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Muito bem, então já fomos para mim. Então vamos lá. Pegamos Dez Mandamentos; o que que é a missa, né? Da onde? Da onde veio essa missa? Onde é que ela se coloca na história, né? Bom, a gente viu que Jesus, ele funda a Igreja; ele pega Pedro no meio, a Pedro como o primeiro Papa. Ele morre, ressuscita e diz: “Vai vir um Espírito Santo que vai acompanhar vocês até o fim dos tempos, e o poder das trevas não reinará sobre ela”. Ou seja, a Igreja é uma certeza que Deus nos deu, que ela vai estar firme e forte até o fim do mundo. Não é uma das poucas coisas concretas que a gente pode confiar na vida; da Igreja, não quer dizer que os homens não errem. Os homens podem errar, mas a Igreja de Cristo, ela sempre vai caminhar. Você tá bom?
Em Pentecostes. O que é Pentecostes? 50 dias depois da Páscoa, os apóstolos estão reunidos com Maria numa salinha chamada Cenáculo, e sobre eles, então, rezando, e vem o Espírito Santo em forma de fogo. E esse Espírito Santo que vem sobre Maria e os apóstolos faz com que eles comecem a pregar em línguas diferentes; cada um, uma língua diferente, e todos aqueles que falavam outras línguas entendiam. Percebeu? Uma pregação na sua própria língua. Então é a própria ação de Deus; Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Deus é três em um, né? O Espírito Santo, ele vem sobre os apóstolos; começam a pregar as coisas de Deus, o reino de Deus. A partir daí, se funda a Igreja; a Igreja ali se inicia, e os cristãos – vocês podem ler em Atos dos Apóstolos, que é o primeiro livro que vem na sequência dos quatro Evangelhos no Novo Testamento – como é que os apóstolos, o que que eles faziam? Como eles se reuniam? Então é, se montou é um encontro regular para que eles pudessem receber a palavra, compartilhar a palavra e sair para evangelizar, né? Aqui eu falo um pouquinho da mensagem, né, que a gente tem: “Aquele que crê e for batizado será salvo”. Que eu falei aparece anterior sobre o tá no último capítulo de São Marcos. Essa aí é qual que é a missão da Igreja, né? Bom.
E aí os cristãos, eles começaram a se reunir; essa reunião é se formou que a gente conhece hoje como missa, né? E aí uma coisa interessante: no costume judeu, vocês vão lembrar que Jesus, ele se encontrava nas sinagogas, né? E ele lia as passagens, explicava, assim como outros rabinos. Então os judeus tinham, em Jerusalém, onde eles levavam o sacrifício, as ofertas que eram os animais eram sacrificados, e a gente tinha as sinagogas, que era onde Jesus e outros rabinos explicavam a palavra. Então esses dois momentos que os judeus tinham, os cristãos juntaram em um. Que então, na missa, nós temos tanto a liturgia da palavra, né, onde são feitas as leituras, a explicação que o padre nos faz, não é mirim, e a gente tem a liturgia eucarística, que é o sacrifício. Enquanto os judeus sacrificavam animais, na missa a gente revive o sacrifício de Cristo por nós. E aqui, então, a missa, o que que ela, ela é uma mistura de vários conceitos, mas ela é um encontro dos cristãos para celebrar e renovar o sacrifício de Jesus. Nesse momento, Jesus novamente se entrega por nós. Tá? Então, ele, na missa, volta-se exatamente à cena aonde Jesus é morto, entrega a sua vida livremente para que os nossos pecados sejam perdoados.
Por que que a gente deve ir à missa? Primeiro, porque você recebe o próprio Cristo; Cristo real. Então, no momento em que a gente recebe Cristo, eu tô na missa, eu tô celebrando; Deus se faz presente, e eu recebo o próprio Deus dentro do meu coração, né? Depois, ali é um momento aonde nós encontramos a nossa própria família de fé; nós encontramos outras pessoas que caminham conosco. Então é um momento onde a gente é comunidade, aonde a gente está junto caminhando para Deus. Mais uma, mais uma razão: nós estamos indo para a casa de Deus. Da mesma forma como a gente vai para a casa de um amigo, nesse momento nós vamos para a casa de Deus, e o próprio Deus nos recebe. O próprio Deus nos recebe; a gente vai lá para se oferecer, né, para estar junto com ele. E que que eu faço? Você faz tudo que você faz com um amigo; tudo que você leva, como você reza, você pede, agradece, chora, você convive com outras pessoas, aprende, ensina, é amado, se percebe como é filho de Deus; é você se relaciona. Na verdade, a gente vai encontrar a nossa comunidade de fé, que vai ser nossa família do céu. É isso que a gente faz na Igreja. Tá? Então a missa, ela tem uma importância enorme; primeiro, porque ela é um momento em que nós cristãos nos reencontramos; segundo, eu recebo o próprio Cristo dentro de mim, né, Eucaristia, né? E ele me dá força para eu viver a vida aqui e para chegar no céu.
De forma prática, a missa é dividida em quatro partes: ritos iniciais, liturgia da palavra, liturgia eucarística e ritos finais. Muito fácil: quatro partes. Mas a missa é super, super profunda; realmente daria para falar uma hora e pouco sobre isso aqui. Fatos por cima, né? Mas só para dar uma ideia para vocês de quão profunda é a missa. Quando vocês entram na Igreja, vocês fazem o sinal da cruz: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”. Quando você faz isso, olha a profundidade: tem esse hábito, você tá traçando sobre você a cruz de Cristo; você tá fazendo isso em nome da Santíssima Trindade; você tá abraçando a cruz de Cristo na sua vida, em nome da Santíssima Trindade. Só isso, só essa ação, e você, conscientemente fazer o sinal da cruz, já, já te traz graças enormes, porque você tá reconhecendo que Cristo morreu, que ele deu a vida por você, que você é quer se herdeiro desse amor, que você tá se vinculando a ele, aceitando o sacrifício dele, trazendo isso para sua vida e chamando a Santíssima Trindade como testemunha. Isso eu peguei o sinal da cruz. A gente, a missa inteira, ela é extremamente rica de sinais e dessas verdades. É o nosso corpo, e nós vamos nos relacionando com Deus de uma forma sensacional. A missa, a gente é sensacional. Não percam isso; assistam todos os dias de domingo. Nem pensar em perder missa. Se você não sabe qual a sua paróquia, descobre; se você mora perto da Brasil, venha na missa, nas missas da Brasil. Tem ótimas homilias, se bem que não é o principal momento da missa, mas tem o ministro muito bem preparados, né? Então assim, é bom que vocês participem, porque é o caminho que Deus deu para a gente chegar aí. Tá bom? Eu vou colocar aqui é o posicionamento, né? Porque às vezes a gente vai, a pessoa não sabe se aquele pés sendo, se levanta, né? E é importante que a gente saiba para não, para que o seu corpo também reze, né? Então na missa, em linhas gerais, a missa se vê de pé, ponto. Quando é que sendo na missa se senta? Nas leituras, porque porque a posição é mais confortável para você prestar atenção, ou em momentos que não é necessário ficar de pé. Assim simples. E tem um momento que você tá de joelhos, que é na consagração e depois quando você recebe a comunhão, para revisão. Mas a missa ela é celebrada você em pé, porque respeito a Deus. Sempre que você orar é de pé, depois que Jesus foi consagrado e tá no altar, é de pé todo tempo, se não ajoelhado. Tá? Então assim, isso é o simples da missa. Agora vou passar com vocês as partes que são rápidas, mas vocês vão ver o bonequinho aí do lado. Tá bom? Então: nome do Pai, ato penitencial. O que é, né? Nós pedimos perdão a Deus. Imagina você vai na casa de alguém e você tá brigado com essa pessoa, você se afastou da pessoa, ou você, que é o nosso pecado, né? Ou você, de alguma forma, deixa uma pessoa triste. A primeira coisa que você faz: “Putz, desculpa, desculpa porque eu fiz isso, desculpa”. Porque a gente pede, nós pedimos perdão a Deus para que Ele nos perdoando nós estejamos preparados para participar da missa, né? Aqui esse ato penitencial, ele nos perdoa dos pecados leves; os pecados contra os dez mandamentos, não, a gente já confessar, que a gente pode pecados mortais. Tá bom? Esse aqui são veniais, são pecados leves que a própria missa, a própria oração da missa com fé nos perdoa. Então aqui no ato penitencial a gente reconhece pecados. Depois a gente recita glória: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por ele amados”. Onde a gente reconhece Deus como Deus da glória; a Deus se alegra com Deus; Deus é o nosso salvador e nosso redentor, né? Mas é um momento de alegria, reconhecimento de quem é Deus. Então a gente se posiciona: primeiro pede perdão, depois se coloca como alguém que adora a Deus. E como, e toda parte tem uma oração final da parte. Então a primeira parte tem essa oração da coleta, que é uma oração de todas as nossas intenções são oferecidas, não é coleta de dinheiro, é coleta de intenções. Então se você rezar pela sua tia Mariazinha, pelo seu vizinho Antônio, pelo motorista do táxi que você pegou, o Godofredo, é nesse momento que você coloca as intenções. Tá bom? Bom, terminamos os iniciais.
Liturgia da palavra: leituras. A gente vai ouvir as leituras e vai prestar atenção nela; os bonequinhos tá sentado. Então: primeira leitura, normalmente o Antigo Testamento; temos o salmo; temos o Novo Testamento, que são as cartas ou Atos dos Apóstolos; e depois nós temos o Evangelho. Bonequinho ficou de pé, porque palavra de Cristo. Quando a palavra de Cristo, a gente fica de pé; é Deus falando conosco, respeito de pé. Aí o padre vem, faz a homilia; ele junta tudo, traz para nossa vida, como Cristo fazia na época; o padre vem, junta as leituras e traz para nossa vida o entendimento daquilo que foi lido. Tá bom? Uma mensagem. Na sequência, nós temos a oração do Credo. A oração do Credo, pessoal, provavelmente todos vocês sabem; ela é uma oração tão importante, e a gente não dá muita importância para ela, mas ela fala de tudo aquilo que nós acreditamos. A fé católica acredita; tudo que ela crê em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra… Creio em Jesus Cristo… creio no Espírito Santo… na Santa Igreja Católica… na comunhão dos santos… na remissão dos pecados… Tudo que a Igreja acredita é dito nessa oração. Recitem essa oração, rezem essa oração. Ela é como se fosse o hino do católico; ela diz em tudo que você acredita. No hino do Brasil, você não diz lá que você tá disponível para morrer pela paz, e que você tá com o braço forte, etc. Aqui você diz tudo aquilo que você acredita; é o nosso hino. Tá bom? Muito bem. E aqui temos, terminamos com a oração dos fiéis, onde a gente reza pelas necessidades da nossa cidade, nosso país, a nossa família, enfim, de todos. Terminamos a segunda parte. Vamos para a terceira. Considero a principal, aonde nós é vamos reviver a morte; Jesus se oferece novamente por nós para nos salvar dos nossos pecados. Então a gente faz o ofertório. Aqui sim você tem lá a contribuição de dinheiro, mas mais importante até que o dinheiro, né? Não substituir o outro, mas você colocar sua vida no altar; você oferecer a sua vida para Deus, para que Deus seja a parte da sua vida, do seu cotidiano. Então esse é o momento aonde você leva o pão e o vinho, que é o trabalho do homem e a natureza para Deus, para que Deus o transforme no seu próprio corpo. É muito bonito: o homem dando para Deus o fruto do seu trabalho, e Deus abençoando e se fazendo presente. Depois nós temos a oração eucarística. Na oração eucarística é se faz a preparação para o grande momento em que Jesus vai transformar o pão e o vinho em corpo e sangue de Cristo. Chamada transubstanciação; o nome é cumprido, mas não quer dizer que ele muda a substância, né? Deus vai fazer concretamente presente. Então nesse momento, de novo, estamos de pé; todas as orações a gente tá de pé; e nós temos a oração do Santo: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo…”. Sabe de onde vem? Se vocês lerem o Apocalipse de São João, tem um momento no livro de São João; ele é levado aos céus e tem a visão dos céus. Quando ele chega dos céus, ele vê um monte de anciãos em volta do Cordeiro, que é Cristo, de Deus rezando exatamente essa oração: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo…”. Serve nas alturas; ele viu isso no céu. Isso é pai da nossa missa; no momento da missa, o céu e a terra se junta. A missa é muito santa, ela é muito legal, ela é muito boa; assim, não dá para não assistir isso, gente; não dá. Bom, depois do Santo, a gente tem a própria consagração, que é onde o padre, ele fala, repete as palavras do próprio Cristo, né? A gente tá ajoelhado, né? “Tomai e comei todos vós; este é o meu corpo que será entregue por vós… tomai e bebei todos vós; este é o cálice do meu sangue, sangue da eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados; fazei isso em memória de mim”. Nesse momento, o padre repete o que Jesus fez, e ele diz: “Fazei isso em memória de mim”. Por isso que a gente repete; e é o momento mais importante também que nós vamos receber. Na comunhão, a gente reza o Pai-Nosso, que ele nos ensinou, e a gente recebe o corpo de Cristo. É nesse momento que você recebe, você tá numa união física com Deus. Nenhum dos apóstolos recebeu isso; todos eles viam a Cristo, entendiam mais ou menos, foram entender melhor com o Espírito Santo, mas nesse momento que a gente já entende, já tiver uma palavra, já nos foi explicada, e a gente comunga, faz uma união com Deus; é um momento aonde a gente encontra com o nosso criador, que é o nosso salvador. Então perder isso por qualquer outra razão num domingo não faz sentido; não é coerente, esse caminho do céu. Tá bom? Temos a oração pós-comunhão. Terminamos a terceira parte. E na parte final, a gente tem a oração final, alguns avisos, a bênção e a missa. Olha que interessante: missa vem do verbo “missio”, quer dizer envio. Então as pessoas não vão à missa, elas são enviadas; elas se reúnem, como um, compartilham a palavra, recebem Deus, e elas são enviadas; elas são “mizadas”, como se fosse, elas são enviadas para levar essa palavra. Qual que é a missão da Igreja? Levai o Evangelho até os confins da terra; quem crê e for batizado será salvo. É isso que a missa nos diz: “Vai e leva essa palavra para os meus irmãos”.
Gente, desculpa, eu corri um pouco no final; acabou sendo super longo porque caiu a conexão; peço desculpas a vocês. Convido a todos: não deixem de ir à missa hoje; muito importante no próximo domingo, em todos os domingos. Ah, mas eu vou viajar? Ótima! Para onde você vai viajar? Da igreja! Eu cheguei, uma vez eu tava na Inglaterra, eu fazia exportação, e eu não sabia, foi uma cidade qualquer, Lavra, né, que tem igreja… Aqui tem só em tal lugar, missa católica. Mas tá bom. Peguei um táxi… Foi na época era 60, 80 libras… Aí conversa com o taxista, né? Mas o senhor deve ser muito, muito fervoroso, hein? Vai gastar aquela grana toda para ir à missa. E a gente vê a importância que a gente deve dar a receber Deus, né? Então, gente, fiquem com Deus; peço mais uma vez desculpa pelo atraso, pela queda que a gente teve de energia.