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Paratleta embarca para competição mundial de jiujitsu em Abu Dhabi

Record News Santa Catarina4:38

Transcription

A gente agora vamos falar de outro esportista, para-atleta Daniel Borges, que competiu no Mundial de Jiu-Jitsu de Para-Jiu-Jitsu também lá no ano passado em Abu Dhabi. Vai embarcar já nesta segunda-feira, também de novo, né, para o mesmo Mundial deste ano de 2018. E ele agora tá dando a honra de participar do nosso jornal também. Obrigado, Daniel Boyd, pela sua participação.

Aliás, eu quero mostrar as medalhas que o Daniel conquistou. Só aqui, na verdade, ele me trouxe algumas, algumas foram… O primeiro aqui que se vence, o que você recebeu, essa que foi a primeira medalha, já que, já mim, é emocionalmente a mais importante. É mais importante porque foi a primeira que eu decidi disputar um campeonato oficial, depois de alguns anos que já lutava Jiu-Jitsu, mas eu nunca tinha feito competições. Porque eu achava que em algum momento eu não conseguiria ser campeão, ao ganhar nem oficialmente de alguém. Coisas mentais, que bloqueios que surgem na gente. E o meu mestre lá em Goiânia, na época morava lá, ele me inscreveu na competição e falou: “Você vai competir e eu tenho certeza que você vai ser campeão”. E eu falei, eu até pensei: “Não, competitivas…”. E foi, já se inscreveu. 401, Raul, seu mestre. Eu falei: “A minha honra então com 1”. E foi logo após a morte do meu pai. Meu pai foi uma pessoa muito importante na minha formação como pessoa, como alguém que sempre enfrentou e superou todos os desafios. Eu aprendi a tocar violão, teclado, baixo, a surfar… Quem foi a Nápoles já… o volume faz um monte de coisa, graças ao meu pai, que sempre incentivou. E o Jiu-Jitsu fosse para ficar com 30 anos de idade, até relativamente tarde na sede da ACIM. Eu comecei a ficar com 30 anos e depois que eu já tinha a ansiedade, estava com 31 e seis anos praticamente. E aí eu resolvi me desafiar a arrecadação dele. E na primeira competição que eu participei oficialmente, eu fui campeão. Olha aí, lutando enquanto atletas convencionais, normais, sem nenhuma deficiência. Entende que dizer que você é… na verdade, a tua vinda aqui hoje é mais para mostrar uma história de superação, não é só o esporte. Claro que você está indo participar agora desse evento lá em Abu Dhabi pela segunda vez.

É isso aí, a segunda vez. E você é o único catarinense para-atleta nessa competição. Sem, para o vídeo, existem outros atletas catarinenses que vão disputar o World Pro, que é o Jiu-Jitsu convencional. Eu também vou disputar o Jiu-Jitsu convencional, mas eu também vou disputar a categoria de Para-Jiu-Jitsu, na qual aconteceu o ano passado, a primeira edição. Um ano passado foi o primeiro Mundial de Para-Jiu-Jitsu. Olha só. Ele é que foi a colocação lá, foi campeão, campeão. É campeão na categoria absoluto. NEC, onde mostrou a todos os deficientes… Atua a medalha aqui, é essa de campeão, é essa aqui. A sua utilidade é bonita, desculpa. Eu vou mostrar agora… é se daqui que eu não ia mostrar, mas vou mostrar isso aqui, ó. Olha só que bonita. Aliás, aqui desse lado você tem a imagem lá de alguma área do Euro Sheik Mohamed Moussa, é de que a autoridade suprema nos Emirados Árabes só. E aqui atrás, então, a medalha de campeão. Então, nessa competição você embarca segunda-feira, fica até quando lá? Eu fico até o dia 27.

27. Agora em diante vou disputar as duas competições, a disputar o Mundial convencional, eu, Mundial de Jiu-Jitsu que conseguiria para as pessoas. Agora, para a gente encerrar essa inspiração que você faz de tudo, a tua deficiência quer dizer, não se limitou em nada. Ah, eu aprendi desde cedo que a limitação está na nossa mente. E eu levo uma coisa para compartilhar com todos, muitos que vocês estão ouvindo hoje, que eu aprendi lá com os árabes do ano passado. O ano passado eu questionei a um jornalista lá sobre o porquê nós éramos tão bem tratados lá, e ele me disse a seguinte frase: “Nós acreditamos que se colocar como vítima é uma desonra para com a criação de Deus. Se Deus criou todos nós iguais, em igualdade de oportunidades…” É um tapa na cara de muita gente. Isso eu já vivia isso, porque meu pai tinha ensinado isso, mas não traduzido dessa forma como os abismos, claro. Então, claro, usava nos ensinar. Então eu posso dizer como compartilhar a todos que a limitação na mente… Deus criou oportunidades iguais para nós. Basta a gente se desafiar, verdade? Se enfrentar, porque nós… o limite, sem dúvida, tá aqui, ó. Falta de limite, na verdade, aqui nas medalhas que recebeu de Daniel. Obrigado. E obrigado chegar, boa sorte lá em… boa viagem até Abu Dhabi. Foi obrigado a ir junto. Valeu, querido. Obrigado mesmo, sucesso.