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César Lopes aqui e nesta jornada eu serei o seu facilitador, o professor.
Ah, dos livros históricos, nós terminamos de estudar os livros do Pentateuco. Dando sequência, então, ao estudo do Velho Testamento, nós vamos dar uma mergulhada aí nos livros históricos, tá?
E para tanto, eu quero contar com a sua paciência. Este é o primeiro vídeo. Veja bem, antes de nós mergulharmos em cada um dos livros históricos, eu quero, nesta aula introdutória, ajudar você a relembrar algumas coisas que você já sabe. Você já sabe, você já estudou em algum momento da sua vida ou mesmo no Pentateuco. Nós pontuamos algumas coisas muito interessantes que têm tudo a ver com esse escopo histórico de Israel, tá?
E bom lembrar Israel, porque se nós vamos falar sobre os livros históricos, histórica do quê? Que história que é essa que nós vamos contar, né? Então, os livros históricos, eles surfam, eles passeiam, eles nos dão um guideline, nos dão um esboço, nos dão uma direção de toda a história de Israel, de toda a trajetória de Israel. Como começou, onde começou, com quem começou. Então, é um apanhado histórico muito interessante e eu acho que você vai gostar.
Ora, se nós vamos estudar a Bíblia e queremos entendê-la, entender esta relação judeu-cristã, nós precisamos estudar não somente o Pentateuco, mas os livros históricos, depois também os livros poéticos, depois também os proféticos, a fim de termos um conhecimento amplo e de nos possibilitar, em algum momento, aprofundarmos em cada um desses temas ou dessas áreas, se você quiser pensar assim, do estudo do Velho Testamento e também desta conexão que existe, né, da fé judeu-cristã.
Ora, e nessa introdução dos livros históricos, eu quero ajudar você a ter o máximo que você puder. Nós provemos para você na plataforma, você já tem aí uma apostila da introdução, tá? Tudo que eu vou falar hoje está na apostila. Claro, é uma aula, eu vou ter os slides. Eu vou procurar prover para você também os slides num formato de PDF, quem sabe, ou até mesmo PowerPoint, para você revisitar.
Eu trago algumas coisas interessantes que ajudarão você nesta trajetória, nesta busca por conhecer um pouco mais a Escritura Sagrada.
Ora, os livros históricos, quando nós falamos sobre livros históricos, né, nós estamos falando sobre a história de Israel. E eu quero trazer aqui uma narrativa que é fascinante. Eu não sei quantos de vocês, ou se você já teve a oportunidade de dar uma mergulhada no fascínio e ter uma perspectiva diferente da história de Israel.
Se eu e você formos dar uma olhada na mídia hoje, a mídia vende um produto sobre Israel completamente diferente, tá? Então, nós precisamos entender a história, ok? Entender a história e não somente a glória.
Ok, a história de Israel é uma das mais impactantes narrativas da humanidade. Quando você mergulha, quando você estuda a história de Israel, você vai perceber o fascínio que está dentro desta história. E sem a menor dúvida, é impactante, porque tem impactado pessoas, comunidades, povos ao longo dos milênios, né?
A história de Israel abrange milênios, desde os patriarcas até a identidade nacional e religiosa. Então, começa com os patriarcas. Daqui a pouco, nós vamos dar uma olhadinha nisso. E então, ela viaja milênios até mesmo chegar ao ponto da identidade nacional e religiosa desse povo.
Ah, influencia profundamente o pensamento ocidental e nas tradições monoteístas. Então, exerce uma influência muito forte e profunda no pensamento ocidental, né? Eu e você, onde nós vivemos, ocidental, tem sido, ao longo dos séculos e por que não milênios, influenciados pela ideia, pela história desse povo.
O estudo transcende a cronologia. Então, vamos lá. O estudo transcende as datas, considerando interações culturais e conflitos geopolíticos, tá? Então, vai além de data, né? E é interessante quando a gente percebe que existe toda uma série de ingredientes que enriquece mais e mais os aspectos culturais, né? Conflitos geopolíticos, né? E nós vamos dar uma olhada já já.
E você vai poder entender um pouquinho mais. Ora, identidade e influências na história de Israel é importante e nós vamos perceber, à medida que estudamos os livros históricos, quero te lembrar que isso é uma introdução da história por trás da história dos livros históricos, ok?
Então, os livros históricos ou a história de Israel traz identidade e influência, tá? Identidade, legado do povo de Israel. Nós vamos perceber que os livros históricos são a base do legado e da identidade do povo de Israel. Por que que eles são como são? Por que que eles fazem o que fazem? Por que que eles creem no que creem?
Tá, identidade mantida através da fé em relação com Yahweh, né? A identidade é estritamente mantida através dessa fé profunda, dessa fé que transcende a história por causa de sua relação com Deus, que é chamado, né? Não é chamado, mas é a palavra hebraica para Deus, Yahweh, né?
E conceitos-chave, nós vamos perceber ao estudarmos os livros históricos, eles trazem alguns conceitos que são chaves para nós entendermos não somente o povo, não somente a história, mas também para entendermos a nós mesmos, tá?
Por exemplo, conceitos como a eleição divina, né? Ou seja, o povo que foi escolhido. Os pactos, né? Houveram seis pactos no Velho Testamento, né? Então, os pactos, cada aliança que foi estabelecida, né? O interessante é que todos os pactos que foram estabelecidos, que tiveram uma ação bilateral, fracassaram, né? Não por parte de Deus, mas por parte do homem.
E o único pacto que não fracassou foi a aliança que o Senhor nosso Deus fez na cruz do Calvário, né? Por quê? Porque essa aliança ou este pacto teve um aspecto unilateral, né?
Nós encontramos como conceitos-chave também a legislação mosaica, né? As leis de Moisés, né? Não de Moisés, mas de Deus, que foram reveladas a Moisés e transmitidas por Moisés. E também o estabelecimento do culto no templo de Jerusalém. Isso são conceitos-chave que a gente vai encontrar e que a gente vai perceber.
Aí, há um contato constante com civilizações poderosas, né? Identidade, influência, né? Nós vamos perceber, durante o estudo dos livros históricos, esse contato constante com outras civilizações. Ela não era fechada simplesmente, mas houve interação, quer por vontade ou quer por opressão.
Mas aconteceram contatos com outras civilizações, tipo Egito, a Assíria, a Babilônia, a Pérsia, a Roma. Então, todas essas civilizações e Israel, ao longo de sua trajetória, de sua história, em busca de estabelecer sua identidade e influência, teve que passar por esses corredores e por essas relações.
E interseção de fontes, né? A Bíblia Hebraica, né? Que é o T, achados arqueológicos e registros históricos, né? Então, tudo que nós temos, tudo que nós estudamos não está perdido. Existem bases, existem fontes arqueológicas e registros históricos em Israel e também em outros povos, como nós mencionamos anteriormente.
Contexto histórico e cultural de Israel. Eu quero que você tenha a ideia do seguinte: há duas matérias, pelo menos, ou uma, talvez, que pode ser colocada em uma só, que é geografia e cultura dos povos antigos bíblicos. Nessa matéria, você vai estudar, vai aprofundar-se mais na geografia, na cultura, nos maneirismos de cada uma das culturas e, inclusive, de Israel, né?
Então, nós precisamos entender que existe todo um contexto histórico e cultural à volta da história de Israel, né? A história de Israel vai além de eventos políticos e militares. Hoje, por exemplo, na nossa sociedade, você vai perceber um esforço quase que exacerbado para contar ou trazer uma narrativa que, na maioria das vezes, dependendo do veículo que você está usando para se informar, você tem uma má informação, uma péssima informação.
Você tem o que é chamado hoje de fake news. Então, é extremamente importante você conhecer a história, conhecer a cultura, conhecer a trajetória. E a história de Israel vai além desses eventos políticos e militares, tá?
Outra coisa interessante: abrange aspectos culturais, como acabei de mencionar, sociais, religiosos, filosóficos, né? O desenvolvimento dentro do macrocosmo do Oriente Médio antigo, né? Então, essa nação se desenvolve a partir de um macrocosmo, né? Várias outras nações, vários outros povos, e ela se desenvolve a partir dessa realidade no Oriente Médio antigo, tá?
A terra de Israel é um ponto, né? Ou nós podemos olhar para ela como um ponto estratégico entre grandes impérios. E se você perceber, daqui a pouco tem alguns mapas. Eu fiz questão de colocar na sequência para vocês. Você vai perceber que Israel está posicionado ou se posiciona em uma área extremamente estratégica, antiga e atual, né?
Então, a terra de Israel está em um ponto estratégico entre grandes impérios. O Oriente Médio antigo e sua relação e sua relevância, perdão, no Oriente Médio antigo é palco das primeiras grandes civilizações, né? Os sumérios, nós vimos um pouco sobre isso no Pentateuco, né? No início da introdução.
Sumérios, os acadianos, né? Os babilônicos, né? E os próprios egípcios, sem falar de outros povos antigos, né? Interações entre essas civilizações e Israel. E dentre essas interações, muitas ameaças e intercâmbios culturais, né? Além das ameaças, houveram também intercâmbios culturais, tá?
A Mesopotâmia aparece como o berço da civilização e influencia os patriarcas bíblicos. Claro, os patriarcas vêm desse contexto da civilização mesopotâmica, né? Deus vai lá e pensa, depois a gente vai falar sobre isso, e tira daquele meio, daquele contexto, para iniciar esta civilização, iniciar esse povo.
Por isso que nós entendemos e falamos sempre que há uma escolha, né? Deus escolheu, Deus determinou que assim o fosse. O Egito e a narrativa de escravidão e libertação sobre Moisés, né? Então, é muito forte, está impregnado na história, na narrativa histórica de Israel.
Ah, todos os seus cativeiros, mas o talvez que tenha sido mais relevante, marca completamente a história, é o Egito e toda essa narrativa do cativeiro. Aí você tem mais ou menos um pequeno mapa. Você pode observar mais próximo depois, né?
Os povos antigos, aonde se localizaram, sumérios, acadianos, babilônios, né? E aonde estava o Egito também, né? Você vai ver o Egito bem aqui, ó, bem aqui, ó, bem nas costas aqui. Então, dá uma olhadinha no mapa. É interessante nós entendermos isso muito claro na nossa mente sobre essa Mesopotâmia antiga e o início dos povos antigos, pois a partir daí surge não somente a narrativa, mas a relevância do aparecimento da nação de Israel.
Ok, vamos lá falar mais um pouquinho sobre a origem do povo de Israel, né? A tradição patriarcal nos fala que Abraão, Isaque e Jacó são os progenitores dessa nação, tá? São os progenitores, sim. Então, com Abraão, quando Deus o chama, Abraão sai da... Abraão, né? Não era Abraão, era Abrão. Sai da tua terra, da tua parentela e vai pra terra onde eu vou te mostrar.
Deus não deu endereço nenhum, não deu e-mail, não deu mapa, não deu Google Earth, não deu nada. Só falou: sai e vai pra terra que eu vou te mostrar. Ou seja, ele saiu sem saber para onde ia, mas Deus o guiou para chegar até onde chegou. Eu acho isso fantástico. Acho isso assim é SEME. Deus sempre nos guia, Deus sempre dirige a nossa história.
Então, nós temos aí Abraão, Isaque e Jacó como os progenitores, né? Os patriarcas da nação de Israel. Ah, o Êxodo aparece como evento fundador da consciência nacional e religiosa, né? Então, havia-se começado e depois o Êxodo é praticamente o selo dessa ideia da consciência de nacionalismo ou de nacionalidade, né? E da religião, da fé.
É a partir do Êxodo que se estabelece tudo isso. Evidências arqueológicas sugerem uma formação complexa da identidade israelita, né? Então, nós temos evidências arqueológicas históricas que dão essa ideia, essa noção de formatação complexa da identidade israelita.
Eu acho assim excepcional e vale muito a pena você mergulhar, você estudar sobre a história e a origem desse povo, a origem dos povos e, em particular, a origem de Israel. O monoteísmo ético e a aliança com Yahweh foram como fundamentos da identidade. Monoteísmo, um só Deus, crença em um só Deus, né? E isso para eles tem uma fundamentação ética excepcional.
Porque a partir dessa relação, a ética se estabelece. E a aliança desse povo vai permear completamente o ocidente mais tarde, tá? Então, o monoteísmo é estabelecido aí. E aí tem um mapinha também que depois você pode dar uma olhada nesse mapa, onde as tribos foram separadas e tal, né?
Então, quando eles voltaram do cativeiro no Egito, Moisés já havia morrido. Josué, então, agora ele aparece como o líder da nação. Então, você pode dar uma olhadinha no mapa. Eu faço questão de prover para você esses slides para você dar uma olhada mais próxima ao mapa, né?
Providenciei esse outro mapa que desenha também a ideia das tribos, né? Depois que eles retornaram. Esse mapa está bem claro aonde foram assentados, né? Onde foram colocados. Você vai curtir mais tarde, bem mais tarde mesmo, né?
Ah, nós encontramos depois, quando acontece a divisão do reino, né? Tem o reinado do norte e o reinado do sul. Eu fiz questão de colocar aí o mapa para vocês poderem entender um pouco mais sobre isso, tá?
Ah, e aqui nesse mapa também você vai encontrar a parte norte e no mapa anterior você tem a parte sul, né? E hoje existem algumas coisas que são de ordem política que você pode identificar nesses mapas, né? E se você gosta de acompanhar a história, se você gosta de acompanhar as notícias, você vai perceber com clareza aí esses mapas e vai ajudá-lo tremendamente no processo, tá?
Então, aproveite e dê uma olhada no mapa, tá? Eu acho que vai ser de grande benefício para o seu estudo. Eu gosto, eu não sei você, mas eu gosto de detalhes. Eu gosto de olhar mapas, eu gosto de pesquisar um pouco mais.
Ora, aí nós temos um outro mapa. E esse mapa, gente, ele é um mapa interessante porque ele mostra como é hoje, tá? Como está o território lá hoje, né? Você vai perceber, né, claramente aqui, ó, tem a faixa de Gaza, aqui tem West Bank e Golan Heights, né?
Aqui nós sabemos exatamente o que tem se passado nesses dois últimos anos. West Bank é um assentamento político que foi estabelecido pelo governo britânico, né? E aqui os palestinos, a terra dos palestinos. A Golan Heights também é uma divisa de segurança.
Hoje ainda existem segurança das forças israelenses, tá? Em Gaza já não tem mais, não tinha, mas agora parece que já vai ter a guarda voltar ao que era antes, no sentido de ter presença de segurança nacional, até que uma força internacional possa vir e dar segurança para o povo que vive lá, para o povo de lá e para o povo que vive do lado de cá também, tá?
Então, dá uma olhada nesses mapas. Acho que vale a pena olhar esses mapas porque vai ajudar tremendamente você aí nos seus estudos, tá? Este outro mapa também é um mapa mais antigo do reino de Israel, né? E o reino de Judá antigo. E mais um outro mapa que vai ajudar você a identificar melhor a região, tá?
Bora! A forma da identidade nacional de Israel. Nós precisamos lembrar, né? Relembrar. Nós falamos sobre isso no Pentateuco e agora vamos dar uma breve viajada aqui e dar uma relembrada. Vamos lá!
Primeiro lugar, três elementos fundamentais acontecem na formação da identidade do povo ou da identidade nacional do povo de Israel. Primeiro, aliança com Deus, né? Aliança com Deus. Israel fez, Deus fez uma aliança com esse povo e esse povo tem esta aliança com Deus, né? Então, isso é extremamente fundamental.
Aliança, não vamos explorar isso aqui agora, mas à medida que estudamos os livros históricos, nós vamos tocar nessas pedras. Lei mosaica, né? Que é a lei, não só os 10 mandamentos, mas a lei mosaica, tá?
É outra coisa, um outro tema ou um outro elemento muito importante no processo de formação de identidade nacional. E depois, a terra prometida, como nós vimos nos mapas, né? A terra prometida, né? Deus havia prometido uma terra. Quando eles saem da escravidão do Egito, os espias vão espiar a terra, vão ver onde é a terra, voltam e, juntamente com Moisés e Josué, Moisés vai até um certo ponto, até antes da travessia do Rio Jordão, e Josué entra com o povo na Terra Prometida.
Então, a terra prometida tem um papel excepcional, tem um papel fundamental na formação da identidade nacional de Israel, ok? Aliança, berit ou berit, é o vínculo único entre Deus e Israel. Então, há um vínculo excepcional entre Deus e Israel que é a aliança.
Eu acho interessante a aliança, né? E todos nós temos, quem é casado tem, quem não é casado, às vezes usam uma aliança, né? Então, aliança, interessante essa aliança, né? E ela está soldada. Essa aliança, ela está selada, completamente selada. Assim também foi a aliança, o pacto feito entre Deus e o povo e o povo e Deus.
E há um selo, há uma ideia de uma aliança que é inquebrável, que não pode ser usurpada ou não pode ser mudada, né? Então, isso marca e faz parte da formação da identidade deste povo. A importância da centralidade do culto em Jerusalém e a construção do Templo. Nós vamos ver aí, à medida que caminhamos com os livros históricos, né? Essa importância do centro de culto que é Jerusalém.
Jerusalém é a capital, é a cidade do grande Eu Sou, é a cidade do grande Deus, é a cidade do culto a este Deus. É a cidade, é o lugar onde esse povo migra, para onde esse povo converge a fim de cultuar e adorar ao longo do Velho Testamento e o início do Novo Testamento. Até hoje, nos dias de hoje, celebram-se, há celebrações que há uma convergência de pessoas, não somente de Israel, mas do mundo inteiro, convergem para lá a fim de cultuar e celebrar a Deus e as promessas de Deus.
Introdução aos temas teológicos, né? Claro, existem muitos temas teológicos dentro dos livros históricos. No entanto, ressaltamos alguns, tá? A teologia de Israel é marcada por temas teológicos fundamentais. Por exemplo, né, elementos centrais desses temas: o pacto, né? Nós falamos da aliança, né? O pacto, a aliança é um pacto, né? Então, isso é um tema teológico.
A redenção, né? A libertação, a salvação é um tema teológico. O juízo divino, né? É um tema teológico desde lá do Velho Testamento, né? Os livros históricos e ao longo das Escrituras. E é para nós hoje também, né? A responsabilidade humana, os mais diferentes nuances, aspectos dessa responsabilidade se transformam em tema teológico, né?
Há uma teologia aí que deve ser estudada, deve ser explorada e deve ser aprendida, tá? O cuidado, o respeito pela vida, o respeito pela humanidade, o respeito para com o próximo, isso é encontrado nesses elementos teológicos, tá?
E um outro ponto teológico desses livros históricos e desde o Gênesis, a esperança messiânica, né? Tudo isso aponta para o Messias, aponta para o Messias. Há um direcionamento para o Messias. Então, isso é um tema teológico que nós encontramos aí.
A compreensão desses temas é essencial para a fé israelita, para a fé do povo de Israel e sua influência na teologia cristã. Olha só, coisinha interessante. Isso foi importante não somente para eles lá naquele tempo, mas isso teve uma influência excepcional. Temas como o pacto, né? A aliança, né? Feita por Cristo na cruz, a libertação, a redenção, né? Feita pelo nosso Senhor Jesus.
O juízo divino, quando o Senhor vier, responsabilidades humanas, né? A esperança do Messias, da vinda do Messias, né? Então, veja bem, acho que isso é excepcional. Isso faz uma conexão, tá? Esses temas teológicos essenciais para o povo israelita fazem isso, fazem isso conectar, né? Atravessa a ponte da história e encontra a fé cristã, né? Influencia a fé cristã.
Então, vamos lá. Redenção na teologia israelita, né? O Êxodo, libertação da escravidão e centralidade da identidade israelita, né? O conceito de goel, que é redentor, né? Ah, nas Escrituras, o redentor é a personificação do próprio Deus, né? Aquele que vem para libertar, para comprar, para resgatar, para trazer de volta. É a figura de Deus, né?
Então, esse conceito de goel como redentor é excepcional. Exerce aí no seu hebraico. Redenção messiânica e a prefiguração de Cristo como redentor final. Olha só, coisa interessante. Lá existe toda a ideia da manifestação do redentor, né? Então, lá, Moisés aparece como redentor. Mais tarde, nós temos lá José como redentor. Temos vários que aparecem, mas apontando para a figura de Cristo como o redentor final. Cristo, o redentor final. Fantástico!
Então, a redenção, juízo e responsabilidade na teologia, né? Juízo divino ligado à obediência e desobediência. Deuteronômio, capítulo 28. Nós vimos lá quando estudamos o Pentateuco, né? Nós vimos lá o que acontece, o que aconteceu lá com o juízo divino sobre o povo, né? Então, está ligado à obediência.
Ora, veja bem, pensa comigo. Obediência tardia é desobediência. Ter o conhecimento da necessidade de obediência e não praticar é desobediência. Ou seja, obediência só se torna obediência quando você obedece, quando você pratica. E qualquer tipo de desobediência existe o juízo, né? Ou seja, hoje em dia nós usamos a conta, chega, a conta acaba chegando.
Então, ah, o juízo e responsabilidade na teologia hebraica, na teologia israelense, ou israelita, perdão, está ligado à obediência. Profetas denunciam corrupção e injustiça social. Nós vamos ver isso quando estivermos estudando os livros dos profetas, né? Os proféticos, né? Ah, são vários profetas. Eles profetizam em momentos distintos.
Então, nós vamos perceber essa questão de juízo e responsabilidade ao estudarmos os profetas, né? Eles profetizam e denunciam corrupção, injustiça social, né? E nós precisamos de profetas hoje, não simplesmente de animadores de palco. Nós precisamos de profetas hoje, não simplesmente animadores de eventos gospel.
Nós precisamos de profetas que venham denunciar a corrupção e a injustiça social. A maldade no coração do homem. Isso precisa ser denunciado, isso precisa ser pregado, isso precisa ser falado, porque a justiça de Deus está a caminho. Juízo, tem pessoas que pensam o seguinte: ah, não, juízo é destruidor, juízo é para acabar. Não, gente, olha só que coisa interessante. Juízo é pedagógico e restaurador.
Quando Deus envia o profeta, até Nínive, o profeta Jonas não queria ir até Nínive, mas depois aconteceu uma série de fatores que você vai conhecer quando estudar o livro de Jonas. Não perca o estudo do livro de Jonas. Quando você estudar o livro de Jonas, você vai perceber que o profeta não quis nada, fugiu do chamado de Deus e tal.
Mas quando ele foi e depois anunciou o juízo de Deus, gerou conserto, gerou aprendizado, gerou restauração e mudança de rota, mudança de caminho. Assim também é hoje, tá? O juízo de Deus, a correção de Deus, ela é pedagógica. Obediência não tem nada a ver simplesmente com você ficar tolido. Não significa pedagogia, tá?
O livro de Jó, reflexões sobre a retribuição divina e confiança em Deus, né? Nós percebemos aí, né? Quando a pessoa confia em Deus, Deus retribui. Quando a pessoa descansa, Deus retribui, né? Quando a pessoa confia no Senhor.
Esperança messiânica em Israel, né? É pregado, né? Expectativa por um Rei justo da linhagem de Davi. A história toda de Israel fala sobre isso. Nós precisamos ter isso em mente, a vinda do Messias, a chegada do Messias, né? O nosso Cristo, nosso Senhor Jesus Cristo, né? Promessas davídicas, né?
Então, tem promessas feitas a partir do ministério de Davi que foram reinterpretadas dentro de um contexto escatológico, né? Profetas como Isaías e Jeremias falam sobre a vinda do Messias, tá? A realização da esperança messiânica em Jesus Cristo e a inauguração do Reino de Deus.
Então, a realização da esperança messiânica está na pessoa de Jesus Cristo. E aí, então, a inauguração da chegada, a manifestação do Reino de Deus entre os homens. A transição de liderança, né? Moisés, então, nós sabemos que Moisés, por causa do pecado dele, né? Por causa de ter desobedecido, Deus falou para tocar na rocha, mas ele bateu na rocha, que era símbolo de Cristo.
Nós temos muita simbologia no Velho Testamento. Você vai estudar isso em outra matéria futuramente sobre as simbologias no texto sagrado. E é interessante que Moisés, o Senhor falou: olha, você não vai entrar na terra. Deus permitiu ele subir ao monte e quando ele subiu ao monte, Deus falou assim: olha pro norte, tudo isso darei ao povo. Olha pro sul, olha pro leste, olha para o oeste, olha para todos os lados, tudo isso darei ao povo, darei à nação de Israel.
E ele não entrou na terra. Foi necessário um substituto, alguém que liderasse. Então, aparece aí a figura de Josué. Josué, filho de Num, assume a liderança após a morte de Moisés.
Seol, a continuidade da aliança mosaica. Josué, fidedigno escudeiro de Moisés, um dos 12 espias, ele é fiel, guerreiro. Então, ele é escolhido, né? Apontado mesmo até mesmo por Deus para substituir Moisés, encarregado de conduzir os israelitas à Terra Prometida.
Então, ele assume toda aquela palavra que Deus deu para Moisés. Agora está sobre Josué. Quando você lê o primeiro capítulo de Josué, você pode perceber exatamente aí Deus renovando a aliança que fez com Moisés, agora renovando ela com Josué.
Contexto histórico da coragem e chamado de Josué. Ficou repetido ali, mas não o nome original de Oséias, né? Mudado para Josué, significa "o Senhor é a salvação". Um dos 12 espias que traz relatórios otimistas sobre Canaã.
Interessante que ele foi um dos dois espias que teve uma visão positiva e os outros 10 espias tiveram uma visão negativa, tá? O outro que teve a visão positiva foi Calebe. Ah, recebe encorajamento divino para ser forte e corajoso, né? Desculpem, Josué, capítulo primeiro.
Como eu mencionei ainda há pouco, verso 6, 19 fala o seguinte: olha, ele estava todo temeroso, preocupado. Puxa vida, Moisés, o grande Moisés, agora eu assumo esse povo. O povo aqui não é brincadeira, não. Então, Deus fala para assim: ei, assim como eu fui com meu servo Moisés, eu serei contigo.
Tão somente seja forte, corajoso e faça tudo quanto meu servo Moisés te disse para fazer, porque eu vou à sua frente e você fará esse povo herdar a terra que eu prometi que daria aos seus pais. E exatamente por aí, depois você leia lá, tá?
Então, recebe, Josué, recebe encorajamento de Deus. A travessia do Jordão e a consagração do povo, né? Simboliza a transição do deserto para a terra prometida. Essa entrada, a travessia do Rio Jordão, né? Simboliza a travessia do deserto para a terra prometida.
Milagre da abertura das águas do Jordão, assim como o Senhor abrira as águas do mar vermelho para Moisés. Deus abre agora com Josué. Renovação da aliança em Gilgal, a circuncisão e celebração da Páscoa, né? Aqui é uma consagração, queridos.
Se nós queremos alguma coisa da parte de Deus, se nós queremos conquistar, há necessidade de consagrar. Consagrar não é um bicho de sete cabeças. Consagrar significa separar-se de qualquer coisa que tire a nossa atenção de Deus para termos a nossa atenção totalmente voltada para Deus.
Estratégias militares de Josué. Lembra, Josué foi um militar, ele foi um guerreiro, né? E ele era chefe das tropas do povo enquanto a travessia pelo deserto e também foi líder da expedição à Terra Prometida, à terra de Canaã, para espiar a terra, né?
Estratégias militares de Josué. A campanha central, né? Conquista de Jericó através da obediência, derrota e vitória em Ai. A necessidade de fidelidade a Deus. Havia necessidade de fidelidade a Deus, né? Aliança com os evionitas e desafios políticos.
Campanhas do sul e do norte, batalha de Gibeão e a parada do sol quando ele ora e o sol para. Veja bem, aqui nós vamos ver no livro de Josué, tá? Nós temos muito material de estratégia de como Deus usa situações, circunstâncias, momentos, como Deus conecta a fim de poder trazer vitória e conquista para o seu povo.
Josué foi um excepcional estrategista. Organização territorial e justiça, né? Cidades de refúgio e a função dos levitas. Ele organiza, ele é um estrategista, ele organiza cidades de refúgio para homicídios involuntários, estabelecimento de 48 cidades para os levitas, promovendo a instrução religiosa.
A importância da descentralização do culto, né? Então, ele trabalha todos esses pontos, ele organiza o povo, ele organiza a nação e as comunidades. Compromisso com a unidade nacional. Apesar da distribuição das tribos nas suas regiões, né? De centralização do culto, né? Havia necessidade daquela celebração em Jerusalém em ocasiões específicas.
Mas o culto era feito também nesses lugares. Os levitas estavam à disposição para o culto, para o serviço. Existe todo um arcabouço histórico-religioso aí que a gente vai entender à medida que estudamos os livros históricos.
Então, um compromisso de Josué foi trazer unidade nacional. A unidade e para enfrentar os desafios futuros. Gente, uma casa dividida não prevalece, uma nação dividida não tem sustentabilidade.
Vamos lá, discurso de Josué em Siquem, né? Compromisso com Deus. Ele reafirma o compromisso com Deus. Divisão da terra como ato teológico e político, né? Desafios de unificação tribal e tensões futuras entre Judá e Efraim. Ou seja, ele está fazendo gestão dentro da nação de problemas que surgiram, tá?
Ah, ninguém pode pensar que porque você está caminhando, você está avançando, que você não vai ter problemas. Problemas sempre irão surgir, sempre irão aparecer. Precisa mesmo a necessidade, mesmo, é aprender como fazer a gestão dos problemas. Problemas vão surgir, vão bater à porta todos os dias. Você precisa saber que você vai permitir que eles causem em você e à sua volta.
Discurso final de Josué. O local do discurso foi Siquem, um lugar simbólico para Israel. Convocação dos líderes, anciãos, sacerdotes e juízes. Colocou todo mundo junto. Momento de renovação da aliança após a conquista da terra prometida. Culto, adoração, né? Reafirmação da aliança com Deus e rememoração das promessas de Deus a Abraão e Jacó. Ou seja, ele fez uma recapitulação da promessa de Deus, né? Que foi feita para Abraão e Jacó, os patriarcas.
A estrutura e componente do discurso de Josué, só para a gente ter em mente, você pode estudar. Nós vamos ver isso à medida que estudamos. Recordação da fidelidade de Deus, né? Advertência contra a infidelidade e renovação do pacto. Ele foi muito processional ou processual ao ponto de ter certeza que o povo tinha guardado, tinha em mente aquilo que era fundamental, aquilo que era de maior valor e maior importância.
Ou seja, lembrou da importância de fidelidade a Deus. Olha, cuidado, não se envolva com outros deuses pagãos. Não se metam nisso. Advertência contra infidelidade, né? E a renovação do pacto, né? Desafio à escolha entre Deus e deuses estrangeiros. E aí, ele fala: olha, vocês vão sempre estar se deparando com outros deuses. Mas vocês têm que escolher a quem vocês vão servir. Eu e a minha casa, nós vamos servir ao Senhor.
Impacto e legado de Josué. Legado teológico, centralidade da aliança e compromisso contínuo. Legado político e social, né? Consolidação da estrutura tribal e transição para os juízes. Legado espiritual e moral, né? Frases icônicas: eu e a minha casa serviremos ao Senhor.
Impacto duradouro, influência do discurso do judaísmo e cristianismo, né? Josué como modelo de obediência. Há uma similaridade nas ações, né? Liderança e fidelidade. Desafio de escolha contínua, relevante para todas as gerações.
E essa é uma introdução simplesmente aos livros históricos. Quais são os livros históricos que nós vamos estudar? Josué, Juízes, Rute, Primeira Samuel, Segunda Samuel, Primeira Reis, Segunda Reis, Primeira Crônicas, Segunda Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
Estes são os livros históricos. Nós vamos, a partir da próxima aula, mergulhar nesses livros de maneira introdutória, a fim de vocês terem uma ideia, uma noção bem sucinta de cada um desses livros. E acredito que vai agregar bastante para você.
Deus abençoe você e até a próxima aula.