Transcription
[música] [música] Deixar, vou deixar esse áudio rodar. Desceu desse carro, esse HB20, né? Eu vi que o garoto parecia um pouco atordoado pela forma como caminhava, machucado, não sei direito. O carro até que ficou um tempo no mesmo lugar e aí depois eu acho que ele foi atrás do garoto de novo, sabe? As pessoas desse carro devem ter forçado ele a entrar de novo, porque não é possível eles terem ido embora sem fazer nada. Só.
Olá, família. Boa noite a todos. Estamos acompanhando o caso, esse caso totalmente enigmático, né, do sul-coreano, Canquin King, mais conhecido como Kenny King. Eh, quem abriu o boletim de ocorrência do desaparecimento do K foi a sua amiga Camille, que está aqui conosco, que ontem entrevistamos e hoje tivemos uma série de reviravoltas desse caso, tá? E nós vamos deixar aqui para a Camille contar, porque a Camille, que só tentou fazer uma boa ação, pode ter até ter problemas. E nós vamos explicar isso agora para deixar muito claro. Camille, o que que aconteceu hoje?
Eh, boa noite. Eh, eu estava na casa de uma amiga. Boa noite. E aí eram e nesse meio tempo eu fiquei em contato com com o departamento de polícia, né, para caso porque, né, como tá investigação, iam pedindo uma informação ou outra, alguma coisa e aí a gente tava em contato desde cedo. E aí quando foi meio e 47, o Kenny me mandou uma mensagem no Instagram, só mandou assim: "Me liga". E aí imediatamente assim que ele mandou essa essa mensagem, eu tirei um print e mandei pro pro policial que eu tava conversando, né? E aí eu tentei ligar para ele, não consegui. O Instagram não tava recebendo mensagem e aí eu pedi para ele me ligar e aí ele afirmou que não conseguiu me ligar. Então eu perguntei se ele conseguiria me chamar no WhatsApp. Ele disse que também não conseguiria porque o WhatsApp dele tava tinha tinha saído, né? E aí ele tava sem sem WhatsApp.
Você não?
Então, de início eu fiquei meio, vamos dizer assim, cismada pelo fato do tempo, né? Eh, já que que tudo aconteceu. E aí eu não sabia quanto tempo eu tinha para conversar com ele, né? Se que eu não sabia em que circunstâncias eles estavam nem nada, então eu não sabia quanto tempo eu tinha. Então, a minha a minha reação de início foi ao ver que ele tinha respondido, né, que aparentemente estava respondendo, foi perguntar onde ele tava e aí ele afirma que estava na casa da mãe dele.
Mas aí que tá.
Na casa da mãe dele, ele fala isso. Mas eu lembro, eu lembro que ontem nós fizemos a entrevista que quando a mãe dele ficou sabendo do desaparecimento, que ela não quis fazer nada. Você até trouxe essa informação que ela não quis, não deu menor importância.
Foi.
E aí depois ele tá, ele fala que tá na casa da mãe. Não, não, não faz sentido. Se ela, se ele, se ela sabe do desaparecimento dele, se ela teoricamente sabe do desaparecimento, não faz nada e depois ele fala que tá com a mãe. Ou eu não consigo nem explicar isso, porque ele não deveria estar naquela casa da mãe, né?
Não, de forma alguma.
Aí continuou.
E aí? Aham. E aí então eu perguntei, né? Ele afirmou que estava na casa da mãe dele e aí eu de imediato perguntei para ele se ele tava lá por vontade própria.
Uhum.
E aí de primeira ele manda assim: "Não, mas eles não estão aqui". Eu creio que ele deve ter se referido à mãe e o padrasto, né? Eu penso.
Uhum.
E aí ele fala que eles estão na na capital. E eu pergunto se ele quer que eu que eu busque ele e tudo. E aí ele mandou uma foto de de visualização única, por isso eu não consegui tirar print porque foi pelo Instagram, né? E foi visualização única, então o aplicativo não permite a gente tirar print.
Uhum.
E ele mandou uma foto de de rosto assim, de rosto. E aí eu vi que ele tá que ele tá machucado, tá com com a boca machucada, tá com o rosto bem bem vermelho mesmo. E aí mesmo, né, estando na cara ali pela foto, eu pergunto pergunto para ele assim: "Você tá machucada?" Ele fala: "Sim". Só porque eh em seguida eu pergunto para ele até mesmo por por orientação, né? do policial que tava conversando comigo, se ele tá lá por livre espontânea vontade. Eu pergunto isso para ele umas três, quatro vezes e depois ele afirma que tá lá por vontade própria. Eh, inclusive em dado momento onde onde eu falo para ele que eu tento explicar para ele que a situação tá mais séria do que, né, do, vamos dizer, talvez até mesmo do que deveria, porque aí eu cito para ele, eu falo: "Ó, a polícia tá atrás, o consulado da Coreia entrou atrás, a Record, né, entrou entrou no caso também e foi feita a reportagem ontem. Então você precisa falar pra gente de fato se você tá aí porque você quer, se tá acontecendo alguma coisa, porque isso aí senão pode tomar uma, né, uma proporção enorme." E aí de todas as vezes que eu pergunto, mesmo afirmando quão séria a situação era, ele afirma que tá lá por vontade própria.
Uhum.
Inclusive, em dado momento, ele me pergunta quem foi que tinha dado, quem foi que tinha envolvido a polícia nisso.
Uhum.
E aí eu pego e respondo. Eu falei, eu que fiz o boletim ainda. Até eu falo isso para ele. Falo, se você quiser entrar com as medidas legais contra mim, você pode entrar. Eh, mas eu tava preocupada, até porque, né, como diz o amigo, manda mensagem de madrugada para Deus e todo mundo, igual vocês, né, transmitiram aí o áudio, falando que que tá com medo, que o motorista não vai deixar ele descer e tudo e depois ele some, não dá sinal mais. Eu acho que todo mundo que tem um bom senso iria ficar preocupado.
Com certeza.
E e aí eu falo para ele que se ele quiser entrar e aí eh o os policiais falam que como ele tá, né, segundo ele lá por livre espontânea vontade, que ele teria que entrar em contato com eles, né, para poder falar isso. E aí eu sei que na hora que ele começa a conversar comigo, o telefone dele tá descarregando. Por último, a última mensagem, ele manda o print, o telefone tá em 1%. Eh, eu sei que não basta, mas eu sei que ele mandou um vídeo para para uma delegada que entrou em contato com ele no Instagram e onde ele afirma o tempo todo que está lá por livre espontânea vontade. Eu não sei se eu acredito para ser sincera, porque se ele tá lá, se ele foi para lá por livre espontânea vontade, porque ele tá machucado. Para mim não faz o menor sentido.
É.
E aí agora a gente tá nesse impasse, eh, agora na parte da tarde, o consulado entrou em contato de novo e pedindo, né, para mim poder entrar em contato com ele, falar para ele aparecer, para ele pelo menos falar, né, pra gente se de forma de de vídeo chamada ou comparecer pessoalmente a uma delegacia, só mesmo para poder esclarecer, né, se ele tá lá porque ele quer mesmo, se aconteceu alguma coisa. Porém, eu não tive mais resposta desde, acho que foi 2:47 a última mensagem, se eu não me engano. Desde então eu não tive mais resposta nenhuma.
Então, Camille, vamos vamos colocar algumas coisas para as pessoas entenderem, porque essa história não tá batendo muito, tá? Eu vou tentar. E eu quero que você saiba que a gente, eu tô aqui agora por você, tá bom?
Sim.
Sim, eu tô aqui. Eu abri essa história, estou por você. Eh, eu vou o que o que acontece na a documentação com o nome fornecido que está no boletim de ocorrência, não existe no Brasil qualquer sul-coreano com esse nome, tá registrado. Então ele não no Brasil não há de qualquer pessoa sul-coreana. O documento enviado para pro consulado é um documento falso. Esse documento é inexistente e isso vai dar uma série de implicações se para descobrir quem foi que fez esse tipo de documento, porque isso é falsidade ideológica pro começo de crime, tá? Isso tem alguns crimes ali que dão pena pesada. Pena pesada. Eh, porque falsificação de documento internacional, inclusive. Ã, então ele não existe ninguém ali com esse com aqui no Brasil com esse nome. E outro ponto, no local onde teoricamente ele reside, ninguém o conhece, ninguém sabe dele ali, ninguém tem informação nenhuma. Outros amigos que entraram em contato aqui também não consegui falar. Hã, o que mais? Essa a parte da escola não, também não tem ninguém com esse nome, com esse nome naquela escola, nem qualquer mecânica que tenha ali próxima. E as a parte ali desses áudios ali tem um áudio ali que foi detectado como IA.
Essa parte eu não sabia.
É, tem uma parte ali que fica mais complicado. Ã, a polícia tá fazendo o trabalho dela de investigação, mas tudo indica que não existe nenhum adolescente sul-coreano desaparecido em São Paulo. E as únicas, a única pessoa até agora que falou com a polícia e que falou da existência dele foi você. Você tá entendendo a situação que você tá nesse momento?
Eh.
Eh, foi onde eu comentei hoje, eh, quando logo que ele entrou em contato, né, que eu fui mandando os prints aí, eh, até o policial que tava em contato comigo, né, ele até comentou eh sobre a série de implicações, né, que isso poderia ter. E aí ele me ele até chega a perguntar se assim e eu assim eu não vou julgar porque eu sei que que é o trabalho dele. Tem e eh em São Paulo, né, cidades maiores, >> pessoas que desaparecem por dia, né? é uma demanda muito grande, então eu sei que é o trabalho, mas eles até entraram em contato com a minha mãe. Minha mãe tava até no serviço, teve que parar para atender, eh, pelo fato da complexidade que isso tomou. Então, assim, foi igual eu falei com ele, afirmei a todo momento, ainda falei com ele, falei assim que, ó, eh, tem muitas coisas que estão desconexas, igual desde desde a primeira vez que eu falei com você, eu a gente ainda comentou que tinha muita coisa que não tava batendo. Você lembra disso? E e aí eu falei, eu falei assim, ó, tudo que eu fiz até então foi para ajudar, porque assim, um amigo seu manda aqueles áudios lá, manda mensagem tipo desesperada que pegou Uber, que pegou não sei o quê, qualquer amigo que é de verdade, na minha opinião, vai ficar preocupado. E aí ele não dá mais sinal de vida nem nada. E aí foi o que eu firmei hoje para a polícia o tempo todo. Eu falei assim que ó, tem coisas que talvez eu possa não saber. Igual, por exemplo, hoje hora que me ligaram do consulado e falaram assim: "Ó, a gente não conseguiu localizar nem aqui na Coreia eh com esse nome, nem nada. A gente não conseguiu localizar nada". Então assim, a gente queria saber se tem, né, de fato, algum algum documento, alguma coisa dele. Eu falei, ó, se tem, eu não tenho acesso. O que eu tinha acesso mandei tudo que eu tinha acesso a todo momento, eu mandava, né, mandava para você, mandava para pra polícia, a todo momento, ligava. Então, assim, tudo que eu fiz de verdade foi para ajudar. E assim, embora tem coisas que que eu não saiba, igual, por exemplo, essa questão desse áudio aí que você comentou que tinha e a eu não sabia, fiquei sabendo agora. Então assim, embora muita coisa não saiba, foi o que eu sempre falei, eu tô à disposição da polícia, porque ainda mais agora, mais do que nunca eu quero esclarecer, até mesmo para não dar um problema para mim. Eu não tenho nada, né, assim, a esconder, igual eu falei com eles hoje. Vocês podem me ligar, se quiser vir aqui em casa, podem vir, não tem problema nenhum, só porque eu só não quero responder, né, porque isso pode e eh caber a vários crimes aí que a gente sabe.
Vários, Camille, vários.
Vários, vários. Então eu só não quero responder por alguma coisa que eu não fiz, até porque assim, a todo momento a minha intenção foi ajudar e e eu creio que, tipo, qualquer pessoa que tenha bom senso, o mínimo de bom senso, se ela tivesse alguma culpa no cartório, igual se eu tivesse fosse ficado boletinho ou qualquer outra coisa, eu não iria vir aqui e dar minha cara tapa.
Exato.
Até porque até porque no momento na nas semanas, nos primeiros dias, que até então são os principais, né, pra gente localizar as pessoas que desaparecem, ninguém quis dar entrevista, ninguém quis falar nada. A única pessoa que deu a cara tapa, mesmo de longe, fui eu.
O pessoal da Record chegou a mandar mensagem para mim, eh, perguntando se caso eles arrumassem hospedagem e passassem se eu iria para São Paulo para poder fazer essa, essa entrevista, né, porque tem que ser de forma presencial. Sim.
Eu falei: "Não, eu vou". Eu falei: "Eu vou, só que eu preciso que vocês me avisem antes, porque eu trabalho, né? Inclusive, agora tô no serviço, então assim, eu preciso, mais do que ninguém, eu quero esclarecer isso. Mais do que ninguém, agora eu quero esclarecer isso. Então eu até mandei mensagem para ele, o consulado pediu para mandar de novo, eu mandei que se assim, se ele tá lá mesmo, né, por livre espontânea vontade, que ele apareça, que ele entre em contato com com a polícia, com o consulado e fale que ele tá lá porque ele quer, porque eu e o Léo, que fomos os que mais falamos, né? Eh, a gente realmente a gente tá com medo de dar alguma coisa pra gente por alguma coisa que a gente nem tem culpa, que a gente só quis ajudar a todo momento. A nossa intenção foi só ajudar. E deixa eu só te falar outra coisa, Camille. A polícia não conseguiu falar com esse K.
Não conseguiram?
Eu sei que na parte da manhã a gente conversou, a gente até criou um grupo, nós três, eu, o Pera aí, gente, pera aí que o o Kenny tá respondendo. Pera aí, ô Marconde. O K quer falar com você.
Pode passar. Ele tá, ele consegue falar aí. Deixa eu. Pior que se eu sair daqui para poder mandar mensagem para ele, eu vou atrapalhar, né? Vai.
Pera aí, calma aí. Só um minutinho.
Tá?
Pera aí que tá ruim para digitar. Pera aí. Eu mandei uma uma mensagem para ele agora.
Uhum.
Pera aí. Pode passar o meu telefone para ele.
Pera aí, eu.
Pode passar meu telefone para ele.
Então, eu respondi aqui, só esperar ele me responder de volta.
Uhum.
Então assim, eh, foi igual eu comentei hoje, que assim, de verdade, eh, tudo que eu fiz mesmo foi na intenção de ajudar a todo momento. Eh, tanto é que eu dei minha cara a tapa e tudo a todo momento, né? Porque eu queria esclarecer tudo isso.
Mas o que que ele falou agora?
Ele quer falar com você só porque ele tá sem celular, ele quer o Instagram.
Pode passar o meu Instagram. Eu vou sair aqui só um pouquinho da tela, tá? Eu quero só ver quem é que vai entrar em contato comigo. Eu quero só ver. Eu quero só entender quem é que vai entrar em contato comigo. Eu estou tão curioso quanto vocês. É só ele me chamar aqui no Instagram. Tô até aberto aqui, ó. Tá até aberto aqui o Instagram. Vamos ver. Eu tô tão curioso quanto vocês, tá? Confesso a vocês que estou tão curioso quanto vocês no fechamento dessa história. Natália, eu tô em live aqui, eu já te ligo, tá? Pode ser. Já te digo. Tchau, pessoal da Cidade Alerta. Vamos aguardar aqui. Bem, não tem nenhum pedido aqui. Vamos ver se a Camille volta, né? Eu acho. O que que vocês acham? Vocês acham que a Camille volta? Eu tô aguardando aqui até para continuar. Camille, eu tô muito muito propenso a te ajudar, tá? É isso que eu quero te dizer. Mas vai ser difícil. Camille, eu não acho que ela vai voltar não. É, eu acho também. Vamos aguardar, né, gente? Vamos mandar aqui. Oi, Camille. E aí? Oi. Desculpa ter saído, tá?
Não, não. Que isso?
Conseguiu falar com ele?
Consegui. Então, eh, tem aquele Instagram seu que tá com essa, com esse símbolo vermelho também.
Uhum. Uhum.
Ele vai te mandar mensagem lá.
Que é o símbolo vermelho.
É, é o é o outro. Procura, procura só Marconde Marques.
Pior que eu vou ter que sair daqui de novo.
É porque esse que você tá mandando é o é o é o é o oficial aqui do canal. Eu é o pessoal que toma conta, não sou eu.
Você vai ter que procurar Marconde Marques que tá com a minha foto.
Obrigado, Leilane. Obrigado. Obrigado pelo super chat. Muito obrigado mesmo. Eh, tomara que ele consiga entrar em contato comigo, né? Se chegar alguma, Pat, se chegar alguma coisa aí, você me avisa. Vamos ver aqui pedidos, tá? Vamos ver, vamos aguardar que aí a gente ver se ela volta. Opa, informações aqui. Aceitar. Vou responder esse aqui. Vamos aguardar aqui. Oi, Camila.
Oi. Voltei. É porque eu realmente eu tinha mandado mensagem, ele tinha mandado mensagem para ele naquele Instagram que você falou que é do do canal, né?
Uhum.
E aí, eh, eu mandei o seu pessoal e ele falou que vai te chamar e ele diz ele que vai chamar agora. Vamos ver. Vamos esperar aqui. Tô aqui. Eu sei que, como diz, eu só quero resolver isso. Eu vou, tá, eu vou, vou aguardar aqui. Vamos conversar. Que que você tá achando que o que é isso, Camille? Você acha que você caiu num golpe?
Ai, sinceramente, eu não sei nem o que eu penso. Para ser bem sincero com você, eu não sei nem o que eu penso, porque assim, como eu posso dizer, se foi, vamos dizer assim, foi uma falta de de empatia, sabe? Porque só Deus, só Deus e minha mãe sabe o quantas crises de ansiedade que eu dei desde, né, desde que ele sumiu. Só Deus sabe.
Uhum.
Eh, e eu trabalhando e não porque eu trabalho à noite e eu cuido de uma idosa, então assim, ela depende de mim e assim, só Deus sabe. Fiquei de de segunda que eu fiquei sabendo até quinta, eu passei virada, eu não dormi, era só chorando e e pensando, né, se tava bem, se tava vivo, se estava com frio, pensando 1 coisas, igual até comentei com você que de início a gente pensa só o pior, né, ainda mais pelo teor das mensagens, inclusive. E aí só Deus e minha mãe sabe o quanto de crise de ansiedade que eu tive. Eh, e eu tô sem tomar remédio. Eu tomo remédio para para ansiedade, mas eu tô sem tomar remédio no momento, porque como o remédio dá muito sono e à noite eu tenho que estar atenta, porque se a senhora acordar e tudo, eu preciso, né, tá ali para ela. Então, tô sem tomar remédio e aí as crises se se intensificam muito. E foi péssimo, péssimo, péssimo, péssimo. Muita crise de ansiedade. Nada. Eu às vezes eu tava trabalhando ou fazendo alguma coisa, não dava, me dava uma crise de choro e tipo durava uma 1 hora e meia.
E teve disso que eu pensei assim, gente, eu não vou aguentar, eu vou eu vou ficar doida.
E aí eu tinha Enem para fazer e aí a minha mãe ainda ficou um pouco brava comigo, ainda me sentou e falou: "Camile, você tem que viver. Eh, se você não focar na sua vida, se você não fazer suas coisas, não dá. Eu não tava dormindo, não tava comendo, não tava fazendo nada, só vivendo em prol disso e preocupada, olhando o telefone 24 horas para ver quando que ia chegar alguma mensagem, se ele ia atender. Ligava várias e várias e várias vezes por dia. Às vezes chegava a ligar mais de 20 vezes por dia, mandava mais de 10 mensagens por dia na esperança de que algum momento fosse responder. Então assim, foram dias que só Deus sabe o que que eu passei.
Camille, eh, eu quero muito, eu quero muito te ajudar, tá? Eu vou ser muito sincero agora contigo, tá? Eu quero muito te ajudar. Eu não quero que você tenha problemas com a lei, porque serão problemas pesados. Eu acho que você não tem ideia do dos fatos. Mas olha só, o perfil o perfil desse do Kim, desse desse no Instagram é um perfil falso. Já deu para ver aqui agora. O mesmo perfil que é o perfil dele é o perfil que tá seguindo o canal, a parte desaparecida. Então, eu tenho um post, um print de um desaparecimento e o e o a conta dele oficial tá seguindo o print de desaparecimento.
Posso comentar uma coisa sobre isso?
Aham.
Eh, entrou um uma pessoa em contato comigo, inclusive ela até falou que ia acompanhar a live e ela deve tá aí, eu creio, não sei. Ela chama Amanda. Eu tô falando o nome dela porque ela ela ela deu autorização, tá?
Uhum.
Eh, ela me mandou, ela tentou falar comigo e aí no Facebook eu não entro muito, na verdade, eu entrei mais, tipo assim, tinha meses e meses que eu não mexi em Facebook. Mexi para fazer o compartilhamento do dos posts, né, porque querendo o Facebook ainda é o meio de comunicação que que movimenta bastante, né? E aí eh um moço que tinha entrado em contato comigo logo no início, um parólogo, ele tinha o meu Instagram e ele mandou mensagem para mim, falou assim: "Olha, tem uma pessoa querendo falar com você". E aí eu falei: "Não, pode, pode pedir para me chamar". Aí eu fui ver, ela tinha mandado mensagem no Messenger até até pedir desculpa pela demora para responder. E aí ela comentou comigo e na hora eu fui tão assim, vou usar o termo perdão da palavra, eu fui tão burra que no dia em questão eu não me toquei porque o fato se deu na madrugada de sábado.
Uhum.
E aí eu não me recordo bem que eu sou ruim de data. Eh, eu não lembro agora a data que foi feito o post, não me lembro. E aí eu vi esse post, eh, foi no dia que eu fiquei sabendo, né, que eu vi esse post. Eu vi por esse post em específico, inclusive. E aí hoje a Amanda veio falar comigo e eu me senti a pessoa mais burra do mundo, porque ela falou assim: "Camile, a esse essa publicação do do desaparecimento dele tá no perfil dele. Para tá no perfil dele, ele tem que autorizar." E aí na hora eu juro que eu me senti a pessoa tipo assim mais idiota do mundo, que eu falei: "Mano, mentira". Ela falou: "Sério?" Eu falei: "Não, você tá zoando comigo?" Ela falou: "Não, tem que ter autorização dele para ser publicado". E assim, eu me senti a pessoa mais burra do mundo, porque eu não imaginei, tipo, juro, na maior inocência, eu não pensei que precisava da autorização dele, eu pensei que ela tivesse postado e marcado somente, né, mas aparentemente não.
Hum.
Então assim, eu acredito. Então assim, eu até mandei uma mensagem para ele, qual te informei mais cedo antes de eu precisar sair para responder, que o consulado eh pediu para mim mandar uma mensagem para ele, né, explicando que ele teria que, né, que entrar em contato. A polícia também já tinha firmado isso para poder esclarecer o que aconteceu, até mesmo para poder evitar eh coisas maiores que você sabe bem como funciona. E assim, do fundo do meu coração mesmo, eu só espero que ele entre em contato, esclareça o que tiver que esclarecer, sabe? Eh, porque assim, eu acho que todo mundo que ficou preocupado com ele, eh, quer isso, merece essa essa resposta, porque tem gente inclusive dos dos amigos dele que eu não conheço pessoalmente não, mas teve muita gente que me mandou mensagem hoje perguntando se tinha alguma notícia, que não tinha nenhuma notícia. Então assim, tem muita gente que nem sabe ainda que que ele deu esse esse sinal de vida, vamos assim dizer. Então assim, eu creio que todo mundo quer só uma coisa, esclarecimentos.
E é o que eu espero que aconteça do fundo do meu coração.
É, eu acho, eu acho que vai ser vai ser esclarecido, C vai ser esclarecido. A polícia de São Paulo, ela trabalha muito bem. Eu tenho os amigos lá que eu digo para você que são muito bons. E esse print, essa conversa que nós falamos agora já deu para ver. Não, não teria como. Não teria como. Então esse Kim que não tem residência, você não sabe onde ele mora, ninguém sabe aonde foi falado, não existe ninguém com com essa aparência, com esse nome. Eh, o documentação inexistente. Qualquer a foto dele no Instagram não aparece. Você teve algum contato físico com ele pessoal?
Tive uma vez.
Hum.
E como é que ele é?
Então, para ser sincera, a eh no, né, na época em questão, porque como eu afirmei, eh, que eu vim para cá em 2022, né? Então, assim, querendo ou não, já fazem 3 anos, né?
Dá pra pessoa dar uma uma boa mudada, né?
Uhum.
Ele já mudou o cabelo diversas vezes, já descoloriu, já deixou menor.
É porque 2022 para 2025 ele estaria com 13 anos. Isso. Então assim, foi igual eu falei, não tenho certeza agora se eu comentei foi com você ou se foi, eu não me recordo agora que eu entrei em contato com muita gente, assim, ao que tudo parecia, né? Eh, eh, tudo parecia, ele era uma pessoa assim que tinha muita responsabilidade, apesar de tudo que eu falo, né, pela história assim que até então a gente sabia, né, da da questão da mãe dele, do, tô falando assim, o que a gente sabia até então, né? Eh, então assim, é uma pessoa que teoricamente teve que aprender a a se virar muito cedo, ter responsabilidade muito cedo. Então, assim, eh, assim, o que eu conheço, tô falando de mim, do dos outros eu não posso afirmar. Eu posso falar de mim, né?
Uhum.
De mim, o que eu sei, assim, de mim, pela minha convivência, ele não faria, pelo menos eu acredito e espero que não, ele não faria isso, tipo, para pregar uma peça ou tipo assim, ah, eu vou eh sei lá, eu vou vou sumir aqui por uns dias e e ver o o que acontece. Eu realmente acredito, no fundo mesmo, que ele tenha motivos, que ele vai esclarecer isso. E assim, o pouco que eu eu conversei com ele, é igual eu comentei com com uma outra pessoa que perguntou, pelo fato do dos diversos problemas que ele teve com a família, era um assunto que para ele falar era mais difícil. E assim, eu nunca cheguei a a vou ser sincero, eu nunca cheguei a insistir, tipo, não, você vai me falar tudo agora, né? e tal e tal. Não, mas assim, de verdade, do do pouco tempo que eu convivi com ele pessoalmente, porque isso até informei a polícia que foi pouco tempo, não foi muito, eh, ele não faria isso. Então, assim, do fundo mesmo, eu não, igual eu comentei que eu não sabia sobre essa questão do do áudio que você comentou que tema, né? Então assim, para mim já foi um baque porque para mim ele não faria isso. Então, assim, eu realmente eu espero mesmo que ele tenha motivos para ter feito isso, embora, né, eh eh não é justificando, porque eu acho que não se justifica ele mandar esse tipo de mensagem pra gente sumir, fazer a gente fazer a maior mobilização igual teve, que envolveu, você sabe disso, você sabe disso que envolveram pessoas grandes. Então, assim,
Tem gente, a gente quer.
Camille, tem gente da Secretaria de Segurança, tem gente da Secretaria de Segurança Pública querendo saber do final desse caso. Tem gente do consulado, esse caso virou um problema sério. Se isso virou uma bola de neve.
Se Exatamente.
E eu vou falar uma coisa para você. O seu nome tá ali na risca. É o seu nome que tá. Não é do K, porque K para eles não existe nenhum K. Eu quero, eu quero muito te ajudar. Eu quero muito te ajudar, mas eu preciso que você me dê as informações corretas até para eu poder falar alguma coisa com meus amigos, porque sim, foi igual e eu eu comentei com você, né? Eu morei em São Paulo durante eu fiquei, eu fui primeiro em 2014 com os meus pais. A gente ficou um ano e aí nas férias de 2014 mesmo, a gente veio passar férias na cidade que eu tô atualmente, né, que era onde os meus avós moravam. E aí a minha avó, não era o meu avô, era minha avó, ela tava muito doente. Depois a gente descobriu que ela tinha um problema de saúde chamado lúpus, que é uma doença autoimune, né?
Uhum.
E aí eu fiquei com ela, eh, resolvi ficar aqui na cidade com ela, aí fiquei morando com ela e com o meu vô. Meus pais voltaram para São Paulo. Eh, depois eu continuei, depois, né, eu continuei aqui na cidade que eu tô, estudei e afins. Aí o ensino médio meu todo de 2019 a 2021, eu fiz ele em São Paulo. Eu não fiz aqui em Minas, eu fiz ele em São Paulo.
Uhum.
Então assim, é igual eu te falei, o o contato pessoal, vamos assim dizer, que eu tive com ele foi muito pouco tempo. Então assim, eu não consigo, foi igual hoje, eu ainda afirmei diversas vezes, eu falei, eu não consigo, infelizmente eu não consigo afirmar para vocês, por exemplo, quem que tem foto com ele? Queriam um pessoas que tivessem foto com ele. Aí eu sabia de de duas pessoas que tinham foto com ele, as duas pessoas não quiseram falar, não me responderam. Então, assim, tem muita coisa que foi igual eu falei, infelizmente o que eu tinha de informação eu passei igual questão de de endereço, por exemplo. O endereço que eu sabia que era a casa dele era aquele lá. Eu não sabia que, por exemplo, né, vou citar isso aí de exemplo, eu não sabia. Então, assim, infelizmente, pelo pouco contato pessoal, físico ali, vamos assim dizer, que eu tive com ele, era o pouco de coisa que eu sabia que eu passei pra polícia para dar, né, seguimento na investigação. Era um pouco de coisa que eu sabia. Algumas coisas que eu não sabia, eu pedi para outras pessoas, as pessoas mandaram e eu passei ainda com print tudo, né, para as pessoas verem, para até mesmo para pra polícia ter ali uma ideia de quem que tava fornecendo, né, a a as informações. E aí foi assim, foi o que eu falei, eu movi tipo um uma coisa assim louca mesmo para poder descobrir informações, igual particularmente o nome da escola, eu não sabia. No dia que entraram em contato comigo, tanto da polícia quanto da da reportagem, eu falei: "Olha, do fundo do meu coração, não sei, vou tentar descobrir". Perguntei para alguns amigos, passaram aquele nome que eu não sei se eu posso falar aqui do do colégio.
Não pode.
Mas Camille, deixa eu te falar uma coisa.
Eu preciso te falar isso.
Eh, eu preciso que você me passe o telefone da sua mãe.
Sei.
Por sabe por quê? Eu não quero que você seja responsabilizada por pelos crimes que vão ser imputados a você, tá? Eu quero Eu quero te ajudar e eu preciso que você me passe o contato da sua mãe, porque sinceramente, Camille, você é uma jovem que nesse momento eu vejo que tá precisando de muita ajuda, tá? Eh, você, eu quero muito conversar com ela. Eu acho que você, acho que tem várias vários pontos aí que eu preciso agora saindo, saindo um pouco da do K, eu estou preocupado com você.
Eu tô muito preocupado com você e eu quero te ajudar, tá? Eu quero que te ajudar para que você não tenha, não sofra os rigores que podem cair em você. Sim. Acho que você tá entendendo o que eu tô te falando?
Sim. Aham. Tô sim. Me passa o telefone da sua mãe, por favor.
Passo, passo.
Eu te vou te pedir agora, por favor. A gente vai encerrar a matéria agora. Eu quero que você me passe agora, por favor, para que eu possa te ajudar. Você pode fazer isso por mim?
Ah, eh, oi.
Vamos, vamos fechar essa matéria agora e eu preciso que você me passe o telefone da sua mãe agora aqui por telefone. Eu não quero Ah, passo. É,
Eu não quero recorrer à polícia para pegar o telefone da sua mãe. Eu quero falar com ela agora para ajudar.
Não tem, não tem por te esconder o telefone dela. Não, passa. Não,
Não, não, não é por te esconder. É porque eu quero muito te ajudar. Eu preciso, eu preciso te ajudar. Não, não, mas eu quero dizer assim que eu te passo por livre espontânea vontade. Eu não tenho motivo para tipo, né, não querer que você tenha o contato dela, não. É só que eu iria falar agora. Ela vai chegar em casa depois das 9, que ela tá na igreja, tá?
Então se você mandar mensagem agora, ela não responder, é por isso, tá?
Eu vou te eu vou te pedir, por favor, para me passar, porque eu preciso muito, eu quero muito falar com ela e eu quero e eu vou eu vou te prometo que eu vou te ajudar nesse caso, tá?
Tá bom. Agora
A gente vai fechar a matéria aqui agora, tá bom? E depois eu vou tirar, vou tirar essa matéria do ar, tá? Eu vou deixar aqui rodando até amanhã e a gente conversa. E eu quero conversar com a sua mãe. Pode ser assim?
Tá bom. Pode, pode sim.
Então tá, Camille, fica com Deus e mais tarde a gente se fala, tá bom?
Amém. Tá bom. Obrigada, viu? Não. Tchau.
Eh, eu vou eu vou ajudar essa menina, tá? Eu peço para não fazerem nenhum tipo de gozação com ela. Peço peço, por favor não fazerem nenhum tipo de brincadeira. Eu vou aguardar essa, vou deixar essa live aqui até amanhã, até a delegacia me responder, alguns amigos me responderem algumas coisas. A gente já sabe mais ou menos o que aconteceu. Eu, sinceramente, eu vejo uma menina que precisa de ajuda, tá? Tem outros detalhes que eu não vou entrar agora situação, mas eu já percebi que não existe, não existe nenhum adolescente sul-coreano desaparecido. Então, o trabalho que foi realizado pelo consulado sul-coreano, o trabalho que foi realizado pela polícia civil, eu queimei um cartucho, né, porque eu pedi para um amigo, para um delegado ajudar nesse caso, ele também viu, porque tinha uma boletinha de ocorrência, tinha o registro de ocorrência, tudo, fotos, vídeos, todo mundo viu, bem feitos até, mas quando começou a ligar E talvez essa menina, talvez essa menina tenha alguns problemas. Ela ela já fez alguns outros boletins de ocorrência de outras pessoas com situação parecida. Então, eu não tô vendo ali uma brincadeira. Eu não, sinceramente, eu não tô vendo uma brincadeira. Não tô vendo alguém que tá querendo eh fazer uma pegadinha, uma trollagem com a internet ou com a polícia. Não, tá? Eu tô falando isso para vocês, para que vocês tenham tenham consciência que a mente ela pega peças. A mente humana ela pega peças. E talvez o que essa menina precise seja de ajuda, não de achincale, não de gozação, não de apontamento. Ela precisa de ajuda psicológica, psiquiátrica, talvez, porque já percebemos que o que aconteceu, da forma com que aconteceu, eu quero ajudar essa menina e eu vou ajudá-la, tá? Eu vou ajudá-la e ela vai me passar o telefone da mãe dela e vou conversar com a mãe dela. Não quero, não gostaria que ela pagasse nos rigores da lei. Talvez porque se ela tiver ali algum problema psiquiátrico, seja justificável, porque nessa nesse nesse registro de ocorrência não é só comunicação falsa desaparecimento, tem outros, tem muitas coisas que somadas dão pena grande, tá? Então, por favor, sem apontamentos, mas já dá para saber o bolet, o registro de ocorrência foi feito à toa. Não existe nenhum sul-coreano desaparecido aqui. E o que eu temos aqui para mim nesse momento é uma jovem que precisa de ajuda, tá? Então é isso. Eh, meu muito muito obrigado a todos pela participação de hoje. Obrigado pela ajuda. Obrigado pelo super chat. Fiquem com Deus e orem muito, orem muito por essa menina, tá bom? Então, até mais, gente. E amanhã eu continuo essa história e conto como foi o desenrolar dela, tá bom? Para vocês saberem.
เฮ [música] [música]