Transcription
E aí? E aí? [Música] Oi, boa noite, gente! E aí, vamos começar a nossa primeira série aqui, primeiro encontro de "Saindo do Zero", né? Que bom ter vocês aí. Vão entrando, vão chegando. E aí? E aí? E vamos ver aí quem tá entrando. Ai, vocês vieram! Que coisa boa! Hahaha. Olha a Sabrina, primeira "dânica", sempre entre os top 3 comentários aí. Boa noite, Andreia. Quem for entrando aí, vai dando boa noite, porque eu vou conferir todo mundo que me mandou mensagem. Falando a Anna, a Anna, eu vou lá, eu vou lá depois, eu vou conferir aqui um por um para ver se tão aqui mesmo. A Jana também veio, Natália, Fran, Andreia, Lara. E coisa boa, Deanne. Quem mais está aí? Jardel, tá nada? Regiane, gente, mas Arthur, Maia, do Brasil inteiro, né? Eu vejo lá nos grupos assim, muito legal a interação, porque tem gente de todos os cantos do Brasil, e isso é muito legal.
Bom, então hoje nós vamos conversar sobre um tema aí que vocês sabem que pega, né? Hoje eu abri uma caixinha, foi engraçado, né? Engraçado, porém triste também, de ver como essa questão do raciocínio clínico é uma coisa que a gente precisa trabalhar, né? Que que traz sempre uma incerteza sobre como conduzir ali o processo. É um assunto, então, necessário de ser falado. Hoje vamos falar sobre isso. Vamos ver onde é que está esse raciocínio clínico médico. A resposta, ele falou: "Não sei, nunca vi, nem comi, eu só ouço falar, né?" Que que é esse trem que nem sempre é trabalhado na nossa graduação, e isso deixa um buraco na nossa formação, mesmo, né?
Olha aí, quem mais está chegando: a Daniela, Sônia, Vanessa, Elciane, Disney, La Paloma, é frita aí, né? Pri, ainda bem! Ó, a Tainá, hoje ele cheiro, Rosilda, que legal! Antonieta, para disfarçada, mas tá Ilha Antonieta, que legal! Carla! Ah, que legal, gente! Que bom contar com vocês aqui. Assistindo pela TV? Pri, hoje pela TV, eu acho que aprende mais, viu? Quem quiser colocar na televisão, experimenta aí, que eu acho que é para mim demais. Você sabe que hoje também nós vamos fazer o sorteio, então, né, de um desses três livros aqui, é, né? Judy, tinha querida, Betty, CTR e Lidando com a Ansiedade. Quem for sorteado vai poder escolher um dos três livros. Isso vai acontecer hoje, amanhã também, e no domingo. Além do livro, também vou sortear mais uma inscrição para a mentoria. Então, quem tiver interesse também em participar da mentoria, as inscrições vão abrindo domingo, né? Mas eu vou sortear para quem tiver aí, quiser também participar. Vai ser muito legal. Não está preparando tudo com muito carinho para vocês, e eu espero que vocês gostem, certo?
Eu já vou passar as orientações sobre como vocês vão participar, e vai ser da seguinte forma. Ah, tá todo mundo aí já? Posso contar como é que vai ser? Então, vai ser assim, ó: eu vou fazer uma foto aqui nossa, e sorriam aí, quem quiser aparecer na foto, comenta aí agora, que eu vou tirar foto. Eu vou tirar a foto aqui, e da nossa live, ó, e vou postar lá no Instagram. E aí, e aí? Oi? E aí? Vocês vão comentar, né, ali, algo sobre essa temática. Seja como é que vocês percebem a importância do raciocínio clínico durante a live, alguma informação que vocês acharam pertinente, se acharam interessantes as iniciativas da gente trazer esses conteúdos que geram muita dúvida na prática clínica também. É bem, fim, faça um comentário pertinente, tá, gente? Quem comentar só com emoji, lá não vai rolar. Tem que ser um comentário para ser elegível para o sorteio. Tem que ser um comentário interessante, relevante, inteligente, né? Como todos vocês são. Eu não tenho seguidor menos capaz do que isso. Então, eu quero vê-los lá comentando. Ah, então tá postado aqui. Ah, tá postado aqui, e tá valendo, então. Mas para frente da live, a gente vai fazer o sorteio, então, de um dos livros, né? Quem for sorteado vai poder escolher o livro, certo? Eu já estava lendo lá. Só não vale sair da live, que já vai comentar e não voltar mais, né? Tem que voltar aqui para acompanhar o sorteio depois, e principalmente o conteúdo, porque é isso que vai fazer a diferença na prática clínica de vocês.
Eu tô bem de olho aqui em quem tá chegando. A Ju, as meninas da mentoria, Líria, vi também, Dani. Ah, que legal! Luciene, boa noite a todos, e a Camila também. Hoendel, a Dani, que legal, gente! Karla, Larissa. A Jéssica perguntou se pode comentar mais uma vez. Pode sim. Comentários relevantes, né, gente? Vamos caprichar lá. Podem comentar. Pegue o tema, né, raciocínio clínico, e faça uma reflexão. Seja como é que vocês veem a importância disso, algum conteúdo que vocês talvez vejam aqui na live, considerem interessante também. Se vocês acham relevante, assim, iniciativa de trazer esses temas que trazem, que geram muita dúvida na prática clínica também. Então, faça um comentário sobre a temática, né? O tema do raciocínio clínico, certo?
Então, vamos conversar um pouquinho, né, sobre o tema. E conforme vocês tenham dúvidas também, vão trazendo aí, que eu vou estar sempre de olho no chat, e a gente vai conversando. Ainda é ser um grande bate-papo produtivo, né, construtivo, para ajudá-los a construir o raciocínio clínico, certo? E para a gente começar, antes de entender como é que eu vou construir o raciocínio clínico, queria convidá-los a refletir sobre o que acontece quando o raciocínio clínico está falhando. Vamos tentar fazer um diagnóstico aí. Eu não é um auto diagnóstico para verificar como é que está o andamento do teu raciocínio clínico. E aí, para isso, eu trouxe alguns indícios de quando o raciocínio clínico não tá legal. É, e essa prática clínica é marcada por esses sinais aqui que eu vou trazer. Bom, o primeiro deles, tem já me segue, já me viu falando sobre isso, e isso é muito, é o primeiro sinal é quando o terapeuta se torna um resolvedor das situações. Então, ele vê aquele relato bruto do paciente. Por paciente, chega ao processo sem saber exatamente o que deve ser falado, que é uma demanda, muitas vezes, ele não tenha a esse discernimento, não consegue discriminar a demanda exatamente. E aí o terapeuta pega aquela demanda, o, e tenta resolver a situação. Então, por exemplo, já tive caso em supervisão que eu vi o colega pegando a dificuldade que o paciente trouxe, por exemplo, a uma situação conflituosa no casamento. É, então, aí ele queria resolver aquela situação, chamou o cônjuge, né? Ele quis resolver. Aí, "se você fizer isso, se você fizer aquilo", queria resolver a situação. O paciente teve uma outra situação também de uma paciente que tinha, ela estava muito chateada porque ela não poderia continuar a fazer a faculdade por questões financeiras. E aí tinha conflito familiar de quem pagava, né, o curso dela, enfim. E aí o psicólogo pegou aqui, ele começou a, ele ir atrás de bolsa, ir atrás de financiamento para resolver aquela situação do paciente, e não a demanda psicológica que capacita o paciente a resolver o problema, a tomar decisões, a desenvolver habilidades. Entendem que é muito mais produtivo quando nós focamos na demanda psicológica? Porque nós vamos preparar o paciente não só para resolver aquela situação pontual que ele está trazendo, mas as próximas que virão também. Ele vai, vai fazer com que o resultado perdure para além do processo terapêutico. Então, se você está ali atento a resolver situações para o seu paciente, deixando de lado a demanda psicológica envolvida naquela situação, né, que a gente lembra que o modelo cognitivo preconiza que existe a situação, a interpretação dessa situação, e as reações emocionais, fisiológicas e comportamentais que estão inter-relacionados. Se você se atém apenas a, e você deixou todo nosso material de trabalho, que é a interpretação, né, os pensamentos, as emoções, o comportamento do paciente, e o manejo das reações fisiológicas, ficou tudo de fora. Você tá ali resolvendo a situação para esse paciente, e cria uma dependência ruim, porque o paciente não vai saber desenvolver sozinho a resolução disso, e vai sempre depender de alguém para tomar à frente dos seus problemas. Então, alerta ao primeiro sinal.
O segundo sinal é aquele clássico terapeuta "mangueira solta", né? Aquele que começa a fazer as intervenções uma colcha de retalho, porque começa a fazer uma coisa: "Eu acho que hoje eu vou fazer com esse paciente." E aí, "eu vi lá um material legal que rolou no grupo, acho que é legal, vou fazer isso." A, no outro dia, "abusa, esse com os três pacientes que eu tenho hoje, vou fazer isso daí, né?" Começa a selecionar aleatoriamente as intervenções com base naquilo que acha interessante, que gostou, que achou bonito, está acessível, sem que isso seja parte do processo daquele paciente. Isso é muito angustiante, é porque gera no terapeuta uma ansiedade a cada sessão, a cada paciente. Isso pode se tornar muito agressivo, porque nem sempre o paciente vai se engajar naquela atividade específica. E aí você fica: "E tudo que eu proponho, ele não faz, tudo ele não engaja." Mas será que eu postei? A gente está entendendo o processo terapêutico? Porque que aquela boa tarde está sendo oferecida? Por que que esse ponto está sendo trabalhado? A gente sabe que uma característica fundamental da TCC é ser psicoeducativa. Paciente precisa entender sobre os pontos principais da abordagem, precisa entender as impressões diagnósticas, o plano de tratamento, a estrutura da sessão. Quanto mais familiarizado o paciente estiver com tudo isso, mais a vontade ele vai estar com o processo, com a relação terapêutica, e a possibilidade do engajamento e, por consequência, dos resultados potencializam muito. Então, quando você passa de ser um terapeuta "mangueira solta", como eu chamo, né, que molha para todo lado, quando não tem uma direção, molha para todo lado, e aquilo que precisava ser atingido, trabalhado, nem sempre recebe a água, a sua intervenção, a sua atenção. Contar ao processo faz com que você seja mais diretiva na condução do processo terapêutico.
O terceiro ponto que indica a falta, a falha do raciocínio clínico é quando o terapeuta considera que a anamnese é basicamente um quebra-gelo. A, "Anna", acho que eu vou conversando sobre essas coisinhas, né? Onde é que ele mora? O que que ele faz? Só para quebrar o gelo, né? Para ele ir se acostumando, para gerar e acostumando com o outro, para a gente ir desenvolvendo uma relação terapêutica. E aí entende que a anamnese é mais esse bate-papo inicial para quebrar gelo. Oi? E aí, com essa criança sobre anamnese, sobre o processo de avaliação, você deixa escapar informações importantíssimas que vão contribuir para a construção do teu plano de tratamento. Então, entender que anamnese, ela não é, não tem essa função principal de ser apenas um quebra-gelo, mas que vai muito mais além, porque a partir da anamnese que você começa a montar a historinha daquela queixa daquele paciente, os contextos onde essa queixa acontece, o histórico desse paciente, quando é que essa queixa começou a se manifestar, sempre foi assim? Como é que era antes? Você percebe o insight do paciente sobre a a demanda que ele traz? Você tem informações importantes de da identificação do paciente, a que vão corroborar para o diagnóstico. Amanhã nós vamos falar a avaliação diagnóstica, então eu vou adentrar, aprofundar muito nisso. Mas a ideia é: se você considera, se você está percebendo que atua na amnésia, ela não tem muito fundamento, ela funciona mais como um bate-papo meio solto, só para quebrar o gelo, e você depois não utiliza isso, não tem utilidade, uma importância na condução do processo, no desenrolar da terapia. Fique atento, porque o raciocínio clínico pode estar falhando.
O outro ponto é você usar as mesmas intervenções, o mesmo plano de tratamento com todos os pacientes. E tem alguns que se repetem, sim, tem forma, sim, mas sempre fazer a mesma coisa com todos os pacientes, no mesmo ritmo, no mesmo formato. Esse é um sinal de alerta, porque o processo precisa ser individualizado. Individualizado as características do paciente, ao seu diagnóstico, a compreensão deles sobre o processo. Então, fiquem atentos a isso, certo?
Quinto. A ser observado é a própria ansiedade. Aquilo que que você sente diante daquele caso. Como é que você está? Ansiedade, insegurança, medo. O que acontece? Nós sabemos bem, né, que quando estamos sob o domínio de uma ansiedade exacerbada, de uma insegurança e medo, o que que acontece com os nossos pensamentos, né? Eles ficam sequestrados por essa ansiedade. E aí você vai lá, frente ao paciente, e com a sua atenção, né, o seu pensamento intencional ali, né, entrou no cestinho do balão dos pensamentos, e a tua atenção tá lá no mundo dos pensamentos. E o paciente falando, falando, e você: "O mate show passar um monte de coisa que você tá aí, porque eu vou ter que falar? Que será que ele tá pensando? Será que ele acha que eu sou uma boa terapeuta? Será que ela acha que que tá errado? Será que tá certo? É minha roupa? Você tá certo? Meu cabelo? Será que tá isso que eu vou falar depois? Aí, qual que é o protocolo diz? Qual técnica que eu vou ter que usar, né?" Você tá ali no mundo do teu pensamento, e todas as informações que serviriam para subsidiar a tua intervenção passaram batido ali. E imagina se isso começa já desde o início do processo, o desenrolar, e vai ficar complicado, porque as informações foram sendo perdidas. E aí você vai fundamentando o processo numa base muito rasa, muito vulnerável. A, então, atento para isso.
O outro extremo dessa ansiedade é uma autoconfiança cega exacerbada. E essa autoconfiança, eu vejo que muitas vezes, ela tem se manifestado é interpretações quase mágicas dos terapeutas, sabe? Então, por exemplo, teve um caso de uma aluna também que falou: "Ao paciente, ele estava, tá com dificuldades no casamento, né? A situação tá complicada. Ele escreveu a situação. Eu vou trabalhar a autoestima com ela, porque se eu tivesse autoestima, ela não ia deixar essa situação acontecer dessa forma." E aí, então, veja assim, aí eu fui investigar, né, com a com a colega, e qual era o que conceituar a queixa do paciente, né? Quais eram os pensamentos, as emoções, os comportamentos desta paciente frente ao casamento? E se estava de fato, indicando a necessidade de intervenção na questão da autoestima, não, né? Era outro contexto, é uma questão ali de interferência de outros familiares que era necessário um posicionamento desse outro cônjuge, né, para que resolvesse. Imagina que essa colega ficaria de trabalhando, trabalhando outro tio, porque ela achou bom, ela tem a regra na cabeça dela: "Mulheres, né? Pessoas que têm dificuldade de se posicionar no casamento ou têm dificuldade de resolver X problema no casamento é porque não tem autoestima." Então, vou trabalhar o texto. Então, essas previsões quase mágicas, né? Elas são muitas vezes fundamentadas por uma alta. É verdade, não é? Percebi isso, eu interpretei isso, e eu vou fazer isso. E aí acaba tirando um pouco do teu senso crítico, do teu raciocínio clínico sobre a situação do paciente. Pode ser que em algum momento, em outro caso, seja necessário trabalhar o destino, pode ser, mas aí vai ser resultado da conceituação que você fez, e aí indicou a necessidade dessa internação. Então, nós temos que cuidar muito, porque em psicologia tem muito dessas "interessa a isso", "eu acho que é ali", "culpa da mãe", "isso foi culpa do pai", "isso é trauma de infância". Isso, às vezes, com uma conclusão muito mágica, assim. Você precisa ter aquilo que esteja fundamentando o seu raciocínio clínico, senão você vai direcionar. Olha o risco! Você vai direcionar todo o processo e para uma intervenção que às vezes não é necessária. Pior, aquela que era necessária ficou a ver navios. Talvez vai repercutir de uma forma mais grave depois, né? Ou termina o processo terapêutico, paciente continua com aquele problema, ou ele não, não conseguem engajar na tua proposta, porque ele não tá vendo muito sentido naquilo. Aí você começa a falar: "Possenti linguagem, o paciente não responde, o paciente não faz o plano de tratamento." Mas será que ele tá vendo sentido, utilidade naquela intervenção que está sendo proposta, né? É um indicador para ficar nos atento a essa autoconfiança exacerbada. E às vezes acontecem muito agora com redes sociais, a gente vê às vezes, né, tem a mesma psicólogos e outros profissionais que acabam sendo muito auto referentes ali naquele conteúdo produzido, né? Falou muito sobre ele e sobre eles. Oi? E aí, quando você vai ver o conteúdo mesmo, né, ele acaba tendo falhas graves, porque a pessoa acha que já nem precisa mais consultar nada para responder, não precisa mais pensar sobre aquilo que já sabe. E aí acaba oferecendo também, né, orientações, conteúdos que não são tão precisos assim. Pior, tem alguma falha, né? Então, os dois extremos, nós temos que cuidar, tanto a insegurança, a ansiedade, quanto essa autoconfiança exacerbada, que nos faz perder o o senso crítico, né, e o raciocínio clínico de todo o processo. Ok.
Sexto sinal que o raciocínio clínico não anda bem é quando o terapeuta foca em apenas um é um sintoma, um relato, né? E aí fundamenta toda a integração com base naqueles sintoma. Nem de pesca só uma coisa. A, então, o paciente que sofreu o abuso, tem que ser trabalhado tudo isso aqui. Paciente que sofreu luto, né, estado de um processo de luto, tem que ser trabalhado assim. Pega só que ele contexto, só que ela temática, só aquele sinal, e fundamenta um diagnóstico, ou fundamenta, né, toda uma intervenção com base só naquilo. Então, é até por isso que eu sou bem receosa, né? Às vezes, eu para vocês preferem na caixinha bastante ali, Anna, é traz um filme para a gente se ver o diagnóstico, né? Será que isso não tem o nosso raciocínio clínico para diagnóstico? Eu sou muito, muito, muito, muito cautelosa em relação a isso, porque eu não quero treiná-los no sentido de pescar uma um indício e fechar diagnóstico, pescar uma característica e delinear o tratamento, né? Isso é o oposto do que eu costumo ensinar, que a gente tem que conceituar. O raciocínio clínico tem que ver todo o processo. Então, o que eu sugiro de ver filmes para vocês, e logo a gente vai falar um pouquinho sobre isso também, é que vocês aproveitem a arte contida no cinema, né? Veja que o cinema, ele dá para nós amostras em imensa se das nuances, né, do comportamento humano, como é que as pessoas se comportam. É que eu tenho repertório pessoal de aprendizagem de observação do comportamento humano, seja amplo. Então, aproveite seu lado, sabe? A gente já foi: "Nossa, será que o ser humano seria capaz de fazer isso? Nossa, é verdade, né? Nossa, olha artimanha toda que foi." Ou será que alguém poderia? Você vai ficando a com uma bagagem de observação do comportamento humano mais ampla. Isso é interessante. Então, minha sugestão é que vocês aproveitem a arte, né, do cinema para treinar isso, no sentido de ampliação da observação do comportamento humano. E quando forem fechar diagnósticos, daí com os pacientes, vocês tenham bagagem, né, para exercer todo o raciocínio clínico de todo o processo, e não apenas de uma característica que às vezes pode, pode te enganar, pode te levar para um outro caminho, porque você pegou só aquilo e fundamentou todo o teu plano de intervenção com base naquele único peixinho que você pescou. Mais um alerta aí, tá?
Sétimo. O terapeuta tinha muito obrigado aos protocolos e os formulários e os materiais prontos, eh, se não tiver ali o passo a passo do que que eu tenho que fazer, dá uma perdida. Eu fico meio aqui, que eu faço? Como alguém, né, tem um formulário, uma técnica pronta para eu aplicar? Como é que eu faço, né? Tem um formulário pronto para fazer isso, né? É isso demonstra um, uma certa insegurança e às vezes um desconhecimento do próprio processo, é porque os protocolos, vejam, eles são excelentes e importantíssimos na construção, principalmente da da TCC. E, mas o grande fundamento deles está na pesquisa, na estruturação da abordagem, eles testarem aqui, ele falou: "Olha, isso aqui nesse contexto foi validado." Entretanto, na prática clínica, nós precisamos manter o nosso senso crítico, nosso raciocínio clínico apurado, porque nem sempre aquela ordem proposta pelo protocolo vai, vai atender o meu paciente, e a outro, e a outro, e a outro da mesma forma. Tem consciência que eu vou precisar gastar mais tempo, aprofundar em determinada estratégia, o que eu vou precisar integrar com outras estratégias necessárias, porque ele apresenta uma demanda que requer isso. Então, eu vou precisar manejar esse plano de tratamento de acordo com o meu paciente. Será que ele está, ele vai se encaixar perfeitamente naquele protocolo? Todos os pacientes vão encaixar perfeitamente ali? Mesma coisa para materiais formulados prontos. Será que todo paciente que eu for trabalhar a autoestima, por exemplo, eu vou seguir a mesmo, mesmo roteirinho que está nesse formulário? Será que a manifestação é desta queixa nesse paciente, não cidade uma forma diferente? Se eu fizer apenas sempre essas mesmas perguntas, eu vou deixar de lado coisas que são importantes? Ou se eu estiver atento ao relato do paciente, foi perguntando conforme com o texto dele, eu tenho mais possibilidades de me aproximar do que de fato é uma demanda relevante dessa pessoa, certo? A Anna, então, não é para usar nada? Então, você conta, não, não é nada disso. Precisa estar dentro do raciocínio clínico. Se dentro da tua percepção ali, da montagem do quebra-cabeça, você perceber que este instrumento, essa escala, esse baralho, esse recurso vai te ajudar para um objetivo que você também tem clareza de qual é, excelente. Temos materiais fantásticos em TCC. Nós temos evoluído muito nisso, é uma terapia individual, infantil, quanto no adulto. Temos evoluído muito em termos de recursos, e isso está sendo fantástico. Muitos terapeutas de fora, inclusive da Europa, têm olhado, por exemplo, a nossa terapia infantil e têm se encantado com os materiais, com os livros, os mesmos descritos. E isso é maravilhoso, desde que seja utilizado da melhor forma possível para este paciente, certo?
O oitavo. Essa é a preguiça, gente. Tema delicado, né? Talvez possa ter uma baixa aí de visualizações agora, live. Mas é preciso falar. Às vezes é muito mais fácil eu olhar uma pergunta lá na caixinha e tomar aquilo como verdade. É, é assim, ó, tá aqui, aprendi. Olha a pergunta da caixinha. Do que eu olhar aquele falando: "Não sabia disso, vou ver se é isso mesmo, né? Como é que é? Eu vou aprofundar." É, então, hoje nós estamos no tempos, né? Tô parecendo aquelas pessoas mais antigas falando, mas que a informação está tão acessível, é, mas ao mesmo tempo nós nos limitamos tanto e nos acomodamos com isso. É, então, é um risco, porque aí você acaba se acomodando a ao resumos, a resposta na caixinha, a o material de apoio, ao slide da aula. "Eu vou estudar pelo slide, eu vou estudar pela o negócio da caixinha." Bom, gente, lá na prática clínica, isso vai fazer falta. E aí você vai levar mais tempo, vai arrastar mais a a experiência, né? Você ter um manejo do raciocínio clínico que te falta bagagem. E aí, então, aconteceu algumas vezes ali nos grupos de perguntas terem surgido, e a pessoa ter respondido com print de uma caixinha. E aí a gente foi ver aquela caixinha, ela aconteceu umas três vezes esse ano só, não estava com o conteúdo preciso ali, né, correto, e gerou mão bomba nele de dúvidas e confusão, porque a pessoa tinha tomado aquilo como verdade, né? E aí, quando se deparou com o conteúdo de fato da fonte, gerou ali, não um Egito. Então, o que eu digo para você, gente, e querem seguir, querem ter acesso a resumos, a materiais excelentes, entretanto, mantenham o senso crítico de vocês. Aquele olhar desconfiado de ficar na fonte: "Será que é isso mesmo?" Aquela curiosidade de querer aprofundar aquele assunto. "Eu decorei aquela resposta de 10 linhas, quando tem de cinco linhas que eu não sei sobre o assunto." Então, beleza, já sei que é isso, pronto, guardei aqui informação, tô sabendo. Vá além. É isso que vai te diferenciar, é isso que vai te dar mais possibilidades de intervenção na prática clínica, certo? Então, se desafie. E aí, ainda mais, aí eu nunca vou aprender tudo que eu tenho que aprender, que daí demora muito. A ansiedade é mesmo que você viva 300 anos, você não vai conseguir ler e aprender tudo que você gostaria. Então, fica tranquilo. Dentro daquilo que já é possível, mas que é consistente, você não deixa no Cidade tomar conta de você, e no Antena um nível raso ali, sempre de conhecimento, porque isso é mais ansiogênico ainda. Vai ser difícil lidar com a insegurança, se o teu nível de conhecimento segue ralo. E você só vai conseguir lidar melhor com a ansiedade, com a insegurança no processo, quando você tiver essa bagagem, porque essa bagagem que vai flexibilizar um pouco a criança que você tem. "A talvez eu não sou bom suficiente, eu não sou capaz, eu não vou conseguir, eu vou ter sempre dúvidas." Não é? Quanto mais bagagem você tem, isso vai te dando uma tranquilidade maior. Mas para isso acontecer, exige esforço, né? Aquela frase que eu peguei agora, não lembro quem aqui escreveu no story, que eu achei maravilhoso: "Deus ajuda quem senta e estuda." Tem a tranquilidade de pegar o livro, estudar. Hoje eu vou estudar esse tema, e você vai, ao invés de saber cinco linhas da caixinha, você vai saber muito mais. E depois você vai acrescentar. Então, sempre essa, gente. E quem tomar isso para ser, vai voar na frente, porque tu viu ontem, 90% dos colegas vai preferir, vai acabar sendo tendencioso ao resumo, ao conhecimento rápido, mais desculpa, mais fácil, mais cômodo, porque é um padrão desde a nossa formação, né? Na formação, a gente acaba até que ela fala aqui com os estudantes: "Se você está fazendo a sua graduação com uma postura de estudante, ou seja, a vou fazer para ganhar nota, vou fazer para cumprir isso aqui, vou entregar só porque eu enganar o professor, vou fazer isso aqui, só para conseguir terminar, né? Mas não está encarando a sua graduação como um período de formação profissional." Ou seja, que você está ali pegando conteúdo para sua mochila, ali da prática profissional. Você tem que estar olhando assim: "Pera aí, daqui a pouquinho eu vou estar na frente do meu paciente. O que que eu vou usar aqui?" E é com esse olhar em. E veja aqui, esse já é o momento que o teu raciocínio clínico está sendo abastecido, formado, fundamentado. E o raciocínio clínico, ela não, ele não é uma construção do dia para a noite, é um processo, porque ela vem justamente desses aspectos. A informação pessoal, daí a gente já vai falar sobre isso também, um pouquinho mais.
E o último sinal aí que eu trago para vocês de que o raciocínio clínico não tá legal é quando o senso crítico da pessoa está empobrecido. Ou seja, você não tem mais aquele olhar curioso e até questionador para o mundo, né, para as coisas, para a psicologia, para TCC, para o ser humano. Que lugar curioso, ele queria saber mais, de questionar: "Será que isso mesmo? Será que é verdade?" Não é poder uma pessoa paranóica, né, desconfiada de tudo, mas é telha bom senso mais apurado de não se contentar apenas com duas palavras ditas. E isso, sobre todas as coisas, né, diz respeito a uma forma de condução de vida. Que isso mesmo aqui, se isso é importante para formação, por exemplo, da minha opinião, e seja em qual quaisquer assuntos, se eu vou formar minha opinião com base em isso, então eu quero saber um pouquinho mais. Entende que essa curiosidade de querer saber um pouco mais, que vai fazer toda a diferença, que vai te tirar da média, é, né? Porque a média, a gente sabe que ela é ali, né, ter aqueles que estão abaixo na média e acima. Para você conseguir romper essa média, eu gostei de fazer coisa diferente da maioria, coisa diferente também. Eu rir. E isso, com certeza, é algo diferente. Você olhar para o mundo com um senso crítico mais apurado, né, mas é exigente. Olá, eu sou fácil e nem mudar de opinião, desde que bom momento, bem, né, que me correndo em seu marido tá aí para nós, pa pode confirmar, né? Argumento legal e, né, seu entender que, né, aqui, loquei, gente, ótimo. Mas não tenham essa antena ligada aí, certo?
Até aqui tudo bem? Falamos aí dos sinais, como é que foi esse diagnóstico? Se identificaram, não? Como é que tá? Já teve alguém aí, chega à base de tu falou lá na socorro, pelo amor de Deus, gabaritei os novos sinais, ajuda aqui, que tá feio. Como é que tá o check-list de você? É, mas fiquem tranquilos, que agora eu vou passar para vocês como resolver isso, né, gente? Como é que a gente desenvolve o raciocínio clínico? Essa parte é muito importante, porque a solução. Nem tudo está perdido. Por mais que às vezes a nossa formação não tenha favorecido, a a nossa bagagem cultural, muitas vezes também não colabora para isso, mas a partir do momento que nós temos clareza sobre isso, mas podemos ser ativos, né, nessa construção, certo? Então, Oi, tá aí, assistam. Tá numa média boa aí, hein? Tô vendo, hahaha. É legal. Safado, não gabaritei, mas também não fiquei no zero, tá? Mas vale a reflexão, gente. Lembrando, então, para quem chegou depois, tô aqui, olha lá no meu Instagram, postei a foto, essa fotinho aqui, você se dá para ver aí para vocês comentarem. E daqui a pouquinho, eu vou fazer o sorteio, logo que eu terminar de dar as dicas aqui de como construir o raciocínio clínico. A, vamos fazer o sorteio dos três livros. Então, já comentem lá, faça um comentário relevante, né, ali, e aí você vai estar participando já do sorteio, que eu vou fazer de um dos três livros aqui. Vocês sabem quais são, né? Vou mostrar, fica assim, não viu? E você vai escolher um desses três aqui e para estudar, sentar e estudar, né? Que Deus ajude, certo?
Então, vamos lá, então, para esclarecer, né? Deixa compartilhar a tela aqui com vocês. Ah, tá, não é legal, daí ali, mais ou menos, uma povoada no no check-list. Ajuda aí. E para isso, aí vai entender, então, o que que é o raciocínio clínico. Essa é uma definição minha, te traz um pouquinho sobre esse cenário. Então, o raciocínio clínico, dá uma das definições, dá para a gente entender que é um conjunto de habilidades e qualidades que capacita o profissional a observar, identificar, analisar, selecionar, executar as ações necessárias, a fim de que o processo terapêutico seja eficiente. Então, veja, o processo terapêutico seja eficiente e resulte genuinamente em benefícios para o paciente. Então, veja, um conjunto de habilidades e qualidades. Então, estamos falando de fundamento, né, de uma base, bagagem. E essa bagagem aí, você colocar em prática através dessa capacidade, né, do profissional de articular. Então, ele vai conseguir percorrer o processo terapêutico de uma forma mais habilidosa, vai conseguir observar, identificar, analisar e selecionar ações, não é informações e ações que precisam ser executadas naquele processo terapêutico, certo?
E como é que a gente desenvolve? Eu não tenho um formulário aí do raciocínio clínico para eu preencher, para eu aplicar na minha? Não, gente, já pega aí, desapega e vão botar a cabeça para pensar, que é isso que vai fazer a diferença, mas que fazer um profissional diferente. Para começar o raciocínio clínico, veja como é o negócio mais com, e não é por isso que não é tão fácil assim. Ele já começa com um desenvolvimento de repertório pessoal, de uma bagagem pessoal. Então, faça se replicou, começa com a tua preocupação em se desenvolver. E isso diz respeito a conhecimentos gerais. Nossa, Ana, como assim? Que que tem a ver conhecimentos gerais com o processo terapêutico? Gente, olha só, a TC não é possível educativo. A gente tem que fazer para você com educação, compra com paciente. E a psicoeducação, como eu sempre digo, a melhor forma de fazer psicoeducação é adaptar ao contexto do paciente. Quanto mais informações eu tiver daquele contexto, daquela área de interesse, daquela área profissional, enfim, daquilo que envolve a temática que o paciente tem relatado, melhor eu vou conseguir articular as informações. Vai é fácil para mim, e vai ser mais fácil para o paciente compreender que: "Opa, nossa, lá entendeu o que eu tô falando, ela entendeu o nível de dificuldade, de gravidade dessa situação, por exemplo, no meu trabalho, porque ela entendeu esse contexto, né?" Então, se você cuidar desse repertório de conhecimentos gerais, isso facilita tanto para essa questão do uso no processo terapêutico, para adaptações de exemplos, de metáforas, de psicoeducação, quanto para o teu próprio raciocínio. Quando o paciente falar, e você já tem uma noção daquela temática, você vai conseguir assimilar com mais precisão o que ele está querendo dizer, certo? Então, invista nisso, gente. Leia temas também que são diversos. Tem há mais ou menos aí clareza sobre o que está acontecendo no cenário aí do Brasil, do mundo. Não é um repertório cultural interessante. Isso é importante, como eu falei antes, dos filmes lá, você observar as nuances ali das personalidades, né, dos repertórios que o ser humano pode apresentar. Nem sempre você tem contato pessoal com alguém. A, então, tão diversificado como você teria de diante dos personagens dos filmes, né, que foram feitos mesmo para demonstrar as possibilidades que às vezes não são tão cotidianas assim. Então, isso proporciona um aumento do teu repertório, a, e isso é muito interessante.
O segundo. Dedicação em melhorar as próprias demandas psicológicas. Então, gente, não fique constrangido se precisar de terapia. Vai fazer terapia. Nesse, você percebe que a tua ansiedade é um negócio que está sempre ali travando o teu desenrolar, se você percebe que insegurança, né, mexe bastante com você frente aos pacientes, se você percebe que você tem crenças importantes sobre você ou sobre as suas emoções, não é isso que trava. Imagina se eu tivesse aqui com o meu pensamento sequestrado, né, pela ansiedade ou por uma crença de que "árvore dos ninguém vai gostar da live, ninguém vai vir aqui, e ninguém vai interagir." Se olhar se ele os comentários, se tivesse um pouquinho mais parado, o casamento não ficar: "Meu Deus, não tem ninguém gostando, pessoas não estão nem aí para nada, tá ficando feio, e eu tô passando vergonha." E a minha atenção, o conteúdo, a ideia de passar conteúdo para vocês seria prejudicada, porque as minhas crianças estariam predominando, certo? Então, busca em terapia, lidem com as suas questões, porque isso facilita tanto, gente. Aqui tem um princípio com base nisso que é muito interessante, quando eu falo da flexibilidade psicológica, né, que é o grande objetivo da arte, que é o terapeuta não consegue levar o paciente a lugares de flexibilidade psicológica que ele nunca esteve. Ai, ano, então, a gente cuidado com as conclusões. Agora, você: "Ai, eu nem, então, quer dizer que se alguém tem algum transtorno, não vai poder ser psicólogo? Quer dizer que eu tenho que ter passar o que paciente passou para conseguir resolver?" Não é isso, não é isso. Quer dizer que se você tem demandas importantes, isso pode ser um obstáculo em alguns momentos na tua prática clínica, né? Então, quanto mais você tiver tranquilidade de manejo com as suas emoções, quanto mais você se relacionar melhor com os seus pensamentos e com a forma que você os determina, melhor vai fluir, mais com mais qualidade o teu raciocínio clínico, porque a sua atenção estará voltada para aquilo que paciente está falando naquele momento, né? Você vai estar participando efetivamente do relato do paciente, não das suas demandas ali simultaneamente. O, ou melhor, você vai conseguir perceber. Ainda não quer dizer, então, que você não sente ansiedade, né, gente? Não é isso, né? A questão é: percebi minhas emoções, percebi os meus pensamentos, sem lhe dar muitas vezes com o desconforto causado por eles, entretanto, respeitosamente, eu direciona a minha atenção nesse momento para o processo terapêutico, para o meu paciente, porque isso não me aprisionada, né? Isso não me toma completamente. Os em manejar eu, sem me relacionar, é porque eu entendo que esse desconforto, ele pode inclusive estar apontando para aquilo que significativo para mim. Então, por exemplo, seu instinto ansiosa frente a um atendimento ao paciente, eu posso pensar de puxar, é significativo para mim que eu esteja atenta, que eu tenha um ofereça, né, uma boa qualidade de atendimento, de relaciona, relação terapêutica. Então, é por isso que a minha ansiedade mexe, né? Porque o que é, eu encontro o que é significativo nessa ansiedade? Qual é a mensagem significativa que a sociedade tá me passando? E quando eu percebo isso, e puxa, eu sofro, estão aqui, me importo com isso, então isso é bom, né? Eu faço as pazes com a minha ansiedade, fala: "O que você me mandou uma mensagem que é, é, é positiva, ela me motiva a querer fazer melhor." Tem que é diferente deu a ansiedade, você não vai dar conta. Aí, é verdade, eu me relaciono de uma maneira mais rígida com essa ansiedade, mas prejudicial. Tem, mas aí eu preciso ter as minhas questões bem trabalhados, certo?
A Luana perguntou: "A Liana, você acredita que a terapia pessoal é condição obrigatória para para nós psicólogos?" Tende a minha opinião é que não é obrigatória, nem para psicólo, nem para todos. Dando, você acha que todo mundo fisioterapia? A pena que é bom para todos? Eu vou falar que pessoal, minha opinião pessoal, não. Por tem pessoas que possuem um repertório, uma alta eficácia, não é com bastante articulação, um bom desenvolvimento. Às vezes pode ser necessária uma intervenção, um ponto alto, alguma questão, né? Então, é, eu não acho que seja necessário para todos como regra, em temos obrigatórios. Pode ser uma experiência interessante para que eu conheça como é o sétimo terapêutico, a condução do outro. Pode ser, mas entendi que é um elemento a mais, né? É um alimento importante ali, que pode ser um diferencial. Mas da forma que você colocou, perguntou ali, normalmente é o que me perguntam, né? Você acha que é uma condição obrigatória, que se não fisioterapia, não vai ser um bom terapeuta? Nessa rigidez, eu não acredito. Acredito pode beneficiar-se muitos, é em muitos casos, mas não como condição de causalidade. Tem que fazer terapia para ser uma psicóloga, certo?
O outro ponto, então, para a gente desenvolver, tenha clareza sobre a sua identidade, né? Isso tem muito a ver com a questão acima ali, né, de estar com as suas questões bem resolvidas, bem trabalhadas. Quando você entende é a que você se propõe, quando você tem clareza dos seus valores, porque eu estou aqui como terapeuta? Qual que é o meu valor nisso? Ah, é ajudar as pessoas? É ter uma boa condição financeira para que eu possa proporcionar a mim e à minha família um conforto, né? Aí eu vou tendo clareza. E tem, não tem nem quando eu tenho clareza sobre os meus valores, aquilo que é importante em termos de aspirações de significados, eu vou fazendo com que o meu caminhar pessoal, a e funcional, eles façam uma conversão, sejam convergentes para os meus valores. Eu vou saber organizar a minha rotina, das minhas escolhas, a minha dedicação ao estudo, de acordo com aquilo que é significativo para mim. Então, a minha motivação vai ser essa, é, né? Os meus valores, a clareza dos valores. Quanto mais claro eu tenho que é significativo para mim, mais motivado eu estarei para caminhar nesta direção. E aí, isso ajuda uma série de tomada de decisões profissionais, de decisões relacionadas à condução dos casos, certo? Então, ter clareza em relação aos seus valores é muito importante também.
E o quarto ponto de desenvolvimento do Repertório pessoal são as habilidades e resoluções de problemas. Isso é muito importante, gente. Você ser uma pessoa com quem veja nela, a uma classe das crenças das adaptativa, sede desamparo, que a gente sabe. E as crenças de desamparo, elas falam muito sobre: "Eu não sou alguém com a qual as pessoas podem contar." E
E elas não podem contar comigo numa resolução de problema, numa situação difícil. Eu sou insuficiente ou inseguro, né? Então, aí já eram todas essas crianças de desamparo.
Se eu tenho, por outro lado, crenças adaptativas, o relacionadas a ser uma pessoa com a qual os outros podem contar, né? Eu tenho um senso de alta eficácia muito claro, né? Eu me esforço para isso. Aí eu não tenho como é que vai, você precisa se esforçar para isso. Veja que isso facilita muito, né? Como é que [Música] você vai conseguir muitas vezes ter clareza ali na sua tomada de decisão clínica, por exemplo, na condução do plano de tratamento, se você tá sempre achando que você não vai dar conta, achando que você vai, será que eu vou fazer errado? E será que se acontecer isso, acontecer? E às vezes o time ali do processo terapêutico se perde, né? Porque a própria, o próprio processo de tomada de decisão, ele passa também sobre a forma e como nós lidamos com essas habilidades, com as habilidades necessárias, certo?
Então, esse é o primeiro pacote aí que fundamenta o desenvolvimento do raciocínio clínico, né? Eu vejo que ela não é só uma, uma técnica psicológica, né? Ai, não é um formulário para o teu raciocínio clínico, um checklist para ter o resto. Não, ela já vem da tua formação enquanto pessoa, né? Todas essas características, esses pontos aqui que eu trouxe, ele vai, vão fazer de você uma pessoa que lida melhor com as suas demandas, é que tenha um bom vocabulário, que consegue se expressar. Veja a importância da linguagem no processo terapêutico. Se eu tenho repertório limitado de comunicação, mesmo a gente, o processo terapêutico em placa, porque eu não vou conseguir nem entender exatamente que paciente me trouxe e muito menos conseguir articular com ele uma psicoeducação, né? Ou as intervenções necessárias. Um bom repertório também de um vocabulário faz com que você tenha mais agilidade de raciocínio e na medida que o paciente vai trazendo as informações, você já vai identificando as peças do quebra-cabeça. Opa, isso aqui vai ser útil, já vou fazer um montinho aqui das peças mais úteis aqui para lá. E isso a gente treina, né? Eu sempre falo, gente, nem um poesias de Cora, em poesias, receita, em pois a nossa Ana, que quer ver, né? Gente, ajuda muito tanto com criação de vocabulário, com agilidade de repertório do raciocínio, ampliação do repertório. Tudo isso te fundamenta enormemente para ser um psicólogo que tem, daí, as qualidades ou habilidades necessárias lá na prática clínica. Isso potencializa, certo?
Olá, seguindo. Nós falamos das características do desenvolvimento pessoal. E aí, ó, pessoal, é que vão ser tão gostando. É legal, respirando aqui nos comentários de vocês. É, e comentem lá no Instagram, gente, para concorrer ao livro. Vou lá no Instagram, na última foto que eu postei e deixa um comentário bem legal. E aí vocês vão estar concorrendo ao livro, tá? E vamos lá. Depois do repertório, pessoal, nós precisamos desenvolver o repertório social, né? E como assim, Ana? Gente, nós somos seres sociáveis, né? Nós precisamos socializar e se fizermos isso habilmente, muito melhor. Então, seja uma pessoa atenta ao comportamento humano. Ai, eu não vou ficar julgando todo mundo aqui. Julgar é diferente de observar, né? Você pode observar para que isso vá acrescentando o teu repertório, que você vai observando os padrões existentes, como é que as demandas, as queixas, as situações impactam na vida das pessoas. Gente, que é um exercício melhor para você treinar, por exemplo, um modelo cognitivo do que às vezes você entender como é que as pessoas ao teu redor estão interpretando as situações e reagindo a elas, né? Isso é o modelo cognitivo. E isso você vai percebendo. Ah, ficar analisando, julgando, gente, é fazer o treino da observação. É você aumentar o seu repertório. Não precise lá e meter, se meter na vida do outro, da sua opinião sobre aquilo. Sempre eu só te pedindo, não precisa. Isso é outra coisa, inclusive, às vezes pode ser a falta de habilidade, né? Isso, hoje, percepção e bom senso. Mas você observar, você ter essa, essa curiosidade, né? Esse senso crítico sobre as relações, sobre gente que a pessoa se comporta assim, né? Como é que a história de vida da pessoa levou a se comportar dessa forma? Isso faz com que a gente seja mais flexível frente a [Música] posicionamentos, a opiniões diferentes das nossas. E nem eu pus o segundo.
Neutralidade na prática clínica. Como assim, né? Como é que eu vou conseguir ser neutro frente a algo, por exemplo, a matemática que me confronta pessoalmente na prática clínica, se eu não tenho muita, muita, muita clareza sobre o tanto de possibilidades que o ser humano pode apresentar, né? De facetas que o comportamento humano pode apresentar. Se eu estou bem habituada a isso, né? Eu sei que uma pessoa que às vezes teve um tal estilo de vida, ela vai pensar dessa forma, ela tem uma tendência a se comportar assim, mas que não necessariamente isso significa a mesma coisa que significa para mim. Para ela, tem um outro contexto. Se o trabalho, né? Essa, essa boa intenção de entender o outro na sua história, no seu contexto, à tona, mais atento no processo terapêutico, espaço toda a diferença, porque eu não vou me chocar quando vier uma matemática que me confronta, né? Eu já recebi muitas perguntas também assim: Ana, você é cristã e quando vem uma temática ali que te diga confronto aqui, no você não concorda, ou algo assim que põe em risco a tua fé, ao assim, ou gente, nada ali no processo terapêutico é sobre mim. A discussão não é sobre mim, o que eu penso, meu ponto de vista, que eu acho, ou deixo de achar, ou que eu deixo de achar ou acho sobre o que ele pensa, do que eu faço, não é isso, né? Então, eu tenho muita tranquilidade. Então, veja aquela primeira parte ali do desenvolvimento pessoal, que nós acabamos de ver, né? Eu tenho muita tranquilidade, muita clareza sobre os meus amores, aquilo que é significativo para mim, e é isso, não está vulnerável à aprovação do outro. Eu não preciso ficar convencendo e botando, né? Não, só não está vulnerável onde é que os outros aceitem para que daí faça parte daquilo que eu encontrei, entendo como significativo. Não, eu tenho clareza, né? É, eu não estou em risco se eu tiver contato com pessoas que têm outros valores diferentes dos meus. Pelo contrário, na prática clínica, o mundo daquele indivíduo é o mais bar intervenção é. Então, eu consigo ter essa neutralidade na prática clínica quando um, eu tenho clareza do que é significativo para mim, então isso não está em discussão, não é um ponto em discussão. Sabe que já, já eu já tá ok, eu não preciso, ai, fica me sentir testada, sente o que ela falou, testou, mexeu com, não, eu já tenho isso bem estabelecido. E seja com relação a quaisquer assuntos, né? E aí, eu tenho essa tranquilidade para ter uma neutralidade, uma abertura àquilo que o paciente traz, e com todo o respeito que, com toda a curiosidade de ver como é o mundo daquele indivíduo que está na minha frente, é.
Então, esse é o último ponto de que eu coloquei, a curiosidade e disposição genuína, o interesse genuíno no bem-estar do outro é o foco ali, aquele esteja melhor do que antes da forma que ele chegou. É a questão aqui não é discutir o que eu acho, o que eu penso, o que eu não é. É que ele entre o estado que ele estava e o objetivo que ele quer chegar, que eu consiga junto com o paciente percorrer essa lacuna, e que ele entenda qual foi o caminho percorrido. É isso que a terapia serve, né? É. Então, esse é o tipo de desenvolvimento do repertório social que nós precisamos ser, né? Essa disposição, essa abertura, essa atenção em olhar, em observar o comportamento humano e Henrique, se as nossas, as nossas percepções, o nosso repertório, né? Tá certo, então, concordado aí, gente? Legal, que bom saber, legal. Oi, e o último ponto para a gente encerrar é o desenvolvimento do repertório técnico. Ah, Ana, e o bicho pegou. Até então, eu estava, acho que eu estava indo bem. Agora o bicho pegou. E quem aí, acho que agora o bicho é. E o desenvolvimento do repertório técnico, gente, ele vai te levar a saber como costurar, né? Todo, todas as peças ali que você foi tendo acesso à vida daquele paciente. Então, é o grande quebra-cabeça, né? Ok, consegui identificar, observar, entende que a anamnese, né? Ela é mais importante do que só quebra-gelo. Ela serve para alguma coisa, mas para que coisa ela serve? Qual é essa coisa que ela serve? É aí que tal desenvolvimento do repertório técnico é você saber o que fazer com aquilo que foi ouvido. É, é muito, muito, muito comum a gente ter esse discurso, né? O psicológico que é isso aí, é importante acolher o paciente e ter a escuta, né? Fazer a escuta. E a gente passa a faculdade inteira ouvindo isso. Tem que acolher, tem que fazer escuta, ele tem que dar. Ana, é importante isso, sim, com certeza, tá? Com certeza é importante acolher o paciente. O desculpa, entretanto, não pense você que os seus ouvidinhos são mágicos que simplesmente pelo fato do paciente ter falado para você e não para a vizinha, que isso vai ter um efeito diferente. É porque o processo terapêutico, ele não se encerra na escuta no acolhimento. A escuta e o acolhimento não é um fim em si mesmo. Não é o fim do processo, é o começo dele. É onde você dá o start ali na relação terapêutica, no plano de tratamento. Então, precisa sim ser muito bem feito, precisa existir, precisa investir na relação terapêutica, né? Mas o que fazer com aquilo que foi ouvido? O que fazer com aquilo que foi acolhido? E é aí que entra a importância do desenvolvimento do repertório técnico, né? É porque aí que você vai saber como efetivamente conduzir o paciente num processo onde ele vai desenvolver habilidades, percepções, capacidades para lidar com aquela queixa que até então ele não estava dando conta. É isso que vai fazer a diferença no paciente. É claro que isso passa pela relação terapêutica, é está permeado o tempo todo, e esse é um foco da nossa atenção, mas só escuta, só o acolhimento, só na relação terapêutica não vai te levar muito para frente, é, né? Talvez construa ali uma amizade, você vem, sai o melhor dos amigos, mas e, né? E o processo terapêutico, onde é que ficou, né? A prática ali do processo, das intervenções e principalmente da compreensão do paciente sobre como melhorar. E agora, não é esse o objetivo do paciente, ele lá entendeu, contou o queijo, como é que eu melhoro? É, né? Aí você escutou a queixa e acha que terminou? Não, eu quero saber como é que o melhor. A gente precisa entender o processo que o fará melhorar, lidar melhor com as suas questões para que ao final do processo terapêutico, ele siga sendo mais hábil naquilo no enfrentamento das suas dificuldades. É nisso que vai perdurar o processo terapêutico para o paciente, né? Que vai fazer com que isso de fato tenha resultados para ele, certo? E aí passa, né? Então, pela avaliação diagnóstica, e será o nosso tema de amanhã. Já quero convidar a todos para as 20 horas, estar aqui novamente. Vamos aprofundar sobre a avaliação diagnóstica. Você precisa ter essa habilidade de levantar as informações e entender por que que eu tô perguntando, e como era a vida escolar da pessoa? É porque estou perguntando se a família dele tem algum, alguma queixa nesse sentido? E aí, só para socializar, Ana, quero, né, ficar ali legal. Não é isso, gente? Se impacta no seu diagnóstico e sem impacto no seu plano de tratamento. Isso facilita. É por isso que existe isso, e é uma peça importante para você seguir costurando o processo terapêutico, né? Então, saber fazer anamnese, fazer o exame do estado mental, entender por que raios. E esses dias teve uma pessoa que eu acho muito pertinente, ele sempre, nada, sempre mandar perguntas muito interessante, perguntou: "Eu preciso fazer o exame do estado mental, avaliação do estado mental, né? Todas as sessões ou se eu fizesse só no começo, tá bom?" Mas eu acho que não é suficiente. Leve, não, gente, é você estar em contato com o paciente todas as sessões. Em todas as sessões, você vai variar, mas isso é um assunto para amanhã. Não vou aprofundar aqui mais, tá? Depois da avaliação da anamnese e do exame do estado mental, ou você vai fazer a conceituação cognitiva, e esse é o tema de domingo também, né? Onde você vai entender como é que este paciente está vivenciando aquela queixa. Oi, gente, isso é tão importante, tão importante, porque eu vou partir de um diagnóstico, muitas vezes que ele é amplo, né? Ou de uma situação, às vezes uma festa, diagnóstico impede de nós para um professor, mas às vezes é uma situação relatada, é uma queixa, né? Ampla. Então, a gente tem queixa de luto, paciente vivenciou um abuso, paciente está em separação conjugal, paciente tem insônia, paciente está deprimido, paciente disse que odeia a mãe, né? A gente pega uma situação ampla. E aí, na conceituação, eu vou entender como é que este paciente está manifestando essa queixa e onde é que está o [Música] o rombo ali, né? Dessa, é, é, desse cenário. O porque queremos limpar cones, por que que isso se tornou um problema relevante para ele? É a partir de crenças, pensamentos que ele tem, é na dificuldade do manejo com as emoções, é na falta de habilidade que ele tem de resolver problema e tomar decisões, é na dispersão da atenção dele em relação a isso. Enfim, eu preciso entender como é que este paciente está vivenciando essa queixa. Eu faço muito exercício com vocês lá nas minhas caixinhas. Quem não me segue no Instagram, por gentileza, me sigam lá, né? Ana com dois L's, H, que é do meu primeiro sobre o nome. Meu nome não é Ana H. E pula que pehoe ali, tá? Então, me sigam lá nas caixinhas. Eu sempre falo sobre a importância de conceituar, né? Porque eu preciso entender como é que este paciente vivencia, né? Como eu dei um exemplo, sugiro, Ana, qualquer TC para o luto. Como é que a TCC trabalha luto? É, né? O que a gente vem com aquele modelo, gente? Eu do protocolo, ok? Nós partimos do ponto em comum, a perda, né? Perdeu alguém significativo, mãe querida, às vezes numa situação trágica, Jesus, enfim, né? Ele contextos, ok? Como é que este paciente está vivenciando o sofrimento clinicamente relevante para eles? Está ligado, por exemplo, numa situação de luto, ele pode ter dificuldade com a sua rotina, retomada da rotina, né? Me desorganizei e não consigo trabalhar, não consigo me concentrar, não consigo planejar nada, né? É, tá tudo embolando aqui. Eu tenho contas para pagar, relatórios para entregar, minha rotina tá bagunçada. Ou o problema dele é com a o descontrole emocional, né? Tô chorando demais, tô me sentindo muito irritado, não tenho paciência com nada, tô explodindo por qualquer coisa, não quero ouvir ninguém, ver ninguém, tô morrendo de raiva de tudo. Veja, partimos de uma situação de luto, né? Ou é um comportamento de isolamento, né? Ou está apresentando os sintomas depressivos ou ansiosos, ou são pensamentos sobre o luto, né? Sim, meu Deus, eu não sou capaz de rir, de assumir determinadas coisas que antes a pessoa querida era responsável. Não sou capaz disso, né? Eu não sou capaz de seguir a vida sozinho sem tal pessoa. Vocês entendem que são integrações completamente diferentes? As peças queijo nessas queijo essas possibilidades aqui que eu trouxe, e que cada uma dessas possibilidades envolvem ou uma fazer um pensamento disfuncional, ou na Deus regulação emocional, ou no comportamento, ou fim do nosso material de trabalho para cada paciente vai ter ali, muitas vezes, um foco, né? Onde eu vou dar prioridade, eu vou organizar de uma forma personalizada para que ele entenda que a intervenção está indo de acordo, porque daí o que acontece, gente? O paciente engaja, o Recife tá falando aqui, olha, eu tô irritada, estou irritada, estou irritada. E você vai lá trabalhar rotina com ele, porque tá no protocolo do luto que tem que trabalhar rotina. Aí você fica trabalhando o planejamento da rotina e faz planer que o paciente, ele é que explodindo de raiva, todo bom, quebrando a cara. Estou, não, mas no protocolo tá lá que eu tô dando exemplo. A gente, nós, o que eu tenho que fazer tal intervenção. E ele, paciente, linguagem, eu passo aí com essa falta. O paciente não faz plano de ação porque ele não tá vendo sentido aqui. Às vezes começa nem te responder mais, começa a explodir com você também, né? Já tá explodindo. Esporte aí, ai, paciente está muito agressivo, né? Gente, será que o processo está adequada e suficiente? Então, a conceituação, ela é fundamental para fechar como paciente a demanda dele, né? Fechar a intervenção com a demanda dele. Certo? O plano de tratamento. Então, veja, me levantei às informações, entende a demanda dele. Agora eu tenho que decidir as estratégias de intervenção que eu vou usar, né? E aqui, eu não poderia citar esse processo de tomada de decisão clínica sem citar as práticas baseadas em evidências em psicologia, né? Que é justamente essa tomada de decisão. Prática baseada em evidências fala sobre a tomada de decisão clínica. Sai daí, eu trouxe aqui só para contextualizar, aí para quem não tem familiaridade com esse conceito, prática baseada em evidências, ela vai considerar três pilares igualmente atenção, igualmente importantes para o processo de tomada de decisão, que é, é sim, as melhores evidências científicas disponíveis naquele momento. Que a pesquisa clínica de alta qualidade. Ana, qualquer evidência para tal coisa e tal coisa? Evidência. Então, se você precisa saber isso, entretanto, igualmente, você precisa estar atento para o seu conhecimento em relação a essa evidência, né? Adianta ser a melhor evidência lá, o treino de habilidades, a DVD, se você não faz nem ideia do que que é, né? Aí complica. Então, igualmente importante com a melhor evidência disponível é a expertise, né? O conhecimento do profissional e as preferências, as características do paciente. Então, ali no meio, né? Juntando esses três conceitos, ele estará bem fundamentada para tomar a decisão clínica e sobre o plano de tratamento. Então, vou selecionar isso, essa estratégia, fazer assim, né? De acordo com a demanda do paciente. Então, isso é a, o conceito central da PB. Tá? Na sequência, depois que você fez o processo da tomada de decisão clínica, escolheu, né? Selecionou, entendeu quais são as estratégias, vem a execução das estratégias de intervenção. Você precisa saber o que fazer em cada estratégia, né? E por último, ali, articular a teoria com a prática. Como é que eu vou saber lá na fazer avaliação diagnóstica, conceituação cognitiva, o plano de tratamento, executar as estratégias de intervenção? É através do treino dessa articulação da teoria com a prática. Ane, como é que faz esse trem? Você vai estudar, praticar e repetir, dar praticar e repetir. Tudo isso, né? É, é, os estudantes, vocês podem também já treinar isso mesmo não estando atendendo, né? Vocês podem participar, por exemplo, de grupos de supervisão, da mentoria. A gente trabalha muito essa questão, né? Da articulação da teoria com a prática. Você vai ver ali, ok, quem faz previsão só na teoria, mas previsão devido ao comigo também, sabe que eu te falo, ok, mas isso, né? Foi avaliado, isso, isso. Então, tanto a avaliação quanto o plano de tratamento, a execução, a gente treina, repete e o se articula. Por quê? Porque gente, na prática clínica, diferente do exemplo do livro, e é por quê que, por exemplo, a, eu costumo não utilizar a muito exemplos dos livros e trago e faz questão de trabalhar com casos práticos meus dos pacientes. Exatamente porque é na prática clínica que exige da gente esse raciocínio clínico, né? Então, faça o cimi clínico, é a montagem desse quebra-cabeça, tudo, né? Dia você conseguir observar, levantar essas informações, conceitualizar, delinear o plano de tratamento, executar as estratégias clínicas e conduzir o paciente a um resultado esperado, garantindo que ele tenha entendido esse processo. E de nada adianta ele, eu passei, a gente chega e fala assim: "Nossa, eu tô bem hoje também. Nossa, tô bem melhor. Nossa, terapia tá me fazendo tão bem. Tô ótimo." E aí, às vezes, o aluno vem na supervisão, continuação. Acho que isso que eu vou dar alto porque ele falou que tá bem. Falei: "Ok, mas ele entendeu o processo que ele fez até estar melhor? E ele entendeu? Ele sabe se, por exemplo, acontecer de novo aquela queixa inicial dele, ele sabe o que fazer com isso ou não? Ele acordou melhor?" Porque às vezes acontece. Então, entender o processo, ajudar o paciente a entender esse processo, faz parte de toda essa costura que a gente vai fazendo. E para isso, a gente vai desenvolver repertório pessoal, repertório social e o repertório técnico. Então, para isso exige esforço, exige investimento, exige paciência em relação ao processo, é disposição em vivenciar o desconforto que o processo causa, porque demora. E às vezes, né? Eu fico inseguro. Eu tenho que lidar com a insegurança, é, né, gente? Ai, eu fico olhando para aí, eu fiquei sabendo que você sabe o que que você sabe falar dessas coisas assim, como é que você sabe, né? Dá aula sobre como que você sabe? Nossa, não deixa percebidos como que você é o processo, gente, mas entendem que ser, se você quiser um atalho, não passar por esse processo, você vai continuar patinando aqui. Então, é muito mais inteligente você se render a esse processo, porque você vai evoluindo, né? Ao invés de ficar no lugar, ansioso aqui, querendo tudo pronto, achando que você vai disparar na frente. Nós estávamos andando em círculo atrás do próprio rabo, aí. Então, essa aula para encorajar vocês a se render ao processo de construção do repertório pessoal, social e técnico de vocês, porque é isso que vai servir de base para o raciocínio clínico de vocês ser mais eficaz. E isso, e facilita muito o processo e traz muita clareza para vocês e bons resultados, né? Que é o que de fato nós temos como objetivo aí na prática clínica, né? Certo? A gente, então, é seu conteúdo que eu quis trazer para vocês sobre raciocínio clínico. Espero que vocês tenham gostado, que isso tenha provocado algumas reflexões, e isso é bem importante. E agora, nós vamos para o nosso sorteio. Antes disso, quero pedir, gente, deixa o like aí na live que não deixou ainda, por favor. Sei que esse negócio de pedir like às vezes é meio chato, mas é importante incentivar, né? Faz com que o vídeo pareça mais relevante para a plataforma e isso nos ajuda bastante. Então, deixa o like. Não se inscreveu aí, por favor, dá essa moral aí para a gente, que ajuda bastante, OK? E agora, vamos ao sorteio, né, gente? E hoje o sorteio é de um dos nossos três livros. Eu tinha Beck, SC, teoria e prática. CTR, gente, TCC teoria e prática, tem mais de 20 aulas no meu canal, estudando capítulo a capítulo. É um quem quiser estudar de verdade, senta lá, vai acompanhando as aulas, tendo dúvidas, me manda lá no Direct do Instagram, a gente vai conversando, tá? Tá mais de 20 aulas de graça, abertas no YouTube para vocês, cortar assistir ali, acessível para todo mundo, né? Teve colegas aí que mandaram mensagens meio chateado que, poxa, eu ia fazer grupo de tudo, né? Cobrar por isso, você acabou liberando aí, meu projeto foi ao ralo. A gente, a ideia é ajudar, quinta fim de se capacitar, né? Então, tá lá mais de 20 aulas. Aqui desse livro da CPR, também tem mais de 10 aulas, acho que são 12 aulas, se eu não me engano. Se essa é a última obra que o Beck deixou aí para nós, né? No ano do Centenário dele, é uma, é a continuidade da teoria dele. Tem, é muito interessante porque ela foca em quadros desafiadores, mas ela traz uma integração muito interessante da TCC clássica com aspectos de outros modelos terapêuticos. E lidando com a ansiedade do maravilhoso Stefan Hoffmann, né? Que é um livro muito interessante, tanto para pacientes quanto para terapeutas, né? Porque ele é muito didático e prático na condução, no manejo da ansiedade, na compreensão e no manejo de ansiedade. Então, quem for sorteado, vai poder escolher um desses três livros. E sorteio vai acontecer hoje, vai acontecer amanhã, quando nós vamos conversar sobre avaliação diagnóstica. O acontecendo domingo, quando nós fomos conversar sobre conceituação cognitiva e também sortear uma inscrição da mentoria. TCC. As inscrições da mentoria vão abrir no domingo, depois da live, tá? Então, já quero deixar alerta aí para vocês se prepararem. No domingo, eu vou tirar dúvidas que vocês tenham sobre a mentoria. Quem já quiser mandar dúvidas, né? E tá pensando aí em participar, se quiser mandar um Direct lá, a gente conversa, a gente esclarece dúvidas, ou vocês podem também acessar o próprio site da mentoria, tá? Juízo crítico.com.br/mentoria TCC. Lá tem todas as informações sobre o conteúdo programático, valor, né? Nós conseguimos uma condição muito especial de parcelar sem juros para vocês. Então, é para tu a participar mesmo, a gente conseguiu ali enxugar o máximo possível dos valores, né? Para que vocês pudessem participar, OK? Então, declaro encerrado os comentários ali do Instagram. Quem comentou, muito obrigada. Quem não comentou, deixa para amanhã, porque agora eu vou carregar aqui o sorteio para a gente ver quem ganhou. E a toalha, eu vou dividir a tela com vocês aqui, se der tudo certo, para vocês acompanharem o sorteio com clareza, transparência, né, gente? 528 comentários. Vocês arrasaram. Olha aqui demais. Eu não lavo, não carregar. E aí, que conectar com o Facebook? Vamos lá, gente. Tem problema, a gente vai fazendo aqui. Só que só um minuto, se conectar com Facebook, que a gente já entra. E aí, gente, gostaram do conteúdo? Foi produtivo para vocês? E aí? E vamos lá. Bom, deixa eu voltar aqui, gente. Espera aí que tá carregando ali, dia para conectar com o Facebook. Ah, tá carregando. Deixa eu vendo se vocês têm alguma outra pergunta ali. Perguntas aqui enquanto vai ajeitando ali. Pega lá. E aí, gostaram da live? É muito bom. E aí? Oi, gente, que bom que vocês gostaram. Nossa, muito legal o feedback de vocês, né? É muito legal. E não é que tá, tá carregando aqui. E aí? E aí? E ao vivo tem dessas coisas, né, gente? A gente se organiza tudo antes, aí chega na hora, não. Ah, mas faz parte, faz parte. E vamos lá. Ó, e deixa eu mudar aqui. E para vocês acompanharem também. Já mudei aqui o site. Deu certo para dar uma. E aí? E vamos lá, ó. E aí, 539 comentários. Subiu um, né? Aproveitou aí muito bem. É um ganhador de casa sorteio. Um só o cheiro. O permitir mais um comentário por pessoa, né? Que eu falei aqui, poderia. E o conectar o Facebook também. Vamos lá. E aí? E aí? E é isso aí, gente. Fica tranquilo. Aí foi isso aí. E aí, ai, já tá indo. E a Natália perguntou se a mentoria vai parcelar no boleto, né? Gente, então o parcelamento, ele vai ser apenas no cartão, tá? Em até 12 vezes sem juros. A parte. Vamos lá. Agora vai. E aí, ele tá carregando. O comentário apareceu para vocês? Tá carregando. Já tá indo. E aí? I segurei que tá indo, gente. Ai, meu coração. Se for de coração. Ai, ai. Já carregou aí. E agora vai, gente. Estão preparados? Chover. Está todo mundo aí ainda ou foi embora? Até um aí. Vamos lá. Bom, então, vamos sortear comentário que foi o que rufem os tambores. Atenção. Oi, Keila Cristina. Adorei o. E vamos, vamos atestar o comentário. Dicas super importantes para o aprendizado e a construção profissional. Tem algumas inseguranças quanto o atendimento clínico. Estão no fim do semestre e todas essas questões vêm à tona. Muito bom, Keila. Parabéns. Ela tá por aí? Como é que tá? Se tiver, dá um oi. É, mas também se não tiver, não era critério permanecer até o final, né? A gente entra em contato depois. Mas eu quero saber se ela tá aí, porque eu já gostaria de ver qual livro que ela vai escolher. Mas é muito interessante saber que esse aqui. Ela tiver aí, dá um oizinho para a gente já descobrir qual é o livro. E aos que não ganharam, gente, sem desânimo. Segue firme e acreditando. Amanhã tem mais e domingo também. E domingo tem mais o sorteio da mentoria. Então, o sorteio da mentoria ia vai ser separado, né? Do do do sorteio do livro. Então, é mais uma chance ainda de de ganhar, né? Tem gente focada. E o Anderson já falou que amanhã vai ser. Então, vocês entenderam que não tem para ninguém aí, né? Tô sabendo que daí também tem gente de aniversário já no começo da próxima semana e que tá pedindo a mentoria de presente. Ver aí, né? Para quem que vai sair, certo? Então, amanhã, 20 horas, aqui no YouTube, liberado para todo mundo. Vou passar também o link lá nos grupos. Teremos um. Eu não sou o encontro aqui sobre avaliação diagnóstica, gente. Você sabe que esse tema é importante. Dicas muito úteis para a prática clínica, né? E vai ser muito proveitoso. E também teremos aí mais um sorteio, certo? Olha aí, vai ser aniversário da Dani, dia oito, né? Olha aí. E quem é que ele apareceu ali? Ela colocou sem acreditar ainda. Eu tô aqui. Conta aí qual que você vai escolher. O ônibus aqui é a pensando, tá pensando. Então, pensa depois você me conta, tá? Daí amanhã eu compro para vocês qual o livro que ela escolheu, certo? Gente, muito obrigado. Não tenho como agradecer cada um que entrou aqui numa sexta à noite, né, gente? Para a gente falar de raciocínio clínico. Vocês são maravilhosos. Muito obrigada a cada um que esteve. Aqueles que vão assistir depois, aí também agradeço. Deixe nos comentários, não deixa de curtir o vídeo, de compartilhar, de se inscrever no canal. E isso ajuda muito a gente, né? Incentiva bastante a divulgação do conteúdo também, para que se chegue a mais pessoas. Lá no Instagram também é muito legal essa interação de vocês todos os dias. Isso faz a gente entender que o trabalho está sendo útil, né? Isso dá força para a gente continuar. Já sorteou sem Taís, aquela Cristina que ganh Ah, tá. Mas volto amanhã que pode ser você. Já pensa em qual livro que você quer para você me contar amanhã, certo? Então, quero agradecer todo mundo que ficou aí até o final. Paty, Michele, Antonieta, Marivalda, Silva, Thaís, legal, se hoje a Jennifer, não é também, Davi, Thaís, Anyview, da sempre por aí. Oi, Nilda, marca 300, todos os grupos lá, a gente do WhatsApp, Valeria, Bárbara, Ariane, Fran, muito legal. Roberto também, Gisele, gente, obrigada mesmo. Letícia Maciel, Iara, tá aí também, que legal. Natália, Grace, eles que bom, gente, muito obrigada. Dani, vai fazer aniversário dia sete, mas só vamos precisar aí, né? Quem sabe aí ganha pertinho do aniversário, OK? Muito obrigada, gente. Boa noite a todos. Bom descanso. E amanhã, a gente continua. E eu conto com vocês amanhã aqui também. Tchau.