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O caso da Escola Base foi um dos mais perversos acontecimentos provocados pela ação da Imprensa brasileira. Em março de 1994, cidadãos comuns tiveram as suas vidas devastadas por serem acusados de abusar de crianças de 4 anos que frequentavam a sua escola. A denúncia se tornou um escândalo e passou a ser noticiada de forma exaustiva por jornais e emissoras de televisão, que não hesitaram em falar tudo que pudessem sobre a tal "escolinha do sexo", sem ter confirmado a veracidade dos fatos.
Fala galera, tudo bem com vocês? Como que vocês estão? Aqui é Joel Paleote do canal Aí da História e tô aqui mais uma vez com vocês, certo? Para contar mais uma história. E hoje a gente vai contar uma história extremamente revoltante. Eu não consigo pensar nessa história sem ter sangue nos olhos, entendeu? Então já vai para esse vídeo já imaginando isso daí.
Quando a Adriana terminou de fazer esse roteiro aqui da Escola Base, ela me na mão o roteiro e aí eu dei uma lida. Cara, eu já conhecia um pouco da história e aí eu fui procurar mais. E cada linha, galera, que eu passava dessa história, eu ficava mais revoltado ainda. Vocês vão ver aqui que é uma das maiores histórias de injustiça no Brasil, que é o país das injustiças, mano. É uma fita que você não tem o crime e você foi buscar um criminoso. Quer dizer, eu não, né? A polícia e as mães das crianças lá, que são duas doideiras também, estavam na doideira. Eu não vou dar tanto spoiler agora no começo, mas fiquem aí no vídeo porque vocês vão perceber. E fiquem com o estômago também, porque vocês vão ver uma das maiores injustiças da história desse país. E olha que não é pouca coisa que eu tô falando, não. Lamentável mesmo, de verdade. Eu já tô falando isso da introdução para vocês. Então, vamos entrar no vídeo lá. Deixa seu like, se inscreve no canal, ative o sininho. Vamos junto pra gente com a gente desse vídeo aí. Edu, por gentileza, meu amigo, roda a vinheta que eu preciso contar essa história.
Pessoal, galera, antes de começar essa história, eu quero dar para vocês um recado de uma marca que apoia e acredita nesse canal sempre, tá? Vocês conhecem aí Sider, né, mano? Você já sabe o quanto eu curto as roupas deles, né? Eu abro o meu armário, até penso em escolher outra roupa, mas não tem jeito, eu sempre acabo optando por uma Sider. Primeiro, pelo conforto da Tech Church, que não tem igual, tá? E agora também, porque tá entrando no inverno e eu sinto como se a camiseta ajudasse a regular a temperatura do meu corpo e me manter confortável e livre de alguns odores. Depois, também gosto de usar porque a tecnologia dessa camiseta é muito diferenciada, feita no tecido modal, que dura até três vezes mais que uma camiseta de algodão. Então, ela tá sempre parecendo muito nova, como vocês veem aqui. E, pra ficar entre nós, galera, nada melhor do que confiança de saber que eu tô com um visual impecável, né? Tio, corre lá no site, utiliza e compõe pornografia 12 para você ganhar 12% de desconto no seu carrinho. O link está na descrição, que é recortar na tela. Entra lá no site, pega o rev Rude, o kit da Tech T-shirts para você e aplica o cupom econografia 12 para entrar no inverno com o conforto de tecnologia. Um salve aí e muito obrigado a todo mundo da Sider, que acredita e confia muito no nosso trabalho. Vamos para o vídeo.
Galera, diversos casos que o sensacionalismo da imprensa acaba trazendo consequências terríveis no Brasil. Um dos exemplos mais emblemáticos e revoltantes disso é o caso da Escola Base, que aconteceu em 1994. Ano de Copa do Mundo, né? O Brasil ganhou a Copa do Mundo e tal, mas muita gente perdeu nesse ano aí. Vocês vão ver porque até hoje esse caso da Escola Base, pessoal, é estudado em faculdades de jornalismo como exemplo muito contundente do que jornalistas não devem fazer. Então, se você se matricular hoje numa faculdade, numa universidade que tem o curso de jornalismo, logo no começo do curso, quando a gente tiver falando de ética, que é uma disciplina obrigatória desses cursos, uma das primeiras matérias que vocês vão ver, que o estudante vai ver, é sobre a Escola Base e o caso da Escola Base.
Bom, galera, vamos lá. Era março de 1994 e uma semana santa tá perto da Páscoa, quando veio à tona a acusação de que os donos de uma escola de São Paulo estavam abusando de crianças de 4 anos que frequentavam a unidade escolar que era deles. A Escola Base, pessoal, era uma escolinha de bairro, dessas escolas pequenas de bairro particular. Ela ficava localizada no Cambuci, na cidade de São Paulo. Era uma escola privada de educação infantil. Vocês devem lembrar muito bem de algumas escolas pequenas de bairro particulares que tinham os ursinhos pintados, essas coisas. Era uma escolinha bonitinha. A vida de seus donos, dos donos dessa escola, foram completamente destruídas quando eles foram acusados de praticar abusos contra crianças que estudavam lá, naquela instituição de ensino deles. Segura na cadeira aí que agora vai começar o barato.
Essa história começou da acusação que os donos da escola cometeram abuso com outras crianças. Essa história começou uma mulher chamada Lúcia Eiko Takanashig. Ela estava observando o filhinho dela, que era da escola, brincando um dia e, segundo ela, o garoto fazia os movimentos que tinha uma conotação sexual, né, no boneco que ele estava brincando. Ela perguntou onde ele tinha visto aquilo e o menino disse que tinha visto na TV. Obviamente, naquela época, a TV ela era muito mais enfática dentro da casa das pessoas do que hoje em dia. As pessoas viviam muito mais TV. Muita da comunicação do mundo externo que se tinha dentro de casa era exclusivamente pela TV. Bom, não contei de qual a resposta. Lúcia pressionou o moleque e aí o moleque pressionado falou que viu o vídeo na casa de um amiguinho da escola. A partir daí, galera, essa mulher ela seguiu questionando e pressionando o filho e ele acabou dizendo que tinha sido levado à casa de um amigo durante o horário de aula. Segundo essa Lúcia, os dois meninos, o filho dela e o amigo, e mais duas amiguinhas, era levadas de perua para uma casa não identificada. Ali, as crianças eram despida e praticavam atos libidinosos e os adultos filmavam tudo. Olha só a viagem da mulher. O garoto disse também que esses adultos tocavam nas partes íntimas deles. Lúcia, essa moça, então despiu o menino, né, o filho dela, e identificou uma irritação na região íntima do menino. Para ela, estava provado ali que o seu filho estava sendo abusado dentro da Escola Base. Vai ver, vai ver na história. Só isso aí foi suficiente para se convencer disso.
No domingo, dia 27 de março, Lúcia foi até a casa de uma mulher que era a mãe de uma garotinha que também estudava na escola. Essa mulher que ela foi na casa chamava Cléa Parente de Carvalho. Era a mãe da colega de escola do filho da dessa Lúcia e a menina era a melhor amiga, segundo elas, melhor amiga do filho da Lúcia. E a Lúcia contou tudo que tinha concluído a partir de uma conversa com o filho e pediu que verificasse se o mesmo tinha acontecido com a sua filha. Cléa foi lá e fez perguntas para a filha e concluiu que a menina também tinha ido à casa desse outro menino e tinha visto vídeos com mulheres e, enfim, atos libidinosos junto com os colegas de escola.
Galera, aí é o seguinte, ó. É importante lembrar de uma coisa aqui, ó. Foi até estudado por psicólogos e por pessoas profissionais do serviço social e esse caso foi estudado durante muito tempo por várias profissionais. Essas crianças, elas tinham quatro anos de idade e elas foram respondendo a perguntas que foram sugestionadas por esses adultos. Então, os adultos foram montando a história da cabeça do que tinha acontecido. A gente sabe que nos anos 90 tinha um lance de desaparecimento de crianças, era uma grande pauta isso daí. Então, os adultos, essa Lúcia, ela foi montando o caso na cabeça dela, o que ela achava que estava acontecendo na cabeça dela, e as crianças foram respondendo. No caso da assadura ali das partes íntimas, nove de cada dez crianças, esse tipo de assadura de forma recorrente. Então, elas montaram o caso na cabeça delas e foram sugestionando as crianças e as crianças foram falando as coisas. Bom, e aí que que aconteceu? As duas mães decidiram então procurar a polícia e fazer uma denúncia. No caso que elas montaram na cabeça dela e ficaram sugestionando perguntas para as crianças, elas foram no sexto distrito policial, no mesmo bairro onde ficava a escola, e fizeram a denúncia. Como era domingo, a escola estava fechada e o delegado decidiu que faria uma apuração no dia seguinte.
Bom, galera, no dia 28 de março de 1994, mesmo sem mandado, a polícia fez buscas na Escola Base e foi recebida pela proprietária Maria Aparecida Shimada, a Aparecida, como Dona Cida. Pelo que a gente podia ler aqui, entender melhor, a Dona Cida, né, a Dona Aparecida era uma pessoa muito simples, mas ela era muito apaixonada por pedagogia, por ensinar. Uma pessoa que estudou muito e o sonho da vida dela era ter mandado essa escola. E além da Dona Cida, que recepcionou os policiais, foi o seu Igor Shimada, dono de uma copiadora localizada no centro de São Paulo. Eles eram casados, tá? Era o casal que era um dos donos da escola. E aí, vocês sabem que a polícia quando entra com mandado dizendo que acreditando que há uma denúncia de abuso infantil, ela não é nada boazinha, né? Eles eram pessoas muito simples, tá, como a gente já falou, e eles tinham juntado todas as suas economias e com os dos seus sócios, né, o casal Paula Monteiro Alvarenga, que era a primeira descida, e o Maurício Monteiro Alvarenga. E eles realizaram o sonho de abrir essa escola. Então, a escola era de quatro pessoas, era da Dona Cida, do marido dela, que tinha uma copiadora, do Maurício Alvarenga e da prima da Dona Cida, tá? Então, era essas pessoas que eram as donas da Escola Base. Eram quatro pessoas aí que faziam todo o trabalho. Cheio de Paula, as primas administravam a parte pedagógica da escola e Maurício, o marido de Paula, estava fazendo treinamento para assumir a direção da perua escolar que transportava as crianças. Então, ele ia pelo duas, três vezes por semana levar essas crianças para escola.
A polícia foi também, galera, no apartamento de Saulo e Mara Nunes, pais do menino onde o filho de Lúcia disse ter visto os vídeos com mulheres sem roupa. Com os policiais aprenderam um monte de fita VHS, né, lá, mas não havia nada que pudesse incriminar o casal. Além disso, os filhos de Lúcia e Cléa não reconheceram o apartamento como local onde disseram ter ido no momento em que saíram da Escola Base. Quer dizer, eles montaram toda essa história, as crianças foram confirmando e depois as crianças ficaram muito embaralhadas porque não sabia o que estava acontecendo enquanto os adultos resolvem os seus problemas.
É importante lembrar, pessoal, que a polícia não tinha nenhum mandado para entrar na Escola Base, tá? E nem no apartamento do casal Nunes, beleza? Eles foram lá de sopetão e meteram o louco, achando que eles iam sustentar que existia um crime mesmo ali e seria apagado. Esse tipo de abuso de autoridade que aconteceu. Vale também dizer que não foi encontrada nenhuma prova que pudesse comprovar a veracidade das histórias contadas pelas mães. Nenhuma, nada. Nem a fala das crianças depois. Bom, mas elas ficaram tão indignadas que os caras entraram nos dois lugares, tanto na Escola Base quanto da casa do outro cara que elas achavam que as crianças tinham ido, que elas falam assim: "Não, é mentira da polícia. A polícia não, ela errou. A gente vai procurar outras instâncias." Então, indignadas, elas julgaram que era negligência da polícia, que tinha alguma conspiração e elas ligaram para quem? Para a TV Globo e contaram a mesma história, dizendo tudo que tinha acontecido na cabeça delas.
No final daquele dia, uma equipe liderada pelo repórter jornalista Walmir Salgado, que é um baita do jornalista, mas tem esse erro muito grave na história dele, ele foi até a escola para fazer uma matéria. Diante da presença da imprensa, que daquela época era a maior forma de pressão para para que a segurança pública funcionasse, os funcionários públicos fizessem serviço, o delegado de plantão resolveu mostrar trabalho. Chamou os donos da Escola Base para prestar depoimento. Então, o cara vê na frente dele o Walmir Salgado, um cara que já na época que trabalhava na Rede Globo, na época era muito mais poderoso. E o cara trabalhava no Fantástico. Galera, era muito louco que era aquela época. A coisa que a pessoa mais tinha medo do mundo não era nem de morrer, às vezes, era de aparecer no Fantástico, velho. Num domingo à noite, eu lembro que uma vez eu tava, eu tava bebendo longe da minha família assim, eu era moleque, eu vi o cara com uma câmera e eu tava tomando uma. Eu me escolhi que eu falei: "Pô, imagina se aparece no Fantástico, fica você é louco, cara." Aquela época era [ __ ]. E aí, cara, o cara vê o Valmir Salgado, o delegado, e ele resolve mostrar serviço. Aí que que ele faz? Manda buscar os caras da Escola Base para ter um suspeito ali para dar depoimento. Ao falar sobre esse dia, os dois casais afirmaram que chegaram a ser ameaçados e agredidos dentro da delegacia para confessar que estavam envolvidos em um esquema de abuso. Mas qual? A polícia não dispunha de nenhuma prova concreta, nem dos dois casais de sócios. Foram, obviamente, liberados a hora que chegou o advogado.
O delegado é Délcio Lemos. Barco esse nome. Chamou o jornalista Antônio Carlos Siqueira dos Santos, do jornal Diário Popular, para noticiar o caso também. Já que tinha saído na Globo e o Diário Popular, é importante a gente falar e a gente fez questão de colocar o nome do Diário, porque o Diário ouviu as duas mães, entrevistou o seu Ico Shimada e chegou à conclusão que a história não se sustentava e não valia a pena torná-la a notícia. Os próprios repórteres e jornalistas do Diário de ser: "Olha, isso aí tá me cheirando a armação, viagem na maionese. Temos que tomar cuidado." Esse foi um dos poucos jornais que não embarcou no sensacionalismo que marcou o caso e fez um trabalho sério. Então, fica com a nossa menção honrosa para esse jornal aí, que honrou o nome mesmo.
Galera, mas a situação ela vai se agravar quando o delegado diz à imprensa que o IML tinha comprovado que o filho de Lúcia tinha vítima de atos libidinosos. O delegado apareceu em público e já em vários lugares publicados que estava acontecendo essa fita, né, que tinha acontecido essa fita na escola. Erroneamente, inclusive, ele aparece, diz que o laudo do IML diz que o moleque estava, ele tinha sofrido alguma coisa de ato libidinoso, mas ele não apresentou o laudo. E mesmo assim, vários jornais dela notícia. E a partir daí, uma série de manchetes sensacionalistas passaram a estampar as páginas dos jornais. Para vocês terem uma noção, galera, eu vou ler algumas manchetes para vocês. Folha da Tarde, o jornal que rolava bastante naquela época: "Pneu escolar carregava crianças para motel". Fechados. O Estadão: "Crianças sofrem abusos em escola". Agora, não teve pior que o Notícias Populares. Notícias Populares era no jornal. Às vezes, a gente pode até de repente fazer um vídeo sobre Notícias Populares aqui, mas hoje Notícias Populares, no jornal extremamente sensacionalista, ele era considerado a verdade, o primeiro jornal para analfabetos, porque muitas pessoas não sabiam ler, mas liam o jornal porque dava para entender muito bem a foto que os caras colocavam, né? Eles sabiam se comunicar muito bem por foto sensacionalista. Esse jornal publicou em sua primeira página a seguinte manchete: "Kombi era motel na escolinha do sexo". Irmão, isso aí chegou nos quatro cantos do Brasil. Essas notícias chocaram o país e despertaram o desejo de vingança e de justiça com as próprias mãos das pessoas. Lógico que os caras sabem que isso ia acontecer. E assim, a Escola Base foi saqueada e as famílias acusadas, acusadas não, mas que a imprensa estava acusando do crime, tiveram que se esconder na casa de parentes para não serem agredidas por populares e correr até coisa pior.
No dia 30 de março daquele ano, um coquetel molotov foi lançado contra a escola. No dia primeiro de abril, dia da mentira, a unidade escolar foi invadida e saqueada e teve tudo quebrado lá dentro. No dia seguinte, a casa de Paula e de Maurício, né, os dois outros sócios da Escola Base, também foi invadida e saqueada. A vida dos acusados passou a correr perigo e virou nada mais é da mesma do que um inferno. E as notícias sensacionalistas não parava de pipocar pelas páginas dos jornais. As pessoas falavam assim: "Mano, imagina, a gente acha que escola é um local seguro e de repente descobre que a escola está promovendo certas coisas muito erradas e criminosos." Passava na cabeça das pessoas que acreditavam na imprensa, obviamente, era noticiado das denúncias anônimas que diziam que as crianças tinham sido dopadas, que elas podiam ter contraído o vírus HIV, que Paula e Cida eram amantes e frequentavam esse rolê, tá ligado? Esse rolê errado. Aí coisas absurdas, velho. Aí pensa, continuou colocando todo tipo de acusação que aparecia sem ela ter essência até os fatos. Que que não havia nenhuma prova, um indício concreto que confirmasse que qualquer uma das acusações feitas aos donos da Escola Base.
Galera, no dia 5 de abril, Saulo e Mara, que foram aqueles caras que foram depor lá, que as mães acharam que as crianças estavam indo na casa deles, acabaram presos. Mesmo tendo um álibi que comprova que não realizavam esses tipos de abuso, eles ficaram encarcerados até o dia 8 de abril, tá? Uma semana. Nesse momento, como é notório que não havia provas para incriminar nenhum dos acusados, nem esses pais de crianças, nem os donos da escola, o delegado Délcio Lemos foi afastado do caso. E a galera diz que ele cometeu inúmeros erros e ele foi alimentando a imprensa de uma forma muito mais, muito precipitado. Enquanto isso, a imprensa começava a se dividir entre aqueles que acreditavam na inocência dos acusados e os que achavam que eles faziam parte de uma rede de abuso.
Tá, no dia 11 de abril, um fato novo vai trazer uma nova versão no caso da Escola Base. Os caras prenderam um norte-americano chamado Richard Pepsine. Ele foi preso no bairro da Aclimação em São Paulo, suspeito de abusos, né, contra pessoas menores. Isso casa. A polícia prendeu fotos de praia de nudismo nos Estados Unidos, no Rio de Janeiro, e fotos de 11 garotos que vivia na vizinhança estava andando de cueca na piscina e tal, e o cara fotografava. E rapidamente a imprensa ligou os dois casos e passou a noticiar que as crianças tinham reconhecido a casa do norte-americano como a casa que a Escola Base, as pessoas da Escola Base levavam eles. Olha aqui, olha aqui, absurdo! Que sensacionalismo absurdo! Que que coisa errada! Que coisa absurda, mano! Os caras pegaram um maluco que tinha foto de criança lá na casa que era suspeito de fazer essas coisas erradas e disseram que o cara tinha reconhecido as crianças tinham reconhecido que é uma casa desse cara. E na verdade, tinha reconhecido [ __ ] nenhuma, mano. Olha que absurdo! Como essa injustiça não para de acontecer, mano? Isso é muito triste, é muito pesado.
Bom, uma semana depois da prisão de Pepsine, a justiça ele não é sua altura e a perícia concluiu que não havia qualquer conotação sexual naquelas fotos aprendidas na casa do norte-americano. Então, quer dizer que a justiça achou que a delegacia que o cara nem onde é que era. No caso da Escola Base, também começava a caminhar para o seu desfecho. Outro fato, esse norte-americano que nunca tinha ouvido falar da Escola Base e nem sabia que eram os caras, mas mesmo assim não adiantou e alguns jornais publicaram. E o caso da Escola Base, depois dessa soltura, começava também a caminhar para para um desfecho. Os peritos sérios concluíram que as lesões, lembram que a gente falou lá que a Lúcia, a mãe da criança, viu que na parte íntimas dela estava assado, feridos, concluíram que as lesões nas partes íntimas da criança eram compatíveis com assaduras provocadas por uma constipação intestinal ou normal e qualquer criança, coisa normal.
No dia 22 de junho, a polícia encerrou o inquérito do caso da Escola Base e concluiu que não houve crime algum e que os seis acusados eram inocentes. Nove crime em algum por parte dos inocentes, mas o que a polícia e o que os jornais fizeram é um crime incalculável, que tem um prejuízo incalculável para várias pessoas. Mas e aí, pessoal? É aquela história, se ainda sentado pela polícia não basta mais, né? A vida dos casais lá nunca mais voltou ao normal. As suas foram destruídas pelo nariz da imprensa e eles tinham sido taxados de abusadores. A Escola Base foi fechada, a reputação de cada um deles tinha sido destruída nos mínimos detalhes. Essas pessoas destruíram a vida inteira dos caras. Era impossível voltar a viver normalmente, tá? Normalmente, depois de ter sido vítimas da irresponsabilidade da polícia e da imprensa. Apesar de ter saído diversas publicações nos jornais esclarecendo que haviam sido inocentados, pois o escândalo estava muito vivo na memória das pessoas e a vida dos acusados tinha sido para sempre destruída e alterada. Porque, pessoal, antes o que era capa mentindo sobre a história dos casais, depois virou notas de rodapé. E aí, cara, é o seguinte, aí não tem como você voltar, amigão. Já era, mano. Você já destruiu a vida dos outros, tá ligado? Você já acabou com o sonho de uma pessoa, de uma senhora, do senhor, tá ligado? Os caras não receberam indenizações pelos danos materiais e morais que sofreram. O sonho deles foi de com a mesma velocidade que espalhar os boatos. E eles, os casais, ficaram com muitas dívidas, sofreram inúmeros traumas, danos psicológicos e virou a sua vida mudar completamente depois das acusações que sofreu.
Vamos falar um pouco do desfecho da vida deles. Infelizmente, Maria Aparecida Shimada, grande dona da escola e pedagoga, faleceu em 2007 de câncer, que para muitas pessoas foi somatizada por conta de todas as desgraças que ela sofreu nesse período de 94, 95. Ela perdeu a vida sem nunca ter recebido um centavo de indenização e com o cheiro estimada. O esposo de Cida sofreu infarto em 1994, devido em decorrência ao estresse e logo após ter sido acusado injustamente. E ele ficou muito mal. A partir daí, ele passou a ter problemas do coração e transtornos mentais também, como depressão. Em 2014, ele teve um infarto fatal e faleceu. Paula Monteiro Alvarenga ficou transformada psicologicamente, se endividou e passou a ter crise de pânico. Depois, esse Maurício sofreu muito porque ele era o motorista, além de ser só acelerando, motorista da perua. As pessoas achavam que era ele que tinha um esquema de levar as crianças. Ele se separou da esposa, tá, da Paula, e tentou refazer a sua vida trabalhando em uma lanchonete, mas sabe-se lá os traumas que o Maurício viveu e ainda tem. Paula Alvarenga foi morar na casa da sua mãe, enquanto eu muitas dívidas e nunca mais conseguiu trabalhar em qualquer escola na vida. O casal que foi acusado também de ter cedido a casa, Saulo e a esposa, e hoje toca bateria numa banda e a esposa dele faz bijuterias. Nenhum deles foi indenizado pelo que sofreu. Novamente, as grandes empresas jornalísticas da época, como Rede Globo, SBT, revista Veja, de jornais como Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, foram acionados e condenados pela justiça a ressarcir os envolvidos no caso, mas eles recorreram diversas vezes e nada foi pago. E pelo que a gente estudou, o bagulho tá parado na justiça ainda.
O caso da Escola Base é estudado em faculdade de jornalismo e discutido como exemplo de como a mídia irresponsável pode arruinar a vida de pessoas inocentes. Essas pessoas tiveram suas vidas destruídas porque nem a polícia, nem a imprensa, nem órgãos que deveriam ter muita responsabilidade, e nem as mães que fizeram as acusações, também tiveram cuidado de apurar efetivamente os fatos antes de condenar os acusados. A gente até indica aqui para vocês que tem um livro, pedir para Edu colocar na tela aí, que tem a participação do filho do seu Ico, chamado e da esposa dele, Dona Cida, contando como que foi a infância, adolescente, de adolescência dele, que acabou vendo a sua vida dos seus pais sendo destruídas e marcadas para sempre por isso daí. Eu acho que vale a pena vocês darem uma olhada nesse trabalho aí, certo?
Pessoal, galera, antes de terminar o vídeo, gostaria de pedir para vocês aí que nos ajudem no Apoia.se. Vou deixar o QR Code na tela ou no Pix também, porque muitos dos vídeos que nós contamos aqui, eles não são completamente monetizados e a gente precisa da ajuda de vocês para que a gente possa continuar mantendo os nossos vídeos no canal, se é necessariamente depender da monetização do algoritmo, que tem sido muito injusto com nós. Então, vocês podem nos ajudar no Apoia.se a partir de R$ 2 e vocês podem nos ajudar no Pix com qualquer valor que vocês quiser, de um centavo para frente, beleza? Quem ajuda com mais de R$ 50 no Apoia.se tem direito a participar de um grupo de estudos com a gente, que ajuda muito, tá sendo muito legal as discussões lá dentro. Aí, acima de R$ 10, R$ 30, vai ter recompensas, vocês podem ver no site aí. O QR Code já tá na tela, tanto do Pix quanto do Apoia.se. Ao final, eu peço que deixe seu like, se inscreve no canal e ative o sininho. Então, tamo junto, fui, valeu.