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Os 10 aviões MONOMOTORES executivos mais ACESSÍVEIS no Brasil!

RADAR DOS MILIONÁRIOS23:00

Transcription

Imagine-se viajar pelo Brasil com liberdade, conforto e, acima de tudo, segurança. Essa é a proposta dos aviões monomotores executivos.

No vídeo de hoje, você vai conhecer 10 aviões monomotores executivos que se destacam no Brasil e no mundo, desde clássicos consagrados até modelos modernos com ótimo custo-benefício.

Na 10ª posição, temos um avião feito no Brasil, que carrega a alma da aviação executiva dos anos 70 e que ainda hoje cruza os céus com estilo. O Imbraer Corisco, um dos monomotores mais queridos da história da aviação brasileira.

Tudo começou em 1976, quando a Imraer lançou o Corisco, uma versão nacional do famoso modelo americano Piper Cherokee era o segunda. Mas o Corisco não era só uma cópia, ele foi adaptado para o clima, as pistas e aos pilotos brasileiros. Ele era uma alternativa mais acessível e nacional para quem queria voar longe sem depender de companhias aéreas.

Com o tempo, o Corisco ganhou melhorias. Em 1980, surgiu até uma versão turbo, mais rápida, mais moderna, feita para quem buscava desempenho, sem abrir mão do conforto. Ao longo de sua produção, a Embraer fabricou 477 unidades desse modelo até meados dos anos 2000. E muitas dessas aeronaves ainda estão voando pelo Brasil até hoje, seja em aeroclubes, na instrução de novos pilotos ou em voos particulares de empresários que preferem praticidade.

Por baixo do capô, o Corisco traz um motor Lomen quatro cilindros opostos de 200 HP. É um motor confiável refrigerado a ar, que leva o avião a uma velocidade de cruzeiro em torno de 220 km/h e pode chegar a 7.600 m de altitude. Ele pode voar por até 100 km sem precisar abastecer. Isso significa um voo direto de São Paulo até Brasília com folga. E mesmo sendo um avião compacto, ele leva com tranquilidade quatro pessoas, um piloto e mais três passageiros, voando com conforto e economia.

No Brasil, o Corisco é um verdadeiro clássico. Ainda existem diversas unidades registradas, especialmente em aeroclubes, onde ele serve como aeronave de instrução para alunos que sonham em se tornar pilotos comerciais. Mas ele também é bastante procurado por empresários, fazendeiros e até entusiastas da aviação que querem um avião próprio sem gastar milhões.

E se você está se perguntando quanto custa um Corisco hoje, o valor de uma aeronave dessas depende muito do ano e do estado de conservação. Por exemplo, um do modelo 711A com todas as manutenções em dia e um motor recém-feito, fabricado em 1977, está sendo vendido por menos de 128.000, mais ou menos R$ 750.000, menos que muitos carros de luxo.

O Imbraer Corisco é resistente, econômico e ainda bastante útil. Ele se mantém como uma das melhores opções para quem busca um monomotor executivo acessível, confiável e com DNA nacional.

Em nono lugar, temos o Cesna 172 K. Lançado em 1956 pela tradicional fabricante americana Cesna, o Skyhawk foi criado com uma missão clara: tornar o voo mais fácil e seguro para pilotos iniciantes. Com um trem de pouso do tipo triciclo, ao invés do famoso "rabo duro", ele rapidamente conquistou o coração de instrutores, alunos e donos de aeronaves mundo afora e não demorou para ele quebrar todos os recordes.

Com mais de 45.000 unidades produzidas mundo afora, o Cessna 172 é até hoje o avião mais fabricado da história. Com o passar das décadas, o modelo evoluiu bastante, ganhou mais potência, instrumentos modernos e hoje a versão mais atual, o 172, já sai de fábrica com painel digital Garmin G1000, pronto para a nova geração de pilotos.

Na parte mecânica, ele conta com o motor confiável da Lycoming, com 160 cavalos de potência, o suficiente para voar com tranquilidade a cerca de 222 km/h na velocidade de cruzeiro. Esse avião não tem turbo nem supercharger, mas a sua simplicidade é justamente o que o torna tão seguro e barato de manter. Ele pode voar por mais de 100 km sem precisar reabastecer e chega a altitudes de 4.120 m, levando até quatro pessoas a bordo, incluindo piloto.

No Brasil, o Cessna 172 é praticamente onipresente. São mais de 1200 aeronaves registradas em operação. E não é só nas escolas de aviação. Tem muita gente usando esse avião para lazer e até mesmo para pequenas viagens executivas entre cidades. O motivo? Ele é econômico, fácil de pilotar e cabe em praticamente qualquer aeródromo do país.

Seu preço varia muito por causa das suas várias versões. Modelos mais recentes, novos, como um 172 com painel digital de 2016, podem ultrapassar os R$ 2,8 milhões. Porém, no mercado de usados, é possível encontrar um CESNA 172 SP do ano 2003 por 254.000 dólares, ou 1,5 milhão. É claro que tudo depende do estado da aeronave, das horas de voo, da manutenção, mas é uma das opções mais acessíveis entre os monomotores executivos.

O Cesna 172 Skyhawk é o tipo de avião que faz história e continua relevante. Ele não é o mais rápido, nem o mais luxuoso, mas é confiável, econômico e perfeito para quem quer entrar no mundo da aviação executiva com segurança e sem complicações.

O oitavo da nossa lista é o Piper PA28 Cherokee. O Cherokee nasceu lá nos anos 60, quando a fabricante americana Piper Aircraft decidiu criar um avião acessível, leve e versátil, perfeito para quem queria aprender a voar ou viajar curtas distâncias com estilo e segurança.

Lançado oficialmente em 1960, o PA28 foi pensado como uma alternativa mais simples ao Comanche, o modelo mais robusto e caro da época. A ideia era oferecer algo que qualquer piloto, mesmo iniciante, pudesse voar com confiança. E deu certo. Com mais de 33.000 unidades produzidas ao longo dos anos, o Cherokee virou sinônimo de confiabilidade e é até hoje um dos queridinhos em escolas de aviação e hangares particulares pelo mundo.

Mas o que tem de tão especial nesse avião? Para começar, ele é compacto, mas muito eficiente. Existem várias versões do Cherokee, como o Cherokee 140, ideal para instrução, ou o Cherokee 235, que é mais potente e encara voos mais longos com folga. A maioria das versões usa motores Lycoming, confiáveis e fáceis de manter. São motores a pistão, naturalmente aspirados, o que basicamente significa que eles são simples, econômicos e duram muito tempo quando bem cuidados.

E o desempenho? Bom, o Piper PA28 180 Cherokee, por exemplo, equipado com o motor Lycoming O-360 de 180 HP, voa cerca de 200 km/h na sua velocidade de cruzeiro, com alcance de até 967 km. Com capacidade para um piloto e até três passageiros, ele é um ótimo avião, tanto para treinar quanto para curtir o céu com conforto. E se você subir até uns 4.300 m, dá para ter uma bela vista lá de cima, sem pressa e com tranquilidade.

Agora você deve estar se perguntando quanto custa ter um desses? Depende do modelo e do ano, claro. Um Cherokee 140 dos anos 70 pode ser encontrado por cerca de R$ 500.000. Já versões mais potentes como o 235 podem ultrapassar 1 milhão. Encontramos um Cherokee 180 usado do ano 1968 sendo anunciado por 122.000 dólares. Em reais está saindo por volta dos R$ 720.000. Mesmo assim, quando comparado com outros aviões da mesma categoria, o custo-benefício do Cherokee é excelente, principalmente se você está buscando um avião confiável, bem aceito no mercado e com peças fáceis de encontrar, seja para aprender, explorar ou simplesmente voar por prazer. O Cherokee é uma escolha certeira.

Na sétima posição temos o Cesna 210N Centurion. Lançado em 1957, o Centurion foi a resposta da Cesna para quem queria algo mais robusto, veloz e espaçoso do que os tradicionais Cessnas da época. O modelo passou por várias melhorias e o 210N, que surgiu em 1979, foi um dos mais queridos da série, ganhando destaque por sua potência, capacidade de carga e desempenho.

Ao longo da história, a fabricante norte-americana, Cessna Aircraft Company produziu 9.240 unidades do Cessna 210. Por fora, essa aeronave apresenta um design clássico de um monomotor a pistão, com uma construção convencional metálica de asa alta e trem de pouso retrátil. Por dentro, ele acomoda confortavelmente seis pessoas, incluindo piloto. Ideal tanto para negócios quanto para viagens em família, ele consegue unir conforto com uma performance que surpreende.

Equipado com motor Continental TSIO-520R de 310 HP turboalimentado, o Cessna 210N Centurion pode atingir uma velocidade de cruzeiro de cerca de 310 km/h, com alcance próximo de 1.700 km, mantendo um teto operacional próximo dos 5.000 m de altitude. Isso quer dizer que ele é mais do que capaz de ligar cidades importantes do Brasil sem escalas, com segurança e eficiência.

E por falar em Brasil, há uma boa quantidade de unidades do Centurion registradas por aqui. Ele é amplamente utilizado tanto por empresários quanto por pilotos experientes e até escolas de aviação mais avançadas. Mas talvez o ponto mais atrativo seja o custo-benefício. Hoje você pode encontrar um CESNA 210 usado em boas condições por um preço atraente. Por exemplo, um Cessna de 1981 com motor, documentação em dia e em ótimo estado de conservação por 500.000 dólares ou 2.900.000 reais.

No fim das contas, o Cessna 210N Centurion é aquele avião que entrega mais do que promete. Voa alto, vai longe, carrega bem e cabe no bolso de quem está entrando no mundo da aviação executiva ou quer um upgrade de respeito. Um verdadeiro clássico da Cessna que ainda hoje faz bonito nos céus do Brasil.

Na sexta posição temos o Tecnon P 2010. Enquanto muita gente ainda acha que aviões executivos precisam ser enormes e super luxuosos, a Tecnon foi na contramão e criou um monomotor elegante, leve e incrivelmente funcional. O P210 é o tipo de aeronave que te faz pensar: "Por que ninguém fez isso antes?".

Lançado em 2014 pela tradicional fabricante italiana Tecnam, esse avião de quatro lugares chegou com uma proposta diferente: unir a tradição da aviação europeia com o que há de mais moderno em design, aerodinâmica e consumo inteligente de combustível. A história começa lá em 2012, com o primeiro voo do modelo. Dois anos depois, ele já estava certificado e pronto para conquistar os céus.

E a Tecnam não parou por aí. Em 2020, lançou uma versão com motor a diesel. Isso mesmo, diesel, chamada P210 TDI, que além de ser turboalimentada, pode usar até querosene de aviação. Um avanço enorme em termos de economia e sustentabilidade. O Tecnam TDI possui um motor Continental de 170 HP de 4 cilindros em linha com refrigeração líquida, podendo alcançar até 230 km/h de velocidade de cruzeiro e atingir 5.400 m de altitude e voar por quase 100 km sem precisar reabastecer. Tudo isso com conforto para o piloto e três passageiros em um ambiente moderno e silencioso, ideal para voos pessoais e transporte executivo.

Outro ponto alto do Tecnam é a sua construção mista: fuselagem metálica com asas e cauda em material composto, o que garante leveza e resistência ao mesmo tempo. Apesar de ainda não ser muito comum nos céus brasileiros, o Tecnam tem despertado o interesse de escolas de aviação e empresários que buscam uma aeronave moderna e econômica. Um investimento inteligente, especialmente na versão TDI, que promete economia de combustível e manutenção mais simples.

Por ser uma aeronave relativamente nova e com baixa oferta no Brasil, é difícil encontrar unidades usadas por aqui. O valor de um seminovo gira em torno dos 495.000 dólares ou R$ 2.800.000 aqui no Brasil. O Tecnam é uma prova de que nem todo monomotor precisa ser básico. Ele traz design, inovação e economia em uma só aeronave. É a escolha perfeita para quem quer sair do comum e voar com estilo e inteligência.

Subindo no ranking, encontramos o Cirrus SR22. Lançado no início dos anos 2000 pela Cirrus Aircraft, o SR22 chegou ao mercado com uma missão bem clara: revolucionar a aviação leve, trazendo segurança, performance e conforto, tudo em uma única aeronave. Ele é o irmão mais potente do SR20 e desde sua estreia já passou por várias evoluções com melhorias na estrutura, na tecnologia e até no número de assentos. Hoje já são mais de 5.000 unidades voando ao redor do mundo.

Mas o que torna esse avião tão especial? Para começar, o motor potente de mais de 310 cavalos permite que o SR22 alcance uma velocidade de cruzeiro de até 320 km/h e um alcance de aproximadamente 1.300 km. Ele também voa alto, até 5.000 m de altitude, superando muitos concorrentes diretos. E o melhor: com capacidade para quatro pessoas, incluindo piloto, é uma opção perfeita para viagens executivas, passeios de fim de semana e até voos de instrução em alto nível.

Agora, se tem um detalhe que realmente faz o Cirrus SR22 se destacar, é o sistema de para-quedas balístico. Sim, o avião inteiro pode ser salvo em caso de emergência. Isso já salvou mais de 200 vidas no mundo todo. Além disso, os aviônicos, painéis de navegação de última geração, simples de usar, mesmo para quem não tem décadas de experiência nos céus.

No Brasil, o Cirrus SR22 é um sucesso de vendas. Estima-se que mais de 270 unidades estejam registradas por aqui. É muito usado por empresários que querem liberdade para viajar sem depender de voos comerciais, além de escolas de aviação que investem na segurança e tecnologia para seus alunos.

E quanto custa uma máquina dessas? Bom, tudo depende do ano e da configuração. Um modelo mais antigo, como o SR22 de 2007 pode ser encontrado por cerca de R$ 3 milhões. Já as versões mais novas com turboalimentação e aviônicos de ponta chegam a R$ 7,5 milhões. Porém, é possível encontrar modelos usados bem mais acessíveis, como por exemplo, um Cirrus SR22 G6 de 2019 por 960.000 dólares ou aproximadamente R$ 5.600.000. É um investimento alto, com certeza. Mas para quem busca segurança, desempenho e conforto, num só pacote, o SR22 é praticamente imbatível.

Na quarta posição temos o lendário Cesna 208 Caravan. A história do Caravan começou nos anos 80, quando a americana Cessna Aircraft Company decidiu criar um avião resistente, confiável e capaz de operar mesmo em regiões remotas, com infraestrutura limitada. O primeiro voo foi em 1982 e de lá para cá mais de 3.000 unidades já foram produzidas no mundo inteiro. Isso diz muito sobre a confiança que ele transmite.

E ao longo dos anos, o modelo foi se modernizando. Em 2013, por exemplo, nasceu o Grand Caravan EX, com motor mais potente e aviônicos ainda mais modernos, capazes de atender as exigências da aviação atual. Falando em motor, ele vem equipado com o turbo hélice canadense PT6A, que é como o motor coringa da aviação leve. Simplesmente confiável, fácil de manter e forte o suficiente para levantar voo com até nove pessoas e dois pilotos a bordo.

O seu motor possui 867 HP, que permite alcançar uma velocidade de cruzeiro de até 340 km/h e um alcance de aproximadamente 1.000 km e ainda voa a mais de 7.600 m de altitude, se for preciso. O Caravan pode ser configurado para transporte executivo, carga, missões médicas, patrulhamento aéreo e até voos regulares em cidades pequenas.

No Brasil, por exemplo, ele é o principal modelo usado pela Azul Conecta, levando passageiros à cidades que não são atendidas por grandes aviões. Agora, se você está pensando em ter um desses, prepare o bolso. Uma unidade usada pode custar entre 12 e 18 milhões de reais, dependendo do ano e das condições. Por exemplo, um Caravan do ano 2013 usado em boas condições e totalmente nacionalizado custa 2,6 milhões de dólares, aproximadamente R$ 15 milhões. Mas a boa notícia é que ele tem um ótimo valor de revenda e manutenção simples para a categoria.

Chegando ao top 3, temos o Beechcraft Bonanza G36. O Bonanza surgiu em 1947 pelas mãos da Beech Aircraft Corporation nos Estados Unidos. A ideia era clara: criar um avião pequeno, rápido, confortável e bonito. O design de cauda em formato de V, chamado de "cauda borboleta", virou marca registrada nas primeiras versões e conquistou uma geração inteira de pilotos.

Ao longo das décadas, o modelo foi ganhando novas tecnologias, melhorias de desempenho e uma série de variações até chegar ao atual G36 lançado em 2006. Desde então, ele passou por atualizações no painel, na cabine e nos sistemas de navegação, mas manteve o DNA da linha: um monomotor potente, versátil e com visual elegante. Ao todo, mais de 18.000 Bonanzas já foram fabricados ao redor do mundo.

Por trás da sua performance está o robusto motor Continental IO-550B com 300 cavalos de potência. Ele é aspirado, ou seja, não depende de turboalimentação e entrega potência de sobra para voos tranquilos e confortáveis. A sua velocidade de cruzeiro é de 322 km/h. Pode voar tranquilo até os 5.300 m de altitude, com alcance de 1.700 km com os tanques cheios e leva até seis ocupantes com conforto, sendo um piloto e cinco passageiros.

No Brasil, há centenas de Bonanzas registrados e o modelo G36 é especialmente usado por empresários, fazendeiros e aeroclubes. É comum vê-lo em voos executivos. O seu preço no mercado nacional varia muito, dependendo das configurações e do estado de conservação. Por exemplo, uma unidade usada do Bonanza G36 completo com painel G1000 no Brasil é mais ou menos 1,1 milhão de dólares ou R$ 6.300.000.

Se você busca um avião para viagens rápidas, com bom alcance e um visual que impõe respeito na pista, o G36 é sem dúvida uma excelente aposta.

No segundo lugar temos o Pilatus PC12. O PC12 nasceu em 1991 pelas mãos da fabricante suíça Pilatus Aircraft, com uma missão clara: criar uma aeronave versátil, confiável e confortável, capaz de operar onde muitos jatos executivos jamais ousariam pousar. Com mais de 2.000 unidades entregues pelo mundo, o PC12 evoluiu ao longo dos anos, ganhando versões como a NG e a atual NGX, que trouxeram ainda mais sofisticação e desempenho.

Capaz de levar até nove passageiros e mais dois pilotos com conforto em voos interestaduais ou intermunicipais, o Pilatus é uma aeronave turbo hélice que vai muito além do básico. Ele é pressurizado, rápido e extremamente versátil. Perfeito para quem busca desempenho e eficiência num só pacote.

Está equipado com o lendário motor Pratt & Whitney PT6A com impressionantes 1.200 cavalos de potência. É esse motor que garante a força, a confiabilidade e a autonomia que fizeram do PC12 um sucesso em vários cantos do mundo. E não se engane pelo fato de ser monomotor. O Pilatus já alcança mais de 500 km/h, voa 9.000 metros, a mesma altitude de muitos jatos executivos e tem alcance para cruzar até 3.400 km sem parar. Ou seja, é um avião que voa longe, voa alto e voa com estilo.

No Brasil são mais de 80 aeronaves registradas, operando desde voos executivos até missões do governo e da segurança pública. Uma unidade usada do PC12 pode ser encontrada por valores entre 10 e 15 milhões de reais, dependendo do ano e da configuração. Vou citar como exemplo uma aeronave usada de 1998, em ótimo estado de conservação e totalmente revisada em 2024, pronta para voar, custa em média 2,7 milhões de dólares ou aproximadamente R$ 15.400.000. Um preço competitivo, se comparado a jatos que exigem pistas maiores e custos operacionais elevados, sem dúvidas é uma ótima escolha.

E finalmente no topo da lista temos o Cirrus SF50 Vision Jet, criado pela Cirrus Aircraft, uma empresa americana conhecida por seus aviões pequenos e seguros. O Vision Jet fez seu primeiro voo em 2008 e levou quase uma década para ficar pronto. Mas valeu a pena. Em 2016, ele se tornou o primeiro jato monomotor civil certificado da história.

O Cirrus Vision Jet é diferente de tudo que você já viu na aviação executiva. Ele é feito em fibra de carbono, é pressurizado e vem equipado com motor Turbofan Williams FJ33 instalado lá no alto na parte traseira da fuselagem. Isso não é só um charme de design. Melhora a aerodinâmica e oferece mais segurança a quem está a bordo. Esse motor gera quase 1.850 libras de empuxo e leva o Vision Jet a voar a mais de 550 km/h, com autonomia de até 2.200 km. E ele ainda sobe até os 9.400 m de altitude, o que garante voos mais rápidos e confortáveis.

E claro, como todo bom Cirrus, segurança vem em primeiro lugar. O Vision Jet traz o famoso sistema de para-quedas balístico, que pode salvar toda a aeronave em uma emergência, além do moderno sistema de pouso automático por inteligência artificial. Um recurso que literalmente pode pousar o avião sozinho se o piloto ficar incapacitado.

Por dentro, ele é um espetáculo à parte. Cabine moderna, espaçosa e silenciosa, com capacidade para até sete pessoas, incluindo piloto. E como a terceira fileira é mais voltada para crianças, o ambiente fica ideal para viagens em família ou pequenos grupos executivos. Tudo foi pensado para facilitar a vida do proprietário, desde os sistemas de navegação fáceis de usar até a manutenção mais econômica do que outros jatos.

No Brasil, o Vision Jet ainda é raro, mas começa a ganhar espaço entre empresários e pilotos que querem um jato eficiente, bonito e, principalmente, fácil de voar. O modelo novo do Cirrus Vision Jet passa facilmente dos 4,2 milhões de dólares com impostos e taxas de importação, porém você pode encontrá-lo no mercado de usado por um valor mais acessível. Por exemplo, um Cirrus Vision Jet G2 Plus 2021 seminovo custa 3,6 milhões de dólares ou R$ 25 milhões. Pode parecer muito, mas para um jato executivo completo, com alta tecnologia e manutenção simplificada, segurança de ponta é um custo-benefício surpreendente.

E aí, qual desses modelos você escolheria para voar pelos céus? Escreve aí nos comentários. E se você é apaixonado por aviação ou está pensando em investir na sua primeira aeronave, fica com a gente. Aqui tem sempre conteúdo novo para quem deseja decolar nesse mundo. Muito obrigado pela sua audiência. M.