemos, nosso sistema Natura ele se torna capaz de isso influencia diretamente o funcionamento dos nossos órgãos, do nosso organismo como um todo, da nossa formação de hábitos, da nossa capacidade de perceber melhor de forma visual ou auditiva, olfativa, hotatio, não é à toa a teoria das inteligências múltiplas é por conta dessa maturação do sistema nervoso, né? Ele vai dando prioridade para um ou outro esquema aí do nosso organismo receber da melhor forma possível aquilo que o meio atrás é um meio traz esta aprendizagem social, né? As informações, os valores, a linguagem, costume, conceito, padrão cultural, padrão social, tudo aquilo que tá ali papo solto, né, na transição diária do adulto, da criança, do adolescente, do idoso, da empresa, da escola, da igreja, parque do cinema, em cima, tudo isso que permeia a sociedade se dá nessa condição de aprendizagem social porque vai me trazendo informações necessárias para o meu bom progresso humanamente falando, na condição social e claro a equilibração, que é o processo que vai me ajudar a regular e as questões internas e a interação e cisterna para que eu sempre esteja buscando o meu equilíbrio conforme o for desequilibrado pelo novo conceito, pela nova informação. E o Piaget ele vai marcar os seus estágios ou mais ou menos determinada aceitar ele deixa bem claro que determinar esses marcos não é a fechá-los ao ponto de dizer que a criança que não realiza a partir daquele momento tem a dificuldade, problema, enfim. Eh, quem passa por essa situação de compreender que apesar desses marcos que assim é a média, né, a média, o padrão para que esse desenvolvimento ocorra, cada criança vai ter seu tempo diferente. E ele vai escrever então que o sensório-motor vai acontecer ele entre zero e dois anos e a esse processo inicial da cognição do bebê. Depois disso a gente passa para o pré-operatório ou pré-operacional, que vai entre os dois e seis anos, a Zelinda famosa creche, né? Ah, sei e a educação infantil, onde a criança vai adquirindo e construindo as noções de função, conceitos primários, a própria regulação de comportamento e a sua identidade. Então ele vai se percebendo enquanto indivíduo. A rua operacional concreto e passa a existir na criança de acordo com Piaget dos 6 aos 11 anos. Lembrando aqui todos esses marcos de 0 a 2, de 2 a 6, de 6 a 11 são médias, né? Não são determinantes no sentido de marcar a criança dizer que ela é incapaz porque ela não atingiu esse período naquela idade. E aí dentro desse operacional-concreto nós temos e essas noções que vão se transformando nas operações na medida em que se tornam mais complexas e diferenciadas entre si, quanti e qualitativa e mais estáveis, ou sejam memórias cristalizadas. Quando a gente consegue cristalizar essas memórias para invocá-los cada vez que for necessário, nós conseguimos também partir para a fase de operações formais ou operações abstratas, por quê? Porque eu não preciso mais do objeto concreto toda vez que eu for resolver, descrever, enfim, eu não preciso mais dos dedos para contar, não preciso mais um palitinho da bolinha do lá porque eu já já assimilei, eu já acomodei, já entrei em equilíbrio com o meu processo e entendo que duas coisas são duas coisas.
Representam a escrita do número 2, o que o número 11 me traz: a junção de uma dezena e unidade. Oi, e aí eu tenho 11 possibilidades representadas pelos números 1. Então eu consigo abstrair essa informação e da conta mentalmente, né? De forma mais abstrata, eu consigo refletir e juntar as informações que eu já recebi ali para responder questões pontualmente.
E conforme o Piaget vai descrevendo essa fase, ele traz algumas características pontuais, né, desses processos. Então, por exemplo, no estágio sensório-motor, ele vai falar da atividade reflexa, que é bem diferente do reflexo. Reflexo ele nasce com a gente, Lena; ele traz essa condição de sobrevivência. A atividade reflexa, o Melqui, dentro da Educação Física, por exemplo, a gente conhece como o arco reflexo: nossa capacidade de agir momentaneamente sem precisar pensar. Para ele, traz também que é através das combinações das informações que a gente vai criando os primeiros repertórios de informação importantes ali. Ou seja, o bebê, ele não tem a linguagem ainda para que a gente aprenda. Sem nós, precisamos da linguagem. Ou seja, eu preciso minimamente compreender algumas palavras, alguns conceitos. E o bebê ainda não tem se estruturado; ele tá criando os esquemas mentais ali que vão favorecer essa situação para ele. Então, olha, tudo que ele precisa, ele traz para ser, para explorar. Até porque, olha só, nosso desenvolvimento, ele era cefalocaudal e próximo-distal. Então, tudo que o bebê pega, ele traz tá muito perto de si e leva à boca e aos olhos.
E aí a gente foi estudar um pouco do músculo e pênis que trata exatamente dessas áreas sensoriais. Era a quantidade de informações que a gente recebe através de partes do corpo. A gente vê que a nossa mão e a nossa boca, pensando em representatividade no mapa cerebral, elas são imensas perto do restante do nosso corpo. Por quê? Porque a informação que a boca é capaz de me dar e que a mão, durante a exploração, é capaz de lidar, traz muito mais detalhes para formar meus conselhos. Então, por isso que a criança sempre está trazendo para a boca, pega na mão, encosta no corpo, né? Não é à toa que o estágio se chama sensório-motor; ou seja, através do ato motor, o movimento, eu exploro o senso, realmente as informações dos objetos. Porque depois eu vou fazer a vinculação dessa sensação, né, com o conceito nominal, uma palavra falada, para futuramente ter a palavra escrita também. É a partir daí que o bebezinho começa a construir os esquemas de ação para assimilar o meio ambiente. O contato é sempre direto, não necessariamente com a representação ou pensamento. Porque? Porque o bebê ainda não tem linguagem. Linguagem assim, né, como nós utilizamos. Ele tem a própria linguagem da infância, mas como nós já temos, com o determinante: cadeira, cadeiras; 80, sentar; xícara, xícara que foi feita para colocar livros. Nesse sentido de conselho, o bebê ainda não tem esse, porque não tem a linguagem, e a estruturação do pensamento só se dá com essa linguagem, porque eles associam conceito e função.
Então, esse processo inicial da aprendizagem é direto, sem necessariamente essa representação do pensamento. E como é que o bebê aprende nesse período? Vendo, tocando, cheirando, pondo na boca, amorfando, porque vai trazendo essa mágica da representação ao mover-se, ao tocar, sinal da função, aquilo que tem ali. E esse período de cognição de bebê vai mais ou menos até os dois anos, né? Se inicia a partir dos reflexos de sobrevivência mesmo, a própria sucção, que é um reflexo de sobrevivência, que aos poucos vai se tornando o esquema de ação. No início, esses reflexos inatos, eles vão só responder ao estímulo para sobreviver, e depois? E o bebê aí criando condição de direcionar sua atenção primária para alguns estímulos externos: som da voz, sem leite. Aos poucos, ele também vai percebendo as representações espaciais; ele também vai percebendo do corpo dele: responde quando ele empurra, quando ele pega, poder e se espalha, quando ele te aperta, e os olhos estão sempre acompanhados. Então, a estimulação óculo-manual nessa fase é muito importante, porque o visual do bebê... E aí a maior quantidade de informações reforçadas pelo fato através do pegar e manipular. E as crianças que nascem cegas, apesar de não ter a informação visual, elas precisam ser ainda mais estimuladas. Por quê? Porque a audição, falar com elas juntamente ao manipular o objeto com ela. Os pãos, um objeto para que ela busque, e vai dando também essa mesma condição de criar esses esquemas mentais iniciais para futuramente explorá-los da melhor forma possível, concretizando, né, o meu processo cognitivo e de compreensão de conceitos.
Aos 9 meses, mais ou menos, a criança já consegue diferenciar o meio e o fim: uma ação pode ser o meio para que ela consiga o fim. Por exemplo, ela esconde a bola atrás da almofada, e alguém pergunta para ela onde ela está. E ela pega a almofada, a bola em baixo da almofada para mostrar. Essa brincadeira, e a mesma coisa do jogo de achar para que outro pegue e traga também, é explicada lá pelo próprio Jorge como o porta-não. É que essa sensação da ausência e do retorno; isso é muito importante, por exemplo, para fortalecer o vínculo de segurança e esse vínculo inicial de confiança do bebê, lado escrito pelo Erikson naquela tabela da aula anterior. Porque se eu sei que o objeto foi e volta, se eu sei que a minha mãe brinca de cadê a mamãe, achou, até a mamãe achou, na cabeça da criança, ela realmente sumiu, não está mais ali. Porque a criança ainda está estruturando essa questão; ela é visual, ela é tátil, ela é sensório-motora, então é muito concreta; seus pegar, sentir, cheirar, ver. E esse fato de estruturar essa coisa do sair e voltar, jogar, né, então desaparece do meu campo de visão, de repente volta a bolinha, até escondida, e a criança acha. Todas essas brincadeiras, por mais bobas que pareçam, vão dando essa cognição afetiva da criança, entender que ao ser deixada na creche, por exemplo, ao final do dia, me retorna para buscar. Tudo isso é um processo inconsciente e vai estruturando a nossa relação de confiança para com o outro, pai, nos dando condição de querer explorar, porque eu sei que eu estou protegido, né? Eu posso ter confiança no meio que me cerca para que eu me desenvolva da melhor forma possível. O espaço, as dimensões, os pesos, o comprimento, a massa de cada coisa vai me dando informações também que serão utilizadas posteriormente lá depois dos meus 6 anos, onde eu também vou conseguir ter e mostrar: eu já aprendi essas informações. De 2 a 6 anos, no final da fase, e inicia-se aí uma representação interna gradativa que vai agindo na criança com propósito muito específico, né? Cada movimento fica mais complexo: por exemplo, o engatinhar, o sustentar, andar. Nesse percurso, o mundo também se torna distinto e outro, e aí o bebê consegue se relacionar melhor com os objetos, diferenciados, organizados. Começa a dar forma, função. As primeiras imagens mentais do bebê são construídas em caráter qualitativo, dando condição dele usar essa base para depois acomodar. Nos conhecemos toda essa possibilidade de desenvolvimento. Da função simbólica também se dá nesse momento, onde a criança vai reproduzir, indo, imitando, utilizando os gestos. E a zona matou peças, é uma mama, pa, pa, pa, pó, bola, ó, e vai participando dos jogos de faz de conta, intrinsecamente vinculados à nossa imaginação e a nossa criatividade, a nossa capacidade de criar coisas novas, né, de praticá-las, utilizá-las, aproveitá-las. Aí a gente entra no pré-operatório, e aparece a linguagem, né? Ah, e a criança começa a descobrir as riquezas do mundo e nomeá-las. Aqui, a conduta afetivo-intelectual ganha uma nova proporção, porque eu começo a nomear as coisas, eu começo a pedir pontualmente e a dizer ao outro como eu...
List 1, olá, tudo bem. Às vezes, a criança chora; obrigado. Boa parte do tempo, a criança chora para demonstrar o que ela está sentindo, mas ela já começa a vincular o choro à sensação, né? O sorriso à sensação, e ao conselho vai surgindo aqui essa função simbólica para o desenvolvimento dessa linguagem oral, verbal estruturada e para os pensamentos simples. Nessa fase, a criança possui algumas características egocêntricas, né? Freud explica bem isso nas questões de pensamento e linguagem, principalmente porque tudo é ela, tudo é dela, tudo é para ela, até ela começar a fazer o processo de triangulação: eu, o outro e o mundo, os objetos nessa relação. Porque no geral é sempre eu e o outro, o outro e eu, eu e o objeto, o objeto e eu. Acre e nessa díade, porque? Porque tudo volta para ela, tudo é dela. Ego sempre mesmo, né? Eu estou focado no meu umbigo aqui, porque na minha cabecinha tudo é continuidade do meu próprio, tudo é continuidade do eu. E aos poucos, a criança, com as informações que ela recebe e articulação dela para comer, ela passa a fazer a triangulação: eu, o outro no mundo; o mundo, o outro e eu; é o mundo e o outro. Ela vai fazendo essa troca, né? Porque além dela existe um mundo, além dela existe o outro. Ela vai começar a fazer essa caracterização de uma dimensão mais complexa, que não só ela na resistência. A criança, ela não conversa com as outras pessoas, mas principalmente consigo própria. Esses monólogos, querem as hipóteses, e não se tornar base do seu jogos, atividades. Nesse período também, a criança é capaz de tratar alguns objetos de forma mais simbólica; ela começa dessas representações de condições para aquisição da sua linguagem. Ela vai construindo o plano de representação daquilo que ela já havia conquistado no plano da ação prática concreta e começa a ser capaz de raciocinar levando em conta relações comparativas, dimensões envolvidas, né? A, e apesar do egocentrismo, aqui, só tá de noite porque o sol foi dormir. Eu preciso dormir. Volta tudo para o meu, né? Novamente, ela começa a perceber algumas outras características que vão se disassociando desse processo mais egocêntrico. As ações humanas aqui vão explicando também fenômenos naturais, elementos naturais e construídos pelo homem. Os julgamentos passam a conduzir a criança a construir a sua própria noção de moral e ética. Então, aqui, como não existe um processo lógico ainda, não tem fax em algumas questões na cabecinha da criança; são irreversíveis, e outras já passam a ser reversíveis e não necessariamente tem uma lógica nessa, né? Então, por exemplo, é aquilo que é irreversível, como a morte, na cabecinha da criança, pode ser só a brincadeira do esconde-volta, se tornar reversível, porque para ela faz mais sentido. Além disso, não tem esse processo da lógica de que morreu, aquele corpo acabou, então aquela pessoa não volta. Assim como é a explicação de que unicórnio, que ela vê o Barney e seus amigos, o Thomas e seus amigos, que ela viu na televisão, quem é, e também é algo irreversível; é um desenho, não vai sair dali. Na cabecinha da criança, passear de trem, ela pode reverter isso, e o trem vai falar com ela, trem vai deitar na vida de cor, porque não tem certa lógica, não tem a relação do conceito e lógico aí ela está construindo; ela sempre vai preferir essa explicação mais rápida e simples, né? Essa coisa mais inocente da infância. Tô aqui ainda no pré-operatório, dos dois a mais ou menos seis, sete anos. A qualidade dessa inteligência vai se modificando por conta da fase simbólica e da linguagem oral. Todo o processo de representação, capacidade de pensar e olhar para o objeto através do outro, sushi. E a criança também começa a se perceber através do espelho. Então, eu acabo aqui, eu sou só isso, só isso, só isso que eu sou, eu só isso. E quem tá do meu lado já é outra coisa. Por isso eu disse aqui: inicia-se o processo de triangulação. [Música] E eu não posso aqui com a dentro do espelho, então será que aqueles ou outro, aquele sou eu? E aqui nesse essa função e do próprio espelho, e sim, mas essa compreensão e representações. Porém, e a criança de 10 anos ou mais, ela já é capaz de desenhar, de táxis, de brincar de faz-de-conta e desenvolver sua linguagem. Aqui se inicia a socialização de ação; eu começo a dizer ao outro que eu quero e o que eu vou fazer. Aqui também se dá a interiorização da palavra, do conceito, e também que algumas ações, principalmente aquelas com peso e valor de ética, os pesos morais. E no estágio pré-operatório ainda nós temos a importância significativa dos jogos simbólicos de ação e imaginação. Essa introdução da modalidade, ela tem que ser feita de uma forma gradativa, bom, e com sentido para a criança, né? Então, valor, a regra, a virtude, o certo e o errado, tudo isso deve fazer sentido. Porque veja bem, se eu dou uma informação para a criança e com ações eu demonstro outra coisa, esse julgamento moral, esse julgamento de valor ele passa a ficar confuso, e aí dificulta a saída da criança do egocentrismo para partilhar do ponto de vista do outro durante o seu desenvolvimento aqui, principalmente essa transição no pré-operatório, operatório concreto. Nós temos os conceitos importantes que vão norteando a compreensão. Então, finalismo, que essa tendência de achar que todos os seres têm uma finalidade; o animismo, que é a capacidade de dar vida a todos os seres e achar que todos eles vão sair falando, dando, cantando, dançando, tomando chá; o artificialismo, que essa tendência de atribuir uma origem artesanal humana, tudo é uma pedra, o homem que fez a árvore, o homem que fez, porque é só isso ela consegue ver o homem fazendo coisa. No estágio intuitivo, ela deixa-se levar pela aparência, e aí o julgamento passa a ser baseado nessa percepção e não necessariamente na lógica. Por isso que eu digo que a gente tem que tomar muito cuidado com como e o que a gente dá de informação referente a valor ético e moral para essa criança, por e são de fatos ainda é difícil, porque a relação de fato é abstrata, e a criança não tá na fase abstrata. Oi, e a moral heterônoma, que ela depende da vontade exterior dos pais, dos adultos, da figura importante de representatividade na vida dela.
E aí nós entramos no estágio de operações concretas. Contra a criança passa a ser capaz de classificar, seriar, agrupar, dimensionar, né? Classes de objetos por ordem, por série, o tamanho, por mato, beijo, e assim ela vai criando a capacidade de realizar as operações concretas que anteriormente não eram possíveis, pois ainda estavam se transformando em conselhos. E aí, e nesse período é com base em toda a teoria, é o traçado construído também os testes na que são conhecidos como provas operatórias de Piaget. Porque provas operatórias? Porque tem a ver com essa questão do operatório concreto e posteriormente da operação abstrata, porque vai me dar condição de olhar para a criança e saber se ela já entendeu, por exemplo, que em diferentes tamanhos são organizados de forma crescente, ou esses mesmos tamanhos podem ser organizados de forma decrescente, que é o que ele vai chamar de seriação de bastonetes, porque mais planetas? Porque ele usa alguns bastões vinhos de tamanhos diferentes para organizar uma escada, por exemplo, entender se a criança conseguiu ou não compreender esse, essa aplicação, né? Esse conceito de maior e menor para seriar algo que a gente usa a vida inteira. E como o pensamento da criança, ele depende aí do real, desse mundo mais concreto aqui, a gente começa a estabelecer a base do pensamento lógico: que isso tem lógica, um degrau ser maior que o outro. Por quê? Porque meu corpo vai fazer menos força para seguir; se eu tenho um degrau aqui bom e isso um degrau aqui e outro aqui, olha o esforço absurdo que meu corpo tem que fazer para conseguir com a perna subir. E se o degrau que tá aqui em cima é assim, eu corro risco de trocar na hora que eu vou pisar no próximo, tipo assim, tem uma lógica o tamanho crescente da coisa e também o decrescente, porque é para deixar tudo proporcional, por exemplo, né? A reversibilidade de pensamento aqui começa a possibilitar que a criança construiu essas noções da conservação e entender que essas noções também são reversíveis e variam entre si. A criança lá possa fazer algumas generalizações partindo do centro daquilo que é concreto, porque ela vai induzir, ela vai inferir, achar que de acordo com a informação concreta que ela já tem, o desenvolvimento aqui ele ocorre bom, né, in prol da transição e depois chegarmos nas nossas condições abstratas do pensamento, e ele sai da pré-lógica para a lógica, ou seja, do da congregação, da realização da solução do problema concreto para o problema abstrato que eu já consigo fazer através do meu mapa mental. Ela vai desenvolvendo tempo, espaço, velocidade, ordem, causalidade. Dentro da psicomotricidade, não é à toa que é nesta faixa dos 7 aos 9 que a criança desenvolve a sua lateralização, né? A lateralidade, que é a ideia do direito, esquerda no mundo e a compreensão de que a direita e esquerda em mim. Por isso, quando eu me dirijo às coisas, eu sempre parto da minha visão: a minha direita, a minha esquerda. Hora está à sua esquerda porque eu estou esperando ao outro. E aqui também, neurologicamente falando, vai se estruturando a dominância lateral do indivíduo. Então, se ele vai ser destro, se ele vai ser canhoto, a função dos membros inferiores também, e a dominância lateral de tudo aquilo que tem dois no corpo, né? Então, a dominância lateral da visão, dominância lateral da união manual, pedal e assim por diante. 7. Então não é à toa que é nessa fase, porque também é nessa fase que coletivamente a criança passa a ter essa noção de tempo e espaço, pelos da de ordem, causalidade, a peso, massa, proporções. Ó, e aqui a criança começa a transitar do concreto para o abstrato, utilizando as tampinhas para fazer operações, depois conseguindo utilizar para as operações mais simples e propriamente, por exemplo, dois mais dois, quatro. Oi, e aí a gente chega no nosso operatório formal a partir dos 11 e 12 anos, aí onde é que a criança já consegue deduzir informações, né? Raciocinar, experimentar, achar que ela Paty para essa questão mais abstrata, mas hipotética do conhecimento. Ela tem um pensamento formal, capaz de distinguir as afirmativas, a paz de comparar conteúdo de informações para deduzir, para chegar em respostas mais flexíveis, né? Mas passíveis da reflexão daquilo que ela já conhece e da própria informação que o meio está a ela. E as operações mentais aqui são sempre aplicadas a objetos, nas hipóteses seriam formuladas nas palavras em relação ao objeto, principalmente para que depois a gente transceda e consiga utilizar essa mesma noção, esse mesmo conhecimento, da informação de relação objetiva, além de objetos e da própria conta matemática, né? Por ser objetiva, mas transitar para as questões mais sociais da reflexão. O pensamento aqui ele já consegue ser evidenciado em projeções, né? Ou seja, naquilo que vai acontecer futuramente e a partir do conceito abstrato que eu desenvolver. A moral aqui também passa a evoluir. Então eu saio daquela ausência de normas e leis lá na infância, lá no sensório-motor, trânsito entre a heteronomia, onde a voz do outro, a determinação do outro é o que falar, então o pai e a mãe mandando é o que tem que ser cumprido, o responsável mais velho, enfim, e eu cumpro sem questionar, e passo à autonomia, que é o processo de respeitar moralmente o outro, mas também já conseguir questionar algumas coisas que não me fazem sentido, não necessariamente para desrespeitá-los, não necessariamente para ir contra as regras, mas por que não me faz sentido? Para que os respeite, para que eu tenha, né, essa condição de, mesmo que eu não aceite, não concordo, mas de respeitá-las, porque faz parte do congresso, tchau. Eu preciso entender. Então aqui nesse processo de autonomia, onde a criança começa a questionar algumas regras, não é a sua que a fase ligada diretamente a esse período da adolescência, onde os nossos adolescentes ficam um tanto quanto exacerbados nas suas questões. Olá, aqui é o grande marco das soluções lógicas de todos os problemas, né? Sejam eles de ordem moral ou matemática, lógica matemática, o raciocínio que passa a ser abstrato. O sujeito já é capaz de formar alguns esquemas conceituais; já consegue, com o escopo de sentimentos, por exemplo, de expressar sentimentos, né? O amor, ele não é concreto, ele é abstrato. Então eu consigo explicar aquilo que eu sinto, tem necessariamente precisa agarrar o amor de prestar o outro para provar. Que a criança pequenininha lá achou tão gostosinho que ela vai morder, ela apresenta a mente as frases de julgamento, né, de moral e ética, e também porque você não tem satisfação de conceito para explicar aquilo que está sentindo, então só reagir. E assim, durante o operatório formal, processo abstrato, aí ela já consegue realizar operações mentais com base na lógica formal e da, é uma riqueza, né, e uma complexidade maior a toda a sua flexibilização de pensamento. Aqui a criança também adquire já a capacidade de criticar alguns valores sociais, próprios códigos de conduta das morais e tudo mais, mas mais uma vez não é só para testar no sentido de dizer: não vou fazer porque eu não quero. Tem muito a ver com essa questão do entender para conseguir respeitar, até porque a partir do momento que eu compreendo, eu começo a gerar hipóteses de que poderiam não ser diferentes daquela forma. E aqui a criança passa por uma fase importante também dessas leis gerais, né? Onde ela começa a ver a significação comum e estruturar com os próprios conceitos tangíveis e finitos, e ela tem para chegar em possibilidades infinitamente maiores ou infinitamente menores do seu julgamento e da sua condição cognitiva. Aqui ela é capaz de oferecer justificativa às lógicas do julgamento do que fez ou do que deixou de fazer, assim como trabalhar muito bem com a questão da verdade, da mentira; é capaz de entender doutrinas filosóficas, científicas, políticas, espirituais, o enfim, tudo aquilo que envolve a cultura humana.
Em cada um desses momentos de desenvolvimento, aparecem interesses bastante específicos, assim como a necessidade da explicação de cada um deles de acordo com o nível intelectual da criança. Uma criança aos 12 anos que pergunta como o bebê nasce, ela não quer mais ouvir que o bebê nasce da cegonha. Ah, tá, já tem condição intelectual suficiente para entender. A gente não precisa entrar no sentido do sexo e, por exemplo, da transa, né? Mas a questão biológica mesmo, você vê que é necessário um óvulo e espermatozoide, e aí assim o embrião vai crescendo até se tornar um bebê e nascer.
E, por incrível que pareça, a gente deixa de dar respostas para a criança, inferindo que aquilo pode gerar um dano, pode gerar mais perguntas e, por vezes, a pergunta se esvazia né? Ela morre em si própria, porque a criança queria a informação. Nossa, adulto, que temos essa maneira de indeferir e complicar muito mais, faz sempre bem entender o que a criança quer saber, até para que a gente consiga dar a informação de acordo com o nível de compreensão intelectual dela. Cada estágio é sempre marcado pela tradição das estruturas mentais originais e distintas, se relaciona com a anterior. Assim, tudo se torna qualitativo, não só quantitativo, né? Não só para que a criança tenha uma quantidade de coisas na cabeça, mas porque essa quantidade de coisas tem um peso de qualidade para sua função adaptativa no meio, para sua evolução, para o seu desenvolvimento nos diferentes períodos e aspectos da vida.
Os principais objetivos visados pelo Piaget dentro do construtivismo: a formação do homem criativo, inventivo e descobridor; da crítica, da percepção ativa, da busca de construção da sua autonomia. Afinal, o sujeito ativo de que falamos é aquele que consegue comparar, excluir, ordenar, categorizar, classificar, reformular, comprovar a terceira hipótese, agir no meio e se modificar com o meio, e assim poder... e tudo isso tem um peso muito grande na aprendizagem. Objetivos pedagógicos aqui necessitam se voltados para a necessidade do indivíduo. O método precisa levar o aluno a descobrir, a buscar, a conceber, a acreditar que ele é capaz, e não a receber passivamente tudo que o professor traz. Todo esse processo é construído internamente e depende do nível de maturação do sujeito. É um processo que vai reorganizando a capacidade cognitiva por recepção organizada; organizado no sentido de vir de forma organizada, mas não normativa, dizendo que só aquilo serve. As experiências da aprendizagem priorizam e se deve privilegiar a colaboração, cooperação, até mesmo para que a gente se volte à perspectiva, por exemplo, da multi-história, de cultura de paz, e que tenhamos a nossa psicomotricidade estimulada de fato em todas as dimensões, sequer anos no quesito psicológico humano, da condição cognitiva de cada um, dos aspectos motores, para que tudo isso seja utilizado da melhor forma possível em caráter de paz e colaboração e cooperação entre os homens.
Passando dessas questões pontuais do Piaget, o que vai ser verificado é se dar condições para que a gente compreenda como se dá esse processo cognitivo no ano e a gente transita para a compreensão, por exemplo, do Vygotsky, que nos traz que todo o processo de aprendizagem humano se dá no conceito e no contexto sócio-histórico. É a relação dos fatores biológicos e da intervenção do ambiente, qualitativamente, que dá a condição para que o indivíduo se torne aquilo que ele tem de melhor potência, e o processo de internalização das formas que são culturalmente funcionais, médico dadas e é descrita pelos Vygotskyanos como principal mecanismo a ser compreendido quando a gente estuda o humano: a internalização de formas culturais do comportamento, do conceito, da funcionalidade. Envolve essa reconstrução da atividade psicológica, dando base a operações com signos, ou seja, os símbolos da humanidade, seus conceitos, suas formas. É nesse processo que aparece, por exemplo, a condição humana intelectual, de racionalidade, de planejamento, de construção, e os instintos animais de sobrevivência, imigração para sobrevivência (a única e exclusivamente um exemplo só), e somem, deixam de existir. Então, é somente nesse convívio humano, socialmente e historicamente enraizado, que o humano se constrói. A internalização das atividades socialmente enraizadas, historicamente desenvolvidas, constitui esse aspecto característico da psicologia humana. É a base desse salto qualitativo da psicologia animal para a fisiologia humana, que nos torna socialmente capazes de interagir, se inter-relacionar e construir com os outros, inglês com o meio e com os outros animais também, com as outras espécies. As palavras, elas têm um papel gigante e central no processo de desenvolvimento do pensamento. Não é à toa a teoria do Vygotsky, de Formação Social da Mente. É somente nessa relação social que a minha mente se desenvolve da melhor forma possível e me dá condição de agir e no meio e ser transformado pelo meio, né? Transitar na zona de desenvolvimento potencial profissional e atingir a minha melhor condição.
Mas também essa evolução histórica de consciência é vista como um todo, se dá a partir da compreensão de que a nossa consciência é um microcosmo, ou seja, tudo está ali, tá? Saindo dessa questão e pontualmente social de interação, ou seja, dessas relações, dessa necessidade de se inter-relacionar para tornar-me humano, nós nos vemos, bom né, admirando a, e a teoria do Wallon, o Henri Wallon, é bem trazendo, ou senão a maior, uma das maiores contribuições para a ciência psicomotricidade daí. Veja só: Piaget fala dos aspectos da relação entre o motor e sim, mas o foco dele sempre foi a cognição, o desenvolvimento, a construção do processo intelectual. O Vygotsky, que fala dessa capacidade de conhecer, de desenvolver conhecimento sim, mas o seu principal foco é a relação humana; que somente a partir dessa relação o humano se desenvolve. Tá? Ao contrário, somos única e exclusivamente mamíferos, como qualquer outro mamífero. Aí veio Wallon, que diz: cara, não vai rolar, eu não posso restringir o desenvolvimento ao único aspecto, eu não posso achar que e somente os aspectos cognitivos importam ou que somente a troca afetiva vai permitir o desenvolvimento desse ser humano, ou que é somente na relação entre outros e para com outros que esse cara vai atingir seu potencial. E não é assim que funciona, né? Eu entendo que o indivíduo precisa da interação social sim, mas ele precisa de estímulos que corroborem com o seu aparato anatomofuncional, sua condição motora. Eu preciso que essa relação se dê em caráter de complexidade para que o esquema estrutural e neurológico do indivíduo se fortaleça e, em condição de que a sua aprendizagem seja construída por ele próprio, mas também em relação com o outro, com o acúmulo de objetos e também erros importantes, por sinal. Eu preciso que esse indivíduo tenha trocas afetivas, afinal de contas essa relação afetiva, esse afetar um para com o outro, pelo outro, que me dá a alteração tônica que modificará meu tônus basal de sobrevivência, seja de forma negativa, me deixando tenso, pesado, para que depois eu me irrite, me livre, ou seja, me confortando e dando condições para que eu tenha esse diálogo tônico mais harmônico e saia em busca de novas experiências e novas possibilidades.
Oi, e aí surge a teoria da emoção, e é essa ideia maravilhosa. Eu estou falando de Wallon, um dos grandes pais da psicomotricidade. Wallon contribuiu muito, tem um livro muito importante do Wallon que chama Do Ato ao Pensamento, ou seja, do movimento na questão motora mais simples à maior complexidade de raciocínio da condição humana. Nessa psicogenética, na teoria do Wallon, a dimensão afetiva, ela tem esse lugar central, sim. Mas ela não se encerra em si própria, né? Tanto desse ponto de vista da construção quanto do ponto de vista do conhecimento. E o afeto, o afetar, essa emoção, ela é central porque o Wallon entende que nós somos sentimento, nós somos movidos por sentimentos, e com eles, aqueles que a gente tende a descrever como positivos, então o amor, o carinho, aconchego, acolhimento, ou aqueles que a gente tende a descrever como negativos, como a raiva, o ódio, a insegurança, o desconforto, né? Ambos transitam no nosso dia a dia, na nossa psique, na nossa condição humana, e fortalecem ou desmerecem, desqualificam, incapacitam a nossa condição para o processo de aprendizagem. Então, de dentro da teoria psicogenética do Wallon, ambos iniciam nesse período que ele denomina de impulso emocional e se estende ao longo do primeiro ano de vida com muita intensidade, para que, como diria o Vygotsky, a criança não tem esse pensamento estruturado porque ela não tem linguagem para descrever, para representar. Então, tudo aqui é emoção, sensação, percepção, diálogo tônico neste momento. Essa afetividade, ela se reduz às manifestações principalmente fisiológicas da condição humana: a necessidade do alimento, a necessidade da troca, a necessidade... a... bom dia, informar a dor, desconforto, para que ela seja sanada. É aqui que inicia a construção do psiquismo, da nossa condição psicológica. Tem um autor que fala bastante sobre essa partida no psiquismo, mas ele ainda retrocede olhando lá atrás, as nossas memórias mnemônicas, né, os nossos registros reais, aquilo que já é registrado, computado em nós a partir do momento da nossa fecundação, porque as vísceras maternas já transmitem informações, registros, códigos, e vem pro nosso... gente, que ficou ali registrando... as próprias sensações, emoções e trocas que nós temos com nosso primeiro microcosmo, que é o ambiente uterino. O Wallon fala isso já desde essa concepção.
A teoria de emoção era extremamente original, e ela tem essa... a gente dá inspiração para a revista, porque ela é compreendida como um instrumento de sobrevivência típico da espécie humana, e vai se caracterizando na escassez da sua prole e na necessidade de prolongar a sua dependência, o seu período de existência. Se não fosse pelas nossas capacidades de mobilizar o ambiente ao nosso favor, nós morreríamos. Então, ela é inovadora nesse sentido, porque ela tem esse olhar para o Darwin, para a evolução, né, da espécie animal até chegar na espécie humana e compreender aqui: o organismo humano, ele se adaptou a tal ponto de fazer com que o ambiente, o microcosmo do indivíduo, a família, as suas relações, se voltem totalmente a ele para satisfazer suas necessidades. Porque caso contrário, ao contrário dos demais, nós morremos; nós não damos conta de nós mesmos, né? O cachorro ali, depois de amamentar por alguns dias, ele sai, se vira; o instinto olfativo dele o permite sobreviver. O bebê, largado na porta, se alimentar, 30 dias, se largado em cima de uma cama, ele morre de fome em dias, de semana pode de desidratação, morre de infecção pela quantidade de urina e cocô que vai ficando ali, porque ele não tem condição de cuidar de cima. Então, olha a evolução, pensando nessa perspectiva darwinista, do quanto essa nossa emoção, o uso dessa emoção se torna importante para nossa sobrevivência. Afinal de contas, é o choro do bebê que motiva tudo e todos ao seu redor para que tudo e todos se voltem a ele e tem a satisfação necessária para aquele momento, e não é por acaso. Oi, e esse choro aí, de forma tão intensa sobre a mãe ou cuidador, seja ele quem for, está diretamente ligado a uma condição biológica, né? Lembra do reflexo de sobrevivência? O choro, reflexo de sobrevivência, ah, e também se torna o traço da primeira expressão emocional do ser humano, né? Ele é epiderme, igual, contagia de uma forma que as pessoas precisam lá acabar com aquela situação, né? Suprir aquela necessidade. Nesse sentido, o Wallon considera fundamentalmente o choro a primeira expressão de contato social, fornecendo aí o primeiro e mais forte vínculo entre os seres da sua espécie, suprimir e suprindo a insuficiência da nossa articulação cognitiva, por quê? Porque nesse momento somos somente ato, somos somente movimento, somos somente reflexo instintivo e sobrevivência, e depois de meses é que a gente entende que se eu fizer uma manha e deu uma choradinha, conheço a madeira; se eu chorar mais um pouquinho, eu acho que a minha mãe me pega no colo, pelo menos me dá mais duas ruas e começar a articular, né, a estruturação daquilo que eu sempre usei para ganhar o que eu precisava: choro, o ato, mas já começa a pensar que talvez seja um mecanismo para ganhar o que eu quero. Então, o choro da criança que está chorando está pensando, né, e manipulando a situação, mas já é uma forma de articular esse processo cognitivo, usar o instinto de sobrevivência, o instinto, o reflexo inicial humano para garantir essa evolução de pensamento. É o Wallon, ele vai fazendo essa transição entre o quanto a nossa emoção afeta o nosso desenvolvimento, enquanto ato motor, é importante para que a gente perceba um oi, oi, e o quanto essa junção afetivo e motora nos dão condição e bases para estabelecer nos o processo intelectual; e a emoção, ela se constitui também como uma conduta profunda na ligação nas nossas raízes da vida orgânica. Todo componente vegetativo do estado emocional é bem conhecido, e o Wallon, ele vai mergulhando em cada um deles até descobrir as suas raízes na nossa função tônica. O que é o tônus, pensando em psicomotricidade, a primeira base, né? Sem tônus a gente não tem condição alguma de responder às informações externas do meio, e sem tônus nós não temos condição alguma de nos sustentar para explorar o meio e nos é ofertado objeto a, e nós não conseguimos sequer segurar a mamadeira que vai nos nutrir, a nossa necessidade de fome. Então, assim, e o Wallon, ele vai olhando, observando cada uma dessas etapas e como o diálogo tônico do cuidador, do responsável ali, seja mãe, seja avó, seja mais velha, seja um primo, um parente, a professora da escola, enfim, independente de quem seja, a forma como essa pessoa se direciona, pontua, esclarece, oferece informação, faz a troca, na troca de conceito, além de explicação, de carinho, ou na ausência dele, também altera a função tônica do bebê, e nem também dá a condição do bebê estruturar ou não a sua base neural com qualidade, confiança, gerando aí as primeiras memórias que posteriormente vão ser cristalizadas para serem equivocadas quando necessário, para que a gente tenha a maior condição de aprendizagem dos conceitos formais. Então, o Wallon, ele tem essa riqueza de detalhes nessa sua pesquisa, esse seu desbravamento aí da relação tônica. Na nossa resistência, o tônus tem a ver totalmente com controle motor, obviamente, e as questões intelectuais, por quê? O tônus é a manutenção da postura do corpo, que vai, por exemplo, direcionar minha atenção, vai dizer para o meu encéfalo que ele precisa prestar atenção naquele acontecimento, porque é importante para me apresentar. E é esse próprio tônus que deixa meu corpo mais relaxado quando eu estou acolhido, com chegada daquela entrada, ou me deixa mais rígido, mais tenso, porque eu estou com medo, com raiva, estou estressada. É o Wallon que vai fazer essa análise das dimensões humanas na troca social, dimensões psicológicas, cognitivas e motoras dentro de cada faixa etária e na relação social. Por isso a teoria do Wallon é a maior contribuição para a psicomotricidade, é o que vai dando base para que a gente compreenda as bases depois escritas lá pelo Fonseca, e aí tô fazendo o intercâmbio com as explicações do Arroio, a guerra da Gisele, subir hum, no Lebbos, e do Estevam Alecrim de que e vai falar bastante sobre a questão da psicomotricidade na criança com deficiência, por exemplo, autismo, principalmente. [Música] Essa ideia do diálogo tônico que vai fazer com que a gente compreenda e o enfoque de respiração, a Cacilda Velasco descreve com importante porque essa respiração não é a respiração reflexa, né, que nos mantém vivos, porque a gente não precisa pensar para respirar, mas é exatamente o controle da respiração de qualidade para fornecer momentos de tranquilidade ou para usar da melhor forma possível com maior agilidade e se entrar e sair de água no corpo para que a gente tenha a maior dependência, por exemplo, de força durante um exercício e no esporte, ou no jogo, ou uma brincadeira, ou numa competição. Como todo o Wallon então vem trazendo aqui: a emoção, ela esculpe o nosso corpo, ela imprime no nosso corpo forma e consistência, assim como ela também imprime forma e consistência na nossa consciência, os processos cognitivos de perceber e também querendo ou não impacta no processo inconsciente, na nossa forma de esquecer algumas coisas, né, de guardar ali, tu pode vir trazer. Por isso o Wallon chama a atividade de própria plástica, e esta visibilidade faz com que a tendência desse contagem tenha a base mais concreta, geralmente ela é subliminar, em mal identificar porque nós estamos muito distantes dessas concepções que não admitem formas da intersubjetividade, ou seja, da minha subjetividade e inter-relacionada através da empatia imediata, através do diálogo tônico para com o outro, através do afeto que o outro gera em mim e que eu respondo ao outro. Afeta no sentido de afetar negativa e positivamente, afeta que não é carinho, tá bom? Não leiam afeto aqui como carinho, leiam como a capacidade de se afetar e afetar o outro. É assim que se dá o contato direto entre as consciências. Aí, olha, tudo isso aqui não existe e coexiste na e direciona esse diálogo tônico, essa comunicação forte e bastante primitiva, e se faz necessária um intermediária da nossa atividade tônico-postural. Ou seja, quanto mais apaixonado, do mais molenga eu estou; quanto mais irritada eu estou, mais ereta, né, mais ativo meu corpo físico. São dois exemplos bobos, mas para a gente entender essa relação do diálogo tônico. As nossas emoções, elas vão influenciar como o nosso corpo vai se portar, motor e mente, como a nossa postura fala daquilo que a gente tem predisposição a explorar e fazer e daquilo que a gente estava correndo e o dinheiro está ali retraído, ah, e não quer chegar perto. Custou um álbum. Então, esse processo, né, essa situação também vai dando base para que nossa estrutura neural, a nossa condição neurológica, o bastão criando, vá se fortalecendo, vá adquirindo a consciência do ato motor, do gesto, né, a postura, o equilíbrio, o tônico, e dando condições para que eu estruture meu pensamento e assim interaja de forma afetiva, consciente e planejada e racionalizada no meio ambiente e também aproveite de tudo aquilo que esse mesmo cliente tem para me ofertar, né? Tem ali para me dar, para mim conduzir, orientar para que eu evolua, aprenda da melhor forma possível. Então, mais uma vez, por isso que claro, Piaget contribuem muito com as questões intelectuais, o Vygotsky na sua teoria também sócio-interacionista contribui em muito com essa questão da relação com o meio e como o meio interage, intervém e me propicia situações que eu possa vir a me desenvolver. Mas o Wallon vem com uma riqueza de detalhes, uma imersão nessa transição de inconsciência à tônica para toda a reação e articulação da minha função tônico-expressiva, daquilo que meu tônus, minha capacidade motora me permite dizer e também pronunciar no que eu sinto, entendo, compreendo e construo. Bom, e é isso, meu povo. Aqui tem algumas bases de estudo para vocês, né? A vocês. Os estudos da psicologia do Piaget são muito importantes para a gente entender a mesma questão do juízo moral da criança, a psicologia da criança, dentro, escrevendo todo esse traçado da linha na psicogenética do Piaget para construção do intelecto no ser humano, e as teorias psicogenéticas em discussão que são escritos, né, de autores que e se basearam na teoria do Vygotsky, de Wallon, para escrever suas próprias. Então, width de lataria falando, principalmente, da questão da Moral e do juízo de uma criança com base na descrição do Piaget; a Marta Kohlberg falando da questão sócio-interacionista necessária para o desenvolvimento humano a partir da teoria do Vygotsky; e a Dantas falando aí dessas relações, desse diálogo tônico, da importância da troca afetiva de qualidade para o desenvolvimento da criança para que essa criança tenha uma boa base, um bom repertório e se torne um adulto autônomo, capaz de intervir no meio e ser modificado pelo mesmo de forma consciente e reflexiva, planejada, extra. Assim como a psicologia da aprendizagem, eu também vou mandar para vocês alguns textos que vão fundamentar essa perspectiva do desenvolvimento psicomotor, né? Assim como em um artigo falando do próprio Lebbos, que vai falar desse desenvolvimento psicomotor, principalmente do 0 aos 6 anos. Então, contribuições de outras áreas que não só essas previstas na ementa da disciplina de vocês, da psicogenética, né, na nossa constituição humana, mas da própria base da psicomotricidade em questão de autoria, né, dos autores aí na nossa disciplina de psicomotricidade e uma posterior aí, além de apresentar o que a ciência psicomotricidade, eu vou trazer para vocês alguns conceitos desses autores que são renomes, né, da psicomotricidade. Eu viajei, eu gosto que falou, o Wallon é considerado um dos pais mesmo da psicomotricidade, mas assim, é jejum rigoroso, principalmente eles contribuem para um todo, não é para educação, para a saúde, para biologia, para psicomotricidade, para a psicologia, mas nós temos alguns autores que voltaram o seu estudo especificamente para a psicomotricidade, e a gente vê lá dentro da que ser na mesma descoberta, cidade precisa dessas nuances, certo? Um abraço para vocês, fiquem bem. Qualquer dúvida estou à disposição de vocês, podem me mandar e-mail, podem mandar dúvidas aí nos slides. Vai meu e-mail para vocês entrarem em contato. Tá bom? Até a próxima.