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Ou então vamos falar um pouco de histologia. Vou trabalhar, eu vou fazer dois momentos. Então, vou falar um pouco da questão de trazer um pouco a teoria e depois a gente vai lá para o atlas, né? Tem o atlas que é que a gente, que eu costumo usar, né? O pessoal da graduação e da pós também, que é o atlas online, que é maravilhoso, tá? Depois até passo o link para vocês.
Então, vou fazer essa transição. Agora, vou estar aqui, hora eu vou parar de compartilhar para ir para o atlas. Tá bom? Então, começando, né? Lembrando o que que é histologia, a partir do começo. Eu sei que tem, né? Quando a gente fala, trabalha na pós-graduação, às vezes a gente tem alunos que se formaram recentemente, tem alunos que se formaram há muito tempo. Então, para a gente poder partir, né? Todos do mesmo caminho, vamos começar desde o começo. Que que é histologia? Trata-se todos os tecidos, né? Que às vezes muitos alunos falam: "Mas histologia, eu não gosto da histologia, né?". Ouvi muito isso. Pessoal da saúde, a gente não gosta da histologia porque são células, são um negócio roxo, um negócio rosa, não sabe o que que é roxo, que é rosa quando olha no microscópio, não vê nada. Só que a histologia, né? Lembrando, é o principal fator que vai produzir tudo, né? Porque na histologia a gente tem as células. Então, o que que é esse tecido? Nada mais que um conjunto que em conjunto, né? Lembrando que cada célula possui uma função única, né? Só que o conjunto dessas células, né? Desenvolve toda uma morfologia, uma função similar para que aquele determinado tecido e para que depois você tenha ali a função de todo um sistema. Então, a histologia, ela é procurar célula. Bora, pessoal que trabalha com cirurgia, o pessoal que trabalha mais na clínica, não dá muita atenção para esse campo. As células são o fator principal, né? Porque todos somos nada mais, nada menos que conglomerado celular. E aí, conjunto dessas células, amortecidas, né? Tecidos, os órgãos, os órgãos do sistema. E caso uma célula deixe de funcionar corretamente, a gente pode ter aí, né? O prejuízo de todo o tecido e, consequentemente, todo o sistema, tá?
E aí, nós temos os principais. E a histologia, ela é dividida em basicamente dois momentos: histologia básica e histologia específica. A histologia básica, que são que formam os tecidos básicos que nós encontramos basicamente em todos os tecidos. Específicos são tecido epitelial, tecido ósseo, tecido nervoso, tecido conjuntivo, muscular e cartilaginoso. Então, a gente vai passar por todos eles, né? Ou pelo menos tentar passar por todos eles hoje, tá? Assim que que acontece, né? A gente tem lá o tecido, por exemplo, que a gente tem o tecido epitelial, nas várias células, né? Juntas umas as outras, formando tecido. Consequentemente, a gente vê esse tecido, né? Presente nos órgãos. E a gente vai ver esses órgãos, conjunto desses órgãos, formando o sistema. Nesse caso aqui, né? Nós temos, por exemplo, o sistema digestivo. Aí, nós temos os tecidos, como eu falei para vocês, os tecidos fundamentais. Se eu tiver falando rápido, eles podem aí me parar, porque às vezes a gente vai se empolgando e vai falando. E nós temos, então, os tecidos fundamentais, que estão os básicos, né? Que nós vamos encontrar em todos os outros tecidos. Uma importância muito grande, né? Porque basicamente são eles que dão toda a sustentação e suporte para aquele determinado tecido. Epitelial, conjuntivo, tecido muscular, tecido nervoso. Dentro do tecido conjuntivo, nós temos ali algumas subdivisões, tá? A gente vai ver posteriormente. E o que que nós basicamente encontramos nesses tecidos? Nós encontramos células, né? Um conjunto de células, cada um com a sua, com a sua função. Lembrando que a célula é o universo. Para quando a gente olha para dentro da célula, a gente vê ali basicamente um, cada cérebro é basicamente um laboratório bioquímico, né? Onde acontece diversas ações bioquímicas e reações moleculares, genéticas, aos montes. E tirando a célula, a gente tem uma matriz extracelular, né? Que é de uma importância enorme, né? Porque essa matriz é o que dá toda a sustentação, que dá toda, vamos dizer, todo o suporte para aquele determinado tecido e, consequentemente, aquele órgão, tá bom?
Então, nós temos o tecido aqui, os exemplos, cada um com uma característica muito diferente, né? E é importante vocês terem isso, recordar muito bem disso, que lá na patologia, isso quando a gente olha o tecido, a histologia, né? A gente vê todas elas, todas muito bem organizadas. Então, por exemplo, tem que ter esse epitelial. Ela te vejo, consigo olhar aqui, ver todas as características do tecido epitelial. Se ela justaposta, células basais, células presenciais. A gente vê pouca presença de matriz extracelular aqui. Tá bonitinho, tá? Tá tudo certinho. É muito fácil, por exemplo, quando eu venho aqui para baixo, diferenciar ele de um tecido conjuntivo. Aqui a gente tem tecido conjuntivo. E por exemplo, pegando aqui a imagem ao lado, a gente também vê essa diferença. Que célula justaposta? Aqui a gente vê as células mais dispersas. Quando a gente vai para patologia, por exemplo, quando vamos analisar um tecido tumoral, né? A gente vai olhar, por exemplo, um processo inflamatório, processo imunológico descontrolado, né? Reação alérgica. A gente começa a observar todo esse controle dessas células, né? E aí, muitas vezes, por exemplo, tá correndo aqui, muitas vezes nós temos ter esse olhar muito básico, muito atento para a histologia básica, porque a gente consiga depois olhar a histologia, né? Vamos dizer assim, perdida, que é a tecnologia, tá bom?
Então, olha só, que a gente tem outra strip telial. Tem suas características também, é bem peculiar a característica epitelial. Depois do tecido conjuntivo, né? Que a gente difere, a gente vai ver as diferenças, né? Mas aqui claramente a gente já vê uma grande diferença. No tecido epitelial, a gente tem célula justaposta, ou uma célula muito próxima à outra. E aqui no tecido conjuntivo, nós já temos células dispersas, né? Já tem mais presença de matriz extracelular, umas células uma mais distante das outras. Tecido muscular, que a gente forma fibras, fibras estriadas, a gente consegue ver, né? Essas estrias. E o tecido nervoso, né? Aonde a gente vê a presença aqui, por exemplo, de neurônios, mais específicas do sistema do tecido nervoso.
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Aí, vamos começar pelo primeiro tecido, tecido epitelial, tá? Que é o tecido, né, de revestimento. Então, basicamente, qual a função do tecido epitelial, né? Mas todo revestimento de superfície, seja interna, comparativa, externa e das cavidades do corpo. E aí, nós temos algumas características do tecido epitelial. Nós vamos ver, e isso faz com que essas características faz com que nós classifiquemos esses tecidos. Então, nós temos, por exemplo, esse epitelial simples cúbico. E aí, nós temos
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esses tecidos caracterizados de duas formas: primeiro, pelo pelo formato celular, tá? Pelo formato da célula e pela quantidade delas, né? Pela quantidade de camadas que nós encontramos nessas células. Então, nós temos aqui, por exemplo, tecido escamoso, né? Que que é escamoso? Que é um termo mais utilizado. Vou usar o termo que é mais utilizado na patologia, para que lá vocês também consiga se atentar a isso, tá? Pode ser escamoso ou pavimentoso. Muito mais pavimentoso, mas tanto faz um termo ou o outro. Escamoso, só lembrar que são aquelas células que geralmente estão sendo escaladas, nessas aquelas telas exclamativas. E o formato dessas células, geralmente elas são, né? Mais achatadas. Por isso também leva o mesmo termo pavimentoso, mais achatadas. E como que a gente olha, por exemplo, microscópio, numa imagem, como que a gente vai olhar, né? A classificação dessas células na prática? Sempre para o núcleo, né? Então, lembrando, né? O núcleo da célula, porque quando a gente olha, vou perguntar nessa imagem aqui, quando a gente olha o citoplasma, né? Lembrando que a célula basicamente, né? Deus toplasmos, compartimentos celulares, né? Só núcleo, citoplasma e membrana plasmática. O citoplasma, ele vai sempre corar, né? Na histologia, de roxo, é básico, com os corantes básicos. E o núcleo, sempre vai estar, né? A gente observa aqui, ó, sempre de roxo. Quando a gente olha, quando a gente olha aqui, ó, o citoplasma celular, nós vamos ver que ele sempre vai corar de rosa. Só que na microscopia óptica, microscópio comum, nós não conseguimos distinguir, né? Qual é o citoplasma de uma célula, qual citoplasma de uma outra célula. É o que dificulta. Então, o que a gente, por exemplo, tem uma célula que outra, que eu consigo ver o núcleo delas, mas eu não consigo ver onde inicia, onde encerra, né? O citoplasma, né? O tamanho daquela série. Então, para onde nós vamos olhar? Sempre para o núcleo da célula. Gramática da histologia, né? O núcleo celular, ele vai seguir o formato da célula. Então, se a célula for achatada, o núcleo achatado. Essa, se ela for mais cúbica, né? Por exemplo, que nós temos uma outra classificação, tudo mais redondo, tá? Se for colunar, querendo, a gente tem uma característica um pouco mais de tecido de células, né? Que são colunares, são poucos, não são nem cúbicas e nem escamosas. Ela costuma ser um pouco mais. E costumo dizer para os alunos da boca mais esticado. A gente vê o núcleo, olha só, da mesma forma, tá?
Então, a primeira classificação e característica do tecido epitelial é o quê? Olhar o formato da célula. Se tiver formato mais pavimentoso, achatado, a Marcela pavimentosa ou escamosa, tanto faz. Se tiver mais cúbico, mais arredondado.
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Ela é a segunda classificação se dá por conta dos extratos das camadas, né? Então, cada um desse daqui, ó, é um extrato. Extrato é a camada de células que a gente vê no tecido. Tem uma camada, tem duas. Então, a gente vai ter, por exemplo, o tecido que a gente fala de material estratificado simples, né? Que tem uma camada só, né? Uma no máximo duas camadinhas. Então, a gente considera ali tecido simples, né? Quando ela estratificada, né? Quando eu tenho vários extratos. Estratificado de extratos, né? Como se fosse uma camada em cima da outra, né? Então, aqui eu tenho o extrato, aqui extrato, aqui extrato, nas camadas facilmente visível na microscopia. Quando a gente vê uma célula de cima. Então, aí nós temos, então, já essas duas maneiras e classificar a forma da célula e a quantidade de camadas que aquele tecido possui. E aí, a gente vai unir essas duas coisas, tá? Então, se ele tiver, por exemplo, um epitélio como a camada só, então classificar ele como epitelial simples. E se ele for, né? Pavimentoso, formato dele, eu vou dar logo em seguida, forma da célula. Então, ficaria nesse caso aqui, esse tecido, tecido epitelial escamoso ou pavimentoso simples, tá? Aqui, tecido epitelial, né? Cúbico simples, né? Uma camada só, cúbico. Tecido epitelial colunar sempre. Tá? Esse caso, mesma coisa, né? Vou olhar aqui, ó, o formato dele, né? São células, nesse caso aqui, né? Que a gente tem várias estradas. Para onde eu vou olhar, né? Que é uma grande confusão que geralmente nós fazemos. A gente tem aqui, olha só, duas situações. Então, a gente tem essas células que estão mais aqui embaixo, né? Pertencendo ao mesmo tecido. E essas células que estão mais na superfície. Essas células aqui, ó, a gente vai chamar de células basais, porque estão na base do tecido. É nessas células que estão na base do tecido. E também porque logo aqui abaixo tem uma linha, aqui depois a gente vai ver isso no tecido claramente, de ter passo uma camada, uma linha aqui, essa linha preta que eu tô circulando aqui, ó, essa linha que a gente está vindo aí, é a membrana basal, né? Porque que ela é membrana? Tem uma membrana que separa um tecido do outro. Nesse caso, desse telhado do tecido conjuntivo. E essa células nessa membrana basal, desculpa, ela serve, né? Para dar sustentação para o tecido epitelial. E é essas células que estão aqui, ó, essas células que estão mais na base, elas estão ancoradas no tecido, ou melhor, na membrana. E é justamente aqui, isso é importante, tá? Muito importante lá na frente da patologia, vocês vão entender muito bem porque que eu tô enfatizando isso. Essas células aqui, ó, né? Elas é onde eu, elas se dividem. Então, todas as telas que estão na base são as células, ou as células que vão dar origem às novas e vão para cá, né? Que elas subindo. E são as células basais, né? Então, é muito comum a gente olhar, quando olhar nessa camada de células basais, a gente vê encontrar, por exemplo, células em divisão celular, células em mitose, tá? É muito comum a gente encontrar aqui, porque essas células são as células, vamos dizer assim, mães, que vão se dividir para dar origem a todas as outras células, tá? E aí, que que vai acontecer? Elas vão, né? Conforme elas vão surgindo, renovando, elas vão subindo, né? Até essa parte da superfície, aonde vai ocorrer a morte celular, toda a apoptose. Elas morrem aqui e vamos acabando, né? Por isso que é quando a gente olha das células mais na superfície, a gente chama ela de células escamosas. Então, a gente percebe que são células exclamativas. Ah, então, por onde eu classifico epitelial? Sempre na Regina, porção mais mediana. Se eu olhar para cá, ela vai estar sempre pavimentosa, né? Se olhar para cá, na célula basal, geralmente eu posso ter uma transição de células pavimentosas, eu posso ter células, geralmente que são células mais cúbicas, como a gente percebe aqui, tá? Só que tá errado a classificação, porque essas células estão nascendo e que elas estão morrendo, né? Então, eu tenho que olhar para onde? Para a região mais, para a porção mais central. E olha, quando encontra aqui, eu vejo um núcleo mais achatado, tá? Então, nesse caso, eu tenho vários extratos. E aí, a gente tem o que, né? Tecido epitelial escamoso, que eu olho aqui na região mais central, né? Daquela porção mais central do tecido. Então, tecido epitelial estratificado, tá? Ele tem vários estados aqui. É a mesma coisa. Olha só, né? Diferente que aqui eu não tenho essa questão de células cúbicas, geralmente não tem, não são exclamativas, tá? É o que a gente observa aqui, ó. E toda a porção, né? Ela vai sempre ser, sempre ter um formato cúbico. Então, vou, né? Tenho dois extratos. Então, tecido, né? Estratificado cúbico. Aí, nós temos outros dois, duas situações, né? Que foge um pouco essa regra, essas duas regras, que nós temos, né? Tecido escamoso, né? Conforme a forma da célula. E o tecido, né? Conforme a quantidade de extratos. Que são dois tecidos que nós vamos encontrar. Um é o tecido de transição e o tecido ser estratificado. Tome cuidado aqui, né? Tecido de transição, ele é bem fácil, porque a gente só vai encontrar onde? No sistema renal. É no, a gente vai encontrar esse tecido na bexiga, exclusivamente, tá? Porque que ele é transição? Se a gente olhar, pensar como a função da bexiga, a gente sabe que a bexiga, olha, ela tá, né? Ela ora ela tá estendida, ela tá comprimida, ela tá cheia, ela tá vazia, né? Ela distende, olha, ela comprime. E aí, por conta dela ter esse movimento, como se fosse uma bexiga mesmo, eu preciso que haja que o epitélio dela também seja adaptado para isso, né? Então, ela tem essa transição. Ora, né? Ela formato da célula, tá de um jeito, dependendo, né? De como a bexiga está. Se ela tiver cheia, olha, ela vai estar vazia. Se ela tiver cheia, obviamente ter, né? Mais claramente um tecido pavimentoso, que vou mexer em grande líquido, aquela, aquele tecido, né? E aí, ele vai ficar ali, né? Totalmente cheio. Então, as células, elas ficam mais distendidas. Na hora que a gente chega, esvazia, eu tenho aquele, aquele órgão não preenchido. O que que acontece? As células, então, elas ficam mais relaxadas e a tendência é que elas ficam cubitas. Então, nesse caso, a única, né? Que nós temos essa capacidade das células se diferenciar por conta da fisiologia do órgão é na bexiga. Então, nesse caso, a gente tem um tecido epitelial de transição, tá? O tradicional, tanto faz o nome. E em um outro momento, né? Numa outra, numa outra exceção, nós temos o tecido epitelial seu de estratificado. Pseudo é de falso, né? Da etimologia da palavra, falso. Então, pseudo estratificado, falsos extratos. E geralmente são colunares, aliás, sempre são colunares. Por que que é pseudo estratificado? Porque quando a gente vai olhar aqui, ó, voltando a pegar esse exemplo aqui, todas as células basais, todas elas estão aqui claramente para mim, ó, ancoradas na membrana basal, né? Então, todas elas estão ali, é sedimentadas na membrana basal. No caso do pseudo estratificado, eu tenho, porque que é pseudo estratificado, né? Primeiro, todas as células aqui, elas estão ancoradas na membrana basal, tá? Primeiro ponto. Então, quando eu olho no microscópio, eu tenho a impressão de que não tá, porque nesse caso é um tecido que ele é colunar e as células desses tecidos, elas são bem alongadas. E aí, quando eu faço o corte do tecido para microscópio, a impressão que eu tenho é que nem todas as células, né? Elas estão ancoradas na membrana basal. E aí, me dá falso ilusão de ser um tecido estratificado. Só que ele não é, tá? Então, ele, para ficar fácil a classificação, né? Então, se deu essa nomenclatura de um pseudo estratificado, da falsa sensação de quando eu olho de que tem vários extratos, tá vendo? Mas não é. Todas as células aqui, elas estão ancoradas na membrana basal. Não tem mais de um extrato. O que acontece que as células aqui, como elas são a mais alongadas, né? E os próprios tecidos exigem isso. Por exemplo, onde encontramos certificado no intestino, né? Então, a gente tem aquela vilosidades intestinais. E aí, eu preciso, né? Pela própria função do órgão, que essa células elas contenham essa mobilidade, né? No caso intestino, ou para formação do bolo fecal, produção do muco, ou no intestino grosso, no intestino delgado, para absorção. Então, eu preciso que fisiologia tecidual permite que essa células, né? Tem essa característica, né? Para que haja aí a função fisiológica do tecido, tá? Então, a gente vê essas células alongadas, né? E a gente percebe que essas células vão como se fosse passando uma pela é uma por trás da outra, né? Às vezes, a gente vê uma célula em cima da outra por conta do formato celular, tá? Então, novamente, que nós temos recapitulando, isso é bem importante, tá? Entender essa classificação de duas formas: primeiro, pela formato celular e depois pela quantidade de células dos seus extratos. Lembrando, temos dois tecidos que são exceção a esse, essa classificação, que são os estratificado e tecido de transição, tá bom?
Aí, o que que nós temos, né? Primeira coisa, né? A questão onde a gente vai encontrar o tecido epitelial. Assim, aliás, é um grande, a melhor forma da gente analisar o tecido epitelial na pele. Paletes, né? A gente vê muito isso em classificação, às vezes errada. Pele não é tecido epitelial. Pele é um órgão, né? De outros tecidos. A gente fala: "Ah, tem sido epitelial". As pessoas já confiaram a pele. Não, tá? Lembre de ep, tudo tem que estar acima, né? Então, é o tecido que geralmente está acima, porque ele é de revestimento, tá? Então, a gente tem aqui, olha só, as características do tecido epitelial. Essa foto micrografia mostra bem isso, né? Células aqui, ó, tá vendo? Então, que no caso, eu tenho tecido epitelial, né? Olha só, estratificado, dá para ver claramente que eu tenho vários extratos celulares, né? Amada, que se elas aqui embaixo, células pavimentosas lá em cima, ativas em cima. E olha que quando eu olho para a região central, eu, aonde nós vamos encontrar ele? Todos os órgãos, tá? Então, a gente tem que ter no caso do sistema respiratório, aqui, vias urinárias, que não cabexia, que eu falei de transição, né? Claramente a gente vê ela aqui, no caso, né? E dá para até ver como que essa bexiga estaria ali, né? Realizado o corte pela formato do tecido das células. E sistema digestório, que são que no caso, né? Aqui, tecido estratificado. Aqui também, precisa de transição, tá? Sempre, né? Primeiro tecido que vem, tecido epitelial. A gente vê claramente aqui, ó, uma cara, uma característica bem importante do tecido epitelial para a fisiologia desses tecidos, né? Primeiro, a gente tem, né? Nesse tecido de tecido epitelial, uma justaposição celular. Que que seria isso, né? Quando a gente analisa molecularmente, né? As células, a gente vai observar que elas têm o que nós chamamos de uma série de proteínas, enzimas, né? De adesão celular. Então, as células epiteliais, elas são o que nós chamamos de justapostas, são muito conectadas umas às outras, né? Justamente pelo qual motivo? Proteção. É por isso que esse epitélio geralmente é um critério de revestimento, porque ele tá além de revestir, além de ter uma série de outras funções, uma das principal função desse tecido, ele é justamente proteger, né? A entrada de agentes para os outros tecidos, tá? Então, uma das características que a gente encontra é essa justaposição celular. Perceba, né? Claramente que a gente vê uma célula muito bem conectada, ancorada com a outra, tá? Fortemente. Então, nós temos ali moléculas de adesão. Até mostrar algumas para vocês, vários que auxiliam nessa conexão celular. E dependente do tecido, independente da classificação dele, se é células é simples, é estratificado, se é colunar, se é cúbico, tecido epitelial tem essa característica, né? Então, como a gente pode ver, ó, três tecidos diferentes e classificações diferentes, mas todos eles a gente vê claramente as células extremamente unidas, tá? Aqui, olha só, né? Quando a gente, a gente consegue ver algumas desses dessa coesão celular, junção celular, até microscópio óptico. Quando a gente tem o microscópio óptico um pouco melhor, a gente observa, né? Por exemplo, olha só. Então, aqui a gente tem um núcleo celular, aqui é o núcleo, tá? O núcleo que tá dentro do núcleo, né? Onde a gente tem a produção de, por exemplo, de RNA ribossômico. A que a gente tem o núcleo e aqui fora citoplasma, tá? Tudo isso aqui é o núcleo celular, tá? Esse ponto mais no meio aqui, né? O citoplasma. Aí, a gente observa essa situação que a gente tá vendo aqui, ó, como se fossem aqui esses fios, né? Isso nada mais é do que que a gente chama de desmossomos, que são moléculas, né? Que estão, claro, a gente não tá vendo as moléculas aqui, a gente tá vendo a estrutura, né? Formada por elas, mas que está, né? Ligado, faz com que ocorra a junção entre uma célula e outra, tá? Isso faz com que a característica do tecido epitelial seja essa justaposição. Tá? A gente vê claramente aqui, ó, olha só, é todos, tá vendo esses pontinhos, esses raios aqui? São que nós chamamos de desmossomos. Aqui já é mais específica, como a coloração mais específica que a gente consegue, né? Que é isso daqui aumentado, que a gente começa, consegue observar essa junção, tá? É muito importante, né? Para manter coesão e manter a função do tecido epitelial. Uma coisa que nós temos, né? Também, uma característica do tecido epitelial, pouco material, né? Extracelular, né? A gente tem pouca matriz. Tanto a gente observa aqui, ó, que que é a matriz extracelular? É o que nós temos, é onde as células elas estão dispostas. No tecido epitelial, a gente tem muito pouco, tá? Bem muito pouco, quase nada, porque primeiro, porque é um tecido. Uma outra característica do tecido epitelial, que ele é avascular. A gente não tem sistema vascular, não tem vaso, né? Nenhum no tecido epitelial. Então, né? A gente tem ele, é obviamente suprido pelo tecido abaixo, que é o tecido conjuntivo, né? Todo esse suprimento, quem dá, toda a nutrientes, nutre esse tecido epitelial é o tecido conjuntivo. E aí, por conta, né? Dessa nutrição ser bem pelo tecido conjuntivo, a gente não tem muita matriz extracelular no tecido epitelial. E faz todo sentido também, né? Porque a gente tem essas células justapostas, umas bem conectadas às outras, então sobra muito pouco espaço, uma matriz extracelular, tá? Não é que não temos, muito pouco. Há uma presença de pouquíssima matriz extracelular. E o que que nós temos especificamente na matriz que nós encontramos na matriz extracelular do tecido epitelial? A gente vai encontrar glicoproteínas, a glicose, mais, né? Glicocálix são moléculas que estão geralmente na superfície, né? A gente encontra na membrana plasmática das células e também dispostas da matriz extracelular. Serve para comunicação, tá? Comunicação de células, sempre se comunica com a outra, né? A comunicação da célula com a matriz extracelular, por exemplo. A gente vai ver isso, né? Bem especificamente no tecido conjuntivo. Aqui nós encontramos também, mas muito pouco, tá? Como eu falei, eles são avasculares, né? A gente não encontra tecido vascular no tecido epitelial. Temos nada de vaso. Ah, mas eu encontrei vaso no tecido epitelial. Já não é uma histologia normal, né? A gente já tem ali, possivelmente, alguma alteração patológica ocorrendo. Possivelmente a presença de um tumor ali, né? Tumor metastático, enfim, uma série de outras situações podem acontecer. Mas numa situação fisiológica, numa situação normal, não encontramos. Sim, pode ser alguma vaso no tecido epitelial e nenhum deles. Então, o que que a gente encontra aqui? Olha só, mostra que tá nessa imagem, tá bem bonita, dá para ver bem, ó. Então, aquele tecido epitelial, classificando eles claramente, a gente já vê estratificado, né? Vários extratos, várias camadas de células, né? Amada, que se elas aqui embaixo, células superficiais, né? Se elas pavimentosas. Olha para ver bem essas células aqui, ó, na pontinha, que é o núcleo delas aqui, né? E a gente observa na região mais, na porção mais central, a gente observa esse núcleo mais achatadinho. Epitelial estratificado, pavimentoso, pavimentoso estratificado. Outra coisa que a gente vai encontrar aqui, tá vendo, né? A presença de justaposição celular e a ausência de vasos nessa região aqui. Lembra que eu falei para vocês das células basais? É muito comum, né? Essa região da célula basal, logo aqui embaixo, o tecido conjuntivo. Não dá para a gente ver na microscopia óptica comum, a membrana basal, né? Porque ela é constituída por moléculas, né? A gente só consegue ver, né? Isso muito, de maneira bem superficial, bem ainda arcaica, do microscopia eletrônica, né? A gente consegue ver a membrana passando ali, mas a gente sabe que ela tá aqui, né? A gente fizer uma marcação específica, a gente vai ver, a gente consegue também, obviamente, olhar na histologia, né? Porque a gente sabe que é a membrana basal, né? Que separa desse de telhado de tecido conjuntivo, né? Então, a gente consegue ver claramente ter sido positivo aqui, ele tem esse detalhado aqui, tá? Então, nessas células basais, é muito comum a gente ver, olha essa daqui, ó. Isso aqui é uma célula em divisão, em mitose, tá? Essas células aqui, tá vendo, ó? Núcleo já tá separado. Essa célula está se dividindo, né? Essa célula aqui, ó, aqui também, o núcleo nuclear. Essa célula claramente está entre essa e essa aqui, no cantinho, está entrando em divisão celular. Lembrando das fases da mitose, a gente consegue ver isso, né? Isso aqui é muito comum, né? Nas regiões basais, lá nas células basais. Se porventura eu encontrar divisão celular nessa porção aqui, nas porções superficial ou uma porção aqui, a gente até às vezes pode encontrar uma outra sala, mas não é muito comum, tá? Se a gente começar a encontrar divisão celular, mas nessa região, né? Na porção de tanto bar, porção, depois a gente vai falar disso, tá? Nessa porção, mas intermediária ou nas células escamosas, nas telas exclamativas, já é um indicador de uma célula que está sofrendo alguma alteração. Perigoso isso que eu falo. Olha o detalhe, né? Por exemplo, patologista, quando tem que olhar, ele precisa se atentar a tudo isso. Ele vê uma célula em divisão aqui na superfície territorial, já é um sinal de que esse tecido, por exemplo, tá sofrendo alguma injúria, né? Injúria é essa a nível, de repente, molecular do DNA, que pode estar deixando a célula maluca e isso pode gerar um tumor lá na frente, né? Você não se atentar a isso, tá? Só um exemplo aqui, porque isso é importante, tá? Essa sala também está entrando de divisão. E aqui, olha só, é muito comum. A contrapartida também é verdadeira, porque aqui eu preciso ter vendo as células morrendo. Essa célula, olha, essa daqui é bem, bem bonita, né? Ela é uma célula pavimentosa, tá perdendo toda essa estrutura nuclear que ela tá, possivelmente, possivelmente entrando em apoptose, né? Morrendo. Então, aqui é comum a gente ver essas células é morrer, tá? Uma característica do tecido epitelial, principalmente quando a gente fala em relação à pele, é a presença de algumas estruturas como, por exemplo, queratina, tá? Então, aqui a gente tenta se depitelial era utilizado, a gente vê essa porção que é a queratina. Como que eu sei que é queratina? Ela, ela não tem forma, né? Então, ela é amorfa. Então, eu tenho aqui, olha só, assim é queratina, é só proteína. Essa forma aqui, ó, sem nenhuma, não tem núcleo, não tem nada, tá? Eu tenho aqui, olha só, deixa eu ver se eu consigo. Bom, apesar de dar para vocês verem, é isso, não dá para ver. Depois eu amplio a imagem. Aí, tá vendo que aqui essas telas são pavimentosas e no núcleo, aliás, citoplasma dessa célula, a gente vê esses grânulos, né? Esses pontinhos aqui, ó. Aqui eu estou plasma, né? Deixa eu ver aqui também, ó, como se fossem os grânulos, tá bem granulado essa região. Isso são que nós chamamos de grânulos de querato e hialina. O que são esses grânulos? São eles que vão, quando a célula morrer, elas são liberadas e esses grânulos vão formando a camada de queratina. Então, eles vão substituindo, vão aí a forma da queratina, sustentando essa queratina que tá aqui. Lembrando que a queratina faz parte também de uma proteção do tecido epitelial, tá? E a gente tem, obviamente, epiteliais que são queratinizados, que estão encontrados na pele, e os tecidos epiteliais não queratinizados, que são aqueles tecidos que revestem em sua grande maioria os órgãos, tá? Olha só, aqui a gente tem
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uma outra característica dela. Aqui já é um tecido epitelial cúbico, né? Olha só, veja se elas cúbicas aqui, estratificado, estratificado cúbico. Aqui, olha só, existe uma marcação específica, tá? Não é uma marcação de H&E, uma marcação histológica normal. Vai marcar justamente essa membrana basal, tá? E também é chamado de lâmina própria. É que assim, vocês vão ver nos livros. Lembrando, basal, lâmina basal e lâmina própria. A membrana basal, ela é constituída por moléculas, elas têm lá uma estrutura molecular que forma essa lâmina basal, tá? Lâmina própria, depois a gente vai ter na histologia básica específica o que que seria essa lâmina própria, tá? Que é uma junção aqui de parte do tecido conjuntivo com a lâmina basal. Mas nesse momento, é importante a gente recordar aqui essa membrana basal que passa aqui, ó, tá? Né? Olha só, ela que fica, serve para separar esse telhado de tecido conjuntivo. E observo, observem que, né? Os tecido, aquelas células basais, elas estão ancoradas na membrana basal, tá? Então, logo e ah, tá aqui, tá bonitinho, dá para ver perfeitamente claro, né? Que é uma marcação específica para isso, né? A gente olhar a histologia normal, a gente observa que isso não acontece. Bom, ah, olha só, o que que nós temos aqui, né? Quais os que que seria essa lâmina basal ou membrana basal, né? Primeiro, quais os componentes que que nós encontramos formando isso? Então, a gente encontra colágeno tipo 4, lâmina, intactina e protoglicana. Ou seja, tudo proteína, tudo constituição basicamente de proteína, né? E a função, né? Ela serve para curar tecido epitelial, é separar tecido conjuntivo, né? Além disso, ela auxilia na migração celular, quando há uma necessidade, né? Por exemplo, na questão imunológica, às vezes a gente ter esse detalhado, as células são fixas, tem células móveis, reparo, quando eu tenho ali uma lesão, né? Um processo de cicatrização, então, salame na basal também auxilia nessa questão do reparo, proliferação celular, né? Lembrando que aqui, ó, eu falei para vocês, as células basais que estão, né? Em contato direto com essa membrana basal, ela serve, elas estão em divisão celular, né? Então, elas auxiliam, ela, obviamente, a membrana basal auxilia a divisão celular dessas células. E também serve para filtrar e o que vai atrás sair dentro do tecido conjuntivo, tá bom?
O que que nós vamos olhando rapidamente que a gente encontra isso, né? Ele fica as células epiteliais, ó, né? Se depitelial, aquelas células basais, né? Tem contato, elas comem ancoradas aqui, né? A membrana basal. E aí, a lembrando a diferença, né? Que muita gente fala: "Ah, mas é lâmina basal, é membrana basal, lâmina própria, tem diferença?". Tem. Lâmina própria, classificação que a gente vai ver mais para frente, tá? Lâmina basal de membrana basal é quando eu encontro, né? A presença, por exemplo, de algumas proteínas específicas que são proteínas laminas, tá? Então, o que que a gente vai encontrar? Essas proteínas, né? Serve que são geralmente, né? Porque elas levam esse nome de lâminas, porque elas são uma série de moléculas que estão conectadas umas às outras e forma como se fossem fios de cabelo, para ficar fácil da gente imaginar, além dos colágenos. Então, o que quando a gente tem, por exemplo, que a gente chama de lâmina, lâmina lúcida, a gente vai encontrar só a presença desses sem colagem, tá? Aí, quando a gente começa nisso para formar a membrana basal, tá? Então, lâmina basal é essa primeira porção, é só como se fosse lâmina, como se fossem fios de cabelo, tá? De futuro, enfim, que tá passando ali, claro que a gente não vê, mas também são moléculas que estão passando ali, né? Servindo para ancorar as células epiteliais. Quando ali também nós vamos encontrar uma porção logo abaixo dessas conjunto de lâminas, a gente encontra a presença de colágeno tipo 4, colágeno. A gente começa a encontrar nessa presença mais densa do colágeno, que aí a junção dessa camada de lâminas mais essa conjunção do colágeno dá o que nós chamamos de membrana basal, tá? Então, o conjunto, então, claro, né? Quando a gente olha aqui na microscopia, eu não consigo aqui, no caso, né? Eu tenho aqui uma marcação para essa membrana basal, eu consigo distinguir não que a lâmina basal que é, não, né? Não consigo aqui. Isso só a nível molecular mesmo, tá? Se ele está aqui, tá vendo? Então, quando a gente olha, a gente observa, né? Por exemplo, isso conseguimos observar isso, não tão claramente, né? Só por meio de marcações, mas um pouco melhor na microscopia óptica, a gente consegue, tá vendo a lâmina basal, a presença de fibras e logo abaixo, a gente começa a ver, tá vendo, ó, essa porção, essa quantidade densa de colágeno. Só a gente vê as lâminas, né? Conjunto de lâminas, de forma lâmina basal. Depois, a gente tem essa parte de tensa de fibras de colágeno, colares, e o conjunto de lâmina, dessas lâminas, começar quantidade densa de colágeno, forma a membrana basal, tá? Aqui, olha só, então, a gente vê aqui, ó, novamente, aqui, logo abaixo, tecido conjuntivo, e a membrana basal, ela vai estar sempre passando aqui. Ou seja, ela vai sempre, sempre vamos encontrar a presença de epitelial, membrana basal e tecido conjuntivo. Se essa membrana basal for rompida, a gente tem a migração do tecido epitelial para dentro do tecido conjuntivo, né? Por exemplo, quando nós temos, nós temos metástase tumoral, em caso de carcinoma. Carcinoma, e são nada mais do que tumores, né? Tumores que se estabelecem no epitelial. Quando esse carcinoma, né? Ele rompe a membrana basal, por isso que eu tô falando bastante dela, também, eu te recordar um pouco disso, eu tenho aí migração possível de um tecido metastático, tá? Metastático ou tentando fazer metástase, um tecido mais invasivo. Bom, deixa eu passar aqui que se interessa o que que nós vamos encontrar, tá? Tecido epitelial, além, né? Dessas características que nós encontramos, a gente vai ver presença em alguns, dependendo aí do órgão, obviamente, nós vamos encontrar a presença de cílios, microvilosidades, esterocílios e glicopatas. Bom, os cílios, a gente consegue ver, né? Claramente. Então, tá aqui, ó, membrana e aqui a gente vê a presença, né? Aí dos cílios. O que diferencia cílios, microvilos é transferido? Se a gente não consegue ver, tá? É microscopia. Sabe que ele tá lá. Que serve, né? Um sítio de atividade enzimática, serve para comunicar o meio intracelular como palestra celular, a nível molecular. Mas os cílios, microvilos, microvilos e os esterocílios, a gente consegue ver isso na microscopia. Bom, cílios, ele serve para proteção, né? Então, a gente vai encontrar, por exemplo, tecido epitelial estratificado do sistema digestório, sistema respiratório. É preciso que haja cílios na primeira porção do sistema respiratório para que ele possa filtrar. Então, geralmente os cílios serve como filtro, né? Respiratório é importante que exista esses cílios para que ele filtre ali, né? Aquelas o ar para primeiro para também dar uma resfriada e segundo para dar uma filtrada, porque para não entrar no ar aí cheio de antígenos dentro do sistema. Os microvilosidades e os cílios, a gente vê claramente ele, só mais fininhos, estão bem, né? Geralmente voltados para região extracelular da célula. E eles têm, quando a gente consegue às vezes pegar na microscopia, a gente começa, sabe, consegue ver aí que eles têm uma possível mobilidade, tá? Os micro, as microvilosidades, os microvilos não. Microvilos, ele é e os cílios, né? Como se fossem sempre bem com os alunos, como se fossem os cílios, os olhos mesmo, né? As microvilosidades não. As microvilosidades, elas são, olha só, né? Seriam essa uma, como se fosse uma evaginação do citoplasma, então da membrana plasmática. Essa microvilosidade, a gente vai encontrar ela presente em superfícies em tecidos, por exemplo, que são de absorção, intestino, intestino delgado, né? A gente encontra também, por exemplo, em órgãos de sistema renal. Então, a gente vê essas microvilosidades, né? Presentes justamente para que ela serve para que ocorra a absorção. E os ésteres, ésteres, né? Contribui para a gente vai encontrar no sistema reprodutor masculino, especificamente nas células ali do testículos, para que elas auxiliem na maturação dos riscos espermatozoides. Quanto ela é bem mais específico nesse sentido, tá? Então, olha só, então a gente tem aqui, ó, né? Os cílios. Então, se eles são claramente de varredura, então a gente vê os cílios aqui, ó, como se fossem pelinhos mesmo, tá vendo? Eles são pequenas estruturas. Na microscopia óptica, a gente consegue ver claramente, ó, como eu falei, também a gente consegue, ó, esse movimento que ele faz, curvatura, né? É o movimento que traz, que mostra para nós que ele é bem maleável, né? Que ele faz esse movimento mesmo de filtração, tá? Aqui, por exemplo, células, nesse caso aqui, nós temos as células do sistema respiratório, né? Então, a gente vê aqui, ó, as células que ela se come produtora de morro, tá? E alho um pouco aqui, ó, é claramente dá para ver bem essa região auxiliar, né? E aí, a gente tem que classificar isso também, né? Então, no caso, aí seria ter nesse caso aqui, ó, né? Uma camada só, então tecido epitelial simples colunar, né? Se ele, né? Que eu tô vendo os cílios aqui, ó, dá para ver bem, parece uma, uma esponja, né? Uma escova, tá bom? As microvilosidades, olha só a diferença, tá? As microvilosidades, a gente vê, né? A diferença da questão dos cílios, que elas geralmente são maiores, tá? Para justamente. E ó, aqui dá para ver bem, dá para ver também no intestino. Aqui a gente vê essas, essas microvilosidades, né? E esses espaços dentre os microvilos serve justamente para que aumente a superfície de absorção, tá? Então, por isso que a gente tem essas velocidades. Olha só, aqui, ó, muito mais claramente. Então, a gente vê essas vilosidades e esses espaços entre os. Isso aqui é uma célula só, tá? Então, tem uma célula só e a gente observa, tá vendo? Aí dá para ver aqui, dá para ver bem na plasmática, ela sobe, desce, ela quase fosse uma invaginação, né? Então.
Ela faz esses movimentos para formar esses microvilosidades. E nesses espaços, né, o espaço entre um microvilo e outro, a gente tem ali, né, aonde ocorre uma superfície de absorção maior. Tá? Aqui a gente começa, tem essas, como se fossem esses raios aqui, né? São o que nós chamamos de glicose. Tá? Como eu falei, só dá para ver na microscopia eletrônica mesmo, né? Microscopia, acho que a gente não consegue, né?
Ela é porque são, são proteínas, né? Então a gente tem glicoproteínas, essas moléculas são glicoproteínas e proteoglicanos que serve para reconhecimento, né? Essas, geralmente, ele tem uma multifuncionalidade. Então serve, primeira, desculpa, para identificação celular, né? As células têm isso ali como se fosse uma identificação delas. Servem para reconhecimento, né? Quem são essas células, de onde vem, auxilia na seletividade, né? O que vai entrar, o que não vai, né? E na permeabilidade. Tá bom?
Aqui, como eu falei, o Zé heterocílios, né? Estereocílios, na verdade, né? São uns cílios um pouco, um pouco mais denso do que os cílios que a gente encontra nos outros órgãos, tá? E eles têm essas ramificações, tá? E aí a gente vai encontrar, né? Principalmente aqui na região do, né, do epidídimo do testículo. E aí ele serve, ele auxilia na maturação, né? Aí do espermatozoide, tá?
Deixa eu passar aqui. Aqui, sabe para vocês, para a gente lembrar, né? E tá vendo são essas moléculas aqui que formam, que formam, que auxiliam, né? Na ancoragem, né? De uma célula com a outra, nessa questão das células justapostas, tá? Deixa eu passar aqui, que isso daqui não devemos.
Então, claramente, né? Quais são as características do tecido epitelial, né? Então, primeiro, são serve para revestimento de superfícies. Possuem justaposição celular, né? Coesão, elas são justapostas, células muito bem conectadas umas com as outras. Pouco material extracelular, pouca matriz extracelular. Presença de lâmina basal. Membrana polaridade estrutural e funcional. O que que é isso? A gente vê as células, como eu falei para vocês, em baixa basal, mas a região intermediária, a gente vê se elas exclamativas.
Nós temos os anexos do tecido epitelial, né? Então, tem que ter queratina, outros não. Tecidos possuem cílios, microvilosidades. Tecido, no caso ali, especificamente do tecido epitelial, cílios. E uma característica importante que são tecidos, todos desse detalhado, é avascular. Não possui vasos, tá?
A função: proteção, absorção. Então, proteção. Olha só, como eu falei para vocês, né? No caso da pele, a camada, opa, a camada de queratina. A pele. Temos absorção. Então, a vilosidade, no caso aí, por exemplo, a vilosidade intestinal, né? Que auxilia, né? Como vilosidades intestinais, auxilia aqui. Tem cílios. É que as vilosidades. E a gente tem aqui. E só auxilia na absorção.
Inscrição e transporte, né? Então, a gente tem lembrando, né? Quem faz todo o suprimento do tecido epitelial? Tecido conjuntivo. A gente vai ver que o tecido conjuntivo, diferente do epitelial, ele é vascularizado, muito bem vascularizado, inclusive, né? Então, o tecido, obviamente, epitelial auxilia no processo de inscrição, de transporte, de recepção sensitiva, né? Lembrando que a gente tem, por exemplo, na língua, epitélio da língua, a gente tem os corpos gustativos, que serve justamente.
Olha só aqui, né? Então, tem aqui a língua, bem bonitinho. E a gente tem esses corpúsculos gustativos, né? Que elas têm ali essas ramificações no tecido nervoso, que serve justamente para essa recepção sensitiva. Assim como também no sistema respiratório. A secreção, né? A gente tem a produção, por exemplo, de secreção epitelial. Um exemplo clássico: células caliciformes, né? Que produz muco, que a gente encontra tanto no sistema respiratório quanto no sistema digestório. É justamente, né? Para auxiliar no processo de inscrição.
Trocas gasosas, né? Se a gente for olhar lá, claro que a gente não vai ter tempo, né? A gente vai focar na região da boca, da paz. Mas o sistema respiratório, né? A gente tem lá no tecido epitelial, no sistema respiratório, a gente tem uma série de células específicas que auxiliam nas trocas gasosas, né? De ter as células epiteliais do tipo um, tipo dois, tipo três, produtos que auxiliam aí nas trocas. E o deslizamento, né? De superfície é auxilia, por exemplo, aí no caso do intestino delgado, né? Eu preciso que o alimento ele percorra todo o intestino para fazer absorção.
Bom, além disso, tá? Continuando no tecido epitelial, nós temos ainda alguns tipos de epitélios, né? Então, a gente tem epitélio de revestimento, que é isso que nós vimos até agora, que faz todo o processo de revestimento. E o epitélio glandular, o epitélio glandular é aqueles que formam as glândulas, né? Já viu teles simples pavimentoso, o cúbico. Vou mostrar só algumas. Trouxe aqui para a gente ver as imagens.
Tal pavimentoso, olha só, ela pavimentoso simples, telhal que reveste os vasos sanguíneos, né? Que a gente chama de endotélio. Vaso sanguíneo aqui dentro, né? A gente claramente vê, né, o sangue, as hemácias, eritrócitos passando aqui, ó. E aí revestindo o vaso, a gente tem o endotélio. Endotélio é uma camada de telhal simples e com células pavimentosas. É a mesma coisa, ó. Outro vaso, que no caso uma veia. Dentro do interior, a gente vê as hemácias, né, os eritrócitos. E revestindo a superfície desse vaso, né? Nós temos endotélio. E nada mais é que um tecido epitelial pavimentoso simples, que é a mesma coisa, né? Os capilares, bem achatada o núcleo dela, que é a mesma coisa, tá?
O cúbico, a gente tem a, como eu falei, né? No sistema renal, né? Então, a gente tem aqui, ó. Tá vendo, ó? Tecido de transição simples. A, desculpa, perdi aqui. E uma coisa, valeu. Cúbico simples, né? Então, a gente vê as células simples, ó. Claramente uma única camada. E cúbico cilíndrico, né? Ou colunar, tanto faz o nome, né? Tem alguns autores que adotam cilíndrico, outros autores que adotam o colunar, tanto faz, né? Então, a gente vê, como eu falei, essas células mais alongadas, né? O núcleo mais alongado, né? Porque tem muito aluno que fala: "Ah, mas dá para confundir o colunar, o cilíndrico com o cúbico?" Não, né? O cúbico dá para ver bem a diferença, elas bem arredondadas, né? Já o colunar não. Se elas são bem colunares mesmo, né? A gente vê como se fossem essas colunas. O núcleo dela, né? Geralmente são mais alongados. Te encontra no intestino. Aqui também outro epitélio simples, né? Olha só, uma camada só, claramente uma camada. E colunar estratificado, né? Como eu já mostrei para vocês, são vários extratos. Aqui é a mesma coisa, tá bom?
Deixa eu ver, a gente não perder tempo aqui. Olha só, presença de queratina, tá? Então, tudo isso aqui é queratina. Como eu falei para vocês, é que trata-se de uma pele grossa, né? Palma das mãos e dos pés, né? Que a gente vê essa espessa camada de queratina. Perceba, a queratina, ela é amorfa, né? Não tem forma nenhuma. Aqui a pele fina, né? Que tem uma camada de queratina mais, menos espessa. Essas, na situação da pele, especificamente, né? A gente vai ver nas células basais essas manchas, né? Que são as queratinas da pigmentação da pele, que são e quem produz essas queratinas? Lembrando, são os queratinócitos.
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Que produz a melanina. Isso daqui são as, falando bobagem, melanina, né? São os melanócitos. Lâmina basal. Aquelas, elas melaninas são essas manchas. Que essa imagem tá meio ruim. Depois eu vou colocar uma imagem melhor, tá? E nos especificamente na pele, nós temos ali umas uma especificidades, tá? A gente precisa de queratinócitos, de melanócitos, de células, uma série de outras células no tecido epitelial. Como não é o foco, a gente não vai entrar nisso, tá? Mas geralmente, quando a gente vê essas células basais, principalmente nas células basais, a presença dessa coloração castanhada são os melanócitos, tá? Que são as melaninas, né? São os ocelos que produzem a melanina. E a gente vê, né? Aqui, ó, essa células que produzem a queratina, que eu falei que tem um grão de queratina. Bom, não vou falar de renovação por enquanto. Deixa eu ver aqui.
Bom, de tecido epitelial, né? A gente basicamente é isso. Só um recordatório mesmo, tá? Para vocês. Você tem muita gente já, né? Não gosta da histologia ou já esqueceu. Sua bênção para a gente poder recordar, tá? Só para lembrar, porque a gente vai depois, vocês vão ter patologia, ele vai ter que ter isso bem, bem refrescado aí para a gente começar depois a discutir os processos patológicos, tá bom? Alguma dúvida em questão alta? Esse depitelial posso caminhar por tecido conjuntivo? Tiver alguma dúvida, por favor, coloque no site ou pode abrir, tá? Microfone aí, vocês podem perguntar, podem interromper à vontade. Tudo bem? Ela vai dar continuidade aqui. Depois o pessoal que chegou depois, tá? Nesse primeiro momento, eu vou falar, né, da histologia, né, básica. E depois a gente, no próximo, a próxima aula, acho que vai ser no próximo mês, né? A gente já entra na histologia específica mesmo. Não dava para eu começar logo com a específica, né? Porque aí depois, pode certamente, muita gente não ia ser recordar aí de alguns pontos que são importantes. Bom, dando continuidade, qualquer coisa, vocês fiquem à vontade para interromper. Compartilhar de novo. Tecido conjuntivo. Bom, vamos lá. Vamos lá falar um pouco do tecido conjuntivo, tá? Falamos o tecido epitelial, demos uma bela, uma bela recordação aí, né? Todos já viram isso uma vez na vida. Falando pouco agora do tecido conjuntivo. Um pouco mais complexo, né? E aí nós temos também algumas classificações. Então, nós temos o tecido conjuntivo que é o tecido conjuntivo, né? Não específico, né? Que está um tecido conjuntivo que nós chamamos de propriamente o tecido conjuntivo propriamente dito. E dentro desse, né, tecido propriamente dito, né? Nós temos ali umas características desse tecido. Então, nós temos o tecido conjuntivo frouxo, tecido conjuntivo denso, desse modelado e denso não modelado. Tá? Esse tecido conjuntivo propriamente dito é a base do tecido conjuntivo, ou seja, sem especificações. A gente vai encontrar esse tecido em monte de órgãos, né? Sempre é ele que vai falar, sustentando o tecido epitelial. Tecido próprio, tecido conjuntivo propriamente dito. E aí nós temos, em contrapartida, nós temos o tecido conjuntivo que são os específicos, né? Com propriedades especiais, né? Que nós vamos ter o tecido cartilaginoso, o tecido ósseo e o tecido sanguíneo, né? Porque eu coloquei alguns autores aí, é uma tem aí uma série de na histologia, histologia não muda, parou de abrir aqui, né? Deixa eu abrir aqui novamente, porque minha câmera acho que tá com problema. Pronto. Nós temos, existem alguns autores, alguns livros e principalmente quem for usar, né? Os livros de histologia mais antigo, considera o tecido sanguíneo como um tecido conjuntivo. Outros autores mais recentes dizem que não, né? Não vamos ter tecido sanguíneo. Tecido sanguíneo. Então, ainda existe essa controvérsia, ainda entre os histologistas que que trabalham com a nomenclatura, tá? Então, alguns autores consideram que o tecido, o tecido hematopoético, o sangue faz parte de um tecido conjuntivo, que é o tecido hematopoético. Outros dizem que não, né? Outra conversa, não faz parte desse conjuntinho. Mas, né? Depende do que vocês vão seguir fatores nessa situação.
Bom, características histológicas do tecido conjuntivo. Então, primeiro, diferente do tecido epitelial, ele tem material extracelular. Basicamente, tecido conjuntivo é composto por material extracelular, tá? Por matriz extracelular. Possui uma densidade celular menor, ou seja, tem menos quantidade de células, né? Até porque ali nós encontramos vários tipos celulares, né? Então, a gente vai ter desde células fixas, as células móveis. Células fixas são aquelas células que nós vamos encontrar no tecido conjuntivo e ali serão, são próprias do tecido conjuntivo. E células móveis, que são aquelas células que tem a capacidade de mobilidade, ela sai de, de, elas morre, né? Então, elas migram para um tecido para o outro, ela sai. E uma característica que difere bem do tecido conjuntivo e aqui no tecido epitelial, conhecido conjuntivo, nós temos muito vasos sanguíneos, vaso linfático, sistema nervoso. Então, a gente tem um tecido, ele é muito complexo, tá? Em relação ao nível celular, né? Lembrando que além de ser células fixas do tecido conjuntivo, né? Como fibroblastos, enfim, nós temos células móveis, né? Que a gente pode encontrar lá, por exemplo, linfócitos, células, macrófagos, que são células que se movimentam. A gente também tem as células específicas dos tecidos conjuntivos específicas. Por exemplo, a gente olha o tecido cartilaginoso, a gente vai ter os condroblastos, que são células específicas do tecido conjuntivo cartilaginoso. Vamos ver cada um deles.
E uma função do tecido conjuntivo propriamente dito, né? A base deles, sustenta, serve para sustentar todos os tecidos, principalmente desse epitelial. Preenchimento dos espaços. Então, ali a gente tem, né? A presença de colágenos, né? Presença de proteínas de sustentação. E serve também para o preenchimento, né? Serve para ali onde a gente vê durante o processo de cicatrização, a gente presença muito grande de tecido conjuntivo denso. Transporte e nutrição, né? Então, é ele que nutre esse epitelial, ele que auxilia no transporte celular. Defesa, porque que defesa? Imunológico, é? Mas a gente tem contra muito no tecido conjuntivo. Algum, por exemplo, lá no sistema digestório, o tecido conjuntivo, a gente tem o GALT, tecido linfático associado ao sistema gastrointestinal, que é nada mais que células, estava ali propositalmente inseridas, assim podemos dizer, se caso ocorra alguma lesão ou corra com uma invasão de um antígeno, eles são os primeiros a serem ativados, que são essas células de defesa. E reparo, né? Tecido conjuntivo auxilia muito nesse processo de cicatrização. Bom.
Então, a gente tem aí, né? O corte. Eu gosto muito dessa imagem. O corte de uma pele grossa. Olha que bonito. A gente tem aqui, ó. Tecido que era utilizado. Isso aqui é queratina, mas essa camada de queratina. E logo abaixo, dá para ver, olha só, de muito claramente, né? A divisão do telhado, tecido conjuntivo. Quem tá dividindo? Lembrando, basal, né? E aqui a gente tem, olha só, né? A presença do tecido conjuntivo. Dá para ver, né? Claramente aqui. Bateu o olho, só a diferença na questão, né? Da quantidade a nível celular. Aqui a gente tem muitas células. E aqui a gente tem essas células dispersas. Aqui a gente precisa observar por matriz extracelular, que a gente encontra uma quantidade grande de matriz extracelular. Da matriz extracelular, essa distância que a gente vê entre uma célula e outra. Então, tem uma célula aqui, outra aqui. Esse espaço entre uma série de outra é a matriz extracelular.
O que que nós temos também? Tá? Fica aí uma dica. Não é uma regra, né? Mas basicamente é uma dica boa que é no tecido conjuntivo. Lembra que eu falei? A gente tem tecido conjuntivo frouxo, denso, denso na modelada. Basicamente, logo abaixo do tecido. Isso aqui é o tecido propriamente dito, ou seja, né? O tecido conjuntivo básico, sem ainda suas especificidades. Quando nós temos o logo abaixo do tecido. Eu falei, não é uma regra, porque alguns órgãos fogem um pouco isso, são poucos, mas, né? Mas logo abaixo do tecido conjuntivo, para o tecido epitelial, a gente vai encontrar o tecido conjuntivo. Esse primeiro tecido conjuntivo, geralmente, ao tecido conju. Depois eu vou explicar a diferença de um para o outro. E aí, baixo, a gente pode ter o denso modelado ou denso para modelado. Tá? Mas logo aqui, essa primeira porção, logo abaixo do tecido epitelial, a gente encontra o tecido conjuntivo e tecido conjuntivo frouxo, tá? Olha aqui, mesma coisa aqui, ó. A gente vê, né? Tecido epitelial, bonitinho aqui, ó. Não tem queratina, estratificado, não queratinizado, né? E aí a gente observa aqui, ó, a membrana basal. E logo abaixo, tecido conjuntivo. Então, esse tecido conjuntivo, né? Esse primeiro, a primeira porção do tecido conjuntivo que a gente vê logo abaixo desse epitelial, ele é um tecido conjuntivo frouxo. E logo abaixo, aí vem, né? Dependendo do tecido, tu pode entender isso modelado. Aqui, por exemplo, é a figura do lado da mucosa bucal, de revestimento. A gente tem aquela epitelial, terceiro conjuntivo frouxo e tecido conjuntivo denso não modelado, tá bom?
E aí, o que compõe, né? Qual a composição do tecido conjuntivo? Então, nós temos no primeiro momento as células que vão compor o tecido conjuntivo. E depois, as substâncias que nós encontramos ali na matriz extracelular. Essas substâncias intercelulares que vão compor a matriz. Quem são as células que compõem o tecido conjuntivo? Então, nós temos fibroblasto, que são células fixas, que são células que vão produzir as fibras, fibras principalmente colágeno, que é uma quantidade grande que a gente tem ali. Nós temos as células, as fibrablastos, né? Que são células fixas. E os adipócitos. A gente vai encontrar no tecido conjuntivo propriamente dito, células fixas que são sempre estar ali. E depois, nós vamos ter as células móveis, que são os macrófagos, os plasmócitos, mastócitos, leucócitos, linfócitos do tecido, tá? Que são células que são que conseguem se mover, né?
E aí, nós temos substâncias intercelulares, né? Que são as fibras. Fibras elásticas, fibras articulares, fibras colágenas em grande quantidade. A gente vê no tecido conjuntivo, né? E a substância fundamental amorfa, que é uma substância sem que a gente vai encontrar uma série de outras proteínas ali. A gente tem ela, meninas, a gente tem, enfim, metaloproteases, quanto é uma série de proteínas, enzimas ali, que vai dar a água, que vai dar a composição dessa substância fundamental amorfa, tá? Que leva esse nome porque não tem forma. E a gente, quando vai analisar isso, a gente encontra uma série de proteínas, enzimas e tudo mais ali. E o plasma intersticial também, aí também temos a apresentação, a presença da. Então, o principal constituinte do tecido conjuntivo é a matriz extracelular. A matriz, ela é constituída por, né? Proteína, substância fundamental amorfa e a presença de fibras. E claramente, a gente consegue ver isso na histologia, bem de maneira bem arcaica, né? Não dá para a gente analisar essas moléculas na histologia, mas a gente consegue identificar, por exemplo, acúmulo de colágeno, acúmulo de fibras articulares. Mostrar algumas imagens para vocês, tá bom?
Aí nós temos as células, né? A principal célula do tecido conjuntivo são fibroblastos. São produzidos alguma coisa do conto é cartilagem, osteoblastos, né? São células que dão origem a absorção do casco para formar o osso. E fibroblastos da origem as fibras, produzem as fibras, tá? Então, a gente tem o fibroblasto. São células bem que a gente conta bastante no tecido conjuntivo. Elas são fáceis de identificar porque elas são células que elas são alongadas, né? Como tá aqui, ó. Nela que dá para beber que a microscopia é de monofluorescência, né? Que a gente chama de FISH, que serve para. Olha só, né? Cada, cada ponto, né? Cada compartimento celular é marcada de uma, de uma cor, né? Dos marcadores. Vai para o microscópio de fluorescência, a gente vê isso. A gente tem o núcleo marcando de azul, citoplasma de verde e a membrana plasmática de vermelho. A gente pode ver são fibroblastos também achatados, núcleos, como eu falei para vocês, o núcleo sempre leva a forma da célula, então da célula é achatado. Possui muito, como são células que produzem fibras, então retículo endoplasmático rugoso, complexo de Golgi, muito bem desenvolvidos. E as células que vão ficando mais velhas, né? Que vão morrendo aí por apoptose ao longo do tempo, são os fibrocitos. Os fibrocitos são células menores do que os fibroblastos, né? Então, eles já têm ali uma composição bem menor, né? Já são bem, bem caminhando aí para uma morte celular. Então, a gente havia fragmentação nuclear, tudo mais. Esses fibrocitos, fibroblastos mais velhos. Essa.
Então, olha só, né? A diferença. Aos que nós temos os fibroblastos. Então, são células achatadas, né? A presença maciça de retículo endoplasmático rugoso, de complexo de Golgi, bastante mitocôndrias que produz fibra. Então, ela tá em constante produção bioquímica, né? Importante função bioquímica. Esses fibrocitos, né? Como eu falei, são bem menores, né? Então, a gente já viu um pouquinho mais achatadinho, fragmentação de células mais velhas, tá? Então, dá para diferenciar na histologia, tá? Depois de muito treino, dá, né? Mas no primeiro momento, a gente consegue identificar.
Outras células que nós encontramos, né? É uma célula bem, bem importante para tudo, né? Cada dia mais a gente descobre muita a multifuncionalidade dos macrófagos. A todo momento, né? Sempre surge uma nova aí, uma nova pesquisa, uma nova descoberta sobre os macrófagos. Os macrófagos são células grandes, né? São células que costumam fazer analogia, são os lixeiros dos nossos, do nosso corpo, né? Porque são células, principal função, a principal, né? A gente lá atrás do fator, quando eu estudei, né? Alguns anos, era muito como a gente só ter a macrófago função fagocitar, né? A gosto. Hoje não dá para dizer que ele é só isso. Ele tem inúmeras funções, produz uma série de proteínas, enfim, ele tem uma funcionalidade, uma própria, uma célula que me encanta bastante, porque a gente vê aí a presença dele. Hoje, sabe que vocês terem ideia, antigamente achava-se que macrófagos era importante, por exemplo, importante um processo tumoral, né? Macrófago ali nos tumores era uma coisa interessante, o corpo tá tentando reagir de uma certa forma. Descobriu que não, né? Que macrófago, as muitas vezes, dependendo do tumor, ele facilita metástase. Então, cada dia mais as cobras sobre muito sobre os macrófagos, né? Então, mais basicamente aqui no tecido conjuntivo, a função dele, só para gostar, gostar. São células, né? Que vão recolhendo ali, vão fagocitando antígenos. Também são células, né? Que atuam mais aí no sistema imune, né? Como apresentadora de antígeno. Essas células que se comunicam muito bem com os leucócitos. Tanto que, né? Lá no sangue, né? Isso originam dos monócitos, né? Então, nós muitas vezes se diferenciam e macrófagos para fazer uma função macrofágica, para, né? Ou fazer uma apresentação de antígeno, fazer uma fagocitose. Macrófago é muito fácil de ser identificado na histologia, tá? Porque eles são células grandes, né? Então, olha só, olha no tamanho do núcleo dessa célula, né? Que é uma microscopia, é uma coloração de Giemsa. E aí, olha só, dá para ver claramente, né? Olha só como ele é um do tamanho do núcleo. Lembra, lucro leva o formato da célula. Desse tamanho, a célula também, ela é bem grande. Aqui é a mesma coisa, né? Que é interessante, macrófago que acabou de fagocitar. Então, esses grânulos que nós temos aqui dentro do citoplasma são grânulos fagocíticos. No tecido conjuntivo, ah, não encontrei. Claro, lembrando que ele é uma célula móvel, né? Então, às vezes ele vale por ter sido conjuntivo quando ele é recrutado para isso, tá?
Os plasmócitos, né? Também são células móveis, pertencentes ao sangue. Ele possui um núcleo excêntrico, deslocado, lucro mais na periferia da célula, né? Sempre vai encontrar. Então, olha aqui, né? Ele contra aqui, ó, bem na periferia celular, né? Então, que tá citoplasma, que vai encontrar ele ali, tá? São originados dos linfócitos. Desde a função dos plasmócitos é produzir anticorpos. Então, a gente encontra plasmócitos no tecido conjuntivo. Novamente, reforça, depende se tiver um processo inflamatório ali acontecendo, possivelmente a gente encontra os plasmócitos. Tirar o tecido conjuntivo sem nenhuma alteração, pouco provável que a gente até, né? Se a gente olhar atentamente um ou outro, a gente encontra ali, mas pouco provável, tá?
Os mastócitos são células também fácil de ser identificadas, né? Porque eles são células críticas, possuem granulomas, tá? Então, todo esses grânulos que a gente vê aqui, ó, dessas grânulos de histamina, heparina, porque eles têm uma ação vasodilatadora, anticoagulante. Tem estaminas auxiliando todo no processo de vasodilatação, né? Principalmente no processo alérgico. E aí, heparina, no anticoagulante, tá? Então, também são células presentes, pode, do conjuntinho.
Os monócitos, conhecidos também como polimorfos nucleares, que leva esse nome, né? Poli, muitos, morfo, de morfologia nuclear. Então, são células, possuem umas diferenças nucleares grande, né? Na morfologia nuclear. Eles têm uma função de fagocitose. Então, a gente pode encontrar tecido no tecido conjuntivo, principalmente quando eu tenho ali uma, um processo inflamatório de vinda de uma bactéria, um processo também infecção bacteriana, a gente dele em excesso, inclusive ali no tecido conjuntivo. Ele tem esses núcleos, né? Um pouco aí desmórficos. E os linfócitos, tá? Tudo depósito, basicamente, ficaria circundando, sai do sangue, vai para o tecido conjuntivo, sai do tecido conjuntivo, faz toda a quimiotaxia pro vaso novamente. Eles têm, é muito mais fácil da gente encontrar, inclusive em fotos, tá? Postos dele, fotos do T. Lembrando, né? Participante todo um processo altamente complexo, sistema imunológico.
Os eosinófilos também é um Pnmalte nuclear, também possuem, né? Grânulos nos seus citoplasma e auxiliam também no processo, né? De acesso alérgico e parasitário. Como a gente vê os eosinófilos, por exemplo, intestino, tecido conjuntivo do intestino, a gente vê alguma presença ali, claro, se tiver uma infecção prazer parasitária, bastante. Se estiver pouca infecção ou nenhum tecido conjuntivo simples, a gente não vai ter dessas células ali.
Os neutrófilos também função de fagocitose. Basófilos produzindo heparina, estamina. E os adipócitos, que são células fixas, né? Que são células que, desculpe novamente, que são células que que dão sustentação, né? As respostas. Tem uma outra funções também ali molecular que tem sido descobertas, né? Mas a realidade, nesse caso do tecido conjuntivo, tá mais mesmo aí, né? A função de sustentação do tecido conjuntivo e até acúmulo, né? Ela acaba ali sendo um reservatório energético.
Bom, as fibras, né? Que que a gente encontra aí, né? Além do das células, todas essas que nós vimos, né? Só um parêntese, são células fixas, tá? O que que nós vamos encontrar, né? Na matriz, as fibras. As fibras presentes na matriz extracelular, que estão as fibras. Fibras colágenas. Tecido conjuntivo, então, a gente encontra colágeno tipo 1, colágeno tipo 2, colágeno tipo 3, colágeno tipo 4. Colágeno tipo 1, né? A gente vai encontrar ela, esse tipo de fibra colágena produzindo fibras em forma de fibras e feixes, né? Aonde nós vamos encontrar excesso dessas fibras do tipo colagem do tipo. Mas tem dois na pele, os ossos. Já o tipo 2, só eles têm um formato como tá aqui, de fibrilas, tá? A gente encontra nas cartilagens. Do tipo 3, né? Forma de fibras articulares, né? Um pouco mais densas, menores. A gente vai encontrar que dá, são peças fibras, principalmente colágeno tipo 3, que são responsáveis por toda uma sustentação forte, né? E auxiliar e também na manutenção daquele tecido. Então, a gente encontra em órgão telhares como fígado e incl glândulas endócrinas, né? A gente vê, podem ver, né? São órgãos que produzem, que secretam algo, alguma coisa. Então, né? Possui bastante fibras esse tipo de clima de colagem do tipo 3. No sistema hematopoético, então, basta ele for no outro, medula óssea, né? A gente vê bastante também. E a modificação, né? No caso, tá no volume e forma do outro, a gente encontra bastante colagem tipo 3. E o colágeno tipo 4, elas vamos encontrar lá na lâmina basal, técnica de colágeno que a gente encontra ali na lâmina basal, formando a membrana.
Bom, as fibras elásticas, né? São aquelas, obviamente, a gente vai encontrar em tecidos que precisa dessa mobilidade, né? Porque são fibras que elas cedem, né? E retornam. Então, elas têm essa, essa facilidade de auxiliar da movimentação dos tecidos quando precisa. Então, a gente vai encontrar, por exemplo, em artérias que fazem construção, no vasodilatação, nos pulmões, os ligamentos, em tecidos, possuem bastante cartilagem, por exemplo, tá? Muito como a gente encontrar a presença das fibras elásticas. E aqui, tá umas imagens que eu coloquei aqui, ó, tá das fibras, né? Então, dá para a gente ver, né? Pergunta assim: "Ah, dá para identificar?" Óbvio que aqui a gente tem colorações específicas, né? Mas dá para a gente identificar quando eu tenho ali a presença de uma, principalmente fibras elásticas e fibras e colágeno. Então, a gente tem aqui, ó, o colágeno. Colágeno são essas fibras mais densas, taças que estão coradas de rosas, aqui mais grossas, mais tensas, né? São colágenos. Essas mais finas aqui são as elastina, tá? Dá para ver o colágeno aqui, ó. Tem prazer articulares, como eu falei, elas são menores. Esses pontos escurecidos, tirando aqui, isso aqui é núcleo, tá? Tudo marcação específica que tem marcação específica para colágeno, aqui na marcação específica para fibras articulares. Então, a gente pode ver aqui, ó, esses pontos fios todos aqui, ó, são que tá apontado nas setas, são fibras articulares. Elas são, claro que comparado com essa foto micrografia aqui, elas são novamente, minha câmera, elas são em comparação com a primeira foto micrografia, né? Elas aqui são, aqui eu tenho um aumento maior, tá? Que tá no objetivo de menor aumento. Então, claramente, né? Elas são bem, né? Mais densa do que as fibras colágenas, tá? São menores em tamanho, mais densos, espessura. As fibras elásticas, né? Não dá nunca para errar, porque ela tem esse formato de filme. Elas são geralmente de formas onduladas, né? Então, aqui também ela faz esse movimento aqui, olha só. Esse é uma microscopia. Aqui as três fotos micrografia que eu tenho marcações específicas. Então, tem marcação específica para colágeno, para fibras articulares e para fibras elásticas. Aqui não. Aqui eu tenho uma histologia básica. Hi, né? E aí, olha só, né? A dica que a gente quer sempre. Dora vai para histologia. Preciso, né? Identificar se tem fibras colágenas ou não, ou como que tá esse colágeno. Não, o que que eu faço? Eu vou e olho, né? O como se fosse esse porrão que a gente vê, né? Como se fosse como a imagem tivesse, às vezes os alunos fala: "Não, microscópio cortou, limpando aqui é objetiva, porque parece que o microscópio tá embaçado." Não, não é, né? É exatamente isso. Isso é quando eu tenho olho para matriz extracelular. Então, aqui tem, ó. Isso aqui é o fibroblasto, um linfócito, aqui um fibroblasto bem bonito. E aí, quando eu olho, né? Tá vendo aqui, é tudo matriz, né? Espaço entre as células. Eu tenho a matriz. Quando eu olho e vejo, né? Que tá, tem uma coloração rosa, mas essa coloração, ela não é tão forte. E ela, para mim, quando eu observo, ela tem ali essa situação, né? Como se tivesse embaçado, como se tivesse desfocado. Isso é acúmulo de fibras colágenas, tá? Fibras elásticas, né? Não tem fibras articulares. É um pouco mais difícil ver na microscopia óptica, mas olhar com um olhar bem atento, a gente consegue identificar.
Bom, substância fundamental amorfa, né? O que que é isso, né? A gente tem ali, como eu falei, a água, né? Que é uma formato de gel. Serve, né? Como veículo de passagem de células e moléculas. Auxilia, né? O movimento das células móveis. Serve também como barreira a microorganismos, porque dentro dessa substância fundamental amor tem a produção de uma série de substâncias. São produzidos pelas outras células, pelos fibroblastos, pelas macrófagos, todas essas células que nós vimos. Então, eu tenho ali, por exemplo, muitas vezes, eu tenho moléculas que, caso, por exemplo, entre um microorganismo, uma bactéria, ele acaba, né? Dificultando a proliferação desse microorganismos. Tem os proteoglicanos, né? Que são proteínas mais carboidratos, que serve aí para auxiliar a sustentação do tecido. A glicoproteínas, fibronectina, ela, meninas, também que serve para dar sustentação e a manutenção de todo o tecido. E líquido tissular, né? Que a gente tem aí a presença de água, né? Bom, o que que nós temos aqui, na além disso, a gente tem, né? O plasma, né? Que é o restante de água livre que estão ali, né? Que tá presente ali no tecido. Lembrando, tudo é construído basicamente por água. E aí nós temos, né? Essa, essa, esse controle de pressão hidrostática e hidrostática e pressão osmótica, né? Para controlar a quantidade de água nos tecidos e nos vasos, tá bom?
Bom, aí nós temos, então, vamos agora classificar. É basicamente, olhamos todos os tecidos que nós temos, né? Todas as características dele do tecido conjuntivo, células, que são fibras, como a gente identifica as fibras. E agora vamos falar um pouco de cada um desse tecido. Então, tecido conjuntivo frouxo, né? Porque que ele leva esse nome? Porque existe um equilíbrio entre as células e as fibras. Então, tá tudo meio que basicamente claro, né? Não é 100% de um equilíbrio, né? De cada parte, mas a gente observa que existe ali, né? Uma travada aqui de tecnologia. Existe basicamente, né? Um equilíbrio entre as células, do equilíbrio entre as células, entre a quantidade de fibras e substância fundamental amor. Tá? Por isso que a gente chama ele de tecido conjuntivo frouxo. Não dá para discernir ali se tenho mais células. Claro que dentro de uma histologia normal, tá? A gente olhar na histologia alterada, uma patologia, uma em processo inflamatório, cicatrização, isso altera toda a situação. Ela sempre de uma questão normal, onde a gente vai encontrar, como eu falei para você, lembra? Sempre apoiando tecido epitelial, né? Então, sempre depois debaixo do epitélio, com raras exceções que eu digo, raras, porque às vezes é tão pequeno, por exemplo, estômago, a gente toma gástrico, quando a gente olha, a gente tem pouquinho, dependendo da região do estômago ali, no anta, a gente vê bem pouquinho a presença do tecido conjuntivo frouxo, tá? Bem quase que imperceptível, tem que ter um olhar bem atento aí. Ah, não tem, é tecido conjuntivo, mas todo tecido epitelial, mesmo que seja às vezes imperceptível, né? Ele está sendo apoiado por um tecido conjuntivo frouxo, tá? A gente vê entre as fibras desse tipo de tecido, entre as fibras musculares, tecido muscular, entre as fibras nervosas, em volta dos vasos, porque ele dá essas, né? O qual a função desse tecido conjuntivo frouxo? Realmente é real sustentação. Vocês têm, ele dá uma sustentação forte para os outros tecidos. Então, a gente vai sempre encontrar, né? Principalmente em tecidos que precisam desse, desse suporte, como tecido muscular, que tá ali sempre, né? Revestindo pressão, tem sistema nervoso, né? Porque tem toda aquela questão de sinapses, trocas, enfim, ao redor dos vasos, né? E nos órgãos. Então, a gente vai encontrar aí, né? Quase, como eu falei, tecido conjuntivo aí frouxo em vários e várias situações.
Bom, então a gente vê aqui, ó, esse tecido conjuntivo frouxo, né? Então, a gente vê a quantidade de células são fibroblastos, dá para ver bem ali, bem achatadinho aqui, ó, tá? Então, fibrablastos, né? Aqui a gente são fibroblastos. Aqui eu tenho uma transição, já é um fibroblastos chegando aí na terceira idade já, né? Diferenciando fibrocito, mas aí ele tá ativo, eu consigo pelo citoplasma, ele tem isso aqui, eu vejo que ele tá um pouco mais ativo, mas tá nessa transição, tá? E aí que o espaço, né? Substância fundamental amor. Olha só, tá vendo como eu falei para vocês, ó, que é uma substância aqui é uma extracelular, certo? Essa região aqui, ó, ela tá, tem roupa, né? Na região que nítida para mim, né? Isso aqui é colágeno. Sei que aqui tenho aqui a presença, né? Aí de repente de uma coluna de fibras colágenas, aqui também, ó. É assim que a gente consegue ver são microscopia óptica normal, tá? Que a presença, ó, isso aqui é um linfócito que tá perdido aqui. Bom, já. E aí, ó, né? Observa, tenho bastante células, bastante intensidade celular, bastante células aqui, né? Tenho, né? Toda essa presença de colágenos, de fibras. Então, dá para ver fibra da colagem na Quina da colágeno aqui, aqui, ó, essa região aqui, ó, né? Para declaramente. E fica meio, né? Como se tivesse olhasse no microscópio, ela tá querendo buscar o foco, porque nunca vou achar, né? Porque parece que ele tá desfocado, mas não é. Presença, acúmulo de colágeno. Então, perceba que eu tenho uma quantidade, né? Na celularidade, né? Número de células. E tem uma quantidade quase que em equilíbrio de substância fundamental, tá ali, né? Então, isso é um tecido conjuntivo frouxo.
O conjunto do conjunto tecido conjuntivo denso. Por que que ele leva esse nome? Dentro, ele tem uma densidade de fibras colágenas. E a gente tem o tecido conjuntivo denso, disposto de duas maneiras: o tecido conjuntivo denso modelado e denso não modelado. A gente vai encontrar as fibras plásticas. Agora, vamos olhar para as fibras, né? Propriamente para as fibras, a gente vai ter, né? Elas em formas paralelas, do ladinho da outra, né? Então, por exemplo, não tem. Então, passa a histologia de tendão, fica bem bonito. A gente vê as fibras, as fibras colágeno assim, seguindo sempre na mesma direção, tá? Então, paralela do lado da outra. Já por isso que ela é bem se modelada. Ela tá moderna, porque tem uma densidade de tecido conjuntivo grande. E modelada, como se tivesse modelando eles, né? Estivesse ele organizado. E o tecido conjuntivo denso não modelado, já é o contrário, né? Eu tenho ali, ele é denso, porque tem uma grande quantidade de tecido conjuntivo, mas ele não segue ali uma regra, né? Vamos dizer assim, ele não tá organizado. Então, eu vejo as fibras entrelaçadas, entrecruzadas. Eu vejo ali uma certa bagunça, né? De tecido, de tecido de fibras colágenas, tá? E a gente encontra aí, né? Por exemplo, na pele. Na pele, olha só a diferença. Claro, né? Fica aqui é o tendão, né? Do tecido conjuntivo. Eu não tenho mais histologia do tendão, né? Então, eu vejo aqui, ó. Isso aqui é fibras colágenas, tá? Tudo que tá esse de rosinha aqui é matriz extracelular. Então, eu tenho aqui também, olha só, né? Fibroblastos, né? E aí, eu tenho seguindo sempre a mesma direção aqui, né? Eu já tenho, olha só, né? Modelar. Perceba que elas, né? Tem aqui, é uma coloração específica, tá? Para tecido, para colágeno. Tudo que tem azul aqui, ó, tirando esses pontos escurecidos que são os, né? Tudo que tá é azul é tecido, é colágeno. E aí, observa, né? Ela não segue um padrão, né? Tem fibra que tá indo para cima, outra que tá vindo para baixo, tá? Tem que fazer aqui, ó, por exemplo, tem desse lado, né? Que tá vindo para uma outra posição aqui, tá levantado. Talvez esse é o denso não modelado, tá? Dá para ver na histologia, dá. Depois eu vou mostrar para vocês, né? No atos ali, a gente vai conseguir ver isso um pouco melhor, tá? Só para vocês entenderem que denso não, esse caso uma série de confusão, tá? Denso modelado, eu tenho primeiro diferença de positivo frouxo de denso. Denso, grande quantidade de tecido de fibras colágenas. Frouxo, não. Um tecido conjuntivo frouxo, eu tenho lá a uma quase que uma quantidade entre células e tecido e matriz, tá bom?
Tecido conjuntivo elástico, né? Aonde eu tenho ali aquele tecido conjuntivo, né? Aonde eu tenho uma grande predominância das fibras elásticas. Vai depender, né? Do tecido, né? Da função que esse tecido exerce, né? Que o órgão especificamente exerce. Por exemplo, onde a gente vai encontrar artéria de grande calibre, né? Porque elas precisam. Ligamentos intervertebrais, que eu preciso dali de uma certa, né? Mobilidade elástica, podemos dizer assim, daquele homem. Então, olha só a presença, né? Das fibras elásticas. Olha só que uma coloração específica. É um tecido conjuntivo onde eu tenho uma predominância grande de fibras. Aqui, claramente, é um tecido conjuntivo denso não modelado, né? Porque eu vejo, olha só, olha as fibras colágenas, colágeno que tá de rosa, né? Marcado de rosa. Olha só aqui, né? Veja as fibras vindo de um lado para o outro, entrelaçadas, intercruzadas. Então, aqui é a mesma coisa que tá de rosa aqui é tecido, colágeno. É o que tá mais escurecidos aqui, né? Mas esses fios menor, fibras elásticas, elásticos, tá? Mas veja que eu tenho uma predominância de fibras, seja as elásticas ou colágenas. E a fibras colágenas, ela tá aí, né? Um pouco mais desorganizado. Bom, aí nós temos o tecido conjuntivo, né? Isso, claro, olhando pela questão do aí, a gente tem a fibra. O tecido conjuntivo reticular, que é onde, obviamente, eu vou ter a predominância das fibras reticulares. Lugares, os órgãos são os órgãos poéticos, glândula adrenal, né? Que também precisa de grande sustentação, tá? E aí a gente vai ver as fibras reticulares. Tem, tem, olha só, né? Tem uma característica bem diferente das outras vidas, da sua organização.
Porque a gente observa ela como tá aqui nessa ilustração, a gente observa as fibras articulares. Elas não estão dentro das células, mas elas estão entre as células, tá? Elas estão, obviamente, na matriz extracelular. Mas a gente encontra ela, como a gente pode observar claramente aqui, lá nos cortes da adrenal, né? Que tem uma grande quantidade, precisa de um órgão que precisa de uma grande sustentação. A gente observa, é tudo que está aqui escurecido são as fibras articulares e elas claramente, a gente observa um excesso dessas fibras entre as células. É uma característica da fibra reticular.
Bom, o tecido conjuntivo mucoso, né? Olha lá, é onde nos interessa aqui, ao predomínio de substância fundamental amorfa, né? Aonde a gente vai encontrar na polpa dentária, né? Principalmente nos dentes Job, né? Dente mais novos e no cordão umbilical, né? No caso aí tem o nome específico. Olha só, né? Então a gente vê aqui, ó, né? A presença de conjuntivo mucoso, né? Aonde nós vamos ver essa aqui é o corte do cordão umbilical, do cordão umbilical e a gente vê a presença claramente, né, de um tecido conjuntivo mucoso, né? Ele tem um aspecto, né, mais de muco, pouca celularidade, tá bom?
Aí aqui a gente tem, então, essa é uma imagem que eu até uma outra aqui que eu gostava mais, mas essa aqui é bem interessante que a gente vê o que é o tecido conjuntivo, né? Então a gente vê a presença, ele tem uma grande quantidade de células, de fibras, né? O tecido bem importante, tá? Presença de vaso tal que a gente tem um vaso aqui, ó, dá para ver endotélio, presença de fibras colágenas, macrófagos, ou seja, ele é um tecido bem, né, com uma série de funções, justamente pelo fato de ter uma grande, carregar consigo uma grande quantidade de substâncias, de células e tudo mais.
Lembrando, né, nem sempre vou ter todas as células ali, as células móveis, né? As células fixas, assim, tecido conjuntivo, macrófago, agora linfócitos, as células fibroblastos, com certeza também terei, né? A fibroblastos aqui envolvido, né? Bem bonito aqui, ó. A gente às vezes encontra isso envolvendo uma fibra colagem, tá bom? Novamente, isso lembrando, né? Tô tentando só trazer para vocês alguma, algumas recordações, tá? Porque eu sei que vocês já viram isso um dia na vida, tá bom? Deixa eu só dar uma olhada no chat aqui, alguma pergunta? Estou falando muito rápido? Vocês têm alguma coisa para colocar? Fiquem à vontade.
Bom, então dando continuidade aos tecidos básicos, né? Vamos falar um pouco do tecido cartilaginoso na histologia, um pouco desse tecido que e aí eu vou, né, já pegar, falar do tecido cartilaginoso, já entrar no tecido ósseo. Lembrando que esses tecidos, né, são derivados da mesoderma. Depois eu vou entrar, deixar embriologia por último, né? Para a gente poder ter esse olhar, né, de onde originou, quais os olheiros germinativos são germinados os determinados tecidos, né? Mas só dando um parêntese, né? Esses tecidos são originados da mesoderme. Então os tecidos cartilaginosos e ósseos são originados do tecido.
Bom, nós temos, vocês estão conseguindo me ouvir bem? Não sei se está no microfone está bem. Obrigado, Lívia. Bom, então o tecido cartilaginoso, né? Então, como eu falei agora, a gente sai dos tecidos conjuntivos básicos e vamos para o tecido cartilaginoso. Então ele é uma origem, ele é uma forma especializada, né, do tecido com o tecido conjuntivo. E a função desse tecido, principalmente, o suporte aos tecidos moles, revestimento das superfícies articulares, absorção de choques mecânicos, facilitação, né, auxilia no deslizamento dos ossos, essencial para a formação dos nossos longos do corpo, né? Então, e a regeneração da cartilagem, né? Ela é mais fácil devido mais jovem, pouco mais difícil no indivíduo adulto, né? E a histologia que nos interessa, o tecido cartilaginoso é uma histologia bem simples, né? Eu acho que o tecido cartilaginoso, dentre todos os tecidos existentes, são tecido mais simples que tem em relação à sua histologia.
Então, o que que nós vamos encontrar ali? As células específicas, lembrando um parêntese bem grande, que as células móveis, como elas são móveis, elas podem estar em qualquer tecido com um pouco de exceção ali do tecido epitelial, né? Embora às vezes a gente pode encontrar ali algumas células migrando para o tecido epitelial. Então, tirando as células móveis que elas podem estar, né, onde elas onde elas tiverem que ser recrutadas, o tecido cartilaginoso tem basicamente um tipo celular fixo que são os condrócitos, né? Então, quando vem, né, faz referência à cartilagem, aí "cito" as células. Então, condrócitos, células da cartilagem. Possui uma matriz extracelular bem especializada. A gente encontra bastante matriz extracelular ali, né? Só as células que desse tecido especificamente que são um pouco mais, possui uma certa organização que nós vamos ver ali, que são algumas lacunas. Ele tem, ele é bem, é um tecido, né, avascular também, sem rede sensorial linfática. A gente vê, né, ele sendo também, acaba sendo nutrido pelo tecido conjuntivo propriamente dito, né? E a nutrição, né, que é justamente esse ponto para ele ser avascular, ele é nutrido pelo tecido conjuntivo propriamente dito que envolve todo o tecido cartilaginoso, que é chamado de pericôndrio. Tá? E aí nós também temos a presença ali no líquido sinovial, né? Que estão, a gente encontra nas cavidades articulares e a gente vai observar, né, a formação dessas células muito organizadas em cavidades, em lacunas, né? Onde a gente vê a presença dos condrócitos. Vou mostrar tudo isso para vocês.
Os tipos de cartilagem que nós encontramos: a cartilagem hialina, né? Cartilagem, cartilagem elástica, cartilagem fibrosa. Bom, a cartilagem hialina, então, ela é derivada, né, do mesoderma intermediário. É o tipo mais frequente. A gente encontra bastante, né, na presença, é uma cartilagem bastante frequente que a gente mais encontra nos tecidos, esse tipo de cartilagem hialina, né? E também nós temos ali, né, a fresco, a gente observa na histologia que esse, ele tem uma forma mais azulado, azulado, mais translúcido. Esse tipo de cartilagem é o que forma o esqueleto do embrião. Então, a gente já começa a ver a presença dessa cartilagem logo ali na no processo gestacional, né? Processo da formação do embrião, né? Então, tem o primeiro formação da cartilagem, depois essa cartilagem vai sendo substituída pelo processo de ossificação pelo tecido ósseo. E ela é responsável pelo crescimento também dos ossos longos, né? Localizado na epífise e diáfise. Essa é a cartilagem, então, hialina. Ela é bem característica.
Aqui nós temos, olha só, o tecido conjuntivo, né? Propriamente dito, né? Que é, né? Que recobre, né? Este acaba estando na superfície dessa desse tecido cartilaginoso, que é o pericôndrio. Aqui, ó, tem, né, tecido que é propriamente dito conjuntivo. E aqui também, né? Então, a gente vê esse tecido conjuntivo, a cartilagem, cartilaginoso, é o pericôndrio. E nós temos, né, uma uma situação bem interessante que as células desse pericôndrio, né, ela acaba se diferenciando em condrócitos. Então, a gente vê a presença de fibroblastos aqui, ó, que acaba, olha só, né? Quando ele, ele começa a migrar para a cartilagem, essas células se diferenciam em condrócitos. E os condrócitos, elas vão formando lacunas, né? Então, aqui quando eles estão isolados, os condrócitos isolados, eles estão, eles são jovens. Então, a gente vê aqui, ó, o condrócito isolado. Aqui, aqui ele já começando a formar essas lacunas, aqui, tá vendo, ó? A gente vê essas lacunas aqui. Então, ele tá aqui, tem essa lacuna aqui, o núcleo aqui, o citoplasma, dá para ver bem aqui, uma rosinha bem clarinho, é que é citoplasma, que essa região aqui, ó, em volta, essa parte mais esbranquiçada é uma lacuna. Eles acabam se dividindo aqui também, ó, tá vendo? Tem uma situação bem interessante que tem um condrócito com dois núcleos. Certamente, ele está no processo de divisão celular para formar, né, essa essa lacuna. Então, eles acabam, essas células acabam se dividindo e elas acabam permanecendo dentro dessas lacunas. Então, a gente pode encontrar um condro ou melhor, condrócitos em cada lacuna de 2 a 7 condrócitos, né? E a gente observa isso. E todos os condrócitos, né, a gente diz que são isogênicos, porque são das mesmas linhagens genéticas, porque todos os condrócitos que estão na mesma lacuna, advém de uma única célula que se divide, tá? Então, aqui quando a gente vê isolados, olha aqui, ó, nesse processo aqui, tá bem bonito também, ó. A gente vê todo o processo de transição. Então, ele já saiu do tecido conjuntivo propriamente dito, já migrou por ter sido cartilaginoso, ele está sofrendo processo de diferenciação em condrócito. Tá? Aqui a mesma coisa, aqui, ó. Essas regiões, a gente observa ele migrando, bem, bem, bem característico de fibroblastos que também vai dando a sustentação, né? Então, esses fibras que estão aqui, eles vão acabando, acaba produzindo matriz extracelular de colágeno para a matriz extracelular da cartilagem. E depois eles, conforme vem migrando, eles vão se diferenciando. Olha aqui, é o processo bem bonito aqui, ó. Tem um fibroblasto e aqui ele já, né, outro fibroblasto aqui, que já está no processo de diferenciação em condrócito. Tá? Então, essa característica aqui, ó, tá vendo, ó? A gente pode observar bem isso. A região entre uma lacuna e outra, isso tudo é uma lacuna. Um, dois condrócitos da lacuna. Também tem dois condrócitos. O núcleo dessa, cadê? Exatamente, ele está ali interno ou ele está, né? A gente fez o corte ou se perdeu no corte, ele está atrás da célula. Mas aqui claramente um condrócito, já processo de diferenciação, dividindo para formar mais uma lacuna com mais um condrócito. Bom, aqui, olha só. Então, a gente vê, né, a presença das lacunas. Então, aqui já totalmente no processo. Às vezes some. A gente vê aqui, ó, ele está subindo o mouse aqui. Deixa eu pegar aqui. Aqui a gente observa, ó, tá vendo toda essa região aqui, ó, né? São os condrócitos em diferenciação, né? Acabou de sair do pericôndrio, migrando para uma matriz cartilaginosa. Tá? A gente observa claramente, né, que são jovens. Olha a diferença aqui de os condrócitos, né? Olha só aqui, ó, já tudo isso é uma lacuna, né? A gente pode encontrar de dois a sete condrócitos, né? Olha só, tudo isso daqui é uma lacuna. Só temos aí umas cinco, seis, quatro, dois, quatro, cinco células aí.
Qual as propriedades da matriz extracelular dessa cartilagem? Então, primeiro, né? Ela é formada por colágeno tipo 2, né? Com a presença de glicoproteínas. Então, a gente vê, né, tipo 2, colágeno tipo 3, que é que a gente vê presente, né, em bastante quantidade aí na matriz extracelular desse tipo de tecido. Bom, aqui é só para a gente ver como que está organizado nessa questão da matriz, né? E ali, então, a gente tem, olha, como que ele se organizam, né? A presença do ácido hialurônico com as fibras colágenas, mas as proteínas presentes em quantidade, né? Presente aqui, ó, em formando que a gente chama de condroitina sulfatada, né? Que conforme a formação que ele se dá e agregação molecular dessas proteínas, então a gente tem hialurônico e proteína de ligação, proteoglicano e o colágeno. Então, é dessa forma, né, que eles estão organizados na matriz extracelular, na matriz da cartilagem. E ali, na principalmente.
Bom, pericôndrio, né? A gente encontra em todas as cartilagens, né? Recobrindo a cartilagem, dando a sustentação para a cartilagem. São as fontes, como eu falei para vocês agora, né? Dos condrócitos novos. Então, as células do pericôndrio se diferenciam nesses condrócitos. Quando estão presentes ali na cartilagem, eles são responsáveis, eles que dão toda, fazem toda a parte de nutrição, oxigenação. Eles que dão suporte para a matriz extracelular da cartilagem. O tecido ali presente, né, no pericôndrio é do colágeno tipo 1, diferente, né, da cartilagem, da da matriz extracelular da cartilagem propriamente dita. Rapidamente da cartilagem hialina, que é colágeno tipo 2. Aqui nós temos o colágeno tipo 1, né? E as células morfologicamente são parecidas com os fibroblastos. Elas vão se para formar os condrócitos, tá bom?
Condrócitos são as células propriamente ditas da matriz da cartilagem, né? São células que secretam também, né? Na hora que elas estão ali dentro da cartilagem, elas vão dando a sustentação também à produção de toda a matriz extracelular, né? Então, elas acabam dando todo um suporte para essa matriz, vão produzindo ali o que precisa, proteínas, proteoglicanos e tudo mais. Ela se origina do condroblasto. Então, o que que acontece, né? Vamos voltar lá para aquela outra imagem. Aqui, quando a gente tem essas células mais jovens que acabaram de se diferenciar, essas células, então, elas são tidas conhecidas como condroblastos, né? Porque elas acabaram de se diferenciar. E aí, o que que vai acontecer? Elas vão começar então agora a sofrer um processo de diferenciação em condrócitos. Nesse caso aqui, elas produzem substâncias para, vai muito pouco ainda. Elas vão ter uma atividade metabólica, uma atividade bioquímica muito maior quando elas já tiverem se, quando tiverem já diferenciadas em condrócitos. Tá? Então, não é que o condroblasto não produz, né? Ele é primeiro, é a primeira célula, é logo depois que se diferenciou, né? Chegou aqui, ó, por exemplo, essa célula aqui, ó, claramente a célula condroblasto. Ah, como é que eu sei que é um condroblasto? Primeiro que a gente olha a morfologia celular. Então, percebam que a célula, primeiro, ela está isolada, ela não está em lacunas. Segundo, o núcleo dela é bem disforme, não tem. Olha a diferença do núcleo do condroblasto para essa célula aqui. Olha essa aqui também, é um núcleo bem disforme. Então, ainda ela está, né, no processo de diferenciação. Ela é um condroblasto, né? Ela está no início, ela está dando origem ao condrócito. Ela produz substâncias para a matriz, importa a quantidade, porque ainda ela está focada nesse processo de diferenciação. Metabolismo bioquímico dela está voltado para isso. O condrócito, o condrócito, ele já, né, já é uma célula maturada. Então, aqui sim, ele já está, né, toda o metabolismo dele é voltado aí para produzir as substâncias para manter aí a matriz cartilaginosa.
Bom, as características, né, então, dos condrócitos, né? Olha só, na periferia, né, são células mais alongadas. O núcleo fica geralmente, ele pode estar na periferia, como eu falei. Olha, pode estar agrupada em grupos. As lacunas são grupos isogênicos, ou seja, eles não estão, eles advêm da mesma célula, da mesma linhagem celular. Só produtoras de colágeno, proteoglicanos, todas as substâncias ali que precisa para manter a matriz extracelular. Todas as enzimas, proteínas. E aí, como não existe uma vascularização dentro da cartilagem, repita novamente, dentro de uma histologia normal, tá? A drenagem ela se dá por meio aeróbica. E aí ela processo toda a ATP era produzida pela pela respiração anaeróbica, que surge o produto final é o ácido lático, né? Então, ela acaba aí, nessas células se auto nutrindo e também sendo nutrida novamente lá pelo pericôndrio. Tá?
Então, aqui está, olha só, a cartilagem. Aqui mostra bem essa figura. Eu gosto bastante porque ela mostra bem todo o processo de diferenciação, né? Então, olha só, eu tenho aqui, ó, tem um pericôndrio. Aqui já é uma matriz cartilaginosa. Vai vendo que até a questão da própria matriz existe uma diferenciação. E aí a gente vê o fibroblasto que ele vai, né, se originando, ele vai se diferenciando em condroblasto. Olha só, né? Ele vai perder essa função e vai se diferenciando em condroblastos. Quando ele adentra, começa a entrar. Olha o processo de migração, né? Ele sai de uma matriz de tecido conjuntivo, bem tecido conjuntivo denso, sai desse tecido conjuntivo e vem aqui para o tecido conjuntivo cartilaginoso, uma matriz cartilaginosa. E aí, quando ele vai sofrer essa migração, ele vai se diferenciando. Quando ele chega aqui, é a primeira parte, bem no início ali da matriz cartilaginosa, ele é um condroblasto. Depois, ele vai continuar se diferenciando até formar um condrócito. E aí o condrócito começa a se dividir. Ele vai depender, né, quantos grupos isogênicos podem ter, quantas células dentro de uma lacuna pode conter. E o porquê? Olha, porque isso vai depender da necessidade daquela cartilagem. Se ela precisar de muita matriz, se ela precisar de muita, muito colágeno, enfim, se ela precisar de uma estrutura, né? A gente observa que quanto mais requer aquela cartilagem uma função, uma ação maior tem a quantidade de condrócitos e maior a quantidade de condrócitos em cada lacuna, tá? Então, observa aqui, ó, ele está aqui, já é um condrócito, né? Ele começa então a iniciar sua divisão celular. E aí, como eu falei, todos aquela lacuna, tá vendo? Dá para ver bem a lacuna. Dois condrócitos na lacuna. Todos as células que vão estar dentro dessa lacuna são oriundos da mesma célula mãe, ou seja, grupo isogênico. Tá?
Aqui está o processo, né, da estrogênese, né? Então, todo o processo dessa, dessa diferenciação, né, de produção. Então, a gente tem aqui, ó, né, que a célula está dividindo, depois a gente tem a diferenciação, né? Começa a divisão celular. As células vão se originando, né? Aqui elas são fibroblastos ainda, né? Já que ela já começa, já começa a ver a modificação do núcleo, né? Se ela começa a ficar mais arredondada, né? Pouca matriz. Aqui já começa a ter uma matriz, né? Uma quantidade grande de matriz, porque essas células, condroblastos, como eu falei para vocês, mesmo que pouco, mas eles produzem toda a estrutura para a formação de uma matriz extracelular. E aqui, toda a matriz, né, já produzida. Essa ela começa a se diferenciar formando os grupos isogênicos. Ah, então os grupos daqui, ó, tá vendo? Tem células, grupos que têm duas células, três, quatro, cinco, né? E assim por diante.
Um ponto importante também, né? Se eu tiver, né, uma coisa interessante, se eu tiver células dentro de um grupo isogênico, tivesse células dismórficas, né? Tiver núcleos de tamanho diferente, atenção, posso tentar ocorrendo no processo de displasia, né? E aí investigar o motivo pelo qual está ocorrendo.
Onde encontramos as cartilagens ali, então? Nas fossas nasais, traqueia e brônquios, né? Extremidade de entrada das costelas, superfície dos ossos do joelho, que a gente encontra a presença dessas cartilagens. Da cartilagem hialina, tá bom?
Bom, a cartilagem elástica é semelhante à cartilagem hialina na sua estrutura, mas um pouco diferente da organização. Possuem fibras do tipo 2, mas o que diferencia da cartilagem hialina nesse caso é porque eu tenho uma grande quantidade de fibras elásticas. Existe fibra elástica na cartilagem? Pouquíssima quantidade, mas existe. Nesse caso aqui, né, na cartilagem elástica, tem uma grande quantidade de cartilagem, de fibras elásticas, muito mais do que até de fibras de colágeno. É a presença desse acúmulo de fibras elásticas, né, que vai estar ali, obviamente, tendo na sua estrutura organizacional a elastina. Eu tenho um excesso de elastina, né, presente nessa matriz, que dá, que confere, né, que traz aí quando a gente olha na macro, uma uma coloração amarelada para esse tipo de cartilagem, tá? E também possui. Onde vamos encontrar, né? No pavilhão auricular, né? Que é onde a gente encontra esse tipo de cartilagem elástica, né? Então, órgãos que observam que precisa ali de uma certa mobilidade. Era cartilagem da laringe. É só. E aí a gente tem, depois eu vou mostrar, né, uma outra micrografia para vocês da cartilagem, mas observam, né? Elas têm, né? Como tem um excesso de fibras, a gente na histologia, né, a gente perde um pouco aquela visão do que nós temos, por exemplo, da cartilagem hialina, fica muito bonita, tá? Para a gente ver a matriz, para a gente ver as células, grupos e tudo mais. Aqui na cartilagem elástica, não, como ela tem muito excesso de fibras, tanto colágeno com fibra elástica, a gente acaba perdendo na histologia essa visão um pouco mais clara desse tipo de tecido, mas dá para ver, tá vendo? Claramente aqui, todo esses a presença de fibras, né? Fibras elásticas, fibras colágenas, que são os condrócitos. A gente perde um pouco aquele olhar dos grupos, né? A gente vê bem poucos aqui, tá? Mas existe.
E a outra é a cartilagem fibrosa, também chamada, conhecida como fibrocartilagem. Ela tem aí o tecido, tem característica, né, que fica intermediando entre o tecido denso e a cartilagem. Ela está associada ao tecido conjuntivo denso. A gente encontra ela bem associada a esse tipo de tecido, como também a gente vê, né, a presença dos condrócitos formando fileiras mais alongadas, tá? Nesse caso, a gente não tem a presença dos grupos isogênicos, tá? A presença aí são o colágeno tipo 1 das fibras. E elas seguem aí uma uma desorganização, elas não são tão organizadas como a cartilagem hialina, tá bom? Deixa eu ver aqui a cartilagem. Olha só. Então, é isso que a gente vê, tá? Aqui ela segue uma disposição, né? As células também expostas umas às outras, tá? Um excesso de, de tecido de cartilagem, de fibras, desculpa, né? Assemelha-se ao tecido denso, né? Modelado denso, porque ela tem o excesso de cartilagem, né? Elas, elas têm aqui, gente, uma coisa bem interessante. Elas têm, elas são envolvidas por essas cápsulas aqui, né? Mas elas não formam os grupos isogênicos como a gente vê na cartilagem hialina. Elas estão um pouco disso. Ela tem bastante fibras colágenas, né? Os condrócitos. Olha só, né? Nesse caso, aqueles não são tão arredondados quanto da cartilagem hialina. Eles são um pouco mais achatados, né? Um pouco mais ovais, né? E ela totalmente avascular, tá? E uma característica que as difere das outras cartilagens é que ela não possui pericôndrio. Ah, então ela não tem esse o pericôndrio. E a gente vem encontra ela, né? Nos discos intervertebrais, principalmente, também nos ligamentos, nas cápsulas articulares, tá? De onde a gente encontra. Ah, na sínfise pubiana e na inserção de alguns tendões, tá? Então, é isso que a gente vai encontrar. Então, são três tipos, lembrando, né? Três tipos de cartilagens que existem: a cartilagem, novamente, a cartilagem hialina, cartilagem elástica e cartilagem fibrosa. Lembrando que predominantemente a gente encontra muito mais a cartilagem hialina, tá bom?
Para ver o que tem mais para falar aqui. E agora vamos para os. Que tiver alguma dúvida, que podem perguntar e colocar no chat, tá? Pegar o osso aqui que eu fiz. Todo dia ter feito no PowerPoint. E aí tem dúvida. Vamos para a histologia do osso. É bem interessante, bem bonito de ver, né? Bom, pera aí que eu estou com a câmera novamente, meu na câmera. Peixoto na histologia. Função do osso, né? Lembrando, suporte, proteção, vocês sabem, né? Todos que são autistas não sabem muito bem qual a função do osso, né? Depósito de minerais, apoio para os músculos e tudo mais. Bom, constituição. Ele possui, né? No caso de desse tecido, um pouco mais denso, né? O osso, ele tem ali, claro que muito similar ao tecido conjuntivo, aos tecidos conjuntivos com alguma diferença, né? Então, uma das diferenças que já começam a acontecer é na presença da matriz. A gente tem uma matriz ossificada, né? Então, a gente tem, por exemplo, as fibras, vamos ter colágeno, proteoglicanos, só que agora, que diferencia, né, dos outros tecidos conjuntivos, é a presença de fosfato, que temos até no tecido conjuntivo propriamente dito, mas em pouca quantidade, mas cálcio e bicarbonato, potássio, sódio, magnésio, pode estar sódio também, a gente tem um pouco, mas temos aqui no caso, a gente tem, né, muito mais, mas a presença do que nós encontramos aqui e não encontramos a presença do cálcio de bicarbonato, tá bom?
Qual a constituição do osso que vai sim, Adriano, ele chegou a disponibilizar, tá? Os slides para Natar, se ela passa para vocês. Bom, células. Qual a constituição dos do osso, né? Então, a gente tem as células osteoblastos, osteócitos, osteoclastos, que são células específicas presentes no osso, né? Além, novamente, né, lembrando que células móveis também podem ser encontradas. Bom, aí, né, a gente tem na macroscopia, ele é classificado em osso esponjoso e osso compacto. Na histologia, a gente classifica em osso primário ou imaturo, ou secundário ou lamelar, que seria, né, esponjoso e para compacto. E quanto para a histologia, primário ou secundário ou imaturo ou lamelar, tanto faz o nome, a classificação. Bom, o tecido ósseo também é bem simples aos outros tecidos, porque ele é um tecido bem específico, né? Então, o que que nós encontramos aí quando a gente vai analisar a histologia desse? Então, a primeira coisa, a gente contém ali um revestimento periósteo de tecido conjuntivo. Temos lá esse material, tecido conjuntivo também, porque tem todo o processo de revestimento. Nós vamos depois, em seguida, a gente tem osso compacto e esponjoso. Nosso compacto é muita gente, muito comum a gente ver, né, a presença desses canais, canais de Havers, no sistema, né, que a gente chama de sistema de Havers, onde nós vamos ter o canal de Havers, a gente vai ter uma série de situações que eu vou mostrar para vocês, e a presença ali maciça de células nossas, que são os osteócitos.
O tecido, a histologia do osso, né, assim como a histologia do tecido cartilaginoso, da cartilagem, ela é bem, ela é ditova, né? Ela é bem diferente, porque ela bate o olho, a gente já sabe, né? Já sabe identificar que é um osso, porque essa histologia, primeiro, que para histologia óssea, né, diferente dos outros tecidos, como é um tecido mais compacto, a gente tem todo um processo de preparo diferente, né? Então, tem processo de descalcificação, um outro tipo de corante, enfim, de coloração. E faz com que, né, a gente tenha aí uma característica marcante desse tecido. Então, ele sempre vai ser essa característica que a gente tem é a presença de canal de Havers. Esses pontos mais escurecidos são os osteócitos, o canal de Havers e tudo mais, tá? Vamos ver cada um deles. É bom lembrar, né? Então, o que que nós temos? Olha só, buscando aqui, fazendo uma rapidamente uma macroscopia desse osso com um pouco de detalhes, o que que nós vamos ter? Então, a gente vai ter, né, primeiro, o periósteo, né? Que essa camada aqui, ó, que a gente tem recobrindo de tecido conjuntivo, tá? Esse telhado, tecido conjuntivo aqui, que é o periósteo, na camada mais externa, pele, né? Que é mais externo. E o endo, o endóstio, que é a camada mais interna do osso, né? Que tem ali um tecido de revestimento, que é um tecido epitelial, tá? E aí no osso propriamente dito, que nós vamos ter, então, nós temos o que nós chamamos de sistema de Havers, que nada mais é que uma maneira de as células osteócitos se comunicarem com os outros, né? Então, todo esse sistema, lembrando que essa matriz é uma matriz, nada, calcificada. Então, nós temos uma matriz bem densa, né? Que faz com que dificulte, né, essas comunicações intercelulares e também faz com que as células móveis também tenham uma certa dificuldade de chegar, né, percorrer, caminhar por essa matriz extracelular.
Bom, esse sistema de Havers, o que que nós vamos ter aqui? A gente vai ter, né, o canal de Havers. Então, nós temos tudo isso é um sistema que é um sistema, que é um sistema, são vários conjuntos de vários sistemas, né? E dentro de cada sistema tem o que nós chamamos de canal de Havers. Para que serve esses canais, né? Canal de Havers, como a gente tem um canal de Volkmann também, o canal de Havers serve justamente para que eu tenha ali o processo de vascularização, obviamente, nutrito desse tecido, tá? A diferença, né, que o que eu tenho um canal de Volkmann, que é um canal, né, que ele percorre mais de modo lateralmente, né, mas cortando, né, todo o tecido. E o canal de Havers não, né? Eu tenho ele ali, ó, pode ver em todo o sistema de Havers, já tem um canal de Havers, por onde passa ali toda a irrigação que serve para nutrir, né, todas as células, todos esses osteócitos que estão presentes aqui na célula. Então, olha só, então isso daqui, qual o canal de Havers? Estão no sistema de Havers. Aqui eu tenho um canal de Havers, por onde passa, né, toda a vascularização. E aí eu tenho, eu aos osteócitos aqui. Quando a gente pegar aqui a histologia, né, muita gente fala assim: "Ah, isso daqui é o núcleo, né, da célula". Na verdade, não, né? A gente, a gente dificilmente consegue, quando tiver analisar detalhadamente, a gente não consegue manter a célula aqui, porque tem todo o processo de descalcificação, tem todo o processo na área de preparo da preparo da lâmina e nem sempre as células. Então, aí, então, a gente vê aqui, obviamente, o ponto aonde essas células estavam, né, presentes. O que a gente tem também, a gente observa, então, pegando o osteócito isolando ele, o que que a gente observa? Que essas células, elas têm, que a gente chama de prolongamentos celulares, né? Como se fosse um pseudópode, né? Os falsos pés, assim, os prolongamentos citoplasmáticos, não são cílios, não são novidades, são prolongamentos do próprio citoplasma, é como se fossem braços que servem para comunicação entre intercelulares, né? De uma célula para outra, elas se comunicam, né? Então, tem aqui, ó, né, o osteócito, onde está aqui, né? Eu tenho essas ramificações que são os prolongamentos. Aqui são esses pontos que tem aonde eu tenho, né, riscos aqui, que são esses pontos, são os pontos lamelares, né? Aonde estão presentes osteócitos. E a gente observa, né, então os osteócitos são bem comunicativos uns com os outros, né? Até porque precisa que haja essa comunicação.
Tá? Quando a gente fala da estrogênese, né, da produção do osso, a gente tem dois processos: ossificação. Então, e aí a ossificação entra bem para nós. Próprio nome já diz, eu não sei, preciso lembrar como que é. Só lembrar ainda quando brown contra cartilagem, né? Então, dentro, então, ossificação dentro da cartilagem, que é quando a ossificação que ocorre na cartilagem hialina, sobre a cartilagem hialina, que vai agora sofrer diferenciação para a para a produção, podemos dizer assim, né? Para todo o processo de ossificação. E a ossificação membranosa, né? Que aí, nesse caso, né, ela ocorre nas membranas do tecido conjuntivo. Então, o tecido conjuntivo propriamente dito, né? Que vai contribuir para o crescimento dos ossos, da espessura dos ossos longos, que é o periósteo, ali que vai auxiliar esse processo de ossificação. Tá?
Olha só, você ficar tão difícil a gente conseguir fotografar, ter imagens bonitas dessas ossificações, tá? Porque a própria coloração não favorece, né? Às vezes, a gente tem que fazer ali, ficar bem atento para produzir esse tipo de lâmina para a gente analisar. Mas aqui dá para a gente ver, né, todo o processo de ossificação, né? Então, a gente vê claramente, olha só, né? Aqui a cartilagem, ela dá para ver os grupos, né? A cartilagem hialina, aqui, ó, dá para ver o grupo aqui, só. E a gente começa a observar todo o processo de diferenciação, né? Então, a gente tem aqui o que a gente chama de zona de repouso, que é onde a cartilagem hialina está, né? Epífise, você vê tudo direitinho aqui. Já a zona de cartilagem seriada, que eu vejo os grupos de condrócitos permanecendo, né? Um debaixo do outro, como se fosse, eles permanecem enfileirados, né? Cartilagem que a gente olha, parece que tem séries, por isso que leva esse nome, seriada. Descendo, conforme as essa diferenciação vai ocorrendo, a gente tem uma zona de cartilagem hipertrófica, porque, porque a gente vê um aumento tanto na quantidade de células quanto no tamanho delas, né? Olha a diferença dessa célula aqui, ó, de repouso desse condrócito em repouso para esta célula aqui, ó, né? A gente vê tanto na morfologia celular dela alterando quanto o número, né? A celularidade, a quantidade de célula também aumenta. E aí a gente começa a observar a mudança na matriz. Olha aqui, a matriz bem, né, diferente dessa matriz extracelular, um pouco mais densa. Então, a gente já começa a observar que eu começo a correr aqui, ó, um processo de cartilagem, calcificação. A gente começa a ver a cartilagem já ficando mais densa, mais escurecida. É um processo de cartilagem, né, de calcificação de cartilagem. E logo abaixo, a gente já observa a zona de ossificação, tá? Começa a observar. Então, perceba toda a cartilagem, é todo um processo de ossificação advindo de uma cartilagem hialina que vai sofrer diferenciação para um tecido calcificado, tá?
Já a endo membranosa, também, basicamente segue o mesmo processo, só que a diferença é que agora quem vai sofrer esse processo de calcificação, né, que vai diferenciar isso, é o tecido conjuntivo propriamente dito, né? Então, a gente tem aqui, é o tecido, aqui, ó, aqui já é o osso, né? Uma região ossificada, já a gente vê a diferença que tecido conjuntivo, fibroblastos aqui, uma matriz bem, né, bem grande, vaso aqui, a presença de vasos sanguíneos, tiver aqui as hemácias, tem até um leve processo hemorrágico que talvez, né, proprietário da lâmina. E aqui uma calcificação, olha só, aqui, ó. Isso aqui são os osteoblastos, bem bonito aqui, ó, bem grande. Então, a gente observa que tá vendo, é tecido conjuntivo, aqui tecido conjuntivo. Aqui já é uma matriz, uma matriz calcificada, que também dá para ver bem aqui. Isso uma lâmina, processo de ossificação, uma coloração de H&E. Aqui a gente observa os osteoblastos aqui também, ó, tá? O osteoclasto perdido aqui no meio. Observe, né, toda a diferença, né? Então, aqui eu tenho, né, tecido conjuntivo, conjuntivo denso, né? E aí ele vai subir, sendo substituído por uma matriz calcificada, tá? Seria isso na lâmina, a gente, né, consegue ver isso, mas aqui na ilustração fica melhor, né? Então, a gente tem, né, tecido conjuntivo, dá para ver bem aqui, né? Aqui uma matriz óssea, uma matriz calcificada. Então, a gente observa, ó, como eu falei, presença de osteoclastos. Osteoblastos aqui, ó, né? Que vão, né, produzindo substâncias para a produção dessa matriz. Mas essa matriz óssea, ele vai produzir, ele vai, né, tanto o osteoblasto quanto o osteoclasto aqui, dá para ver eles todos. Esse daqui que são maiores, tem isso é uma célula só. Vem aqui, vem aqui, ó. Osteoclasto é uma célula bem grande, às vezes até multinucleada, tá vendo como a gente vê aqui? Tem mais de um núcleo. Aqui também, tá? Tem o núcleo aqui, um núcleo aqui, ó. Tudo isso aqui é um osteoclasto, tá? Olha a diferença. Osteoblastos, tá? Osteoblastos aqui. Eles são bem, são células bem grandes e eles vão produzindo, né, a matriz, né, óssea, né? A partir de um tecido conjuntivo. Então, a gente observa aqui, ó, também nosso osteoblasto, os osteócitos aqui, né? Que vamos são células que acabam se diferenciando em osteócitos, né? E uma matriz aqui, uma matriz neoformada, que dá para ver aqui também, ó. Essa é a matriz neoformada, acabou de ser uma matriz recente que está sendo formada, que está sendo calcificada. E aqui é uma matriz totalmente falsificada, já.
Deixa eu ver aqui. E tenho mais que era do osso. É só. Então, temos a questão do osso. A histologia do osso é bem tranquilo também, tá? Deixa eu pegar aqui, ó. Tá aqui, dá para ver bem essa histologia óssea, né? Tá aqui um canal, sistema de Havers, canal de Havers, osteócitos. Aqui dá para ver também, ó, os prolongamentos citoplasmáticos dos osteócitos. E lembrando, tudo isso daqui é um sistema de Havers. Esse canal de Havers, sistema de Havers. Esse canal já perceba que cada um deles tem esse canal, que é por onde nós temos todo o processo de vascularização.
Bom, alguma dúvida em relação ao osso? Eu vou entrar aqui, só vou parar para compartilhar, tá? Para a gente para eu entrar. Tem um atlas que eu uso bastante, tá? Quero mostrar para vocês. Vocês podem usar somente quando a gente teve a pandemia, né? Que todas as aulas tinha que ser todas online. E aí trabalhei bastante com esse atlas. Somente na faculdade de medicina, a gente usa bastante uma carga grande de histologia. Aí é uma das coisas que mais, umas descobertas que nós tivemos aí, que ajudou bastante os alunos, principalmente nessa parte aí do, né, da prática, tá? Porque histologia, gente, assim, né? Eu não gosto de histologia, tudo bem, né? A gente já sabe, mas histologia se aprende olhando, não tem jeito, né? A gente pode falar, tá todo o conceito, mas é olhando que a gente aprende a histologia. Tem um olhar. Então, esse é um atlas, né? O que a gente chama de HistologyGuide. É totalmente gratuito, né? Então, tem várias imagens interessantes. Tem aqui, por exemplo, microscopia eletrônica, né? Na dúvida, olha, precisa viver uma lâmina, precisam ver o que está minha situação e tal. Se lembrar lá para patologia, procurem, né? Que é que vocês vão encontrar aí muitas, muitas imagens bonitas. E tem, né, o SlidesBox, que são os tecidos, né, que nós vemos no microscópio. Então, vou pegar aqui, ó, vou pegar o tecido epitelial. Então, tem todas as lâminas. Pegar aqui, deixa eu ver. Tecido epitelial simples. Você pode aumentar. Ele vai te trazendo todas, né, as estruturas, tá? Que é o tecido renal, né? O rim. Então, ele mostra aqui, ó. Então, aqui tecido epitelial. E aqui, olha só, interessante. Você pode aumentar, né? Ele permite que se aumenta, que tire foto, tira muitas fotos das aulas para cá, né? Então, dá para pegar foto, dá para ver se todas as células que é um glomérulo. E aqui de revestimento, tá vendo? A gente consegue ver, ó, tecido escamoso, as células, né, mais achatadas. Aqui tecido de revestimento, tá? E aqui tecido diferente. Aqui, ó, para pegar aqui a diferença. Tecido epitelial cúbico simples. Olha a diferença. As células que ele tinha aquelas contadoras. Olha aqui, ó, tecido, né? Olha a célula totalmente cúbica, né? Tecido, uma simples, porque tem apenas uma única camada, né, de células do tecido epitelial cúbico simples, tá bom? Vamos botar aqui, ó. Já mostrei o cúbico. O intestino. [Música] Aqui, ó, nós temos aqui também, ó, tecido. Então, olha só, tecido colunar simples. Tá uma única camada. Simples, porque eu tenho uma única camada de célula, não tem extratos. Tá aqui, ó. Aqui ele tem cílios. Meus cílios dá para ver como se fosse necessário, esponjinha aqui, e célula colunar. Olha, olha como está o núcleo, né? Olha isso aqui, assim, núcleo aqui, está mais bonitinho ainda. Esse núcleo bem colunar, se elas cififormes, bem bonita. Uma histologia bem bonita, porque se forma no momento que ela estava escrevendo todo seu burro, né? Então, você quer ser localiza e informe, escrevendo epitelial público simples. Vamos ser estratificado. De pegar aqui. Aqui, m2 coisas que a gente tem que ver aqui. Olha só, os cílios. Até esse aqui são os cílios. Tecidos, dá para ver bem, como eu falei, a movimentação dos cílios, né? Ver que ele, né, como se fosse um cílios, mas uma leve, como se fosse uma série de pelos juntos, né? E aqui a gente tem. Perceba como, porque que ele é seu estratificado? Então, tecido colunar simples, só tem uma camada. Estratificado? Por que que ele é pseudo? Desculpa, ele é colunar, se elas colunares, e ele é pseudo estratificado? Porque que eu tenho isso? Porque olha só, se eu olhar aqui, ó, pegar um ponto que dê para ver bem, mostrar para vocês. [Música] Tem uma região que dá para ver bem. A gente vai observar que a célula, tá vendo a célula? Está aqui. Essa aqui, então, está aqui. Tecido conjuntivo frouxo, né? Que tecido conjuntivo? Aqui, ó, tem um pouco de tecido. Depois de prova periódica. Olha só, aqui a gente tem claramente, ó, aqui, ó, lá para cima, dá para ver todinha a célula aqui, ó, descendo aqui, a membrana basal, onde ela está ancorada. Se eu olhar essa célula aqui do lado, né? Por exemplo, essa daqui, o núcleo está lá para cima. É só que acontece. Essa daqui vem aqui, passa lá por trás e sobe. Essa daqui vem para cá. O restante de citoplasma dela, possivelmente, está atrás dessa célula aqui. Então, a impressão que nós temos é que é estratificado, mas não é seu estratificado, tá? Aproveitar aqui, já que nós.
Estamos aqui, ó, para pegar a cartilagem. Então, aqui é uma traqueia. A gente tem, né, de revestimento. E aí, quando a gente vai olhar o órgão com mais, mais um pouco mais para baixo, logo a gente encontra cartilagem. Então, olha só a cartilagem ali, que bonitão que a gente tem. Tecido conjuntivo frouxo, fibroblastos. Dá para ver bem os fibroblastos aqui, ó. E aqui a cartilagem, ali no grupos, os grupos isógenos. Olha aqui esse grupo exógeno aqui, ó, né? Tem bastante. Células, os condrócitos, né? Tem bastante células aqui. Essa cartilagem hialina e deixa o condrócito com seus condrócitos, tá? Matriz extracelular, matriz cartilaginosa. E novamente, perigo aqui, ó, tá? Dá para ver bem. Percebam, não tenho vascularização na matriz. Nossa, corretora, ela aqui na cartilagem. Não tenho vascularização, tá? A gente tem a vascularização aqui, é um vaso, tem um vaso aqui, um vaso aqui no tecido conjuntivo. Nela mesmo, nós não encontramos, tá?
E, por fim, não quero tomar muito tempo de transição. Que a gente encontra no rim. Então, a gente encontra aqui, ó, as células cúbicas. E pegar as células também cúbicas aqui. E lá onde nós estávamos, ver se eu consigo achar aqui a célula já está um pouco mais achatada, tá vendo? Então, possivelmente, se for ao mesmo tecido, não dá para saber. É uma região que estava ou estendida e outro estava mais as células mais compridas. É muito bom, então ele traz todos os tecidos. Pele, o tecido cartilaginoso. De pegar o osso aqui, é o canal de Havers, sistema de Havers, tá? A gente observa bem o sistema de Havers. Osteócitos, as proeminentes imaginação, né, das células osteóticas que faz a comunicação de um outro, né? Fazer alguma coisa. Lambelas, as lacunas. É isso aí. Aquela microscopia eletrônica, tá? Que mostra o canal de Havers. Dá para ver bem aqui, né? O canal de Havers, sistema de Havers, canal de Havers. Percebam que, ó, eu não tenho célula aqui, né? Só o local, né, que a gente chama de impregnação negativa, que é o local aonde, né, uma cor, que é o local aonde as células estavam, né? Porque na hora de fazer a microscopia, a gente acaba perdendo ela. Às vezes vem uma célula também. Geralmente, a gente perde bastante dessas células, ainda. Cartilagem, a gente já viu, já mostrei lá para vocês também. E aí, a gente vai trabalhar bastante especial, tá? Para quando a gente entrar na parte mais específica, aí de fácil. Bom, mas aqui, deixa só dar uma olhada ao todo. Tecido e tecido conjuntivo, né? Aí a gente tem vários exemplos do tecido conjuntivo, né? Só mostrando, por exemplo, a pele melhor, que é e dá para a gente ver claramente o no tecido conjuntivo epitelial. Olha que bonita essa imagem. Quero falar bonito. O povo acha que eu sou doido, né? Geralmente, quando não vejo nada de bonita, ainda, mas é bonito. Quem gosta de histologia é bem bonita. Ó, tecido aqui, queratina. Tecido, a diferença, as células bem justapostas. De ver as conexões de uma célula com a outra. Lâmina, a membrana basal, passando aqui, ó. Células basais, não esqueçam disso, tá? Tecido conjuntivo frouxo, positivo. Olha a diferença. Tecido conjuntivo frouxo, né? Tem bastante celularidade. Tecido conjuntivo denso, aquilo que eu falei para vocês, tá vendo? Essa parte aqui, essa região aqui principal, aqui que parece que está desfocada, é o acúmulo de tecido conjuntivo denso.
Bom, gente, hoje, de novo, de vocês. Minha câmera está com problema. Espero que vocês tenham, né? Que eu possa. A gente vai continuar, né? A gente tem, eu falei com a Sandra, a gente tem três momentos ainda juntos, né? Onde eu vou ter falar aí da rapidamente. Na próxima, eu começo a falar um pouco de tecido muscular e já entro, né, na parte de tecido da histologia bucal propriamente dita. Tecido genético, histologia dentária. A gente vai agora direcionar. Precisava dessa, nesse momento com vocês, para a gente poder relembrar um pouco, né? Trazer um pouco essa questão da histologia, porque a gente sabe que citologias a gente esquece mesmo, tá bom, gente? Alguma dúvida? Vocês tiverem alguma dúvida, alguma crítica, quiserem que de repente eu fico só nos slides, mas no atlas do que nos slides, vocês podem falar com a Sandra, que ela fala comigo, tá bom? Sem problema nenhum, tá? Alguma dúvida? Quem quer falar alguma coisa, coloca no chat, por favor. Se entender ou não, me dê um feedback para eu pensar aí o que que a gente pode discutir daqui para frente também, tá bom? Boa tarde a todos. Vamos vê-los novamente, né? São esses três dias aí de corre-corre, né? Espero que vocês estejam aproveitando bastante, tá? E estejam adquirindo conhecimentos, complementando, né, o dia a dia de vocês, que a nossa intenção é essa.
Hoje eu vou conversar um pouquinho com vocês sobre o controle de infecções e sobre biossegurança. Isso é um tema bastante importante, tá? Que a gente tem que levar em conta, não só no nosso ambiente de consultório, né, como também o ambiente hospitalar. Vamos conversando um pouquinho, né? Então, o que nós temos, né? Nós, como cirurgiões-dentistas, né? Nós estamos expostos a uma variedade de microrganismos, né? Essa exposição se deve ao fato da grande variedade de procedimentos que a gente realiza, né? Então, esses procedimentos, né, um contato direto com a cavidade oral, né, nos põe um contato a microrganismos que estão presentes na secreção da cavidade oral, nos nossos famosos aerossóis, né, que foram bastante temidos, né, quando se falou em COVID, né? As secreções, né, entre outros. Com essa alta exposição, aumenta também a nossa possibilidade de nos contaminarmos, né? E também de transmitir outras infecções, tá? Quer seja para o próximo paciente, quer que seja para o nosso auxiliar. Então, ex que a gente tenha, né, e tome medidas de maneira a controlar esse risco, de modo que a gente tenha como tentar errar, né? Ou, no mínimo, minimizar esses riscos de infecções, tá? Que a gente tem durante a nossa prática da odontologia.
A biossegurança, ela é um conjunto de procedimentos que tem como objetivo proteger e assegurar o paciente, o profissional e toda a equipe envolvida neste atendimento. Dentre elas, né, esses procedimentos, nós temos o uso do equipamento de proteção individual, a esterilização correta dos nossos materiais, a desinfecção do ambiente, né, ambulatorial, do nosso consultório, né? Assepsia dos equipamentos e antissepsia que é realizada no paciente. Com isso, tomando essas medidas de segurança, nós vamos reduzir o nosso risco ocupacional, evitando as famosas infecções cruzadas e a transmissão de doenças, né, infectocontagiosas.
Então, as principais razões que nos levam ao controle de microrganismos é o quê? Prevenir a transmissão de doenças infectocontagiosas, evitar a contaminação ou o crescimento desses microrganismos numa região e evitar até mesmo a deterioração e danos dos nossos materiais por microrganismos. A contaminação, ela é a introdução de um meio qualquer de um agente contaminante. E esse agente contaminante, ele pode ser físico, químico ou biológico. E ele pode se apresentar em formas e concentrações distintas, de formas que eles podem agir de forma nociva para nossa saúde. O nosso consultório é um ambiente chamado como potencialmente contaminado. E a prática da nossa profissão nos expõe a esses microrganismos de forma direta, indireta e continuamente. Tanto os profissionais, pacientes, a uma gama enorme de microrganismos patógenos. E quais são os principais indivíduos de risco? Nós, como cirurgiões, as nossas auxiliares, o técnico em higiene bucal, o técnico de laboratório e o paciente. O nosso risco, sim, é mais aumentado devido à proximidade maior que a gente tem, né, com a cavidade oral. Auxiliar que nos auxilia durante o procedimento, né, aspirando, afastando, também é outro profissional que se coloca também em risco, né? A exposição é contínua desses microrganismos. O técnico de higiene bucal é comumente encontrado nas unidades de saúde, né, onde nós temos essa, esse profissional que faz aquele primeiro atendimento de higienização, de orientação, né? E também auxilia nos procedimentos de raspagem, né, daquela limpeza realmente dentária. O técnico do laboratório, ele também se expõe e nos expõe, uma vez que nós temos o modelo de trabalho dele aqui, as peças que ele encaminha, né, que também devem sofrer no processo de desinfecção. E o paciente, por sua vez, que a cavidade oral é um verdadeiro meio de cultura para diversos patógenos.
Então, quanto ao nosso ambiente de trabalho, nós podemos ver que nós nos colocamos em risco, uma vez que a gente está muito próximo à cavidade oral. Realmente, nós estamos próximo ao ambiente propício, né, de colonização dessas bactérias. É uma área ricamente, né, colonizada de microrganismos patógenos. E também todos os nossos materiais, né, eles, na grande maioria, são perfurocortantes, aumentando riscos também de acidentes durante o nosso procedimento. E o nosso famoso aerosol, né? Esse foi um vilão durante a COVID, né? Não falei mais nada, não sei os aerossóis. Eu não sei como foi para vocês, né? Mas aqui em São Paulo, né, como vocês são de várias áreas do país, né? Aqui em São Paulo, o nós somos obrigados a fechar por um período, pelo menos de 15 até 20 dias, os consultórios, né? E houve um medo muito grande dos pacientes, né, em procurar novamente o dentista, ao grau de exposição, né? O nosso famoso motorzinho, nosso famoso aerosol que é liberado em vários procedimentos, né?
Então, como meio de contaminação, nós temos o sangue, né? A saliva, secreções respiratórias e o nosso aerosol. Aqui, olha, numa cavidade oral, né? Olha aqui, uma área, né, onde tem uma área de infecção, tá? Profundo, candidíase. No nosso procedimentos de osteotomia, né? E eu não sei que são quando nós estamos falando de cirurgia oral menor, né? E a gente está fazendo a remoção de um terceiro molar, uns problemas de gengivite, né? Onde nós podemos ver uma cavidade ricamente colonizada por bactérias, né? Que tudo isso gera o que o risco de uma contaminação e uma infecção para todos, né? E quais são os principais agentes patógenos que nós estamos expostos? Os vírus e as bactérias e os fungos. Acho que esses dois últimos anos, não existe mais nada, não ser vírus, né? Só se falou em COVID, né? Mas as outras meios, né, de comunicação, as bactérias, infelizmente, não morreram, né? As infecções fúngicas também não acabaram, né? Mas houve uma preocupação muito grande, né? Um medo muito grande durante todo esses últimos dois anos, né?
E quais são as principais vias que a gente tem de transmissão? Essa via pode ser via aérea, onde nós temos, por exemplo, o vírus da gripe, da influenza, sarampo, tuberculose e o nosso amigo COVID, né? A transmissão por contato direto ou indireto, né? Que nós temos, por exemplo, sarna, que olho e a conjuntivite, né? Que é um medo para a gente como cirurgiões-dentistas, né? A transmissão por fluidos, né? Então, a gente pode citar a hepatite B e HIV e a mononucleose. Vocês que vão estar fazendo acompanhamento depois, né, nos hospitais com a gente, tá? É interessante vocês darem uma olhadinha nessa carteirinha de vacinação de vocês, tá? Para que realmente a gente não se coloque em risco, né? Porque a exposição em ambiente hospitalar é muito maior, né? Então, os riscos aumentam. Então, por favor, vocês, né, fiquem atentos a isso, tá? E de repente, tá vendo a vacina da Hepatite, como é que está? Tá de gripe? As doses de COVID? Ah, é bastante importante que vocês estejam devidamente imunizados, tá? De tétano também é muito bom que vocês vejam, tá? Se como é que está essa vacinação. E nós temos também outras doenças, né, que porém podem acometer no espectro contagioso, que também agora voltaram a moda, né? Estão aparecendo com uma rotina maior. Aqui em São Paulo, nós temos visto, né, que as campanhas de vacinação estão apresentando uma baixa, né? Índice de procura, ah, uma resistência muito grande, né, nas vacinas, tá? Então, vocês devem estar vendo também, tá? Como é que está essa vacinação das demais doenças, né? Que vocês possam estar observando, né? Para que vocês não se exponham, tá bom?
Então, nós temos a catapora, a hepatite A, B e C, conjuntivite, hepatite, herpes simples, que é bastante comum no nosso dia a dia de consultório, né? Tem pacientes acometidos. A herpes não é tão comum, tá? Mas também ocorre. Mononucleose, que ele é da família também. Rubéola, a parotidite, que é a famosa caxumba. Gripe. O papiloma vírus, né? Que nós temos as vacinações agora, né? Dadas nas crianças, né? Nos adolescentes. O citomegalovírus, AIDS, pneumonia, tuberculose e candidíase. Então, todas essas são doenças infectocontagiosas bastante comuns, das quais a gente corre o risco, né, de nos infectarmos durante os nossos procedimentos.
E o que que a gente deve fazer? Qual a obrigação nossa, né, como profissional da área de saúde? Então, uma das nossas obrigações é tomar medidas de forma a proteger a nossa saúde, a da nossa equipe e do nosso paciente. Nós, como profissionais de saúde, nós devemos dar um exemplo, né, de como realmente se proteger. Isso é fundamental. Quando a gente fala em ambiente hospitalar, há um estudo que fala que é sobre a lavagem de mãos, que ela é isoladamente uma das ações mais importantes para a prevenção e controle de infecções em serviços de saúde. Ela é capaz de reduzir a população microbiana nas mãos e interromper a cadeia de transmissão entre profissional e pacientes. Então, as mãos têm que ser lavadas antes de calçar as luvas e logo após retirá-las, antes de qualquer procedimento com paciente e após qualquer contato que a gente tenha com algum material ou equipamento, superfície que a gente possa ter como potencialmente contaminada. E como antissépticos, né, que nós recomendamos é o álcool, clorexidina e PVPI. Vocês que vão estar fazendo acompanhamentos hospitalar comigo, tá? Eu sou a doida do álcool. Eu estou o tempo inteiro com o spray de álcool passando na mão, tá? Eu já era neurótica com o COVID, eu fiquei 10 vezes pior, tá? Então, são cuidados que, na verdade, a gente sempre teve, mas acho que o COVID veio nos alertar, né, de ainda mais ter esse cuidado, né? E tem ainda mais buscar segurança, né? Para nós, para os nossos familiares, porque a gente leva tudo isso para casa, né? Para os nossos pacientes e os demais colegas que trabalham com a gente.
E quais são os equipamentos de proteção que nós podemos, né, lançar mão para evitar e quebrar essa corrente de infecções? Um deles é a luva, né? Acho que hoje, né, acho que não se faz absolutamente nada sem uma luva, né, gente, tá? Então, nós temos as luvas de procedimento, as luvas cirúrgicas que são estéreis e as luvas de borracha que são utilizadas para limpeza de material, tá? As luvas de procedimento devem ser utilizadas em todos, toda vez que você tiver contato com paciente. Toda vez que você tiver contato com algum material, algum instrumento, algum equipamento contaminado, usem luvas. As luvas de borracha, a gente deixa mais, tá, para higienização e limpeza, tá? Dizer que do material, né, dos instrumentos, de algum equipamento. Mas isso é, eu acho que é inconcebível a gente estar vendo hoje, né, um exame com a gente utilizando, né, sem uma proteção adequada de uma luva.
A máscara, ela é uma barreira física, serve para proteção, né, de transmissão de infecção. Ela deve ser utilizada por todos os profissionais, tá? Durante o procedimento, né, durante o atendimento ao paciente. Deve cobrir completamente a boca e o nariz, de preferência com filtro duplo descartável e aquelas que realmente são aprovadas pela Anvisa. Eu vou fazer uma observação aqui, gente, que olha, nós temos, né, em andamento uma outra turma, né, que já tem um ano de curso e por mais que a gente alerte, por mais que a gente fale, ainda, ah, alguns colegas, né, que chegam no hospital. Sim, mas obrigatório dentro do hospital, todo e qualquer unidade ambulatorial, quando está normalmente em procedimento. Eu costumo usar N95, mas na rotina dentro das unidades não é obrigatório, tá? Você pode usar a máscara simples mesmo, descartável. Mas eu tenho por hábito, tá, usar sempre, tá, a máscara N95, tá bom.
O óculos de proteção, que também é uma barreira física de proteção de infecções. Ele previne, né, que venha em contato com nossos olhos, né, alguma secreção, né, como soro, água, algum fluido, né? Principalmente quando a gente usa, né, os nossos motores com consultório, né? Nosso planeta de alta rotação, né? O aerosol. Mas durante o procedimento em cirurgia, vocês vão ter também que nós não usamos, né, irrigação constante no motor, né? Mas com soro, isso também pode vir, em direção ao nosso rosto, causando a contaminação. Então, óculos de proteção também é de bastante importância, tá? E uma segurança que dá para todos, né? Para evitar uma infecção desnecessária, tá? O ideal é que ele tenha essas barreiras aqui laterais para vedar toda a região, seja transparente, de fácil limpeza e confortável. Eu não costumo usar muito óculos de proteção porque eu já tenho o meu óculos, né? Mas em alguns procedimentos eu uso aquela viseira, tá? Quando eu sei que é um risco maior, tá? É uma exposição maior.
Toucas e gorros, né? Que têm função de evitar que caiam cabelos, né, durante o procedimento, mas ela também serve de barreira mecânica, né, para possibilidade de contaminação, né? Por secreções ou aerosol no cabelo, né? Elas devem ser descartados, de preferência, e devem cobrir totalmente o cabelo e orelha. Aqui, eu vou fazer mais uma observação também, gente, né? Tá para nós, né, mulheres, né? No ambiente hospitalar, é interessante que a gente sempre mantenha o cabelo preso, tá? A gente muitas vezes vai ter acesso no ambiente de um pronto atendimento, né? E ali a gente vai pegar pacientes, né, para examinar, que podem estar com um ferimento aberto, com secreções, com drenando, né? Então, todos esses meios que a gente evitar devem ser utilizados. Isso é para o bem, assim, para que vocês não corram riscos. Dinâmica que a gente não lembra, né? Algum também é uma infecção. Esses pacientes, né, de modo que a gente faça, esteja trabalhando com um ambiente seguro.
Nós devemos escolher da roupas. Quando a gente fala no ambiente hospitalar, as mais confortáveis, de fácil lavagem, fácil secar, tá? Assim que você ver que tem alguma mancha, alguma coisa, tá trocando, tá? E de preferência, tá usar aquela roupa exclusivamente no trabalho. Eu brinco com as meninas que vão lá acompanhar o hospital, tá, que eu ponho minha roupinha de guerra, tá? É aquela roupa fácil. Ela é fácil em todos os sentidos, ela é confortável, ela é fácil de lavar, ela é fácil de secar, é a roupinha prática, tá? Para que a gente chegar em casa, saiu do ambiente hospitalar, coloca ali para lavar, sabe, sem levar nenhum [Música] tanto ocorrer o risco de uma infecção cruzada, ficar levando algum tipo de influência para a gente para dentro da nossa casa.
Nós temos os pijaminhas, né, os "scrubs", né, que vocês vão estar vendo no hospital, que é de uso obrigatório dentro do centro cirúrgico, tá? Então, no hospital onde a gente vai estar ter acesso, que o hospital Pirajussara, o azul é de uso exclusivo do centro cirúrgico e o cinza é utilizado pela equipe de enfermagem, né? E pela equipe do PA ou da unidade de terapia intensiva. Então, existe essas duas cores, tá? Vocês vão estar usando o do centro cirúrgico quando nós tivermos em algum procedimento. No avental, né? A Natasha até mandou para vocês, né, no grupinho de WhatsApp, né? Vocês devem providenciar um avental branco, tá? De preferência, aquela gola alta, tá? Com punho, é mais indicado, tá? Aí vocês vão ter o modelinho onde vocês vão estar colocando logo daí, e vai estar o nome de vocês com a identificação de vocês. É importante, né, que vocês estejam providenciando isso já, para que vocês possam estar usando no primeiro dia de clínica, que vai ser em março.
Uma observação que eu venho fazendo o ano inteiro desse outro curso, né, dessa outra turma, gente, é extremamente proibido o uso de adornos. Existe uma norma NR 32 que diz o que ela fala o que deve ser evitado o uso de brincos, colares, correntes, pulseiras, relógios, anéis, alianças. Gente, tem que tirar tudo, tá? Esses materiais representam um risco de contaminação, é difícil para que a gente consiga uma higienização correta desses materiais, né? E estudos provam, né, que profissionais que usam, né, os anéis, eles apresentam-se mais colonizados antes e após a lavagem de mão, quando comparado àqueles que não usam. Mas dentro do centro cirúrgico, não é permitido de forma alguma o uso de adorno. Eu falo do adorno dentro do centro, mas evite em qualquer outra área, tá, gente? Eu também adoro, tá, um brinco, eu falo que eu não sei andar sem brinco, né? Mas dentro do hospital, evitem o uso de qualquer tipo de sapatos, tá? Quando vocês também estiverem no ambiente hospitalar, procurar usar sempre sapato fechado, de preferência que ele seja antiderrapante, tá? E ele evitando impacto, né, de queda de objetos. De repente, você está no meio de uma cirurgia, cai uma seringa, né, cai o material, por exemplo, posso estar oferecendo ferimento, né? Ele previne o que a umidade durante o procedimento, às vezes por causa do soro, né, pode estar em contato, né, cair no nosso pé, tá? Secreções, sangue, tá? Vocês vão ver que a equipe de ortopedia, eles trabalham com aquelas botas de plástico, tá? Para evitar as contaminações, tá bom? Então, por favor, também, a partir do momento que vocês estiverem em ambientes hospitalar, procurem usar sapatos fechados, confortáveis, de fácil e limpeza, tá? Para que evitar qualquer tipo, tá, de contaminação de vocês, tá? Quando a gente vai para o pronto atendimento, a gente pega alguns pacientes com ferimentos em boca, com várias, com sangue, áreas com drenagem, né? Isso tudo, uma hora para outra, paciente espirra, tosse, vomita, você está ali andando, né? Então, procurem usar sempre o mínimo possível, tá, de mais confortável a roupa de vocês, evitar adornos, sapatos fechados, tá bom? E sempre com avental, tá bom? Mas quando fala, tá, gente, vamos tentar evitar chegar no hospital, como eu tenho visto, né, de eu ter que providenciar a máscara para colocar nas colegas, tá bom?
Oi, você vai disponibilizar a aula, né, depois também? Sim, sem problema. Beleza, obrigado.
Nos nossos materiais. Olha a mesinha que vocês vão estar, né, encarando dentro do centro cirúrgico, né, nos procedimentos de cirurgia. Borracheiro tem material à beça. Vocês vão estar se habituando, né, conhecendo a função de cada um, né? E dentro de todos os materiais que nós utilizamos na nossa rotina, eles são divididos em críticos, semicríticos e não críticos. O que são os materiais não críticos? São aqueles que entram em contato com a pele do paciente, né? Mas é uma pele íntegra, tá? Eles não entram em contato diretamente com alguma lesão. Então, entre eles, a gente tem como exemplo aqui, ó, um arco facial, aquele compasso de Willis, que a gente usa para mensurar a dimensão vertical e os equipamentos em geral que ficam no nosso entorno. Dos materiais semicríticos, né, são aqueles que entram em contato com a pele que ela, na pele, não está íntegra e aquela que apresenta o que a mucosa, né, mas está íntegra. Dentre eles, que que nós estamos? Os nossos espelhos, os nossos afastadores, as nossas moldeiras, que são considerados como material semicrítico. E os críticos é o que realmente, quando a gente está falando em ambientes cirúrgico, né, que é uma exposição muito grande, são os nossos artigos perfurocortantes, né? São aqueles que entram em contato direto com tecidos cruentos, com áreas sangrantes, que nós podemos falar que todo o nosso material, aquela mesa que eu mostrei, isso, todo aquele material é tido como material crítico. O nosso bisturi, nossas trocas, fio de sutura. Vocês vão observar que existe, né, todo uma norma, né, de posicionamento quando a gente está falando cirurgia, tá? De forma que fique fácil, né, a gente estar passando esse material para o instrumentador ou para o nosso auxiliar ou outro colega que está afastando, de maneira a evitar que a gente tenha acidentes durante o procedimento. Vocês vão observar que no início, né, quando a gente vai ter bastante cuidado, bastante e orientar e mostrar para vocês, né, a forma correta de se empunhar o material, um instrumento, né? A forma correta de se passar esse instrumento, porque o colega sinta, né? Para que realmente, né, a gente não corra risco de você estar passando para o colega uma seringa e agulha, tá, voltada para a mão dele, né? A gente sempre passa com o êmbolo voltado para a mão, né? Para evitar o que que o colega que está ali diretamente no campo, observando o campo, né, não corra o risco de ter algum ferimento, tá bom? A gente vai estar orientando vocês depois com sobre técnicas de sutura, né? Para evitar pegar agulha, né, com a mão, né? Sempre porta-agulha e pinça, tá? Que a forma correta para evitar que a gente tenha algum acidente durante o procedimento.
E resumidamente, o que nós podemos ter? Nós temos aquele material crítico, né? Onde oferece um alto risco de infecção. Ele é utilizado principalmente quando em procedimentos invasivos nas áreas não íntegras e eles estão, OK, em ambiente teoricamente estéril. O semicrítico, né? É aquele que oferece médio risco de infecção. Nós vamos estar usando em áreas, né, onde não há uma perda de integridade de pele, tá? Mas as mucosas podem apresentar sempre, tá? Então, nesses semicríticos, há um risco médio, moderado de infecção. E aqueles de baixo ou crítico, né, não crítico, são aqueles de baixo risco, onde tanto pele quanto mucosa, né, não apresentam nenhum tipo de lesão. Elas estão, apresentam-se íntegras, né? Não tem nenhum ferimento, né? Nenhuma exposição.
O que é assepsia? Assepsia é aquele método que a gente emprega para impedir a contaminação de um determinado material ou superfície. Ele pode ser realizado com substâncias detergentes, por exemplo, um detergente, um sabonete. É aquela limpeza que é feita pelo profissional ou então pelo próprio paciente. É aquela que a gente visa uma eliminação, uma redução de microrganismos presentes na pele, na mucosa, em tecidos vivos. E é realizada pelo profissional, né? Então, aqui, ó, um exemplo, né, onde a gente está fazendo aqui uma antissepsia da pele do paciente, né? E sempre vocês vão ver, né, pela técnica, né, que você sempre faz do meio, do centro para fora e nunca volta na região. Tá? Aqui está usando o PVPI, mas a gente dificilmente usa, né? Uma por ficar a pele, né, pela coloração dele mesmo. E outro risco também são aqueles pacientes que podem apresentar algum lugar de alergia. Aí outro também, depois a gente vai conversar bastante, né? Esta pinça e a cuba não voltam mais para mesa cirúrgica, tá? Isso é descartado imediatamente, tá bom? Após a realização da antissepsia, a pinça e a cuba são descartadas. Elas não retornam à mesa cirúrgica. E para realizar antissepsia, nós temos algumas substâncias que podemos estar utilizando. Substâncias que são antissépticas ou microbiostáticas, né? Dentre elas, nós temos a clorexidina 0,12% e a 0,2% que é utilizada em mucosa, tá? Nós utilizamos sempre aquosa. A clorexidina 2% e o iodo-povidona, tá? Na região de pele, tá bom? Como eu disse, o iodo-povidona ele é pouco utilizado hoje, a gente dá preferência realmente à clorexidina, né?
A descontaminação, ela é uma eliminação parcial ou total de microrganismos de um determinado material ou superfície. Ela vai ter ser realizada previamente a qualquer procedimento. E aqui, né, nós temos quem? O nosso álcool 70, né? Que foi a musa, né, dos nossos dois últimos anos, né? Muito utilizado em todo, todas as regiões, né, para descontaminação.
A limpeza, onde nós vamos estar fazendo a remoção mecânica ou química daquela sujeira que fica na região do ambiente onde nós vamos estar trabalhando, ou dos nossos materiais. De preferência, o uso de luvas para remover todo aquele excesso de sujeira que fica no nosso material após algum procedimento. Então, a limpeza dos materiais, ela é realizada antes da desinfecção e esterilização deles, né? De modo que a gente vai remover aquela matéria orgânica que fica na superfície desses materiais, que poderiam prejudicar o processo de desinfecção e esterilização. E para isso, a gente utiliza de métodos mecânicos, né, com escovação mesmo, limpeza desse material, físicos com as cubas ultrassônicas, né? E químicos, que a gente associa soluções enzimáticas. No meu consultório, eu utilizo bastante essa cuba ultrassônica, né? Ela, para mim, é de grande valia, tá? Principalmente nos nossos materiais cirúrgicos.
A desinfecção, né, onde a gente vai eliminar aqueles microrganismos, né, de uma superfície, tá? Exceto aqueles esporulados, são mais resistentes, tá bom? Através também de um processo físico, né, onde a gente vai estar passando nas superfícies, né? Químico, pela ação de um desinfetante, né? Removendo o máximo possível de microrganismos daquela, daquela superfície, daquela região, tá? Isso quando vocês estiverem na clínica, tá, em março, isso é um vai ser um trabalhinho de vocês, entre um procedimento e outro, né? Vocês tirarem todo o material de vocês, observarem todo o equipo, limpar para que seja feito um segundo procedimento. A desinfecção de materiais é recomendada para todos aqueles materiais que são termossensíveis, ou seja, só aqueles materiais que não podem, né, sofrer ao calor térmico, tá bom? Ela se resume numa desinfecção química, quando a gente tem, né, através dos desinfetantes líquidos. E os agentes químicos comumente utilizados são o nosso amigo álcool, né? Que é o que mais a gente utiliza hoje para limpeza de bancadas, equipos. Sabão, né? Como posso explorar também, são bastante utilizados, porque a gente usa bastante também nos nossos instrumentais. Então, aqui, ó, o glutaraldeído, que ele precisa de um tempo mínimo de 30 minutos para ter ação, tá bom? E o ácido peracético, que precisa pelo menos de 10 minutos na superfície para que tenha uma ação realmente de desinfecção.
A esterilização, já é um passo além, né? Ela realmente causa a destruição dos microrganismos, tá? Inclusive dos esporulados. Ela pode ser realizada através de um processo físico ou através de um processo químico. Dentro desses métodos químicos, físicos, nós temos como que as nossas soluções esterilizantes. Dentro dos físicos, nós temos como que o calor seco, seria a estufa, o calor úmido sob pressão, que é o autoclave, e a radiação ionizante. E físico-químicos, nós temos como exemplo o óxido de etileno. Na esterilização química, né, a gente tem um risco de contaminação do material, há uma dificuldade muito grande de armazenamento e controle de qualidade, realmente da eficácia dessa esterilização, tá? Há uma dificuldade de monitorar esse processo. E os mesmos agentes que a gente usa na esterilização, aqui são aqueles que a gente usa na desinfecção, porém a exposição é maior, o tempo maior. Então, por exemplo, no glutaraldeído, é necessário que o material fique imerso ali por 10 horas, né? O que torna inviável, né, gente? Vamos lá, né? Como é que a gente mantém o material 10 horas numa solução? E mesmo ficando 10 horas, tá? Estudos, né, falam que alguns microrganismos ainda apresentam resistência com esse material. Deve ser descartado, tá? Ele é tido como material tóxico. Existe pesquisas que falam de um potencial carcinogênico dele, tá? E o descarte dele, tá, tem que ser feito por uma unidade específica para descarte, tá? Como nosso de coleta, tá bom? Então, ele é enviado. Isso, né? A esterilização com ácido peracético já é um pouco mais tranquila, né? É um tempo é reduzido, são 30 minutos. Ou não é tão fora assim, né, de uma realização. Ele mostra-se bastante eficaz, nenhum microrganismo mostrou resistência. Ele deve ser descartado depois de 24 horas na sua diluição, mas ele é um material biodegradável. Então, ele pode ser descartado diretamente na nossa rede de esgoto sem qualquer tipo de tratamento adicional. Ele é considerado atóxico, não alergênico e é irritante, considerado leve. Porém, ele, tá, ainda também existe alguns artigos que falam do seu potencial carcinogênico.
Na esterilização física, nós podemos citar a estufa. Mas não sei na região de vocês, mas aqui em São Paulo, por exemplo, a vigilância sanitária não permite mais o uso de estufa em consultórios, tá? Mas ela foi nossa amiga durante muitos anos, né? Então, cabe aqui saudá-la, né, por tantos anos que nós utilizamos, né? Ela se mostrava eficaz, né, dentro do que a gente tinha, né? Mas com a melhora, né, de outros equipamentos, né, apresentando eficácia, nós temos o autoclave. Então, ele reúne, dentre outros, né? Ele é mais seguro, ele não provoca danos materiais e o tempo reduzido que a gente tem, né, de realmente para o processo de esterilização, né? Ele tem vários ciclos para as mais diversas, né, materiais. Eu tenho um aqui também digital, que você esteriliza a gás para cada tipo de material que você põe, pressurização, ele tem um tipo de ciclo específico. Exige, né, que a gente embale o material no papel de grau cirúrgico, o papel crepado ou então aquele tecido de algodão, onde vocês vão ver bastante, né, isso dentro do hospital, onde as caixas vêm, né, um tecido, tá? Dificilmente você vai vir envelopes lá, é mais sobre o tecido, realmente.
Nós temos a esterilização também por radiação, né? Ela também é muito segura, é utilizada para aqueles materiais termossensíveis, porém é um tipo de esterilização bastante cara, né? Então, ela é disponível em escala industrial. E ela consiste em quê? Expor aquele produto a uma fonte radioativa, normalmente gama ou cobalto 60, e ele tem essa ação sobre o microrganismo, atuando diretamente, provocando a ruptura do DNA, tá? Então, dentre os materiais que a gente vê que são esterilizados por radiação, nós temos as luvas, sondas, aqueles kits cirúrgicos que a gente utiliza, né, em procedimentos, por exemplo, cirurgias de implante, periodontais ou de terceiro molar, e ela tem esse tipo de esterilização. Tem um alto poder de penetração, então os materiais são esterilizados dentro da embalagem. Não existe qualquer risco, né, de resíduo radioativo ou qualquer indução de radioatividade para esses produtos. Então, eles podem ser utilizados imediatamente depois da esterilização, sem risco algum.
Então, aqui alguns materiais que a gente pode estar vendo que não tem como vocês esterilizar, né, em esterilizações onde você tenha alterações de temperatura, tá? Ó, isso aqui são descartáveis, sondas, né? E tipos de soro, tá? Então, esses materiais realmente necessitam de um tipo de esterilização específica. E aí nós temos, podemos lançar mão de quem? Nas esterilizações por radiação.
Esta é um tipo de esterilização, entre aspas, que foi bastante falada, pelo menos aqui em São Paulo, foi assim, é bastante alarde, né, durante a COVID, que grandes hospitais como Einstein, Libanês, né, estavam disponibilizando, né, da utilização deste equipamento, tá? Que fazia uma esterilização da região do ambiente, né? O uso da radiação ultravioleta, ele é eficaz, mas a penetrabilidade dela é muito baixa. Ele se limita, né, ao que? Eliminar aqueles microrganismos que estão presentes mais na superfície, no ar ou em líquidos transparentes como água, tá? E o alvo dele também é na quebra do DNA. A maioria das lâmpadas, né, de ultravioleta comerciais que a gente tem, giram em torno de 254 nanômetros, o que é, né, que corresponde à absorção máxima para que ocorra a quebra do DNA, tá? Ele é eficaz, mas é muito limitado, né? Uma vez que só vamos ter apenas, né, uma esterilização de superfície. Mas foi assim, o alarde aqui durante a COVID, né, nesses grandes centros de referência, né, aqui de São Paulo, foi notícia de jornal, né? Globo, Jornal Nacional, né, mostrando, né, a última geração de esterilização em centros, né? Foi bastante divulgado.
Mas a esterilização física que a gente tem, nós podemos falar do óxido de etileno. Ele é um gás inodoro, sem cor, porém ele é inflamável, explosivo, né? É necessário adição de estabilizante para evitar o risco, né, de explosão de fogo. É um método extremamente confiável, tá? Mas de alto custo, muito tóxico, muito longo, né? Mas vocês vão ver que alguns materiais, né, utilizam óxido de etileno também, como método de esterilização, tá bom? As luvas também são esterilizadas. Tudo isso, né, precisa do quê? De um monitoramento. A gente precisa saber, né, se realmente aquele ciclo que a gente utilizou de esterilização, aquele processo de esterilização, foi realmente eficaz, para que a gente consiga realmente quebrar, né, esse processo de possíveis infecções cruzadas.
E como é feito esse monitoramento? O monitoramento físico em autoclave consiste em verificar se o autoclave atingiu os parâmetros físicos, né, para que realmente tenha sido eficaz o ciclo de esterilização. Que parâmetros de temperatura, tempo e pressão. A estufa, que foi utilizada durante muito tempo, né? Nós tínhamos só como parâmetro o tempo e temperatura. Existe quatro classes, né, de indicadores. Nós temos a classe 1, 4, 5 e 6. E aí a gente vai falar um pouquinho de cada um deles, né? Um indicador químico de classe 1, né? Que não são as nossas fitas zebradas, né? Elas são indicadores apenas de passagem, ou seja, ela marca que realmente aquele material, aquele envelope, aquela caixa passou por um ciclo de esterilização, mas ele não garante que o material está esterilizado. E ela deve estar sendo utilizada em todos os pacotes, lacrando, né, a região.
Nós temos um indicador químico classe 4. Esses são indicadores multiparamétricos que devem ser utilizados em todos os pacotes, tá? Eles mostram que houve a penetração de calor e vapor, porém eles também não garantem a esterilização. Vocês vão ver também isso também é importante quando vocês vão estar no ambiente hospitalar. Vocês vão ver que o auxiliar de sala pede para vocês, tá? Para que pegue o indicador da caixa, tá? Porque assim, ela confirma que aquela caixa que está sendo exposta ali para utilização passou pelo ciclo de esterilização e confirma que realmente esse, aquele ciclo foi eficaz. Algum tipo de dúvida? Essa caixa é retirada, tá? Essas fitas são colocadas dentro dos pacotes, tá? E aí a gente tem, quando o ciclo é completo, né, a mudança de cor.
Classe 5, né? Também um integrador químico e uso interno. Também vocês podem ver, ah, esse tipo, né, que a gente encontra normalmente dentro das caixas. Ela indica realmente que foi esterilizado. Ele tem uma boa confiabilidade, porém se, por exemplo, o autoclave, né, tiveram uma temperatura acima de 140 graus, ele vai aprovar o ciclo, ele vai ter essa mudança de cor. Porém, ela não indica que houve o vapor suficiente, então que houve uma passagem para o ciclo, mas ela não, ela não dá, né, realmente uma eficácia em termos de vapor e calor. E o classe 6, tá? Que são aqueles emuladores para temperatura específica, tá? Então, eles realmente, né, eles são fiéis, mostrando que houve sim, aquela caixa, aquele material foi exposto a essa temperatura. Ele é mais fácil, prático de usar, de armazenar, de uma leitura imediata, grande confiabilidade e demonstra realmente que aquele ciclo de esterilização, ele passou por todas as condições de temperatura, vapor e tempo. Então, ele realmente garante que aquele ciclo foi eficaz na esterilização daquele material.
Nós temos também os indicadores biológicos. A gente vai observar bastante, tá, quando vocês estiverem no ambiente hospitalar, que muitas vezes parece, né, que é entre o preparo de uma sala, né, para que a gente entre numa segunda cirurgia, a todo um processo que é realizado, tá? Então, todo o processo de desinfecção. Então, vem uma funcionária de serviços gerais que vai fazer toda a limpeza da sala, a circulante de sala que faz toda a limpeza de materiais, mesas, né, equipamentos. E nós vamos encaminhar esse material. Sai, é todo contato, sai da sala e vai para o centro, onde realmente é primeiro feito a remoção daquela sujeira mais visível. Aí ele entra dentro de cubas, tá, para uma desinfecção mais apurada. E aí sim, eles vão ser lavados, secos e aí vão para esterilização. Muitas vezes acontece, por exemplo, no Hospital Pirajussara, que a gente fala assim: "Ah, entre uma cirurgia e outra, a gente precisa de um material X". Tá? Então, gente, tudo isso leva um tempo muito grande. Então, vocês vão ver que a gente procura, né, é organizar a cirurgia de modo que, se ocorrer necessidade de utilizar um material, né, tenha todo o tempo, né, para que seja feito esse procedimento, tá? Dentro do CME, que é a unidade responsável pelos materiais e esterilização. E muitas vezes.
Até o material já foi esterilizado, né? Já está pronto. Porém, a gente liga lá no CNE cobrando esse material. Eles falam: "Doutora, nós estamos fazendo biológico". Tá? Então, isso requer o quê? Um cuidado maior que se tem para realmente observar a qualidade daquele processo de esterilização daquele material.
E o que são esses indicadores biológicos? Eles fornecem uma segurança, né, em relação à qualidade dessa esterilização. Consiste em colocar micro-organismos vivos dentro do autoclave e o seu cultivo, de forma que a gente tenha um controle que realmente houve a eliminação desses organismos. Ele é um monitoramento confiável, tá, realizado por microorganismo tecnicamente testados e preparados, tá, que são chamados nossos indicadores biológicos.
Eles são tubos, tá, teste que vêm em tubos plásticos com tampa permeável ao vapor, uma fita impregnada, né? E nós temos a presença de esporos, tá, no meio de cultura, tá, que fica dentro de uma ampola de vidro. A leitura ocorre 24 a 48 horas após a incubação, né? Então, isso é feito com uma rotina. Eu não sei como é na cidade de vocês, mas aqui em São Paulo, tá, a vigilância sanitária cobra muito isso da gente, né? Então, a gente tem um caderno, né, onde é feito, né, periodicamente a verificação do autoclave, realmente, tá tendo a sua função adequada na esterilização.
Ele é colonizado por esporos, tá, testados que são altamente resistentes ao calor úmido, mas eles não são patógenos. Eles são chamados do dia que de esporos que é de desafio. Ou seja, se eles são eliminados, todos os outros formam de microrganismos presentes naqueles naquele material também vão ser.
Nós temos aqui as ampolas onde nós temos o meio de cultura, o disco impregnado dos esporos, as fitas, né, externa onde marca, né, que nós vamos ter uma mudança de cor. Então, a gente quebra esse essa ampola, né, e deixa, né, na incubadora para verificar realmente a eficácia de todo aquele processo, né? As incubadoras, né, vocês vão ver depois quando vocês forem no hospital, né? Vocês vão ter oportunidade de conhecer, né, o centro de esterilização. Tá? Isso é feito rotineiramente, tá, de modo realmente comprovar a eficácia daquele autoclave que foi utilizado na esterilização de vários outros materiais.
Então, aqui, ó, quando ele não foi esterilizado, ou não houve a mudança de cor na tira, e aquilo também não está esterilizado, onde tem como crescimento das nossas microorganismos. O que que nós temos como normas de procedimento?
Olá, vocês de novo, né? Nós vamos ter que cuidar daqueles equipamentos lá daquela clínica, tá? Então, manter, né, a região asséptica, limpeza desse equipamento para que a gente possa fazer um atendimento. Durante o procedimento, gente, estar devidamente paramentar o cirúrgico, toucas, máscara de proteção, de preferência, tá? Como a gente não vai estar falando cirurgia oral menor, ele é 95 é a melhor para a gente tá utilizando. Quem quiser, tá usando a viseira, usa, né? Quem de preferência, causando óculos de proteção, tá? Vamos evitar qualquer tipo de acidente, né, desnecessário, uma contaminação desnecessária, né? Não procedimento que a gente pode estar controlando, né? Que isso é um procedimento de um ambiente é ambulatorial.
Aqui mais um exemplo, né? Olá, profissional e auxiliar, né? Vocês vão estar trabalhando em dupla. Então, é você e mais um colega, tá? Evitando todas as formas que a gente tem algum tipo de risco de contaminação, OK?
Após o procedimento, tá? Vamos utilizar o que nós podemos usar luvas mais grossas, né, para remover todas as barreiras, remoção dos descartáveis, né? Descartar isso de forma adequada. Limpar os nossos materiais, né? Nós podemos usar o butano aldeído ou ácido peracético, lavar e secar, e vocês vão estar embalando esse material de vocês. Então, vocês já vão se organizando, né, tá? De que só no grau, né, ou envelopes, tá? Identificar para que seja entregue, né? Para que realmente seja feito, né, a esterilização nos autoclavos que tem lá que vocês vão ver. Todo material perfurocortante deve ser removido, tá bom? Então, agulhas, lâmina bisturi, agulha de sutura, descartar nas caixinhas amarelinha da descartável.
Vocês vão observar que durante a cirurgia, eu tenho por hábito, tá? Antes, assim que termina o procedimento, eu vou na mesma, né, e retiro todo o material, ou durante o procedimento, eu jogo dentro da cuba rim. A gente tem que tomar muito cuidado que às vezes a gente tem aquela mesa que eu mostrei para vocês, né? Mas no final de cirurgia, nem sempre ela está tão organizada, né? Então, aí vem um colega, tira a luva, joga em cima, aí vem o outro que está saindo, joga o avental em cima da mesa, e aí vem você, né, que está distraído, põe a mão ali na mesa, tem uma agulha, tem uma lâmina de bisturi, e aí nós teremos um acidente, né? O risco de uma infecção. Vamos observar, vamos fazer isso com atenção, tá? Para evitar esses acidentes.
Então, jamais, né, descartar lâminas, agulhas em lixeiras convencionais. Para isso, vocês vão ver dentro da sala do ambulatório, dentro das salas do centro cirúrgico, as nossas caixinhas amarelinhas que devem ser descartados todos os importantes ali dentro.
Após o procedimento, né? Fazer a desinfecção, lavar e secar os instrumentais e aí, condicionar de maneira que possam ser esterilizados. Embalagem fica a critério de vocês. Eu não sei o que vocês usam. Eu tenho curado, tá? As minhas caixas são todas em um grau cirúrgico, tá? Eu embalo elas, eu acho mais prático, mas aí vai dar comodidade e da praticidade que vocês vão estar vendo, né? Para realizar esse procedimento, né? Faça isso de maneira mais segura para vocês, mais fácil, né? Porque vocês estão vendo de longe também. De repente, depois, gente, é interessante vocês se reunirem, né? E deixar pequenas quantidades de, de repente, envelope de fita já lá na íngua para a próxima clínica para que você não tem o que carregar tudo, né? Vocês vêm só especificamente com material, tá? De vocês, tá bom? Os materiais descartáveis, né? Aí não vai fornecer, tá? Mas aí você fica a critério de vocês também se organizarem, ver como fica mais fácil, né? Para vocês não ficarem na correria, né? Durante a clínica, tá bom?
E os acidentes, esses são temidos, né, por todos. Tá? Eu fico muito bom, humor muito grande quando eu machuco, tá? Então, quando a gente tá nos durante a cirurgia, né? Atenção muito grande, né? Nada de brincadeira, vamos ficar atentos. Vocês vão observar, tá? Que ficam instrumentador, né? E cirurgião e o primeiro auxiliar e normalmente mais uma afastando, né? Então, atenção, né? Cuidado, tá? Eu vejo que acontece muito, né? Lá no hospital, né? Que a gente quer tirar foto, quer ver o procedimento, tudo é feito. Vocês vão observar que a gente faz com mais cautela, né? Com mais calma para que vocês possam acompanhar, mesmo porque vocês estão aprendendo, mas a gente deve tomar bastante cuidado, não, não sofrer acidentes, né? Tá? Porque a gente não venha se contaminar, né? Por uma bobagem, tá bom?
Então, quando a gente tem um acidente de trabalho, né? Principalmente quando a gente fala um acidente com sangue ou fluidos, Ministério da Saúde, tá? Refere que ele deve ser tratado como um caso de emergência médica. A profilaxia, né, da infecção pelo HIV, pelo vírus da Hepatite, tem a sua maior eficácia quando ela é iniciada logo após a ocorrência do acidente. No caso do HIV, quando você tem uma exposição, né, perfurocortante, o risco de você contrair é de 0,3%. Quando ela é muco cutânea, o risco, tá, de contaminação é de 0,009%. Em caso, né, de acidente, nós temos o uso profilático, né, do AZT, que quando utilizado logo após o acidente, ele tem até 81% tá de redução de riscos de conversão. No caso da Hepatite, a Hepatite B também ela apresenta 30% de risco de infecção após uma exposição cutânea, tá? E a Hepatite C, ela representa 10% né dos riscos de infecção após uma exposição percutânea. Lembrando que Hepatite B, nós temos a vacina, né? Agora Hepatite C, não, tá bom? Não há vacina, tá? E aí é só um acompanhamento sorológico, né?
E que que a gente faz? Vocês vão observar se isso acontecer, né, de algum acidente, tá? O enfermeiro do setor, ele é acionado. Nós temos que colher, né, sangue o paciente e nós, tá? Então, se esse paciente, né, conhecido, a gente tem que esclarecer o fato por um paciente, tá? E aí colheu o material. Se ele, né, é não é conhecido, a gente trata, né, como HIV positivo, tá? Se ele é conhecido, vamos fazer teste nos dois, profissional e paciente. O teste deu negativo, tá? Nós vamos o quê? Realizar a disposição, tá? Para HIV. Já a Hepatite, se der negativo, se der positivo, já a gente tem que observar se ele tomou a vacina da Hepatite e a profilaxia. Tudo deu negativo, maravilha, né? Vamos só orientar alta tanto para o paciente quanto para o colega. Mas um caso de algum dos dois apresentar positividade, tá? Nós temos o que? Que acompanhar através de sorologia, tá bom? Em intervalos de 6, 12 e 24 semanas. No caso da Hepatite, nós temos a vacina, né? E o acompanhamento clínico sorológico. No caso da Hepatite C, tá? Somente vai ser feito um acompanhamento clínico sorológico, né? E no caso do HIV, tá? O ideal é que se inicia logo após o acidente, né? Os antivirais, duas horas depois, e manter para o quarto semana e fazer o acompanhamento clínico sorológico.
Nós nunca tivemos, né, acidentes, tá? E realmente necessitasse de registro, tá? Mas é uma coisa que realmente pode ocorrer e que deve ser evitada, e a gente tem como evitar tomando os cuidados, tá? Então, um dos cuidados, gente, jamais encapar a agulha, né? Para isso, tem a cada caixinha, joga ali dentro, tá? Manusear os objetos importantes com muito cuidado. A gente vê bastante quando a gente está em campo, né? E quem fica na mesa, às vezes, ou tal ali auxiliando, a maneira como passa o instrumental, você pode uma seringa, né, que a gente usa para irrigação, furar a mão do colega. O jeito como você passa o bisturi, você pode causar um ferimento, tá? Então, ficar atento a isso, tá? E outra vez, né, terminado o procedimento, não ficar jogando tudo em cima da mesa, né? Porque ali pode estar no meio, né, materiais que, por exemplo, a gente falar, vamos fazer um curativo agora, a gente vai lá na mesa de cirurgia pegar uma tesoura, né? E aí a gente pega, acaba se perfurando com uma agulha, acaba se perfurando com uma cortando uma lâmina, tá? Então, todo o cuidado deve ser realizado para evitar que a gente sofra algum tipo de contaminação, OK?
As vacinas, como eu já falei para vocês, é de suma importância. Por favor, verifiquem, né, como é que está a Hepatite, Tétano, tá? A vacina da gripe, tá? Vocês, como vão estar fazendo acompanhando as cirurgias, né? É interessante que vocês verifiquem, né, como é que está todas as vacinas e a imunização de vocês. Nós que já trabalhamos em hospital, isso é obrigatório, tá? É um passo anualmente na medicina do trabalho, tá? Onde é que a vacinação é feita, exames, tá? É obrigatório e é uma maneira, né, que a gente previna realmente, né, de ter alguma contaminação, alguma infecção aí oportunista, né, desnecessária.
Eu trouxe uns artigos aqui para vocês para mostrar, né? Esse é um artigo que fala sobre biossegurança aplicado na odontologia na Universidade Federal do Pará. Tá? Nesse artigo, ele fala que a realmente a biossegurança começou a ser valorizada apenas na década de 80 e foi teve início essa valorização por quê? Houve o primeiro relato de contaminação em acidente de trabalho e aí sim a gente começou a ver assim, criar-se normas sobre biossegurança em odontologia, o quanto essa transmissão, esse risco a esses agentes infecciosos era real e o que a gente poderia fazer de prevenção e de biossegurança para minimizar esse risco. Ele fala que em 2002, o Ministério da Saúde começou a elaborar e reformular normas de biossegurança e criou-se uma comissão técnica de biossegurança na Fiocruz, onde ele definiu como biossegurança o conjunto de ações voltadas para prevenção, minimizando ou eliminando os riscos inerentes nas atividades de pesquisa, de produção, de ensino, de desenvolvimento e prestações de serviços. E ele enfatiza que o cirurgião-dentista está muito vulnerável a riscos essas infecções transmitidas por agentes infecciosos comumente dentro do nosso ambiente clínico e essas infecções podem, podem, né, ocorrem por diferentes vias. Ele volta a citar, né? Ele fala sobre o contato direto, onde a gente tem o contato direto em lesões infecciosas, né? Por exemplo, com abscesso. O contato indireto por nossos instrumentos, né, equipamentos e o nosso aerosol. E ele fala que o dentista está mais exposto realmente porque a área de atuação, né, boca, um ambiente altamente colonizado, múltiplos espécies de microbiotas, difícil acesso e a nossa proximidade muito grande, né, a essa região. Então, que nós estamos passivos a transmissão, né, a conta de influenza, que é o livro da da gripe, a pneumonia, conjuntivite, herpes, tuberculose, entre outras, né? E ele fala que existe prevenções, né? Que a utilização dos adequados eficazes de esterilização e desinfecção, a utilização de barreiras em objetos, revestir os nossos equipamentos, a proteção dos pacientes e gerenciar os resíduos, né? Aquele material contaminado, né? Descartar de maneira adequada.
E nesse artigo, ele faz o quê? O questionário, tá? Do conhecimento de biossegurança para os estudantes no início da clínica e no término de curso. E ele verifica que no início, né, quando a gente tem início na clínica, apenas 60% né utilizavam todos os materiais de segurança, exceto. E quando a gente vai ver no final do curso, tá? 57% utilizam todos os equipamentos de segurança, todos, para o pé, óculos. Então, isso mostra, né, que com o andar, né, com o desenvolvimento, né, com a gente vai aprendendo, a gente vai tomando mais cuidado. Porém, o que eu tenho observado, né, que isso ocorre realmente, né? É que com os anos de formado, a gente vai se especializando, vai mudando as nossas rotinas e eu cai no esquecimento alguns procedimentos, tá? Que agora, vocês estando, né, no ambiente hospitalar, eles têm que ser lembrados, tá? Para evitar realmente que a gente tenha algum problema de contaminação, alguma infecção cruzada, né? Algum, né, ferimento, né? Para que a gente evite que isso ocorra. Então, ele fala que um dos, né, das questões, né, que eles falam que apesar dos alunos ter conhecimento dos riscos de infecção que eles são expostos, né, durante o procedimento, muitos deles, né, ainda na igreja em si os cuidados.
Nesse outro artigo, nós temos também, né, que também fala sobre as atitudes, é uma avaliação das atitudes de prevenção de infecção cruzada, né? Também feito através de uma inspeção visual nas clínicas de graduação de faculdade de odontologia. E ele fala que o controle de infecção cruzada, ele é muito utilizado e todas as medidas de prevenção contra a contaminação devem ser realizadas. Os ambientes como clínica, consultório, laboratório, né, devem, né, estar sempre, né, e observação, né, se esses medidas realmente estão sendo tomadas, tá? De forma a evitar que a gente tenha uma infecção, tá? E uma, um risco, né, de transmissão dessa. Ele relata que os maiores riscos são hepatites e que o Ministério da Saúde orienta que a gente realmente crie normas, né, para prática de controle de infecção na prática odontológica. Então, ele está sempre criando mais normas para que a gente execute esses procedimentos com maior segurança e refere, né, que o uso adequado dos EPIs, proteção de superfície, né, a redução de números de partículas do uso, por exemplo, lençol de borracha, aspirador de alta potência, a vacinação, né, uso, né, de bochecho, aquele colírio previamente algum procedimento, técnicas de assepsia corretas, bem como esterilização são os meios eficazes para evitar essa infecção cruzada.
Nesse estudo, né, ele divide, ele faz um gráfico onde nós temos aqui, né, sexo feminino 64%, masculino 35%, tá? E divide nos períodos, oitavo e no período, esse sétimo período. E quando ele fala, né, ele tava fazendo uma avaliação visual, ele fala, né, a proteção na mesa auxiliar. Ele observou, né, que o sexo feminino é mais prudente, né, não cuidar de proteger aquela nossa mesa auxiliar quando comparado ao sexo masculino. Quando a gente fala na proteção e recobrimento da caneta de alta rotação, né? Ele comparou entre os períodos e ele viu, né, que o período, né, de sexta a sétima período, né, eles realizavam mais essa proteção, tá? Enquanto que dos oitavos no período já negligenciava um pouco. Quando a gente fala na progressão de micromotores, novamente, ele observou aqui, inverteu, né? Que oitavo e no período se protegia mais, né? Realizavam mais uma proteção do sistema necromotor, enquanto que do sexto e sétimo período negligenciava um pouco. Quando ele comparou, né, da indicação, né, da para o paciente, né, para fazer um bochecho com antisséptico antes, e colocação disso saquinhos, né, para detritos, né? Ele observou que o uso de antisséptico foi mais comum, né? A indicação feito pelas estudantes, 42% delas entregavam um colutório com paciente para fazer o bochecho previamente, né? Já e na colocação, né, de aquele porta detritos também, 73% das meninas, né, das mulheres, né, colocava aquele porta detritos realmente, né, para descartar o material.
Quando a gente vê em termos de lavagem de mão antes do procedimento, o oitavo e nono período, né, que aquele dividiu por períodos, se mostrou mais preocupado, né? Tentar realizando a lavagem de mão de forma efetiva quando comparada a sexta e sétima período. Você vê que assim, a uma mescla, né? Parece assim, um lembra mais disso, aquele esqueceu, né? Mas isso tudo vem o quê? A colaborar o risco de infecção cruzada, o risco de contaminação, né?
Aqui, olha, quando a gente fala entre limpeza, né, de instrumental com detergente, sexo feminino, né, foi o que mais utilizou. Quando a gente fala da utilização de luvas de borracha para levar a gente instrumental, 62% das alunas, né, realizava a limpeza do material, enquanto 26% sexo masculino. Quanto à utilização de detergente e sabão, né, para lavagem dos instrumentais, quando comparou cestos e sétimo período do oitavo, a gente observa que os alunos, né, dos últimos períodos se preocupavam mais relação, tá? Fazendo essa limpeza dos materiais quando comparado com os alunos períodos anteriores. Já o uso de luva na lavagem instrumental, isso também observou-se que os alunos do último período, né, de oitavo no período, né, se preocupavam mais em se proteger usando luva, né, para limpeza desse material quando comparado com os outros períodos de sexta ou sétimo período. E ele conclui que todos os ambientes, né, porque ele fez uma observação visual, todos apresentaram a maioria dos alunos seguiam normas, mas eles falavam recobrimento de raio-x, botões, alguma sempre deixava em esquecimento na proteção individual. Houve uma grande adesão, né? Pode observou que a maioria fazia uso desses materiais de proteção individual. A maioria falhou no uso, né, e fornecendo séptico previamente, né, ao procedimento para o paciente. Houve falha na desinfecção de objetos e houve uma diferença entre o sexo, né? Não houve uma diferença tão expressiva. Os alunos do sexto, sétimo período, eles tomaram mais cuidado, né? Que a gente começa auxiliar e com peça de mão. Já o de oitavo e no período, né, ele conseguiu observar que a lavagem de mão era uma grande preocupação realmente, né? E um cuidado maior.
Então, a gente vê, apesar de todo, toda assim, estraga uma clínica, né? A gente executar o procedimento, tá sendo orientado, há muitas falhas que a gente pode cometer, tá? E é nessas pequenas falhas, né, que a gente coloca em risco e coloca em risco o nosso paciente. Isso também a gente observa, né, que alguns pacientes olham isso até como um diferencial, né? Eles observam isso mais do que nunca. Acho que posso ouvir disso ficou até uma neurose, né? Mas são cuidados que realmente a gente deve ter, deve observar, tá? Para que não corra o risco de a gente se contaminar ou contaminar um colega, um paciente, né? E assim por diante.
Nesse outro trabalho, tá? Esse trabalho fala sobre a dispersão de respingos durante o trabalho cirurgião-dentista. Ele fala que há vários riscos que estão sujeitos nós profissionais da saúde e paciente. E um deles é o maior, né? Que a infecção cruzada. Essa infecção ocorre o quê? Dentro do ambiente da clínica odontológica. Ele fala que o que é o aerosol é qualquer volume de ar contendo partículas sólidas em suspensão. Elas permanecem flutuando por um período curto ou longo de tempo, vai depender do tamanho, né? E este tamanho pode variar, tá? Entre 0,01 a 10 mil micrômetros. Partículas com 100 micrômetros, eles são chamados de "aeros", né? Sofrem um assentamento na superfície rapidamente. Durante o tratamento odontológico, tá? Com o uso do aerosol, essa carga viral ela aumenta três vezes mais, podendo infectar profissional, paciente e os assistentes. As partículas maiores, né, de 0,1 mm, elas podem percorrer uma velocidade de 50 a 60 km por hora, tá? E estudos observando manchas de sangue no óculos de profissionais mostrou que as turbinas, né, podem produzir um grande número de burrifos de sangue, sendo imprescindível o óculos de proteção ou viseira pelos profissionais.
Apesar disso, né, ele fala que é um grande número de clínicas que são projetadas com vários consultórios no mesmo ambiente. Tá? Lá no estudo que ele faz, ele tá dentro de uma clínica onde nós temos cinco consultórios, tem cinco cadeiras e a distância média entre essas cadeiras é de 1 metro e 40. Elas possuem um recipiente de 700 ml. Dentro desse recipiente de água, foi colocado 10 ml de um pigmento colorido. Cada cadeira recebeu um tipo, uma cor. Que elas foram forradas com papel crepom branco, recobriu piso, cadeiras, equipamentos, refletores, braços, pontas, tá? O paciente e o profissional da utilizar um gorro e avental. E foram simulados cinco atendimentos com alta rotação acionada. E aí observou-se, né, água colorida se já diretamente na boca do paciente, tá? Como se fosse para região de faces oclusões ou esses sinais. E utilizou-se também da seringa tríplice por um minuto. O tempo do atendimento foi sete minutos. E ele observou que as manchas conseguiram alcançar uma distância de um metro e oitenta. As concentrações maiores de respingo foi no profissional, na máscara, e foi possível observar no paciente também respingo no avental e no gol.
Então, ele fala, né, que a possibilidade de ocorrer uma infecção cruzada dentro de um consultório aumenta quando a gente faz uso da alta rotação e da seringa triplo com mais de uma cadeira. Esse risco aumenta. O risco de infecção pode ser por via conjuntiva ou pela própria mucosa do trato respiratório. E a importância dos equipamentos de proteção se faz necessária, bem como o cuidado com o paciente, o local de atendimento, com a correta assepsia e antissepxia. Ok? Então, vocês vão estar lá na clínica da Embo, eu até acho que tem quatro cadeiras de cada lado. Então, é importante que todos vocês estejam devidamente protegidos e o paciente também, OK?
Esse é um outro artigo, tá? Onde ele também tem como objetivo investigar quem, como é que a percepção dos alunos, né, em relação a utilização, né, seguir as diretrizes de biossegurança. Então, ele fez como, ele fez 9 questões abertas com 14 HD e que ele observou que há uma adesão grande assim sobre as medidas, porém elas são consideradas pouco práticas, difíceis execução na rotina diária, por isso elas são negligenciadas. Ele observou que as medidas de proteção individual e coletiva como EPI, barreiras protetoras, o desinfensões, né, esterilização, né, são realizadas, porém o maior número do que dos alunos que nesse relatou que assim, eles encaram ou um pavor absurdo, né, de se contaminar, de um risco de vontade ou o total indiferença, né? E eles relataram o maior preocupação quando você fala, né, doenças como Hepatite B e E. E eles referiram também uma maior preocupação quando você fala de um paciente que você sabe da mente, já sabe que ele é tem portador de uma Hepatite, é portador de AIDS. Então, eles falam que aí sim, eles têm um cuidado maior, né? Então, eles falam que existe protocolos de segurança, eles podem ser empregados, porém, né, é tido como pouco prático. A preocupação maior ocorre quando o quê? Quando atende o paciente que é sabidamente infectado. Tem aquele paciente que já chega para você falando que tem AIDS. A maior falta, né, de adesão a esses protocolos se deu devido ao quê? A não acreditar muito nesse risco de infecção, uma descrença, né, uma relaxa mesmo, né? E às vezes, o que ele observou também com essas respostas foi que eles têm conhecimento, mas eles não têm uma compreensão real. Então, isso deixando, né, um pouco frágil, né, a utilização desses equipamentos, desses, toda essa rotina, tá? Para evitar uma infecção, né, uma contaminação, OK?
Bom, essa é a primeira parte da aula. Alguém ficou com alguma dúvida? Vamos conversar um pouquinho, né? Do ambiente que vocês vão estar conhecendo, né? Se familiarizando, né? Que agora vai ser a casa de vocês, né? Que é o hospital, tá bom?
Então, falar sobre um pouquinho das infecções hospitalares na história, né? Nós temos que em 1983, tá? Baixou-se uma portaria onde tornou-se obrigatório a implantação da CCIH em todos os hospitais. O que que é CCIH? É uma Comissão de Controle de Infecções Hospitalar. Em 1997, isso torna-se lei, obrigando a manter um programa de controle de infecções hospitalares em todas as unidades. Em 1998, a portaria 2616 traz diretrizes e normas ao controle de infecções hospitalares. A CCIH, né, que é a nossa Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, ela vai prestar assessoria, né, dentro da instituição, sendo responsável por planejar e normatizar todas as ações de controle de infecção hospitalar que deverão ser executadas, tá? Pela SCIH, que é o Serviço de Controle de Infecções Hospitalares. Ela é responsável por uma série de medidas, tá? Desde o incentivo correto da higienização de mãos, controle de uso de antimicrobianos, fiscalização de limpeza e desinfecção de artigos e superfície, fiscalização de todo o processo de esterilização, entre outros.
Então, é isso. É um banner que vocês, quando tiverem acompanhando, né, a gente lá no hospital, né, vão ver que foi direcionado pela Serviço de Controle de Infecção Hospitalar lá do Hospital Pirajussara, onde ele, né, coloca toda a antibiótico terapia profilática de todas as especialidades cirúrgicas. Então, aqui nesse banner estão todos os antibióticos, bem como a maneira, né, que deve ser empregada, período, tempo que deve ser mantido de todas as especialidades, tá? Cirurgia geral, da cirurgia plástica, otorrino, cirurgia cardíaca, ortopedia e Nabuco Maxilo. Eles preconizam o uso, né, do Cefim, que é Cefotaxima, 1 grama, 12 em 12 horas, associada à clindamicina 600 miligramas de 8 em 8 horas e a manutenção disso por sete dias para todos os procedimentos da área de duplomacêutico. Vocês vão ver dentro do hospital vários banners, né, espalhados. Tá? Isso é uma forma de orientar, enfatizar e cobrar que nós profissionais, né, que a gente trabalha de forma adequada.
Então, nós temos um banner logo na entrada do hospital, né, que fala para que a gente não use jalecos ou roupas privativas fora do ambiente hospitalar, tá? Então, às vezes, a gente sai, vamos tomar um café ali no bar que fica ali na frente, a gente evita de levar o avental, deixa o avental dentro do ambulatório. Ele mostra, né, alguns outros banners, né, algumas bactérias que são bastante recorrentes, né, nessas infecções cruzadas, nas infecções hospitalares, e que a simples limpeza da mão, né, a lavagem de mão e uso de álcool poderiam evitar.
Essa comissão, ela é composta pela administrador do hospital, por um enfermeiro, por um médico clínico ou cirurgião, o infectologista, um sanitarista e um epidemiologista. E que que a gente chama de infecção hospitalar? É aquela infecção que ela pode se manifestar durante o período de internação ou até 72 horas após o período de internação ou no pós-alta. Ela não está presente no período antes da internação ou ela está incubada no paciente. Ela pode estar relacionada ou não à internação ou algum procedimento realizado, quer ser cirúrgico ou não. Podem, por exemplo, de algum procedimento terapêutico, algum procedimento diagnóstico. Por exemplo, procedimento terapêutico, de repente, o paciente passou em algum hospital, né, foi medicado, né, então fez uma punção venosa que foi medicado. Ou diagnóstico, por exemplo, ele fez, é uma tomografia com contraste, tá? Então, ele pode estar relacionado ou não a esse período de internação, tá? Podendo ser cirúrgica ou não.
As principais fontes, né, para essa infecção, elas são por via endógena. São aqueles microrganismos que já colonizam o paciente. Elas podem ser graves, são de prevenção e de difícil controle. Entre esses microrganismos, nós temos os cocos gram-positivos e os gram-negativos e os anaeróbios. Elas podem vir de fonte exógenas, são adquiridos a partir de microrganismos externos do paciente, tais como água, alimento, o equipamento, mãos, né, equipe médica, às vezes um lote de medicamento que pode estar contaminado, né, soro contaminado. Então, por via episódica.
E qual é a maneira de transmissão desse microorganismo? Mais uma vez, olha lá, o contato direto, contato entre as pessoas. Contato indireto, objeto ou mãos dos profissionais de saúde, né? Uma fonte comum, o mesmo objeto sendo utilizado, o mesmo produto ou medicamento. Aqui a gente pode estar falando, por exemplo, né, o termômetro que é auxiliar de enfermagem, é o mesmo objeto, ele tem que ser limpo, né? Por gotículas, né? Que possam, né, o paciente tossindo, espirrando, profissionais, elas podem alcance de até um metro. Eu brigava muito, né, no período aí de pandemia, que alguns pacientes, né, se recusavam por máscara, né? Você via com eles com tosse, eu espirrando, né? Então, a gente chamava muito atenção, mas uma forma da gente chamar atenção é dar exemplo. Então, se a gente não está utilizando dos meios, pode evitar essa transmissão, a cobrar isso também é muito complicado, tá? Os aerossóis também eliminam as gotículas e aqueles vetores, né, que são bastante raros, como agente infeccioso.
Nós temos quem? As bactérias, parasitas, vírus. Como fonte, o local onde o agente se encontra. Porta de saída, é a via pelo qual esse agente infeccioso deixa aquela fonte, seja por uma expressão, uma secreção, gotículas ou com fluidos. E a forma de transmissão é a forma pelo qual esse agente infeccioso atinge o hospedeiro, podendo ser pelo contato direto ou indireto. A porta de entrada, né, é a via pelo qual esse agente, né, vai atingir o hospedeiro, pode servir o trato respiratório, pela pele, pela mucosa. E quem está mais acometido a essas infecções? Quem é mais suscetível são aqueles pacientes que apresentam alguma alteração no sistema. Então, a gente tem um agente infeccioso, está alojado em alguma fonte, né, de alguma forma, ele acha uma porta de saída, né, faz essa transmissão por contato direto ou indireto e se hospeda naquele paciente, né? Naquele paciente que está suscetível a esse infecção.
A grande maioria dos nossos pacientes, tá? Principalmente na rede pública, gente, são pacientes que são muito carentes, carente de cultura, carente de alimentação, carente na higiene. Então, eles são extremamente susceptíveis, tá? As infecções. A grande maioria não faz um acompanhamento médico preventivo. Eles não têm acesso a isso e quando têm, eles também menosprezam. Tá? Muitos até têm esse acesso, mas eles sabem que são diabéticos. Então, a gente tem que ter todo um cuidado, né, com esses pacientes, tá? Na rede pública, porque realmente eles são um foco para que a gente tenha o risco, né, de se contaminar, é um foco para que ocorra uma infecção, principalmente o que você estudou mais observar deficiência nutricional. Tá? Isso é uma realidade, infelizmente, do Brasil.
E como a gente consegue quebrar isso? A gente tem que eliminar estes elos. Então, quando a gente tem um agente infeccioso, o adequado é o que que a gente faça a identificação desse agente e o tratamento adequado para ele na fonte. Como a gente pode quebrar isso? Fazendo uma higiene, a desinfecção, assepsia e a esterilização adequada. Porta de saída, Olá, nós, os nossos. Quais são os principais meios de transmissão, né? Como a gente quebra isso? Higienizando as mãos, tem uma ventilação correta daquele ambiente e o cuidado, né, que a gente tem dos nossos materiais, no nosso preparo. E no hospedeiro, o fundamental é o quê? Tratar as patologias de base, aquelas doenças de base que podem fazer com que eles sejam mais acometidos por essas infecções nos pacientes. Tá?
Quanto à idade, idosos e recém-nascidos são os mais suscetíveis. Os pacientes imunologicamente deprimidos, que são transportados ou aqueles que sofrem neoplasias, os diabéticos, né, que tem uma tendência maior ao desenvolvimento de infecções, as pessoas desnutridas, estressadas, obesos, os fumantes, aqueles pacientes que já tem alguma cardiopatia e os queimados. Vocês vão ver que na, por exemplo, o Hospital Pirajussara, ele não tem uma unidade de queimados. Então, quando ele tem um atendimento, eles são colocados em isolamento. O risco de infecção deles é muito alto. Imediatamente se procura um local para transferência desses pacientes.
Enquanto o procedimento, nós podemos falar de procedimentos, por exemplo, como cateterismo, né, que é de diagnóstico e tratamento, uma punção venosa, a hemodiálise, a intubação, que é uma rotina na nossa, no nosso paciente. Todos os nossos pacientes são os nossos procedimentos são feitos sobre anestesia geral. Então, intubação pode ser nasal ou oral. No caso de pacientes graves, quando acomete com fraturas graves em face, né, alguns faz são submetidos na traqueostomia. Os pacientes que são submetidos da rádio e quimioterapia, uso de sonda vesical. Vocês vão ver que é uma, não é uma rotina, mas em alguns pacientes nossos também nós usamos, né? Aquela cirurgias que são muito longas. Nós temos que lembrar que a gente está fazendo um procedimento e o paciente está lá sendo infundido com soro e medicações, né? Então, a sonda vesical vem muito para que para alívio, né, na urina, ele tem que eliminar todo esse soro que está sendo infundido. A sonda enteral também, alguns casos, né, nós utilizamos, né, para alimentação do paciente, quando ele tem aquelas feridas muito grandes em cavidades, né, que fica difícil para o paciente no primeiro momento ter uma alimentação por via oral. Os procedimentos cirúrgicos, quanto mais invasivos, maior risco de infecção. E nós temos o quê? Antibioticoterapia discriminada, que é por que que esse CCE faz tanta questão em normatizar isso? Para que a gente quebre, né, aquela ocorrência, né, de aquelas infecções com bactérias multirresistentes. E isso também é bastante comum, tá, na nossa prática, tá bom, nos nossos pacientes.
Tá aqui, olha, em procedimento, só que é uma lesão que a gente tem na capacidade oral, região de mandíbula, tá? Uma área radiolustra na região de mandíbula, que na região de corpo, né, os pré-molares, e foi feito o quê? Uma punção aspirativa, uma biópsia. O simples procedimento dessa biópsia, nós podemos o quê? Levar as bactérias que estão aqui no meio externo interno e tornar agora esta área. A sonda enteral, tá? Aqueles pacientes que estão encubados ou pacientes que têm lesões muito extensas em cavidade oral que dificulta a alimentação por via oral, né? A sonda enteral vem para ajudar no suporte nutricional do paciente. Existe alguns outros fatores que são inerentes ao ambiente hospitalar que decorrem de uma flora bacteriana resistente, da manipulação inadequada, falta de higiene e procedimentos técnicos incorretos. Então, aqui a gente pode citar aqueles pacientes que a gente deu alta, mandou para casa, tava tudo bem, mas a gente mandou ele fazer aquela higienização mais efetiva da cavidade geral, mandou ele fazer bochecho, fazer umas irrigações, e ele simplesmente não executou. Então, aqui, ó, falhas da higienização, execução de procedimentos, né, que a gente pediu em termos de cuidado, que foram realizados de forma correta, que propiciam o quadro de infecção. Então, todos esses cuidados se referem aqui ao agente, as vias que a gente tem de transmissão e um hospedeiro suscetível. E todos, né, devem estar unidos para evitar. E todos podem ser acometidos, quer seja o paciente, quer seja profissional ou acompanhante desse paciente.
As infecções hospitalares mais comuns são a infecção urinária, a infecção cirúrgica, infecções respiratórias e a sepse. As infecções do trato urinário, elas acometem 2% dos pacientes internados. Elas representam de 30 a 45% das infecções hospitalares. Estão relacionadas com o uso da sonda vesical e os pacientes mais acometidos são aqueles que estão na unidade terapia intensiva, sendo mais comum em mulheres e nos pacientes que são portadores de diabetes. Essa infecção está relacionada a indicação realmente a necessidade do uso dessa sonda, a técnica, procedimento, a execução, colocar, né, o tempo de uso e ela é uma manipulação dela. Vocês vão ver que alguns procedimentos da boca maxilo, quando a gente fala de cirurgias de longo, tem longa duração, tá? São aqueles pacientes são cometidos de fraturas múltiplas de face, quando a cirurgia dura mais de duas horas, é indicado. Vocês vão ver muito isso também quando o paciente vão, né, um pós-operatório ou estão já na unidade terapia intensiva, necessita de uma abordagem da equipe de buco. É comum ele já estarem, né, com o uso de sonda vesical. Isso é uma porta de entrada, tá? Para microrganismo e para infecções. Quanto menor o tempo de uso, menor o risco. Então, tudo, né, vai da indicação correta, tempo, tá? Vocês vão ver que é muito comum, né, pelo quando a gente solicita, né, sonda de um paciente, imediatamente após ou quando o paciente já está na UTI, ela era removida, tá? Dificilmente a gente manda o paciente para o leito com sonda, já para evitar esse tipo, tá, de risco.
Então, o que que é a sonda vesical? É uma sonda de folga, né? Ela entra pela uretra até a bexiga. Ela é inflada, ela ela fecha o canal da uretra e aqui ela tem os fundos onde ela faz a drenagem da urina. Acho que você já devem ter visto. A prevenção, né, quanto ao procedimento, quem faz isso é enfermeiro do setor, tá? Então, a lavagem correta de mãos, a utilização de uma técnica asséptica, o procedimento. E quanto à nossa parte, como a gente pode prevenir esse tipo de infecção? Indicando o menor tempo possível de utilização dessa sonda. Então, terminou a cirurgia, a gente já coloca na prescrição, remoção de sonda, tá? Porque o paciente fica o mínimo de tempo possível, né, com isso. Então, é extremamente desconfortável, né? Então, quanto antes a gente poder remover, melhor com o paciente.
As infecções do sítio operatório, né, do sítio cirúrgico, ela representa 14 a 16% das infecções hospitalares. Ela é considerada a terceira causa mais frequente de infecções hospitalar e ela aumenta em muito o tempo de hospitalização, por quê? Aumento tempo de antibióticos. Ela pode ser diagnosticada até 30 dias após o procedimento, podendo ser considerada uma infecção hospitalar até um ano após o procedimento. E é uma das principais causas de mortalidade. Infecção do sítio cirúrgico, nós temos como fatores de risco o paciente, o sítio operatório, o nosso é altamente, né, colonizado por microrganismos, funcionários pela contaminação, funcionários do centro cirúrgico, o ambiente, a sala, segundo materiais e equipamentos e profissional.
Então, quanto ao paciente, vocês vão observar que todos os pacientes que entram para o procedimento, né, eles realizam exames, tá? Que a gente vai chamar de exames que vão avaliar o risco cirúrgico. Que exames são eles? São exames de rotina que a gente verifica, né, se o paciente está estável ou não, e se ele oferece ou não um risco durante esse procedimento. A gente pode determinar ali que o paciente, ele tem uma anemia, processo de reparo dele, tá comprometido. Se o processo de reparo dele tá comprometido, o nosso sítio operatório corre o maior risco de infecção. Se ele tem a diabetes, é um risco maior para infecção, né? Vocês vão ver quanto ao sítio operatório, por exemplo, Nabuco Maxilo, em alguns casos, a gente fica na dúvida, a gente aborda introes oral, dependendo das condições orais do paciente. O que você faria no ambiente privado, intoral, no ambiente público, algumas vezes a gente faz a opção para fazer extra, porque? Porque muito dos pacientes têm a presença de raiz residual, carências dentárias, doença periodontal, tá? Então, aquele sítio operatório intoral, que seria, né, mais fácil, né, que seria de uma cicatrização melhor, não teria um risco, né, de ficar uma cicatriz, seria uma abordagem mais tranquila, um processo pós-operatório mais tranquilo. Às vezes, a gente faz essa opção de estar fazendo procedimento extra devido ao risco.
de infecção. Então vocês vão ver muito isso, né? Que a gente às vezes olha e fala: "Poxa, essa é uma área que poderia abordar em floral, né?". Mas devido às condições, né, a gente faz a opção para fazer intraoral.
Desculpa. Os funcionários do centro cirúrgico, eles também estarem devidamente protegidos, né? Tá tomando todos os cuidados de higiene. A sala, o ambiente, ela tem que ser arejada, tá? Ela tem o tamanho adequado para tal procedimento. Vocês vão ver que lá no hospital, a cirurgia cardíaca, né, ela opera na maior sala que tem, tudo centro cirúrgico. A ortopedia também tem uma sala própria. Por quê? Porque eles usam mais equipamentos, são equipes maiores, então precisa de um espaço maior.
Quanto aos materiais e equipamentos, é esterilização adequada, desinfecção adequada, né? Todo aqueles procedimentos, né, que devem ser tomados para que a gente evite que aquela área, né, tenha microrganismos que possam acometer o paciente e o profissional. Como eu já falei anteriormente, né, o uso adequado. Nós vamos estar com aquele pijaminha cirúrgico, máscara, óculos de proteção. A realização adequada da lavagem de mãos. Isso é fundamental para que a gente tenha, minimize ao máximo a infecção no sítio cirúrgico.
A infecção no sítio cirúrgico, ela pode ser classificada como superficial, onde ela pega só a região de pele, tecido subcutâneo. Mais profunda, quando a gente já tem um envolvimento de fáscias e músculos. E ainda mais, quando a gente tem a infecção disseminada em algum órgão ou cavidade. Por exemplo, você tá aqui, cavidade maxilar, muitas vezes em algumas fraturas que acometem a região de terço médio de face, vocês vão ver na tomografia a presença daquele hemossinus. O que que é o hemossinus? É um velamento da região de seio maxilar. Por quê? Porque tem ali sangue. Então, muitas vezes, vocês vão ver durante o procedimento, a gente irrigar bastante essa área, tá? Para tirar todo aquele coágulo da região, tá? Porque senão, essa área vira o meio de cultura. E todo o nosso procedimento cirúrgico foi adequado, deu certo, porém, nós esquecemos de uma conduta básica, tá? Evitando que comer aquela região, porque por uma área propícia à infecção com aqueles coágulos na região.
A infecção na área pode ser superficial, quando acomete apenas pele. Mais profundo, quando a gente tem a área, né, subcutânea, face e músculo. E espaços e cavidades, quando já temos alguma outras áreas, órgãos.
As cirurgias, elas são classificadas. Tá? Limpa. A gente pode falar uma cirurgia limpa é aquela onde a gente não tem sinal de inflamação, não há manipulação do trato gastrointestinal, do trato urinário, do trato respiratório. E o risco de infecção delas representa 1,5%. As potencialmente contaminadas são aquelas onde a gente tem abordagem um trato gastrointestinal, do trato respiratório ou um trato urinário, região de orofaringe, em condições controladas. Ela já representa 2 a 7% do risco de infecção. Ela é tida quando contaminada, quando a gente já tem a presença de uma inflamação aguda, né? Por exemplo, de urina infectada, né? A presença de secreção no trato intestinal. E quando a gente tem quebra de técnica, né? A gente não direito, contamina o campo, tá? Isso já representa o risco de infecção de 7 a 15%. E aquelas são tidas como infectadas, quando você já tem um quadro de infecção estabelecido, que representa de 10 a 40%. Nas nossas, nossas áreas são os nossos abscessos, as nossas anginas, ou aquelas fraturas, né, que a gente teve, foi feita o procedimento de redução, fixação, mas houve uma exposição, houve uma contaminação, e aí ela tá com uma drenagem. Então, ela já é uma infectada, e a gente já tem a infecção propriamente estabelecida.
Nesses, como a gente previne isso, né? Tomando as medidas, né, básicas de assepsia, de esterilização, desinfecção. E a técnica cirúrgica também é muito importante. Aquela cirurgia que você pode realizar no período curto de meia hora e por alguma intercorrência, você leva uma hora e meia, né? Essa cirurgia já é, né, você já pode prever um risco maior de infecção. Houve uma maior exposição daquele sítio. Então, às vezes, né, as meninas estão acompanhando, a gente fala: "Nossa, vocês são muito rápidos!". A gente tem que fazer todos os procedimentos dentro das normas, tá? Mas tentando sempre fazer isso no período curto, tá? Isso leva um tempo menor de anestesia, há um tempo menor de cirurgia e exposição de tecidos, e isso minimiza e muito o melhor pós-operatório desse paciente.
Extração de um terceiro molar parece uma coisa super simples, é super tranquilo de fazer, né? Mas a gente interna muito paciente com abscesso pós-operatório que evolui, tá, com quadro de angina. Então, às vezes, uso, né, a técnica em si, foi o procedimento simples, só tirei aquele dente, foi muito tranquilo, 10 minutos eu tirei, tá? Mas a gente não tomou cuidado, a assepsia, a gente não tomou cuidado de antibioterapia, primeiro operatório, e o paciente pode evoluir com quadro, pode evoluir até mesmo com angina, que é uma infecção extremamente grave e não é tão incomum assim.
Aqui a gente tem um exemplo de uma paciente que ela fez uma cirurgia ortognática, e a gente teve a exposição de material de fixação. Ela fez uma cirurgia ortognática em outra unidade, com outra equipe, e ela recorreu à equipe do hospital quando ela viu que estava expondo, que estava drenando, que estava com muita dor, né? No primeiro momento, tá? No caso dela, tentou fazer uma irrigação abundante com soro, tentou fazer uma reestruturação, mas quando a gente fala de exposição de material de fixação, aí a gente tem um risco muito alto de infecção. É porque porque cria sempre, né, esses parafusos e essa placa, o biofilme. E esse biofilme impede que a ação dos antibióticos seja realmente eficaz. Na maioria dos casos que a gente tem, teve a exposição de material de fixação, é indicada a remoção desse material. Quando a gente faz isso, nem sempre, tá, é indicado a recolocação desses materiais imediatos. Às vezes, a infecção foi tão agressiva que esse osso, ele está poroso, ele não vai, nós não fomos conseguir fixar material sobre ele. Então, para evitar isso, o que que a gente tem que observar? Técnicas, abordagem. Será que essa incisão foi o suficiente ou não, né? Se o procedimento foi correto, as osteotomias, se o material de fixação foi escolhido de forma adequada. E a chave de todo o procedimento também, tá? Sutura. Às vezes, a gente está cansado durante o procedimento, né? Terminou, a gente dá uma relaxada, né? Mas a sutura adequada daquele leito operatório é de fundamental importância para o processo de cicatrização, né? Uma deiscência disso dura pode por todo o que ele procedimento de três horas para perder isso.
Quando a gente fala num paciente de trauma, onde os tecidos já estão debilitados, é uma coisa. Quando a gente fala de um paciente de uma cirurgia eletiva, como uma cirurgia ortognática, né? Isso é extremamente grave, né? Porque aí houve um erro, houve uma falha. Falha onde? Será que no procedimento? Será que nos cuidados? Será que na orientação do paciente? Essa paciente, ela ficou internada por 21 dias tomando antibiótico. Nós tentamos inicialmente irrigar a região e reestruturar, não deu certo, né? Houve nova deiscência disso tudo, e nos exames mostrava-se que a infecção persistia, apesar da antibioticoterapia. Foi realizada remoção do material de fixação, tá? Removeu-se todas as placas. E aí foi feito um bloqueio intermaxilar, tá? Estabilizar a oclusão. E os pontos. Eu uso bastante laser, né? Também usei, levei o laser lá para o hospital e fui fazer bastante, várias sessões de laserterapia, até que conseguiram reverter todo o quadro de infecção local, bem como também sistêmico, né?
Então, olha o risco, né? Paciente que vai para uma cirurgia eletiva, não tinha oportunidade. É lógico que eles pensam, né, que é isso que eles buscam também, mas eles primordialmente estão querendo estética, eles querem mudar o perfil deles. Então, imagina você sair de uma cirurgia ortognática e evoluir para um quadro de infecção grave desse jeito. Então, isso tem que ser muito criterioso em todas as etapas de todos os procedimentos que a gente realiza. Por isso que a gente enche tanto a paciência e eu, você é mais chata, tá? Todos, tá? Em relação a isso, tá? Gente, uso de adorno, equipamento de proteção, lavagem de mãos, observar a montagem de mesa, tá? Cuidados com material. Eu fico atenta a tudo. Você é o cirurgião, é você faz cirurgia, sim, mas se você não tomar cuidado de tudo que está em sua volta, você compromete todo o seu procedimento. Então, não é simplesmente cirurgião, não é aquele que simplesmente opera, é aquele que verifica tudo. Ele tem que manter um ambiente, né? Observar todo aquele ambiente para que seja propício para o seu procedimento. Existe uma circulante de sala? Sim, existe. Ela vai estar atenta, gente. Principalmente quando vocês vão estar começando, né? Eles ficam de olho, né? Quando aquele galerinha nova, tá? Porque porque vocês vão cometer erros. E esses erros não podem passar desapercebidos por elas. Então, a gente vai ser bem enfático nisso, realmente, porque é desagradável.
Lembra quando eu falei, o hospital não é um ambiente comum para nós, né? Porém, a partir do momento que nós optamos por ele, nós temos que fazer por onde, né? Então, a gente tem que adquirir conhecimento de forma que a gente entre com segurança, né? Não nos colocando em risco e não colocando em risco o nosso paciente. E mostrando que a gente está lá dentro e sabe o que está fazendo, tá? Quando a gente fala no ambiente cirúrgico, num centro cirúrgico, não é local de brincadeira, não é local de foto. É uma área que a gente tem que lembrar, quer que seja o paciente vítima de um trauma, que ele está querendo fazer uma cirurgia estética, a cirurgia ortognática, é uma área de estresse, né? O paciente ali está ansioso, está angustiado, ele está no ambiente que não é comum para ele. Ele está no ambiente onde ele é refém. Então, algumas brincadeiras, algumas condutas, alguns comentários, né? Gera insegurança. Alguns erros de procedimento podem gerar riscos de infecção. Então, a gente tem que estar muito, muito atento. Então, isso a gente vai cobrar bastante de vocês. Mas vocês vão ter tempo de sobra. O que não falta é cirurgias para acompanhar, grade de cirurgia para vocês colocarem os nomes ali, ambulatórios, tá? Para que vocês ganhem essa vivência, para que vocês tenham essa vivência e façam com segurança. E que vocês passem isso também para o paciente de vocês, né? Que vocês realmente estão no ambiente onde vocês dominam.
Olha que bonito. Será que é uma área infectada, gente? Contaminada? Será que o paciente chega para a gente com calma? Será que a gente corre algum risco? Aí é sangue, é osso. A luva fura? O paciente tosse? Será que a gente precisa usar os materiais de proteção? Gente, é isso que a gente tem o convite quando a gente fala em hospital de trauma, entendeu? Então, todo cuidado é pouco. Todo cuidado. Próspero de proteção, máscara na cara, luva na mão, aventalzinho, sapato confortável e fechado, sempre.
Uma outra infecção que acomete muitos pacientes são as infecções que vêm, né, do trato respiratório. Ela é importante e é uma causa, né, elevada de um risco de infecção hospitalar. Acomete principalmente os pacientes da UTI, né? É de difícil prevenção e causa morte. Quando a gente fala "acomete principalmente os pacientes da UTI", vocês vão perguntar: "Nossa, mas por quê?". A gente vai estar na UTI, vai. A gente vai avaliar paciente que teve um trauma severo, então instáveis no momento para qualquer procedimento, né? E quando eles ficam estáveis, né, é que a gente faz as abordagens. Às vezes, a gente vai na UTI avaliar aquele paciente que teve um trauma de face, e o intensivista tá monitorando o paciente, está não está respondendo bem à antibioterapia, porque o treinamento dentário no traço de fratura. E mesmo ele estando instável, né, a gente indica o procedimento, por quê? Porque a gente precisa estabilizar o quadro dele. Uma infecção, um foco de infecção na cavidade oral, e isso pode aumentar o risco dele.
Quando a gente fala em trato respiratório, os nossos intubações, né? O paciente não, quando a gente faz a cirurgia, não tá entubado. Ó, a cavidade oral, a cavidade nasal também corre o risco de uma infecção de tratamento respiratório. Como fatores de risco, quando a gente fala do paciente, nós temos os pacientes com aqueles de estudos, né, crônicos, os idosos, aqueles pacientes que sofreram aspiração, né, de conteúdo gástrico. O uso da sonda nasoentérica também pode causar infecções do trato respiratório. Os pacientes desnutridos ou aqueles que sofrem reintubação têm o maior risco desse tipo de infecção. E aqueles que sofrem procedimento de intubações de emergência, são aqueles pacientes que chegam rebaixando, que há necessidade de fazer a intubação imediatamente. O sinal, paciente morre, você tem que deixar permeáveis vias aéreas de emergência. Esses pacientes são mais acometidos por as infecções do trato respiratório. Essa é uma intubação oral, essa é uma intubação nasal, que vocês vão ver mais frequência na área de.
Quando a gente fala de trauma de face, restabelecer esta área, né? O que nos guia, o que nos torna diferente é que o dentista entende de oclusão. Quando a gente restabelece, né, o posicionamento ósseo, a gente leva em consideração quem? A oclusão do paciente. É ele que nos guia. E essa faz toda a diferença. Quando a gente fala: "Ah, mas um craniofacial também atende a área de trauma". Sim, mas ele não entende nada de trauma de oclusão. Ao cirurgião geral, também pode fazer. Pode. Cirurgião geral pode abordar qualquer coisa. A gente, um bucomaxilo, também entendeu? Mas eles não entendem de boca, eles não entendem de oclusão, eles não entendem de articulação. Quem domina isso somos nós, dentistas. E aí nós vamos fazermos a diferença. Nós restabelecemos quem? A oclusão, a função. Não é simplesmente levar o coto ósseo em posição. Isso é fácil fazer. Agora, ele tá na posição funcional? Porque se ele não tiver, não adiantou nada o que você fez, tá? O paciente precisa voltar a ter função, abrir e fechar a boca e ter mastigação. E isso quem faz somos nós, tá?
Na área de traqueostomia são condutas quando pacientes tá bem acometido e precisa de manter essa via permeável com mais tempo, né? Então, não é indicado manter, né, a intubação oral. Então, eles fazem a traqueostomia. Ou aqueles pacientes graves onde a infecção havia, né, oral também está tão acometida que não há como você fazer uma intubação. Então, eles fazem a opção por uma traqueostomia. De modo, o que? A manter a via respiratória permeável. A prevenção, sempre. Olá, assepsia, antissepsia, técnicas assépticas, curativos e fixações, tá? E quando a gente fala que o paciente está entubado, né, o cuidado com circuitos, né? Vocês vão ver quando o nosso paciente vão para a unidade de terapia intensiva, né? Tem uma fisioterapeuta, né? Aquela observa, faz aspiração frequente, né? Observa, né, as peças, os tubos, as trocas constantes, nebulizadores. Uma infecção mais agressiva que acomete, né, o pulmão desse paciente. As aspirações são sempre feitas com sonda descartável, aspiração com cânulas, né, na cavidade oral. A higienização da cavidade oral e remoção de focos. Às vezes, a gente, o paciente fez um procedimento com a bucomaxilo, nós reduzimos todas as fraturas, o paciente está na UTI, né? E quem vai fazer essa higienização? Quem vai orientar? Ele precisa que seja feita a higienização local da cavidade oral, seja feita aspiração constante, porque senão ali vai virar um foco, cada vez mais uma microbiota que vai impedir a ação desses antibióticos, né? Propiciando cada vez mais o quê? A infecção, quer seja do nosso sítio, ou uma infecção que possa ter se disseminar.
A septicemia. Eu acho que a infecção mais temida, quer seja por nós, buco, por qualquer cirurgião, né? É uma infecção extremamente grave. Tá? Ela é ocorre devido à presença de microrganismos patógenos e das suas toxinas na corrente sanguínea. Ela ocorre geralmente a partir de uma infecção primária por um foco infeccioso. E esse foco infeccioso pode ser de uma bactéria, de um vírus ou de um fungo. Nós temos inicialmente como as respostas inflamatória provocada por uma infecção associada a um ou mais sinais, por exemplo, febre, calafrios, falta de ar. Teve um, teve um que acho que um mês atrás, um paciente que veio para gente para drenagem de abscesso. Ele tinha uma raiz residual do elemento, acho que 36. Foi feita a drenagem. Ele estava em outro hospital, desculpa, evoluiu com quadro de angina, onde você já tem, né, acometido a região submandibular. Então, nós temos submandibular e submentoniana acometido, um edema muito importante, um trismo, que é aquela dificuldade de abertura de boca. Nós realizamos a drenagem extraoral, realizamos a extração do elemento dentário, aqueles resíduos, né, residuais que tinham junto aquele elemento dental, limpamos, tiramos o foco. Porém, mesmo assim, entramos com antibioticoterapia adequada, mas mesmo assim, esse paciente não evoluiu bem. Nos dois primeiros dias, a evolução foi razoável. Imediatamente, ele começou a ter piora do quadro, apresentando febre, calafrios, deficiência respiratória. Ele entrou num quadro. Ele já foi para UTI, tá? Sendo entubado. Houve uma troca de antibiótico, tá? Uma monitorização da eficácia dessa medicação. Vocês vão ver quando a gente vai falando de exames, né, complementares, e quando esses pacientes são acometidos de uma infecção, a gente faz um monitoramento, né? O exame de sangue desse paciente para ver o quão eficaz, realmente, a nossa conduta, quer seja ela cirúrgica ou medicamentosa, está sendo realmente efeito para esse paciente, tá?
Muito dos pacientes, tá, que são acometidos infecções como angina, ocorre o risco de vida, realmente. Tá? É uma infecção temida e extremamente grave. Esse paciente, depois com a troca de antibióticos, houve uma melhora do quadro dele. Em dois dias, ele foi extubado e foi para o quarto, mantendo um período de antibioticoterapia por mais sete dias. Então, você imagina assim, a gente tem que pensar no todo, né? O paciente entrou com quadro de infecção. Olha o período de internação que ele veio. Olha a gravidade do quadro. Ele foi para UTI, ele foi entubado. E o pessoal brinca, né, que falou assim: "Nossa, um dente pode fazer isso?". Eu quero morrer com isso, tá? Mas pode, pode, né? A falta, né, de orientação, a falta de cuidado, né? Infelizmente, a área odontológica ainda é menosprezada em alguns pontos, mas às vezes, isso erro até nosso, né? Nós dentistas, né? Tá de não orientar de forma adequada os pacientes. E também a gente tem que levar em consideração que, infelizmente, nós estamos num país pobre e que a maioria não tem um acesso adequado, né? Não há políticas adequadas, né, efetivamente trabalham essa área, né, da odontologia de forma preventiva.
Grave é quando a gente tem um comprometimento funcional de órgãos, né? Então, quando esse paciente vai, vai se entubado, né? Aí a gente já pode ter o risco, né, de ter um comprometimento renal, de a gente ter um comprometimento pulmonar, e vai agravando o quadro até choque séptico, onde nós temos uma queda brusca da pressão arterial que não responde nem a infusão, né, de líquidos, tá? E muitas vezes o paciente vem a óbito. Os sintomas da sepse são: febre ou hipotermia, calafrios, diminuição da diurese, respiração acelerada, né, aquela dificuldade de respirar, ritmo cardíaco acelerado. Muitas vezes o paciente apresenta agitação e até confusão mental.
O diagnóstico, por exemplo, no caso desses que eu comentei com vocês, né? Clinicamente, o procedimento foi sucesso. No segundo dia, já houve uma redução de edema e a diminuição de drenagem via drenos. No segundo dia, ele já teve uma melhora na amplitude bucal. Porém, hematologicamente, né, você já via, né, que essa infecção já estava via sistêmica, já estava acometendo ele de outras formas. E aí você faz os exames, né? E vai fazendo o acompanhamento disso.
Quando a gente fala, por exemplo, num quadro de abscesso, normalmente vocês vão ver que a gente usa um swab, que é um cotonete grande, que faz a coleta daquela secreção, tá? Ele é colocado dentro de um tubo, tem um meio de cultura, e é feito o exame que a gente chamado de, que a gente vai fazer de cultura e antibiograma. Então, eles vão colocar aquelas placas naquelas secreções que nós colhemos e vemos microrganismos que vão crescer ali. E desses microrganismos, eles vão expor a diversos antibióticos e vai ver qual realmente é mais eficaz para aquele tipo de bactéria que está acometendo aquele paciente. Essa é a melhor forma de tratamento. Lembra quando eu falei lá no primeiro, quando você conhece o agente microbiano causador, porque você vai direto no tratamento sobre esse agente. Quando você não conhece, que muitas vezes também ocorre, tá, da gente colher a secreção, por aí, no meio de cultura, não cresce, tá? Aí a gente tem que tratar isso de forma empírica. Quais são os microrganismos mais comuns nessa região e tentar, né, abordar de forma medicamentosa aqueles microrganismos que estão presentes maior, mais comum naquela região.
Aqui é um quadro de angina, tá? Onde a gente tem um aumento, né, de volume bastante importante na região submandibular. Olha, este quadro parece um saco, né? Então, acomete todos os espaços da região mandibular, submandibular, submentoniana bilateralmente. O paciente, quando vem assim para a gente, ele já está com quadro de trismo, não consegue abrir a boca, aumenta, ele tem um aumento de volume na região também sublingual. Ele está com dificuldade da deglutição e está com uma dificuldade respiratória. É um quadro grave, tá? Que necessita de uma abordagem imediata e antibioticoterapia.
Aqui são os quadros de abscesso, né? Já pegou a região submandibular, onde a gente tem pontos de flutuação. Esses quadros merecem uma atenção rápida, segura e eficaz para que a gente reverta mais rápido possível, porque sim, podem levar o paciente a uma infecção generalizada. O tratamento é antibioticoterapia, quer seja ela direcionada, quando a gente sabe, ou a gente, né, através do exame de cultura e antibiograma, ou de forma empírica. Quais são os microrganismos que estão mais presentes naquela região? Hidratação, tá? Medicação suporte e monitoramento constante daquele paciente.
Como prevenir as infecções? Preparo adequado do paciente. Curto tempo de hospitalização. Vocês vão ver que é muito comum a gente opera o paciente na segunda-feira e a alta dele terça. Tá? Uma rotatividade muito alta. Primeiro, porque a gente tem muitos casos. Segundo, porque não convém manter o paciente no hospital sem necessidade. Se ele tem condições clínicas para ir para casa e tem condições de fazer utilidade em casa, o melhor lugar para ele é casa. Lavagem de mão, controle do material contaminado, esterilização de material, profilaxia antibiótico de forma assertiva e cuidados na antissepsia. Essa é a previsão para as infecções.
Durante uma escola, a gente não pode levar seis alunos dentro de uma sala de cirurgia. Inviável. A sala de cirurgia tem que ter uma ventilação adequada, tem que ter uma porta adequada para que a gente tenha os nossos materiais, para que a gente tenha a mesma auxiliar, para que a gente não fique um trombando no outro. Senão, a gente corre o risco de contaminar o campo, de quebrar a cadeia. E aí a gente tem infecções. Uso de roupas e vestimentas adequadas. Ao nossos pijaminhas, a nossa roupinha de guerra, ó, sem colar, sem brincos, sem alianças, importantíssimo isso, ok? Os cuidados com os procedimentos, quer seja de intubação, sondagem ou de punção venosa. E a técnica que tem cirúrgico, né? Realizar a técnica cirúrgica apropriada para aquele, para aquele caso. E o tempo cirúrgico, mas é curto possível. Não é fazer uma cirurgia às pressas, mas é não ficar demorando num procedimento que não tem a necessidade. Você está expondo o paciente desnecessariamente.
Aí eu trouxe alguns artigos para vocês. Vocês vão ver que eu adoro artigo, gente. Eu acho que é fundamental. Por isso que eu falo tanto do seminários. Tá? Um livro, ele é uma base para a gente ter uma noção, mas o que faz a gente crescer em termos de conhecimento e ter uma visão mais crítica são os artigos. Tá? Isso, né? Eu carrego de mestrado, de doutorado, e realmente é aí a fonte. Vocês precisam sim ter aqueles livros básicos, né? São a base que vão nortear o caminho, mas é no estudo dos artigos que vocês vão criar novas bases para vocês, novos direcionamentos e vão apurar a técnica de vocês.
Então, nesse artigo, o que que ele fala? Que a sepse é a principal causa de morte na UTI em todo mundo. Ela representa de 2 a 11% de todas as internações, sendo a causa de morte de 20 a 80% da causa de morte. E ele refere que é uma necessidade maior de se compreender essa doença, que o diagnóstico precoce, que uma rastreabilidade microbiana, que técnicas de suporte hemodinâmico e nutricional, bem como controle metabólico e controle inflamatório e até mesmo de coagulação, né? Podem ir muito favorecer esses pacientes acometidos por uma sepse. Eles realizaram o estudo durante 28 dias, acompanhando uma unidade de terapia intensiva, né? O pacientes até a alta ou ao óbito. Eles sentiram dois scores, que é o APACHE e esse score SOFA, que classificavam esses pacientes quanto à disfunção orgânica. E eles categorizaram, né, colocaram os pacientes divididos pela idade, dados demográficos, mortalidade, comorbidades, quais eram as fontes de infecções, quais os microrganismos e tal envolvido, tempo de internação, tipo de internação. Foi uma internação clínica? O paciente entrou por causa de um AVC? Foi uma cirurgia eletiva? Foi fazer uma cirurgia ortognática? Foi uma cirurgia? Foi um procedimento cirúrgico? Ele foi vítima de um trauma? Eles categorizaram, né, e dividiram os pacientes. Aqueles que estavam submetidos a ventilação mecânica, que sofreram hemotransfusão, usaram vasopressores e uso de cateter. E aí eles observaram, né, que a incidência, né, de septicemia representavam, né, nessas unidades, 19%. E o índice de mortalidade, 16%. Na sepse grave, né, tivemos 29% com o risco, né, com grau de mortalidade de 34. E o choque séptico estava presente, teve uma incidência de 50%, e o índice de mortalidade desses pacientes pode ser 65%. Das doenças, né, ou comorbidades, eles verificaram que os pacientes que tinham algum comprometimento pulmonar foram os mais acometidos, seguido por alterações, né, como abdominais, né, cutâneas. Tem bacteremia, infecções ósseas. Nós entramos aqui também, viu? As osteomielites, né, são bastante temidas, né, nos nossos casos, né, principalmente na região de mandíbula. Vocês vão observar que, apesar da rotatividade no hospital Pirajussara, pacientes em um número de procedimentos que a gente realiza, é raríssimo a gente ter o que a gente chama de HELP. A gente tem que levar o paciente para cirurgia novamente para tirar uma placa, caso uma exposição de uma infecção extremamente raro. Ele fala, né, sobre algumas comorbidades também, ó, hepáticas e imunológicas, né, renal crônicos, portadores de neoplasmas, que tiveram mais envolvidos, né, o risco de septicemia. Mas aqui, ó, novamente, os portadores de doenças pulmonares, né, e os diabéticos. Quanto à microbiologia, né? Olha o número por fungos. Mas o que a gente mais encontrou, né, foi Pseudomonas. Elas são comuns na cavidade oral, que foram os microrganismos que mais estiveram presentes nesses pacientes acometidos pelas infecções. Então, eles falam que o aumento, né, da invisibilidade e uso indiscriminado de antibióticos tem gerado diversas complicações. Tanto que a gente pode ver, né, Odontologia hoje em dia, o que mais fala, né? Ortognática, hoje, minimamente invasivo, incisões menores, implanto-odontologia, a cirurgia guiada, né? Para que a gente, abrindo se a gente pode, através de uma cirurgia guiada, um planejamento, fazer essa energia, esses procedimentos menores. Eles falam desse artigo, ó: "Internações prolongadas aumentam o custo econômico e social". O gasto com paciente internado com longo período e o quanto vai acometer esse paciente essa internação. Nós vimos nitidamente isso no COVID. Quantos pacientes ficaram entubados durante um período? Como foi o período de reabilitação desse paciente? O que eles precisaram? Fisioterapia, né? Uma terapia ocupacional, reaprender, né, bater suas funções, se adequar. O quanto isso mexe socialmente, economicamente. E ele fala que a sepse no Brasil ainda é a maior taxa de mortalidade. E o que mais está envolvido é pelo tempo de internação.
Nesse outro artigo, né, ele fala sobre o controle de infecções hospitalares, faz um breve histórico e fala sobre o papel do Estado, né, nessas infecções. Ele refere que as infecções hospitalares são complicações que estão relacionadas à assistência de saúde. Ela é a principal causa de morbidade e mortalidade hospitalar. Ela gera prejuízo aos usuários, à comunidade e ao Estado. Debilita aquela pessoa, né? Uma pessoa de repente jovem, como nós vimos, né, alguns pacientes do COVID, que ficaram longos períodos acamados, né? Tudo isso é uma perda também que a gente fala social e econômica. Ele fala que a principal causa são os procedimentos invasivos, uso indiscriminado, né, de antibiótico. E com isso, né, nós tivemos a resistência microbiana, elevando os casos de infecções hospitalares. Representa no Brasil 13 a 15% das taxas no Brasil. A taxa de infecção, tá, 13 a 15%, e é considerada mais alta do mundo. E como é que ele fez isso, né? Esse estudo, ele fez um levantamento de 11 anos. Nesse estudo, ele refere, né, que as infecções hospitalares já eram observadas antes de Cristo. No Império Romano, lá foi criado aqueles hospitais urbanos em 19394, antes de Cristo, foi construído o primeiro hospital. E no Concílio de Niceia, aí eles faziam a construção desses hospitais perto de catedrais. Esses hospitais tinham a função curativa, assistencial, tratado de inválidos, peregrinos, doentes. E eles observaram que esses hospitais era uma fonte inesgotável de doença, né, devido ao quê? Não havia nenhuma condição sanitária, né, tão propiciado a cada vez mais o quê? A infecção. Aí teve início estudo, né, no século XVIII, terapêutica, por quê? Foi observado que esses pacientes, né, que eram acometidos por infecções instaladas, causavam uma desordem socioeconômica muito alta. Tudo sempre tá envolve quando a gente fala sócio-econômico, dinheiro, né? A gente tem o paciente que ele deixa de executar as funções dele e acomete o Estado, porque ele vinha com quem está afastado por doença. E criou-se academia de ciências, onde começaram a observar, realizar cuidados com a contaminação e o ambiente. E o capitalismo, né, com a valorização do corpo e redução de custo, no que a gente precisa do indivíduo no trabalho, né? Se ele é vítima de infecção, ele vira uma carga, né? Então, uma forma tem que minimizar essas infecções para fazer com que o indivíduo retorne o mais rápido possível com a sua função, reduzindo custos hospitalares, reduzindo custos, né, de manutenção desses indivíduos na humanidade. O hospital passou a ver serviço como local de cura, né? E aí a gente teve a inserção de médicos, unidades de ensino. E aí começou a se fazer, quem? Medidas básicas de infecção. E foi uma enfermeira, tá, que foi começou a estar fazendo esses estudos também, tá bom? Em 1847, um médico, né, o Ignaz, observou que existe uma alta taxa de infecção, tá? E aqui ele observou quando aconteciam essas infecções, principalmente quando eram esses pacientes atendidos por aqueles médicos que realizaram necropsia de um outro caso. E ele começou a observar que faltava quem? Higienização inadequada de mãos. Aí ele começou a colocar, né, de forma que a gente tem que tomar outros cuidados de higiene para evitar as infecções e óbitos desses pacientes. Na Inglaterra, Florence Nightingale, é uma enfermeira que começa a implantar, tá, o controle de infecção. E ela começa a falar sobre a higienização, o isolamento, a necessidade de uma dieta adequada e um treinamento do pessoal, né, assistencial, de forma a minimizar essas infecções que ocorriam no ambiente hospitalar. No Brasil, na década de 50, em 1956, houve os primeiros assim questionamentos, né, e medidas preventivas foram tomadas, né, foram aonde realmente foi um bom sobre esses questionamentos e observou, né, no século XIX, que 90% das infecções hospitalares se deviam ao procedimentos invasivos. Aí em 1968, cria-se a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e vai tendo avanço nesses controles de infecção e a obrigatoriedade dessa comissão dentro dos hospitais. Nesse artigo, ele cita, né, e com a morte do Tancredo, né, houve então uma implantação mais apurada sobre ações e projetos de controle de infecção, sendo que em 1989, nós tivemos o primeiro congresso brasileiro sobre infecção hospitalar em São Paulo. Nos anos 90, começou a soluções, né, de profissionais no controle. Em 98, criou-se protocolos específicos por controle de infecção, a CCI, critérios e conceitos para o diagnóstico. Mas sempre primordialmente, quais são os cuidados em todos os momentos? Higienização correta das mãos. Em 1999, Anvisa também entra, né, criando protocolos e fiscalizando todo esse processo. Nós temos a fiscalização e o controle sanitário pelas agências de vigilância sanitária. E o Estado tem o papel de monitorar e controlar os ambientes e serviços de saúde, com programas básicos de fiscalização e normatizar as práticas e controles de infecção. Ele fala que o investimento, né, em curso, né, e profissionais, é primordial para que a gente evite, né, e contenha todo esse quadro de infecção que pode acometer, né, um paciente, uma unidade hospitalar. Então, uma assistência segura e de qualidade é que nós devemos buscar.
Nesse outro artigo, tá, fala sobre o atendimento odontológico nos pacientes unidade de terapia intensivo. Nós temos que hoje, né, é muito falado sobre odontologista hospitalar, né? Mas não obrigatoriamente, viu, gente? A buco normalmente é chamada, tá? Na, por exemplo, no hospital, a gente é chamado às vezes na clínica médica, um paciente que não está respondendo bem a uma antibioticoterapia e eles estão procurando um foco de infecção, tá? Na unidade de terapia intensivo, nos nossos pacientes de trauma, nas nossas avaliações, né, vendo, orientando a higienização. Então, ele, nesse artigo, ele embasa bastante, ele fala que a Odontologia dentro do ambiente hospitalar é de suma importância, tá? Melhorando o quadro sistêmico do paciente, ações no diagnóstico de algumas alterações bucais. E essas diagnósticos coadjuvantes terapêuticas médicas, diagnósticos pode ser um trauma de face ou ações curativas são fundamentais para o acompanhamento desses pacientes. Eu fui chamada uma vez na clínica médica com paciente que estava com uma candidíase cavidade oral muito importante, que estava acometendo ele nutricionalmente, ele não estava comendo, né? E olha, uma conduta simples de higiene medicamentosa, o paciente melhorou, tá? Então, são condutas que a gente pode estar auxiliando a equipe médica de forma melhor o quadro daquele paciente que está internado. Não é obrigatoriamente já passei de trauma. Então, ele fala que a Odontologia se faz necessária na avaliação bucal, nas doenças periodontais, presença de cárie, lesões bucais que podem ser precursoras de algumas infecções virais ou fúngicas, possam ser feitas lesões traumáticas ou outras alterações na boca que podem representar um risco para o paciente, onde desconforto, né, para esses pacientes internados, debilitando ele de alguma forma. Gente, quando eu tenho uma afta na boca, parece que está morrendo. Então, imagina um paciente que está com a boca toda machucada, ferida, né? Um paciente que é acometido, por exemplo, ele faz uma quimioterapia, tá com aquela mucosite. Uma orientação de higiene, cuidados, dieta, já melhora o quadro do paciente, tá? Então, a gente, nós dentistas somos de fundamental importância dentro do hospital. Nós fazemos a diferença. Mas para fazer essa diferença toda, nós precisamos respeitar todos os protocolos que são exigidos, terem basicamente científico e realmente gostar do que faz. É isso que faz a gente ser diferente.
Ele fala que, por exemplo, nesse artigo, tá, que higiene oral reduz significativamente a progressão de doenças respiratórias, principalmente quando associada ao uso de ventiladores. Gente, imagina aquele caso que eu mostrei para vocês inicialmente, com toda aquela lesão traumática, tudo apertado e tal. Quando faz uma intubação, tudo que ela vai para dentro, olha o risco de infecção, infecção respiratória. Aí ele mostra, ele põe algumas fotos, né, onde a paciente, né, tem uma lesão traumática em cavidade oral, lesão em língua, tá? Lesões em região de fundo de sulco, quer seja por um trauma. E ele fala que a Odontologia consegue reduzir os quadros de infecção hospitalar e o agravamento da saúde dos pacientes hospitalizados. Os patógenos localizados na cavidade oral são responsáveis por diversas complicações sistêmicas, dentre eles, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus. E a participação da Odontologia dentro de uma equipe multidisciplinar de saúde é fundamental importância para terapêutica e qualidade de vida desses pacientes. Então, Odontologia como um todo, né? E a buco, nós estamos o tempo inteiro dentro do hospital. Então, nós somos chamadas. Teve outro dia que eu fui chamada porque um paciente estava com aumento de volume na região cervical, aumento de volume muito importante, e ele tinha um relato que ele tinha feito um implante dentário. Então, lá é um quadro que eles estão verificando uma hipótese diagnóstica. Será que aquele quadro de infecção toda na região cervical pode ter vindo da cavidade oral? Nós auxiliamos nos diversos tipos de diagnósticos, as mais diversas áreas, quer seja cirúrgicas, intensivistas. Eu fui fazer avaliação, o paciente sim, fez um implante dentário, já tinha mais de seis meses. E um mês antes, né, começar esse aumento de volume, né? Ele fez abertura com colocação dos cicatrizadores. Quer dizer, eu deixei claro na minha avaliação que não existia foco nenhum em cavidade oral que justificasse aquele quadro de infecção. Abordagem, agora, do cirurgião é outra. Ele tem que procurar uma outra, né, hipótese para aquele quadro que o paciente estava. Então, a gente ajuda a solucionar, né, algumas divergências de diagnóstico de forma, o que? A melhorar o prognóstico do paciente, havia vida a um tratamento mais efetivo. E isso é fazer a diferença.
Desse artigo também faz uma revisão de literatura onde ele fala que nos anos de 2100 antes de Cristo, já existia uma relação, já se falava de uma relação entre doenças bucais e sistêmicas. Nesse artigo, ele fala sobre uma infecção, a pneumonia, né, que apresenta na UTI, né, que apresenta uma alta taxa de mortalidade. E ela se deve principalmente à aspiração do conteúdo que está presente na cavidade oral e faringe. Ele fala que o biofilme fica na cavidade oral, pela mais higienização, o foco, né, presentes na cavidade oral são áreas colonizadas por diversos microrganismos patógenos. E esses são capazes de causar alterações, né, e infecções respiratórias. Ele mostra, por exemplo, um caso, né, onde o paciente apresenta uma higienização inadequada, uma doença periodontal. Ele fala de pacientes que ficam por um longo período, né, em unidade de terapia intensiva e ficam com aquela língua saburrosa, né? Então, a presença dessas secreções, né, tornam meio mais suscetíveis a infecções. Infecções essas que podem agravar o quadro do paciente. Ele fala o quê? A doença periodontal, um paciente sistematicamente comprometido, nós vamos ter microrganismos patógenos que vão ter efeito tanto local como metastático sistêmico, levando a doenças respiratórias graves.
Aqui a gente muitas vezes é chamado, tá, para uma avaliação de um paciente na clínica médica ou na UTI. E a orientação de higienização ou remoção de alguns focos, a gente já reverte um quadro grave do paciente. A bucomaxilo não é só trauma, viu, gente? Tá? Tem muito mais. Ele refere que a pneumonia representa de 10 a 15% das infecções hospitalares e representa de 20 até 50% dos óbitos. Quando você ainda associa, né, ao uso de ventilação mecânica, 20 a 25% dos pacientes são acometidos por infecções. E aí o número de óbitos aumenta até 80%. Ele faz uma definição da doença periodontal como a doença de origem infecciosa, de natureza inflamatória, que envolve os tecidos de destruição dos tecidos de suporte do elemento dental. E por sua ação direta de bactérias e seus produtos, ou de forma indireta, podem causar reações de destruição teciduais que são mediadas pelo hospedeiro. As principais bactérias envolvidas são as gram-negativas, tá? Aqui ele cita Actinobacillus, a esse nome todo eu não vou falar, gente. Tutoriais vasculares, tá? Induzindo a morte celular, apoptose. Outras bactérias como Porphyromonas gingivalis, que invade as células epiteliais e induzem a agregação plaquetária. Olha isso, gente, lá no sistema de coagulação, né? E outras, né, que invade células epiteliais e induzem a morte celular e apoptose. Ele mostra, tá, as mais diversas, né, microrganismos que estão presentes na cavidade oral, citando várias e qual a causa infecção.
ó Streptococcus bucais endocardite infecciosa, né? Bacteremia ao nosso aqui, ó, bucais. Enterobacteriaceae, Cândida. Nos casos de sexo cerebrais, todos esses microrganismos estão dentro da nossa cavidade oral e podem acometer o paciente de forma sistêmica.
Aqui ele mostra uma foto. Infelizmente, o artigo era tão em preto e branco, eu não consegui as fotos coloridas, tá? É um paciente vítima de trauma que se manteve inconsciente. Foi mantido, não tem apresentações, lábio, mobilidade dentária. E com a simples, né, higienização. Olha o como a gente conseguiu, né, após o acompanhamento odontológico e orientação de forma adequada. Olha a melhora do quadro. Então, muitas vezes, não é só a nossa abordagem, ah, não trauma, onde a gente fala, não, a gente vai reduzir a fratura. Não, muitas vezes, a nossa abordagem numa simples orientação de higienização, de tratamento de uma ferida, já muda totalmente um quadro de um paciente.
Aí ele fala que na UTI, né, a necessidade, né, onde é feito, né, a monitoração de órgãos e sistemas, a higiene oral deficiente é um achado muito comum. E a presença desse biofilme favorece a proliferação desses microrganismos na cavidade oral, propiciando a colonização, tornando assim difícil a ação dos antibióticos, aumentando o tempo de internação e piorando o prognóstico dos pacientes.
E como o cirurgião dentista pode, nesse contexto, auxiliar? Ele envolvido com as demais equipes podem favorecer muito o prognóstico desse paciente. Numa orientação de higiene, um diagnóstico de lesão, de repente, a melhor, por exemplo, como eu falei, uma candidíase. Gente, você vê como a gente fala, né? Gente, tudo que era uma candidíase oral, né? Não precisava ser muito, mas o médico não sabia o que era. E isso tava debilitando o paciente de forma, alimentação, melhorando o quadro dele, imunológico dele, e assim por diante, debilitando cada vez mais, né? Então, a gente entra orientando o tratamento de todas as infecções que possam estar acometendo a cavidade oral e orientando as demais equipes como realizar efetivamente o uso de antibiótico mais assertivo, uso de uma técnica, de repente, uma higienização. Uso. A gente tá realmente abordando paciente, quer que seja para fazer uma extração porque ele tá com um abscesso, o paciente que tá ali com uma intubação e tem mobilidade dentária, como manter isso, entendeu? Tudo que a gente possa fazer envolvendo aquele paciente, melhorando, né, o quadro dele, de muito vem a colaborar o quadro sistêmico dele.
Nesse outro artigo, ele faz uma análise, né, sobre a importância do cirurgião dentista nas equipes multiprofissionais em ambiente hospitalar. Ele faz uma análise, né, em base de dados no período de 2020 a 2021, com 365 artigos. E desses 365, eles são selecionam. E ele refere que na no século XIX, né, e principalmente em 2013, né, o Senado torna obrigatório a presença do cirurgião dentista em unidades hospitalares. Olá, nós ganhamos uma, né, a nossa briga, né, como classe. Tem que ser geral, quer que seja com Odontologia Hospitalar, quer seja muito mais fino, quer seja Hoff. Nós dominamos uma área, nós fomos capazes de fazer, né? Nós somos habilitados a isso. Por que não? Desde que a gente faça um critério de informação, né? Por que não?
Então, ele refere que o cirurgião dentista auxilia na saúde dos pacientes internados, principalmente naqueles que possuem doenças graves. E ele fala que a boca é um foco de infecção e a prevenção dessas infecções melhora a qualidade de vida e reduzem muito o tempo de internação do paciente. Uma coisa que eu achei interessante quando eu estava procurando alguns artigos para colocar para vocês é que diretamente falando sobre a COVID, a importância do cirurgião dentista. Ele fala, nesse artigo, ele cita que como a doença ainda é muito rara, pouco, né, os estudos que tem, poucos relatos, né, tem poucos relatos, né, ainda não tem, né, como a gente ter uma base realmente do quanto efetivo durante a COVID a presença do cirurgião dentista foi para esses pacientes. Mas, né, que a ação, o controle de biofilme se faz, se fez importante também, tá, de forma a combater o vírus.
Eu tenho uma colega que trabalha no Einstein, ela é enfermeira da unidade de terapia intensiva do Einstein. E ela fala que foi de fundamental importância para a recuperação dos pacientes, a odontologia, que não só na orientando a higienização, né, não só auxiliando, né, nesse suporte, mas que eles fizeram muito também a aplicação de laser nas feridas que acometiam a cavidade oral dos pacientes com COVID que ficaram internados. E que isso houve uma grande melhora, uma resposta muito boa naqueles pacientes que estavam acometidos. E tá muito bom nas unidades de terapia intensiva. Ela disse que ela viu uma diferença maravilhosa nos pacientes, né? Mas nesse estudo, ele fala que não há ainda, né, relatos que realmente demonstrem que a presença do cirurgião dentista durante a COVID, né, nas lesões que acometiam a cavidade oral, representou, né, uma um divisor de águas, né? Mas ele fala que sim, o controle sempre vai ser eficaz no combate a infecções hospitalares.
E ele conclui que o cirurgião dentista deve entender, reconhecer o seu estado e sua importância nesse ambiente hospitalar e se capacitar de forma a atuar de forma específica e diferenciada, quer seja na unidade do seu consultório, ou seja, uma unidade hospitalar. O paciente assistido pelo cirurgião dentista dentro do ambiente hospitalar é favorecido por contar com maiores recursos diante uma situação de emergência, né? Por exemplo, num trauma de face, bem como na colaboração de tratamento sistêmicos, como eu disse, auxiliando no diagnóstico e tratamento de possíveis afecções que poderiam muito agravar aquele quadro sistêmico do paciente.
Então, vocês veem que assim, apesar de ter falado, né, que não é a nossa casa, mas tá mais do que na hora da gente tomar posse dessa casa, né? Estar lá dentro, realmente, porque nós sim podemos fazer a diferença, tá? Em tudo, tá? Mas para isso, vamos estudar, vamos nos capacitar, tá? E aí sim, a gente vai ter condições e realmente estar realizando, né, os nossos procedimentos de forma segura, de forma assertiva, né? Beneficiar, né, que é o que a gente gosta de fazer e também os nossos pacientes.
Gente, alguém tem alguma observação, algum questionamento? Tá. Próximo módulo, vocês vão terminar. E adivinha do que que vocês vão falar? Será que é de infecção, né? Tá. Dividam-se em grupos. Essa é uma forma fantástica de vocês estudarem. Como eu disse, são os artigos que acrescentam, tá? Livro é importante, sim, mas a discussão de artigos, de casos, aí sim, vocês vão sentir a diferença, tá? Que vocês vão se aperfeiçoar e crescer mais ainda em termos de conhecimento, tá bom? A equipe toda tá sempre à disposição de vocês. Qualquer dúvida, tá? Vocês podem entrar em contato com a Natasha. Se você quiser falar comigo, não tem problema nenhum. Podem mandar mensagem, tá? Estamos à disposição.