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CASO ALESSANDRA LIMA: GRÁVIDA DE 9 MESES DESAPARECE MISTERIOSAMENTE E BEBÊ PODE NASCER A QUALQUER H!

MARCONDI MARQUES - CANAL OFICIAL54:25

Transcription

Olá, família. Boa tarde a todos. Boa tarde a todos os presentes.

Hoje, por muitos pedidos, nós vamos entrar num caso bem complicado, bem misterioso e que tá gerando muita, muita, eu vou falar até agonia, muita preocupação tanto da família quanto da sociedade.

Uma grávida, uma mulher grávida, a Alessandra de Lima, ela está para ganhar neném a qualquer momento. Ela desapareceu na segunda-feira. A preocupação maior é pelo seu estado de saúde e pelo seu estado frágil, vulnerabilidade, porque ela está no no nas últimos momentos de gravidez, tá? Do oitavo para o nono mês, ela pode ter a criança a qualquer momento, se é que ela já não teve, tá?

Nós estamos com a Antônia, a mãe da Alessandra, que vai nos falar sobre esse caso tão complicado e tão complexo.

Eh, boa tarde, Antônio. Eu sei que a tarde não tá muito boa, mas é uma forma de conversar a conversa.

>> Boa tarde.

>> Antônia, eh, nós estamos aqui com o Brasil inteiro te acompanhando. Eu queria entender o que aconteceu, Antônia.

Não, assim, né? Eu, Alessandra é a minha primeira filha, né? Ela tem 25 anos, né? E é uma jovem, né, que como muitos t muitos sonhos também, né? Teve muitos sonhos, né?

E ela, ela, ela engravidou do primeiro filho, né? E assim, deu mau apoio para ela, porque a mãe serve para isso, né? Para apoiar tanto nos momentos difíceis como nos momentos bons, né? E aí ela voltou paraa minha casa, né?

E aí, um tempo atrás, ela adquiriu uma doença, né? Ela tem depressão, tem ansiedade. É uma pessoa, digamos assim, durante a gestação, ela teve que interromper toda a medicação por causa da gravidez, né? Ela não podia tomar porque a medicação dela era muito pesada.

Quando ela tava tomando a medicação, ela tava até bem, passou o tempo no interior com a minha irmã. Minha irmã cuidou muito bem dela. A minha irmã fez o papel de mãe, né, por ela, né? E aí eu sempre tinha notícia, todo dia eu conversava com ela.

Aí teve um momento que ela disse: "Mãe, tô bem, vou, eu posso voltar? Tô bem, eu quero estudar, porque no interior não tem os recursos como tem aqui na capital, né?" E ela queria, queria, queria estudar, queria fazer um curso. Ela já trabalhou como babá, ela era uma menina que gostava muito de criança e gosta.

Não tiver aqui assim, quando ela engravidou, eu disse: "Ela Sana vai ser uma boa mãe, porque ela gosta muito de criança, né?" E quando a pessoa gosta muito de criança, a gente já sabe que, que já tem aquela vontade, né? E, e ela assim, no início, ela tá aceitando muito bem a gravidez. Eh, assim, planejando coisas para ir morar só com filho, para, para trabalhar, voltar a trabalhar. Eu tava dando maior apoio, né?

Só que sem a medicação, a gente sabe que as pessoas, né, o desmame foi muito assim, muito rápido, não foi assim uma coisaada, né?

>> Foi muito bruto de mame, né?

>> Isso, exatamente. Foi de uma vez, né? Ela teve que fazer uma escolha. A gente teve que fazer uma escolha: ou ela tomarava medicação e depois a criança ia ficar dependente, e o desmame da criança ia ser muito mais difícil do que o dela, né, porque ela já é adulta.

E aí ela disse: "Não, mãe, não vou tomar minha medicação mais não, porque a enfermeira do posto disse, a médica do posto disse que eu não posso tomar mais por causa do bebê e eu vou, eu vou obedecer."

Até no início eu fiquei relutante. Eu disse: "Tu tem certeza?" Ela disse: "Mãe, eu não posso tomar porque por causa do meu filho." E aí eu, tudo bem, né? Aí eu fiquei assim meio reciosa, aí fui para ultrassom com ela. O médico disse: "A mesma coisa, é realmente ela não pode tomar a medicação."

E aí a gente foi continuando, né? A gente foi continuando e aí a, eh, a devido à falta de medicação, ela foi, foi tipo assim, se transformando em outra pessoa, né? Quando ela tava tomando a medicação, ela era um amor de pessoa, ela tava bem, sabe assim, diferente, totalmente diferente do que agora, né? Infelizmente, a gente teve que optar e a escolha foi dela também, né? Que ela tinha, quem tava gerando bebê era ela, né? E ela teve essa escolha, né, de fazer isso.

>> Sabia dos riscos de ficar sem medicação, né?

>> Sabia dos riscos. Ela dizia assim: "Mãe, eu vou, eu vou." No início, eh, do desmame, ela até tipo assim, eh, ficou assim muito inquieta. Eu disse: "Ela só toma pelo menos a da depressão." Ela disse: "Não, mãe, não vou tomar nada. Vou tomar nada porque assim, os cuidados com o bebê, né?"

E assim, Deus é tão bom, por incrível que pareça, tudo, tudo, tudo, tipo assim, o bebê é perfeito, tá no, no, nos quilos certo, tá as ondas cerebrais. A gente fez todo a parte do cuidado da, da obstetrícia, né? Ela tava fazendo para Natal e de repente aconteceu tudo isso, né?

E a, a Alessandra, eu vou falar um pouquinho, tá? Nós conversamos, eu conversei com a avó da Alessandra, eu conversei com a dona Antônia, a mãe.

E a Alessandra é uma menina de 26 anos, ela tem uma vida normal como qualquer outra mulher, engravidou do namorado, separou. Infelizmente, o namorado não queria que ela levasse à frente a gravidez. Se ela optou por separar dele e continuar e a ser mãe.

Só que a Alessandra, ela tem um problema de saúde, que ela é obrigada a tomar medicamentos, tá, para equilíbrio mental. E esses medicamentos eles não podem ser utilizados na gravidez porque atingem a criança. E ela sabia disso. E ela optou pelo por sair, parar de tomar os medicamentos em pior da criança. Ela sabia que seria prejudicada, mas ela escolheu como qualquer mãe faz, né, entre a saúde dela e a saúde da criança. Ela optou pela saúde da criança, mesmo sabendo os riscos para ela por conta de ficar sem medicação.

E na segunda-feira, me corrija, tá, dona Antônia? Na segunda-feira ela estava em casa, fez todos seus afazeres, conversou normalmente, mas disse que ia dar uma volta, saiu e não retornou até a data de hoje.

Senhora, pode falar pra gente como é que foi a segunda-feira da senhora e dela, até quando a senhora sabe, por favor.

Bom, assim, do trajeto do meu trabalho ou da minha casa pro meu trabalho, eu tenho que pegar três ônibus todo dia para ir, três para voltar. Quando o meu esposo tá em casa, ele vai me deixar no terminal da Parangaba, que é aqui de Fortaleza. E, e aí ele vai me deixar, né?

Aí a gente deixa o nosso menorzinho, nosso menino de, eu tenho uma adolescente de 13 anos, deixa no colégio, vai me deixar. E ela ficou em casa deitada, dormindo, né, porque ela não conseguia dormir e ali eu conseguir dormir de manhã por causa do, além do bebê tá mexendo muito e ela, e a, a, ela tava sem a medicação de dormir, né?

>> Uhum.

>> E aí isso afetou muito, né? Porque ela não conseguiu dormir. Ela passava a noite inteira, eh, andando pela casa, assistindo televisão, assistindo vídeo, né? E a gente não conseguia dormir direito por causa disso, né?

>> Uhum.

E aí, nesse dia específico, né, ela tava muito calma, muito tranquila, né? E aí meu esposo foi me deixar num, num terminal e quando ele voltou, ele pegou e disse, né, que ela disse que queria dar uma voltinha. Aí ela pegou, disse assim para ele, né: "Não vou, não vou dar uma voltinha agora não, porque, porque tá o sol tá muito quente." Aí eu até achei estranho ele disse isso, né? O sol tava muito quente, cedo.

E aí ela pegou, quando foi 11:30, ela foi, disse que ia almoçar lá na avó dela por parte de pai, né, que, né, na mesma rua da minha mãe também. Foi lá, almoçou, a tia dela mandou uma mensagem para mim dizendo que ela tava realmente lá.

A minha preocupação é que ficava todo o tempo todo se comunicando, né?

>> Para saber onde é que ela tava, se ela tinha voltado para casa, se ela tava na avó. Muitas vezes, quando ela demorava, eu pedia pro meu esposo passar em frente à casa do, da avó, da avó dela para poder saber se ela realmente estava lá, né?

>> Sim.

>> E nesse dia específico, foi no domingo ou na segunda-feira, né? Segunda-feira ela almoçou lá e voltou para casa e aí se deitou. Meu esposo trabalha à noite, né? E aí ele pegou e disse que ela tava muito calma, muito tranquila, né? Assim, uma pessoa assim como se ela tivesse medicado, mas ela não tava tomando mais a medicação.

E aí disse assim, quando foi mais ou menos umas quatro hora, quatro e pouco, ela disse: "Ei, João Carlos, eu vou dar uma voltinha." Tá certo? Ela nunca avisava quando ia sair, ela saía e pronto. Só que a gente ficava no...

>> Pé dela, né?

E aí foi a última vez que ele viu ela na segunda-feira, era mais ou menos umas 4 e pouco da tarde e, e a gente não teve mais notícia. Eu disse: "Não, a Sandra vai voltar." Aí ele pegou, ligou para mim dizendo que ela tinha ido dar uma voltinha. Eu peguei, disse: "Não, é de costume, ela vai dar uma voltinha na volta dela, depois ela volta." Isso foi na segunda-feira.

>> Uhum.

>> E aí, eh, nessa voltinha dela, ela não voltou mais. Ela não voltou mais até hoje. Segunda vez.

>> E deixa eu, deixa eu entender um pouco, dona Antônia. Na segunda-feira, na segunda-feira, quando ela sai, ela avisa pro seu esposo. O seu esposo é padrto dela. Seu esposo criou ela como filha, então tenha cuidado com ela.

>> Ela sai de casa como ela sempre faz, né? "Vou sair e depois volta." Foi assim, né? Não chamou nada que tenha chamado atenção do seu marido.

>> Nada assim. Ela, ela, ela passou a tarde inteira assim quieta, procurando alguma coisa, um documento, alguma coisa assim. Aí ele pegou e, mas ele pegou e disse assim: "O que que tu tá procurando aí?" Al não nada. "Tô jogando os papéis fora, nos papéis que eu não uso mais, né?"

>> Uhum.

>> Mas só, só que assim, só que quando eu seguinte disse: "Não, Alessandra, Alessandra não voltou para casa." Aí fiquei assim, sabe? Comecei a minha angústia, né?

>> Uhum.

>> Geralmente, quando ela, quando ela fazia isso, ela voltava no mesmo dia. No outro dia eu dizia que tava na casa de uma amiga, uma coisa assim. E só que ela sempre voltava, sempre dava notícia, sempre dizia alguma coisa. Dessa vez ela não disse, mas assim, eu, eu já pensei em 1000 hipóteses, 1000, né? Mas assim, aí quando eu fiz o BO, a Polícia Civil está à frente do caso, né? Estamos resolvendo. Eu já fui em todos os hospitais que você possa imaginar aqui de Fortaleza. Já fui.

>> A senhora mora em que local de Fortaleza? Qual bairro?

>> Eu moro no Pisci.

>> Aonde? Não entendi.

>> Pis.

>> Ah, sim, sei, sei onde é. Sei onde é.

>> No campus do Pisci. Bem próximo ao campus do Pisci.

>> Uhum.

E na segunda, quando a senhora deu, na terça-feira, que a senhora viu que ela não retornou para casa, a gente vai falar dessas possibilidades, já vai falar, mas o pessoal, preciso tirar umas dois. Ah, a senhora tentou ver as câmeras de, de segurança da proximidade, se tinha alguma câmera, se tinha alguém?

>> Não, olha, pronto. Onde eu moro não tem câmeras, né? É muito discreto. Onde eu moro não tem câmeras, né? Eh, aí eu tive essa possibilidade dela na casa de alguém, tentei entrar em contato com a pessoa pelo Instagram. A pessoa não respondeu, talvez nem use mais, né?

Ela tinha uma amiga, muito amiga dela, que morava próximo ao nosso bairro, que justamente foi a Polícia Civil, foi lá, ela não mora mais lá. Muita gente que ela conhecia também não mora mais nesse, nesse local, né? Eu sei que, que assim, próximo onde eu moro não tem câmeras. Não tem...

>> Não tem essa, esse sistema de vigilância, né?

>> Uhum.

>> E ela anda muito rápido, muito rápido, né? Ela anda muito rápido pro local que ela foi ou se ela, se, se foi atraída para algum canto, para alguma coisa assim, não sei. Mas ela anda muito rápido, ela saiu e tipo assim, como se procuramos em todo canto, todo canto que você possa imaginar a gente procurou.

Inclusive, ontem eu tive que ir no INL porque disseram que tinha, tinha uma mulher com as características dela e não era.

>> Nossa, a senhora teve que passar por isso.

>> Pois é. Tive que reconhecer dois corpos que parece que parecia assim que, que não, não tinha nada a ver com uma. Era até mais branquinha que nem ela, mas era mais idosa, mais velha, era uma pessoa assim muito mais velha do que ela, né? Então não tinha nada a ver com isso, né?

Aí eu fui muito bem acolhida lá, né? Eles têm todo uma, um aparato, toda uma, uma psicóloga para dar um, um suporte, né? No caso do emocional, eu fui muito bem atendida lá.

>> E dona Antônia, deixa eu só entender. Quando a senhora começou a procurar a sua filha, a senhora foi em maternidade, né? Porque sua filha tá para ganhar neném. Ela pode, ela já pode, inclusive, já ter ganhado neném nesses dias desaparecida, né?

>> Justamente isso. Isso mesmo. Eu comecei pelas maternidades, né?

>> Uhum.

>> Eu comecei pelas maternidades porque eu deduzinha assim: ela domingo ela disse assim: "Ai, tá sentindo uma dor no pé da barriga, né?" Aí eu disse assim, ela sa bem pertinho de ter neném.

>> Mas ela não sabe distinguir essa dor porque é o primeiro bebê dela.

>> Uhum.

>> Mas aí quando ela disse, eu disse, a tá bem pertinho de ganhar neném. Então assim, na ultrassom, ela já tá com mais de 8 meses.

>> Já tá, já tá para ganhar.

>> Justamente, se por acaso, vamos supor, são só, eu posso falar das minhas hipóteses?

>> Pode, lógico, por favor, fica, fica à vontade. Aqui é a sua casa, o que a senhora quiser falar, esteja à vontade.

>> Pronto, eu pensei assim que talvez uma pessoa pudesse ter atraído ela, né? Porque o que acontece muito na internet, né? Infelizmente...

>> Pronto. A pessoa que, que eu, eu já vi muito, por incrível que pareça, né, o algoritmo do TikTok, que tava vendo muita coisa esse final de semana, me mostrou muita coisa sobre isso, né? Sobre as mulheres que mentem, que dizem que tão grávida, aí vão à tar de outros recursos, né? Inclusive uma mulher grávida. Aí eu fiquei pensando, né? Será que alguém atraiu ela numa promessa de alguma coisa?

Porque a minha filha, ela é mentalmente estável. Ela não é uma pessoa normal que nem eu, que nem você, que a gente conversa, que ela é muito inteligente, muito. Ela fala um inglês fluente, sendo que ela nunca estudou em uma escola de inglês, mas ela fala o inglês fluente, fluentemente. Sempre foi assim. Ela sempre gostou das coisas de fora, sempre gostou de, de aprender outras línguas, né? Enfim. E aí ela é uma pessoa muito inteligente, só que a pessoa mentalmente estável, ela vai ser suscetível a ideias.

>> Sim, infelizmente, dona, deixa só, deixa eu só confirmar, a sua filha, ela sofre de esquizofrenia, por isso que ela, ela, ela precisa da medicação.

>> Eh, para quem não sabe, a esquizofrenia quando não tratada, ela traz uma outra realidade atípica fora da, fora do que se tem como comum. Ela cria uma outra vida dentro da sua cabeça e transforma situações hipotéticas em reais. Mas quando tratada, quando medicada, uma pessoa normal como outra qualquer. Inclusive, temos aí vários relatos de gênios, verdadeiros gênios, que eram, que tinham esquizofrenia e que se trataram. Isso dá a esquizofrenia às vezes dá a capacidade até de uma inteligência fora da média que eu acredito que seja a situação da sua filha, tá, dona Antônia? Mas pode continuar.

>> Pois é. Aí assim, ela tinha uma inteligência diferente, né, como você disse, né? Aí eu fui, quando ela, quando ela adoeceu, eu fui estudar muito sobre o caso, né? Eu no início eu fiquei relutante em imaginar que a minha filha tinha aquilo. Aí a minha mãe pegou e disse: "Leva essa menina para fazer um tratamento porque ela tá doente, ela tem que cuidar da mente dela."

A gente na adolescência dela, eu sempre quis levar ela pro psicólogo, porque assim, porque eu, eu sentia que ela era muito só, só que ela só se abria com as amigas, algumas amigas, né? E, e assim, e o que, alguma das hipóteses é que uma pessoa, vamos supor, tem enganado ela, tem, ela só veio morar comigo que eu cuid, porque a esquizofrenia ela também, vamos supor, eu sou mãe dela, eu faço tudo por ela, ela tava na minha casa, sobre o meu teto, ela comia bem, ela dormia bem, tinha um quarto com uma TV só para ela. Eu já tava transformando o quarto dela, todo transformando o quarto para, para poder ela viver com o bebê. A gente tem planos, entendeu?

Então assim, eh, é o que que acontece. A minha hipótese é que chegou uma pessoa, deve ter conversado. Ela conversava muito no celular. Eu dei um celular para ela justamente para poder ela não se sentir muito só. E aí nessa história de dar celular para ela, eu fiquei uma vez, o meu esposo disse que passou em frente, aí ela, ela pegou, esconder o celular. Pode ser que ela esteja conversando com a pessoa, a pessoa disse, prometeu alguma coisa para ela, pode ser, talvez ela desabafou dos sonhos dela também. Pode ser assim: "Não, Alessandra, eu te dou uma viagem para tal canto. Não, Alessandra, eu posso te levar para tal canto, vou realizar o teu sonho."

Então assim, isso aí pra pessoa que tem esquizofrenia, pra pessoa que tem o problema que a Alessandra tem, é um prato cheio. Por quê?

>> Com certeza.

Porque ela vai entender assim: "Ah, eu vou realizar o meu sonho que eu nunca realizei." E tipo assim, toda vida, toda vida eu sentia que ela tava por perto, eu sentia que ela tava na cara de alguém sendo cuidada, mas dessa vez em si, dessa vez em si, e outra hipótese também, né? Como ela saiu com documento, eu tô achando que ela deve ter comprado uma passagem ou alguém deve ter comprado para ela e ela pode ser que esteja em outro estado, enfim, né? São, são várias coisas que passam na cabeça da gente, que a gente começa a tipo assim, a entender o cronograma das coisas, por que tá acontecendo isso, né?

Eh, Antônia, é tão, é tão complicado, porque, por exemplo, para ela se locomover, vamos pensar aqui, de avião, ela não pode por conta do tempo de gravidez, ela não pode. Então, somente ônibus. E mesmo o ônibus, eu acho que tenho também um, um prazo também para se for viagem muito longa, por exemplo, do, de Fortaleza para, pro Rio Grande do Sul, acho que não pode. Só pode viagens até tantas horas, se eu não me engano. Tem uma, tu tem uma legislação para você confirmar depois.

Mas o que mais me preocupa é alguém ter se aproveitado da situação dela e ter enganado ela. Porque vamos lá, ela tá para ganhar, né? Nen, se não ganhou já. Eu tô falando isso porque ela tá no prazo, ela tá com 30, 37 semanas, não é isso?

>> É mais ou menos isso.

>> Então, então ela tá, pode ganhar daqui hoje, amanhã ou já ganhou. E pode ter, ela pode ter caído em vários contos, como nós vemos aí, de mulheres que aliciam mães para tentar pegar essa, pegar crianças quando nascem. Isso acontece e não é, não é tão comum não, tá? Não é raro, não é comum, mas não é raro também. Temos muitos casos que acontecem no Brasil, infelizmente. A por conta da vulnerabilidade da Alessandra, ela pode ter sido vítima disso. Inclusive, ela pode hoje estar em situação de cárcere privado, porque as pessoas podem estar aguardando ela dar a luz para ir fazer o que for. Porque existe um ponto que se elas tiver uma situação de vulnerabilidade, as pessoas não precisam, não precisam fazer algo de mais agressivo com ela, vamos dizer assim, pode ficar só aguardando ela dar a luz, dão um medicamento a ela para induzir o parto e estão aguardando dar a luz para tirar essa criança para fazer o Deus sabe o quê. E ela depois de dar a luz também a gente não sabe qual o destino. A gente tem que falar...

>> Pode descartar, né?

>> Exatamente. E eu me fico preocupado que a senhora me disse uma coisa agora que eu fiquei, que eu escutei muito. A senhora sempre sente que ela tá perto e dessa vez a senhora não tá sentindo. Isso tá me, me preocupou agora esse sentimento da senhora.

>> Pois é. Dizem, dizem, né, que mãe ela tem assim um radar, né?

>> Que quando os filhos estão em perigo, eu tenho certeza que as mães que estão assistindo elas sabem disso. Quando tem um filho em perigo, quando aconte quando os filhos da gente estão diferentes, entendeu? Então, toda vida que ela se unia, eu sentia: "Aa hoje vai voltar." A qualquer momento a Sandana volta e ela, e voltava, entendeu? Ela voltava, ela voltava com raiva, alguma jeito, porque, porque ela tava sem a medicação, né? E aí, de repente, aí, de repente, do nada ela voltava, ela voltava em si. Ela conversava comigo normal, eu ficava olhando assim para ela, né? Porque assim, ela dizia assim: "Mãe, o que que tem para comer?"

Aí, mãe, ela gostava muito de Coca-Cola, mas aí eu sei que não era muito bom por beber. Ela só toma um suco, tomava uma. "Eu gosto tanto de Coca-Cola." Aí lá o meu esposo ia lá e comprava Coca-Cola para eles almoçar, né? Quando eu não tava em casa, né? Meu esposo não sabe muito cozinhar. Ela também tava quase, tava no fim da gestação, não tá fim, né? E assim, quando ela ficava estável, ele comprava quentinha, comprava comida pronta e aí comprava o refrigerante e à tarde ela dizia assim: "Mãe, me comprou um pedaço de bolo de chocolate para mim?" Aí ele dizia: "Não, eu, eu não tenho dinheiro não, mas eu vou pedir pro João Carlos comprar." João Carlos comprava um pedaço de bolo. Algum fazia as vontades dela, né, de grávida, né?

>> Aí o seu, o seu marido tratava ela como filha mesmo, né? Trata ela como filha, né?

>> Levava. Justamente foi ele que ficou do meu lado, eh, quando ela adoeceu que a gente levou. A gente levou muitas vezes as pressas, ela com crise, né, há uns anos atrás e ele ficava do meu lado, ele fica do meu lado, ele me dá o maior apoio, ele é, ele é o meu, meu apoio, né? Porque assim, quando eu me separei do pai dela, ela era muito criança, né?

>> Entendeu muito, né?

>> E assim, dois anos depois eu conheci ele, tá com 18 anos que eu tô com ele. Ele é o pai que criou ela praticamente, né, porque ela, ela era uma criança quando eu comecei a me relacionar com ele, né? E, e depois veio o irmão, ela cuidava muito bem do irmão para mim trabalhar. Ela quando o irmão dela nasceu, ela tinha 11 anos, né?

>> Uhum.

>> E ela tinha, tinha um apego muito grande com ele. Depois que ela saiu lá de casa há uns anos atrás, foi que ela, é tipo assim, perdeu mais a conexão com ele, mas ela cuidava dele, ela, ela me ajudava muito, sabe? Muito mesmo em tudo.

E o, a minha preocupação da Alan Sandra tá por aí, porque assim, eu sinto no meu coração, eu, Antônia, eu sinto no meu coração que a minha filha, ela tem alguém prendendo ela, tem alguém, eh, obrigando, porque ela não é de ficar em casa, ela, ela é tipo assim, a, o problema que ela tem, ela, ela não consegue ficar entre quatro parede muito tempo, ela não consegue, é tipo assim, passar muito tempo em um ambiente. Ela gosta de liberdade, né? Aí ela ia lá fora, ela ia pra avó dela, ficava sentada na calçada, né?

E tipo assim, com toda essa repercussão, ela não apareceu. Porque com a repercussão, se ela tivesse por livre, espontânea vontade na casa de alguém, a pessoa diria assim: "Aí ela dizia assim: 'A minha mãe tá me procurando'." A primeira co que ela disse: "Minha mãe tá me procurando", porque eu já tinha colocado. Na primeira vez que ela sumiu, que ela passou um dia, eu penso: "Vou colocar nas redes sociais, a Alessandra vai aparecer." Assim que eu coloquei, no outro dia, muito cedo, 5:30 da manhã, ela tava batendo no portão. 5:30 da manhã.

>> Tava na casa de uma amiga.

>> Na casa de uma amiga. Ela disse que tem uma amiga na Parangaba, né, um bairro que tem aqui e a gente não sabe quem é essa amiga. Eu já tentei, pode ser que seja da mente dela, né? Pode ser que seja uma amiga que ela criou, pode ser que ela não queira dizer que ela tava no meio da rua, mas toda vida que ela chegar, ela era ela muito branca, ela chegava vermelha, com os pés muito sofridos, como se tivesse mandado muito. Ela gostava de andar. E tipo assim...

>> Hum.

>> Não pode falar, Antônia, como é porque tal, a senhora disse uma frase agora que me chamou atenção, que talvez essa amiga seja fruto da mente dela. E pode ser, pode ser sim.

>> Pode ser, pode ser. Entendeu?

Então assim, eh, mas eu senti das outras vezes que ela não tava na casa de ninguém, por, porque ela chegava muito sofrida, apesar da gravidez, eu dizia assim: "Minha filha, você tá fazendo seu filho sofrer." Eu dizia para ela, né? "Minha filha, você tava onde?" "Não, mãe, eu comi e bebi água", mas ela chegava em casa, bebia litros e litros de água. Bebia e, e tomava banho e aquela coisa, porque ela, ela teve toque, né?

>> Eh, passou muito tempo tomando a medicação e ia pro banheiro e tomava banho e lavava o cabelo e aquela rotina, entendeu? Mas aí tudo bem, né? Era o problema dela. Eu não posso, eu tenho que ter paciência porque eu, eu não sinto o que ela sente, só quem sente é ela.

>> Exato.

>> E eu nunca senti isso, então eu não posso julgar ele. Tenho só que ter paciência. É muito difícil você conviver com uma pessoa que tem duas personalidades. Por quê? Porque de repente ela tava um amor de pessoas, sentava ali, conversava comigo, brincavam.

>> Ela com remédio é uma e sem remédio é outra, né?

>> É, infelizmente, infelizmente a medicação, a medicação ela fazia muita falta para ela e...

>> Ela fazia falta para ela mesmo.

Antônia, a senhora esses dias, hoje, ontem, anteontem, a senhora foi em todas as maternidades aí que tem em Fortaleza, né? A senhora deve ter rodado tudo.

>> Foi. Fui nas, eu fui nos hospital comum, fui em todo canto, você possa imaginar. Não parei de andar.

>> Eu sei porque eu tentei que falar com a senhora ceda. A senhora tava na rua procurando ela e a sua, acho que a sua mãe, né? Dona Maria Socorro. Sua mãe, né?

>> Isso mesmo, dona Maria Socorro.

>> Tava, tava me, eu tava conversando com ela, tava explicando a, a luta que a senhora vive com a sua filha, porque desde o momento que ela falou: "Vou tomar conta do meu filho", que ela parou a medicação, a senhora não tem muita paz dentro de casa, porque ela não é uma pessoa instável dentro de casa agora.

>> Mas a senhora entende que é pelo seu neto, né?

>> Entendo, sabe? A gente, a gente, eu fiz um acordo com o meu esposo. Eu dizia assim para ele: "Ó, quando ela lançada sair, no início ainda tentei trancar ela dentro de casa." Eu dizia assim: "Tranca o, bota o cadeado no portão, não deixa ela sair." Aí quando foi uma vez eu cheguei, ela tava muito agitada. "Eu vou sair." Eu digo: "Para onde, Alessandro? Uma hora dessa mulher entra." Aí ela tá aí entrada, entrou para dentro e aí ficou por ali no celular. Aí eu digo, eu sempre enganava ela com comida, ela gosta muito de comer. Aí eu digo se ela manda para fazer alguma coisa para mim com, para nós jantar. Aí eu diz assim: "Meu filho, vai ali na mercearia comprar alguma coisa e sempre comprar alguma coisa que ela gostava, né?"

>> Uhum.

>> Aí fazia, ela ficava por ali.

>> Agora, ô dona Antônia, eh, nesse, nesse final de gravidez do, do, é se é neto ou neta ou a senhora não sabe?

>> É o menino Ravi. Vai...

>> Vai ser o Ravi quando ser isso.

>> Eh, a senhora, a senhora sabe como é que tá o pai da criança? Se ele tá aceitando, se ele não tá, se ele entrou em contato com ela, se ele pode ter entrado em contato pedindo para ela encontrar com ele, alguma coisa do tipo. Eu, eu pergunto isso pra senhora, infelizmente, porque eu já vi casos desse tipo, tá, de pessoas que não querem ter filhos e fazem barbaridades. Por isso eu pergunto a senhora, quem é o pai da criança? Pra gente tentar entender até para tirar qualquer pensamento sobre ele ou mesmo colocar. Não sei.

>> Posso falar, né?

>> Uhum.

>> Pode.

>> Pronto. Quando ela conhece ele desde a adolescência, desde que ela tinha 11 anos de idade, 12 anos e ele, ele quando ela tinha 13 anos, ele pediu para namorar com ela. E aí eu disse: "Minha filha, vocês são muito nova." Ela disse: "Não, mãe, não quero agora não." E ele era doido para, para namorar com ela e ela não queria.

>> Uhum.

>> Né? Ela tinha uns 13 anos. Aí fiz. Aí o que que acontece? Eu morava de aluguel na época. Eu peguei e disse assim: "Não, vou fazer um, um almoço, vou chamar todos os amigos." E foi nesse dia que eu conheci ele. Todos os amigos dela tava na minha casa, uns 20 jovem. Fiz um almoço porque eu queria saber com quem a minha filha estava se relacionando.

>> Entendi. Queria saber quem eram os amigos.

>> Exatamente. Aí todo mundo me chama de tia, todo mundo me chamava de tia e aí tia para lá, tia para cá. E aí? Aí todo mundo dizia: "Eu queria ser que nem a tua mãe, Alessan, que a tua mamãe, eh, reuniu todo mundo aqui." Queria, parecia assim um, um, uma canto assim que todo mundo fica, os jovens fica tudo ali, enfim, né? Aí foi onde eu conheci ele...

>> E ele começou a frequentar minha casa.

>> Ele começou a frequentar minha casa. Aí ela pegou, pegou outros rumos, ele também ele fez. E parece que ele passou um tempo trabalhando, a trabalhando numa, numa faculdade aqui perto. E aí eu perdi, perdemos o contato, mas ela nunca perdeu o contato com ele, né?

>> Uhum.

Quando ela adoeceu, esses amigos tudinho foram embora.

>> Sumiram tudo.

>> Foi pronto, ficou só ele e a melhor amiga que de vez em quando, melhor amiga assim que de vez em quando ela tava em contato com ela. Ela passou um tempo no interior e eu perguntava: "Sandra, a fulana tava, fala contigo?" E ela pegava e dizia assim: "Mãe, de vez em quando a gente se distanciou muito que não sei o quê, mas todo ano eu via, né?" Eu via que ela botava no Facebook um textão se declarando para amiga, dizia que a amiga era muito importante na vida dela e tudo e tal.

E aí foi onde ela, quando ela voltou do interior, né? Ela passou esse tempo no interior, passou um ano e três meses no interior quando ela tinha muita crise. Aí a minha irmã disse: "Não, pode trazer para cá." Minha, a minha irmã já era casada, não tinha filhos, queria ter filhos e para ela era um prazer cuidar da minha filha, né?

>> Como se fosse filha.

Dizia, né? E aí foi morar lá, né? Arrumou um psicólogo muito bom que, que justamente essa medicação foi ele que passou, o Dr. Thago, maravilhoso. Assim, eu tenho, devo muito a ele, porque foi ele que descobriu assim mais ou menos, eh, o, a medicação que ela tinha que tomar para poder ela voltar a si.

E aí nesse período, quando ela veio para cá, que tava bem, aquela coisa toda, e eles se reencontraram. Na primeira noite que ela tava lá em casa, ela chegou de manhã e ela telou e disse: "Mãe, eu vou lá no Gabriel." Aí eu disse: "Vai hora dessa não, pode sossegar." Aí ela: "Ô besteira." Aí eu, aí eu entendi, né, que ela queria sair. Aí eu disse: "Se você, se quisesse, se você quiser se encontrar com o Gabriel, se você quiser, eh, sair com o Gabriel, você pode ir na casa dele amanhã, você pode almoçar com ele, mas uma hora dessa eu não deixo você sair." Aí ela: "Ai que saco, ô beuteira." Eu digo: "Mas tu acabou de voltar, mulher, tu acabou de voltar do interior, vai sossegar." E tudo bem, né? Foi dormir tudo e tal.

Quando foi no outro dia, ela disse assim: "Eu vou passar um dia na casa do Gabriel, vou almoçar na, vou almoçar lá na avó do Gabriel." Aí eu peguei, disse assim: "Vixe." Aí, aí eu, eu fiquei em estado de alerta, né?

>> Uhum.

>> Mãe fica em estado de alerta.

Aí ela pegou. Aí quando foi mais ou menos uma semana depois, o gato dela morreu. O gato dela que foi uma terapia para ela, né? Ela tinha um gato que foi uma terapia muito grande para ela, que ajudou muito ela, ela no tratamento dela. Enfim, aí o gato dela morreu.

Quando o gato dela morreu, aí ela pegou e decidiu, foi lá para cá, tava bem, muito bem, tomando a medicação, né? Tava outra pessoa. E aí quando o gato dela morreu, ela pegou e disse: "Mãe, eu decidi morar com Gabriel." Eu disse: "Ixe, assinto nada. Rápido..."

>> Muito rápido.

"Alandra, tá com 15 dias que tu chegou aqui. Não, mas eu tava conversando com o Gabriel faz é tempo e tal e a gente decidiu dar uma chance."

>> Uhum.

>> Aí eu peguei, eu peguei, disse assim para ela, Alessandra: "Que chance é essa? Tu, mulher, tu acabou de voltar, vai estudar, tu não veio para cá para estudar, para fazer um, um, uma faculdade para que ela não terminou os estudos para terminar o teu ensino médio, alguma coisa, né?" Porque na época que ela adoeceu, ela, ela tava ainda tava estudando na época que ela adoeceu.

>> E aí ela pegou e disse: "Não, mãe, dá para senora respeitar a minha decisão?" Eu disse assim: "Pois é isso que você quer mesmo?" Ela disse: "É, pois chama aqui o Gabriel." Chamei ele, eu peguei, disse assim: "Gabriel, tu vai cuidar da lançando." Ele disse: "Não, tia, pode deixar." A partir daquele momento, começou a me chamar de sogra.

>> Uhum.

"Pode deixar da Alessandra e não se preocupe não." E eu sempre ia lá. Ele tinha uma casinha bem, bem prontinha. Ele já, já, ele já morava numa casa, ela só trouxe as coisas dela que, que ela trouxe do interior. E aí se juntou, se juntaram, né? Foram morar junto. E no início era maor amor, ela nas redes sociais postando foto com ele. Inclusive, tem nas redes sociais dela, eu acho que tem uma foto dele dois. Acho que ela nem apagou.

Quando foi com, acho que quando foi mais ou menos com um mês depois, ela voltou lá para casa 5:30 da manhã. "Mãe, eu tomei foi um susto no horário que eu acordo para poder ir pro trabalho, né?"

>> Uhum.

>> Aí foi, menina, eu vim, eu vim passar o dia aqui. Eu digo: "Uma hora dessa, um mês depois." Aí ela pegou, disse assim: "Não, mãe, é porque eu briguei com Gabriel, não dá mais certo, que não sei o que, não sei o que, não sei o quê." Aí eu senti que tinha alguma coisa. Eu digo: "Mas isso aí tá muito estranho. Isso aí tá muito estranho para ser desse jeito."

E aí eu peguei ela, Sandra. Aí eu fui pro trabalho, quando eu cheguei em casa, ela tava em casa, ela só foi o que aconteceu. De repente vocês estavam bem. "Ai não, mãe, porque eu decidi não, não querer mais ele." Mas ela já, ela, ela, ela fez o teste de gravidez e aí ele não aceitou. Foi justamente por isso que ela foi lá para casa. Eles brigaram, né? Ela tinha feito o teste, eles brigaram e aí ele não queria a criança, né? Ela me disse que ele ameaçou ela umas três vezes, que pediu para poder ela tirar a criança, oferecer dinheiro no início que ela tava muito assim, sabe? Ela, ela disse assim: "Mãe, o que é que a senhora acha? Eu vou tirar o bebê." Eu digo assim: "Não tire não, minha filha." Aí ela disse: "Por, mas vai, mas assim, eu não queria botar nas suas costas. Eu não queria, eu não queria botar nas suas costas. Eu não queria assim ser uma mãe, uma, não queria ser mais exemplo com o meu filho." Eu disse: "Não, não se preocupe não. Tu não tá grávida? Já tem o que fazer? Não tem o que fazer mais. O bebê já tá aí dentro. Então pronto, então vamos cuidar de você e do bebê, sabe?"

Aí ela ficou lá em casa, aí eu disse: "Alança, vamos, vamos resolver com o Gabriel, pro Gabriel ajudar no, nas tuas despesas, porque lá em casa é só eu, eu, né, que eu sou CLT e o meu esposo que é funcionário público, né?" Mas também é um, eh...

>> Eh, o nosso padrão de vida não é um padrão de vida de classe média. Nosso padrão de vida é um padrão de vida humilde. A gente tem só o básico necessário.

>> Uhum.

>> Né? E aí eu peguei e disse para ela: "Senora, procura o Gabriel." Aí ela disse: "Pois eu vou fazer o que a senhora tá pedindo." Aí procurei a avó dele, né? Ela pegou. Aí ela pegou e disse: "Não, vamos resolver quando o bebê nascer." Eu peguei, disse: "Por que não resolver agora?" Ele falou isso...

>> A avó dele, porque ele disse que procurasse a avó dele.

Eu disse: "Mas, mas Gabriel, tu tem que resolver mais lançando." Aí ela pegou, ficou chateada, bloqueou ele. "Você não converse mais com o Gabriel, não converse mais com a avó dele que não sei o que, não sei o que, não sei o quê." Eu disse: "Que aconteceu, eu vou deixar tu resolver." Aí ela pegou, disse assim, né, quando foi com uns três dias depois, ela disse: "Mãe, a senhora sabe o que foi que o Gabriel me pediu para poder a senhora ficar defendendo o Gabriel?" Eu peguei e disse: "Não, me diga se você não me disser, eu não vou saber." Aí ela pegou: "Mãe, o Gabriel, eh, sugeriu que eu abortasse o bebê, mas eu já amo meu filho, meu filho tá dentro de mim e eu não vou fazer isso." E ela já tava com quase 4 meses já, né? E ele atormentava muito a vida dela, ele mandava mensagem para ela, entendeu? Eu digo porque ela me mostrava as mensagens.

>> E como é que eram as mensagens que ele mandava?

As mensagens aqui diz assim: "Olha, vou dizer pra tua mãe isso, vou dizer pra tua mãe que tu queria abortar o bebê no início, que não sei o quê, não sei o que, não sei o quê, eu vou falar pra tua mãe" e tal. Aí ela, aí no início ela ficou muito perturbada porque assim que ela descobriu que tava grávida, um misto de de...

Sentimentos, um misto de muitas coisas, e ela pegava e dizia assim: "Mãe, eu não quero, eu mãe, eu eu não não sei como o que o que que eu vou fazer. Eu vou atar do Benê. Vou aí ela pegou e disse assim: "Mãe, me arruma R$ 200 porque eu vou vender sanduíche na praia para poder eu começar a fazer o choval do bebê".

Eu disse: "Não, não precisa, não precisa você fazer isso. Eu lhe garanto que quando seu filho nascer, o seu filho vai ter da fralda até a chupeta para ele usar. Se preocupe não."

Aí, aí eu só sei que, eu só sei que nisso ele, ela pegou, bloqueou, ele não teve mais contato. Eles também me bloquearam nas redes sociais, não tenho mais contatos com eles, né? E eu, mas meu esposo já passamos lá duas vezes, né? Ele nunca ajudou com nada, nada, nada, nada, nada mesmo. Nenhuma, uma, como é que se diz? Nenhuma fralda, nenhum exame de sangue, nenhuma outra, nada, nada, nada. Se eu disser que o Gabriel chegou lá em casa com Tome, toma Alessandra com R$ 100 para para comprar uma ou para poder fazer um exame, vitamina, alguma coisa precisa. Pois é. Pois é. Pois ele nunca nunca compareceu.

E aí ela pegou, não foi atrás. Ela disse que não ia atrás, ia dar um jeito de criar o filho dela, né? E aquela coisa toda foi atrás do benefício, mas mas negaram o benefício porque disseram que ela morava comigo, enfim, né?

Aí eu fiquei, mas assim, em momento algum não fiquei preocupada com ela passar fome ou a criança passar fome ou alguma coisa não. Ele é muito amado, o filho dela. Posso ter, você pode ter certeza absoluto que ele é muito amado, ele é um menino amado. Antes dele nascer ele já é amado, né? Ele é muito esperado por mim, pela minha família, né? E teve gente que disse assim da minha família, né, que se ela não quisesse beber, tem algumas pessoas que até disse: "Não, eu crio como se fosse meu". Eu tenho certeza absoluta que se nós não tivéssemos.

Esse esse é o problema, dona Antônia. Acho que tem muita gente, parece que tem gente querendo esse bebê, né? Pronto, o problema é esse, sabe? Exatamente. Do mesmo jeito que nós queremos, tem outras pessoas que querem, mas nós sabemos dos nossos, das nossas intenções. Nós não sabemos do das das pessoas. né? Então assim, nós estamos correndo quanto o tempo porque ela pode ter tido pode ter tido em casa também.

Pode. Mas eu vou perguntar uma coisa pra senhora. Quando quando a sua filha desapareceu, a senhora não tentou falar com Gabriel? Não. Eu eu assim diretamente diretamente mesmo, eu não fui na casa dele, mas eu passei assim duas vezes na rua, eu fui tentar ver se ela tava por lá, né? Aí hoje a minha a minha irmã pegou disse assim: "Por é que tu não vai lá confrontar ele se ele souber de alguma coisa?" Entendeu? Então assim, exato. Eu não tô acusando ninguém, mas assim, o que que acontece? Se a pessoa não quer um bebê, qual a finalidade dele? Nenhuma. Exato. A pessoa não quer um bebê, entendeu?

Então assim, eh, a minha filha dizia umas coisas que ela dizia assim: "Mãe, a o Gabriel não é aquele, não é quem a senhora pensa que é". Aí eu ficava até com raiva assim, mas como é o Gabriel? Eu não vou dizer não, porque a senhora não vai entender, entendeu? Então assim, eu não convivi com Gabriel dentro de uma casa, mas ela conviveu e a senhora viu, mas a senhora viu as mensagens da dela dele para ela sem respeitar sem respeitar o momento de gravidez dela, querendo já ela ele já ele já sabe que ela que ela tem que ela teria que tomar remédio, né? Ele sabe disso, que ela tem que ela usa faz uso de medicamento, né? Então, para que para que isso?

Pronto. Quando ele foi morar com ela, eu disse: "Gabriel, tu sabe que Alessandra ela tem que tomar um remédio, ela tem que fazer um tratamento?" Ele disse: "Não, tia, eu sei. Eu eu tenho quase o mesmo problema com a Alessandra". Eu disse: "Como assim?" "Não, eu tomo medicação pr pr pra bipolaridade, pro meu humor, que não sei o quê, não sei o quê". Aí eu disse assim: "Então tá explicado". É, então tá explicado.

Aí o que acontece, né? Pronto. Aí o que que acontece? Eh, a o o problema tá aí, né? A questão do humor, questão do humor, a questão do humor da pessoa. Hoje você tá bem, amanhã você não tá. E aí quando você não tá bem, você faz o quê? Faz o que, né? Exato. Pois é. Eu não estou acusando aqui publicamente o Gabriel, mas eu queria sabe ninguém tá. Mas eu acho, eu acho que ele deve se envolver na procura da sua filha, porque é o filho dele, né? E ele querendo ou não, ele tem responsabilidade sobre essa criança. Mesmo que ele fala que não quer, mas ele tem responsabilidade. Pois é, ele pode até não querer, mas ele tem responsabilidade sobre a criança. Ele ele tem que tem que entender que o filho, né? Infelizmente nós vivemos no num num período que nem todo homem pode ser chamado de pai. né? Ele é concordo completamente. Pois é.

Então assim, eu não queria até disse assim, minha filha, você ele não é obrigado a conviver com seu filho, não, mas ele mas o seu filho tem direitos. Ele você pode ir na justiça, né? Você pode pedir eh você pode pedir eh se ele tiver alguma dúvida ou alguma coisa, ele tem. Aí ela pegou e disse assim: "Mas se ele quiser fazer o exame de Del pode fazer. Eu tô super tranquila, eu vou, se ele quiser, eu ainda peço. Eu peguei e disse assim: "Tu tem, tem certeza?" Ela s ela pegou disse: "Mãe, a única pessoa que eu me envolvi foi o Gabriel." Ela disse até assim, né? Que eu me envolvi foi o Gabriel, né? Eu gostava dele, né? A gente se dava bem, a gente compartilhava dos mesmos sonhos. Eles eram muito grudados, assim, eu não entendi porque de repente começou, desmoronou tudo.

Aí depois ela me disse: "Não, porque ele queria que eu tirasse o bebê e eu não queria". Eu não queria tomar nenhum nenhum. Ele queria me dar para poder eu tomar um chá. Ela disse desse jeito. Eu peguei de cim não tomou. Tomei não. É certo. Tomei não, porque eu não sou doida. Entendeu?

Então assim, eu queria uma resposta do eu eu depois da sua entrevista que depois de que eu saí daqui eu já tinha decidido que eu ia lá, eu ia conversar com Gabriel e e assim tá muito estranho se sumisse da Alessandra. as vésperas de teu bebê. Talvez ela já tenha tido. Talvez a, talvez. Assim, eu queria uma resposta. Eu só queria saber onde é que a Sanda tá, onde é que o Ravi tá, se eles estão bem, se ela tá viva, se ele tá, entendeu? Então assim, e o que mata a gente é angústia. Angústia, com certeza. Essa é a incerteza. É você a certeza de não saber nada, de ter um buraco negro de você procurar em todo canto.

Quando eu saí hoje do Hospital da Mulher, né, que é aqui em Fortaleza, eu fiquei assim, para onde é que eu vou agora? Sen foi em todos os locais. Não tem mais onde procurar. Não tem mais não. Agora, agora é com a polícia e com é com a polícia. É com aqui com o pessoal daqui compartilhando. Por favor, tô passando as fotos da Alessandra, o caso é de Fortaleza, mas ela pode estar aí qualquer local do Brasil, como como a mãe disse, ela pode ter vendido o celular, ter comprado uma passagem para qualquer local, porque uma mente estável faz esse tipo de coisa. Então, eh, não adianta falar tá em Fortaleza, provavelmente esteja, mas também tem uma tem uma possibilidade menor ter comprado uma passagem, ter ido para outro local. Pode acontecer isso, gente. Então, peço a todos que compartilhem ao máximo e se caso vejam, tenham visto ela em qualquer local, avisem, avisem a polícia. Se não quiserem avisar a polícia, passam aqui, passem aqui o e-mail, passam informação aqui nas redes sociais, eh, passam chegar informação pra gente poder dar paz para essa família e saber se o Ravi está bem, se Alessandro está bem, porque o Ravi ainda nem nasceu, mas ele tá para nascer. Quer dizer, eu nem sei se ele já não nasceu, né? Porque tá tá em cima. Tá em cima. E c dias desaparecida para uma grávida. Não, não é fácil. Até porque ela não tem amigos próximos ali. Ela não tem amigos próximos, ela só tem a família. O namorado tá brigado, então a situação tá tá meio que dramática, gente. Tá bem dramático.

Vou dizer a verdade. As pessoas olham a dona Antônia aqui com com a eloquência dela falando, porque ela tá tentando explicar tudo para que as pessoas conheçam e possam ajudar. Mas eu falo que tanto a dona Maria do Socorro quanto a dona Antônia, Maria do Socorro, avó da Alessandra, dona Antônia, a mãe, estão aqui fora das câmeras em desespero. A dona, a dona Antônia um pouco mais cedo não conseguia falar com ela porque ela tava andando para lá e para cá, querendo saber onde tá a filha dela. A polícia ainda não deu retorno. A polícia vai procurar, vai conversar com todo mundo que pode, mas é também nossa nosso nossa responsabilidade fazer chegar a informação em quem pode ajudar. Então, se a gente compartilhar e se a gente ver, se nós virmos ela em algum local, é só avisar, não vai ter problema nenhum pra gente, pelo contrário, vai ser um bem que nós iremos fazer.

Dona Antônia, tem mais alguma coisa que a gente não falou que a senhora lembra? Não, eu falei tudo que eu tinha que falar. Eu só queria assim que alguém visse ela em algum canto, né? Que se visse que ela tá sofrido algum canto, se que ela tá cansada, porque 8 meses não é fácil, ela tá com mais de 8 meses, né? Se por acaso alguém vê ela ou se por acaso alguém souber que viu ela entrar numa casa, né? Ou viu alguém pegar ela em alguma parada de ônibus, em algum canto e e avisar pra gente, né? avisar aqui no canal de vocês, né? Avisa aqui é fazer barulho, porque assim, a gente, a gente como sociedade, a gente também tem responsabilidade sobre os outros, do jeito que a que que você tá fazendo aqui comigo, você pode fazer com outras mães.

E assim, o que como eu disse, né? O que o que eu o passou mil coisas na minha cabeça e não para de passar. Por quê? Porque enquanto não tiver uma resposta, sabe onde é aquela sand tá, onde é que o rabi tá, se ele já nasceu, eu quando eu fui pra hospital da mulher, eu fiquei na esperança, meu coração batiia tão forte, eu ficava pensando assim: "Não, será que o meu neto já nasceu? Será que eu vou conhecer meu neto? Será onde é que ela tá com esse menino? Será que ela já teve o neném? Será que ela teve em casa? Alguém fez parte dela em casa, não quis levar pra maternidade?" Tem a questão de muitas questões, questões higiênicas, eh muita coisa em casa. Pode ter uma hemorragia, pode ter uma coisa que deu errado. Pois é. Vá vários pontos é que a gente se preocupa. Exatamente. Pois é. O que me preocupa, eu só queria uma resposta, sabe? Eu sei que a polícia tá atrás, eles agiram muito rápido. Eu até agradeço a Polícia Civil daqui do Ceará. E mas assim, mas é muito é muito angustiante você ficar passando coisas na sua cabeça, você sempre pensar assim: "Não, agora se esgotou as minhas possibilidades, o que é que eu posso fazer agora?" Mais nada, mais nada. Só esperar. Exatamente.

Dona Antônia, eu vou acompanhar o caso com a senhora, tá? Nós vamos continuar falando do caso da Alessandra até encontrarmos ela, até termos uma resposta. Meu compromisso com a senhora é esse. Então vai, todos aqui vão, todos aqui vão ter o compromisso de compartilhar e assim, olha, tem informações de Alessandra, manda aqui pro canal. Sigilo absoluto. Ninguém vai saber que você que enviou a informação para mim. Como vocês sabem, já fizemos isso várias vezes. Não quer falar com a polícia, fala aqui com a gente. A informação vai chegar a quem de direito é e a Alessandra será encontrada e seu nome não irá aparecer em local nenhum. Tantas vezes fizemos isso, então contamos com vocês. Eh, dona Antônio, eu queria mais uma vez falar que vamos fazer tudo aqui no canal e que a senhora continue apegada a Deus e nas suas orações e que se Deus quiser daqui a pouquinho a senhora vai estar com o seu netinho nos braços, tá? É, eu acredito que eu não caí ainda 100% porque eu tenho um Deus, né? Eu tenho um Deus que tá aqui comigo e eu não vejo onde é que ela tá, mas Deus tá vendo. Eu tenho certeza que Deus vai proteger eles dois. Com certeza. Fica com Deus, dona Antônio. Vamos continuar falando. A senhora tem meu telefone assim que a senhora qualquer coisa que a senhora precisa, só avisar, tá bom? Não, eu aviso qualquer coisa, se por acaso ela aparecer alguma coisa, eu também aviso, viu? Ou se a senhora achar que precisa de um psicólogo, alguma coisa assim, avisa, porque a gente consegue aqui. Se for preciso de um advogado, a gente tenta arrumar aqui também, tá bom? Tudo que a senhora for precisando, a senhora vai falando, Marconde, vou precisar disso aqui. A gente tenta arrumar um jeitinho. Vem aqui, tá? OK. Muito obrigado. Fica com Deus, dona Antônia. Tchau. Tchau. Tchau.

Família. Complicada situação, né? Uma mulher com problemas de esquizofrenia, que não pode tomar medicação por conta da gravidez, já envias de ganhar a criança, se já não ganhou, não sabemos. Desaparecida desde segunda-feira, uma relação conturbada com o pai da criança. É dramático, né? É misterioso esse sumisso, é dramático pra família e até pra gente que tá acompanhando. Vamos fazer essa live chegar no maior número de pessoas possível, tá? Eu meu pedido que eu faça a todos vocês. Compartilhem em todos os locais. Ah, mas eu sou do Rio Grande do Sul. Manda no seu grupo de WhatsApp a live e pede pras pessoas do seu grupo de WhatsApp mandarem para outras pessoas e essas pessoas mandarem com toda e certeza no quinto compartilhamento tá em Fortaleza. Tá bom? Então é isso. Muito, muito obrigado a todos. Fiquem com Deus e até às 19:30 com o caso Ster, tá? Vamos falar sobre o caso Ester com advogado D. Carolina desse caso tão complicado. Eh, para quem não viu, vejam a matéria que a Fernanda no canal da esposa de Brasil fez sobre esse caso. Tá pesado, material exclusivo que ela conseguiu. Tá bom. Até pensei em fazer uma reação a essa live dela de tão boa que tá. É isso. Obrigado e fiquem com Deus. Até daqui a pouco.