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Cortes CRCSP - Gestão Fiscal Eficiente na Era da Reforma Tributária: O Papel do Contador - Parte 01

CRCSP11:04

Transcription

[Música] A vantagem que o contador mais antigo tem de dominar matéria tributária de ICMS, de PIS e Cofins vai ser reduzido a nada.

Então você que tá começando na profissão, você que tá aí agora procurando o seu espaço, oportunidade ínar. Por quê? Porque vai sair esse monte de caras, ICMS, ISS, IPI PIS e Cofins, e vai substituir por IBS, que vai ser de competência de estados e municípios. Ou seja, o ICMS e o ISS serão substituídos pelo IBS e a CBS, que vai ser de competência da União, que vai seifar da nossa vida, PIS, eh, PISCOFINS e IPI.

Olha só que grande oportunidade. Não se valerá mais o contador antigo das suas expertises para fechar bons contratos. Todos nós estamos como que partindo da estaca zero para conhecer esse novo atributo tributário e começar a aplicar aos clientes, que é o imposto seletivo. Por quê? porque ele vai tributar produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

E aqui, né, eu tomo a liberdade de fazer uma de de pegar uma licença poética e apor o que eu penso a respeito do imposto seletivo. Bom, o imposto seletivo diz que vai tratar produtos que são prejudiciais. Em matérias tributárias, a gente sabe que se você beber água demais, isso pode prejudicar a sua saúde. Então, pera aí. Se água bebida demais prejudica a minha saúde, o que é e o que não é um produto prejudicial, a saúde. Então está vendo muitos lobes dentro do Senado a esse respeito, mas já está, né, o imposto seletivo já está lá na Lei Complementar de 2014, que foi promulgada agora em, perdão, 214, que foi promulgada agora em 2025.

Então ele vai ter que sim ser tratado aí por nós eh do mundo contacto que acontece na origem da produção. Então eu tenho uma empresa aqui em São Paulo, ela vai fazer a produtividade dela, vai gerar a nota e vai mandar esse produto para quem de direito. Toda a tributação vai acontecer aqui. Então, a gente tem a cobrança do ICMS dentro do estado, a gente tem a cobrança do ISS dentro da cidade, a gente tem o PIS e Cofins dentro da operação mercantil. Com a reforma isso vai acabar. Tudo agora vai acontecer lá no local de conso, que é enorme, que é produtor por natureza, o estado de São Paulo, ele vai deixar de ter primazia de arrecadação tributária, por aonde é feito o consumo, para onde eu mando esse produto, então eu produzi ele aqui, vou levar ele para lá, é lá que será feito toda a cobrança. da da questão tributária.

Isso vai fazer com que acabe o quê? A guerra fiscal entre os estados. Falando pouco de guerra fiscal, eu sou contabilista, eu tenho escritório de contabilidade e nós aqui no escritório nós somos especializados em empresas de e-commerce. Meus amigos, não há nenhum ramo como e-commerce para a guerra fiscal. Uma hora o estado de Minas cria uma facilidade paraa redução de ICMS. Aí o estado de Santa Catarina vai lá, cobre essa redução e cria uma nova vantagem. Aí o estado do Espírito Santo faz a mesma coisa. Aí Roraima, aí o Amapá, Macapá e os meus clientes ficam ensandecidos querendo migrar a operação para onde tenha uma maior vantagem competitiva, principalmente com alíquotas de CMS.

Com o advento da reforma tributária, isso vai acabar. Por quê? Porque como a a tributação ela vai ocorrer no local do consumo, então pouco importará onde você está. E outra coisa, como o IVA do AAL, o IBS, o CBS terão alíquotas específicas, não vai adiantar eh eh o estado A ou estado B tentar mudar a regra do jogo, porque ele tá ele terá uma alíquota específica para tratar do benefício do do tributo que lhe cabe. Então isso vai resolver muito o nosso trabalho.

Lembra lá, mais de 400.000 normas tributárias que você tem que ir adequando a cada um dos seus clientes. Quando quando a reforma estiver totalmente estabelecida, isso acabou, ou seja, menos trabalho operacional aí pro time lá da contabilidade, pro time do departamento fiscal.

Uma outra coisa que vai ajudar bastante no nosso trabalho é o fim da da cumulatividade do crédito tributário. Hoje tudo é assim, né? Só vou comprar dessa empresa se ela me trouxer crédito tributário. Só vou mudar de regime de tributação porque eu vou ter benefícios de crédito tributário. Então essas coisas geram um retrabalho, geram uma dor de cabeça pro contabilista que assim é enorme, porque muitas vezes o empresário ele não sabe eh dos pormenores de uma mudança de regime tributário. Ele vai numa conferência de empresários, ele vai num workshoping de amigos empresários e alguém diz lá: "Olha só, eu mudei a minha empresa pro Simples Nacional, então é o que há". Aí ele volta, vem pro teu escritório e fala: "Não, não quero mais lucro real, quero simples nacional". Aí ele vai numa outra convenção, o amigo fala: "Agora eu tô no lucro real, simples nacional, não é mais legal". Aí ele vem e quer simplesmente mudar o regime de tributação, sem entender os pormenores de cumulatividade, não cumulatividade. Então isso vai acabar. Essas vantagens que o empresário acredita que possa ter, que ele aprende aí em seminários, em conversas particulares com amigos, elas serão reduzidas pelo arcabolso da reforma tributária.

Os impostos hoje eles são cobrados em cascatas. Eh, como assim? Nós temos um imposto que que incide sobre uma matéria sobre um valor que já tá embutido o imposto, aí tem um outro imposto na próxima etapa da apuração e aí é cobrado com o valor do imposto anterior dentro daquela precificação. A a reforma tributária, ela vai acabar com essa questão dos impostos cobrados em Casc.

E aí nós, como operadores da contabilidade, nós vamos entender que estamos já na transição gradual desse velho arcabolso tributário para o novo. Embora aqui fale que esse período de transição vai vaiá acontecer de 2026 até 2023, 203, perdão, eu gostaria de fazer um adendo. A lei complementar de 214 de 25, ela já está promulgada, ou seja, nós já temos mais de 500 artigos que versam sobre IBS, CBS e imposto seletivo. Se fôssemos fazer um comparativo, podemos dizer que ao entrarmos na arena do jogo, já temos as regras estabelecidas para esse jogo.

Então, seria um grande uma grande perca profissional, você profissional que está me ouvindo, você amigo contador, amiga contadora, deixar para se atualizar, deixar para ler as regras do jogo, do seu jogo profissional só lá em 26. Por quê? Porque já estão ocorrendo muitas coisas em matéria de reforma tributária. E não perca de vista o teu cliente, porque o teu cliente ele tá ouvindo essas coisas e naturalmente o que ele fará? vai ligar no escritório para saber como a reforma vai impactar no negócio dele. Se você não tiver o mínimo domínio da matéria, é muito provável que ele vá procurar a resposta num outro canal, talvez com outro contabilista. Então, não se permita perder carteira de clientes, porque a transição começa em 26.

Nós não podemos agora usar mais as desculpas de que os antigos contadores têm o poder do conhecimento pela longevidade da do trabalho dentro da contabilidade. Nós estamos indo para o mundo novo. Quem adquirir expertise e maior conhecimento, com certeza terá mais destaques. A reforma tributária, ela vai nos ajudar por quê? Porque ela muda o nosso papel. Nós paramos agora de ser meros eh eh portadores de informação gerada pelo cliente, tratada por nós e entregues pelo PR fisco, depois uma devolutiva ao cliente de tudo que fizemos para agora nós sermos gestores de situações específicas de cada um de nossos clientes.

Para você contador, tecnologia é algo necessário ou vital hoje? Porque eu conheço computadores que eles acreditam que a tecnologia ela é algo necessário. Ah, eu tenho lá um RP porque eu preciso contabilizar e para mim tá tudo certo. Já tem outros escritórios, outros contadores que têm sistemas robustos de tecnologia que fazem toda a gestão fiscal tributária dos clientes, sejam ele de que porte for. Seja como for, a forma que você pensa tecnologia, eu tenho a dizer que uma boa prática de gestão fiscal na reforma tributária vai passar muito de perto eh da com da tecnologia. Não haverá possibilidade de você lograr êxito no próximo na na nessa próxima condição de contabilidade que é com a reforma, sem que você tenha ótimos parceiros, ótimas ferramentas tecnológicas.

[Música]