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Olá, tudo bem?
Estamos diante aqui de mais uma aula num cenário diferenciado. E para nossa aula de hoje, nós iremos para Mateus, capítulo 5, a partir do versículo 33, que diz o seguinte: "Vocês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados: Não jure falsamente, mas cumpra os juramentos que você fez diante do Senhor".
Mas eu digo, não jurem de forma alguma, nem pelos céus, porque é o trono de Deus, nem pela terra, porque é o estrado de seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. E não jure pela sua cabeça, pois você não pode tornar branco ou preto nenhum fio de cabelo. Seja o seu sim, sim, e o seu não, não. E o que passar disso vem do maligno.
Então vamos orar pelo nosso estudo de hoje. Senhor meu Deus Pai, graças te damos, Senhor, por tudo que tu tens feito. Obrigado por mais esse ensino de hoje, Pai. Que tu venha nos ensinar, Pai, sobre o poder da nossa palavra. Que nós venhamos ser fiéis e verdadeiros na nossa palavra. Que não venhamos jurar de qualquer forma, Pai, e que o nosso juramento venha ser fiel e verdadeiro e usado conforme a tua palavra nos diz, Pai. E que o teu nome venha ser santo em nós, Pai. Que o teu nome venha ser glorificado através de nós. Assim te louvamos e te agradecemos em nome de Jesus. Amém.
De acordo com o nosso estudo de hoje, vamos ver o seguinte. Chegamos ao quarto ensinamento do nosso Senhor Jesus. Vimos primeiro, não matarás, depois não adulterarás, depois o divórcio. E agora Jesus está falando sobre o crente e o juramento. Agora a gente percebe o quanto que Jesus ele tá preocupado com nós e as suas especificações. Ele tá agora nos especificando com detalhes básicos do que devemos fazer. Ele tá começando a explicar aquilo que vimos de como a nossa justiça pode exercer em muito a dos escribas e fariseus. Ele tá nos explicando.
Então vamos lá. O primeiro ponto, no que isso convém para mim? Muitas vezes as pessoas se perguntam e acham que esse versículo não serve para elas. No que que isso convém para nós? A gente pode se perguntar, pô, eu nem uso essa palavra juramento no meu dia. Eu nem faço isso, eu não juro. Então, esse ensinamento não é para mim, porque eu não juro. Podemos pensar também que, bom, no que isso vai me afetar, se isso não serve para mim, então eu não preciso desse ensinamento. Podemos pensar também, convém nós termos tanto nós seros de forma exageradamente cautelosos com as palavras, com tudo que falamos? É necessário mesmo toda essa cautela?
Uma coisa que esse versículo realça muito e que nós devemos refletir isso no nosso dia diário, sim, é importante e sim, convém ser muito cauteloso. Convém porque é de extrema importância tudo que o cristão faz. E eu reforço essa palavra, tudo. Tudo que o cristão faz é de extrema importância. Tudo.
Então, vamos se dizer assim, uma fala muito legal do autor do livro que ele diz: "Se todas as pessoas fossem crentes, a maioria dos problemas do mundo não existiriam." A maioria é uma fala legal, porque mostra que o crente mostra que Jesus ele tá trazendo para nós a resolução de muita das vezes problema que nós mesmos causamos. Sabe como converter uma pessoa? E o que que isso tem a ver com isso? Sim, é muito simples. A melhor forma de converter uma pessoa e fazer ela se voltar para Cristo, muito simples, é observando outro crente. É assim que uma pessoa se converte. Eu ouvi uma fala muito legal de um pregador que eu assisti que ele diz o seguinte, fala: "Evangelize sempre, evangelize sempre. Sempre, sempre. E se necessário, use palavras." Essa palavra é muito verdadeira. Porque o que que é evangelizar? Eu viver o evangelho de Cristo. Se necessário, daí eu vou usar palavras, mas enquanto não for necessário, evangelizem. Vivendo. É assim.
Então, nós somos crentes, nós como crentes, nós devemos ser esse exemplo que leva as pessoas a Cristo. Então, sim, é de extrema importância até mesmo as mínimas palavras que sai da nossa boca. O crente, ele é constantemente observado.
Então, como vimos aqui, mais uma vez, ouvistes aqui foi dito também, né? Vocês também ouviram o que foi dito. Ou seja, mais uma vez Jesus desmascarando o falso ensinamento dos fariseus e escribas. E ele fala: "Ouam o que foi dito aos seus antepassados? Não jure falsamente, mas cumpra o juramento que você fez diante do Senhor".
Então aqui a gente percebe que Jesus ele tá fazendo uma coisa muito simples, tá? Refreando e tá parando as mais interpretações dos escribas e fariseus. Em primeiro lugar, esse texto não existe no Antigo Testamento. Pode procurar de forma direta. Esse texto não existe nenhuma parte do Antigo Testamento e nem no Novo, além do sermão do monte. Então, não se trata nem de uma lei mosaica. Não é uma lei mosaica e sim é um texto que Jesus retirou provavelmente de uma fala popular ou comum ensinada pelos fariseus. Exatamente igual a outra fala. Amai o próximo, odiai o seu inimigo. Essa fala também não existe no Antigo Testamento. Também é uma fala retirada do ensinamento dos escribas e fariseus.
Então vamos lá. Primeiro lugar, a gente precisa localizar de onde que vem essa fala. Vamos lá. Vamos tentar localizar de onde que eles tiraram essa informação. Vamos pra base de tudo do nosso de nós cristãos, pelo menos deveria ser. Êxodo 20, versículo 7, os 10 mandamentos diz o seguinte: "Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão". Então, tá aqui um primeiro ponto de onde provavelmente eles tiraram essa afirmação.
Mas vamos lá. Também vamos explorar em Deuteronômios. Deuteronômios capítulo 6, a partir do versículo 13, que diz: "Temam o Senhor, o seu Deus, e só a ele prestem culto e jurem somente pelo seu nome." Aqui muit das vezes a gente já pensa que a gente já tem a primeira contradição bíblica, porque lá Jesus está proibindo o juramento. Aqui ele tá dizendo, jurem somente pelo nome do Senhor.
Mas vamos lá. Levítico. Levítico, capítulo 19, a partir do versículo 12, que diz o seguinte: "Não jurem falsamente pelo meu nome, profanando assim: 'O nome do seu Senhor, eu sou o Senhor.'" Percebe-se que aqui ele fala, ele não tá dizendo não jurem, mas ele tá dizendo: "Não jurem falsamente pelo meu nome." Mim muito similar ao que os fariseus estão falando. Se jurar o Senhor cumpra. Meio que eles estão pregando, não jurem falsamente, né? Então isso nos leva à seguinte questão: o que que tem de errado nesse ensino dos fariseus? Qual que é o problema aqui?
Os fariseus eles eram totalmente familiarizados com todos esses versículos que a gente viu, tanto com os 10 mandamentos quanto com os versículos da lei mosaica, tudo isso eles eram totalmente familiarizados. Então Jesus, curiosamente ele não veio apenas corrigir, ele veio substituir. Como assim? Jesus, ele não veio corrigir esse ensinamento que nem o não matarás. Não matarás, tá certo? Só que os fariseus interpretavam errado. Também não adulterará está certo. Só que eles interpretavam errado. Não jurarás falsamente. Aqui, ó. Não jure falsamente, mas cumpra os juramentos que você fez diante do Senhor. Não está correto. Está totalmente errado. Então, Jesus veio substituir essa fala que em nenhum momento foi citada no Antigo Testamento. Nenhum momento foram palavras vindas da boca do nosso Senhor. Então, precisava ser corrigido esse ensinamento.
Então, vamos lá. Vamos fazer exatamente na mesma divisão da nossa última aula. Primeiro, vamos ver o que a lei mosaica diz a respeito desse assunto. Segundo, o que os escribas ensinavam sobre esse assunto. E em terceiro, qual é o ensino do nosso Senhor a respeito, o que que ele tá falando?
Então, em primeiro lugar, o que falava a lei mosaica a esse respeito? Então, o primeiro ponto é o principal intuito era de refrear a inclinação humana de mentir. Esse foi um dos piores problemas enfrentado por Moisés no período do deserto. Não se podia confiar na declaração um no outro. Mentiam muito. Era um monte de mentira desenfreada. Era o puro caos. Então, Moisés teve muito problema com isso, muito. Então, um dos objetivos da lei é exatamente o mesmo motivo pelo qual foi trazido a lei do divórcio. O motivo era refrear a inclinação humana dos problemas, a inclinação humana de se divorciar por qualquer motivo, a inclinação do ser humano de mentir.
O segundo é impedir o desrespeito ao nome de Deus. Aqui não tem nem o que falar. As pessoas usavam o nome de Deus de forma que não era para ser usado. Então, o segundo objetivo era para justamente refrear o uso indevido do nome do Senhor. E o terceiro, restringi o juramento quanto as questões sérias e importantes. As pessoas se inclinavam a jurar por qualquer coisa, qualquer motivo que fosse. E como a gente viu lá em Levítico, jurem somente pelo nome do Senhor. Então aqui ele tá restringindo. Esse sempre foi o objetivo. Então, o juramento ele é solene, ele é reservado para isso. Esse ponto ressalta a seriedade de todos os aspectos da vida. Deus está acima de tudo e todos. Ele vê tudo que fazemos. Tudo, tudo, tudo.
Vamos lá, a gente ainda vai ir adentro nesse assunto. Nos cabe reconhecer isso. O maior ensinamento que eu vejo sobre esse versículo que Jesus está nos ensinando é a onipotência e a onipresença de Deus. Então, é isso que ensinava a lei.
Agora, o que que ensinava os escribas e fariseus a respeito? O que que deixava errado? Vamos lá, vários aqui. O primeiro problema grave era a atitude legalista dos fariseus. Mais uma vez estamos diante de uma declaração onde os fariseus só observavam a letra e ignoravam totalmente o espírito. Eles apenas pegavam ao pé da letra. E detalhe, eles não só pegavam a pé da letra, eles distorciam, eles refraseavam, como se a gente viu, eles refrasearam a lei para fazer coisas contraditórias ao espírito da lei e assim se exentando da culpa, evitando com que a lei condenasse eles. Com pequeníssimas alterações, eles resolviam esse problema e se exentavam de culpas. Ou seja, eles isolaram tudo a questão do perjúrio. Foi isso que eles fizeram. Ou seja, qualquer outro tipo de joramento, não tem problema, desde que você não cometa júrio. É isso que eles estão ensinando aqui quando eles estão dizendo: "Não jures falsamente, mas cumpra o juramento que você fez diante do Senhor". Eles estão restringindo totalmente ao perjúrio apenas.
Então vamos lá. Através dessa questão do perjúrio. O perjúrio para eles e até mesmo pro povo, porque eles foram ensinados desse jeito, era algo terrível, era algo horrível o perjúrio. O pejúrio, ele era motivo de vergonha, assim como a imoralidade. Então, o judeu, ele podia jurar se não cometesse o perjúrio, que daí ele não ia estar em problemas. E isso ainda vive nos nossos dias de hoje. Exemplo disso, vai na internet, pesquisa uma autoridade católica que se divorciou. Acontece. E é até engraçado para quem acredita que o casamento é um sacramento. E detalhe, você vai ver lá as causas, eles são sutis. É impressionante que com argumentos sutis as pessoas são capazes de provar qualquer coisa. E isso em toda a religião, não só, não tô falando só de uma em específica, qualquer religião, a habilidade que o ser humano tem de com míseros argumentos sutis resolver uma questão ou a pessoa vai se envolver num problema com um pequeno argumento, por mais sutil que seja, ele se livra do problema. E na maioria desses argumentos são baseados em mentiras. A famosa mentirinha.
Então é assim que os fariseus fazem. Eles isolam com argumentos sutis. E se tu praticar é pecado. Se tu não praticar tá tudo bem, tá tudo maravilhoso. Então ocorre muito essa diferença de ideia de santidade e mundanismo, principalmente do que a Bíblia fala sobre isso. Tem pessoas que acreditam que eu não posso ir pro cinema porque senão eu vou estar sendo mundano. Eu não posso ir para shopping, eu não posso ir para um aniversário, eu não posso fazer isso, eu não posso fazer aquilo, eu não posso nem sair de casa, senão eu vou estar sendo mundano, não posso ir para um restaurante. Então, para as pessoas é isso. Enquanto eu não fizer essas coisas, eu não vou ser mundano. E isso vale até dentro da igreja. Não vou referir a nada aqui, mas para pessoas não, eu não posso trabalhar no sábado porque sábado é o dia tal aqui do Senhor. Eu não posso comer carne, eu não posso comer carne de porco, eu não posso fazer isso, eu não posso fazer aquilo, eu não posso usar brinco, não posso usar vestido, não posso usar nada. Mas esquecem do principal. que o Senhor nos ordenou, a justiça, a misericórdia e a fé. É exatamente o que o Senhor está nos ensinando. Você se preocupa muito com um endro, com um cominho, mas esquece daqui, ó, do que está aqui dentro. Vocês estão se preocupando demais com o que está aqui fora e esquecem do que está aqui dentro. Esquecem da soberba, dos desejos da carne, dos olhos desejosos, do orgulho, da ganância, da avareza, porque vocês isolam a míseras questões e os fariseus faziam isso. Nesse caso, eles faziam com perjúrio.
Segundo ponto, eles traçavam uma linha de distinção entre diversos tipos de juramento, afirmando que alguns era obrigatórios e outros não. Aqui é um problema grandíssimo. Se alguém jurasse pelo templo, esse não seria válido. Mas se jurasse pelo ouro, era obrigado a cumprir. Se alguém jurasse pelo altar, não precisava observar tal juramento. Mas se jurasse pela oferta era obrigada a cumprir. Gente, Mateus 23 fala exatamente sobre essa questão. Exatamente. Isso daqui era o que os fariseus ensinavam. Olha o que Jesus fala sobre isso. Ai de vocês guias cegos. Pois dizem: "Se alguém jurar pelo santuário, isso não, isso nada significa. Mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, será está obrigado por seu juramento. Cegos e sensatos, que é mais importante? o ouro ou o santuário que santifica o ouro. Vocês também dizem: 'Se alguém jurar pelo altar, isso nada significa. Mas se alguém jurar pela oferta que está sobre ele, está obrigado por seu juramento. Cegos, o que é mais importante? A oferta ou o altar que santifica a oferta?'"
Tão vendo? Jesus, ele está batendo justamente de frente contra essa perversidade da lei, essa desonestidade envolvida, porque havia uma desonestidade envolvida. Eles só queriam saber, eles eram olhares gananciosos. Eles faziam essas coisas por ganância, por orgulho, por soberba, prepotências ou sabe se lá quantos motivos vai ter, né? Eu tô citando aqui vários sentimentos que tomam o ser humano. Avareza, realmente tem assim, são muitos sentimentos e muitos desses sentimentos fariseus tinha, principalmente ganância e se com certeza ganância. Tem certas coisas que precisam ser combatidas a esse ponto. É um ponto crítico do autor do livro que ele cita, que é o seguinte: a nossa geração, ela é muito frouxa. A gente se depara com uma situação dessas e a gente não bate de frente. Algo que a gente vê que vai contra a palavra do Senhor e a gente fica frouxo. Não, não. Por quê? Porque o irmão vai ficar com raiva de mim. A pessoa vai ficar com raiva de mim. E eu não quero confusão, eu não quero briga e é isso e aquilo. E deixa. Jesus não nos ensinou assim. A nossa geração é muito frouxa, muito. Jesus está dizendo, tem coisas que precisam ser tratadas dessa maneira. É olhar para aquela pessoa e, ó, vocês são cegos. Olha só o que vocês fazem. Tem coisas que precisam ser tratadas dessa maneira, com muita sabedoria, claro, muita sabedoria, discernimento, guia, guiado pelo Senhor, mas precisa, mas as pessoas preferem recuar. Então, que a gente se atente a isso também, que a gente denuncie aquilo que precisa ser denunciado.
Ainda mais pros fariseus, jurar pelo nome de Deus era obrigatório. E isso é que era um problema. Porque para evitar isso, eles juravam por outras coisas. Juravam pelos céus, pela terra, por Jerusalém e pela própria cabeça. E sabe lá mais pelo que eles juravam. Sendo esses, não era tão sério e podia ser quebrado. E aí que está o problema? Eles eram descarados, eles eram sutis. Olha, eu não jurei pelo Senhor dos céus, ou seja, eu jurei por outra coisa. Então não tem problema caso quebre, percebe? Ou seja, se quebrar não tem problema. Eu não vou ser acusado de nada, desde que eu não cometa o perjúrio. Que é perjúrio? É o quê? Mentir diante de uma autoridade. Mentir diante de um juiz onde você declara, onde você declarou que ia falar somente a verdade e você mentiu. Isso é perjúrio. Mas desde que eu não minta diante de uma autoridade, se eu jurar para uma outra pessoa, por qualquer outra coisa e deixar de cumprir, não tem problema. É isso que os fariseus davam a ensinar e isso era um problema.
Então vamos lá. Percebem o quão cautelosos e descarados, sutis eles eram? Eles faziam de tudo para evitar problemas para eles, para que eles pudessem fazer as coisas sem receber nenhuma acusação. Mas vocês viram que o nosso Senhor não perdoa. Ele vai e desmascara os fariseus.
Então, o que que ele está desmascarando aqui os fariseus? O que que ele fala a respeito disso? "Eu, porém, vos digo, não jurem de forma alguma. Nem pelos céus, porque é o trono de Deus, nem pela terra, porque é o estrado de seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. E não jure pelas suas cabeças, pois vocês não podem tornar branco, nem preto, nem um fio de cabelo. Seja o seu sim, sim, e o seu não, não. E o que passar disso vem do maligno."
Lucas, entendi a primeira parte, mas não entendi essa. O que que Jesus quer dizer aqui? Eu não entendi. Vamos por parte. O que que essas palavras significam? Veremos agora em certos casos o que que Jesus quis falar com essas palavras.
O primeiro caso que eu quero citar aqui é o exemplo dos Quakers. A gente já citou ele em aulas passadas e vimos que os Quakers são pessoas, grupos, na verdade, de pessoas que observam a lei de forma muito literal. Eles vão muito no literal e os Quakers eles tinham uma certa admiração por esse versículo em específico. E qual era a linhagem dos Quakers? Nunca fazer juramento por nada. Essa querer a linhagem dos Quakers. Ou seja, nem mesmo diante das autoridades eles podiam fazer juramento. Nada. Eles não poderiam jurar por absolutamente nada.
Então, vamos se dizer assim, isso é um problema, porque se fazemos assim como os Quakers faziam, estamos reduzindo a meras questões de juramentos falados, meras questões de juramento aos tribunais e seremos como os fariseus. Desde que eu realmente não use a palavra juro, não tem nenhum problema. Eles não observavam as minúcias. Eles não observaram que o problema está aqui, não é o jurar, o jurar. Até porque esse ensinamento deles não faz sentido, sabia? Não aceite. Por quê? Vamos lá.
Primeiro ponto do por que esse pensamento dos Quakers é problemático e o por que Jesus não está proibindo o juramento aqui. A injunção do Velho Testamento mostra que Deus estabeleceu preceitos que estipulam como e quando deve ser feito o juramento. Ou seja, no Antigo Testamento existe preceito que dizem como e quando fazer. Então como Jesus pode estar proibindo o juramento? Por que que Jesus viria para dizer, não, antes no Antigo Testamento, eu determinava que vocês podiam jurar em tal circunstâncias. Agora eu digo: "Não jurem". Mas Jesus não disse: "Eu não vim aqui para abolir a lei, os profetas". Ou seja, ele não veio abolir o Antigo Testamento. Ele veio cumprir. Percebe-se? Então não, Jesus não veio proibir o juramento em nenhuma hipótese. Antes ele veio trazer o seu sentido, até porque figuras do Antigo Testamento fizeram juramentos e do Novo também. Antigo Testamento, Abraão jurou uma esposa para Isaque. Jacó fez Josué, José, perdão, Jacó fez José jurar. José extraiu o juramento de seus irmãos. Jonathas fez Davi jurar. Então, figuras da Bíblia prestaram juramento. Novo Testamento também Paulo fez juramento.
E a gente pode perceber também um exemplo muito legal, que é o seguinte. Esse exemplo é bom demais para especificar isso. Mateus capítulo 26 versículo 63 diz o seguinte: Jesus está diante de Pilatos, preso. Pilatos vai até Jesus e pergunta a ele, o sumo sacerdote lhe disse, o sumo sacerdote, exijo que você jure pelo Deus vivo. Se você é o Cristo, o filho de Deus, diga-nos. A gente poderia olhar e ver. Olha, ele está dizendo, jure. Percebe que ele está usando aqui de juramento? Percebe-se que Jesus não chega pro sacerdote e diz: "Não, eu não vou jurar porque não se pode jurar. Olhe você, o que você faz. Juramento não podem acontecer. Juramento não pode, isso não pode." Percebe que Jesus não fala isso. Antes a resp ele, Jesus responde e diz: "Tu mesmo disseste", respondeu Jesus, "Mas eu digo a todos vós: 'Chegará o dia que verei o filho do homem sentado à direita.'" Então Jesus respondeu, ou seja, percebe-se que para Jesus essa requisição de juramento foi totalmente legítima. Foi boa e legítima. Não houve nenhum problema.
Outro problema que a gente pode olhar, ele usou o nome de Deus. Jure pelo nome. Exijo que você jure pelo Deus vivo. Se você é Cristo, o filho de Deus, digo, percebe que ele usou ainda o nome do Deus vivo. Jesus não disse também, olha a forma que você usa o nome do meu pai. Não. Antes o nome de Deus aqui também foi usado pelo sacerdote de forma totalmente legítima. A circunstância era apropriada para isso. Jesus não repreendeu porque Jesus, ele não hesitava. Quando precisava corrigir, Jesus corrigia. E aquele não corrigiu porque estava legítimo. Ele não denunciou aqui.
E se a gente for olhar também os apóstolos, olha os apóstolos, os os exames, os estudos mostram que os apóstolos juravam. E não só juravam, mas eles juravam com certa frequência. Podemos pegar o exemplo de Paulo. Romanos capítulo 9, perdão, é, é Romanos capítulo 9, tá certo? Romanos, capítulo 9, versículo 1, que está escrito: "Digo a verdade em Cristo, não minto. Minha consciência o confirma no Espírito Santo." Em Cristo, digo a verdade, em Cristo. Ele está jurando em Cristo. Segundo Coríntios, capítulo 1, versículo 23, que diz o seguinte: "Invoco a Deus como testemunha de que foi a fim de poupá-los e que não voltei a Corinto." Percebe? Paulo está jurando. Invoco em nome de Deus. Invoco Deus.
E vamos ver o que Hebreus fala sobre isso. Hebreus fala sobre isso também. Capítulo 6, versículo 16. Olha o que Hebreus fala. "Os homens juram por alguém superior a si mesmo e o juramento confirma o que foi dito, pondo fim a todas as discussões." Olha o que Hebreus está dizendo. Hebreus não está dizendo os homens juram por alguém superior a si mesmo, mas não deveriam, pois não devemos jurar por coisa alguma. Não, ele não está dizendo isso. E pelo contrário, ele diz: "E o juramento confirma o que foi dito pondo fim as discussões." Ou seja, juramento também é usado para acabar com o conflito por fim as discussões. Deus ali se interpondo no meio da discussão, se explicando. Sim, juramento é usado nessa circunstância e é usado também. Então, percebe, o ato era aceito como correto e muit das vezes não era só aceito como correto, mas como era costumeiro, que era bem de costume de ser feito juramento e como era ensinado pelo próprio Deus. Deus ensinava fazer o juramento como e quando. Percebes? Então esse é o ponto de vista negativo. O versículo 17 ainda confirma a situação. Olha, querendo mostrar de forma bem clara a natureza imutável do seu propósito para com o herdeiro da promessa. Deus o confirmou com juramento. Percebe? Aqui só confirma.
Então vamos lá. Essa é a parte negativa do ensino do nosso Senhor. Agora, o que que ensinou positivamente o nosso Senhor? O que que o nosso Senhor ensinou de forma positiva?
Em primeiro lugar, ele quis proibir o uso indiscriminado do nome sagrado de Deus na questão dos juramentos e das declarações blasfemas. Gente, o nome de Deus e de Jesus Cristo jamais deveriam ser abusados dessa forma. E a forma clara para explicar isso é muito simples. É só a gente sair na rua e a gente vai se deparar com essa situação. Na verdade, não só na rua, eu não falo dos outros, eu falo de nós. Eu falo por mim, que é um costume que eu tenho e que não só eu tenho, mas eu não só eu tenho, outras pessoas têm, mas eu tenho. E é algo que eu preciso me policiar, que é o quê? Ai, meu Deus. Não é, todo mundo conhece essa expressão. Acontece alguma coisinha, cai alguma coisa, a gente olha, ah, meu Deus, ou uma pessoa caiu de novo, meu Deus. Aí a gente acontece uma situação de surpresa, Jesus Cristo. A gente usa os nome. Em muitos casos acontece mais com menina, por vários contextos também, esses aqui que eu vou citar, mas acontece com o homem também. Só que eu acredito que acontece mais com meninas pelo contexto, que é a gente está conversando aqui numa conversa normal, aí de repente, sei lá, vamos pegar aqui um exemplo de garoto, uma menina está conversando com outra menina, mas pode acontecer com homem também, tá? Eu só restrinjo porque acontece mais com menina. Aí, tipo, a menina chega, olha aquele menino ali, eu achei ele bonitinho. Aí a outra não achou ele bonito. Aí o que que ela faz? Deus me livre. Tu achou aquilo ali bonito? Deus me livre, não é? Ou a pessoa chega e diz: "Jesus Cristo, olha isso." Não, como se fosse assim um repúdio. E não só essa. Se formos citar aqui, são muitas falas, muitas.
Gente, Deus, ele não brincou quando ele disse: "Não usais o nome de Deus em vão". Pode apostar. Esse versículo ele é um problema. Esse mandamento ele é um problema. Por quê? Nenhum outro mandamento. Eu falo isso por mim, tá? Não é nenhum estudo, mas eu falo por mim. Pelo menos no meu eu, nenhum outro versículo é tão esquecido, tão ignorado, tão, vamos dizer assim, esquecido completamente quanto esse mandamento. Ninguém quer saber desse mandamento. A gente olha, não, usar o nome de Deus em vão, isso é coisa de Antigo Testamento, isso é passado. Ninguém está nem aí para esse mandamento. Ninguém liga para esse mandamento. Usai o nome de Deus em vão. Mas Deus, o próprio Jesus disse: "Eu não vim aqui abolir os 10 mandamentos, não vim abolir nada". Quem disse para vocês que esse mandamento não está mais em vigor? E é um problema usar o nome de Deus em vão.
E primeiro problema deles que eu cito é o nome de Deus perde o poder dele. Como assim perde? Vamos lá. Eu preciso explicar. Quando eu digo perde o poder, não é que ele perde realmente o poder, mas porque o nome de Deus ele é santo. O nome de Jesus é santo, como o próprio Jesus diz, o meu nome tem poder. O nome de Jesus tem poder. E a gente está usando o nome dele como dias do nosso dia a dia, sem nenhum propósito. O nome que tem poder. Percebe? Nós mesmos e nós estamos tirando a autoridade, o poder do seu nome. Isso é um problema. Pega um exemplo qualquer, um objeto, a Bíblia, vamos dizer que o nome da Bíblia é sagrado. E que só de eu usar a palavra Bíblia, Senhor, pela Bíblia, aqui eu usei o nome pela Bíblia, pronto. Aqui eu ativei realmente o nome sagrado. As coisas vão acontecer. É só um exemplo. Mas daí eu uso Bíblia, a palavra Bíblia no meu dia a dia, em uma conversação comum, com giras comum, palavras comum. Aí eu uso Bíblia, Bíblia, Bíblia. Muitas vezes a gente faz isso. A gente fala: "Deus me livre, Deus, Deus, Deus". Sem nenhum significado. Deus, Deus, Deus. E vai repetindo, repetindo. Deus me livre. Deus do céu. Meu Deus do céu. E agora? E tal, tal. Aí eu vou orar agora. Dobrei meu joelho e vou orar na cama. Meu Deus que está no céu. Diga, o nome de o nome de Deus ainda tem poder. Tem. Mas que propósito tem o nome de Deus agora para mim? Porque da mesma forma que eu falo: "Meu Deus do céu, eu uso essa mesma fala no conversação diária. Meu Deus do céu, numa como se fosse numa gíria. Percebe? Ou seja, para mim o nome de Deus já não tem mais autoridade assim para mim. Praticamente é quase como se fosse uma palavra comum. E quando eu vou realmente usar o nome de Deus na oração, quando eu realmente vou usar o nome de Deus ali no meu coração, eu já não sinto mais a autoridade do nome dele. Porque virou uma palavra completamente comum para mim, uma palavra vã. Porque eu de tanto usar o nome de Deus em vão, eu mesmo no meu coração percebe o perigo.
Como eu disse, não é que o nome de Deus não tenha mais poder. Tem o poder do nome de Deus não tem nada a ver com o que eu faço e como eu uso o nome dele. Mas ele mesmo diz: "É seus mandamentos, não use o meu nome em vão." E ele não fala isso à toa, não. Não é à toa. Isso não é um mandamento. Deus nunca faz nenhum mandamento à toa, não. Isso é um mandamento, é uma ordem. Então, quantas vezes a gente usa o nome de Deus em vão? O quanto a nossa cultura promove usar o nome de Deus como se fosse meras gírias do nosso cotidiano em fárias completamente fúteis, bestas?
O segundo ensinamento é: Jesus proíbe de fazermos juramentos por qualquer criatura ou coisa criada. Portanto, tudo pertence a Deus. Isso é de extrema importância, gente. É só observar aqui o que ele fala do 34 ao 36, no capítulo 5. Percebe? Tudo é de Deus. Os céus foi Deus quem criou. A terra, esse pé que vocês estão pisando, fui eu que criei. Jerusalém, o templo, fui eu que criei. Você mesmo, você foi criado por Deus. Ou seja, o templo era do Senhor, eu sou do Senhor, tudo é do Senhor. E a gente vê isso na prática, que Deus criou tudo.
Gente, é o que Deus está querendo dizer para nós aqui. É o seguinte: você consegue fazer o céu surgir a luz ou escurecer? Não, não conseguem. A terra, que poder você tem sobre a terra? Nenhum. Que poder você tem sobre o templo? Nenhum. Que poder você tem sobre si? Nenhum. Nem você consegue se controlar. Você não consegue nem fazer os seus cabelos ficarem pretos ou brancos. Mas eu sim, eu consigo fazer com que haja a luz nos céus e que desça, né? que o sol apareça e que a lua também apareça. Eu consigo fazer com que esta terra me obedeça. Eu consigo fazer com que sim você, com que seu cabelo fique branco e preto, eu tenho controle sobre tudo. Você não tem. E por que então você está jurando pelos céus? Tem gente que não jura por Deus, mas tem gente que jura pelos céus. Sim, é muito comum. Eu juro pelos céus, eu juro pela minha mãe, eu juro por isso. Não, eu juro, eu juro, eu juro pela minha vida, eu juro pelo qualquer outra coisa. Não, quem primeiro você não tem controle sobre nada. Você não tem controle sobre o céu, sobre a terra, sobre seja lá quem for, mãe, pai, tio, tia, seja lá por quem você jurar, nem por si mesmo. Então, não jure pelas coisas que Deus criou, mas sim jure para aquele que tem poder de controlar tudo. Somente a ele, somente para ele jure. Quando eu digo para ele, somente no nome dele jure. Se for jurar, jure pelo criador de tudo e não pelas coisas que ele criou, porque você não tem controle de nada. Como que você vai jurar por si mesmo se você não tem controle sobre si? Eu juro por mim. Que juramento é esse? Você não tem capacidade de controlar. Seu juramento não é válido, simples, porque você não tem capacidade de se controlar. Mas eu juro por Deus, porque ele sim tem controle de tudo e por ele sim pode ser feito o juramento.
E o terceiro ponto e último de hoje, proíbe o uso de qualquer juramento e todo juramento na conversação comum. Aqui tem a restrição que Jesus que foi dado no Antigo Testamento. Não existe necessidade de você jurar. É muito simples. Eu juro por tudo. Por tudo o quê? Primeiro lugar, a sua palavra tem que ser sim, sim, não, não. Muito simples. A verdade tem que ser pura e toda comunicação comum. Se eu estou me comunicando normalmente, uma conversa qualquer, eu não tenho necessidade de jurar. Eu sou cristão. E se eu sou cristão, a minha palavra tem que ser verdadeira. Ou seja, se a minha palavra é verdadeira, eu não tenho por que estar jurando por nada. Um exemplo disso, só um exemplo. Os exemplos podem ser muitos. Aconteceu uma coisa ali, sei lá, eu derrubei um objeto sem querer e acabou machucando, quebrando, sei lá. Aí a minha mãe vai chegar e vai perguntar de mim: "Vem cá, foi tu que fez isso?" Eu vou olhar: "Olha, eu juro que não foi por querer e tal, é porque aconteceu isso, aquilo." Você está jurando por quê? Não tem para que jurar. Ou eu estou conversando com uma pessoa, eu digo: "Olha, aconteceu tal coisa." Ele vai dizer: "Mentira." Aí eu vou dizer: "Não, eu juro, é sério, estou falando sério. Aconteceu mesmo." Jesus está dizendo, "Ué, a sua palavra não é fiel, não é verdadeira? Se a sua palavra é a verdade, você não tem que estar jurando por nada, nada, nada, nada mesmo. Que seja o seu sim, sim, não, não." Lucas, foi você que fez isso? Sim. Pronto, acabou. Lucas, foi você que fez isso? Não. Aí ela vai dizer: "Mo é, mas só estava você aqui?" E as pessoas têm esse costume, mas eu juro que não fui eu. Não tem juro. Se você realmente é um cristão, que seu sim seja sim, seu não seja não. Não, não fui eu. E pronto. Essa é a verdade. A pessoa vai dizer: "Ué, mas não, isso daí não tem como ter acontecido sim e aconteceu e pronto." Essa é a verdade. Não tem para que ficar jurando na conversação comum isso que Deus está nos dizendo, gente. Ou seja, não tem por que mentir.
Percebe que isso reflete muito? O problema é que a gente tem muita tendência de mentir. A famosa mentirinha. Isso não reflete muitos dias de hoje? Não vemos o fato de que ninguém mais, a gente não vê o fato de que ninguém mais pode crer em ninguém, sabe? Muit das vezes a gente conta uma mentirinha, sabe? A gente se depara com uma situação onde, olha, eu fiz tal coisa, mas se eu falar dessa forma, eu vou minimizar a situação e não vai aparecer tanto que a culpa é minha. Não, olha, é o seguinte, eu estava perto ali e de repente ele caiu. Eu dou uma leve mentirinha. Essa leve mentirinha que é o problema. Jesus está dizendo, não pare, você está começando a fazer exatamente o que aqui diz. Juramento que seja se sim. Sim. Não, não. Sim, mãe. Fui eu que fiz. Eu derrubei. Não foi por querer, mas eu derrubei. Acabou.
Gente, Hitler, precisamos citar Hitler, ele fez isso. Ele construiu o império dele em cima de mentira. E quanto pior a mentira, melhor era. Era isso que eles acreditavam. Quanto pior mentira, melhor, mais escândalo, mais caos. Podemos ver escândalos ruins, como por exemplo, escândalos com divórcio, a infidelidade. Gente, é um problemaço. Divórcio, a falta de veracidade, da honestidade. A pessoa se casou, ela não jurou no altar, não, eu vou ser fiel, eu vou ser honesto, eu vou ser, né, e que vai ser até a morte. Não é esse juramento e é um juramento válido para depois a pessoa trair, não ser fiel, não ficar até o fim da vida. A gente viu que o divórcio ele só pode, só não, só pode acontecer em cima da imoralidade. E quando acontece é porque alguém quebrou o voto, percebe? As pessoas não têm mais capacidade de manter seu voto. A palavra não condiz com a verdade.
Mais uma coisa que eu preciso ressaltar aqui. Quando a gente olha para uma situação dessa como de Hitler, a gente se escandaliza, tipo, oh meu Deus, olha só, realmente é cruel que Hitler fez, gente. Ele mentiu muito. Mentiras grandíssimas, construiu império em cima de uma mentira. E nossa, é motivo assim de ficar assustado, assim, é motivo de ficar perplexa, mas a gente pensa diferente quando a gente usa do que a gente chama de mentirinha para escapar de uma situação. Não, comparado ao que Hitler fez, a minha mentirinha não é nada, é só uma mentirinha. A comit a gente fica assim, mas quando é a nossa mentirinha, não, não é só uma mentirinha. Não pense assim. Primeiro, não minta em circunstância alguma. Jesus está dizendo aqui para nós, não é para mentir. Seu sim, seja o seu sim, seu não, seja o seu não. Por que que a mentira, a mentirinha que eu falo é diferente do que Hitler fez? É um contexto diferente, mas tudo é mentira. Seja mentira pequena, seja mentira grande, é tudo mentira. Assim como um mentiu, o outro também mente. Então, gente, não é para mentir nem mesmo nada. Não entenda. É isso que Jesus está combatendo, que seja o seu sim, sim, e o seu não, não.
Então, entenda assim, tudo que fazemos é importante. Tudo. Não devemos nem sequer exagerar. Sabe aquela história que, tipo assim, eh, sei lá, eu fui para uma floresta, aí a gente que aí uma vez aconteceu aqui embaixo, um exemplo meu, aconteceu aqui embaixo que a gente viu uma cobra e nisso que a gente viu uma cobra, eh, eu peguei um pano, coloquei e eu peguei a cobra pela cabeça com pano e com a ajuda dos guardas a gente colocou dentro de um balde. Quando eu fui contar essa história para outras pessoas, eu contei: "Olha só, eu peguei uma cobra, tipo, ela era grande. Eu falei na época que ela era grande, mas ela não era grande. Ela tinha um tamanho assim médio, não era um negócio grandão, ela tinha um tamanho médio, mas eu exagerei falando que era grande." Eu falei, eu fui, eu peguei ela pela cabeça e coloquei no balde. Removi a parte que eu estava com pano porque por segurança, mas eu removi para aparecer mais, para dar um exagero maior. Eu peguei ela pela cabeça e coloquei no balde e fechei. Eu exagerei bastante para dar uma impressão maior para a história assim, né? Mas Jesus está dizendo: "Não, nem mesmo isso, porque isso é mentira. É mentira porque eu peguei ela pela cabeça, sim, mas eu peguei com pano. E ela era grande?" Não, ela não era grande, ela era um médio ou até pequeno, dependendo. Não sei se isso é médio ou se é pequeno, mas seja como for. E eu nem sei se ela era venenosa, então eu sabe até isso não. Até exagero constitui de mentira. Nem isso, porque essa mentirinha pode gerar uma falsa impressão para a pessoa e essa falsa impressão pode causar problema.
Então, eu quero ressaltar dois pontos aqui para finalizar a nossa aula. Em primeiro lugar, eu não estou exortando a morbidez. Não quer dizer que eu não posso falar nada e que eu tenho que agora cautelar cada palavrinha que eu falo, mas antes eu preciso ter consciência da presença de Deus. É isso que esse versículo está ensinando. Se você tem, se você tem ciência da onipresença e a onipotência de Deus, você sabe que não tem onde se esconder. Naquele momento que você contar mentirinha, você vai lembrar: "Opa, pera aí, mas o meu Deus está me vendo, ele está aqui. Por mais que ninguém esteja vendo, ele está vendo. Ele vê tudo que eu faço, ele vê tudo que eu falo, aquela mentirinha que ninguém viu, ele vê, ele sabe." Então, antes mesmo de eu mentir, eu vou pensar: "Opa, mas se eu contar essa mentirinha, ninguém vai saber."
"Mas o meu pai que está no céu vai, porque ele é onipotente, onipresente, onisciente e tudo ele vê e tudo ele sabe que eu faço."
O problema é que, aquilo, a gente faz as coisas secretas, escondidas. A gente entra no banheiro para fazer coisas indevidas. E é um exemplo, a gente entra no banheiro para fazer coisas indevidas, ver coisas indevidas, achando que ninguém tá vendo. Mas isso daí, sabe o que é? Falta de fé, porque a gente esquece que tem um Deus lá em cima que ele vê tudo que a gente faz. Tudo que é o oculto se é revelado para ele. Não tem como se esconder.
Então, quem tem fé realmente sabe que até essa mentirinha Deus vê, e ele não mente porque ele sabe que Deus vê tudo, e ele procura sempre viver a verdade.
E o outro ponto para fechar a aula é: "Então, Lucas, quer dizer que eu vou sair dessa aula. Eu vou ouvir o meu amigo falando: 'Deus me livre essas frases!' e eu vou corrigir ele. Vou corrigir agora todo mundo que eu ver usando essa frase."
Não, por favor, não faça isso. Jesus, ele tá falando aqui conosco, consigo mesmo. Ele não tá mandando você sair por aí corrigindo ninguém. Porque, em primeiro lugar, pense consigo. Você usa dessas gírias usando o nome de Deus em vão? Você vê pessoas jurando por qualquer coisa, mas você mesmo se observa você jurando por qualquer coisa? Você mesmo se observa contando essas mentirinhas?
Se você, se a gente observa e vê que, de fato, a gente conta mentirinhas, a gente usa o nome de Deus em vão, vai sair corrigindo os outros por aí por algo que você mesmo comete? Não. Não saia por aí corrigindo os outros, tá? Antes cuide de si, cuide do você. É o que você tá fazendo, não é o que os outros estão fazendo, não. É o que você está fazendo.
Porque assim, quando você se corrigir, as pessoas vão olhar para você e vão ver: "Nossa, ele não usa o nome de Deus." Ou ela não usa o nome de Deus em vão, não jura falsamente. A palavra dele, dele ou dela é verdadeira. Quando ele diz sim, é um sim. Quando ele diz não, é um não. Eu quero ser assim. É assim que você vai corrigir a pessoa e não brigando ou corrigindo todo mundo que usa essas frases, ok?
Então, em nenhum momento eu tô incentivando aqui esse tipo de atitude. Pelo contrário, o que tem que resolver aqui somos nós consigo mesmo e não com os outros. Esqueça os outros. Antes viva você o evangelho para que os outros sejam assim, influenciado pelas suas atitudes.
Vamos orar para fechar nossa aula de hoje.
Senhor meu Deus, Pai, obrigado por tudo. Eu só tenho te louvar e te agradecer, Pai, por mais um ensinamento. Obrigado por essa tua palavra fiel e verdadeira, Pai, porque agora tu nos mostrou, Pai, a usar o teu nome como deve ser usado. Tu nos ensina agora, Pai, sobre jurar, o quando devemos jurar, Pai, somente diante, Pai, de situações solenes, Pai. Somente diante de situações realmente que se deve acontecer, Pai. E também obrigado, Pai, por nos ensinar sobre a mentirinha, Pai, que muitas das vezes nos enganamos, achando que não tem problema, mas tem. E nos ajude, Pai, para que venhamos ter mais fé, Pai, nos permita ter mais fé, para que assim a gente venha ter mais ciência da tua onipotência, onisciência, Pai, da tua grandeza, porque não importa para onde vamos, Pai, se a gente for para os confins da terra, pros fins do mundo, não importa. A gente pode ir para lugar mais alto, lugar mais baixo. Não há como se esconder de ti, Pai. E hoje, Pai, queremos ter mais dessa consciência em nome de Jesus. Pai, te louvamos e te agradecemos pela honra do teu santo nome. Amém.