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DEBATE: OS TEXTOS "ABOMINÁVEIS" DA BÍBLIA REFUTAM DEUS? (Lucas Banzoli x David Ribeiro)

Lucas Banzoli2:23:32

Transcription

Pode falar. Já pode, pode, pode começar.

Dev: Beleza, deixa eu só colocar aqui no agora. Dev, eu acho que eu não consigo compartilhar o slide e o cronômetro.

Dev: Não tem problema, mas aí faltando tempo, aí quando tiver faltando 5 minutos, eu vou fazer assim, tá bom? Com a mão e vou te avisar.

Dev: Ô C, isso. Aí você coloca no full. Eu acho que ele quer que você coloque a tela inteira no slide, não é isso?

Dev: Isso, exatamente. Coloca isso agora. Agora, eu, eu, eu acho que a fica é, eu acho melhor sugestão que quando faltar um minuto para terminar, aí avisar, falar "falta um minuto", entendeu? Ao invés de fazer gesto com a mão, porque pode ser que esteja lendo ou não esteja vendo.

Dev: Não, tranquilo, tranquilo. Banzoli, eu aviso. Falta 5 minutos. Banzoli, você acha melhor colocar, colocar tipo no todo da tela? Acho que é melhor, né? Daí a galera consegue visualizar o slide em.

Dev: É, pode ser, pode ser. Coloca inteiro, então. Coloca inteiro. Aí você me avisa, Galvão, quando tiver acabando assim, sem você aparecer ou assim?

Dev: Isso, isso. Assim, sem aparecer. Não, se aparecer mesmo, se ninguém aparecer para a galera poder visualizar o slide, que eu acho que vai ser necessário.

Dev: Beleza. Pode contabilizar. Pode, pode. Vamos lá.

Dev: Bom, galera, meu nome é Léo Ribeiro, né? Vocês já me conhecem. Eu tenho um canal sobre fanatismo naturalista ateísta. E hoje nós iremos discutir um tema que ele é interdisciplinar, ok? Nós vamos discutir, eh, vamos discutir aqui um problema filosófico, né, que é tratado no âmbito da filosofia da religião e que é, pode ser visto como uma subcategoria do problema do mal, também, de certo modo, ok? Que é o problema filosófico dos comandos divinos aparentemente moralmente abomináveis nos registros bíblicos, né? Ou na Bíblia, por assim dizer, né? Então, vamos lá.

Dev: Bom, antes de conseguir, antes de prosseguirmos com a discussão, né? Nós temos que definir alguns conceitos, alguns termos, né? É importante a gente ter isso na, na mesa, né? Para não gerar confusões e coisas assim, né? Então, vamos lá. Conceitos relevantes em filosofia da religião para esta discussão. Ó, presta atenção. Teísmo: a posição de que existe pelo menos um Deus, né? Com D minúsculo. Ah, e o Deus com D maiúsculo, né? No, no monoteísmo. Ah, teísmo clássico, no caso, é a posição de que existe um único Deus, ou seja, o monoteísmo. E que, que este, além de possuir todos os atributos Omni, né? Onisciência, onipotência, onibenevolência, perfeição moral e assim por diante, ele ainda possui quatro atributos adicionais. Sendo eles: simplicidade divina, né? A ideia de que Deus não é composto de partes metafísicas, temporais, etc. Impassibilidade, ou seja, a ideia de que Deus não é afetado emocionalmente por nada, ou seja, ele é imperturbável. Ele está num estado de alegria intermitente, né? Ou de felicidade intermitente, absolutamente imutável, não sofre mudança alguma, mesmo em aspectos tomados como não sendo essenciais. Entre, ah, e absolutamente atemporal, ou seja, ele não passa a ser temporal, nem mesmo depois da criação. Ou seja, ele é atemporal antes e depois da criação. Ok? Esse modelo geralmente é endossado por teístas cristãos, católicos, ok? E islâmicos e judeus, ok? É um modelo padrão, se enquadra no teísmo tradicional, esse modelo aqui. Mas tem um outro modelo que também faz parte do que a gente consegue como teísmo tradicional, que geralmente é endossado inclusive no senso comum, ok? Que é o teísmo neoclássico. Ah, o que que é teísmo neoclássico? É a posição de que existe um único Deus, ou seja, monoteísmo. E que esse Deus possui todos os atributos Omni, onisciência, onipotência, onibenevolência, mas não possuem um ou mais dos quatro atributos compartilhados pelo teísmo clássico, aqueles atributos adicionais, né? Que eu mencionei. Ah, em sua Deus pode ser composto de partes metafísicas e ou pode sofrer mudanças em propriedades ou ou aspectos não essenciais, como por exemplo, nas suas emoções, ok? As emoções dele podem ser, eh, proporcionais à situação que ele presencia, né? Das suas criações, etc., né? E dos seres pessoais criados, etc., né? Ah, ele pode se tornar temporal ao interagir com suas criações, ou seja, tal como, por exemplo, na ressurreição ou, enfim, na, na encarnação de Cristo, né? Por exemplo, né? Hã, e também na realização de milagres, né? Ou coisas do gênero, né? Com fenômenos sobrenaturais e etc., né? Das quais envolvem uma atuação dele em um determinado momento do tempo. Eh, ele pode ser afetado emocionalmente, como eu disse antes, né? Ou seja, ele não é impassível igual no outro modelo. Ah, ele pode se comover com as situações, né? Dos seres pessoais na terra, né? O sofrimento e tudo mais, né? Então, ele pode ser proporcionalmente ali, eh, comovido, né? Ter certas emoções. Não é um motor imóvel, ele pode ser comovido, né? De acordo com a situação das suas criaturas, né? Das suas criações. Então, esses são conceitos relevantes, né? Esses dois modelos são basicamente do teísmo tradicional, que a gente chama de teísmo tradicional, e geralmente endossado por cristãos, né? Então, vamos lá.

Dev: Agora, o que que é o teísmo cristão? É a posição de que existe Deus com todos os Omni e atributos, não importando qual daqueles dois modelos sejam, que se encarnou na figura de Jesus e que deu sua vida em sacrifício pela redenção dos homens, pelos nossos pecados, e que revelou seus ensinamentos, principalmente morais. Aqui é importante deixar claro, principalmente morais, através dos textos religiosos presentes no cânone bíblico, inspirados divinamente por Deus, né? Ah, e aqui também tem a, a noção, né? Da doutrina da inerrância bíblica, né? E aqui a gente vai, pode ter algumas compreensões diferentes, mas a gente pode compreender da seguinte modo, né? Compreendendo que é um termo que pode não significar uma única coisa. Aqui por inerrância bíblica, quero dizer que todas as passagens bíblicas, sem exceção, são de inspiração e ou permissão de Deus. Não há passagem alguma na Bíblia que esteja presente ali sem que seja pela vontade de Deus. Nenhuma passagem está na Bíblia por mera conveniência ou capricho humano, tá? Então, vamos lá. Vamos lá.

Dev: Agora, conceitos relevantes em filosofia moral para essa discussão. Agora a gente vai entrar em filosofia moral, tá? Realismo moral. O que que é o realismo moral? Na filosofia moral, dada a variedade de visões realistas em relação à moralidade, aqui o que eu me refiro ao contexto mais geral da existência de valores e fatos morais que são objetivamente bons e verdadeiros, independentemente do que alguma sociedade ou indivíduo em qualquer época ou circunstância possam eventualmente pensar, ok? E aqui vem uma outra, uma outra noção interessante, né? Que é tratada na, na metaética, né? Que é a teoria do comando divino, né? Ou teoria do comando divino modificada, né? Tem novas versões que evitam o dilema de Eutífron, né? Contemporaneamente. Eh, aqui me refiro à crença de que Deus, em sua necessariamente imutável, absoluta perfeição, ah, moral, expressa através de sua natureza e ou suas ações e comandos, a última necessária e suficiente fundamentação. O que critera torna verdadeira ou justifica a objetividade moral dos valores morais objetivamente bons e dos fatos morais ou objetivamente verdadeiros, independentemente de ponderações condicionais influentes de qualquer aspecto empírico coletivo relativo a uma cultura ou individual relativo a um sujeito específico. Ou seja, aquilo que é certo, independente de certos sujeitos, da atitude de certos sujeitos específicos, né? E que é fundado em Deus. Tem esse, esse tipo de perspectiva, geralmente é endossada por, por protestantes em grande maioria, principalmente na tradição analítica da filosofia da religião, mas também pode ter ali no caso, alguns outros grupos, né? Que podem endossar esse tipo de visão, né? Inclusive teístas islâmicos, etc. Eh, e geralmente católicos rejeitam isso, endossam uma forma de teoria de lei moral natural, né? Que eu não vou entrar aqui nos detalhes, mas é, ainda assim, nela o papel dos comandos de Deus são autoritativos e refletem a natureza de Deus. Então, portanto, se você é um teórico da lei natural, na lei moral natural, se você é um teórico de um comando divino, não importa, o argumento vai servir para você.

Dev: E aqui chegamos nos dois argumentos que eu vou apresentar e vou defender nessa live, ok? O primeiro argumento é uma versão dedutiva lógica do argumento em questão, que é o argumento a partir dos comandos divinos aparentemente abomináveis contra a existência do Deus cristão, ou seja, do teísmo cristão. Então, vamos lá. Premissa um: Se o Deus cristão existe, então ele é moralmente perfeito. Premissa condicional, né? Premissa dois: Deus cristão existe. Premissa afirmada para redução ao absurdo, né? Nós vamos reduzir ao absurdo, ah, aqui, né? Através desse argumento. Conclusão um: Logo, Deus cristão é moralmente perfeito, via modus ponens, né? Ou seja, afirmação do antecedente de conjunções da premissa um e dois. Premissa três: Se Deus cristão não é moralmente perfeito, então ele teria querido, né? Ou quereria, e revelar seus ensinamentos morais para seres pessoais e imperfeitos. Premissa condicional. Premissa quatro: Deus cristão é moralmente perfeito, né? Premissa afirmativa. Conclusão dois: Logo, o Deus cristão quis revelar seus ensinamentos morais para seres pessoais imperfeitos, via modus ponens, né? Conjunção ali de P3 e P4, né? Ah, premissa cinco: Se o Deus cristão quis revelar seus ensinamentos morais a seres pessoais imperfeitos, então ele o fez através da Bíblia. Premissa condicional. Premissa seis: Deus cristão revelou seus ensinamentos morais a seres pessoais imperfeitos. Premissa afirmativa. Conclusão três, né? Eh, logo, o Deus cristão revelou seus ensinamentos morais através da Bíblia, via modus ponens de premissa cinco e seis, né? Premissa sete: Se o Deus cristão revelou seus ensinamentos morais através da Bíblia, então não há comandos divinos moralmente abomináveis descritos nela. Premissa condicional. Premissa oito: Há comandos divinos moralmente abomináveis descritos nela. Premissa ali afirmada, né? Conclusão quatro, né? Ah, logo, Deus não revelou seus ensinamentos morais através da Bíblia, via modus ponens de premissa sete e premissa oito. Conclusão cinco: Deus cristão, né? Deus cristão não existe, redução ao absurdo de conjunção de premissa dois, conclusão três, conclusão quatro. Então, o nosso argumento, ele tem cinco conclusões e oito premissas.

Dev: Vamos agora para outro argumento, né? O outro argumento principal, argumento ali a, a versão indutiva evidencial do argumento. Premissa um: Deus cristão jamais permitiria a existência de comandos divinos moralmente abomináveis nos textos religiosos revelados na Bíblia. Premissa. Premissa dois: Há escritos religiosos na Bíblia que ilustram comandos divinos aparentemente moralmente abomináveis. Premissa assumida, pois não conseguimos localizar razões moralmente suficientes justificadoras, ah, para Deus ter revelado tais comandos em tais passagens de tal modo, de tal modo. Há outros modos de se revelar comandos divinos parecidos, mas não tão abomináveis, né? Abomináveis. Conclusão C1: Ah, provavelmente há comandos divinos moralmente abomináveis na Bíblia. Premissa um e premissa dois. E a conclusão dois é: Provavelmente Deus cristão não existe, de conjunção de premissa um e conclusão. Ok? Então, essas são as, os argumentos que eu apresentarei. E as duas premissas mais controversas são a premissa oito do argumento dedutivo e a premissa dois do argumento indutivo, né? E aqui nós vamos suportar, né? Fornecer algum suporte para elas. Aqui eu vou trazer um texto, né? Do filósofo ateísta e naturalista Wesley Morrison, ou Wesley Morrison, que é um filósofo da religião ateísta que debateu inclusive com o William Lane Craig aí, e principalmente fez escritos junto com o Alex Ompass em debate contra o Craig, ok? Então, vamos lá. Chamar mesmo aqui esses textos, né? Esses textos aparentemente moralmente abomináveis de "textos de terror", né? Ah, tal como ilustrado pelo Morrison. E esse texto, né? Que eu, que eu tô me baseando do Wesley Morrison, é do "The Black Problem of Evil", editado por Daniel Hor Sneider, Justin Mc. Ok? Então, Morrison diz o seguinte: "Abre aspas. Entre as passagens mais preocupantes estão aquelas em que Deus é representado ordenando o extermínio de um grande número de pessoas. Em Deuteronômio, Moisés diz que o Deus de Israel ordena que ele aniquile os heteus, os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus e os jebuseus (Deuteronômio 20:17). Não lhes mostrar misericórdia (Deuteronômio 7:2) e não deixar nada que respire permanecer vivo (Deuteronômio 20:16). Em outra passagem moralmente perturbadora, o profeta Samuel diz ao Rei Saul que Deus lhe ordena que aniquile os amalequitas. Não os poupe, de Samuel, mas mate homem e mulher, criança e bebê, boi e ovelha, camelo e jumento (Primeiro Samuel 15:3). Por uma questão de brevidade, referi frequentemente esses textos como textos de terror." Fecha aspas.

Dev: Agora, vamos lá. Ah, Morrison também diz o seguinte: "Abre aspas. É digno de nota que estas passagens ocorrem entre citações do discurso de despedida de Moisés em Deuteronômio e do relato de Samuel sobre o que o Senhor havia dito que o Rei Saul deveria fazer. Isto pode parecer abrir a possibilidade de que a Bíblia represente com precisão o que Moisés e Samuel disseram, mas eles entenderam mal o que Deus queria, ah, que os israelitas fizessem. Seria então enganoso dizer simplesmente que esses horríveis mandamentos divinos estão presentes no registro bíblico. O que está inegavelmente presente no registro é apenas que Moisés e Samuel disseram que Deus havia ordenado tais coisas, né? O que devemos fazer com essa sugestão?" E o que que Morrison, ele responde para isso, né? Com essa sugestão? "Comecemos com as passagens de Deuteronômio. Elas, eles foram extraídos de um longo discurso que inclui uma repetição de 10 mandamentos, do Shemá, 'Ouve, ó Israel', e muitas outras passagens favoritas também. Celebra vitórias. Olha aqui, é importante deixar isso aqui claro, porque isso vai servir para os outros, os outros pontos posteriores, tá? Eh, celebra vitórias em batalhas passadas nas quais os israelitas destruíram, entre aspas, a todos, matando homens, mulheres, homens, mulheres e crianças (Deuteronômio 23:4, 33:3, 6-7), né? Ah, Moisés diz que eles conseguiram fazer isso porque 'o Senhor nos entregou', entre aspas, (Deuteronômio 33). Isto nos parece ruim, mas parece não ter incomodado os autores, os autores de Deuteronômio, que não contém uma palavra de crítica a nada do que Moisés diz nos discursos de despedida e conclui com maior elogio a Moisés: 'Nunca mais houve surgiu em Israel um profeta semelhante a Moisés, a quem o Senhor conhecia face a face. Ele era inigualável em todos os sinais e maravilhas que o Senhor o enviou para realizar' (Deuteronômio 34:10-11). Seria natural concluir que Deuteronômio endossa implicitamente tudo que Moisés disse ao povo em seu discurso de despedida." Fecha aspas.

Dev: Vamos lá. Morrison prossegue dizendo o seguinte: "Abre aspas. Mas e o caso de Samuel? Ele também é apresentado como profeta autêntico que tem um relacionamento muito próximo com Deus (ver especialmente Primeiro Samuel 3:19-4:1), ali, né? Ah, em Primeiro Samuel 15, a implicação clara é que Samuel estava transmitindo uma mensagem que havia recebido do Senhor. Considere, por exemplo, que está escrito sobre a falha do Rei Saul em obedecer a letra desta ordem, em vez de destruir tudo e todos. Saul traz de volta o melhor dos animais e o rei dos amalequitas acorrentado. Neste ponto da narrativa, o texto não cita apenas Samuel, a palavra do Senhor veio a Samuel, diz: 'Lamento ter feito Saul rei, porque ele deixou de me seguir e não cumpriu as minhas ordens' (Primeiro Samuel 15:10). Ah, dado o contexto imediato, as ordens aqui mencionadas devem incluir aquelas transmitidas por Samuel com respeito aos amalequitas (Primeiro Samuel 15:3). Portanto, também neste caso, o texto não coloca distância entre Deus e as ordens horríveis atribuídas a ele por um profeta de confiança." Fecha aspas. Ó, todas as citações bíblicas foram retiradas de Daniel Revised Standard Version, né? Aqui da divisão de educação cristã no Conselho Nacional das Igrejas de Cristo dos Estados Unidos da América. Tá? Então, é basicamente isso. E aqui nós listamos algumas estratégias possíveis para o nosso colega Banzoli, né? Pro nosso amigo Banzoli. Ele pode ter, no caso, algumas estratégias comuns que o Morrison cita, né? Ou talvez até uma outra distinta que talvez a gente veja aqui ele expondo, né? Que eu imagino que ele virá. Estratégias para lidar com os textos de terror. Três estratégias principais endossadas por filósofos, por alguns filósofos cristãos e apologistas protestantes e católicos de renome acadêmico, né? Apontadas por Morrison. Então, a primeira estratégia é o quê? Considerar o raciocínio bíblico pelo seu valor de face, seu valor nominal, tal como realmente está comandando ali, tal como realmente está descrito ali, e tentar mostrar que ele é inteiramente aceitável, tal como está. Essa é a via do Richard Swinburne, né? Ah, dois, especular sobre as razões aceitáveis além das mencionadas no texto, né? Ali, eh, em questão, né? É a estratégia da filósofa católica Eleonore Stump, né? Aquela que tá na imagem ali em cima, ok? Ah, três, argumentar que os seres humanos não podem saber o suficiente para se justificarem na rejeição destes textos moralmente preocupantes, né? Que ali a estratégia do Murphy e do Alvin Plantinga, o Alvin Plantinga, você já conhecem esse grandão aí que tá na foto, né? Sorrindo. E, e o outro ali de baixo é o Richard Swinburne. Então, fica aqui a critério de Lucas, Banzoli, Luís, quais das premissas dos dois argumentos, lógico e evidencial, ele deseja atacar e justificar racionalmente sua rejeição das premissas atacadas. E aqui eu passo a minha vez para o querido.

Dev: Você tá falando, meu amigo Galvão. Lucas, você ainda tem 6 minutos. Vai passar. Tem 6 minutos. Tem 6 minutos. Então, pode passar pro Banzoli. Pode passar.

Dev: Beleza. Deixa só agora colocar os 20 minutos do Banzoli. Coloca 26. Depois você precisa de algum tempo, você é como se tivesse 6 minutos de crédito. Beleza? Pode ser também. Pode ser, mas não tenho problema em passar para ele. É, eu acho que não deveria dar tempo para outras fases, porque aí vai ter mais tempo para refutar, né? No caso, seria uma vantagem. Beleza, beleza. Se ele quiser usar, usa agora. Acho que não. Tranquilo. Então, eu passo pro Banzoli. Então, faz uso dos 26 minutos. Pode usar. Eu só uso 20. Eu não vou usar mais que mais que 20. Você vai compartilhar algum slide? Tem vários slides aqui. Se puder colocar tela, coloca desse jeito que você colocou com David, colocando na lateral, que aí vai dar para aparecer o slide inteiro, certo? Tranquilo, tranquilo. Tá só. E pode colocar, por favor, você mandou para mim? É, tá aí. Compartilhar tela. Eu tô compartilhando tela inteira. Depois coloco o slide daí. Ah, certo. A embaixo. Isso. Ah, bom, só para avisar antes de contar meu tempo, que eu não vou contra argumentar a introdução dele, tá? A introdução não se refuta. Introdução, a gente primeiro faz a introdução. Depois, quando a gente tem uma réplica, a gente refuta o que foi argumentado ali. Então, né, se primeiro que eu vou só apenas, eh, tratar daquilo que eu já tinha a preparado aqui, né? Para falar, certo? Pode contar meu tempo, então, Galvão.

Banzoli: Bom, primeiro lugar, o ônus da prova aqui tá com eles, né? Porque se o texto é sobre os, os textos abomináveis, a Bíblia refuta a existência de Deus, então aqui eu acho que até o David concorda sobre isso, que, ah, a premissa tá com ele, o ônus da prova tá com ele, né? Ele primeiro tem que provar a premissa de que a Bíblia tem versículos abomináveis. Aí a gente viu aqui, ele citar, eu anotei aqui, tem dois versículos bíblicos basicamente que ele citou apenas, né? Eu esperava vir, eu me preparei para uma pancada, uma porrada de textos bíblicos, né? Mas veio só dois. E dois que eu já tinha tratado bastante extensivamente, inclusive no meu debate anterior com o Vinícius, e fiz uma live de 3 horas só sobre esses versículos. Mas tudo bem, vamos tratar mais adiante aqui no debate. E também a conclusão aqui, ele fez a conclusão de que refuta a existência de Deus, não Deus cristão, só que o tema do, da, do debate era ser refutar Deus, não Deus cristão, né? Mas tudo bem, vamos considerar que é o Deus cristão, a gente dá essa colher de chá. Bom, primeiro, então, a gente vai ver o seguinte, eu estava vendo as lives dele para ver o que ele tem a dizer sobre isso. Teve uma live que ele fez com o Alexandre de Moraes, não Carequinha, é outro que ele, um cara aí perguntou para ele: "David, se você rejeita o Deus da Bíblia, eu devo presumir que você leu toda a Bíblia?" Certo? Aí ele respondeu: "Errado, errado. Não tem coisa mais distante da realidade do que isso. Eu não li toda a Bíblia, mas eu li algumas partes dela." Aí tá ali o tempo, se você quiser ver. Só que outra live que ele fez na mesma época, ele comentou o seguinte: "Isso", ele apontou para a Bíblia, né? Aquela mesa que ele não leu. Ele disse: "Isso tudo é o ponto da Carochinha da idade do Bronze, que não serve para nada, não tem nada de útil aqui, pelo menos não do ponto de vista moral, pelo menos, ou coisas relevantes para a sua vivência agora." Eu gostaria de saber, né, como que alguém pode estar tão convicto assim, né? Que eu tenho nada de útil na Bíblia, se nem leu a Bíblia, né? Aí é meio complicado. Acho que para um debate como esse é fundamental não saber apenas filosofia, mas também a Bíblia, porque a premissa depende dos textos bíblicos, né? E é justamente pela leitura da Bíblia que a gente vai ver que não apenas não tem versículos abomináveis, como também ela vai, eh, ter muitos versículos que vai mostrar que ela, ela própria serviu de fundamento moral para ter o maior salto de revolução moral da história do mundo. E, ok, eu sei que a afirmação parece muito grandiosa no primeiro momento, eh, mas eu vou mostrar aqui todas as provas disso. Deuteronômio 12:29 a 31 vai mostrar o seguinte aqui. Vou mostrar como é que funcionava um na época e o que que aconteceu depois que a Bíblia mudou esse panorama, né? Mas diz o seguinte: "Tenham cuidado para não serem enganados e para não se interessarem pelos deuses delas, dizendo: 'Como essas nações servem os seus deuses? Faremos o mesmo'. Não adore o Senhor, o seu Deus, como fazem essas nações, porque ao adorarem os seus deuses, elas fazem todo tipo de coisas repugnantes que o Senhor odeia, como queimar seus filhos e filhas do fogo em sacrifício aos seus deuses." Isso daqui, eh, hoje em dia, a gente pensa: "Ó, quem ia fazer uma coisa dessas?" A gente não vê ninguém fazendo isso. A gente vê macumbeiro matando galinha, né? Mas a gente não vê alguém matando pessoas humanas, né? Crianças e tudo mais, né? Sacrifício infantil. Mas naquela época era extremamente comum. Grande parte dos povos faziam isso. Tem uns exemplos aqui, né? Egípcios, gregos, romanos, cartagineses, astecas, mais fistos, e essa lista vai longe, né? Tá aqui, tem outros até que nem tá na tela, né? E a Bíblia é completamente contra esse tipo de atitude. E foi em grande parte devido ao fato da Bíblia ser contra que, a partir do momento em que a Bíblia passou, né, a ser o livro usado como base, não existiu mais sacrifício martil. Você não vê mais sacrifício martil nos países cristãos, né? Não, não apenas hoje, mas todos os tempos.

Banzoli: Ah, aqui vai ter outra questão importante. Parece a mesma coisa, mas não é, que é sobre infanticídio. Independentemente de sacrificar deuses pagãos ou não, o fato é que no mundo antigo os pais, eles tinham o direito legal de simplesmente matar, rejeitar a criança, se eles quisessem, né? Eles não precisavam ter uma criança se eles não quisessem. Aqui eu nem tô falando de aborto, tá? Não vou entrar nessa discussão aqui. Eu tô falando de uma criança que já tinha nascido, aí o pai fala: "Não, não quero saber, eu não quero saber dela." Ele simplesmente, ah, eles chamavam de ejetar, né? O que que é ejetar a criança, né? Ele fala o seguinte: "Não vou reconhecer." Eu tô ouvindo alguém, não sei se é o Galvão, se é o David. Se pudessem ligar, por favor, que eu tô ouvindo um barulho aqui, um pouco chato. Ah, e aí o seguinte, falou o seguinte, ele pode reconhecer a criança no ato de nascimento ou rejeitá-la, né? O que que é esse de rejeitar, né? Ele poderia ou matar, ou simplesmente, ah, vou deixar, vou dar para alguém, ou pode simplesmente deixar para morrer. E tem escritores naquela época que vão dizer que essas crianças, bebês, né? Que eram rejeitados, eles raramente sobreviviam, né? Então, você vê que era um problema muito comum. Eu não sei se tem aqui, mas tem no meu livro, né? O livro mais recente que eu escrevi, chamada "História da Misoginia", tem várias citações ali que eu mostro que, né, na, na lá em Roma e na Grécia, principalmente esses dois lugares, mas não limitado a eles, você vê que as próprias pessoas toda hora ouvia um choro de bebês gritando porque chorando por causa justamente de serem abandonados aí, né? E a grande maioria das pessoas não ligavam para eles, não adotavam, não pegava eles para si, né? Não tinha essa compaixão que a gente tem hoje, porque, ah, isso é o direito que eles têm, então deixa ele morrer mesmo, né? Ah, infelizmente, era a forma que vigorava na época. E aí você vai para a Bíblia e você vê, olha como contraste, que a Bíblia tem um contraste moral em relação a essa visão que predominava no mundo antigo, né? Ah, ah, só um, um apontamento aqui, né? Ainda sobre infanticídio, tem, eh, eu mostro isso no meu livro, né? Historiadores que falam que nos cemitérios da época, eles encontravam muito mais homens do que mulheres, por quê? Porque tinha muito mais homens do que mulheres naquela época. Claro que não, porque as mulheres, eles matavam antes. Eles viam que nasceu uma mulher, eles não gostavam que nascesse uma mulher, eles eram misóginos, né? E aí eles simplesmente rejeitavam, né? Rejeitavam e elas morriam, nem chegava à idade adulta, né? E aí, olha como é que vem, a gente vai na Bíblia, olha como é que a Bíblia vai falar sobre isso, né? Êxodo 21:22-23: "Se homens esbarram e ferem uma mulher grávida e ela dá à luz prematuramente, não havendo, porém, nenhum dano sério, o ofensor pagará a indenização que o marido daquela mulher exigir, conforme a determinação dos juízes. Mas se houver danos graves, apenas será vida por vida." Ou seja, mesmo um homem adulto que ferisse a mulher grávida a ponto dela perder o feto dela, mesmo por essa perda do feto, ela nem tinha nascido ainda, já era vida por vida, o Ceará tinha que pagar com a vida, já era considerado assassinato. Então, até a vida dentro do, dentro do ventre, já era valorizada, né? Já era considerada sagrada, porque na visão cristã, todo judaico-cristão, todos nós fomos criados em imagem e semelhança de Deus. Eles não tinham essa visão do paganismo, né? Então, que Cristo falavam: "Ah, nasceu, eu posso matar, né? Posso matar no peito da mãe, posso matar depois que nasce." Até mesmo tem vários historiadores que falam que mesmo depois de crescido e tal, se eles quisessem matar o filho, eles tinham esse direito em Roma, né? Principalmente. Ah, e a Bíblia é completamente o contrário, né? Até a vida mesmo do ventre da mãe já é, é considerada sagrada, né? E não existia, não existe relato de infanticídio, né? Entre judeus ou entre cristãos.

Banzoli: Isso aqui é uma prática muito conhecida, acho que muita gente já deve ter ouvido falar, uma prática indiana conhecida como Sati, né? Que que era esse Sati? Vocês estão vendo aí na tela que uma mulher queimando aí, né? Pegando fogo, né? Eh, deixa eu só tomar uma água aqui, pera aí. Uma abata que é um dos livros sagrados deles, vocês vão dizer o seguinte: "Este é, de fato, o dever mais alto e eterno de uma mulher que, por sacrificar sua vida, ela procura o leito de seu marido. Tal ato feito por mim te dará, te fará feliz e me trará fama neste mundo e cidade eterna na vida após a morte." Aí vai ter outros vários textos aqui, eu não vou ler todos eles, senão vai ficar muito tempo aqui, eu só tenho 20 minutos, né? Aqui, mas por exemplo, eu declaro desse dia em diante com uma regra que toda mulher terá que aderir a um marido pela duração da sua vida. Esteja o marido vivo ou morto, não será lícito para a mulher ter relação com outro. E aqui vai ter outros textos que eu vou falar, né? Que as mulheres não servem para nenhum propósito quando seus maridos estão mortos. Então, eles incentivavam literalmente eles se jogarem nas chamas, né? Eles estavam seguindo o exemplo de uma deusa com o mesmo nome, né? Deusa chamada Sati, que ela, quando o marido dela morreu, eles falam o seguinte: "Ó, eu não sirvo para nada enquanto estou vivo, então eu vou me matar, vou lançar-me nas chamas para não ser uma vergonha para os meus pais", porque era considerado uma vergonha que elas que elas continuassem vivas, né? Sem o marido. Olha que coisa absurda, né? E aí a gente vai na Bíblia e a gente vai ver o seguinte, olha, olha a diferença, né? No teatro, por causa dos vivos. Só para fazer um apontamento aqui, eu pesquisei no meu livro sobre o tema que eu já falei. Ah, eu pesquisei e eu descobri que, embora em outras culturas eles não matassem as viúvas, também era extremamente cruéis com as viúvas, né? Na China, por exemplo, nem Roma, Grécia, eles também, eles proibiam que a viúva se casasse de novo, né? Eles não falavam literalmente que ela tinha que se matar, mas praticamente diziam isso na prática, né? E a gente vê na Bíblia que a visão é completamente oposta a essa, né? Vamos ver o que Paulo, por exemplo, vai dizer: "Pela lei, a mulher casada está ligada ao seu marido enquanto ele estiver vivo, mas se o marido morrer, ela estará livre da lei do casamento. Por isso, se ela se casar com outro homem, quando seu marido estiver vivo, será considerada adúltera. Mas se o marido morrer, ela estará livre daquela lei e mesmo que venha se casar com outro homem, não será adúltera." E aí vai ter outros. Essa aqui, cara, vai pra Bíblia online e digita lá "viúva", dá um enter ali, você vai ver, cara, vai ter centenas de textos bíblicos falando que o Senhor, ah, ajuda as viúvas, protege as viúvas, fala para ajudar as viúvas. Todas as vezes que as viúvas aparecem na Bíblia, Deus enaltecendo elas para ajudar elas e tudo mais, porque sabia que era uma parte frágil da sociedade, exatamente o oposto do mundo da época, do mundo antigo, né? Salmo 146 vai dizer, por exemplo: "O Senhor protege o estrangeiro e sustenta o órfão e a viúva, mas frustra o propósito dos ímpios." Né? Mais uma coisa aqui interessantíssima, tá? Outra coisa que hoje em dia ninguém iria acreditar se soubesse, mas no mundo antigo era extremamente comum eles matarem o filho de alguém pelos pecados do pai. O Código de Ur-Nammu, dos babilônicos, né? Um pouco antes da Bíblia, ele vai dizer o seguinte: "Se o arquiteto constrói para alguém e não faz solidamente e a casa que ele construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto. Se fere de morte o filho do proprietário, deverá ser morto o filho do arquiteto." Olha que interessante, né? Em vez de matar o arquiteto, matava o filho do arquiteto que não tinha nada a ver com isso, por causa do pecado do pai, né? E ainda o Paul Ca, livro excelente, né? Que serve muito para, para esse, para essa discussão, ele vai dizer que as leis da Síria puniam não o estuprador, mas a esposa do estuprador e permitiam que ela fosse estuprada por uma gangue, né? Essa era a moral da época. O Código de Assur, que também era dos assírios, né? Vai dizer: "Se uma mulher estiver morando na casa do pai, mas foi dada ao marido, quer ela tenha sido levada para, para casa do marido ou não, todas as dívidas, delitos e crimes do marido, ela deverá suportar como se ela também os tivesse cometido. Da mesma forma, se ela tiver morando com seu marido, todos os crimes dele, ela também suportará." Então, olha que coisa absurda, né? As próprias mulheres, filhos e tudo mais, pagavam pelos erros do, do marido, né? Do pai, no caso também, né? Do homem, do chefe do lar. Olha que coisa. E olha, gente, vai ver na Bíblia, ela rompeu com esse padrão do mundo antigo. Olha o que vai dizer Deuteronômio: "Os pais não serão mortos em lugar dos filhos, nem os filhos em lugar dos pais. Cada um morrerá pelo seu próprio pecado." O rei Jeoás, ele tinha o, o pai dele que era rei também, evidentemente, tinha sido assassinado. E quando ele assumiu, olha o que esse bíblia vai dizer: "Quando sentiu que tinha o reinado sobre seu pleno controle, mandou executar os oficiais que haviam assassinado o seu pai. Contudo, não matou os filhos dos assassinos, de acordo com o que está escrito no livro da lei de Moisés, onde o Senhor diz: 'Os pais não morrerão no lugar dos filhos, nem os filhos no lugar dos pais. Cada um morrerá pelo próprio pecado.'" Então, a gente vê mais um ponto onde a lei, imagina se a gente tivesse até hoje, né? Matando gente, seu pai cometeu crime, aí você é morto, né? Ah, se você, se isso não acontece, agradeça sobretudo a Bíblia, que é um livro que rompeu com essa tradição. Teria isso aqui, como eu falei, tem o livro inteiro só sobre isso. Teria poderia citar aqui milhares de citações, mas reservei apenas algumas aqui por questão de tempo, né? O Código de Assur, mais uma vez, lei dos assírios, ele vai dizer o seguinte: "O homem pode bater em sua esposa, puxar seus cabelos, machucar ou furar sua orelha. Ele não comete nenhum crime com isso." E vai dizer outra parte: "As prostitutas e as servas com velas terão suas roupas apreendidas e 50 golpes infligidos sobre elas e betume derramado em suas cabeças." Olha que coisa, né? Bem pior que a lei até do, do dos jihadistas muçulmanos lá, né? E, e o Código de Manu, para, para sair da Ásia, né? Para alguém que acha que nos outros lugares era melhor, no meu livro eu provo que era assim em todo lugar, né? Ah, o Código de Manu é o código indiano, né? Ah, ele vai dizer o seguinte: "Uma mulher está sob a guarda do seu pai durante a infância, sob a guarda do seu marido durante a juventude e sob a guarda dos seus filhos na sua velhice. Ela não deve jamais conduzir-se à sua vontade." Em outro lugar vai dizer o seguinte, isso aqui é o Livro das Mutações, é o livro chinês, né? Da tradução da tradição budista. A mulher deve sempre seguir a vontade do dono da casa, seja o pai, o esposo ou filho mais velho. O lugar dela é dentro de casa. Se até o filho, a mulher, ela estava tão abaixo, né? Que ela tinha que sujeitar até o filho, né? Vocês têm uma ideia. O Código Tang, também da China, mas no período posterior, lá na Idade Média chinesa, mas diz o seguinte: "Não deve ser permitido que uma mulher caminhe sozinha nas ruas e se ela tiver que sair, deve usar um véu para cobrir o rosto. Não é adequado que ela fale com o homem que não seja o seu parente próximo." E o Papa Aristóteles vai dizer que a mulher é um macho deformado. O David sabe bastante disso, porque ele é bastante ligado a essa questão de filosofia. Na China, ainda, a gente vai ter a tradição, essa tradição aqui, ela durou até o século XIX, né? Na verdade, perdão, ela durou até o início do século XX, que é dos pés de lótus. Vocês estão vendo aqui nas imagens que os pés delas estão todos deformados, né? Como vocês podem perceber, tem, elas tinham pés enfaixados que nem vocês conseguem ver aí, e esses pés enfaixados literalmente deformam os pés delas, né? Elas colocavam isso daí desde os 7 anos de idade e elas só podiam tirar depois de ficar adulta, já, né? Uma coisa absurda, eles literalmente mutilavam os pés delas para agradar um senso de estética bastante bizarro, fetichista dos chineses, né? Dos homens chineses lá, né? Então, você percebe, né? A a situação que chegava naquela época, né? Essa prática absolutamente desumana. No livro mostra, eh, crianças, né? Ah, que foram, quer dizer, todas as mulheres chinesas se submeteram a isso. E eu mostro relatos de mulheres do século XX ainda que tinham sofrido esse tipo de coisa e tinham conseguido se libertar disso e narrar todo o sofrimento delas. Uma coisa terrível, né? Causava um enorme sofrimento ter os pés delas amarrados dessa forma. Elas não conseguiam andar, colocar o pé no chão já doía pra caramba, era uma coisa horrível, absurda, né? Literalmente deformaram os pés delas. Essa prática só acabou justamente por causa da pressão dos missionários cristãos do século XIX, né? Foram eles que criaram a sociedade mais antiga anti-enfaixamento, que foi formada lá em Shanghai em 1874, e o movimento da temperança cristã da mulher em 1883. E na Bíblia, como é que a Bíblia trata a mulher, né? Efésios 5:25: "Maridos, amem as suas mulheres, assim como Cristo amou a sua igreja e entregou-se a si mesmo por ela." Ou seja, os maridos têm que amar as mulheres de forma sacrificial, a ponto de dar a vida por elas, né? Ou seja, é exatamente o contrário do que estava na Índia, por exemplo, que a mulher tinha que sacrificar pelo homem, né? Se matar, né? Nas chamas, porque ela não servia para nada depois que o marido morre. Aqui, ao contrário, o marido que tem que entregar a vida por ela, né? Se preciso for, exatamente o mesmo que Cristo fez pela igreja. Olha o nível que ele coloca aqui, né? Primeira Pedro 3:7 vai dizer: "Do mesmo modo, vocês maridos, sejam sábios ao conviverem com as suas mulheres e tratem-nas com honra como a parte mais frágil e como herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas em suas orações." Ter a mulher tratada com honra, né? Ah, Provérbios 1:10, o capítulo que fala da mulher virtuosa, a esposa exemplar. Feliz quem encontrar! É muito mais valiosa que os rubis. Aí, para aqueles que dizem que na Bíblia a mulher tem que ficar em casa, não pode sair de casa, tipo que como está no Corão, né? A gente vai ver Provérbios, olha o que ele vai dizer o seguinte, né? "Como os navios mercantes, ela traz de longe as suas provisões. Antes de clarear o dia, ela se levanta, prepara comida para todas de sua casa e dá tarefas para suas servas. Ela avalia o campo e o compra com o que ganha, planta uma vinha." Ou seja, além de tudo, ela podia negociar, ela podia fazer compras fora, ela podia, eh, trabalhar fora, ela era uma mulher ativa na sociedade, o contrário daquilo que muitos ultratradicionalistas afirmam que a mulher tem que ser, até hoje, né? Exatamente o contrário daquilo que a gente vê na Grécia, né? As mulheres ficavam trancafiadas em casa, não podiam sair. Em Roma, elas podiam sair um pouco mais, eles também, eh, ficavam trancafiadas a maior parte do tempo. E em Israel, não, ao contrário, né? Você vê, os próprios evangelhos, mulheres saindo para lá e para cá o tempo inteiro, né? Não tinha nada disso. Gálatas 3:28 vai dizer: "Não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, homem nem mulher. Todos são um em Cristo Jesus." É o contrário da lógica do mundo antigo, que o homem era superior, depois você tinha mulher como inferior, né? E depois um animal, né? Ah, bom, aqui esse daqui também é extremamente importante, né? Esse do 23:12, todo mundo sabe que vai falar da guarda do sábado. Eu não sou sabatista, eu não tô entrando na discussão se o sábado tem que ser guardado domingo, isso aquilo, não é essa discussão. No meu livro explico melhor essa questão.

Mas olha que interessante que ele vai falar, né? Em seis dias, façam os seus trabalhos, mas o sétimo não trabalhe, para que o seu boi e o seu jumento possam descansar e o seu escravo estrangeiro não, eh, renovem, perdão, as forças. Eu encontrei uma coisa que eu não sabia, honestamente, eu não sabia disso, que antes disso, antes da época da Bíblia, não existia o dia semanal de descanso, né? Isso é uma coisa muito curiosa. Você vê em alguns ritos, tem umas, eh, dias festivos, né? Por exemplo, mesopotâmicos, eles tinham o dia de Lua Nova, que era um dia importante para eles, eles iam fazer festa e não trabalhavam, mas era uma coisa esporádica. Que eu ali, né? Isso significa que eles frequentemente trabalhavam durante a semana inteira, por um mês inteiro. Imagina você. Hoje em dia, já existem inúmeros estudos científicos que provam que a gente precisa de pelo menos um dia de descanso, né? Algo necessário, né? Psicologicamente, emocionalmente, fisicamente, inclusive, né? Ah, e naquela época, ninguém sabia disso. Ele não trabalhava, né? Sem cessar, né? Que nem um maluco. E a primeira vez que a gente vai ver alguém colocar um dia semanal de descanso é justamente na Bíblia, porque Deus entendia que essa necessidade humana, né? E ela que ele vai falar, não é só os reis, os os os ricos, os nobres, não. Eles falam para que o seu boi, seu jumento, até mesmo o escravo e o estrangeiro que lhe dão as forças, né? Ou seja, justamente as classes mais favorecidas que tinham menos recursos, né? Condições naquela época. É uma coisa realmente revolucionária, como eu falei lá no início, né? Se não fosse pela Bíblia, a gente teria até hoje trabalhando aí sete dias sem parar, né?

Golpes de bastão. Isso aqui também é outra coisa que você vê, é quase unânime no mundo antigo, isso, né? Na China, o Código Tang, aquele que eu já falei, permitia o uso de tortura judicial. Na falta de evidência ou testemunha, o acusado podia ser espancado com até 200 golpes. 200 golpes com bastão, ainda por cima. E se, ao final dos golpes, ele ainda não confessasse nada, o acusador que era espancado da mesma forma, até que um dos dois finalmente confessasse. Então, é mais ou menos o seguinte, né? O Bolsonaro acusou o Lula de um crime, aí eles dão 200 golpes de bastão no Lula, o Lula não confessou, dão 200 golpes no Bolsonaro, o Bolsonaro não confessou, volta 200 golpes no Lula, né? Teria gente que ia gostar desse tipo de coisa, né? Mas com eles, com certeza não ia gostar, né? Ah, a lei egípcia também, né, punia a difamação com nada menos que 100 a 200 golpes. Inclusive, vai dizer que a surra de 100 pancadas era a forma mais branda da de punição. Aí a gente vai ver na lei de Moisés, né? Será que a lei de Moisés assim? Primeira coisa, né? Ele vai falar que na lei de Moisés não existe golpe de bastão, apenas açoite, que é uma punição consideravelmente mais leve. E mesmo assim, ela proíbe, né? Desde que nunca ultrapassa os 40 açoites. Açoite. Além disso, seria humilhar publicamente um israelita. Ou seja, no máximo 40, não pode passar disso. E além disso, não existia tortura judicial na Bíblia. Você nunca vê a Bíblia autorizando torturar quem quer que seja para conseguir tirar uma confissão ou alguma coisa do tipo, né? Exatamente o contrário das leis da época.

Multilações físicas. O Código de Hamurabi, não, em todos os códigos que li, falam a mesma coisa, né? Falam que pode tirar os olhos da pessoa que comete um crime, né? Eh, tirar língua, peito, mão, orelha, nariz, né? Tudo, tia, todas as partes do corpo. É uma coisa horrível, né? A gente vai na Bíblia, não existe nenhum texto que fala de mutilação física. Os ateus usam Deuteronômio 25, minuto, BZ, 1 minuto. Tá? Eles usam esse texto aqui. Eu não vou conseguir explicar em um minuto. Se o David quiser citar esse texto, eu explico para ele, mas não fala de cortar a mão. E a Bíblia vai dizer que o corpo é o templo do Espírito Santo. Eu não vou ter tempo aqui de citar tudo o resto. Eu só vou, quero ir pro slide que eu queria. Ah, só fazer uma comparação breve, né? As contribuições para o mundo. Será que a Bíblia é o livro, né? Que nem David falou, né? Bom, a Bíblia, os cristãos acabaram com a queima de viúvas, acabaram com a infidelidade dos pés, acabaram com sacrifícios infantis, acabaram com infanticídio, acabaram com a escravidão, acabaram com as punições hereditárias, acabaram com sistemas de castas, acabaram com a poligamia, criaram um dia semanal de descanso e criaram o direito das mulheres. E aí você vai ver o livro ateu, eh, os livros ateus e os ateus, tá ali, o de Travail tá procurando até hoje, né? Eu realmente gostaria de saber. Aliás, tem uma assim, né? Os 100 milhões de genocídio lá que eles causaram, né? Nos Estados, oficialmente ateus, né? Ah, bom, mas não acho que ser uma contribuição das melhores, né? Ah, bom, enquanto resta algum, algum tema, né? Eh, algum tempo ainda, deixa só ver uma coisinha aqui. Acabou o tempo. Ah, beleza. Tá bom, então a próxima continua. Beleza, pessoal. Iremos agora, né, para uma segunda rodada, uma segunda rodada, né? Agora com 10 minutos. A primeira foi de 20, a segunda rodada será de 10 minutos. Só vou mudar o tempo aqui no cronômetro. Vou colocar 10 minutos. Vai iniciar. Pode deixar. Pode deixar desse mesmo jeito que foi deixado. Com beleza. Vou colocar aqui o slide na tela. Não sei se vai dar pro pessoal ver. Beleza, tranquilo. De pessoal que tá no chat aí, galera, deixa teu like, vai lá, clica lá, martela no like, tá bom? Contribui também no canal, como eu já disse no começo, né? Todo mundo hoje, tá, estamos com 73 pessoas online. Então, galera, contribui aí com o canal, sei lá, um super chat, sei lá, que agora tá sendo pago, exato, né? Porque é tanta live que a versão gratuita não tava dando, não. Então, o pessoal poder contribuir aí, fica à vontade, tá bom? Para ajudar o nosso amigo Jid. 10 minutos, beleza. Antes de colocar para rodar, coloca por favor na tela o slide. É isso. Questão. Isso. Esse aí. M. PR. Deixa eu colocar aqui a animação. Calma aí. Certo. Aqui. Boa. Beleza. Pode botar para rodar. Beleza. Valeu. Vai. B. É bom, galera, eu vou ter que me defender rapidamente de algumas falácias. Tá? Ele preferiu duas falácias principais. Ok. A falácia, no caso, de envenenamento do poço. Ele trouxe um fato que supostamente seria relevante para desqualificar minha pessoa logo no início do debate. Isso indica alguma coisa sobre a honestidade intelectual do nosso querido debatedor. E também ele focou no hen ali inicialmente na introdução dele. Ok? Então, isso diz muito do caráter dele, ok? Enquanto debatedor, pelo menos. Ok? Então, vamos lá. Eh, eu tive que apontar isso, mas eu vou me defender depois dessas acusações lá na frente, ok? Eu vou pegar aqui agora a questão das respostas que o Banzoli dá no site dele, né? Ele tem um textinho, né, um texto lá no site aonde ele se engaja justamente com uma resposta de alguns dos versículos, né, tentando responder ali, justificar alguns versículos que eu mostrei, né? Então, vocês podem encontrar nesse sitezinho que tá aparecendo na tela de vocês, ok? Eh, o título dele é: Deus nunca mandou matar mulheres e crianças. Entendo que realmente que aconteceu na conquista, Canaã, e blá, blá, blá. Ok? Vamos lá. Justificativa de Banzoli para o massacre dos amalequitas em Primeiro Samuel 15:23. Ok? Então, ele diz o seguinte, né? Abre aspas. O BOL diz o seguinte: "O genocídio dos Quites, de todos os textos do Antigo Testamento que trazem uma ordem de matar mulheres e crianças, poucos parecem tão claros quanto este." Aí ele repete Primeiro Samuel 15:23, né? E aí ele diz o seguinte, ó: "Após a ordem pela boca do profeta Samuel, Saul atacou os amalequitas por todo o caminho, desde Avilá até Sur, a leste do Egito. Ah, capturou vivo Agague, o rei dos amalequitas, e exterminou o seu povo. Mas Saul e o exército pouparam Agague e o melhor das ovelhas e dos bois, os bezerros gordos e os cordeiros. Pouparam tudo que era bom, tudo que era bom, mas a tudo que era desprezível e inútil destruíram por completo." Primeiro Samuel 15:7-9. O texto diz: "Exterminou seu povo e o destruiu por completo", dando a entender que apenas o rei Agague foi poupado. Contudo, nem mesmo Agague sobrevive, como o texto continua. Eh, aí ele abre aqui, né? Abre: "Então Samuel disse: E então Samuel disse: Traga-me Agague, o rei dos amalequitas. Agague veio confiante, pensando: Com certeza, com certeza, já passou a amargura da morte. Samuel, porém, disse: Assim como a sua espada deixou mulheres sem filhos, também a sua mãe ficará sem o seu filho entre as mulheres. E Samuel despedaçou Agague perante o Senhor." (1 Samuel 15:32-33). "Quem quer que leia essa pericopa com o olhar de leitor contemporâneo, presta bem atenção, olhar de um leitor contemporâneo, vai facilmente concluir que houve aqui um genocídio completo, completo. Todos os homens, mulheres e crianças amalequitas foram completamente exterminados, sem exceção, como o texto parece indicar." Quanto a apenas dois capítulos adiante, quem quer que estava em guerra, como ele diz, né? O o Banzoli, com Israel novamente. Adim, Davi e seus soldados atacavam os juditas, os gitas e os amalequitas, povos que desde tempos antigos habitavam a terra, se estende de Sur até o Egito. (1 Samuel 27:8). Agora vamos dizer assim, vamos prosseguir aqui, ó. O Manzoli continua dizendo, abre aspas: "Não só o texto diz que os amalequitas estavam em guerra, Davi, mas diz que eles habitavam a terra desde os tempos antigos, indicando que não houve extermínio algum. Eles continuavam ali onde sempre estiveram. Não somente isso, mas tinham tropa suficiente para novos ataques. O tempo verbal 'atacavam' indica um ato contínuo. Tampouco podemos supor, como fazem alguns, que Saul exterminou quase todos eles, mas alguns poucos conseguiram se fugir, porque um punhado de fugitivos jamais seria capaz de se levantar em guerra com a nação de Israel novamente." Apenas alguns anos depois, como se não bastasse, alguns capítulos adiante, olha só o que ele diz: "Os amalequitas têm êxito em cercar a uma cidade israelita, queimá-la e incendiá-la, mostrando novamente que não estavam para a brincadeira." Abre aspas: "Quando Davi e seus soldados chegaram a Ziclague no terceiro dia, os amalequitas tinham atacado o Neguebe e Ziclague, eh, e haviam incendiado a cidade. Levaram como prisioneiros todos os que lá estavam, as mulheres, os jovens e os idosos. A ninguém mataram, mas os levaram consigo. Quando prosseguiram seu caminho, ao chegarem a Ziclague, Davi e seus soldados encontraram a cidade destruída pelo fogo e viram que as suas mulheres e filhos e filhas haviam sido levados por prisioneiros." (1 Samuel 30:1, 3). Aí ele diz o seguinte, né? Ele conclui. Olha o que que o Banzoli conclui: "Ele conclui o seguinte, abre aspas: A única conclusão lógica e racional é que, embora o texto de Primeiro Samuel X esteja expresso em termos abrangentes e universais, homens, mulheres, crianças, exterminou o seu povo, destruíram por completo, isso nada mais era que um exagero de linguagem, um recurso conhecido como hipérbole." Ok? Então, era hiperbólico para o nosso querido Lucas Manzoli, sobre o qual teremos muito a falar mais à frente. O texto, principalmente, diz respeito apenas ao extermínio do exército amalequita naquela região específica, mas para exaltar o triunfo, se expressa em termos universais, não como quem quer enganar o leitor, mas como quem sabe que o leitor compreende a hipérbole. Então, o que nós podemos responder ao querido Banzoli, né? As respostas são o seguinte, são três respostas. Eu vou dar para essa e depois para outro versículo ainda assim, né? Primeira resposta: Ainda assim, isto em nada diminui o problema moral com o comando divino em questão. Se, se não foi a intenção de Deus comandar o genocídio completo, ao menos foi a intenção dele comandar a morte de muitos, o que pode ser ilustrado com o que incluía crianças, bois, burros e ovelhas. Ainda assim, foi uma forma de comando que claramente ilustra um perfil de um Deus no mínimo odioso, né? No mínimo odioso, ali, né? Que é furioso, né? Que vai com a fúria na guerra. E é meio estranho usar esse tipo de hipérbole para um povo tão antigo e primitivo, né? Que pode, no caso, se sentir estimulado a comportar desse modo, de acordo com esses comandos, ilustrado desse modo, e que estava acostumado com esse tipo de postura em guerra, inclusive em se vangloriar em exterminar inimigos, algo que o Morrison corrobora nos trechos que ele cita, lembra aqueles outros trechos? Pois é, que fala das comemorações de guerras anteriores. Pois é. No mais, esta desculpa, desculpa de que aquilo era hiperbólico, ainda assim não cola, porque em Primeiro Samuel 15:23 é ilustrado Samuel dizendo que o comando de Deus era justamente aquele, ter sido um comando com linguagem hiperbólica para um povo daqueles. Deste modo, é algo que ilustra uma atitude ainda mais inaceitável e irresponsável, pois poderia ter favorecido a vindicação de um genocídio completo, de fato, com a exaltação dos ânimos, ah, durante o conflito e a extrapolação disto. Algo que não acabou com Deus dando um perfil sumamente bondoso, meigo, cuidadoso, amoroso e responsável, né? Em suma, um Deus que deveria se destacar perante os outros deuses, né, as outras concepções de deuses, ao invés de se assimilar ou se assemelhar em muitos aspectos, né, a outros deuses em certos aspectos.

A segunda resposta é o seguinte: Em trechos posteriores do texto, Banzoli ensina, continua com base em alguns versículos que ilustram aparentes erros de cronologia de eventos ou contradições aparentes, ao realizar uma inferência, uma inferência, ok? Um raciocínio abdutivo, respaldada na interpretação do filósofo e apologista cristão Paul Cop, ok? Inclusive já debateu com os ateístas, deom, inclusive o Stefan, recentemente, tá? De que a cidade dos amalek, de Amalek, Primeiro Samuel 15:5, provavelmente era um acampamento militar. Isso é uma inferência que ele faz, é uma inferência abdutiva que ele faz, ok? Ele, o Cop, ah, no entanto, Banzoli nem se esforça em ilustrar a implausibilidade de outras interpretações acerca dos textos em questão, simplesmente parte de uma que é conveniente para a narrativa hiperbólica que ele tenta construir com base nos textos em questão. No entanto, como W. Morrison ilustra em outras citações de outros textos, é plausível ter uma outra interpretação de texto, talvez assumindo cronologias não lineares de eventos descritos, no caso de um cristão que claramente não queira se comprometer com a ideia de uma contradição bíblica efetiva nos textos sagrados. Olha só uma sugestão que eu dou para vocês.

Terceira, né? Terceira resposta. O que que nós podemos responder aqui? Banzoli também menciona por CP, citando o egiptólogo Kenneth Kitchen, para enfatizar que o tipo de retórica de guerra utilizado no discurso de Samuel era comum entre outros povos da época. Ironicamente, isto parece corroborar inclusive com o ponto do colega Vinícius Sena, que está aí nos comentários, né? Acerca do último debate sobre o Deus bíblico ser um Deus de guerra tribal, da guerra tribal. Mas deixaria isto para outro lado. No entanto, um Deus que simplesmente não busca amortizar um discurso de guerra que pode favorecer a exaltação dos ânimos ao ponto de poder estimular um genocídio efetivo em uma situação de guerra, é algo que diz muito sobre a falta de cuidado e do destaque deste Deus em relação aos outros deuses tribais naquelas regiões, né? Os deuses gregos, etc., né? Parece que um comando e uma instrução para não se utilizar do mesmo discurso de povos heréticos, não escolhidos, por fazer uma narrativa bem mais convincente, tem um texto genuinamente divinamente inspirado e com comandos divinos aparentemente menos moralmente aceitáveis, menos moralmente abomináveis. Isso poderia favorecer uma interpretação melhor tanto dos leitores da época, né? Enfim, assumindo que poderia, ah, quanto os leitores contemporâneos, a quem Banzoli tanto se refere e reclama em seu texto por interpretar os textos bíblicos não cuidadosamente, né? Então, esse é o meu primeiro caso. Ok? Eh, não vai dar tempo de eu abordar o outro, mas se sobrou tempo, quanto tempo eu tenho? Galvão, tem 1 minuto e 42 segundos. Tá? Então, vou comentar rapidamente sobre o ponto aqui. Ah, o primeiro ponto é que eu não li a Bíblia. Isso não é verdade. Eu li a Bíblia, sim, ok? Ah, mas eu não li ela completa, de fato. Mas isso não significa que eu não tenha alguma propriedade, principalmente citando algumas autoridades que leram de fato ela, através de epistemologia do testemunho e através de uma dependência epistêmica para poder tomar o testemunho e os relatos deles como uma base para argumentação. Isso é epistemologia do testemunho básica. Lucas Manzoli, você deveria estudar um pouquinho disso também, em vez de ficar só na Bíblia, só em biblicismo. Ah, sobre o segundo ponto, né, disse que é só um conto da carochinha, da carochinha, que não tem nada de útil moralmente. Eu posso até ter dito isso em algum momento, né, num momento ali extravasado, mas pode ser que tenha alguma coisa moralmente extraível da Bíblia, sim, pode ter. Mas aí vai ser extraível a partir da lente do parâmetro normativo moral que nós tomamos como base nas épocas, né? E que progrediu ao longo do tempo. A partir disso, a gente consegue fazer recortes de trechos bíblicos ou de ensinamentos específicos que podem ser úteis moralmente, né? Pode ser realmente moralmente ali aceito para nós podermos tomar como ensinamentos relevantes para colocarmos em, enfim, em voga aqui, né? Mas isso significa que a Bíblia inteira ilustra esses ensinamentos, né? E e é basicamente isso, né? Então, é o nosso parâmetro moral secular que permite a gente fazer recortes da Bíblia, né? E pegar os trechos que são mais convenientes, né, moralmente falando, do que simplesmente ali trechos menos convenientes, né, que ilustram essas passagens mais aparentemente moralmente abomináveis, né? Então, é o parâmetro moral secular que permite isso. E quando eu falo que um conto da carochinha, que eu parto da minha visão metafísica de mundo, a minha visão metafísica é naturalista e ateísta, por isso que eu digo conto da carochinha. Na minha visão de mundo, é um conto da carochinha, como expliquei no meu debate com César. [Música] Bora. Você tá mutado. Compartilha. AG. Tempo. Eu volto a compartilhar para continuar o slide, mas não sei se vai sobrar tempo. Não. Qualquer coisa, eu paro e falo. Próximo. Cozão. Bel. Posso começar? Pode começar. Bom, primeiro, o David começa falando que eu usei de desonestidade intelectual. É só poder colocar minha minha cara na tela, por favor. Ah, por falar que eu, eu usei de desonestidade intelectual por falar no início. Não, isso aí tem 100% relação com o tema do debate. Como é que o cara se dispõe a debater um tema sobre os textos bíblicos abomináveis se ele nem sequer leu a Bíblia? Ele admite isso. Não leu completo, leu alguns trechos, né? Isso é igual eu falar que eu vou fazer uma crítica do livro do Harry Potter. Senta ali do livro do Harry Potter. Eu vou criticar um filme porque eu vi o o trailer do filme, não gostei. O filme é horrível. Então, né? É uma coisa ridícula, patética. Então, realmente não tem nada de desonestidade intelectual. É simplesmente relacionado ao tema do debate. Eu acho que o mínimo que alguém que vai debater um assunto se tem que se prezar fazer é ler sobre o objeto da discussão, né? Não adianta ficar lendo, ó, vou ler o filósofo tal, o filósofo ciclano, beltrano, porque eles vão criticar a Bíblia e não ler o próprio elemento do que você tá discutindo, né? É uma coisa realmente. Eu não sei que que o leitor, que que o observador aí, né, espectadores, tirem suas próprias conclusões se isso é honestidade intelectual da parte dele ou não, né? Ah, bom, aí ele falou, ele leu um monte de trecho lá, ele ficou, você pode ver que tanto a introdução dele como agora na réplica dele, ele só ficou lendo, lendo e lendo, né? Mas beleza, tudo bem, não tem problema. Ah, ele falou, eh, ele leu tudo aquilo que eu tinha escrito, não refutou nada. Ele não provou em nenhum momento que não era hipérbole. Até porque não tinha como refutar todas as falas claras que deixava aquilo ali. Ele simplesmente se limitou a dizer, basicamente, eu vou resumir. Todo o argumento dele foi o seguinte: "Ao menos foi a intenção de ordenar a morte de muitos." Né? Ou seja, ele não consegue provar que realmente houveram mulheres que morreram ali, não conseguiu provar que houveram crianças que morreram ali, mas ele fala: "Não, mas muita gente morreu, então tá provado que o Deus bíblico é malvadão." O argumento é bem bobo mesmo. É exatamente isso, né? Ah, agora, será que isso faz Deus ser malvado? Será o fato de Deus ter ordenado a morte de algumas pessoas, um exército, como eu coloquei ali, eu provei ali no artigo, ele não refutou, mais uma vez, ele, na verdade, tem um tiro no pé, o citar o artigo que realmente comprovava toda a minha argumentação. Ah, será que isso prova que Deus é malvado mesmo assim, né? Bom, é a mesma coisa que eu dizer então que porque o His Church e os aliados eles se opuseram a Hitler, declararam guerra, eles mataram um monte de nazista lá, ah, então eles eram malvados, né? Se Deus mandasse, se Deus tivesse simplesmente seguido o chamado divino, né, vai lá e mata os nazistas lá, tudo, né? Ah, faça guerra contra eles. Será que algum ateu iria falar: "Nossa, como o Deus é malvado? Tô muito doidinho aqui do coração, né?" Com certeza não, né? Agora, ah, como eles não conhecem como eram esses povos da antiguidade, eles acham: "Nossa, como Deus é malvado, olha só a atrocidade que o Deus malvadão foi lá e mandou eles fazer." Esses povos, eu mostrei no meu artigo, eh, deixa só, pera aí, Galvão, para um pouquinho. Tempo que eu vou compartilhar a tela. Pera aí. Pausa o tempo, por favor. Eu vou precisar compartilhar a tela aqui. Me avisa quando tiver compartilhado, por favor. Alô? Ok, já tá. Beleza. Ah, aqui eu vou só citar algumas coisas que o David não leu do meu artigo, né? Porque ele fica tratando os os amalequitas, os os cananeus em geral como se fossem vítimas, nossa, o povo bonzinho, Deus malvadão foi lá, foi lá e mandou matar eles, né? Olha aqui o que eles mandavam fazer, né? Ah, orgias ritualísticas orgásticas em que adolescentes eram violentadas e depois mortas por sacerdotes a fim de garantir a fertilidade à terra, né? A própria deusa que eles adoravam era comumente retratada com uma guirlanda de crânios revolta o pescoço. Eu já li toda a citação aqui, né? O sangue era tão profundo que ela penetrou até os joelhos, não até o pescoço. Sobre os seus pés estavam crânios, acima das suas mãos, perdão, cabeças voavam como gafanhotos em seu prazer sensual. Ela se decorou com cabeças suspensas, enquanto prendia as mãos ao cinto. Sua alegria na carnificina é descrita em linguagem ainda mais sádica. Seu fígado encheu de tanto rir, seu coração estava cheio de alegria. O fígado de Anate estava cheio de exultação. Posteriormente, Anate ficou satisfeita e lavou as mãos com sangue humano antes de prosseguir para outras ocupações. Ou seja, essa era a deusa que eles adoravam e na qual ele se inspirava, tá entendendo? Porque que ele falou que o Senhor tinha repugnância desses deuses, né? Ah, aqui, ó, o que o Rodrigo Silva falar, né? Uma recente análise feita sobre os crânios do cemitério real de Ur, descoberto no Iraque, quase um século, parece sustentar a interpretação mais terrível do que a anterior sobre os sacrifícios humanos associados a enterros da elite antiga da Mesopotâmia. Os servos do palácio, no dia do sepultamento de alguém da família real, eram mortos juntamente com o nobre falecido. E diferentemente do que até então se criam, eles não tomavam o veneno para morrer serenamente, mas eram perfurados na cabeça com instrumento pontiagudo, provavelmente uma lança, depois eram colocados no sepulcro real, né? Aqui eu já falei que Deus proíbe sacrifício humano. Ele é uma coisa que eles faziam muito rotineiramente, né? Ah, aí vai ter vários trechos aqui. O outro historiador, arqueólogo, né, ele vai falar o seguinte: "Encontraram grande quantidade, já os contendores dos poços de crianças que tinham sido sacrificados a Baal. A área inteira se revelou com o seu cemitério de crianças e nascidas. Era assim praticando a licenciosidade como rito que os cananeus prestavam culto aos seus deuses e também assassinando os seus primogênitos como sacrifício aos mesmos deuses. Parece que em grande escala a terra de Canaã tornou-se uma espécie de Sodoma e Gomorra de âmbito nacional. Alguns arqueólogos que têm escavado as ruínas das cidades dos cananeus admiram ser de Deus não a ter destruído há mais tempo." Né? Então, aqui ele comenta, né, que Israel fez um favor ao mundo, ele ter maior culturas de índole tão doentia contra aqueles povos. Quem tá falando isso não é um cristão, quem tá falando isso é justamente um ateu, né? É um dos maiores, aqui de todos os tempos. Aqui tem várias outras coisas que eu coloco aqui, né? Nem, nem vê a questão. É óbvio que mesmo assim, se você fosse lá e matasse criança, bebezinho pequeno, né? É óbvio, seria uma crueldade. Eu mesmo seria contra isso. Por isso que no artigo eu provo que você não tem nenhum texto de israelita indo lá e matando uma criança. Ele fez o favor para mim de ler o texto que eu mesmo citaria com prazer, que prova que é uma hipérbole, que não tá lá matando criancinha. Agora sim, teve mortes de amalequitas, teve mortes de soldados, teve mortes de cananeus. Óbvio que teve. Agora, eram pessoas boazinhas? Elas não mereciam? Nossa, coitadinho. Deus malvadão foi lá e mandou matar elas. Claro que não. Eram pessoas que que estupravam, que que não é apenas estupravam, normalmente assim, tudo bem, estuprar qualquer um não pode, acabar estuprando, tem relato de estupro em qualquer povo, mas eles praticavam o estupro ritualístico, né? Ou seja, eles, eh, colocavam isso como se fosse uma coisa sagrada nos templos deles. Eles faziam isso aos olhos de luz, estupravam e depois assassinavam as mulheres lá, né? Matava as crianças, praticavam infanticídio. E você ainda vem dizer que eles eram, ó, coitadinho deles, né? O Deus malvadão mandou matar eles. Como o Deus é mau, né? Ah, que engraçado, né? É que depois eles, quando eles vão usar o argumento do mal, eles perguntam pra gente: "Por que que um Deus bom permitiria o mal? Permitiria que pessoas más fizessem maldades? Permitiria o Hitler ou sei lá quem fazer tantas atrocidades?" Aí quando a gente mostra na Bíblia Deus executando juízo sobre essas nações ímpias, né, contra elas, aí eles reclamam que Deus tá sendo mal também. Ou seja, como é que a gente vai agradar eles? Não tem como. Deus deixando eles vivos ou matando eles, o ateu vai reclamar do mesmo jeito. É um argumento s, né? Um argumento dissimulado. Ah, vamos, vamos lá. Ele também falou que era apenas uma inferência no caso de que eram acampamentos militares. Beleza. O Cop, ele realmente não deu muitos argumentos em C disso, só que tem vários outros autores que são arqueólogos, que é a área deles, que eles vão dar esse argumento. Por exemplo, o Rodrigo Silva, ele vai comentar de só tomar uma água aqui para eu não desgarrar aqui, só um pouquinho. Rodrigo Silva, que tem PhD em arqueologia, um dos maiores arqueólogos do Brasil, ele vai comentar o seguinte: "Evidências materiais indicam que nesta última fase de ocupação, Jericó, que foi um dos, uma das cidades lá que os israelitas tomaram, né? Acho que todo mundo conhece a história, provavelmente não funcionava mais como grande centro urbano, mas como posto militar avançado. Sua posição estratégica, juntamente com a estrutura arquitetônica dos edifícios encontrados do lado oriental do assentamento, foi interpretada por alguns como parte de uma pequena guarnição egípcia local. A evidência disso são os escaravelhos de pedra encontrados perto das tumbas que datam dos tempos dos faraós e possivelmente ligados à história de Moisés e os eventos narrados da saída de Israel do Egito." No livro dele, "O Ceticismo da Fé", ele vai dar vários outros argumentos que provam que de fato Jericó era um posto militar egípcio. Ele fala a mesma coisa em relação a essas outras regiões que os israelitas tomaram. É que o David, como ele não lê a Bíblia, também não deve ter o hábito de ler muitos livros de história, ele não sabe que naquela época eles tinham centro militar que era dissociado da cidade deles, onde ficava o povo civil. Você tinha uma fortaleza aqui. Quando essa fortaleza era tomada, aí eles chegavam nos vilarejos, né? Então, quando essa fortaleza era destruída, os que tomaram Jericó acabaram com eles lá. Você acha que o povo, mulheres, crianças que estão aqui na cidade vão continuar aqui para morrer? Você acha que eles eram bando de idiota assim? Óbvio que não. Eles iam embora. Eu citei textos bíblicos inclusive na minha live sobre o assunto que falam claramente disso. Depois posso pegar o versículo aqui, porque aqui eu vou perder tempo demais nisso, né? Ah, e depois a mesma coisa com a, ah, o leitor comum não vai perceber que de fato essa linguagem estereotipada do tipo "re" próximo da, na verdade descreve ataques a fortes militares ou guarnições, não a populações em geral que incluíam mulheres e crianças. Não há evidências arqueológicas de populações civis em Jericó ou Ai. Dado que sabemos sobre a vida cananeia da idade do Bronze, Jericó e Ai eram fortalezas militares. Até para perguntar, né? Você acha que os israelitas conseguiriam dar sete voltas numa cidade no único dia se fosse uma cidade habitada assim, uma cidade civil, mulheres, crianças e tudo mais na sua cidade? Não sei qual cidade que vocês moram, né? Vamos aqui na minha cidade aqui em São José dos Pinhais, alguém conseguiria dar sete voltas na cidade em um único dia e pior, carregando a Arca da Aliança que era super pesada, com mulheres, crianças, né? Com gente tocando trombeta e tudo, né? Você acha que isso seria possível? Que nem tá lá no relato bíblico? Óbvio que não. É óbvio que eles conseguiram dar essas voltas na cidade justamente porque a cidade ali era na verdade o forte militar, não tinha nada a ver com a cidade cheia de população civil igual o David argumenta aqui, né? Então, é completamente todos os argumentos dele estão completamente refutados aqui. Deixa eu ver que mais que ele argumentou. Ah, tá. Eh, ah, sim, ele falou também, ele não bastasse, o ter refutado, o que ser o debate sobre a guerra, ele tá pegando ainda os argumentos dele que eu já refutei lá. O debate acabou. O tempo tá. Eh, Galvão, só uma coisa, rapidinho, rapidinho. Eh, o seu áudio tá desativado. Galvão, só uma coisa, a gente tinha combinado que se quisesse poderia fazer uma pergunta pro outro, né? Então, eu gostaria de, eu posso fazer essa pergunta agora. Você tinha que avisar. Não me lembro desse combinado. Eu não me lembro desse combinado. Não fiz esse combinado. Combinado é, é a pergunta do chat mesmo. Pergunta é Galvão, tinha só pedido que quando faltasse um minuto para acabar meu tempo, avisasse e não fui avisado. Eu não, mas é porque o tempo estava na tela aqui. É que é que eu estava lendo os textos, aí eu não podia. Tempo. É porque estava na tela o tempo, por isso que eu não te avisei, porque eu pensei que você estava vendo o tempo. Mas da próxima vez, só avisa quando faltar. Beleza, tranquilo. Da próxima vez eu vou considerar isso, tá? Joia. Então, vamos aí para um segundo momento, né? Né, onde novamente David vai ter 10 minutos e Lucas também 10 minutos de argumentação. Ah, deixa eu compartilhar aqui. Adicionar o palco. Perfeito. David aqui para cima. Eh, beleza. Pode botar para rodar. Já beleza. Então, de eu liberar o tempo, pode ir. Beleza. Então, deixa eu só responder mais algumas coisas. Bom, primeiramente, no início do debate, ele também falou que o tema não era sobre, era sobre questão da existência de Deus e não Deus cristão, mas a gente tá falando sobre Bíblia, cara. Então, só pode ser o Deus do teísmo cristão e do teísmo, até mesmo judeu, né? Eh, os judeus também podem ter esse problema aqui, né? Ah, mas enfim, eh, isso já já ilustra outra desonestidade, tá? Porque o debate tem a ver com Deus cristão, sim. A outra desonestidade, ele criou um espantalho sobre o que tô argumentando. Tô argumentando que, ai, nossa, no caso do povo ali massacrado, né, os malaquitas ali são coitadinhos, etc. E no caso, ah, Deus não deveria ter comandado nada, etc., né? Eu tô dizendo o seguinte, que no caso esses textos religiosos seriam lidos por pessoas do futuro, inclusive, né? E ainda por cima, os povos daquela época eram muito primitivos, né? Vocês mesmos vivem falando que aquele povo era mais primitivo, que Deus tinha que não podia revelar todos os seus ensinamentos da forma como são ilustrados inteiramente, ah, contemporaneamente, etc., ah, porque senão, no caso, eles não iam obedecer, né? E coisa e tal. E o que a gente tá discutindo aqui é sobre filosofia moral, meu amigo. Você tá sendo um palpiteiro inteiro em epistemologia do testemunho, porque você não sabe o que é isso. Você não sabe o que que é filosofia moral também. Você tá palpitando aí e você tá tentando, no caso, eh, jogar, né, tentar desqualificar minha pessoa aqui enquanto debatedor, né, em vez de se engajar com os argumentos, raciocínios que eu apresentei. Três argumentos aqui, você nem rebateu direito, né? O primeiro argumento foi justamente sobre a questão do problema do comando divino em si, né? O tipo de forma de comando divino emitida ali, que poderia propiciar, no caso, o estímulo para aquele povo mais primitivo, que vocês mesmos dizem que é um povo mais primitivo, mais atrasado, né? Inclusive os próprios israelitas naquela época tinham um ethos, né, mais de um povo atrasado, eles poderiam favorecer um genocídio completo com base nisso, né? Eles poderiam ali ser estimulados a fazer esse tipo de coisa, né? Se fosse emitido desse modo. E esse Deus não parece destacar tanto, principalmente para as pessoas contemporâneas que queriam entrar em contato com essências religiosas e vocês acham que Deus, ah, no caso, preza, né, por elas. Eh, e no caso ali também o segundo ponto, você não respondeu, né? Ah, no caso ali sobre a questão do erro de cronologia, né, que é uma outra alternativa de, ah, ali no ponto de, de uma outra alternativa de interpretação, né? Você apelou, tentou apelar para uma outra autoridade, né? Eh, por outras autoridades ali, só que não especificou direito, ah, para tentar vindicar essa inferência abdutiva. Você não disse que essa, você não tentou ilustrar que essa inferência é válida, ah, do modo como você tá ilustrando, né? Que não é uma outra inferência para melhor explicação possível. Aí no caso do terceiro ponto do Cop, ali, que eu falei sobre essa questão do não cuidado desse Deus ou revelar desse modo, esses comandos dessa maneira, emitir esses comandos dessa maneira, ok? Você não poderia ter emitido de outro modo. Ah, mas vamos lá, eh, vamos agora pronome, né? Se der tempo aqui de eu apresentar todo o caso aqui, ok? Vamos lá. Deixa eu botar aqui na apresentação. Opa, beleza. Sobre Deuteronômio, né? Justificativa dos comandos divinos abomináveis em Deuteronômio 20:10-18. Ó, abre aspas. Deuteronômio 20. O outro texto que parece se confrontar com o nosso estudo é o que parece dizer para poupar mulheres e crianças, apenas em cidades que não eram cananeias, implicando que em Canaã nem as mulheres e nem as crianças deveriam ser deixadas com vida. Abre aspas: "Quando vocês avançarem para atacar uma cidade, ofereçam primeiro uma proposta de paz. Se os seus habitantes aceitarem e abrirem suas portas, serão seus escravos e se sujeitarão a trabalhos forçados. Mas se eles recusarem a paz e entrarem em guerra contra vocês, cerque a cidade, quando o Senhor, o seu Deus, entregá-la em suas mãos, matem ao fio da espada todos os homens que nela houver. Mas as mulheres, as crianças, os rebanhos e tudo que acharem na cidade será de vocês. Vocês poderão ficar com os despojos dos seus inimigos dados pelo Senhor, o seu Deus. É assim que vocês tratarão todas as cidades distantes que não pertencem às nações vizinhas de vocês. Contudo, nas cidades das nações que o Senhor, o seu Deus, lhes dá por herança, não deixem vivo nenhuma alma, conforme a ordem do Senhor, o seu Deus. Destruam totalmente os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, ó, senão eles os ensinarão a praticar todas as coisas repugnantes que eles fazem quando adoram os seus deuses, e vocês pecaram contra o Senhor, contra o seu Deus." (Deuteronômio 20:10-18). Lucas Manzoli continua o seguinte, ó: "Ó, o que que ele fala? Abre aspas: Na verdade, esse texto é mais fácil de explicar do que parece. Quando se diz para não deixar vivo nenhuma alma, o sentido é que nenhuma alma deveria ser deixada com vida naquele território, porque naquela terra não deveria haver nenhum cananeu convivendo junto com os israelitas, justamente para que não ensinasse aos hebreus as mesmas práticas perversas que lhe era de hábito. Mas como vimos, mulheres e crianças e demais não combatentes fugiam quando uma fortificação caía. E Deus nunca ordenou que os israelitas perseguissem os cananeus para fora de Canaã. Pensar desta forma, né, é confundir completamente a missão que Deus lhes designou, com que nunca foi "mate os cananeus onde quer que se encontrem", como se os israelitas fossem uma espécie de caçadores de cananeus no mesmo sentido que Vin Diesel, né, ou eh, um caçador de bruxas naquele infame filme, né? Ou no caso do Blade, o caçador de vampiros. Ah, mas tomaram posse da terra que pertencia aos cananeus, expulsando-os da terra, como já foi explicado. As mortes não eram a finalidade, mas parte do processo, na medida em que os cananeus oferecessem resistência. É por isso que nunca vemos israelitas correndo atrás de cananeus fora do território de Canaã para exterminá-los. Neste caso, Jesus teria sido o primeiro a matar a mulher cananeia que veio ao seu encontro." Fecha aspas. O que podemos responder ao nosso querido Banzoli, né? Sobre esses textos terríveis, né? Respostas: A primeira resposta é o seguinte: É, vamos lá. Aqui é engraçado, pois basicamente tudo o que Banzoli faz é adotar a estratégia de Richard Swinburne, filósofo, T. Richard Swinburne, com a opção estratégica número um do outro slide de apresentação dos dois argumentos que articule, inclusive nesse meu texto. Nesse mesmo texto, cita um amigo acadêmico teísta judeu, Valdor Brito Júnior, que é um amigo, um conhecido pessoal meu, o Banzoli, eu conheço o Valdor diretamente, tá? Tenho contato com ele direto, ah, com o qual discordo de um monte de coisas, mas concordo com outras. E neste caso, eu insisto na discordância. Eu discordo do teísmo judeu dele, assim como do teísmo cristão. Tudo que farei daqui em diante é meramente deixar as citações do Morrison respondendo a tal estratégia soriana, que é a mesma do Manzoli. Abre aspas: "Esta pode parecer uma solução drástica, mas Swinburne pensa que o perigo de contaminação pela cultura cananeia era muito sério." Abre aspas: "Tal infecção espiritual era, sem dúvida, um perigo muito real. Quando o monoteísmo se tornou mais profundamente enraizado em Israel, tal medida extrema não."

Foi de acordo com o Antigo Testamento, necessária novamente. Foi uma medida defensiva necessária para preservar a identidade do povo de Israel", fecha aspas. WinB 294 e 2011.

"Esta não pode ser toda a história, é claro. Se Deus quisesse os cananeus fora do caminho, ele poderia ter conseguido isso sem envolver os israelitas de alguma forma. E a mesma coisa com os amalequitas. Meus amigos, é isso que vocês têm que ter em mente. Seria algo inclusive mais surpreendente para os leitores contemporâneos se, no caso, houvesse um registro de uma morte instantânea desses povos. Ah, esses povos, no caso ali, moralmente repreensíveis, né, com aqueles atos moralmente repressivos que o o balista se no caso houvesse um registro histórico sobre, no caso, mortes repentinas, né, que não envolvesse a matança generalizada perpetrada pelos próprios israelitas, né? Ah, porque então ele os usou para fazer o trabalho? Zbor sugere que Deus queria ensinar uma lição importante aos israelitas: "Deus certamente também tinha uma razão para usar os israelitas em vez de processos naturais como doenças para matar os cananeus, que era trazer para casa aos israelitas a enorme importância de adorar e ensinar seus filhos a adorar o Deus que se revelou para eles e nenhum outro Deus", fecha aspas. SB, né? O abre aspas aqui o Moron continua: "O que devemos fazer com as as explicações de Sber? Várias questões merecem ser mencionadas, ainda que brevemente. A primeira diz respeito ao tratamento dispensado aos Canários. Suponhamos que a religião deles fosse tão perigosa quanto SBN supõe. Ah, alguém poderia ter pensado que Deus tentaria resgatá-los de seu poder, mostrando-lhes o erro de seus caminhos. Mas mesmo que Deus pensasse corretamente que os adultos eram incorrigíveis, é difícil ver o que poderia ter justificado a aniquilação de crianças inocentes cananeias. Uma segunda preocupação é que ordenar aos israelitas que matassem um grande número de homens, mulheres e crianças teria sido mal para o desenvolvimento moral. Ao desenvolvimento moral, plantar a semente do monoteísmo ético é um objetivo digno, mas pode-se esperar que impor a adoração de uma divindade feroz, ah, que não se importa com as vidas e as propriedades daqueles que não são membros de sua tribo, endurece os corações e faz a vida parecer barata, pobre, a vida insignificante. Terceiro, e aqui eu vou querer enfatizar isso na minha no meu último bloco, tá? É uma objeção que vou enfatizar pro Banzola. E mais importante, como podemos ter certeza de que medidas tão extremas não serão necessárias agora? Como podemos ter certeza de que elas não serão exigidas de nós?", fecha aspas. W, tem quanto tempo aí? 1 minuto e 50 segundo. Um minuto e quanto? Beleza.

Então vamos lá. Aqui agora quero desenvolver rapidamente essa terceira objeção. Imagine o seguinte, né? Já que esse tipo de evento ocorreu no passado, segundo a visão do Banzoli, Deus comandou esse tipo de coisa, foi capaz de comandar esse tipo de coisa desse modo por causa das pessoas daquela época. O que, na visão dele, o impede de achar que, no caso, se uma doença moral, né, se essa doença espiritual, né, tal como Zort coloca, elas fossem se alastrar na nossa contemporaneidade, principalmente com os chamados Neo-ateus, né, que eles denominam os novos ateus, né, como Richard Dawkins, ah, em determinadas regiões, por que que, no caso, seria, no caso ali, Deus não poderia revelar para um determinado pastor, um determinado congregação numa igreja local específica, um comando para que fossem exterminados os Neo-ateus que estão infectando moralmente as pessoas da região? Por que que isso não seria plausível na nossa contemporaneidade? Porque Deus não poderia emitir esse comando? E mesmo, e se é possível que Deus pudesse emitir esse comando contemporaneamente, o que permitiria a gente distinguir uma revelação falsa, né, uma suposta relato falso de revelação de um pastor com relato verdadeiro sobre essa revelação genuinamente, né? E que deveria justamente reunir pessoas de uma certa igreja para exterminar os Neo-ateus que estão infectando ou até pessoas de outras religiões que estão infectando espiritualmente e matando espiritualmente as pessoas da região? O que impediria isso contemporaneamente? Essa é a minha pergunta que eu jogo para você. Posso responder? Vai no próximo bloco. Pode passar. Espera só. Pera aqui. Vê seus 10 minutos. Banzola, e você vai compartilhar alguma coisa ou não? Beleza. Eu já vou começar respondendo essa última pergunta que ele fez aqui. Bom, se esses, se esses ateus que ele tá falando tiverem assassinando criancinhas, que nem os cananeus faziam, acho que sim, seria obrigação nossa, eh, fazer uma reação a eles, ser uma guerra, qualquer coisa, né? Ah, então veja como que é interessante, né? Ele quer tratar a questão de uma forma completamente anacrônica. Mais uma vez, ele não refutou uma vírgula de tudo aquilo que eu mostrei das maldades dos cananeus, que é uma coisa que não é apenas o relato bíblico, mas está comprovado tanto na história quanto na arqueologia. Ou seja, ele não consegue refutar isso, porque a gente já viu que ele não sabe Bíblia e também não sabe história. Aí ele tenta usar filosofia para tentar, de forma anacrônica, falar que Deus foi mal ter executado eles. Aí ele faz uma outra analogia aqui que é completamente estúpida, porque é óbvio que a gente não vai ter que matar Neo-ateus hoje de hoje, porque os Neo-ateus não fazem as mesmas coisas que os cananeus faziam. É óbvio. Uma coisa simples de responder. Bom, no mais, ele ficou o tempo todo aí só lendo, lendo, lendo de novo, ler um monte de coisa aí de autores que eu nem concordo, né? E achou que estava me refutando desse jeito. Beleza, né? Não, não refutou nada. Não vi nada. Ele começou ali falando que o tema do debate, ah, é bom, ele falou que eu, ah, que como se eu tivesse dito que o debate não tem nada a ver com Deus cristão. Eu não disse isso. Tanto é que tudo aquilo que eu argumentei foi baseado no Deus cristão, né? Agora, se qualquer um que ir no no título do debate, a t do debate é refuta Deus, não é refuta o Deus cristão. Tá aqui, não provou que refuta Deus. O máximo que ele poderia, se ele conseguisse comprovar os argumentos dele, que não comprovou nenhum, seria, tá, o Deus cristão, né? Então, o que tange é o debate em si, e não fez nada, né? Ah, bom, ele falou também que assim, ah, ah, mas as pessoas iriam ler esses textos do futuro, né? Então os textos estariam escritos de uma forma errada, equivocada e tudo mais. Bom, vamos lá. Primeiro, o texto foi escrito para aquelas pessoas daquela época, certo? Obviamente, eles seriam também lidos para a gente no dia de hoje, mas os receptores originais não eram a gente. Os receptores originais eram eles. E a linguagem da época era notadamente hiperbólica. Você vai ver, por exemplo, eles falando que os muros dos cananeus eram tão grandes que iam até o céu. Alguém realmente acha que o muro dos dos cananeus é desse tamanhão, né? Ia bater o céu literalmente, né? Claro que não. No artigo mostra número, as outras provas disso, né? Então, o que a gente tem que entender é como que o texto era lido pelas pessoas naquela época e não simplesmente pegar o texto como se fosse para nós hoje, sem nenhum filtro, sem nenhum exagero, sem nada. A gente tem que entender como que as pessoas naquela época pensavam, porque o texto não foi escrito para nós em primeiro lugar, foi escrito para eles. É por isso que exegese é tão importante. O que que é exegese? A gente tentar, eh, interpretar a Bíblia através de métodos exegéticos válidos, ou seja, tentar captar a ideia que o texto original transmitiu para aquelas pessoas que eram os receptores originais. É daí que a gente tira a questão da hipérbole. É daí que a gente entende, conectando todos esses bíblicos, entendendo o contexto histórico, textual, contextual e tudo mais, né? O contexto cultural e etc. Não é simplesmente pegando o texto, o texto diz isso hoje em dia, uma pessoa na nossa época entenderia assim, então é assim mesmo. Isso é uma coisa ridícula. É por isso que eu falo, isso aqui é um debate exegético, sim senhor. Por mais que ele queira transformar isso num debate filosófico, o debate bíblico, ele é primeiramente exegético. Só se ele provar pela exegese dos textos bíblicos que eles realmente são textos maldosos, que eles mandam fazer carnificinas, aí realmente poderia ir pro passo dois, que seria realmente, ah, provar que Deus não é mau e alguma coisa do tipo. Ele não faz isso, porque ele nem sabe o que é exegese, ele nem leu a Bíblia, ele mesmo confessou isso. Então, ele provavelmente não leu o meu artigo também, porque quando cita o artigo, você tá errado. O próprio, no próprio artigo eu explico isso, né? Ah, agora Galvão, eu vou, eh, pera um pouquinho para o meu tempo que vou compartilhar tela. Pera aí, dá um pause aí, por favor. Me avisa quando tiver compartilhado, por favor. Tá compartilhado. Compartilhada, tá compartilhada já. Beleza. Deixa eu ver aqui, só para mostrar pro David como é que funciona a questão da hipérbole no no Antigo Testamento. Isso daqui, vamos lá. A gente vai ver, por exemplo, vários textos aqui. O próprio, os próprios sábios judeus, Talmud, eles reconhecem, né, que as declarações não devem ser entendidas literalmente. Diz em alguns casos, Torá falava pregando uma linguagem exagerada, os profetas falando empregando linguagem exagerada, e os sábios falando empregando linguagem exagerada. É que eu já falei, né? Ah, que eles falaram que as nações que eles vão conquistar tinham muros que iam até o céu. Será que o muro batia literalmente até o céu, David? Eu acho que não, né? O exército de Davi era tão grande quanto o exército de Deus? Será que ele era tão grande assim, né? Tinha mais maior que o exército de Deus? Ah, aqui tem vários textos. Deus colocou na mão de Jeosafat os animais selvagens, as aves do céu, onde quer que vivam, ali os fez e tirou o governante de todos eles. Será que ele governava a humanidade inteira, o Nabucodonosor, né? Adoravam, eh, chefe dos trabalhos forçados, todo Israel apedrejou até a morte. Será que literalmente todo Israel, a criancinha, mulher, todo mundo foi lá cercar o Abirão para atacar ele, né? Será que é isso mesmo? O próprio texto bíblico mostra isso pra gente, porque diz que Josué conquistou toda a terra e logo em seguida ele vai mostrando um monte de povos que ele não tinha conquistado, terras que ainda precisava conquistar. Ou seja, é a própria Bíblia que explica a Bíblia. É o próprio é o princípio mais básico da hermenêutica é isso, né? Você vai interpretar a Bíblia de acordo com o seu texto, de acordo com os outros textos. Se o próprio livro tá explicando que teve várias outras nações que ainda não tinham sido expulsas, então é óbvio que a gente tem que tomar literalmente o texto. É óbvio, o beabá aqui, né? Ah, enfim, eu, eu gostaria de citar mais textos aqui, só que eu não vou ter tempo para isso. Quero então para uma outra questão que é tão importante quanto, que é a questão, ah, do, pera aí, deixa eu voltar aqui, ah, a questão de expulsar ou exterminar, né? Porque aqui ele vai falar, ah, mais uma vez vai falar que tinha que exterminar todo mundo, etc. Ele não entende que a linguagem bíblica era estava falando de de expulsar os cananeus, ou seja, exatamente aquilo que eu expliquei no texto de Deuteronômio, por exemplo, Êxodo 23, 27, 28, dizer o seguinte: "Mandarei a vós o meu terror, que porá em confusão todas as nações que vocês encontrarem. Farei que todos os seus inimigos virem as costas e fujam. Causarei pânico entre os heveus, os cananeus e os hititas para expulsá-los diante de vocês." Ou seja, qual é a ideia? Que eles vão ter que invadir, matar todo mundo, criança, mulher, etc., todo mundo? Quem fugir vai lá, ataca eles, segue eles, mata todo mundo? É isso mesmo? Deus estava com sede de sangue aqui? Não. A ideia é que eles próprios, vendo que os israelitas eram mais fortes que eles, iriam virar as costas e fugir, dar no pé. É isso. É simplesmente de expulsar. Eles não é de exterminar eles, né? Ah, aqui inclusive vai dizer, né, "Não os expulsarei num só ano, pois a terra se tornaria desolada, os animais selvagens se multiplicariam." Ia falar que vai expulsar aos poucos e tudo mais, né? Então, aqui ele vai justificar, né? Ele vai dizer: "Pois a terra se tornaria desolada e os animais se multiplicariam." Se o texto tivesse falando de extermínio, aí já seria ocupada cinco israelitas massacrarem cada povo cananeu. Mas o texto disse que a terra ficaria desolada, o que mostra que ele realmente estava falando de cananeus abandonando deliberadamente território e deixando eles vazio até que os israelitas pudessem ocupá-los, né? Aqui mais um: "Não sigam os costumes dos outros povos que vou expulsar de vocês." Aqui vários textos falando de expulsar, expulsar, expulsar. Aqui a gente vê que a ideia não era de de aniquilação, mas a ideia era justamente de expulsão, né? Aqui eu não vou ler tudo. T aqui tem aqui, ó. Aqui o texto que queria que eu tinha falado aquela hora, né? Jeremias 4:29 vai dizer o seguinte: "Ao som do cavaleiro e do arqueiro, toda a cidade foge. Eles entram nos matagais e escalam entre as rochas. Cada cidade foi abandonada e ninguém mora nelas." Olha que o texto vai dizer aqui, ó. Primeiro, por que que a cidade tá abandonada? Por quê? Porque é o som do cavaleiro e do arqueiro, toda a cidade foge. Quando o cavaleiro e o arqueiro, ou seja, os soldados, né, eles eram derrotados, toda a cidade, ou seja, aqui tá falando da população civil, ia embora, fugia, né? Dava no pé. A cidade era abandonada e ninguém morava nelas. Então, quando os israelitas ocuparam, não é que a ideia que os ateus que são muito ignorantes de Bíblia querem passar pra gente é que os israelitas entraram lá e assassinaram a sangue frio mulheres, crianças, todo mundo que estava lá, ah, e e porque eles simplesmente quiseram continuar ali na terra, né? Eles queriam morrer basicamente. A ideia que eles estão definida é essa. Quando a gente vê que historicamente também, à luz dos textos bíblicos, quando a fortaleza deles era tomada, eles perdiam a guerra, a cidade era abandonada, ninguém sobrava nelas. Como é que eles iam matar então mulheres, crianças ali, né? Por isso que a gente tem que entender o efemismo dos textos bíblicos, senão a gente vai interpretar de forma completamente ridícula os textos, que é exatamente aquilo que ele faz, né? Bom, no Eu repito o meu artigo ali que eu postei, tem 75 páginas. Quem quiser vai ler e vai lá e leia, né? O o artigo que já tem todas as respostas ali. Bom, ele também perguntou o seguinte: Deus poderia tê-los resgatado, falando dos cananeus, mostrando a eles o verdadeiro caminho? Foi exatamente isso que Deus tentou fazer com eles. Vamos ler lá em Gênesis 15:13-16. Mais um texto que era aqui que ele que ele provavelmente não conhece, porque ele não leu. "Então o Senhor lhe disse: 'Saiba que os seus descendentes", está falando Deus para Abraão, "serão estrangeiros na terra que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por 400 anos. Mas eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e depois de tudo sairão com muitos bens. Você, porém, irá em paz a seus antepassados e será sepultado em boa velhice. Na quarta geração, os seus descendentes voltarão para cá, porque a maldade dos amorreus ainda não atingiu a medida completa.'" Ou seja, realmente Deus esperou. Um minuto. Beleza. Deus esperou pacientemente por 400 anos para ver se eles abandonavam a maldade deles. Eles abandonaram? Não. Aí veio o juízo executado sobre eles. Já mostrei que tanto a história como a arqueologia comprovam que eles eram maldosos daquele jeito. Realmente. E o a gente vê, por exemplo, o livro de Jonas, né? Estava acontecendo a mesma coisa. Deus mandou castigar, né? Falou: "Se vocês não se arrependerem, vai ter o castigo sobre vocês." Mandou o profeta Jonas pregar para eles, eles se arrependeram e o próprio Deus não enviou o castigo para eles. Infelizmente, com com com os amorreus. Mas foi assim no dilúvio, a mesma coisa. Deus pregou através de Noé durante um século, eles não se arrependeram, veio o dilúvio. Deus sempre dá oportunidade de conversão. E aqui a pergunta que não tive tempo para fazer na última, na última live, na última, na última fala minha, ah, que eu queria fazer é a seguinte: Tem uma live sua onde você afirma que Deus é mau, etc., tal, por causa do relato de, eh, Abraão com o sacrifício, o suposto sacrifício de Isaac, né? E você fala que Isaac era uma criança e isso seria uma coisa, né, como se é uma coisa terrível saber. Então, qual o texto que a Bíblia chama Isaac de criança quando Abraão foi sacrificado? Pessoal, iremos agora, né, para o terceiro e último bloco de 10 minutos e depois iremos colocar em destaque algumas perguntas e alguns comentários do chat, né? Então, o pessoal que tá no chat que ainda não fez pergunta, eu vi que só tem pergunta aqui para o Banzo. Então, pessoal, podem fazer também pergunta para o Davis, tá bom? Pra gente tanto Banzo e responder, quanto também o Davis ter oportunidade de responder algumas perguntas, tá? Jo. E o pessoal aí podendo cooperar com o canal, à vontade, tende visto que já agora paga cão aqui do estrenar. Então, bora dar uma força aí, galera, dá uma força. Eh, você vai compartilhar a tela novamente ou não? Não, não, não. É, beleza. Então, David, vou te liberar teu 10 minutos agora, tá bom? Tá liberado. Beleza. Suficiente aí, pode ir. Bora, po, bora, bora. Bom, enfim, eh, eu concordaria que o debate seria somente exegético e hermenêutico se, no caso ali, né, se, no caso, ah, você não acreditasse que esse livro, né, que esse conjunto de livros, luz uma revelação divina, uma inspiração divina. A partir do momento que você assume essa visão, o debate também envolve filosofia da religião, filosofia moral, epistemologia moral, ali, principalmente religiosa, enfim, várias questões filosóficas aí no meio, tá? A partir do momento que você espiritualiza, né, de ser só hermenêutica e exegese, vira filosofia, assim, e você vai ter que estudar mais daqui pra frente para poder sustentar essa sua posição, porque eu vou me engajar com seus vídeos um por um, tá? Eu vou ver se eu acho que tiver lá de filosofia, o que tiver de lá, eu vou destrinchar e os seus textos também, eu vou ver se eu destrincho também, OK? Lá no meu canal. Então, vamos lá. Eh, como você foi desonesto aqui, está o meu aviso, OK? Ah, mas vamos lá. Eh, os seus pontos, nenhum deles respondeu nada do que eu falei, tá? Você não respondeu o ponto sobre por que esse Deus não poderia simplesmente ter ali exterminado os cananeus e os amalequitas sem se utilizar dos israelitas. Por que que isso não seria algo historicamente incrível, inclusive, se alguém registrasse algo assim? Imagine que não comia de dar as pessoas no futuro que viessem a ler a Bíblia como uma revelação de Deus. Você não respondeu isso, meu amigo. Você não respondeu quase nada. Você não respondeu o ponto do Moron sobre a questão do do papel de Deus, né, de tentar convencer os cananeus, né, tentar convencer o pessoal ali, os cananeus, etc., né, esses povos, ah, enfim, bárbaros, etc., com algum evento, algum fenômeno, sei lá, um milagre, sei lá, qualquer coisa assim que fosse surpreendente para eles, né? E se revelasse para eles de algum modo surpreendente ou algo assim. É uma outra alternativa, meu amigo. Você não eliminou essa alternativa. É uma alternativa inclusive moralmente menos repugnante do que simplesmente o que se ilustra aí. Se há essas alternativas, por que que esse Deus escolheu logo essas, se assemelhando em muitos aspectos aos outros deuses ali cultuados, né, os falsos deuses, segundo a sua visão, meu amigo? Então, assim, cara, é [ __ ] velho, é [ __ ] porque assim, você chega num debate que envolve vários assuntos interseccionais, interdisciplinares, você ainda por cima apresenta, no caso ali, a algumas falas minhas, algumas coisas soltas, né, no início do debate. Ou seja, se caracteriza uma falácia de envenenamento do poço, OK? É uma falácia. Pode pesquisar aí depois, pessoal, envenenamento do poço, vocês vão ver que se não falar isso aqui, ah, você depois se engaja com a questão do ad hominem, desqualificar eu enquanto um debatedor para esse assunto específico, mesmo que no caso eu me baseei nos ensaios de uma outra de um outro filósofo que de fato leu a Bíblia, não só o outro filósofo como um outro conjunto de filósofos, né, que se baseiam, que leram a Bíblia e que articularam o seu ponto em termos de filosofia moral, em ética aplicada, para poder fazer uma análise desses textos em questão e problematizado diante do conceito de Deus que você mesmo acredita, meu amigo. Você mesmo acredita em um daqueles conceitos, tomados como conceito tradicional de Deus. Então, essa discussão é filosófica, é filosófica também. E aí você tenta fazer o quê? Você se engaja com os pontos que eu tô trazendo? Não, você simplesmente traz pontos que eu não tô trazendo. Eu não, cara, tô cagando se no caso tá se utilizando de linguagem hiperbólica ali. Você não tá entendendo meu ponto. Não depende disso. Meu ponto depende inteiramente disso, né? Eh, no caso, meus pontos ali todos dependem dessa questão de se considerar os textos como meramente hiperbólicos ou não, entendeu? Então, assim, é se você trazer esse ponto, é só ilustrar que você tá criando um espantalho para bater, porque é mais fácil para você. Você não esperava os textos que eu ia trazer aqui. Você não esperava a resposta que eu ia trazer pro seu textinho. E aí você tá usando isso, é simplesmente isso, cara. É simplesmente isso. Eu gostaria de ser mais amistoso com você. Eu gostaria de ter sido mais amistoso com você, mas você se engajou com um comportamento ali que, a meu ver, é desonesto intelectualmente, cara. É desonesto intelectualmente. Juro para você. Já tinham me falado sobre isso, inclusive alguns colegas até católicos, até católicos já falaram para mim que você era um cara assim, católicos, ateus, etc., falaram que você debateu, falaram que você é assim mesmo, e eu não acreditei. Eu falei: "Não, deve ser porque esse pessoal aí não tem muita familiaridade com alguns pontos e tal, né? Depois e tal, né?" Assisti um debate seu com o Mateus Tiburcio, né, também, inclusive. Ah, e eu achei assim, ah, não é porque ele tá achando que é só um ponto ali, não tem muita familiaridade, mas não deve ser tão desonesto assim. Mas agora tô vendo ao vivo você sendo desonesto ao vivo. Então, agora só comprovou que colegas católicos e ateus já disseram sobre você, que você é desonesto intelectualmente. Você não é uma pessoa que merece engajamento intelectual, pelo menos não do debate público aqui nessa questão de lives e coisas assim. Seus textos têm que ser destrinchados um por um, individualmente, né, em outros lugares, em outros textos, talvez, ou em outros vídeos. É basicamente isso. Tem quanto tempo aí, galan? E da minha pergunta, você não vai responder mesmo? 5 minutos. Qual pergunta que você, você soltou aí? Manda, manda a pergunta de Isaac. Como assim, pergunta Isaac? Manda aí. Eu não prestei atenção nessa pergunta específica. Manda. Ah, qual o texto bíblico que você se utiliza para falar que Isaac era uma criança quando Abraão foi sacrificado? Hum. Tá falando de Gênesis 22, é isso? Sim, exatamente. Certo. Eu já disse que era a questão da, da questão que era uma criança, por quê? Sim. Qual o texto que diz que era uma criança? Não me lembro. Mas era, é o filho dele, pô. Tá bom, tá bom, tá bom, tá bom. É porque o texto explicar. Eu trouxe esse ponto aqui. Vamos lá. Eu trouxe esse ponto. Eu trouxe esse ponto. Vamos lá. Eu trouxe esse ponto. Eu trouxe esse ponto para discussão. É o ponto seguinte: Qual o texto que vai chamar Isaac de criança naquela naquele texto? É isso que eu tô perguntando. Não me lembro. Não me lembro. Qual que que afeta no meu ponto aqui que eu trouxe de Deuteronômio, no caso ali dos amalequitas? E cadê as respostas que eu exigi dos meus argumentos? Cadê a resposta dos meus argumentos? Cara, você não respondeu nada. Você só criou espantalho e bate espantalho, pelo amor, meu. Pelo amor, cara. Não tem mais, não tem mais o tempo. Cara, pode passar esse tempo aí para ele, se ele quiser. Beleza. Então, deixa, deixa aqui eu atualizar o tempo novamente para 10 minutos e agora Banzo, você tem 10 minutos. Pode responder e como também, eh, descer seus comentários. Beleza? Pode começar. BOL. Calma, calma. Pera aí, calma. Cavão, volta. Calma. Agora, agora pode começar. Ah, bom, vocês viram que ele ficou bastante nervosinho mesmo, né? Ficou bastante doído por causa daquilo que eu disse lá no começo, que eu mostrei que ele não estava apto para um debate como esse, por causa que ele não leu a Bíblia e mesmo assim fala que a Bíblia é um livro que não presta para nada. E depois ele passou, ele falou que eu usei a ad hominem contra ele, quando isso na verdade tinha a ver com o tema do debate, sim senhor. E aí ele passou metade do tempo dele só me atacando pessoalmente, com base em boatos, em calúnias que ele ouviu de outras pessoas. E por que que ele fez isso? Porque claramente ele não tinha o que falar mais. Ele já foi tão destroçado nesse debate que ele nem tinha mais o que falar. Passou metade do tempo só me atacando. Mas tudo bem, nem, nem tô nem aí com isso mesmo, né? Eu acho que engraçado que eu vi todos os debates dele que ele teve, vi, não vi nenhum onde ele estava tão desconcertado quanto ele está hoje aqui, passando vergonha. Mas tudo bem. Eu não vou falar do caráter dele, porque, né, eu até acho ele um cara bastante inteligente, mas para discutir filosofia, infelizmente, ele está no debate errado e por isso que ele está apanhando aqui agora. A pergunta que eu fiz foi: qual texto bíblico que diz que nem ele tinha afirmado que Isaac era uma criança? A resposta dele primeiro foi: não me lembro. Tá bom. Então, deixa eu compartilhar tela aqui. Pera aí. Ah, vamos lá. Pode colocar, por favor, na tela, Galvão. Certo. Vamos lá. A gente vai ver isso aqui. Tá no meu livro que eu tô escrevendo, ainda não tá publicado. Eh, a gente vai ver o seguinte: em primeiro lugar, o livro não vai, não vai dizer que Isaac era uma criança. Vai usar o termo hebraico na'ar, que é um termo usado várias vezes para pessoas bem velhas, até, né? Pessoas com mais de 20 anos, 30 anos, é usado para Benjamim, quando já tinha mais de 20, para para José, já tinha 17, para vários outros ali na Bíblia. Mas tem várias provas que mostram isso, né? Por exemplo, do capítulo que fala do nascimento de Isaac, a gente tinha informado que o menino cresceu e foi desmamado. Nessa ocasião, Hagar e Ismael são expulsos de, eh, da por Sara, né? E depois ele cresce, vive no deserto, torna-se feitor, etc., etc., casa inclusive, né? Ou seja, passou bastante tempo aqui entre um evento e outro. Aí vai dizer que naquela ocasião, Abimeleque, rei de Gerar, etc., e teve todos os eventos narrados ali para falar do que aconteceu entre Abimeleque e Abraão. E vai dizer que Abraão morou na terra dos filisteus por longo tempo. Ou seja, aqui já tá falando de mais tempo ainda. Ele vai dizer que depois dessas coisas, provou Deus Abraão. Ou seja, olha o quanto de tempo que já tinha passado. Isaac claramente não era mais uma, uma criança, não tinha nenhuma chance de ser uma criança. Ele vai falar: "Ah, tudo bem, mas aqui de todo modo, o texto não tá, não tá falando de uma criança." Beleza, aparentemente ele já desistiu do argumento que ele tinha dado, né? E aí ele vai falar que que, ah, não, mas aqui ele vai usar o mesmo argumento do Deuteronômio, basicamente, né? A que, ah, deixaria o coitado do Isaac traumatizado, né? Como se realmente Isaac tivesse traumatizado na Bíblia, né? Mas enfim, a questão é o que aconteceria se Abraão se recusasse a sacrificar, eh, Isaac quando ele lhe foi requisitado, porque ele tá partindo do pressuposto de que Abraão era obrigado a aceitar isso, como, na verdade, não, isso era um teste para Abraão, né? Ele não, não significa que se ele não tivesse aceitado isso, ele teria falhado no teste necessariamente. Como é que a gente sabe disso? Porque em várias outras ocasiões, Deus se permite ser confrontado e desafiado. A gente vê, por exemplo, Abraão, o próprio Abraão barganha com Deus em Gênesis 18:23-33. Ele fala: "Se a cidade tiver apenas, eh, 20 justos, vou poupar a cidade. Se tiver 40, vou poupar. Se tiver 30, vou poupar. Se tiver 15, vou poupar. Se tiver 10, vou poupar." Aí depois ele para porque vê que a situação estava feia mesmo, né? Ah, outras ocasiões, Moisés mesmo, ele vai questionar Deus. Deus vai falar: "Cara, deixa-me destruir Israel." Aí Moisés fala: "Não, não deixo, né?" Ele vai se colocar na causa contra Deus e Deus vai se convencer por Moisés, né? "O Senhor arrependeu-se do mal que ameaçava trazer sobre o povo." Claro que tudo isso aqui é uma linguagem que a gente pode tratar melhor em outras ocasiões, linguagem antropomórfica, mas mesmo assim, a gente vê que Deus se permite ser convencido por alguém que, eh, que entre aspas, debate com ele, né? Por isso que eu coloquei aqui, né, A, ah, de que estou apenas ressaltando como Deus muitas vezes se permite ser confrontado quando do outro lado está alguém com respeito, integridade e bons argumentos. Ele não é um velho, um velho de longas barbas brancas sentado em seu trono celestial que se irrita facilmente ao menor questionamento, né? Aquilo que eu falei, se Abraão tivesse se recusado a sacrificar Isaac pelas razões certas, né, ou seja, por ser inerentemente errado tirar a vida de uma pessoa inocente, Deus teria aceitado também a a resposta dele, né? Numa parte do texto, explica isso. Pelo contrário, o hebraico do texto, ele vai indicar exatamente, eh, o ponto que eu coloquei aqui, que era um pedido que podia ser contrariado, né? Por exemplo, deixa eu ver aqui. Esse autor aqui, ele vai dizer o seguinte, né, que o pedido estava amortecido pela ternura de Deus e que no hebraico, ele, ele, opa, que é errado aqui. No hebraico, ele soa como "por favor, leve seu filho" ou "aceite ou implore seu único filho", ou seja, a natureza de um pedido que pode ser recusado, que é muito diferente dos 10 mandamentos. E o Gordon Wen, ele vai comentar que Abraão, nesse caso, não incorreria em qualquer culpa se recusasse o pedido, mas que ele tá presumindo que ele era obrigado a aceitar, né? O mais, o pressuposto que ele tira do nada. Exatamente igual ele pressupõe a questão de que, eh, de que Isaac era uma criança, porque tem vários outros argumentos que eu entro aqui. Eu não vou entrar aqui em tudo isso, porque senão vai acabar todo o meu tempo. E diferente do David, eu quero usar o meu tempo, porque eu tenho argumentos para usar. Então, deixa eu ver aqui, que mais que eu anotei aqui? Ele falou, ah, o debate também envolve filosofia da religião. Envolve-se primeiro passar da parte exegética. Primeiro, você tem que provar energeticamente que Deus algum uma vez mandou cometer atrocidades, abominações, que está no título desse debate, eh, na, tá claramente isso no título. Se você prova que Deus cometeu abominações energeticamente, aí beleza, entra num debate filosófico, se realmente Deus é monstruoso, é imoral, não existe, etc. Agora, você em momento nenhum provou eticamente. Ponto. E aqui não me importa se você conhece Bíblia ou não. Agora, mesmo que você fale: "Ah, eu não, eu não conheço a Bíblia, mas eu me baseei em filósofos que comentaram sobre a Bíblia", mas nenhum deles conseguiu refutar qualquer coisa que eu falei aqui. Você fugiu de todas as perguntas do debate inteiro, né? Teve que responder sobre Isaac aqui depois, porque eu insisti, depois que já tinha aberto mais do seu tempo, né? E outra, cara, um, um conselho de amigo, sinceramente, não, uma franqueza mesmo, que você, você pode me considerar desonesto só porque eu tô te refutando e tal, não tem problema, mas o conselho de amigo: quando você vai discutir acerca de um assunto, você tem que pesquisar nas fontes primárias daquele assunto, né? Não dá para você debater Bíblia sem ler a Bíblia. E se você tiver errado, e se realmente a Bíblia foi um livro maravilhoso, dos textos que você não leu, você deveria ir para as fontes primárias. Quando eu escrevi o meu livro mais recente, aquele que eu falei aqui da história da misoginia, você acha que eu fui ler só o que autores comentaram sobre os códigos de lei antigos? Claro que não. Da onde você acha que eu tirei tantas citações do Código de Hamurabi, do Código de Amurabi, de todos os códigos de leis antigos ali, do Mahabarata, do Código de Manu, né, etc.? Da onde você acha que eu tirei? Eu li cada um deles. Eu passei o ano inteiro lendo cada um deles. Eu falei: "Ó, vou ler tudo que eu consegui achar da história antiga" e li tudo que eu consegui achar. Tem mais coisas ainda que poderia ler, tem coisas que eu ainda vou ler, mas eu fui atrás das fontes primárias. Pra Bíblia, eu li o Novo Testamento mais de 80 vezes. Quando eu tinha a sua idade, eu tinha lido mais que isso. O Antigo Testamento, ali, menos cinco, seis, mas ainda assim é o suficiente para poder estar apto para um debate com esse. Você não vai para as fontes primárias, você se baseia no que outras pessoas comentam, porque você se limita apenas à questão filosófica. Aí não dá. Outra coisa que você comentou aqui, eu vou abrir aspas, né, para porque você disse: "A partir do momento em que você espiritualiza". Eu, em que momento que eu espiritualizei um texto? Espiritualizar um texto é eu pegar um texto onde Deus fala para matar alguém e eu falar: "Ah, não, aqui não é matar, vamos entender espiritualmente esse texto, na verdade, tá falando sobre amar o próximo, alguma coisa assim." Isso é espiritualizar o texto. Eu não espiritualizei texto nenhum. Eu peguei os textos e mostrei que através de ferramentas exegéticas que a própria hermenêutica nos traz, a gente vai levar à conclusão que aqueles textos são hiperbólicos. Hipérbole é diferente de espiritualização. Só que como você não sabe nada de hermenêutica, você também não sabe nada sobre isso, e aí começa a falar besteira. Não tem nada a ver com espiritualização, como também não tem nada a ver com alegoria, com metáfora. Todas essas coisas são coisas diferentes. Hipérbole é uma coisa diferente de espiritualização, que é diferente de alegoria. Você tem que saber diferenciar essas coisas. Então, por isso que eu falo, se o debate, ele é primeiramente exegético para depois se tornar um debate filosófico, você tem que se preparar exegeticamente. Tô falando que você tem que ter um diploma em teologia, alguma coisa assim, o mínimo, ler a Bíblia, né? O mínimo que se que se exige para isso, né? É o óbvio, né? Aí você falou: "Ah, eu vou destrinchar os seus vídeos para refutar tudo o que eu quiser." Vai em frente. Eu, eu até gostaria disso. A gente poderia fazer mais novas refutações às suas refutações, né? Ficar numa loop sem fim, né? Mas eu quero você saber porque nesse debate aqui, você fala metade do tempo e abre mão porque não tem o que falar. Você literalmente não tem o que argumentar, né? Ah, então eu queria ver o que você vai fazer com os meus vídeos, né? Mas tudo bem, vai ser legal, vai ser divertido poder te refutar também através de vídeos, né? Ah, que mais? Ah, eu não mostrei que Deus tentou converter eles. Eu mostrei sim no próprio texto de Abraão. Porque você acha que Deus deu 400 anos para eles se arrependerem? Porque Deus viu, se não fosse por isso, ele fala: "Quer saber? Vou matar na mesa." E aí nem vou esperar eles ficarem malvados. Não vão matar agora já. E por que você acha que Deus daria a chance para Nínive? Você sabe o que que era Nínive? Nínive era capital de qual império? Império Assírio, o mais, mais ímpio, cruel, desumano da época. Aquele mesmo do Código de Assur, que eu mostrei lá na introdução, né, que manda, eh, aplicar, eh, punição na cabeça da mulher que não usa vela, etc., né? Ah, e mesmo assim, Deus manda o profeta Jonas pregar para eles para que eles se arrependessem dos pecados deles. Um minuto. Lucas, acabou o tempo ou tem um minuto? Um minuto. Tá. E mesmo assim, sim, Deus manda Jonas pregar para eles para que eles se arrependessem para que não tivessem o mal que eles queriam. Inclusive, Jonas, por ser um profeta nacionalista, ele não queria pregar para eles, justamente porque ele não queria que eles se arrependessem. Ele falava: "Eu não quero, porque eu sei que o Senhor é o Deus misericordioso que vai perdoar eles." E foi exatamente o que aconteceu, né? Então, Deus sim, Deus aplica a misericórdia mesmo com as pessoas mais ímpias. Em momento nenhum você refutou isso. Não refutou a questão do Lucas também que eu falei. Não refutou nada. Basicamente fugiu de todas as discussões aqui. Usou textos errados de Deuteronômio, refutei. Usou errado do texto de amaleque, refutei. Na questão de Deuteronômio, não falou mais nada. Refutei na questão de, eh, no, não. Beleza. Tá bom. Eh, David, vamos.

Pra pergunta, né? Eh, não é. Nós terminamos, né, todos os blocos, né? Os três blocos, os quatro blocos. Vamos agora para as perguntas, né? Eh, tem algumas perguntas aqui que o pessoal enviou no super chat e tem outras aqui que eu destaquei aqui, né? Eu peguei, na realidade, são comentários, não é pergunta. Deixa eu trazer aqui uma pergunta para o David. Mande, mande aí, que não foi. Deixa eu ver, cadê, cadê? De Bruno Leão. Aqui, Bruno, valeu, cara, pelo apoio. Bruno, de você, parte de qual padrão moral quando supõe como Deus deveria agir? Qual texto você usa para dizer que Deus não poderia agir com preferência por suas criaturas, ele existindo? Quem poderia julgar ele? Eu vou estabelecer um tempo aqui, porque aí vai ficar tempo igual, né, pros dois responderem. Tá bom? Eu vou dar dois minutos aqui pra resposta, tá bom? Dois minutos pra resposta, tá bom? Dois minutos pra resposta. Beleza. Minutos. Acho que minutos. Acho que D. Beleza. Minutos. Aí eu boto três minutos também pro Bz. Beleza. Pode começar. Bom, pessoalmente, né, ali no nível da fundamentação filosófica, eu parto da epistemologia conservadora fenomenológica do Michael Hummer, Chris Stucker, Mcallister, né? E parto justamente da do intuicionismo ético para poder chegar, né, para poder ilustrar a fundamentação da moralidade, né, ali. Então, para mim, a moralidade é com propriedades normativas e redutíveis que são instanciadas em ações e estados de coisas particulares. Isso ilustra o porque que algo é bom ou mau, né? Minha argumentação para isso tá na minha aula na Universidade Libertária, para quem tiver interesse. Tem uma aula lá, tem na playlist lá, tá no meu canal, né, David Ribeiro. Lá tem uma playlistzinha lá de metaética, lá onde eu ilustro a minha fundamentação, tá, através da aula lá em questão. Então, basicamente, através desse parâmetro que eu passo, eu parto aí a questão, né, de uma epistemologia intuicionista, ah, em questão, né, que eleva o status das intuições morais ali, por a questão da aviação moral, OK, de certos atos ou estado de coisas. Então, é basicamente isso. Se tiver falando sobre mim, na minha pessoa, né, sobre minha condenação, agora sobre essas, esses textos aparentemente mormente, eu apelo para as intuições, inclusive dos próprios cristãos contemporâneos, principalmente, né, que leem esses textos e têm essa intuição moral, né? Eh, e eu também parto sobre justamente sobre os julgamentos, né, formados de maneiras minimamente apropriadas contemporaneamente, de acordo com o parâmetro moral secular que nós temos, inclusive para julgar certos textos ali, né, em questão, né, inclusive no próprio, na própria Bíblia. Então, basicamente, a partir desse ponto, se tiver falando de mim, né, então é isso aí. Beleza, David. Eh, tem um minuto ainda. Se tivesse três minutos, ainda tem um minuto e meio. Tem minuto. Então, deixa eu responder mais um negócio. Então, deixa responder rapidinho. Vamos lá. Eh, e aí o que eu apelo aqui nesse caso que eu fiz em favor dos dois argumentos que eu apresentei é justamente pelas intuições dos próprios cristãos, né? E principalmente ilustrar que haveria outras formas desse Deus, né, desse Deus poder realizar, né, esses, esses pontos, né, esses objetivos que ele almejava, segundo a própria argumentação do Manzo, sem necessariamente recorrer para a questão de extermínio direto de israelitas ali, né, de, de israelitas exterminarem diretamente os cananeus e os amalequitas. Eles poderiam ter feito isso. Por que que não fez? Seria inclusive mais surpreendente se fosse um fenômeno incrível assim, testemunhado por várias pessoas, né? Pessoas morrendo assim aleatoriamente, ó, ó, ó, daquele povo, sem necessariamente alguém ter que matá-los, né? Um povo lá tribal naquela época, tem que matá-los. Então, assim, então, assim, se tem uma maneira melhor, né, não consegue intuitivamente conceber ali um cenário, não de Deus poderia ter feito esse tipo de coisa melhor. Qual que é a razão moralmente suficiente Deus poderia ter para se engajar com essa ação aqui específica? A da outra parece estranho. Parece que, no caso, o registro bíblico tá ilustrando justamente o relato, né, relatando os comandos de um Deus tribal do que os comandos de um Deus que tem a natureza bondosa e fundamenta a moralidade, tal como os cristãos acreditam que ele fundamente, que ele seja o fundamento dessa moralidade e um emissor perfeito, né, perfeitamente moral e emissor desses comandos. É justamente isso que eu tô tentando elucidar. É essa a minha tentativa de motivar as premissas dos argumentos, que é a premissa oito do argumento dedutivo e a premissa dois do argumento que o VZ nem se engajou. Beleza. Deixa voltar aqui. Tranquilidade. Tem um, alguns comentários, né? Teve um comentário aqui logo no começo, foi um super chat que foi enviado pela opinião de Pop, nosso amigo Edon. A, como assim, BOL? Essa live não se trata da existência do Deus cristão. Foi justamente aquela questão aí que banzo. Não, não, pera aí, banzo. Essa aqui não é uma pergunta, não é só um comentário. Eu acredito que você já respondeu essa questão, né, no decorrer da live. Mas aí tem uma pergunta aqui que eu vou destacar para você, tá bom? Deixa eu só fazer um comentário aqui. Amanhã, pessoal, haverá uma live no meu canal, né, no canal Academia de Apologética. Eh, a live vai ser aberta para quem desejar entrar. Vai ser uma live aberta para todo mundo, cristãos, ateus, agnósticos, quem quiser entrar, pode ser de qualquer religião. E, e na realidade, a gente vai estar tratando sobre a origem da vida, né? Então, se você pode, quiser entrar para comentar, discordar, levantar uma objeção, deixar seu comentário, você será bem-vindo, né? Então, amanhã, às 20 horas, no meu canal Academia de Apologética. Vai lá, dá uma força, Banzola, se quiser participar. David, tá aberto lá as portas, tá bom? Pessoal do chat aí, quiser participar, tiver disponibilidade, né? Também tem isso aí. Você tá uma live no teu canal ou tá em aula, coisa do tipo, mas tem disponibilidade, dar uma passadinha lá. Eh, uma pergunta aqui do Dar Clay para o Banzoli. Lucas, seja honesto. Eh, por um momento, imagine-se Deus e você tem vários filhos que estão em transgressão. Você, como Deus todo poderoso, eh, mataria praticamente todos seus filhos afogados ou buscaria uma saída alternativa? Eu acho que ele tá se referindo aqui ao dilúvio, né? Valeu, cara, aí pela, pela, pela parceria aí, né, pelo apoio ao canal, tá joia, meu irmão? E valeu também pela pergunta, né, Manzola? Eu vou disponibilizar aqui três minutos para você responder. Pode ficar à vontade. Sim. Ah, Deus teve, ele tentou converter aquelas pessoas? Já gostei no texto. Posso colocar a pergunta só de novo, só para eu ver a pergunta dele? E porque vários assim. Bom, primeiro lugar, primeira coisa que a gente tem que deixar claro aqui, quando a Bíblia usa o termo "filhos de Deus", ela reserva para aquelas pessoas que são justas, que são piedosas. O resto não é filho de Deus, é criatura de Deus, né? Então, o que acontece? E primeiro ponto, que a gente tem duas premissas. Essas duas premissas que ele coloca aqui. Primeira é que, ah, todos têm como você deixaria que matasse praticamente todos seus filhos afogados? Ou buscaria uma alternativa? Ele tá presumindo que Deus não buscou uma alternativa, sendo que o próprio texto bíblico diz que sim. Não é? Era um pregador da justiça. Ele, ele ficou 100 anos pregando para eles. Eles recusaram todas as pregações de Noé. E porque o mundo estava completamente atolado no caos, afundado na maldade, muito maior do que hoje, muito maior, qualquer at a época da humanidade. Então, essa premissa da qual ele parte já tá errada. Deus buscou meios alternativos, mas não conseguiu, porque eles rejeitaram terminantemente todas as tentativas, né? Assim como ocorreu com os cananeus, assim como ocorreu com os outros povos que foram destruídos. E a segunda questão que ele fala é a questão dos filhos, né? Eles não eram filhos de Deus, porque eles eram pessoas ímpias, eram pessoas más, então eram pessoas que mereciam ser destruídas. Aí eu vou voltar naquele dilema lá que eu coloquei no início do debate, que eles, os ateus adoram e têm dois argumentos que são contraditórios entre si, mas que eles usam ambos para atacar os cristãos. Eles falam o seguinte: quando tem alguém que é ímpio, eles falam: "Ah, por que que Deus não mata esses caras? Por que que Deus permite que eles façam essas coisas que eles fazem, né?" Então, Deus é mau porque ele permite que eles continuem vivos fazendo maldades. Agora, quando Deus mata eles, "Ó, tá vendo como Deus é mau? Ele mandou matar eles, ele fez, ele matou esses caras malvados. Nossa, como Deus é mau!" Ou seja, não dá para agradar eles. Qualquer coisa que Deus faça, eles vão, eles vão atacar Deus, né? Se o texto bíblico tivesse dizendo que existia uma maldade como nunca houve na história, todo mundo era ímpio, a percepção de Noé e da família dele, e Deus não fez rigorosamente nada em relação a isso, ele não tá falando: "Ó, tá vendo Deus? Ó, como Deus é mau? Ele permitiu que a que a maldade corresse solta aí sem ninguém fazer nada." Agora, como Deus executa o juízo sobre eles, "jeito na cabeça deles, né?" Tem um minuto para. Tem um minuto aí. Um minuto. Tá. É isso. E sobre a questão, alguém podia falar: "Mas e crianças?" Não, o texto não fala nominalmente em crianças morrendo no dilúvio. É o trabalho com a possibilidade de que sim. Não, não, de fato, não haviam crianças na época do dilúvio. E como é que isso poderia ser possível? Lucas, é muito simples. Bastaria que nos últimos 10, 15, 20 anos antes do dilúvio, eu simplesmente tornasse as mulheres estéreis, elas não tivessem filhos e, consequentemente, não teriam crianças que morreriam por ocasião do dilúvio. Agora, mesmo que crianças tivessem morrido por ocasião do dilúvio, teria sido melhor para elas continuarem vivas no mundo daquela época, daquele jeito que era a pior maldade que já existiu na história, ou serem salvas, né? Pelo menos, mesmo que morrer afogada, uma coisa trágica, triste, né? Tanto é que eu não creio, não creio nisso, mas pelo menos ele daria a salvação que elas não teriam se elas continuassem vivas, né? É uma questão para ser pensada. Beleza, Banzo. Eh, cara, eu tava procurando aqui outras perguntas, mas aí não tô achando perguntas aqui para o David, né? Eh, tem uma outra pergunta aqui de um chat que também é pro Banzo. Manda pergunta, galera, manda a pergunta. Deixa eu só destacar alguns comentários aqui, né? O Lucas Queiroz disse assim: "Manda salve, David Ribeiro." Salve, Luquinhas. Ó, Luquinhas aí, tomista. Salve, salve, tomista. Eu vi um vídeo dele hoje. Gosto muito. V. Gosto muito do Luquinhas. Eu tenho contato com ele. Luiz, a briga dos Cabeludos. Cada puxada de cabelo. Ou seja, hoje foi o debate dos Cabeludos, né? Para quem não sabe. Não sei se o David Ribeiro sai, mas era bem cabelo. Era mais cabelo do que ele até alguns anos atrás. Aí eu acabei cortando para ver cabelo. A briga. A briga dos Cabeludos, né? Pessoal. Tem uma outra pergunta. Go. Que não tivesse sido, né? Tivesse sido mais amistoso. Mas infelizmente. Tem uma outra pergunta aqui que que eu acho que foi direcionada ao ao Al Banzo, né? Deixa eu ver que qual é a pergunta. Deixa eu resgatar ela aqui, porque saiu aqui do destaque. Cara, não é aquela do Levi Lower? Tá, tá no destaque sim. Deixa eu ver aqui. Achei essa aqui, ó. Pergunta para o Lucas: O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a questão de se há cursos ou razões moralmente suficientes, né, que Deus poderia ter para poder se engajar com esse tipo de coisa, OK? Uma terceira estratégia que o Banzoli poderia recorrer para tentar evitar esses pontos que eu tô trazendo aqui é justamente tentar argumentar, né, como uma forma de teísmo cético, né, e pela rota que o Plantinga vai e Murphy vai, mas ele não escolheu essa rota, né? Então, nesse caso, ah, os comandos que Deus ilustra na Bíblia também têm que ser vistos como mensagens, inclusive para pessoas até mesmo futuras, já que eles tomam, né, o Banzoli, vocês tomam esse livro como livro revelado divinamente, que no caso deveria ser algo que favorecesse, né, esses textos religiosos revelados e que favorecesse, no caso, cativar pessoas do futuro, inclusive as aderirem a ele, né, e aderirem à religião correspondente a esse livro inspirado divinamente. Então, assim, vocês têm que ter em mente o seguinte, que parece ser o caso, né? E aí a gente analisa a questão das intuições morais acerca dessas questões, que esses textos de fato são muito moralmente problemáticos, porque eu consigo conceber, por exemplo, uma alternativa, eh, ao curso de ação de Deus, a todas essas questões, que evitaria essa questão do dilúvio, evitaria essa questão da morte nas mãos dos próprios israelitas, de outros povos, ah, que é justamente Deus fazer assim. E quando eu falo assim, não é o dedinho de fato, né? Né, o dedinho de Fato. Deus não tem dedo, né? Deus não tem corpo, né? Por favor, não, não, não achem isso que eu tô dizendo. Isso eu tô dizendo que Deus parou simplesmente, e as pessoas simplesmente daquela cultura, né, daquela religião ali específica, que são com se engajam com um comportamento moralmente abominável, segundo o Bazo, pelo, ó, todo mundo morrer, simplesmente tem um ataque fulminante, um ataque cardíaco, qualquer coisa, morrer. E aí você não, não precisaria correr o risco de favorecer a degradação moral desses indivíduos ao torná-los cada vez mais cruéis nesse âmbito de ação de engajamento com esse tipo de morte de pessoas inocentes, né, ou de pessoas que, no caso, são culpadas, mas no caso, esse tipo de morte constante, né, de guerra constante, favoreceria o cultivo de traços de caráter moralmente viciosos, né? Poderia favorecer traços de caráter moralmente viciosos nessas pessoas que se engajaram com essas mortes. Então, é basicamente isso. Se há um outro curso de ação concebível que Deus poderia ter se engajado, qual que é a razão moralmente suficiente que Deus tem, né? E que estão que pode estar nos acessível para concluirmos, né, no caso, que Deus, né, ele tá justificado em se engajar com essa ação específica, né? Porque que Deus tem uma natureza específica, né, aliado com a a perfeição moral, a onipotência e a onisciência, ele é o ser supremo. Então, nesse caso, tudo poderia estar justamente nas mãos dele e está nas mãos dele, né, segundo os teístas. Ele é quem sustenta a nossa realidade. Ele não só o criador como o sustentador da nossa realidade. Então, assim, é meio complicado, né? É meio complicado, aí, mas enfim. Beleza. Eh, teve mais uma pergunta aqui. Eu, eu coloquei duas perguntas sequenciadas para o Banzo. Tem outra pergunta aqui para o David. Eu vou estar e depois iremos às ações finais. Sim. A, tava fazendo pergunta agora, é uma atrás da outra aqui. Tem uma pilha de pergunta que eu não vou poder fazer todas, galera. Já vai mais de duas horas de live aqui. Então, a pergunta foi feita pelo Lu, né? Lu, ele disse assim: "Faz pergunta aí ao David." Sua sugestão de Deus matar sem pedir o homem, né? Pressupõe que seria mal o homem tirar a vida de outro. Matar tá errado em todos os casos? Senão, porque o caso desse aí? Depois ele continua aqui, é, se matar não é errado em todo caso, porque o caso desse texto? Eu acho que ele tá se referindo ao texto lá Deuteronômio. Seria absolutamente errado se matar? Não é errado em todos os casos? Claro. Se você, primeiro, a primeira tem a resposta. Se matar errado em todos os casos? Foi antes que ele perguntou. E agora depende da resposta. Que se é errado, não é errado matar em todos os casos, porque o caso desse texto seria absolutamente errado. Deu para compreender, Dev? Deu, deu, deu para compreender? Consegui compreender. Responde. Vamos lá. Vou responder aqui. Eh, vamos lá. A gente tem que ter em mente o seguinte, quando a gente analisa esses textos e essa situação, há uma maneira concebível ali de Deus alcançar seus mesmos objetivos sem que, no caso, ele recorra a esse tipo de comando específico, comando divino específico que pode contribuir com a deterioração moral dos indivíduos, a torná-los cada vez mais ferozes, vorazes, né, impiedosos, etc., com relação a outros povos. Esse povo que ele toma como sendo povo escolhido. Se esse curso de ação, porque Deus não se engajou com esse ao invés de outro, com esse ao invés de outro, entendeu? Parece que, no caso, gera um problema aí, pelo menos uma aparência de abominação moral. Ou seja, pelo menos a premissa dois do meu segundo argumento é vindicada aqui, porque parece algo moralmente abominável, mesmo tendo em vista que é esse outro curso de alternativa que nós mesmos, na nossa limitação, conseguimos conceber, entendeu? Então, é basicamente isso. Então, é, é isso aí. A não ser que o Banzoli e vocês recorram à terceira estratégia que é do Alston e do Murphy, não sei como vocês conseguem lidar com isso. Beleza, David. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o Lucas. O Deus foi adorado pelos israelitas no deserto? Eu desconheço um texto que fala explicitamente na adoração de Moloch no deserto, né? Mas de fato, tem vários textos bíblicos que falam que os israelitas acabavam sucumbindo à idolatria e acabaram pagando o preço por causa disso, né? Mas não tem um texto bíblico que fala explicitamente adoração a Moloch especificamente, e muito menos que ele sacrificava a Moloch. Agora, posteriormente, historicamente, na época dos reis, aí você vai ter assim, israelitas que não apenas adoravam Moloch, tem claramente isso, mas que sacrificavam a Moloch. Por exemplo, o rei Manassés, ele sacrificou o filho dele no fogo a Moloch, né? E outras, né, pagãos, muito comum, porque Moloch era adorado entre eles. E essa é uma das razões porque eu já mostrei, né, que os Deuses deles, muita gente fala: "Ah, o Deus cristão é muito intolerante, intolerante religioso, porque ele manda, né, que ele tem que ser o único que tem que ser adorado, né? E tudo mais. Tem pena de morte, idolatria, lei de Moisés." Só que naquela época é diferente de hoje. Naquela época não é assim: "Ah, se você não é evangélico, então você é católico, ou você é espírita, ou você é umbandista, ou alguma coisa do tipo, budista." Enfim, naquela época não. Ou você adorava Javé, ou então as opções que você tinha ali naquele meio, no entorno deles, eram Deuses que exigiam sacrifício humano, estupro ritualístico, essas coisas que eu já falei aqui, né, que tinha aquelas vezes maravilhosas que eu li aqui na introdução, que o David já comentou, nenhuma delas, etc., né? Ou seja, ah, obviamente Deus precisava ser mais rigoroso em relação a isso, porque não vai querer crianças sendo sacrificadas por esse tipo de Deus, né? Então, havia uma, uma necessidade maior de ser mais rigoroso em relação a isso. Beleza. Tem uma pergunta aqui. Mandaram uma pergunta aqui para o David. David, sendo Deus superior ao homem, sendo ele todo poderoso, não seria você superior quando julga suas ações dizendo como ele deveria fazer? Quem é você em relação a Deus? Certo. Muito bom, muito bom. Muito bom. Deixa eu responder. Colocar tempo. Não, D. Responde aí. Tá beleza. Tá. Vou pode fazer com bolha também, se for mais uma pergunta ou algo assim. Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, existem algumas coisas específicas, né, que a gente tem que ter em mente quando a gente problematiza esses versículos bíblicos do ponto de vista moral, filosófico, moral, tá? Principalmente ética aplicada. A gente tem que ter em mente a

Em vez de ficar, permanecerem consigo mesmo e Deus, simplesmente promover um ataque cardíaco ou algo assim, né? Não precisa ser algo impressionante. Já que, no caso, ele acha que algo muito impressionante, né, não faria diferença, pelo menos que não fosse um ato aparentemente moralmente abominável como dar uma coisa dessas, né? Favoreceria a degradação, poderia favorecer a degradação moral dessas pessoas, nesses israelitas que foram comandados a realizar esse tipo de ato, né? Então é basicamente isso, né?

Eh, agora finalizando aqui, né, tendo respondido esse ponto, ah, ele trouxe uma série de outros pontos irrelevantes, né, sobre questão de escravidão também, que eu não mencionei, ok? Para tentar dar uma inflada no caso dele artificialmente, que não é necessário ter trazido esses pontos aqui no contexto desse debate. Pelo menos ele podia ter focado nos argumentos que eu apresentei, quase não focou em nada, mas enfim.

Trazendo aqui, eu gostaria de anunciar o livro que nós traduzimos do filósofo ateísta Robert Labman, "Argumenta pelo Ateísmo", pela Pensar Books, né? Então nós temos uma editora que está traduzindo vários livros, né? Os próximos livros provavelmente vai ser "The Majesty of Reason", a Majestade da Razão, do filósofo agnóstico Joseph Smith, e no caso o livro do, do filósofo agnóstico Michael Hilmer, né, que são dois livros ali. E também provavelmente do Paul Draper, né, que é uma série de debates reunidos, né, do Paul e outros filósofos lá, né, tanto ateístas quanto teístas, né, debatendo no livro, né? Então quem tiver interesse, por favor, adquiram o livro. Se inscrevam no meu canal, né, ali. E também se inscreva no canal da Pensar Naturalista, que inclusive tem um vídeo específico se engajando com muitas das argumentações, inclusive que eu presenciei no canal do, no, no site do Banzoli sobre escravidão, né, do ponto de vista moral. Então tem um, um vídeo específico da Pensar Naturalista que é "Escravidão e Dissonância Cognitiva", do nosso amigo Tércio Madeiras, que foi inclusive um dos revisores junto comigo desse livro aqui, tá, do Robin Lin. Então pesquisem aí, né, na Pensar Naturalista, vocês vão ver as respostas que o Tércio dá para os argumentos comuns, né, ali, inclusive o argumento que ele apresenta no livro dele, né, sobre escravidão. Aí o Banzoli, né, que é justamente tentando desnivelar, né, o ponto moral, né, eh, desfazer o ponto moral ali, né, filosófico moral direcionada essa problematização, ah, justamente falando que ah, não, mas essa escravidão aqui não é exatamente igual a outra, né, e coisa e tal, esse tipo de linha de argumentação que vocês já estão acostumados.

Então é basicamente isso, né? Agradeço aí a todos. Infelizmente não foi um debate de alto nível. Gostaria que tivesse sido. Infelizmente rolou, infelizmente rolou muito ataque pessoal, eu como uma reação muitas vezes ao Banzoli, né? Eh, peço desculpa se eu me cedi em algum ponto, né? Talvez eu tenha me cedido em algum momento, mas é isso, né? Eu gostaria que tivesse sido algum de um nível maior, mas infelizmente não foi. É isso. Tamo junto, beleza.

David. Tranquilo. Então pessoal, David tem um canal, né? O nome do canal do David é o próprio nome dele, não é isso? David? David Ribeiro. Isso mesmo, David Ribeiro. Lucas Banzoli também tem um canal no YouTube, que é também o nome dele, Lucas Banzoli. Tá joia? Vai lá, se inscreve no canal, dá uma força lá, dá um apoio. Você não é inscrito no canal dos caras, vai lá assistir, tá bom?

Um rapaz perguntou aqui, né? Eh, esse canal aqui, ele é protestante, tá? A galera, os donos do canal é protestante. E, e eu vi uma resposta aqui que foi dada pelo Carlos. É aquela questão, galera, o administrador deste canal aqui não sou eu, é o Jadson, né? Ele não pode estar aqui hoje fazendo essa mediação desse debate aqui dessa conversa. Ele me convidou para isso, mas o fato de o canal ser protestante não significa, quer dizer, que a gente também não abre para o ateu, ou seja, quem for, ter voz de forma igualitária e de forma, eh, imparcial, tá bom? Eu, eu assisti o debate aqui, vi que ambos foram muito bons. Eu acho que tanto Banzoli quanto David também trouxeram argumentos muito bons. Inclusive, David, se você puder, só um pedido que eu faço, eh, me envia depois aqueles argumentos lá logísticos que você desenvolveu, tá bom? Eu queria dar uma olhada porque aqui não tem como você ter lido tudo até mesmo porque a letra é minúscula. Mas se você puder mandar para o Jadson ou para mim aí, eu agradeço, tá bom? Beleza.

Dar uma olhada lá tudinho para, eh. Então, pessoal, não demais, eu acho que o debate foi legal. Só vejo que tem, às vezes, a infantilidade lá da torcida que fica aí no chat, né? David venceu, não, quem venceu foi Banzoli e pá, Fulano apanhou, e fica essa infantilidade, essa briga, né, no no chat. Mas vale também, né? Eu acho que tem espaço para isso também, cada um emitir sua opinião e achar quem venceu o debate, tá bom? Então, galera, boa noite a todos. Parabéns ao David, parabéns ao Lucas. Eu acho que foi fera. Aqui o pessoal inclusive sugeriu aqui um segundo round, né? Um segundo round aí, quem sabe um outro tema, né, para ambos também os cabeludos estarem aqui debatendo, né, um contra o outro.

David disse que vale lembrar que vale lembrar que o primeiro tema sugerido era estritamente filosófico. Aí eu nerfei o tema para ficar inclusive mais justo para o Banzoli, certo? Não deveria ter feito. Pronto. Sabe? Um outro debate aí, talvez seja um tema talvez mais justo para o David, aí o Banzoli vai ter que correr para se preparar melhor assim para o tema, se for dentro do nicho filosófico como agora.

David. Rapaz, quando me disseram assim, eu disse: "Qual vai ser o tema do debate, Jadson?" Que ele pediu prime. Ele disse: "Não, vai ser os versículos aparentemente na refutação." Que vai debater com Banzoli? David Ribeiro? Disse: "David Ribeiro." Eu achei estranho, por quê? Porque David, eu conheço de filosofia, velho. E, mas assim, pô, vai tratar de textos da Bíblia? Se é bom, beleza. E Banzoli também não é da filosofia, mas tratou de pontos filosóficos, mais mesmo achando que é de exatas. Mas enfim, acabou. É mais ou menos o seguinte, vai ter um debate entre David e, e, e Lucas Banzoli. O debate vai ser sobre epistemologia. Ou seja, eu já ia ficar, mas peraí, quem que vai debater com David é o Banzoli? O Banzoli? Então assim, eu ia achar estranho. Tu tá entendendo? Eu ia achar estranho. Mas, mas de boa, cara. Eu acho, gente, vai, a gente vai debater. Se ele tem certeza absoluta do que ele quer. Brincadeira, brincadeira.

Então, pessoal, eu, eu, eu achei, eu fiquei surpreso pelo tema, né? Mas quem sabe num outro debate o tema seja talvez, eh, mais a praia do David, menos a praia do Banzoli, né? E, na verdade, isso aqui é a praia dos dois, não é só de um ou de outro, é que ele tá tentando jogar, enfim, tentou jogar só a pilha para ele, né? Beleza. Tranquilidade, pessoal. Valeu aí, né? Boa noite a todos.

Pessoal do chat, obrigado aí pelo apoio, cooperação. Mete o like aí, tá bom? Compartilha esse vídeo com outras galeras aí e deixa teu comentário na live, tá bom? Pessoal, boa noite a todos. Desculpa, não tankei, não tankei. Falou que nós estamos seguindo. Falou que tô seguindo a vibe do teólogo reverso. Não, não, não tô. Sorry. Não, não entendi. Sorry. Desculpa. Não estou. Esquece. Galvão, esquece. Só já é quase T-mirando. Já sai, sai, sai daqui.

Então, galera, valeu, até a próxima live. Lembrando, amanhã às 20 horas no meu canal, live lá aberta para quem quiser entrar, tá bom? E meter pau lá. O assunto vai ser origem da vida. Tranquilo. Valeu lá. Um abraço, boa noite a todos. Fique com Deus.