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[Música] ah [Música] [Aplausos] Olá eu sou o Ivan e você está no gest daprodução pnet um site que reúne diversos materiais relacionados à gestão da indústria à gestão da produção de modo geral.
Você está aqui em mais uma aula do curso de PCP. Na última aula, depois de nós aprendermos os métodos de previsão, usamos esses métodos para projetar o futuro a longo prazo. E agora, a gente já planejou a longo prazo com planejamento agregado, que é aquele planejamento onde a gente vai começar a vislumbrar a longo prazo e tomar grandes decisões, definir caminhos a seguir com realização de hora extra ou de estoques ou contratações ou, se for necessário, a terceirização e assim por diante. Tudo certo?
Agora, nós vamos dar mais um passo no planejamento da produção e, ao invés de olhar a longo prazo, a gente vai agora sim detalhar as coisas e observar um planejamento a curto e médio prazo por meio do chamado plano mestre de produção. Plano mestre de produção é, talvez, né, o documento planejado mais importante do PCP, porque a partir dele, ele vai guiar o planejamento das diversas atividades na nossa produção e o planejamento da aquisição dos diferentes tipos de materiais que nós precisamos para confeccionar os produtos. Então, ele vai ser a referência de tudo para a gente começar a planejar a produção. E nele, a gente já tem o nível de detalhe mais, eh, específico, né? A gente já vai dizer cada produto, períodos mais curtos, a gente vai conseguir enxergar mais detalhes de forma específica da nossa produção. Tudo certo?
Muito bem, então vamos lá entender esse cara, o plano mestre de produção, ou em português, abreviado aí, o PMP. Em inglês, eh, eh, o nome, né, do plano mais produção é "Master Schedule Planning", eh, "Master Production Schedule" ou MPS. Então, também é comum a gente ver o nome como MPS, quem usa mais o termo em inglês, mas só que é a mesma coisa, né? Então, MPS é o nosso PMP em português. Aqui, eu vou adotar PMP em português. Tudo certo?
Como eu disse, esse cara, então, ele já vai apresentar o planejamento mais específico, produto a produto, produto x, y, z, cada produto, e a médio e curto prazo. Tudo certo? Então, agora a gente já começa a ver mais detalhes, diferente do planejamento agregado, lá que era mais grosseiro, né, mais só para ter uma noção das coisas e vislumbrar um caminho a seguir no planejamento da produção. Tudo certo?
Então, eu já tenho a característica, já tenho a definição, né, de cada produto. E outra coisa importante, quando eu vou, como eu vou pensar curto e médio prazo, antes lá no planejamento agregado, a minha unidade de tempo era mês, né, mês. Agora, a minha unidade de tempo vai ser semana. Então, eu vou usar, observar as semanas para eu saber o que que eu tenho que fabricar a semana que vem, o que que eu tenho que comprar a semana que vem, quando vai iniciar os processos, as produções. Tudo certo?
Para o PMP, esse plano mais detalhado, a gente ainda estaremos nos baseando nas previsões. Então, lembram lá? Lembram que eu falei que é muito importante a previsão? Ela que vai fundamentar o planejamento da produção. E é isso aqui, a gente ainda vai trabalhar com estas previsões. Só que dentro do PMP, em algum momento, há uma quebra, né? Onde eu deixo de trabalhar com a previsão e começo a trabalhar com a realidade. Tá certo? É nele, no PMP, onde a gente vai encontrar, vai ocorrer esta quebra. Mas o fundamento dele ainda é baseado totalmente na nossa, nas nossas previsões. Por isso é tão importante a gente desenvolver técnicas robustas e ter um método eficaz aí para realizar as previsões. Que a gente sempre vai errar, mas que sejam os, a gente vai tentar buscar sempre errar o mínimo possível. Tudo certo?
Bom, então, diante disso, dentro do PMP, vamos olhar a curto prazo, cada produto. Ainda vamos trabalhar com a previsão, mas em algum momento, a gente já começa a trabalhar com os pedidos firmados. Tudo certo?
E então, como que vai se desenvolver esse cara? Então, eh, vamos dar o próximo passo aqui. Lembram lá do nosso planejamento agregado? Então, a gente pensava em meses, em unidades agregadas, né? Tá aqui, ó, vários meses, unidades agregadas. Agora, a gente vai refinar isso. Então, no plano mestre, veja, isso aqui é só para, é um, um, um, é esquemático, tudo bem? Só para a gente começar a entender o plano mestre, o plano mestre de produção. Então, agora, ao invés de eu pensar em unidades agregadas, só os totais, agora eu já fiz um destrinchamento, uma caracterização de cada produto: meu produto A, B, C, D, E, e as minhas unidades de tempo agora não estão mais em mês, estão em semana. Então, a grosso modo, ó, esse mês um aqui, tá em azul. A grosso modo, um mês são quatro semanas. Então, eu peguei, ó, destrinchei esse mês um em quatro semanas, tá certo? O mês dois, que tá em verde, destrinchei em mais quatro semanas, tudo bem?
E o que que vai acontecer? Bom, não que vai ser realizado exatamente dessa forma. A gente já vai falar: "Eu não tinha aqui previsto, então usei o método de previsão". Que vou, eu tinha uma demanda aqui de 1.000 unidades nesse mês um. Essas 1.000 unidades foram destrinchadas em um dos produtos. Certo? Então, agora eu já tô observando aqui, ó, que o produto A, eu tenho, eu projeto, e esse projeto dessa demanda aqui, também está utilizando técnicas de previsão. Então, baseado nos dados históricos desse produto, eu fui lá e apliquei técnicas de previsão para dizer: "Ó, essa primeira semana, eu não tenho demanda dele. A segunda semana, eu tenho que produzir 100. A tenho que atender uma demanda de 100. A terceira de 50 e a quarta de 75." Então, ó, baseado naquele cara, eu comecei a destrinchar também usando técnicas de previsão, agora de forma isolada para cada produto, e projetei a demanda desse cara com base nas minhas previsões. Pro produto B, eu fiz a mesma coisa. O produto B, ó, eu vou ter demanda aqui, eu vou ter demanda aqui e assim por diante. Se esse montante eu projetei e eu tenho algum erro embutido nele, eu vou destrinchar as previsões para os vários produtos. E se a gente pegar aqui a soma de tudo que eu vou ter de demanda para os meus cinco produtos nesse mês, vai dar 1.000 unidades também. Ou seja, né, a grosso modo, eu distribuí essas 1.000 unidades nessas quatro semanas. Só que não é um, uma distribuição aleatória. Na verdade, eu fiz isso novamente. Peguei os dados do produto A e projetei uma, ah, previsão. Eu, aqui no nosso exemplo, deu exatamente 1.000, mas lá na prática não vai bater exatamente. Claro que eu vou ter desvios do que eu estava prevendo aqui antes de forma agregada, eu vou ter desvios. Mas aqui é só para exemplificar que a ideia é essa. Então, baseado no agregado que eu pensei, quando vai chegando próximo, então, a curto e médio prazo, aqui eu começo a destrinchar, eu começo a detalhar. E eu fiz isso não só para esse primeiro mês, mas para os dois meses. Tudo bem?
É comum que esse nosso plano mestre de produção, a gente observe dois a três meses adiante, tá certo? Para enxergar a curto e médio prazo. Tudo bem?
A partir disso, então, aí eu vou pegar unicamente um produto, o produto A, por exemplo, e ele, eu vou fazer o planejamento dele. Aqui tá agrupado os vários produtos, só pra gente observar como é isso. Mas agora eu vou pegar esse único produto A, a projeção da demanda que eu tenho para ele, e baseado nisso, eu vou desenvolver o plano mestre de produção deste produto. Tudo certo?
Então, é isso. Entenderam o passo que ocorreu aqui? Saí desse agregado que só me dava linhas gerais, mas aí para esses meses mais próximos aqui, eu já pego e detalho. Então, vou pegar cada produto, as demandas, os históricos, aplicar métodos de previsão e projetar as demandas para cada um desses produtos. Projetadas as demandas para cada um desses produtos, eu vou pegar um e vou ter o plano mestre dele. Vou pegar o outro e vou ter o plano mestre dele também, e assim por diante. Tudo certo?
Muito bem. Agora, um fator crucial aqui. Esse nosso plano mestre, que vai existir para cada produto e vai ser detalhado o que acontece. Nós não fazemos esse que vai derivar todas as outras questões da produção. A gente não vai fazer ele à mão, no lápis, no Excel, no Word, no PowerPoint. Não. Dado a abrangência, a complexidade de uma produção de uma indústria, o que que acontece? Esse plano mestre, ele vai existir, ele vai se desenvolver dentro de um software, né? O tal do sistema da empresa. Não é que a gente trabalha lá na empresa, a gente tem um sistema que ajuda a gente administrar a empresa. Tá certo? Para empresas grandes, nós chamamos esses sistemas de ERP (Enterprise Resources Planning). ERP. Mas eu tenho lá, independente do tamanho da minha empresa, eu vou ter uma solução, um software específico, né? Então, eu tenho, eu posso ter os grandes softwares que dominam o mercado, que são as referências, aí, por exemplo, né? O SAP, Datasul, Microsiga, Oracle, e por aí vai. Existe uma infinidade de softwares que fazem isso, né? Que estão ali para a gente organizar a produção, pensando numa indústria. E mesmo que eu tenha uma indústria pequena, né, eu não tenho muitos recursos, eu vou ter no mercado um software que vai me ajudar, que não custa tão caro assim. Tudo bem? Ou seja, o PMP, aqui, ele tá baseado numa lógica básica fundamental, que é utilizada por todos os softwares que ajudam a planejar a produção. Tudo bem?
Então, dentro desse software da empresa, eu tenho uma partezinha que é a parte da produção. Qualquer que seja o software que eu tenha para planejar a produção, ele vai usar uma lógica básica, que é essa lógica que a gente vai entender aqui. Já que lá a gente vai ter que operar esse software, e aí o software vai ter as diversas características específicas dele, né? A gente tem que aí aprender as características do software. Não é nosso intuito aqui, né? Porque existem infinitos softwares aí para a gente manipular. Mas independente do software, a lógica básica de realizar o planejamento da produção é a mesma. E é essa lógica básica que nós vamos aprender. Entendendo essa lógica básica, básica, a gente consegue entender, interpretar e atuar com qualquer software. Entendendo uma lógica básica, aí é só a gente aprender a manipular o software, mas a lógica básica nós já temos o conhecimento. Tudo bem?
Então, a partir de agora, quando a gente fala em plano mestre da produção, a gente tá pensando ele dentro do software que nos ajuda, mas não num software específico, mas falando da lógica fundamental de qualquer um deles. Tudo certo?
Muito bem. Para a gente começar, então, a desenvolver essa lógica que o software usa para nos auxiliar a fazer o plano mestre de produção, ficou claro, né? Vou fazer isso dependendo do software. Vamos aprender a lógica. E para a gente aprender essa lógica, a gente vai comentar alguns termos que a gente vai usar daqui em diante. Tudo certo?
Então, deixa eu esclarecer eles para a gente efetivamente começar a entender essa lógica e fazer o planejamento. Primeira coisa são esses dois termos aqui: demanda independente e demanda dependente. Que que eles querem dizer? É importantíssimo entendermos esse cara. Então, deixa eu mudar aqui pro desenho para a gente entender esse cara.
Bom, ó, demanda dependente e independente. Eu vou pegar aqui a minha empresa, a minha montadora, que fabrica um automóvel, certo? Tá lá meu automóvel, minha empresa fabrica um automóvel, é qualquer uma das montadoras. Então, esse aqui é o produto final dessa empresa. Ela vende automóvel, produto final dela. E o que que acontece? Para vender esse automóvel, ela tem o mercado dela, mercado consumidor. Para ela vender esse automóvel, o que que ela faz? Ela vai, baseado nas informações do mercado, fazer uma previsão, tá certo? Ela faz uma previsão de quantos automóveis ela vai vender nesse mês, no próximo, e como ela vai dividir isso para ela produzir. Tudo certo?
Então, o automóvel, o produto final da empresa, da indústria, ele tem uma demanda. E essa demanda, nós chamamos de demanda [Música] independente. Certo? Muito bem. Demanda independente, por quê? A demanda deste produto é do mercado. Vai surgir a partir do mercado. É uma demanda independente da empresa. A demanda surge no mercado. A empresa pode atuar, lembra lá, tentar influenciar o mercado, mas é uma atuação indireta. Então, a demanda, toda a demanda do produto final, é uma demanda independente, por quê? Ela vem do mercado. A gente não tem controle sobre ela. Tudo certo? Então, essa é a demanda independente. Toda a demanda do produto final, que nós comercializamos. Tudo certo?
Muito bem. Só que para eu fabricar esse automóvel, eu compro um monte de peças e fabrico um monte de peças. Tudo certo? Aí, vamos imaginar, pegar um exemplo qualquer aqui, uma peça do automóvel. Vamos pegar uma, a bandeja. Bandeja. Bandeja é uma peça lá que vai na roda do carro, tudo bem? E vamos simplificar dizer que vai uma por roda e que são todas iguais, tá certo? Então, se eu for fabricar um automóvel e vai uma bandeja em cada roda, eu vou precisar de quatro bandejas, certo? Não vai no estepe. Isso aqui vai na estrutura lá. Então, eu vou precisar de quatro bandejas para cada um automóvel que eu for fabricar. Eu preciso de quatro bandejas. Tudo certo? E eu fabrico bandeja. Eu fabrico bandeja. Então, eu vou ter que organizar a fabricação de bandeja lá na minha fábrica, tá certo? A minha fábrica vai ter uma demanda de bandeja para atender. Tudo bem? Lá na minha produção, ela vai ter que atender uma demanda de bandeja. Só que essa demanda de bandeja, ela é derivada da demanda de automóveis. Ou seja, a demanda de bandeja é uma demanda dependente da demanda de automóveis. Por quê? Se eu for fabricar um automóvel, eu tenho que fabricar quatro bandejas. Então, se eu for fabricar 100 automóveis, a minha previsão disse que a demanda independente de automóvel vai ser de 100. Então, eu vou derivar essa previsão em demanda dependente: quantas bandejas eu vou precisar? De 400. Ou seja, a demanda do produto final que eu vendo é independente. Agora, a demanda de todos os componentes que eu tenho que fabricar ou comprar é uma demanda dependente dessa demanda, dessa previsão do meu produto final. Tudo certo?
Então, é a diferença aí entre demanda dependente e independente. Isso tem que ficar claro. Tudo certo? Então, sempre produto final é demanda independente, é o que eu tenho que fazer previsão. A demanda de bandeja, eu não faço previsão da demanda de bandeja. Eu só derivo ela da previsão do automóvel, da previsão da demanda independente. Só deriva, não faço previsão de bandeja de quantas bandejas eu tenho que fazer. Eu derivo ela da previsão de produto acabado, da demanda independente. Tudo certo?
Então, esse produto tem demanda independente e esse produto tem demanda dependente. Porque ele não é um produto final que eu vendo. Ou sim, a gente pode ter situações onde que um produto que eu fabrico, eu fabrico ele, a bandeja, para eu usar na montagem do automóvel. Ok. A gente já entendeu então que isso aqui é uma demanda dependente. Tudo certo? Só que a montadora lá, ela também vende bandeja como um produto final, pro mercado de reposição, não é? Então, vejam minha aqui, ó. Deixa eu pôr aqui. Aqui tá minha produção que vai fabricar bandeja. A previsão de automóveis desse mês é de 100. Logo, eu vou derivar para minhas bandejas a demanda de dependente de bandejas lá na minha produção vai ser 400 unidades para atender os 100 automóveis. Tudo certo? Só que essa empresa também vende bandeja pro mercado de reposição. Ou seja, nessa situação aqui, a bandeja é um produto final. Logo, a empresa também faz previsão de quantas bandejas ela vai vender para o mercado de reposição. Aí, por exemplo, ela pega o histórico do quanto ela vende de bandeja para o mercado de reposição e faz uma previsão. E ela vai dizer: "Ó, esse mês eu vou vender pro mercado de reposição 40 bandejas." Aí, nessa situação, a bandeja, ela tem demanda independente, porque ela está sendo vendida como produto final. Aí, lá na minha produção, eu tenho que fazer essas 400 que são de demanda dependente em função dos automóveis, mas eu tenho que fabricar mais 40 que é demanda independente do mercado de reposição. Ou seja, eu vou ter que fabricar no total 440 bandejas, sendo que nesse caso, a bandeja foi duas coisas diferentes, né? Ela foi demanda dependente e demanda independente. Tudo certo?
Então, entendido as duas coisas. E em algumas situações, um componente, um semiacabado, eu posso ter as duas classificações. Eu posso ter ele como demanda independente e como demanda dependente, que é o caso desse nosso exemplo. Tudo certo? Vamos prosseguir lá.
Entendida essa caracterização, o porquê a gente falou disso, né? Porque a minha produção, na minha produção, eu tenho que organizar a produção das duas coisas, certo? O que veio como demanda dependente e o que eu tenho de previsão de demanda independente. Certo?
Então, vamos lá, voltando aqui. Entendemos esses caras. Agora, um termo, agora tá mais simples, tá? Não vai, eh, tomar tanto tempo. O termo que a gente vai usar no PMP é "pedido em carteira". Que que é pedido em carteira? É assim, ó: eu vou fazer uma previsão que eu, esse mês, eu vou vender 50. No começo do mês, um cliente já faz um pedido de 10. Aí, ou seja, esse pedido do cliente já é um pedido em carteira. Ele não é mais previsão, ele já é realidade. Aí, no meio do mês, outro cliente faz um pedido de 20. Esse aqui é o pedido em carteira. Ele não é mais previsão, ele já é realidade. Ou seja, o pedido em carteira é aquilo que os clientes já foram pedindo, foram firmando, foram requisitando para nossa empresa. Tudo certo? E esses caras são pedidos firmes, não é mais uma previsão. É nesse ponto que a gente deixa de trabalhar com a previsão e começa a trabalhar com a realidade, com os pedidos em carteira ou pedidos firmes. Tudo certo?
Estoque disponível é o estoque que eu tenho naquele instante, naquele momento. Quanto que eu tenho daquele item naquele momento é meu estoque disponível.
Estoque de segurança é o nível mínimo que eu programei, eu determinei para aquele item. Então, eu tô falando assim, ó: "Meu estoque, quando eu for planejar, quando o sistema for planejar, eu não quero que eu tenha menos de 50 bandejas." Se por algum momento eu for ficar com menos de 50 bandejas, o sistema vai fazer com que eu fique com mais. Para isso aqui me resguardar e quando eu precisar, quando tiver variações muito grande na demanda. Tudo certo? Então, o estoque de segurança é o nível mínimo que pode chegar o seu estoque. Se ele for ficar menos, com menos que isso, o sistema vai reorganizar para que você fique com mais que isso. Tudo certo? Para essa quantidade sempre estar te protegendo para eventuais variações da demanda.
Muito bem. E nós temos no PMP, plano mestre de produção, a gente vai ter uma linha que a gente vai chamar de PMP. O que que é essa linha que a gente vai chamar de PMP? É a quantidade que a gente vai produzir, é a ordem que a gente vai planejar. Tudo certo? Então, essa linha de PMP é o lote. Geralmente, a gente trabalha com lotes. Então, vai ser, ó, PMP de 100. Então, tá querendo dizer é o lote de 100 que tem que chegar ali. Tudo certo? Esse planejamento, essa linha de PMP pode representar uma ordem que é planejada, ou seja, que o sistema planejou. Uma ordem que é liberada. O que que é ordem liberada? É a ordem que o sistema planejou, mas eu, planejador, já fui lá e liberei ela, porque não vai acontecer nada se eu não deixar, né? O sistema só organiza as coisas. Então, ele planeja. E aí, essa ordem só é funcional quando eu vou lá e libero ela, tá certo? E eu tenho essa outra situação que é uma ordem firme planejada. O que que é isso? É o tipo de ordem que eu tenho que liberar, só que tem algum probleminha que eu ainda tenho que resolver. Então, eu libero ela, mas não libero. Eu libero dizendo: "Ó, tem um problema que eu tenho que resolver ainda." Essa ordem já é firme, eu tenho que fazer ela, mas eu tenho que resolver algum probleminha. Tudo certo?
Muito bem. E finalmente, lá no PMP, a gente vai ter o que nós chamamos de "time fence" ou congelamento. Isso aqui é um pouco mais complicado. Eu vou só mencionar aqui, caracterizar, mas lá no fim da aula, a gente vai entender em mais detalhes esse congelamento. O que que é o congelamento? Congelamento é um período no qual eu falo assim: "Sistema, daqui para trás, todo esse período aqui, você, sistema, software, não pode mais mexer aqui. Você só pode planejar as coisas daqui para frente." Então, ele vai e planeja as coisas aqui. Mas quando entra nesse período mais próximo aqui, o sistema não tem, eh, permissão de mexer. Ou seja, está congelado para ele. Tudo certo? Mexer nas programações da produção, ou seja, nos PMPs. Tá certo? De forma simples, é isso. Lá na frente, a gente vai entender melhor, caracterizar melhor isso aí. Tudo certo?
Então, vamos pra prática e entender a lógica do plano mestre de produção. Para isso, claro, precisamos de um exemplo aqui. Então, eu tenho lá uma empresa que trabalha com "make to order". Lembra lá? Ela fabrica depois que recebe o pedido. E tem previsão. Ela fez a previsão de um produto pros próximos dois meses, que simplificando aí corresponde a 8 semanas. A previsão para esses próximos dois meses desse produto qualquer é que, ó, toda semana ela vai ter uma demanda constante, uma previsão constante de 30 unidades. Então, as próximas 8 semanas, eu, ela tem que atender 30 unidades desse produto. Tudo certo? Esse item, ele também tem uma demanda dependente de 10 unidades. Ou seja, 30 unidades é a previsão que ela faz para vender pro mercado. 30 vai ser 30 toda semana, ok? Só que esse item, ela também usa internamente em outra coisa. Então, ela tem que fabricar esse item para usar nessa outra coisa que ela fabrica lá. E essa demanda desse item que ela usa em outra coisa é de 10 unidades por período. Então, vão ser 30 + 10. Lembra lá que a gente falou demanda dependente e independente? Ou seja, no total, por semana, ela vai ter aqui como previsão um total de 40 unidades. Tudo certo? Tudo isso é previsão, ok? Ainda estamos com previsão. Quando a gente deixa de trabalhar com a previsão, quando começa a entrar os pedidos em carteira. E ela diz aqui, ó: "Nesse instante, então, agora a gente tá pensando no instante agora para ver como que vai ficar planejado no sistema." Nesse instante, eu já tenho fechado um pedido de 32 unidades para semana um, um pedido de 25 unidades para semana dois, um de 10 unidades para semana três e um de duas unidades para semana quatro, tá certo? Respectivamente. Esses caras já estão fechados. E vai passando o tempo, eu vou fechando mais vendas, ok?
Muito bem. Esse item qualquer, eu defini que eu trabalho com lotes de 70 unidades. Então, eu falo: "Ó, quando eu for produzir esse item, se eu precisar de cinco, eu tenho que produzir 70." Senão, não compensa. E as outras ficam em estoque. Eu vou consumindo. A definição do tamanho de lote é algo mais complicado, né? Eh, aqui no curso de PCP, nós não temos uma aula tratando especificamente disso, mas no nosso curso gratuito de logística, a gente tem lá uma aula tratando do lote econômico de compras, que é para comprar. Só que aí, a ideia é exatamente a mesma. E lá, a gente deriva essa ideia para o lote econômico de fabricação, tá certo? Esse é só um conceito para eu ter uma referência do tamanho do meu lote. Não quer dizer que eu tenha que usar ele, né? Por quê? Segundo a manufatura enxuta, a gente aprende isso também lá no curso da manufatura enxuta. O ideal é que a gente trabalhe com o lote menor possível, se possível, o lote unitário, ou seja, unidade a unidade. Tudo certo? Mas o mais comum é que para os itens que eu produza, eu trabalhe com lotes. Nesse caso, esse item, eu trabalho com lotes de 70 ou múltiplos disso. Então, se eu tenho que produzir 5, eu vou produzir 70. Se eu tenho que produzir 90, eu vou produzir o múltiplo disso, ou seja, 140. Tudo certo?
E finalmente, o estoque atual, ou seja, nesse instante, eu tenho 10 unidades em estoque. E esse, esse item tá parametrizado lá no sistema que eu quero trabalhar com estoque de segurança também de 10 unidades. Ou seja, esse é o nível mínimo que o meu estoque pode chegar. Quando o meu sistema atuar ali para fazer o planejamento. Tudo certo?
Um monte de informação aí. Agora, vamos começar efetivamente a entender isso no plano mestre. Como que o software vai organizar essas coisas e planejar? Tudo bem? Qual que vai ser o primeiro passo, então? Ó, primeira coisa: essa demanda dependente, a gente vai colocar ela. Ó, por enquanto, esquece a previsão. A gente vai falar da previsão depois. Então, agora, a gente vai pegar o estoque, a gente vai pegar os pedidos em carteira e a demanda dependente e colocar no planejamento. Tudo certo?
Ó, lá como vai ficar. Então, eu dividi aqui, ó, 8 semanas. Coloquei a demanda dependente. Lembra lá? Era 10 por semana. Então, coloquei aqui, ó, 10, 10, 10, 10 para todas as semanas. Os pedidos em carteira, eu adicionei eles. Então, eu tenho essa linha aqui de pedido em carteira. Adicionei eles aqui. Lembram lá? Eram esses quatro: 35 para semana 1, 25 para 2, 10 para 3, 2 para 4. E eu também adicionei aqui o estoque que eu tenho nesse instante. Então, essa coluna inicial em branco aqui, tá aqui só para eu indicar a quantidade que eu tenho nesse instante. Tudo bem?
Bom, baseado nisso, então, esses valores foram colocados. Agora, vai acontecer um confronto com a, lembra lá que eu disse que a nossa previsão era de 30 unidades para todas as semanas? Só que o que acontece aqui? Eu previ 30 unidades de demanda independente. Só que eu já vendi, né? Ó, isso aqui já tá começando a virar realidade. Então, eu tenho que debitar isso da minha previsão. Então, vamos lá entender como isso vai acontecer. Então, ó, por enquanto, esqueçam aqui a demanda dependente. Ela tá aqui, é ela, a gente tem que fazer e pronto, acabou. Agora, nossa demanda independente, a que eu vendo pro mercado, eu trabalhei com uma previsão que era de demanda independente. Eu trabalhei com uma previsão que era de 30 unidades. Tudo certo?
Vamos pular esse primeiro período aqui, esquece ele por enquanto. Vamos pegar aqui no segundo. Então, ó, aqui eu fiz uma previsão de 30 unidades. Tudo certo? Para todos. Eu fiz essa previsão. Só que, então, dessas 30 unidades que eu previ, eu já tenho firmadas, vendidas 25, não é isso? Já é pedido firme. Então, essas 25 unidades não são mais previsão, já são realidade. Então, o que que eu tenho que fazer? O que é pedido firme, eu vou vir e debitar da minha previsão. Se a minha previsão era 30 e eu já tenho pedidos firmes de 25, então tá sobrando só cinco unidades que estão dentro da previsão ainda, que eu ainda não atingi da minha previsão. Tudo certo? Então, eu tenho que, ao inserir a previsão aqui, debitar a, a, os pedidos em carteira, os pedidos firmes. É isso que o software faz, tá? Tô mostrando aqui a lógica dele para fazer o planejamento da produção. Tudo certo?
E isso segue. Ó, a previsão pro período três também é 30. Só que no período três, quanto que eu já vendi? Eu já vendi 10. Já vendi 10. A previsão era de 30, então 30 - 10, eu tenho 20 ainda na minha previsão para vender. Tudo certo? E aqui, o período quatro, previsão de 30. Quanto que eu já vendi? Duas. Previ duas. Previsão de 30, então eu ainda tenho 28 dentro da minha previsão, tá certo? O período cinco. Bom, o período cinco, eu tenho previsão de 30. Quanto que eu vendi? Zero. Zero. Então, a previsão é de 30. Então, aqui a minha previsão ainda tá inteira. Eu não tenho nada vendido. Tudo certo?
Então, ó, se faz isso para inserir a previsão aqui, eu tenho que debitar ela dos pedidos em carteira. Eu pulei o primeiro aqui, só para caracterizar o seguinte, ó: minha previsão é de 30. E aí, o primeiro período, quanto que eu vendi? 32. Passei a minha previsão. Lembra lá que eu erro para mais, eu erro para menos? Aqui, ó, já tô vendendo mais do que foi a minha previsão. Minha previsão ficou menor. Se eu fosse fazer, então, 32 - 30, ia ficar -2, certo? Que eu teria que pôr aqui. Só que é exatamente isso. Se os meus pedidos em carteira ultrapassarem a minha previsão, eu não vou colocar número negativo aqui. Então, eu coloco zero, tá certo? Ou um tracinho. Então, quando os pedidos em carteira ultrapassam a previsão, eu não ponho o número negativo. Eu ponho zero. Tudo certo? Deixei por último, só para a gente entender como funcionava. E agora, esclarecer ele. Então, como passou da minha previsão, eu não ponho o número negativo, eu ponho zero. Agora, todos os outros, eu debito. 25 - 30, ficou 5. 10, é, ou melhor, né? 30 é o contrário, né? 30 - 25 ficou 5. 30 - 10, 20. É, 30 - 2, 28. Tudo certo?
Muito bem. Agora, a gente vai dar o próximo passo: é somar o total que a gente tem que atender em cada período, porque a gente vai ter que atender demanda dependente, a previsão, pedidos em carteira, para dar o total. Então, próximo passo. Fui lá. Essa linha de total. O que que eu fiz? Eu só vim aqui e somei tudo, ó. É só vir e somar. Como aqui já tá zero, então vai ser 10 + 32. A demanda total do período 1 é de 42 unidades. Aqui no período 2, 5 + 10 + 25. Demanda total 40. Essa demanda total vai ser o que eu vou me basear para me planejar. Tudo bem? E assim por diante. Fui somando todos. Vejam, eu me baseio na previsão para programar minha produção. Então, aqui, ó, é 30. Tudo da previsão ainda. 10 da demanda dependente. Total de 40. Então, eu vou me organizar para atender 40. Por até chegar aqui, eu sei que eu já vou ter pedindo os firmes, né? Às vezes para mais, às vezes para menos. Se eu fiz a minha previsão corretamente, vou ter um pouquinho mais, um pouquinho menos, mas vai tá por volta de 40. Então, eu vou trabalhar para atender 40. Vou organizar as coisas para atender 40. Tudo bem? Então, essa linha de demanda total é só somar todas as linhas aqui. A única que vai ser diferente é essa aqui, né? Por eu já vendi mais do que minha demanda. E eu ainda tenho que atender a demanda dependente. Ou seja, aqui o total que eu preciso é de 42 unidades. Tudo certo?
Agora, finalmente, o sistema vai rodar para atender essas demandas totais, programando os lotes. Então, o sistema vai dizer o seguinte, ó: "Nesse período, por exemplo, você tem que ter disponíveis tantas peças. Nesse período, você tem que ter disponíveis tantas peças para atender as demandas totais." Tudo certo? E essa definição dessas quantidades é baseada no tamanho do nosso lote, que vocês lembram lá, é de 70 unidades. Beleza?
Então, vamos ver lá como que vai ficar esse desenvolvimento. Ó, nesse instante zero, eu tenho 10 unidades no meu estoque. Eu tenho que atender 42, tá certo? Então, agora, a gente vai olhar só daqui para baixo. 10 unidades não atendem 42. Então, o que que o sistema disse? "Ó, então você precisa de um lote aqui. Você precisa ter um lote disponível, entregue, já fabricado, de 70 unidades aqui nesse período um." Tudo certo? Bom, isso por 10, eu consigo atender 42. Então, ele foi lá e programou um lote de 70, que é o tamanho do lote ou múltiplos dele, se for preciso. Muito bem. Tendo essas 70 unidades aqui, mais as 10 que eu tenho em estoque, eu tenho um total de 80 unidades. Tá? Isso aqui já chegou. Esse planejamento tá considerando: "Ó, você entregou 70 unidades aqui." 80 unidades no total. Aí eu venho e atendo 42. Vão sobrar no meu estoque 38, certo? 80 - 42 = 38.
E aí, ele vai continuar planejando. Tenho 38 no período seguinte. Eu tenho que atender 40. 40 não atende. 38 não atende 40. Faltam quantas? Duas. Mas lembram lá, eu não consigo produzir duas. Eu só produzo múltiplos do meu lote. Então, o sistema vai ver: "Tá faltando peça." Então, ele vai vir aqui e planejar um lote de 70 unidades, tá certo? Ó, vou passar aqui para a gente ver. Então, ó, 38 não atende 40. Preciso de peça. Quantas? Duas. Mas eu só trabalho com lotes de 70. Então, o sistema vai falar: "Ó, você precisa de outro lote no período dois." Aí, o que que vai acontecer? Vai chegar, né? Ele tá dizendo: "Ó, tem que chegar, tem que estar pronto." Não é que você vai começar a produzir ali. Ele tá dizendo: "Você tem que ter disponíveis 70 unidades, um lote completo no período dois." Tendo esse lote aqui, junto com as 38 que eu tenho em estoque, 108. 108 menos as 40 que eu tenho que atender nesse período, vão sobrar no meu estoque 68 unidades. Tudo certo?
Aí, ele vai continuar. 68 atende 40. Então, ele só vai vir e debitar. 68 atendeu 40, sobrou 28. Não preciso de lote nenhum. Aí, ele continua. 28. Tenho que atender 40. Não dá. O que que ele vai fazer? Programar um lote aqui de 70. 28 não atende 40. Programei o lote. Tenho 70 mais 28. Atendo 40. Sobram no meu estoque 58 unidades. Tá aqui. 58. Eu atendo 40. Então, ele só vai atender e debitar. 58 atendeu 40, sobrou 18. 18 não atende 40. Preciso de peças. De quanto? De um lote. Então, ele vai vir planejar o lote aqui. Tenho essa quantidade mais o que eu tinha em estoque. Somos dois. Atendo a demanda. Sobraram 48 unidades. Certo?
Agora, vai acontecer uma coisa interessante aqui. Um fator a mais. Lembra lá que a gente disse no início que esse item, a gente trabalha com um estoque de segurança, que é um nível mínimo que o sistema não vai deixar a gente ficar com menos do que aquela quantidade? E lembram lá que é 10 para esse produto? Então, eu estipulei lá no sistema, falei: "Ó, sistema, você não deixa eu ficar com menos de 10 unidades desse produto em estoque para eu me proteger contra variações da demanda." Muito bem. O que que vai acontecer aqui? Se eu tenho 48. 48 atende 40, certo? Só que se vai atender 40, quantas vão sobrar no meu estoque? Oito. Menos do que meu estoque de segurança de 10, que tá parametrizado nesse item. Então, o sistema não vai deixar eu ficar com ele. Ele vai falar: "Ah, tá ficando com oito. Então, você tá precisando de duas peças. Mas você precisa de duas. Mas você só fabrica 70." Então, ele vai vir aqui e programar um lote de 70 para não violar o estoque de segurança que eu estabeleci. Tudo bem? Então, apesar de ter peça, ele vai programar um lote. Por quê? Você disse para ele que ele não pode deixar que o estoque fique abaixo de 10 unidades. Você falou: "O estoque de segurança desse item é 10." Tudo certo?
Então, vamos ver lá como vai ficar. Ele programou o lote para não violar o estoque de segurança. Mais o que eu tinha em estoque, menos a demanda. Sobraram 78 unidades em estoque. E aí, 78 unidades atendem 40 e sobram 308 unidades. Tudo certo?
Então, onde nós chegamos aqui? Chegamos que a programação para esse item XPT, XPT, vai ser a seguinte, ó: eu tenho que entregar um lote na semana dois, na na semana um, na semana dois, na quatro, na seis e na sete. Ou seja, eu sei que eu tenho que entregar, tem que estar disponível. Isso aí. O que que vai acontecer? Esse, então, aqui, esse é o plano mestre de produção. Depois, baseado nisso, vai ser o próximo passo lá na frente, e para outras aulas, daqui duas aulas, eh, a gente vai: "Já que eu tenho que entregar 70 unidades aqui, eu tenho que começar a produzir aqui." Vai passar esse tempo, aí eu entrego 70 unidades aqui. Para eu entregar 70 aqui, então, eu tenho que começar a produzir aqui, para ele estar disponível aqui. Tenho que entregar 70 aqui, então, vou começar a produzir aqui, para entregar essas 70 unidades aqui. Tudo certo? Mas o PMP me orientou. Ele definiu. É isso que ele define os momentos que você precisa entregar o seu produto, ter ele disponível para atender a demanda. Baseado nisso, a gente vai programar a produção. Tudo certo? Então, ele definiu a minha programação: entregar 70 na 1, na 2, na 4, na 6 e na 7. Depois, a gente programa a produção. Essa programação da produção vai ser feita pelo MRP, mas isso a gente vai ver daqui duas aulas. Tudo certo?
Então, é isso. Esse é o plano mestre de produção. Entendemos a estrutura, a lógica que o sistema aplica para, eh, programar a produção, organizar a produção. Tudo bem?
Agora, dado isso, ó, tá aqui finalizado. Dado isso, agora a gente tem que tratar. Lembra lá do conceito de congelamento? Então, agora a gente tem que tratar desse conceito de congelamento. Vejam, isso aqui tá programado. Tá aqui programado. E eu disse que o congelamento desse item é de do período um a. Tenho que passar aqui, ó. Vamos lá, então, ó. Congelamento. Eu disse aqui, ó, que esse item, eu tenho um período de congelamento de cinco períodos, ou seja, do período um até o período cinco. Ok? Deixa eu voltar lá para a gente entender essa ideia aqui. Deixa eu apagar essa linha aí. Bom, então, tô dizendo, ó, tá congelado do período cinco para trás. Que que é daqui para trás? O que quer dizer esse congelamento? Lembram lá? O congelamento é quando eu falei, quando o sistema não tem mais autonomia, ele não pode mais mexer no quê? Nos planejamentos, nos PMPs. Por quê? Imagina o seguinte. Essa é a situação atual, tá aqui. Durante essa semana, eu começo a receber um monte de pedido por algum fator que eu não estava prevendo, ok? Recebi pedidos. E aí, em função disso, ó, se tudo isso aqui é dinâmico, né? Então, vai mudando as quantidades de estoques. Isso aqui vai se alterando a todo momento. Eu recebi mais pedidos. Imagine você que, em função desses pedidos, vai atualizando aqui as quantidades. Não vamos entrar em detalhes. E baseado nisso, eu chego aqui numa situação onde o sistema iria dizer: "Ó, agora você precisa de entregar 70 unidades aqui", porque aumentou os pedidos que você tinha. Então, vejam, eu já estava trabalhando para entregar aqui um lote, aqui um lote e aqui um lote. Eu tô organizado para fazer isso. E aí, de hoje para amanhã, o sistema me aparece com um lote aqui, aqui, que não estava planejado. Eu não tô trabalhando.
Para entregar esse lote aqui, eu não tenho material disponível para entregar esse lote aqui. Os meus equipamentos vão estar fazendo outra coisa, eu não vou conseguir entregar esse lote aqui. Ou seja, esse período de congelamento é o que eu digo pro sistema: é o tempo que eu preciso para eu planejar a produção, para eu me organizar e conseguir atender o que ele quer.
Então, para esse item, eu tô dizendo, ó, sistema, durante 5 semanas, depois que você planeja, e é isso aqui, já está planejado. Isso aqui, depois que você planeja, esse período de 5 semanas, deixa eu apagar, você não pode mais alterar os planejamentos, porque se você alterar, eu não vou conseguir atender. Eu não tô me organizando para entregar mais unidades aqui, aqui. Ou se fosse o caso, entregar mais unidades aqui.
Então, eu digo pro sistema, ó, se for da semana 6 em diante e você mudar alguma coisa, eu vou conseguir me reorganizar para entregar. Tudo bem? Então, da semana 6 em diante, eu consigo me reorganizar para entregar. Então, aqui, daqui em diante, você pode mexer o que você quiser, porque eu consigo me reorganizar. Agora, tempo vai passando. Quando esse planejamento entrar nessas 5 semanas, é a janela que tá engessada, que está congelada. Porque se eu acontecerem alterações, eu não vou conseguir me organizar para entregar. Tudo bem?
Esse período de congelamento vai depender do seu produto, do que o tempo que você entende lá, avalia do Lead Time. Do Lead Time, inclusive, para chegar aos materiais. Lead Time é um conceito que a gente vai ver, na verdade, vê no curso de gestão da produção. Tudo bem? Mas é o tempo que eu preciso para conseguir o lote de um produto. Tudo bem?
E, mas aqui, então, ó, é o período no qual eu falo: sistema, você não pode mais mexer nos PMPs, nos lotes, porque se você mexer e adicionar alguma coisa ou mudar alguma coisa de lugar, eu posso não conseguir atender. Tudo certo? Dito isso, vamos continuar nesse nosso exemplo. O que que aconteceu? Ó, hoje, ao longo do dia, o meu departamento comercial tá trabalhando e ele fechou mais pedidos. Tudo bem? Normal, natural, é o que acontece dia a dia.
Quis pedidos ele fechou? Então, ele fechou com o cliente. O cliente falou: "Ó, eu quero 15 unidades na semana dois". E o outro falou: "Ó, eu quero 30 unidades na semana três". Tudo certo isso? Então, vejam, ó, isso aqui era o planejamento que nós tínhamos até hoje. De hoje para amanhã, fechei mais esses pedidos. Então, o que que vai acontecer? Esses pedidos vão entrar lá no PMP, tá certo? E aí vão ocorrer alterações. Tudo bem? Sendo que do período 1 ao 5 já está congelado. O sistema não pode mudar aquilo lá, senão não vou conseguir atender. Tudo bem?
Vamos ver lá o que vai acontecer. Então, se, então, o que que vai? Eu vou adicionar 15 unidades nos pedidos de carteira da semana 2 e 30 unidades nos pedidos em carteira da semana 3. Vamos voltar aqui para ver como que estava a 2 e a 3. Ó, na 2, quanto que eu tinha em carteira? 25. Vai entrar mais 15 aqui. E na semana 3, eu tinha 10. Vai entrar mais 30 aqui. Tudo certo? Então, vamos lá. Deixa eu passar e vamos ver o que aconteceu.
Então, ó, as 25, entrou mais um pedido de 15. Ele aceitou o pedido, entrou no sistema, tá aqui. Então, era 25, ficou 40. E aqui, eu tinha 10 e entrou mais o pedido de 30 na semana 3. Tá aqui. Tudo certo? Adicionei esses pedidos. Então, fui lá, ó, coloquei o estoque, coloquei os pedidos. O 32 não mudou. Esse cara mudou. Esse mudou. Esse não mudou. Tudo certo? Demanda dependente não mudou, é igual tá aqui.
Mas agora, lembra lá, eu tenho que fazer aquela confrontação com a previsão que era de 30 unidades. Então, vejam, pedido em carteira 32. Passei a minha previsão. Lembra lá, eu ponho zero. Agora, o que aconteceu? Pedido em carteira 40. Passei a minha previsão. Então, aqui ficou zero. Então, o sistema tá atualizando aí. Aqui 40. Passei a minha previsão. Passei a previsão. Então, ficou zero. Antes eu tinha valores aqui, né, porque os pedidos em carteira eram menores. Agora, esse pedido em carteira já passou a previsão. Então, eu vou indicar tudo como zero. Tudo certo? Aqui não mudou. Então, eh, tenho firme 2, 30 - 2, ainda tenho da minha previsão 28. Não tenho nada. Então, tenho minha previsão inteira 30. Não tenho nada. Então, tenho minha previsão inteira. Nada. Tenho minha previsão inteira. E assim por diante. Tudo certo? Atualizado isso aqui. Atualizado isso aqui. Aí eu fiz a soma.
Aí, o que que vai acontecer agora? Vai dar para enxergar. Vai, ó, 10 + 32 = 42. 0 + 10 + 40. Agora, a demanda total que eu tenho que atender é 50. 0 + 10 + 40. Agora, a demanda total que eu tenho que atender aqui no período 3 é 50. E o resto não mudou, né? 28, 10 e 2. 40, 40 e assim por diante. Ou seja, esses dois caras mudaram porque entrou pedidos em carteira. Tudo sob controle, tudo normal, sem problemas. Ok? Só o detalhe é que então já está tudo planejado. E lembra lá que a gente falou para esse item, eu falo pro sistema: "Os cinco primeiros períodos estão congelados, você não pode mais alterar os PMPs planejados". Tudo bem?
Dito isso, eu vou atualizar esse planejamento. Nós vamos, mas é o sistema que vai atualizar. Ele, como que vai ficar isso aí? Então, vamos lá. Bom, então, ó, já tá atualizado lá aquelas quantidades. Tenho 10, tenho que atender 42. Não dá. Vejam, ó, eu já deixei aqui, ó, isso aqui, aqui, porque isso aqui já tá planejado e tá congelado. Então, ele não vai mudar. Por isso, eu deixei aqui. Esses outros, ele pode mudar, então eu deixei em branco. Tá bom? Agora, esses cinco caras que é 70, 70, 0, ou seja, não posso ter nada ali. 70 e 0, não posso ter nada ali. Eles vão continuar assim, por estar congelado. O sistema não tem autonomia para mexer nisso aqui. Tudo certo? Muito bem.
10 não atende 42, mas beleza, já tem um lote programado aqui, então vai ser 80. 70 + 10 = 80. 80 - 42 = 38. 38 não atende 50. Preciso de um lote, mas já está planejado aqui, tranquilo. 70 + 38 - 50. Vai lá, 58. Certo? Esse mais esse menos esse que eu atendo 58 aqui. Aí, vejam lá o que vai acontecer aqui. 58. Tenho que atender 50. Tranquilo. Eu atendo 50. Só que atendendo 50, vão sobrar quantas? O, e lembra lá, a gente tem um estoque de segurança parametrizado para esse item de 10 unidades. Ou seja, nessa situação aqui, na lógica do sistema, se eu disse para ele que o estoque não pode ficar com menos de 10 unidades, e aqui ele está ficando com oito, o que que o sistema iria fazer? Programar um lote aqui, tá certo? Só que está congelado. Ele não pode mexer ali, e ele não vai mexer ali. Entendido? Eu precisaria de um lote para não violar o estoque de segurança. Então, a ideia era que ele, sob a lógica dele, ele ia planejar um lote para eu não violar meu estoque de segurança. Só que ele não pode. Se ele não pode, ele não vai fazer.
E como que vai ficar? Bom, 58 atenderia, ficaria com oito. Não posso. Ele ia programar um lote de 70 aqui para eu não violar o estoque de segurança. Mas como está congelado, não pode. Ele não vai. E como que vai ficar? 58 vai atender 50, vai sobrar só oito. Oito é uma violação do estoque de segurança de 10? Não é. Ou seja, é uma inconsistência na regrinha, na lógica do sistema. Ele não vai mudar. Ele não pode programar aqui 70, porque está congelado, porque eu não deixei, né? Porque eu já parametrizei para ele não mexer. Ele não mexe. Mas aí ele vai mandar uma mensagem. Nós chamamos de mensagem de ação ou mensagens de exceção, que são aqueles momentos que ele encontra alguma coisa e ele tem que me avisar, porque o software faz o planejamento geral para eu me organizar e ele vai me mostrando: "Ó, aqui deu um problema, aqui deu um problema". E é exatamente o que aconteceu aqui, né?
O que que ele vai me mandar a mensagem? Ele vai falar: "Ó, o estoque de segurança foi violado no período três". Ele não faz nada, porque ele não pode, mas aconteceu uma inconsistência. Então, ele pega e me avisa. Aí, eu, planejador, vou ver o que está acontecendo no planejamento e aí eu vou tomar a decisão do que vai se fazer. Tudo bem? Mas antes de a gente comentar isso, vamos continuar aqui no planejamento. Então, ficou com oito, porque ele não pode mexer. O não atende 40, mas já tinha programado um lote de 70. 78 - 40 = 38. Vai sobrar 38. Tá lá. 38 não atende 40. Iria ficar faltando duas peças. O que que o sistema iria fazer? Programar um lote aqui para conseguir atender a demanda. Mas eu falei para ele que ele não pode. Tá congelado. Então, ele não vai programar. E aí, o que que vai acontecer? 38 não atende 40. Iria ficar faltando duas peças. Negativo. Não existe estoque negativo, né? Mas ele vai indicar só para me avisar, porque aqui aconteceu outra inconsistência. Não existe estoque negativo, mas ele vai mandar uma mensagem para mim, falar: "Ó, você tem déficit de duas peças no período cinco". É uma inconsistência. Esse aqui é um problema grande. Eu vou deixar de entregar. Tá faltando duas peças. Faltará duas peças. Como ele não pode programar um lote aqui, ele não programa, mas ele vê a inconsistência e me avisa: "Déficit de duas peças do item XPT no período 5". Eu vou ver isso e depois a gente vai ver o que que a gente vai fazer. Aí, tudo certo? Muito bem.
Vamos prosseguir. Agora, daqui em diante, ele pode mexer. Então, aqui, se ele quiser programar dois lotes, três lotes, se for preciso, ele quiser, não, se for preciso, segundo a lógica dele. Agora, aqui, ele pode voltar o normal, que é o que a gente fez lá no início, programar qualquer coisa. Tudo bem? Aí, que que vai acontecer? Ó, já tô devendo duas, tenho que atender 40. Não dá. Então, ele vai programar um lote aqui. Tudo bem? Vamos lá. Então, ele programou o lote. E aí, que que vai? Ele vai entender, ó, 70. Ele vai entender que eu vou atender essas duas peças que faltavam de forma retroativa, certo? Então, de 70, vou ficar com 68. 68. Eu vou atender a demanda de 40 e vão sobrar 28. Tudo certo? Mas aqui, agora, tá livre. Agora, ele não, não vai acontecer mais inconsistência, porque ele tá livre para replanejar, se for preciso. 28 não atende 40. Então, ele vai vir e programar o lote. 70 + 28 - 40 = 58. Agora, o último passo. 58 atendo 40, vão sobrar 18 unidades, certo? Muito bem.
E qual que vai ser o extrato disso? Então, ó, vejam lá. Ele programou tudo. Tinha o congelamento. Tive problemas. Então, ó, para finalizar aqui, o que que aconteceu nesse planejamento? Ele veio lá e falou: "Ó, me deu as duas mensagens de ação". Falou: "Estoque de segurança foi violado no período três". "Eu tenho déficit de duas unidades no período cinco". Ele me informou isso aí. Aí, o que que acontece? São duas inconsistências e ele me avisa. A partir daí, sou eu, planejador, que vou ver o que vai acontecer, como que eu vou administrar esses problemas aí. Entra naquela questão lá, a primeira aula, que é o PCP indo resolver os problemas que surgirem, a capacidade de controle, né, monitorar o que tá acontecendo e resolver os eventuais problemas que surgirem. Tudo certo?
Então, entendam isso aqui, ó, é só o primeiro passo. O software faz isso e nos avisa. Agora, imagine a quantidade de produtos que eu tenho que administrar. Depois, isso aqui vai ser derivado nos componentes, nas matérias-primas. Então, vejam, na prática, lá, eu vou pegar um dia, o meu começo de trabalho, vou puxar o relatório do sistema de controle da produção e ele vai me indicar lá, ó, todas as inconsistências que eu tenho. Aí, eu vou pegar, ver e lá resolver, né? Ó, deu problema nesse. Que que eu vou fazer aqui? Aí, por exemplo, né? Ah, como resolver isso? Pode ter e eh, pode ter diversas formas de resolver isso. Coloquei aqui duas eh situações. Ó, o estoque de segurança que foi violado no período três. Esse aqui, bom, isso aqui não é um grande problema, né? O estoque de segurança tá ali para eu usar ele quando eu preciso. Esse foi um momento que eu precisei. A demanda foi um pouquinho maior, então eu usei ele. Beleza. Isso aqui eu só vou, vou lá e cancelar esse problema, falar: "Ó, deixa assim mesmo, sem problema".
Agora, esse outro aqui não dá, né? Aqui tá faltando peças. Que que eu vou fazer? Aí sou eu fazendo, por exemplo, se fosse possível isso, eu ia falar: "É só duas peças, né? Então, eu vou o lote, eu vou pegar um dos lotes anteriores lá e ajustar ele para 72". Eu sei que meu lote, e eh, econômico, o lote que eu utilizo é de 70, mas para resolver esse problema, eu entendo, eu sei que eu consigo, durante esse período, se eu aumentar duas unidades aqui, eu vou conseguir, eu vou ter material e eu vou conseguir atender. Então, aí, mas isso eu, planejador, tenho que ir lá e avaliar. Ó, vai ter material? Consigo? Consigo? Aí, eu vou lá e alteraria ali para mais duas, para que não faltasse peças aqui. Tudo certo?
Então, é isso. Eh, na verdade, tem mais o tópico aqui. Então, isso aqui seria, ó, ou qualquer outra possibilidade aí. Mas isso vai depender totalmente do tipo da produção, do que tá acontecendo e da minha avaliação atuando naquela produção. Tudo bem? Só para caracterizar isso aqui, eu já falei lá no início, né? Esses PMPs podem ser uma ordem só, planejada pelo o sistema, a ordem que eu já liberei para acontecer, e a ordem que eu falei: "Ó, tá liberada, mas eu tenho que resolver esse probleminha aqui", que é essas situações aí. Tudo bem?
É esse, então, o nosso tópico de hoje. Agora, a gente começou a destrinchar a coisa. Então, vejam, isso é só um exemplo de um produto. Geralmente, eu vou administrar um volume muito maior. Por isso que nós temos o software para compilar todas essas informações e organizar elas para nós. Entendendo a lógica, eu consigo administrar tudo certo. Tudo isso, então, está disponível aí no nosso livro Fundamentos para a Gestão da Produção, além de diversos outros conteúdos. Temos também o livro de Manufatura Enxuta, um curso de Manufatura Enxuta. A questão do lote, se vocês quiserem ver, entra no curso de Logística. Tem uma aula de Lote Econômico de Compras e ele define também o Lote Econômico de Fabricação. Mas, como eu disse, essa teoria é só uma referência, não quer dizer que eu use ela pensando na Manufatura Enxuta. A gente vai buscar sempre trabalhar com o menor lote possível, inclusive um, se for possível. Tudo certo? É isso, então. Esse foi o nosso tópico de hoje. Obrigado. Eu sou o Ivan e até mais.