Transcription
Oi. Eh, eu sou a Fernanda de Morais. Eu trabalho com comunicação, faço umas mentorias aí, né? E é isso.
Se você se apresenta dessa forma, você já está começando muito mal suas conversas, já perdendo autoridade de cara. Toda vez que você se apresenta, as pessoas decidem se querem ouvir você ou não. E aqui vem o grande detalhe, porque não é o que você diz, muitas vezes, é como você diz, é o pacote inteiro, é o corpo, é o olhar, é o gesto, é a postura, é o tom de voz, é o direcionamento do olhar, é energia, o ritmo, é a clareza.
Hoje eu vou te entregar uma fórmula para você se apresentar sem parecer esquisito e sem parecer inseguro também. E essa fórmula funciona tanto para apresentações profissionais quanto para conversas no dia a dia ou mesmo reuniões, evento de networking e até no palco.
Olá, seja muito bem-vinda ao canal Posiciones. Eu sou Fernanda de Moraes, mentora de posicionamento e comunicação estratégica de líderes e executivos e convido você a fazer parte do meu ecossistema com mais de 1000 vídeos aqui no YouTube. Já nós distribuímos os nossos vídeos aqui em playlists para você direcionar pro conteúdo que você precisa para acender na sua carreira, para ser visto com toda a competência que você já tem. E para você fazer parte aqui do meu ecossistema, basta você se inscrever no canal, ativar o sininho pro YouTube lembrá-lo a cada novo vídeo que eu compartilhar. Seja muito bem-vindo.
O erro mais comum quando nos apresentamos nessas ocasiões é pensar que existe uma frase pronta, uma frase que eu falo e todo mundo vai parar para prestar atenção e vai gostar de mim, vai querer conversar comigo. Mas não é bem assim. Se nós até analisarmos os estudos que tem sobre first impression, sobre primeiras impressões, as pessoas elas nos escutam primeiro pelo não verbal, ou seja, o outro vai observar a sua linguagem não verbal para depois aceitar o seu verbal. Ou seja, primeiro eu preciso aceitar o não verbal para depois aceitar o verbal. E qual que é a diferença entre eles? O verbal é o que o corpo comunica e o verbal o que você diz. Se o seu corpo já diz que você está desconfortável, não tem discurso que vá salvar.
Vamos conhecer essas regras para você usar em qualquer ocasião. E até quero saber de você, já deixa aqui nos comentários, qual contexto do seu dia a dia você sente mais dificuldade em se apresentar. É na reunião, é durante uma venda, é numa entrevista de emprego, é no palco? Conta aqui para mim, porque assim até eu trago conteúdos mais direcionados para te ajudar.
Primeira regra, anota aí, sorriso verdadeiro. O sorriso falso ele destrói a sua credibilidade. Sabe aquele sorrisinho meio forçado que você ouve falar assim: "Ai, você precisa sorrir para começar uma interação". E você começa com aquele sorriso que na hora dá para perceber assim: "Puxa, você queria estar fazendo qualquer outra coisa, menos está aqui comigo." E no Brasil isso ainda é muito mais forte, porque na nossa cultura a gente percebe rápido quando a simpatia é forçada. Você já notou isso? Por isso, a regra é: o sorriso é muito bem-vindo, mas ele precisa ser autêntico. Se você não está com vontade de sorrir, se você não está feliz no contexto, não mostre isso no seu sorriso e não diga que você está feliz, porque todo mundo vai perceber que não é verdade. É muito melhor usar uma expressão mais neutra, acolhedora e que realmente revele o seu íntimo do que você forçar uma situação. Imagino dizer assim: "Oi, tudo bem? Prazer." Isso já vai passar um ar assim de acho que a Fernanda não queria estar aqui comigo. Agora se eu digo: "Oi, tudo bem? Prazer." Já melhora, traz mais leveza.
Segunda regra é você sinalizar o cumprimento antes de se apresentar. E por que isso? Porque tem algo mais desconfortável, desconcertante até do que estar numa interação. Você encontrar uma pessoa muitas vezes conhecida ou desconhecida, e você não sabe se você estende a mão, se você dá um beijinho, se você dá um abraço, se você só acena. Por isso, principalmente aqui pras mulheres, você vai determinar como você deseja ser cumprimentada. Se você se sente mais à vontade com aperto de mão, você vai ter a iniciativa de já estender a sua mão. Se você já conhece aquela pessoa, já tem um certo vínculo de intimidade, você sinaliza que vai dar um beijo. Ou se você não quiser nem um nem outro, você já vai acenar com a sua mão. Tudo bem. Isso também é um respeito com o cliente. Muitas vezes é interessante ter a sensibilidade, perceber como o cliente deseja ser cumprimentado. Se você chegou para uma reunião, se você está recebendo pessoas no seu escritório, se você recebeu um novo paciente, deixe ele escolher. E uma reflexão bem importante é que quem lidera o cumprimento lidera a conversa, lidera o ritmo social. E isso é percebido como confiança. Então, minha sugestão, claro que depende do caso, tome iniciativa. E o que comunica cada um desses cumprimentos? Se você for fazer o aperto de mão, você já vai ter a sua mão disponível. Concorda que se você tiver segurando um computador de um lado, segurando uma mochila do outro, como que você vai usar sua mão? Então, já fique preparado. Eu até, como eu sou destra, eu sempre deixo a mão direita livre para essas ocasiões. Se for abraço também a mesma coisa. Não adianta estar cheio de coisa. Como que você vai abraçar uma pessoa cheio de coisa na mão? Se você não quer toque, uma das mãos precisa estar visível para você fazer um aceno. Agora, para você que faz vídeos, participa de videoconferências ou que fala no palco, não dá para você abraçar todas as pessoas, certo? Por isso, use o aceno, use a palma das mãos, até com as palmas das mãos para cima, que isso traz um ar muito acolhedor, muito mais simpático. Dizer: "Bom dia, muito obrigada pela sua presença hoje". Mão escondida, é sinal de tensão, hein? Não esqueça.
Terceira regra, corpo inteiro de frente. Imagina o cumprimentar você assim: "Tudo bem, João? Muito legal te encontrar aqui hoje. Nossa, que satisfação poder revê-lo aqui nesse dia ensolarado aqui em São Paulo" e meio de lado. Dá uma impressão de que eu quero terminar logo essa conversa para ir embora. Então é respeitoso. É um detalhe, detalhe, detalhe extremamente relevante você cumprimentar a pessoa de frente, nunca de lado. Seja o aceno, seja o aperto de mão, ou seja o abraço. E isso estou dizendo o corpo inteiro, tronco, pernas, pés, voltados, direcionados pro seu interlocutor. No palco, a mesma coisa. No zoom, na videoconferência, sempre a câmera na altura dos olhos. A mesma coisa.
Quarta regra, use micropausas e cuidado com o ritmo. Uma boa apresentação pessoal tem pelo menos meio segundo antes de você falar o seu nome. Porque se eu digo: "Tudo bem, eu sou a Fernanda". Você entendeu? Entendeu? Que você já me conhece, né? Já deve ter visto aqui que o nome é Fernanda. Mas se você não me conhecesse, talvez você pensaria: "Oi, o quê?" [risadas] Agora, se você diz: "Oi," faz uma pausa, "eu sou a Fernanda." E até reduzindo o ritmo do Fernanda, "eu sou a Fernanda." E não só Fernanda, isso já cria muito mais presença, muito mais autoridade e até previsibilidade. Quando você atropela, parece que você é mega ansioso. E ansiedade no mundo corporativo, no business, é lida como insegurança.
Muito bem. Vamos agora à fórmula com seis passos para você usar no seu dia a dia.
Primeiro passo, palavra curta de abertura. Uma palavra, não é discurso agora. Oi, bom dia, olá, prazer. Não tenho uma abertura longa. Esses dias eu estava numa situação, numa reunião, tô pensando aqui como que eu vou contar. E nessa situação, uma das pessoas tava muito feliz, tava animada e ela começou a falar assim logo no começo, cumprimentando as pessoas: "Oi, tudo bem? Nossa, eu tô ótima e você também tá bem? Eu sei que você tá bem também." e começou a contar uma história, sabe aquela abertura, aquele quebra-gelo longo que todo mundo discretamente olha um pro outro assim, meio que desconfortável assim, puxa, não para de falar, né? Puxa, a gente tem até uma das pessoas acabou até se retirando na hora desse cumprimento longo, porque tinha um compromisso e assim, tava over, sabe? Tava demais. Então, tem que ter a sensibilidade de saber o momento certo também de calar.
Segundo passo, fale o seu nome devagar. O maior erro é dizer o nome correndo. Isso acontece porque dá uma impressão até de que você tá pensando muito rápido e o cérebro do outro precisa de um tempo para registrar. E claro que você vai dosar se está num contexto mais informal ou mais formal. É mais informal? "Oi, tudo bem? Eu sou a Fernanda." É mais formal? "Oi, tudo bem? Eu sou a Fernanda de Morais." E sempre devagar.
Terceiro passo, use uma frase positiva curta. Positiva. Ouviu bem? Não é para falar, ai esse trânsito, ai porque essa chuva, ai porque esse sol, ai porque não sei o quê, só reclamar, reclamar, reclamar. Não, não. Isso muda totalmente a energia quando você traz algo positivo, algo otimista. Exemplo: "Que bom estar aqui." "Que bom rever você." "Muito obrigada por me receber." "Eu estou muito feliz de participar."
Quarto passo, diga a razão de você estar ali, sabe? O porquê? E aqui onde a maioria erra, deixa tudo meio que genérico. Um exemplo errado: "Na minha área, eu trabalho com comunicação." Agora o certo, mais objetivo: "Eu mentoro líderes e executivos para se posicionarem com autoridade em reuniões e apresentações." A razão toda tem que caber em uma frase.
Quinto passo, sua credencial mínima. Nada de despejar o seu currículo, por favor. Imagina eu começar porque eu sou formada na universidade, não sei da onde, fiz uma pós, depois eu fiz um mestrado, depois eu fiz um curso fora do país e ano passado eu tirei uma certificação e fiz também um MBA. Ai que chate. Use somente uma prova que te sustenta. "Nos últimos anos eu treinei mais de 15.000 profissionais." "Hoje eu acompanho líderes e executivos em apresentações estratégicas." "Eu trabalho com isso dentro e fora do mundo corporativo." A regra é uma ideia, uma linha.
Sexto passo, use um gancho simples para abrir a conversa. E aqui eu pulo do gato. Exemplo: "E você, o que te trouxe aqui?" Ou "Qual o foco principal desse encontro para você?" "Você veio aqui nesse evento hoje mais por networking ou por conhecimento?" Faça perguntas, perguntas que realmente mostrem que você quer conhecer mais, quer saber do outro.
Vamos a alguns exemplos agora bem específicos em contextos, tá?
Primeiro de networking. "Oi, eu sou a Fernanda de Moraes. Muito prazer, muito bom estar aqui hoje. Eu ajudo profissionais a se posicionarem como autoridade, principalmente em reuniões e apresentações. E você trabalha com o quê?"
Agora numa reunião? "Bom dia, eu sou Fernanda de Morais. É um prazer estar aqui. Eu vou conduzir a conversa de hoje e garantir que a gente saia daqui com uma decisão clara."
No palco. "Olá, pessoal. Eu sou Fernanda de Morais. É uma grande alegria estar aqui hoje. Eu trabalho com comunicação e autoridade, o que faz pessoas competentes serem reconhecidas e ouvidas, seja no presencial ou mesmo aqui no digital. E hoje eu quero te mostrar um ajuste simples que você pode usar e que muda a sua presença em qualquer sala." Gostou dessa da palestra, hein? Pode até me levar na sua empresa agora, hein?
Muito bem. Hoje eu te trouxe esse guia, esse passo a passo para você destravar algo que parece tão simples, que é se apresentar. Só que se eu não treino, se eu não sou estratégico, se eu não falo com intenção, eu perco oportunidades e grandes oportunidades. Espero que você tenha gostado desse conteúdo. Te peço para me ajudar a distribuir esse conteúdo para outras pessoas, compartilharem grupos do WhatsApp, colegas de trabalho com pessoas que você gosta e que você percebe que também podem ter uma excelente desenvoltura em marcarem presença por onde passarem. Te vejo próximo vídeo. Um forte abraço.