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Olá, tudo bem com vocês? Sua Gabryella Gimenez, professora de CEP. Hoje nós seguimos com a disciplina de psicomotricidade aplicada à educação aí da pós-graduação de vocês. Em si, com motricidade, eu sou pedagoga e educadora física, especialista em psicomotricidade clínica e institucional. Já trabalhei na rede municipal de São Paulo, na sala de recurso, atendendo diretamente crianças com deficiência. A só pedagoga no Instituto Olga Kos, lá nós trabalhamos com oficinas de arte, música, dança e teatro. E trabalhei no departamento de esporte lá com as artes marciais para pessoas com e sem deficiência.
Para iniciar a aula de hoje, eu trouxe uma frase bastante famosa do Lapierre, o pai da psicomotricidade relacional, e que nem convida a gente a pensar sobre a necessidade de respeito ao tempo e ao espaço, ao corpo do outro, para que tenhamos um bom desenvolvimento, uma boa relação, aproveitemos da melhor forma possível as experiências, as vivências, as informações que o meio nos oferece. E assim consigamos alcançar, né, os marcos do desenvolvimento psicomotor e automaticamente também contribui para aqueles que estão à nossa volta e que também estão em processo de desenvolvimento. O meu corpo não é apenas um conjunto de órgãos, nem a dose executoras das decisões da minha vontade; ele é o lugar onde eu vivo, sim, onde é sexto lugar de desejo, prazer e sofrimento, domicílio da minha identidade, do meu ser.
E quando a gente compreende essa importância de respeito ao corpo, às ações, às sensações, às emoções, aos processos nele vividos, automaticamente nós também compreendemos aquilo que já somos capazes de fazer, de responder, de executar, e tudo aquilo que a gente precisa administrar, estimular, né, de outras formas, com outras coisas, por meio de outras relações, atividades, brincadeiras, só se tudo mais. Eu, quando a gente vai olhar para a criança no contexto educacional, é muito importante que a gente entenda que essa criança está passando por esse processo de reconhecimento do seu corpo, né? Ela está aprendendo ainda como o corpo dela responde, os mecanismos do corpo dela a situações, todas que serão necessárias para que ela dê a melhor resposta possível dentro de um contexto educacional.
O Freire, João Batista Freire, um dos fenômenos da educação física, traz que não seria necessário a cada ano letivo, além da preocupação na matrícula, que os seus corpos fossem matriculados. O que ele quer dizer com isso? Quando nós efetuamos a matrícula da criança na escola, a nossa primeira preocupação, nosso primeiro pensamento é o quanto aquela unidade escolar vai contribuir para a inteligência da criança, o quanto a criança vai aprender, se ela vai aprender a ler, a escrever, a contar, a dividir, a somar. Mas não se pouco ou nada nos preocupamos com a alfabetização motora desse indivíduo, o quanto aquela escola, aquele ambiente, as propostas ali vivenciadas vão contribuir para que esse corpo cheio de desejos, de sonhos, de vontades seja, de fato, o escopo da identidade, né? Seja capaz de exprimir sentimentos, sensações, caminhos, processos de aprendizagem e tudo mais.
A educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental que deveriam ser permeadas de signos e símbolos infantis, não só a leitura do conto de fadas, não só o faz-de-conta, a brincadeira ali, mas signos e símbolos que marcam esse corpo. E o que que seria isso? Seriam as brincadeiras, o movimento, o correr, pular, subir ou descer, lançar, chutar, arremessar, agarrar, todos esses movimentos que são fundamentais para que, posteriormente, nós consigamos desenvolver habilidades que vão ser úteis no dia a dia da nossa vida, úteis para se alimentar, para tomar um banho, para se vestir, para limpar uma residência, para executar tarefas de trabalho e tudo mais.
E quando a gente fala de movimento, esse movimento ele tem que ser compreendido como o corpo, o próprio corpo; o corpo é movimento, que depende de movimento para tudo. A pensar nessa educação de corpo inteiro é compreender que não existe muito mais na infância para que a gente aprenda do que o conteúdo formal que nós ensinamos na escola. Oi, e aí chega essa linda ciência e essa área de trabalho fantástica que é psicomotricidade, para concientizar, para vencer junto, ao convencer. A etimologia do convencer é nesse ganho, nessa vitória conjunta, perceber que ali não tem 30, 35 ou 40 cabecinhas pensando, mas tem 30, 35, 300, 600, 900 corpos agindo, movimentando, aprendendo e ensinando. E é preciso que a gente pare para pensar também que as funções simbólicas da criança, a compreensão de funções motoras do desenvolvimento, as primeiras imagens, as primeiras figuras, as primeiras palavras, o primeiro contato com os números, tudo isso são tentativas de realizar no plano motor e intelectualmente, e as demandas que nós teremos futuramente na vida adulta, né? As crianças, elas apresentam não conhecimento desse corpo consciente; elas precisam experimentar, dificuldades de percepção, controle tônico, equilibração do próprio corpo, né, através das brincadeiras, dos jogos, desse corpo que existe, desse corpo vivido. Não é possível que elas estruturem o esquema corporal e automaticamente favoreçam a sua imagem corporal também responsável pela nossa auto-estima, pela nossa intenção, pelos desejos, pelos sonhos.
À medida que o educador vai propondo as atividades psicomotoras, jogos psicomotores, vivências propostas no geral, o corpo desse indivíduo que passa por esse processo de educação psicomotora acaba avançando e também percebendo questões que até então não eram expostas com tanta facilidade. Isso faz com que o educador, e isso faz com que o colega mais experiente, e isso faz com que a comunidade escolar acabe necessitando de um novo aprofundamento para responder a todos esses questionamentos que surgem conforme nós vamos aprendendo sobre nosso próprio corpo. Esse olhar deve se centrar na dimensão intelectual, claro, já que a gente está dentro de uma escola, dentro de um ambiente onde se é previsto aprender, mas também deve passar, aí deve centrar-se nas estruturas motoras, emocionais, socioculturais, média, enriquecimento cultural e da diversidade étnica, fazendo com que tudo isso se torna um grande leque de possibilidades, um grande leque de reações, um grande leque de sentimentos conscientes e a bolsa, né, que é uma grande psicopedagoga, trás que o movimento, quanto mais lúdico, quanto mais favorecedor de caminhos, o melhor conduz para uma iniciação aonde a própria criança vai se adaptando ao contexto e também vai reconhecendo suas necessidades, suas limitações e as suas capacidades, se permitindo ser flexível, se permitindo ter uma flexibilização de pensamento, se permitindo uma nova organização, se permitindo uma nova relação espaço-temporal, né? Automaticamente acaba por favorecer todo o processo de aprendizagem.
O Brunner trás na sua publicação: E aí, o que essa fase pré-escolar, esse mundo representado da criança, ele é viso-perceptivo do ponto de vista de evolução do ser humano; é um fato importante nessa fase da vida, esse processo de descentralização que vai possibilitando a percepção de um ou mais aspectos de um objeto, de uma situação, de um conceito, de uma vivência. Ah, e tudo isso acontece de uma única vez, né? Não acontece separadamente, tudo acontece em conjunto; toda mudança significativa acaba ocorrendo durante um período, essa fase mágica, principalmente no que tange as principais áreas intelectuais, emocionais, afetivas, sociais e motoras, e que tem o seu grande bum, para o seu grande estádio, sua grande diferença entre 5 e 6 anos, que é exatamente o período no qual a criança está passando pelo processo de alfabetização.
O Le Boulch, um dos grandes pais da psicomotricidade, fica até a recomendação do livro dele, do desenvolvimento psicomotor aos 6 anos, afirma que essa educação psicomotora deve ser considerada uma educação de base na escola infantil; ela vai condicionando todos os aprendizados pré-escolares, leva toda e qualquer criança a tomar consciência do seu próprio corpo, da sua lateralidade, a leva ela a se situar no espaço, dominando tempos, adquirindo habilmente coordenação do seu gesto, de movimentos. Essa educação psicomotora que deve ser praticada desde a mais tenra idade e conduzida com perseverança, permitindo assim a prevenção de inadaptações e de distúrbios psicomotores. E aí o e qualquer outra alteração depois se torna difícil de ser corrigida, porque já está ali estruturada na própria programação neurológica e motora do indivíduo.
Do nascer até o processo da aquisição da escrita, né, o processo institucionalizado de ensino, a criança passa por muitos marcos, por muitas situações importantes que vão determinando sua capacidade, sua habilidade. Dos 0 aos 2 anos, por exemplo, né? A criança ela passa por várias fases, e ela tem a fase de total dependência e os movimentos reflexos, né, aonde só ocorrem ali questões ligadas à sobrevivência: o sugar, o agarrar, o próprio choro. Depois disso, ela inicia o controle tônico para vencer a força da gravidade, vai passando pelo decúbito ventral até chegar no decúbito dorsal, começa a sentar com ajuda, começa a agarrar alguns objetos pendurados, depois passa a sentar sozinha, sem tanto apoio, inicia movimentos de rolamento, depois acaba ganhando um pouco mais de força para iniciar essa posição em pé, com a devida sustentação, se agarrando em algum espaço, até que ela consiga se manter em pé e sem a necessidade de agarrar, inicia os primeiros passos.
E a partir do momento que a criança chega nessa fase, esse desenvolvimento de equilíbrio também aumenta, a força muscular também aumenta, ela vai aperfeiçoando sua postura, realizando alguns ajustes, inicia seu caminhar com mais autonomia, manipulação de objetos já em posição bípede, né? Por volta dos dois anos acaba alcançando aí o nível de complexidade e uma capacidade da primeira fase de simbolização e linguagem, e aqui surgem as primeiras palavras, né, as primeiras frases, a primeira forma de comunicação. E pensando que essa criança já está, né, no contexto escolar, visto que ela passa pelos e-mails, por todo o processo de educação infantil, é importante que a gente pense nesse papel do psicomotricista, estimulando esses indivíduos e os jogos com brinquedos, com brincadeiras, desafios que são propícios para essa faixa etária, que permitem a eles a concretização sem grandes dificuldades.
Depois disso, a criança inicia a demonstração e a opção por algumas atividades de motricidade mais grossa, né? Inicia aí os jogos sentados e passa a fazer seus registros gráficos, passa a contar, descrever o processo que ela está ali vivenciando durante a sua exploração, né, durante a sua vivência. E por estar mais segura de si, a criança aqui começa a se aventurar nas corridas, né, na deambulação com mais agilidade, com pouco mais de facilidade nesse movimento; ela consegue iniciar a subir e descer escadas, mesmo que de pé, né, sem a dissociação de movimentos ainda; ela já consegue fazer pequenos saltitos. E ela tem um controle tônico que permite que ela se regule em diversas estruturas, tanto no chão de concreto quanto numa bola de pilates; enquanto ela está sentada, ela já consegue ter uma regulação tônica para se manter sem cair. Depois disso, ela inicia um aprimoramento do seu processo de equilibração, né? Por volta dos quatro anos, ela gosta de realizar algumas provas motoras, os circuitos, as pequenas competições, situações onde ela pode dissociar movimentos, né, de tronco, pernas, braços, ombros, realizar atividades de movimento conjunto. E ela vai se testando ali, ela vai se propondo testes dos seus limites.
Pensando em tudo isso, e pensando nessa fala do Le Boulch, a consideração da escola infantil, esse condicionamento de aprendizado, a dança, a consciência de corpo, de lateralidade, de espaço, de domínio de tempo, de aquisição das habilidades de coordenação e tudo mais, vale a pena a gente refletir, pensar, argumentar o quanto essa educação psicomotora tem de ser considerada como uma educação de base, presente não só na terapia, na clínica, na criança que apresenta um distúrbio psicomotor, uma deficiência. Pensar psicomotricidade não como reabilitação, mas como educação mesmo, educação de base nos anos iniciais da escola, condicionando todo e qualquer aprendizado pré-escolar, para que a criança tenha cada vez mais ferramentas e domínio do seu próprio corpo em relação com ela própria, com os objetos, com o meio, com as situações, né, levando o professor da educação básica até esse olhar mais centrado nas dimensões e não só com esse olhar da aprendizagem intelectual, entendendo que o corpo ele não é só motor, mas ele também não é só intelecto, e ele não é só a fé, na representação desse corpo, da identidade, dessa construção que se dá no motor, depende dos processos intelectuais, se fortalece para as questões afetivas e a social, ou seja, construído ou reconstruído o significado constantemente durante as trocas na sociedade, na pré-escola, passando aí dos quatro anos até os seis.
E a gente precisa entender que os movimentos fundamentais, os movimentos de correr, saltar, arremessar, receber, estudar todas as combinações, são de fato fundamentais para que a gente adquira, posteriormente, em nível de complexidade e gradual, as novas habilidades, novas capacidades que vão nos servir para a vida toda. Gabi, mas como é que a gente faz para segurar, né, esse desenvolvimento harmônico, coeso de questões tão complexas assim, né? Questões motoras, questões afetivas, questões cognitivas simples? Bom, muito simples: quando a gente está falando de crianças de zero a seis anos, né, por meio do brincar. O brincar nos traz possibilidades de avaliação, de observação desse movimento, desde os umas das primeiras tentativas até a execução dos mais complexos para a idade. A gente consegue olhar para o todo e perceber qual é o tipo de intervenção que eu preciso ofertar, fornecer para aquele indivíduo para que esse corpo seja alfabetizado na idade correta. Não estou falando de alfabetização de leitura e escrita, né? Neurologicamente falando, crianças até seis anos não têm estrutura para a leitura e escrita; elas adquirem isso porque nós as forçamos, mas pensando até mesmo na questão da estruturação psicomotora, né, é a partir dos seis anos que a maior parte da população estará disponível a, né, estar ali com a estrutura encefálica, com circuitos neurológicos devidamente adequados para aproveitar o melhor desse processo. Bom, então compreender que de 0 até os 6 anos o fundamental é o brincar, né? É a sua ludicidade, é esse movimento benéfico que vai desenvolvendo as habilidades de base para que o aluno, posteriormente, aprenda os conteúdos formais da educação. A intervenção adequada é o jogo, o brinquedo, a brincadeira adequada para cada faixa etária, que vai nos auxiliando a vencer barreiras, né, que muitas vezes são arrastadas aí ao longo de uma vida escolar inteira, gerando frustrações, distrações, ilusões, e complementando aí essa sensação de ineficácia, de incapacidade.
E para que a gente pense a partir desse processo do brincar e dessa alfabetização corporal, e nós podemos entender que, assim, desde os primeiros estudos sobre a participação do movimento na aquisição da leitura e da escrita, a educação infantil tem um grande destaque; ela é sempre vista como esse grande aliado do processo de aquisição de leitura e escrita, e ela é pensada como um processo de alfabetização apoiado na análise e na síntese, na abstração, simbolização, antítese, tudo mais da vida; mas a gente não pode deixar de valorizar a livre expressão e livre criação das crianças nesse processo também. O corpo ele é a ferramenta primordial e principal em todo esse processo; é através do corpo que a criança vai ter contato com o mundo, vai ter contato com os desafios, vai ter contato com os outros, vai perceber suas dificuldades, suas capacidades, vai se colocar à prova, vai ao encontro de situações que a beneficiem. E quando frustrada, quando se sentir ameaçada, menosprezada numa situação, ela vai fugir, né, para não ser mais exposta, para não ser mais ridicularizada. E nesses momentos que a gente acaba gerando muitos e muitos traumas dentro da educação formal e do processo de aprendizagem. O corpo, essa via fundamental de expressão e comunicação, sempre antecede as aprendizagens posteriores; o corpo é o agente do sujeito na percepção do mundo que se envolve. A criança somente vai ser capaz de desenvolver suas capacidades de análise e síntese, abstração, simbolização a partir do momento que tiver conhecimento e controle da sua própria potência corporal; ou seja, e se eu não enfatizo em situações onde a criança é colocada à prova, mas colocada à prova no sentido de ter ferramentas, vivências que a favoreçam, automaticamente esse processo de abstração, de simbolização, o torna-se algo muito negativo, porque vai trazer sempre essa lembrança da incapacidade, né, da não resolução do desafio, da proposta e da situação.
Alice, o movimento é a linguagem da criança, né? É a linguagem expressiva. Através do movimento nós temos conhecimento construído, criado, aprendido, vivenciado, e esse movimento precisa ser livre, mas também direcionado; esse movimento precisa estar dentro e fora das escolas, né? Esse corpo precisa se desenvolver em capacidades físicas e intelectuais, de raciocínio, com situações-problema, com desafios, com afeto, com curiosidade. E nós devemos sempre pensar e lembrar que a criança tem um tempo de aprender, que os padrões pré-estabelecidos, as leis que vão se desenvolvendo, né, e que corroboram com o desenvolvimento social e intelectual, afetivo, cognitivo da criança, mudam, fazem e dependem muito do contexto no qual essa criança está inserida, tanto contexto educacional quanto contexto familiar. O direto e o Lapierre, a gente pensa, né, supõe que a criança não é capaz de fazer determinada coisa, e aí nós estamos sempre a colocando em posição menor, menos significante do que de fato ela já é capaz, porque a gente mal se dá tempo de observar também. Agora tô falando da gente, nossa verba de si aquilo, eu tô falando do contexto educacional, tá bom?
E por que isso, né? É porque o convite, principalmente para essa aula de hoje, é que a gente passa a olhar como psicomotricista e não só mais como professor. E o olhar do psicomotricista ele difere muito do olhar do professor de sala de aula. Enquanto o professor de sala de aula muitas vezes está enfatizando que aquele indivíduo não consegue, né, porque ele não acessa o currículo, ele não realiza, ele ainda tem dificuldade, ele não conta, ele não lê, ele não faz aquilo, o psicomotricista está atrás daquilo que o indivíduo faz. Ele reconhece, ele pensa, ele expressa, ele senta, ele sobe e desce, ele corre, anda, ele se veste, ele escolhe, ele come, coisas que ele faz, porque a partir dessa ação, que a gente dá função para os outros movimentos necessários, é a partir dessa habilidade já desenvolvida que o psicomotricista vai problematizar as atividades, vivências, propostas, fazendo com que esse indivíduo descubra cada vez mais a sua possibilidade, a sua capacidade, a sua habilidade em atingir os objetivos, as metas, as atividades traçadas ali, criando, recriando e validando novas propostas que o seu próprio corpo já é capaz de responder e vivenciar.
E aí, e olhando para esse todo, o psicomotricista começa a entender que esse pensamento construído a partir das estruturas cerebrais e de ação é fundamental para o desenvolvimento do pensamento. Quanto mais nosso cérebro é acionado pelas vivências, pelas experiências corporais, mais ele amplia as nossas conexões, mais capaz ele se torna de tomar atitudes e resolver problemas e responder questões complexas, seja verbal, motor, mentalmente. É a cada construção e a cada reforço dessas estruturas, automaticamente nós também temos um novo ganho, um novo salto para uma nova fase, né? Olá, seja um resgate de um processo de equilibração que não foi bem trabalhado, seja o fortalecimento, não é, de situações de controle tônico que eu estava ali até então sem o devido controle e sem o devido domínio. Ou seja, o ganho na minha estruturação espaço-temporal, na minha organização do meu esquema corporal, ou seja, o refinamento das minhas percepções sensoriais. É nesse domínio de ação que o corpo vai se adaptando à realidade, no momento que ele vai se expressando o quanto está apto ou não de realizar algo, alguma situação. À medida que esse corpo age, ocorre a maturação neurológica e a organização dos movimentos e gestos. E aí sim a gente vai afirmando a base tônica e a postura de atividades corporais.
Pensando em todo esse processo de desenvolvimento, dos marcos, das situações, a gente começa a olhar para questões específicas da escola, né? A semana passada eu recebi uma mãezinha que tem um filho de seis anos que está em estudo genético de uma síndrome, de uma alteração cromossômica não descrita ainda, e por enquanto ele está com laudo de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, né, e uma deficiência intelectual leve. Aí essa mãezinha é amiga de uma professora que trabalha lá comigo, e essa professora pediu que, se possível, né, eu a orientar, conversar um pouquinho com essa mãe. Curtinho, recebi ela na minha sala de recursos, a gente conversou um pouco, e lendo a carta de orientação, de encaminhamento, eu perguntei para ela se eu podia ser intrometida, né, porque lá estava pedindo o acompanhamento com o neuro, o acompanhamento com psiquiatra, com geneticista, com uma psicóloga, uma psicopedagoga. Oi, e aí conforme ela foi me relatando algumas questões do garoto, algumas questões vivenciadas, algumas situações, aí eu disse para ela: Olha, olá, tudo bem, né? Ele tem as questões de aprendizagem aí um pouco mais de dificuldade, mas pelo que você está me relatando, e eu realmente acredito nisso, tá, galera, é que assim, pelos relatos que eu recebi dessa criança, ela é uma criança que verbalmente me responde maravilhosamente bem, uma criança que com seis anos ao escutar o nome de outra pessoa, disse: o seu nome começa com tal letra. Eu sabia que a letra do meu nome... O que é, o escutar uma das letras do nome dele no meio do nome da pessoa, disse: ou tem essa letra no seu nome, né? Tem no meu também, sabia, e a mãe sabia a letra do seu nome.
é igual a letra do meu, e você sabia que a fulana da minha sala também tem a letra que tem no seu nome, a pantera? E eu recebi uma criança com argumentos do quanto ela não aprende, não consegue, não realiza. Oi, e aí começa a escutar relatos do quanto essa criança é esperta, ligeira, né, mas não registra; e o registro dela ainda é garatuja, nega, são bolinhas, risquinhos. Em uma, essa criança passa boa parte do tempo dele com a massinha e pintando em sala, e enfim, fica… Tô contando tudo isso porque aí eu te falo a hora que eu disse: “Para amanhã, eu posso ser intrometida”. É com todo esse relato, com toda essa situação. Eu não mandaria ele para uma psicopedagoga. A psicopedagoga vai trabalhar questões de aprendizagem, e também, claro, que essa criança aprende, e talvez a não no tempo e com agilidade que as pessoas gostariam, mas ele aprende; e o auditivamente falando, ele já percebeu muita coisa que outras tantas crianças sem deficiência não conseguiram. E nessa altura do campeonato do ano, agora que essa criança precisa de um estímulo psicomotor. É uma criança que tem a, já um, é uma leve indicação de obesidade, não seis anos; é uma criança que tem uma descoordenação e tamanha, né? Não é à toa a dificuldade do registro. É uma criança que tem uma incoordenação para gestos, movimentos [Música], situações corriqueiras do dia-a-dia, na escovar os dentes, investir, então nós e Hades pela in… Primeiro lugar, eu tinha indicaria um psicomotricista, na cara que vai chegar e vai trabalhar esse corpo, que vai fazer com que seu filho perceba, sinta e viva esse corpo; porque depois de organizado, depois de neurologicamente integrado, as respostas dessa criança vão ser fantásticas. É isso, não quer dizer que ele vai escrever, é só… a gente não tem como prometer, mas, com certeza, essa criança vai perceber quais os melhores canais, quais os melhores caminhos de estímulo e de resposta dele próprio. O, e venhamos e convenhamos, né? O que é escrita hoje em dia? É uma criança que tem essa, esse nível de dificuldade, sendo que ela pode escrever no celular, uma pontinha do Pedro há sempre aquela, pode baixar um aplicativo, em oralmente registrar as respostas dos padrões e tudo mais, e o aplicativo converte em texto. Bom, então assim, a, a ideia dessa educação psicomotora é dar funcionalidade, dar condição para que um indivíduo aprenda da melhor forma possível, com as suas capacidades, características, né, e condições.
E por que que eu tô contando tudo isso? Porque esse indivíduo é um indivíduo que provavelmente, e posteriormente aí é uma avaliação, vai apresentar uma disgrafia e sem coordenação do registro. E aí vale muito a gente pensar: O que é só uma dificuldade que se eu der um caderno de caligrafia passa? E se eu fizer meu aluno ficar com copiando lá, é respondendo 500 vezes a mesma frase, a mesma letra, o mesmo número, melhora? Da jeito que venhamos e convenhamos, gente, se desse jeito eu tava feita, porque o meu filho usou caderno de caligrafia a vida toda, e com quase 13 anos nas costas, a letra dele é digna de receita de médico. Oi, e ele entende muito bem, ele responde muito bem, mas e esse registro, e a minimamente legível, mas eu tenho que estar muito disposto a decifrar algumas coisas. Bom, então assim, e será que é uma dificuldade que a gente interferir e realmente ela vai sumir? Não necessariamente, é cada indivíduo aí tem um padrão, um processo único, a gente não pode prometer nada nesse sentido. E é só preguiça? Eu escuto tanto de alguns: “Isso é preguiça”, porque para outras coisas não tem preguiça, para outras coisas conseguem. Como é que a criança consegue desenhar também, pintar tão bem, não escreve? Simples, em xô, xua. Cada macaco no seu galho, né? A, o nosso cérebro tem os bilhões, o gênero romance e conexões, bilhões de sinapses, milhões de demandas de caminhos diferentes, percursos distintos para registrar, processo é… e talvez exatamente o caminho solicitado pelo processo de Registro é o que falha, e os outros não, né? Então não sabe estimular da melhor forma possível, e achar meios, achar possibilidades e favoreçam a aprendizagem, desenvolvimento desse jeito, e não ficar levantando barreiras e barreiras e mais barreiras para dizer o quanto ele não pode, não consegue, não sabe, não faz, não, não… Essa não é a ideia de psicomotricista, tanto na clínica quanto na Instituição escola, é exatamente o levantamento, eu tô aqui já é feito de todas as possibilidades alcançadas, de todas as capacidades presentes e a árvore a guerra definir a disgrafia como um destino, a qualidade desse traçado gráfico sendo uma dificuldade que não deve ter como causa o déficit intelectual ou neurológico, já começa por aí, muito difícil provar que uma criança tem que grafia quando ela tem uma deficiência intelectual ou algum dano neurológico, por quê? E entra lá no Enigma da plastiscines, plastiscines é mais crocante porque as fresquinho ou é fresquinho porque é crocante? Tato essas coisas assim, quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? E é nesse sentido fica muito difícil desassociar a dificuldade da deficiência intelectual ou do distúrbio neurológico da condição neurológica. Então, a, e além de um trabalho fenda profissional para lhe avaliando, ele precisa conseguir na desmembrar muito bem a situação para dizer, por exemplo, que uma criança com deficiência mental tem umas grafia é porque num padrão geral a biografia ela vai aparecer uma criança que não tem um déficit cognitivo, que não têm uma deficiência intelectual, nenhum da normal neurológico, né? A, no geral as crianças acabam apresentando a inteligência na média ou até mesmo superior, mas e essa em coordenação de traçada ou mesmo uma lentidão extrema e acaba atrapalhando esse desenvolvimento padrão dentro do processo escolar. Desde aqui começo conta com os colegas, eu só tenho 45 minutos para dar aula, né? Então o aluno não consegue registrar as atividades, as respostas, por exemplo, dentro das padrão de 45 minutos. O Gabi, mas no caso desse fica a gente faça enquanto psicomotricista: número um, a gente vai tentar pensar em situações que favoreçam o desenvolvimento rítmico dessa criança, né, para que ela aproveite da melhor forma possível a sua condição motora; número dois, é o trabalho multidisciplinar, de o convencimento é de colaboração aí com o docente para que ele entenda que e não necessariamente a criança precisa registrar tudo dentro daqueles 45 minutos, e sim ah os aspectos, os pontos, as características vitais daquela aula.
E a disgrafia então é a perturbação da escrita no que diz respeito ao traçado das letras e a disposição de conjuntos gráficos no espaço utilizado, ou seja, na folha, no caderno, no livro, relaciona a sua dificuldade motora espacial. Portanto, disgrafia é uma alteração da escrita normalmente associada a um problema perceptivo motor, ou seja, a percepção que eu tenho do espaço, da relação à de exercício da minha mão com a caneta com as ali naquele exposto na naquele papel exposto ali pré-determinado não condiz, né, não é coerente, meu cérebro não integra essas informações e dificulta meu registro. A dificuldade da Integração visual-motora dificulta essa transmissão de informações visuais ao sistema motor, e a criança acaba vendo o que ela quer escrever, é, mas ela não consegue realizar no plano motor. Radiografia padronizada não existe, encontram-se diversos tipos de disgrafia, é como se a criança desenvolver seu problema de acordo com a modalidade que lhe são próprias imprimir ou até mesmo estilo pessoal, ou seja, o registro do disgráfico dificilmente do João vai ser igual da Maria, o do Pedro vai ser no mesmo padrão do Joaquim, cada um tem um padrão dessa disgrafia, até porque tem a questão do gesto motor, né, do impacto do meu corpo em relação e a ferramenta do registro e o papel, né, seja um lápis ou giz de cera, canetinha, caneta que for. Então nem isso a gente pode categorizar as características, no geral, dificuldade da escrita, a produção escrita marcada por misturas constantes das letras maiúscula, minúscula, cursiva, bastão, um traçado de letra q em coordenado e por vezes elegível, não permitindo que e a pessoa qual o registro é destinado a consiga decifrar. Tem a questão do traçado incompleto e essa lentidão extrema no ato de escrever, a alternância gritante do forte, fraco, por vezes a criança rasga o papel de tanta força, de repente o traçado é tão fraco que parece que ela pagou com a borracha e ficou ali só a sombra. E a criança disgráfica ela tem muita dificuldade de fazer cópia, até porque, como diria o Arruda e a guerra, se há uma alteração viso-espacial, né, receptivo, bom, e que tem um impacto grande nesse nessa questão óculo-manual, olhar para Lusa, olhar para cada ano e fazer o registro é um complicador gigantesco, né? Os ditados, funções rítmicas, harmônicas e a própria tabuada, tudo isso se tornam uma grande dor de cabeça, além das questões do uso da margem, da linha e outras coisas todas eh… Oi, e aí, Gabi, o que que a gente faz? Primeira coisa: identificar o quanto é esse corpo já foi explorado, quanto esse corpo já foi direcionado em atividades, em vivências e propostas, e o quanto esse corpo ainda precisa de direcionamento, né? Porque a partir daí é que a gente vai começar a pensar em atividades o que sigam caminho do corpo para o papel. Tão ah, ah, ah, mas eu tô com o aluno já de 10 anos, tudo bem, cara, mas a gente vai passar pelas etapas de desenvolvimento motor de novo. Então nós vamos pensar em processos, em situações, em atividades que favoreçam se sentar, à regulação postural, rolar, engatinhar, saltitos e até a deambulação conciente, para aí a gente para o registro, e esse registro de papel ele primeiro vai uma grande escala, por exemplo, um pedaço de uma parede, depois a gente vai fazer ele no chão, e a gente vai rabiscar com tijolo, com cartão, enfim, n possibilidades, oi, pra som, então chegar no lápis, no papel, porque a vivência do lápis, do papel essa criança já tem, e não necessariamente a melhor, e auxiliar de alguma forma, eu, a gente vai cansar em várias situações que vem condição desse indivíduo perceber, viver esse cor para ir, então conseguir registrar em papel. A geografia ainda é uma dificuldade desconhecida de educadores e pais. [Música] Há muitos associam a fotografia a questão da dislexia, na, os casos passam despercebidos, e a maioria das crianças chegam à vida adulta com o trauma do desleixado, diz cuidado, relaxado, esses mais… A maioria das intervenções acaba passando só pelo caderno de caligrafia, mas veja bem, antes de eu chegar nesse movimento, né, a tripodal, que é o movimento Tinho da pinça de sustentação e o suporte do terceiro dedo para a escrita, eu preciso ter uma percepção, uma vivência o que de harmonia e a desvinculação do movimento de ombro, de cotovelo, de punho até o refinar a os dedinhos aqui no sistema de pensa. Eu tenho assim uma necessidade que o corpo tem de ser vivido no todo. Caderno de caligrafia só mais um trauma, isso para criança que tem a disgrafia, né? A criança que que tem a coisa do da oscilação da escrita, porque quer jogar, que quer brincar por qualquer outra coisa aqui, porque não gosta de escrever são outros clientes, e ainda assim caderno de caligrafia não é a única ou a melhor solução, né? Enfim, a gente precisa entender que esse corpo ele é referência do mano que eu me torno, que ele tem um conhecimento, uma interação com o mundo, ele serve de base para todo e qualquer outra aprendizagem complexa. É através desse corpo que esse movimento que eu desenvolvo as questões cognitivas, o tomate camente do processo de aprendizagem e que então toda e qualquer atividade ofertada pensando na minha caligrafia deve ter sequência, deve ter intencionalidade, deve ser uma intervenção efetiva e me proporcione o estímulo psicomotor, não e não só de registro gráfico. E como causa das grafia tem as questões dos distúrbios da motricidade fina, da motricidade ampla. E aí [Música] em alguns transtornos do desenvolvimento e de atraso neuropsicomotor também apresentam e esse déficit, né, na motricidade. Então por isso que precisa de uma avaliação ferrem aí, e os distúrbios da coordenação visomotora, os distúrbios de organização temporo-espacial e os próprios problemas, né, do desenvolvimento não harmônico, não coeso e de não respeito aos marcos que acaba gerando aí problemas de lateralidade, direcionamento, equilibração, ajustes o único e tudo mais. E é nesses casos que o psicomotricista vai atuar. A Anna Mello, uma psicomotricidade é fantástica, apaixonantes e da consultoria sobre psicomotricidade na educação em colégio São Paulo. Ela traz que a escrita é um ato motor complexo, demanda essa efetivação de uma série de características que vão ampliando-se gradativamente de acordo com a maturação neurológica, o bom desenvolvimento da coordenação motora global, um adequado ajuste tônico postural e outras tantas questões para que a gente chega essa respiração de movimento e para que a gente o coordene de forma precisa e veloz. É sempre necessário não pular nos etapas ligadas ao desenvolvimento global, só desta forma nós garantimos um melhor controle das ações corporais que iniciaram-se na infância e que vão gradativamente obedecendo à lei o próximo cristal até chegarmos a correta utilização da mão e dos dedos para o ato motor da escrita. Isto passa por atividades grupais até a quebra de articulações e rotações mais específicas do ombro, cotovelo, punho, de mar quebrar de machucar, não, né? Essa quebra da percepção, queda de blocos. Normalmente quando a gente não pensa nisso, quando a gente não tem repertório, informação, conhecimento suficiente para isso, nós compreendemos o ato da escrita, né, como o movimento de Deus, e não é movimento. Ele nasce no ombro, é, mas para isso eu preciso entender que meu ombro não é um grande bloco, né? Eu tenho a e o movimento articular na vai pegar ele, a cápsula articular de ombro, o movimento rotacional, a abdução e adução até que eu chegue nesse refinamento que utilize os dedos para a escrita. Então é nesse sentido é essa percepção consciente, essa percepção adequada e potente do próprio corpo para falar de alfabetização corporal, para falar de escrita, né? E é em todo esse processo que eu preciso uma atriz ista vai agir, interagir, vai atuar, e nós devemos também levar em consideração que todo o processo de aprendizagem a de um sujeito, de um grupo passa por ações de interação das diversas áreas de conhecimento. E como diria o Piaget, a gente passa por todo o processo lá de assimilação e acomodação, então eu incorporo, assimilo aquilo que o que é novo, que é diferente, né? Em eu a cômodo faça os ajustes necessários o que é aquilo que também tá chegando e saindo diferente na minha vivência. E é só assim, nesse processo que a equilíbrio de aprendizagem. Então é só através dessa percepção o meu corpo, da minha capacidade, da minha relação com os objetos, com o meio, com o tempo, com o ritmo do mais que eu vou de fato conseguir dar a melhor resposta possível. E no geralzão, quando a gente recebe crianças para atendimento psicomotora com esses problemas e essas queixas, né, motoras da escola ou da família, e o tão vinculadas à questão de freio e vitórias, questões comportamentais, né, ou estão vinculados às questões tônicas, que aquela criança mais importou única, mais molinha, ou a a questão do feno em Vitória da criança hiperativa, porque ela não tem freio, ela não para, então tem que regular esse corpo também, fazer um bom trabalho aí de percepção desse corpo o e outras queixas tantas são excesso da agitação, a falta de atenção, do foco, as posturas inadequadas na mesa, na cadeira, no chão, apegue errada do lápis, é essa demora mais inscrita no registro e a noite identificação dos lados, né, da estrutura do papel para o registro, automaticamente o que a gente chama aí de dificuldade de graça motora, a comprar aquisição e produção da escrita, a dificuldade das atividades que vão dependendo do ritmo e da velocidade de tempo para execução, tanto da cópia conectado com a resposta, a tal da letra feia, elegível, coordenada e a demora geral na realização de atividades, exercícios [Música], interações em sala de aula.
E aí, e aqui tem registrado algumas dicas para gente cantar nesse desenvolvimento adequado, são fatores fundamentais, são sempre baseadas nesse pensamento de minimizar problemas de disgrafia: desenvolvimento da língua oral, onde a criança precisa falar corretamente sons e palavras para escrever corretamente; desenvolvimento do ritmo, da estrutura do espaço-tempo, onde a criança tem que respeitar uma sequência de basquete aqui é sensacional, a dança é sensacional, porque é ritmo e tempo; o tempo é concientizar esse corpo em ações mais práticas, mais coerentes, né, para que posteriormente o ritmo da escrita se estabeleça; e atividades que estimulem a coordenação visomotora. E aí, e a bolinha na parede, o saco, o [Música] pênis, o handebol, vôlei, enfim, atividades que é basicamente se resume em essa percepção, né, da ação da minha mão e dessa minha articulação ocular, subir e descer, rastrear e já responder, memória visual e auditiva. Então as brincadeiras que favoreçam os reflexos visuais e auditivos, e situações que mostrem a criança o quanto ela é capaz, né, para gente trabalhar as questões de motivação. O segundo a rua e a guerra, atividade de escrever implica na imitação do movimento com direção direita e esquerda, no caso do nosso registro, né, ocidental, a cópia das formas como a certa orientação e desenvolvimento do movimento no espaço da representação. A criança com a dificuldade na coordenação viso motora não consegue traçar essas linhas com essa trajetória pré-determinada, apesar de esforçar muitas vezes a mão não obedece esse trajeto estabelecida, os esforços para focalizar esse símbolo acabam distraindo a atenção e a criança perde essa continuidade de traçado, automaticamente se irritando ou desistindo, enfim, e não conseguindo fazer a associação correta de movimento. Hoje nós contamos com em alguns suportes, né, da tecnologia assistiva para pensar como reforçador nesse processo da escrita, para criança ter uma maior coordenação, por exemplo, da pega tripodal, para criança ter uma maior sensação de controle no movimento que registro, tão o adaptador em mola, esse outro tipo de adaptador em bola aqui que é mais diferente, essa aqui para mexer nele eu exijo uma força da mão para criança que põe muita força é maravilhoso, porque ela pode colocar a força que ela quiser e o registro não vai sair marcado e não dificilmente ela vai conseguir rasgar a folha, porque ela vai fazer toda a pressão nessa estrutura de ferro, então a escrita sai mais sutil aqui para crianças que ainda não conseguem fazer essa pega tripodal, fazer o processo de pinça, então a gente cria essa argolinha, enfia na mão, porque a criança consegue registrar, pode ser assim, pode ser aquela bolinha de piscina, um pedacinho de isopor, o espaguete, porque a criança faz o registro com a mão a e em círculo na ela segura e direcionar de uma outra forma que não pela pega tricô da… Oi, a organização do espaço e do tempo, a criança deve ter o domínio de lateralidade, aquilo que está em cima, embaixo, aqui dentro, atraso, antes e depois, durante, a noção de calendário, né, ontem, hoje, amanhã, depois, todo esse domínio é fundamental para o processo da escrita e da sua construção. O ritmo é a base originária da atividade corporal e da atividade de registro gráfico. As crianças passam dificuldades no espaço, no tempo, também ligado a ritmo, obviamente, não consegue muitas vezes escrever obedecendo o sentido correto, paleta acabam apresentando essa dificuldade de escrever nas linhas, tem uma mal orientação, né, do todo do espaço, automaticamente um mal planejamento do registro e da informação no papel, consequência disso essa dificuldade de leitura, de escrita, de compreensão. E aí, e aí, legibilidade, método do da letra registrada ali se tornando difícil, né, a percepção das traçado, a letra cursiva se torna uma dor de cabeça sem tamanho, totalmente ilegível, normalmente os círculos, né, as bases, as letras tem base, a base do ar, a base do, a base doer. Então esse círculo de fechamento a acaba não ocorrendo. Então o a virar o, o o virar o a pode virar um ter, a letra de acaba virando um pele, enfim, tem toda essa a falta de estruturação na condução do lápis do papel aí dificultando o registro também, atividade gráfica ao meio de comunicação que se origina do corpo, exprime através dele, o traçado é o ato motor e a escrita é o resultado da extração da qualidade do mesmo sem precisão estética, velocidade, a cooperação. Se a gente pensar na aquisição da função complexa como ela é, o caminho a ser percorrido para que a gente tem com mais tranquilidade e eficiência, segurança, sempre vai se integrar, sempre vai se voltar para as habilidades de base da vida humana. O que é o que eu falei, não importa se o aluno tem dez, doze ou quinze anos, nós precisamos pensar nesse processo hierárquico e continua, então nós temos que voltar sim nas bases do desenvolvimento infantil: sentar, sustentação tônica, adequação postural, rolar, engatinhar, pular, subir, descer, tudo que é necessário para um bom equilíbrio tônico, automaticamente para contribuição de uma evolução da apreensão na essa percepção sensório-motora, e o automaticamente a oportunidade das vivências tiram respeitando esse processo hierárquico da escrita através das brincadeiras, das atividades textuais, das atividades de vida diária, de todo o processo funcional que o nosso corpo precisa. O equilíbrio tônico é fundamental tanto para preensão palmar, onde para apreensão de sal, esse processo da quebra do punho e do movimento vertical e horizontal da rotação dos padrões diagonais, tudo isso necessita de equilíbrio tônico, automaticamente das vivências do engatinhar, rolar, adequação postural, esse diálogo tônico precisa estar vivo, vivido, sentido e percebida pelo corpo, né? A apraxia, a coordenação estão intimamente ligadas, porém a coordenação nem sempre me acompanhada desse desejo e sim do impulso ou do estímulo quase que reflexo. Apraxia é um planejamento e mental e antecede a realização da atividade, ou seja, ela foi realizada, ela é esperada, ela é planejada, programada para ocorrer com e ficasse aproximadamente aos seis meses, o bebê leva objetos à boca e faz o que quer, né, pelo prazer quem é. É nesse momento…
Ele já está estruturando a sua práxis; já tá elencando ali bases necessárias no seu encéfalo para futuramente planejar as ações. Porém, todavia, entretanto, a única e exclusivamente coisa que ele tá levando o brinquedo à boca é pelo prazer. Já quando ele percebe que o alimento tira dele aquele incômodo e gera uma sensaçãozinha gostosa no corpo, ele passa a levar o alimento à boca para saciar a fome. Ah, e também entendi que quando a barriguinha tá cheia, ele não precisa mais comer, né? E aprende a recusar, e isso já é a base da práxis. Ele já passa a se organizar mentalmente, a perceber as respostas do seu corpo, e é aqui que começa a práxis, mas ela se formaliza na realização das ações diárias da minha vida, né? A escrita, o registro, a costura, a organização dos livros na prateleira, a criação de joia e a destreza digital para programação de software; são ações devidamente estruturadas, idealizadas para ocorrerem com eficácia por meio do nosso movimento e da nossa cognição.
Claramente, oi, nego, reforçar mais uma vez: a brincadeira, o jogo, a imitação, a criação de ritmos, o movimento lúdico, com o avanço da experimentação, nas descobertas, na curiosidade infantil, gera aprendizagem, fortalece processos e sinapses para que a gente tenha um padrão prático de excelência. Tô pensando na grafomotricidade aí, uma das principais atuações do psicomotricista na educação formal, na educação formal, na clínica, em qualquer outro espaço que trabalham com as questões do corpo. Pensando nessa escolarização, nós vamos sempre nos preocupar com a adequação postural para essa postura bípede, a segurança do movimento no meu próprio corpo em relação com os passos, com o subject, o som ambiente, a associação de movimentos; então, a bilateralidade, a ministro instrução na organização cognitiva para que eu tenha uma ação planejada e a qualidade da minha percepção sensorial seja a visual, auditiva, tátil, sinestésica, olfativa, gustativa, a própria receptiva; porque a integração de todos os processos vai transformar meu pensamento em ação. Como já diria U.Bahn, longo através do seu ensaio sobre o diálogo tônico.
A grafomotricidad, então, é a função que vai permitir que a gente trace uma mensagem de qualquer tipo em um espaço determinado, graças ao movimento combinado do braço, da mão, em estreita conexão com o padrão global de movimento do meu corpo. Em primeiro lugar, da expressão emotiva, cognitiva e de relação; é aqui que se encontra implicado, ao mesmo tempo, elementos motores espaço-temporais, viso-cinestésicos, componentes afetivos e cognitivos; todos eles elementos da base psicomotora. Então, a grafomotricidade é o do desenvolvimento psicomotor, e é muito disso que nós trabalharemos na escola, né? É com esse olhar grafomotor que nós vamos atuar enquanto psicomotricistas nas unidades educacionais, na vida escolar. A organização grafomotora, então, respeita as leis; ela falou com a Down e próximo de sal, passando do eixo corporal, né, dos movimentos axiais nos braços, mãos e dedos, né? Assim como da estruturação do tronco, dá a sustentação, a capacidade de vencer o peso da gravidade. E aí consegue ele encarar a movimentação, né, de sustentação e movimento para pernas, os pés e dedos para manter um equilíbrio também em ordem funcional. A criança sempre vai usar o corpo antes do braço, o braço antes da mão, a mão antes dos dedos; esta é a hierarquia de extrema importância no amadurecimento do nosso sistema nervoso central. Portanto, neste desenvolvimento incide essa maturação nervosa e a experiência vivida. Ou seja, a experiência precisa ser de qualidade, não necessariamente de quantidade.
Tô pensando na grafomotricidade e no alicerce psicomotor para a execução da grafomotricidade. A gente sempre trabalha com base dos sete anos, porque nesta faixa etária que esses itens devem ser maduros ou, pelo menos, estarem mais preparados para a aprendizagem complexa da escrita: o controle postural, a linha pep, por volta dos sete anos inicia no nascimento. A posso ter o gente já começa a ter esse controle tônico, não é à toa que por volta dos quatro meses a gente já tem essa primeira sustentação de tronco, outra ação, né, de cabeça aí para identificar espaços, a para ter percepção do todo, explorar o ambiente. A coordenação visomotora inicia lá, né? Essa coisa do leva o dedão, leva o pé, leva o móbile, o paninho, a chupeta; leva tudo na boca até o ato intencional, né, de exploração de um objeto, onde eu pego, por exemplo, e manipulo olhando para ele. A digitação do celular é uma coordenação visomotora, dissociação do punho e dos dedos, iniciada quando a criança mostra aí sua idade e começa a brincar. Quantos anos você tem, Maria? Oi, oi, e mostra os dois dedinhos. Quantos anos você vai fazer ano que vem? Fez, mas ela não consegue sustentar ainda, e ela mostra quatro dedos, né? Então, essa brincadeira, esse jogo, ah, ah, essa projeção me dá o nó, né, para dissociação de punhos e dedos para as respostas mais adequadas possíveis, assim como a evolução da práxis, né, processo que vai demorar aproximadamente sete anos para se fundamentar. É um padrão educacional que leva isso assim, ó, ferrenhamente: são as escolas Waldorf, a Pedagogia Waldorf; não há obrigatoriedade da alfabetização antes dos sete anos. A criança só entra no primeiro ano do ensino fundamental aos sete anos porque compreende essa necessidade dessa maturação do sistema nervoso central para as melhores respostas possíveis do corpo. Antes desse período, não tem uma efetivação de práxis global, quem dirá da práxis fina. A efetivação da práxis global, ela também está finalizando a sua efetivação; é um caminho longo, é um percurso neuromotor necessário para que a gente chegue bem ao nível exigido da escrita. E a práxis fina, ela constitui essa perícia manual, vai traduzido a velocidade e a precisão do movimento distal, e ajustando adequadamente a informação visual que recebe, seja na lousa, seja no livro, seja no cartaz, enfim, na imagem vista no parque para registro posterior. Tudo isso vai sinalizando essa maturidade do ato motor, elástico, incluindo a associação digital e organização viso-perceptiva. A práxis fina integra todas as considerações e significações psiconeurológicas já alcançadas na práxis global e vão avançando ou sendo melhoradas, não sendo o esmiuçados até a práxis fina. Ah, tá ligado sempre à função de coordenação dos movimentos do olho durante a fixação, atenção e manipulação de um objeto, de uma ferramenta, de uma cidade, de um jogo, de brinquedo; exigem um controle visual além de abranger função de programação, regulação, verificação, para que a atividade apreensiva e manipulativa seja cada vez mais complexa. É a expressão gráfica, a possibilidade de reprodução consciente ou não de traços e signos, ou qualquer outra coisa em si, na que demonstre sentimentos, necessidades, conhecimento, informação. É desta forma que o homem, particular para criança, ah, ah, e aí vai registrando o seu percurso, e também vai construindo aí uma fonte de prazer, porque a escrita tem função, e a função da escrita é social. Eu nunca escrevo para mim, eu sempre escrevo para o outro. O mesmo quando eu escrevo o meu diário, bom, e é guardado a 7 chaves, que ninguém nunca vai poder ver na vida. Tudo aquilo que eu estou escrevendo ali é porque eu pensei em dizer para alguém, mas são situações vividas ao longo do meu dia, da minha semana, do meu mês, do meu ano. Ah, e por não serem repassados a outras pessoas, acabam sendo registrados ali, ó. E [Música]. Tem relação inconsciente, por exemplo, entendida de alguns autores como registro para posterioridade do meu próprio eu; é o meu registro para a Gabriela que quem será ainda constituída na, porque aqui uma semana, que eu medi aqui um ano, eu não sou mais aquela pessoa que escreveu; eu tive outras evidências, outras situações que lhe modificaram. Enfim, então, ou seja, o homem grande, meu adulto, ou nas particularidades da criança, a expressão gráfica, né, ela se torna essa fonte de prazer, essa fonte de registro, de exprimir o mundo interno, de figurar o imaginário, de registro do que eu escolho para a posterioridade. É o rabisco, a garatuja, né? Tudo isso já satisfaz a exigência da criança dessa expressividade, esse canal de comunicação que ela vai receber de um adulto que ela vê no livro, em, e também é uma forma de se matar, de marcar o mundo, né, de dar visibilidade à dor, e para situações, para pedaços da minha identidade, da minha personalidade, dando sentido aí à minha resistência. Por essas e outras que esse processo de registro é tão importante. Por essas e outras que nós vamos trabalhar a expressividade tônica, equilibração, conhecimento de lateralização, especialização de hemisférios cerebrais, organização espaço-temporal, esquema e imagem corporal até chegar nas práxis, ia sair e percebido que, por exemplo, a criança ainda assim não consegue fazer o registro gráfico com a caneta ou lápis ou giz, giz, e nós vamos pensar em outras formas de registro, né, que não só a escrita. Esse gráfico pode ser o grafismo do desenho e a parte letrada, oi, pode vir por meio da digitação ou do áudio que é traduzido em texto, né? Só nessas intervenções do psicomotricista vai pensar em conjunto com outros profissionais quando necessário.
Da gênese da motricidade, a gente começa a compreender que essa cabeça pende para frente e o tronco se apoia na mesa e se levantar constantemente a mão da folha; o movimento parasita, movimento parasita é aquele que eu tento registrar com uma mão, mas a outra tá reproduzindo o movimento, tá batucando, né, dedilhando a mesa, aparecendo essas sinergias que atrapalham muito, estão sempre presentes. E aí, o que é relativamente normal, a gente vê isso em crianças até 5 anos, porque elas ainda estão adquirindo esse controle. Passou disso, se torna um distúrbio psicomotor e precisa receber, né, o devido olhar, o devido cuidado, porque é uma dificuldade que vai descoordenar esse movimento distal, dificultando cada vez mais o processo de registro da escrita. Dos 6 aos 9 anos, então, nós temos uma grande, a, a, é um grande dispêndio de energia e disposição para escrita; essa postura vai ficando cada vez mais contraída, o corpo começa a participar num todo. Lembra que o ideal seria nessa quebra de movimentos corrigidos quando você tem um distúrbio psicomotor da escrita; ao invés disso acontecer, dessa quebra de movimentos para o refinamento, o corpo cada vez mais vai tencionando, né, esse ajuste, essa postura de tônus não ocorre e o processo se torna cada vez mais dificultoso, o movimento mais lento, mais pausado. Assim, sinergias e vão cansando o indivíduo, porque, afinal de contas, ele está realizando de novo e de novo e de novo algo que ele não precisaria realizar; eu tô registrando com a mão, mas a outra também tá gastando energia. Então, hoje também cansa. Nessa fase, é muito importante que a gente mescle o período de escrita com pinturas, desenhos, montagens, a própria massinha para tirar um pouco da atenção em situações que exijam do corpo. E aí, e para aqueles que se organizam e automaticamente depois que vão favorecer esse aí o processo de diminuição da letra, por exemplo.
Um dos 10 aos 12 anos a gente tem automatização do movimento; o canhoto essa atualização ele acaba demorando um pouco mais no destro que costuma acontecer, se enquadram; a criança passa a escrever um pouco mais rápido, a se cansar menos, a postura ganha um pouco mais de ajuste. Na, a gente não deita mais tanto. Apesar de eu vou conversar para vocês, eu preciso de um bolo, eu sempre vendo que eu preciso urgentemente tem que ser com outra sexta; eu passei a vida da escrevendo com a cara quase aqui na folha. Hoje em dia ainda faço isso, né? Hoje eu percebo a distância um pouco, passo o ajuste, costurar o escrevo, mas quando entra no padrão de automação, logo começam a aproximar de novo ali, a é a minha cabeça da folha da mesa, é dificultando por vezes aí e sentindo uma dor maravilhosa no ombro e no pescoço. É por essas e outras que a gente tem que tomar cuidado com esses percursos de desenvolvimento da criança, porque tudo isso que atua impacta gigantescamente na vida adulta, né? A partir dos 12 anos a gente já espera da criança o movimento distal coordenado com tino e o aprimoramento do ato motor gráfico, né? Então, esse aptos e a cidade grafomotricidade aí quando se tem, né, uma disgrafia, quando você tem algum distúrbio motor que dificulte o registro, esse padrão automaticamente essas fases, esses processos vão ser afetados. Sem dúvida alguma é. E aí volta, né, a ressalva: vale muito a pena que a gente pense em jogos, atividades esportivas, brinquedos que estimulem brincadeiras que favoreçam tudo isso com a intencionalidade de atingir esse marco tá sendo lesado, mas tem um objetivo aí de proporcionar a maior quantidade de vivências possíveis para desenvolver as habilidades e de uma forma que essa habilidade grafomotora acabe se interligando, né, aos demais movimentos, as demais estruturas necessárias para as funcionalidades da vida da água, é um estimulando em tônus, equilíbrio, ritmo, organização espaço-temporal e tudo mais. É importante que a gente pense bem que, apesar, né, de teoricamente falando não existe um padrão de escrita, né, tem um padrão correto para apreensão. Não é à toa aí eu já adaptadores, não é à toa aí ah e os lápis que hoje em dia jovem ali né no onde detalhamento da pega, bom, e que esse padrão ele também se dá, né, no processo de alimentação, no uso da colher e do garfo, da faca, bom. Então, por mais que a gente saiba disso, leia sobre isso, entenda disso, vá pesquisar, se aprimorar nesse sentido, nós não podemos descartar, né, que esse padrão correto descrito cientificamente não é o único, né, que às vezes o jeito da criança pegar, segurar não é só teimosia. Eu já falei isso muito para o meu filho e para usá-los, né, meu parece que faz de pirraça, parece que faz de teimosia só para testar a paciência, e não é, né? Na realidade é um padrão de ajuste que o próprio corpo estabelece, que o encéfalo alegria vai programando nessa relação de integração do cérebro e do corpo para que o indivíduo dê conta, né, daquilo que para a gente tá inadequado, porque a gente foi lá, leu a literatura, foi pesquisar demais; para o indivíduo, provavelmente é a sua zona de conforto e o início da postura que ele chegou para responder da melhor forma possível naquele momento, naquela situação, naquele período da sua vida, né? Então, esse processo, essa situação, essa condição também precisam ser olhados com todo o carinho e cuidado do mundo. Depende da forma que seguramos objetos na mão; sem nós podemos causar uma tensão desnecessária, um comprometimento de outras regiões; a gente acaba compensando, né, em outros segmentos do corpo esse esforço despendido; a gente morde a boca, projeta o corpo, tenciona o pescoço, e esse regula quadril para compensar a força; enfim, olá, tudo isso pode sim gerar, né, défices ao longo do tempo. Por essas e outras que é sempre importante o atendimento, acompanhamento, a intervenção psicomotora ou fisioterápica ou da terapia ocupacional, seja na mais tenra idade, porque quanto antes é identificado, o corpo antes estimulado, quanto mais ferrenhamente, né, sistematizado, melhor será também a resposta desse corpo.
No início de todo aprendizado da escrita, a gente deve incentivar a pega dos três dedos, obviamente, né? É esse processo de segurar com polegar, indicador e apoiar-nos do médio; o que aparecer diferente disso deve, né, passar por esse ajuste. Em casa, a gente perceba que não vai rolar, que não dá mesmo, a gente vai para o ponto; atividades, brincadeiras, [Música], situações, vivências em que exijam ali essa regulação, esse controle manual mais adequado, porque, de fato, traz prejuízo sim, tanto na questão da velocidade quanto na dor, na exaustão, né, do uso incorreto aí dessa pega. A é, mas oi, gente, volta para outra questão, né? Tudo isso pode ser uma forma de ajuste da criança nesse período, nesse momento para dar conta daquilo que está sendo felicitado. Então, a gente vai tentando ajustar sem expor, sem ridicularizar a criança, mas reforçando que assim o ideal seria que aquilo ali fosse minimamente ajustado para chegar o mais próximo, né, do ideal, pensando na qualidade de vida mesmo, né, pensando na segurança, no conforto daquele indivíduo. E aí a gente consegue pensar um pouquinho nas causas: para algumas crianças o problema está no fato de que ninguém ensinou como segura, então ela dá seu jeito, e esse jeito segue. A outra questão é o próprio instrumento gráfico: como tem uma diversidade imensa, né, e cada um exige um padrão, exige uma atenção, exige um e o é um dispêndio de força ali, né? Então, pode ser por isso também a criança pode, por exemplo, até acostumada a usar aqueles lápis big, aqueles gizão de cera, aqueles lábios mais grossos, e aí quando se depara com um lápis sextavado, por exemplo, ela tem dificuldade nessa pega. Outras crianças tantas acabam recebendo essa tarefa de aprender a escrita muito precocemente; aí a gente entra naquela questão de que aos três anos o sistema nervoso central não está pronto, o corpo não tá pronto, e se a criança foi exigida a executar esse grafismo nessa faixa etária, foi estimulada, mais lindo que pareça, mais bonitinho que seja, e com o passar dos anos isso vai ter um prejuízo instaurado, né? Ah, quer dizer então que a gente não pode estimular a criança? Não é isso que tá bom. Você dá um lápis para a criança, deixa ela pintar; você dá um lápis para a criança e ela, por ser curiosa, quer saber como é que ela faz lá a letra L com o nome dela; é Laura, é uma coisa dessas, foi bacana, legal, parte da criança. A questão é a cobrança, né, essa pressa, essa festinha precoce de obrigatoriedade; isso gera dano. É a modalidade de pegar no lápis; ela é variada, e se inicialmente isso não forem batizados para a criança enquanto ela tá no processo de aprendizagem, mais tarde pode sim evidenciar a dificuldade, né? Principalmente no que tange a questão da execução da letra cursiva, que é um padrão de escrita mais veloz, prolongado e que exige um pouco mais de sutilezas de movimento; então, automaticamente também gera o desconforto maior e o cansaço mais rápido, né?
E aí tô pensando nesse contexto, eu vi olhando para a sala de aula e a gente pode se deparar com situações, né, onde a margem tá mal feita, o espaço da palavra tá irregular, a própria linha do caderno, a própria linha de registro é irregular, aquele sobe e desce montanha, né? Que essa escrita ascendente e descendente, sabe aquele padrão que a gente entende é começa aqui, sobe a montanha, desce da montanha, a escrita; a própria tensão incorreta, o ritmo de escrita rápido demais, lento demais, o traço rígido e forte ou então sutil demais ao ponto de nem marcar o papel; a dificuldade da imitação daquilo que eu tô enxergando, aquilo que eu tô vendo, observando, né? Tava as mímicas dos pontos da funcionalidade de área mesmo: o pegar a caneca para beber, segurar a colher para comer, o amarrar o sapato, o dar nó, abrir um cinto, colocar o botão na casinha dele ali, ou abrir, né, desabotoar ali para te dar uma blusa de frio; enfim, falta de organização da página, não entender onde inicia a página, o número que vem primeiro, o número que eu depois, achar o número da página que tá procurando para o capítulo, identificar que o padrão começa ali da esquerda superior e passa para a direita, só então a outra linha da esquerda e continua para a direita, em, e as trocas, não, o espelhamento das letras, em troca da simbologia do número e da letra também. E para que a gente tenha um bom desenvolvimento, uma boa intervenção, vale a pena a gente pensar ir no processo de relaxação da Gisele subir hum, ah, é uma técnica que vai liberando essa tensão e do tônus enrijecidos no corpo, né, dando uma sensação de leveza e uma autopercepção mais adequada para a criança, para o jovem. Acabei de produzir exercícios e brincadeiras que controlam vivo ou morto, a pega-pega, pique bandeira, estações; dessa coisa do para e volta, para e volta, né? Eu tenho que ter uma rigidez tônica e automaticamente uma leveza para retomar o movimento. As técnicas de deles e sim, a técnica de balé, né? Portão, controle muito grande no próprio corpo; atividades manuais: descascar, cozinhar, costurar, organizar, encaixar, traçados no corpo e no papel; brincadeira de telefone sem fio, mas não-verbal; então, eu nas costas, na palma da mão, no ombro, na coxa, no pé, e tem que passar isso à caligrafia do corpo ao papel; que vão frase: eu escrevo um elogio na pessoa; enfim, jogos, recordes, modelagem e pintura, construção de brinquedos, aquele pequeno com dos construtor, o próprio Lego, o bloco de montar, como fazer máscara de papel-machê e na regata quando o papel machê, né, que a gente não é rico, gente, usar bexiga, jornal e cola, e dá super certo; a criança tem que fazer esse recorte manual, ela tem que ter um controle para segurar a bexiga de uma forma que ela não aperte muito para misturar, mas que deixar lá firme para a cola deslizar e vim com o papel colando para deixar o mais limpo possível para transformar a máscara; enfim, oi, e aí fica uma indicação de leitura muito importante para vocês que chama O Corpo na Escola: Ritmo e Movimento. Aí nesse a Gisele, que são as autoras desse livro, trazem, né, algumas vivências práticas, verdadeiros jogos, construções baseadas na questão do ritmo e do movimento; elas tração, né, sua trajetória de experiência teórica e prática como arte-educadoras e vão conduzindo o livro às expressões para que a gente adquira os conhecimentos e não só de teoria musical, né, para entender essa questão rítmica; e aí a teoria musical não é de entender Beethoven e banana, é de entender marcação, né, a marcação de 8 tempos, de 4 tempos, de 2 tempos, porque é nisso que a gente vai dar enfoque quando a gente trabalhando o ritmo.
Então, por exemplo, 1234 1234 1234 pulsação, né? Ritmo. Tô marcando ou sequenciando. Então eu sei que no um, meu movimento é mais forte, e depois eu desencadeio uma leveza. Eu, os três, quatro. Então, é nesse sentido essa teoria musical, né? A compreensão do movimento, ritmo corporal, que vai agregando muito no nosso fazer psicomotor dentro da escola. Não só é, né, mas como a gente está falando de psicomotricidade na educação, principalmente nesse ponto agora.
E a disgrafia, como dissemos lá no início, é um déficit de qualidade do traçado gráfico. Depois de instalada, é necessário buscarmos a causa e não a consequência. Não adianta receber a criança e iniciar o trabalho de saltos e espetinhos. Primeiro, eu preciso voltar naquilo que é base, né? Ah, não, por gênese, e se necessário, até mesmo na filogênese: o próximo digital, céfalo-caudal. O olhar: engatinhar, na posição de quatro apoios, de três apoios, de dois apoios, deambulação, a corrida, marcha, caminhada, trocas posturais, desequilíbrio, lateralização. Em cima, e passar por toda a necessidade de se corpo, né, integrar a tudo que é possível nessa vivência para ir, sim, pensar no trabalho de saltos e pontinhos, dedo para o registro gráfico.
Assim, o trabalho na renda mostra resultados da qualidade de vida para a criança. Desenvolve a habilidade manual e a postura, que são fundamentais para todos nós, no fazer diário. Assim, a gente identifica a causa, e minimiza os efeitos. Assim, a gente tá... Minhas, espero ter contribuído. Aí ficam algumas contribuições: né? O protocolo de observação psicomotora POP-TT, um livrinho fininho, fininho, ursinho. Deve ter umas dez páginas só, mas excelente para ter esse olhar dentro da escola. Dá para colocar dentro do diário escolar, de tão fininho que ele é. Ajuda muito, auxilia muito. O livro do Buscarini, falando sobre grafismo, maravilhoso. As contribuições do Agulhas Guerra, próprio livro do Le Boulch. Eu disse: o olhar de Pierre, na com a sua descrição da psicomotricidade relacional, das fronteiras estabelecidas com os materiais e o corpo da criança. E indico para vocês também o livro da Vera Matos, não o de avaliação que vocês viram na aula anterior, mas o que fala do método dela, né, que é o Green Coffee 1, e a metodologia para trabalhar em grupos.
Porque a gente consegue pensar em práticas não só para a criança que a gente está acompanhando, né, mas para a turma qual ela faz parte. Porque assim também a motiva, já que ela não está recebendo um tratamento diferente dentro da unidade escolar. Todos podem participar dentro das suas capacidades e habilidades já desenvolvidas. Certo? E bora lá. Muito obrigada a todos. Qualquer dúvida, qualquer comentário, qualquer sugestão, podem entrar em contato. Aqui tem meu e-mail. Fico à total disposição de vocês, tá bom? Um grande abraço e fiquem bem, e se cuidem.