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Olá, cara aluno, cara aluna, seja muito bem-vindo. Uma boa noite para vocês. É um prazer tê-los aqui conosco nesta live, né? A quarta live que nós fazemos sobre sustentabilidade corporativa ESG. É um grande prazer tê-los aqui conosco para nós conversarmos sobre esse tema que é muito importante para a formação de vocês. Considerando que o mercado hoje, que é o mercado internacionalizado, ele pede cada vez mais que pautemos a sustentabilidade e o ESG como meios para minimizar o impacto ambiental.
Então, hoje, mais do que nunca, estamos aqui com a professora Aline. Professora, muito boa noite. É um prazer tê-la aqui conosco para compartilhar esse conhecimento, sobretudo porque as suas três últimas aulas foram muito boas, e realmente agregou muito em questão de conhecimento. Então é o prazer tê-la aqui novamente para conversarmos um pouquinho mais sobre esse tema. E pessoal, sobre a lista de presença, ela está fixada aqui na descrição do vídeo e vocês também podem, tá, deixar conosco que nós vamos soltar aqui no chat ao longo da live. Então, com relação a isso, podem ficar tranquilos, OK?
Então, agora vou deixar a professora Aline aula. Professora, desejo a você uma boa aula e a vocês que nos assistem também uma boa aula, tá bom? Forte abraço.
Boa noite, professor. Obrigado aí pela pelos comentários. Obrigado pela chamada. Boa noite, pessoal. Tudo bem? Sejam todos muito bem-vindos a mais uma aula da nossa disciplina. Como o professor já mencionou, já é o nosso quarto encontro sobre o nosso tema, né? Espero que vocês estejam bem, estejam preparados aí para mais um encontro de aprendizado. A ideia de hoje é continuar ali aprofundando toda a nossa discussão sobre a sustentabilidade corporativa e ISG dentro das organizações.
Nas aulas anteriores, gente, vou fazer uma retomada breve, né, pra gente contextualizar e lembrar um pouquinho. Então, nas aulas anteriores, nós falamos bastante sobre o conceito do ESG. Buscamos entender ali como que os critérios ambientais, sociais, de governança passaram a influenciar cada vez mais o funcionamento das empresas. Nós discutimos, por exemplo, como que a sustentabilidade também deixou de ser ali uma iniciativa de marketing ou um projeto isolado, né, e passou a fazer, de fato, parte da estratégia das organizações. Também falamos sobre economia verde na nossa última aula. Trouxe para vocês o conceito de negócios de impacto, como que a sustentabilidade começou a se conectar diretamente com as decisões econômicas e financeiras das empresas.
Na aula de hoje, a gente vai avançar um pouquinho mais nessa discussão. Hoje a nossa aula vai ser voltada sobre os relatórios ESG, né, sobre mensurando o que importa. Então, já para iniciar aqui a nossa discussão, sustentabilidade, sustentabilidade, discurso ou prática. Até na última aula a gente recebeu aí algumas perguntas falando sobre isso, como que a gente faz para diferenciar uma empresa que somente fala que é sustentável, de uma empresa que realmente faz isso na prática, né? E eu vou trazer alguns temas importantes, alguns conceitos importantes pra gente entender melhor, né, o que eu já respondi lá brevemente na última aula.
Então, quando o tema da sustentabilidade começou a ganhar força no mundo ali das empresas, especialmente a partir dos anos 2000, como a gente já viu anteriormente, muitas empresas passaram a incorporar também esse discurso ali nas suas estratégias de comunicação. Os termos que as empresas passaram a utilizar eram empresa responsável, empresa sustentável, empresa que tem compromisso com o meio ambiente, né? Então, todos esses termos passaram a aparecer com bastante frequência ali em campanhas institucionais, relatórios corporativos, nas estratégias de marketing.
Porém, conforme foi passando o tempo, começou a surgir um questionamento bastante importante. Até que ponto que essas declarações realmente refletiam as mudanças estruturais dentro das organizações? Será que aquilo ali era só um marketing? Será que realmente estava acontecendo? Em muitos casos, o discurso da sustentabilidade tava presente na comunicação da empresa, só que não necessariamente nos processos produtivos dessa empresa, na gestão de recursos no estava, né, ou na estrutura da governança.
E foi nesse contexto que começou a ganhar destaque um conceito que até comentamos brevemente na aula passada ali durante as perguntas, né, que é o conceito de green wash. O green wash o que que seria? Ele ocorre quando as empresas constroem uma imagem pública de responsabilidade ambiental, sem que existam de fato ali transformações significativas nas suas práticas, né, na sua operação, no seu dia a dia. Ou seja, a sustentabilidade passa a funcionar mais como uma estratégia de reputação, né, algo de marketing, do que como um princípio de gestão, né, do que como uma estratégia dentro da organização.
E aí, com o aumento da consciência ambiental da sociedade e o crescimento do interesse dos investidores por práticas ESG, essa diferença, né, entre o discurso e a prática, ela começou cada vez mais ser questionada. Então, consumidores, os analistas, analistas financeiros, órgãos reguladores mesmo passaram a exigir algo que antes não era tão comum, que seria o quê? as evidências mensuráveis do desempenho ambiental e social das empresas. Então, para elas conseguirem provar que elas estavam sendo sustentáveis, elas precisavam mensurar isso, né? Então, começou essa exigência aí.
E por que que me de isso importa? Então, nesse contexto todo que eu trouxe, surge uma ideia central dentro da gestão moderna, que provavelmente alguém já deve ter ouvido essa frase, que diz: "O que não é medido não pode ser gerenciado, né? Como que a gente vai gerenciar algo que a gente não tem ali o mínimo de controle de saber como que tá acontecendo?" Então, quando a gente fala da sustentabilidade dentro das empresas, a gente fala de impactos que são reais mesmo, né? não é apenas valores ou intenções da empresa, é algo que realmente gera um impacto, impacto ambiental, como emissões de carmono, né, que nós já citamos, consumo de água, né, impacto social relacionado ali à relação, né, da empresa com a sociedade, relacionados ali a condições de trabalho, diversidade, segurança.
Se esses impactos eles não forem medidos, é praticamente impossível avaliar se as práticas adotadas pela empresa estão realmente produzindo melhorias. Então, a mensuração, ela permite três coisas principais, três coisas fundamentais. Primeiro, primeiro vai permitir transformar objetivos que são abstratos em indicadores concretos. Segundo, permite acompanhar ali a evolução ao longo do tempo, verificando se as metas estabelecidas estão ou não estão sendo atingidas. Bastantíssimo importante isso. E terceiro, permite a comparação, né, a comparabilidade entre as empresas, algo extremamente importante pros investidores, pros analistas de mercado. Ou seja, gente, medir sustentabilidade significa transformar um conceito que é amplo em um sistema ali de de gestão baseado em dados reais.
Então, nesse cenário todo de de mensuração, surgem os chamados relatórios ESG. Mas afinal, o que que é um relatório ESG? Esses relatórios, eles são documentos estruturados nos quais as empresas divulgam informações sobre ali o seu desempenho, né, nas três dimensões do SG, que são dimensão ambiental, dimensão social e dimensão de governança. Esses relatórios costumam apresentar indicadores quantitativos, apresentar metas, políticas ali institucionais das organizações, né? Resultados alcançados ao longo de um determinado período.
Só que é importante a gente entender que o relatório ESG ele é uma ferramenta de comunicação, certamente, mas ele não é só uma ferramenta de comunicação, né? Ele também funciona como um instrumento de gestão interna. Então ele ele é um um instrumento ali, uma ferramenta de comunicação externa, porque ele é publicado, né, para as pessoas verem, mas além disso, ele também tem ali a sua serventia dentro da empresa, né, servindo ali como um instrumento de de gestão interna, como eu disse. Então, ao organizar e acompanhar esses indicadores, as empresas conseguem identificar ali os possíveis riscos, conseguem identificar as oportunidades de melhoria, os impactos que muitas vezes não eram percebidos.
E quando a gente fala que os relatórios ESG eles apresentam indicadores, apresentam metas, políticas, resultados, né? a gente tá falando de diferentes tipos de informação que ajudam a mostrar como que a empresa tá lidando com as questões ali ambientais, questões sociais e questão de governança. Por exemplo, no caso dos indicadores quantitativos, a gente tá falando de número, números que permitem ali medir o desempenho da empresa. Quais exemplos a gente poderia dar desses indicadores quantitativos? Então, por exemplo, ah, o consumo total de água num processo produtivo é um indicador quantitativo. A uma quantidade de emissão de CO2 ali que é gerado pela operação da empresa, indicador quantitativo, número de acidentes de trabalho registrado no ano ali ou num determinado período, é um indicador quantitativo. Então, esses indicadores quantitativos, eles são importantes porque eles permitem acompanhar o desempenho da empresa ali ao longo do tempo.
Já as metas dentro do do relatório ESG representam os objetivos que a empresa pretende alcançar ali nos próximos anos, né, no período que ela determina. por exemplo, uma meta, né, ah, uma redução de 30%, 40% das emissões do carbono até 2028, até 2030, até 2040, ou atingir 100% de energia renovável nas operações também é uma meta, dentre outras aí que as empresas podem estar publicando nos seus relatórios.
Além disso, o que contém também normalmente nos relatórios ESG são as políticas institucionais. Que que seriam as políticas institucionais? Seriam ali as diretrizes que vão orientar o comportamento ali a conduta da empresa. Quais exemplos poderíamos trazer? Um código de ética corporativo, né? Eu já citei anteriormente a importância de ter um código de ética. Uma política ali de combate à corrupção, também faz parte ali das políticas institucionais. ah, uma política de sustentabilidade ambiental também faria parte.
E por fim, né, compondo o relatório SG, tem os resultados alcançados ali por aquela organização, comparando os indicadores atuais com os dos anos anteriores. Então, isso permite verificar se a empresa tá realmente avançando em relação às metas estabelecidas ou se ela está estagnada ou se ela de repente está regretindo, né? Ou seja, ou o relatório SG, ao mesmo tempo que ele funciona como uma ferramenta de transparência, né, externa, porque ele é publicado, ele serve também como uma gestão como uma ferramenta de gestão estratégica interna. né? Então ele vai servir tanto externo quanto internamente.
Então dentro da estrutura ESG, a dimensão ambiental, né, como nós já sabemos, ela busca ali avaliar as atividades da empresa, como que as atividades da empresa impactam o meio ambiente. E aqui nessa dimensão entram os indicadores relacionados ao uso de recursos naturais e aos efeitos ambientais da produção. Entre os indicadores mais comuns na dimensão ambiental estão normalmente o consumo de água, o uso da energia elétrica, emissões ali gases, defeito estufa, gestão de resíduos ali, reciclagem. Então, todas essas informações dentro da dimensão ambiental permitem avaliar se a empresa tá adotando prática mais as práticas mais eficientes, né, e menos poluentes ou não. E além disso, muitos relatórios também apresentam ali as metas de redução de impacto ambiental pros próximos anos. Então, isso tudo somente ali na dimensão ambiental. Então, é nesse momento que nós podemos perceber como que a sustentabilidade faz parte do planejamento estratégico das organizações.
Já na dimensão social, gente, como vocês já sabem, né, a dimensão social, ela analisa a forma como que a empresa se relaciona com as pessoas, com a sociedade. Então, entre os indicadores sociais mais comuns dentro da dimensão social ali nos relatórios ESG, nós encontramos dados sobre, por exemplo, diversidade de inclusão, aparece muito segurança do trabalho, a taxa de rotatividade de colaboradores naquela organização, os investimentos sociais e investimentos comunitários também, esses indicadores da dimensão social ajudam ali também a entender se a empresa ela tá promovendo tendo condições e trabalhos que são adequadas, né, e se tá contribuindo pro desenvolvimento social.
E na dimensão de governança, né, que a governança você já sabe, mas não custa a gente lembrar, a governança está relacionada à estrutura de gestão da empresa e também ali aos mecanismos que vão garantir a integridade, a transparência, né, responsabilidade ali nas decisões organizacionais. Então, aqui na dimensão de governança, os relatórios ESG podem apresentar alguns elementos, como canais de denúncia, né, compli, estrutura do conselho de administração, por exemplo, a existência do código de ética, como já mencionei anteriormente, né, controles internos, as políticas de compliance. Então, as empresas com boa governança, elas tendem a apresentar maior transparência ali e menor exposição a riscos, sejam riscos legais, reputacionais ou qualquer outro tipo de risco.
Então, pra gente conversar um pouco sobre a mensuração quando ela serve como uma ferramenta de aprendizagem, né, eu trouxe esse slide pra gente discutir um pouco. Quando a gente fala em mensuração dentro do contexto do ESG, as pessoas às vezes elas pensam que elas elas pensam ali apenas em prestação de contas, né, ou em divulgação de resultado público que é externo. Só que na prática a mensuração ela tem um papel muito mais estratégico ali dentro das organizações. Ela funciona também como um mecanismo de aprendizagem organizacional, ou seja, quando uma empresa começa a medir de forma sistemática ali os seus impactos ambientais, impactos sociais e de governança, ela passa também a compreender melhor o funcionamento dos seus próprios processos produtivos. ela passa a olhar para si mesmo.
Isso acontece porque os indicadores tornam visíveis os aspectos que muitas vezes antes estavam ali dispersos, né, que passavam despercebidos dentro da operação da empresa. Por exemplo, vamos imaginar ali uma indústria que vai começar a monitorar detalhadamente o consumo de água em cada etapa de produção dela. Então, ao analisar esses dados, né, essa empresa, ela pode perceber que a uma determinada etapa ali do seu processo produtivo consome uma quantidade desproporcional de água em comparação com as demais etapas. Isso pode indicar desperdício, né, pode indicar ali uma falta de eficiência operacional.
Então, com base nesse diagnóstico que ela fez, essa empresa, ela consegue tomar algumas decisões. Quais decisões ela poderia tomar nesse caso hipotético? Então, ela poderia, por exemplo, ali investir numa numa tecnologia ali de reuso de água, né, ou implementar algum sistema de monitoramento que seja mais preciso para evitar esses desperdícios e ela poderia modificar alguma etapa ali do seu processo produtivo, né? Então esse tipo de análise transforma um problema ambiental, né, que seria esse desperdício de água ali em uma oportunidade de melhoria operacional. Isso significa que a mensuração do SG também pode gerar ganhos econômicos, sobretudo, né? Porque a redução de desperdícios geralmente implica certamente redução de custos.
Além disso, pessoal, os indicadores do SG, eles também ali têm a capacidade de identificar os ciscos futuros como. Então, vamos imaginar aí que uma empresa que monitora ali as suas emissões de carbono, ela consegue antecipar possíveis impactos de regulações ambientais que são mais rigorosas, como, por exemplo, um imposto sobre carbono ou uma restrição de emissão, né? Ou seja, a mensuração permite que a empresa consiga se antecipar a mudanças regulatórias e de mercado.
A própria Clabin que nós comentamos na nossos encontros anteriores, né, que é uma empresa assim que tem um histórico bastante interessante sobre a sustentabilidade. A própria Clabin, por exemplo, ela monitora ali os indicadores como eficiência hídrica, uso de biomassa para geração de energia. Então, esses dados ajudam a empresa a ajustar os processos industriais, né, e reduzir também os impactos ambientais, ao mesmo tempo em que ela melhora ali a sua eficiência produtiva. Por isso, gente, que há muitos autores que defendem que os indicadores ESG não devem ser vistos só como uma ferramenta de comunicação, mas como também um instrumento que ajuda a empresa a desenvolver capacidade estratégica e adaptativa. e um ambiente econômico que está cada vez mais pressionando ali, né, que é cada vez mais pressionado também por questões ambientais e questões sociais.
E quando a gente analisa a questão da transparência corporativa no Brasil em específico, é importante entender que esse debate dentro do nosso país, ele se intensificou principalmente ali nas últimas décadas, né? Historicamente falando, muitas empresas brasileiras divulgavam ali apenas as informações financeiras obrigatórias, principalmente aquelas informações que eram exigidas por órgãos ali reguladores, né, ou por alguma legislação societária. As informações relacionadas a impactos ambientais, relações com comunidades ou práticas de governança, raramente eram apresentadas de uma forma assim estruturada.
Só que aconteceram diversos fatores que começaram a mudar todo esse cenário. E um dos principais fatores que mudou isso no Brasil foi o aumento da pressão dos investidores institucionais, especialmente investidores estrangeiros. Então, muitos desses investidores, eles passaram ali a exigir uma maior transparência sobre os ciscos ambientais, sobre ciscos sociais e de governance, antes de decidir ali onde que eles iriam aplicar os seus recursos. Além disso, outro fator que foi bastante importante ali para estudo foi o crescimento da atuação de organizações da sociedade civil e da mídia, que passaram a monitorar com muito mais atenção, né, os impactos socioambientais. das grandes empresas, principalmente em setores como mineração, né, setores de agronegócio, setor de energia, papel e celuloses.
E além disso, o próprio ambiente regulatório brasileiro começou a evoluir, né? as instituições como o Banco Central do Brasil, que nós falamos na no nosso último encontro, né, que começou ali com a suas próprias exigências. Então, instituições como Banco Central, a CVM, né, que é a Comissão de Valores Mobiliários, também passaram ali a estimular as práticas mais robustas de gestão de riscos socioambientais e de divulgação de informações relacionadas à sustentabilidade.
Então, nesse contexto todo, muitas empresas brasileiras começaram a adotar os relatórios de sustentabilidade e relatórios como uma forma ali de demonstrar maior transparência em relação às suas operações. E hoje grandes empresas ali que estão listadas na B3, né, que é a Brasil Bolsa Balcão, elas costumam divulgar informações sobre vários temas, como, por exemplo, a emissões de gases de fito estufa, consumo de recursos naturais, as políticas de diversidade de inclusão. E apesar desses avanços todos que ocorreram, que estão ainda ocorrendo, né, o Brasil ele ainda enfrenta bastante assim desafios importantes nessa área, porque Nem todas as empresas elas divulgam as informações com o mesmo nível de profundidade. E muitas vezes os dados que são apresentados eles ainda não seguem um padrão ali que é totalmente comparável, né? Que não não segue um padrão que permite a comparabilidade. Por isso, o debate sobre transparência corporativa continua sendo um tema assim bastante central, né? bastante importante nas discussões sobre a sustentabilidade empresarial no país.
Então, no contexto brasileiro, a questão da transparência corporativa, ela, como eu falei, né, ela ganhou ali bastante relevância nas últimas décadas. Então, muitas pesquisas de opinião mostraram ali que existe um nível relativamente elevado, eu diria, de desconfiança da sociedade em relação às grandes empresas, especialmente em setores que possuem ali um forte impacto ambiental ou social. E isso pode acontecer por diferentes motivos. Primeiro, porque o Brasil, né, nós sabemos aí que ele possui um histórico de episódios envolvendo corrupção corporativa bem significativo, né? Eh, além disso, possui um histórico de problemas de governança, né, eh, de impactos sociais ali de grande escala também.
E segundo, gente, porque a própria sociedade brasileira, ela tem se tornado muito mais informada e mais ativa também na cobrança por responsabilidade corporativa. Hoje os consumidores têm acesso ali a uma grande quantidade de informação por meio da internet, né, das redes sociais, do jornalismo que é investigativo. Então isso faz com que as práticas empresariais que antes passavam ser percebidas passem a ser expostas e debatidas publicamente. Nesse cenário, as empresas que adotam uma postura mais transparente, obviamente, tendem a construir relações de confiança muito mais profundas, muito mais sólidas com seus diferentes públicos.
Gente, quando quando a gente observa o mapa apresentado no slide, né, cada cor, vocês estão vendo ali, representa um setor econômico predominante em determinadas áreas do país do Brasil, né, destacando ali onde que determinados debates sobre ESG tendem a ser mais intensos. Então, por exemplo, ali as áreas destacadas em laranjas aqui no nosso mapinha representam ali o setor de energia. Então, no mapa, esse setor aparece com forte presença, principalmente ali na região norte e partes do Nordeste, né, onde existem grandes projetos energéticos como os inidroelétricas, além de projetos ligados ali a à geração e infraestrutura energética, né, tem um pouquinho ali na região sudeste também. Então, nessas regiões, as discussões ESG costumam envolver temas como impacto ambiental de grandes obras, gestão de recursos naturais e transições para as matrizes energéticas mais sustentáveis.
Já ali nas áreas que estão destacadas em verde, no nosso mapa, estão representados ali o agronegócio, né? No mapinha, a gente pode observar que esse setor ele aparece com grande predominância ali, principalmente no Centro-Oeste, também ali em toda a região sul, além de parte do Sudeste. Então, nessas áreas, as discussões sobre ESG costumam estar relacionadas a temas como uso da terra, produção de produção agrícola, né, rastrebilidade das cadeias produtivas, a gestão da água, os impactos ambientais, né, e ali e os impactos ambientais da de toda a atividade agropecuária.
E ali na nas áreas marcadas em roxo, né, representa ali o setor de papel e celulosees que aparece concentrado principalmente ali em partes do Sudeste e Centro-Este do Brasil e até uma parte no Nordeste, então onde existem grandes operações florestais, industriais desse segmento. Então, nesse setor, o debate SG costuma envolver ali manejo florestal, né? Eh, certificação ambiental, gestão responsável dos recursos naturais, dentre outros.
E por fim ali a nas áreas destacadas em amarelo, né, representa o setor financeiro que aparece concentrado principalmente ali em grandes centros econômicos, como é o caso de São Paulo. Então, nesse caso, o papel do SG é um pouquinho diferente, porque as instituições financeiras influenciam o mercado quando elas definem critérios socioambientais para conção concessão de crédito, né, e também de investimentos. Então assim, o mapa ajuda a mostrar que o SG no Brasil não é um fenômeno um fenômeno homogêneo, né, digamos assim. Vocês vem que o mapa ele tá bem colorido. Então diferentes setores econômicos ali predominam em diferentes partes do território brasileiro e cada um deles enfrenta um desafio específico ali relacionado à sustentabilidade, governança e também impacto social.
Gente, eu fiz uma breve citação na última aula também sobre essa empresa, né? E eu disse que eu iria retomar novamente esse exemplo nas aulas seguintes, né? Então, estamos falando da Natura, que a Natura desenvolveu uma estratégia de sustentabilidade bastante estruturada, eu diria. Como até comentei com vocês na semana passada, a Natura ela é frequentemente citada ali nos estudos sobre SG, porque ela foi uma das primeiras grandes empresas brasileiras a incorporar ali preocupações ambientais, preocupações sociais de forma estratégica ali no seu modelo de negócio.
E um primeiro ponto importante que aparece aqui no slide é a questão dos relatórios detalhados. A Natura é uma empresa que divulga há muitos anos relatórios de sustentabilidade com indicadores bastante completos ali sobre impactos ambientais, cadeia produtiva, relação com a comunidade, né, com comunidades, na verdade, e a governança corporativa. Esses relatórios permitem acompanhar alem de forma muito mais transparente como que a empresa mede e gerencia os seus impactos.
E outro aspecto importante desta empresa são as metas ambientais. A Natura, ela estabeleceu compromissos públicos relacionados à redução de emissões de carbono, ao uso sustentável da biodiversidade, né, e também a redução de impactos ambientais na produção dos seus produtos. Então, essas metas todas são importantes porque permitem avaliar se a empresa tá de fato avançando em direção ao modelo de produção mais sustentável ou se ela não está. Além disso, a empresa também trabalha com políticas que são voltadas à diversidade e à inclusão, buscando ali ampliar a representatividade dentro da organização e promover um ambiente corporativo que seja mais inclusivo.
Então, esse conjunto de iniciativas da Natura mostra como que o ESG não aparece só como um discurso, né, mas como um conjunto de práticas ali que influenciam diferentes dimensões da gestão empresarial. E quem tiver aí a curiosidade, o interesse em estar buscando esses relatórios da Natura, né, ou de outra empresa que tem aí curiosidade, eles estão todos publicados na internet. É muito simples de encontrar, pessoal. Basta dar um Google lá que vocês já encontram. Vocês vão ver que tudo isso que eu tô falando e muito mais está lá presente, né, que foi publicado.
Outro exemplo que eu também já havia citado na última aula, que é bastante importante dentro do contexto brasileiro, é a a Clabim, o caso da Clabim, que é uma das maiores produtoras de papel e celulose aí do nosso país. E hoje eu vou trazer a Clabim para vocês dentro do do contexto da nossa aula, né? Então, na Clabin, as discussões sobre SG são particularmente relevantes, porque a atividade produtiva dessa empresa envolve o uso intensivo dos recursos naturais, especialmente ali água, energia e madeira. Por isso que empresas desse segmento enfrentam uma pressão muito significativa para demonstrar que as suas operações seguem táticas de manejo sustentável.
No caso da Clabin, um dos pontos de sacado é a redução de emissões. A empresa desenvolve iniciativas voltadas à redução das emissões de gás defeito estufa nos seus processos produtivos, né, buscando ali tornar as suas operações industriais mais eficientes do ponto de vista ambiental. E outro elemento importante é o manejo florestal. A Clabin, ela trabalha com modelos de manejo que procuram equilibrar a produção florestal e a conservação ambiental. Isso envolve o cultivo das florestas plantadas destinadas à produção industrial, ao mesmo tempo em que áreas de vegetação nativa são preservadas. Além disso, a empresa ela investe ali na ampliação do uso de energia renovável, especialmente por meio da utilização de biomassa gerada a partir do próprio processo produtivo dela.
Então, todas essas iniciativas mostram como que empresas de setores intensivos ali em recursos naturais, que é o caso da CLABI, né? precisam desenvolver estratégias de sustentabilidade bastante estruturadas para garantir ali a sua competitividade, né, e a sua legitimidade social.
Então, nesse slide, nós temos um exemplo mais concreto de indicadores ESG divulgados por uma empresa utilizando dados reais da CLABIMIN. E esses dados que eu trouxe para vocês, eles estão publicados nos relatórios da CLABIM. Então, esses indicadores, eles ajudam a ilustrar como que as empresas transformam conceitos de sustentabilidade em informações mensuráveis. Por exemplo, aqui no nosso slide, um dos dados apresentados pela Clabin, né, que esses dados são da Clabin específico, refere-se ali à base florestal da empresa, que inclui cerca de 911.000 1000 haar de área total, sendo aproximadamente 41% compostos por áreas de mata nativa com conservado. Então, esse tipo de indicador é importante porque mostra como que a empresa busca conciliar a produção florestal com a conservação ambiental.
Outro conjunto de indicador que tá relacionado às emissões de gases, defeito estufa, né, que é publicado pela empresa. Então, os dados mostram reduções tanto nas emissões dos escopos um e dois, que o que que seria o escopo um e dois, correspondem ali às emissões diretas, né, e ao consumo de energia, quanto também nas emissões do escopo três, que inclui as atividades indiretas da cadeia produtiva. Além disso, gente, também apresenta informações sobre energia renovável, indicando ali que uma parcela significativa da matriz energética da empresa, né, provém de fontes renováveis.
Outro indicador destacado é a é a presença da Clabin no índice da Jones de sustentabilidade, né? não sei se vocês já ouviram falar, né? Esse índice Dow Jones também ele é ele é conhecido como um índice que reúne empresas reconhecidas internacionalmente por suas práticas de sustentabilidade corporativa. Então, a Clabin ela está presente nesse índice, isso é muito importante para ela, né? E isso é um dado que está publicado ali no seu relatório. E por fim, aparece também um indicador relacionado ao consumo de água, mostrando a redução no consumo específico de água industrial ao longo do tempo. Esses dados todos ajudam a mostrar como que os relatórios SG utilizam ali métricas concretas, né, para acompanhar o desempenho das empresas em diferentes dimensões da sustentabilidade.
E aí o terceiro exemplo apresentado nesse contexto, né, da nossa aula que eu trouxe é o Itaú Uniban, um dos maiores bancos aí comerciais, né, da América Latina. No caso do setor do setor financeiro, que é o caso do Itaú, a relação com o ESG acontece de uma forma um pouquinho diferente, né, em comparação com empresas industriais, por exemplo, Clabim. Enquanto as indústrias elas lidam ali diretamente com os impactos ambientais das suas operações, né, as instituições financeiras, elas exercem um papel importante ali ao direcionar os recursos financeiros para determinadas atividades econômicas.
Por isso, um dos aspectos destacados nesse slide é a questão da governança. As instituições financeiras precisam manter estruturas robustas de governança corporativa, envolvendo ali de transparência, gestão de risco, mecanismo de controle interno, né? E outro ponto importante também no caso das instituições financeiras são os indicadores sociais. Os bancos costumam desenvolver ali iniciativas relacionadas à inclusão financeira, educação financeira, apoio a projetos sociais, né, buscando ampliar o acesso da população aos serviços financeiros.
Além disso, muitas instituições financeiras passaram a adotar o chamado relatório integrado. O que que seria o relatório integrado? Esse tipo de relatório, gente, combina informações financeiras tradicionais com dados sobre desempenho ambiental, social e de governança, permitindo uma visão muito mais ampla da atuação da empresa. Então assim, o setor financeiro desempenha um papel importante na agenda ali do ESG, porque ele influencia o fluxo de investimentos e pode estimular práticas mais sustentáveis em diferentes setores da economia.
Impacto da divulgação. Então, a divulgação dos relatórios ESG pode gerar ali vários efeitos positivos para as empresas. Primeiro, essa divulgação, ela contribui pro fortalecimento da credibilidade institucional, né? Então, quando as empresas divulgam ali dados claros sobre suas práticas ambientais, sociais, elas reduzem ali toda a simetria de informação que existe entre a organização e os seus diferentes públicos. Segundo, a transparência, ela tende a aumentar a confiança dos investidores, né? Cada vez mais fundos de investimento estão utilizando critérios para selecionar empresas em suas carteiras. E isso é algo que eu venho falando desde o nosso primeiro encontro. E terceiro, a divulgação dos indicadores ajuda a empresa a identificar os riscos e as oportunidades estratégicas. Então, problemas ambientais ou sociais que são identificados precocemente podem ser tratados antes deles se transformarem em uma crise, né, muito maior, em uma crise reputacional ou uma uma crise financeira até mesmo. Portanto, pessoal, a transparência, ela pode ser entendida como uma forma de gestão preventiva de riscos também.
Futuro do relatório ESG. Então o futuro do dos relatórios ESG, ele aponta sim para uma tendência de maior padronização e comparabilidade das informações. Atualmente existem aí diversas metodologias que são utilizadas para estruturar esses relatórios, né, para padronizar esses relatórios de sustentabilidade, como por exemplo, existe o os padrões da iniciativa global de relatórios, né, além do Conselho de Padrões de Contabilidade, de Sustentabilidade também e as recomendações da força tarefa ali sobre a divulgação de informações financeiras relacionado ao clima. Nos últimos anos, as organizações internacionais, elas vêm ali trabalhando para integrar essas diferentes modelos e criar um padrão global mais consistente para divulgação de informações ESG. E isso deve permitir que os investidores comparem ali com maior facilidade, né, de forma mais intuitiva o desempenho das empresas de diferentes países e setores também.
Outra tendência importante nos relatórios ESG é o uso crescente das tecnologias digitais para coleta e divulgação de dados de sustentabilidade, né? Porque as ferramentas de análise de dados e plataformas digitais estão permitindo que as empresas monitores monitorem, né, ali os seus indicadores em tempo real e torne essas informações mais acessíveis ao público, né, principalmente agora aí com toda essa tendência de IA. Isso também vai impactar com certeza ali no nos relatórios, no futuro dos relatórios ESG. Então, gente, cada vez mais vai haver ali a padronização e uma maior exigência desses relatórios.
E aí, gente, pra gente já caminhar aqui pro final da nossa aula, eu queria retomar rapidamente a ideia central que a gente discutiu hoje, né? Então, começando pelo fato de que o ESG não deve ser visto só como uma tendência de momento. Então, cada vez mais ele faz parte da forma como que as empresas são avaliadas pelo mercado, pelos investidores e pela própria sociedade também. A gente viu que transparência e mensuração são fundamentais nesse processo, né? Quando as empresas elas medem seus impactos e divulgam essas informações, elas conseguem transformar a sustentabilidade em algo concreto, baseado em dados e em resultados. E é justamente isso que faz com que o SG deixe de ser só uma intenção, né, e passe a ele se tornar uma prática real dentro das organizações.
Na nossa próxima aula, a gente vai avançar um pouquinho mais nessa discussão. A gente vai falar sobre ali como que o marketing a gente vai falar, na verdade, de marketing com propósito, né? Como que as marcas podem gerar ali valor econômico, mas também contribuir para as transformações sociais e ambientais. Gente, era isso por hoje que eu queria compartilhar com vocês. Eu agradeço aí a participação de vocês, a atenção de todos. Quem tiver saída na po desejo uma ótima noite aí, uma ótima semana para quem vai, né, pr aula quem continuar, quiser contar alguma coisa também fica à vontade.
Professora, parabéns pela sua exportação, como sempre. Muito bem colocado, tá? Quando nós pensamos em prática prática de sustentabilidade em SG, me veio à cabeça justamente esse ponto da transparência, porque quando nós olhamos para o cenário macro, as grandes empresas que já praticam sustentabilidade ISG, de fato, elas tendem a colocar relatórios do que está sendo implementado, né, e o que será tá implementado também. Ah, na contramão aí nós já temos empresas que a apontam que de fato praticam sustentabilidade ESG, mas não divulgam o relatório, o que fica difícil de identificar que de fato é só discurso, né? Ou se é algo realmente que está acontecendo na prática. Então, aqui nós temos algumas perguntas que nós selecionamos. O Júnior Alves coloca: "Professora, uma empresa hoje, seja na educação ou outra do ramo financeiro, pode adotar ESG?"
Ótima pergunta. Com certeza. Eh, só um minutinho, meu mouse travou. Com toda a certeza absoluta, né? Como até acho que surgiu uma pergunta na primeira aula, pessoa perguntou como que o SG seria aplicado ali na área de pedagogia, se eu não me engano, né? Eh, eh, e assim, eu vejo assim que as todas as empresas, indiferentes do ramo, né? Eu trago aqui indústrias, trago empresas conhecidas, mas indiferente do do setor delas, do que elas são, do que elas fazem, elas conseguem adotar essas práticas, né? Às vezes não tanto de uma forma tão grande, tão tendenciosa, né? Que seja ali mostrada de uma forma tão pública, mas elas conseguem. E eu eu até já citei isso nas aulas anteriores e eu reforço isso agora, que até nós dentro de casa a gente pode ali ter algumas ações que contribuem para isso também, né? Desde ali separar um lixo, né? Buscar economizar ali água, energia e etc. Então, com certeza absoluta.
Certo? Eh, e e lembra da perspectiva da gestão que foi Oi, já até aproveitar, cadê subiu aqui? Até que perguntou pra pequena empresa, no caso já a professora já respondeu já, né, na própria na casa da gente já consegue já trabalhar isso e numa pequena empresa também você já leva o que você aprendeu na sua casa para a empresa. Acho que tá aqui na Débora Débora. pequenos negócios já dessa forma.
Exatamente. Eh, e professora, e dentro da gestão pública, qual que a professora enxerga essa prática de sustentabilidade ESG? considerando que aí nós já entramos dentro da seara política e tem a questão da da própria discrepância com relação a a essas pautas, né, que fica manifestamente evidente, mas é possível a administração pública pensar em prática sustentabilidade SG hoje no Brasil eh pensando institucionalmente, porque lógica, normally nós pensamos na sustentabilidade corporativa PSG voltaram pro ambiente privado, né, da empresa privada. E dentro da administração pública, é possível nós incorporar incorporarmos prática de sustentabilidade para que haja também uma ampliação de uma conscientização a longo prazo?
Sim, professor, com certeza, né? eh, tanto institucionalmente quanto não institucional institucionalmente, né? Então, eh, mas trazendo aí essa resposta paraa pergunta, né, em casos assim que sem ser algo formal, né, com certeza a gestão pública pode trazer ali práticas, né? Então, vamos citar uma prática ambiental que não seja formal, né, para que não seja institucional, digamos assim. Então, a gestão pública pode, por exemplo, fazer ali e uma ação local de coleta seletiva, de limpeza urbana, né? Isso acontece bastante na cidade onde eu moro. Não sei se vocês, né, também conseguem visualizar aí onde vocês moram. Eh, já ali na esfera social, a gente pode falar de um projeto social de empresas e voluntariado também, né? e no projeto de governança, mais cobrança da população por transparência, né, uso de redes sociais ali paraa fiscalização de políticos, né, dentre outras aí práticas que podem que a gestão pública pode fazer de uma forma que não seja institucional, né, ali dentro, seja ali envolvendo ali a gestão pública de fato, sem ser algo formal.
Exato. E hoje e cada vez mais eh eh eu não diria fácil, mas é possível, considerando eh que os dados que nós produzimos na internet, eh fica evidente que é possível fazer um mapeamento, a própria gestão pública focado em dados estruturados, né, para poder pensar em práticas e até aproximar a população por além dessa prática, o que é uma boa eh uma boa conduta, né, uma boa prática para melhorarmos e ampliarmos ainda mais a a prática sustentabilidade SG para dentro da gestão pública, né? Nós temos outro comentário aqui, Toninho, é da Cleidiana, né? Vamos colocar aqui, eh, opa, ela coloca muito importante que as empresas demonstraram que realmente estou praticando o SG, porque hoje em dia só palavras não passam credibilidade, né? o que de fato é uma realidade. Então, nós vimos isso na terceira, na segunda aula também, mas com mais força na terceira aula, eh porque de fato eh a empresa ela precisa estar alinhada ao mercado, né? E o mercado ele precisa estar alinhar ao padrão de consumo e o que quer o consumidor. Então o consumidor ele procura produtos e serviços inovadores alinhados à prática e sustentabilidade. Então veja, isso não é eh eh conversinha nem nada, é algo que realmente vem sendo impactante nos últimos tempos. Então nós vemos um consumidor muito mais consciente e tratando isso com um pouco mais de seriedade. E eu vejo que isso, professora, eh tá se tornando algo orgânico. Eu acho que nós falamos muito de sustentabilidade nos últimos anos, que
As pessoas estão começando a incorporar cada vez mais práticas de sustentabilidade no cotidiano. A professora até citou o exemplo de dentro de casa. E de fato, né, há um movimento para eh que isso aconteça. E eu acho que cada vez mais isso vai se tornando possível e vai se tornando algo orgânico. E nós falamos na nossa no nosso último encontro que vai chegar um momento que a legislação não vai precisar obrigar, eh, porque vai se tornar uma prática comum. Então, pensar em sustentabilidade é algo atrelado ao comportamento. Então, eh, é algo que vai transformando, correto?
>> Isso, professor. Exatamente. Até ali, aproveitando o comentário da nossa aluna, né, a gente, uma coisa que eu sempre trouxe nas aulas, em todas as aulas eu falo isso, né, que eh o discurso tem que tá alinhado com a realidade, né? Então o SG no Brasil, ele não pode ficar só no discurso, não só no Brasil, mas no mundo todo, né? Ele não pode ficar só no discurso, né? O que gera de fato ali credibilidade são as ações são as metas claras, né? Os resultados que são de fato comprovados. Não adianta falar de sustentabilidade sem ali reduzir impacto, né? Nem eh nem impacto social, né? Nem sem gerar sem gerar um benefício que seja concreto, né? Então, na prática, vale muito mais mostrar ali os números, né, as mudanças, a continuidade do que apenas boas intenções, mas isso também vai do interesse da empresa, né? Eh, mas como o professor citou, eu também acredito que vai chegar um ponto que vai se tornar como algo eh obrigatório, né? E e aí vai das empresas ali conseguirem se adaptar, né? as que mais se adaptam são as que vão, com certeza aí sobreviver e passar por cima disso.
>> Exato. Nós temos aqui um outro comentário da Muri Santos. Eh, vamos colocar aqui. Ela coloca ESG da Natura está de parabéns, deveria ser exemplo para muitas empresas. O que eu acho bacana essa prática de transparência quando é divulgado o relatório, é que isso acaba influenciando e impactando quem está aqui na base, porque você vê, eh, a professora citou essas empresas na nas últimas aulas e é bacana que os alunos foram atrás porque eu vi que eles citaram várias outras empresas. Então veja aqui a gente desperta a curiosidade e vai se tornando algo realmente eh impactante para a vida do cidadão, né? Então veja, parte da quis base para uma um sistema macro, uma transformação de dentro para fora, correto?
>> Com certeza, professor. Eh, legal saber que os alunos estão curiosos para ir atrás, né? Eu trouxe, eu trouxe algumas empresas pontuais, porque se eu fosse falar de todas ali que eu admiro, eu ficaria uma aula toda só falando. Mas a Natura, eu já citei ela anteriormente, tô citando nessa aula novamente, né? Porque ela é um dos exemplos mais sólidos de SG no Brasil, né? Então, porque ela transforma eh o que é discurso na prática e isso acontece mesmo, né? Não é porque, ah, eu acho que ela faz isso, não, ela de fato faz isso, né? Ela é uma empresa ali que investe em ingredientes da biodiversidade amazônica, como comentamos no nosso último encontro, né? Eh, com manejo sustentável, né? Então, ela mantém também ali as relações com as comunidades, eh, gera renda, né? Gera inclusão e ela também adota transparência ali de metas claras, né? De impacto ali, eh, que a gente poderia dizer que está no na dimensão de governança, né? Então, ela de fato mostra resultados concretos. Por isso que eu gosto de utilizar esse exemplo nas minhas aulas, porém não é a única empresa que eh age dessa forma.
Mas Romário, >> uma última perguntinha, pode falar, para mim. >> Eu acho que a gente tá gerando alunos e consumidores consciente. O intuito dessa aula é isso, né? A gente tá gerando alunos e consumidores conscientes. Tenho certeza que os nossos alunos aqui estão sendo muito mais agregados valores, conhecimento, tá? Nem o o Romário comentou, eles foram buscar, foram pesquisar. Isso é o intuito dessa aula, gente. Intrigar vocês. Vão pesquisar, vão além, ma a mais. Mário, finaliza aí.
>> Exatamente. Exatamente. Uma última perguntinha para nós fecharmos, professora, da Marta Rosa. Então, vamos lá. Ela coloca como o gestor de RH pode apoiar o setor de sustentabilidade na implementação ou adução do ESG? Olha só, o RH não é confuso, viu Toninho? O RH entrega eh sustentabilidade. Sim. Então, nós vamos pensar nisso hoje, professora. Então, como que o RH pode participar desta nesse programa de sustentabilidade dentro da empresa? Isso é que nem eu falei, nenhuma área, né, fica de fora ali da do da sustentabilidade. Eu diria, na verdade, que nenhuma profissão fica de fora, né? Mas ali, eh, respondendo a pergunta, né, em específico, eh, sobre gestor ali de RH, né, como que ele pode tá apoiando a sustentabilidade, dentre tantas formas, né, a gente poderia ali, eh, ele poderia ali, por exemplo, olhar paraa cultura da organização, né, incluir os valores ali, inclui essos valores e no dia a dia ali da empresa, né, ou capacitar colaboradores sobre práticas sustentáveis, né? Eh, até mesmo às vezes ali trazer um treinamento, trazer uma palestra que seja para dentro da empresa, né, que dá essa visão pros pros colaboradores, né, isso tudo tá apoiando a sustentabilidade, né? Tem muitas pessoas que às vezes não sabem nem o que significa sustentabilidade ou que ouviu falar, ah, mas não entende muito bem, né? E eu até fico bastante feliz de saber que os alunos aí estão eh pesquisando, estão indo atrás, como disse o professor, né, estão saindo mais conscientes. Então o RH também pode fazer isso ali dentro da organização, né? Eh, por exemplo, eh, até estava discutindo essa semana sobre isso com algumas colegas de trabalho minha, né, sobre incentivo de home office, diversidade e bem-estar. Isso também é uma forma de apoiar a sustentabilidade, apesar de não parecer, mas quando a gente aprofunda, a gente vê que é, né, isso aí está ligado a políticas institucionais dentro da organização, né, campanhas internas, como eu citei ali na última aula, no nosso último encontro, né, as empresas hoje vocês vocês entram dentro da empresa, você vai no banheiro, por exemplo, tem lá um aviso: "Ah, pense verde, economize água, né? Utilize só o papel necessário." Então isso tudo é uma campanha interna ali para engajar, né? ali a redução de papel e energia e etc, além de várias outras práticas aí que o gestor da RH pode estar fazendo também para demonstrar a sustentabilidade.
>> um uso consciente da própria impressora do departamento em si, já que tá economizando o papel, em vez de imprimir aquele relatório, será que você não consegue somente trabalhar com ele na tela ali? Ou seja, você já não vai gastar papel, já é um uso ali que você consegue já trabalhar, economiza o papel. Eh, hoje já é, na verdade, assim, professor, bem raro empresas que ainda utilizam papel físico, né? Hoje em dia os arquivos estão todos dentro de uma máquina, né? Dentro de um computador, ainda existem, né? Ali, eh, eu, né, sou da área da contabilidade, então eu tenho muito, muito arquivo dentro ali dos escritórios e tudo mais. Tem muitos escritórios que ainda existem ali o arquivo físico, né, caixas com papéis e tudo mais, só que a maioria já está indo pro outro lado, né? O arquivo hoje ele é digital.
>> É exato. E nós podemos perceber isso também em outros eh em outras áreas eh do do do negócio, né? Por exemplo, eu sou da área do direito, então eu vi eu vivi para ver o mercado jurídico se transformando lá no ensino médio, quando eu fazia estágio, eu era estagiário de ensino médio na procuradoria estadual. Então, veja, eu vi o o mercado jurídico virando de ponta cabeça, porque eh antes nós tínhamos processos eh com várias e várias páginas, processos apensos. Então, eram eh quatro volumes com mais de 1000 páginas de processo sendo impressos. E quando eh a o mercado transformou e o mercado jurídico ele, né, quando eu falo que ele virou de ponta cabeça, foi quando implementaram eh o sistema online de processo, então o projunte ele veio para trazer isso. Então isso foi impactante. Eu acho que não pensaram em prática de sustentabilidade, tá, professora? Eu acho que eh pensaram em economia processual e atiraram na sustentabilidade eh de ricochete mesmo, porque foi uma mudança e tanto. Mas eh contudo, veja bem, alguns escritórios ainda têm a prática de imprimir todo o processo para arquivar, porque eles têm medo que eh que suma o processo eh do sistema, então acaba fazendo a impressão. Eu acho que é um contrassenso, mas eh é vai gastar papel à toa no final das contas, porque é fácil baixar o arquivo e salvar na nuvem, é muito mais barato, mas prefere fazer o mais difícil, né? Vai gastar um pouquinho mais ali para no final o papel perder o seu valor, né? eh, mas o mercado está se transformando, mas eh lá atrás já vinha impactando, né, de certa forma, até outras áreas eh do conhecimento, outras áreas profissionais também. Então, professora, eh eu quero agradecer a sua participação. Foi crucial esse nosso bate-papo. Eh, tenho certeza que os nossos alunos vão aprofundar ainda mais o conhecimento do que vocês viram hoje. Eu acho que vale muito a pena, né? E que o nosso próximo encontro eh seja ainda mais eh eh seja ainda mais de conhecimento, tá bom? Então, desejo a todos uma boa noite, Toninho.
>> Pessoal, deixo aqui também um boa noite para vocês. Adorei a participação de vocês. Ao bastante alunos aqui presente até mesmo no final da live aqui. Agradeço a participação da professora. Foi foi enormemente que a professora trouxe o conhecimento para eles. Eu falei, né? Tão estão gerando alunos e consumidores conscientes.
>> Com certeza. Obrigada, professores, aí pelo apoio na minha aula. Obrigado aí pela presença de todo mundo. Adorei também ver esse engajamento e espero todos vocês aí na próxima semana pro nosso próximo encontro.
>> certo? Então até a próxima, pessoal. Um abraço na família e boa noite.
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