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Como construir uma marca sexy para criar uma marca sexy rica além do que é tradicional de marca, você precisava de outros elementos. Ela mora numa fazenda, é surfista, formada em marketing e artes cênicas, fez mestrado em ADM pela Insper e MBA com ênfase em marketing pela UC. Foi sócia e diretora do G4 Educação, CEO da Boca Rosa, CMO da UVV e é fundadora e CEO da Vince Society, que tem como missão construir as marcas mais sexis dessa geração. A convidada de hoje é Thai Dantas.
Muda muito as estratégias da marca institucional para chamar assim para a marca pessoal? Muda muito os conceitos ou muda muito a [Música] estratégia?
Galera, antes de começar mais um incrível episódio, um recado rápido da patrocinadora desse episódio, que é a Turnê da Trinca. A Trinca é composta por mim, Flávio Augusto da Silva, e Joel J, onde rodamos pelo Brasil e transformamos as principais casas de shows em sala de aula, usando entretenimento, educação e música para levar um conteúdo de qualidade. E uma última apresentação inédita no dia 19 de novembro. Então, se você não conseguiu ingresso em alguma das cidades que rodamos, sua última oportunidade. E para você que já foi em algum show da Trinca, em alguma apresentação da nossa turnê, você também tem uma grande oportunidade, porque conteúdo novo, uma apresentação inédita, mais conteúdo. Lá vai ser lançado o livro exclusivo da Trinca e todos os participantes vão receber uma cópia autografada. Então, para você adquirir o ingresso, o link tá na descrição. Vai acontecer dia 19 de novembro em São Paulo. Então, o recado tá dado e vamos ao nosso episódio.
Muito bem-vindos, senhoras e senhores, a mais um episódio do "Como você fez isso?". Eu, obviamente, muito feliz em mais um episódio. Vocês sabem o quanto eu me divirto, o quanto eu gosto, o quanto eu aprendo muito. Que eu uso muito podcast também para trocar, para aprender, para extrair o melhor. Eu tenho uma função de te representar aqui, fazendo entrevistas para te trazer o "como". Essa é a palavra mais buscada no YouTube. É "como". E hoje, vocês já viram a Bill. Nossa convidada é poderosíssima, de um assunto super quente que eu adoro. Ela é hiper especialista. Então, senhoras e senhores, como vocês já viram, recebo aqui a queridíssima Thai Dantas. Palmas, senhoras e senhores, para Thai!
Muito obrigada! Feliz de estar aqui. Feliz demais de estar aqui com você.
Bom demais! Já é meu vizinho. Ele aqui, moramos pertinho. Encontramos ali na fazenda. Encontramos na fazenda. Ele mora na fazenda também. Morou, mas ele vai falar também. Fim de semana é um fazendeiro. Tá? Primeiro, eu tô feliz de estar aqui batendo esse papo com você, trazendo um. Eu acho que o "como" de hoje, porque você viu que é sugestivo aqui o episódio, né? Ele, ele parte a partir de um "como" de alguém. Uhum. E o teu "como", eu te acompanho nas redes sociais, principalmente no. Você sempre foi o teu core. Ultimamente, você tá gerando mais e mais conteúdo. Sempre gerou muito conteúdo, mas agora tá mais, né? Você tá numa pegada maior, gerando muito valor pra galera que te acompanha, muito em relação à marca. Uhum. E, obviamente, se eu fizesse uma pergunta para qualquer pessoa que tá nos assistindo, você queria ter uma marca incrível, uma marca sexy, uma marca irresistível? Mesmo se a pessoa nem sabe do que ela ia falar? Sim. Aham. Nem se ela já tem uma marca ou tem a pretensão de ter uma marca, mas eu acho que a resposta é sim. Aham. E o meu "como" é: como construir uma marca sexy? Primeira definição: o que que é uma marca sexy? Aquela a marca que atrai, dá vontade de comprar sem a pessoa precisar vender para mim. Quais são os fundamentos de uma marca sexy? Como saber se eu tô construindo uma marca sexy, né? Essa marca que é irresistível, porque obviamente eu sou da do, eh, do lema que produto bom não se vende sozinho, mas não significa que você tendo um produto de uma marca excepcional não te ajuda a vender, mas muito mais. Total. Mas muito mais. Total. Então, vamos começar nessa seara. Joguei a bomba aqui. Bo.
E por onde a gente começa, cara? Então, acho que eu vou começar pelo ponto de que você falou, né? Que se você perguntar se você quer ter uma marca incrível, sexy, super desejada, todo mundo queria. Tem uma pesquisa que foi feita, se eu não me engano, pela McKinsey, que pergunta pros CEOs, eh, se eles se importam com o marketing. Eles falam que é uma das coisas mais importantes para eles. Só que, embora pros CEOs e pros donos de empresa, marca seja uma das coisas mais importantes, normalmente eles nem sabem o que é marca. Você acha que na cabeça deles vem a palavra reputação?
Eu acho que vem reputação. Eu acho que vem reputação. Ou seja, eu, eu, eu preciso ser bem falado ou, minimamente, não ser falado mal. Eu acho que tem a ver. Eu acho que eles ligam pra reputação, pra ser conhecido, eventualmente, mas não tem uma clareza, né? Isso é um erro muito grande. Nós, profissionais de marca, porque a gente é muito bom em falar de consistência para marcas. Só que a gente foi, teve dificuldade de criar uma consistência pro conceito do que é uma marca. Então, acho que o primeiro ponto aqui é a gente definir esse conceito. Então, marca, ela é a soma de todas as expressões de uma entidade. Ade o quê? Uma pessoa, um produto, um serviço ou uma empresa, que é um conjunto de produtos e serviços, ou uma empresa de mono produto, né? Então, a soma de tudo isso. O que que quero dizer com "a soma de tudo isso"? A marca não é construída pelos anúncios só, ou pelo evento em si, pelo logo, ou pelo logotipo, né? Ou pelas cores. Isso também constrói, mas a marca, ela é construída por todas as ações. Igual eu cheguei aqui, eu tô aqui no Caio, escritório lindíssimo, Office. Achei muito bom o nome, inclusive. É. E ele tem vários símbolos aqui. Uhum. E isso, por exemplo, é uma coisa que eu não vi em você. Uhum. Esses símbolos que eu vi hoje aqui no escritório. Leg. Então, mudou a minha percepção um pouco sobre a sua marca. Esse escritório aqui, tudo que você faz, todos os pontos de contato, eles constroem a marca, seja para a direção que você estrategicamente definiu, ou para uma outra direção. Então, mesmo que você não faça nenhum esforço, você está construindo marca.
Agora, curioso, o que que mudou, Dona Thai? Nossa, muito! Porque eu te achava um cara mais, eh, focado em venda. Sim. Um cara que gostava de conversar, um cara inteligente. Mas eu te achava mais assim, Mauricinho, certinho, camisa polo. Até, até que a conversa que a gente estava tendo antes, que ele falou que tá misturando arte com com business, tem tudo a ver com o que eu acredito também. Mas, pô, cheguei aqui, tem um monte de grafite. Tem uma parte ali fora super bonita, super descolada. Olha isso aqui, essa mesa aqui, totalmente descolada. Então, é uma coisa que eu não via em você. Essa pegada de de criatividade. Talvez isso eu não vi em você como uma pessoa criativa. Eu vi em você uma pessoa que sabe falar bem, que sabe vender, mas eu via mais você como um vendedor do que como um criador. Mais um executor do que um criador. Exato. Animal. Então, isso já mudou um pouco da minha percepção da tua marca. Se vocês forem ali no camarim, tem uma arte de Michelangelo misturada com grafite. Eu nunca pensei que o Caio teria no camarim dele algo como isso. Tá? Então, eh, tudo a marca, ela é construída por todos os seus pontos de contato, não só pelo anúncio, não é só pela, pela, pelo vendedor. Então, ela é maior do que marketing. Só que existe uma disciplina que constrói a estratégia da marca, que é o central. A centralidade de uma marca sexy está na estratégia dela, e essa estratégia, ela tem vários componentes. O que a gente visualiza é a identidade. A identidade é o corpo. Como ser humano tem um corpo com pele, com músculo, né? Uhum. E o cérebro é estratégia. A gente não vê o cérebro, mas é ele que determina como nosso o corpo se coloca no mundo. Uhum. Então, o primeiro ponto essencial é você ter uma estratégia clara. Só que aí é que tá. Como construir uma marca sexy? Você pode fazer do jeito tradicional, que foi o jeito cunhado pelas pessoas que muito inteligentemente desenvolveram essa disciplina e que são estudadas até hoje, que são super valiosas, como Eckert, que é um dos maiores estudiosos disso. Mas a maior parte deles já morreu. Então, as respostas e a forma que eles ofereceram responde a um tempo que não é o nosso. Eh, respondendo a essa, eu quis responder a essa pergunta que você me fez, uhum, na minha vida: como eu construir uma marca muito desejada, muito sexy, que deixa uma herança pros produtos, mesmo antes deles nascerem, eles já têm aquela herança e que isso faça com que as pessoas vendam muito mais? Mas se eu colocar qualquer massagista, transferir aquele logo para qualquer coisa, você já bate o olho: "Isso aqui é tecnológico, disruptivo, inovador, é cool". É. Eu gosto de fazer esse exercício, né? Vou falar para você que a Apple vai lançar um carro. Você consegue imaginar mais ou menos como é que seria esse carro? Eu, eu penso alguma coisa futurista, mais minimalista, com aquelas linhas. Mas ou vai ser branco, ou vai ser prata, ou vai ser preto. Vai ser alguma coisa nessa órbita. Já dá desejo. "Eu teria um carro da Apple". Deve ser maneiro. Então, carro. Então, assim, esse produto não existe, mas ele é um herdeiro. É como se fosse um filho herdeiro. Ele é filho de um pai rico. Então, essa herança já tá na mão dele. É óbvio que ele pode torrar essa herança e acabar com o nome da família, boa, porque se ele for um produto ruim, ele não vai entregar o que a marca promete, né? Então, e o produto precisa entregar o que a marca promete. Mas ele já nasce com uma vantagem competitiva muito grande, que é ser um herdeiro. Nasceu herdeiro. Aí o ponto é: eu fiz essa pergunta por muito tempo: "Como construir uma marca muito sexy, muito irresistível?". Só que se a gente olha pras marcas mais sexis e irresistíveis do mundo, elas são antigas. Elas demoraram muito tempo para se construir, né? Será que tempo é um fator? Né? Tem que est, tem que existir 80 anos, né? A Coca-Cola, da vida. Pois é. Exato. 30, 20 anos. Aí eu falei: "Pô, mas será que dá para fazer isso em dois anos? Será que dá para fazer isso em três? Em um? Será que dá?". Essa era a minha questionamento, né? Então, primeiro, eu fui estudar. Eu sou muito nerd. Então, eu fui primeiro estudar quem? Os grandes autores. Porque fazendo uma analogia para voltar aqui, eu acho que existem três tipos de pessoas no mundo. Quais? Quais? Existem as pessoas que são muito inteligentes, dedicadas. Elas estudam tudo que existe, estudam o máximo de profundidade os temas que interessam a elas, e elas são muito boas em aplicar o melhor do conhecimento humano. Uhum. Existe um segundo grupo de pessoas que é que são as pessoas que se acham. Então, elas não são estudiosas, elas não estudam praticamente nada, elas não se aprofundam nas coisas, mas elas se acham muito inteligentes e elas reinventam a roda várias vezes, sem saber que a roda já existe há 3000 anos antes de Cristo. Então, existe esse tipo de pessoa que acha que sabe muito, que é inovador e não sabe de nada. E existe um terceiro primo tipo de pessoa, que é muito raro, que são os grandes homens da da história da humanidade, que são as pessoas que estudam com profundidade o que já existe, entendem aquilo, entendem o porquê as coisas funcionam como funcionam, Mas elas são capazes de olhar porque existe, questionar se elas não poderiam fazer uma coisa diferente e criar algo que ainda não existe. Você sabia que as malas de rodinha que a gente tem hoje, elas foram criadas depois que o homem pisou na Lua? Depois, depois. Primeiro o homem pisou na Lua, criou um foguete. Aí depois ele inventou uma mala de rodinha. Então, ele carregava. Quando o homem pisou na Lua, ele ainda carregava a mala na mão, aquele peso. Por quê? Porque ninguém foi capaz de olhar para uma coisa que existia e questionar se ela não poderia ser melhor. Então, não daria pro cara inventar uma mala de rodinha se ele não soubesse que é possível ter uma mala. Primeiro, ele precisava saber que tem uma mala. Aí ele poderia melhorar aquela mala ou criar uma mala completamente diferente. O que que eu acho que que que faz sentido na minha vida? Eu estudei o que já existia sobre marca, sobre marketing, com profundidade. Fiz MBA na FGV, eu fiz mestrado em administração, mas eu me dediquei muito a isso. Eu fiz marketing, enfim, estudei muito aquilo. Mas eu vi que tinham várias perguntas que eram feitas na minha execução que os livros não me ofereciam respostas e eu ia precisar criar essas respostas. Uhum. Aí eu come comecei a analisar. Quando eu fui para os Estados Unidos, principalmente, eh, eu já aplicava isso na UVV, quando eu tinha UVV, foi meu primeiro case. Quando eu tinha, era bem novinha, mas quando eu fui para os Estados Unidos, eu comecei a observar marcas que estavam tendo um resultado muito grande de muito pouco tempo e perceber o que que elas tinham de diferente do que eu via nos livros. Uhum. E aí eu identifiquei algumas coisas. Então, se você pega os grandes pensadores de branding que tem no Brasil, a maior parte deles está replicando aquilo que os livros diziam. Uhum. Vai fazer uma estratégia, você vai ter o arquétipo com sua personalidade, o seu posicionamento claro, e tem um público alvo claro, uma identidade consistentemente aplicada. Basicamente, vai ser isso, né? Eu já trabalhei com algumas, já contratei algumas e já trabalhei também em em grande agência. Não é isso que essas marcas estão fazendo. Na Samsung é uma boa marca. Uhum. Eh, e a Apple também. Lá atrás, o que que diferenciou as duas? Todas elas fizeram exatamente esse padrão, mas teve algumas outras coisas que a Apple fez. Mas a Apple é um caso ruim, porque ela já é muito grande. Se você olhar, por exemplo, a marca da Kim Kardashian, a Skims, é uma marca que tem 5 anos de vida e um valuation de 4 a 5 bi de dólares, que é mais ou menos 20 bi de reais. No valor. Uma marca de 4 a 5 anos. Uma marca que é um fenômeno. A você olha outras marcas dessa nos Estados Unidos acontecendo. A Fenty Beauty do próprio Mr. Beast é uma. Mas a gente não precisa falar só delas, né? Do Duolingo, acho que é um case mais famoso, assim, mas que não, não tem isso, mas tem comportamentos parecidos. Então, o que que eu entendi é que existia, para criar uma marca sexy, rica, além do que é tradicional de marca, você precisava de outros elementos: história. Uma história. E aí, quando eu falo história, não é tipo a história da tua marca. História do fundador. Não. Você vai pegar o teu cliente, vai transformar ele num herói e vai dar para ele uma história mais legal do que a da vida dele de hoje.
Calma aí, que tem ouro no que você falou aí agora, né? Tem, tem. Você falou que pegou. Então, não é porque geralmente qual que é a história da marca? Todo mundo: "Tudo começou quando meu vô conheceu a minha avó". Ninguém tá interessado nisso. Exato. Ninguém quer saber disso. O que eu tô aí, tô nem aí. Não conheço seu vô, não conheço sua avó. Não tem nada a ver com eles. As pessoas são interessadas nelas mesmas. O mundo, ele é feito de pessoas. Assim, a gente, a gente tá interessado na gente. A gente tá aqui para viver a nossa vida, né? Então, você tem que pegar o seu personagem principal, que é o que é o seu cliente, o seu público alvo, transformar ele no seu protagonista, no protagonista de uma história e dar para ele uma jornada, uma história melhor do que que ele tá vivendo hoje. E isso foi uma sacada que eu tive, porque antes de eu fazer marketing, eu era roteirista, né? E eu escrevia roteiro de filme. Deé. Eu cheguei a ser atriz na época, pra pagar minha faculdade, porque eu tive um problema em casa, perdi meu pai, parou de me dar dinheiro, tive que virar atriz. Aí eu fui trabalhar. Trabalhei na Globo, trabalhei na Multishow. Caramba, que legal! E aí eu pensei: "Cara, então tem a jornada do herói, tem uma estrutura narrativa dos romances e dos filmes que fazem com que o filme seja um blockbuster ou que ele seja um filme cult". E as marcas, elas querem ser blockbuster, né? Você quer que sua marca venda o máximo possível. Você não quer ter uma marca cult, que vai ganhar prêmio em Cannes e ser elogiada, eh, pelo meio publicitário por ser uma marca muito maneirinha ali, mas não vende, né? Então, e existe um eixo narrativo que você faz. Você transforma o seu cliente no herói. Aí o seu cliente, ele tem um desejo de um final feliz, certo? Uhum. E aí ele tem os desafios que ele enfrenta para chegar nesse final feliz, e ele tem os inimigos. E a jornada. A tua marca tem que ajudar o teu cliente, tem que fazer o teu cliente sair do ponto A até o final feliz, a vencer o inimigo, a vencer os desafios, a ter uma jornada melhor. Por exemplo, G4 Educação, né? Que eu fui sócia, diretora de marca e marketing lá dos meninos. Um beijo pros meninos. Sim. Lá, a gente pensou muito nisso. Sim. Eh, quem é o nosso herói? O empresário, certo? O empresário e o executivo. Esses são os nossos heróis. OK. Aí, quando você olha pro seu herói, a sua tendência, assim: "Ah, o desafio dele é que ele quer crescer mais". Beleza. Isso aí é um desafio que o produto resolve. Mas e o desafio que o produto não resolve? Qual que é? Aí você tem que. Isso, isso é o que constrói marca. É o desafio que o produto não resolve. Produto, ele vai, ele vai resolver uma parte da dor. A marca resolve outra. Então, o produto vai dar o quê? Crescimento para esse empresário. Vai fazer ele crescer mais do que ele tá crescendo hoje. Então, isso o produto resolve. O que que a marca resolve? A marca vai fazer com que esse empresário, que hoje no Brasil é visto como um explorador, como um cara que quer se dar bem, como um cara indigno, ser visto como alguém que é herói, que tá fazendo a diferença, que tá gerando emprego, que tá gerando riqueza, que tá mudando o Brasil, que tá levando o país para frente. E que ele tá fazendo isso brigando, além de brigar com essa cultura que vê ele mal, brigando também com um governo que entrega um ambiente muito complexo para ele prosperar. Então, esses dois aqui, o meu produto não resolve, mas a minha marca pode ajudar a resolver. E ao fazer parte do G4, ele não tá só entrando para ter uma empresa mais rica e ficar mais rico. Ele tá entrando para um movimento de fazer do Brasil um país mais próspero e ser reconhecido por isso. Então, aí a gente define uma métrica mensurável. Caso G4, BG, lá, 1 milhão de novos empregos até 2030, gerado pelos alunos. A gente fazia todo ano lá na Nasdaq, aqui em Nova York, mostrando quantos empregos tinham sido gerados. Então, assim, eh, a, a história, ela é responsável por fazer com que esse cara, que tinha uma vida ali simples, mas ganhando ali, trabalhando duro, [bleep] virou um personagem de filme, cara. Herói, tá mudando o Brasil, tá gerando emprego, tá gerando inovação, tá brigando contra o estado. [bleep], é muito mais legal ser esse cara do que ser aquele que tá todo dia ali no emprego, batendo cartão. E se você pegar essa ótica em todas as marcas, tem essa mesma narrativa. Você pega, por exemplo, da Boca Rosa, que você tava lá. Todas as que eu, as que eu construí, as que eu acredito que são as que estão dando certo hoje, todas têm. Você pivota para uma marca de, de, ah, produtos de beleza. Boca Rosa. Boca Rosa. Mulheres ambiciosas. Nosso público alvo: mulheres que querem crescer profissional. Eh, pô, a mulher, a Boca Rosa, inclusive, ela surgiu, a a ideia da marca surgiu muito dessa análise cultural das coisas. Então, isso é uma coisa que a pessoa que quer construir uma marca sexy tem que ter: boa análise cultural. Por exemplo, hoje, a maior parte das mulheres trabalha, certo? Maior parte, né? Eu sei que tem uma tendência aí da energia feminina da mulher ficar em casa, mas a maior parte das mulheres trabalha. Grande parte das mulheres tem desejo de ter a sua própria riqueza, de construir riqueza. E aí você pensa assim: "Pô, a mulher trabalha mais que o homem". Quer dizer, a mulher estuda mais que o homem. Isso é um fato, é um dado. Uhum. Dado. Ela faz, tem mais mulheres na graduação, tem mais mulheres na pós-graduação. Ela estuda mais que o homem, beleza. A mulher, além de estudar mais do que o homem, ela tem as atividades de casa. Maior parte das mulheres ainda trabalha mais em casa do que os homens. Além dela trabalhar mais em casa do que os homens, ela ainda tem mais gasto de tempo cuidando da aparência do que os homens. A gente faz maquiagem, mulher faz sobrancelha, faz unha, depilação. Tudo isso toma tempo. E aí, isso, ela mais preocupada com o corpo. Aí, isso faz com que a mulher tenha menos tempo e menos energia no trabalho. Se ela quer enriquecer, ela precisa ter mais tempo e mais energia. Como é que eu posso ajudar ela através do produto e através da marca? Por que que a mulher usa maquiagem? Todas as empresas de beleza vão colocar lá que é para ficar mais bonita. Vão, vão usar o. Quando a gente olha para arquétipo, o arquétipo do do amante, né? Da sedução e tal. Aí eu falei: "Cara, eu tava na Europa, eu fui comprar uma bolsa". E aí, a coisa de olhar pra questão cultural. Fui comprar uma bolsa de trabalho, inclusive, tá ali. E eu queria comprar uma bolsa de marca. Eu queria uma bolsa bonita, chique, para eu trabalhar, porque a maior parte do meu tempo eu passo trabalhando. Aí eu fui na Gucci, na Louis Vuitton, na Prada, na Dior. E na Europa, são separados essas marcas entre mulheres e homens. E eu fui, lógico, nas mulheres, procurar uma bolsa que eu pudesse levar meu notebook e tal. E não tinha. Não tinha bolsa para levar notebook nessas marcas. Eu falei: "Pô, acho que essas marcas muito ricas, muito chiques de luxo, elas não fazem bolsas de trabalho, só fazem mais para sair à noite e tal". Fui olhar na de homem, porque vai que tem alguma bolsa maior que eu posso adaptar e servir, eventualmente, e tal. Todas tinham bolsa de trabalho. Hum. De homem. Todas. Nenhuma de mulher. Eu falei: "Pô, de aumentar". O contrário. Se não tiver laptop. Falei: "Quem, quem que inventou essa bolsa aqui?". Exato. Exato. E aí eu falei: "Pô, as marcas estão com um conceito antigo da mulher, desatualizado". Beleza. Quando eu fui, e isso foi antes de eu trabalhar na Boca Rosa, quando eu fui pra Boca Rosa, eu reparei a mesma coisa em maquiagem. Eu hoje vim para cá fazer esse podcast com você e, enquanto eu parava no sinal, eu me maquiei, porque eu não tive tempo de me maquiar antes. Aí a maquiagem precisa ser o quê? Para eu conseguir fazer isso? Se as mulheres se maquiam, você vai ver direto mulher maquiando no banheiro, a tem várias mulheres aqui, espelho do carro, ali, carro, no ônibus, no Uber, em qualquer cantinho. Tem que ser prática. Tem que ser. Exato. Tem que ser prática. Tem que ser uma coisa que não vai me sujar. Só que aí eu olhei pras maquiagens e a gente tinha o quê? Base líquida, é mais difícil de passar. Se você esquecer o pincel, você não passa. Eu já esqueci, já aconteceu comigo. Tava indo pro trabalho, tava pra maquiar, tava com a base líquida, tava sem pincel. E aí, como é que eu passo? Não dá pra passar com a mão, ficou horrível. Beleza. E pó? Pó solto, você vai passar no carro, você suja o seu, seu blazer todo. Você usa seu blazer preto, você vai chegar, parece que tá com caspa, você vai ficar toda suja. Todas as mulheres se sujaram com pó solto. Não tem uma que nunca sujou. Aí eu falei: "Pô, que doideira, né? Por que que a gente não tem uma maquiagem bem simples? Aquelas que eu vi na gringa de tipo assim, passar o stick, passa com a mão aqui, igual eu passo o meu protetor solar quando eu vou surfar, e é 5 minutos". Por que a gente não tem isso? Aí a Bianca queria fazer stick, já era um desejo dela. Aí eu falei: "Cara, tem uma coisa muito legal aqui". Deixa eu ver quem são os donos das empresas de maquiagem. Quem são os CEOs das empresas de maquiagem? Vamos ver quem são essas mulheres que estão fazendo essas maquiagens difíceis. Não eram mulheres. Eram todos homens. Uhum. Ou tem um inimigo claro aqui. A beleza da mulher brasileira tá na mão do homem. Eu posso resolver. Vou fundar uma. Ela, ela já tinha, né? Ela fundou uma empresa com duas mulheres. Ela é a mãe dela, majoritariamente uma equipe feminina. Pensou numa maquiagem que é extremamente prática, que você consegue se sentir bonita, mais poderosa, porque a maquiagem dá poder. Eu tava vindo pra cá, eu falei pro Lucas: "Nossa, eu acho que eu esqueci minha maquiagem". Se eu esqueci minha maquiagem, ferrou. Não tem como eu gravar sem maquiagem. Eu não consigo. Eu sou dependente. Então, tipo assim, pra mim, é faz parte da minha segurança, de eu me sentir segura. Então, você pode se sentir segura de uma forma muito ágil, que não vai prejudicar seu tempo e que vai te deixar pronta pro seu dia a dia. Então, a gente desenhou o produto dessa forma. E a marca é isso: ela faz, ajuda mulheres a alcançarem os seus sonhos mais ousados. Então, a primeira coisa que a gente pode pegar, né? A primeira que eu tinha para você: o que é uma marca sexy, irresistível? Dá para eu dizer que aquela marca onde a pessoa tem o desejo de viver a jornada daquele herói? Exato. Então, quando existe aquele desejo de "eu quero, eu quero isso", então fica irresistível, porque aquela história que é contada, eu quero que seja a minha história. Exato. Então, aí a gente crava para descer no nível de consciência mais simples de entender o que que é uma marca sexy. Você quer viver a história. A história da, da que aquela marca promete. [bleep], meu sonho é viver aquela história. Uhum. Aquela marca vai ser irresistível. Exato.
Aí tem um outro elemento, além da história, né? Eh, e não descartando os antigos, você precisa ter clareza do público alvo. Tudo parte do público. Eu falei: "O empresário é o herói, a mulher é o herói". Então, público claro, um posicionamento claro e a promessa. A gente pode falar disso que é mais simples. Qualquer coisa no Google, a pessoa acha. Mas além da história, tem uma outra coisa que é personalidade. Quando a gente fala de personalidade, vocês vão dizer: "Arquétipo, jeitão da marca, né? Que é o que é o que os pessoas falam". Mas as mais maneiras não é sobre isso. É sobre o quê? É. É, vou falar um "enable", mas ela traduzindo em português, ela tipo, ela te dá um atributo que você quer ter. Então, por exemplo, eu quero ser vista como uma mulher bem-sucedida. A Prada me ajuda a fazer isso. Eu quero ser vista como uma mulher elegante. Nossa, muito bom isso. Fala de novo. É dar um elemento de personalidade para mim que eu gostaria de ter. As melhores marcas, elas vão ajudar você a dizer pro mundo quem você quer, quem você é. Elas vão ajudar você a dizer pro mundo quem você é, ou a você parecer para o mundo quem você quer parecer, mesmo que você não seja ainda. Mesmo que você não seja. Exato. Por isso que as marcas de luxo começaram a bombar tanto com os logos? Por quê? Porque elas não estavam sendo compradas pelos produtos. Elas estavam sendo compradas pelo fato de que as pessoas queriam parecer ricas, ainda que elas não fossem. Porque às vezes compra no camelô: "Eu quero parecer rico, eu quero dizer pro mundo que eu sou rico". Então, essa marca me ajuda a fazer isso. A Jeep, por exemplo, foi uma marca que, inclusive, eles fizeram um trabalho de rebrand agora por causa disso, mas que ele foi utilizado muito. Ela foi muito utilizada para as pessoas dizerem que são ricas pelo partner de logo ser muito claro. Então, as melhores marcas são aquelas que ajudam a você dizer pro mundo, ou quem você é, ou como você quer ser visto. Então, Chanel: elegância. Prada: sucesso. É Jeep: aventura. Você é um aventureiro, tem um Jeep. Eu sou um aventureiro. Você vê as cidades, Jeep foi pensado Offroad, mas você vê a cidade cheia de Jeep. Sim. Tem necessidade. Carros D: meio que rebelde. Talvez rebelde. Sou um rebelde. Sou um cara, pô, tem coragem de enfrentar o status. Então, assim, a marca, ela te dá um atributo de personalidade que você quer ter. Tem uma coisa, um case muito legal mostrando isso, que é do do Spotify. De como fazer que é por que que as redes sociais elas são principal canal hoje? Então, toda marca que quer ser bem-sucedida, ela precisa usar bem as redes sociais. Então, por que que as redes sociais hoje elas são tão importantes? Elas são tão grandiosas? Elas consomem tanto o tempo de todo mundo? E porque que tá todo mundo produzindo conteúdo ali? Qual que é a sua visão? Porque ela tá tanto tempo produzindo conteúdo? Porque que todo mundo hoje produz conteúdo e quer tá nas redes sociais, quer aparecer lá? Na verdade, todo mundo quer atenção, né? Uhum. Eu acho que é um, é um jogo da atenção. Exato. E aí, obviamente, essa atenção, você começa a desmembrar um pouco mais. Todo mundo tem a necessidade de ser reconhecido. Exato. De ser importante. Exato. Então, tem esse lance mais. Total. Não. Exato. Eu concordo 100%. Se você olha do ponto de vista sociológico da coisa, quando a criança passa pelo processo de individuação, né? Se eu reparo, quando você tem filhos, né? Quando a pessoa começa a fazer ele 10, 11, 12, 13 anos, ela começa meio que se revoltar um pouco com os pais. Sim. Isso faz parte da nossa psicologia humana. Por quê? Porque a gente precisa se individualizar, se constituir como indivíduo. Então, a gente precisa mostrar que a gente é único. Eu não sou uma extensão de você, pai e mãe, não mais. Eu sou uma pessoa. Então, preciso ser diferente de vocês. Aqui, sistema, individualidade. E na escola, isso fica gritante, né? Existe três grupos na escola. Existe o grupo de quem sofre bullying, existe o grupo dos populares e existe o grupo dos indiferentes, dos que não são nada. Todo mundo quer estar no grupo dos populares. E até hoje, a gente tá na quinta série. A gente quer estar no grupo dos populares. Ali no Instagram, por isso que as pessoas ligam muito mais pro número de seguidor do que às vezes para o que deveria ligar, que seria as vendas que elas estão gerando ali. Exato. Aí você vê esse ponto é uma vantagem enorme para as marcas que sabem usar isso. As pessoas querem o tempo inteiro se autoafirmar. Elas querem ser reconhecidas como únicas. Elas querem ser entendidas. Elas querem que as personalidades que elas têm ou que elas almejam ter fiquem claras. Se você usa isso a seu favor, você vai ganhar muito dinheiro. Então, o Spotify, por exemplo, ele fez uma campanha genial, que no início ele não apostou tanto, que ele não tinha gastado nenhum real, mas que era: "Você lembra quando você tem? Você tem quantos anos?". Não sei. Para você que é homem, eu posso perguntar. 38. 38. Sim. Então, você lembra disso? Camisa de banda. Sim. Lembra da camisa de banda? Ô, clássico. Clássico. Tinha as camisas de banda e a gente usava aquilo meio para dizer quem a gente era. Tinha até as competições: "Ah, as meninas que gostam da Spice Girls, as meninas que gostam do Backstreet Boys, do NSYNC". Enfim, a gente dizia quem a gente era através da música. Música é um elemento importante da sua personalidade. E aí o Spotify faz aquele review, né? Dizendo quais foram as músicas que você escutou no ano. E aquilo ajuda você a dizer pro mundo quem você é. E aí ele coloca um botãozinho ali: "Share no seu story do Instagram". "Divida no seu story do Instagram". E aquilo viraliza e traz o maior resultado da história do Spotify em download. Por quê? Porque ele ajudou as pessoas a dizerem quem elas são. Então, essa é uma vantagem. Nesse mundo hoje, tá todo mundo querendo construir marca pessoal. Então, a tua marca precisa ajudar a marca do seu público a ser construída para ela ser irresistível. Acho que esse é um outro ponto. E um outro ponto muito relevante, falar só de três aqui, é você personalizar a marca. E personalizar a marca pode ser através do fundador. Então, vocês, por exemplo, aqui tem marcas muito pessoais, né? Ou através da marca se portar como como uma pessoa. Você pode ter a cara do founder ou dos colaboradores, ou escolher uma pessoa para ser a cara da tua marca. Você tem alguma preferência? Você acha que é melhor não ter cara de founder?
Acho que é melhor das duas. As duas coisas. Eu acho que o, a gente ter os founders, e eu gosto sempre quando é mais de um, porque quando é um só, é mais delicado e fica muito vinculado. Mas, mas funciona. Funciona bastante, inclusive. E agora, se você tem um founder ali produzindo conteúdo, contando história, para isso é uma alavanca de crescimento para o início da marca muito poderosa. E se você, ao mesmo tempo, tem uma marca que se comporta como uma pessoa, essa junção é explosiva. Então, você tem de um lado, por exemplo, a do Duolingo, que é uma marca pessoal. O Duolingo é marca de, de aprender idioma. Sim. Sim. Sim. Eles são gigantes. Aí eles têm lá a corujinha que eles personalizam. Mas, por exemplo, a Carmed, que é um produto, né, uma marca de produto, ela é uma marca Creator. Ela é uma marca pessoal. Você vai ver lá, tem reunião entre os produtos Carmed, conversando com Genérico. Eh, você vai ver o produto se deixa ser utilizado por várias pessoas de formas diferentes. Você tem muito menos burocracia para para aprovação de conteúdo. Não é uma marca que fica, fica se vendendo o tempo inteiro. Fala de emoção, traz história. Então, ela é uma pessoa. Parece uma pessoa. O Carmed. Uhum. Isso é muito importante. E aí você tem também os founders ali, principalmente a Carla, né, construindo o lado founder do produto. Então, contando a história do produto e vivendo a história do produto. O ideal é quando o founder, ele consegue tangibilizar um sonho daquela pessoa, daquele herói. Então, por exemplo, aqui, Kim Kardashian, a Skims. Ela, o produto dela que mais viralizou foi um que era um sutiã com um bico do peito duro. Nossa, eu vi isso. Você viu? Eu vi. Fiquei nem acreditável. Exato. Porque geralmente parecia que a mulher não queria que acontecesse isso. Exato. Sutiã foi criado isso é um contrassenso. Sutiã foi criado para que o nosso bico do peito não ficasse marcado. Sim. Eu, eu. Tá marcado porque eu quis, é, né? Então, n. Aquela tá marcado porque eu quis. Não foi. Aí ela criou um sutiã que o bico do peito fica marcado, fica durinho para cima. E a marca dela é uma marca que podia ser super boring, que é de cinta, de coisas que não aparecem direito, e é super sexy. Mas ela tangibilizou. Seu peito fica durinho e o bico marcado. Então, aquilo viralizou muito, porque ela consegue ser a pessoa que a mulher que compra ela quer ser. A mesma coisa para a Bianca. A Bianca, ela é uma boss. Ela é a cara de uma mulher super bem-sucedida. Ela é a cara de uma mulher que, mesmo sendo super bem-sucedida, ela é bonita, ela é sensual, ela é mãe, ela tem vários traços que o público dela deseja ter. Ela veio do zero, ela construiu a história dela. A mesma coisa no G4. Os três fundadores, eles representam cada um deles, nas suas diferenças, o que um empresário médio do Brasil gostaria de ser. Uhum. Então, quando o founder consegue fazer isso, aí é animal. Mas não necessariamente precisa ser assim. Por exemplo, a Carla, ela não tem nada a ver, ela como pessoa, com as pessoas que consomem o Carmed. Médio. Carmed é majoritariamente é consumido por crianças. Uhum. Só que ela é a mãe que as crianças gostariam de ter. Entendi. Aí é do [bleep]. Uhum. Então, ela, ela faz a figura de ser a mãe que toda criança gostaria de ter. Então, a criança consome o Carmed, se diverte com a Carla e queria que a mãe dela fosse um pouco parecida com aquela moça ali. E ao mesmo lado que as mulheres mais velhas, que também consomem Carmed hoje em dia, olham para a Carla como uma inspiração de uma mulher que eu gostaria de ser. Então, assim, se o founder consegue fazer isso, é animal. Isso ajuda muito. Mas, de toda forma, a empresa precisa ser pessoal. O case que eu fiz lá atrás, bem novinho, na época do Facebook, quando você fala: "Empresa precisa ser pessoal". A empresa precisa ter identidade própria da empresa. Precisa agir como um influenciador. Sim. A empresa precisa ser um influenciador. Se você olhar Netflix, ela fala em primeira pessoa. Então, lá em 2013, eu comecei a trabalhar numa universidade tradicional do Espírito Santo, chamado UVV. E aí eu tive um desafio muito grande, 2012, por aí. Eh, era Facebook que estava na época, que tinha uma força na época. E eu tinha um problema que era uma instituição muito tradicional, e eles não estavam muito assim, na época, pensando em crescer. Hoje em dia, são, estão crescendo muito, mas não estavam muito pensando em crescer. Deixavam ali o mesmo número, mais ou menos, de inscritos nos vestibulares todos os anos. E as pessoas que pensavam a comunicação e tomavam as decisões eram pessoas muito mais velhas do que o público que consumia. Então, as minhas ideias, que na época tinha o quê? 20, 20 anos, as minhas ideias, elas eram muito diferentes das ideias dos donos do negócio. Uhum. Só que naquela época era doida. Aí que que eu fiz? Como eu era doida, eu fiz assim: falei: "Nossa, eu preciso fazer um negócio aqui. Eu preciso mostrar para esses caras que dá". Fazer um negócio. Gostei. Que esse negócio que eles estão fazendo, essa universidade, é chata desse jeito, velho. Não tem nada a ver. Gente, quem que de 18 anos quer saber umas coisas dessas? Parece um governo falando. Não tem nada a ver com com cliente. Aí eu falei: "Cara, tem um negócio legal. Eles não estão no Facebook". Os donos da empresa. Uh. E aí eu vou fazer uma coisa maluca aqui. Eu vou fazer no jornal, que ninguém de 18 anos lê hoje em dia. O que eles querem? Eles queriam usar.
Aquele negócio, jornal e na onde tá o público deles? Eu vou fazer um negócio totalmente diferente. Isso é errado, que é contra marca, né? Você não pode ter duas, duas comunicações diferentes. Mas na época era o jeito que eu tinha. Aí eu fiz totalmente diferente. No jornal era ali, é a isso que você quer? Tá satisfeito? Ah, então tá bom. Queria ver. No, no Facebook, eu botei para quebrar. Botei a, a universidade para falar em primeira pessoa. Então, parecia que ela era uma mulher falando ali, e ela entrava em vários assuntos super sexis do momento. Ela falava de temas que eram curiosos para aquelas pessoas. Só que naquela época não tinha ninguém fazendo isso ainda. E aquilo virou uma loucura. Uma loucura, você não tem ideia da loucura que foi. A gente tinha a página do Facebook mais seguida de todas as instituições de ensino da época, mais que Estácio, que tipo, era gigante. A gente não investia nada em anúncio. Tipo, virou uma, viralizou muito a página, cara. A gente saiu investindo 50% menos em mídia, 50% em mídia menos. A gente triplicou o número de inscritos de um jeito que eles não entenderam nada. Fez uma fila tão grande que assim, quase que destruiu ali. Foi, foi uma loucura assim de pessoas querendo entrar. Fez uma fila gigantesca, gigantesca, gigantesca. E aí a gente, quando eles viram aquilo, faz sentido. Então, essas loucuras. E aí, vamos aceitar. Mas foi basicamente pesando a marca e depois tornando o universo dela irresistível. Então, isso também é muito bacana. Você olha pra Lauren, por exemplo, a marca que tá cara. A marca tem 57 anos de vida. É a marca mais viral na geração Z. Como é que explica? Coisa que é uma marca sexy, check. A pessoa deseja da, da de viver aquela história que a marca propõe. Se uma pessoa tá ali e tem gente que já tem uma marca tá andando, cara, será que a minha é sexy? Ele tá ali em casa, será que eu tô no caminho certo? Tem alguns elementos. Se a fosse fazer um diagnóstico, ele vai passar numa consulta. Doutora, como você acha que eu tô? Que, que, que você mandaria a pessoa olhar assim, de bate pronto? Tem alguma coisa que você pode olhar? Fica com atenção os pontos aqui, os elementos que compõem uma marca irresistível. Tem alguns elementos. Tipo, tem, se você tem uma comunidade forte, tipo, tem comunidade. Opa, B. Você tem comunidade engajada? Já é um sinal legal. Já é muito um sinal legal. E é raríssimo, né? Você é uma comunidade forte. Você tem uma personalidade definida da tua marca? Boa, boa. Se você tem uma identidade e uma estratégia claras, também. Você já tem isso? Você precisa saber se você tem. E você tem que olhar o número de pessoas que falam sobre a tua marca. Número de pessoas que falam sobre a tua marca. Isso meio que identifica os promotores. Exato. Identifica quem realmente se importa com você. Tá, acho que esses são os principais pontos. Você ter comunidade, você ter estratégia, identidade, personalidade bem definida. E você ter um número alto de pessoas que falam da tua marca. Agora, o principal mesmo é se você tá vendendo mais do que você esperava. Esse é o principal. No final das contas, toda essa estratégia é para vender mais, melhor e mais vezes. E mais caro. Exatamente. Exatamente. Se você, você consegue cobrar o preço um pouco mais dos seus concorrentes, ou você tá tendo sempre que fazer promoção? Você tá sempre tendo que cortar preço nos seus anúncios? Significa que a tua marca não é tão valiosa assim. As pessoas estão optando por preço e não pela tua marca. Se você tá tendo que sempre fazer investimento cada vez maior, cada vez mais caro em anúncio de conversão, né? Porque tem uma coisa que é diferente de anúncio de awareness e de consideração para anúncio de conversão. Para anúncio de conversão também significa que você tem uma marca mais fraca. Eh, se o seu vendedor tá tendo muita dificuldade de vender para justificar a sua marca, também significa sua marca. Como que você avalia que isso é um, é um tema bom? É um pouco mais técnico, mas eu acho que legal. Como que você avalia? Ah, fazer anúncio de awareness, até quando? Qual que é o ponto ótimo? Como que se mede um resultado fazendo anúncio de awareness? Qual que é a sua visão para isso? Porque obviamente, todo mundo, ah, quando você tem as pessoas buscam muito por performance, né? Mas é o anúncio de awareness é aquela que você constrói na cabeça do cliente a decisão de compra lá na frente. Eu tô colocando um tijolinho mais na sua cabeça para um dia, quando você pensar, você vai lembrar de mim. Uhum. Mas como você sempre avaliou? Vamos fazer essa estratégia de awareness, tira um pouco a mão de vender agora. Como que você avalia retorno quando você tá fazendo uma campanha de awareness? Eu nunca fiz uma campanha de awareness. Eu não acredito numa campanha de awareness, sabe por quê? Ah, porque você não vai conseguir medir. Você vai conseguir medir o awareness, mas o que que eu avalio? O quanto a campanha de awareness trouxe de receita. Legal. Existe uma diferença entre você fazer uma campanha com objetivo de, de awareness e existe a diferença entre você fazer uma campanha com objetivo de venda. Toda campanha tem que ter objetivo de venda. Quando fala awareness pra galera, é para as pessoas ganharem de consciência do público sobre nós. As pessoas saberem que a gente existe. Ou marcar um posicionamento claro. Exato. Exato. Mas eu já fiz muita campanha sem CTA, sem chamada para ação, sem um compre, sem um produto. Isso não significa uma campanha de awareness. O meu objetivo não era apenas fazer as pessoas me conhecerem. O objetivo para mim de toda campanha tem que ser vender. Em quanto tempo? Aí, aí vai depender. Agora, o que que você pode mensurar em tudo? Porque assim, eu nunca trabalhei. É, é muito louco, assim, se a gente pensar uma empresa muito grande que já tá pronta, né? Eu trabalhei na Azul. Azul, quando eu cheguei lá, já estava mais ou menos pronta. Que que eu fiz para melhorar Azul? Eu diminuí o tanto que eles investiam, tendo resultado um pouquinho melhor. Foi isso. Então, eles me dão 300.000, por exemplo, para fazer um filme publicitário. Juro pra você, eu fiz eles gastarem num filme que a gente ia pagar R$ 300.000 numa produtora, R$ 5.000. E a gente teve um resultado melhor do que os filmes normais das produtoras. Então, isso aqui gerou um resultado. Mas como é que você vai numa empresa grande, enorme, igual Azul, que não é o caso da maioria que tá aqui? Você vai fazer melhoria incremental. Agora, num empresa que é pequena ou média, você vai construir. E para você construir, se você é líder de marketing, você vai precisar provar resultado, que senão o empresário não vai investir. E mesmo que você seja dono da empresa, se você não tá conseguindo mensurar, você não vai ficar gastando dinheiro com que você não tá medindo. Exato. Exato. Então, assim, o que que você mede? Quando você vai olhar numa campanha que você fez? É sempre a venda que ela trouxe. A venda em quanto tempo? Por exemplo, G4. A gente fez várias campanhas sem CTA de venda, mas aí eu tinha, eh, um curso gratuito, eu tinha um aumento na busca orgânica e da venda através do orgânico da marca, mais seguidores. Mais seguidores. Só que sempre com muito cuidado. Eu tenho uma visão, uma antítese da visão da questão dos seguidores. Uhum. Mas então, assim, eu nunca faria uma campanha de awareness. Isso não significa que eu nunca faria investimentos para me tornar mais conhecida. É que o objetivo para mim, é que tá errado. Sabe? Eu gosto disso. Eu gosto quando você tem o lance final, que no final é vender. Porque você não perde a referência do objetivo de qualquer profissional da geração de receita, da expansão, geração de receita com qualidade, com diminuição de custo. Que qual que é o objetivo? Acho que sempre da figura da liderança, seja você que é empreendedor, que você o dono do seu negócio, é você vender melhor. Uhum. Sem você aumentar sua receita, diminuir custo e prezar pela qualidade e aumentar a qualidade. Então, no final das contas, eu gosto desse não perder de vista. E aí, dando um cavalinho de pau, cada vez mais o mundo grita pras pessoas que você tem que se enxergar como uma marca total. As redes escancararam isso, né? Você é uma marca. Uhum. E, e como trabalhar dentro dessa, dessa construção de uma marca pessoal? Porque não tem coisa melhor do que você falou, é quando um founder chega, né? Quando uma pessoa que já tem uma marca pessoal forte decide construir, sabe, um um negócio, escolhe o produto. Cara, você já tem boa parte do caminho. Existe uma transferência do seu poder para aquela sua marca. E quais são as estratégias? Muda muito as estratégias da marca institucional, vou chamar assim, pra marca pessoal? Muda muito os conceitos ou muda muito a estratégia? Muda muito, cara. Você sabe que eu era muito contra essa ideia até 4 anos atrás de construir marca pessoal? Porque era antiquit, era anti-founder. Quando eu, eu sempre, como sempre tive uma marca pessoal forte, quando fundei o V+ menos três, quatro anos atrás, pessoas falam: "Ah, é antiquit, porque quanto mais forte você entre aspas, menos vendável fica a empresa". Aí as pessoas foram se nesse caminho, né? Viram que marcas com CEOs fortes, elas são melhores vistas, melhores percebidas, né? Mas o mercado veio se reeducando, né? Veio se reeducando. E, e um ponto é que você, o problema é quando você é marca e o produto, né? Isso aí eu acho que já é mais, mais delicado. Mas ponto que eu tinha questão com a marca pessoal é porque marca tem um fator muito importante para construção de marca empresarial, que chama consistência. E marca pessoal é impossível você, você não é consistente. Você, como ser humano, você não é consistente. A característica da saúde mental de um ser humano é a capacidade de mudança. Tá? Se você é fixo e rígido, você está adoecido mentalmente. E uma marca, quanto mais fixa e rígida ela é em termos de um conceito, isso tá mudando um pouco, mas em tese, mais valiosa ela é. E aí, esse era um, era um grande dilema que eu tinha. Só que aí, eu, eu criei uma, uma outra visão de construção de marca pessoal, que aí eu inventei mesmo, então, né? Não sei se, se tô testando cada vez mais, acho que tá viciante, ex, que tá que tá funcionando. Usei com algumas pessoas e tem funcionado. Então, se marca empresarial de sucesso é você ter clareza do seu público alvo, do seu posicionamento, da promessa e você dá pro teu público que é o herói, uma jornada incrível para ele viver. A marca pessoal é sobre você dar às pessoas a oportunidade de olharem a jornada que você tá vivendo, de viverem a sua jornada com você. Então, marca empresarial é sobre o cliente. Marca pessoal é sobre você. As pessoas que têm as marcas pessoais mais legais do mundo, elas têm três características em comum. Primeira característica: elas são autoconfiantes. Uhum. Segunda característica: elas são autoconscientes. Terceira característica: elas são vulneráveis. Então, as marcas mais incríveis que a gente conhece não são de pessoas 100% perfeitas e que nunca erraram e que não têm problemas. A mocinha da novela das seis é o personagem mais chato da televisão brasileira. Ninguém é fã da mocinha da novela das seis. Ela é muito perfeita. Ela é insuportável. O horário, né? Não dá para errar. Não dá para errar feio ali, né? Ela é insuportável. Ela é muito certinha. Ninguém gosta de gente assim. E, e, e tem um ponto em marca pessoal que eu gosto muito de brincar, que é começar a fazendo essa pergunta. Vou fazer um jogo aqui com você. Pode? Pode. Deixa, deixa eu me arrumar. Manda ver. Quem é você? Sou o Caio. Não, quem é você? Eu sou esposo da Fabi, pai da Bela, do Téo e da Mia. Errei? Tô, tô indo bem? Não, não. Quem é você? Pô, me ajuda. Tá. [ __ ] Eu tô tentando entender qual caminho você quer que eu vá. Não, eu quero que você vá no caminho que você quiser. É, é você. Ah, eu sou, ah, eu sou um cara curioso. Eu, eu sou esse cara energético, esse cara do bem, esse cara feliz. Sou uma pessoa contente que gosta de fazer diferença. Uhum. Acredito muito que vendas é um instrumento de realização de sonhos. Uhum. Ah, gosto de fazer bem para as pessoas. Uhum. Gosto de servir, de deixar impacto por onde eu passo. Uhum. Ah, falou várias coisas aqui muito boas. Eu melhorei no final. Melhorou muito. Não falou. Você falou várias coisas aqui muito boas. Quanto que eu tirei? Professora, que você falou de quem você é, né? Agora, e aquilo que ninguém sabe? Existe uma coisa em você. Você me falou muita coisa aqui. Todas elas são boas. Todas. Você é curioso, energético, contente, quer fazer o bem, quer gerar impacto, acredita em vendas. Falou várias coisas boas. Mas existe coisas em você que, se eu chamasse aqui uma pessoa que você já brigou na tua vida, um hater seu, alguém que não gosta de você, tua mãe, ela uma crítica? Não sei. Tem mãe que é crítica. Sabe minhas sombras, né? Ela vai falar que você também é outra coisa. Sim. E o que é mais doido, Caio, é que essa coisa que você não falou aqui, todo mundo sabe. Qual é? Que convive com você. Verdade. Eu sei também. Então, só que provavelmente a maior parte das pessoas não vão falar para você que você é isso. E nem você vai falar para pessoas. Então, por exemplo, a gente tem aquelas pessoas que são fofoqueiras. Trabalha. Tem alguém que trabalha que aquele cara é fofoqueiro, trigueiro e tal. O cara acha que ninguém sabe disso. Uhum. Só que todo mundo sabe. E aí, qual que é o problema? Ao ele achar que ninguém sabe, ele quer esconder. E tudo que a gente esconde na gente, fica grande. É verdade. Ess, você vai ter uma marca fraca se você não consegue lidar bem com a sua sombra. Você ter uma marca fraca. Dá um exemplo aqui de um cara que ele pode até não ter feito isso de maneira proposital, mas que expõe bem as sombras dele é o Pablo Marçal. Uhum. É nítido a sombra do cara. A marca dele fica forte. A Bianca, por exemplo, ela tem uma vulnerabilidade. Ela é sensível, ela chora na frente de todo mundo, ela fala que ela errou. Ela é chorona. Ela chora. Ela bota aquilo ali. Então, ela, ela expõe a vulnerabilidade dela. Se você olha as grandes figuras da humanidade, expuseram as suas vulnerabilidades. Que a gente mais gosta. Então, o ponto que eu gosto muito para marca pessoal é da gente transformar a nossa sombra em luz. Então, vou falar da minha para você. A minha família não achava que eu ia dar certo. Embora o meu pai não ligasse tanto na época, porque eu era mulher e tal, mas a minha mãe, que sempre quis que eu trabalhasse, fosse bem-sucedida, ela achava que eu ia dar muito errado. Por quê? Porque eu era uma pessoa sem foco, sem disciplina, preguiçosa. Eu sou sem foco. Sou muito sem foco. Tanto é que eu fiz artes cênicas, depois eu estudei marketing, trabalhei como roteirista, eu quase fui candidata a prefeito. Aí eu fui estudar marketing com profundidade, fiz MBA, fiz mestrado e tal. Eu sou uma pessoa sem foco. Só que isso que uma vez eu vi escutando pela atrás da porta, minha mãe falar: "Nossa, Taiana, ela não consegue focar nas coisas, ela não consegue levar as coisas a sério e tal, tal, tal". Me doeu muito. Eu fiquei muito tempo escondendo aquilo. Então, até pouco tempo atrás, nas minhas palestras ou quando eu ia falar com ninguém, eu morria de medo. Com alguém, eu morria de medo de alguém saber que eu tinha atuado na televisão. Morria de medo. Isso vai me descredibilizar. Aí eu comecei a pensar: [ __ ] será que no mundo não teve alguém que assim como eu, sem foco, que é muito curiosa como você, talvez você seja sem foco, não sei, mas que é muito curiosa como eu, fez coisas muito grandiosas? Será que não existe no mundo? Aí eu fui ver que tinha. E é uma das pessoas que eu mais me inspiro, por exemplo, Leonardo da Vinci. Uhum. Sem foco. Artista, engenheiro, médico. Ele é genial. Sim. Ele é genial. Mas ser genial para mim é subjetivo. Steve Jobs, sem foco. Estudou design, andava descalço, tinha experiências rips, era um mega artista. Putz, misturou com tecnologia, misturou com negócio, fez um negócio genial. Então, eu falei: "Cara, isso aí de ser sem foco, que hoje eu falo que eu sou uma polímata, no fundo, basicamente é um sem foco dedicado, um sem foco profissional, né? Um sem foco profissional". Cara, isso é o que pode ser a minha grande coisa. Porque se eu olhar para trás, todas as coisas que eu fiz mais maneiras da minha vida foi por eu ter sido sem foco. Foi por eu ter querido ter, ter desejado aprender coisas múltiplas, misturar elas. Foi por eu estar lendo um livro que, quando eu achava chato, eu não queria continuar e eu pegava outro. Sabe? Isso me definiu muito. E aí eu ficava olhando que se eu não fosse sem foco, se eu não falasse abertamente: "Eu tenho TDAH, eu sou sem foco, eu tenho dificuldade de me concentrar muito tempo numa coisa", eu seria mais uma pessoa comum. Então, teria a conexão verdadeira, né? Exato. Nem com as pessoas, nem comigo. É porque quando é impressionante quando você começa a falar virtudes suas, parece que não tem aquela cola emocional da outra pessoa, né? Por exemplo, vou falar durante 10 segundos, eu sou um cara muito incrível, sou tal. A pessoa tá. Agora, quando você divide uma parte, entre aspas, feia sua com alguém, Uhum. Mostra essa. Por exemplo, eu tenho clareza das minhas sombras. Uhum. Mas você talvez não se sinta confortável. Não, não foi debaixo. Pronto. Quando você perguntou quem eu sou, acho que quem eu sou para mim vem mais a. E é meio contraintuitivo, né? É, mas por exemplo, eu sou um cara extremamente distraído. Eu sou aquele cara que eu sou tão, eu sou ao contrário. Sou tão focado nas minhas coisas que às vezes eu machuco as pessoas que eu amo. Uhum. Me tornando até às vezes egoísta, porque às vezes as minhas prioridades estão sempre em primeiro plano. Uhum. E eu não coloco as prioridades de alguém que eu amo também em primeiro plano. Uhum. Então, tem que estar muito ligado nisso. Uhum. Então, sou aquele cara que, por exemplo, com certeza te ajudou a chegar onde você tá hoje também. Exato. Esse defeito é, mas é uma coisa que eu não me orgulho. Uhum. Né? Então, esse lance das vezes alguém tá falando comigo, não tô prestando atenção. Uhum. Que eu tô já pensando em uma outra coisa. Isso às vezes até é uma falta de respeito. Mas eu tenho que me policiar. Caio, fica aqui, Caio. Às vezes eu entro no mundo da lua. Uhum. E eu acho isso ruim, porque eu acho que presença é sinal de importância. Se eu não tô presente, significa que a pessoa não importa. Uhum. Mas, eh, eu consigo falar das minhas sombras, porque eu aceitei ela e eu sei que eu tô enfrentando. Uhum. Então, eu consigo falar das minhas sombras. Entendeu? Uhum. Só por causa disso, não significa que nem sei quanto que eu já melhorei. E para as pessoas que próximas de mim, eu nem sei se eu tô melhorando ou tô piorando. Mas eu reconheço e vou embora. E eu vou fazer o melhor para que, sei lá. [ __ ] Mas isso é do [ __ ] porque todo mundo tem isso. E no fundo, se os inimigos de uma marca são externos, os inimigos, né, de um herói de uma marca são o governo, a cultura. Os nossos inimigos no nosso íntimo, como marca pessoal, são os nossos problemas, né? Nossos patos, nossas dificuldades. Então, você falou, você tem esses pontos. Eu falei: [ __ ] eu tinha muita dificuldade de me focar, de terminar as coisas. Então, por exemplo, eh, eu, eu conheci um cara, chama, você deve conhecer, Naval Ravikant. Uhum. Todo mundo na internet fala de trabalho duro, trabalhar muitas horas. E eu sou uma pessoa que que rápido, escorrego por isso. Aí no G4, eu trabalhei 14, 16 horas. A Boca Rosa também, 12, 13 horas. Mas no fundo, não é o que eu quero. E o, o Naval, ele me libertou. Que que ele falou? Ele falou assim: "Eu sou um preguiçoso. Eu gosto de acordar às 10 da manhã e eu otimizei a minha vida para isso. Eu não quero liderar ninguém. Eu quero que tenha na minha empresa pessoas que trabalhem, que eu trate como pares, que sejam tão inteligentes quanto eu, ou que sejam mais inteligentes que eu em determinados temas, que eu posso tratá-las como pares. E eu vou otimizar a minha vida para eu ganhar muito dinheiro, mas de uma forma que eu tenha liberdade. Sucesso para mim é dinheiro e liberdade. Não sou hard worker. Não vou trabalhar 14 horas. Eu quero estar no meio de uma floresta e fazer uma call, se eu tiver afim. E essa é a vida que eu quero levar". Então, olha que loucura. Ele poderia passar a vida dele na merda, porque o cara inteligentíssimo, ele é genial. Ele falou: "Cara, eu poderia ter ganhado muito mais dinheiro se eu fosse um hard worker, mas eu seria um infeliz, eu seria o pior, eu estaria triste, não teria tempo com a minha esposa". Um cara quer meditar, ele tem uma vibe meio budista. Então, assim, ele se autoconheceu. E por se autoconhecer, ele tomou decisões na vida dele que levaram ele pro sucesso dele. Então, isso é um ponto importante. Se você tá construindo uma marca pessoal, você precisa ter claro as suas qualidades, aquilo que você acha que ninguém sabe e todo mundo sabe, ou que você teria vergonha, não queria que ninguém soubesse que eu sou assim. Você precisa saber o que que é trabalhar nisso e assumir isso. Porque se o fofoqueiro fala para você: "Eu sou fofoqueiro", já vira engraçado. É verdade, né? Aham. Agora, se ele não fala, é escroto. Desculpa, não sei. É uma pessoa não legal. Tenho medo desse cara aí, malandro, não sei o que que tem por trás dele. Seria se ele assume, é engraçado. Sim. Então, a gente assumiu que a gente tem de problema. E o terceiro ponto é a gente ter clareza do que que a gente quer construir. A gente tem mania de olhar pra vida como se ela fosse um supermercado e ali tem as na prateleira o que que tem pronto. E aí a gente vai escolher: "Ah, eu quero essa carne, isso aqui". Mas e se você criar um negócio que nem tem na prateleira? Pode ser o melhor da vida para você. Por exemplo, para mim, a melhor vida exige que eu consiga surfar com alguma frequência. Eu me mudei para uma fazenda que é perto de São Paulo, me permite continuar trabalhando duro, mas eu preciso surfar de manhã. Eu otimizei a minha vida para isso. Então, se você tem clareza do que é valioso para você e você coloca as pessoas para acompanharem essa jornada, a sua marca pessoal vai ser muito mais interessante. Jornada interessante. Uhum. E, e obviamente, aí as pessoas pensam: "Cara, entendi. E o como fazer isso, principalmente a grande ferramenta de de documentação, essa redes sociais hoje, né?" Total. Você vê ferramentas tão poderosas como rede social para criação de marca pessoal, ou você vê outros elementos? Vejo. Eu acho que a rede social é maior. É que na minha cabeça vem só rede social. Não, eu acho rede social a maior. Mas tem um negócio que tá cada vez mais forte, que é isso aqui. Como os encontros humanos ficaram escassos, eles são muito eficazes. Boa. Então, tá todo mundo olhando para rede social. Legal. Mas o tempo que você passa com as pessoas que você quer encantar, se conectar, se vender, é muito valioso. Quando a gente pensa inclusive, eu vou falar isso hoje, a gente vai ter um encontro que eu vou ter um encontro com meus close friends, com parte do meu grupo. Eu fiz um grupo fora do Instagram, porque ir fazendo o Instagram de close friends tem e 4.000, 5.000 pessoas nesse grupo. Legal. Bem legal. A gente troca ali e tal. E aí, além disso, eu fiz um encontro restrito para 50 pessoas, 55 pessoas, que a gente vai fazer hoje, desses que estão lá. E o qual o objetivo? A gente se conhecer, trocar conhecimento. Pô, isso aqui é ter isso aqui. Exato. Com muita gente. Exato. Isso aqui é poderosíssimo. Por desde você pegar, desde da Grécia Antiga, as pessoas se reuniam em roda. Desde o tempo pré-histórico, se reunir em roda de conversa, desde que criou o fogo, né? Desde que criou fogo. E, e se você pensar, uma dica aqui muito valiosa para quem quer construir marca pessoal, que eu intuí no G4 e confirmei com a Bianca, é todo mundo olha para a marca, principalmente quando a gente fala de rede social, como uma ampulheta, que começa aberta e vem fechando. Como assim? Então, a gente olha primeiro para alcance, visualização, né? Aí depois seguidores, aí depois engajamento, aí depois venda, aí depois comunidade. Uhum. Né? Normalmente é assim. Todos os lugares. No G4, o principal canal de aquisição era social orgânico, né? A gente faturava, a maior parte da receita vinha de social orgânico. E desses de social orgânico, 70% vinha do perfil do G4 e não do Tales, ou do Alfredo, do Nardon, como todo mundo diz. É 2 G4. E o que eu percebi é que, que a gente continuou indo bem de gerar lead qualificado e boa receita. Mas pô, dessa galera que a gente gerou de lead, muita gente não comprou. E aí a gente tem a comunidade do G4, tinha lá as comunidades, mas essas comunidades que a gente tinha era só para pessoas que já compraram. E se eu fizesse coisas para essas pessoas que não me compraram, mas que têm interesse em me comprar, será que a taxa de conversão aumentaria desse canal? Aumentou muito. A gente começou a fazer coisas presenciais. E aí eu intuí isso, né? Quando eu fui pra Bianca, eu entendi uma outra coisa. Vamos lá. Os maiores influenciadores do Brasil, Bianca, Winderson, Virgínia, Maisa. O que que esses quatro têm em comum? Que esses quatro têm em comum? Cara, veja, eles são muito autênticos, espontâneos, uma capacidade de conexão absurda. Sim. Eh, tem um elemento que eles têm em comum que é superfície de contato. Bianca, Virgínia e Winderson usavam o YouTube. Sim. Foi dali que eles nasceram. Maisa, a televisão. Quantas horas a Maisa atingiu as pessoas que seguem ela hoje? Muitas. A Bianca, o Indo, a Virgínia, muitas. As pessoas passavam muito tempo com essas pessoas. As Kardashians têm um show que tem 13 anos. É verdade. De reality. Keeping Up With The Kardashians. E se você olha a rede social delas, elas postam um pouco, mas é muito engajado. As pessoas passam muitas horas com elas através do show. Então, o ponto é, essas pessoas inverteram a ampulheta. E aí, quando eu fui pra Bianca, eu entendi que ela gastava mais tempo cuidando da base dela do que pensando em aumentá-la. Então, ela tinha lá evento com as seguidoras mais engajadas, festa exclusiva para não ser quem? Então, começa comunidade, vendas é tudo o contrário. Exato. A tua, se você consegue uma comunidade de 50 pessoas, imagina lá, você tem 50 pessoas e essas pessoas, 50, são muito engajadas com você. Que que elas vão fazer? Vão fazer você alcançar mais gente, porque o algoritmo vai entender que você é relevante. E não é só que você vai alcançar mais gente aleatório, você vai alcançar mais gente parecida com aquela 50 pessoas. O que é ótimo, porque essa, esse é o seu público ideal. Elas gostam de você, gostam do seu produto, ou ainda não compraram, mas elas já gostam de você. Então, são pessoas que têm o teu perfil ideal. É óbvio que você tem que mirar nessas 50, se é alguém que pode comprar o teu produto. Então, você tem lá 50 pessoas, 50 pessoas compraram o teu produto e são super engajadas com você. Aí você vai ter mais 50, mais 100, mais 200, mais 300, que essas pessoas que o algoritmo vai entender que parece com essas pessoas e vai trazer para você. Você vai atrair a audiência certa. Então, aí você vai ter começando pela comunidade, mais compra, mais alcance, mais engajamento e mais seguidor. Quantas pessoas no Brasil hoje fazem isso? Pouquíssimas. A maior parte das pessoas tá olhando para as métricas de alcance, engajamento e seguidor. Se inverter o negócio, dá muito bom. É, a gente viu isso na prática com a Trinca, porque 100% dos ingressos foi vendido tudo no orgânico. Olha só. E assim, no orgânico, no Instagram, e dentro do Instagram, nos Stories. Então, foi porque a gente tem uma comunidade. Parece que a gente tem um time, né? Para você, tem uma tribo. Exato. E na verdade, essa, esse primeiro turnê foi reunindo a nossa tribo. A gente foi ver os nossos melhores amigos, os melhores amigos de Manaus, fui encontrar os melhores amigos de Belém, os melhores amigos de Fortaleza. Então, na Trinca, viu a força da nossa comunidade. E o Flávio Joel viu exatamente. Teve exatamente. E, e você falando agora, muito louco, o dia que a gente lançou a nossa comunicação, é, eu quero sentir o teu cheiro, eu quero pisar onde você pisa. Legal. Quero que o meu coração bata onde o seu bate. Então, a gente cai até você. Então, é aquela coisa da conexão, né? E foi tudo, foi, foi ao contrário, mas foi uma, uma coisa inconsciente. Legal você trazer isso aberto, porque pra galera prestar atenção nisso, né? Uhum. Tá todo mundo querendo aumentar a comunidade, mas não nutre que já tem. Uhum. Não cuida da que já tem. Exato. Gostei. Ampulheta invertida. E, ah, você acha que a comunidade é a maior métrica para avaliar a conexão? Acho. Acho. Posso fazer uma? Posso fazer? Ô, produção, bate bola com ela. Posso? Bate bola. A gente bate um papo nas tops aqui. Tem um jogo, tá? Ah, entre um e outro, você tem que escolher um. Tá pronta? Agora, minha vingança do Caio. Tá. Bora. Bora. Minha vingança. Tá. Ah, marca pessoal ou marca corporativa? Corporativa. Não, marca pessoal. Ah, tá. Corporação com marca pessoal. Tá. Storytelling ou dados? Storytelling. Criatividade ou estratégia? Estratégia. Prefere ter empatia ou autoridade? Empatia ou autoridade? Autoridade. Ah, por que estratégia é melhor do que criatividade na sua opinião? Toda estratégia contém criatividade. Nem toda criatividade contém estratégia. Uma estratégia sem criatividade não é uma estratégia. É verdade. Uma criatividade sem estratégia não tem valor, ou tem um valor de artístico pura simplesmente, talvez você morra pobre. E aí não é tão valioso para o nosso tempo agora. Quem tá criando uma marca pessoal que você fala assim, tira o chapéu, essa pessoa tá fazendo perfeito, perfeito, é que digo, perfeito é obviamente, mas você fala assim, essa pessoa tá construindo uma boa marca pessoal, tá fazendo os elementos? Mark Zuckerberg. Acho legal a gente trazer esse tema, que ele mudou a comunicação dele totalmente. Até no momento que estamos gravando aqui, ontem, ele postou aquela foto dele fazendo uma minivan, pegou um Porsche K NGT e fez minivan. E ele tá, tá lutando agora, tá estilando diferente, tá usando umas correntes. Era um cara da camiseta cinza. Uhum. O que que tá rolando? O que que você como que enxerga isso? Você? Primeiro, eu acredito que tudo nele tem intencionalidade. Total. Não quer dizer, ah, ele tá numa fase de vida. Não, não. Vamos entender. Vamos entender. É legal, é bom, é importante na vida ter intencionalidade. Sim. O cara tá amadurecendo tanto quanto você. Ele inventou o Facebook, ele tinha sei lá 17, de 17 anos. Hoje ele já é um homem de 30 e lá vai fumaça. Quantos anos tem o Zuck? Depois pega. Eu acho que ele da minha idade. É, acho que ele tá 30 e muitos assim. Ele tem 30 e muitos também. O que que tá, qual que a sua avaliação? O 38. Olha, exato. Que quando que ele faz aniversário? Eita, pessoa. Você são da, sei que a única coisa que não é igual é a conta bancária, ainda. He. Que dia que ele faz aniversário? Mas o que que está rolando na sua visão, especialista em marca, com o fundador do Facebook? Ah, ele entendeu que se ele tivesse uma marca forte, ele poderia ter muito mais coisas do que só dinheiro, né? Ele já tem dinheiro. Então, ele, ele não tá olhando para isso, né? E só que, por exemplo, ao ele ser uma pessoa amada, ele consegue mover a opinião pública. E o pessoal queria tirar ele de CEO, né? Então, recentemente, as pessoas queriam que ele deixasse de ser o CEO da Meta. Os acionistas criticavam muito ele. Ele tava, ele sofreu uma CPI em que ele era claramente uma ovelhinha ali, e a galera engolindo ele assim. Você viu a cara dele, todo acabado. E ele começou agora até a bater no governo. Então, ele entendeu que se ele se tornasse uma pessoa que as pessoas gostam, que as pessoas são conectadas, que as pessoas acreditam, que é basicamente o que a, a empresa dele serve, né, pros outros, ele poderia ter benefícios que o dinheiro não compra. Então, ele poderia, por exemplo, influenciar uma decisão do governo que eventualmente prejudica a empresa dele. Ele falou que ele estava sofrendo censura. Então, isso daí gerou. Ninguém esperava isso do Mark. Ele era todo acuado. Falar que ele estava sendo, estava sofrendo censura. E ele bater de frente, porque aquilo atrapalha o algoritmo, atrapalha a empresa dele. Então, ele, sendo querido pela maioria das pessoas, como é que vão tirar ele da empresa? Se ele tá fazendo bem para as ações, se as ações, se eles o tiram, as ações caem. Então, opa, não vamos mexer com o cara. O mundo gosta do cara. Hoje em dia, o cara é maneiro, é gente boa. Ele não é aquele nerdão. Ele impõe, eles, ele impõe o respeito. Ele saiu de uma figura de um cara que era frio, nerd, frágil, para um, um homem mais jovem do que quando ele era jovem, um homem mais jovem, mais conectado com a audiência dele, que tem uma vida legal, que é gente boa e que é corajoso e não vai aceitar apanhar. Não, ele vai para cima, né? Tanto que o Elon Musk quase fizeram um duelo de cair na porrada. Os dois. Já o Will Musk, ele já faz muito bem esse outro lado, né? Faz muito bem. Faz muito bem. Ele, ele já cria essa identidade, ele já tem uma base de fãs muito maior. A galera que veste a camisa, porque ele divide as fortalezas e as sombras dele. Total. Ele deixa claro isso, né? Totalmente. Ele deixa muito claro, né? E acho que até demais, às vezes. Não, porque aí ele começa a trazer muito risco. Muito risco. Inclusive, você já leu a biografia dele? Ex. Não. Nunca li. Tem uma coisa que quando eu li a biografia dele e eu tinha lido a do Steve Jobs, eu percebi nos dois que eles têm, não tem nada a ver com o que a gente tá falando, mas é legal para as pessoas refletirem, é que o Steve Jobs e o Elon Musk se moveram muito pela dor na vida. Então, o Elon Musk apanhou muito, sofreu bullying, o pai dele é um cara péssimo, humilhava ele, dizia que ele nunca ia ser ninguém, fazia chantagem com dinheiro, enfim, fez muita coisa ruim. E ele quis muito provar pro pai dele que ele ia ser maior do que o pai. E o Steve Jobs foi, é, o filho adotivo, né? Foi rejeitado. E ele também tinha isso de querer se provar. E aí, quando a gente olha, o Steve Jobs mudou muito, né? No fim da vida. O meu tio trabalha, trabalha na Apple há muito tempo, foi um dos caras que ajudou a construir a Siri. Um cara que tá lá muito, muito tempo. Conheceu muito. Steve Jobs mudou muito perto do da morte. Mas ele, ele claramente não era feliz antes. Quando ele foi morrendo, ele ficou mais feliz. Ele se conectou com ele mesmo. Então, cai meu celular. Mas só da gente pensar que o ego, que são ações movidas por ego, né? Para se provar, ele pode levar você a lugares grandiosos demais. Ele motiva muito, mas tem um lugar que ele não leva: a felicidade. Boa. Se você olha todas as entrevistas do Elon Musk, ele é triste. Ele não é feliz. Tem uma, dele com, com um cara, um podcast, que ele se emociona até. E ele fala: "Cara, as pessoas queriam se, as pessoas não sabem como é tá na minha cabeça". Como é a minha. Aí pergunto: "Você é um cara que se sente?" Não, eu sou muito sozinho. Tipo assim, o cara é infeliz. Olhe o cara mais rico do mundo. É, eu acho que traz uma mensagem importante as pessoas ter real definição do que que é sucesso, né? Uhum. Do que que é sucesso. Tá para a parte final. 40 anos ele tem? Quando? 40 anos. 14 de maio de 84. 14 de maio. Tá, tá com quarentão. Então, o Zuck, ele tá mais pálido, tá mais jovem, cabelinho ali, bronzeado, tá sempre, tá trazendo mulher do lado, aparecendo mais também. Então, esse cara de família. Adorei a sua visão. Essa visão de ganhar mais a confiança, ter um posicionamento melhor com a com com com público. É, ele entendeu que tendo dinheiro como ele tem e tendo uma marca pessoal forte, ele pode ganhar de todo mundo, inclusive do governo dos Estados Unidos. Não achei. Achei ótima avaliação que você fez. Indo mais pro final aqui, me veio essa pergunta. A gente falou muito do que fazer em relação à marca pessoal e o que não fazer. Tem aquele playbook? É, não faça isso. Ou não existe? Cada um é só. É importante você entender o preço que você tá pagando. Uhum. Por exemplo, o Willian levanta muito bandeira política. Ele entra muito nessa seara. Obviamente, ele é um cara inteligente, ele sabe o preço que ele paga. Uhum. Creio eu que, obviamente, ele é um cara muito inteligente, ele sabe que ele tá, ele paga um preço por conta disso. Uhum. Eh, tem às vezes um playbook da marca pessoal do que não fazer? É, eu acho que tem alguns pontos. Isso que você falou é muito bom. Assim, eu acho que ele sabe o preço que ele paga. Só que ele não é capaz de não pagar esse preço, entendeu? Então, ele, ele, eu não acho que ele faça por interesse, tá? O Willian em si, tipo, ah, porque ele faça, eh, esse movimento político com a intencionalidade de ganhar mais dinheiro. Eu não acho. É porque eu acho que ele acredita mesmo. Sim. Sim. Você, tipo, acho que é a convicção. E ele sabe que isso prejudica ele, mas era uma coisa tão visceral dentro dele que ele fala assim: "Cara, eu sei que a minha empresa vai sofrer retaliação, vou vender menos, mas isso é tão forte dentro de mim que eu preciso colocar isso para fora". Aí beleza. Você tá de acordo com o cara. Ele sabe o preço que ele paga. Acho importante. Sabe qual o preço? Emocional que ele vai pagar. Uhum. Que tem gente, por exemplo, por
Exemplo, eu não entro em alguns embates porque, sabe, não. Eu não. Primeiro, eu acho que não precisa. Não, não é. Tá tudo bem. Eu prefiro assim. Eu prefiro, tá em paz. Minha paz tem um preço muito grande, sim. Então, eu não preciso ter opinião para tudo. Uhum. Então, sabe, então existe algum playbook da marca pessoal? É isso. Assim, eu acho que você tem que ser quem você é. Não ser outra pessoa. Esse é o melhor playbook que tem. O melhor playbook que tem para marca pessoal é: não seja outra pessoa. Não faça por dinheiro aquilo que vai destruir você como ser humano, né? Não faça por fama aquilo que vai fazer com que você depois não queira continuar vivo. E, e não faça aquilo que, que não é você. Então, acho que, eh, eh, se o Willon Musk tivesse encenando um jogo político para ter um ganho, eu acho que a gente sacaria, sabe? Isso seria ruim para ele como pessoa e seria ruim para ele como imagem. Eh, então, assim, tenha clareza do preço que as suas opiniões têm. Isso é muito importante, porque às vezes a pessoa pode achar que vai ter um efeito e não calcular bem o risco. Isso acontece. Então, tem a clareza que, ao você ter uma marca pessoal forte, você afetará o teu negócio, seja para o bem ou para o mal. Então, você precisa ter isso claro. E aí você precisa escolher as partes de você que você quer mostrar. A gente, eu acredito que todo ser humano é uma multidão. Uma pessoa é uma multidão. E dessa multidão você pode escolher quais são as partes que você vai dar mais luz.
Nossa, que forte essa frase sua, hein? Todo ser humano é uma multidão. Muito boa essa. Mas eu, obrigado. Mas eu realmente acho isso. Cada, cada ser humano é uma multidão. E você vai escolher quais pessoas dentro de você você vai dar mais luz em cada local. Na tua casa, você pode ser inteiro você. Na internet, você também pode. Mas você tem que ter clareza do, do preço que você vai pagar por ser inteiro. Você faz sentido? Vale a pena? Aí você define. Às vezes vale, às vezes não vale. Então, quero preservar mais esse, esse. Vou deixar exato. O maior erro é você não calcular o risco e não saber o que que você vai pagar. E eu vejo muita gente inteligente errando nisso. Saiba que se você tem uma marca pessoal em um negócio, a sua marca pessoal sempre vai bater no seu negócio. Ainda que você não tenha uma marca pessoal, se você é co-fundador de uma empresa forte, o que você faz vai afetar o teu negócio. Não existe essa separação CPF, CNPJ.
Então, acho que é isso. Tem, tem risco calculado. Clareza de quem você é. Escolha, escolha clara do que que você quer mostrar em cada canal dessa multidão que você é. E, por fim, não fazer aquilo que não é você. Você tem uma multidão aí. Por que que você vai escolher uma coisa que não tem dentro de você? Animal, animal. Senhoras e senhores, palmas para T. Aí, inteligentíssima essa mulher. Tá. Eu sei que você tá fazendo uma, obviamente, no dia que estamos gravando, tá fazendo uma masterclass hoje, aberto pra galera, não é? É, a gente tá fazendo uma masterclass agora no dia 15 de outubro, às 19 horas. Sim. Aberto para as pessoas. E a gente vai explicar a tese do marketing Renan, de como construir marcas ricas e sexis agora, sem precisar esperar 30 anos. Explicar um pouco desse conceito de empresa Creator e mostrar para as pessoas como essa junção de coisas estranhas, quando você é curioso, gera muito resultado, né? Entre arte, business e tecnologia, que é a nossa tese. Faz com que as marcas consigam ter um resultado muito mais rápido, mensurável e um resultado grandioso. E para quem quer te acompanhar mais, porque você gera muito conteúdo, como é que tá as suas redes sociais para a galera? Pode me acompanhar no @tay.lantas é o meu Instagram. E também no YouTube Da Vince School. Que não é Da Vince, não é Vince School. E um ponto interessante, nome da minha, minha escola. Não, na verdade, que a gente é, é um negócio maior. Mas enfim, também temos uma escola por que se chama Vince. Por é homenagem a Leonardo da Vinci. Mas eu sempre tive dificuldade de falar Leonardo da Vinci. Embora eu tenha estudado na escola Leonardo da Vinci, eu sempre falava errado. Vince. Por alguma razão, porque se fala Vince, né, no Brasil. Então, eu escolhi. Aí você trouxe dentro dessa multidão essa que falava Vince. Ficou isso. Ficou Vince. Porque é uma empresa que junta coisas estranhas para formar uma coisa só, que é empresas Creators e fund, e transformar Creators em fundadores. Ah, se você fosse produzir, sei lá, se você fosse fazer um Stories, esse Stories chegaria em todo mundo. Qual seria? Você tem um Stories. Stories vai para todo mundo que você. Ah, eu gostaria que fosse isso aqui. Eu sempre tive muita angústia para entender por que a gente tá aqui. Qual é o sentido da vida? Sabe? Essas perguntas mais existencialistas. Eu sempre tive isso quando eu era nova. Tinha muito. Até que eu achei um negócio que meio que me explicou isso. Olha que louca, que pretenciosa, né? Explicar o sentido da vida. Mas para mim, fez muito sentido. E se eu pudesse ter um Stories que chegasse no mundo, eu gostaria que fosse esse: o sentido da vida está em encontrar o seu talento e o propósito é você usá-lo. Uau. Seria esse. Palmas, senhoras e senhores. Muito bom. T. Obrigada. Você foi demais. Tem que vir mais, hein? Fazer parte do par do goi. Muito, muito de estar aqui contigo. Tenho certeza que você em casa gostou também. E, obviamente, você que tá vendo pelo canal, se inscreva já agora. Se inscreva e dê a sua curtida para você não perder um só episódio. E a todos que estão ouvindo também em qualquer plataforma de streaming, deixa a sua avaliação positiva que você espalha mais esse episódio, ajudando muito mais gente. E foi um prazer ter você com a gente. Até semana que vem. E tchau. TR.