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Estudo da Carta aos Efésios - Romeu Bornelli - Parte 06

Palavra Guardada1:11:31

Transcription

Vamos então abrir nossas Bíblias em Efésios, Capítulo 4, e vamos selecionar alguns versos na primeira sessão desse capítulo, que são os primeiros 16 versos.

Efésios, Capítulo 4. Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-se. E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.

Verso 12: Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.

Verso 15: Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.

Vamos ter mais uma palavra de oração. Amado Pai Celestial, com gratidão, reverência e expectativa, nós nos colocamos juntos aos pés de Teu Filho, nessa manhã. Mais uma vez, te rogamos que o Senhor estenda a Tua mão de misericórdia sobre nós, e que o Senhor encontre o Teu lugar e o Teu ambiente entre nós, para realmente nos lá ao coração. Necessitamos encarecidamente de ouvir a Tua voz e sermos pelo Senhor. Mesmo assim, nos dispomos, Senhor, em Tuas mãos, esperando do Senhor mesmo toda a habilitação espiritual, para que o Senhor alcance o que Teu coração deseja entre nós, nessa manhã. Assim oramos, no precioso nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

Meus irmãos, dividiremos esses 16 versículos em quatro sessões, então, para que seja bastante proveitosa a nossa meditação e até mesmo bastante didática. Eu já quero dizer aos irmãos quais são os temas das quatro sessões que nós dividiremos esses 16 versículos. Então, passamos isso. Inicialmente, versos 1 e 2, seria uma primeira pequena sessão, cujo tema é uma palavra-chave, um tema chave para cada pequena sessão. Faremos assim, o tema aqui, a palavra chave aqui é amor. Versos 1 e 2, tendo então como tema central amor.

Dos versos 3 a 6, uma divisão bem natural. Se você começar a ler aí, é mais que nítido que essa sessão tem a ver com unidade. Então, aqui há sete uns, chamemos assim, e depois nós veremos quais são esses sete uns que são mencionados aí, de muita importância.

Depois, a próxima sessão, verso 7 a 12, e essa pequenina sessão tem como tema diversidade. Então, a sessão anterior tem o foco na unidade, e essa sessão de 7 a 12 tem o foco na diversidade. Muito importante isso, porque a unidade espiritual, ela não é expressa em uniformidade. Pelo contrário, a unidade cristã é expressa em diversidade de serviços, de dons, de realizações.

E a última sessão, versos 13 a 16, e aqui o tema é maturidade. Cada um dos quatro, 13, 14, 15, 16, tem esse tema. Cada um deles foca o assunto do crescimento ou da maturidade. Então, nós temos: amor, unidade, diversidade e maturidade. Agora mesmo, já entraremos então em cada uma dessas sessões, nesse primeiro tempo e também no segundo tempo que teremos ainda nessa manhã.

Mas, ainda precisamos recordar alguma coisa aqui para localizarmos. Nunca vamos perder o valor e a beleza do bosque por causa de uma árvore. Então, vamos lembrar: nós iniciamos nesse capítulo 4, agora, o que diz respeito à nossa vocação. Se há genuína visão espiritual, sempre, sempre haverá uma expressão ética ou uma expressão vocacional. Não há como dizer que temos visão espiritual, que temos tido visão espiritual, e isso não se reflita em todas as esferas de nossas vidas, que é o que o autor de Efésios, Paulo, pelo Espírito, vai expressar nos seis ou nos três últimos capítulos, muito claramente: relacionamentos em todos os níveis, inclusive relacionamento com o mundo espiritual e com o mundo espiritual. O assunto da armadura de Deus. Então, todos esses capítulos focam relacionamentos, porque a visão espiritual genuína, que realmente é produzida, infundida pelo Espírito Santo em nós, e claro, é progressiva. Quanto mais avançamos na visão espiritual, na compreensão do eterno propósito de Deus, no grande mistério Cristo e a igreja, então essa visão ela tem efeito em nossas vidas práticas, em todos os âmbitos: lar, assembleia, com ímpios, patrões, empregados, como já falamos, o mundo da inimizade espiritual, Satanás e seus emissários.

Então, graças ao Senhor por isso, porque vida cristã equilibrada, ela significa mente no céu e pés na terra. Nós não vivemos com pés e mente no céu, e nem com pés e mentes na terra. Pensai nas coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à destra de Deus. Buscai as coisas lá do alto. Por um lado, Colossenses 3. Imediatamente depois, Paulo diz assim: "Fazei morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, lascívia, desejo maligno, avareza, que é idolatria." Então, os irmãos vejam o equilíbrio da vida cristã. Uma mente no céu, porque é esse o foco que nos atrai, nosso Senhor, suas riquezas, suas belezas, suas glórias, né? Então, onde está o nosso coração, onde está a nossa mente, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Então, a mente no céu, como falamos. Mas pés na terra, porque nós estamos vivendo nesse ambiente. Então, aqui é nossa esfera de testemunho, de expressão de tudo aquilo que da parte de Deus tem sido trazido como visão espiritual ao nosso espírito.

Então, vamos manter isso bastante nítido diante de nós, irmãos, porque muitos desvios são feitos quando essas coisas não são entendidas. Ou enfatizamos a questão do pé na terra e vivemos vidas mundanas, ou enfatizamos a questão da mente no céu e vivemos vidas alienadas, místicas, mas sem nenhuma influência ou penetra nos nossos ambientes relacionais, especialmente nosso lar. Então, isso é muito importante. Isso traz equilíbrio para nós todos.

Segunda coisa, nós já mencionamos que essa epístola também pode ser dividida com aquelas duas frases que nós extraímos do capítulo 1. Lembra-se? Nossa herança e sua herança. Sua herança se referindo à herança de Deus nos santos, a riqueza da glória da sua herança nos santos. E por outro lado, o Espírito Santo que nos foi dado é o penhor da nossa herança. Cristo é a nossa herança, e nós somos a herança dele, a herança de Deus por meio de Cristo.

Então, essas duas frases são tão bonitas e tão importantes, porque também dividem essa epístola em dois. Que, que nós já vimos nos capítulos 1, 2 e 3? A nossa herança. Por que a nossa herança? Porque nós somos aqueles que são abençoados com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo. Porque a nossa herança é a nossa eleição pela graça soberana de Deus, é a nossa predestinação em amor, é o nosso chamado para filiação plena, adoção de filhos, é a redenção que temos no nosso Senhor Jesus. Tudo isso não é nossa herança. É o fato de ele desvendar a nós o mistério da sua vontade, revelação, como examinamos. É o fato de sermos selados com o Espírito Santo, que é o penhor de nossa herança. Tudo isso é nossa herança. É o fato de sermos corpo de Cristo, a primeira metáfora que mencionamos ontem, lembra das cinco metáforas? É o fato de sermos uma feitura dele, poema de Deus. Essa é mais uma parte da nossa herança. Veja o que nós somos para Deus em Cristo. É o fato de sermos família de Deus, examinamos um pouco também ontem. É o fato de sermos santuário do Deus vivo, de Deus, edificados juntos sobre a pedra angular e o fundamento dos apóstolos e profetas, para sermos juntamente edificados para a habitação de Deus no Espírito. Assim ele termina o capítulo 2. Tudo isso é a nossa herança.

Capítulo 3, para mencionar um item apenas, ele vai dizer que pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus será conhecida plenamente, expressa para principados e potestades, desde agora nos lugares celestiais. Então, são três capítulos que abrem a riqueza da nossa herança em Cristo, pelo fato de estarmos em Cristo, de sermos escolhidos em Cristo, postos em união com Cristo. Então, aí concluímos essa primeira parte. Iniciamos a segunda no capítulo 4, que tem a ênfase agora na sua herança, ou a herança de Deus nos santos.

Por que esses três capítulos são capítulos da sua herança? Já aparece bem claro, né? Porque quando Deus nos colocou em união com Cristo e nos deu tudo que nós já falamos aqui nesta manhã, então o resultado é que essas coisas sendo geradas, sendo reais no nosso coração, no nosso espírito, pela operação do Espírito Santo, fará com que tenhamos essa qualidade de de andar. Aliás, a palavra andar já está aí no primeiro versículo dessa sessão, Capítulo 4.

"Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno, compatível, harmônico com a vocação a que fostes chamados." Então, irmãos, na verdade, a Bíblia nunca separa, porque isso não poderia ser assim, a doutrina da ética ou a visão da vocação, se não há implicação ética, se não há implicação vocacional para a doutrina que cremos ou para a visão que temos. Então, precisamos ir diante do Senhor, porque alguma coisa está errada. Uma esquizofrenia está acontecendo. Nós alegamos ver algo aqui no mundo espiritual, pela revelação do Espírito Santo, mas não há reflexo no testemunho, na expressão em nossas vidas, em todos esses níveis que são mencionados aqui em Efésios 4, 5, 6.

Então, essa é a primeira coisa que eu queria enfatizar, por causa da importância, irmãos, porque essa carga está no cerne do nosso chamado. Sereis as minhas testemunhas. Ao descer sobre vós o Espírito Santo, recebereis capacitação, poder. Ao descer sobre vós o Espírito Santo, para quê? Para que nós possamos andar de modo digno da vocação a que fomos chamados.

Então, vamos analisar desde já o primeiro versículo com cuidado, porque ele tem muitas palavras aqui preciosas. Nós vamos ver a primeira: "Eu vos rogo". Primeira palavra. Lembra de Romanos 12? "Rogo-vos, pois, pelas misericórdias de Deus." É a mesma coisa. Ele faz lá, ele apresenta visão. Na verdade, oito capítulos. Os oito primeiros de Romanos. Depois, no 9, 10 e 11, ele vai falar sobre a questão judeus e gentios, muito importante, aqueles capítulos. Mas são como um parêntese. Capítulos 9, 10 e 11 de Romanos. E os primeiros oito, ele vai apresentar toda a visão que ele tem do Evangelho de Deus. Então, ele inicia o 12 dizendo: "Eu vos rogo pelas misericórdias de Deus." Ou seja, por aquilo que vocês já viram que eu expus aí nessa carta. Esses são vocês. Vocês eram perdidos, alienados, depravados. Não é como, eh, uma certa corrente teológica aí gosta de usar esse termo. E é um bom termo, depravação humana. É um bom termo, porque é isso que o homem era sem Deus. Então, os primeiros capítulos de Romanos falam sobre essa depravação total, seja de judeus ou seja de gentios. E não há um justo, e nem sequer um. Depois, ele mostra a justificação em Cristo, cita o exemplo de Abraão, capítulo 4. Depois, capítulo 6, a nossa união com Cristo na sua morte. Morte, morremos com ele, sepultados com ele, ressurreto com ele, novidade de vida. Depois, nossa libertação da lei, no capítulo 7. E depois, a vida no Espírito, no capítulo 8. Então, ele está mostrando toda a visão, eh, do Evangelho de Deus, a riqueza do Evangelho.

Então, agora ele vai fazer um rogo. Agora ele vai entrar na vocação e dizendo: "Vocês veem toda essa herança que vocês têm? Então, eu vos rogo, por todas essas misericórdias de Deus que alcançou vocês, apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Esse é o vosso serviço espiritual, culto racional. Não tomeis a forma deste século. Transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis a boa, a agradável e a perfeita vontade de Deus." Mesma coisa o apóstolo Paulo está fazendo aqui na epístola aos Efésios.

Então, esse rogo é muito importante, irmão, porque é um rogo do Espírito Santo. Vamos lembrar, vamos tomar cuidado quando estudamos a Bíblia de olharmos em primeiro plano os autores. Porque em primeiro plano, nós temos que olhar o autor, e o autor é o Espírito Santo, usando vasos humanos. Então, eu rogo dele. É ele que habita em mim e em você, que está dizendo: "Eu te rogo."

E ele acrescenta: "Eu, o Prisioneiro no Senhor." Antes do andar, outra nota bonita e importante. Só poderemos viver a vida cristã se formos prisioneiros do Senhor. Você se lembra do livro de Êxodo, quando fala sobre a lei da alforria do escravo, que teria o direito no sétimo ano de ter a sua libertação, se ele desejasse continuar na casa do seu senhor? Olha que figura mais linda. Porque ele era um, um escravo, certo? Ele foi comprado por preço e ele foi colocado na casa para servir. Ele não era um filho. Ele não dormia na casa do seu senhor. Ele dormia no lugar dos escravos. Eventualmente, algum escravo dormia ali próximo, porque era o que servia a mesa, eventualmente. Então, se ele serviu o Senhor esses sete anos e ele chegou à conclusão que ele quer ficar naquela casa, ele teria que dar um testemunho assim: "Eu amo o meu senhor, e a minha mulher e os meus filhos. Eu não quero sair livre." Então, ele era levado, como testemunho dessa confissão que ele fez, à porta da casa de seu senhor, e tinha a sua orelha furada na ombreira da porta com a sovela. Então, ele tinha a marca de um escravo por amor. Por onde ele tivesse caminhando, não havia necessidade dele repetir: "Eu estou ainda na casa do meu senhor." Eu abri mão da minha carta de alforria, que eu podia tomar na minha mão para viver a minha vida do jeito que eu quisesse, mas eu tomei a minha alforria, digamos assim, eu coloquei de novo nas mãos do meu senhor e disse: "Eu não quero a minha liberdade, porque eu entendo que para mim o lugar mais perigoso é a minha mão, e o lugar mais seguro são as Tuas mãos." Então, entrego a minha carta de liberdade, que eu teria direito, nas Tuas mãos, porque eu quero continuar sendo Teu, te servindo e te amando.

O lugar mais perigoso desse universo são as nossas mãos. O que eu acho, o que eu quero, o que eu planejo, o que eu intento, o que eu busco, o que eu penso. Ah, meus irmãos, como nós somos soberbos! Que que valem essas coisas? Sabe, irmãos, quando nós falamos "eu, eu", essa é a nossa vergonha. Quando o Senhor Jesus dizia "Eu", essa era a Sua glória, porque Ele é o Filho de Deus. Ele é o resplendor da glória. Ele é o único que podia dizer assim: "Eu e o Pai somos um." Quando nós falamos "eu", essa é a nossa vergonha. Que o Senhor nos guarde mais dessa palavrinha feia.

Um irmão que hoje já está com o Senhor, que tanto influenciou a vida de tantos aqui, inclusive a minha, de muitas maneiras, ele dizia assim: "Quem somos nós? O nosso pai foi Adão. Adão, o nosso avô foi o pó, e o nosso bisavô foi o nada." Não é? Quem somos nós? Então, só podemos viver a vida cristã se formos prisioneiros do Senhor. Do contrário, não há caminho para nós. Nós seremos prisioneiros de nós mesmos. "Eu, eu acho, esse é meu estilo de vida." Ah, quando você casou comigo, você sabia bem como eu era. Por que que você está reclamando agora, né? Prisioneiros de nós mesmos, egoístas, egocêntricos, presunçosos, arrogantes, soberbos.

"Rogo-vos, pois, eu, o Prisioneiro no Senhor." A próxima frase é: "andais". Meus queridos irmãos, essa é uma das palavras chaves da epístola aos Efésios. Andar. E o irmão Ni tem um estudo sobre essa epístola, bonito, prático, interessantíssimo, se chama "Paz, Ação e Firmeza", resumindo a epístola nessas três palavras. Por quê? Paz, porque nós fomos abençoados com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo. Porque no capítulo 2 está lá, ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos, judeus e gentios, ele fez um. Então, paz é a primeira palavra que resume os primeiros três capítulos da epístola aos Efésios.

A próxima palavra é "ação". Paz, ação e firmeza. Ação, andar. Então, ela está aí logo no Capítulo 4, Versículo 1: "Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro do Senhor, que andeis." Muito interessante essa ordem na epístola, porque a primeira atitude na vida cristã não é o andar. A primeira atitude a ser vista, a ser recebida diante do Senhor, com respeito à vida cristã, é a paz. Se nós não estamos em paz com Deus, se nós não estamos habitando na paz de Deus. Paz com Deus, Romanos 5. Paz de Deus, Filipenses 4. "A paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus." São duas paz ou pazes diferentes. Uma é a paz no sentido relacional. Temos paz com Deus. Podemos chamá-lo de Pai. Ele é o nosso Pai. Nós somos justificados pela graça, por meio da fé, e temos paz com Deus. Mas há uma outra paz, que vai bem além dessa primeira, sendo que essa primeira é indispensável, ela é a base. A segunda paz é a paz em Deus, ou a paz de Deus. Então, na medida em que nós lançamos sobre ele toda a nossa ansiedade, "Não andeis ansiosos de coisa alguma", Filipenses 4. "Em tudo, porém, seja conhecida diante de Deus as vossas petições, pela oração, súplica e ações de graças." Se fizermos isso, a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará. É uma palavra para patrulhar em volta, uma palavra militar. Olha a beleza dela. Guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus. O quê que vai patrulhar em volta da nossa mente? Mesmo a paz de Deus patrulhar vossos corações e mentes em Cristo Jesus, se lançarmos sobre ele todas as nossas ansiedades. Se não lançarmos isso, não vai acontecer.

Então, que expressão bonita essa "andar". Olha o capítulo 2, verso 10. Dentro daquela metáfora que estudamos ontem, a segunda, depois do corpo, nós vimos a feitura, não é isso? E lá diz assim: "Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus lá na eternidade de antemão, Ele preparou para que andássemos nelas." Aí vamos lá para a pergunta: Quais são as boas obras que Deus preparou para andarmos nelas? Aí, meus irmãos, sempre temos que tomar muito cuidado para irmos aí injetando nossos pensamentos nas escrituras, né? Até porque a gente pode falar muita coisa boa, né? Então, podemos dizer assim: "Desde a eternidade, Deus preparou boas obras para andarmos nelas, como, por exemplo, eh, nós cuidarmos dos mais pobres, nós fazermos atividades sociais, quem sabe até nós pregarmos o evangelho. Isso aqui é melhor obra do que essa, né?" Mas o que será que essa epístola chama das boas obras para as quais fomos chamados para andar nelas? Será que essa epístola nos dá a chave? Claro que dá.

Então, você toma a palavra "andássemos nelas". O andar do capítulo 2, verso 10, que está repetida no capítulo 4, verso 1: "Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro do Senhor, que andeis." Olha, "de modo digno da vocação a que fostes chamados." E agora, a partir do verso 2, nós temos as obras, as boas obras que nós fomos chamados para andar nelas. Irmãos, muito antes de serem obras externas, óbvio que tudo que tem realidade interior tem reflexo externo, isso é muito claro, já falamos sobre isso no início. Mas essas boas obras que Ele preparou desde a eternidade de antemão para que andássemos nelas são qualidades de caráter, antes que sejam qualidades eh expressas ou de ações. Então, são elas: humildade, mansidão, longanimidade, suportar uns aos outros em amor, esforçar-nos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Então, essas são as boas obras que Deus preparou para que andássemos nelas, porque em primeiro plano, na obra do Senhor, no intento do Senhor para nós, nosso caráter teria que ser transformado. Do contrário, que tipo de boas obras nós poderíamos fazer? Se Coríntios 13, Paulo diz assim: "Ainda que eu entregue todos os meus bens aos pobres e o meu corpo para ser queimado, nada disso me aproveitará se eu não tiver amor." E amor é a palavra chave dos dois primeiros versos, conforme nós demos aí para os irmãos, porque é a última que aparece aqui no verso 2, "em amor".

Então, graças ao Senhor, porque esse chamado da epístola aos Efésios é tão prático para andarmos. Só para que os irmãos tenham uma ideia da menção dessa palavra nessa carta e porque que ela é importante. Então, nós temos o "andássemos" no Capítulo 2, verso 10, certo? Nós temos o "andar" no Capítulo 4, verso 1, que já citamos aí: "andeis de modo digno da vocação." Nós temos o verso 17 aí do Capítulo 4: "Isto, portanto, eu digo no Senhor, testifico que não mais andeis." Então, agora ele vai mostrar como não andar, mas o andar de novo é que está sendo enfatizado, tá certo? Olha o Capítulo 5, verso 2: "Andai em amor, como também Cristo vos amou." Nós temos ainda aqui, deixa-me localizar onde está. Verso 8, final: "Andai como filhos da luz." Está vendo? Olha quanta ênfase no andar. Olha o verso 15, Capítulo 5: "Vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios."

Então, por isso que antes de estudar uma carta, é bom que você a leia 50 vezes. Mesmo porque, se você ler 50 vezes uma carta antes de começar a estudá-la, você vai ver as palavras que mais ocorrem e vai ver os links entre uma sessão e outra sessão, onde está a carga central do autor, né? E aí está uma das palavras importantes nessa carta, o andar, mencionada tanto no sentido positivo quanto no sentido negativo, o não andar.

Vamos para a próxima. Capítulo 4, verso 1. Depois da palavra "andar", "rogo-vos, pois, eu, prisioneiro do Senhor, que andeis". Nós temos "de modo digno". Aí está outra palavra importante, porque a ideia é que o nosso andar, ele esteja em harmonia com aquilo que nós professamos ver diante do Senhor, ou com a visão espiritual. Então, a visão espiritual, ela tem que produzir resultados práticos. Do contrário, nós temos que considerar se o que nós temos tido é verdadeira visão espiritual. Muito importante. Então, "digno", "de modo digno".

Outra palavra importante. A próxima, "vocação", também não é uma palavra especial. Por exemplo, Paulo escrevendo aos Coríntios, ele diz assim: "Irmãos, reparai na vossa vocação." Que a ideia é chamamento mesmo. Vocação é chamamento. Então, ele diz: "Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. Mas Deus escolheu..." Olha a eleição aí. "...escolheu as coisas fracas desse mundo para envergonhar as fortes; escolheu as pobres para envergonhar as ricas; as que nada têm, para envergonhar as que têm, para que ninguém se glorie diante de Deus." Então, "vocação" é outra palavra muito especial. E ela é completada com essa próxima e última desse versículo, que é "chamados". Também é uma palavra tão especial. Já citamos aí mesmo nesse texto de Coríntios, né? "Irmãos, reparai na vocação a que fostes chamados." Paulo põe junto também essas duas palavras lá em Coríntios, primeira Coríntios, capítulo 1, e em vários outros textos. Então, "chamados" é certamente uma palavra muito especial, porque fala que nós não escolhemos por nós mesmos os caminhos do Senhor, como se partisse de nós. Ele veio até nós, misericordiosamente nos atingiu de uma maneira ou de outra maneira. Então, de alguma forma, esse chamamento do Senhor interagiu conosco, chamou o nosso livre-arbítrio a uma decisão, e nós não nos entregamos ao Senhor contra a nossa vontade. Nós nos entregamos ao Senhor de acordo com a nossa vontade, mas porque não é porque ela nasceu em nós, é porque Ele a despertou em nós. Mas misteriosamente, esse despertamento pode acontecer em alguns, mas eles ainda assim rejeitarem. Por isso esse mistério que nós falamos no primeiro dia da eleição soberana e da escolha do homem, da responsabilidade do homem.

Então, aí estão essas palavras todas aí, muito importantes nesse versículo um. Agora, vamos entrar no cerne dessa primeira pequena sessão, que nós resumimos com a palavra amor. O que evidencia, então, a genuinidade da nossa visão espiritual e da nossa vocação é se nós andarmos em primeiro humildade. Ah, ontem foi lembrado numa mesa de comunhão aí, uma obra de um irmão, Andrew Murray, que se você não leu, deveria ler. Se chama, está traduzido em português, se chama "Humildade, a Beleza da Santidade". O que há de mais belo em uma vida santa é humildade. Humildade é a coroa da santidade. Porque, meus irmãos, que coisa feia é quando alguém que professa o nome do Senhor. Quem é esse Senhor? Vamos lembrar aqui primeiro, antes de continuar. Esse Senhor é aquele que disse assim: "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. E tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque eu sou manso e humilde de coração, e assim achareis descanso para as vossas almas." Ô, que verso, não é, meus irmãos? Qual é o caminho para descansarmos espiritualmente? É tomarmos o jugo dele, colocarmos o nosso pescoço do lado dessa canga, aprendendo desse boi mais velho, treinado, servo dos servos do nosso Senhor, aprovado, servo aprovado. Nós colocamos nosso pescocinho lá do boi agitado, do boi novinho, do boi que assusta quando a pombinha senta do lado dele lá no pasto. Ele leva o susto e quer correr, não é? Mas o boi mais velho está firme lá, firme no jugo. E coitado dele no fim do dia, porque o boizinho vai para a frente, o boizinho vem para trás, o boizinho emperra, o boizinho avança, não é? E o mais velho olha de lado assim, fala: "Calma, meu filho, vai dar tudo certo. Não se agite. Um passe de cada vez." Não é? Mas no fim do dia, o pescoço do coitado está todo dolorido, porque ele tem um indivíduo ansioso, inquieto, agitado do lado dele. Somos nós. Mas qual o resultado desse processo? Porque o boi mais novo vai levar tranco também, assim como o mais velho, não é? Imagina aquela canga de madeira mexendo assim, ó, lá para cá, para lá, para cá, no pescoço do boi mais velho, machuca ele, né? Faz calo. Agora, o boi mais novo sofre muito mais, porque o boi mais velho é calejado, e o boi mais novo não tem calo nenhum ainda. Então, faz ferida nele. Então, ele vai aprender com a ferida, vai aprender com a dor, vai aprender com a madeira raspando na ferida aberta dele, até ele ficar calejado também e dizer: "Não, eu preciso ir mais devagar. Preciso olhar para o lado aqui e ver como é que ele está andando, para eu andar no mesmo passo, nem à frente, nem atrás." Não é assim? Figura mais bonita essa, não é? "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque eu sou..." Você não é, mas eu sou manso e humilde de coração.

Então, meus irmãos, há algumas, assim, poderíamos chamar de definições muito lindas sobre humildade. Há muitas, cada uma delas aborda um ângulo. E uma delas diz assim: "Humildade é pensar pouco de si mesmo." Mas sabe, eh, tem uma outra melhor que essa, que é a seguinte: "Humildade é não pensar em si mesmo." Não é pensar pouco de si mesmo. Pensar pouco de si mesmo é nosso dever, porque como nós falamos, quem somos nós, meus irmãos? Agora, não pensar a respeito de si mesmo, isso é verdadeira humildade. Foi assim que o nosso Senhor Jesus andou, não é? Para citar uma ilustração, num determinado momento do ministério dele, a mãe dele e os irmãos, segundo a carne, ficaram tão preocupados com ele que acharam que ele estava enlouquecendo e fizeram uma viagem para encontrá-lo onde ele estava para repreendê-lo, porque eles não tinham tempo nem para comer, tantos eram os que iam e vinham buscando socorro. Então, a mãe e os irmãos disseram: "Ele vai enlouquecer, se é que ele já não enlouqueceu." Então, vamos lá buscar, vamos lá repreendê-lo e vamos dizer para ele que ele tem que dosar as coisas. E ele estava, para variar, né, numa reunião dentro de uma casa com muitas pessoas, e eles chegaram lá fora e não conseguiam entrar, porque a casa já estava lotada, e mandaram um recado para ele, disseram: "Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver." Ele disse: "Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos? Aqui estão minha mãe e meus irmãos: aqueles que fazem a vontade de meu Pai." Humildade é não pensar em si mesmo. Se ele pensasse em si mesmo, ele estaria só descansando, não, gente? Ó, agora chega, já, ó, uma hora já deu, né? Então, quanto reflexo, meus amados irmãos, essas coisas, esse assunto tem em nossas vidas relacionais? Humildade. Como é que nós pensamos de nós mesmos? Se nós pensamos de nós mesmos na luz que Deus nos tem dado, para citar uma frase de um outro irmão, ele diz assim: "Se temos nos visto como somos diante da luz de Deus, nós ficaríamos admirados das pessoas nos tratarem tão bem, diante do que nós somos, do que vemos que somos diante da luz de Deus." Não é a malignidade, perversidade, os motivos impuros dos nossos corações.

Então, humildade é a primeira palavra. E não está aí por acaso. A segunda é aquela que a completa: mansidão. E há também muita, muitas definições sobre mansidão. Muitas delas também bem bonitas. E também você tá só uma delas: mansidão não é apatia. Mansidão não é sentar no último banco e nunca abrir a boca para ninguém, nem conhecer tua voz. Ah, porque essa pessoa é mansa, nem fala de tanta mansidão, entende? Isso é apatia, em alguns casos, é doença. O que é mansidão, então? Mansidão é força ou poder sob controle. Talvez, me parece, seja a melhor definição de mansidão. Nossa Senhora era mansa, era? Então, ele, quando vê aquela desonra que estava sendo feita na casa de meu Pai, até ali, ele podia chamá-la assim. Depois, ele não chama mais. Depois, ele chama de "vossa casa", né, no final do seu ministério. Mas no início, ele ainda podia dizer "casa de meu Pai". Quando ele viu aquela desonra, então, esse manso com M maiúsculo, o que ele fez? Ele saiu virando mesa e expulsando todo mundo. Foi assim? Leia o texto para você ver. É dito que ele se foi para um canto e ele teceu um azorrague, ou um chicote de cordas, calmamente, e depois de tecer esse chicote, então ele foi fazer o que ele tinha que fazer. Porque "o zelo da tua casa me consumirá". Só que não fez com que ele fosse intempestivo, agisse por braveza, por emoções, mas pelo zelo da casa de seu Pai. Então, ele vira as mesas e ele expulsa os cambistas. Ele diz: "Não façam da casa de meu Pai uma casa de negócios." Então, isso é mansidão. Todo o poder que havia no nosso Senhor Jesus estava em absoluto controle. Em nenhum momento ele foi intempestivo.

Agora, nós, aliás, a próxima palavra que vem aí, qual que é? Olha aí na sua Bíblia, à frente da mansidão: longanimidade. E aí, acho que uma figura vai nos ajudar a entender melhor do que uma definição, porque a definição está na palavra mesmo, é um ânimo longo, longânimo, paciente. Palavra, eh, na língua original, significa isso mesmo, paciente. Mas uma figura vai nos ajudar. Nós, por natureza, todos nós, uns têm assim uma carinha mais bonita, mas não muda o fato, nós somos uma bomba prestes a explodir. Basta que a pessoa pise no calo certo, né? Então, o pavio é muito curto. Então, quando, por exemplo, nossa esposa chega e acende o fósforo, não dá tempo nem dela correr, porque o pavio é curto demais. Nossos filhos também, os irmãos também, né? E às vezes nós escondemos isso atrás de zelo. E esse é o perigo maior ainda. Não porque isso não pode ser, não porque isso aí não condiz com o Senhor, não porque o Senhor se agrada disso, não é? E colocamos todo esse natural nosso de fora em nome do zelo do Senhor. Nosso Senhor não era assim. Não parece conosco. Na medida em que ele encontra lugar para trabalhar a cruz em nós, "mais sobre vós o meu jugo", e ele encontra lugar real para trabalhar nos nossos corações, a beleza disso, conforme entendo, não é que a bomba seja desativada. O Senhor não chama o esquadrão antibomba para a nossa vida, não. Sabe o que ele faz? Estica o pavio. E o pavio que era desse tamanho, passa ter 1 metro, 10 metros, 5 metros, 100 metros, 1 km. Aí, quando a pessoa acendeu lá, tem tempo demais, né? Para ela fazer o que quiser. Pode fazer, compra, volta. Longanimidade. Ô, meus irmãos, que virtude abençoada, não é assim? Se você é casado, pense comigo, quanto estrago você já causou por falta de longanimidade, porque você logo já quis se justificar para tua esposa. Não, não é bem assim, não. Ei, quem está falando isso é só você. Que me fala isso. Ó, nenhum irmão me fala isso, só você. É claro que tem que ser ela, ela que te conhece, ela que vive com você, não é? Quanto estrago, meus irmãos, porque essa faceta do caráter do Senhor não tem sido formada em nós. Então, que lindo Paulo colocar isso aqui, porque olha, ele selecionou quatro coisas. Quatro, porque ele completa com a quinta, que na verdade não é uma seleção. A quinta é a coroa de tudo isso aí. São cinco palavras aí, ó. Então, é humildade, já falamos. Mansidão, já falamos. Longanimidade. Depois, temos "suportando-vos uns aos outros". É a quarta. Então, foram especialmente selecionadas pelo Espírito Santo, porque muitas outras poderiam ser colocadas aí. Por exemplo, vou citar exemplo, os irmãos. Onde está aqui a misericórdia? Misericórdia é importante ou não? Onde está a bondade? Onde está a benignidade? Não estão aqui. Fade. Então, ele selecionou essas palavras com um objetivo específico. Ele o fez. Então, nós precisamos prestar atenção porque ele as colocou aí. Humildade, mansidão, longanimidade e suportando-vos. Pense comigo, elas são chave para a vida relacional que ele vai tratar a partir daí. Em outras palavras, ele está dizendo assim: "Você quer, quer viver uma vida conjugal que seja um testemunho para o Senhor nessa terra? Você não vai conseguir, a não ser que você tenha humildade, mansidão, longanimidade e capacidade de ser suporte, ou de suportar." Senão, você não vai conseguir. Aliás, quando ele usa a palavrinha "amor", que está por último aqui, é a quinta que vem fazer uma coroa, certo, sobre as outras quatro. Ele vai usar essa mesma e aplicar lá em Efésios 5, dizendo assim: "Maridos, olhe lá, amai as vossas mulheres como Cristo amou a igreja." Então, ele está dizendo: "Maridos, sejam humildes. Maridos, sejam mansos. Maridos, sejam longânimos. E maridos, saibam que a vossa esposa é o vaso mais frágil. Então, dê suporte para ela, que você possa ser um fogo debaixo da panela para ela, e não uma tampa de panela, compreende o que eu quero dizer? Aquecendo a vida dela, dando suporte à vida dela, estimulando a ela, encorajando a ela, e não uma tampa de panela." Então, essas quatro virtudes, chamemos assim, elas são fundamentais para aquilo que ele tem a nos ensinar o Espírito Santo tem, através de Paulo, sobre vida relacional.

Então, o que é "suportando uns aos outros"? Não vamos usar essa palavra de modo inadequado. Suportar não é assim. Então, eh, olha, vem logo depois da longanimidade, inclusive. Então, o que eu tenho que fazer é assim, ó: morder minha língua, suportar, tolerar até onde eu puder. Não tem nada a ver, nada a ver com isso. O sentido dessa palavra, a ideia é pôr o seu ombro embaixo, de ser suporte na fraqueza, às vezes, até na ignorância que se seja de nosso cônjuge. Isso vale para os maridos também. Quantos esposas não é precisam do Senhor? E graças a Deus por isso, amadurecendo no Senhor, consegue ser suporte para seus maridos, seus maridos temerários, seus maridos ignorantes, seus maridos não veem as coisas com clareza, embrutecidos, não é? Estão elas ali, pela graça do Senhor, sendo suporte para eles. Ó, meus irmãos, nessa jornada com o Senhor, já de tantos anos, tenho visto tanto disso, graças a Deus. Mulheres cristãs sábias, pacientes, que entendem o que é ganhar seus maridos sem palavra, como Pedro ensina lá na sua epístola, porque são realmente suporte. Espiritualmente falando, suporta a braveza dele, suporta a falta de educação, suporta desrespeito. E boa parte delas, pela graça do Senhor, têm visto seus esposos serem ganhos. Já vimos tantos casos, meus irmãos. Alguns deles tratando assim suas esposos do jeito que eu citei, e o Senhor os acomete de enfermidades. Eles vão para a cama, um deles, alguns deles com doença incurável, e o Senhor usa essa ocasião bendita para quebrar esse coração e levá-los aos pés do Senhor. Então, aí, nessa ocasião, então eles recebem o Senhor de verdade, e eles derramam lágrimas, coisas que nunca fizeram diante das suas esposas, e pedem perdão para elas do que eles foram, do que eles fizeram com elas na ignorância deles, e recebem o Senhor, e são batizados, e poucos dias, eles partem para o Senhor. Bendita partida também. Partiram para o Senhor. Podiam partir para o inferno. Graças ao Senhor por essas marcas de caráter, meus irmãos. Graças ao Senhor, porque sim, o trabalho da cruz é tão verdadeiro. Graças, Senhor, porque a santidade é contagiante.

Primeiro Coríntios 7 diz assim: que uma mulher que tem um marido incrédulo, uma mulher crente, que ela não deve abandoná-lo. Diz: "Não, não deixe. Se ele consente em viver com você, se ele não está espancando você, então não deixe." Não, porque o marido incrédulo, ele é santificado pelo convívio como esposa crente. Graças a Deus, meus irmãos. Não está escrito que ele é regenerado, porque ninguém pode regenerar, só o Espírito Santo. Mas está escrito que ele é santificado. Significa que a presença daquela mulher que ama o Senhor, que teme ao Senhor, que vive uma vida santa com o Senhor, ela gera um impacto, uma influência na vida dele que é imensa. Então, Paulo diz: "Ele é santificado." Ou seja, aqui, ali, naquela área, naquela área, de uma maneira ou de outra, ele sofre impactos por causa da presença dessa mulher do lado dele. Santificado é a ideia de Paulo. E tem mais, vai além disso. Santificação traz a ideia de separação. Então, implica que, inclusive, a vida dele é guardada de loucuras, de morte, muitas vezes, por causa da mulher crente, da presença dela, das orações dela, do clamor dela diante do Senhor por ele. Ele é preservado, protegido, guardado por causa dela. E aí, ainda vai dizer assim: "E também os vossos filhos, do contrário, seriam imundos, mas desde agora são santos." São santos por causa dela. Porque o marido é um incrédulo. Os irmãos estão entendendo o significado, o impacto, a influência de uma virtude cristã? O que é que nós estamos chamando de virtude cristã? Cristo e as características do seu caráter sendo formadas em nós. "Meus filhinhos, por quem eu sofro de novo as dores do parto, até que Cristo seja formado em vós." Que que é Cristo formado em nós? Humildade, mansidão, longanimidade, suportando, etc. O fruto do Espírito, que está lá em Gálatas 5, né? Amor, alegria, paz, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Caráter cristão. Essa é a fonte do nosso testemunho, dentro e fora. Dentro de casa, na assembleia, fora da assembleia, pro mundo. Irmãos, é tão saudável, tão importante para nós compreendermos que nós não podemos viver duas vidas. Não tem vida de reunião e vida de fora da reunião. Não tem vida de Bíblia aberta, igual estamos agora, e vida de Bíblia fechada. Não existe isso. Isso é uma loucura, uma esquizofrenia. Na medida em que o Senhor encontra caminho em nós, repetindo isso, para trabalhar em nós, nós somos uma única pessoa. Aqui, lá, na reunião, fora da reunião, dentro de casa, fora de casa, não importa. Há uma expressão também tão bonita de Paulo, Tessalonicenses, que ele fala assim: "Olha, Deus vos conduza. Deus vos conduza ao amor e à constância de Cristo." Uma das coisas que mais provoca dano numa assembleia cristã é a inconstância dos irmãos, especialmente dos irmãos mais velhos, que deveriam demonstrar constância de Cristo, constância no sofrimento, constância na palavra, constância nos relacionamentos, constância nas ações, constância nas reações.

Não, aquela pessoa que você encontra, você tá sempre pisando em ovos, né? Que você não sabe o que que vem hoje dali. Ontem veio uma coisa, hoje pode vir outra coisa. Inconstância, inconsistência. Por isso que Paulo usa o termo, se referindo àqueles que eram em Jerusalém, apóstolos, né, do Senhor, e eram centrais no testemunho do Senhor ali naquela igreja em Jerusalém. Ele usa o termo colunas. Você se lembra? Os que eram colunas em Jerusalém. Esse aqui é mais constância do que uma coluna, né? Não tem humor do dia, não tem humor de Cristo. Então, suportar significa colocar o ombro embaixo, não é tolerar e suportar uns aos outros.

Aí ele vai coroar tudo isso, né, em amor. Esforçando-se. Verso 3, entramos já na próxima sessão, cujo tema é unidade. Esforçando-se. Fala muito hoje em termos de unidade. E quando se fala em unidade, se pensa assim: não importa as convicções que esse ou aquele, ou aquele grupo ou outro grupo tenha, nós devemos, temos um chamado para vivermos juntos bem. Há uma implicação interessante nisso aí. Só que isso não é promover unidade por unidade. Não pode ser promovida. Unidade é algo que já é uma realidade para todos aqueles que pertencem ao Senhor. Ele pode ser da raça tal, da convicção tal, ele pode ser reformado, calvinista, ele pode ser wesleyano, ele pode ser arminiano, os nomes que você quiser aplicar. Não importa. Se ele é um verdadeiro convertido, então nós somos um só corpo. Se ele quer, ele ou um grupo, ele quer levantar uma bandeira e dizer: "Não, que nós somos tal, mas essa é a nossa Confissão de Fé". Tudo bem, que ele o faça. Que poder nós temos sobre a consciência dos outros? Nenhum. Mas o que nós devemos fazer? Isso sim, é nosso dever. Se nós entendemos a unidade do corpo de Cristo, que é o nosso tema, aí é mantermos sempre a nossa porta aberta, como que diz, dizendo: "Isso não é importante para nós. Se você confessa que é assim, ou confessa que é assim, se seu pensamento sobre essa doutrina é assim, ou é assado, desde que não toque as coisas fundamentais, que Deus é triuno, que o Verbo se fez carne, que o Espírito Santo vem habitar na igreja, as confissão de fé fundamental que não pode ser removida, do contrário, nós perdemos a realidade da fé. Aí não é a fé bíblica, é uma coisa estranha, não é?"

Mas tudo, meus irmãos, é tolerável. Devemos permitir com liberdade que os outros levantem suas bandeiras, porque nós só temos uma bandeira para levantar. Esse é o ponto. Nossa bandeira é Cristo. Cristo. Agora, ela é uma bandeira inclusiva. Não é como os Coríntios, ou aquele partido em Coríntios fez, dizendo assim: "Ah, é, então para vocês, Pedro, que é a grande figura, vocês são de Cefas, certo? Nós somos de Paulo". Para nós, Paulo é a grande figura. Não tem uma figura maior que os dois. "Apolo, eu sou de Apolo. Não tem ninguém igual a Apolo. Vocês não viram Apolo pregar? Paulo escreve bem, escreve bem, mas se ouvir ele pregar, a presença pessoal dele é fraca e sua palavra é desprezível". Lembra dos Coríntios? Então, Apolo, Apolo é eloquente, poderoso nas escrituras. "Eu sou de Apolo". Aí um outro grupo que via assim: "Nossa, mas coisa feia eles estão fazendo. Eles estão idolatrando homens. Eu sou de Cristo". Esse grupo disse, então, intrinsecamente falando, tá certo a confissão deles, né? Ser de Cristo e não colocar homens nessas posições. Mas o que que eles erraram? Podemos assim dizer, em que um partido de alguma forma foi estabelecido? "O partido de Cristo. Quem é do partido de Cristo, venha para cá, porque aquele lá não é partido de Cristo, aquele lá é partido de Apolo". Entendeu o erro deles? "Aquele lá é partido de Paulo, e aquele lá é partido de Cefas". Esse é o erro. Porque embora eles estejam levantando esses nomes aí, se eles são de Cristo, porque genuinamente creram no Senhor, então todos nós somos de Cristo. Mesmo que eles tenham a bandeirinha deles, né, "Congregação de Apolo", tudo bem, não tem problema. Mas se eles creram no Senhor, eles são Congregação de Cristo ou não são? São. Então, nós devemos manter a nossa porta aberta para todos eles, e dizendo isso para ele, dizendo: "Meus irmãos, todos nós somos de Cristo. Se você acha Apolo importante, amém. Aproveite tudo que Apolo tem para te dar, mas lembre, você não é de Apolo. Obrigado, irmão. Você é de Cristo".

Então, unidade. Fomos chamados para preservar. Não esqueça, irmão. Não fomos chamados para promover. O movimento que tenta promover unidade se chama ecumenismo, colocando todos os gatos dentro do mesmo balaio. Aqui vocês usam essa expressão, balaio, usa, né? É bem mineira essa. E aí você já viu o que acontece, né? Não fica um gato vivo, né? Então, isso não é unidade. Isso é bagunça. Isso é confusão. Porque a unidade já está aí. A unidade já foi feita. Cristo já morreu. O único Cristo e o único Espírito já foi derramado sobre todos aqueles que creem verdadeiramente no Senhor. Então, vamos ver quais são os elementos, os sete uns que são mencionados aqui, e aí poderemos fazer nosso intervalo. Então, vamos lá. Espírito no vínculo da paz. Muito bonito esse vínculo da paz, porque se nós não formos pacificadores, como buscamos explicar aqui, nunca vai ser preservada essa unidade. Vamos ficar: "Ah, não, isso não. Ah, não, essa coisa não. Ah, não, esse homem não". Ao invés de nós termos portas abertas para ter comunhão com todos os nossos irmãos e buscarmos, com a graça do Senhor, levá-los para a única comunhão possível, que não é a comunhão de, não é a comunhão de Paulo, e nem é a comunhão de Pedro. Fiel é Deus, pelo qual fomos chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, o nosso Senhor. Essa é a nossa única comunhão. Então, chamá-los pela graça de Deus para essa comunhão.

Então, quais são os sete uns? Olha que texto bonito. Primeiro, "Há um só corpo e um só Espírito, como fostes chamados numa só esperança da vossa vocação". A ênfase do verso 4 está no Espírito Santo. No Espírito Santo. Então, há um só corpo e um espírito. Aliás, esse corpo só foi constituído por causa do derramamento do Espírito Santo. Então, o Espírito eterno, o Espírito de Jesus Cristo, veio morar num vaso que aqui está sendo chamado de o corpo de Cristo. Isso aconteceu lá no Pentecostes, né? Então, a ênfase do verso 4 é o Espírito Santo. Um espírito, um vaso. Aguardando aí. Primeiro, um, um espírito. Vamos mudar a ordem aqui, só para efeito didático. Então, por causa de um espírito, nós temos um corpo. É o segundo um. Por causa disso, então, nós temos uma só esperança da nossa vocação. E nós já vimos qual é essa esperança, porque está lá no capítulo um, com a primeira oração de Paulo, onde ele ora por eles, dizendo: "Pedindo ao Senhor que eles tenham iluminados os olhos do vosso coração para saberdes qual é a esperança do seu chamamento". E nós já vimos que essa esperança é sermos conformados à imagem do seu Filho, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Essa é a esperança para a qual nós fomos chamados. E a esperança certa é a esperança viva, é esperança concreta, porque é isso o que ocorrerá conosco na vinda do nosso Senhor. Então, aí estão três uns já citados aqui: um espírito, um corpo, uma esperança. Todos têm relação com o Espírito Santo. Então, aqui a pessoa chave é o Espírito Santo.

Verso 5. A pessoa chave é o Senhor Jesus. Agora é Deus, o Filho. Então, depois de Deus, o Espírito, Paulo menciona Deus, o Filho, e diz: "Há um só Senhor, o Filho, nosso Senhor Jesus Cristo". Há uma só fé e há um só batismo. Mais três coisas, mais três uns. Então, é porque nós temos, todos os que creem verdadeiramente em Jesus, genuinamente, nós confessamos um só Senhor. Nenhum outro Senhor nós temos. Uma só fé. Podemos dizer, é a fé apostólica, é a fé que anunciou quem é o Messias, o Filho de Deus, o Filho do Homem, divino-humano, sua pessoa, sua obra, sua morte, sua ressurreição, sua ascensão, sua entronização no trono do céu. Não é um só Senhor, uma fé. Tudo o que afronta essa confissão de fé é heresia, porque há uma só fé, como que Judas chama na sua epístola, "a mesma fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos", né? Por ela vivemos e por ela devemos morrer. Então, completando, ele diz: "Um só batismo". Ah, que bonita essa palavra aí, porque aí vêm os mísseis da direita e os mísseis da esquerda. "Batismo por imersão, ah, batismo, imersão é o único bíblico. Batismo por aspersão é o único bíblico. Batismo por semi-imersão, você entra na água até na cintura, mas aí a água colocada na sua cabeça, porque, ó, pense bem, lá no Jordão, batizou assim. Você acha que João Batista estava mergulhando todo mundo? As pessoas entravam na água, ele pegava a água e punha na cabeça das pessoas. Formas de batismo, formas e formas e formas. O que o Senhor está ensinando aqui não é isso. Ele está dizendo: "Há um só batismo". É aquele batismo que nos introduz, em termos de testemunho, né, claro, a expressão de nossa fé, se ela é real, em união e em identificação com o Deus Triuno, na pessoa do Senhor Jesus. Então, também não arrume cabelo em ovo por causa disso, não. As pessoas podem ser batizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, certo? Não é isso que o Senhor falou lá em Mateus 28? Mas elas também podem ser batizadas em nome do Senhor Jesus. Não tem nenhum erro nesse batismo. O que que Pedro falou em Atos 2? "Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome do Senhor Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados". Então, nós vamos criar problema porque o batismo tem que ser em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo? Não pode ser no nome do Senhor Jesus? Ou tem que ser no nome do Senhor Jesus? Não pode ser no nome do Pai? Qual dificuldade? As duas coisas são uma, meu irmão. Batismo é um testemunho de identificação, repetindo, com o Deus Triuno, Pai, Filho, Espírito Santo, mas por meio da única porta capaz de nos levar a essa identificação. Quem é a porta? É o nosso Senhor Jesus Cristo. Então, há um só batismo, como há um só Senhor e há uma só fé.

E por último, então, para fazermos nosso intervalo, verso 6. Esse é o sétimo um. E olha com quem ele tem a ver: Deus, o Pai. Então, o primeiro com o Espírito Santo, verso 4. O segundo com o Senhor Jesus, verso 5. E o terceiro com Deus, o Pai. A Trindade Santa. Porque a Trindade Santa é a mais plena e perfeita comunidade. É uma comunidade que vive em perfeita unidade, porque a Trindade não é uma comunidade. Claro que ela é Deus o Pai, Deus o Filho, Deus o Espírito Santo, três pessoas, mas uma essência indivisível. Não é um Deus de três cabeças. Por isso é tão inexplicável para nós, né, a beleza da Trindade. Então, diz: "Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos". Que lindo, irmãos. Então, esses são os sete uns. Que concluindo, então, aqui Paulo vai dizer que eles são fundamentais para nós podermos viver de modo digno da vocação a que fomos chamados. Porque se nós perdemos isso, nós perdemos o evangelho, não é? Nós vamos ter um outro evangelho. Então, é como ser. E é isso que ele está fazendo, pelo Espírito, o apóstolo Paulo, ele está dizendo: "Guarde isso, porque essa é sua confissão de fé". Então, não dê lugar a outro espírito, porque há um só espírito. Não dê lugar a uma outra esperança, porque há uma única esperança.

Quando era jovem cristão, havia, hoje já não há mais, pelo menos até onde eu sei, uma corrente evangélica, irmãos nossos, que pregava assim: "Olha o perigo! O Senhor Jesus não voltará. O Senhor Jesus já voltou na pessoa do Espírito Santo, já mora na igreja, já está com a igreja". Nosso Senhor Jesus é uma pessoa no trono. Aliás, ele ainda tem em si as marcas da redenção, nos seus pés e nas suas mãos, aquelas que ele pediu para serem tocadas quando se apresentou aos seus discípulos, pessoa glorificada. E ele voltará pessoalmente, vitoriosamente e gloriosamente. Quando ele enviou o Consolador, e disse: "É igual a mim". Ele não está se dispersando. Ele está dizendo que ele vai receber tudo que é dele, porque é um com ele, Espírito de Jesus Cristo, e vai então anunciar a vocês, e ele vai me glorificar. Ele vai transmitir para vocês todos os meus tesouros, todas as minhas virtudes, todas as minhas riquezas, porque ele é o meu mensageiro. Ele é o outro Consolador. Outro, "isos", é a palavra no grego. "Isotérmico", "isotônico", "iso" de igual qualidade, o mesmo. Mas não significa que essa pessoa sumiu em outra abordagem. Há ainda hoje, isso sim, embora com uma abordagem um pouco distinta, de também aí, um, uma faceta do mundo evangélico que, infelizmente, vai dizer o que eu acabei de dizer aqui por último, que Cristo Jesus, depois de ressuscitado, ele se tornou o Espírito que dá vida. Irmãos, ele não se tornou nada. Ele é o que ele é. Cristo Jesus, homem glorificado na destra do Trono da Majestade. E ele enviou o seu Espírito Santo para habitar em nós, para nos fazer experiência da própria vida dele, ele mesmo, no Espírito, habitando em nós. Mas ele não se transformou no Espírito. Não se transformou em nada. Ele é o que ele é. Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e o será para sempre.

Senhor amado, obrigado. Jesus, somos muito agradecidos. A palavra está nas nossas mãos, Senhor. Obrigado por essas letras nesse livro sagrado. Obrigado por essas palavras, Senhor, que têm nos guardado e guardado a tua igreja há 2000 anos. Louvado seja o teu bendito nome. Nos ajude a sermos fiéis, Senhor, para que sejamos aprovados por ti. E te pedimos ainda que o Senhor continue a nos tomar pela mão e nos guiar na vocação a que fomos chamados. Queremos compreender, Senhor, qual é o modo digno para vivermos a vocação a que fomos chamados. Por isso, continua iluminando os olhos do nosso coração, corrigindo-os, ajustando-os, Senhor. Quanto precisamos. Mais uma vez te dizemos que queremos, de modo renovado, manter, colocar e manter o nosso pescoço no teu jugo santo, aprendendo de ti, porque és manso e humilde de coração, experimentando esse descanso para as nossas almas. Assim te pedimos, Senhor, confiados no teu santo nome. Amém.