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Bom dia, pessoal. Desculpa aí o imprevisto, né? Mas essas tecnologias, né? Às vezes acontecem isso, né? Já estão aí sete participantes, né? Então a gente começou um pouquinho atrasado em função desse, desse probleminha. Mas eu gostaria, em primeiro lugar, de agradecer, né, pelo convite da Doutora Sandra, né, de estar aqui dando essa, passando um pouquinho do que eu sei para vocês, né, do meu conhecimento. E eu gostaria que vocês ficassem bem à vontade, assim, para parar para fazer perguntas, se vocês tiverem alguma dúvida, né? Fiquem bem à vontade, porque é mais uma conversa, não é só uma aula, né? Vocês são alunos de especialização, né, de buco-maxilo, né? Não é a minha área, mas eu vou passar um pouquinho de conhecimento, então, de pacientes com necessidades especiais e odontologia hospitalar, que é o que eu mais tenho feito atualmente.
Então, iniciando com um breve histórico meu, como que eu cheguei nessa, nesse estágio, né, nessa, nessa escolha, né? Eu me formei na PUC do Paraná em janeiro de 89, né? Quando eu me formei, a ideia era de fazer ortodontia. Daí eu comecei a fazer alguns cursos de taipodonte, fiz curso com professor Interlandia em São Paulo, na fazenda dele, em Bragança Paulista. E daí eu, eu acabei não gostando. Não era negócio de entortar fio, não era comigo. E eu montei consultório em seguida que eu me formei, né? Então, já logo que eu montei consultório que eu me formei, eu já comecei a trabalhar em clínica privada. E eu percebi que as crianças gostavam muito do meu atendimento, né? A preferência maior para mim era criança. E eu sempre gostei de pediatria, foi uma disciplina que eu fui muito bem na faculdade. E aí eu comecei a me interessar. E aí um colega meu, eu trabalhava na Tex, né, que tecelagem, né, de lençóis e cama de roupa de cama, né, de cama, mesa e banho. E daí eu acabei, ele acabou me convidando. Era um pediatra, eles montaram uma clínica só de odontopediatria, de pediatria. E ele me convidou então para comprar um consultório e montar lá também. Então foi onde eu comecei a escolha, então, pela odontopediatria. Primeiro, eu fiz um estágio na universidade ali, nós 91, fiquei três meses, né, fazendo estágio nessa universidade, só de odontopediatria. Foi lá onde eu tive, assim, primeiro contato com o paciente com anestesia geral de criança, né, atendimento de criança com anestesia geral. E realmente foi um estágio bem interessante que eu fiz. Depois, então, eu entrei para especialização. Eu fiz em Ponta Grossa. Após a minha especialização, ainda fiz um estágio na França. Meus pais moravam lá, fiz um estágio também de um mês na Universidade de Luiz Pasteur. E lá também eu vi paciente com anestesia geral. E na minha especialização também, a gente trabalhou com o óxido nitroso e anestesia geral. Então foi aí que eu come comecei a gostar também desse ambiente hospitalar. Depois eu acabei sendo convidada para dar aula na Univali, né? Eu tinha uma colega que que dava aula, uma colega de Blumenau. E eu fiz um estágio na Univali. Isso foi em 96 e 98, eles me chamaram para começar a dar aula. Daí eu vi a necessidade de fazer o mestrado. Tá todo mundo me ouvindo, gente? Tá tudo certinho? Só dei um OK ali, de repente, para tá tudo certo, né? Então eu comecei a dar aula na Univali. Daí eu me vi obrigada a fazer o mestrado. Eu fiz o mestrado em Araras, né, em São Paulo. E desde lá, então, eu vinha atuando, né, como professora também na Univali. Já sou professora 25 anos na Univali. Na Univali, a gente teve um contato também com uma parte hospitalar. E eu era a única professora de pediatria que gostava de ambiente hospitalar. Então eu comecei a trabalhar também no Pequeno Anjo, que é um hospital infantil em Itajaí. Eu levava os alunos, né, e fazia também a parte de anestesia geral. E no meu hospital aqui em Blumenau também, eu já fazia essa parte de anestesia geral. Comecei a minha primeira anestesia geral foi em 94. Acredito que muitos de vocês não eram nem nascidos, não eram bem pequenos. Então, a minha primeira anestesia geral foi em 94. E desde lá, eu sempre vinha atuando mais nessa parte assim, só de anestesia geral. Em 2006, o hospital que eu trabalho, né, que eu sou credenciada, observando a necessidade de se criar um departamento de odontologia, a cardiologia pediu para criar esse departamento. E na época, meu marido era diretor médico, e ele perguntou: "Você não tem interesse em criar um departamento de odontologia?" Eu disse: "Sim, né? Vamos, vamos criar." E aí a gente chamou todos os dentistas que eram credenciados no hospital. E eu tinha uma aluna recém-formada que estava comigo no consultório desse plano também. E daí a gente chamou todo mundo. Só apareceu uma, eu e ela, né? Então nós iniciamos o departamento em julho de 2006, só com esses três profissionais. Em agosto, entrou uma outra aluna que estava se formando em julho, ela entrou e ela está comigo até hoje. Essa primeira aluna não está mais, ela saiu logo no início, ela não gostou. E depois, então, essa minha colega está até hoje comigo no hospital. Frente às demandas que começaram a surgir no hospital, a gente começou a observar a necessidade de ir atrás de conhecimento, porque a gente não tinha um conhecimento específico de odontologia hospitalar. Era uma atividade relativamente bem nova, né, na odontologia, assim. Então eu comecei a participar de congressos em São Paulo da SUCES, né? Comecei a ter contato com professores, com professor Paulo Sérgio, que é de Bauru, né, da USP de Bauru. Então nós começamos a estudar, né, a odontologia hospitalar. Daí, então, eu sentia necessidade de fazer uma habilitação, né? Começar a surgir os cursos. Então, em 2016, eu fiz o curso de habilitação em odontologia hospitalar pela FUNDEL, ali de Bauru, com o professor Paulo e professor Luiz Valente, que é da HC de São Paulo. E desde lá, então, a gente vem atuando bastante, né, em hospital. Vou mostrar depois um pouquinho da nossa história no hospital ao longo da aula. Eu fiz também a habilitação em Laser Terapia, aí em São Paulo também, na USP. Tenho a clínica privada, então, desde 89, né? E professora das disciplinas de odontopediatria e clínica materno-infantil da Univali. Então, é como eu cheguei até aqui, né? Então, só para mostrar ali, nessa parte superior, ali, vocês conseguem ver meu mouse? Acho que sim, né? É onde eu fiz a, o mestrado na França, né? Onde a gente passou um dia, vários dias inteiros em centro cirúrgico, atendendo os pacientes com odontologia hospitalar, com anestesia geral. As crianças. Aqui foi nós, inclusive, a professora chefe da odontopediatria era uma brasileira, você que era uma brasileira, uma gaúcha. E essa era uma aluna também que estava fazendo a especialização, uma gaúcha também. Tira a sorte de conhecê-las, né? Acabei fazendo esse estágio, então, nessa universidade. Não era bem mais nova, né? Então nem parece eu aqui. E aqui era os alunos que eu levava no Pequeno Anjo, na Univali. Hoje em dia, a gente não tem mais essa, essa questão, né? Mas eu levava os alunos para participar, então, do hospital infantil. Aqui, então, foi minha formação em Bauru. Esse é o professor Paulo, né, que que nos deu aula em Bauru. Aqui é o Hospital Regional de Bauru, né? Então, aqui com o pessoal todo, né, do curso. Essa aqui é minha colega que trabalhou hoje comigo em Blumenau. Essa aqui é uma colega que a gente se conheceu no curso e nós somos super amigas até hoje, de Novo Hamburgo, também atua muito com TMO, né, com transplante. Então, a gente tem assim, nós tivemos uma boa formação e temos uma boa amizade, assim, muitos contatos com o pessoal de São Paulo também nessa área de Odonto hospitalar.
Bem, então, dando esse meu, esse meu, essa minha breve introdução em relação ao meu currículo, né? Não sei se alguém tem alguma pergunta? Alguém gostaria de comentar alguma coisa? Aonde que tem chat aqui? Não tem ali em cima, né? Se alguém quiser perguntar alguma coisa, fique bem à vontade, né? Então, a gente vai começar falando de pacientes com necessidades especiais. Quais são os pacientes com necessidades especiais? São aqueles que têm alguma alteração ou mental, ou física, né, ou de ordem orgânica e até comportamental. Então, essa é a definição de pacientes especiais. A especialidade, ela foi nominada, né, atualmente, de odontologia para pacientes com necessidades especiais. Antes era só pacientes especiais, né? Hoje é pacientes com necessidades especiais. E o objetivo dessa, dessa especialidade é obter o diagnóstico de alterações clínicas que esse paciente tenha, né? Prevenção de diversas doenças, né, enfim, de alterações bucais que a maioria desses pacientes apresentam, né? Muito problema, tratamento e o controle, então, desses problemas, né? Para que eles possam ter uma melhora na qualidade de vida, né? E a gente poder também estar trabalhando dentro de uma estrutura transdisciplinar com outros profissionais, porque normalmente esses pacientes envolve muita questão de várias áreas juntas, né? Porque são pacientes bastante delicados, né? Dependendo do caso, a gente tem que atuar junto com o médico em ambiente hospitalar também. Então, são pacientes assim de uma complexidade maior que necessitam, então, da gente ter muito esse, essa estrutura transdisciplinar.
Aqui a classificação, então, né, que é uma parte mais teórica, né, desses pacientes, né? Então, a gente vai ter os pacientes com deficiência mental, alguns pacientes então com deficiência física. Essa classificação clássica, né, de pacientes especiais. Anomalias congênitas também entram na classificação, os distúrbios de comportamento dos pacientes, alguns transtornos psiquiátricos também, distúrbios sensoriais, de comunicação, as doenças sistêmicas crônicas que a gente vai falar um pouquinho, doenças infectocontagiosas e condições sistêmicas também. Isso encaixam em pacientes especiais. Por exemplo, cardiopatias acaba sendo também englobado no paciente especial, não é só paciente com PC, com síndrome de Down. Então, tem essa questão de condição sistêmica também. Então, a deficiência mental vai ser um comprometimento, né, intelectual desse paciente, né, que pode ser de origem ou genética, ou ambiental, né, ou alguma causa desconhecida. A deficiência física, que é o paciente com paralisia cerebral, o que teve um acidente vascular cerebral, também, lesão de medula, paralisia infantil. Então, tem várias, várias características que incluem esse paciente como deficiência física. Anomalias congênitas também, então, algumas malformações, né, algumas síndromes também. Distúrbios de comportamento, como autismo, que tem muita criança hoje em dia com autismo, né? Alguns transtornos psiquiátricos. E aí vem a deficiência, né, de fala, auditiva, que também se enquadra em pacientes especiais. As doenças crônicas, como a gente comentou, o diabetes, cardiopatia, né, doenças hematológicas, os pacientes com epilepsia, doença autoimune também, né, são pacientes que se enquadram também em pacientes especiais. Algumas doenças infectocontagiosas, como HIV positivas, né, tanto sintomáticos como assintomáticos, a hepatite, tuberculose, são doenças que se encaixam também no paciente especial. E algumas condições sistêmicas, por exemplo, o paciente que foi radiado, né, de cabeça e pescoço, ele acaba sendo um paciente especial, porque implica em várias alterações também que a gente tem que tomar cuidado, né? Pacientes também que tiveram transplante de órgãos, eles são pacientes também que têm um cuidado odontológico especial. Os imunossuprimidos também, né, por medicamentos. Muitas vezes o paciente faz uma quimioterapia, né, uma leucemia, acaba tendo, então, que ter um cuidado também especial na odontologia.
E aqui eu coloquei um pouquinho do que eu vou falar para vocês hoje de pacientes especiais. Então, os assuntos que a gente vai mais abordar, eu escolhi. A Doutora Sandra me pediu para escolher síndromes, né, alguma coisa assim referente a paciente especiais. O que eu coloquei aqui é o que a gente mais vem consultório. Eu tenho, ela é 34 anos de consultório, e eu coloquei o que a gente mais, o que mais se apresenta no consultório, que não adianta eu colocar uma síndrome rara que não existe, que a gente vê uma em cada um milhão, que eu acho que não vai acrescentar muito para vocês. Que existem milhares de síndromes, né? E o ideal é que a gente tenha pelo menos o que é mais comum da gente encontrar, né, em ambiente assim de consultório ou na clínica do dia a dia. Claro, já tive pacientes com síndromes diferentes, mas são muito raras, né? Então, muito poucos casos. Eu acho que então eu coloquei assim, procurei colocar o que é mais comum da gente ter, que é a paralisia cerebral, o transtorno do espectro autista, que tem surgido muito, tem muito paciente autista, síndrome de Down, que também é uma alteração que a gente vê bastante, né? Eu enquadrei gestante ali, porque assim, ó, a gestante, ela é considerada também uma paciente especial, é nesse período em que ela está gestando, porque ela tem uma série de alterações. Algumas, tá mostrando para vocês. E eu dei curso e palestra para gestante por 20 anos, no hospital, e eu percebia muito assim, a desinformação dos dentistas com relação a gestantes, o atendimento a gestantes. Então, assim, eu dei muitos anos também aula na Univali sobre gestantes, né? E a gente percebe essa desinformação. Então, tinha as gestantes que chegavam lá no hospital, que elas, na palestra, né, e relatavam assim, que lá, "Eu estava com dor de dente. Eu liguei para o dentista. Mulher com dor de dente no sétimo mês de gestação, ele mandou esperar até ganhar o bebê." Então, assim, é uma desinformação total, né? "Não pode dar anestesia na gestante." Ele queria me atender sem anestesia. Então, a gente percebe assim, essa lacuna, essa falha, né? Por isso que eu trouxe também um pouquinho aqui hoje para vocês sobre gestantes. Aí a gente vai falar um pouquinho de oncologia, algumas cardiopatias e odontologia hospitalar. Tudo bem até aqui, gente? Nenhuma pergunta? Nenhuma dúvida? Então, falando, começando pelo paciente com paralisia cerebral. O que que é a definição da paralisia cerebral? Seria uma série de distúrbios neurológicos, né, que é um caráter não progressivo, né? Então, a paralisia cerebral, ela não progride. A criança nasce já com aquela característica e vai permanecer com aquela característica. Ela pode ter complicações em função dessas características, mas ela não é progressiva, né? Então, ela vai ter principalmente alterações motoras, de postura, né? Porque ela teve uma agressão no sistema nervoso enquanto estava em desenvolvimento, né? Então, ela teve alguma alteração no sistema nervoso em desenvolvimento. Por isso, então, que ela acaba desenvolvendo, né, essas características. E ela atinge principalmente na questão motora, que aí também pode atingir um que é normal, ele varia de 70, 75, né? Uma criança com paralisia, às vezes, ela pode ter um QI 50. Então, ela pode ter comprometimento. Sabendo que aí, né, os sinais clínicos de uma paralisia seria espasticidade, que é a contração, aumento do tônus muscular, reflexos involuntários. Ela tem uma fraqueza muscular. A maioria desses pacientes, às vezes, acabam não conseguindo nem caminhar. Eles são hipotônicos, eles não têm, eles têm uma fraqueza mesmo, né? Às vezes, eles têm aqueles espasmos, aquelas, aquelas contrações involuntárias, né? Então, é uma incapacitação realmente física, né, que debilita muito o paciente.
As causas, elas podem variar desde genéticas ou hereditárias, né, que são as pré-natais, né? Então, o paciente, ele pode ter, ou seja, genético, né, ou hereditário. Causas maternas, né, que seriam as infecções congênitas, isso no pré-natal, né? Então, seria as infecções, por exemplo, sífilis, rubéola, toxoplasmose. Então, alguma infecção que a mãe tenha tido durante a gestação, né? Pega o vírus, também HIV, as doenças hipóxicas isquêmicas, que são aquelas doenças que podem acontecer em função de uma falta de oxigenação da criança, por exemplo, um descolamento de placenta, o cordão umbilical com a circulação não está adequada, né? Alguma hemorragia intrauterina, eclâmpsia, ou uma hipotensão na gestante, acaba podendo gerar também esse tipo de alteração. Transtornos tóxicos, que seria uma medicação, né, que toca paciente para criança, a irradiação, se ela fizer algum raio-x direcionado no abdômen, e alguma malformação congênita também. Perinatal, que seria durante ali o nascimento, né? Pode ser uma hemorragia na criança, porque ela tem, por exemplo, um trabalho de parto muito difícil, ela pode ter uma hemorragia intracraniana, um hematoma subdural. Recém-nascido, né, que foi traumatizado, de repente usam fórceps de forma inadequada, ou ali na hora do sufoco, né? Por isso que às vezes a gente vê assim, eu vejo no caso no hospital de mães que insistem às vezes em parto normal, às vezes não tem condições, mas elas insistem, né? Eu vi uma vez que ficou 8 horas em trabalho de parto, a criança nasceu toda roxa, ela estava com o rosto roxo, tudo por causa dos fórceps, né? Parece que a médica usou todos os fórceps possíveis do hospital para conseguir tirar a criança. E era uma criança assim, até ela tinha lesão até no redor, roxo assim, acho que tentar colocar. Então, provavelmente ela deve ter tido sequela, né, ali na parte dentária, porque quando a criança nasce, ela tem só uma cartilagem, não é ainda osso, né? Então, qualquer lesão ali acaba machucando, né, influenciando até depois na formação de palato, de dentes, né? Eu trabalho em muito com criança em UTI também, e as crianças, por exemplo, são entubadas, elas acabam desenvolvendo também lesões de palato, lesões dentárias, né? Então, às vezes, né, insiste às vezes em querer aquele parto normal onde não dá, né? E essa criança me lembra especialmente assim, que era uma criança extremamente irritada. Cheguei para examinar a criança, gritava assim. Então, é uma criança que ela teve um estresse de nascimento muito grande. Então, é só um exemplo de coisas que podem depois desencadear um tipo de alteração como essa, né? E a gente não sabe a idade materna, né, também é importante. Quanto mais velha a mãe, mais chance dela ter uma criança com paralisia, né? E que teria isso também grave no recém-nascido, pode desenvolver também a paralisia cerebral. Causas pós-natais seriam as meningoencefalites bacterianas, quer dizer, a criança não nasceu com PC, mas ela pode ter uma meningite, né, uma encefalite, tanto bacteriana como viral, que pode desencadear isso. Algum traumatismo, né? A criança pode ter um trauma, né, cefálico. Algumas, alguns tipos de epilepsia também podem desencadear esse tipo de alteração. E a desnutrição também é uma das causas que pode gerar esse tipo de problema.
A epidemiologia, então, dá de paralisia cerebral, é duas crianças a cada mil nascidos vivos, né? Então, é bastante, até, né? E é uma das causas mais comuns de deficiência grave na infância e debilita muito o paciente, né? Eu vou comentar aqui, eu não vou entrar muito a fundo, porque são, é uma questão mais teórica, só trouxe aqui para vocês conhecerem, né, os tipos, as características clínicas dos pacientes com paralisia. Então, a gente vai ter a forma espástica, né, que aquilo que eu falei, os músculos, eles são tensos, a gente tem um aumento do tônus muscular e os reflexos, muitas vezes, exacerbados. Essas crianças, às vezes, têm até aquele reflexo de Moro, que é do recém-nascido, que é comum no recém-nascido, que vai desaparecendo nos primeiros meses de vida. Não sei se vocês já ouviram falar em reflexo de Moro, aquela coisa que a criança dá aquele pulo assim, o recém-nascidinho, parece que ele se assusta, né? Na verdade, é um reflexo, aquilo, reflexo de Moro. Então, isso pode estar presente nesses pacientes que têm essa, essa forma espástica. Tem a atetoide, né, que são aqueles pacientes que têm os movimentos mais lentos e têm, eles estão retorcidos, eles têm as mãozinhas torcidas, né? E tem aqueles movimentos mais involuntários, tipo, o tônus muscular varia também, ele pode ser tanto tenso como rígido, totalmente frouxo, mole, né? E esse paciente, ele vai ser um paciente que vai ter dificuldade de andar, de falar, de comer, aquela deglutição, né? Ele vai ter, então, as capacidades motoras básicas comprometidas. Existe a forma atáxica, que também, que é a perda de coordenação dos movimentos, né, voluntários, né, musculares. Então, ele não tem coordenação. E existe uma forma mista, que é a combinação, então, da espástica com atetoide, né? Essa, essa espástica também, ela pode ser quadriparética, que é o paciente que tem, é uma forma mais severa, que compromete todos os quatro membros do corpo, então, tantas pernas como, né, os braços, né? Esse paciente tem convulsões, normalmente, tem um paciente difícil de tratar na cadeira odontológica, e ele tem uma incapacidade intelectual muito grande, mesmo, né? Não consegue nem andar, nem falar. Aí, me parece que é só um lado do corpo, né? Pode ser tanto do lado esquerdo como lado direito, né? E a diparética, também, que afeta mais a parte inferior, então, aquele paciente que anda com a perna cruzando, né? E tem deficiência também, tem aquele estrabismo. A gente vê muito paralisia que tem o estrabismo, né? E a deficiência visual. Tudo bem até aqui? A gente está falando muito rápido? Tá tudo ok? Bom, esse, o que que implica nesses pacientes, né, do ponto de vista assim, odontológico? A gente vai ter o aspecto bucal. Como são pacientes muito difíceis, eles têm muito bruxismo. Então, os pais têm muita dificuldade de fazer a higiene. Os pais já têm um trabalho imenso de cuidar dessa criança, porque é banho, é comida, às vezes essas crianças nem conseguem se alimentar via oral, tem que ser por sonda, né, ou por gastrostomia direto, né? Eu tenho alguns pacientes assim. Então, os pais acabam também, às vezes, negligenciando, né, na higiene bucal, como também a dificuldade, porque como esses pacientes, como eu falei, fazem bruxismo, eles mordem, escova, eles mordem dentro do pai dos pais, né? Então, é muito difícil ter esse controle do biofilme, né? Então, são pacientes que acabam tendo um acúmulo de placa muito grande. Então, eles podem ter tanta doença cárie como doença periodontal, que é bem comum, né? As más oclusões são bastante comuns, porque como são pacientes que têm essa hipotonia geral, eles têm hipotonia também de face, né? Então, eles acabam tendo um desequilíbrio, né, muscular na face, então, acaba também desencadeando as más oclusões. Eles têm muitas vezes a respiração bucal, né, que acaba deformando o palato. Então, é muito evidente a gente vê muitas más oclusões. E o reflexo, então, como eu falei, bruxismo, né? Às vezes, eles acabam traumatizando, né, os dentes. Tem muitos que têm sialorreia. Às vezes, até nem é só sialorreia, mas eles têm uma dificuldade na deglutição, dependendo da condição. Tem a construção traqueostomizada, então, acaba tendo sempre aquela babação. Então, é um pouco difícil também para a gente estar atendendo, né, em ambiente de consultório. Então, como eles não têm a capacidade de realizar a própria higiene, né? Então, os pais acabam tendo que fazer, um cuidador, né? E acaba, então, não sendo aquela higiene bem, bem correta, né? O atendimento odontológico, ele tem que ser totalmente individualizado, né? E humanizado. Então, os pais, tanto os pais como a criança, têm que sentir aquela confiança, né, na gente. São pacientes que eles acabam tendo um deslocamento mais difícil no consultório, porque eles normalmente vêm em cadeira de rodas. Então, a gente tem que ter acesso, né, a esse paciente e tem um correto posicionamento na cadeira para ele, para que eles fiquem de forma mais confortável possível, porque às vezes eles não têm como, eles têm essa, essa tonicidade muscular muito grande, então, a gente tem que botar almofada, acomodar de uma maneira mais confortável possível na cadeira, né? Então, às vezes, é interessante quem trabalha com esse tipo de paciente, alguns dispositivos no consultório para conforto desse paciente. São pacientes que têm falta de coordenação para abrir e fechar a boca. Então, é muito fácil morder o dedo. Amanhã, a gente tem que ter um cuidado redobrado. E não é porque ele está mordendo o teu dedo que ele quer te machucar, é porque eles, às vezes, eles têm esse reflexo involuntário, involuntário deles mesmo, né? Então, a gente tem que estar sempre abrindo mão de abridor de boca, né, com cuidado, né? Uma coisa que eu gosto de chamar muita atenção é a questão do sugador. Que já aconteceu comigo, né? Eu gosto de colocar as coisas que acontecem na prática com a gente, porque a gente precisamos todos, né, de experiência, tem que contar o que dá certo e o que não dá, né? Então, os sugadores odontológicos, tem que ter muito cuidado com esses pacientes, porque eles mordem o sugador e aquela pontinha do sugador solta. Eu já tive caso, tá atendendo o paciente especial, de soltar aquilo dentro da boca. É por sorte que a criança não engoliu nem aspirou, mas foi um susto. Então, eu aprendi, agora eu uso sugador só por fora, assim, na bochecha, nunca coloco dentro, onde o paciente consegue morder. Então, a gente tem que ter muito cuidado com isso, ou usar o abridor de boca, né? Mas às vezes, esse tipo de abridor para fazer alguma coisa e acaba deixando o sugador lá dentro. Até a secretária, às vezes, faz isso, né? Então, a gente tem que sempre cuidar, botar para o lado de fora do, da boca do pai, mais assim, na bochecha do paciente, não onde ele consegue morder. Não sei se com alguém de vocês já aconteceu isso. Às vezes, até criança, a gente teve a criança, ela começa a morder e solta aquela ponteirinha do sugador. No hospital também, na UTI, a gente instituiu, né, o sugador odontológico e o paciente, às vezes, mesmo entubado, ele morde. Os pacientes traqueostomizados também acabam tendo esse reflexo de morder. Então, já orientei o pessoal também do hospital para cuidar com isso, porque é grave, esse paciente aspira aquilo, né? E o paciente, então, com PC, ele tem uma dificuldade de movimentar a língua também, né? Às vezes, conforme a debilidade dele, ele tem essa dificuldade também. Ele tem, assim, ele não tem uma coordenação, né, nos movimentos de boca também.
Aqui, eu só coloquei, não é um paciente com PC, uma criança, né, que normal, mas para vocês verem essa, essa cadeirinha que eu tenho adaptada aqui no consultório. É uma cadeirinha infantil, a gente adapta na cadeira odontológica, uma cadeirinha infantil, traz um conforto também quando o paciente é menor. A gente tem pacientes, né? Então, dá um conforto bem interessante. Eu não coloquei aqui, mas eu tenho tipo uns roletes também de almofada que dá para acomodar o paciente também da melhor forma na cadeira, né? Alguns aspectos bucais desse paciente, eles às vezes têm uma redução do fluxo salivar em função de medicações que eles tomam, né? Eles tomam muito medicamento, né? Muitos deles são respiradores bucais, grande maioria, na verdade. Eu tinha uma paciente que ela, nossa, ela arrancava assim, muito assim, ela tinha uma má oclusão de maxila, ela tinha adenoide e ela roncava assim demais, ela tinha apneia de sono, ela dormia até hipotonia, dos músculos, como a gente já falou, as más oclusões, né? E a questão toda de postura, tudo desorganizado. Então, se a postura corporal está desorganizada, desorganiza também a face. A gente sabe que está tudo interligado, né? Não dá para separar a cabeça do resto do corpo, né? Como a gente diz, também não dá para separar a boca do resto da saúde do corpo, né? Então, é o que acontece, a gente vê que esses pacientes, né, eles têm esse desequilíbrio geral. Eles usam a maioria, muito desses pacientes, usam muitos medicamentos, como os antidepressivos, os anticonvulsivantes, que têm também alterações na cavidade oral. Antidepressivo provoca secura bucal, né? Depois eu vou mostrar, né, os efeitos colaterais. Ansiolíticos, o canabidiol, às vezes é utilizado nesses pacientes também, que ajuda bastante, né? Não sei se alguém já teve experiência com cannabis, mas eu vejo que alguns pacientes meus usam e dá uma boa ajuda bastante. E acaba interferindo, então, tudo na saúde bucal, né? O uso desses medicamentos, né? Associados à deficiência de higiene, acaba a dificuldade de estar levando também o paciente desse para o consultório, né? Então, acaba às vezes ocasionando problemas, né, para esse paciente. E às vezes, muitas vezes, ele chega no consultório já no estado muito grave de saúde bucal. Então, lembrar que no tratamento odontológico, que a gente não está conversando, lidando com paciente normal. Então, ele tem uma capacidade intelectual reduzida. A gente não pode querer estar querendo que esses pacientes entendam totalmente tudo aquilo que a gente está falando. Mas, de qualquer forma, a gente tem que estar utilizando até a técnica da dessensibilização, que é o dizer, mostrar e fazer. Não sei se alguém se lembra da pediatria, né? Que a gente utiliza muito essa técnica em pediatria, que é a técnica do mostrar, dizer e fazer. Então, a gente vai mostrar, por exemplo, a caneta de alta rotação, eu sempre mostro de igual, aquilo, aviãozinho, que ele vai tirar o bichinho do dente. Daí a gente liga antes para o paciente não se assustar, né? Mostra o barulho. Que esses pacientes também são muito sensíveis ao barulho, sugador, barulho de alta rotação, de baixa. Então, sempre é bom, eles sempre se assustam, né? Sempre mostrar antes, sempre mostra fora da boca, porque você coloca dentro da boca, eles vão dar um pulo e a gente pode até machucar. É bom porque ele já está escutando o barulho, para ele estar sabendo que vai acontecer, né? Então, sempre utilizar essa técnica da dessensibilização. Existem as dificuldades, né? Lembrar que eles têm a movimentação involuntária. Então, eles podem dar um tapa, pode fazer um espasmo. Então, sempre pedir para o cuidador ficar ali junto, segurando a mão, né, apoiando ali para não ter perigo, né? Existem até aqueles lençóis. Paciente, eu não sou muito fã de usar isso, sabe? Eu fico meio agoniada, né? Eu não, eu tenho claustrofobia. Então, esse negócio de empacotar o paciente, acho perigoso, até porque assim, ó, às vezes esses pacientes vomitam, né? E se ele está muito amarrado na cadeira, eu tenho receio desse paciente aspirar o vômito. Se ele está solto, a gente consegue virar a cabeça, consegue virar o corpo, levantar esse paciente. Mas ele totalmente deitado e amarrado, é impossível, né? Então, eu tenho muito medo de uma situação dessas, né? Eles às vezes, eles têm ânsia com abridor de boca. Às vezes, a gente não consegue usar abridor de boca, que eles fazem muita ânsia. Então, é muito complicado, porque eles têm essa hipotonia na língua, né? Então, a língua encosta no abridor de boca, já dá ânsia. O próprio fato de abrir, eu tenho paciente que só o fato dele abrir demais a boca, ele já começa com ânsia. Então, assim, tem casos que são, a gente tem que ter individualizado, né, um atendimento. Claro, para paciente, de uma maneira, né? Ver os medicamentos que ele está utilizando para a gente ver que tipo de abordagem tem que fazer e decidir a melhor forma de tratamento. Se a gente consegue fazer alguma coisa na cadeira, a gente vai fazer. Senão, a gente vai estar fazendo com. Eu não uso sedação em consultório. Eu não, não tenho segurança para isso. Eu acho que não, não acho seguro. Eu prefiro fazer com anestesia geral no hospital. Inclusive, até eu tenho uma anestesista. Esses dias, eu tinha que extrair um incisivo de uma criança, e o pai não queria que segurar, você não queria que a criança chorasse. Eu disse: "A gente pode fazer em ambiente hospitalar." Eu vou até conversar com a anestesista para ver se ele topa fazer só uma sedação leve, na criança, para porque meu incisivo decíduo é cinco minutos. Ele não aceitou. Ele disse que é muito risco, que ele prefere fazer entubada a criança. Na criança, tem risco, né? Então, mesmo em ambiente hospitalar, ele preferiu fazer com anestesia geral. Então, eu particularmente, eu faço, né, só anestesia geral. E em consultório, não faço sedação, nem para criança, nem para paciente especial. A gente já teve um caso no hospital de uma paciente especial que ela, a gente estava, ela iniciar anestesia geral. Era uma paciente que a gente já tinha atendido, era uma adulta, não era criança. Era paciente da minha colega, não era minha paciente. O paciente sem problemas assim, físico, né? Já tinha passado pela gente umas duas vezes para fazer adequação bucal. E nesse dia, ela teve uma parada cardiorrespiratória na indução da anestesia. Então, assim, estava só eu e a anestesista na sala, né? Ele estava induzindo, ela ainda não tinha, né? E eu só escutei aquele, o monitor parar assim. Aí eu já olhei assustado, ele já começou a chamar o pessoal e a correria. E foram dois anestesistas, um em cima dela, né, fazendo a reanimação, o outro, a equipe de enfermagem. Então, assim, foi uma movimentação bem grande, assim, né? E claro, eu já vi também reanimação em UTI, né? Às vezes o paciente para e aquela correria, um corre-corre, um monte de gente em cima. Aí imagina se você acontece uma situação dessa no teu consultório, né? Primeiro que não dá para subir em cima da cadeira para reanimar. Uma cadeira odontológica, ela não tem, ela não tem a estrutura para isso, né? Ela acaba, é, tombando, né? Então, a gente vê que é uma questão, é muito delicada, é muito perigoso. Eu prefiro fazer em ambiente hospitalar, mesmo, né? Mas dependendo do paciente, a gente consegue atender em consultório. Lembrar, então, também que no ambiente de hospital, de consultório, né, a gente tem que ter um sugador potente, né? Porque esses pacientes, como eu falei, eles têm essa babação. O tempo de atendimento não pode ser muito demorado, porque eles se expressam muito, né? Eu já tive caso de paciente que ela tinha muitas convulsões, então, não dava para atender em consultório, tinha que ser anestesia geral mesmo, porque ela, ela podia, ela tinha convulsões durante o dia, assim. Então, imagina você atendendo ali com alguma coisa na boca, a criança dá uma convulsão, é complicado, né? Tem que ter essa acessibilidade ao consultório, né? Um horário especial para aquele paciente, não tumultuar também, né? E tentar fazer, mesmo que seja um paciente assim, que às vezes ele não tem todo aquele entendimento, mas tem que ser um momento mais lúdico, né, prazeroso e confortável para esse paciente. Tudo bem até aqui, gente? Alguma pergunta? Alguma dúvida? Não.
Botei aqui algumas fotos, né, de pacientes com paralisia cerebral. Então, a gente vê que é evidente nessa má oclusão. Pacientes aqui na traqueostomia, né? Então, eles são bastante debilitados mesmo, são meio botônicos. Esse aqui consegue até caminhar com a ajuda de um andador, né? Mas a gente vê vários casos desse tipo de paciente. Consegue caminhar. Esse aqui é um paciente que eu tenho no consultório desde bebê, agora já está com 12 anos. Ele foi um prematuro e por isso ele teve a paralisia cerebral. Ele é bem comprometido, ele é todo mole, ele não firma a cabeça, ele é só no colo o tempo inteiro. Ele tem esses reflexos assim, né, esses movimentos involuntários. Ele, ele morde o sugador, ele morde o dedo se deixar o dedo embaixo. Ele tem um bruxismo severo, então, ele, eu já levei algumas vezes para anestesia geral, porque como ele tinha esse bruxismo severo que começou a acontecer, começou a gastar o dente e não tinha como botar a plaquinha nele, eu tinha risco dele engolir, né? Então, ele acabou gastando o dente que expôs a polpa, né? E a gente não tem como tratar o canal ali no consultório num paciente assim, né? Então, a gente acabou tendo, ele teve também abscesso, né? Então, a gente até tentou tratar no consultório, mas não teve sucesso, porque ele realmente é um paciente muito complicado. Então, assim, procedimentos mais invasivos nele, a gente acaba tendo que fazer com anestesia geral. Alguma, alguma coisa mais simples, às vezes, é só uma restauração pequena, uma profilaxia, eu consigo fazer no consultório. Até dele, muito no consultório, foram duas vezes, na verdade, eu tive que levar ele para anestesia geral. E ele é um paciente que tem muitas complicações. Ótimo, ele está internado com pneumonia, porque ele aspira, né? Ele não consegue engolir saliva, ele aspira muito, né? Então, é um paciente mais complicado. Mas é o Arturzinho, é um amor de criança, ele interage com a gente, ele sorri para mim, ele gosta de ir no consultório.
Bem, aqui eu falei, então, para vocês de pacientes, né, com PC. Não sei se alguém tem alguma dúvida, gostariam de perguntar. A gente vai passar agora para o paciente autista. Alguém gostaria de perguntar alguma coisa? Tranquilo, então.
Bem, o paciente com Transtorno do Espectro Autista, né, que é o que a gente fala, né? São pacientes que eles, eles não têm uma verbalização, né? Normalmente, eles falam muito pouco e a fala é muito enrolada, né? A gente tem uma alta prevalência hoje, cinco a cada 10 mil nascimentos, né? Então, tem até aumentado, né? E tem muitos pacientes, porque às vezes acabam até não sendo diagnosticados, né, com autismo, né? Tem um grau menor de autismo, acabam não sendo diagnosticados, né? É quatro vezes mais comum em meninos, né? E está em terceiro lugar no ranking mundial de alterações. E altera muito também o QI. São pacientes que têm, às vezes, eles têm um QI normal, mas normalmente eles têm QI diminuindo também, né? Pode chegar também a 50 de grau de severidade de autismo, de QI normalmente abaixo de 70, OK, deles, né? E pode dar de 10 a 20% dos autistas tenham QI normal. Tem uns que são até muito inteligentes, né, mais inteligente até do que a normalidade, né? Então, a etiologia, ela é normalmente, ela aparece na primeira infância. A causa é desconhecida. Pode ser congênita, né? Alguma causa médica, não se sabe exatamente, né? Pode ser hereditário também. Eu já vi famílias que os dois filhos eram autistas, né? Não tem cura, né? Não tem uma cura para o autismo, né? Então, é só mesmo a gente compreender e tentar ajudar esse paciente, né? Uma causa ambiental, pode ser alguma virose na gestação, hipóxia, né? Uma rubéola, uma vacina. Então, pode ter alguma causa também de questão da gestação. Esses pacientes, como característica comportamental, eles têm um déficit de comunicação, né? Então, às vezes, eles não, eles não conseguem se expressar, se comunicar de forma adequada. Eles não conseguem ter uma interação social também. E o padrão de comportamento deles, assim, varia muito de paciente para paciente, né? Eu tinha um que agora, até faz um tempinho que ele não vai, depois da pandemia, ele foi umas duas vezes, depois ele sumiu. Mas era um paciente extremamente difícil de comportamento, difícil assim, sabe? Ele já, ele mordia as mãos assim, ele tinha a mão toda machucada, era sempre mordida, ele gritava. Então, assim, o atendimento dele, eu tinha que fazer no último horário, que não viesse mais nenhum paciente, porque daí ele incomodava os pacientes. Se ela te espere, ele se deitava no sofá da sala de espera e não saía. Ele entrava lá para dentro, meu consultório, ele andava por tudo, ele entrava no meu banheiro, que não é de acesso deles, e entrava no escritório, desfilava por tudo, assim, sabe? E para conseguir atender ele, às vezes, eu tinha que atender na sala de espera, examinar ele na sala de espera para fazer uma dessensibilização, né? Mas a gente não teve assim, muito sucesso de sensibilizar ele, assim, nunca consegui fazer o procedimento na cadeira. Às vezes, que eu atendi ele, teve que ser com anestesia geral. Então, era um paciente assim, extremamente difícil. Alguns autistas são extremamente agressivos, né? Então, a gente, às vezes, tem que cuidar, porque belisca, chuta, já levei chute de autista. Então, assim, depende muito do comprometimento desses pacientes. Eles não conversam, né? Não interagem muito. Eles não gostam muito de toque também, de muito abraço, de muita, sabe? Ele gosta de ficar mais na dele, assim. Então, eu respeito, eu espero ele se chegar. Eu tenho um outro que eu vou mostrar a foto ali, que não, ele me abraça, ele, né? Ele me dá beijo. Mas a maioria, eles têm um afastamento assim, sabe? Eles se esquivam mais, assim, de muito apego, assim. Eles não gostam de muita melação. Então, aqui nas características, alguns sinais de autismo, né? Algum choro ou uma risada inadequada, aquela criança que chora do nada, ou ri por nada, assim, já pode desconfiar, né? A fala ruim, né? Eles não conseguem desenvolver uma fala adequada, né? Ausência até de fala. Ele não tem consciência de perigo, mesmo uma criança maior, assim, pode se expor a algum perigo, né? Eles são muito sensíveis, assim. A gente tem que ter muito cuidado, como eu falei para vocês, de sugador, caneta de alta rotação. Tem paciente que não.
Dá para usar? Não dá, porque ele realmente barulho assim incomoda muito, né? Eles têm um apego a objeto assim que não são comuns para criança, né? Eles não conseguem se relacionar com outras crianças, né? Dificuldade em lidar com alteração de rotina. Isso é bem importante porque assim, quando a gente for atender esse paciente, a gente tem que tentar colocar ele de uma maneira que ele fique dentro de uma rotina dele, né? Que não, que não fuja muito daquilo que ele tá acostumado, que senão ele realmente ele dá uma surtada, né?
Às vezes ele gosta de brinquedos que são que não são muito comuns, né? E às vezes eles são muito hiperativos, como esse menino que eu falei, ele andava pela sala toda, para lá e para cá, não parava quieto. Ou são muito quietos. Eles têm algumas características, né? Algumas estereotipias, né? Por exemplo, na face, eles fazem as caretas, movimentos de língua, de boca, sei lá, que mordia, né, as mãos, né? Às vezes eles, eles sacodem. Aquele paciente que fica assim, que mexe para os lados, né? Ou vai arqueando as costas, né? Eles têm mania de mexer nas coisas, né? Ou bater ali, como eu falei. Ah, um se bate. Eu tenho um que se bate no rosto. Normalmente a mãe fala que quando ele se bate, ele tá com dor de dente, né? Eu vou mostrar depois para vocês. Alguns pulam, né? Enfim, eles têm essa, essa questão de movimentação assim, né?
Alguns eles não têm um olhar. Eles não olham para ti. Eles olham para o lado ou para baixo, né? Não olha no teu olho, né? Então essas são algumas cenas do autista, né? O tônus muscular, às vezes também, eles são rígidos, né? Normalmente eles têm esse tônus mais rígido. Coordenação, às vezes também falta coordenação para pegar as coisas, né? Depende muito o grau de autismo. Tem uns que são super assim, estimulados também, que acabam, né, tendo uma boa coordenação.
A salivação, às vezes tem alguns que tem uma dificuldade também de engolir saliva, né? Coordenar a língua também, porque eles têm essa debilidade também, né? E acabam sendo suscetíveis a cárie, porque também ele não conseguem fazer a própria higiene e muitas vezes os pais também têm essa dificuldade, né? Então esse menino, por exemplo, que eu falei, que deitava na sala de espera, a mãe tinha uma dificuldade tremenda assim, então ela não conseguia escovar o dente dele, ele realmente não deixava. Era paciente muito difícil. E aí acabava tendo cárie e doença. A pele não tá, gente.
As características, né, digamos, odontológicas. Eles têm uma tendência a gostar mais de alimentos mais macios e principalmente os açucarados, né? Autista gosta muito de doce. Eles têm mania de guardar alimento no vestíbulo, né? Acaba ficando alimento aqui em cima. A dificuldade na higiene bucal, né, que acaba os pais não conseguem fazer, eles também muito menos, né? Então acaba gerando cárie, né? E às vezes pode ter alguma alteração de atraso de erupção, uma uma hiperplasia gengival relacionada a medicamento, né? Então são algumas características odontológicas.
Eles podem ter. Aqui eu coloquei alguns medicamentos só para vocês conhecerem, né? Que estão relacionados com alterações bucais também. Eu deixei grifados que são mais comuns, né? Por exemplo, como anticonvulsivante, né? Que eles usam muito. Fenitoína, que é o hidantal, né? Que pode provocar hiperplasia gengival, né? Que a gente vê aí, hiperplasia medicamentosa, né? Já ouviram falar? Claro. Acabam de pino, né? Que também acontece, pode ocorrer ulceração, né, de mucosa. Esse Depakene também, que eles usam bastante, que é um sangramento, a gente vai espontâneo também, né? Outro que é bem comum, antidepressivos, que acabam promovendo redução do fluxo salivar. Pode ter, a gente pode ter, então, a presença de cárie, né? Antipsicóticos também, aqueles que eles usam, né? Muitas vezes, que é bem comum também, principalmente risperidona, né? Que vai ter sangramento gengival também, redução do fluxo salivar. Então eles acabam tendo mais alterações também bucais em função desses medicamentos que eles usam também, né? Então eu coloquei ali os que eles mais usam, né? Deixei para vocês os mais utilizados.
Como que a gente vai atender esse paciente no consultório, né? A gente tem que ter um atendimento, então, de preferência inicial, o mais cedo possível, que a criança pequena ainda, para ela se ambientar nesse consultório. Eles têm essa agenda visual. Aqui que eu coloquei, eu tenho uma paciente, esse menino que era bem difícil e os outros também que eu atendo. As mães elas fazem, elas costumam fazer um quadrinho em casa com situações que eles vão, vão trabalhar. Então, por exemplo, assim, vai no dentista. O que que ela fazia? Uma das mães fazia, ela batia foto minha. Bati a foto do consultório e aí antes ele veio para consulta, ela já colocava no quadro. Amanhã a gente vai aqui na Doutora tal. E esse paciente, até eu vou mostrar depois a foto dele, ele sai, ele já tá grande agora, ele tá com 18 anos. Ele sai do carro, ele sobe sozinho o elevador, ele sabe andar, que é, ele aperta o andar certo, ele vai na sala certa, ele entra sozinho, ele já sabe o caminho. Então tudo porque a mãe também vai estimulando. Ela é dona de uma clínica de autista, né? Então ela vai estimulando. Esse ele é muito estimulado, sabe? Então ele é um paciente assim, apesar dele ter um grau mais severo de autismo, ele tem uma colaboração assim, bem boa, sabe?
Até um friozinho aqui agora no sul, tá frio, tá chovendo. Aqui a gente tem que respeitar o tempo de atendimento. Não pode ser atendimento demorado. Daí, assim, meu, meia hora, estourando assim, não dá para fazer grandes procedimentos, né? De cada vez. Eles têm muita sensibilidade ao ruído também. Tem paciente que não, não aguenta o ruído, né? Embora tem alguns também que eles, eles não têm muita sensibilidade a dor. Então são pacientes que às vezes eles conseguem ter um limiar de dor maior, né? Então a gente consegue até trabalhar assim, mais tranquilamente. Eles são às vezes um pouco exigentes com a textura das coisas, os sabores. Eles têm essa exigência, né? É importante a gente dar uma recompensa no final da consulta para aquele paciente que gosta, né? Procurar assim, ser carinhoso, mas ao mesmo tempo assim, ser um pouco firme. Não dá para ser muito mole, senão eles também tomam conta, né? Porque eles também têm as manhas, né? Que às vezes a mãe acaba, devido essa condição, ela acaba tendo essa superproteção e aí a criança acaba também, além do problema, ela acaba ficando também manhosa, né? Então tem que ter, a gente tem que ter esse jogo de cintura, entendeu? O que que é a deficiência que ele tem, mas ao mesmo tempo saber o que que é a manha, né?
Esse menino que dormia na sala de espera, ele era bem complicado. Ele estava na sala de espera, né? Assim, a gente via que a mãe superprotegia ele, sabe? Então ele era muito difícil. Procurar assim, deixar que a mãe traga o objeto de apego que ele gosta, sei lá, um ursinho, brinquedo, enfim, né? É importante que ela traga junto para ele se sentir mais ambientalizado. E sempre está elogiando esse paciente quando termina, ele deixou fazer alguma coisa. A gente bate palma, a gente reforça, né? Faz assim uma festinha ali em relação ao comportamento positivo que ele teve. Isso é importante que ele entende isso também, né?
Alguma pergunta a gente até aqui? Eu vi que alguém abriu a câmera, não sei se queria perguntar alguma coisa. Não. Então assim, quanto ao tratamento odontológico também, a primeira consulta sempre o ideal é que os pais, que essa consulta aconteça com os pais para a gente entender a criança, né? Porque se leva o paciente direto, é a gente às vezes não consegue conversar com os pais, né? Porque como esse menino meu aqui, ficava caminhando para lá e para cá, deita na sala, né? A gente não consegue conversar com a mãe. Então o ideal é que a primeira consulta seja feita com os pais. Procurar agir de maneira mais preventiva. Então, quanto mais cedo essa criança for no consultório, melhor é que a gente consegue orientar, consegue prevenir, né? Para que tenha maiores complicações. Controlar a dieta desse paciente, orientar em relação a dieta, orientar higiene bucal, né? Vê que tipo de deficiência que essa criança tem, seja uma locução, né? Algum outro problema odontológico para a gente estar tentando ajudar os pais. A consulta, como eu falei, não pode ser muito longa. É interessante ter uma música ambiente também, né? Uma música agradável. Eu tenho no consultório uma televisãozinha, né? Não na cadeira, assim. Eu normalmente eu coloco música assim no Spotify, né? E ver os medicamentos que esse paciente está utilizando.
Esse é o paciente, então, que eu comentei, que ele é bem assim, relativamente colaborativo, né? Mas como eu falei, ele, ele já vai desde pequeno no consultório. Hoje ele tá com 1,80 m, eu acho. E ele, ele tem um grau de colaboração, mas de repente ele dá aquela levantada, né? Estão vendo aqui? Ele já, já quer levantar, sabe? Mas ele tem, por exemplo, ele tem um cuidadora assim, espetacular, que ele, o cuidador é bem duro com ele. É duro mesmo. "Não, agora você vai sentar, você vai abrir a boca para a Doutora, ela vai olhar." Então assim, ele, ele tem esse grau de colaboração. Ele é bem querido, assim, né? O apelido dele é Pipo. Ele é um menino bem especial, assim, né? E ele já vai sabendo que tá indo no consultório, assim.
E esse é o que bate no rostinho quando ele tem dor de dente, né? Ele tem uma sensibilidade exacerbada no dente, porque a última vez que ele foi para anestesia geral, eu fui mais que a mãe estava insistindo. A gente fez. Eu faço controle, ele deixa fazer bitewing, ele deixa fazer periapical, né? Ele faz um laboratório. Então a gente tem sempre esse controle. E na radiografia, ele não tinha nada. Tudo, ah, carinha pequena, tal. Daí um dos dentes que eu abri nessa última geral, tava com uma cárie maior, parecia pequena, mas não era. E era no lado que ele batia o rosto, a mão, né? Só que assim, não era uma cárie que pudesse ter dor, não tinha atingido a polpa, nada, só estava mais extensa. Então, para ver o grau de sensibilidade que ele tem, né? Então é qualquer estímulo assim, talvez maior que ele tenha tido naquele dente, ele, ele realmente assim, ele manifesta, né? Então eu já levei ele para. Nesse exato foi duas vezes. Ele é um menino muito bem cuidado, tudo assim, né? Mas às vezes, né, tem dificuldade. Ele já, quando ele veio para mim, ele já tinha muitos restaurações. Então, na verdade, assim, a gente acaba tendo que refazer, porque ele tem bruxismo também, né? Então acaba tendo que refazer essas restaurações.
Como eu falei para vocês, eles têm que ter, a gente tem que procurar buscar uma rotina deles. Então ver o horário que seria mais interessante para o atendimento. É final do dia? Ou é no começo da tarde? É no começo da manhã? No final da manhã? Tentar ver essa, para que não fuja muito dessa rotina dele, né? Ter os comandos, né? A gente tem que ser clara, né? E simples. Utilizar essa pedagogia visual, que é questão de dizer, mostrar, é fazer também, né? Como eu falei para você, tudo que a gente for fazer, tem que estar mostrando para ele, não levar o susto, né? Cuidar com o tom de voz, não vai ser agressiva, mas também tem que, ao mesmo tempo que tem que ser firme, né? Procurar ter um ambiente propício, né? Para atendimento, né? Como eu já falei para vocês, reduzir o máximo possível esse estímulo de sensações, né? Então assim, é muito barulho, muito toque, como eu falei para vocês. Eles não gostam. O Pipo, ali, como eu falei, no final, ele me abraça, me dá um beijo na testa. Ele já sabe agora. Aquele outro, não. Ele nem chegava perto mesmo, né? Então assim, depende o paciente, né? Ele, eles têm assim, o comportamento deles, a gente tem que respeitar o comportamento do paciente, né? Como eu falei, é individual, né?
Bom, autismo era isso. Alguém tem alguma pergunta? Alguma dúvida? Não. Tudo certinho. E a gente vai falar um pouquinho de Síndrome de Down. A Síndrome de Down em si, ela não tem assim muito coisa para falar do aspecto odontológico, né? Ele é um paciente assim, relativamente normal, mas com alteração. Então, a Síndrome de Down é trissomia do 21, né? Então, segundo o IBGE, são 8 mil brasileiros por ano que apresentam Síndrome de Down. E tá muito relacionada com a idade materna, né? A idade da mãe, ela é bem importante. Na Síndrome de Down, quanto mais velha a mãe, mais chance dela ter, né? Ou mãe muito nova também, muito novinha, também tem chance.
Então, as características clínicas desse paciente, né, facial. Então, ele vai ter essa ponte nasal baixa, pequena, o maxilar mais achatado. Na cavidade bucal, mandíbula, alguma coisa na cavidade bucal, ele tem o hipodesenvolvimento, então, desse terço médio da face. O desenvolvimento da mandíbula, às vezes eles têm a mandíbula mais desenvolvida, né? Seja às vezes até por uma questão postural, né? Então eles têm uma tendência maior ter classe 3. A postura da língua, a língua é aumentada, ela fica uma posição mais errada, né? Então ele pode ter ou realmente uma verdadeira classe 3 ou uma pseudo classe 3 por causa, em função de postura mesmo de mandíbula, né? Fala, tudo vai ser menores. Eles têm essa hipotonia, igual aquele paciente fica com a língua assim, né? É bem comum desse paciente.
A anomalia dentária, né? Ele vai ter alteração, às vezes na erupção, no padrão de erupção, né? Pode ir opcional dentes assim, que não seria sequência correta de erupção, né? Pode ter uma mania de forma, de textura e número de dentes. Esses pacientes é muito comum a gente ter uma baixa atividade de cárie e mais doença periodontal, né? Eles têm uma, eles têm uma questão salivar que ajuda bastante, né? Então eles têm mais tendência a doença periodontal do que cárie, mas tem paciente que tem cárie. Então esse aqui é um passinho, na verdade, assim, a parte odontológica, né? O que não vai interferir muito do paciente com Síndrome de Down. É um paciente que a gente até consegue atender mais na cadeira odontológica, né? Dependendo, né, o grau de comprometimento desse paciente. Às vezes é um paciente que colabora, às vezes não, depende o grau de comprometimento que ele tem.
Esse paciente que eu tenho aqui, ele é um paciente que, além de Síndrome de Down, ele tem paralisia cerebral também. Então, ele é um paciente que ele vem desde pequeno e ele é cardiopata também. Ele fez cirurgia cardíaca. Oi, tem alguém querendo falar ali? Está com microfone no mudo. Tá mudo o microfone. Bem, então esse paciente, ele, ele tem um, ele é bem difícil de atender. Esse paciente que morde, que tem um bruxismo assim severo, né? E ele é manhoso também, né? E ele é todo hipotônico, ele é todo mole. Então assim, a mãe aqui na frente, a mãe tá sentada, acabei não fotografando a mãe junto, mas a mãe senta na cadeira e fica segurando as mãos dele. Ele é bem maiorzinho também, sabe? Então ele, ele tem ânsia. Eu não consigo usar quase abridor de boca com ele, porque ele faz ânsia, ele vomita mesmo, né? Então é um paciente que a gente, lá, minha secretária tá segurando a cabeça dele, porque ele vira, ele dá uns espasmos também, às vezes, porque em função da paralisia cerebral, né? Tem, né? Então ele é um paciente assim, bem difícil. E a primeira vez eu atendi ele com anestesia geral. Depois da anestesia geral, eu consegui, eu tenho conseguido fazer um acompanhamento dele no consultório, porque no começo ele tinha muita cárie, né? Ele tinha. Depois a mãe, a gente foi educando e orientando e bastante tempo assim, a mãe se conscientizou, ela melhorou assim, sabe, a higiene dele. Mas mesmo assim, ele é meio precário, até porque os pais também não são muito cuidadosos com eles mesmo, né? Então fica meio difícil, né? E ele é uma criança difícil também, assim, né?
Então tem uma fotinho dele aqui, ó. Ele vai na cadeira de rodas, pode ver que a cabecinha caída, né? Ele fica amarradinho aqui, porque ele cai, né? Ele não tem nenhuma. Ele é todo, todo hipotônico, né? Então, em função da paralisia cerebral, não é só a Síndrome de Down, mas também a paralisia cerebral. E ele tem atraso de erupção. Ele teve alteração na sequência de erupção. Então a paciente tem uma série de alterações, né? Mas é mais rara a gente ver. Normalmente a Síndrome de Down são pacientes que a gente consegue ter um atendimento assim, em cadeira odontológica. Algumas exceções que acaba tendo que levar para anestesia geral. Alguma pergunta aqui, gente, de paciente com Síndrome de Down? Eu trouxe só mais as características assim clínicas deles, né? Porque como eu falei, são pacientes que acabam tendo também que para ortodontia muito cedo. E depende se o ortodontista vai conseguir colocar ou não, porque são pacientes difíceis, né? Até o paciente com paralisia cerebral também é muito difícil a parte de questão de ortodontia, né? Porque são pacientes que a gente às vezes não consegue colocar.
A gente tá com casa agora, é bem severo, que a paciente precisaria fazer uma disjunção palatina, mas o problema é que existe aquela disjunção cirúrgica, né? Mas só que depois, de qualquer forma, tem que ficar com o aparelho em boca e tem que ativar um pouco também em casa. Daí a gente achou que ficaria inviável de estar fazendo isso, né? Em casa, né? Então a gente tá assim, meio empacada nesse caso, né? Um caso bem difícil, assim. Ela tem uma dificuldade de respiração, né? Uma paciente com paralisia cerebral. Acabei esquecendo de comentar, mas eu lembrei agora do caso. É por isso que eu tô passando para vocês, né? No caso que eu tô discutindo com meu colega.
Vou falar um pouquinho agora de gestantes. Como eu comentei com vocês, né? Que é é uma parte que eu vejo assim, muita, muita debilidade, né, de informação dos próprios dentistas, né? Então, só lembrando, porque aqui da formação, como que forma, né, o bebê na união do óvulo que o espermatozoide. Daí a gente vai ter as divisões celulares, né? A gente tem a estágio de ovo, né? Depois de mórula, né? Depois a blasto, a gastroa, que vai se desenvolver se diferenciando então nos tecidos, né? Então, derme, mesoderme, endoderme. Então, dependendo da alteração que tenha nesses tecidos, a gente vai ter alteração dentária, né? Ou não. Lembrando que, por exemplo, esmalte e a dentina são derivados. Então, se tiver alguma alteração ali nesse período de formação, a gente pode ter alteração também dentária.
Então, o embrião ele passa a ser chamado de feto a partir da oitava semana de vida, então, uterina. E o que eu coloquei aqui de importante, né? O início da formação dos dentes decíduos entre a sexta e oitava semana de vida, então, uterina. Então, qualquer alteração que a mãe tenha, qualquer alteração maior que ela tenha nesse período de gestação, a criança depois pode desencadear problema dentário, né? E eu gosto de enfatizar isso, porque às vezes a criança vem com uma hipoplasia no consultório do dente decíduo ou uma hipomineralização. E aí a gente tem que buscar aquele histórico, né, da gestação da mãe, né? Se ela teve alguma doença na gestação. A partir da oitava semana, então, a embriogênese já tá praticamente completa, né? Daí a gente só vai ter depois falha no desenvolvimento dos órgãos, né? Não mais na formação.
Na décima segunda semana, o bebê já começa a chupar o dedo, né? Que é um dos primeiros reflexos que a criança vai ter, né? Que é o reflexo de, na verdade, de existência, né? Ele precisa treinar essa sucção para depois ele poder se alimentar, né? E é interessante lembrar que a partir da décima segunda semana, ele começa a desenvolver o paladar. Então, foram feitos estudos que mostram que o que a mãe come, se a mãe, por exemplo, come muito doce, acaba esse açúcar passando para o líquido amniótico e a criança sente o sabor do doce. Então, ela vai ser uma criança que vai gostar depois de comer doce, né? Então, a gente pode educar o paladar da criança desde a gestação. Então, a mãe, ela, ela pode controlar o que ela come também para depois a criança não ter o hábito de comer doce.
A face, então, nela se forma entre o vigésimo quarto e 38 dias. Então, se tiver também alguma alteração, alguma infecção da mãe, uma rubéola, né? Uma sífilis, ela pode ter interferir na formação da criança, ou seja, dentária, né? Ou de face, né? Lembrando, então, que a formação da face, ela é a fusão, né, de dos vários processos, mandibular, né, processo maxilar. Então, ela tem a fusão desses processos. E alguma falha nessa fusão, então, também pode ocasionar, por exemplo, as fissuras de lábio e palato, né? Que pode acontecer entre a quinta e a sétima semana de gestação. É uma falha na fusão desses processos pode gerar a fissura, que ela pode ser provocada, que pode ser tanto de causa hereditária, né? Como também algum medicamento que a mãe tenha utilizado, né? Ou alguma alteração, alguma radiação que a mãe tenha sofrido na gestação. Em segundo lugar, os medicamentos, né? Então, a primeira, primeira causa seria de hereditariedade, segundo lugar, algum medicamento. Eu vi um estudo uma vez de gêmeos que tiveram fissura e os pais trabalhavam com agrotóxicos, né? Então, trabalhavam na lavoura e utilizavam agrotóxicos. E as duas meninas que eram gêmeas, elas tiveram a fissura, né? Então, a gente vê que tem essa causa, né, ambiental também, né, de tóxica, né? Não sei se alguém já teve experiência com paciente fissurado, talvez na área de vocês. Sim, buco-maxilo. Meu TCC de especialização foi sobre pacientes fissurados, aí eu acompanhei algumas cirurgias de pacientes fissurados. Até um cirurgião muito bom que ele faleceu de COVID, ele era do centrinho, de Bauru, mas ele operava em Curitiba. Eu não sei se alguém conheceu. Marco Aurélio. Ele era assim, fantástico. Ele operava muito bem o paciente fissurado. Eu assistindo, então, a cirurgia dele, e ele acabou falecendo de COVID, né? Uma pena. Ele era cirurgião plástico.
No quarto mês, então, da gestação, a gente tem a fase de absorção de cálcio, generalização. Então, tem que cuidar com medicamento, principalmente até disciplina, né? E cuidar com a dieta da mãe também, que é uma fase que ela vai precisar ter, né, um aporte maior de cálcio. No quinto mês, então, como eu falei para vocês, a criança já tem, né, se as papilas gustativas começa-se estar bem desenvolvidas, então acaba sentindo os sabores, né? Bom, em relação à nutrição da gestante, né? Se a gestante ela tiver falta de algumas vitaminas, ela pode ter alteração também. Pode ter alterações, então, por exemplo, falta de vitamina A vai ter problema na divisão celular. Vitamina D, raquitismo, né? O ferro, né? Anemia. Ela pode levar a anomalia fetal. Se a mãe tem deficiência de ferro, se ela tem anemia, o bebê pode ter uma anomalia fetal. E com isso, ele pode desencadear anencefalia, fissura palatina também, pode ser em função da falta de ferro, né? Recém-nascido de baixo peso. Então, toda alimentação da mãe vai interferir na formação do bebê também, né? As proteínas também é importante. A falta de proteína pode ocasionar fissura palatina. Desnutrição também pode ter uma série de alterações. Então, é importante que a gestante tenha uma nutrição adequada também.
E aqui eu coloquei a falta de, a falta de ácido fólico, né? Que hoje em dia se faz suplemento de ácido fólico já no início da gestação, né? O ideal é que comece a utilizar antes da gestação, porque a formação do tubo neural é bem no início da gestação. Então, muitas vezes, ali, a falha de, a falta de ácido fólico já vem antes, né? Então, quando a mãe sabe que tá grávida, já passou a formação ali do neural, né? Então, o ideal é que se faça, se a pessoa pensa em engravidar, já começa a fazer essa, essa reposição, essa suplementação de ácido fólico antes da gestação. Se não, pode ocasionar também, por exemplo, a mielomeningocele. Não sei se já ouviram falar. Na verdade, a medula sai para fora. A gente pode ver aqui, né? Então, é uma falha no fechamento do tubo neural que pode acontecer entre a vigésima quarta e vigésima sexta dia de vida, então, uterina. Acontece um para mil nascidos vivos. Então, até que é uma prevalência assim, bem relativamente alta, né? Então, aqui são alguns casos. E é uma situação que debilita bastante o paciente na criança, porque ela pode ficar tetraplégica, paraplégica, né? Então, dependendo o nível que acontece ali. A mielomeningocele é feita uma cirurgia de reposição dessa medula, né? A medula literalmente, ela sai para fora. Essa cirurgia às vezes é feita até intrauterina, agora com essas técnicas novas, de cirurgias intrauterinas, a chance de ter sequela se a cirurgia feita precocemente intrauterina é bem menor, né? Então, a preferência é que se faça essa cirurgia intrauterina. Caso contrário, se faz ali também nas primeiras horas de vida, né? Porque também a criança pode depois ter uma, uma meningite, né? Em função dessa medula para fora, é fácil de infectar. Então, aqui, né, por exemplo, a cirurgia feita realizada, né? Então, no máximo até 72 horas, né? Para evitar então que que tenha essa meningite neonatal. Só que, claro, é uma cirurgia extremamente delicada e pode gerar muita sequela. Eu já vi algumas crianças em hospital assim, internadas, que eu vi uma paralítica, em função da língua.
Outra alteração é anencefalia, né? Então, a criança pode desenvolver pela falta de ácido fólico e anencefalia também, que é a ausência do cérebro, né? Eu já vi um caso no hospital de anencefalia. Era um gêmeos, daí uma das crianças tinham anencefalia, era uma criança totalmente malformada, ela tinha anencefalia, tinha fissura de lábio e acabou, lógico, falecendo. Então, tem que ter o cuidado, né, da nutrição da gestante, que a falta, carência de vitamina, de nutrientes, cálcio, fósforo, proteína pode levar também odontoblasto, né? Então, ele pode ter uma alteração na maturação dos dentes, na morfologia dentária, anomalia dentária, né? A composição, né, química e física. Então, as hipoplasias, né? Tamanho dentário também pode ser alterado, que microdente, né? Macrodente. Pode mudar também a alteração de erupção, o tempo de erupção, pode ter um atraso na erupção e as gêneses também. Então, pode estar tudo relacionado também para nutrição da mãe. É importante que a gente também oriente essa mãe que procure uma nutricionista durante a gestação.
E uma coisa bem importante na gestação que a gente tem que chamar atenção é que a enfermidade periodontal, ela libera, como é um processo inflamatório crônico, ele libera mediadores químicos, né? Então, acaba liberando, por exemplo, prostaglandinas, né? Que é um mediador químico que pode induzir o parto prematuro, que ela funciona como citocina, ela trabalha no trabalho de parto, né? Então, a mãe que tem doença periodontal, foi comprovado, né, que ela tem que ela pode ter um bebê ou de baixo peso ou prematuro, né? E que que é prematuridade? O bebê de baixo peso, segundo a Organização Mundial de Saúde, né? Prematuridade é 37 semanas de gestação abaixo de 37, né? Perdão. Recém-nascido de baixo peso, aquele que tiver menos de 2 kg. E a prematuridade responsável pela morbidade, 50 a 70% de morbidade são as doenças, né? Que fica sequela e mortalidade, né? Natal também. O primeiro estudo que comprovou que as doenças periodontais podem ocasionar, né, parto prematuro, bebê de baixo peso, foi feito por Ofenback em 1996. Então, já é um estudo bem antigo, né? Então, a infecção materna, seja a periodontal, qualquer outra infecção também, não só periodontal, né? Mas como a gente tá falando aqui da parte de Odonto, né? Ela vai liberar essas, esses fatores, interleucina, fator tumoral alfa, tumoral, né? Que são mediadores químicos que acabam desencadeando o trabalho de parto, né? Funcionam como mediadores de trabalho de parto e acaba, então, às vezes tendo um bebê prematuro, né?
Esse aqui é um prematurinho da UTI, uma fotinho, na verdade, era não ter gêmeos, né? Eu bati uma foto de um, da menina, né? Entubada. Nem com esses bebês, eles ficam muito tempo no tubo, né? Acaba esse tubo é muito grosso e acaba podendo deformar, né, palato, né? Enfim. Então, as enfermidades que a gente pode encontrar na gestante, né? Como como ela tá na fase gestacional, ela tem um nome específico, né? Então, a gente vai ter a gengivite gravídica. Na verdade, assim, ó, a enfermidade periodontal na gestação, como a gestante, ela tá com alteração hormonal, ela vai ter uma resposta exagerada, exacerbada ao irritante local. Então, a mínima quantidade de placa, ela já pode desencadear essa gengivite. Por exemplo, ela, numa situação normal, pode ser que ela não tivesse a gengivite, mas como ela tá gestante, ela tem essa alteração hormonal, ela acaba tendo mais chance de desenvolver essa gengivite, porque é uma resposta exagerada do organismo. A mesma coisa que a gente toca numa pessoa, ela dá um grito gigante, a gente nem fez nada, não beliscou, não aconteceu nada, e a pessoa já dá aquele grito. Isso que acontece, né, na gestante. Pode acontecer, né? Então, ela pode desencadear gengivite gravídica, que é um aumento de volume, né? Uma coloração, é a característica normal de gengivite, né? Coloração vermelho brilhante, sangramento fácil. Então, aquela gengiva que mal encosta, já vai sangrar, né? Então, se as características clínicas, né, gengivite, a gente vê aqui placa, né? E a gengiva avermelhada e sangrante. Qualquer toque, ela já sangra, né? E o tratamento para isso são os procedimentos básicos de periodontia, né? Não tem nada mais assim específico para ser feito. A causa, então, é alteração hormonal mais a placa, né?
A gente pode ter também a hiperplasia gengival gravídica, né? Que é uma forma generalizada de hiperplasia. Ela pode acontecer ou só marcada superior ou só na inferior ou em ambas arcadas. Não necessariamente vai acontecer em toda, em toda a boca, né? Ela pode ter só uma forma generalizada em uma das arcadas ou em ambas arcadas. Então, a gente vai ter esse aumento de volume. Pode ter um pouquinho de mobilidade dentária também. E o tratamento para hiperplasia, a gente vai gravídica, vai ser os procedimentos básicos de periodontia, né? Instrução de higiene, raspagem, né? Em ambiente de consultório, pode estar sendo utilizada também a clorexidina. Pode ser utilizada na gravidez, né? Não tem efeito nenhum de teratogênese.
A outra alteração que pode acontecer é o tumor gravídico. Apesar do nome, né, assim, meio assustador, não é uma alteração maligna, né? É uma alteração localizada, né? Ela normalmente acontece por volta do terceiro mês de gestação, mas pode acontecer na gestação toda, né? Não tem assim um período específico, né? Mas por volta do terceiro mês é que pode surgir. E ela aparece no local, no local localizado. Ela, na verdade, o tipo de um granuloma piogênico, só que chama tumor gravídico porque acontece na gestação. E ele, o tratamento para esse tumor gravídico, se ele não tiver incomodando, se tiver no lugar que não esteja incomodando, a gente só faz os procedimentos básicos de perio e deixa regredir depois do parto, porque às vezes a cirurgia durante na gravidez pode recidivar, né? Então, às vezes, ela normalmente recidiva. Então, a gente faz só os procedimentos básicos de perio, deixa para essa remoção cirúrgica após o parto, se não regredir espontaneamente, né? Porque a chance, então, de recidivar é grande se a gente fizer durante a gravidez. Então, aqui, né, mais dois casos. Claro, por exemplo, esse que tá nessa região inferior de incisivos incomoda na hora de mastigar, então é uma indicação de cirurgia mesmo. Acabando nessa região também. Aqui é uma questão um pouco estética, né? Que às vezes a pessoa pode preferir remover, né? Para não, para não comprometer a parte estética, né? Então, são situações que acontecem na gestação.
E daí a questão mais grave que seria a periodontite gravídica, que é uma, é uma periodontista, né? É uma forma mais severa, né, de doença, né? Ela pode ser provocada, então, estresse da gestante e também a alteração hormonal, né? E vai afetar as estruturas de sustentação, né? Que daí é periodonto, né? Então, acaba tendo mobilidade dentária, pode ter perda dentária. Então, já é um processo assim, mais extenso, né, de doença, né? E o tratamento também vai ser o procedimento de perio, raspagem, de instrução de higiene, né? Como uma periodontite normal. Alguém tem alguma dúvida com relação a isso? Alguma pergunta? Então, essas são as doenças que podem acontecer na gestante, na gravidez. Eu fiz uma vez um trabalho com uma aluna, né, de a gente começou as palestras para gestantes, dava, né? Agora a gente não tem mais. A gente avaliou, eu não lembro quantas gestantes, de 40 e poucas gestantes, a gente fez exame periodontal. E como assim, o nível ali de, socioeconômico das gestantes era maior, assim, a gente não pegou muitos casos, mas nós pegamos casos de uma gestante que ela tinha hiperplasia na parte superior e um tumor gravídico na inferior. Então, assim, foi o único caso assim que a gente viu. A outra cirurgia de vista assim, mas o que foi mais severo foi esse, né? Então, é um pouco mais raro a gente ver, né? Mas pode acontecer, né? E como eu falei para vocês, a gestante, ela às vezes, ela acaba tendo uma negligência na saúde bucal, porque ela se preocupa com outras coisas na gravidez. Ela tá preparada com enxoval da criança, ela vomita, ela enjoa, ela não escova o dente. Então, ela pode ter essas alterações em função da mudança de hábitos dela mesmo, né? Então, a gente tem que estar orientando. É bem interessante essa questão de palestra para gestante, porque a gente acaba orientando, né, melhor as mães, né? Uma forma melhor de orientar de evitar que isso aconteça. E a gente vê muito dentista também sem noção, né? Querendo tratar a gestante. Por exemplo, teve um que, que queria tratar gestante, ela tinha retração gengival, ele queria fazer a cirurgia de recobrimento gengival durante a gestação. Quer dizer, totalmente descabido. Que se ela traga essa alteração hormonal, a gengiva dela vai responder bem, né? Então, é como eu digo, às vezes é a falta de conhecimento, né? Quanto ao atendimento odontológico, né, a gestante na gravidez, é todo o tratamento assim, o que que a gente pode, o que que não pode fazer, né? Tudo que for essencial, não só pode como deve ser realizado, né? Os procedimentos eletivos, claro, que devem ser deixados para depois do parto, né? Porque quanto menos estresse também a gente lidar ali com a gestante, melhor, porque às vezes é uma gestante que ela pode ter uma alteração de pressão, ela fica nervosa, ela tá ansiosa. Então, isso tudo pode desencadear problemas, né, no atendimento. Então, se a gente puder evitar, melhor, né? E o que que é o tratamento essencial? O que que a gente considera essencial? Uma limpeza, né? Ela deveria fazer um atendimento a cada trimestre, no primeiro trimestre, no segundo, no terceiro, pelo menos para a gente ter um controle, né? É uma limpeza. Um dente que está incomodando aquela paciente, por exemplo, que tem que fazer uma, ela estava morrendo de dor de dente no sétimo mês, ela tinha que fazer, ainda, né? Então, são procedimentos que são, a gente tem que estar fazendo. Agora, por exemplo, ah, ela tem um siso. No caso de vocês, são bucomaxilo, ela tem um siso que não está incomodando, nunca incomodou. Ah, eu vou extrair durante a gravidez para quê, né? Se não está incomodando, deixa para depois. Agora acontece de às vezes, na gravidez, desencadear dor nos sisos incomodados, aí tem que tirar também, né? Então, vai muito do bom senso da gente, né?
Lembrando sempre que a partir do terceiro trimestre, né, os trimestres de gestação, cada um tem suas características. Eu não entrei aqui em detalhe porque ficaria muito extenso, mas assim, o melhor trimestre para tratar gestante é o segundo trimestre. Porque, porque ela já passaram os enjoos, ela já tá, os níveis hormonais mais equilibrados. Então, a paciente é um pouco mais tranquila da gente estar atendendo. No terceiro trimestre, já começa assim, as alterações de pressão, ansiedade, né? Que vai ter a parte psicológica, né? Que ela acaba ficando mais estressada em função de ansiedade. E aí a gente acaba tendo também que, por exemplo, já postura, que ela vai sentar na cadeira, ela tem que ficar sentada mais virada para a esquerda, senão ela pode ter essa hipotensão postural. O que que é isso? É que o peso do bebê acaba comprimindo a veia cava e ela tem uma hipotensão, ela pode desmaiar se ela ficar muito deitada. Então, ela tem que ficar um pouco mais sentada e virada para a esquerda. Então, é difícil a gente atender também o paciente assim. Imagina fazer uma cirurgia de siso, a paciente virada para o lado contrário da gente, é um pouco complicado assim. Então, o ideal é que se escolha, então, o período melhor de atendimento na gestação ou, se preferência, coisas maiores, procedimentos maiores, deixar para depois do parto.
Com relação às medicações para gestantes, né? Os fármacos, eles passam, passam da fase materna muito fácil para a fase fetal, né? Então, eles vão depender da liposolubilidade deles e do tamanho das moléculas, né? Eu coloquei aqui alguns, os medicamentos que podem, que não podem ser utilizados. Anti-inflamatórios, eles devem ser sempre evitados na gestação, né? A gente não utiliza anti-inflamatório para gestante, né? Que o médico libera algum tipo de anti-inflamatório, mas normalmente não é liberado. Tá? O único analgésico que tem um pouquinho de ação anti-inflamatória que pode ser utilizado é o paracetamol. Então, esse é liberado. Por que que a gente não utiliza anti-inflamatório, né? Porque pode prolongar o trabalho de parto. Uma coisa importante que pode ocasionar é o fechamento prematuro do ducto arterial do feto. Ou seja, o suporte nutricional do feto acaba fechando. Então, pode desencadear um parto prematuro ou até a morte fetal. Então, é, tem que ter muito cuidado com o que a gente prescreve durante a gestação. Quando vê uma real necessidade, então, que a gente pode estar utilizando. Dexametasona como anti-inflamatório. Sedativos e tranquilizantes devem ser sempre contraindicados. Essa mãe já está fazendo algum tratamento e o médico autorizou, né? Mas a gente não prescreve. Antibióticos que podem ser utilizados são as penicilinas, que elas não são tóxicas, né? Cefalosporinas, a eritromicina estearato, que existe estearato, escolar pode ser utilizada, azitromicina, clindamicina para quem for alérgica a penicilina. Então, são medicamentos que podem ser utilizados. Os contraindicados, então, as tetraciclinas, né? Pelo manchamento dos dentes. A eritromicina estolato, que é hepatotóxico para o feto. E esses outros que a gente normalmente não costuma prescrever muito, mas que eu deixei ali para vocês terem, né?
Então, analgésico, paracetamol pode ser indicado, né? O AAS, a gente procura evitar pelo risco de hemorragia, ou até ele pode prolongar a gestação. E a dipirona, ela pode provocar leucopenia e plaquetopenia também. Então, a gente procura evitar. Quanto a anestésicos, a gente vai avaliar, né? O procedimento que vai ser feito, né? E o risco-benefício. Então, os anestésicos, eles, por serem lipossolúveis, eles atravessam muito fácil a placenta, porque a placenta, ela não é uma barreira, ela é uma peneira seletiva, né? Então, dependendo do tamanho da molécula do anestésico, né, ele vai passar mais facilmente pela, pela placenta, né? E outra questão importante é o grau de ligação dos anestésicos às proteínas plasmáticas, né? Isso vai influenciar também na escolha do anestésico que a gente vai, vai ter, porque assim, o que que acontece? A criança, quando, quando o anestésico ou algum medicamento vai para a circulação sanguínea, ele se junta com as proteínas do sangue. E essa porção que está junto com a proteína, ela fica inativa, entende? Então, assim, eu joguei um monte de anestésico para a corrente sanguínea, certo? Parte desse anestésico.
Vai ficar inativo porque ele vai estar ligado às proteínas plasmáticas, certo? E vai ficar uma quantidade circulante no sangue, né? A criança, ela tem menos proteína plasmática, então ela vai ter mais anestésico livre na corrente sanguínea, podendo se tornar mais tóxico para o bebê. Então, a gente tem que entender quais os anestésicos que têm mais ligação de proteína, que ele é mais seguro, né?
Outra questão também é que o fígado da criança é imaturo. Então, dependendo do anestésico, se ele não tem, se ele tem uma metabolização muito lenta no fígado, não é indicado também, né? Não é adequado, porque daí a criança não vai conseguir metabolizar esse anestésico, certo? Então, assim, ó, com relação à ligação proteica, se a gente fosse observar, a Bupivacaína seria excelente, né? Que ela tem 95% de ligação proteica. Só que o anestésico é de muito longa duração, né? Então, também não sei. Essa é a desvantagem dele. É a minha que vai cair na 77, ali do 64, a prilocaína 55. Então, pelo grau de ligação proteica, seria Bupivacaína em primeiro lugar, só que não é só isso que vai definir a segurança do anestésico.
Então, aqui, como eu falei, a Bupivacaína ela tem uma longa duração, né? Que não é interessante para a gente. A Mepivacaína, o que que acontece? Ela tem uma metabolização hepática muito lenta. Então, como o fígado da criança é imaturo, ele não vai conseguir metabolizar a Mepivacaína. Então, vai se tornar tóxico para ele, né? Então, a Mepivacaína não é indicada, não é a primeira escolha para gestante. A Lidocaína é uma excelente escolha, que ela tem um bom grau de ligação de proteínas e é mais segura. A Prilocaína, ela pode desencadear metahemoglobinemia. Eu vou falar um pouquinho mais para frente.
Então, como eu falei para vocês, né? O sangue fetal, ele tem uma menor quantidade de globulinas, né? De proteínas. Acaba tendo mais anestésico livre na circulação e o fígado, né? É imaturo. Então, mais indicado seria Lidocaína com vaso, né? Porque com vaso, eu vou ter um número menor de tubetes, né? Vai se tornar menos tóxico, né? Respeitando o máximo de dois tubetes por sessão. Então, se eu sei que eu vou ter que fazer um procedimento que vai precisar de mais anestésico, eu já vou ter que repensar se eu faço esse procedimento agora ou não, né?
Outra opção seria Lidocaína sem vaso, só que daí passa mais rápido, a gente acaba tendo aqui já mais anestésico, acaba se tornando mais tóxico. Os menos indicados, então, a Prilocaína, na que ela pode ocasionar, então, em altas doses, constritor feliplexina e a febre pressina. Ela, ela é semelhante ao citocina, que é que desencadeia o trabalho de parto, né? Então, a gente pode levar uma indução de trabalho de parto, principalmente, por exemplo, se fizer uma injeção vascular acidental, né? A Bupivacaína é pobremente metabolizada pelo fígado do feto, né?
E para quem não sabe, a metahemoglobinemia, o que que acontece? A molécula da hemoglobina, ela é oxidada, né? A metahemoglobina e ela não consegue transportar o oxigênio, então acaba levando um quadro de cianose. O tratamento, né? Então, para gestantes, né? Se é uma gestante, se é uma urgência, com uma gestante normal, que com anemia ou hipertensão controlada, a gente pode estar utilizando ali do 2% com epinefrina com vaso, né? Se ela tá com hipertensão, né? Daí a gente tem que avaliar em primeiro lugar o risco e benefício de estar atendendo esse ambiente ambulatorial ou levar para um ambiente hospitalar, que seria mais seguro, né? Mas aí a gente já vai ter que entrar com outro tipo de anestésico por causa do da pressão, né? Que não controlada, daí teria que ser aplicado.
Então, os cuidados de ordem geral em relação aos anestésicos, né? Para qualquer solução anestésica, dois tubetes no máximo por sessão. Bom, gente, assim, de paciente especial, digamos assim, né? De seria isso que eu teria para falar. A gente vai entrar agora na parte de Odontologia hospitalar. Eu vou sugerir um intervalinho de que uns 10 minutinhos, pode ser? O que que vocês acham? A gente tomar uma água, dar uma respirada, se deve estar meio cansado de me ouvir também, pode ser? 10 minutos de intervalo. Deixa eu ver, agora são 10:37, 7:40 a gente retoma, pode ser? Deixa eu ver aqui. Ok, então beleza. Então, eu daqui a pouquinho eu chamo vocês de novo. Até já. Se alguém quiser perguntar alguma coisa também, né, gente, pode me perguntar. Não sei se eu falei muito rápido. É um pouco ruim falar assim de parece que a gente está falando com uma parede, né? Não tô vendo vocês, né? Mas enfim, a pandemia fez a gente mudar muita coisa, né? Mas enfim, se quiser me perguntar, fiquem bem à vontade, tá? Ah, que bom, que bom, Jaque. Beleza, então, obrigada, né?
[Música]
Agora sim. É, não, não foi eu que perguntei, não, mas só aproveitar aqui. É, você falou que o anestésico, ele se liga a algumas proteínas plasmáticas, né? E o mais puro é o que se liga e o mais seguro seria o que tivesse maior ligação? É a Bupivacaína, mas acontece que a Bupivacaína, a desvantagem é que é muito tempo de anestésico, né? Ela dura muito tempo, né? Então, a gente acaba preferindo a Lidocaína, que ela tem um bom grau de ligação e ela não dura tanto tempo, ela é bem segura, né? A preferência. A metabolização no fígado, não tem. Ela até tem. Ela não é que nem a Mepivacaína, a Mepivacaína não dá, sabe? É muito lenta a metabolização. Mas a Bupivacaína, ela tem metabolização, só que ela é o tempo, a desvantagem dela é o tempo prolongado de anestesia. É a Mepivacaína que tem a metabolização lenta no fígado, a gente não usa nem em Pediatria. A Mepivacaína. A gente usa Lidocaína também, é mais seguro. E assim, eu vejo muito também em ambiente hospitalar que se usa tudo Lidocaína, sabe? A gente usa muito assim, é direto. Assim, hipertensos, aí já tem que repensar, né? Porque daí a gente utilizaria uma Mepivacaína sem vaso, né? Ou Articaína, né? Que também ela interfere menos na pressão. Ah, tá bom. A epinefrina que pode interferir na pressão, tá certo. E vocês utilizam, né? Não que eles estão acostumados a utilizar Lidocaína. Nem uso, a gente nem vê mais assim, na verdade. Assim, a Prilocaína, logo que eu me formei, era muito usado. Assim, depois ela acabou, foram surgindo outros anestésicos, né? E aí foi mudando, né? Mas eu usei muito Prilocaína, usava bastante. Eu acho que era Citanest, se eu não me engano. Não, é só isso mesmo, tá bom.
Essa segunda parte de Odontologia hospitalar, eu trouxe bastante casos clínicos assim, sabe? Bastante situações que a gente faz no hospital. Vai ser bem interessante para vocês, que vocês é um pouco mais a área de vocês, né? Então, eu gostaria de tentar passar esses casinhos que são bem interessantes, né? Bem, então, Odontologia hospitalar, ela pode ser definida. Você quer a definição do meu professor ali do Júnior e do Paulo, né? Não sei se alguém conhece o professor Paulo, Paulo Sérgio Silva Santos, e o Júnior, Luiz Valente Luiz Alberto Valente Júnior. Ele é o Luiz Alberto, ele é o coordenador da Odonto todinho do HC ali de São Paulo, né? Eu já fui visitar, depois eu tenho foto ali, tudo. E o Paulo é da USP, professor também da Estomatologia lá da USP de Bauru. São pessoas incríveis, assim. Quem tiver oportunidade de conhecer, se quiserem fazer um curso com eles, eu super recomendo. Assim, eles fazem mini residência de Odonto hospitalar, agora acabou de ter, sabe? É muito legal, muito interessante. Eles são muito inteligentes, assim. Vale mesmo a pena. O professor Paulo é formado em enfermagem e Odonto, né? Ele é uma enciclopédia ambulante, assim. Ele sabe tudo de tudo e um pouco mais, né? Então, é uma pessoa assim que vale a pena a gente sugar tudo dele, porque realmente ele tem muito conhecimento, né? E ele tem alguns livros publicados, né? E essa definição, então, do livro dele, Odontologia hospitalar, pode ser definida como uma prática que tem por objetivo prestar os cuidados aos pacientes hospitalizados, né? Em especial, aqueles que estão apresentando alguma alteração bucal ou que exigem, né, o procedimento de equipes multidisciplinares. Então, assim, na verdade, a gente tem que entender aquilo que eu falei para vocês. O cirurgião-dentista, ele tem que entender que a saúde, ela é geral, não é só a boca, né? A gente não enxerga só a boca, né? Eu acho incrível também aqueles profissionais que vão examinar o paciente e enxergam só os dentes. Já viram isso? Enxerga só o dente, não olha nem o tecido mole, não, não vê uma lesão na boca do paciente, né? E tem muito disso, né? Então, a gente tem que, principalmente assim, quem vai mais para a área de dentística, de estética, acaba esquecendo de olhar essas outras questões. Às vezes, o paciente está com câncer de boca, né, embaixo da língua, e o profissional nem viu, né? Então, é muito importante o dentista ter o conhecimento e entender que o paciente é um todo, né? E o paciente que está em hospital, ele está mais sensibilizado, ele precisa de toda essa equipe e entender disciplinar, né? A disposição para estar cuidando dele, né? A gente tem que ter uma visão mais holística desse paciente, que não como um todo, né? Assim como o médico também. Agora, vamos, né, puxar lá para nossa sardinha, como o médico não enxerga a boca, né? Quem faz diagnóstico de lesão bucal na UTI somos nós. Eles não fazem. Eles não veem uma candidíase, né? Então, por isso que eu digo, tem os dois lados, né? Tudo bem, cada um na sua área, né? Mas enfim.
Bem, a Odontologia, então, ela contempla, né? As diversas interfaces, né? Da área médica com a odontológica, né? A gente vai ter desde os procedimentos de baixa complexidade até os de alta complexidade dentro da Odontologia hospitalar, né? Sempre procurando, então, tratar esse paciente como um todo para ter uma melhor qualidade de vida desse paciente, independente da doença que esteja acometendo ele, né? Então, todo atendimento odontológico, tanto geral como especializado, realizado no ambiente hospitalar, ele é considerado Odontologia hospitalar, né? Então, pode ser desde uma cirurgia bucomaxilo até um tratamento de uma candidíase, né? Está dentro do hospital é denominado como Odontologia hospitalar. É uma área assim que ela, atualmente, ela tem criado um grande destaque, né? No país, principalmente depois da COVID, né? Eu acho que a COVID veio a nos ajudar nesse sentido, que a Odonto ficou muito visualizada, porque esses pacientes, eles fizeram muitas lesões de boca, muitas lesões muito diferentes. Então, eu acho que ali que se viu a importância, né? Do cirurgião-dentista dentro do ambiente hospitalar. Para a gente atuar em Odontologia hospitalar, é muito fundamental, precisa ter uma habilitação em Odontologia hospitalar, porque assim, gente, uma coisa que eu quero deixar claro, que eu dou pelas palavras, não é bucomaxilo, é outra coisa, é diferente, né? É também tem o bucomaxilo dentro, mas não é só bucomaxilo. Então, não adianta ser só bucomaxilo para fazer Odontologia hospitalar, porque não tem a visão que a gente tem quando faz um curso de habilitação, que é uma visão diferente do bucomaxilo. A gente tem o nosso bucomaxilo na nossa equipe, mas a gente trabalha em conjunto, né? Então, a gente chama quando precisa, a gente ajuda. Ele hoje à tarde mesmo, eu tenho uma ortognática para ajudar ele. Então, a gente trabalha em conjunto, mas não é só o olhar dele, não é só o nosso olhar, né? Então, a gente é um casamento ali de duas situações, né? Depois eu vou falar um pouquinho da nossa equipe para vocês aqui.
A questão do Código de Ética, né? Compete ao cirurgião-dentista, né? A capacidade, né? A competência de internar e assistir o paciente. A gente tem a obrigação de dar suporte para esse paciente quando ele estiver no hospital. Eu não posso largar o paciente no hospital e ir embora passear. Eu tenho esse paciente está internado, ele está sob a minha responsabilidade, né? Então, seria uma infração ética a gente não, a gente largar esse paciente lá no hospital e achar que o médico tem que tomar conta, né? Se é um problema odontológico, a gente tem que assumir esse paciente, né? E também seria uma infração ética a gente atuar numa área que não é da odontologia. Não vou lá tratar uma pneumonia do paciente, né? Eu vou tratar um foco do cara, mas não uma questão médica, né? Então, isso que fique bem claro, que daí seria uma infração médica.
A habilitação, ela tomou na forma ali em 2015, né? Então, ela reconheceu, né? O exercício da Odontologia escolar pelo cirurgião-dentista, né? Então, o dentista hoje em dia não é uma especialidade ainda, mas vai se tornar. Já existe residência de Odonto hospitalar, só que o residente, ele sai com o título de habilitado em Odonto hospitalar. Não tem especialização ainda, mas tá para surgir, assim. Tem aí um bochecho que é para surgir a especialização, inclusive ali no HC tem residência, né, de Odonto hospitalar. O curso de Odontologia hospitalar de habilitação, né? Ele tem que ter 350 horas, né? De aula, sendo 50% teórico e 50% prático, na em ambiente hospitalar. A prática tem que ser em ambiente hospitalar. Essa é a normativa, né? Do nosso CRO, do Conselho Federal.
Aqui, lembrando, né? Assim, um pouquinho do histórico, né? Da BH, né? No Brasil, a gente teve o primeiro serviço de cirurgia e Traumatologia, o professor Mário Graziani. Eu tinha o livro dele na época de faculdade, eu lembro bem antigo, né? Eu guardo de relíquia, né? Daí a gente teve já em 1945, já a presença de uma equipe de BH dentro do HC, né? Então, já é uma coisa assim, é antiga, mas ainda é atual, né? Porque tem muitos hospitais, por exemplo, que não tem, né? A gente vê muitos, muitos cirurgiões-dentistas atendendo em centros isolados, às vezes acabam atendendo os pacientes com necessidade especial, em ambientes mais ambulatorial, não em hospital, né? E existem uma série de entidades, ou até listei aqui, vou falar para vocês, de comissões que existem no Brasil que são médicas, mas que tem as equipes de Odonto inseridas dentro. Foi até por meio dessa de uma dessas instituições que eu conheci o professor Paulo, que foi a SOSSESP, que é a sociedade de Cardiologia, né? Do Estado de São Paulo, que eles têm um departamento de Odontologia dentro da comissão deles, dentro do do, me fugiu lá, dentro da equipe, né? Então, eles fazem congressos, né? Todo ano tem o congresso, por exemplo, da SOSSESP, que tem a parte científica da Odonto, então é um dia inteiro só de trabalho de Odontologia, mais ligada à parte hospitalar. Então, tem assim, a BH, aquela minha colega de Novo Hamburgo, ela faz parte de muitas, muitas equipes dessas, que é a Hematologia e Hemoterapia, Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Então, todos os congressos que eles têm, também vai até a parte Odontológica científica. Também tenho SBMTO, que é a parte de transplante de medula óssea, Sociedade Brasileira de Medula Óssea, também tem Odontologia inserida dentro da equipe. SOSSESP, como eu já falei para vocês, né? A BTO, que é a parte de transplante de órgãos, também tem Odonto inserida. Existe um Colégio Brasileiro de Odontologia Hospitalar, que até se vocês quiserem seguir no Insta, eles têm no Instagram, é CBOH. A AMIB, também, que é Associação de Médica de Intensivista Brasileira, né? Então, eles têm também uma, um comitê, uma equipe de Odontologia inserida dentro. Então, a gente tem várias sociedades que tem de classe médica que tem já a Odontologia inserida na equipe. E em todos esses congressos, ali, a gente acaba encontrando, né, os colegas, né? A gente acaba conhecendo, acaba sendo sempre os mesmos que vão, né? Então, a gente tem assim, uma equipe assim, um contato bem interessante com esses colegas, né? Daí, dentro do CRO, do CFO, a gente tem as comissões de Odonto. Eu já fiz parte da comissão de Odontologia hospitalar daqui do nosso CRO de Santa Catarina, na implantação dos serviços de Odonto hospitalar no estado. Tem alguns hospitais que já têm, são bem poucos, na verdade. Acho que é só o nosso. O nosso é pioneiro, né? Que nem Santa Catarina. Aí depois tenho do hospital ali Universitário, que tem uma residência em Odonto hospitalar também, que a professora, daqui a pouco eu lembro, Pediatra também, e ela chefia, se ela é estomatologista. E tem também no Baía Sul em Florianópolis, que é um hospital também que tem Odontologia na UTI. São poucos os lugares que aqui tem. Em São Paulo, já tem mais. Tem no Samaritano. Eu conheci a equipe de Samaritano, que a professora Valmir, ele é um excelente profissional. Tem, tem no HC, né? Tem vários hospitais que já têm em São Paulo.
Quais são as especialidades, né? Que podem estar atuando em ambiente hospitalar? Então, Cirurgia e Traumatologia, Disfunção Temporomandibular e Dor Facial. Que esses pacientes a gente tem que avaliar. Paciente ficar com dor, tá com dor na ATM. Estomatologia, então, nem se fala, porque é muita lesão, né? Agora mesmo, a gente está tratando um paciente bem complicado de Steven Johnson. Eu vou mostrar uns casinhos para vocês. A gente vem junto e a gente está com outra no hospital. A gente tem tido bastante, até assim, meio assustador, a frequência, os exames, porque no hospital, quando o paciente está internado, a gente não tem como fazer uma periapical do dente, não tem uma panorâmica. Então, a gente tem que abrir mão de recursos que que tem no hospital, né? Então, tomografia, um intraoral scanner, a gente pede. E tem que saber interpretar essa tomografia. Eu quero ver uma infecção no dente, eu tenho que olhar na tomografia, no intraoral scanner, que é uma tomografia com outra incidência, não é a nossa tomografia que a gente manda fazer no laboratório, né? A gente tem que se adequar para isso. A gente tem que ter conhecimento também da imagem. Odonto Geriatria, Odonto paciente especiais, ou Odonto Pediatria, né? Então, a minha formação é Odontopediatria, e habilitação, né? Em nossas palavras. Minha colega é especialista em paciente especiais. E aí tem o nosso colega, Patologia Bucal, né? Também, com certeza, sério, né? Prótese, tem paciente que perde a prótese, prótese facial, que a gente também faz no hospital. E tem também o protesista, que tem paciente que eles perdem a prótese, a dentadura, a gente tem que sair correndo atrás, fazer uma nova, fazer uma dentadura. Já aconteceu algumas vezes no hospital, o paciente vai para cirurgia, ele tira a prótese e depois não acha mais, e é uma encrenca, né? Bom.
Os locais de atuação que a gente pode estar atuando no hospital, na enfermaria, quer dizer, um chamado médico chama, o paciente está com problema, vai avaliar. Às vezes, até no pronto-atendimento, na UTI, sendo cirúrgico, nos hospitais em que tem transplante de medula óssea. No nosso hospital não tem, né? Da minha colega lá de Novo Hamburgo tem. Oncologia, emergências, né? Que no caso, quem mais faz as emergências para nós é o nosso bucomaxilo. Que a emergência mais o que acontece é o quê? Hemorragia, trauma, né? Então, essas emergências assim são mais o nosso. A gente pode estar participando também da CCE e também com o tempo, o home care, também faz parte um pouquinho da Odonto hospitalar, que é uma extensão do hospital. Tanto que no projeto ali de lei, eles colocaram não só ambiente hospitalar, mas colocaram também home care.
Então, aqui está nossa equipe, né? O doutor, eu, no caso, eu sou Pediatra. O Dr. Pablo, que ele é bucomaxilo, e a Doutora Roberta, então, que é paciente especiais. E aí a gente atua juntos, principalmente em centro cirúrgico, na UTI também. E a gente ajuda então o colega também nas cirurgias dele, né? Aqui é nós ajudando no, aqui até coloquei para vocês lembrarem, né? O Dr. Walter, que é professor de vocês aí, né? Daqui para o Dr. Igor. Escondidinho que já vieram também para Blumenau nos auxiliar em cirurgias. Então, por isso até que eu conheci vocês, né? Por intermédio ali do Dr. Walter, que me indicou. Então, muitas vezes, eles também vêm para cá ajudar em cirurgias maiores. A gente já fez prótese bilateral de ATM, então, a gente são cirurgias maiores. Então, vem ele e estamos colegas para ajudar, né? Eu coloquei aí para mostrar para vocês. Doutora Igor vai dar aula para vocês hoje, né? À tarde, ele me falou, né? Eu estive em São Paulo semana passada, eu fiz assistir uma cirurgia, umas duas cirurgias deles, no sábado. E daí o Dr. Igor me comentou que ia dar aula para vocês hoje à tarde.
Então, o que que a gente faz em hospital? Procedimentos cirúrgicos de bucomaxilo, a interpretação das imagens, diagnóstico de lesão e alteração bucal, que como eu falei para vocês, médico não faz diagnóstico, eles chamam a gente. A gente passa na rotina, a gente tem rotina de UTI, a gente passa e vê as lesões, né? São feitos procedimentos, biópsias, procedimentos de emergência também. Prevenção de infecção, quer dizer, a gente vai prevenir esse paciente. Está, por exemplo, com uma mucosa, a gente pode prevenir que ele tenha alterações também, tipo um herpes. Não, ele piora a situação dele, desencadeia uma outra condição de infecção, né? Reabilitações também, né? E a gente também faz parte da equipe de cuidados paliativos, que é bem importante também. É uma situação que o paciente está muito debilitado, ele está, né? No final, ele de vida, e ele precisa ter um conforto, né? Nesse processo de finitude dele. A gente, então, faz parte também dessa equipe para trazer um conforto para esse paciente, né? Porque eles também desencadeiam muitas alterações bucais e são muito desconfortáveis. Então, lembrando, né? Que a saúde bucal faz parte da saúde geral, como a gente já falou, né? E não existe boa saúde sem geral, sem boa saúde bucal, porque aquela velha frase clichê, a saúde começa pela boca, é bem verdade, né?
Aqui está o livro do professor, um dos livros. Esse aqui é o último livro dele, do Professor Paulo e o Júnior, né? Até tenho ele aqui comigo, que é esse livro aqui, né? Medicina Bucal. É a segunda, ele já escreveram um. Esse aqui é o segundo livro dele, né? Tem alguns outros livros, como da professora Teresa, ali de Valinhos, que tem os rodeios, esqueci o nome da cidade aí em São Paulo. Esse livro aqui de Estomatologia, Guia Prático, também do Professor Paulo, é muito bom, né? É Teresa Márcia Moraes, não sei se vocês conhecem de Barretos. Lembrei, ela tem um, ela tem atendimento ali na UTI de Barretos. Ela foi uma das pioneiras também aí do estado e ela tem alguns livros. Então, são livros que eu indicaria para vocês assim, né? Quem quiser seguir essa área junto hospitalar também. É lembrando, né? Porque da Odontologia hospitalar, a maioria, existe uma relação muito grande de algumas doenças bucais com doenças sistêmicas. Já foram feitos vários estudos, tem livros sobre isso, né? Medicina Bucal, Periodontia Médica, né? Então, tem vários livros assim que abordam essa questão das relações. Esse livro da Brunet, aqui em 2004, é maravilhoso. É um tratado assim, que fala de todas as doenças sistêmicas que têm repercussão bucal, né? É maravilhoso esse livro. É um livro mais antigo, mas ele é muito bom.
E quais são as doenças sistêmicas que podem, né? Ter influência também na cavidade oral? Doenças respiratórias crônicas, cardiovasculares, oncológicas, endócrinas, o Diabetes, a gente sabe que tem uma relação com a doença periodontal. As doenças gástricas, já foi encontrado H. pylori na cavidade oral. Doenças renais, hematológicas, quer dizer, é muita doença que tem, né? Repercussão também na cavidade oral. Dessas infecto-contagiosas, psiquiátricas, a gente às vezes tem em casos também, de pacientes psiquiátricos que acabam tendo problema dental também. Os prematuros e bebês de baixo peso, como eu falei para vocês ali na parte de gestante, né? E os cuidados paliativos, então, nesses pacientes que estão no término.
Então, falando um pouquinho das doenças respiratórias, eu coloquei as principais aqui, né? A pneumonia, então, é a segunda infecção mais comum dos pacientes hospitalizados, né? Sendo que a bacteriana é a forma mais comum. E a gente encontra essas bactérias ou fungos, né? Que também causam as pneumonias na cavidade oral. 40% dos pacientes internados em UTI podem desencadear pneumonia, acabam desencadeando pneumonia, porque a flora bucal, ela altera muito na internação. Então, esse paciente, ele tem uma flora normal, ele vai, ele é internado na UTI ou até no ambiente hospitalar, muda totalmente a flora dele, até em função de medicamento, antibióticos, então, ele fica bem suscetível a esse tipo de infecção secundária, né? Então, às vezes, a causa dele de internação nem foi uma pneumonia, mas ele acaba desencadeando pela condição física dele lá na UTI ou no ambiente hospitalar. Às vezes, respiratórias acabam provocando uma redução do fluxo salivar, principalmente, por exemplo, um paciente que está em ventilação mecânica, usa uma máscara de ventilação, eu vou mostrar ali depois, acaba diminuindo o fluxo salivar, ou em função dos medicamentos mesmo, né? E acaba, então, colonizando os patógenos respiratórios na cavidade oral, e aí o paciente acaba aspirando, né? E acaba desencadeando a pneumonia, que são as pneumonias por aspiração, né? Normalmente são bactérias anaeróbias, gram-negativas, pode ser Prevotella, [inaudível], as pneumonias dela. A gente vê e daí pneumonia por aspiração de bactérias e fungos durante a ventilação mecânica, as mais comuns, Streptococcus pneumoniae, Haemophilus. A maioria, a maior parte é Pseudomonas aeruginosa também, a gente vê. E uma questão muito importante, a pneumonia por Candida. Então, às vezes, a gente pensar, é só uma candidíase, mas pode levar uma pneumonia aspirativa. Então, é muito importante o diagnóstico da candidíase no paciente que está, por exemplo, entubado, né? E é muito comum a infecção e os vários tipos de Candida, né? Porque tem a candidíase eritematosa, tem a pseudomembranosa, tem aquele tipo, né? Então, a gente tem que saber os tipos de candidíase para saber também diagnosticar. Esses dias eu fiz um diagnóstico, eu olhei um paciente, ele nem estava entubado, ele estava assim, meio malzinho. Daí eu avaliei lá no pilar amigdaliano, assim, eu vi três pontinhos brancos assim. Daí eu falei, esse paciente está com Candida, né? Falei para o médico, Doutor, estava paciente ali, ele está com Candida. Não quer aspecto de candidíase. Falei, mas é lá atrás. Ele não tinha nenhum sinal na boca, assim, lá atrás, sabe? Quase não fala. Ela tomou ali mesmo, assim, sabe? Foi aquele olho clínico, assim. E na sequência, ele ia fazer uma endoscopia daqui a pouco. Me chama o, não. Daí quando chegou o médico que ia fazer endoscopia no paciente, esse paciente estava na UTI. Eu disse, olha, a doutora, não, paciente tratando de câncer. Doutor, eu observei na cavidade oral, ele tem uns focos de candidíase. Ah, tá bom. Daqui a pouco, sentada lá fazendo minha evolução, me chama o médico. Disse, Doutora, vem cá. Quando ele me mostrou todo o esôfago do paciente, gente, estava tomado de Candida, tomado. Ele falou assim para mim, parabéns pelo teu diagnóstico. Ele está tomado de Candida. E aí, como eu já tinha falado para o outro médico, eu escutei outro médico falando antes desse médico, ele disse assim, né? E é o médico meio chato que tem lá da UTI, sabe? Bem crítico. Daí ele falou assim, é, a doutora já tinha dito que ele estava com Candida. Então, para ver como é importante também a gente ter esse olhar, cuidar com que está avaliando, né? E daí esse diagnóstico certeiro, porque assim, eu fiquei na dúvida se era candidíase, que eram três, uns quatro pontinhos assim brancos, sabe? Não fala tudo mole. Eu fiquei meio assim, não, mas só pode ser Candida, não tem outra coisa para ser, né? E realmente, né? Felizmente, era, né? Mas assim, para vocês verem como a gente também tem que estar ligado e mostrar conhecimento, né? Porque o ambiente hospitalar é muito hostil, assim, sabe? Principalmente médico, assim, com dentista. Eles têm, né? A gente teve muita resistência no começo, não foi fácil, a gente já saiu de lá assim, né? Mas a gente foi, tem que estudar, tem que, por isso que eu falei, tem que fazer os cursos, tem que fazer habilitação, tem que estar por dentro, porque senão eles engolem a gente, né? Então, é importante a gente ter esse conhecimento. Não ir lá assim, tem muito dentista, eu vejo assim, às vezes, os alunos meus, se forma, ah, eu quero, eu quero trabalhar no hospital, me ajuda a montar um projeto. Gente, não é assim. Para montar um projeto, você tem que ter o conhecimento do hospital, tem que ter o curso. Eles querem assim, que a gente entrega a cereja do bolo de mão beijada, uma coisa que a gente estudou horrores, e querem pede paraquedas no hospital, vão ser engolidos, entende? Então, se não tem o conhecimento, não dá, né? Claro, até a gente ainda se bate com as coisas, às vezes, né? A gente discute na equipe, a gente tem um grupo ali, né? A gente às vezes precisa pedir socorro para os professores de São Paulo, mas faz parte da gente estar sempre buscando, indo atrás, né?
Aqui os tipos de ventilação, né? Então, se a máscara de ventilação, o paciente, na verdade, ele não fica um dia inteiro nessa máscara, ele fica algumas horas. Só que essa máscara, ela provoca um ressecamento oral muito grande, que o paciente acaba ficando de boca aberta, respirando ali muitas horas. A traqueostomia, que é um tipo de ventilação mecânica, também é um pouco mais fácil de higienizar a cavidade oral. E a intubação endotraqueal. Então, normalmente, o paciente, ele, digamos, começa aqui, às vezes, ele fica aqui na ventilação, na máscara de ventilação, acaba ficando aqui para tentar não ir para o tubo, né? Às vezes, ele acaba indo para o tubo também, né? Mas às vezes consegue só com a máscara de ventilação, né? Aí depois ele vai para intubação endotraqueal, né? Dependendo do tempo que ele está na intubação, ele acaba tendo que ir para traqueostomia, porque passa de 15, 20 dias entubado, já o risco de infecção, de comorbidade é maior. Então, eles acabam partindo, quando é possível, eles partem para traqueostomia, que esse paciente vai ficar mais tempo em ventilação, né? Que aí tem menos risco de ter mais complicações e é um pouco mais fácil a gente conseguir lidar com esses pacientes também, né?
Então, aqui as doenças cardiovasculares, agora, né? Que a gente, qual é a relação delas, né? Com os pacientes hospitalizados, né? Teve um estudo de Stilman, né? Já em 1999, estudo de Stilman, que observou em 33 carotes humanas a presença de bactérias da cavidade oral, por [inaudível] e esse estudo aqui da Dias, tá? É um estudo que eu acabei repetindo com um ex-aluno, que hoje ele é bucomaxilo também, tá trabalhando aqui, mas ele fez curso aí em São Paulo. Esse estudo, a gente repetiu aqui, né? É um estudo que foi, foram pegos os balões de angioplastia. O paciente faz angioplastia, colocado um balão, aí coloca o stent e depois esse balão tira. Ele vai, ele vai pela veia, pela artéria, para não colocar lá no coração, tira. E daí a gente pegou esse balão e fez cultura para dois tipos de bactéria. A gente fez para [inaudível] e fizemos para [inaudível]. A gente avaliou 23 balões. No nosso caso, a gente avaliou 23 balões. Não foram feitos muitos balões, porque é um estudo muito caro. Ele é feito aquele PCR e é muito caro. Daí a gente conseguiu ainda um laboratório que bancou para a gente as análises, entende? Porque realmente é um exame muito caro. Os primers, né? Que são utilizados para fazer o PCR são muito caros. Então, a gente conseguiu 23 balões. E daí a gente encontrou cinco balões com [inaudível] e dois balões desses cinco balões com [inaudível], dois também tinham outra bactéria que é [inaudível], né? Então, 10, 10 pacientes tinham doença periodontal. A gente avaliou também a cavidade oral desses pacientes, né? Então, a gente vê, imagine encontrar bactéria da doença periodontal no balão de angioplastia, lá no coração. Aí o paciente que tem doença periodontal, ele tem tendência, como ele libera também esses mediadores químicos, nem a gestante, que liberam os mediadores, acaba promovendo também a formação de trombos. Então, muitas vezes, o paciente, ele tem um infarto, né? Por causa de um trombo que foi ocasionado por uma doença periodontal, por exemplo, né? Então, é o risco do paciente cardiopata também ter problema de ter doença gengival e ter cardiopatia é bem grande, né? Então, nesse balão, nesse estudo da Dias, também foram encontrados, 23 balões com bactérias, no paciente cardiopata. Então, a gente tem que identificar o tipo de cardiopatia, que tem vários tipos, né? Reconhecer, reconhecer os fármacos que eles estão tomando. Normalmente, esses pacientes, eles tomam anticoagulantes, né? Que acabam tendo a influência depois no procedimento que a gente vai fazer na cavidade oral. Às vezes, eles usam mais de um medicamento, né? Tem que ver se essa cardiopatia, ela está controlada ou não. É muito importante ter o contato com o médico, checar os exames laboratoriais, tem que entender de exame, né? Mas vocês que fazem bastante exames, né? E avaliar criteriosamente os procedimentos que a gente vai estar fazendo lá no hospital. Como eu falei para vocês, a cardiologia foi aqui que abriu as portas para a gente entrar. Então, a gente tem muito caso assim de fazer exodontia antes de cirurgia cardíaca. Então, a gente já atendeu paciente assim, no dia, no dia anterior, fez a remoção dos focos, né? No dia seguinte, o paciente foi para cirurgia cardíaca, né? Então, a gente tem bastante casos assim, dessa relação da cardiologia. Abraça muito a causa com a gente, assim, chama muita gente, em função dessas complicações. A gente já teve paciente com endocardite no hospital, na UTI, por que ela corroeu as ordens. Então, um paciente que a gente, ele trabalhava em sítio, e ele ia fazer a cirurgia cardíaca, um deles, né? Que a gente queria fazer a cirurgia cardíaca, e a gente fez a exodontia no dia anterior. Meu colega sempre manda para análise, os dentes extraídos, tudo. Foi encontrado coliforme fecal, na análise dos dentes extraídos do paciente. Então, a gente vê de tudo, em ambiente hospitalar. E as cardiopatias que a gente mais encontra, insuficiência cardíaca, né? Doença arterial coronariana, que os médicos colocam aqui, nos prontuários, a gente tem que, no começo, a gente tem que adivinhar o que que eles estão escrevendo, né? Depois, a gente vai se acostumando, né? Hipertensão arterial, que é muito grave também. As doenças de válvula, né? Que tem vários tipos, mitral, estenose, insuficiência valvar, né? Aí, aórtica. Então, a gente tem que ver, entender um pouquinho do que que o paciente tem. Os tratamentos que normalmente esses pacientes fazem, os medicamentos são os betabloqueadores, os anticoagulantes e agregantes plaquetários, que é o mais complicado para a gente ali, né? Para questão de procedimentos odontológicos, né? Eu acho que ali que fica, talvez, né? A maior dúvida, né? De vocês, né? Então, assim, nos pacientes que fazem anticoagulante, hoje em dia, não se preconiza muito cancelar o uso do anticoagulante, porque o risco do paciente ter uma complicação é maior do que se ele, se a gente fizer o procedimento dele também, hemorragia. Então, assim, se observa muito bem, assim, o exame do paciente, o INR que ele tem, se ele tem, por exemplo, INR entre dois e três, a gente consegue fazer o procedimento odontológico, na extração, no caso, sem cancelar, assim, sem retirar o medicamento dele, porque daí o risco dele ter uma complicação é muito grande, se a gente removeu o medicamento. Então, hoje em dia, se procuram fazer as manobras com as esponjas de fibrina, que nem tem o gel, a gente usa bastante aqui, se faz também o que o nosso colega costuma fazer, a cicatrização por primeira intenção, então faz uma extração, já faz um retalho maior e fecha, um envelope. Então, a gente tem esses cuidados assim, para não ter sangramento. Pode fazer também o que a gente utiliza muito é o ácido tranexâmico, que a gente macera ele com um pouquinho de soro e faz um tamponamento com esse ácido tranexâmico, se caso não tem as esponjas, né? Então, a gente consegue ter, fazer o procedimento odontológico, uma extração, por exemplo, se for necessária, sem ter grandes riscos, né? Claro, às vezes o paciente está usando dois, três tipos de antiagregante, anticoagulante, aí tem que conversar com o médico e discutir qual é a melhor conduta, né? Às vezes, realmente não é possível fazer o procedimento naquele momento. A gente já teve casos assim que às vezes tem realmente que suspender, diminuir a dose, né? Mas sempre é interessante a gente, claro, que tem que estar conversando com o médico junto, se for mexer no medicamento, né? Porque a gente que mexe, o médico que vai resolver, né? Então, mas dá para ser feito. Se procura fazer assim, é fazer por quadrante, né? Não fazer múltiplas extrações em vários locais da cavidade oral e fazer as manobras locais, né, de hemostasia, né? Bom.
De cirurgia, a gente tem de miocárdica, os stents, as marca-passos, que são mais comuns, né? E o transplante de coração, né? No nosso hospital não tem transplante, então, a gente não tem caso assim de transplante, né? E uma doença que é muito grave, né? Que a gente já viu algumas vezes no hospital, que é endocardite, né? Então, é a colonização de bactérias, microrganismos, no endocárdio, que acaba, né? Contaminando esse, esse coração e acaba levando a endocardite, que ela pode ser muito grave, né? Teve esses dias o caso do médico que deu, ele não sabe, ele tomou a vacina e teve endocardite, né? Então, foi uma condição bem rara, assim, um cara super saudável, atleta, não, não bebe, não fuma, e deu uma complicação que teve até parada cardíaca. Então, foi uma coisa bem estranha, assim, mas ainda o cardíaco é uma condição mais rara, mas acontece e é uma forma grave, né? E como eu falei para vocês, a gente já teve paciente que foi, a gente fez a exodontia do elemento, que estava comprometido com doença periodontal, a gente levou para análise e também na análise, né? Da que deu também da bactéria do coração, foi aí que ela porrada que tinha na cavidade oral também. Então, a gente vê ali a vegetação bacteriana, ali uma fotinha, né? Mostrando, né? Onde que normalmente essas bactérias acabam se instalando, né? Nos defeitos de válvula, principalmente, né? E daí acaba, então, formando ali um turbilhão e acaba contaminando ali, infeccionando ali. Tem umas bactérias mais comuns, Streptococcus viridans, [inaudível], Staphylococcus intermedius, são os que são mais comuns e que estão na doença, tanto no abscesso como na doença periodontal. A gente tem alguns, alguns casos, né?
Então, segundo a American Society, né? De pacientes, né? Que são eletivos, né? Para alta e médio risco para procedimento odontológico, para fazer a profilaxia antibiótica, né? Então, a gente tem que avaliar o tipo de cardiopatia que o paciente tem para verificar se a gente vai ou não fazer a profilaxia antibiótica. Então, quais são as condições que são de alto e alto e médio risco? Cardíaca, febre reumática, cardiopatia congênita e prolapso de válvula mitral com regurgitamento. Na verdade, ele faltou escrever com regurgitamento.
E quais são os procedimentos odontológicos que a gente vai estar fazendo que precisa fazer a profilaxia? A extração dentária é o procedimento que a gente vai ter risco de sangramento, né? Então a extração, problema, procedimento, pedra, dom, tal, né? Colocação de implante, que é uma cirurgia também, né? Se eu vou substituir um dente que foi fraturado, tem risco de ter sangramento gengival. Cirurgia de canal, que vai, que a gente vai ultrapassar o canal, vai fazer um hicectomia, ou vai fazer um tratamento de canal que vai ultrapassar o ápice, né? E até uma própria limpeza, se tiver, normalmente tem sangramento, né?
Então, a gente normalmente, no paciente que é cardiopata, a gente faz a profilaxia antibiótica para fazer a limpeza, né? Dificilmente você vai fazer uma raspagem periodontal que não vai ter sangramento, né? Até porque esse paciente normalmente tem cálculo, ele tem gengivite. Usar anestésicos, a gente vai avaliar também o tipo de cardiopatia que o paciente tem, né? Normalmente a gente faz o anestésico, né, com vaso constritor para usar uma menor quantidade, né? A não ser que o paciente esteja com uma pressão arterial muito, muito alterada, né? Daí a questão de conversar também com o médico, né? Mas normalmente assim, não tem tanto problema de anestésico com o paciente cardiopata, né? Como eu falei para vocês, ali, docaína, bem, sempre, bem-vinda, né? Antes de fazer algum procedimento, sempre olhar o holograma do paciente, né? Olhar o NR dele, se ele tiver até três, dá para fazer o procedimento. Mais de três, já tem que aguardar, né? Ou diminuir a dose do medicamento, ou esperar mais um tempo, né? Aí tem a questão de conversar com o médico.
E aqui tem um trabalho que é do esse profissional aí de São Paulo, Frederico Buratta em Medeiros. Ele é de todas essas comissões que eu falei para vocês, o sucesso e tudo. Ele é um profissional bem experiente, né, com essa parte de pacientes cardiopatas. Ele trabalha muito com isso, né? Então ele fez o estudo que mostra ali, ó. Aqui ele mostra aqui, ó. No final, a gente pode ver que os pacientes portadores de doença arterial coronariana em uso de terapia, quer dizer, mais de um tipo de medicamento, por exemplo, AAS mais o clopidogrel, apresentam maior quantidade de sangramento, mas pode ser controlado com medidas hemostáticas locais, não sendo necessária a suspensão da terapia antiplaquetária para extração de até três dentes. Então, esse é o protocolo que ele verificou que é seguro, né, para estar atuando nesses pacientes. Então, é melhor correr o risco de uma hemorragia no caso, tentar essas manobras hemostáticas locais. Você consegue fazer isso muito bem sem ter que suspender o medicamento do paciente, porque o risco desse paciente complicar, ter uma trombose, é muito grande, né? Tem uma complicação, então uma embolia, né? Então é importante a gente estar avaliando isso, até conversando, lógico que sempre em contato com o médico, né? Como eu falei, paciente é uma equipe multidisciplinar. Então, hoje em dia, se preconiza mais, né, as manobras locais de hemostasia e não a suspensão do medicamento.
Tem alguns artigos novos que ele lançou também. Eu acabei não colocando aqui, mas ele lançou um artigo esse ano ainda. Quem quiser seguir ele no Insta, né? Acho que tem alguma coisa dele lá no Insta. É o Frederico Boaten Medeiros, falando um pouquinho de oncologia, né? Eu coloquei aqui só os mais comuns na cabeça e pescoço e hematológicos, as doenças oncológicas. Então, a gente tem que ter o conhecimento, né, da doença de base desse paciente. A gente vê muito no hospital, é infelizmente ali no hospital, a gente não teve assim, a nossa roupa ali é bem sofrível, tá, gente? Assim, eles não aderiram muita a nossa Odonto. A gente já fez vários projetos, já oferecemos várias coisas, mas o retorno se vem assim numa situação péssima, que tem que chamar a gente. Aí a gente tenta negociar de novo com o hospital alguma coisa. De louco, aí o negócio é prestar caso, de novo, é bem resistente assim do que a gente teve com a cardiologia e com a UTI. Porque na UTI também os médicos pediram para a gente ir atuar, sabe? Foram os médicos que pediram para a gente. Já onco, assim, uma tristeza. Mas na verdade, o que que aconteceu? Esses dias, a médica oncologista lá do hospital, uma das principais, teve câncer e ela teve uma mucosite terrível, e eu tive que atender ela com laser na no hospital. Ficou internada uma semana, deu uma diarreia nela, deu uma complicação e ela teve uma mucosite bem grave. Então, assim, ali acabou vendo a necessidade, né? Então, assim, meu, foi meio que na dor, né? Complicado isso, né? Mas assim, a gente teve bater bastante resistência.
E agora a gente tá entrando com a parte de oncologia pediátrica também, que antes o hospital não tem muita, não tinha a parte de oncologia para criança. Agora a médica que faz oncologia tá indo para o hospital. Então, a gente tem atendido alguns casos também de crianças da oncologia. Então, a gente tem que entender, né, o conhecimento da doença base desse paciente, o tipo de câncer, né? Doenças associadas que esse paciente tem, o tipo de terapia que esse paciente está fazendo, endoplasica, serrado, sequilhos, a cirurgia, né? Para entender o tipo de abordagem que a gente tem que fazer nesse paciente. Então, existem alguns quimioterápicos que eles são mais fáceis de desencadear as mucosites, né? Eu coloquei ali os nomes deles, né? Não vou citar tudo aqui para não se estender demais, né? E a gente tem que ver o momento de intervenção odontológica, ver o risco e benefício, né? Para decidir o que vai fazer com esse paciente ou não, né? O ideal é que a atuação odontológica junto com uma equipe multidisciplinar, que a gente esteja sempre junto com essa equipe, né? O ideal seria que a gente fizesse uma avaliação pré-tratamento, né? Então, esse paciente, antes de ir para alguma terapia, ele deveria fazer uma avaliação prévia, né? Para a gente remover os focos de infecção, olhar tudo, né? Prevenir algum procedimento odontológico. Às vezes, de emergência, esses pacientes acabam tendo também candidíase, né? Infecções oportunistas que a gente pode estar atuando também. E não pode também, o paciente às vezes desenvolve complicações como rádio necrose, que são eletrônicos que podem acontecer.
Então, aqui, por exemplo, que é uma infecção que debilita muito. Às vezes, o paciente fica internado em função de mucosite, né? A gente tem os diversos graus de mucosite. Grau 1: hemocosite eritematosa, né? Onde o paciente não tem dor e consegue se alimentar. Grau 2: ele tem o eritema, tem já uma úlcera, uma dor moderada, mas ainda consegue deglutir sólidos. O grau 3, que é uma operação extensa, né? A gente já vê aquela pseudomembrana e a dieta agora é só líquido pastosa. E o grau 4, que é o máximo, que tem o paciente não consegue nem engolir. A gente já teve paciente, não conseguia nem engolir a saliva, né? E aí ele acaba indo para sonda, né? Então, a gente acaba sendo internado esse paciente em função de mucosite. Já teve muitos casos, né? Inclusive a médica, né? O que que a gente faz para prevenir a mucosite? Os antissépticos, normalmente esse paciente vai desenvolver Cândida, né? Algum anti-inflamatório também. Muitas vezes a gente usa até os corticoides de bochecho. Tem muita dor, a gente usa corticoide. E a laser terapia, que pode ser tanto a preventiva, como se o paciente já está com a lesão, né? O ideal é preventiva. A gente já sabe que o quimioterápico pode causar lesão, a gente já pode começar com a química.
Então, a gente tem os tipos de tumores, né, de cabeça e pescoço, né? Esses tumores, eles acabam exercendo muito mutiladores, né? Têm consequências irreversíveis, né? Então, precisa ter um atendimento multidisciplinar para isso, né? Aqui eu coloquei alguns produtos que a gente utiliza para xerostomia. Esses pacientes que tratam de câncer de cabeça e pescoço, principalmente, eles têm muita falta de saliva. Às vezes, eles fizeram radioterapia na região de cabeça e pescoço e acaba queimando ali a glândula, né, de saliva. Então, eles têm muita xerostomia, e isso desencadeia fungo, dói, incomoda para se alimentar. Então, a gente usa esses tipos de produtos, né, que são as soluções enzimáticas. Elas simulam uma saliva artificial. Então, ela tem na forma de bochecho, tem o gel, tem a pasta de dente também. Então, esses pacientes que estão fazendo quimio, eles acabam tendo muita sensibilidade. A pasta de dente arde, né? Então, a gente tem pastas um pouco mais específicas para esse tipo de paciente. O flogoral, a gente utiliza para o paciente estar com uma mucosite muito forte que não está conseguindo engolir. Então, a gente, além de fazer o laser, toda terapia, institui ele para na hora que o paciente for se alimentar, ele faz o bochecho antes, né? Às vezes, pode até engolir um pouquinho, porque às vezes tem, tem mucosite na hora faringe também, né? Que o laser não alcança e daí ele engole e ele consegue se alimentar um pouco melhor. Daí ele vai melhorando da debilidade dele, né?
Então, o câncer de boca, né, provocado pode ser fumo, álcool, né? Raio solar, especialmente os pescadores, né? A gente aqui na região de Itajaí tem muito câncer de boca por causa dos pescadores que se expõem muito ao sol. Fatores genéticos também. E às vezes uma neoplasia secundária, né, pós-tratamento, por exemplo, de uma de uma leucemia, né? Ou por utilização de mundos imunossupressores também pode levar ao câncer de cabeça e pescoço. A gente faz o laser preventivo também para o paciente que vai se submeter à radioterapia. Até final do ano, entre Natal e ano novo, a gente estava aqui fazendo um paciente que ia fazer radioterapia e realmente ele não desencadeou mucosite, foi bem bom, assim, né? Os bisfosfonatos, né, que os eletrônicos, por exemplo, que ele acaba provocando, acho necrose, né? Então, minha morte, necrose química, a gente pode ter osteonecrose, que é pela radioterapia, e pode ter a osteonecrose, que é pelos sua Sonata, que é muito utilizado para os câncer de mama, com metástase, que acaba sendo utilizados disfosfonatos para ajudar também. Só que aí prejudica a vascularização, né? E acaba. Então, o paciente, se ele tem algum problema dental, ele acaba podendo desencadear a osteonecrose. Então, a gente teve um casinho aqui no hospital. Esse caso, o médico chamou: "Ah, tá com uma lesãozinha na boca, a gente não sabe o que que é". Chegou lá, né, mostrou necrose. Esse aqui foi por bisfosfonato, tá? Então, necrose maxilar todinha do paciente. Claro, a gente vê que é um paciente que já não tinha muitos cuidados, tudo, mas ele usava dentadura e teve a osteonecrose. Daí a gente fez a remoção de toda a maxila dele, né? Foi feita a cirurgia de remoção e foi realizada. Então, é uma prótese, né? Aqui, então, são os guias, né? Foram colocadas ali para a gente poder colocar as placas, né? Daí foram colocadas essas placas aqui, essas próteses para depois ser colocada. Então, os dentes aqui encaixados nesses nesses ajustes.
Esse é um casal que a gente teve aqui do hospital, que aí o doutor Pablo, né, que a gente fez junto com ele a cirurgia. Falando um pouquinho da odontologia na UTI. Essa aqui é a nossa equipe de médicos da UTI. Aqui a gente, na pandemia, né? A pandemia, como eu falei para vocês, assim, trouxe muitas experiências para a gente, né? No primeiro momento, a gente foi até suspensa, porque faltava insumo, não tinha, né, máscara, gorro. Eles, no primeiro momento, não vão na UTI. A gente tem que ajustar tudo, né? Até o hospital se adequar tudo, né? Então, a gente ficou um mês ou dois suspensa, depois a gente voltou, né? E realmente tinha muitos, muitos casos assim graves, né? Essa é a nossa UTI geral, e a gente tem uma outra cardiológica que eu acabei não fotografar. Tem uma fotinha também deles lá. Então, assim, os pacientes ficam em volta ali nos leitos, né? São 10 leitos nessa unidade. Na UTI, na terapia de unidade terapia intensiva, a gente tem que ter o conhecimento da doença que o paciente tem e o que que isso pode acarretar na história clínica, né, bucal desse paciente também. Avaliar sempre também os exames laboratoriais que pode ter interferência na cavidade bucal. Por exemplo, o paciente às vezes está com uma plaquetopenia exagerada, tipo 3.000 plaquetas, não pode escovar o dente. Então, a gente tem que orientar isso, né? Tem que estar a par, né, da situação de exame desse paciente também para estar entendendo a condição bucal e estar orientando também a equipe, né, de enfermagem, né? Avaliar as drogas que o paciente está usando e a repercussão bucal desses pacientes, né? Da familiarizado com os equipamentos, os monitores, tudo. Cuidar para não estudar o paciente, né? E estar sempre em contato com a equipe médica, sempre trocando figurinha com a equipe médica para a gente estar tomando a decisão adequada, porque assim, existe o momento adequado para estar todo naquele paciente. Às vezes, ele está com algum problema, mas naquele momento não dá para agir, tem que esperar. Às vezes, é um medicamento que ele está usando, né, anticoagulante, enfim, a gente tem que estar sempre atenta, né? Aí sim, e discutir com a equipe médica o melhor momento para atendimento, né? Avaliar as infecções bucais, o risco que isso pode causar para a parte sistêmica desse paciente, né? Então, passei lá, fez uma cirurgia cardíaca e está com um abscesso no dente. Pera aí, tem que resolver, né? Então, que muitas vezes o paciente vai para cirurgia cardíaca e o cirurgião não pede para o paciente fazer essa revisão dentista, né? Ele acaba então, depois baixa a imunidade, acaba se dando ali na UTI mesmo, né? Então, a gente tem que ter esses cuidados e aí fazer essa avaliação correta, né?
Então, a gente vai atualizar, né, vai atuar como em todos os pacientes internados, né? A gente tem os protocolos, né, de avaliação. A gente criou no nosso projeto do protocolo de avaliação. Alguns procedimentos beira-leito a gente faz, como é que se eu não tinha, assim, remoção de aparelho, o laser, né? Eventualmente, a gente acaba às vezes tirando esse paciente, levando para o centro cirúrgico, depois faz de volta para UTI, para fazer algum procedimento. Algumas vezes a gente já fez isso, né? Fazer o diagnóstico, né? Terapêutica de ver qual é a terapêutica melhor. Às vezes, a gente discute com o médico qual o tipo de antifúngico, por exemplo, que vai ser usado no paciente, né? Desenvolvimento dos protocolos operacionais padrão. Não sei se já ouviram falar. A gente, todo hospital, para tudo que é feito no hospital, ela tem um POP, que a gente chama, que é esse protocolo, né? Que é uma lista assim minuciosa da maneira como que o técnico da enfermagem vai fazer o procedimento. Então, por exemplo, ele vai dar um banho no paciente, tem todo uma sequência certinha para ele fazer, porque qualquer um que ler aquilo lá vai fazer exatamente igual. Assim é na higiene bucal. A gente tem que esmiuçar todos os tipos de paciente, o paciente na ventilação, paciente que consegue escovar o dente, o paciente que não consegue escovar o dente. Tudo é criado um protocolo. A gente criou todas as protocolos também. É uma coisa bem trabalhosa, né? Então, tu não tem adulto como na pediátrica. Orientação da equipe de enfermagem, né? As capacitações das equipes de enfermagem, a gente faz isso também, porque nós somos nós que geramos, higienizamos os dentes dos pacientes. A equipe de enfermagem, mas a gente tem que capacitar eles para fazer da forma correta, para padronizar produtos. Somos nós que definimos os produtos que vão ser utilizados na cavidade geral do paciente, né? Aí é tudo passado pela farmácia, tem que explicar, tem todo um protocolo, uma ficha de protocolo que a gente tem que preencher para ser aceito, né? Isso tudo. E a gente normalmente também apresenta resultados para aquelas comissões de acreditação, na onco, comissão, né? Então, sempre quando tem essa visita dessas instituições, né, no hospital, a gente tem que apresentar também os nossos resultados. A gente tem os indicadores de, tem uns exames que a gente faz, que é o boy bets, que é feito, que ele consegue mostrar em gráfico a evolução de todos os pacientes. Então, assim, por exemplo, o boy, ele é uma somatória de números. Então, quanto menor o boy, melhor a condição do paciente. Então, tem tantos pacientes tiveram Boy 8, tantos tiveram um Boy 12, tantos tiveram Boy 15. Então, a gente consegue avaliar a condição bucal desses pacientes. Então, não tem isso, a gente apresenta na ONU também. Isso está relacionado a intubação. A intubação é todo, né, um critério ali de avaliação que a gente tem no sistema de informática do hospital que a gente inseriu. A gente pegou da bibliografia, pegou de outros estudos, e inseriu ali no hospital. Então, para vocês verem que a condição dos pacientes de UTI, olha só essa aqui, né? A gente vê muito isso, né? A gente começou então na UTI em 2016, na verdade, 2017, em janeiro de 2017, a gente foi efetivada na UTI. Antes, a gente fazia só atendimento sobre chamada médica. Daí em 2017, a gente foi efetivada na UTI. Na pandemia, a gente teve na rotina suspensa e depois por dois meses, depois voltamos, né? Então, nós já temos seis anos de serviço de atuação de UTI. A gente promove as capacitações de higiene nos pacientes, né, geral. Então, a gente já teve isso aqui feito gravado, estão vendo aqui? A gente fez gravação para a gente já fez capacitação para as equipes, para todas as equipes do hospital, de todas as unidades. E a gente faz na UTI especificamente duas vezes por ano. Então, a gente fez uma das capacitações. A gente já fez algumas capacitações em todas as unidades ao vivo, que é uma coisa extremamente trabalhosa, porque assim, o enfermeiro técnico, ele só pode sair na hora de trabalho. Então, não pode sair a equipe toda do setor para vir lá. Eles têm que se dividir, um tanto fica, um tanto vem, porque eles têm que continuar atendendo os pacientes. Então, para cada turnos, manhã, tarde e noite, são dois horários diferentes, entende? Então, são duas palestras de manhã, duas da tarde, duas à noite. E à noite, a gente ainda tem que fazer dois dias, porque a noite eles revezam, né? Uma noite sim, uma noite não, que o profissional trabalha. Então, a gente tem que fazer duas noites. É bem trabalhoso, né? Então, depois a gente acabou fazendo essa gravada, né? Que o hospital tem essa tecnologia. Mas na UTI, a gente acaba fazendo também presencial. A gente fez gravada na época da pandemia para evitar muita circulação ali na UTI, que a gente normalmente faz na UTI mesmo, né? E fora isso, a gente faz às vezes na no IEP, no Instituto de Ensino do hospital. Aqui foi na que foi gravada a foto aqui. Então, também a gente já levei alunos também, para semana de saúde bucal, apresentaram também. A gente fez os protocolos lá com eles.
Aqui a equipe da UTI, né? Essa aqui é a equipe, a UPA, equipe coronariana. Então, tem fisioterapeuta, forno, psiquiátrico. Então, algumas alterações bucais de pacientes na internação. Trouxe aqui alguns casinhos clínicos, como eu falei para vocês. Então, olha a condição dessa paciente entubada. Olha os dentes da paciente, tudo foco de infecção, né? E esses pacientes acabam ter desencadeando ressecamento oral, porque é tão com a boca seca, nem entubadas, né? Então, eles podem fazer lesão por trauma. Às vezes, o paciente ele está entubado, mas ele não está totalmente sedado, então ele começa a morder a língua, morder os tecidos, né? Então, acaba formando lesão por trauma. Mas era até um paciente de COVID, né, que ele ficou bastante tempo no YouTube, então ele estava desenvolvendo essa lesão de trauma, né, na língua. Então, a gente usa dispositivos, por exemplo, dá para fazer aquelas plaquinhas, né? Um ele entubado, muito difícil de fazer plaquinha, porque não tem como moldar, né? Então, a gente utiliza muito a cânula. Aqui foi realizado o laser nesse paciente do trauma da língua, né? Isso aqui é um paciente que teve uma lesão por queimadura que ingeriu álcool, né, que acabou tendo essa lesão de língua. Foi feito laser terapia também. Mostrar alguns casos. Os pacientes que têm hipossalização ou hipercalização, que é muito comum, né? Então, esse ressecamento aqui, essas lesões que abrem essa solução de continuidade, é foco de infecção. Que aqui a bactéria entra e pode provocar também a pneumonia aspirativa, né? Então, a gente tem que estar cuidando sempre desse ressecamento oral. A gente tem alguns produtos que a gente padronizou para cuidar desse ressecamento oral e a gente está sempre de olho, porque às vezes os técnicos não fazem a lubrificação. Existe um produto para dentro da cavidade oral, a gente produz para fora da cavidade oral. Então, tudo isso a gente está sempre atento, né? Nos casos de hiper salivação, muitas vezes a gente faz o uso do Botox, da toxina botulínica, aplicação. Várias vezes a gente já foi chamado para fazer aplicação da toxina, né, que funciona muito bem nesses pacientes, né? Qual o ressecamento labial, como provoca lesão. Isso ele é foco de infecção e eles ressecam muito fácil mesmo, né? E vocês veem que a condição, por causa desses pacientes hospital que eu trabalho, é um hospital privado, ele não tem SUS. E olha a condição, tudo fotos de pacientes do hospital, como não quer dizer, né? Então, aqui também é o ressecamento, né, acaba alisando mesmo a cavidade oral, né? Infecções fúngicas que a gente vê muito, né, candidíase, né? O paciente ele altera a flora bucal e aí vem essas infecções oportunistas, né? A gente vê aqui atrás o fungo, né? Esse aqui é um paciente que apresentou essas lesões de língua, disseram um pouco diferentes, e a gente fez uma biópsia. Daí, no final, era uma supergilose, que é um fungo, né? Mas é uma doença bem rara, né? E estava nesse paciente da UTI. As infecções herpéticas, elas se manifestam nesses pacientes de forma bem diferente, principalmente nos COVID, ali, que tinha mais no começo, era umas formas assim de herpes bem diferentes, assim, que às vezes a gente precisa até fazer biópsia para fechar o diagnóstico, né? Por exemplo, isso aqui, ó, é estranho, né? Dá para ver que é uma infecção viral, mas para a gente, citomegalovírus também bastante, né? Entre esses pacientes, fizeram aqui toda infecção por herpes. E aí a gente trata daí com sistêmica, né? O medicamento é Aciclovir e também faz o laser. O laser daí com PDT, que é a fototerapia fotodinâmica, né? Não sei se já ouviram falar, se vocês têm algum conhecimento sobre laser, mas o laser, ele, ele é utilizado quando para vírus e para fungo, né? E bactéria. Ele tem um corante que mata o vírus e a bactéria. Então, se a gente vai utilizar, por exemplo, no ex, a gente utiliza um tipo de corante, né, que é o 0,00, que é para vírus e bactérias. Para fungos, já tem que ser um corante mais concentrado, porque o fungo é mais resistente, mas ajuda bastante também. Então, a gente utiliza muito na laser terapia para esses casos. Olha esse caso aqui, bem grave. Esses dois pacientes estavam internados ao mesmo tempo. Os dois fizeram essa infecção viral bem feia, assim, até no olho. Então, a gente fez laser em todas, menos no olho. A gente fez na cavidade oral, na pele oral aqui, e até no nariz dele. Essa aqui também, eu acho que esse paciente, ele até a foto dele, não tivesse colocado a foto do pós-laser dele. Essa paciente também, uma infecção herpética, né? Então, a gente vê que tem umas infecções assim, bem mais severas do que a gente vê normalmente, né? Não vê isso aqui em consultório. Outra infecção herpética, né? Que depois de alguns dias de laser, essas crostinhas aqui. É um produto que a gente usa para lubrificar, que acaba ficando essa crosta. Eu ademo, que ele é meio amarelinho, mas ali. Então, depois da utilização tanto da ciclovir na como laser. Essa menina, ela estava fazendo, ela tinha uma leucemia e ela desencadeou um herpes. Ela foi internada por essa. Ela não estava conseguindo nem comer de tanta dor, eu nem conseguia abrir a boca para eu fotografar. Daí a gente colocou as medidas, né, de hidratação, lubrificação. Tô vendo que o lápisinho dela, que está bem lubrificado, bem hidratado, né? E aí depois também de algumas sessões de laser. Aqui também é uma paciente que ela estava internada e eu fui avaliar e eu fui tocar lá que dor na boca, tô morrendo de dor na boca. Daí eu fui olhar, a gente tem que olhar até a dieta do paciente, porque esses pacientes com herpes, eles têm muita dor. Não é infecção viral, ela dói. E daí eu avaliei, esse não está com infecção viral, né? Aí falamos com o médico, entrou com medicamento. E aí ela estava também com uma infecção fúngica associada, que aqui a foto não ficou muito boa, mas daí a gente entrou com os dois, com as duas coisas. Então, ela estava tanto com antiviral como antifúngico, porque eles acabam desenvolvendo dois tipos de infecção. Aí a gente mudou a dieta, solicitou para nutricionista mudar a dieta dessa paciente. Ela comentou bolacha seca, imagina com a boca toda machucada. E daí a gente mudou a dieta, pediu para nutricionista mudar, conversamos e também daí entramos com essa terapia tanto medicamentosa como laser. Ela já pedi, elas não vão fazer o laser hoje, porque ajuda muito na sensibilidade, melhora muito, né?
A gente tem tido alguns casos de síndrome de Steven Johnson, como eu falei para vocês. É uma síndrome que ela é desencadeada por fármaco, né? É uma reação alérgica exacerbada a um fármaco, né? Ela é muito grave e tem casos realmente de imortalidade. A gente teve um caso lá no hospital. Então, ela dá umas vesículas, umas bolhas bem feias. Essa bolha, história, fica uma úlcera. Então, a gente trata, tem tratado muito com corticoide tópico, laser. Esse aqui foi um dos casos que a gente teve, né, da síndrome. No caso que a gente conseguiu resolver bem. Essa aqui foi um caso que estava bem grave também. Essa paciente foi ano passado, final do ano passado, ela ficou sei lá, um mês internada tratando disso aqui. E aqui depois de algumas sessões de laser, de hidratação, de corticoide, enfim, né, local, antifúngico, porque às vezes ele desencadeiam isso. Aí de repente vem um herpes junto. Então, a gente tem que estar atento em relação às infecções oportunistas que pode acontecer nesses pacientes também, para estar orientando o médico também. Essa aqui, se eu não me engano, ela desencadeou um herpes também. Essa paciente foi a óbito, né? Então, inclusive, era uma dentista. O irmão dela era otorrino para escrever, eu acho que um Clavulin para ela, e ela desencadeou essa síndrome. Ela começou assim, estava lúcida, falando. A gente começou com, de repente, a mulher complicou. A gente foi chamado 10 horas da noite. Não tem, ela sangrava, se jorrava sangue pela boca. Ninguém sabia de onde que vinha. No final das contas, tinha a cirurgia plástica, o otorrino, nosso buco, anestesista. A gente teve que levar ela para o centro cirúrgico às 10:00 da noite para tentar tamponar assim e fazer uma limpeza no rosto, que ela sangrava pela pele, assim, a pele dela sangrava, sabe? Que assim, sangrava toda, assim, pelo nariz, pelo rosto. Foi um caso bem grave, assim. Ela acabou, ainda óbito. Era uma mulher nova, que ela tinha 30 e poucos anos, 40 anos. A gente está com um caso também agora bem feio no hospital. Então, têm surgido alguns casos assim, sabe? Essa é uma paciente. É feio, né? Foi feio mesmo, foi bem impactante, assim, sabe? Essa é uma paciente que está na UTI ainda. Ela é uma queimada. O marido foi, foram acender uma lareira com álcool. Ela derrubou um pouquinho assim de álcool no galão, assim, um pouco na hora, explodiu tudo nela, né? Então, ela teve 50% do corpo queimado. E aí ela, apenas, eu não consegui fazer a foto depois. Ela está linda. Ela não ficou com quase nenhuma marca no rosto. Eles cuidaram muito bem dela. A gente fez muito laser em toda essa região perioral aqui também. Então, assim, ela, ela não ficou com quase marca nenhuma no rosto. Eu pensei que ela ia ficar assim, né? Pensa, ela queimou tudo assim aqui. Ela queimou os braços, as pernas. Estava muito feio. Achei até que ela fosse óbito, assim. Ela ficou entubada um bom tempo, sabe? Mas felizmente, assim, ela, né, agora está até andando. Ela está bem, assim. Foram feitos muitos cuidados, assim, bem bacana. Eles têm umas faixas, esse tipo de faixa aqui. Essa faixa tem prata, tem não sei o quê, que ajuda, né, a esticar a pele, não, né? Então, assim, que foi feito um tratamento bem legal, assim, para ela. E ela é uma bailarina, sabe? Ela tem 30 anos. Essa menina não tem nem filho. Infelizmente, assim, agora semana passada, não havia mais, né? Mas a última vez que vi ela, já estava andando e estava bem, falando já comigo assim. Ainda estava na traque, mas estava bem melhor, já estava fazer uma traqueostomia aqui.
É um caso de mucosite no paciente também, que começou a internado, né, no hospital por causa da mucosite. É um senhor que depois acabei atendendo no consultório também, que depois ele começou a fazer laser preventivo, né? Mas a gente foi chamada no PA porque ele estava muito debilitado por causa da mucosite, né? Daí a gente não faz a laser terapia, né? Então, os casos também dos pacientes, como eu falei para vocês, do herpes, né, que a gente acaba utilizando também o laser. Situações aqui, mais uma vez, aquela paciente. Às vezes, tem extração no leito, tem moldagem para fazer plaquinha. A gente tinha um paciente que estava em cuidados paliativos e ele, ele precisava. Esse morde, ele tinha aquela neuro, esqueci o nome da doença, que a pessoa se contrai toda e ele se mordia toda. Então, a gente teve que fazer uma, uma plaquinha para ele, né, que aliviou bastante, assim. Ele já foi óbito também, mas ele ficou mais de um ano, não tem um ano e meio. Não tem remoção de aparelho ortodôntico também. Às vezes, o paciente vai para o turbo, principalmente na época do COVID, que tinha que planar de cabeça para baixo, então não tem como deixar o aparelho. A gente tem que remover. Então, a gente ali no hospital, né, a gente atua também nas unidades, né, conforme chamada médica. Às vezes, esse caso que a gente está tendo agora de Steven Johnson, ela está na, está internada numa unidade, né? Então, às vezes o médico da opinião, chama para avaliar foco de infecção que o paciente está com infecção e não sabe da onde que é. A gente também recebe chamada de enfermagem, né? As rotinas de TI, como eu já falei, as capacitações, né? Ambulatório, mais quem faz é o Dr. Pablo, né? Então, aqui mais uma vez a nossa equipe ali. Tá o Dr. Walter também, que foi com a gente, né, no hospital. Para ele, o Dr. Igor, ali, numa das vezes que eles vieram, né? Porque sendo cirúrgico, onde a gente faz adequação bucal das crianças também com anestesia geral, do paciente especial, né? A cirurgia de boca, aqui a minha colega fazendo adequação em criança, ou especial, criança pequena que não deixa tratar. Então, aqui é caso de adequação. Esse caso aqui, os outros casos, né, de atuação do bucomaxilo nos abscessos, né? Esse caso aqui é uma menina, uma menina linda, uma fisioterapeuta que caiu de bicicleta. Assim, ela caiu de cara no chão de areia, assim, a bicicleta, assim, numa descida, e ela estava de capacete, estava de óculos, quase furou o olho com óculos. E ela, assim, ela chegou para gente nesse estado aqui. Nessa primeira foto, foi como ela chegou. Aí a gente abriu tudo. Você se 7 horas da noite, eu e o buco maxilo juntos. Ele tirou todas as suturas, né? Estava tudo aberto, tudo assim. Tinha areia dentro da, do meio da suturas ali, que estava, né? O potinho ali com os pedaços de areia que a gente tirou de pedra, né? Ela abriu tudo por dentro, quebrou a maxila, quebrou, abriu tudo. Que a mandíbula, que dá para ver o nervo, né? Então, foi um caso assim, extremamente severo, que a gente teve, né? E aqui foi o pós-operatório imediato. E agora, depois de um tempinho, estava assim. Agora ela está bem melhor, assim. Ela já fez umas plásticas também, né? Mas foi um caso assim, muito feio, que a gente atendeu. A gente saiu do centro cirúrgico meia-noite, assim. E ela está super bonita agora, assim, sabe? Foi bem gratificante, assim. Pode ver que aqui ela quase furou o olho. Aqui, esse casinho aqui, para a gente, foi chamada no dia primeiro de janeiro. A bebezinha de 8 meses, sem dente, com abscesso, estava na UTI. Foi para UTI, né? Daí foi feita a drenagem, tudo. Dr. Pablo abriu, fez o de funcionamento, botou dreno, né? Então, foi um caso bem atípico também, né? E ela já está grandinha agora. Ela vai no meu consultório também. Ela já está com 5, 6 anos, não acho, 6, 7 aninhos.
Esse é um outro caso também que eu tive. É um paciente que, que ele ia na Univali. É um menino assim, eu acho que ele tem um foco de autismo, mas ele não, não foi diagnosticado, assim, né? Mas ele é um paciente que não deixa tratar. Ele foi anos na Univali, já ia em outros dentistas, assim, nunca deixava. E aos dois anos atrás, a mãe foi no meu consultório, disse: "Olha, vamos fazer quando esses dias geral". E amanhã, meio pisca, ela fala assim: "Ah, não quero não, tenho medo dele morrer, não sei o quê". Por causa da anestesia, aquelas coisas, né? E foi deixando. Aí deu uma lesão no menino. Ele teve lá na livraria, pau pesta, que estava duro. Não existe anestesia geral, né? Não é só extração no dente, eles vão ali, mas também meu burro tudo. A gente foi nós dois para centro cirúrgico. Olha o tamanho da lesão que esse paciente estava. Na verdade, ele estava com morte. Então, ele deu essa baita lesão da gente. Ali, patológico, depois que a gente fez, não tratamento, deu na verdade, deu ali uma um cisto, né? Cisto inflamatório. Só que a lesão foi gigante. Então, aquele no centro cirúrgico, né? Ele estava supurando, né? A lesão é que estava supurando pelos dentes aqui. Quando a gente atendeu ele, já tinha tomado antibiótico. É um menino todo alérgico. A gente teve que fazer um protocolo lá de alergia látex, sabe? Que daí o paciente tem que ser o primeiro a ser atendido no dia, não pode ter nada na sala cirúrgica. É um bem assim, né? Daí foi feita a remoção dos dentes, tecidos. Depois ele abriu um retalho da região aqui de incisivos até a parte mais distal aqui do primeiro molar permanente para a gente começar a remover a lesão, né? Então, aqui, o nervo, né? O canal mentoniano, né? Aqui, canal mentoriano e o nervo. A gente removendo a lesão aqui. Eu tive que segurar o pré-molar, né, permanente para amolar, é só permanente para amolar para ele, removendo a lesão em volta para não extrair o dente junto aqui. Então, a lesão, né, removida. A gente conseguiu manter para amolar, né? Aqui a gente vê bem a característica aqui da ótima, que tinha aquele aspecto de casca de cebola, que já tinha saído um pouquinho, mas tem essa proliferação aqui de osso, né? A gente regularizou essas bordas aqui. E é isso. Tudo. Eu pensei que eu tivesse colocado o exame dele pós, assim, já está formando. Eu acabei esquecendo de colocar que foi recente, essa imagem. Já formou osso e o pré-molar está formando a raizinha e está subindo. Não foi um caso bem que foi agora, bem recente. Esse caso foi esse ano.
Esse aqui é um caso de osteorradionecrose, né? O paciente de tumor, foi feito o enxerto do ilíaco. Então, aqui é o enxerto. Esse osso foi macerado junto com um pouquinho de gordura, né, para daí ser colocada na região que a gente ia remover a mandíbula. E aqui está a lesão. Então, foi feito aqui uma tampinha aqui em volta do nervo. Foi removido aqui com muito cuidado para não lesar. Aqui está o nervo. São um caso bem recente também. Ali segurando o nervo, né? E aí foi soltando o nervo do canal, né, mandibular. E depois, então, a gente colocou. Tinha esse protótipo aqui. Foi colocado essa, essa prótese aqui nessa, nessa placa, né? Então, a dificuldade para não lesar o nervo. Ela foi inserida dos dois lados aqui, né? Foi feito uma incisão também externa aqui para a gente conseguir fixar aqui em cima, né? Eu não coloquei foto de tudo que não era o caso, da gente estar mostrando tudo. Então, foi removida a mandíbula, né, um pedaço da mandíbula. Na hora da remoção da mandíbula, e aqui, então, a mandíbula com a lesão de necrose, né? E aí a colocação da placa final. Foi preservado o nervo, tudo, né? E daí como que ele fez? Ele protegeu. Ele pegou a gordura, né, e protegeu o nervo primeiro com essa camada de gordura. E depois a gente foi colocando enxerto ósseo, né, que era do elenco. Não foi colocada uma placa inteira por causa da vascularização, que como ele não tem vascularização na região, não ia funcionar. Então, foi feito, enfim, macerado, né? E daí, então, o final da cirurgia.
Esse casinho foi um caso de estomatite herpética numa paciente bem pequena também, que foi chamada no final de semana, que ela tinha seis, sete aninhos, e ela estava com uma gema muito severa, e ela estava internada em função disso. Daí eu tive para fazer o laser, eu tive que fazer uma sedação, porque ela não deixava nem tocar na boca de tanta dor que ela tinha, né? Então, aqui, ó, o casinho dela depois, né? Ela ficou super bem, tudo. Foi um negócio que umas quatro sessões de laser. Aqui a nossa equipe, né? Mais uma vez. Aqui foi quando eu visitei a psiquiatria. Ali é o HC, né? Esse aqui eu encontrei esse ex-aluno lá, que estava fazendo a residência no HC faz alguns anos. Isso aqui, aqui com as minhas alunas. A gente criou o trabalho de TCC delas, foi o protocolo operacional padrão da UTI pediátrica. A gente fez todo protocolo de higiene da UTI com os alunos, que são outros dois alunos. A gente fez uma semana de saúde bucal no hospital. Dar uma olhadinha no horário aqui, que eu não quero me passar muito. Quanto cuidado? Não sei se alguém tem alguma pergunta em relação a cirurgias ali. Eu acabei passando um pouquinho mais rápido por causa do horário de vocês, né? A professora está tranquila? Ah, então tá bom. É perfeito, maravilhoso. Ai, que bom, que bom que vocês estão gostando. Imagina que é tudo isso, né? É verdade. É que assim, como eu falei para vocês, não é conjunto, né? É de medidas. Muitas vezes, a gente vê alguma coisa suspeita, chama o buco maxilo para fazer uma biópsia, para trocar ideia, né? Então, é a gente tem uma equipe assim, bem coesa, né? Importante assim, não dá para trabalhar sozinho no hospital. Tem que ter uma equipe. Até porque hospital funciona 365 dias do ano. A gente não tem como estar 365 dias do ano aqui, né? Sempre tem que alguém ficar, né, nos nossos cantos. Assim, às vezes, dia 25 de dezembro é o dia da gente fazer a rotina de UTI. A gente faz a rotina, né? Então, tá sempre presente, mesmo, né? Um trabalho assim, o ano inteiro, né? É muito bonito. Eu coloquei um pouquinho, né, só profissionais envolvidos, né? Enfermeiro, nutricionista, psicólogo, o cirurgião dentista é muito importante.
Que esses pacientes, eles requerem ainda muitos cuidados, né? E eles têm muitas, muitas complicações também na cavidade oral e desconforto, né? Então a gente faz, procura ver o que que é o melhor para esse paciente, né? Buscar foco de infecção, o desconforto.
Ensina, eu mesmo assim, a minha mãezinha, na última semana de vida dela, ela ficou no hospital. E daí eu consegui verificar assim como que é complicado, né? Então assim, ela ficou numa unidade, ela não ficou na UTI, e ela teve todas as complicações. Ela teve um câncer de mama, mas com metástase, teve metade, né? E ela fez radioterapia de cabeça e pescoço, então ela teve o rádio necrose. Teve que tirar metade da maxila. Foi até meu colega que fez esse tratamento. E daí, na última semana de vida dela, ela tava assim, bem ruinzinha já no hospital. E daí, se eu tive que ficar colocando os mecânicos bucais, eu tive que fazer higiene dela, que o pessoal não tava, né, preparado. Por isso que daí a gente instituiu também essa capacitação para as unidades e não só para UTI. Que é muito importante. Paciente fica muito desconfortável, né? As mucosites são muito frequentes nesses pacientes, né? As infecções oportunistas que sempre aparecem, né? Então é importante, né, que o cirurgião dentista esteja dentro, inserido nessas equipes.
Então, as atividades, né, que a gente faz também nos pacientes, né, de cuidados paliativos é prevenção, limpeza, urgência, né? Capacitação também de equipe de enfermagem, né? Esses pacientes vão apresentar então a xerostomia, que daí a gente entra com os umectantes também, né? Infecções oportunistas, às vezes dificuldade de deglutição e fala, porque não tem saliva. Às vezes fez uma radioterapia dessa região, acaba tendo comprometimento na língua, na deglutição, né? Então é bem complicado assim, né? Tem que tentar promover um conforto para esse paciente, né?
Então, lembrando, né, que o paciente não é só um paciente, ele é o amor de alguém, o pai de alguém, a mãe de alguém, avô, avó de alguém, né? Melhor amigo, o amor da vida de alguém, né? E a nossa missão é, todo instante, com cuidado, esse paciente, né? Fazer tudo pelo amor na vida de alguém, né? Que eu, por exemplo, ativo isso na minha família, né?
Então, gente, era mais ou menos isso que eu tinha para passar para vocês. Não sei se alguém tem alguma pergunta, né? Eu dei uma aceleradinha no final ali para não atropelar muito o horário de vocês. Tinha mais umas coisinhas para falar, mas eu até anotei aqui, mas acabei dando uma corridinha para não ultrapassar muito o horário de vocês. Não sei se alguém tem alguma pergunta, alguma dúvida.
Não, professora. A aula foi perfeita, didática, fácil entendimento. Obrigada.
Não, tá vendo vocês é verdade, mas foi muito conhecimento. A aula, nossa, foi perfeita. Adorei.
Ai, que bom! Muito obrigado, né? Que bom que vocês gostaram. Fico bem feliz e realizada. Espero que alguém também queira ir para esse caminho, né? Dá para fazer. Eu acho que a maioria que é viu, mas de repente, né, desperta, né?
É verdade. Sempre digo, é aquela coisa assim, que satisfaz. A gente vê uma pessoa assim, que nem aquela queimada, de repente você vê a pessoa linda. Meu, aquilo, né? Uma coisa assim, incrível.
Com certeza. Obrigada pela atenção de vocês, né? Espero que a gente se encontre também em outras ocasiões, né? Não sei se ele é do Instituto, ela dá uma palavrinha para ela aqui no Whats. Oi, doutora. Oi, tá por aí? Acho que a gente pode, então, encerrar, né? Não sei se alguém, não, ninguém mais tem nenhuma pergunta, né? Muito obrigada. Boa aula. Ficou gravada, né? Daí, qualquer coisa, alguém, se alguém quiser perguntar alguma coisa depois, eu fico à disposição também. Faz passar meu e-mail, né? Meu contato.
Tá ótimo, Doutora. Caso alguém tenha alguma dúvida, eu faço intermédio aí para ele.
Tá bom. Tá bom, então. Muito obrigada, né, pessoal? Nós voltamos às 14 horas. Tá bom? Tchau. Conversar com a Paloma, então. A Paloma conversa comigo, então, porque ninguém quer conversar comigo. Eu tô aqui. Eu converso. Eu vou no meio da aula. Paloma, nós vamos fazer uma chamada para ver se o pessoal tá aí. Ó, a Gabi já apareceu. E aí, Gabi? O que que, qual foi a repercussão aí desses lances aí do Fantástico? Chegou alguma previsão do tempo? Eu não vi. As pacientes que eu atendi ontem comentaram com você? Comentaram que acharam um absurdo uma menina de 20 e poucos anos, né, falecer depois de remover um siso e meio que me falaram que foi um erro do profissional. Eu não sei, não tô por dentro, não sei. Não pude opinar lá na hora. Até perguntaram se quando eu fazia cirurgia, se eu tinha um protocolo claro. Tem tempo falar alguma coisa nesse sentido? A maioria, né? E também falaram de uma, de uma outra menina que perdeu a vida num jogo aí com a garrafada, uma coisa assim. Acho que deve ser na mesma hora lá, mas eu não assisti. Foi aqui em São Paulo? Isso? Teve mesmo? Foi aqui em São Paulo. Nossa, que triste. Foi aqui em São Paulo. Ela tomou uma garrafada. Mas é aquilo, mas é aquilo, né? Que que eu penso, né? Eu acho que toda ação tem uma reação, né? Menina foi lá e provocou o pessoal da torcida do Flamengo, então não foi, não é simples, né? A gente às vezes ao lado de quem sofre, né, mas não entende o que aconteceu no contexto geral. Então, deixa eu ver se alguém tem mais alguma coisa aí. Eu vou tentar explicar mais ou menos o que eu entendi do caso. Não sei se vocês querem também saber, mas eu acho também importante. Eu acho que a gente tem que entender um pouquinho quando a gente entra na área de cirurgia. É aquilo que eu brinco e falo para vocês, né? Gente, a gente precisa ter o clique de mudança. A partir do momento que a gente começa, e agora a gente talvez entrando aí mais para a área da estética facial, dos líquens, da cirurgia de nariz, aí que uma grande maioria de vocês faz. Então, a gente tem que ter um pouquinho de cuidado. É a mesma coisa do tratamento de um siso. Quem mais que tem aí? Quem mais que tem alguma, alguma relação aí que aconteceu aí no domingão? Que é conversar comigo ou com todos aqui? Eu vi que a Valesca apareceu aí, já deitou de novo. Não sou amigo de vocês de maneira alguma. E aí, teve alguma repercussão aí? O pessoal comentou alguma coisa? Não, não teve repercussão porque eu fico só na estética, né? Mas nem os pacientes da estética comentaram nada com você? Comigo comentaram os da estética. Eu fiz ontem 40 fios de PDO e os pacientes comentaram muito, muito sobre esse caso da menina. O pessoal tá com medo, né? Tá com muito medo. O que foi que aconteceu, na verdade, professora? Nesse caso, então, pelo que eu entendi, ela teve uma infecção em pós-graduação. Ela já tinha feito um lado. Ela teve uma infecção, extração dentária que foi mal conduzida, tanto pelo colega quanto pela equipe de hospital. Isso é difícil, né? Porque você fica, você fica mercê também de de paciente. Também a gente não sabe. Às vezes o paciente também não fez uma boa higiene, não cuidou direito, não se alimentou, né? Essa vai fazer o quê? Umas duas, três semanas a gente fez uma cirurgia no paciente, médico, até neurocirurgião, e por conta e ele não quis comer, ele tinha um problema de apneia e ele falou que não queria comer, não queria tomar água e entrou em estado de desnutrição. Neurocirurgião, hein? Meu tio que internar ele para ele poder fazer, passar uma sonda no nariz para ele poder comer. A sorte é que não deu infecção, mas você entende que a gente também depende do bom senso do paciente. Também é difícil, né? A gente não sabe o que aconteceu, né? Igual a Gabi falou da menina que tomou uma garrafada, a gente não sabe o que aconteceu antes para ter essa reação, né? Aquilo que eu falo, toda ação tem uma reação. Ó, nós estamos com 12 participantes. E aí, vamos começar, gente? Vamos tocar o bonde um pouquinho da nossa aula aí, gente? Então, vamos, vamos começar. Eu vou tocar direto e aí, se alguém quiser parar alguma coisa, não tiver dormindo, fala aí. Eu vou tentar entrar um pouquinho em em urgências e emergências dentro da odontologia. Vou falar um pouquinho das doenças sistêmicas que podem acarretar algum tipo de problema na prática da clínica odontológica. Eu comecei a aceitar esse assunto aí da menina que foi a óbito por conta de uma extração, porque às vezes pode ter tido algum erro, né, nesse processo. Pode ter tido algum erro na anamnese, pode ter tido algum erro no pós-cirúrgico, a gente não sabe. Então, qual que é a ideia das urgências e das emergências? A gente tem que estar prevenir que isso ocorra. Tudo bem? Tá? Então, a gente entra naquilo que eu falo para vocês sempre e cobra de vocês. A partir do momento que vocês saem na especialidade facial, harmonização e entra para a especialidade de cirurgia, a gente tem que dar o clique. Eu acredito que isso deveria ter na harmonização também, tá? Tanto que por isso que vocês procuram a cirurgia, que a gente faz procedimentos invasivos. A gente tem que ter um pé atrás, a gente tem que tomar cuidado e tem que fazer uma boa anamnese. A gente tem que entender no nosso paciente. A gente não pode, de maneira alguma, fazer por fazer, como muitas vezes eu vejo e como muitas vezes acontece, tá? Então, aquilo que a gente já discutiu na aula presencial, que eu cobro de vocês, eu vou bater muito isso nessa tecla por conta do que aconteceu essa semana. Da antissepsia, da assepsia, dos cuidados com material. Não existe, gente, não existe a gente não fazer uma boa anamnese. Não existe a gente não ter material estéril para fazer uma cirurgia, não fazer uma lipo de papada. Não existe. Ouvir vocês colocarem as cânulas, um papel em cima da mesa para fazer uma lente. Tem que ter todo o material estéril. Eu vejo pessoal postando foto aí com as cânulas autoclavadas, mas em cima de um papel de tá. Então, assim, aumenta a comorbidade, aumenta o risco de infecção e isso é inaceitável. Aí, isso entra em urgência ou emergência, tá? Você sabe a diferença de urgência e emergência? Vocês conseguem me falar isso ou não, gente? Bom, vou tocando então. Vocês não querem participar comigo. Eu vou tocando aqui. Queria que vocês participassem, gente. Oi, professor. Vamos lá. Gabi, me ajuda aí, que o povo tá tudo dormindo. Gabi, só você que tomou um cafezinho? Tá tranquila? Já almoçou? Não tem risco de perder a vida. Emergência tem risco de perder vida. Então, não é bem assim, tá? Urgente, por exemplo, se você tem uma infecção, o que que é infecção? Também a infecção pode ser uma emergência. E por exemplo, se você tem uma convulsão no seu consultório, aí é emergência, né? Então, a principal diferença entre esses dois estados, foi aquilo que eu falo, é o que é o que é dos dois estados é que a emergência ela apresenta uma ação, uma ameaça imediata para a vida do paciente. Então, por exemplo, se você não intervir de forma rápida, o paciente pode ir a óbito, tá? Na maioria das vezes, as emergências elas são médicas, elas estão relacionadas com a parte clínica do paciente. É muito difícil você ter alguma emergência do ponto de vista odontológico. Então, por exemplo, eu tenho uma emergência, um abscesso periodontal, tá? No máximo emergência do ponto de vista odontológico, eu vou ter talvez a hemorragia que eu preciso intervir rápido, tá? Um sangramento importante numa de uma artéria entroral, tá? E a urgência, ela é uma ameaça em um futuro próximo. Então, talvez a infecção no processo, ela é uma urgência, mas se ela vai para uma angina, ela pode se tornar uma emergência. Tudo bem? Tá? Então, foi aquilo que eu falei. Então, a urgência é uma ameaça a um futuro próximo que pode vir a se tornar uma emergência se não for solucionar. Então, dentro da odontologia, o que a gente pensaria seria basicamente uma infecção odontogênica. Então, esse processo dessa menina que foi a óbito, ela provavelmente começou com uma urgência, tá, que deve ter sido conduzida de forma errada, porque a gente entende que ela foi no colega, o colega prescreve um antibiótico, um antibiótico não melhorou, o colega pediu para insistir no antibiótico, aí ela foi para o hospital, o hospital não tomou uma conduta rápida, porque talvez essa paciente já chegou em emergência e evoluiu um quadro de sepse. Então, a emergência, a gente tem que tomar uma, uma atitude rápida, tá? E as emergências, às vezes, elas também, por exemplo, essa emergência quando ela vem de uma urgência, ela é esperada. Ela pode ser esperada. As emergências que podem acontecer no nosso consultório, elas podem, elas devem acontecer. Elas podem acontecer de forma inesperada, e aí a gente precisa estar apto a fazer uma intervenção rápida, porque senão a gente perde esse paciente. Tudo bem? Tudo bem, gente? Vocês têm, a gente até conversou na aula, na aula presencial, lá conversei bastante com vocês. Isso, vocês têm experiências com emergências odontológicas ou emergências médicas em odontologia? E aí, gente? Vocês costumam ter experiência? Gente, cadê vocês? Preciso de vocês aqui comigo. Que tá? Cadê a Gabi? Vou pegar você para Cristo. Antigamente. E aí, você tem experiência? Não. Ainda bem que não. Mas já tive um caso de um paciente, um ranço cutâneo depois de uma anestesia, mas eu reverti super rápido com o Fenergan. Mas como você reverteu? Por que que você reverteu? Você tinha o Fenergan na clínica? Porque foi o primeiro que a minha secretária pegou. Mas eu tenho corticoide, tem tudo. Nunca até vence. Eu compro novamente. Mas eu não fico sem adrenalina. Mas eu fiz só o Fenergan e já falei em cinco minutos, já voltou. Saiu. Você fez o que? Intramuscular ou você fez endovenoso? Olá, legal. Bacana. E você? E você se sente apta, após esse tratamento, a fazer essa e tomar essas condutas dentro do seu, dentro da sua clínica? Eu, da minha graduação, tem uns seis meses, um traumatologia, e eu peguei justamente ela. Então, inclusive, fui até nos bombeiros fazer a reanimação na época. E assim, é isso. E a gente teve uma aula aí também, né? Com o, se eu não me engano, ficou faca. Foi, foi com paca. E assim, nunca aconteceu comigo, mas se aconteceu, eu consigo, né? Tem um amor no consultório? Você tem um amor? Legal. Bacana. Tem guedel? Tem essas coisas? Ou só tem um amor? Já precisou usar o hambúrguer? Um oxigênio? Não, eu levantei. Pode falar, Gabi. Não. E agora, senti necessidade de contratar uma técnica de enfermagem também para o meu consultório. Legal. Isso é bacana. Pegar acesso para tentar deixar esse paciente com mais segurança, né? Isso, isso é importante também. Tá bom? Beleza. Boa. Mas ó, pode falar, Valesca. Como que eu uso? Eu entro com o Fenergan intramuscular. Intramuscular é como se fosse dar uma, uma vacina, por exemplo. Por exemplo, se você for fazer na região do braço, você tem que pegar a parte que tem mais músculo, tudo bem? E entrar pelo menos metade da agulha, tá? E se eu for usar a adrenalina? Adrenalina, ela tem que ser subcutânea, sobre a pele, sobre a pele, entendeu? Aí, mas qual eu vou usar a primeira? Adrenalina. Pode falar. Então, qual que eu vou usar primeiro? Adrenalina. Você pode usar primeiro Fenergan, que ele vai ter uma ação mais rápida no sistema geral. E adrenalina, se não tiver uma melhora com Fenergan, você entra com adrenalina, no caso de um choque anafilático. Com Fenergan? Sim. Tá bom. A gente vai falar disso aí depois, lá na frente. Você já teve experiência com isso? Não, mas eu tive em voz. Eu atendia a paciente, igual eu relatei aquele dia para os colegas, e ela saiu da clínica e foi, foi pronto socorro e ficou internada na UTI, cinco dias, quatro dias com um processo alérgico de fechou a glote. Botox? Botox, né? Então, ela não teve esse processo. Não entendi. E deixa eu te perguntar outra coisa, Valesca. Por exemplo, se você tem alguma intercorrência no consultório, você tem condição? Adrenalina? Você tem? Eu tenho adrenalina. Porque você não entende nada, pessoa. Eu só faço os minimamente invasivos. Ah, legal. Tá bom. Por que que você tem adrenalina, então? Por conta disso mesmo. É por conta disso. Depois disso me assustou, sabe? Tudo bem. É, eu vou completar minha farmacinha. E se você for fazer a bunda, por exemplo, uma injeção intramuscular, você divide cada banda em quatro partes. E aí, em quatro partes. E aí você injeta sempre na superior à direita. Sim. Daí eu sei que eu faço muita intramuscular, sabe? Lá na Aline. Isso é a mesma coisa, entendeu? Bonitão de Assis. Aí, ó. E aí, Laís? Tudo bem? Tirei minha imagem para não gastar. Um abraço. Oi, meu querido. Tudo bem? Boa tarde. Desculpa o atraso. Não fica em paz. Vamos lá. Fechou. O bom do Laércio que ele me ajuda aqui. Apesar que a Valesca e a Gabi tão sensacionais hoje. Só hoje. Vou deixar os três trabalhar hoje. Deixa eu te perguntar. E você tem experiência aí? Teve algum problema já com emergência? Ah, cara. Vamos lá. Que eu já tive foi crise epiléptica, né? Tive duas situações. Já tive, já tive algumas coisinhas ali, botina, né? Picos de taquicardia, pressão. O resto, em relação a procedimentos, foi mais hemorragia, né? Sim, sim. Tá. E você se sentiu apto para conduzir esses pacientes ou não? Cara, graças a Deus, sim. Todos eles a gente conseguiu controlar e resolver a situação. Nunca, nunca precisei. Ainda bem. Espero continue assim, né? Mas nunca, tem, não perdi o controle, não. Todos foram resolvidos. Entendi. E você precisou intervir algum, fazer algum, entrar com alguma medicação, fazer algum procedimento? Então, meu amigo, que que a gente tem um hábito aqui, né? Como protocolo, muitos pacientes. Acho que a gente já conversou sobre isso, eu não lembro. Paciente hipertenso, lógico. Eu faço aquela anamnese prévia, eu solicito os exames, né? Então, o paciente pertence, eu já fico mais. Eu prefiro, muitas vezes, fazer sobre, sobre uma sedação, né? Durante o procedimento, eu vou monitorando a PA, batimentos. Isso me dá um parâmetro. Muitas vezes, eu dou o captopril, entendeu? Quando eu vejo que tem um pico e que justifica esse pico, se mantém ou qualquer outro paciente. Eu vejo cada piada dele se alterou demais e não abaixa, aí dou o captopril e espero 15 minutos. De repente, dor de novo. E geralmente é o suficiente, né? Entende o procedimento ou não? Eu geralmente, eu continuo procedimento. Eu nunca tive que cessar o procedimento. Já aconteceu, por exemplo, é que no centro cirúrgico é uma, é bem tranquilo, porque você percebe que você tá sangrando, seja ali no monitor, e o anestesista, ele abaixa, né, a piada do paciente. Agora, como é turial, às vezes eu, como a gente tá, tá observando o tempo todo, eu geralmente os procedimentos, né, mais tranquilo. Geralmente eu dou essa medicação e o procedimento ele continua, tá? Eu não tenho problema assim. Não tive problema, não sei que foi uma coisa muito mais grave, tá? Mas eu não precisei ainda, ainda suspender. Já tive várias situações, sim, do paciente falar que não tem problema com pressão e aí a gente perceber que esse paciente tem uma pressão mais alta do que o normal, né, dentro dos parâmetros, mas paciente está bem. E aí eu falar para ele, ó, procura o seu médico, porque você tá com uma pressão alterada. E aí paciente vai realmente estar com uma pressão alterada, entendeu? Entendi. Agora, fora disso, meu amigo, sinceridade, não, né? A glicemia, a gente verifica também. O que, o que, deixa eu pensar aqui, seria mais essa em relação a hemorragia. Isso já tive situações mais complexas, inclusive tinha uma semana, né? Não foi ela por igual, não foi aquela variação anatômica, sabe? Do alviolar ali em ver, publicação, exatamente. Aí a broca no siso, não tem jeito. Pegou, era bem calibrosa e eu tive uma azar, porque esse paciente eu ia fazer uma, uma regeneração do 37 e foi 38. E aí aquilo me possibilitou, né? Eu tipo assim, como que eu ia prosseguir o procedimento? A sorte é que ainda deu tempo de eu conseguir fazer regeneração. E aí, cruzando minhas artimanhas, eu tenho algumas coisinhas aqui, né? Mas acabou impossibilitando eu tirar a raiz. Entendi. No desespero, mas daí eu, a prioridade foi controlar realmente a hemorragia, né? Aí deu um pouco de trabalho arterial, né? E é isso, meu amigo. Acho que tô lembrando que é isso. O que a gente, o que a gente tem que entender para a gente prevenir essas emergências de urgências é que prevenir se constitui a melhor maneira de se tratar essas urgências emergências, tá? Eu peguei dois artigos aqui que no geral o profissional da odontologia ele não está apto para fazer qualquer atendimento de emergência e urgência, tá? Sempre ficando na dependência da equipe médica. O que a Gabi falou, e ela falou com muita propriedade, e isso é muito legal. Ela tem uma certa experiência porque ela fez o curso de ATLS. Eu acho que seria muito importante, cara, a gente fazer esse curso, essa curricular, porque vale muito a pena. Te dá uma segurança muito maior para qualquer procedimento, qualquer emergência em âmbito de consultório. Pode falar. É muita coisa, não é? Muita coisa. Que eu entendi que eu já vi, sempre tive resolução. Realmente, esse curso é importante. É que eu tenho bastante contato com os amigos aí, inclusive minha cunhada. A gente tem os hobbies aí e a gente já fez vários cursos desse, até de atendimento, entendeu? Então, a gente já tem alguma, alguma prática. Tem um oxigênio, tem a venda. É o que eles precisavam. Então, até porque, então, a gente já tem uma certa, não tem uma experiência maluca, mas ele fez alguns cursos. Isso dá uma segurança muito grande para a gente, sabe? Ah, legal. Isso é importante. É isso. Tá falando do curso é muito legal, muito legal. Valeu. Então, isso, isso é uma coisa que a gente vê nesses dois artigos, né? Que a gente, a gente entende que a grande maioria dos nossos pacientes, dos nossos colegas, eles não têm essa segurança. Principalmente quando os caras são clínicos gerais. Os especialistas, eles têm essa mentalidade muito melhor, muito mais conceito, muito mais conceitual de que é necessário isso do que os clínicos gerais. Então, quando a gente parte para a parte da especialidade, a gente tem que ter esse entendimento. Por exemplo, nesse primeiro artigo, a gente vê que 50% dos dentistas só medem a pressão do paciente, tá? Aonde que eu posso ter um problema? Eu posso ter um problema na anestesia e não no procedimento cirúrgico. Então, quando eu parto para a parte de cirurgia, eu preciso saber que a pressão é extremamente importante. Então, todos os meus pacientes, eu preciso aferir a pressão ou ter um controle desse paciente. Fora o paciente fez aferição da pressão e me trouxe o Igor, mas eu confio no paciente com a responsabilidade dele também. Então, o número de 50% dos profissionais aferirem a pressão é muito baixo, cara, muito. Tá? É outra coisa importante que a gente viu nesses artigos, tá, que a maioria não apresenta treinamento de suporte básico. Então, não tem esse treinamento de ATLS, igual tem a Gabi, que ela falou para mim. O Laércio, que tem um pouco de atendimento. Então, assim, isso precisa ser levado em conta. Tudo bem? Tá? Outro ponto importante, mais da metade dos colegas, 61%, relataram já ter vivenciado algum tipo de urgência e emergência em odontologia, tá? A urgência, eu vou deixar meio de lado, eu vou falar mais da emergência, porque é mais o foco da aula hoje, é mais isso, tá? E a grande maioria, cara, não se sentiu preparado, não se sentiu preparado para intervir nesses pacientes. Por isso que eu perguntei para o Laércio isso. Então, isso é um dado muito importante. Então, assim, o que que a gente entende? Que na graduação, a gente não leva o conceito de emergência. Então, a gente não vê o paciente como um todo. E aí, é o que eu falo, fazem intercorrências de emergências. Elas ocorrem nos pacientes que vão fazer o quê? Restauração? Não são os pacientes que vão para o procedimento cirúrgico. Então, é o paciente que vai fazer uma genioplastia, paciente vai fazer uma cirurgia do siso, é o paciente que talvez vai fazer uma cirurgia de nariz, vai fazer um lifting, uma blefaroplastia, tá? Então, isso é importante. E hoje, a gente enxerga que o avanço da medicina, a gente teve o quê? A gente teve uma melhora no quadro clínico de pacientes em decorrência da medicina. Então, os pacientes, a cada vez que eles vão ficando mais velhas, vão ficando com mais doenças, e essas doenças estão sendo tratadas. Então, são pacientes que têm alguma comorbidade que vão para o processo, por processo cirúrgico. Tudo bem? Tá? Então, voltando ainda nos artigos, 43% das intercorrências, assim, são em processos cirúrgicos e 23% eles acontecem em anestesia. Então, assim, não é alto, mas pode acontecer. 20% já é relativo. Tudo bem? Outro ponto importante, 84% dos colegas não possuem equipamentos e medicamentos para tratar qualquer emergência em âmbito hospitalar. 87% dos pacientes dos pacientes dos colegas não estão aptos a fazer qualquer tipo de utilizar esses, esses aparelhos. Tudo bem? Tá? E outra coisa importante, a grande maioria dos colegas não tem o kit básico para a gente, se a gente tiver qualquer intercorrência no âmbito de consultório. Tudo bem? Tá bom? Certo, gente? Tudo bem? Então, essa frase é muito importante, porque assim, às vezes, o que que a gente faz? A gente faz tudo certinho a vida inteira. Basta um erro para a gente cair em descrédito. Então, para ganhar credibilidade, é necessário uma interminável série de ações corretas diariamente para perdê-las, basta um erro. Então, a gente é julgado muito não pelo que a gente fez, mas sim pelo que a gente deixou de fazer. Então, se a gente comete um erro, a gente é crucificado, entendeu? Tá? Salva esse colega aí, perdeu essa menina aí agora. Essa já tem um tempo já que saiu na mídia. Agora, às vezes, foi um erro que ele cometeu. Quantas coisas ele já não fez e nunca teve problema, entendeu, gente? Então, no passado, era um fato raro nos consultórios odontológicos. Então, a gente não tinha muito isso. Hoje, a gente tem uma procura exacerbada aí pela pela área de odontologia, é tanto na parte da estética quanto na parte dos procedimentos. O pessoal tá vivendo mais e com maior qualidade de vida, então tá tendo uma procura maior. Então, a gente começa a atender pacientes mais velhos, mais comorbidade, tá? Então, foi aquele que eu falei, o avanço da medicina, a quantidade de paciente tem acesso ao tratamento, o crescimento do número de idosos aumenta esse risco, entendeu? Tá? Então, podemos notar que os custos de graduação, especialização são falhos que concerne atuação em caso de emergência médica, porque a odontologia no Brasil, ela acaba cuidando somente da boca, ela esquece de ver o paciente como um todo, entendeu? E a gente não consegue separar. A gente conseguiria separar essa, se a gente fosse extremamente artesanal, se a gente fosse protético, por exemplo, fizesse só mexer sem dente, aceita a coroa, prótese, entendeu? Então, é inteligível o conceito de separação entre as duas profissões. Tal fato seria possível separar o corpo humano em duas partes, a odontologia e a médica. Então, é impossível fazer isso. A gente não consegue fazer essa separação. E quando acontece isso, a gente vai cair nessas emergências, e isso pode acontecer no consultório, tá bom? Aí, foi aquilo que eu falei, a menos que queiramos transformar odontologia numa profissão artesanal, que não permita o profissional o uso de qualquer droga, mesmo anestésico, mesmo porque o anestésico ele pode causar uma relação alérgica, gente. É pequeno, vocês vão ver lá na frente que eu vou colocar para vocês a taxa de porcentagem, mas pode acontecer. Às vezes, você fez a vida inteira tudo certinho, um erro que você comete, tá? Então, como que a gente faz para evitar encrenca? Foi aquilo que eu falei na hora passada que eu dei para vocês e vou insistir nisso, tá? Anamnese, exame físico e clínico, exames complementares e, se necessário, consultorias de que tipo? Avaliações. Avaliações. A gente conversou bastante, volta a falar nisso. Vocês vão ver que você bem repetitivo, né, nessa parte. É importante a gente não ser individualista, não precisa dividir, precisa dividir responsabilidade, principalmente em pacientes com probabilidade, tá? Não adianta a gente querer assumir a responsabilidade que vai acontecer. Igual esse colega, o que que o colega fez com a menina? Ele falou, não precisa ir no hospital, não precisa ir, a gente vai resolver isso aqui no consultório. Não existe. Talvez se ele tivesse mandado essa menina antes para o hospital, soubesse, ó, a partir daqui já não cabe a mim, talvez ele conseguiria ter resolvido esse problema. Tudo bem? Teve alguma repercussão aí para você, Laércio, nesse caso aí do Fantástico ou não? Então, vamos lá. Vamos tocar aqui, gente. Então, anamnese. Você já sofreu alguma intervenção cirúrgica a nível hospitalar? Já foi submetido a alguma anestesia geral? Isso é importante, tá? Atualmente em tratamento médico? Isso é extremamente importante, porque aqui você já barra, seja esse paciente tem pressão alta não tá controlada, se o paciente apresenta algum tipo de alergia, você já não vai usar um determinada anestésico, você vai evitar de colocar um um antibiótico x ou y, tá? Faz uso regular de algum medicamento? Se ele toma medicamento, se ele não toma, assim, no dia da cirurgia, ele tomou, suspende no suspende a medicação no dia da cirurgia? Os pacientes fazem uso de hipertensivo, até um paciente que vai para o hospitalar, ele não, a gente não suspende o uso do medicamento anti-hipertensivo, a gente pede para ele tomar com um pouquinho de água, para quê? Para a gente não ter esse desequilíbrio e essa alteração na pressão alta. Por que que no consultório vai ser diferente? Eu várias vezes aqui, se o paciente não toma medicação e vai para fazer cirurgia, eu suspendo. Eu não faço a cirurgia, entendeu? Não faço mesmo, gente. Suspende. Não tenho dó de suspender, viu? Tá? A gente tem muito saber indicar, fazer, mas o mais importante é a gente saber quando não é para fazer, tá bom? Tá? Outra coisa importante, se já teve algum mal-estar durante o tratamento odontológico, especialmente. Isso já aconteceu comigo. O paciente fala, ai, doutor, toda vez que eu tomo anestesia, desmaio. Falar comigo, não vai acontecer isso. A gente fez diferença, desmaiou, lipotimia. Entendeu? Se o paciente já sofreu e já recebeu transfusão de sangue, mas esses pacientes podem ter algum déficit ou uma deficiência plaquetária ou algum problema sanguíneo que pode aumentar e acarretar uma hemorragia, tá? Se ele tem dor na articulação, se sangra muito quando você se corta. Outra coisa importante, se ele tem alguma pessoa que é diabética na família ou se ele é diabético, às vezes essa pessoa inicialmente, ela, ela não sabe que ela tem. Às vezes, não custa nada você pedir um exame para ver. Eu tive um caso uma vez, um paciente de 18 anos que veio no consultório para fazer, para fazer o siso, e eu tenho hábito de aferir a pressão, né, no paciente. E cara, menino de 18 anos, preferia a pressão 18 por 15. O menino de 18 anos, você fala, eu tenho alguma coisa errada, né? Aí medir de novo, medi no braço direito, medi no braço esquerdo. O braço esquerdo, às vezes, vocês sabem que dá uma alteração de um lado para o outro. Aí você faz a média dos dois, continuam alto. Aí eu falei para a mãe, Fernanda, mainha, não vou fazer a cirurgia. O menino tinha se programado tudo para fazer a cirurgia, tava nas férias. Ele brigou, me xingou, onde é civil, suspender, me programei. Bom, mês depois, ela voltou. O menino tava com problema sério de pressão alta e o médico contra indicou fazer o procedimento em consultório até que normalizar essa pressão do menino. Então, assim, às vezes, a gente tem que entender a hora certa de suspender. A pessoa, se eu faço a cirurgia desse menino e acontece que nem esse colega de Sorocaba, entendeu? Outra coisa importante, você considera estressado ou não? Se usa droga, se usa álcool, se fuma, tá? Eu já suspendi várias cirurgias aqui porque o paciente veio cheirando maconha e eu questionei ele, falou que não tinha fumado e depois você pressionar e falar que fumou, entendeu? Se já sofreu radioterapia, quimioterapia, que já apresentou alguma das doenças, hepatite, hemofilia, reumatismo, renal, asma, doença cardíaca, epilepsia, doença pulmonar e DST. A gente entra, a gente entra num ponto que essa anamnese, quem tem que fazer somos nós, não o questionário no nosso paciente. Tudo bem? Tá? Então, assim, ó, isso aqui já coloquei na aula passada, vou colocar de novo, revisar. Então, fatores a serem considerados na proposição de tratamento sistêmicos: presença, ausência de alterações sistêmicas como diabetes, pressão arterial, insuficiência renal, locais, condições de higiene, posição do dente e funcionalidade do dente. Tiro, não tiro? Se ele não tem defeito nenhum, porque que eu vou tirar? Porque o paciente tem uma comorbidade? A gente tem que entender isso também, tá? Riscos cirúrgicos, proximidade de estruturas nobres como nervosa, sem maxilar, tá? E preferência do paciente, decisão ou não de fazer o tratamento, tá? Tudo bem, gente? Esse slide também foi na aula passada, só para a gente, para vocês entenderem que isso é importante. Então, anamnese, exame físico e clínico, exames complementares e o hemograma. Tudo bem? Tá? Então, se a gente não levar em consideração o que a gente viu nas imagens, o que a gente viu no hemograma, para o clínico, não vale a pena. A gente tem que agregar tudo, tá bom? Tá tudo bem, gente? Avaliações de consultorias. Vou passar rápido isso aqui, que a gente já viu bastante isso. A gente conversou bastante na aula passada. O clínico não é obrigado a saber tudo sobre a saúde do paciente. Isso é importante, tá? A obtenção de ajuda de outro profissional é moral, é legalmente amparado. Então, a gente tem que parar de ser egoísta, a gente não pode ser sozinho, a gente tem que saber dividir o pão, tá? Caminha lá para fazer uma avaliação, não custa nada. Será negligente quem não sabe ao tratar o paciente. Então, é importante a gente dividir. Se a gente, se a gente não sentir segurança, não é fazer por fazer. Então, vamos lá. Avaliação do risco. Então, isso é importante a gente fazer avaliação médica. A gente pode classificar o risco desse paciente, que aquilo que eu falei para vocês também na aula passada. Vamos revisar isso aqui, tá? É o paciente ASA 1, ASA 2, ASA 3, ASA 4, ASA 5 e ASA 6. Então, a gente tem que classificar esses pacientes. A gente pode fazer isso dentro do âmbito de consultório. Ele é mais para nossa prática clínica. Então, o paciente que tem a saúde normalidade, nenhuma doença, nada. Dois é aquele paciente que tem uma doença severa, uma doença leve sistêmica, que é tratado e está em tratamento e está controlado. Tudo bem? Tá? Então, por exemplo, eu, eu sou um paciente ASA 2. Eu tenho uma hipertensão, tomo medicação, controlado. Tudo bem? Tá? Se eu tô controlada, como se fosse um ASA 1, eu posso fazer qualquer procedimento sem problema nenhum. O paciente ASA 3, ele tem uma doença sistêmica severa, mas não tá incapacitante, mas talvez ele não está controlado. Então, esse paciente é um paciente que talvez eu preciso entender que eu preciso de uma avaliação, não posso ir fazendo por fazer. O paciente ASA 4, ASA 5 e ASA 6, a gente já tem que tomar cuidado. Eu acho que talvez a gente tem que tomar cuidado de fazer esses pacientes no consultório. O paciente fez tudo bem, que não vai chegar, tá? Mas o paciente 4, 5 e 6, talvez ele tem que levar para um hospital ou para onde a gente tem uma paratodologia e um suporte médico grande. Então, o paciente sadio, sem alterações orgânicas, ou ASA 2 é o paciente com alterações sistêmicas leve ou moderada, causada pela doença cirúrgica ou doença sistêmica. Então, é o paciente que está controlado, tá? Então, pertence a ele, tá controlado. O paciente 3 é o paciente com alteração sistêmica grave, de qualquer causa, com alimentação funcional. Então, ele tá fazendo tratamento, mas ele não tem, ele não tá controlado, tá? O paciente 4 e 5, já são os pacientes que a gente tem de morte no consultório. Tudo bem? Aí, gente? Então, assimilando bem aí as coisas por aqui? Tudo bem, né? Então, a identificação e atendimento em situações de emergência. Então, as intervenções iniciais e imediatamente aplicadas ao paciente fora do âmbito hospitalar, tá? Então, a gente vai ter que tentar fazer alguma coisa nesse paciente lá no consultório, lá na cadeira, tá? Para quê? Para evitar o agravamento das injúrias existentes. Então, isso é extremamente importante. A gente ter rapidez. Então, foi aquilo que eu falei, a emergência, ela necessita de rapidez, diferente da urgência lá no início, tá bom? Tá? Rapidez, segurança, é o melhor prognóstico. Então, vocês entenderam que tudo que a gente faz, tudo que a gente faz na anamnese, a gente talvez vai tentar prevenir esse tipo de emergência, porque lá depois, o que que a gente sempre pensa, gente? A gente pensa no legal. Será que se acontecer alguma coisa, o juiz olhar para mim e falar para ele, pegar o prontuário, explicar para ele, pô, o cara, o cara não perguntou se ele tinha tal doença ou num tal doença. Cara, essa semana que passou aí na sombra, uma cirurgia ortognática, a gente foi operar por um colega e a gente não viu o paciente. A gente viu só o planejamento, mas a gente não viu o paciente. A gente entrou, fomos fazer a cirurgia, paciente sangrando, sangrando, sangrando, sangrando bastante. E conversa com anestesista, não, mas boa pressão, tá boa, a pressão tá boa, tá beleza. E o colega lá, e sangrando. Eu fizemos a cirurgia, tem que não sei o quê, vamos descobrir que a paciente já tá leucemia. Você entendeu? Então, assim, o colega aí também foi um erro, uma falha nossa, tá? Que a gente não avaliou esse paciente. Então, assim, você entende que se eu tivesse visto anamnese, se eu tivesse feito anamnese nesse paciente, talvez eu não queria chegar nessa conclusão. A vantagem que a gente operou rápido, tava indo hospitalar, a gente conseguiu segurar cauterizando, mas ela sangrou assim, já no consultório, e você não sabe o que eu passei. Então, a talassemia, entendeu? Que que a paletemia, ela muda a conformidade dos glóbulos vermelhos, então o paciente diminui o poder de agregação plaquetária, diminui também a taxa de oxigenação. Olha o perigo, porque a gente confiou no colega e o colega fez uma anamnese e o que é cirurgião fez anamnese deficiente. Poderia ter, a gente poderia ter se ferrado nessa história toda, tá bom? Tá? Então, vamos lá, gente. Agora nós vamos começar a partir mais para a parte clínica, vamos dizer assim, né? Como que a gente identifica as situações de emergência, tá? Então, identificação e atendimento em situações de emergência. O que que a gente tem que observar e o que a gente tem que tentar manter? Vias aéreas é importante. Tem que se manter respirando sempre, tá? Manter a frequência e o pulso sanguíneo. Paciente não tiver pulso, lascou. Tá? Mantendo as vias aéreas, a gente vai ver a frequência respiratória, a circulação e o controle da hemorragia. E depois, a gente vai ver as alterações neurológicas. Se a gente não mantém as vias aéreas, superiores, nada disso vale. Então, é primordial a
Gente, manter as vias aéreas. Tá? Depois disso que a gente fez toda essa identificação, a gente vai para o socorro secundário, que aí seria atenção médica. A gente talvez tentar chamar o SAMU, ou o SAMU já tá lá. Ou a gente pegar esse paciente e levar para o hospital, tá? Atenção hospitalar e o diagnóstico definitivo. Aí a gente fechou o nosso problema, gente. Tudo bem?
Então, vamos lá. Vamos verificar a consciência. Então, como que a gente faz para verificar a consciência desse paciente? Sempre devemos tentar despertar o medo, tá? Mexendo nele, perguntando como ele está, tá? Importante observar sempre as pupilas, tá? Para ver se ela tá reativa, se não tá, tá? Como que a gente faz isso? A gente joga o refletor mesmo na hora. Ele vai falar: "Pô, doutor, tá ruim aqui, não tá legal." Tá? Então, a gente tem que entender se a pupila está diminuída ou se ela está aumentada. Tudo bem? Miose é fechada, midríase é aberta. Tudo bem? Tá? Então, se ela tá em um caso de overdose, ela tá fechada. Se ela tá dilatada, ela tá em choque ou inconsciência. Você perde toda a consciência, você não sabe o que você tá fazendo. Bem, então, dentro da boca, maxilo, por exemplo, essa alteração da. Agora, levando um pouquinho para a nossa especialidade, agora a gente vai avaliar se o paciente tem grau de consciência ou não. Quando a gente vai avaliar, por exemplo, uma fratura, uma fratura de base de crânio, tá? É uma fratura do terço superior. A gente vai ver se não tem lesão oftálmica, a gente vai ver se não tem um hematoma. Retomar. Então, isso é importante a gente saber e entender. Dentro do consultório, dentro da emergência, a gente pode levar isso também. Se ele tá com a pupila muito dilatada ou não, tá bom?
Outra coisa importante, que foi aquilo que eu falei, primeira coisa, vias aéreas superiores. Então, a gente precisa manter essas vias aéreas em posição. Então, a gente tem, a gente sempre tem que enxergar se a gente tem permeabilidade, se a gente não vai estimular esse paciente, se a gente não tem lá nada obstruindo. Tudo bem? Tá? Aí a gente entra no ponto, por exemplo, que a gente vai abrir a boca desse paciente para ver se não tem nada obstruído, se não tem algodão, se não tem gaze, se não tem pedaço de matriz, se não tem pedaço de dente, não tem pedaço de osso. Tudo bem? Tá? Porque senão, na hora que ele fizer a inspiração, pode ser que isso tudo bem. Tá? Então, a manobra que a gente costuma fazer do paciente é virar o paciente de lado. Aquele tá paciente em decúbito dorsal horizontal, tá? Nesse caso aqui, mas o ideal é você girar o paciente de lado, tá? Elevar e tracionar a mandíbula. Então, o que eu sempre falo é você fazer esse movimento aqui, ó. Você pega na região da base da mandíbula, bem no ângulo, joga lá para frente, ó, como se fosse deixar o paciente em inglês para aumentar o espaço da via aérea posterior. Então, joga para frente e joga para cima o pescoço. Tá? Você vai resolver o problema dele? Não, mas você vai ajudar. Agora, vamos supor que você tem um em consultório, que isso é extremamente importante, aí você consegue resolver, você consegue preservar essas vias aéreas do paciente. Tudo bem? Tá? Então, virar o paciente de lado, elevação e tração da mandíbula, abrir a boca do paciente, verificar se há ou não a possibilidade de ocorrer obstrução. Tudo bem?
Então, vamos lá. Vamos aferir o pulso. Então, mantemos esse paciente lá com as vias aéreas preservadas. Vamos ver se esse cara tem frequência, se ele tem pulso, tá? Então, a realização da aferição do pulso radial, ele pode ser na região da carótida, na femoral, que eu acho que é mais difícil, mas a gente pode vir aqui no punho e tentar aferir nessa região. Vocês conseguem ver? Ou na região da carótida, tá? Jamais a gente deve usar o polegar, porque o polegar a gente perde sensibilidade. A gente tem mais sensibilidade no indicador. Tudo bem? Tá? Palpação digital. Então, a gente coloca os dois dedos na região radial, por exemplo, ou na região carotídea, tá? Que é importante a gente, a gente, a gente sentir, né, nesse, no pulso, se ele tá regular e se ele tá cheio. Tudo bem? Tá? O ideal é a gente ter entre 60 e 72 batimentos por minuto. Então, a gente faz em 15 segundos e multiplica, ou faz em 30 segundos e multiplica por dois, ou em 15 multiplica por quatro. Então, a cada 15 segundos, a gente vê quantos batimentos tiveram e multiplica por quatro. Tá? Abaixo de 50 e acima de 120 pode significar um problema sério. Então, se a gente tem um pulso aí, o paciente teve alguma emergência no consultório, tá? Abaixo de 50, para a gente se preocupar e ficar acima de 120 também. Tudo bem?
Outra coisa importante, que assim, imprescindível no meu consultório, tá? Sempre checar a pressão sanguínea. Principalmente nos pacientes com maior idade, dos pacientes com mais idade e dos pacientes que têm hipertensão, mesmo que estão controlados. Tá? Às vezes, se a gente sentir necessidade, a gente pede para esse paciente fazer um controle semanal, a cada um, dois dias, e a gente faz uma média da pressão. Tudo bem? Tá? Importante o esfigmo sempre estar calibrado. A gente tem que tomar cuidado com movimentação. Esses digitais também, a gente sempre deixar eles calibrados. Eles calam fácil e causam alteração e às vezes a gente acha uma coisa e não é. Tudo bem? Por isso que às vezes, se a gente sentir insegurança, pede para ele medir na farmácia, medir no posto de saúde, e eles trazem isso para a gente. Então, hipertensão acima de 145 por 95, tá? E abaixo de 90 por 5 mm de mercúrio, a gente vai ter hipotensão. Tá? Eu acredito que todos aqui sabem fazer. [Música] Aferição da pressão alta. Então, a gente coloca o manguito na região dois centímetros acima do cotovelo, tá? E a gente pega mais ou menos com o esfigmo na região da artéria braquial para poder sentir o pulso e a frequência, tá? Para a gente poder fazer a medida da pressão. Tudo bem? Tá? Aí foi aquilo que a gente falou, como a gente tem um pessoal mais velho, a gente acaba tendo risco maior de pegar esses pacientes com pressão alta.
Respiração. Então, é importante, se o paciente caiu, a gente vê, ouvir e sentir. Então, a gente deita lá, coloca o ouvido na região nasal do paciente, vê se ele tá tendo frequência respiratória. Isso é extremamente importante. Outra coisa importante, então, a gente fazer a monitorização da respiração. Então, contar o número de inspirações, então, movimentos do tórax em 15 segundos e multiplicar por 4. Foi aquilo que eu falei, é a mesma coisa que eu falo de checar o pulso. O pulso é a mesma coisa da respiração. Então, a gente controla o pulso e controla a frequência respiratória. Tá? Isso é uma coisa importante a gente determinar o ritmo, se está regular ou irregular, e a profundidade. Se ele vai lá longe, volta, vai lá longe, volta. Se ele é muito, a gente pode ter algum problema. A gente pode ter que, a gente vai ver lá na frente, uma hiperventilação. Tudo bem? E se a gente tem um ritmo de respiração muito baixo também, aí é hora de talvez a gente usar o ambu, ou de talvez a gente usar um oxigênio. Tá?
Circulação e controle da hemorragia. Então, tá? Então, é sempre aproximadamente do peso corporal, tá? No sangue. Tudo bem? Como que faz o diagnóstico? Pulso rápido e fraco, palidez na pele, a mucosa, sudorese profunda e pele fria. Porque se a gente tá perdendo sangue, a gente não tem o calor, a gente não tem o calor das hemácias. Tá? Então, isso é importante a gente observar também. Às vezes, no âmbito hospitalar, a gente consegue ver que o paciente está descorado, a gente consegue olhar aqui na região gengival e ver que não tá com uma coloração. Tais esbranquiçado. Isso talvez pode ser sinal de uma deficiência ou uma hemorragia. Tá?
Alterações neurológicas. Então, tá bom. Vamos lá. A diminuição da oxigenação cerebral, ela poderá sobreviver quadro de lipotimia, síncope, epilepsia, entre outros. Então, sempre quando a gente tem alguma alteração neurológica, se a gente não teve rápido, o prognóstico vai ser ruim. Tudo bem? Até quatro minutos que a gente não leva oxigênio para o cérebro, a gente não tem alteração, a gente não tem algum problema maior. A partir do quarto minuto, a gente começa a ter degeneração cerebral. Então, o paciente pode ser que fique sequelado. Entendeu? Tá? É, por exemplo, avaliação do nível de consciência. Então, alerta, resposta verbal, resposta ao estímulo doloroso e reativo. Se ele não tem reação nenhuma, aí a gente entra numa escala que é chamada escala de Glasgow para a gente ver qual é o nível da condição neurológica desse nosso paciente. Então, essa é a famosa escala de Glasgow. Então, a escala de Glasgow, ela vai sempre do total máximo de 15 e o total mínimo de três. Tá? Então, o que que determina isso? Por três, o cara não tá recebendo nenhum estímulo. Então, por exemplo, você conversa com ele e você pede para ele abrir o olho. Se ele tiver com abertura espontânea, de acordo, aberto na hora que você chega, o score dele é de quatro. Se a abertura ocular dele é à voz, você fala com ele: "Fulano, abre o olho", é três. Se é à dor, por exemplo, você faz uma pressão, faz um estímulo nele, é dois. Ou nenhuma é um. Então, aí você vai somando para você chegar no total máximo, no total mínimo. Resposta verbal orientada, então, score dele é cinco. Se ele tá meio confuso, o score dele, mas ele está acordado, ele é quatro. Se ele começa a falar palavras inapropriadas, score é três. Palavras incompreensíveis, o score dele é dois. E se eu não tenho nenhuma resposta verbal, o score dele vai para um. Por isso que quando o pessoal faz a avaliação, eles determinam essa escala de maior paciente. Ela tá em Glasgow 14, Glasgow 15. Vocês já ouviram falar em Glasgow 3? O paciente que está entubado no mínimo. Entendeu? Você já não morreu. Tá? E eles observam também a resposta motora desse paciente. Então, obedece esse comando, localizador. Se fala: "Tô apertando o seu pé direito, pé direito para o lado de fora, o pé direito para o lado de dentro." Tá? Movimento de retirada. Então, se você faz isso, ele retira. Tá? Flexão anormal. Então, é um score. E aí você pega todas essas, esses scores e soma. Tá bom? Então, essa é a escala de Glasgow. Isso aqui é meus meninos aqui. Vamos ver o nosso São Paulo campeão esse ano, se Deus quiser. E aí, gente, alguma dúvida até aqui ou não? Como estamos aí? Vocês estão tudo dormindo?
Então, agora vamos partir para a parte clínica mesmo, né? Então, assim, ó, esse artigo que foi daquele artigo que a gente viu lá, a gente entra nas modalidades de emergências médicas. Tá? O que que a gente tem de mais significante no âmbito de consultório? A gente tem as lipotimias. E assim, então, 40% dos nossos, dos nossos problemas dentro do consultório, tá relacionado com a lipotimia e síncope. E assim, tá? 33%, tá relacionado com reação a anestesia. E na maioria das vezes, essa reação vai cair na lipotimia ou para hipotensão postural. Ortostático é difícil você, você, na hora de diagnosticar o que é um, o que é o outro. Tá? 6% hipoglicemia. Paciente está acostumado a ir para o hospital, ele vai para clínica e não come, acha que tem que em jejum e aí faz a cirurgia, não faz a cirurgia. E eu, não, a maioria das vezes eu peço paciente comer alguma coisa ou tomar alguma coisa no consultório, porque pode dar uma crise de hipoglicemia. Tá? Convulsão, 2.6% dos pacientes. Reação alérgica, 1.5%. Reação alérgica ao anestésico local, que na maioria das vezes não é um anestésico, né, e sim ao sal. Essa semana peguei uma paciente que veio já indicada do alergologista, que não deve usar anestésico local nela para facilitar. Todos os tipos de bupivacaína, lidocaína, xilocaína, tudo. Eu falei: "Eu vou fazer no consultório, no hospital para fazer." Por que que eu te falo? Você já sabe que tem um risco da gente ter uma reação alérgica. Eu vou levar esse paciente para o hospital. Eu vou levar sem suporte nenhum. Vou levar ela já vem indicada. Tá? Overdose anestésica, 1.1%. Hipertensão. Tá? Parada cardiorrespiratória. Choque anafilático. Hemorragia em paciente com coagulopatia, por exemplo. Hemorragia em paciente com coagulopatia, cara, se isso acontece no consultório, você foi muito amador. Isso aqui você já elimina anamnese incrível. Talvez uma reação alérgica também, uma hipoglicemia também, é só você orientar o paciente. Tá? Uma crise aguda de asma também, você pede para o paciente levar a bombinha dele. Tá? Então, isso vem desse artigo. Então, que isso acontece, cara, no consultório, é o que eu falo, a taxa é muito baixa. A taxa é muito baixa, mas pode acontecer. Eu vou mostrar um vídeo que aconteceu comigo, acho que eu comentei com vocês lá no dia, para vocês entenderem. Eu vou explicar algumas coisinhas aqui do que a gente fez. Ou isso aconteceu em 2020. E por mais que a gente tá preparado, é tenso. Vou mostrar aqui para vocês. Se alguém quiser parar, quiser fazer alguma coisa, rola até na pista convulsiva. A gente segurando o pescoço, tá? Em crise. A gente já passou um pouquinho esse vídeo. Tá vendo aí? Já nessa acabou. Qualquer hora terá crise convulsiva. Segurando aí. Chegou o outro colega para ajudar, que trabalha na clínica também. Olha aqui, na crise convulsiva, vocês vão ver a coloração da paciente no final do processo todo, que demorou três a quatro segundos. Ó, olha a coloração dela. Tentei abrir a boca para ver se não estava enrolando a língua, não estava. Olha o olho dilatado. Problema neurológico que ela teve uma convulsão. Segurou como segurar a cabeça. Deitei ela um pouquinho. Ó, lá. Olha a cor que essa paciente estava, cara. Ela deve ter ficado aí pelo menos uns 30 segundos em hipotensão. Entendeu? É difícil isso, né, gente? Acontecer, né? Uma experiência. A gente se sente muito inseguro. Eu me senti muito inseguro nesse dia, que eu falei: "Cara, tudo que eu construí até hoje vai perder." E aí você vê o aspecto da paciente. Hipotensa. Tá vendo aquela coloração azul? É porque tá, não tá chegando oxigênio. Entendeu? E ela ficou três minutos em convulsão. E aí eu não tinha um ambu no consultório, não tinha nenhuma medicação. Liguei para o SAMU, não falou nada. E aí, que que você faz? Difícil, difícil. Depois vocês vão ver ali que eu vou, eu vou citar para vocês o que que a gente pode fazer, como que a gente pode melhorar essa, essa condução. Então, a gente tentou aspirar. Então, tenta preservar via aérea. Segurei a região da cabeça, porque na hora que ela tá convulsionando, ela poderia cair da cadeira. Eu fiquei com medo disso. E ao mesmo tempo, você não pode segurar essa paciente. Tá? E tentei tirar saliva. Aquela hora que ela fez a hipotensão, aí ficou com a região azulada, falta de oxigênio. Eu me preocupei, cara, ela vai parar porque tá com falta de oxigenação. Aí tentamos fazer o estímulo verbal para ela acordar e depois ela veio se recompondo. Tudo bem? Tá? Alguém quer fazer alguma ressalva aí, gente? Perguntar alguma coisa ou não? Tudo bem aí para vocês?
Então, agora a gente vai entender um pouquinho dessas modalidades de emergência. Eu vou tentar citar as mais importantes e vou tentar explicar um pouquinho dessas, dessas modalidades e talvez a gente tentar separar uma da outra e tentar ver como a gente trata cada uma. A gente não vai sair expert. Eu concordo com a Gabi. Eu acho que é importante a gente pensar numa, num curso de ATLS, igual o Laércio falou também. Fazer um curso com bombeiro, acho que é interessante a gente ver para a gente ter isso na prática diária da odontologia. Tá bom? Tá? Então, a gente vai começar pela lipotimia. Então, a lipotimia, ela é uma reação psicomotora ou choque neurogênico causado por hipóxia cerebral. Então, tem uma diminuição da oxigenação do cérebro, tá? Secundária e vasodilatação ou o aumento da rede vascular periférica. Então, o sangue desce, ele vai todo para região do corpo, ele sai da cabeça, tá? Com queda da pressão sanguínea correspondente em uma repentina e transitória perda da consciência. É a causa mais comum de perda de consciência em consultório odontológico. Então, dentro do consultório, é o que a gente mais vê. Tanto que lá na nossa tabela, 40%, e eu ainda ia falar, cara, que desses 40, a gente vai aqui, ó, 40, 60, 70, vai para quase 73% que esse medo da anestesia, ele pode causar uma lipotimia. Tá bom? Então, lipotimia, causas: transtorno de ansiedade, a gente tá com medo. E aí você é meio secão, você não conversa com o paciente, você não quebra esse gelo. Medo, ansiedade de novo, estresse, dor. Tudo bem? Então, a lipotimia, ela pode ser causada por uma dor. Se você não faz uma boa analgesia na infiltração pré-operatória, esse paciente pode ter dor, pode ter uma lipotimia no meio da cirurgia, tá? Com dor, ele tá aguentando? Será que ele não pode desmaiar lá na hora? Por isso que eu falei para vocês na aula presencial, lá, isso aqui eu tento diminuir, isso aqui eu tento diminuir para que, para diminuir o risco da gente ter uma lipotimia. Tá? Outra coisa que é importante, posição da cadeira. Hipoglicemia, o paciente vem em jejum para fazer um procedimento em âmbito de consultório. Debilidade orgânica. Então, se o paciente não come, se ele tem uma deficiência nutricional. Então, isso é importante. Tá? Sinais e sintomas dessa lipotimia: calor, o rubor facial. Então, o paciente, ele fica bastante avermelhado. [Música] De você ver no rosto dele que tá aquela aspecto, você fala: "Será que é alergia?" Que não é, mas ele tem o calor, ele tem o rubor. Aí ele fica pálido, o lábio esbranquiçado, fica esbranquiçado. Tá? Ele aumenta a sudorese dele, tá? Ele começa a falar. Se você tiver monitorizando esse paciente, você vai ver que ele tem uma diminuição da pressão e talvez um aumento da pulsação. Então, o aumento da frequência, o aumento do pulso. Tá? Aí ele vai começar a ter frios nas extremidades. A pupila vai fechar. Vai sentir náuseas. Às vezes, pode ser. Entendeu? Alteração visual. Fala: "Doutor, tá ficando tudo escuro." E aí acontece o quê? Outra coisa, quando acontece a lipotimia, ele pode ter movimentos convulsivos, pode começar a se debater. Então, por exemplo, que ela teve a contração dos braços, teve o travamento no maxilar, começou a chacoalhar o pescoço. E nessas horas, você faz o quê? Só manter ela em posição. Entendeu? Tira a cadeira, não tira ali, não tinha o que fazer. Ele teve que manter. Curto período de desorientação. Então, pós-paciente vai ficar todo desorientado. Tá? Mas ele volta à normalidade dos sinais vitais. Tá? Se o paciente teve um risco, se o paciente teve um episódio, ele pode ter outros episódios. Então, vamos supor que você tá fazendo os quatro sisos, você tirou um. Se você seccionou a metade, não precisa remover o que falta e aborta o procedimento. Não vá para o segundo lado, não vá para o segundo dente, para o terceiro dente após essa crise de hipotimia, porque o paciente pode ter a repetição. Entendeu? Aí é você insistir no erro. Tudo bem? Tudo bem? Beleza. O paciente teve a lipotimia. E aí, outra coisa importante, anemia cerebral passageira, quase sempre desencadeada por um estímulo emocional. É maior tendência em hipotensos e bradicárdicos. Então, os pacientes, por exemplo, os pacientes que são hipotensos, bradicárdicos, na maioria das vezes são os atletas. Esses pacientes são os mais susceptíveis ao coração parar. Eu tenho mais medo que talvez fazer um paciente que é hipotenso, bradicárdico, de um paciente tem pressão alta. Entendeu? Porque o paciente hipotenso, ele fica muito nervoso, o coração para de bater porque tá muito próximo do baixo. Entendeu? Do mesmo jeito, está muito próximo do alto, é perigoso você ter um AVC. Mas o AVC talvez não te mate o paciente, mas uma hipotensão e uma bradicardia pode. Entendeu? Tá? Tanto que quando a gente faz as cirurgias ortognáticas, o pessoal da turma 2 ainda não tá indo às ortognáticas, e a gente faz a movimentação da maxila, essa movimentação da maxila ou da mandíbula, a gente avisa o anestesista, porque a gente faz uma, uma ação vasovagal que diminui o batimento cardíaco, conta do nervo que tem aqui, que é o nervo vasovagal. Tá? Então, a gente avisa, a gente acaba avisando o anestesista que isso pode acontecer. Entendeu? Tudo bem, gente? Tudo bem? E aí, Valesca, tá acompanhando aí? A dúvida que você tem aí, epilético lá, né? Que bom que você tinha a câmera também. Mas aí, é, mas aí o que que vai acontecer, né? Na câmera, é difícil você falar, né? Esse caso foi aquele caso que eu falei para vocês que a gente ia fazer os quatro, acabamos fazendo dois só. E o cara falou que foi excesso de anestésico. Né? Então, a gente não sabe o que que foi. Ela não tinha nada. Eu usei três tubetes de anestésico na menina. Aí você fica mercê. Eu estou lembrado agora que você tinha falado. Não é essa, né? Então, aí entra tudo. A gente vai falar de convulsão daqui a pouco. Você, você fica mercê também, né? O que que aconteceu? A gente não sabe. Poxa, anamnese, eu sou extremamente criterioso. Será que dá para ter eliminado essa paciente lá do início dela? Não tinha nada. Entendeu? Então, isso aí, isso, por exemplo, Valesca, eu já acho que entra aqui, ó. Cadê? Não são 2.6%? Entra nessa modalidade. É pouco, é pouco, mas acontece. Certo? E ali, o que que você faz no consultório? É difícil, né? É difícil. É isso que eu quero falar para vocês. Por mais, acho que eu tenho uma irmã, e tem, né, a vida toda, crise epilética, né? Na verdade. Então, eu sempre falo para ela, quando ela for no médico, tratamento de dente, alguma coisa, para avisar antes, né? Porque às vezes o próprio paciente, ele esquece que ele tem a vida toda, ele toma remédio, toma. De repente, às vezes uma anestesia ou um estado que ele esteja muito nervoso, pode desencadear, né? Sim, com certeza. Isso eu concordo plenamente com você. Eu que, né, acompanhei muitos ataques epiléticos, né? A gente tem que manter a calma, né? Então, a gente não assusta, mas para a pessoa que vê a primeira vez, é horrível. Parece que a pessoa tá morrendo, né? Então, mas você viu lá, numa hora que, por exemplo, ela fica azul. Isso é sinal de hipotensão. Isso é extremamente prejudicial. E aí, aí eu falo assim: "Pô, pode dar uma parada, ela parar de respirar." Você entendeu? E aí, dentro do consultório, a gente tentou fazer o chamar o serviço do SAMU. O cara falou: "Não temos, só daqui 15 minutos." Ah, para esperar, você entendeu? Então, assim, eu achei bem legal. Em vocês, reza. Eu não tinha nada lá, não tinha nada no consultório. A única coisa que eu fiz, fiz os cuidados básicos, aspirei a boca, mantive a posição, tentei e tracionar o pescoço dela. Você viu que teve uma hora que eu tentei abrir a boca. Mas nesse seu caso, você, se você tivesse, você aplicaria o que nela? Adrenalina? Se você tivesse, o que você aplicaria no caso da paciente estava numa convulsão? Porque eu acho que não pode aplicar nada. Não, não pode. A gente vai ter aqui depois, eu mostro para vocês, mas no caso dela, não tem muito o que fazer. A gente tem que esperar. Entendeu? Mas aí é o que eu falo, a gente não tem. Eu, particularmente, não tenho. Não tive treinamento para isso. Fui procurar isso depois, mesmo trabalhando em hospital. Entendeu? Então, aí eu fico preocupado. Eu trabalhando em hospital, sabe que quando acontece no hospital, chega todo mundo, todo mundo te ajuda. No consultório, você está sozinho. Você viu auxiliar mexendo na máscara, pegando óculos. Entendeu? Então, é difícil, é muito difícil. Tá bom? Então, o tratamento para lipotimia: tá? Você conversar com o paciente, tudo bem? Colocar ele em primeiro coisa, em posição de Trendelenburg. Todo mundo lembra dessa posição? Você colocar o paciente de cabeça para baixo. Então, se o sangue sai da região da cabeça e vai para o resto do corpo, você vai fazer o quê? Você vai brigar com a gravidade. Então, você vai jogar esse sangue de novo para a cabeça, colocando ele na posição. É bizarro. Isso é só você colocar ele. Entender o paciente volta. Você vê que o lábio tá todo descolado. Na hora que você coloca ele, tem nele, começa a colorir, fica com coloração. Tá? E você tá vendo que em todos os casos, a gente vai manter e vai tentar facilitar a respiração. Então, a gente vai abrir a janela para melhorar a [Música] ventilação e tentar preservar a respiração desse paciente. Tudo bem? Síncope. Geralmente, ela acontece seguida da lipotimia. Aí é o que eu falo, gente, como eu tenho um volume alto que eu faço muito siso, aqui outro dia vai acontecer um síncope. A paciente fez o siso, tiramos x. Ela falou: "Doutor, toda vez eu caio, eu tenho um problema, eu tenho um síncope." E eu falei: "Não, mas vai ser tranquilo." Conversei, tá? Conversei. Fizemos, tirei o siso dela numa boa. Tirei o siso dela, coloquei ela na recepção. Ela levantou para fazer o pagamento. O que aconteceu na recepção? Cara, eu acho que entendeu. Então, tem que tomar cuidado. Então, aí foi o que eu falei, a gente tem que tomar cuidado e escutar o paciente. Tá? Então, geralmente, ele ocorre seguido de uma lipotimia. Tá? A gente tem perda dos sentidos, movimentos e diminuição de batimentos cardíacos. As causas podem ser cardiopatia. O paciente seu paciente cardiopata, usar anestésicos, tem alguma obstrução das artérias ou tem a doença de Chagas. Agora, tá voltando aí a doença de Chagas, né? Por conta do barbeiro. Aí, nos açaí da vida. Então, tem que tomar cuidado onde você come os açaí. Aí, que eles estão triturando o açaí. Antigamente, teve uma época que tinha isso no caldo de cana. Agora, eu vi uma reportagem, tem umas duas, três semanas aí, que a preocupação deles é com o açaí, que tá tendo muito bicho barbeiro na região norte e eles estão triturando e o parasita vem junto desse, desse creme aí, e tá causando doença de Chagas. Tá? O tratamento para síncope: desapertar a roupa do paciente. Aí, o que eu falo, aumentar a ventilação local. Você pode administrar o oxigênio até regularização do ritmo do ritmo respiratório. Nesses casos, a gente pode até entender, enxergar que talvez uma ambulância seria necessário. Então, você ficar lambuzando esse paciente, tá? Às vezes, pode ser que aconteça da gente precisar fazer uma massagem cardíaca, respiração cardíaca. Tá bom? Tudo bem, gente? Dúvidas aí? Ninguém quer perguntar alguma coisa? Não? Tudo bem? Então, vamos lá. Síndrome da hiperventilação. Então, transtornos de ansiedade. Então, são os pacientes que ficaram muito ansiosos. Tá? Esse paciente, ele tem uma respiração rápida e profunda e extremamente agitada. Tá? Então, é difícil desses pacientes, né? Parece aqueles cachorrinho pequenininho que respira rápido, né? Então, ele tem uma maior eliminação de CO2. Então, ele tem o sangue com uma certa alcalose, tá? Que começa a acontecer nesses pacientes. Eles começam a ter vertigem, sensação de formigamento e tetania. Então, ele começa a sentir a falta do, ele começa a sentir que tá tendo muito ácido lático e ele começa a ter cãibra por conta, por conta dessa deficiência, dessa deficiência do CO2 no sangue. Tudo bem? Tá? O aumento da ansiedade piora o quadro. Então, se ele ficar mais nervoso, pior fica. Que ele aumenta essa frequência respiratória. Tá? A gente pode, nesses pacientes, pode ocorrer espasmos, tá? E convulsão e a perda da consciência é raro. Tudo bem? O tratamento, então, o que que a gente tem que fazer? Interromper o tratamento. Então, vocês estão entendendo que toda vez que a gente tem qualquer intercorrência de emergência, a gente interrompe o tratamento. Isso é extremamente importante, gente. O risco da gente ter um problema é maior. A gente já teve um problema, o risco que a gente agravar é gigantesco. Tá? No caso de hiperventilação, a gente não joga esse paciente, entendeu? Então, a gente tem que fazer bem a diferenciação do paciente com lipotimia para o paciente com hiperventilação. Então, nós vamos colocar esse paciente sentado e nós vamos tentar acalmar ele, porque ele está extremamente agitado. Tudo bem? Insistir paciente respirar devagar. Se ele não conseguir respirar devagar ainda, tá com essa sensação daí, de permitilação, a gente dá um saco para ele, ou ele pede para ele colocar na cabeça e respirar devagar também, para fazer o quê? Dentro desse saco plástico, aumentar o teor de óxido de CO2 e diminuir o O2 do sangue. Ele vai fazer o contrário. Tudo bem? Tá? Os sinais da hiperventilação, eles desaparecem de 5 a 10 minutos. Tudo bem?
Ressuscitação cardiopulmonar. E aí, quando que a gente vai precisar fazer isso? Tá? Que aí a gente entra no ponto que já, aí eu acho que para a gente partir para ressuscitação cardiopulmonar, por mais que eu vou citar, vou falar para vocês aqui, eu acho que esse seria interessante a gente ter como se diz, o ATLS, para a gente tentar isso, fazer isso no consultório. Tá? Porque se a gente fizer de forma errada, a gente pode causar sérios problemas, desde fratura de costela, de hemorragia no paciente. Então, é difícil, é difícil também a ressuscitação. Tá bom? Tá? Então, a ressuscitação, ela é o quê? Quando que você vai, vai colocar e vai, e vai entrar com essa ressuscitação cardiopulmonar? Quando lá, você manteve a via aérea, você viu a frequência respiratória e você viu que esse paciente está sem ausência de pulso. Aí você tem que começar a instituir as manobras básicas. A gente pode vir, então, você vai manter via aérea superior, você vai levantar e tracionar o pescoço do paciente, colocar ele de lado para ver se ele mantém a respiração por meio das vias aéreas, se não tem nada obstruindo a boca, que é extremamente importante. Tá? Já vai chamar o serviço de emergência. Primeira coisa que você tem que fazer. Tá? E isso você vai fazer até antes de começar a fazer as manobras. O que ela não? Tudo bem? Tá? Outra coisa importante, remover qualquer tipo de objeto que ofereça risco de obstrução das vias aéreas. Então, se ele tá com algodão, se ele tá com pedaço de dente, alguma coisa, a gente tem que tentar, a gente tem que tentar remover e tem que tirar. Tudo bem? Tá? Importante colocar esse paciente em uma região reta, uma região rígida, tá? De barriga para cima. Tudo bem? Certo, gente? Outra coisa importante, checo e recheco. Abrir às vezes aéreas. Aí você pode entrar com o ambu. Então, o pescoço e entrar como começar a fazer a ventilação. Por isso que eu falo, se você não tem um ambu, você vai jogar essa mandíbula para frente. Então, foi aquilo que eu falei, espera a região no ângulo de mandíbula e joga para frente. O que que você faz? Você tira a língua. É basicamente o mesmo princípio quando você trata paciente de apneia. O que que faz? E faz a obstrução da região posterior. A língua. Tudo bem? Então, se eu mantiver esse paciente em decúbito dorsal, a língua vai cair. Então, eu preciso jogar essa mandíbula para frente, que senão ele não vai respirar. Tudo bem? Então, joguei a mandíbula para cima e estendi o pescoço. Posso até colocar a mão na região do pescoço, tá? Para poder manter essa região para melhorar e abrir por meio da via aérea superior. Tudo bem? Tá? Vou na região carotídea para medir a pulsação para ver se esse paciente tem ou não. Vou para ressuscitação cardiopulmonar. Então, uma mão na região mais superior no esterno do osso, tá? Apoiado a minha outra mão em cima dela. Tudo bem? Então, essa é a posição para ressuscitação. Tudo bem? Então, você vai ficar meio angulado com os braços esticados. Usar sempre a base da mão que você diminui o seu, a sua força. Tudo bem? Porque senão você pode fraturar esse osso. Então, tem que tomar cuidado. Tá? Então, outra coisa importante, os ombros, eles vão sempre sobre a mão. Então, nunca nem lateral, nem para frente, senão você vai perder o equilíbrio. Mesmo porque isso você vai ter que fazer muitas vezes, muitas vezes. Então, a frequência é 100 por minuto. 30, 2 ventilações. Tudo bem, gente? Alguma dúvida aqui? Vocês querem perguntar alguma coisa? Tranquilo, pessoal? Beleza?
Então, lá, Valesca, que você tinha me perguntado. Então, por exemplo, na epilepsia, né? A convulsão que a gente tem. Então, a gente tem a descarga súbita na região da substância cinzenta e resulta é um desligamento momentâneo da cidade. Então, o paciente apaga. Tá? Ele pode ser por quadros de hipoglicemia, meningite, febre intensa. Então, a epilepsia ou a convulsão, ela pode ser ocasionada por tudo isso. Então, você vê que o tempo de convulsão. Então, aquela paciente nossa lá, teve a convulsão, ela provavelmente teve uma convulsão por quê? Ela ficou três minutos de alguma coisa no quadro de epilepsia. Tá? Tratamento: não interromper a crise. De preferência, manter o paciente na sua proteção. Nesse caso, o que que você tem que fazer? Preservar via aérea. Entendeu? Porque pode ser e ela tenha obstrução. Se ela tá deitada inteira estendida, ela pode ser que essa língua jogue para região posterior. Tudo bem? Tá? Então, não interromper a crise. De preferência, manter o paciente de lado no chão, garantindo a sua proteção. Usa uma cânula de Guedel, pode ser posicionada na boca do paciente sem forçar. Após a crise, oxigenação e avaliação médica. Então, na maioria das vezes, essas crises, você não faz nada, Valesca. Entendeu? Você mantém esse paciente convulsionando. Você faz o quê? Mantém somente a oxigenação. Pode falar isso. O que você tem mais ou menos? Isso que você tem que fazer é preservar ela de qualquer acidente, dela se machucar com algum instrumental e manter a via aérea. Até aqui, todos os procedimentos que a gente foi fazer, que a gente viu, o que que a gente sempre tenta manter a via aérea num primeiro momento? Então, o que que é importante você já entenderem que é obrigação ter ele no consultório? Vocês vão ver o ambu, que nós vamos falar lá no final, tá? E o Guedel. Num primeiro momento, vocês vão ver que tem coisas mais importantes também, mas vocês estão entendendo que de até aqui, tudo eu precisei manter o quê? Via aérea. Então, isso é extremamente importante. Tá bom?
Angina de peito. Aí começa problemas cardíacos, né? Aí agora começa a ficar sério o negócio também, né? Não que as convulsões e a parada cardiorrespiratória não sejam, mas a gente começa a ter problema. Dor no peito. Então, angina de peito pode acontecer no consultório pela introdução de um anestésico, adrenalina, da vasopressina. Entendeu? Então, o desconforto na região do tórax ou adjacências provocadas pelo esforço ou ansiedade, com duração de alguns minutos. Então, isquemia miocárdica transitória, aumento da atividade adrenérgica. Diagnóstico: eletrocardiograma de esforço, frequência e a pressão. Os beta-bloqueadores, por exemplo, que nem o Laércio falou lá, que ele usa, ele diminui a contratilidade do músculo cardíaco, menor demanda de oxigênio. PA. O grande problema do Propranolol, por exemplo, é que a ação dele demora um pouquinho. Então, para esses pacientes, talvez é melhor a gente pensar no Isordil, que é uma medicação sublingual. Você pode subir igual. A ação dele é mais rápida. Ou você joga esse Propranolol sublingual também, ele vai ter uma ação mais rápida. Tudo bem? Vocês sabem disso, né? Que ação sublingual é mais rápida do que se você ingerir o anestésico, o anestésico, o medicamento. Tudo bem? Tá? Aqui na angina de peito, em qualquer outra outra doença cardiológica que me preocupa mais, eu, a gente vê lá que o índice da gente ter alguma reação pelo anestésico é muito baixo. O que que pode causar angina de peito? A angina de peito, ela, imagina, ou qualquer cardiopatia que não seja anestésico, o nível de estresse durante o procedimento, o nível de dor. Então, eu tenho mais medo do paciente cardiopata sentir dor do que ele sentir desconforto da anestesia ou por conta da anestesia. Se você não pega um vaso na hora que você tá fazendo a infiltração, por exemplo, você tá dando a anestesia, terminar a infiltrativa, se você não pega um vaso, o risco dele ter uma intercorrência é muito baixo. Agora, se você pega um vaso, aí o negócio parcialmente. Igual, por exemplo, a mepivacaína, ela tem o efeito de beta-bloqueador. Então, ela pode causar uma contratilidade do músculo cardíaco. Então, tem que tomar cuidado. Entendeu? O paciente que tem arritmia, porque se você injeta a mepivacaína dentro do vaso, você pode diminuir essa contração. Parar com isso. É importante a gente entender e saber. Tudo bem? Então, vamos lá, ó. Crise aguda de angina. Então, a gente tem um desconforto de origem difusa, tá? Podendo irradiar para ombros, braços e mandíbulas. Então, ela vem para toda essa região que a gente vê aqui do peito, tá? Do ombro. É basicamente essa região, tá? Que é o que a gente chama do sinal de Levine. Então, a gente tende a levar, só colocar aqui para a gente tende a levar a mão nessa região do desconforto. Pode ser do lado direito ou pode ser do lado esquerdo. Tá? Esse é o sinal de Levine. É esse bem da foto. Falta de ar e um aperto no peito. A gente sente que a gente tem dificuldade para expandir o pulmão. Tá? Isso acontece de três a cinco minutos. Então, você imagina uma dor extremamente forte nesse período. Deve ser extremamente horrível, né? Aí a gente pode usar o Isordil, que foi o que eu falei para vocês, que é uma medicação que ela é vasodilatadora coronariana e a gente coloca isso na região sublingual. Então, ela vai ajudar nessa circulação de sangue, vai melhorar a oxigenação e ela tem ação rápida. Então, essa é a vantagem. Tá? Então, às vezes, se você precisar usar o Propranolol, por exemplo, o Captopril, você pode usar ele sublingual. Tá? E o episódio prolongado. Hospital. Todo problema cardiovascular que a gente tem âmbito de consultório, eu sempre oriento paciente aí, posso para o hospital. Tá? A não ser que a gente feche bem o diagnóstico como paciente sendo uma lipotimia ou uma hiperventilação, por exemplo. Eu não mando para o hospital procurar um médico. Agora, quando a gente tem qualquer outro, a gente tem uma crise convulsiva, é uma reação alérgica, alguma coisa desse tipo, sempre peço para o paciente procurar o pronto atendimento. Tá? Logo depois. Tá? Um infarto do miocárdio também, que é um desconforto causado por um processo isquêmico prolongado. Então, você tem essa falta de oxigenação do [Música] músculo cardíaco, né? Então, você tem essa, essa isquemia desse músculo cardíaco, ou por uma obstrução, ou por um sangramento. Então, você tem essa interrupção do fluxo e o músculo cardíaco, ele precisa de muita energia, ele precisa de muito oxigênio. Então, se eu não tenho esse oxigênio, eu vou ter essa região aqui, por exemplo, escaneada, que aconteceu por conta de uma, de um trombo que foi para essa região. Aterosclerose, mais ou menos. Então, aí o que acontece? Artéria esclerose, endocardite bacteriana, trombose coronária, diabetes mellitus. Então, isso tudo a gente consegue ver na anamnese. Tá? Endocardite bacteriana também, que ela tá intimamente relacionada com a gente. Deixa o paciente ter uma endocardite bacteriana. Os pacientes que a gente, que eu tive, por exemplo, em âmbito de consultório, que evoluíram para um problema maior, foram de endocardite bacteriana e infecção dentária. Tá? Que, na minha opinião, são, é o que morre da nossa, da nossa especialidade. Então, tem que tomar muito cuidado. Tá? É ainda o
Cardíaco bacteriana. A gente costuma já saber. A gente já começa, já pega esse paciente na anamnese e a gente já faz antibioticoterapia profilática para prevenir isso, tá? Tudo bem? Tá. Duas gramas horas antes do procedimento e mantém antibioticoterapia por sete dias, tá?
Então, os sintomas, eles são semelhantes aos da angina. Tá? Aqui, nesse caso do infarto do miocárdio, a gente pode entrar com o Isordil também. Mas aquele fala para a gente administrar dois comprimidos de AAS, que é um antiplaquetário, tá? Antiplaquetário. Manter o paciente em decúbito lateral, manter de lado, aí acionar o socorro.
Os pacientes, quando a gente tem infarto, o mais correto é a gente, o mais rápido possível, ir para o hospital ou tentar acionar o SAMU, né? Realizar a manobra de ressuscitação cardiorrespiratória, caso o paciente evolua para uma parada cardiorrespiratória. Choque cardiogênico, tá? Essas lesões cardiológicas, elas são todas muito parecidas, né? Então, assim, o ideal é a gente ser rápido, tá?
Então, por exemplo, igual o Laércio falou lá no começo, Propranolol é importante, a gente ter o Isordil é importante, a gente ter, tá? O AAS é importante a gente ter. É aquilo que eu falo, são medicamentos que a gente compra para vencer. A gente nunca quer usar, mas é importante a gente ter no consultório, tá?
Então, por exemplo, o choque cardiogênico, ele é caracterizado por uma inadequada perfusão tecidual e oxigenação secundária a uma patologia cardíaca. Então, esse paciente, ele vai ter aquela obstrução que nem a gente tem aqui e vai ter uma isquemia nessa região. Aí o coração vai ficar deficiente no que diz respeito a movimentação, pulsação.
Então, essa condição, ela pode estar ligada ao estresse do atendimento ou à aplicação de anestésicos locais. Aí foi aquilo que eu falei, a gente já sabe. Hoje, o anestésico local, ele tem muito pouca reação. A quantidade que a gente usa é muito pequena. Mas se você injetar esse anestésico no vaso, aí aumenta o risco. Tudo bem?
Esse paciente é um paciente que provavelmente ele é um paciente predisponente. As histórias de infarto, arritmia, fala. Então, ele vai ter algum sinal e sintoma que ele vai te falar na anamnese. Então, isso é importante a gente saber. Então, você tá vendo que vários problemas a gente consegue evitar? Que eu coloquei como "evitar encrenca". Anamnese, gente. Anamnese. Perca tempo. Faz. Você não é secretária, tá bom?
Então, fatores predisponentes são: histórias de infarto, arritmias, falência coronária congestiva e aneurisma de aorta. Esse paciente chegou no seu consultório, cara, você já sabe que ele tem isso. Aí ele pode ter um choque cardiogênico. Você vai pedir uma avaliação. Ponto. Acabou. Entendeu? Tá. Uma avaliação cardiológica. Vai ver o cardiologista. Falou: "Esse paciente dá para fazer. Esse paciente não dá." Você vai conversar com a família. Espiritual. Existe o risco da gente fazer qualquer procedimento nesse paciente aqui? Fatalidade acontece, gente. Acontece. Mas se você tá cercado, escrito, laudo, não é mais fatalidade. Pode acontecer, tá?
Sinais e sintomas desses problemas: palidez. Então, você vai ver que o paciente fica descorado. Taquicardia, hipotensão e alteração de estado mental. Aí você vai falar: "Mas é muito parecido com o estado de nicotina." A diferença é que no estado de nicotina, o paciente volta. Esse aqui, talvez ele fica com esse por um período maior, tá?
Então, por exemplo, se você não corrige a condição, pode levar à depressão respiratória e aí evoluir para o infarto do miocárdio, tá? Aí é o que eu falo, alto índice de mortalidade. E isso acontece. Aí já começa a ficar mais complicado, né? Porque aí você precisa de oxigênio, checar o pulso, minha pressão sanguínea. Tá? Aí você já tem que entrar com atropina de 0,5 a 1 mg, que é difícil você ter isso no consultório, né? Se a resposta do paciente for perda de consciência, administrar epinefrina EV lentamente. Então, você já vê que se isso acontecer no consultório, lascou, aí você tem que tentar chamar o SAMU e falar que o paciente tá tendo um infarto e ver se os caras chegam, tá? E aí o suporte é médico e hospitalar, tá? Então, por isso que esses pacientes é importante você ter avaliação, tá? Se o paciente já tem um histórico, já tem uma predisposição, você precisa ter avaliação. Você não pode ir de gaiato.
Arritmias cardíacas. O que que são as arritmias cardíacas? Elas são o descompasso do ritmo cardíaco, né? Palpitação. Frequência normal de 72 a 80 batimentos por minuto. Então, você tem uma diferença desses batimentos cardiorrespiratório, né? Então, você tem uma alteração, tá? Atenção emocional, minha ansiedade são fatores desencadeantes. Então, por isso que é importante, esses pacientes cardiopatas, você tentar tirar o estímulo. Aí foi aquilo que o Laércio falou lá no início da aula, a gente pode fazer um ansiolítico, a gente pode tentar conversar com o paciente. Agora, tá vindo muito aí, legal, o óxido nitroso, que deixa o paciente mais calmo, diminui a frequência, diminui o nível de estresse, ansiedade para tratamento odontológico, tá?
O diagnóstico: exames de rotina e eletrocardiograma. Cara, são muitos raros você pegar esse paciente sem ele já ter um diagnóstico, né? Então, se já vai saber que esse paciente tem um problema, tem um problema de arritmia, e aí você já vai saber como conduzir esse caso. Explicar para o paciente. Então, ele não vem, você que descobre, né? A não ser que você pegue um paciente jovem, que nem eu falei para vocês. Mas aí é o que eu é o que eu digo, talvez você fazer uma boa anamnese e ver que o paciente tem uma pressão alta, por exemplo, ver o batimento, ver a frequência, tá? Que arritmia. Interromper o tratamento e estimular o nervo vago, inclusive vômito com pressão do globo ocular, compressão do seio carotídeo, chamar a emergência. Ele já começa a ter as arritmias, né? Já fica muito evidente. E aí você começa a ter problema. Vomitar que você tem a indução do nervo vago, compressão do globo ocular e a compressão, não sei, carotídeo. Aí você tem que chamar a emergência porque esse paciente não vai ficar muito legal.
Então, hipertensão arterial, tá? Paciente com crise hipertensiva leve ou moderada. Deitar o paciente numa posição confortável, acompanhar os níveis de pressão e pulso. Como que você pode diminuir esse quadro de hipertensão? Você pode, por exemplo, no paciente que ele tem um controle e tá com hipertensão, você pode fazer um ansiolítico, tudo bem? Ou pode fazer o óxido nitroso. Eu, particularmente, nos pacientes que têm crise leve a moderada, eu gosto de avaliação, tudo bem? Tá? Você pode fazer o Captopril, você pode fazer um Propranolol, tá? E vê se diminui a pressão. Diminuiu a pressão, gente, suspende o procedimento. Se ele tá com crise, tá? Porque o risco dessa pressão subir é grande. Aí é melhor você fazer esse procedimento em âmbito hospitalar, que você tem suporte. Patologia para qualquer crise cardiovascular, tudo bem? Tá?
Outra coisa importante, pacientes que já tomam anti-hipertensivo devem sempre levar nas consultas, tá? Em quadro de sintomatologia importante, Captopril a 12,5%. Quantas vezes, gente, que a gente tá no hospital e o paciente tá medindo, aferindo a pressão, suspende a cirurgia porque tá com pressão alta? São várias, vários e vários e vários. Então, assim, por mais que você faça, o que na maioria das vezes eles fazem? Diminuir a pressão. E se não diminui, eles não fazem a cirurgia. Então, se o paciente está com pressão alta, a gente tem que tomar cuidado. Não pode brincar. Então, a gente vê aqui, ó, abaixo de 13 e abaixo de 8,5, a pressão é normal. De 130 por 139 sistólica e 85/89, ela é normal também, mas ela já é limítrofe. É 140 a 159 e 90 e 99 é uma hipertensão leve, tá? De 160 a 179 da sistólica e 100 a 109 é uma hipertensão moderada, tá? Eu, já nesse estágio 2 aqui, se o paciente tem uma pressão, uma hipertensão moderada e não controlada com uso de medicamento, uma hipertensão leve e o paciente está controlado, é normal, limítrofe, eu faço. Mas a partir daqui, da moderada e da severa, eu peço avaliação, tudo bem? Como que vocês fazem aí? Tem alguém aí ou não? Terceira, suspende cirurgia por pressão? Eu não faço, né? Professora, não faço cirurgia. Então, mas eu uso suspender. Tem que suspender porque é muito, porque é o risco dessa pressão subir é muito gigantesco. Se ele não tem um controle. Agora, se ele tá controlado, aí é totalmente diferente. Entendeu? Mas às vezes o paciente não está controlado e essa preocupação, às vezes, no dia, ele nem sabe que tá com a pressão alta, né? Não, não, de maneira alguma.
Outra coisa que é importante aqui também, que a gente precisa entender, o que que é hipoglicemia? É a baixa, é a baixa da quantidade de açúcar no sangue, tá? O que que causa isso? Sudorese fria e abundante, palpitações, fraqueza, ansiedade, tontura, se eu não convulsões com discreta sialorreia e perda de consciência. O tratamento que ele costuma ser no meio da manhã, com de jejum. Então, você tem que tomar um café da manhã, você não deve em jejum, tá? Na maioria das vezes, eu não sei o porquê, os pacientes de consultório, eles ainda vão em no consultório em jejum. Não entendo isso. Não é hospital que a gente vai fazer um soro glicosado que vai aumentar essa taxa de glicemia, tá? Então, eu sempre oriento os pacientes a não irem em jejum, tá? Medir a glicemia é importante você medir para ver se não tá muito baixo, tá? Caso esteja abaixo, no consultório, o que que a gente faz? Dá uma bala para o paciente, então a gente coloca alimentos ricos em açúcar, tá? Em casos mais graves, a gente administra dextrose 50% dele. Aí já sai um pouquinho do nosso controle, porque acaba tendo que ir para um âmbito hospitalar. A gente não vai ter isso no consultório. Então, a ideia desses pacientes com hipoglicemia é aquilo que eu te falo, na maioria das vezes, não vai ser o primeiro episódio que ele vai ter no consultório. Ele já sabe disso, você já traz ele orientado. Você vai tratar esse paciente. Amanhã, você vai pedir para ele se alimentar em jejum, tá? Então, isso é importante. Então, isso você vai eliminar aonde? Na anamnese.
Então, também a emergencial, tá? Então, ela pode ser de origem local, injúria dos tecidos, ou geral, hemofilia, anemia, leucemia, etc. Nesse caso aqui, ainda colocaria a talassemia, que foi uma uma doença nova aí que a gente até fui dar uma estudada depois que a gente que a gente teve esse problema, tá? Onde a gente pega esses pacientes? Anamnese também, exames complementares. Tem casos que a gente mesmo fazendo anamnese, a gente vai descobrir depois que a gente teve um problema. Então, a gente tem uma alteração da cascata de coagulação, que é hemofilia, tá? Dentro da hemofilia, a gente tem a hemofilia A. Não vamos lembrar que a gente pega em alguns exames hematológicos. Falei errado. Não é hemofilia. Lembrando, e teve um caso que eu peguei um paciente uma vez, há muito tempo, que a gente, traços, cara, que com os exames normais que a gente costuma pedir de coagulação, não descobre. Só que ele tem uma deficiência e tem um problema de sangramento, tá? Também. E a gente teve um sangramento importante desse paciente, tá? A talassemia também, a gente perguntou para o colega, ele falou que não sabia, não tinha. E a paciente sangrou bastante. Existe risco? Existe. Então, pode ser de origem local, injúria dos tecidos, e o geral, hemofilia, anemia, leucemia, talassemia, por exemplo, tá? Anamnese e exames complementares. A gente entra com hemograma com coagulograma, tá? A gente tem um bom reparo tecidual. Então, identificar e remover corpos estranhos, sutura adequada. Então, se ficou um pedaço de dente, alguma coisa, a gente tem que remover bem. Estrutura bem, tá? A gente evita manobras traumáticas. A gente mantém a manutenção da cadeia. Sempre tão importante a gente fazer essa episiotomia, porque a gente tem sangue na região, aumenta o risco de contaminação, tá? E a gente pode lançar mão também de manobras hemostáticas. A gente pode usar os, a gente pode fazer uma compressão, pedir para o paciente manter uma bagagem estrutural. Paciente bem. Então, se a gente vai dar um ponto, a gente dá um ponto X e mais dois pontos simples para manter o tampão de coágulo, tá? A gente pode entrar com alimentação fria para diminuir o risco de sangramento também, que é importante. Compressa de gelo. O paciente não comer comida, comida quente, tá? E manter esse dinheiro contínuo.
Então, a asma também é extremamente importante, ainda mais nesse nessa época que a gente tá. A gente tem muitas crises, às vezes pode acontecer do paciente ter crise, tá? Então, o que que é asma? Ela é uma inflamação. Ela é uma inflamação crônica dos brônquios, tornando-os mais estreitos e dificultando a respiração do paciente em episódios repetidos de tosse e falta de ar. Então, o que que acontece com o paciente? Os brônquios eles obstruem e o que que acontece? O ar não passa. Ele colapsa. Se o ar não passa e o paciente quer respirar, o que que ele faz? Ele tosse, entendeu? Para tentar desobstruir. E às vezes isso não consegue resolver. A gente tem que abrir mão de algumas medicações que é importante. Talvez o paciente ter até. Então, esses pacientes de asma, por exemplo, quando eu pego no consultório, o que que eu costumo fazer? Vou pedir para esse paciente para trazer a bombinha, por exemplo, tá? É, hoje de manhã eu tirei um siso de um paciente que ele faz uso de Mantellê, que é um, uma medicação para controle da asma, tá? Eu peço para trazer também, se tiver qualquer problema, tá? Mas se ele tiver uma crise grave, a gente tem que usar bombinha, vai para o hospital. Então, na maioria das vezes, essas obstruções, elas são ocasionadas por um fator desencadeante, são os gatilhos, tá? Os gatilhos podem ser o quê? Alterações climáticas, poeira, o paciente ter gripe ou ter resfriado, tá? Fumaça, ingestão de determinados alimentos e às vezes até ingestão de alguns medicamentos que aí a gente pode entrar também pode ser um fator desencadeante como se fosse uma reação alérgica também, tá? Na maioria das vezes, essa doença não tem cura, ela tem tratamento, como a maioria das doenças, tá? Mas pode ser controlada com tratamento adequado. Então, esse paciente que a gente fez hoje de manhã, ele faz um tratamento, ele já faz seis anos que ele não tem crise, ele usa um Montelucaste também, que é um broncodilatador que mantém os brônquios em posição, tá? E o paciente pode ter uma vida, pode até praticar esporte, porque na maioria das vezes esses pacientes têm asma, eles têm algumas limitações esportivas. Então, se ele corre muito, sua, toma vento, pode ser que a gente tenha uma obstrução desses brônquios e ele tenha a tosse na hora que tá jogando bola.
Então, asma, tosse. Então, o que que você vai ver? Que o paciente vai começar tudo. Você vai ver que o paciente tem um chiado no peito, sensação do peito apertado, falta de ar e cansaço. Esse paciente, talvez ele cansa mais rápido e mais fácil do que os outros pacientes, tudo bem? Tá? As crises, tá? Ela pode ser dividida em leve, moderada e grave, tá? A leve crise de baixa intensidade, e ela é esporádica, tá? Sintomatologia discreta, então a tosse é um único sintoma. O grande problema é que talvez, se esse paciente, ele tem uma crise leve e ele tá em um procedimento que você insiste, que pode evoluir por uma crise moderada, tá? E aí a gente tem algum problema, se ele não tiver, por exemplo, a bombinha, tá? A crise moderada, ela é de média intensidade. O chiado é presente, então a gente vai acrescentando os sintomas. Então, o chiado presente, falta de ar, tosse, cansaço, tá? Quando a crise é grave, crise de grande intensidade, falta de ar é grave, acontece o mal-estar, tosse e o chiado intenso. Respiração é pesada e rápida. O indivíduo mal consegue falar ao caminhar. Então, aí a gente já precisa partir com esse paciente para o hospital, entendeu? Mesmo usando a bombinha, às vezes pode ser que esse paciente tenha obstrução ainda desses brônquios.
Então, asma, ela é o aumento da reatividade da árvore traqueobrônquica a vários estímulos, resultando estreitamento das vias aéreas. Então, você tem uma obstrução desses brônquios. Então, você tem o lúmen do brônquio diminuído por conta de uma dilatação, perdão, por conta de uma contração, tá? Então, você diminui, passa menos ar. Então, qualquer coisa que obstruir isso, vai parar de passar o ar, tá? Então, por isso que você usar um corticoide ou Tramal, que é a bombinha, para melhorar e esse lúmen aumentar esse espaço, tá? Associado a isso, aí o que eu falo, administrado oxigênio ou ambos ao paciente, se você tiver com oxigênio no consultório, OK, tá? Você pode usar um corticoide, que no caso é hidrocortisona 200 mg, você pode usar até 500 mg, tá? Aguardar melhora e na evolução do quadro, acionar o serviço de emergência. Esses pacientes asmáticos, quando têm crise, eu acho que é importante eles procurarem e você encaminhá-los para o hospital.
Outra doença importante, tá? Mas isso é aquilo que eu falei, gente, por exemplo, a asma, ela é uma doença que você, você consegue fazer o controle e você consegue evitar essa encrenca. E lá na anamnese, vamos supor que você faça, na anamnese, esse paciente tem crise, tem crise constantemente, você vai pedir uma liberação do médico, você vai pedir para ele trazer a bombinha, se ele usa. Na maioria das vezes, é que na maioria das vezes, pacientes já estão orientados a isso, né? Ele já sabem como fazer. Então, pega um paciente com asma, com certeza ele vai trazer a bombinha, tá?
DPOC. O que que é DPOC? Às vezes, a gente escuta muito isso aqui no hospital. Às vezes, a gente pega os pacientes com DPOC, que é doença pulmonar obstrutiva crônica, tá? Que são pacientes que fumavam muito tempo, que têm um grau de obstrução grande dos brônquios também, tá? São pacientes com mais idade, estão na maioria das vezes associados ao tabagismo, tá? Esse problema, ele pode ser desencadeado por um esforço físico, tá? E às vezes isso nem sempre melhora com os broncodilatadores, porque? Porque a obstrução, ela não é, ela pode, ela é às vezes como se fosse mecânica, ela como se fosse resto de fuligem, ela não é do próprio tecido que incha e você usa o broncodilatador, você aumenta. Nesse caso, é como se fosse um martelo esclerose ou um pedaço de de gordura dentro do vaso. Não adianta só você expandir o vaso que vai passar dura. É a mesma coisa da DPOC, tá? Ela é uma doença progressiva. Esses pacientes, eles têm uma deficiência gigantesca de oxigenação. Então, esses pacientes têm que tomar cuidado. Se ele deprime, esse, por exemplo, é um paciente que você não pode usar óculos no idoso. Se você deprime, ele pode acontecer dele não voltar, se não conseguir tirar ele dessa respiração mecânica.
Então, sinais e sintomas do DPOC. Então, enfisema. Então, a gente tem uma destruição do parênquima pulmonar e a perda dessa elasticidade das paredes alveolares. Então, você perde. Então, também por conta de você perder essa dilatação, essa elasticidade, não adianta você usar o broncodilatador, porque o broncodilatador, o que que ele faz? Expande. Se eu perco, se eu perco o poder de elasticidade e eu jogo broncodilatador, vai fazer na minha parede? Nada, tá? Então, o que que você tem? Dispneia, tosse, pouco catarro, tá? Que apneia ou menor esforço e uso dos músculos acessórios. Então, você vê que essa musculatura do paciente tem, depois, se ela é mais forte, porque preciso fazer mais força para bombear o ar para dentro do pulmão, tá? Bronquite crônica. Então, você tem uma hipertrofia e uma hipersecreção das glândulas produtoras de muco. Então, aí você tem uma tosse crônica, dispneia e muco. Se você tem essas hipersecreção das glândulas, você vai estar sempre fazendo muco nessa região.
Pronto atendimento no consultório odontológico. Então, se você for atender um paciente desse no consultório, você tem que evitar algumas posições que dificultam a respiração dele, tá? Evitar movimentos que exijam condicionamento muscular. Então, se você sobrepor esse paciente de lado, é ruim, tá? Caso ocorra perda da consciência, executar o quê? Manobra de ventilação e chamar o socorro imediato. Então, esses pacientes são difíceis, os DPOCs, tá? Então, esses pacientes, a melhor coisa que tem a fazer é tratar esses pacientes em âmbito hospitalar.
Parada respiratória. Então, a parada respiratória, o que que vai acontecer? Paralisação, paralisação súbita do movimento inspiratório, causado pelo colapso dos pulmões, paralisa o diafragma e obstruir a área, tá? Pode ou não ser seguida de parada cardíaca. Chamar socorro e realizar a ventilação mecânica. Então, entendam, gente, que todos os procedimentos, eu preciso realizar a ventilação. Então, o oxigênio, o ambu, extremamente importantes, tá?
Obstruções das vias aéreas. Então, o que que ele vai determinar? Nível de consciência. Então, quanto mais tempo eu ficar com essas vias aéreas obstruídas, maior vai ser o meu dano. Então, foi aquilo que eu falei lá no início, até 4 minutos de hipóxia, eu não tenho nenhuma alteração neurológica. A partir dos 4 minutos, eu começo a ter alteração neurológica. Então, eu começo a não levar oxigênio para o cérebro e eu vou começar a ter deficiência, tá bom? Tá? Nível de obstrução, ela pode ser completa ou parcial. Então, a parcial é troca de área inexistente. Eu mantenho essa troca de ar. Então, por exemplo, nariz entupido, uma apneia, tá? Isso pode levar no futuro um problema. A completa é quando não há troca de ar, tá? Então, a gente vai causar o quê? Agitação, palidez. Então, você vai diminuir a coloração de sangue, respiração ruidosa, tosse. Se é nós, então você vai ter aspecto azulado do rosto, por falta de oxigenação e perda da consciência.
Decubição e aspiração de corpos estranhos. [Música] De corpos estranhos. Então, são eventos comuns no consultório odontológico. Não sei se acontece a história para vocês. Já? Uma vez eu estava fazendo um cis, eu comprei uma, uma caneta, aquelas canetas odontológicas do Xing Ling, que vinha com luz, não sei o que era, toda chique, cara. E eu tô fazendo um cis. Ela não aguenta fazer cis, né, cara? Me quebra a cabeça da caneta e sai todo o rolamento. O paciente engole. Começou a abrir mão, lancei mão da manobra de Heimlich. Tirei a caneta, tirei o pedaço do rolamento da caneta do paciente. Gente, eu tenho história para contar de intercorrências, viu? Eu falo para vocês. Então, eventos comuns nos consultórios odontológicos, principalmente quando a gente não usava os isolamentos. Hoje em dia, diminui, diminui-se bastante, porque fazendo odontias, as restaurações, hoje o pessoal costuma fazer com isolamento. Então, risco de cair uma lima, alguma coisa para dentro da hora, parente diminuiu, tá? Mas é na cirurgia, pode ter que tomar cuidado. Às vezes, um dente superior que ele é divergente, ele pode para região norte. Tem que tomar muito cuidado para o paciente não conspirar e não deglutir esse dente, tá? Se o paciente deglutir o objeto, manter ele acompanhamento. A grande preocupação é se esse objeto for para o pulmão, que aí pode fazer uma obstrução, tá? Se houver a respiração, encaminhar o paciente ao hospital para realizar uma radiografia de tórax e acompanhamento para ver o que que vai acontecer.
A manobra de Heimlich, eu acho que todo mundo conhece. Eu acho que é uma manobra extremamente importante, né? Então, a pessoa é aplica a manobra. Ao aplicar a manobra, deverá se posicionar atrás da vítima, colocando o punho e posicionar o polegar entre o umbigo e o osso externo. Então, você vai colocar nessa região aqui, nem abaixo do externo, tá? E com a mão, você vai segurar. Com a mão, você vai segurar e aí você vai fazer um, vai puxar ambas as mãos em direção com rápido empurrão para cima, como se você tivesse tirando o objeto de dentro da boca do paciente, tudo bem? Certo? Tá tudo certo? Essa manobra de gente, vocês todos vocês sabem fazer essa manobra ou não? Já precisou fazer?
Valesca: Não, graças a Deus.
Mas isso é bom saber. Às vezes, até para uma criança, igual por exemplo, na criança que você faz, você apoia a região palmar no tórax da criança, deita ela com a cabeça para baixo e dá duas ou três batidinhas na região das costas, caso ela se engasgue, para tentar jogar esse objeto para fora. Então, em criança, manobra de Heimlich, ela é modificada. É bom saber.
Professor: Como?
Professor: É muito importante. São segundos e às vezes uma atitude pequena que acontece com você e você resolve o problema. E às vezes, ou você também tem aqui, ó, você vê nessa outra imagem aqui, você tá sozinho, você engasga. Então, você tem a possibilidade de fazer essa manobra de Heimlich também com uma cadeira sozinha, porque você pode também, você pode conseguir se desobstruir. Entendeu?
Professor: Acho que gostoso, mas viajou? Não, não, só uma folguinha mesmo. Faz bem. Bom, então vamos lá.
Professor: Laringotomia. Oi, a vida não é só trabalhar também, não. Não é só trabalhar mesmo. A gente tem que aproveitar um pouquinho, porque e passa tudo muito rápido, né? Tudo muito rápido. Na hora que você vê, já foi. Já todo mundo cresceu, todo mundo foi embora, e você tá trabalhando ainda. Então, tem que aproveitar mesmo. Faz, faz bem. Mas por que que não foi viajar? Na verdade, eu queria descansar, sabe? Mas amém. Mas eu vou, mas eu vou para o interior, né? Ah, hoje que você entrou de férias até domingo? O louco! Até domingo? É uma semana. Pô, dia de semana, quatro dias. Tá muito bom, excelente. Só para você pegar um pouquinho do consultório. Bom, então vamos lá. Tá acabando a aula já, gente. Vamos ver se a gente vai tocando aqui. Aí já vou deixar a Valesca tomar um, tomar uma cervejinha hoje, tomar um vinho. É tão massa. Pão de queijo com café. Pensa gostoso. Pão de queijo com um pedacinho de queijo branco no meio. Gostoso. Pão de queijo. Então, vamos lá. Que não deixa de ser uma laringotomia, tá? E a gente vai fazer isso em caso severo das vias aéreas superiores por corpos estranhos ou por uma reação anafilática, que a gente vai ver já já. Reação anafilática, tá? Então, você vai fazer uma incisão na região superior. Então, a gente vai sentir a tireoide e a cricoide, e a gente faz uma incisão entre essas regiões para que? Para a gente fazer um percutor para poder respirar, né? Então, é aquela clássica cena que você põe a caneta BIC aqui para o cara respirar, o tubo da caneta BIC, né? Então, você introduz uma cano lá de três a cinco milímetros no local incisado e posteriormente realizada em ambiente hospitalar. Então, isso são procedimentos emergenciais. O cara tá sem respirar, você vai lá e faz uma abertura nessa região aqui, ó. Basicamente, você acaba sentindo que você tem um espaço, né, entre a tireoide e a cricoide, tá bom?
Então, distúrbios emocionais. Então, pacientes traumatizados ou condicionados negativamente passam a ter pavor do tratamento odontológico, podendo apresentar manifestações somáticas. É extremamente normal acontecendo no consultório, tá? O que que é importante a gente interpretar, diagnosticar e identificar conforme a gravidade dos sintomas? Então, aí foi o que a gente falou lá no início, né? Os ansiolíticos são os diazepans, clonazepam. Eu, particularmente, não gosto de usar essas medicações, já falei isso para vocês, a não ser que eu tenha um controle, o paciente faça uso, mas mesmo assim, eu não tenho um controle. Você não tem um amor no consultório, você não tem oxigênio, e esse paciente deprime. Isso me preocupa um pouco. Então, eu tenho um pouco de cuidado com essa medicação. Na maioria das vezes, eu faço um teste, eu peço acompanhamento médico para gente, para poder ter um controle melhor desse desse quadro. O que eu costumo fazer com esses pacientes é conversa. Eu gosto de conversar bastante, então tento descontrair, tento tirar o foco, que eu acho que é importante.
Choque anafilático. Anafilaxia, que é o que que é? O que pode acontecer aí? Então, é uma reação sistêmica de hipersensibilidade frente à exposição de pequena quantidade de antígeno. Então, por exemplo, isso pode acontecer porque a gente usa também, a gente trabalha com medicação, a gente trabalha com antibiótico, a gente trabalha com látex, a gente trabalha com anestésico, a gente trabalha com resina. Então, pode causar uma reação alérgica, tá? Então, alimento, penicilina, derivados da sulfa. Hoje em dia, se usa muito pouco, mas a gente já sabe. Na maioria das vezes, como que a gente sabe? Anamnese. Igual foi aquele que eu falei, peguei uma paciente essa semana, ela veio para mim já indicada do alergista. O alergista pediu para fazer hospitalar, que ela pode ter uma parada, pode ter um choque anafilático, tá? Então, pacientes com histórico de hipersensibilidade devem ser medicados profilaticamente com anti-histamínico. Então, por exemplo, se o paciente, e já sabe que tem alguma hipersensibilidade, a gente faz um, justamente para preservar. Mesmo fazendo os anti-histamínicos, gente, não é 100% garantido que não vai ter uma reação alérgica, tá? Então, a gente tem que ter o aparato. Então, assim, a gente já sabe que esse paciente pode ter um choque anafilático, determinado tipo de medicamento, a gente tem que ter a segurança de ter uma Lude, ter o oxigênio para a gente não correr risco, tá?
O que que acontece? Puxa acelerado, então aumenta a frequência, tá? Desconforto na região da garganta, tem dificuldade para respirar. Então, você vai ver que ele vai fazer força para respirar. Palidez, é um paciente vai ficar descorado. Sudorese profunda, fraqueza, coceira, porque ele vai começar a pipocar e ficar avermelhado, tá? E edema de laringe. Então, isso é extremamente importante. A morte pode ocorrer em minutos por obstrução respiratória ou colapso circulatório. Gente, é terrível, é terrível. Porque eu já tive. Eu sou alérgica a abelha, tanto que eu vejo uma abelha, eu fico desesperada. E eu já tive uma crise. Aí foi o que a Valesca falou. Então, você entra com Fenergan, você entra com Celestamine, e você entra, não melhorando, com adrenalina subcutânea, tá? E pode acontecer, não tem jeito, tá? Aqui, no caso, o tratamento foi o que? Oxigênio, tá? Levantar os membros inferiores, adrenalina subcutânea diluída em um para 10, então uma bolinha, 1 ml para 10 ml de soro fisiológico, a hidrocortisona 400 a 1000 mg. Então, aí você pode ter o Fenergan, pode ter o Calman no consultório também, que que ajuda a minimizar esse problema, tá? O tratamento emergencial, então, é o anti-histamínico, pode ser usado intravenoso ou intramuscular, tá? Realizar manobras de ressuscitação, caso necessário, e deslocar o paciente para unidade de saúde o mais rápido possível. E é aquilo que eu falo, você tentar manter a via aérea funcionando, basicamente isso.
Embolia pulmonar. Tá? Aí, embolia pulmonar, é muito difícil acontecer isso em âmbito de consultório, tá? Isso pode acontecer mais em âmbito hospitalar. Então, por exemplo, você vai ver o pessoal que vai em cirurgia com a gente, a gente coloca algumas, a gente faz algumas coisas para prevenir a embolia pulmonar. O que que é embolia pulmonar? Ela é interrupção do fluxo sanguíneo para uma determinada área pulmonar, em consequência de obstrução do leito vascular. Então, é o que a gente chama de trombose venosa profunda, tá? É a liberação de um trombo, tá? De uma veia ou de uma, na maioria das vezes, isso acontece numa veia de grosso calibre, que ele vai em direção ao pulmão e faz uma obstrução dessa região, tá? O porquê que acontece? O que que acontece para fazer uma liberação de um trombo? O paciente vai para uma cirurgia, ele fica muito tempo deitado, e a gente tem uma deficiência dessa circulação sanguínea, principalmente na perna. Então, na região mais, região posterior da coxa, onde a gente tem os grandes vasos. Então, se o sangue fica parado nessa região, ele tem que coagular, mesmo dentro do alvéolo, tá? Então, se ele faz essa coagulação e eu tenho a formação de um trombo, na hora que eu levanto e começa a fluir o fluxo, esse trombo, ele pode ir para qualquer lugar, tudo bem? Tá? E a trombose, gente, é muito difícil de você, de você reverter, porque você, para você tirar o trombo de dentro do pulmão, por exemplo, se for para o pulmão, é extremamente complicado, extremamente complicado. Você tem que abrir o peito do paciente e às vezes não dá tempo, tá?
Então, o que que a gente faz para prevenir a embolia pulmonar? A gente pede para o paciente comprar uma meia elástica, não sei se você já viram isso. Agora, eu tô falando de âmbito hospitalar, tá? E pede para o paciente comprar uma meia elástica, tá? E quando a gente vê que a cirurgia vai durar muito tempo, tem um aparelho lá chamado sequela, e ele é o bota pneumática, é um aparelho que ele fica apertando a perna do paciente, tá? Como se ficasse fazendo uma massagem, para quê? Para fazer com que o sangue fique circulando enquanto esse paciente fica deitado, tá? Então, isso vai evitar que a gente faça o que a gente, que a gente desencadeie essa embolia pulmonar, tá?
Então, sintomas, quais são? Dispneia, tosse, dor pleural e escalas. Então, o que que acontece? Vai uma bolota de sangue para dentro do pulmão. O que que vai acontecer? Você vai ficar com dificuldade para respirar, você vai ficar com tosse e você não vai ficar com dor, tudo bem? Tá? Então, sinais são taquipneia, tá? Taquicardia, febre, flebite e cianose, tá? Tratamento: manter condições cardiorrespiratórias e ventilação mecânica. Gente, a ventilação mecânica, ela mantém, porque por manter? Porque se você tem uma obstrução lá na ponta do brônquio, não adianta se manter a respiração mecânica que o ar não vai chegar lá, dependendo de onde está esse trombo. Se ele tiver na porção mais superior, o ar não vai passar, entendeu? Tá? Então, por isso que a embolia pulmonar, na maioria das vezes, que a gente tem uma embolia pulmonar, dependendo do grau de gravidade do paciente, vai a óbito, tá? E não tem o que fazer. Tudo bem? Então, você vai ver que o pessoal que for com a gente, vocês vão ver que a gente pensa muito nisso e a gente entra é com algumas medidas para prevenção da trombose venosa profunda, que vai levar uma embolia pulmonar.
O que que a trombose venosa profunda? Para aquilo que eu falei, ele é um trombo que é formado nas veias, nas veias de maior calibre, tudo bem? Aí, pulmonar, ela pode ser causada por um trombo, ela pode ser causada por uma placa de aterosclerose, pode ser causada por uma gordura. Por exemplo, a gente vê muito o pessoal da plástica que faz cirurgia plástica, que injeta a gordura na bunda do paciente, tá? Eu já vi várias casos do colega injetar gordura em alguma veia que passa nessa região e o paciente fazer o que a gente chama de uma embolia pulmonar gordurosa. A gordura vai para dentro do PU e faz todos esses sintomas de dispneia, tosse, e não tem o que fazer, gente. O paciente, você faz a ventilação, mas o paciente vai a óbito, tá? Ou vai por obstrução, ou vai por uma infecção. Tudo bem? Tá bom?
Endocardite infecciosa. Então, foi aquilo que a gente falou lá no começo, que eu estava comentando com vocês. Então, isso também acaba sendo uma emergência médico-odontológica, tá? Então, o que que é endocardite infecciosa? Ela é uma alteração inflamatória das camadas do coração. Coração tá errado ali, gente, tá? Então, elas podem ser por bactérias, fungos, vírus, localizados no endocárdio ou endotélio vascular, levando à inflamação, destruição de tecidos e fenômenos tromboembólicos, tá? O que que acontece? Tá? E um acoplamento nessa região, você pode ter a formação de trombo também. E esses trombos, como eles estão localizados no músculo do miocárdio, no músculo do coração, eles vão obstruir aquelas veias acessórias, fazendo obstrução. Eu vou ter uma isquemia nessa região do coração, por isso que o paciente morre também, tá?
Então, quais são os sintomas? Febre, anorexia, sudorese, fadiga, calafrio, taquicardia, arritmia, aumento da área cardíaca. Então, o coração vai ficar aumentado, porque como você começa a ter várias isquemias no coração, ele vai aumentando de tamanho para poder suprir essa ausência, tá? O tratamento, o que que ele é? Um antibiótico. Você tentar isolar o gene. Na maioria das vezes, quando você faz o isolamento do gênero, ele demora aí de 3 a 7 dias para sair a prova, tá? Então, no primeiro momento, você entra já com a penicilina para você diminuir o risco dessa infecção, tá? Esse é um problema também, gente, que a gente consegue evitar anamnese, porque se você sabe que o paciente tem risco de desencadear uma endocardite infecciosa, o paciente, por exemplo, que tem uma doença periodontal severa e ele tem válvula, ele tem stent, você vai fazer uma antibioticoterapia profilática para você minimizar o risco da endocardite, tá? E a endocardite, gente, ela é extremamente difícil de encaixar, porque o músculo cardíaco, ele é muito vascularizado e quando pega, e é tudo muito próximo, então quando pega alguém com infecção, ou você tem alguns eventos tromboembólicos nessa região, vai com infarto agudo do miocárdio rápido, tá? Então, o paciente pode morrer também ainda de infarto.
Hipertermia maligna. Então, o que que é hipertermia maligna? Então, é a reação de hipersensibilidade exacerbada ao uso de anestésicos gasosos. Cara, isso na maioria das vezes, ela vai acontecer no hospital, tá? E ela é uma doença hereditária autossômica dominante. A gente já teve um caso lá no, não sei se vocês estão indo no Pirajussara, a gente teve um caso de um paciente que ele teve já hipertermia maligna e a gente teve que fazer uma cirurgia nele. Cara, é muito complicado você tratar esses pacientes, porque você tem que suspender todos os gases, toda a exposição de gás anestésico. E outra coisa, se você tiver qualquer resquício, qualquer resquício dentro do circuito do no carrinho de anestesia, o paciente vai ter crise, entendeu? Então, você não pode usar nada, nada, nada de gás anestésico, tá? É aí permitilação com o oxigênio, você tem que limpar muito bem esse pulmão, tá? Você pode usar essa medicação que é o dantrolene sódico. Tanto que quando a gente fez, a gente não tinha essa medicação lá, então a gente teve que suspender a cirurgia desse cara para fazer na semana seguinte para comprar essa medicação, tá? Às vezes, é importante você fazer uma lavagem gástrica, vegetal e retal e fazer o controle da arritmia e da pressão arterial desse paciente.
Então, acidente vascular cerebral. É a interrupção do fluxo de uma artéria cerebral. Então, a interrupção desse fluxo, o que que vai acontecer? Você vai diminuir a oxigenação do cérebro, você vai ter morte de neurônios. Então, foi aquilo que eu falei, quanto mais tempo decorrido, maior rural de sequela. Então, quanto mais tempo você demora para fazer um atendimento inicial desse paciente, pior vai ser. Por exemplo, num paciente que teve uma convulsão, se ele fica muito tempo convulsionando, o risco de eu ter uma lesão é gigantesco. Aí eu tenho morte de neurônios por conta da não oxigenação do cérebro é gigante, tá?
Sintomas: formigamento do rosto ou dos membros, dor de cabeça intensa, confusão mental, vertigem, desmaio, deslocamento da rima bucal, dificuldade de erupção. Então, é esses são assim, então você perde a fisiologia, a fisionomia do rosto, tá? Você começa a ter dificuldade de deglutição, começa a ter vertigem, pode desmaiar e faz uma confusão mental, tá? Qual que é o que que é o ideal fazer? Acionar o socorro e sentar o paciente e fazer o quê? Manter a via aérea, entendeu? Nesse caso de um AVC, ele orienta você não administrar medicamentos, tudo bem? Tá bom?
Então, gente, atenção. Anamnese bem conduzida previne mais de 90% das situações de urgências e emergências no consultório odontológico. Então, foi aquilo que eu falei, gente, que eu insisto para vocês todas as aulas. Vocês vão ver que toda aula que eu for.
Dar para vocês, eu vou insistir na amnésia. Eu quero que vocês percam um tempo nisso. Eu vejo pessoal, deixa muito a desejar isso, muito, muito, muito, muito. Profissionais, revisa na hora de fazer a cirurgia. Pergunta se ficar com dúvida, pergunta de novo se ficar com dúvida. Põe que o paciente pode morrer para ele deixar ele com medo, entendeu?
Aí foi aquilo que eu falei do kit de sobrevivência, né? Então, que é extremamente importante, que é esse azulzinho aqui, o tubo de oxigênio, tá? A cânula de Guerdel e a farmácia básica que eu falei para vocês. Então, a farmácia básica é o captopril, deixa o paciente estar com hipertensão, tá? O Polaramine, por exemplo, que é uma histamina que a gente pode usar, ele tem comprimido. O Berotec, que é um broncodilatador. É o sibutramal, a gente pode usar também. O Isordil para as crises de angina, são medicamentos que você coloca em região sublingual, tá? O Decadron, que é um corticoide. Se você tiver possibilidade de ter essas medicações endovenosas ou intramuscular, é muito melhor, tá? A glicose, por exemplo, do paciente que teve uma hipoglicemia, tá? E adrenalina, se você tiver um choque, se você precisar usar adrenalina. Paciente teve um choque ou tá tendo um choque anafilático, você pode fazer o uso dessa, dessa medicação, tudo bem?
E aí a gente entra nesse ponto. É aquilo que eu falei para vocês, é que a gente tenta prevenir esses problemas, né? Então, como a gente previne isso? Aí começa a sair na mídia, aí o pessoal começa a procurar a gente. Aí o paciente vem no consultório, não quer mais tirar dois dentes, quer tirar um dente só. Será que tá correto? Será que não tá? O que que a gente faz? Tá sempre, sempre, quando a gente vai ter alguma intercorrência, sempre, gente, sempre. Não é um fator isolado, não é porque aconteceu uma coisa, não é porque você tirou. São vários fatores, tá? Ela não morre porque tirou o siso, ela não é pela infecção, porque quebrou a cadeira séptica, porque não foi a medicação adequada, porque ela não vem no pós-operatório, porque ela não fez higiene, entendeu? Porque ela não seguiu suas orientações, porque ela foi na festa no final de semana, ela não vem no dia certo para tirar sutura, igual dessa menina. Por que que de um lado não aconteceu nada e do outro aconteceu? Então, é difícil a gente achar um culpado especificamente, tá?
Então, o que eu tento fazer para vocês, a partir do momento que vocês começam a entrar, no momento que vocês começam a entrar na área de cirurgia, eu sei que a Valesca não faz, mas logo logo ela vai estar aí fazendo os liftings faciais, aí se Deus quiser, as lipo de papada. Você tá entrando na área cirúrgica e aí você começa a ter essas intercorrências, né? No mesmo dia que você começa a tirar o siso, tá? E aí é um beijinho dos meus pequenos aí, que se alguém quiser me bater ou chamar eles para pegar vocês. Você viu lá que é tudo com grau, tudo graduado, te agradou? Já, já são tudo graduados os dois. Acho que alguém quiser me pegar aí, ó, vou botar os bonitão para pegar vocês aí. Certo, gente? E aí, vamos discutir um pouquinho aí, que vocês querem conversar? Aí, para mim, foi muito boa aula. Eu sou muito medrosa, sabe? Mas eu acho que é assim, a Valesca, você não pode, você não pode desmerecer o procedimento, entendeu? Desmereceu quando você entra na área cirúrgica, não desmerece o procedimento, nunca, entendeu? Eu vejo aí gente experiente aí da área da bucomaxilo, que meu, às vezes fratura mandíbula de colega, quebra, não sei o quê, por conta de merecer procedimento. Não existe procedimento cirúrgico simples, tá? Por que que você vê que o médico leva o cara para tirar uma unha encravada no hospital? É, mas você entendeu, ele quer ter segurança, ele quer ter estabilidade, ele não quer sofrer com nada. E por que que a gente não pode fazer isso, entendeu? Vou lembrar de sempre importante, sabe? Se comentou uma coisa agora que é interessante. Tem um hábito de falar o seguinte: não subestime nada, porque é incrível, cara. Às vezes, você vai entrar naquele procedimento achando que vai ser super difícil, não sei o quê, e vai redondinho. Aí você pega e subestima lá uma extraçãozinha e vai ser a que vai te dar dor de cabeça, sabe? Então, realmente, a gente não pode subestimar e tem que investir também, né, cara? Tem que ter, acho que nível ambulatorial, tem que ter aí pelo menos um monitor multiparâmetro ou que tem um aparelho de pressão lá, né? Alguma coisa para você ter referência do que tá acontecendo com a sua paciente também, porque senão, o que eu vejo lá, só às vezes o que me preocupa um pouquinho é tudo bem, você tem um monitor lá que te dá parâmetro. O que que acontece na maioria das pessoas? O que eu acho que vocês todos deveriam fazer, que eu acho que é importante, é o curso de ATLS. Eu acho que isso é extremamente importante. Qual que é o grande problema do aparelho, cara? É se você não tem formação e você não tem condição de resolver o problema, você vê o que tá acontecendo com o paciente, vai te deixar mais nervoso ainda. Isso é um problema. Então, isso me dá um pouco de medo também. Ao mesmo tempo que você fazer um processo sem saber o que tá fazendo e o que tá acontecendo com o seu paciente, que foi aquilo que eu falei, a gente não consegue separar a medicina da odontologia, a não ser que a gente virasse protético, tá? Então, a gente tem que entender um pouquinho. Então, a gente fazendo esse curso de ATLS, cara, eu acho extremamente válido, entendeu? E realmente, é isso aí, é isso aí, não tem jeito, né? Até essa questão agora da polêmica da, felizmente, na moça que que faleceu agora, né? Acho que colocaram até no grupo, né? Que a mãe tá fazendo uma petição para o Conselho Federal. A gente sabe que isso é complicado, né? Infelizmente aconteceu isso. Mas como é que você vai colocar uma receita de bolo, protocolo e que todo mundo vai fazer de tal jeito com antibiótico? Quase promicina, a gente sabe, por exemplo, que a Azitromicina, a gente sabe que muitas vezes até perante Amoxicilina e tudo mais, não tem mais aquele, aquele efeito. Então, é assim, como tudo é conhecimento, né? O que vocês falam, a evolução do processo infeccioso é muito rápido, você tem que estar em cima do seu paciente e você precisa ter conhecimento de como usar, o que fazer, o que não fazer, ou de quando e como caminhar, né? Então, e mesmo, e mesmo você fazendo tudo certo, vai dar errado. Imagina você fazendo tudo errado. Por isso que eu falo que o problema dessa menina, ela não foi um problema isolado, ela foi várias, vários erros, entendeu? Vários erros. Ó, igual por exemplo, você pegou aquela menina que eu falei para vocês da fasciíte necrosante, né? Você pegou, você viu ela, né, cara? Foi uma sucessão de erros. O colega tentou segurar lá no consultório, não conseguiu controlar ela com antibioticoterapia oral, ela foi para o hospital, abuco, não estava lá, a cirurgia geral assumiu, perdeu o time para drenar na hora que foi drenar. É o grande, então, um grande problema que eu vejo que eu percebi até ver nessa realidade aí, né, foi realmente sucessão de erros, principalmente o dentista, ele tenta, não é que ele fez, não fez mal intencionado, mas ele tem, ele prescreve, ele não tem um conhecimento, né, fora do nível ambulatorial, e aí ele tenta resolver, prescreve o antibiótico, troca, aquilo vai evoluir, evoluindo, perde esse time. Isso daí, quando chega numa situação complexa, como a gente viu aquele dia, até aquele outro rapaz que estava com assoalho, completamente. O grande lance, uma vez, conversando no consultório que eu trabalho, eu conversei com um colega, eu falei: "Cara, mas eu fiz um siso aí, a paciente passou com ele". E ele, o que que ele fez? Ele falou: "Ah, eu troquei um antibiótico dela". Falei: "Mas por que que você trocou, cara?". Ah, mas ela estava, estava com dor, não estava evoluindo, eu troquei para um outro antibiótico. Leva a Fluoxetina na época. Falei: "Cara, mas qual motivo?". Porque eu quero que você me explique. Porque não, porque ela veio aqui e achou que também não ia fazer nada, e eu troquei. Você entende que às vezes você tem alguns argumentos para trocar? Igual, por exemplo, uma paciente dessa, ela chegou, você entrou com a Amoxicilina, vamos lá, ela tá com uma infecção, ela tá tomando Amoxicilina sete dias, beleza. Ela tá evoluindo mal. Qual sua conduta? Você vai trocar um antibiótico? Não, acrescenta. Beleza. Mas esse paciente, aquilo que eu falei, cara, esse paciente você tem que acompanhar ele dia a dia, não é "vem daqui uma semana". Paciente com infecção, dia a dia, volta no dia seguinte. Não melhorou, hospital. Não existe isso, cara. A evolução das infecções cervicais, elas são extremamente graves, elas vão evoluir mal e o paciente morre, entendeu? Certo, bonitão. Sara, como que tá lá? Laércio, cara, eu agora eu vou retornar de novo, tava meio enrolado aqui. Agora vou me organizar. Beleza. Então, cara, manda um abraço para vocês aí e região, meu irmão. Obrigado. Tô te esperando, tá bom? Beleza. Um abraço, um abraço. Brigadão. Até mais. Nada. Tchau, tchau. Opa, finalizamos aqui. Oi, Doutor. Finalizamos aqui. Legal. Pegou todo mundo. Fechou. Lindona. Obrigado. Manda um beijo para Natácia. Beijo para todo mundo aí. Vocês estão cobrando a gente os vídeos lá, né? Eu vi. Vou ver se a gente faz. Quinta-feira a gente tem cirurgia, eu vou ver se a gente faz, tá bom? Um beijo. Brigadão. Até mais. Tchau, tchau.