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Grandes Livros: Os Maias; De Eça de Queirós

Pra Sempre Documentários48:23

Transcription

E os Maias eram uma coisa, extensão e sobrecarregada em dois grossos volumes, mas a episódios bastante duráveis. Folheia os, porque os dois tomos são volumosos. Mais para ler documentos, as 100 primeiras páginas: certa a Sintra, as corridas, o desafio, a cena do Jornal A Tarde e, sobretudo, o sarau literário. Basta ler isso e já não é pouco. Indico para não andares a procurar através daquele imenso máximo de prosa. [Música] Em inglês, fêmea, quem, créditos, semelhante heresia, um crítico feroz de asa com bárbaro da literatura, incapaz de compreender as e números sutilezas da ironia. Carlos Viana é bem. Não exatamente o autor destas linhas. Em carta datada de 12 de junho de 1888, foi o próprio Eça de Queirós ao seu amigo, quase irmão Oliveira Martins, a ter um resultado. Então os Maias, a obra-prima de Eça, os maiores romances da literatura portuguesa, no imenso falhanço, um clamoroso, inexplicável fracasso. E [Música] desde o começo dos Maias, a peça deixa entrever traços típicos do seu pensamento, a importância de ligados sobretudo ao ideário Liberal. Setra o que estava em causa não era propriamente o cristianismo; o que estava em causa era o peso institucional sucessivo e professor da igreja. É uma igreja inimiga da modernidade, que sobretudo está muito claro nos romances de Eça de Queirós, que era de uma forma mais dramática do crime do Prado do Padre Amaro. É uma cidade provinciana, incapaz de se modernizar, mas é sobretudo esta ideia de uma igreja católica, um Tramontana perante uma modernidade à qual a igreja se tem que adaptar, que marca muito a imagem que Eça de Queirós tem. Mas nem só a igreja. A educação, sem o mal no retrato de essa o Portugal romântico e o outro pecado apontar da sobre os dois temas muito fortes aquele associa o romantismo. Um deles é o tema da educação; outro deles é o tema da condição da mulher, era o fúteis. Geralmente as mulheres do doença são ou fútil, e vou portou-se mal isto aquilo que ninguém sai bem. A educação das Crianças estava inclinada para os vícios do Romantismo: a melancolia, a sensibilidade extrema, uma visão demasiado emocional do mundo. Oi, e o peso destes defeitos recaiu especialmente na condição da mulher: a síndrome sentimentalismo e idealista da mulher como souber havia representado na Madame Bovary. É isso encontra-se em personagens femininas dos bairros por dentro: na Maria um forte, na Condessa Gouvarinho, etc. Em 12 aquelas mulheres em quem o Eça surpreendi ao julgava surpreender defeitos de comportamento cuja razão de ser era a educação românticas, leitura românticas, a música romântica, a convivialidade romântica. Eu queria, afinal, cosmopolita Eça de Queirós, o machista e misógino, e muitas vezes acusado de misoginia. Isto é, muitas vezes nos dizem: Eça trata muito mal as mulheres, e eu reajo a isso sempre da mesma forma. É, e os homens são porventura bem tratados no universo de Eça? Afinal, ninguém está a salvo da caricatura irônica de Eça: homens, mulheres, adolescentes, crianças. Mas até há alguma razão mais profunda para que esse relacionamento com o gênero oposto seja tão peculiar, tão exterior. Eça de Queirós foi um homem que viveu muito pouco perto de mulheres; é um facto. Ele casou tarde, já com cerca de 40 anos, e não viveu com a mãe quando a eu nunca, nunca conheceu uma família e eu muito, muito dedicado às mulheres tiveram presentes na sua vida, no seu cotidiano. Em Póvoa de Varzim, 1845, o juiz local ligada a processos como de Camilo Castelo Branco. Centro por isso a vida de José Maria de Eça de Queirós começava logo em nada de mistério, na segundos tinham em casa de uns parentes na praça do Almada, Póvoa de Varzim. E batizado sem a presença dos pais em Vila do Conde, filho natural de José Maria Teixeira de Queiroz e na incógnita romanesco não comprovou materno. Morre quatro anos depois; os pais casam, mas o Zé Maria não há-de ser assumido seu filho legítimo até muitos anos depois. Vai crescer com uma Ana que também morre cedo, e viver depois no Solar dos avós paternos até aos 10 anos, e sempre de forma atribulada, sem uma família, uma casa, um lugar que seja seu. E está assoalho familiar já leu o estudo algum lado das raramente. Encontramos uma família estruturada; normalmente ficamos pai, mãe e filhos. De alguma forma, isso refletirá alguma experiência biográfica dessa de Queirós. Eça de Queirós não, não, não, não foi buscar pelos pais; a viveu com os avós até aos 10 anos de idade, em que vai para o colégio da Lapa, no Porto; e portanto viveu muito pouco tempo em família com os pais, um pouco mais, um pouco mais tarde confunde talentos e casou tarde. Tudo isso, a meu ver, explica que nós raramente encontramos a família se traduz no seu, no seu universo ficcional. E muitos anos mais tarde, já em Bristol, Eça a referir-se a si mesmo, numa polêmica com Pinheiro Chagas, como um pobre homem da Póvoa de Varzim, mas nunca chegou a ser bem da Póvoa, nem Vila do Conde, ou do Porto, do colégio da Lapa onde estudou e viveu em regime de internato e rígidas, mas não deveria de sair uma primeira conquista: a amizade com Ramalho Ortigão, o filho do diretor. Um dia muito depois, aves fazer uma afirmação mais correta acerca da sua identidade: os dados para a minha biografia não estragar que eu não tenho história. É [Música] E aí, G1, eu estava aquela ideia do pai, fim de ano, de uma poça de sangue no desespero dessa traição, mas não conhecer o seu pai; tudo o que seria dele e da sua memória para amar era uma frente ela mal pintada, pendurada no quarto de vestir sua mãe. Não ficar nenhum daguerreótipo, nem sequer um contorno, lápis, louvor. Tinha dito que era loira; não sabia mais nada. Não os conhecerá, nos dormirás nos braços, nunca receberam o calor da sua ternura. Ai mãe, deram para ele como símbolos de um culto convencional, papá alemã. Os seres amados estavam ali todos no avô, nos mais temos uma figura paterna, digamos assim, mas eu vou esse vovô e uma flor sozinho, que é de alguma forma a figura muito evidentemente a figura tutelar, não é tutelar para carros, a mais alguma móvel, alguma ao titular também para pega e o impacto. O avô, o avô dessa de Queiroz foi uma figura para ele tutelar, eu sempre viajo ao longo da sua vida como diplomata, sempre viajou com o retrato do avô, do avô a Queiroz, surpreendido, nem por isso muitos escritores povoaram a sua literatura de assombramentos pessoais. Mas Eça não quer espiar angústias, frustrações; ele quer, e como é que vamos dizer, brincar com os seus pecados. E os Maias contam a história de uma família portuguesa através de três gerações: o patriarca Afonso da Maia, o filho Pedro e o neto Carlos. Alguns cerca de 700 páginas, assistimos a vida de Carlos em Lisboa a partir de sua chegada no outono de 1875, doutor do curso de medicina em Coimbra e de uma reveladora viagem pela Europa. [Música] Em uma sombria tarde de dezembro, grande chuva, Afonso estava no seu escritório lendo quando a porta se abriu violentamente, e ao sangue dos olhos do livro viu Pedro dentro; esse tinha todo enlameado, desalinhado, e não estou se faz dele vida sobre os cabelos revoltos. Luzia um olhar de loucura: Estive fora de Lisboa dois dias. E aí até amanhã a Maria e a fugir de casa com a pequena e partiu com um homem, foi italiano, para melhor entendimento do destino que percebe as ações de Carlos. Eça constrói o início do romance como um relato daquilo que ele percebeu: a história do avô e o desfecho strange que vai suicidantes depois de fogo da mulher com a filha, abandonando o pequeno Carlos. A Carlos da Maia transporte alguns traços da figura de Eça de Queiroz, e era também uma certa, uma certa impulsividade do é do, do eh dá uma certa, um certo gosto pela cavaqueira, digamos assim, passar um tempo na época de Diego. Eça é um grande computador; todos os amigos o dizem. Quando essa projeção existe, essa projeção é sempre defumada, a modelada por critérios e por filtros estéticos, como por exemplo a ironia, como por exemplo a caricatura, como por exemplo a capacidade que Eça de Queirós tinha para seguir dele mesmo. Estar então dito essencial em relação aos Maias ser a história de uma família através de três gerações onde se projetam e são caricaturados alguns fantasmas dessa. E curiosamente eu acho que o que o Eça quis colocar nos Maias está mais no subtítulo do romance e em títulos anteriores do que nos próprios Maias. Bem parece que é um enigma mais profundo nos Maias e que será mesmo debaixo do título, debaixo do nosso nariz. Episódios da vida romântica; Eça nomes quer contar a saga trágica de uma família nobre e quer falar de Portugal inteiro, de edição disse calo alto oficial como cadáver de um tempo que sucumbiu à doença do romantismo e portanto ao dizerem subjetivo de episódios da vida romântica, na minha leitura, o que Eça senhora está dizer é o seguinte: no fundo, não a reflexão sobre a sociedade portuguesa do século 19 que não seja uma reflexão sobre o romantismo. O romantismo condicionem condicionou pensava é Eça; ele próprio era um efeito disso é a vida pública, cultural, social portuguesa praticamente em todo o século 19. Os Maias a tem como subtítulo Episódios da vida romântica exatamente por aquilo que se procura mostrar é um grande fresco de Portugal ainda romântico, do Portugal construído pelo, pelo, pela, pela burguesia romântica, digamos assim, e o Portugal como opcional romântico burguês que a geração de 70 e Eça de Queirós quer reformar. A geração de 70 o que era em Coimbra, outubro de mil oitocentos e sessenta e cinco, um grupo de jovens intelectuais reagia contra habilidade romântica e o atraso cultural do país. Antônio Castilho Braga contra a poesia e inteligível, Eça parado filosófica escola moderna e interdental estudante da Universidade responde com o panfleto bom-senso e bom-gosto, dando origem a maior polêmica literária portuguesa do século que verificar conhecida como a questão Coimbra. O caso do ano seguinte sobem cartas, crônicas, folhetins, poemas e sátiras, ou pondo os intelectuais conservadores a nova geração aberta as correntes europeias num confronto onde participa toda a inteligência Nacional. Os jovens intelectuais devoram com um rodo Rua souber, Bodeler, Balzac, Zola e Victor Hugo e queriam enterrar o romantismo na mesma cerimónia em que batizaria o naturalismo e realismo. É neste contexto de fervilhantes José Maria de Eça de Queirós chegar a Coimbra para conversar direito um dia ao atravessar ao Largo da feira com as sementes debaixo do braço vendendo a discursar na escadaria da Sé nova me estressei, aqui também me sentei num degrau quase aos pés dianteiro que improvisava a escutar no eu levo como um discípulo e para sempre assim me conservei. A geração de 70 estava completa: Antero de Quental, José Fontana, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Teófilo Braga, Guerra Junqueiro, Oliveira Martins e Jaime Batalha Reis, entre outros, e com mais ou menos vitórias e derrotas e revolucionar a história da literatura portuguesa, senão a própria história política. O outono de 75, fim dos tempos de Coimbra. João da Ega e Carlos da Maia encontram-se em Lisboa. Carlos concluir o curso de medicina e depois de uma viagem pela Europa chegar à capital cheio de sonhos de trabalho e ciência, abrindo consultório, incluindo recebo o João tiver a história diferente, a mãe da mente que uma epidemia atingir nas em Celorico tivesse sido atraída pelo ateísmo militante do filho, mandaram para Lisboa com os melhores, o caramba tu vem desprende desses Londres, dessas civilizações superiores, estás com a Renascença, um ar valuá, não há nada como a barba toda. Os amigos encontravam-se com aquilo que acreditavam ser o seu destino, o instante inicial de uma brilhante carreira intelectual no centro nevrálgico do país, mas para já deslumbrados com o uso dos gabinetes das casas, com o fumo literário dos Salões. Alguns anos, anos das suas personagens em 1866, também essa esfera Lisboa tinha 21 anos, concluir a formação em Coimbra e vinha viver finalmente com os pais no quarto andar do número 26 do recibo, o decorre Lisboa com os amigos do Cenáculo, pesquisa, socializa e peregrina boleamento em torno da literatura, torna-se sócio nº 19 do Grémio literário fundado para Almeida Garrett, quando ele Eça tinha um ano de vida. Trabalha nos jornais, torna-se redator do distrito de Évora e enviado ao canal do Suez em reportagem A Viagem ao Egito e à Terra Santa. São marcantes o contacto com o Oriente; vai contribuir para trocar a visão romântica do mundo Tucano realista. Em Lisboa, no século 19, é uma Lisboa finalmente cosmopolita e figurino parisiense que olhava e admirava e sonhava com os horizontes de Paris. E aí [Música] Rua do Rocio, o ruído das carroças, os terrenos dos Perdões, o rolar dos Americanos, subiram numa vibração mais clara por aquele ar fino de Novembro nos macia escorregamos docemente do azul ferrete vingadoras fachadas enxovalhados as copas mesquinhos das árvores do município, a gente vadiando pelos bancos e Eça sussurro ação lenta de cidade preguiçosa e Sara aveludado de clima rico pareciam e penetrando pouco a pouco naquele abafado gabinete e resvalando pelos volumes pesados, pelo verniz dos móveis envolver Carlos uma indolência e numa dormência. É a visão de alguém como Eça de Queirós que muitas vezes fala de Paris, fala muitas vezes numa cidade inglesa e vi que o pequeno Portugal é incapaz de produzir um pensamento próprio, um pensamento autónomo, que no fundamental copia sem criatividade tal e nas roupas, tal como copia a na última inovação tecnológica, na última educação cultural, sem uma capacidade de produção própria das suas próprias elites. Mas o pior era o tédio, o tédio, a paralisia, o perigo de contágio da hibernação, com a cabeça na almofada, fumando, ali ficava nessa inquietação de sexta, não cismar que vocês prendendo vácuo eterno como o terno e leva fumo que se leva de uma brasileira meio apagada. E a Lisboa do final do século 19 é fértil em contrastes: é o teatro São Carlos que separa dos galinheiros aos camarotes a classe-média instruída da aristocracia; são as reuniões de intelectuais nos cafés do Chiado, em Lisboa, das tabernas populares; deixar este Coimbra, ministros, a alta burguesia a confundir-se com a pequena aristocracia e os operários das ruas industriais nos arredores. Dos Maias desfilam caricaturas de cada uma dessas tribos: O Conde do Governinho, usamos Alencar, o poeta romântico, Palma, Cavalão, o jornalista corrupto. Portugal era consumido pela sua própria Elite política, jornalística e intelectual, mas avião Lisboa mais interna que Eça, a Lisboa impossível ter só um lugar e portanto seguida emergir como personagem literária, a cidade das Colinas, no rio acidentada e com perspectivas espantosas. Evidentemente isso emocionou Eça, e basta por exemplo saímos aqui a Rua do Alecrim e vermos o Tejo ao fundo da Rua do Alecrim, no ao fim de uma descida, portanto Tejo faz parte dessa panorâmica, o André faz parte deste gênio da cidade. Depois vem Eça estava então mergulhado numa cidade de Bari, ano de habitado por sombras, como poderia erguer uma bandeira contra a melancolia? É algo extraordinário estava para acontecer nos Maias, algo misterioso no livro da grande crítica ao romantismo. A entrar bom então no peristilo do Hotel Central e nesse momento um pé da companhia destacar a porta, um esplêndido preto já grisalhos ocorreu logo a portinhola de dentro, um rapaz muito magro, de barba muito minha grátis, a sorrir para os braços, uma deliciosa cada linha escocesa depois apelantes indolente e pousar ofereceu a mão uma senhora alta, loira, com o meio velho muito apertado e muito escuro que realçava o esplendor da sua carnação ebúrnea. Craft, Carlos afastaram-se; ela passou adiante deles com um passo sobrando de deusa, maravilhosamente bem feita, deixando atrás de si como uma claridade, um reflexo de cabelos de ouro e um aroma no ar e no silêncio a voz de Craft murmurou: parece aqui o amor do Carlos da Maia pela Maria Eduarda e da Maria Eduarda pelo Carlos da Maia. É sublime, é uma coisa sublime; isso é uma coisa que me fez quando lhe lembro-me já há muitos anos quando li que me fez ler trechos dos Maias repetir das vezes lhe duas e três vezes por encontrar em cada palavra um significado suplementar aquele que eu já tinha encontrado. Oi, Carlos da Maia, o Android Eça perde irreparavelmente de amores por uma mulher e segue a por Lisboa, procura em Sintra, esperas barrar nela. Na Lisboa demasiado pequena onde todos se encontram, supõe tratar esta mulher do brasileiro Castro Gomes. Mas nada se sabe acerca dela até que é chamado por governante a entrar na qualidade de médico em sua casa e começa os encontros entre Carlos da Maia e Maria Eduarda Castro Gomes. Regresso do Brasil e confessa que se tratava somente da sua amante, não da mulher. Carlos consegue uma casa para Maria Eduarda e aí tem um lugar os seus encontros amorosos; o nome porque conhecem a perfumar o pecado, a toca era o mal cover recebendo a qualidade de uma sala forrada de tapeçarias onde desmaiavam na trama de lã os amores de Vénus e Marte e aquela hora batida por uma larga faixa de sol resplandecia como o interior de um terreno; aquilo que fã nos convertido em retido lascivo descer rádio um tapete veludo fazia um pavimento de ouro vivo sobre que poderiam correr nos pés ardentes que uma deusa amorosa e o leite Deus do céu enche ao kowa esplêndido e severo e como erguido para as multiplicidades grandiosas e uma paixão trágica do tempo de Lucrécia, o de Romeu e uma como nós a convivente são os lugares este amor tinha tomado conta de tudo: da Medicina, do Realismo, do Futuro grandioso que aguardava Carlos da Maia. Onde andaria Eça para responder por esse retumbante ataque de romance? Se o Eça não tivesse isso aos 27 anos para o estrangeiro, ter-se-ia transformado em alguém muito parecido com R colega, ou seja, a fazer troça toda a gente, animar os salões, a ser uma espécie como eu digo se põe um livro também de bobo da corte. De 21 de julho de 1871, Eça parte para Leiria, nomeado administrador do concelho; havia ser a cidade que mais sobreviveria ao tempo, fiel à descrição de Eça no Crime do Padre Amaro. O Primo Basílio sairá a pouco tempo depois, em novembro de 72; é destacado para a Anna Cuba, o quando o seu primeiro cargo consolar. Regresso a brevemente Lisboa e 64 e parte prêmio cansou a cidade escurecido por carvão e embustes, escreve então a um amigo: eu não posso pintar Portugal Juninho capitals, e ironicamente havia de ser esse o período de maior produtividade literária da sua vida. Volvidos quatro anos, é transferido para o estilo para o seu clima mais a mesma angústia com a sua missão, parece passar dois anos depois é publicado o Mandarim e há rumores de que terá começado a trabalhar na sua grande obra. Desde o princípio dos anos 80 que a testemunhos depois colares do Eça em que ele diz que está a trabalhar nos Maias e até muito pouco depois diz que o romance só faz pronto não estava deveria ainda muito tempo passou até por incidentes de natureza editorial, provas que se perderam foram encontradas, etc. Por ti é que estão esquecer de que o Eça via estrangeiros e tudo isto ocorria em Portugal e o Santos foi um romance que pode bem destinou 78 anos a ser escrito. A gestação dos Maias começaram então, mas revelava-se um processo moroso e difícil, como e quando terminaria, e mais importante que tudo, como seria recebido o secretário e principal protagonista, Portugal. O verão de 1884, os Condes de Resende, aristocratas, passam férias no seu celular de Campo perto de praia da Granja, em Canelas. Eça de Queirós recorrente a casa a convite do amigo Luiz Rezende, seu companheiro de viagens e começa a entre estás com a jovem Emília de Castro e demanda deles e filho dos pontos, Eça está à beira dos quarenta e cedem fim aos apelos do casamento. E durante os preparativos para o casamento, instalar-se no Porto Hotel de Paris, irrita-se por quê burocracias pré-matrimoniais e familiares e deixa um pouco tempo para trabalhar, o seu quarto é habitado por papelada, numa ideia diz figuravam provas dos Maias. [Música] E aí o José Maria de Eça de Queirós casa com Emília de Castro a Best sobreiro de 1886, tem 40 anos e graças aos papéis do casamento é por fim reconhecido legalmente filhos e seus pais e não era Eça quem tinha ironia; era a ironia quem tinha Eça. Parte em lua de mel com Emília pela Europa, regressam brevemente a Bristol, mas por insistência dela mudam-se para Londres. Aí será dado por concluído enfim o colossal manuscrito dos Maias. Impressionou os ao reparar num palio antigo defumado, ressaltando em negro do fundo de toda caloiro onde apenas se distingue uma cabeça degolada, Olivia gelada no seu sangue dentro de um prato de cobre e para maiores centros cidade a um canto de cima de uma coluna de Carvalho uma enorme coruja empalhada fixava no leite de amor com o ar da medicação sinistra os seus dois olhos redondos e eventos. A Maria Eduarda achava impossível ter ali sonhos suaves nos Maias e os presságios nos vão dizendo é que a uma tragédia desenvolvimentos em que os protagonistas se apercebam do enorme equívoco em que estão a caism e a dizer que a ama e como que fiz para ser minha esposa diante de Deus, sempre pensar em si e eu já com esta esperança numa existência toda nossa luz daqui vamos todos tendo quebrar todos os lados presentes. Quando a nossa paixão acima de todas as ficções humanas a ser felizes para qualquer canto do mundo sozinhos. Eu penso que talvez o aspecto mais misterioso do dos Maias seja o episódio do incesto. Se encontra uma mulher e vai para ela conheço a dormir com ela e os todas as mulheres do mundo a justamente a dizer a minha irmã. A Maria Eduarda e Carlos da Maia são irmãos; é o senhor Guimarães, antigo emigrante em Paris e íntimo de Maria Monforte que encontram João da Ega a propósito fazer chegar às mãos de Carlos um cofre que ela desligar a Maria Monforte, a mãe e abandonar a Carlos ainda criança e fugirá com a filha e o amante italiano; era também a mãe de Maria Eduarda. Maria Eduarda era a filha desaparecida; fique o destino o trouxera de volta à costa como uma maldição, porque escolhi Eça uma relação incestuosa para apuração de sua crítica ao romantismo e seria um requinte cínico, um poderoso recurso dramático para ilustrar a tragédia que se batia sobretudo país é mas por ele poderia ter uma dimensão trágica como muitas vezes tem uma romântico sem sem que fosse um amor incestuoso. Olha, eu acho que é seu aspecto porventura mais misterioso romance. Eu gostaria de entregar Eça a esse respeito, bem, mas isso já não era possível. Toda a beleza de Maria, todo o requinte Carlos desapareciam; ficavam só dois animais nascidos do mesmo ventre, juntando são canto com cães sobre o impulso sobre o tal do cio, o porquinho, uma história de amor tão fatalmente romântica porque o incesto e sobretudo porque volta Carlos a dormir com Maria Eduarda já na plena posse de verdade. Em nenhuma destas perguntas ter alguma vez uma resposta cabal; somente interpretações. O Afonso da Maia não sobreviveria tô o final; Carlos era agora o homem mais só, errado e culpado da criação G1 e eu tenho todas as qualidades para ser um vencedor e todavia será o vencido nos seus projetos, assim como será um vencido na sua relação romântica e apaixonada, naquela paixão romântica aí abaixo e principal que tem com a Eduarda. Porque acho que esse é talvez um dos maiores mistérios do começo: porque é que Eça de Queirós escolheu esse esse tipo de relação, para que utilizar um amor trágico entre Carlos e abrir o bairro? É no fundo uma reflexão acerca da pequenez do homem, da impotência do homem, da sua incapacidade para controlar o seu destino e desta espécie de vertigem de distribuição que tem muito que ver com a estética do trágico, mas também tem muito que ver com determinadas atitudes românticas e com a radicalização do comportamento e para quem ou para além de quaisquer normas de caráter moral neste tempo, nesta cidade, aqueles dois seres sucessionais estavam destinados encontrar e fechar o ciclo perfeito dos Maias, a história da família e na relação com o Portugal do século 19, resumo da avó num duplo fracasso: fracasso o amor e fracasso das aspirações intelectuais e políticas de uma geração. E os Maias saem em 1888, quando Eça se muda por fim para a sua predestinado a Paris. O imenso romance, grande investimento da sua vida durante os últimos oito anos, resulta para já tem pouco mais que um insucesso. [Música] A pregação, a publicação dos Maias, eu diria que foi uma reação diluída no tempo, e isto é nos indicados pelo seguinte facto: é que, diferentemente do que aconteceu com outros romances de Eça, por exemplo O Primo Basílio, os Maias foram romance que demoraram algum tempo a ser incorporado pelos leitores. O indicador é o seguinte: é que quando Eça ver os morreu em 1914, foi publicado em 1888, é o romance está bem nos resultados um Line são ocorre pouco depois da morte do sm-903m o erro ao contrário dentre os romances de Eça ao chegarem ao contacto com os leitores, os Maias não resultam naquilo que hoje chamamos best-seller. As reservas críticas e divisões de opinião, mas por quê? Porque não se dá um sucesso claro como em outros títulos, se Eça investirá neste mais tempo, mais dedicação, o cimento, mais arte que em qualquer outro. Eça de Queirós deixou um legado tão marcante a cultura Portuguesa que ironicamente deixam de uma visão de finais do século 19 que nem sempre corresponde com a realidade. É e entre outros motivos possíveis para a reação defensiva ao conhecimento dos Maias seria certamente este: a feroz sátira de Eça poderia ter resultado. Afinal, e justa o seu comprometimento com a crítica da penalidade do provincianismo Nacional em face do Progresso europeu teria avançado sem se aperceber do que te bom inovador estava a acontecer ao Portugal no.

Derradeiro quartel do século XIX: vivem, em primeiro lugar, um período de paz. Vivem, se um lugar, um período de alargamento das liberdades cívicas e públicas, que viviam; alargamento do parlamentarismo; vivia, num certo sentido, melhor que o sistema liberal alguma vez trouxe a Portugal. Essa buscava a caricatura; não tanta reprodução pura e simples da realidade, caricatural como ninguém; os ambientes sociais, intelectuais e políticos da época. Mas escaparam, e talvez a verdadeira dimensão do novo Ministro da Fazenda, Fontes, eu nunca compreendeu. Fontes? Porque é que ele nunca compreendeu? Fontes? Porque o Fontes só começou a fazer obra, e obra. Na minha opinião, eu preciso de ver também do Fontes muito importante o país; o ponto. Era um pragmático; era, de certa maneira, alguém que eu tenho aqui. Este material é este o país que tenho; eu não tenho um país cheio de dinheiro, com os cofres públicos como as minas de carvão. Não tem isto e vou transformar, e vou construir caminhos de ferro, etc. Ou seja, foi inegavelmente um período de relativo progresso, muito marcado, evidentemente, pelas primeiras grandes manifestações nacionalistas, entre britânicos, pelo início do movimento republicano. Muitas destas manifestações, por exemplo, são caricaturadas por essa, onde muitos dos seus amigos e inclusivamente participaram muitos elementos da geração de 70. Preocupam-se muito com a ideia do progresso, o aprofundamento de anos das liberdades cívicas e do futuro do país. E essa legging sempre essa visão muito mudar desse país, o dele. Muitas vezes dizia: eu gostaria. Há sempre um dente em cada esquina e este país não produz nenhum comerciais; e haveria com certeza uma razão simples para este desencontro. E quando fosse chegou a primeiro-ministro, o Eça de Queiroz acabava deixar o país; e isso é muito importante, nós temos que pensar que o Eça, em 1872, deixou de viver em Portugal e nunca mais viveu. Portanto, para ele, o gigante dos políticos, que é uns políticos que ele conheceu em adulto, no período que é o triênio que vai de 68 a 71/72, trt-2, é o ponto; é primeiro-ministro, e a primeira-ministra durante sete anos. Nesse triênio, Portugal e Europa estremecem, que é das sucessivas do governo, governos com três, quatro meses de duração; acumula em França a queda da monarquia; em Espanha a mediocridade, engraçado na política. Eça deixou Portugal no pior momento possível e portanto daí a sua crítica. Eça sofria com os desígnios nacionais, mesmo estando longe, não se permite a distanciar-se de Portugal, mesmo que não pudesse ver com seus próprios olhos ou ser atingido pelos estilhaços do conflito.

No final dos Maias, Carlos regressa a Lisboa dez anos depois de ter partido pelo mundo e aterrado em Paris, sobre uma vida tão elegante quanto inútil; o Ramalhete, casa de carros ao longo da ação, e agora a imagem queirosiana do país, abandonado à sua turma e cheio de recordações. Tu achas que nos Maias resumo uma espécie, uma espécie de tempo parado, tempo paralisante; atenção que nada acontece ao longo, ao longo do romance. Os Maias é uma cidade adormecida, quando, quando Carlos da Maia visita Lisboa dez anos depois de ter do vintage com a sua relação com a Eduarda, ele volta a Lisboa dez anos depois e passei a pela baixa com Ega e constatam que nada mudou, nada. O Gustavo no Loreto e Carlos parada olhando a, entrando na intimidade daquele velho coração da capital, nada mudará a mesma sentinelas sonolenta rondava em torno na estátua triste ficar mais no fundo. Mesmo os que ficamos, o romantismo, o João da Ega, Carlos da Maia, cera mesmos que achamos que o romantismo era alguma coisa de profundamente negativo para a formação dos jovens, dos dutos das mulheres, etc., acabamos por reconhecer que ele é essa a inevitabilidade. Carlos da Maia, João da Ega, não eram diferentes de sua espécie. O subtítulo dos Maias, Episódios da vida romântica, não era afinal algo separado da história dos seus protagonistas; é um canal fundo temporal e geográfico onde a história acontecia. Era a constatação dos times que caíram sobre toda uma geração que incluía João da Ega e Carlos da Maia, e o seu romantismo final havia sido acreditar que tinham já derrotado o romantismo, mas a decadência não era um naufrágio ao qual a sua cultura os houvesse resgatado; era a idiossincrasia do inconsciente coletivo português. Bom dia, que tá; estou a existência do homem em dez anos não tem sucedido nada a não ser quando se me quebrou feio assunto na Estrada de Santa Luz Divina; um cigarro é Gamer Girls atiram um gesto desolado, falhamos à vida, menino; e eu acho que o saco dos Maias é um romance do desencanto, um romance de assistência, um romance em que se confessa um pouco aquilo que Carlos da Maia confessa no fim do romance: nada, nada a desejar, nada a rechear, digamos; não se abandonar a minha esperança, não sabe andar nenhum desejo, nem neles apontamento; joinha aqui sempre a memória como a evidente.

O momento final do romance, que é um momento de balanço entre dois homens já maduros, encantados que passaram por situações muito complicadas da vida, participar muito Carlos da Maia quando o carro da Bahia diz: onde é que isso de dizer que se viu alguma coisa? Compaixão é uma velha ideia romântica; e o João da Ega diz: e que somos nós? Temos nos sítios dos bancos de colégio, 32 anos, latim, românticos, indivíduos em frio, a vida por sentimento e não toda razão. Oi; e essa que teria sido, teria conseguir ele e sua geração de intelectuais cosmopolitas e modernos poderiam mudar Portugal? Ou por outra, teriam mudar de Portugal tanto quanto Portugal precisava, tanto quanto haviam sonhado. Eça continuou a escrever muito, mas está decepcionado também com a carreira diplomática; visita de tempos a tempos os amigos em Lisboa, reúnem-se num Tavares e agora chamam-se a si próprios os vencidos da vida, até que Eça deixa de vir a Lisboa, e até que os vencidos da vida se diz Mandela. Em 1892, Eça vai a Santa Cruz do Douro visitar uma estupida, diz que a mulher vai receber a herança, apaixona-se então pela Quinta de Tormes, a meio da Serra; tem uma epifania, pela primeira vez na vida, e a ter um pedaço de terra seu, uma casa. Continua a viver em Paris, mas vai ali refugiar-se muitas vezes. Esse dia, entornos que encontrei inspiração para um novo romance, A Cidade e as Serras, em que o cosmopolita assim tu trocou o ted da urbanidade pela verdade genuína dos camponeses. As manhãs de eram passadas a escrever de pé, acompanhado pela chama de duas velas sobre o mármore da chaminé; antes do almoço, os dias aproximadamente, e descia depois dos Estados não Consulado, regressado à para receber os amigos no, e depois noite no dia seguinte voltar a escrita. E ele vai escrevendo, e depois deitar até para o chão, sereias, numerar as folhas. [Música] É, mas quando a gente vai, eu quantas vezes fui mandada pela minha mãe a ver se o teu pai vem para jantar, não vinha. Coitada, e ele aí, ele coisa está sempre, sempre, sempre teve um sorriso para filho. Há entre fevereiro e maio de 1899, Eça faz uma última visita a Lisboa, passei a dos cenários dos seus livros e regressa a Paris, e precocemente envelhecido e magro, a doença. O verão de 1900, quando um século inteiro e colossal estava mesmo a começar, e eu preservado por médicos na Suíça, nos profetas regressar a Paris, ao número 38 da Avenida e orgulho em lhe para adormecer em casa. Morre dezesseis de agosto de mil novecentos, tem cliente calor, rodeado pela família e pelas notícias que chegavam usar Lisboa. Dante conta da sua iminente partida, tem um funeral de estado e honras de primeira página na imprensa. O tempo e Eça reconheceram-o já como um dos seus maiores, um símbolo da Pátria. Nada mal para um vencido da vida. O povo que meu pai fosse que já não respeitou conhecido o e veste tua casa não foi presente da Morte dela, meu Deus, nós vimos todo aquele espalhafato, todas aquelas costas, pensávamos, não tem gente que era acontecer, Consul. E eu comecei a barraco, espanto que os estudantes diziam: olha aquela pequena é a filho dessa terra, voz a minha vontade para a minha mãe, descobertas podem adivinhar é que se importam menos. Eça não falava em casa da sua obra, não estava certo dela, sequer um realista não se poderia permitir por lembrar com as suas conquistas diárias. A carta descreve ao amigo Oliveira Martins em 88, resumindo os Maias: ou uma pesada floresta que palavras em dois volumes com três ou quatro partes aceitáveis e disse o exemplo acabado.

E agora lá embaixo, no cemitério de Santa Cruz do Douro, não muito longe da Quinta de Tormes, Eça de Queiroz repousa ao lado dos filhos, com uma família por fim. E o autor não viveria para ver o regicídio, a implantação da República, a tormentosa corrida de Portugal à procura do seu destino, mas a sua obra, assim a obra-prima, mesmo quando não reconhecida pelo seu tempo, é sempre contemporânea do futuro. Eu não sei se é um momento preciso a partir do qual se diga: os Maias são agora é uma obra-prima reconhecida como tal; mas é um facto que, por exemplo, no Brasil, logo no princípio do século XX, no inquérito feito por um jornal do Rio de Janeiro sobre as grandes obras da literatura universal, os Maias saíram em primeiro lugar. É um livro que muita gente lá fora da escola, mas posso lhe dizer que nunca anda abaixo dos 25, 30 mil exemplares ano, é a de reedições dos mais que fazem todos os anos. [Música] Os vindouros não se sentiriam ofendidos pela sátira queirosiana; tu, contrário, agradeceria por todas as faixas etárias e classes sociais, sem abrandamento com distanciar do tempo, dentro e fora de Portugal. O público procura as obras de Eça com especial de direção pelo Crime do Padre Amaro, A Cidade e as Serras e sobretudo pelos Maias. E pouco, e como se sabe, os Maias ganharam o instituto de facto do grande romance de Eça de Queiroz, de um dos grandes romances do século XIX europeu. E sendo a realmente aquela obra em que o Eça tento, como ele mesmo diz, isso por tudo que tenho cá dentro, e o que Eça tinha lá dentro alcançada outra proeza notável: continuar a ter aplicação prática hoje, vou vida a década do século XXI em Minas Gerais. Médico visionário de Eça ou demérito nosso, um povo que afinal número do assim tanto em 120 anos, os soldados dessa porque no fundamental retratam a vida política e social portuguesa e finais do século XIX estão condenados a serem de uma grande modernidade, porque muitas daquelas figuras, muitos destes personagens remetem para as galinhas clivagens do século XX, remetem para o que ser ministro no sistema democrático, do que é ser jornalista e comentador político, com todos os dilemas associados a ser ou não ser influenciado pela classe política, pelo poder econômico ou pela pequena corrupção, depende. Quanto aos estrangeiros não sabemos, mas os portugueses irão mudar. E Eça bradou uma vida contra o império da integração, depois assumiu a resignação como o vencido da vida, mas ter-se-á de facto rendido? É uma dúvida. Final dos deixou Eça o paradoxo mais para nos deixar a discutir a lanterna vermelha do americano ao longe no escuro, parar e foi em carros em João da Ega uma esperança, o outro esforço; ainda apanhamos, ainda ou tenhamos haveria afinal ainda uma razão percorrer, viriam todos os dias razões tão prosaicos enquanto aquela percorrer, ou seria apenas mais uma farta de Eça a oportunidade por mais uma grande nada. [Música] Aquela razão, modéstia porque eu sou sempre que não fazia as coisas é com ele que ele queria atingir uma perfeição que nunca, nunca acho que tivesse um. É, mas para isso foi até o último dia da sua vida. [Música] Um sorriso pro futuro tenebroso que aguarda o país, terminado com luz de uma pequena lanterna, meio da noite e dos desencantados correndo em busca dela. Haverá retrato mais belo e serve de Portugal? E aí [Música] E aí E aí [Música] E aí e esse programa tem o patrocínio de El Corte Inglês.