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A forma de falar que separa os 1% do resto | Comunicação de Elite

Eliane11:10

Transcription

A elite dos 1% da [música] sociedade não fala melhor do que você. Quem está na elite fala para comandar. [música] E eu vou te explicar que você não precisa conviver com gente rica e você também não precisa ser bilionário para se comunicar como um líder de elite. Mas só tem uma questão aí. Você tá disposto a pagar o preço desse tipo de comunicação?

Você já deve ter visto vídeos de CEOs e até de pessoas que dizem conviver com gente muito rica, milionários, bilionárias, [música] explicando como a elite se comunica. E por mais que esses vídeos façam muito sucesso, será que é o melhor [música] caminho? Porque se você parar para analisar de verdade, [música] vai perceber que eles sempre explicam: "Faça isso, faça aquilo, mas ninguém te conta o custo de começar a se comunicar desse jeito. Qual o preço você tá disposto a pagar pelo seu sucesso? O que é sucesso para você?"

Porque olha só, a elite não se comunica falando bonito. Essa elite, na verdade, fala para dar ordem. Se a gente fosse transformar isso numa estrutura lógica, comunicação dos 1% se baseia em três pilares. Pode prestar atenção que você vai perceber. Os líderes de topo, na sua maioria, economizam emoção, usam vácuo para demonstrar poder e também tem uma objetividade esmagadora. Vamos explicar melhor essa estrutura lógica.

Primeiro, quem tá no comando raramente usa exclamações, termos exagerados e não é de ficar muito emotivo, não tem o emocional desequilibrado. Esses líderes nunca vão dizer, por exemplo, que estão desesperados porque não vai dar tempo de terminar um projeto. Eles lidam com essas crises economizando emoção. Em vez de ver o cenário como uma fonte de desespero, eles lidam como uma fonte de risco. E é justamente esse detalhe, esse jeito diferente de ver as coisas que deixa eles não ficarem focados no desespero. Eles focam em soluções. Percebe a diferença? A elite do 1% troca a reação pelo diagnóstico. É como se eles removessem o ruído para que todos ouçam apenas o comando que ele vai dar.

Segundo líderes de elite não t medo do silêncio e muitos te deixam no vácuo de propósito, só para você sentir o poder que ele tem sobre você. Se eles te fazem uma pergunta, eles esperam. Eles não preenchem o vazio com explicações desnecessárias. Eles sabem que quem fala demais geralmente tá tentando se justificar. E quem se justifica na hierarquia social está abaixo de quem avalia.

E o terceiro ponto da nossa estrutura lógica é a objetividade esmagadora. Como eu falei aqui, a elite trata informação como moeda. Eles não gastam palavras. Você nunca vai ver um líder falando mais de 5 minutos sobre qualquer coisa. Eles falam que precisa ser dito. E ponto final, a comunicação é direta, firme, sem gordura, sem floreios.

Como diria Júlio Verne, o mínimo bem empregado é suficiente para tudo. E eu cito Verne porque quando eu tive a ideia de fazer esse vídeo, eu lembrei na hora de um livro que eu li, que tem um personagem que leva tudo isso ao extremo e ilustra perfeitamente onde essa postura de elite dos 1% pode te levar. [música]

Você já leu, assistiu A volta [música] ao mundo em 80 dias de Júlio Ver? O protagonista da história, Filas Fog, é a representação perfeita [música] desse padrão de elite que muitos tentam copiar hoje em dia. Fog é um homem de precisão matemática. [música] Ele não se altera, ele não se apressa e ele não reage aos imprevistos com emoção. Ele calcula tudo. Eu peguei uma frase do livro que resume [música] o perfil dele. Ele parecia possuir no mais alto nível aquilo que os fisionamistas chamam [música] de o repouso na ação, faculdade comum a todos aqueles que mais fazem do que falam.

E olha só como é a relação de nós, pobres mortais, [música] diante desses líderes de elite. No livro tem um outro personagem que eu adorei, que é o assistante [música] de fog, que é o francês Partu. Logo no começo da história, quando ele é convidado dar a volta ao mundo junto com o patrão, tem esse trecho [música] aqui. Quanto a Passe Part, ele estava pronto, poderiam dispor dele. [música] A ideia de seu patrão exaltava. Ele pressentia um coração, uma alma sobre aquele envoltório de gelo e começava a gostar [música] de filhas tá vendo só como os livros clássicos nos ensinam tudo que a gente precisa saber sobre a [música] vida? Fog é um líder de elite e deixa isso muito claro no jeito de se comunicar [música] e ainda deixa as pessoas encantadas, tentando descobrir se ainda tem algum restinho de sentimento dentro do coração de uma pessoa [música] tão forte focada como ele é.

Para 1%, a vida é feita de problemas logísticos a serem resolvidos. [música] E Fog viaja o mundo sem olhar pra paisagem. Ele tá focado no cronômetro. Muitos CEOs modernos e grandes figuras que você admira vivem assim. [música] Eles chegam ao topo porque abriram mão da distração do agora [música] em nome de uma meta futura. É eficiente? Absolutamente. Te coloca no topo? Com certeza. [música] Mas se você observar bem de perto, o custo dessa eficiência é o isolamento. Fog é admirado pela disciplina, [música] mas ele é um homem profundamente sozinho e ele precisou viajar o mundo inteiro para começar a se tornar mais humano.

Eu dei esse exemplo para te questionar [música] se você quer ser a engrenagem perfeita, uma máquina focada em entregas ou se você quer ser o dono do seu tempo. Mas além da literatura clássica, [música] que é maravilhosa, eu sempre recomendo que você leia os clássicos, por favor, essa busca pela comunicação [música] da elite também pode nos jogar num cabo de guerra filosófico que existe há séculos. [música]

De um lado temos Maquiavel. Para ele, a comunicação é uma ferramenta de manutenção de poder. Ele diria que se você quer ser um líder de elite, é muito mais seguro ser temido do que ser amado. Ou seja, para Maquiavel, líderes servem para [música] impor respeito, para marcar território e para garantir que a ordem não seja quebrada. É quase que uma comunicação que funciona como escudo e espada.

Mas do outro lado temos ali Sócrates. Para Sócrates, a comunicação de alto nível não serve para impor, mas para provocar pensamento. O líder socrático não dá ordens, ele faz perguntas [música] que fazem a equipe chegar à conclusão sozinha. é uma liderança por influência intelectual, não por comando. E curiosamente o 1% que a gente vê nas mídias [música] sociais está muito mais próximo de Maquiavel. É [música] muito mais uma comunicação de status, de impacto, de certeza absoluta.

Mas será que dá para sustentar Maquarrel o tempo todo? A ciência diz que não. Tem muitos estudos mostrando que uma liderança mais equilibrada, mais humana, tá diretamente ligada com mais satisfação no trabalho, menos esgotamento e melhor desempenho de todo mundo. Ou seja, esse modelo autocrático maquiavélico até pode funcionar em momentos de crise que exigem decisões rápidas, mas cria ambiente de medo que paralisa a criatividade e sufoca o senso de pertencimento. A liderança autêntica, que eu gosto de considerar mais próxima do paradigma socrático, não usa máscaras, nem esconde, nem fica escondida atrás de discursos padronizados. Ela alinha as ações dela com os valores, constrói confiança e promove ambientes que todo mundo se sente seguro para contribuir. Em outras palavras, Maquiavel funciona no curto prazo, mas Sócrates constrói no longo prazo.

No meu ponto de vista, escolher entrestar na elite do 1% ou fora dela é saber se você quer ser temido hoje ou se você quer ser respeitado para sempre. E é aqui que a maioria do conteúdo sobre como ser elite não é muito sincera com você. [música] Tá cheia de gente por aí falando sobre a técnica da elite do 1%, mas é curioso como nenhum deles te conta o custo da manutenção desse status. [música]

Porque sim, sustentar uma comunicação de comando 24 horas por dia exige um esforço mental absurdo. Você perde a espontaneidade porque cada palavra passa por um filtro. Você fica analisando o tempo todo se você tá parecendo fraco [música] ou forte. Você cria uma barreira de isolamento, porque é muito difícil ter conexão [música] real quando você tá sempre naquele personagem de líder inabalável. [música]

E tem o custo profissional também. A elite é cobrada por resultados, não por intenções. [música] Se você fala como 1%, o mundo vai te cobrar como 1%. [música] Não tem espaço para erro.

Então, qual é o caminho? Se você quer chegar aos 1%, custe o que custar, você precisa aceitar [música] uma função de máquina. precisa de objetividade, pouca emoção e comando. É um caminho de sacrifício pessoal em nome de uma [música] autoridade inquestionável, mas tem uma alternativa. Você não precisa ser a máquina, [música] você precisa saber usar a técnica. A comunicação de elite você pode usar quando precisar de impacto, precisar impor ordem com firmeza [música] em momentos específicos e saber descer do pedestal para ser humano, [música] ter vulnerabilidade e conexão quando tiver ali com quem importa de verdade. Subir de nível não precisa significar [música] perder a sua alma.

E já que você é do tipo ambicioso, assiste mais esse vídeo aqui para entender [música] o melhor caminho para realizar as suas metas de vida, os seus desejos. [música] Mas antes de ir lá, para você que ficou comigo até aqui, responde nos comentários. Você prefere o sucesso rápido da máquina ou o caminho mais lento, equilibrado? Qual desses custos você tá mais disposto a pagar? Escreve aqui embaixo porque eu quero entender o que é o sucesso para você. Até mais. M.