📱

Get Our Mobile App

Take your business learning on the go!

Download on the App StoreGet it on Google Play

Narrativa - Mentoria Vértice

Bárbara Torres1:41:50

Transcription

Hoje a aula é com a Bárbara. Ela vai falar um pouco sobre narrativa, vai falar um pouco sobre metáfora até. Eu eu não sei. Eu tô aqui também com o meu caderno e com meu com a minha caneta para ir anotando, mas aproveitem. Bárbara, o espaço é todo seu.

A Raz, vocês estão me ouvindo direitinho, né? Então, hoje nós vamos falar sobre narrativa. A gente não falou sobre especificamente sobre narrativa na mentoria até hoje. É a primeira vez que a gente vai dar foco nesse assunto, mas vocês vão ver que não é nada eh tão complicado que vocês já não tenham visto ou que a gente já não tenha falado de outras formas, tá?

Então, quem sou eu? Eu sou a tia Brava. Mentira, não sou brava. Eh, eu trabalho com escrita já faz mais de 20 anos, então, eh, eu sou uma senhora que sempre esteve envolvida com escrita. Já fui redatora de uma revista, escrevi a revista inteira, fui, eu era redatora e eu escrevia e revisava e fazia tudo, inclusive a parte fotográfica de uma revista rural quando eu morava no Sul de Minas. e já trabalhei também no Ministério Público, na Polícia Civil, como escribã de polícia. Então eu sempre estive trabalhando com coisas relacionadas à escrita.

Depois eu fiz faculdade de direito e quando eu tive a minha primeira filha, eu saí de Minas e vim morar no Rio porque meu marido já morava aqui. Então eu fiquei praticamente 7 anos fora do mercado de trabalho por conta dos meus três filhos e mas eu nunca parei de estudar, então eu continuei esses anos, mesmo não estando trabalhando fora, só em casa, eu tava estudando e lendo muito, muito, muito. E foi isso que me deu ainda mais base para eu poder estar aqui eh com vocês. Então essa sou eu basicamente falando da das questões profissionais que são as que interessam a todos aqui, tá?

E por que que nós estamos aqui hoje nessa aula de narrativas? Porque todos nós precisamos contar histórias na rede social, tá? Eh, não é historinha conto da da carochinha. né? A gente precisa ter um propósito quando a gente conta uma história na rede social, tudo que a gente faz, mesmo que a gente não esteja escrevendo nada ali, nós estamos contando uma história com isso, tá? Faz parte daquilo que a gente faz, faz parte daquilo que a gente é. Então, quando a gente fala sobre alguma coisa ou quando a gente deixa de falar sobre alguma coisa, é uma maneira de contar histórias também, tá?

Eh, isso também de contar histórias está relacionado à questão do repertório que a gente carrega. Então, todo o repertório que a gente carrega da vida inteira de quem que a gente foi há 3 anos atrás, quem que a gente era quando a gente era criança, o que que a gente estudou, o que que a gente não estudou, tudo isso vai virando uma bagagem que a gente vai guardando com o tempo e vai servir pra gente contar as nossas histórias, tanto na vida eh presencial quanto na rede social, tá? Mas todo mundo está aqui por conta da rede social.

O que que é narrar? já que a gente vai falar hoje de narrativa, toda a narração, ela vai contar uma história. Então, a gente fala eh narrar, a gente pode pensar, sei lá, no Galvão Bueno, narrando um jogo, alguém narrando alguma coisa, ele está contando algo que está acontecendo. Então, quando a gente quando a gente está na rede social, nós a gente tá narrando também alguma coisa para quem está nos assistindo ou para quem está lendo aquilo que a gente tá trazendo ali. Então, independente de ser eh um jogo de futebol eh com tempo grande, né, ou um real de 15 segundos, tudo é uma forma de narração. Por isso que a narrativa ela é tão tão tão importante.

Gêneros textuais. Vamos pra nossa aula de português da semana. Eu vou falar brevemente dos gêneros textuais aqui. Eh, vocês vão entender um pouquinho mais para frente por que eu estou focando nos gêneros textuais aqui, mesmo não sendo uma aula de gramática de português, tá?

Eh, eu trouxe aqui alguns gêneros diferentes. Tem o descritivo, que é um texto que ele descreve alguma imagem, dá detalhes de algo. Por exemplo, um currículo. Eu acabei de falar para vocês aqui coisas que eu já fiz, lugares onde eu trabalhei. Então, eu descrevi algo que eu fiz na minha vida. O gênero descritivo serve para esse tipo de fala, para esse tipo de escrita, tá? um cardápio que você tá lendo, uma reportagem, o classificado que tá lá, você vai o o Daniel, ele tá lá colocou uma casa num jornal, num classificado, ele vai descrever a casa. Ele colocou uma casa para vender na OLX. Ele, eu sei que ele não faz isso, mas se ele colocasse, estaria lá usando um texto descritivo para falar daquela casa, tá? Então é bem específico para isso.

Um texto dissertativo expositivo, ele vai contar um acontecimento. Ele vai analisar uma ideia com a intenção de argumentar sobre ela. Vai fazer algum resumo, uma revista enciclopédia, uma sinopse de um filme, por exemplo. É um exemplo de ter texto dissertativo expositivo. Você está expondo algo que você viu através de um texto dissertativo. Por isso que quando a gente fala eh não não é nesse caso aqui, mas a gente fala dissertação de mestrado, porque você está fazendo realmente um trabalho maior, né? O texto dissertativo expositivo, ele é mais trabalhado do que o descritivo.

O texto dissertativo argumentativo, ele também vai expor um assunto, mas ele precisa convencer alguém de algo. É aqui que entra uma um uma dissertação de mestrado, por exemplo, tá? um texto mais complexo, uma coisa muito, mas a gente também pode a trazer um texto dissertativo, argumentativo dentro de um ensaio, OK? Que é um texto um pouco mais simples, não tão simples assim, mas um ensaio também é uma forma de você fazer uma argumentação, tá? Artigos de opinião, eh, debate e tal, a gente vê muito de texto dissertativo, argumentativo hoje em dia no substec, tá? que é uma rede social só de escritores.

E o texto de estilo de gênero injuntivo, ele indica a realização de alguma ação. Por exemplo, você vai ler uma bula de remédio, uma receita de bolo, um manual de instrução, regras de jogo, alguma coisa nesse sentido. Então, o texto ele precisa estar ali bem mastigadinho, bem engessado para que a pessoa não erre absolutamente nada. Então ele precisa ser suscinto, ele precisa ser muito claro, tá? Alguma dúvida aqui nesses gêneros? Não. Qualquer coisa vocês me perguntam depois.

Eu não tô >> Que rede é essa de escritores que você falou? >> Que que rede que é de escritores? É o Substeck. >> Substec. >> É, depois eu mando lá. Substeck é uma social >> que ela é muito forte nos Estados Unidos e ela veio pro Brasil há um tempo atrás. E eu inclusive já criei um perfil meu no substec no começo do ano passado, mas eu acabei desanimando um pouco porque começou uma galera pesar muito a mão em texto de chat PT lá e meio que virou um monte de bolhas ali dentro do substec. É um lugar muito bom para você escrever, para você crescer como escritor. É excelente, maravilhoso. Tem eh tem como você monetizar, você ganhar um dinheiro escrevendo ali, mas você precisa ser muito bom, você precisa ter uma coisa quase que inédita ali, tipo, eh, eu sou amiga e eu faço um curso de ensaio agora junto com uma menina que se chama Samy. E a Samy, ela está na lista dos, acho que top cinco mais lidos do substec. ela ganha dinheiro com isso, ela escreve lá, mas assim, você tem que ter uma recorrência muito grande de textos, mas é bem bacana. Recomendo vocês darem uma olhada lá depois que tem muita coisa legal, ok?

Então, qual o gênero textual que é melhor para produzir textos e roteiros para as redes sociais? Desses aqui, vocês acham que tem algum que dá para produzir roteiros, textos para as redes sociais? Será que alguém tem um palpite? Não, vocês não têm um palpite? Nenhum deles. O melhor é o narrativo, que é o que a gente está falando agora. A narração eh é o melhor gênero textual para produzir conteúdo, tá? Não que esses outros gêneros aqui a gente não vai utilizar, tá? Eu vou mostrar depois para vocês algumas formas que eles são usados também em rede social, mas o melhor é o narrativo de longe é o é o modo que você mais vai conseguir conectar com uma pessoa, tá?

Então eu sempre falo para vocês que uma forma de ganhar repertório para poder escrever roteiros bons é ler crônicas. Eu vivo pegando o meu livrinho do Nelson Rodrigues e esfregando na câmera aqui, mostrando para vocês, leiam Nelson Rodriguez, tipo assim, compre batom, leiam o Nelson Rodriguez, leia o Nelson Rodriguez. Por quê? Porque o cara era muito na crônica e as pessoas paravam o que estavam fazendo para comprar um jornal para ler crônica do Nelson Rodrigues na década de 50. Então, era uma leitura prazerosa que funcionava, que dava certo. Então, a gente chega agora em 2026, a gente quer produzir texto para conectar com as pessoas, a gente esquece de olhar para trás o que que realmente conectava com as pessoas lá no passado. A gente pega e joga um prompt mal feito na inteligência artificial, copia, cola no Instagram e acha que todo mundo vai gostar daquilo, mas a gente é humano e tem certos padrões humanos. que eh algoritmo nenhum do Instagram ele vai conseguir alterar, que é a identificação, que é o sentimento, que é a conexão pela escrita, pelo que você está falando, pelo que você pelo que a pessoa está ouvindo. Então, por isso que eu sempre insisto nessa questão. Leiam crônicas brasileiras. E por que brasileiras? Porque vocês estão falando com brasileiros, a maioria de vocês, se não todos.

Então, quando a gente pega o hábito de ficar lendo muito livro técnico, muito, nada contra os bestsellers, nada contra os livros de autoajuda, tá? São muito bons, leio, tem vários aqui em casa, só que eles não servem para criar um repertório tão amplo para conectar com alguém. Eles podem criar, podem ajudar na questão do conteúdo técnico. Então, quando eu quero pegar um conteúdo mais técnico, eu pego os meus livros de comportamento humano e vou estudar comportamento humano. É um livro mais técnico. Pode, eu posso estudar comportamento humano, inclusive em livros de autoajuda, mas quando eu quero me conectar verdadeiramente com uma pessoa, eu preciso de suavidade, eu preciso de poesia mesmo. Então, eu preciso de textos que façam com que as pessoas olhem para mim de uma forma leve. E isso vocês não acham em livros de autoajuda, nos bestsellers que estão na bodinha. Não acham, porque são livros que são escritos sem ter uma estrutura própria narrativa, tá?

Então, sejam seletos nas leituras. Quando vocês forem ler um livro, tá? tá lendo, sei lá, um livro de autoajuda aleatório qualquer ou tá lendo um livro da modinha que que lançou agora e tal, eh, escritor brasileiro, famosinho e tal. Tem o tem um livro muito que está muito famoso agora. Inclusive eu quero comprar do Michel Alcoforado, que se chama Coisa de Rico, eh, porque ele faz um estudo sociológico antropológico da da de alguma de uma classe da população brasileira. Eu acho muito interessante, só que eu não posso parar e ler somente esse livro do Michel Coferado, que é um antropólogo, porque é um livro técnico, apesar de ser escrito uma linguagem simples, eu preciso ter um outro substrato em na minha cabeça, alguma outra coisa que esteja trabalhando ali no no meu criativo, um livro de cabeceira, sabe, que eu leio ali, que eu que eu tenho uma outra coisa que seja leve, que seja só para eh que seja só pro meu repertório mesmo. sem obrigação nenhuma, mas não pode ser qualquer coisa também. Eu tenho que eu tenho que ter um eu tenho que ter uma seleção disso, uma curadoria do que que eu vou ler. Então, recomendo que vocês leiam crônicas. Mais uma vez eu insisto nisso.

Eh, eu vou adaptar para as redes sociais os outros eh gêneros textuais para vocês entenderem que que todos eles se encaixam nos posts, tá? Que vocês vão fazer. O narrativo é o mais poderoso de longe de todos eles, porque ele engaja, porque ele traz mais emoção, tá? Então, quando vocês quiserem conectar com a pessoa que está vendo o vídeo, que vocês estão fazendo, que está lendo o post, é o narrativo, tá? Eu mandei esses dias no grupo eh as métricas, o alcance de dois posts carrossel que eu fiz em sequência de textos completamente diferentes, um texto muito mais emotivo, mais íntimo e outro texto mais rebuscado com palavrão inclusive. E aí os dois textos tiveram um alcance bom, ambos estão escritos, né, no gênero narrativo, tá? Então, mata cobra e mostra o pau. Tá lá os dois textos escritos no gênero narrativo com alcance grande, inclusive com palavras que em tese seriam vetadas pela rede social. Então, quando você conta uma história que ela é real, alguma coisa que aconteceu com você, alguma coisa da sua vida, da sua história, que é importante para você, que você acha que ninguém quer saber, mas as pessoas querem sim, porque elas precisam se conectar com gente. O estilo narrativo é o melhor estilo para vocês escreverem qualquer texto, qualquer roteiro, qualquer carrossela, ok? Espero que vocês tenham entendido essa parte do narrativo.

O injuntivo também pode ser usado, mas é um texto que é um pouco mais engessado, tá? não vai conectar tanto, mas serve para você, tipo assim, escrever um post, igual está falando aqui, ó, cinco passos para tananã, que é uma coisa que a gente não recomenda muito que façam e na na mentoria a gente não tem o hábito de indicar esse tipo de de post, mas tem inícios que dá para fazer, que que dá bom se fizer. Então, o gênero injuntivo ele é bom para isso. Então, quando vocês forem criar um texto, pesquisem eh o modo de escrever esse texto nesse gênero textual aqui, tá? Não é simplesmente para você ver essa aula, ah, esqueci o que que é o método, não. Procura o método textual, porque ele vai ajudar você escrever isso de uma forma mais coesa, não é simplesmente pegar e jogar o o prompt no chat de PT e falar assim, ó, escreva para mim um carrossel e aí ele te dá um carrossel, você copia e cola e manda para eu revisar. Não faz isso. Estuda primeiro um pelo menos uma horinha só na tua vida. esses métodos de gêneros textuais, o descritivo, tá? O descritivo é um método, um gênero textual que ele pode servir para ajudar outros. Inclusive, às vezes vocês mandam roteiro para revisar e eu escrevo lá assim: "Coloque aqui mais exemplos concretos, traga coisas mais palpáveis aqui." Então o método descritivo, o gênero textual descritivo, ele serve também para isso, para você trazer ali exemplos, coisas. Eu vou mostrar um exemplo de de texto daqui a pouco. Ele serve para você entender como que você descreve as coisas ali. Não é simplesmente você descrever uma cena que você viu numa viagem que você fez em algum lugar que você esteve com uma pessoa, etc. Simplesmente tira, tira praticamente da tua cabeça e joga ali aleatoriamente. Não tenha um método para você fazer isso.

O o a narração ela precisa de intenção, tá? Foi uma das primeiras coisas que eu falei ali no começo da aula. O a a o narrativo, o texto narrativo, ele precisa de um propósito. O teu post, ele precisa ter um propósito. Por que que você está postando isso ali? Qual que é o intuito? Então, o gênero narrativo, ele sempre vai pedir para você um intuito.

O dissertativo argumentativo, que é o gênero de quem é um pouco mais polêmico, é político, não sei o quê. eh, é um pouco, ele é um pouco mais um pouco mais duro, tá? Então, para quem às vezes gosta de criar, a gente tinha uma mentorada que era a, a Eline, e a Eline, ela produzia conteúdo um pouco mais assim nesse dissertativo argumentativo, porque ela produzia conteúdo sobre ateísmo, então ela precisava ser muito argumentativa porque ela estava indo contra muitas coisas que a maioria das pessoas acreditava. Então, esse esse gênero dissertativo argumentativo para ela é muito importante. Ela precisa usar muito ele junto com a narrativa. Ela não pode, se ela, se ela pega um gênero desse argumentativo e escreve um texto sozinho com isso, fica extremamente agressivo, extremamente duro. Então, a gente precisa da narração, nesse caso aqui, de pessoas que precisam convencer os outros de algo, tá? e usar a narração e a o dissertativo argumentativo.

Aqui o dissertativo expositivo também ele é bem usado junto com o narrativo na questão de conteúdo de educação, informação, tá? Então, por exemplo, eh, o Réges, que estava aqui com a gente na mentoria, o Réges, ele criava conteúdo eh sobre ele era terapeuta ocupacional, então é um nicho de educação e ele precisa explicar para as pessoas através de informação, através de de estudos científicos. Então eles ele trazia isso, tá, os estudos científicos para explicar como que ele faz para uma pessoa que tem que que acabou descobrir que tem um TDH, como que essa pessoa vai passar a viver a partir de agora, como que ela se insere novamente na sociedade a partir disso. Então, usar elementos de gênero textual, dissertativo, expositivo para uma pessoa que produz conteúdo de educação com respaldo científico é muito importante, mas não pode ser usado sozinho porque senão fica cansativo. Quem está assistindo não consegue ver nem 3 segundos do teu vídeo, tá? Então, sempre equilibrar com narração.

Na hora de postar, como que a gente usa o gênero eh narrativo. Você precisa saber o que que você provoca na pessoa antes de pegar o seu textinho bonitinho e gastar um tempo fazendo arte dele no Canva. Você precisa olhar pro teu textinho e pensar assim: "O que que a pessoa vai pensar quando ela me vê falando sobre esse assunto? Não é simplesmente: "Será que eh vai ter alcance, será que vai ter visualizações?" Então, não gaste a sua ansiedade, não gaste com isso, tá? Que que que você quer provocar na pessoa antes? Narrativa com intenção.

O que é a narrativa com intenção? Eh, três perguntas que tem aqui que vocês sempre devem fazer, tá? Eh, de preferência vocês copiem essas três perguntas ou tirem foto dessas três perguntas, porque toda vez que vocês me mandarem roteiro, eu vou fazer essas três perguntas aqui, olhando pro roteiro de vocês, tá? com muito amor e carinho. O que que eu quero que o meu seguidor sinta ao ver isso? Tá? Vou perguntar isso para vocês na hora de revisar o roteiro. O que que eu quero que ele faça depois que ele viu o meu vídeo, que ele leu o meu carro? Qual história que eu preciso contar para ele para ele atingir tudo que eu quero que ele faça?

Então, eu escrevi um um carrossel. Eu eu foco sempre na questão do carrossel, porque o carrossel é um texto muito mais difícil de escrever do que um roteiro, tá gente? Para mim, pra rede social, o eu particularmente o carrossel é muito mais difícil do que o roteiro. Às vezes a gente pensa assim: "Ah, eu vou não vou gravar vídeo, eh, vou gravar menos vídeo, vou fazer mais carrossel". Aí faz o carrossel de qualquer jeito. Aí ninguém compartilha o carrossel. O carrossel é um texto que você tem que se debruçar em cima dele com o dobro de atenção, porque você não tem um elemento humano ali olhando pra pessoa para poder conectar com ela. Então você precisa que aquele texto, que o impacto ali da primeira frase, tá? Ele gere na pessoa algo que faz com que ela tenha um interesse genuíno de querer continuar passando a tela. No vídeo isso é mais fácil de fazer porque você está olhando pra pessoa. No carrossel isso não é fácil, tá? Então vou quando você vai escrever, você precisa fazer essas três perguntas aqui para poder saber se realmente o teu conteúdo você você o que que você pode fazer? por exemplo, pega um conteúdo teu que você já postou no teu Instagram hoje, sei lá, depois dessa aula ou amanhã, pega um conteúdo teu que não performou, que você não que você está tipo assim inconformado de não ter ido para a frente. Vai lá e olha e faz essas três perguntas aqui, olhando para aquele teu conteúdo, que eu tenho certeza que a resposta você vai ter. O que que eu queria que a pessoa sentisse quando eu gravei esse vídeo aqui? Será que ela realmente sentiu o que que eu queria que essa pessoa fizesse depois que ela vi? Será que será que foi interessante? Será que a minha narrativa foi boa suficiente para que ela fizesse o que que eu queria? Por que que ela não fez então? Porque provavelmente teve algum problema na narrativa. Você não conseguiu chegar lá mesmo? Tá? Então, façam essas perguntinhas.

Postar sem intenção é como tentar conversar numa festa sem saber com quem você está falando. Essa aqui é a cara dos seguidores, ó, de vocês aqui, ó. Quando você posta lá o negócio e ninguém entende nada, ninguém entende para onde está vindo do que você falou, porque você não perguntou o que que eu queria que a pessoa fizesse. Teu seguidor fica com essa cara aqui, ó. Você está lá tentando, as pessoas estão te olhando exatamente desse jeito. Tem que ter intenção.

Exemplo de post sem intenção. Treino de hoje. Quatro séries de agachamento, três séries de legpress, três séries de cadeira extensora. Tá pago. Bora. Alguém me explica qual que é a intenção disso aqui. Qual que é? que para mim não não que e aí você treina tá pago, bora e que eu faço agora que eu vi isso aqui, eu sou teu seguidor, não faço absolutamente nada, né, querido? Não tem nada para eu fazer aquilo. Então isso aqui não tem intenção nenhuma. Se alguém enxerga alguma intenção nisso aqui, me fala, porque eu não consigo ver. Então, eh, e o pior, às vezes a pessoa posta só isso aqui e posta nos stories, sai correndo e volta só no outro dia. Eu já ensinei a técnica de postar um story só e depois fazer o post e tal, tal. Não, não é isso aqui, tá? Não é isso aqui. Post sem intenção.

Dica de produtividade para quem quer ter sucessos. Acorde cedo, faça uma lista de tarefas, priorize o mais importante, evite distrações. Mas e aí? Serve para quem isso aqui? Extremamente genérico. Quem conecta com isso aqui? Aí a gente volta lá e faz a perguntinha: "O que que eu quero que a pessoa sinta quando ela lê o meu post?" Fala para mim o que que vocês sentem quando vocês leem um um post de alguém que fala assim, ó, dica de produtividade, acorde cedo, não sei que e a pessoa às vezes até escreve um pouco mais. Ela não escreve exatamente isso aqui, mas a pessoa às vezes até escreve um pouco mais sobre o acorde cedo, tal, tal, só que sem intenção. Eu vou eu estou dando exemplo de de post sem intenção aqui, mas eu vou corrigi-los daqui a pouco com o mesmo tema, só que como que seria adequado escrever isso aqui para poder conectar, conectar com a pessoa, tá? Então, se eu pego e olho uma pessoa que escreveu isso aqui, o que que eu gostaria que o meu seguidor fizesse quando ele lesse isso aqui? Eu gostaria realmente que ele tivesse sucesso e acordar cedo e eu acho realmente isso. Então, por que que eu não me debrucei sobre esse assunto e trouxe? Eu realmente acho que a dica pra pessoa ter sucesso na vida dela é ela pegar, acordar cedo e pô a cara dela numa bacia de gelo, porque faz bem para cutes, ela vai rejuvenescer. Por que que eu não me debrucei esse assunto? Por que que eu não peguei, não criei uma narrativa com detalhes, com um monte de coisa pra pessoa realmente achar interessante? Não, eu venho e falo assim, ó, dica, dica, não escrevam dicas, vocês não estão dando dicas. Vocês são médicos, vocês são psicólogos, vocês são empresários, vocês não dão dica. Se vocês forem dar dica, que que vocês vão fazer? que vocês vão pegar e criar uma parte pastinha, não, como é que chama aquele story de melhores amigos que fica o verdinho, cria um negócio daquele ali só com melhores amigos, tá? eh para poder falar dica só com grupo seleto de pessoas que são seus amigos, sua família, seus parentes ali, aleatório. Eh, no Instagram a gente precisa ter essa essa visão de que a gente está sendo visto como profissional ali. Então, a gente não dá dica, porque se as pessoas acham que a gente está ali só dando dicas, elas não vão querer pagar a gente, porque a gente é um profissional que é visto como o palpiteiro, que só dá dicas. Então não sejam os popteiros que dá dica.

Mais um post sem intenção. Dia de parque com meu filho. Ele ama brincar na areia. Momentos assim não tem preço. Qual que é a conexão que tem com a pessoa que ele ama brincar de areia? Então, toda criança do planeta Terra ama brincar na areia, descalço, encher o dedo ali de areia e depois entrar no carro, jogar areia no carro e deixar tudo insuportavelmente cheio de areia toda a criança. Mas qual que é a minha intenção com isso aqui? Nenhuma. Não tem intenção nenhuma, porque ninguém conecta com isso. Momentos assim, não tem preço. Claro que não, mas não tem preço não só para você, não tem para todo mundo, isso aqui não tem preço. Então é extremamente genérico. E às vezes a pessoa pega e publica isso aqui como o único story do dia dela, às vezes como o único post do mês inteiro. Só tem isso aqui no no Instagram da pessoa e ela quer que as pessoas engajem com ela. Isso aqui não fala nada com nada.

Mas o que que seria muito melhor se a gente colocasse isso aqui dentro de um elemento de narrativa? Hoje eu fiquei 30 minutos sentada na beira do parque olhando meu filho brincar de areia. Não respondi mensagem, nem editei foto, não pensei no conteúdo da semana. E sabe o que que foi engraçado? Ele nem percebeu que eu estava lá e ficou completamente imerso no mundo dele. Pensei: "Faz quanto tempo que eu não fico imersa em nada? É importante ser mãe e poder estar presente, mesmo que por pouco tempo pare de ser outra coisa quando estiver com eles e seja apenas uma mãe que conecta mais com a pessoa. Dia de parque com meu filho, uma brincadeira, não sei que lá, momentos assim, não tem preço. Ou um texto que tem uma estrutura narrativa, que tem uma descrição aqui de tempo. Eu fiquei 30 minutos sentada. Eu estou descrevendo aqui, eu estou narrando que eu não respondi mensagem quando eu estava com meu filho. E aí nessa hora, a mãe que vai pro parquinho e fica só no telefone, ela se sente impactada com aquilo ali. Nossa, eu fui com o meu filho pro parquinho e eu fiquei só no telefone. Eu fiquei trabalhando. Ou então eu levei meu filho no cinema enquanto ele assistia o filme Bob Esponja, que o tempo inteiro eh eh mexendo no meu Instagram. Então isso aqui provoca alguma coisa em alguém que está que está vendo, que está lendo, que está ouvindo?

Alguém quer falar? Escutei um barulhinho. >> Eu >> pode falar. >> Eh, eu queria que você diferenciasse assim, isso daí que você está falando é post ou os stories também? Porque eh quando a gente quando, por exemplo, eh é muito orientado a gente também não colocar muito texto nos posts porque senão não prende atenção. Eu sou apaixonada por textos assim, eu, por mim, eu escreveria só assim. Só que as pessoas não ficam, elas não permanecem, elas passam. E e aquilo que postou antes, que você estava colocando assim, bora não sei o quê, eu vejo em stories muito disso. Eu eu sinceramente nunca vi post muito sobre isso, pelo menos quem acompanha. >> Mas até nos stories, por exemplo, textos muitos muito longos, eles não ficam Bárbara. >> Depende. >> Eu amo, eu amo, mas assim, eu vejo que não tem permanência. Eh, eu eu sempre escrevi bastante nos stories, tá? Sempre escrevi bastante, escrevi texto longo nos meus stories. É porque agora faz tempo que eu não estou conseguindo gravar stories mesmo. Eh, eu não estou conseguindo, mas eh aqui serve tanto para stories, quanto para post estático, quanto para carrossel, tá? Eh, quando você escreve um texto que ele tem um de um uma frase ali que faz a pessoa gerar uma curiosidade, o teu carrossel pode ser imenso, pode ele pode estar com texto imenso, a pessoa vai ler, ela lê, depende muito da narrativa. Por isso que eu estou focando tanto nessa questão da narrativa. Você não tem que focar na questão da métrica, na questão das regras aqui de entrega ou não do Instagram, porque se você tiver eh, e esse aqui é o meu meu post com que eu comecei ele com palavrão, então ele teve 28.000 28.2.000 insights aqui e o meu perfil é pequeno, o meu perfil não é um perfil grande e eu posto muito pouco, sabe? E quando eu faço stories, eu eu vou tipo assim, eu eu tem dia que eu faço, tem dia que eu não faço e tal, eu não tenho intenção de crescer o meu perfil, tá? Número de seguidores, mas eu faço questão de ter engajamento. Então, o que eu quero, eu não quero, eu não quero seguidores, eu não tenho o que fazer com essas pessoas ali. Se chegar a 30.000 pessoas no meu Instagram amanhã, o que que eu faço com esse povo? não tem o que fazer com eles. Eu não tenho curso para vender, eu não tenho eh coisa para mostrar, eu não mostro o cosmético, não, eu não fico mostrando. Houve um tempo, há uns 4 anos atrás, que eu criava conteúdo de educação infantil, mas assim, o texto grande, ele engaja desde que ele seja intencional. Então a pessoa pega e ela se ela se sente provocada a ler aquilo. Por isso que eu falo tanto do Nelson Rodrigues. Eu comecei esse post aqui, ó, com essa frase aqui, ó. Todo covarde tem um culpado favorito. Coloquei minhas galinhas ali. Tá. Da onde que eu tirei essa frase? Essa frase não é do Nelson, mas de tanto ler o Nelson, de tanto ter as sacadas frases dele na minha cabeça, eu queria escrever alguma coisa relacionada isso aqui e eu não achava uma frase. E aí veio para mim que que que ele falaria, que que ele falaria. comecei a pensar nisso e saiu essa frase aqui. Então, é uma frase que inclusive tem eh palavras que o Instagram não ia entregar, o texto. E aí eu consigo ver inclusive aonde é que as pessoas eh compartilharam mais, porque ó, olha aqui para você ver, eu começo o texto falando um palavrão. A segund o segundo aqui já é um texto grande, entende? Aqui eu uso uma imagem, faço uma citação de um autor mais texto grande. Então eu gosto de colocar sim o texto grande, inclusive para fazer testes. Eu quero ver se essas pessoas vão ler. Então eu vou intercalando. Põe aqui o o o texto grande estava aqui. Aqui tem mais uma imagem com texto pequenininho que você vai intercalar, não fica tão cansativo de só texto longo, só texto longo. Você dá um respiro ali. Depois desse, eu coloco uma coisa que eu quero que a pessoa, eu quero que essa pessoa pense nisso aqui. Eu fiz a pergunta, o que que eu quero que essa pessoa sinta aqui? Eu quero que ela sinta que ela é uma que ela não pensa, que ela é uma idiota, que ela fica ouvindo coisa da cabeça dos outros e ela não pensa por si mesma. Só que eu não vou falar isso, eu falo um pouco mais suave. seguida aqui, ó, da frase curtinha, o maior texto inteiro desse post aqui. Então, um post com muito texto. Finalizo, diminuo um pouco o texto, coloco uma imagenzinha, dobro pra pessoa dar uma respirada mais um textão, tá vendo? Só que tudo com estrutura de narrativa. E aí aqui, ó, eu finalizei aqui, não tem mais nada depois. Então a minha conclusão já foi aqui nenhum nenhum CTA CTA no que teve nesse equipários. Então para mim isso é é um número muito grande, tá? Porque eu tenho o oito, eu não tenho nem 8.000 seguidores. Eu não tenho, eu tenho 8700 seguidores. Então, se você usar elementos de narrativa, sabe, se você tiver realmente a começar a a pensar de forma diferente, pensar mais no outro, o que que o outro está lendo, aos poucos, isso aqui não é uma coisa que acontece do dia para a noite na escrita, é uma coisa que realmente dá trabalho, é uma coisa que você vai ter que ter o hábito de ler outras coisas. Você vai pegando isso, você vai entendendo qual o que que as pessoas que estão te seguindo elas gostam de ler, o que que elas querem ouvir, sabe? Então, por isso que eu insisto, leiam eh crônicas mesmo, sabe? Leiam mesmo. E leiam, só que quando vocês forem ler também crônica, não leiam só por prazer, leiam com senso crítico e leia assim, ó. Vou ler essa essa crônica aqui. Eu quero entender por que ela mexe comigo. Tem um eu vou recomendar para vocês depois. Tem uma, eu não sei se é uma crônica ou se é um conto, tá? Está um livro que depois eu pego da Clarice Lispector que ela fala que chama assim, acho que é inventando Deus, que ela conta como que ela conseguiu perceber a presença de Deus quando ela estava andando no meio da da Avenida de Nossa Senhora de Copacabana aqui no Rio, e ela encontrou um rato morto. E aí, tipo, você lê aquela, você lê ela contando aquilo, ela narrando o que que ela foi sentindo, o que que o rato morto fez ela pensar e não sei o quê. Tipo, a primeira vez que você lê você sente uma coisa, a segunda vez que você lê você sente outra coisa completamente diferente, porque você não lê com os mesmos olhos, você precisa ler criticando aquilo, o que que aquilo causa em mim e como que eu posso fazer um texto para para causar isso na outra pessoa. Quando eu escrevo e o meu texto ele dá bom, igual esses últimos deram, eu penso exatamente isso. Eu li alguma coisa em algum livro de conta de crônica que eu falei: "Nossa, aqui como é que a pessoa tem a cabeça para escrever um negócio bom desse aqui?" Eu queria escrever alguma coisa assim, mas como que eu faço? Eu presto muita atenção o que que aquilo me causa. O que que me causou lendo ao ler essa esse conto da Clarice? Eu quero causar isso nas pessoas. Então, eu vou ler com senso crítico, eu vou ler devagar, ok?

A Daniela mão. Bárbara, obrigada, viu? E só uma coisinha, eh, você vai explicar lá na frente, por exemplo, como a gente consegue na hora da revisão pro chat GPT entender isso, porque eu já percebi que muitas das vezes eh até o clone da Bárbara, a gente às vezes quando coloca alguns textos nesse sentido, principalmente em uma narrativa, contando uma história, ele chama muito a nossa atenção. >> Uhum. eh em muitas coisas pode assim: "Ah, você está contando historinha, eh, sabe assim?" E aí eu acho que tem um que tem, eu acho que às vezes eu possa estar dando o comando errado para ele, para ele poder entender qual que é a minha intenção. Uhum. nesse texto, porque ele não, ele geralmente está, não sei se eu posso estar errada, está treinado para não essa não essa questão. Ele é muito mais prático, muito mais objetivo, as frases são curtas, né? Então eu acho que deve ter algum comando para dar para ele, para ele poder entender. Acho que você vai falar no final, certo? É, e essa essa parte do do comando do chat EPT, eu não eu não vou entrar nela. Só que aí no final, o que que eu vou fazer? Eu peço para minha chará explicar isso para vocês, porque ela vai conseguir explicar melhor que eu, porque >> é, eh, até queria entrar nessa nessa parte da explicação, porque muitas vezes existem alguns vieses dentro da produção e às vezes, né, a gente conta com o chat EPT, com o meu agente, mas eles são falhos. Eh, eu quero muito mais que vocês olhem para essa aula, para o desenvolvimento dos roteiros, dos textos, como vocês como ponto de partida, né? A o chatpt, a minha IA é como se fosse o a cereja do bolo e eu peço muito mais para olha, organiza melhor, corrige se eu deixei algum erro passar. é muito mais uma questão de fluidez do que de fato ela compor ou dar opinião sobre aquilo. Ela pode dar, não tem problema nenhum, mas acho que assim, com certeza nada vai substituir o nosso senso, né, de falar assim: "Poxa, esse texto ele está muito bom". Eh, e muitas vezes você pensa assim: "Olha, eu já testei texto longo no meu perfil e não deu tão certo." Então, vamos fazer quebras. Mantém o texto íntegro, mas quebra, né? por exemplo, um story, vai colocando parágrafo por parágrafo mais curto e vê se seu público, né, tem uma assertividade maior nessa nessa quebra. Então, se o conteúdo é bom, esse deve ser o nosso farol, digamos assim, da produção. Então, é muito mais nesse sentido de teste, análise, volta e por aí vai. Tá vendo o chat aí? Bá, é a turma do fundão aqui fazendo bagunça. Estamos me chamando de chihuahua. Vocês vão ver a nota no final do bimestra. Ai, acho que a Daniela queria falar com a gente. >> Oi, boa noite. Desculpa, é que a Nelise perguntou. Boa noite para todos e eu acabei entendendo bem a resposta. Por exemplo, esse tempo, esse texto um pouco mais longo, eh, eu entendo que tem a intenção, mas ele viria numa legenda, num carrossel falado. Eh, porque assim, esse texto do curtinho do treino, por exemplo, né? Eh, você é uma pessoa que todo mundo segue porque gosta de ver o corpo da médica super sarada e isso é uma dúvida, até porque eu tenho atendo paciente de uma médica que é assim, eh, e as pessoas pegam, ah, mas ela deve treinar 3 horas, ela deve treinar 5 horas, não, ela quer mostrar só que o treino dela tem seis exercícios e foi isso, ela foi embora. Para aquele público que está muito interessado na rotina dela e tudo mais, eh, OK, ele ficou, ah, legal, só fazer isso é o suficiente, não preciso ficar aqui 3 horas. Mas aí quem é essa pessoa assim mesmo com a intenção, qual é esse formato que a gente consegue colocar de uma forma maior? Porque eu também eu gosto de coisas grandes também. Eu detesto pôr ali uma coisinha e sair correndo. Mas eu fiquei com essa dúvida quando a própria Nerice perguntou. Eh, eu acho que é o próximo exemplo que eu vou dar aqui de post com intenção, Dani, que é que é o exemplo de Deixa eu ver, deixa eu voltar aqui que eu já te respondo isso com o exemplo. Eu vocês estão vendo a minha tela ainda, né? >> Sim. >> Tá. Eh, aqui, ó, é exatamente esse aqui, ó. A gente falou que isso aqui não é muito bom. 34700, não sei que tá pago. Bora, gente. O tá pago não, po, não põe tá pago, por favor. Vocês põem qualquer coisa, menos o tapago, tá? Pode pôr até o bora. O tapago eu não perdoo. Aí o que que por que que seria um texto bom? Exemplo, fiquei três meses sem conseguir agachar sem dor. O médico disse que era postura, o personal disse que era fraqueza de cor. A internet diz 10 coisas diferentes. O que ninguém me disse, foi

O que eu vou te contar agora. O problema não estava no agachamento, estava em como eu realizava ele. Aí escrevi errado aqui, ó. Se você também sente dor no joelho no lombar ao agachar, para tudo e lê esse carrossel antes do seu próximo treino.

Então, isso aqui pode ser um texto para ser escrito nos stories. Se você quiser falar assim, ó, vou escrever um texto nos stories para avisar as pessoas que eu postei um carrossel lá embaixo explicando sobre, eh, como fazer agachamento sem dor. Então, aqui tem uma intenção. Eu tenho uma intenção que a pessoa leia meu post para ela não ter mais dor no agachamento, porque eu sou um profissional de educação física e eu, assim, esperamos todos que um profissional de educação física tenha a intenção que todo mundo faça exercício sem se machucar. Então, eu imagino que quando ele vai responder as três perguntas de que eu quero que o meu seguidor faça, é ler isso aqui para ele aprender alguma coisa. Então, isso aqui é um exemplo, tem intenção aqui. A, aqui nesse texto você consegue responder aquelas três perguntas: O que que eu quero que a pessoa faça? O que que eu quero que ela sinta? Eu quero que ela fique preocupada quando ela lê isso aqui. Que que eu quero que ela sinta? Preocupação, desespero, suar frio. Quero que ela fala: "Meu Deus, tô agachando errado também. Vou estourar aqui meu joelho. Vou lá ler o que que essa pessoa quer fazer". Isso é um post como intenção, pode ser usado nos stories.

Ou então, se eu mudasse aqui, por exemplo, e colocasse, eh, mudasse o começo do texto aqui e colocasse alguma frase mais curta, algum gancho para que isso aqui poderia ser a primeira parte, por exemplo, de um carrossel já no feed, entende? O que eu não recomendo é texto muito grande, eh, na legenda de post estático, porque isso aí, isso é cansativo de ler mesmo. Você faz um post, você coloca uma foto tua treinando ou alguma coisa, por exemplo, e aí você põe um texto imenso lá na legenda. Evitem legenda muito grande, porque é cansativo ler a legenda, tá? Eh, eu respondi a tua pergunta, Dani.

>> Não, respondeu sim. Era mais o formato realmente, aonde a gente consegue colocar um texto maior, a não ser três coisinhas, entendeu? Tá?

Tem o próximo exemplo de post com intenção, que é o, o desse daqui, ó. Dica de produtividade para quem quer ter sucesso. Pá, tá me chamando de chiu aí, né? Anotado. Todo mundo te diz para acordar às 5 horas. Eu acordei às 5 horas por 8 meses seguidos. Fui mais produtivo? Não. Fui mais ansioso, mais irritado e mais improdutivo do que nunca. O problema não era meu horário de acordar, mas sim o que eu estava otimizando. Sim, que eu estava otimizando a ferramenta errada. Produtividade está relacionada a quanta energia mental você tem quando está trabalhando e não por quanto tempo você trabalha. Isso muda completamente o que você deve fazer de manhã.

Qual que é a diferença desse exemplo de post aqui com intenção daquele outro que só dá comandos pra pessoa fazer? Acorda cedo, faz isso, faz aquilo, toma tua creatina e não sei o quê. Isso aqui tem intenção. Quando a pessoa lê isso aqui, ela entende que você, você entrega aqui uma vulnerabilidade tua, porque você fala assim, ó, eu fui ansioso, irritado e mais improdutivo. Na verdade, você não tá tentando ser a pessoa o melhor de todos, o mais maravilhoso, que faz tudo perfeito, não. A gente mostra um pouco de vulnerabilidade. Quando a gente fala sobre, eh, trazer elementos da nossa vida pessoal no nosso perfil do Instagram, mesmo que a gente esteja usando ele de forma profissional, e a gente fala assim, ó, às vezes a gente, muitos mentorados falam assim: "Ó, mas eu não queria pôr muita coisa da minha vida pessoal, não sei o quê, não sei o quê". Você não precisa colocar a sua intimidade, mas é bom que você coloque alguma vulnerabilidade, tá? Que são coisas diferentes. Aqui você colocou uma vulnerabilidade que se alguém lê, se alguém vê isso aqui não vai te prejudicar em nada, entende? Então, isso aqui é diferente de mostrar a intimidade. Aqui você fala sobre, você fala da sua vulnerabilidade que você conecta com a pessoa sem mostrar a intimidade, que é algo que você não quer. Então, aqui, além da gente ter essa intenção da narrativa de se importar com o outro, a gente ainda conecta com a pessoa porque a gente está sendo vulnerável de forma, tá?

Agora, vamos falar dos roteiros que eu recebo no Drive para revisar. Eu não vou colocar o roteiro de vocês aqui, tá? Não vou colocar porque senão vocês vão falar assim: "Ai, ela tá me atacando, sou uma vítima da sociedade, tá? Não vou colocar." Que que eu fiz? Peguei um roteiro de um nicho que nenhum de vocês tem, tá? Porque eu também não queria revisar, não queria mostrar o antes e um depois de um roteiro que fosse de um nicho de alguém aqui, porque senão ia ser sacanagem, tá? Então, peguei um roteiro de uma pet shop, tá? Então, isso aqui é um roteiro que eu achei de uma pet shop que queria que as pessoas fossem lá levar o cachorrinho para tomar banho. Então, vocês olhem isso aqui comigo e chorem juntos, tá? Choremos.

Tem gente que abre uma loja, ela abriu um lugar onde o amor ganha forma. Como que o amor ganha forma? É tão genérico. Não é sobre vender ração. Isso aqui eu não preciso nem falar. Se vocês aparecer para mim com roteiro escrito, não é sobre, é sobre cobra vai fumar. Não é sobre reconhecer aquele olhar que não fala. Olhar que não fala. O olhar não fala. Mesmo, porque o olhar ele vê, o olhar não fala e aí a pessoa que tá vendo esse texto aqui, ela fala assim: "Meu Deus, que que o pessoal tá querendo dizer que o olhar não fala?" Então, é muito subjetivo, gente. Não pode, não pode, não fala nada com nada. O olhar que não fala, mas pede. Vocês entendem que para vocês entenderem uma frase dessa aqui, você precisa parar e raciocinar sobre ela para ela fazer o mínimo de sentido. Então, se o teu texto tem uma frase que a pessoa precisa se debruçar sobre ele demais, se o teu roteiro, pior ainda, se o teu roteiro que você vai gravar teu real, a pessoa precisa entender que o olhar não fala, ela precisa entender. Esse roteiro não deve ser transformado em ri, ele não deve ser postado.

Aqui cada latido é entendido como linguagem. Cada rabinha abandonada é uma resposta. Cada, cada, cada, cada. Repetição de palavras, frases muito curtas. Cada silêncio também tem cheiro de banho, de tempo, de presença. Fica robótico. Isso aqui eu coloco sempre quando, quando eu vejo frase curta. Por que que fica robótico? Porque é uma união de frases muito curtas aqui. Aqui não tá tão curto ainda, né? Já peg, já eu vi piores. Tem cheiro de banho recém dado, mas também tem cheiro de cuidado, de tempo de presença. Ela sabe o nome de quase todos. Ela, quem, quem sabe o nome de de todos é a funcionária da pet shop. A gente não sabe. A motorista que vai em casa buscar a dona do pet shop, ninguém sabe. A dona, a dona do cachorro que sabe, mas como é que é dona e não é dono? Entendem? Que que é confuso? Porque aqui a gente tem outro problema nesse texto aqui, que é escrever um texto de real na terceira pessoa do singular. Ela gostava de viajar, só que você não tá falando dela, você tá falando de você. É, por exemplo, eu sou mãe de três crianças, aí eu vou escrever, vou fazer um texto, vou, vou gravar um real falando sobre mim. Aí eu falo assim: "Ela era mãe de três crianças". Já começa assim: "Será que ela vai falar de alguém? Será que ela vai falar da amiga dela? Será que ela vai falar da mãe dela? Será que a mãe dela tinha três filhos? Será que, mas a mãe dela tem quatro filhos, entende?" Fica confusa, tá obrigando a pessoa a pensar demais. Ela não vai ver teu vídeo, ela vai pular o teu vídeo. Começou o roteiro falando frases que não dizem nada com nada, a pessoa não vai engajar porque ela não entendeu.

Eh, ela sabe o nome de quase todos, mas mais do que isso, ela sabe quem tem medo do secador, quem precisa de cola antes de entrar, quem finge coragem, mas treme por dentro. Vou nem comentar. Tem dias em que o trabalho é leve e tem dias que dói. Aqui já complica o negócio. Tem dias que é leve, mas tem dia que dói. Você trabalha numa pet shop, você tá falando de cachorrinho que vai tomar banho. Dói por o cachorro te morder? Não tem uma descrição. Dói por o cachorro é pesado? Dói tua lombar? Não sei. Dói por quê? Porque você gosta muito do cachorro. Você tem dó dele tomar banho na água fria. Amar os animais. Aí você precisa explicar porque que dó amar os animais é sentir que eles não o que eles não conseguem dizer. Como que entra na cabeça de uma p um ser humano que tá vendo um vídeo que ele, como que essa pessoa vai ter o desejo de mandar o teu pet lá? Você não sabe que que a pessoa tá falando aqui e ela quer que a pessoa, porque no final ela fala assim, ó, dúvidas, chame no direct. Ninguém chegou até aqui para chamar ela no direct. Ninguém conseguiu escutar isso aqui ou ler isso aqui para chegar aqui. Cuidamos com amor e carinho. Eu imagino porque o o roteiro, o texto ele tá só carinho, não tem informação nenhuma. Shakespeare não leria, né? Tá. Vocês entenderam o que que é um roteiro que não fala nada com nada? E você precisa ficar ali escolher o conviver com afetos que não usam palavras, mas ensinam todos os dias. Então, vamos pra aula de língua portuguesa. Escolheu conviver com afetos que não usam palavras, mas ensinam. Quem ensinam? Os afetos. O, como que os afetos ensinam todos os dias? Você precisa pensar, você precisa pegar isso aqui e voltar lá e entender. Então, é trabalhoso isso aqui. Provavelmente é um roteiro 100% chat GPT, sem a menor curadoria de nada. Traga seu amigo para o pet love. Cuidamos com amor e carinho. Dúvidas, chame no direct. Olha, se vocês colocar chame no direct, vocês são empresários, vocês são médicos, vocês são pessoas que estão aqui, que vocês estão trabalhando, tá? A pessoa entra no perfil de vocês e vocês colocam lá dúvidas, chame no direct. A partir de hoje, se eu ver, vai ter problema. Não, gente, não coloca chame no direct, tá? Vamos pensar em outro CTA ou não colocar o CTA também, sabe? Porque se você tá fazendo um trabalho muito bom ali, se você tá sendo realmente muito profissional ali, a pessoa vai sentir um desejo sim de te mandar uma mensagem no direct. Não precisa de você pedir para ela fazer isso. Quem é muito bom, quem, quem, tipo, eh, eu vou dar o exemplo que eu, que eu já acho que eu já dei na última aula da Gigi Barreto, tá? Inclusive, eu fiz a Bárbara seguir a Gigi Barreto. Ela sabe do que eu tô falando. O conteúdo da pessoa, ela é uma arquiteta. Arquiteta não, mentira. Ela é uma cenógrafa que ela é designer de interiores. O conteúdo dela é tão bom, é tão bom que que dá vontade de chamar ela para conversar. Dá, sabe? Não, não, não. Eu não acho um erro no conteúdo daquela mulher. Ela nunca escreveria dúvida deixando no direct ali. Então, comecem a ter também como referência, porque, por exemplo, eu tenho ela como referência para mim de pessoa que produz conteúdo impecável. Eu sou cenógrafa, eu trabalho com designers de interiores decorando casa. Não, mas ela para mim é uma de uma referência, porque ela faz um trabalho extremamente bem feito e dá vontade de conversar com aquela mulher. Então, queiram ser essa pessoa que a pessoa vê o teu trabalho ali, ela vê o que que você tá fazendo, ela te vê, ela os teus seguidores precisam sentir essa vontade de mandar um direct para você. Você não precisa pedir isso, tá?

Dito isso, como que eu faria se eu tivesse uma pet shop, eu quisesse chamar a pessoa para levar o cachorrinho dela para tomar banho lá, tá? Tem um cheiro que só o dono do cachorro conhece, o cheiro de quem deveria ter ligado pra gente semana passada. Isso aqui é um post que estaria no, no pet, tá? Na hora que eu falo que tem um cheiro, o cheiro de quem deveria ter ligado pra gente semana passada, só com essa frase aqui, quem é dono de cachorro já entende o que que a pessoa quer dizer, que é o cheiro do cachorro sujo. Tem uma coisa que a gente esquece quando adia o banho do cachorro, além do cheiro e do pelo, é que ele não consegue te dizer que está, que está desconfortável. Ele só continua te amando e esperando e o pelo embolado aperta a pele. Aqui a gente começa com elementos de descrição. Olha que eu estou descrevendo. A pessoa que está ouvindo a narração no real ou que está lendo, ela não tá vendo o cachorro aqui na frente dela, mas ela tá conseguindo imaginar a agonia do cachorro. Ela consegue, é fácil para ela. Ela não precisa de um esforço imenso para poder imaginar, não tá? É nítido. Quando eu falo para vocês coloquem mais exemplos concretos, coloquem mais elementos palpáveis dentro do roteiro. É isso aqui que eu tô falando. A pessoa precisa imaginar o que que você tá falando com elementos descritivos aqui. Isso aqui é uma narração com elementos de, de, de texto descritivo. O pelo embolado aperta a pele. Você consegue imaginar o cachorrinho com nó no pelo. Você não, não precisa de esforço. Sujeira acumula fungo, bactéria e coceira. Tá, tem pet shop. Além de eu falar que o cachorro precisa tomar banho, aqui eu já tô querendo vender mais coisa pra pessoa ainda. Isso aqui não precisa não, não, não é um anúncio, é um post. Ouvido sujo vira infecção. Ele não reclama em palavras, mas o corpo dele fala o tempo inteiro. A gente é que precisa aprender a ouvir. Eu não gosto muito dessa frase, o corpo dele fala o tempo inteiro, mas ela casa aqui, tá? A gente é que precisa aprender a ouvir. A transformação do banho vai além de estética. Aqui o que que eu queria? Eu queria que o dono do cachorro visualizasse o cachorro limpinho. A transformação do banho vai além da estética. É o cachorro que para de se coçar, que deita diferente, que corre pelo corredor de um jeito que você não via faz semanas. Conforto físico sempre muda o comportamento. Existe um momento específico que todo tutor conhece. Quando você pega ele no colo depois do banho. Aqui você já imagina quem tem cachorro, imagina já na mesma hora você vai lembrar do cheirinho gostoso do cachorro que você pega no pet shop. E você pensa, por que que eu demorei tanto para dar banho nesse consagrado? Entenderam a diferença? Quando que eu usei aqui em algum momento? Não é sobre, é sobre. Não precisa, não precisa. Você simplesmente fala o óbvio, o óbvio. Você não precisa.

Uma coisa que eu queria também, eh, falar sobre vícios de chat, uma coisa que eu tenho visto muito é começar uma frase com porquê sem ter feito um questionamento antes. Então, às vezes isso não, isso não tinha no roteiro anterior aqui, por isso que eu não comentei, mas às vezes, eh, escreve um texto assim, eh, ai meu Deus, como é que eu explico? Você, eh, você pode gostar de crianças, você pode não gostar de crianças, o importante é que você aceite as crianças. Por que as crianças são futuro da humanidade? Por que não sei o quê? Por que não sei o quê? Por que não sei o quê? Por que não se não qu? Esqueçam o porquê no começo da frase. Eh, abandonem isso, tá? Porque por fica cansativo, fica robótico. Então, quando vocês forem escrever o roteiro, além dos vícios normais comuns de chat GPT, que a Bárbara fala na outra aula de roteiros, que é bom vocês assistirem, que é uma aula mais antiga, eh, tentem abolir também o porquê no começo das frases que tá vindo, tô vendo muito isso, tá?

Agora, vocês conseguiram entender a diferença disso daqui para isso daqui e que isso daqui faz realmente com que a gente visualize o cachorro e a gente sinta vontade de lavar o cachorro na pet shop? Não, eu não tô vendo vocês, mas eu imagino, não sei se vocês estão, vocês estão conseguindo imaginar, mas tipo assim, aqui a diferença do texto aqui é muito grande. A narrativa, só para, só finalizando a aula aqui, que já é 8 horas da noite, eh, o que que é narrativa? Ela vai fazer pelo teu conteúdo, ela faz o que que o Instagram mesmo não pode fazer, tá? O Instagram não pode fazer a pessoa sentir nada pelo que você escreve. Isso é um trabalho seu, colocando narrativa, colocando intenção no que que você tá escrevendo, tentando entender o quem que é a pessoa que vai ler, o que que você quer que ela sinta, fazendo perguntas antes de realmente colocar aquele texto para jogo, tá? Narrar com intenção. Quando você faz isso, você para de ficar competindo com as pessoas pela atenção delas e você consegue a presença das pessoas. Alguém perguntou sobre alcance. Eu não sei se foi a Dani essa semana, mas o alcance aqui, especificamente aqui, é quantas pessoas te viram, mas a presença delas ali é importante para elas lembrarem de você depois. Não adianta você ter uma página que tem 800.000 seguidores, se essas pessoas não lembram de você em nenhum episódio do ano inteiro. Então, o número de seguidores, muitos seguidores, não vai fazer nenhuma diferença se as pessoas não estão ali genuinamente, tá? E o que transforma essas pessoas de alcance para presença é a narrativa que você coloca. Sem uma narrativa intencional não rola. Então, antes de pensar, isso aqui é muito importante, antes de pensar na quantos posts que eu faço na semana, qual que é o horário que eu vou postar? # tendência, dancinha, trende do será. Pensa em quem está vendo vocês, quem que tá ali do outro lado, pensa o que que a pessoa sente quando ela acorda. Será que ela acorda querendo ver uma trente? Será que ela acorda pensando qual que é o horário melhor que ela deveria ter visto meu post? Põe só no horário. Antes disto, pensa na narrativa. O que que a gente quer? A gente quer que a pessoa olha para aquele texto, olha para aquele roteiro e fala: "Nossa, foi feito para mim. Isso aqui que a fulana falou, parece que ela falou para mim". E é isso que a gente quer. A nossa intenção final é essa, que a pessoa veja ali o seu post e ela pense assim: "Eu não estou sozinha". Tá? Esse é o conteúdo que não sai de moda nas redes sociais. Muito obrigada a todos. Finalizei a aula, gente. Ó, eu quase passei do horário.

Arrasou. Eu tô mostra. >> Perdão. >> Depois lê o A Mari queria perguntar a B, só pra gente. >> Ah, tá. >> É, na verdade eu não queria perguntar. É sobre isso que a Bárbara falou falou, né? Elas sabem da nossa situação. Assim, a gente é um perfil grande, só que é exatamente isso que aconteceu lá no começo. A gente não criou uma comunidade, então a gente não eh conectou com os seguidores. Então hoje em dia eu tenho um perfil grande e agora eu tô criando uma comunidade, o que é muito mais difícil. Então, assim, isso que ela tá falando sobre narrativa, stories faz total sentido. Então, a dica que eu dou é comecem o quanto antes, porque agora é muito mais difícil. A gente tá conseguindo, né? A Bárbara eh até mandou mensagem a semana passada que eu fui falar da minha dermatite nos stories que assim tá atacadíssima e isso engajou muito. Então, tipo, eu tive que explicar do começo como que eu contraí a dermatite, como que começou. A roupa branca também. >> É, a roupa também branca, né, que a Bárbara outro dia perguntou, já conseguiu ficar com a roupa branca? Porque ela ficou amarelada. Então, isso que a Bárbara, a Bárbara Gurjal tava falando sobre essa conexão, ela é muito importante e o quanto antes vocês fizerem, mais fácil é porque a gente sofre hoje para fazer. Hoje a gente tá, estamos conseguindo, mas é sofrido. A gente sente que é mais sofrido, né? Porque o nosso conteúdo já não entrega mais para todos aqueles seguidores. Quem começa a te seguir tá interessado em ver o que você tá fazendo. Então, vai aparecer. Tanto que vocês podem reparar, quando vocês começam a seguir alguém, se você atualiza o Instagram, ele, ele é a primeira bolinha que aparece dos stories, diferente, por exemplo, no meu caso, né? Então, assim, eh, eu só queria dar o meu feedback em relação a isso, a narrativa que vocês contam nos stories, que é muito importante isso para vocês.

>> Obrigada, Mari.

>> É a Carla, a próxima.

>> Euzinha, contar uma coisa para vocês que aconteceu essa semana. Eh, eu falo, mas assim, eu não nunca parei na minha rede social para explicar toda a minha história da gravidez tardia, né, que eu engravidei com 47 anos, tive filho eh com quase 48. Mas enfim, e fiz aquele post que vocês viram, né, disseram que eu tava atrasada. Atrasada para quê, né? Casei aos 45 e tal lá. Aí, essa semana, eh, de umas semanas para cá, eu tenho recebido, eu não sei se alguém republicou, né, mas a minha, o meu público é muito engajado. Eu tô chegando nos 30.000, né, e todo mundo participa muito, né, eu mexo muito com os afetos e tal. E aí marcou uma consulta uma pessoa e a a minha secretária falou: "Idade, mulher, eu não sei por é sexto sentido." Falei: "Quer ver que tem a ver com aquele post?" Mas não deu outra. A hora que ela sentou na minha frente, ela falou: "Eu vim te conhecer". Falei: "Venho me conhecer". E marcou a consulta, pagou. Falou: "Me conta a sua história. Olha só." Aí eu falei: "Mas o que que você quer saber da minha história?" E ela falou: "Você casou com 45?" E aí é uma mulher que ainda não casou, que tem uma idade parecida. Hoje ela tem 47 anos, ela falou: "Eu ainda quero ter filhos e tal". Mas ela foi num coração puro, aberto, sabe? Tipo, me acolhe, me diz que é possível, né? Eu achei tão bonitinho, tão bonitinho, e veio pela rede social, pelo Instagram.

>> E como essa eu recebo vários directs de mulheres querendo saber e é uma coisa que eu nunca sentei para falar: "Olha, eu fiz FIV, foi assim, eu tive perdas gestacionais e tal e parará". E isso surge a todo momento na minha rede social. Muito engraçado. Eu achei uma fofura.

>> Isso é o que, o que eu tava falando ali de você não mostrar a sua vida íntima, mas você mostra ali de forma estratégica, intencional, alguma vulnerabilidade sua. Então, quando a gente fala assim: "Ah, mas eu preciso aparecer, não sei que precisa". Você precisa mostrar porque a pessoa conecta com a pessoa. Ah, mas eu não quero da minha vida íntima. Mas você não precisa. Você simplesmente falou assim, ó, eu casei com tal idade. Você não fica lá falando assim: "Ai, eu briguei com o Flávio porque ele deixou a toalha aqui na, na, não sei quê e eu briguei com ele porque ele fica só fazendo eh pronto, tipo, aí ele não conversa comigo." Se isso é o exagero da >> É mesmo, viu? >> E tá vendo, ó? Tá vendo a bola de cristal? Mas eh mostrar um pouco de coisas que aconteceram. A, a, isso é o teu repertório.

>> Eu, eu tinha, eu fiz um vídeo esses dias de 12 minutos no meu perfil falando sobre um curso que eu vi que eu achei um absurdo de horroroso uma pessoa querendo dar um curso e vou ensinar ter repertório. Como que você ensina a pessoa ter repertório? Como que não tem? Você não, não ensina porque a o repertório é a história de cada pessoa. Então, como que alguém vive isso por mim? Como que alguém vive alguma história e quer me ensinar, me trazer um repertório? Ser impossível e essa pessoa vai vender esse curso e vai ganhar dinheiro. Porque as pessoas querem ter repertório, porque repertório é a palavra da moda. Todo mundo quer repertório. Porque repertório? Porque, eh, não sei que lá cultural. Gente, eu esqueci o nome do do livro do francês que tá bombando agora entre um monte de coach da, da, de bagagem cultural. Vou, vou achar e vou levar para vocês. Tem muit, tem muita gente se valendo disso para vender curso de repertório. Essa história que você contou, as histórias elas, elas são o repertório, elas já são. Então, todo mundo tem. Você tem a Mari tem o repertório, eh, a Renata tem o repertório dela de viagens, mas ela também tem o repertório dela da vida que ela viveu junto com o pai dela. E ela trouxe esses dias isso num post que foi maravilhoso, que deu super bom. Por quê? Porque está contando uma vulnerabilidade sem exagerar na intimidade e ela está trazendo o repertório dela ali, tanto de viagens quanto emocional. Então, é importante sim mostrar a vulnerabilidade sem entrar tanto na esfera íntima, mas é importante também entender que aquilo que você traz, que você viveu é interessante.

Mais alguém para falar? Quem que é a próxima que é a Conceição?

>> Eu, eh, primeiro eu queria fazer uma pergunta para a Bárbara porque eu tive que ir dar comida pro meu cachorro. Ele estava aqui chorando no meu pé e subindo na minha perna. Então, eu gostaria que você me dissesse, eh, você falou sobre, eh, a IA. Você pode repetir, por favor?

>> Sua e a qual foi orient Bárbara. Eu >> é >> Ah, tá sim. O que eu falei, eh, qual que seria a dinâmica pra gente desenvolver um roteiro? A ideia, essa palavra que a Bárbara tá falando de repertório é totalmente nosso. Então, a dinâmica precisa ser muito mais. Olha, tive uma ideia, vou fazer uma postagem sobre ela, eu vou escrever o texto, vai partir de mim. Eu sei que a gente tá, todo mundo tá muito corrida, que a gente não tem saco, mas é isso que vai trazer um diferencial muito grande. Já tá ficando muito batido os textos de a, os carrosséis de a. Então, quando você faz essa escrita e a Carla é primorosa em de falar bastante sobre a escrita terapêutica, faz com que você consiga tirar tudo isso de você, mas que você peça a minha e ah, claro que você pode pedir para ela, de repente você tá meio perdida, não tem problema nenhum, mas sempre peça para ela, por exemplo, olha, organize melhor meu texto, deixe mais fluido, eh, tire algumas repetições. É muito mais uma questão de organização, não necessariamente de formação inteira do seu texto, porque senão fica muito batido. Foi os exemplos que a Bárbara trouxe, frases curtas, esses exemplos que eu coloquei também no chat, tem muito no na aula de roteiros que eu explico. Então, assim, sempre pensa que um excelente criador de conteúdo é um excelente escritor, então é uma coisa que tá paralela à outra. Então, pratique bastante a escrita porque esse vai ser o grande diferencial de autenticidade para você. Então é isso, meada bronca, né, gente? Quem usa aí?

>> E agora, bar, eu murchei completamente com essa aula. Tô assim traumatizada. Você me causou um trauma.

>> E o meu objetivo foi atingido. Isso todo mundo dormir chorando fetal. Tô brincando.

>> Então, eh, eu fiquei pensando assim, a gente, eh, levando em consideração que quem segue a gente nos stories são teoricamente pessoas que nos conhecem. Então, quando você fala tantos exercícios, isso e aquilo e tá pago, eu não uso mais não, mas eu já usei, tá? Vou confessar e dou a minha mão à palmatória. Então, eh, eu queria que você falasse um pouquinho mais sobre isso, né? Porque, eh, assim, você despertou também o desejo de ler Nelson Rodrigues, que eu adorava as crônicas dele na TV. Então, a TV tá perdendo tudo que vale a pena você parar para assistir. Hoje em dia, eh, a maioria das pessoas assistem só os streams que você pode selecionar o que vai entrar na, na sua cabeça ou na sua casa, né? Então, você poderia falar um pouquinho sobre isso? Você queria que eu falasse sobre escrever textos maiores ao invés de escrever os curtinhos ali nesse sentido que você queria?

>> É, nos stories principalmente, porque os stories é uma questão de engajamento, né? E aí aquelas pessoas que estão ali, elas já não seguem, né, teoricamente. Então, você falar, tá pago, eu fiz tantos exercícios e tudo mais, as pessoas vão entender. E qual é a diferença aí? Explica para mim.

>> Elas, elas podem elas podem entender sim e tal, só que o que que acontece? Elas vão entender, porém elas vão ignorar, elas vão passar, elas vão pro próximo, elas não vão, tipo, aquilo não impacta elas em nada. Então, por isso que é importante ter a intenção com o que você faz. Quando você escreve no, no story ali, só simplesmente tá pago, você não tem intenção nenhuma com aquilo, só postar realmente, bater o teu cartão ali e mostrar que você tava na academia, talvez. Mas é diferente de uma pessoa que precisa colocar isso de uma forma intencional. Vou dar um exemplo. Quando a Bárbara pega e coloca a foto dela que ela tá fazendo atividade física, a Bárbara tem uma intenção por trás disso, que é o quê? Ela precisa mostrar que ela é uma pessoa que ela cuida da própria saúde dela. Porque quem vai querer contratar o, o curso, a mentoria da Bárbara, se ela não cuida nem dela? Como que ela vai cuidar da minha cabeça para eu criar conteúdo? Quando ela coloca ali que ela acorda cedo e tal o cafezinho dela ali todo dia, a chicrinha dela com o BD lá bonitinho, quando ela faz aquilo, ela tem uma intenção com aquilo que é, ela precisa que as pessoas vejam que ela tem um horário para acordar, que ela é disciplinada, que ela é uma pessoa que ela é coerente com aquilo que ela tá pregando. Então, se ela está pregando para as pessoas terem uma vida coerente de estudo, ela precisa colocar intenção. Então, ela publica conteúdo ali, ela fazendo aula de filosofia, ela escrevendo no caderninho dela lendo um livro, ela lendo o livro, ela, ela indicou hoje nos stories dela um canal que ela gosta, que ela segue. Então, vocês percebem que tudo é intencional, não é coisa solta, não é coisa aleatória, as informações precisam se casar. Se a Bárbara Torres está me vendendo um conteúdo para eu ser uma pessoa que fala melhor, que se comunica melhor, que é coerente, ela precisa ter isso mostrado de alguma forma ali, porque senão ninguém vai, as pessoas falam assim, não faz sentido. Então, é nesse sentido, você, eh, se ela pega e coloca o treino dela lá, tipo, só tá pago umas três vezes na semana, tipo, não tem conexão, mas ela faz com intenção, porque sempre é no mesmo formato, sempre são em horários parecidos, sempre são assim intencionais mesmo. Casa com o que ela fala no feed, casa com o que ela fala no podcast, casa com o que ela fala no YouTube. Então, as coisas estão entrelaçadas ali. Se eu falei besteira, você me corrige, xará.

>> É isso mesmo, porque os stories t muito essa dinâmica de rituais e o ser humano gosta dessa repetição, da previsibilidade, então a gente sempre tá aparecendo pro outro, gera essa lembrança mais fresca. Ah, sempre que eu penso em comunicação, eu lembro da Bárbara de uma forma inconsciente, porque eu tô sempre ali no dia a dia delas. Então, acordar cedo, praticar exercício, se cuidar são elementos que são positivos aos olhos das outras pessoas. Praticar escrita, tá sempre lendo, estudando, especializando, é sempre de uma forma intencional, não como a Carlinha fala, não é um checklist do seu dia, tem um porquê da gente tá sempre aparecendo ali.

>> Eh, e a terceira pergunta que eu preciso é a Bá de novo. Eh, qual é o nome da da do perfil que você simplesmente obrigou a Gigi Barretos? A casa vida, cenário. Acho que alguém mandou lá no grupo o perfil dela. É muito bom, muito. É uma coisa assim, sério, é um bom gosto, uma coisa de out de outro mundo. OK. Certinho, Sea.

>> Ok. Obrigada.

>> Obrigada, Ana Paula.

>> Oi, Bárbara. Primeiramente, parabéns pela aula. Excelente. E gostei bastante. E a gente eu eu achei interessante porque eu tô, eu tô eh lendo assim na internet pessoas falando que repertório é igual a você ler livros.

>> Não, não, não somente, né?

>> Sim, isso tá tá junto. Mas aí o que que acontece? Esses dias eu vi daí uma pessoa perguntando para para essa outra profissional que eu sigo, né, como faz para ter repertório? Não, como faz para se comunicar melhor na internet? E ela disse: "Precisa ter repertório. Primeiro você precisa ter repertório." Então, digamos, claro, daí ela vai ensinar a ter repertório. Como? Mas repertório, sabe? Que daí até eu fiquei, será que repertório eh quer dizer com isso? Mas não, né? Só as vivências da pessoa. É, isso começou porque uma galera começou a trazer o conceito de capital cultural do Pierre Bourdier, que é um sociólogo, tá, para as discussões. E aí que que acontece? Assim como muitos assuntos um pouco mais profundos, as pessoas começam a prostituir o assunto, entendeu? Como é começa lem, não fazem critério nenhum. Às vezes não lei e aí vê um tutorial, um vídeo, um resumo e tal e já fala: "Não é isso". Então, o Pierre Bourdier, sociólogo, ele explica o o capital cultural como um capital, né? Que é algo que valoriza a pessoa como ser humano, que é aquilo que ela traz, a bagagem dela, as habilidades dela, tudo que ela aprende, que ela já leu, onde que ela esteve, com quem conversou, o que que ela viveu, ela, ela é filha de pais que educaram tal coisa ou não. Então, tudo isso são elementos de repertório. Só que, eh, essa questão intelectual, ela, ela tá vindo muito em alta por conta também do mercado de luxo, porque o mercado de luxo ele está hoje em dia, há já há alguns anos, ele vem tomando posse dessa questão cultural de forma mais explícita, porque o mercado de luxo sempre esteve historicamente envolvido com a cultura, com obras de arte, com alta cultura, com coisas que t a ver com a cultura mesmo. Mesmo, não só o luxo, pelo luxo de você, eh, pagar caro numa bolsa da Chanel, por exemplo. Então, quando isso começa a vir mais explícito para pr, para todas as pessoas, não quero falar que vem pra massa, mas é mais ou menos isso, eh, o assunto começa a ganhar nuances um pouco mais populares e aí as pessoas confundem que que para você ser ter um repertório bacana, você precisa parecer um intelectual, ler livros, isso o parecer ser e não o viver e não ser mesmo. Então, isso vem um pouco, por isso que eu falo, tome muito cuidado, porque vai ter gente vendendo curso disso e o repertório não é algo que alguém pode vender para você, é uma coisa sua, uma coisa que você viveu, tá? É isso.

Então, finalizamos. Só, só uma questão que me veio também, até porque tem pessoas, né, Bárbara, eu penso assim, tem pessoas que não tem esse lado intelectual, mas eles, eles têm outras vivências que são importantes para determinado nicho, né? Ex.

>> Então, eh, então isso agora eu tô, eu senti assim essa onda de, ah, vamos criar repertório, então faça meu curso que eu vou te ensinar a ter repertório. Mas não é assim, né? O meu pai, ele é pedreiro, ele é uma das pessoas que mais tem repertório do mundo inteiro. Estudou até a quarta série. Quarta série. Vocês não tm noção do do que que ele é. E é e é porque nunca pegou um livro. Ah, deixa eu sentar aqui para poder ler Ruben Braga. Nunca fez isso na vida. Gente, deixa eu perguntar uma coisa para vocês que eu tô notando, eh, e vocês que são mais conhecedoras desse universo, eh, essa, essa nova modalidade de você filmar o seu dia, eu tô vendo todo mundo fazer isso. Já acorda filmando a pasta de dente ou não sei que. Depois eu vou pra academia de que que é isso assim?

>> É tipo um vlog, né? Mostrando.

>> Daily. Isso. Daily. Aquilo.

>> É. Ah, é mais uma modalidade até dinâmico.

>> Sim. Eh, é uma modalidade que estava meio tímida nos últimos tempos, mas agora está mais forte, principalmente pessoas muito famosas contratando social mídia meio que para ficar atrás dela o dia todo.

>> Por exemplo, a Maira Card parece um cachorrinho. A pessoa fica lá com o celular o dia todo enquanto ela.

>> Mas assim, eu particularmente eu não gosto. É, mas por exemplo, dá para fazer essa aplicação muito bem, porque a Lara que tá na nossa mentoria, depois vocês deem uma olhada, ela mostra legais até.

>> É, então o dela não é assim, ah, acordei, tô de pijama, mostra. Não é assim, ah, ela tá saindo de um lugar, indo para outro. Enquanto isso, ela tá fazendo story, contando, olha, cheguei aqui. Mas assim, muito esporádico quando acontece um evento, algo especial. Mas assim, eu acho que, meu Deus do céu, eu recomendo para vocês, não apareçam de pijama, de cabelo desgrenhado, só se realmente, eh, assim minimamente, eh, claro, seus pijamas são maravilhosas, Carla. Não, não entra aqui em pauta, mas eu digo assim, daquele jeito, quando a gente acorda toda desgrenhada, então acho que tem um meio do caminho, porque.

>> Eu tô vendo que tá todo mundo fazendo isso, geral tá fazendo. E aí assim, tem uns legais de acompanhar.

>> Sim, sim. Né? Mas tem aí eu falei: "Putz, deixa eu entender melhor isso".

>> É tipo um, e existem os dailies que aí são perfis privados.

>> De pessoas que t perfis grandes ou não, que é como se fossem melhores amigos só para quem tá lá dentro. Aí você posta qualquer coisa. Eu gosto de colocar os melhores amigos.

>> Mas são sempre muito editados, né?

>> Sim. Aí tem um social media.

>> Inclusive aquele advogado Nelson Williams, ele fazia bastante isso, né? Até cair.

>> É, fazia, ele tá sendo processado agora, né? Também.

>> Ah, por vários, todos os lados. Estava conversando sobre isso com a Ana Paula hoje, né?

>> Vários processos.

>> É, parece que aqui no Brasil quando a pessoa começa a extrapolar um pouco assim o a normalidade.

>> Ostentação, né? Ostentação virou meio que geralmente essa pessoa ela tá envolvida com algo ilícito também. Isso a gente tá notando, né? E não é só nós que estamos notando, mas as as instituições estão, eh, estão indo atrás e estão descobrindo, bom, realmente, né, tem algo aí que, que não é lícito, porque até trazendo a questão do Vorcaro, a gente, eu, a gente nunca, eu vi esses dias uma jornalista falando que eu achei bem interessante, no ela cobre, ela está por dentro de vários banqueiros, né, e acompanha a vida de vários banqueiros há muitos anos em Brasília, ela nunca tinha visto tamanho ostentação. Então, parece que isso segue também outras pessoas, né?

>> Explica, né? Chama muita atenção. Inclusive o dono da Choquei, o Rian, esses outros funqueiros, assim, poxa, é muito estranho. Assim, a gente sabe que os fanqueiros eles têm um certo dinheiro, que eles conseguem tal, mas tava de um jeito assim, Bentley, eh, colar de mais.

De R 1 milhão de reais, então assim, tá começando a se tornar. Antes já era cafona, agora acaba sendo algo que chama atenção.

Daniela, Conceição, tô te vendo aqui, tá?

Não, você falou de cafona agora e uma vez uma pessoa na internet falou: "E se a Fernanda tivesse viva, ela ia chamar todo mundo de brega e cafonérrimo, né?" Porque seria assim, eh, uma coisa, rede social para ela ia ser impossível.

Mas falando de repertório, eu achei que a Ana Paula pegou bem o que a Bárbara tava falando e achei com vontade de compartilhar. Eh, porque assim, meu vô também, ele era uma pessoa zero. Eh, tem a Isabela Lend ou é uma outra, aquela Ernê, Anne Ernê, ela fala muito sobre as questões das classes sociais, né, que ela saiu de um lugar eh da população e foi para um lugar intelectual, né? Então, a gente tem um pouco essa eh isso no Brasil, né, que a gente acha que o intelectual é da classe rica e que o repertório, na verdade, ele pode ser sobre qualquer coisa, né?

Então, meu vô também era metalúrgico em São Paulo, ele conhece todas as ruas, conhecia todas as ruas assim na cidade, qualquer uma, eh, qualquer fábrica. Então, o repertório dele era absurdo, porque ele ele andou muito, ele teve muita experiência, né?

Agora, quando eu fiz a minha primeira faculdade, que foi moda em 2000 e nada, eh, eu tinha uma professora que eu não lembro a disciplina qual é, nem lembro o nome da disciplina, mas era obrigatória, você tinha um caderno e aí todo mês você tinha que fazer um monte de coisa, você tinha que ir numa exposição, colocar o o negócio de pago, o ticket, eh, o folder, escrever o que você achou, ler um livro, escrever o que você achou do livro, eh, pegar uma revista especializada da de moda, escrever o que você achou, eh, não só de moda. Então, a gente tinha que ir em várias, aí eu conheci o bispo de Rosário, que eu não fazia ideia. Eh, comecei a ler Dr. Eevski, que eu nem sabia o que que era na vida, porque eu tava fazendo faculdade de moda, mas ela entendia que para você ter uma visão ampla você tinha que ter eh um repertório. Nesse sentido, além da sua área, você tinha que que ver um pouco mais da cultura.

Mas é isso que eu acho também que a cultura às vezes as pessoas querem lincar como uma coisa de luxo, eh, até para dar um pouco de sentido ao luxo em si, né? Mas a a a cultura ela é qualquer cultura, né? O ferante cultura do fe tem tem n culturas, né? Não necessariamente só a eh a acadêmica, né? Ou a elitista é que ela existe, né?

Então, às vezes até é engraçado porque tem até alguns posts que eu vejo assim que são bem simples assim, a as os musiquinhas nacionais, pessoas que buscam às vezes até um pouco mais essa referência simplória mesmo. Eh, pessoal da Porta dos Fundos, quando tá o Gregório, não sei se vocês já viram, conversando com eles trazem muito isso do dia a dia, dessa coisa simples, eh, de uma forma engraçada. Então, acho é isso.

Não, muito bem colocado. Inclusive no livro Coisa de Rico, o autor ele sempre vai escalando os níveis de riqueza, porque muitas vezes a gente acha: "Ah, quem tem muito dinheiro é rico, né?" Um pouco assim, não. Mas quanto mais você vai se aprofundando nas camadas de riqueza, o rico, mais rico possível, ele tem essa parte. Olha, a riqueza mesmo é você ter repertório cultural, é você aí quanto mais as pessoas menos têm acesso a determinado conhecimento, isso se torna riqueza.

Então assim, a gente fica nessa, mas eu acho que todo mundo aqui tá meio que na mesma página desse entendimento de luxo também é artesanato brasileiro, luxo também é uma mármore, enfim, acho que a gente tem que sempre ter essa esse senso crítico de fazer essa essa essa separação, né? Não é porque hoje tá falando, hoje o que mais tem na área da saúde são as consultoras para vender alguma coisa high ticket.

Aí >> high ticket. Aí o high ticket primeiro você tem que pôr a bolsa assim em algum lugar atrás, né? Que você tem que ter a mesma for. Aí a arquitetura do consultório tem que ser chique. Tem que ser chique no sentido de tem que ter eh muita luz, muito bajur, muito mármore e aí eh o high ticket, a pessoa tem que estar tipo nem para atender o paciente, tem que estar assim, montadaça, joia, com joia. Elas treinam com joias, inclusive, joias, joias assim, largo não é joinha, joia. E elas as pessoas acham que isso é high ticket, só que na verdade quem atende realmente high ticket, eh, ele quer resultado e ele quer serviço e ele quer rapidez. Ele não quer saber se você tá usando a bolsa, ele quer ser assim e o ele é chato, na verdade, ele a gente ele é exigente. Você tem que entregar muita coisa para ele, não é não é uma questão de de aparência, né?

Então, eh, é esse high ticket é uma coisa que todo mundo tem que parecer rico, eh, para parecer competente. Então, eh, como que você escolhe um pouco também, porque você tem o nicho, né, também eh que você quer atingir e isso requer renda, porque tem o valor de consulta, tem o valor, eh, acaba que você vai falar com nicho que vai consumir tipos de produtos que o outro não, enfim. Mas não necessariamente essa coisa do high ticket.

Acho que o que a Bárbara traz é sentimento no no Bárbara gel, né? No texto, pra conexão, não é uma relação de olha, sou rica igual a você. Parece muito muito muito muito estranho. A internet tá muito esquisita para mim.

Sim, você é tão É, tem tem uma frase que é assim, né? Eh, como é que é? "Você é tão rico, mas você só tem dinheiro no fim das contas." É isso. Eu acho isso muito cafona.

Até tava conversando com a Ana Paula sobre isso, que ela falou: "Ah, eu fui em um evento e aí hoje eu vejo os eventos de dermato, por exemplo, eu fico assim, gente, que horror é assim, isso é muito gosto, tá? Não, não quero colocar as pessoas nesse lugar, mas eu acho cafona." E aí quando a gente chega em um lugar que fala assim: "Olha, eh, o meu, o meu produto é high ticket", digamos assim, não é um produto barato e aí a gente vê, não existe pessoas que gostam de consumir esse tipo de tipo de conteúdo. E é muito que a Daniela falou, a pessoa quer enxergar: "Olha, você vai me acelerar, você vai, eu vou ter menos dor de cabeça, eu vou conseguir alcançar mais por conta, então tô nem aí. Se você tem a Ivison Lan, se você tem a Chanel, eu quero que você resolva meu problema com rapidez." Então, acho que é um pouco disso.

E a Gigi que a gente mandou lá no no grupo, ela fala muito isso, gente. Por que que você não pega um material natural ao invés de você pegar um porcelanato que imita determinado material? Tudo tá imitando algo, tudo é adesivado de madeira e você pode fazer alguns, né, escolhas mais conscientes e trazendo a riqueza do Brasil. É muito uma questão de olhar, né, de refinamento de olhar e qualquer experiência diferenciada. É isso mesmo, Andreia Raíça.

Só um minutinho agora só. Eh, vocês viram o a porta dos fundos como eles estão, o psicólogo tá atendendo lá, né? Eu, se não tivesse CRP, acho que eu atendia daquele jeito. Vai, meu filho, manda essa logo de uma vez. Eu não ia conseguir ser psicóloga, não. Ia falar assim: "Ah, é, você não sabe o que é problema."

Mas é super respeito, tá? Gente.

Às vezes a pessoa tá falando coisa tão absurda e você tá assim: "É mesmo?" E tem que fazer, meu Deus do céu. Eu vou pro céu, gente.

Ah, vai. Não tenho dúvidas. Ah, isso.

Ah, não, eh, para compartilhar também isso, né? pessoal da gente tá se movimentando. Eu tinha um Instagram super pessoal. Eh, os vídeos ainda estão longe de estarem no roteiro que eu quero, né, assistindo suas aulas. Ainda não consegui fazer tudo do jeito certo. Bárbara vive puxando minha minha orelha e a gente vive conversando assim, né? Mas só de estar postando, eh, também queria compartilhar com vocês muito legal que alguns pacientes, três pacientes marcaram consulta comigo pelos vídeos porque se conectaram. E aí: "Ah, eu adoro quando você fala da maternidade. Me conectei muito. Onde você atende?" Já recebi direct. Quando eu vi lá tinha seguir de volta, ou seja, era uma seguidora antiga e aí, enfim, eu nem conhecia, outra me conhecia, enfim. Então, as pessoas vêm marcando eh pelo que você pelo que conecta mesmo, né, pela, pelas outras coisas, não só Raíça médica falando o que todo mundo tá falando de lipedema, de nutrologia, de exercício físico, enfim.

E uma coisa que eu sinto que é muito engraçado e hoje eu me toquei disso, é que às vezes parece que realmente a vulnerabilidade ela conecta muito mais. Eu tenho muita dificuldade de ser muito autêntica lá, porque eu sempre fico me podando, né? "Ai, eu sou engraçada, vão achar o quê? Ai, se eu postar isso, tal." E aí eu paro. Mas eu sinto que quando realmente eu me mostro, como você falou, barra para as pessoas vem vem respondendo. E aí tem sido muito legal a experiência. E hoje eu postei, por exemplo, que meu filho não dormiu, vomitou a noite inteira, lá lá lá. Muita gente veio falar. E aí eu fiquei: "Caramba, realmente, olha que legal." E quando eu posto que meu filho dormiu a noite toda, que ele é perfeito, ele nem dorme, que eu acho que as pessoas botam mal olhado mesmo e ninguém conecta, entendeu? As pessoas ficam com raiva, como se fosse tipo assim: "Que idiota fica achando que o filho dorme a noite inteira. Como assim?" E eu vejo que ninguém nem responde direct, entendeu? Uma outra faz: "Pois aqui é um inferno, não dorme nada." no máximo de uma amiga. Mas assim, parece que quando você vai lá e diz, né: "Meu filho, vou meitar a noite inteira. Gente, quem tá aí no perrengue também comigo", parece que isso conecta mesmo, né? Porque parece que tem mais verdade ali. Mesmo sendo verdade que ele dorme, eu acho que as pessoas pensam: "Acho que ela tá mentindo, eh, esse filho dela não dorme." Mas enfim, eh, é isso, assim, é legal porque eu sinto que eu tô me movimentando, tá bem longe de ser ainda o que eu quero, até porque eu tô fazendo muita coisa, mas só de ter movimentado, né? ter se transformado. Acho que tá dando certo. Os pacientes estão vindo e é o que eu queria agradecer.

É, não, sem dúvidas, porque acho que assim, as pessoas, o mínimo que elas esperam é que nós, né, que a gente exerça o nosso trabalho da melhor maneira possível. Então isso é o básico, né? Mostrar que a gente é, né, todo mundo um excelente profissional aqui. Só que até conversando com a Raíça, o story dela que mais me marcou foi ela simplesmente mostrando o filho dela na rede, ele se ele olhando assim pro mundo, sabe, muito quietinho, só observando e ela escreveu assim: "O que passa nessa cabeça?" Tipo, é uma imensidão. E eu falei assim: "Gente, isso me tocou tanto, eu até arrepio contando isso para vocês, porque é isso que marca, sabe?" Aí, eh, todo mundo aqui é múltiplo, tem diversos interesses e valores e crenças. Então é isso, eu espero que a Raíça seja uma excelente médica, que eu sei que ela é, mas assim, são esses elementos que vão nos aproximando. A história da Carla, quando eu conheci o marido dela, quando eu conheci a história que ela engravidou com 47 anos, eu fiquei de meu Deus, essa mulher é uma potência, ela consegue o mundo e por aí vai. São esses elementos que a gente vai criando mais comunidade com os outros. Então vocês estão de parabéns. Quando vocês, vocês sabem, quando vocês colocam um pouquinho para fora tem resultado porque o público gosta.

Sim. Denise. Oi. Oi, gente. Eh, eu tava eu tava escutando vocês falarem, né, e me lembrei aqui de uma situação que eu passei e da história de cafona, quando dessa extrema exposição, né? Dentista hoje em dia tem uma coisa que tá muito nisso, tá muito perto também da até da história da dermatologia, como você tava falando, dos procedimentos, né, Bárbara? Então, eh, eu atendi um paciente que chegou para mim por indicação de um outro. Eu tenho muito esse perfil mais quieto assim, eu sou uma pessoa muito discreta assim e e inclusive uma da das motivações dessa dessa mentoria é exatamente exercitar um pouco esse meu esse meu lado assim de colocar para fora, porque eu acho que se a gente coloca para fora com essência e verdade, eu acho que termina que a gente consegue essa conexão, mas eu tenho também essa dificuldade. Mas esse paciente chegou para mim e veio por indicação de um outro e ele disse para mim quando chegou um paciente realmente chique, né, no na essência da palavra de postura e de condição financeira. Mas ele me perguntou assim: "Você você não é dessas dentistas que ficam que ficam muito eh" ele quis dizer assim eh me exibindo, né? "Você eh eu percebi isso em você." Ele ele isso chamou a atenção dele, né? E e foi uma conexão legal e ele também ele é meu paciente há 5 anos já. E ele é uma pessoa extremamente discreta, uma pessoa assim que tem muita condição, mas ele tá preocupado no serviço. Ele é extremamente exigente e ele não quer comprar um serviço só porque tá na dermato ou na dentista. chique da modinha e tal, mas pessoas que querem realmente consumir um um um serviço de qualidade, né? Isso é uma coisa que é é um valor para mim, né? E é uma coisa que eu percebo que as pessoas estão se preocupando também com isso, né? Tem muita gente, tem público, tem, vamos dizer assim, tem mercado para esse, para esse público, né?

Sim, sim. Eu tive uma aula de filosofia esses dias em que meu professor explicou algo muito interessante, que a sociedade funciona muito como um pêndulo, que a gente sempre vai pros extremos, mas o caminho do meio, que é a vida pelas virtudes, é onde a gente precisa sempre buscar. Então a gente vê que teve um excesso de ostentação, de cafonice, dessas coisas. E agora as pessoas estão falando: "Pera aí, imagem é importante sim, mas a competência ainda supera a imagem". Então a gente tá vendo uma volta e depois a gente, infelizmente vai voltar para essa ostentação, porque é isso que brilha os olhos, né? Não tem muito jeito, por mais que a gente já crie essa consciência, as próximas gerações vão vão ter muito isso de números, enfim, tudo que aí que a gente vê.

Bom, pessoal, a aula foi muito boa. Nossa, Bá, arrasou muito. Gostei dos cachorrinhos. Acho que deu para dar uma clareada, principalmente nas estruturas de roteiro, narrativa importante. E esse último bate-papo acho que deu ainda mais clareza pra gente, né? Foi muito, muito bom. Eh, e a gente segue compartilhando e tentando vencer essa rede social, né, como excelentes profissionais nela. Então é isso, pessoal. Qualquer dúvida, manda lá. Um beijo, gente. Bom descanso. Calma. Tchau.