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Se você quer entender o momento certo de deixar de ser empreendedor e se tornar empresário, esse episódio é para você. Conversei com Ronaldo Guzmão sobre esses temas.
Olá, sejam bem-vindos ao José Adriano Talks. O nosso podcast é apoiado por Blutex, Mitsafe, KTG Group e Grupo LPJ, que é uma holding que atua como consultoria parceira de grandes empresas em todo o Brasil, composta por empresas que oferecem soluções estratégicas em diferentes áreas, garantindo resultados consistentes e alinhados às necessidades de cada negócio.
O tema do nosso podcast de hoje é os segredos que founders e CEOs só descobrem depois de começar. E para falar deste ponto, Ronaldo Guzmão, conselheiro consultivo para startups e PMEs, mais de 35 anos como empresário e executivo, diretor cofundador do Conselho 360 e membro do Bard B. Bem-vindo, Ronaldo.
>> Olá, é um prazer, né? E tem aí mais ou menos um ano que eu estou esperando ser o convidado seu, sabe? Assim, ansioso para vir aqui dividir o nosso conhecimento.
Que privilégio ouvir isso. É muito bom. Obrigado, Ronaldo, pra gente começar aqui a trocar uma ideia sobre esses aspectos, principalmente do empreendedorismo, do empresariado. Então, acho que a gente pode começar eh entendendo a diferença, né, de um empresário para um empreendedor, pra gente explorar um pouco mais esses cenários aí.
Ótimo. Isso é algo assim um tanto quanto penoso e difícil para um empreendedor tornar-se empresário. Eh, empreendedor é relativamente mais fácil. você tem uma ideia, você tem um um objetivo e você começa a desenvolver aquele negócio, né, um produto ou um serviço que vai se tornar um negócio. Eh, então você é muito arrisca, vai, desenvolve, mas chega um momento que você constitui a empresa, aí você passa a ser empresário. É nesse momento que as coisas começam a não dar tudo certo ou poderia não dar tanto errado. Que que significa isso? Porque como empresário você tem que fazer a gestão da empresa. Você tem que pensar no caixa, pagar funcionário, contratar, demitir, pagar luz, pagar, né? Eh, você tem todo aquele aquele ambiente para uma empresa funcionar. E muitas vezes o empreendedor não tem essa paciência e, principalmente, ele não tem esse conhecimento. Como ele não tem essa vivência ou essa prática, aí fica penoso para ele. Aí fica tentativa e erro. O tentativa e erro é para o empreendedor. O o empresário ele não pode ter tentativa e erro muito. Tem que reduzir o máximo os riscos do empreendimento.
>> Então nesse momento é que é importante ele ter essa passagem de empreendedor empresário, que é dupla jornada. Tem um momento que ela é empresário, tem um momento que ela é empreendedor. Agora, quando a o negócio começa a crescer, a desenvolver, vamos dizer assim, o importante é contratar profissionais. Só que muitas, muito tempo, muitas horas, as pessoas, o empreendedor, ele tem uma característica, né? Né? A gente sabe muito bem, ele é muito, entre aspas, né? Eccêntrico, sabe de tudo, conhece tudo. Tô falando porque eu fui assim, então tô falando de de cadeira, né? E a gente sabe de tudo, conhece tudo. Então, eu vou resolver isso. Isso não existe, né? você não pode resolver coisas da empresa no no achômetro, eh, no de supetão, sem planejar, sem, né, ver uma gestão mais adequada. Então, neste momento, eh, o empreendedor vira empresário, aí pode ser um caos na vida dele, na vida da empresa, porque ele não tem essa experiência. Então, ele precisa de alguém com alguma experiência que ele possa dividir eh esse fardo, que é um fardo, né, você ser empresário no Brasil.
>> Sim. e como que o empreendedor eh consegue identificar ali que é o momento dele dar esse passo e aí considerando a maneira certa, né, que é o momento adequado e que ele para depois a gente entender um pouco de eh que caminhos e ele pode seguir além da da do aspecto da contratação da preparação.
Hora que ele for contratar a primeira pessoa já é o momento. Por quê? Qual a experiência de um empreendedor de contratar alguém? momento zero nenhuma, né?
>> Eu não tenho, teoricamente eu não tenho experiência nenhuma. E como é que você vai contratar algo, uma pessoa que eu falo muito, né? Contrate com o coração e demita com cérebro. Por que com o coração? Mas antes do coração, você tem o recrutamento e seleção de um profissional gabaritado que vai te falar: "Ó, essa pessoa tem o seu perfil e dá um fit com a sua cultura, com seu conhecimento, com seus valores, porque você pode contratar alguém que não tem esse esse valor, não tem esse fich, não tem esse conhecimento. Então você precisa de contratar alguém que você vai admitir hoje que você quer ter uma jornada com essa pessoa e ele vai dar resultado, ele tem que apresentar resultado. Então, esse primeiro momento, se tiver que contratar alguém, contrate com um profissional, já comece a pensar como empresário. Eu acho que é o é o momento zero, vamos dizer assim.
>> sim. Buscar numa eh evitar, por exemplo, uma contratação mais pessoal temporária, né, como algo que pode ser útil naquele momento, já começar a pensar na perenidade daquele empreendimento que tá ali eh nascendo,
>> nascendo e que ele precisa de competências, né? competência conhecimento, habilidade e atitude. Olha bem, eu como empresário que fui, eu não tinha competência nenhuma na área de contabilidade. Não tem que contratar um contador para que ele faça a contabilidade, que me ajude a, do ponto de vista, naquele primeiro momento, a gerenciar financeiramente a empresa. Eu tenho que contratar um gerente financeiro, eu tenho que contratar pessoas que têm um gabarito, não para aquele momento, mas por um momento de crescimento rápido da empresa. Então é muito importante esse primeiro momento contratar bem, né? Não é contratar pelo meu amigo, meu conhecido, ele é muito bom, ele é bonzinho, não é isso. Nós estamos falando de um empreendimento, né? Vai ser empresário que a pessoa tem que dar resultado.
>> tem que partir do do início já pensando em algo eh sustentável, com uma visão mais de futuro, né? uma é uma visão de, né, de médio, longo prazo, não de hoje, amanhã, né, ficar naquela que eu conheço, fulano, fulano é bom, mas você nunca trabalhou com ele, você nunca, ele nunca deu resultado para você, não, né? Não tem como você medir a, a entrega dele.
>> E na hora que o empreendedor se torna um empresário e aí começando com um ou alguns funcionários, acaba aquela solidão que a gente fala que o empreendedor tem? Não necessariamente. Talvez aí começa a solidão empresarial, a solidão do número um, que a gente chama assim. Eh, a solidão, né, foi declarada pela Organização Mundial da Saúde como epidemia global, né, no ano de 2025. E no Brasil, eh, 1/4 da população é uma é uma população que se sente solitária. Obviamente os empresários estão classificados aí. E nesse momento, né, nós tivemos duas pesquisas em 2024, tanto para startups como para pequenas e médias empresas, onde pesquisaram os fundadores. A maioria toma decisão sozinha e a maioria se sente solitário mesmo tendo sócio. É impressionante como
>> não é o fato de não ter sócio, mas é se sentir solitário mesmo com sócios.
>> É, eu tive um caso o ano passado, foi muito assim emblemático para mim. é uma empresa da de Belo Horizonte, é uma empresa de tecnologia da informação que já tinha 4 anos a empresa e já tinha 30 eh empregados. Aí um sócio saiu, o outro saiu, ficaram dois sócios, né? Continuaram sócios capitalista, mas dois ficaram na na
>> na operação.
>> O
>> e uma pessoa que foi ser o CEO, uma mulher, né? Ela era psicóloga e ela começou a tomar decisões sozinha porque o CTO dela não tomava decisões. E ela entrou em parafuso. Por quê? Porque ela tava tomando decisões sozinha de algo que ela não foi preparada para isso. Ela estava CEO, ela não era um CEO porque ela estava em formação.
>> Uhum.
>> Então, eh, bate um uma ansiedade muito grande nas pessoas. é quando ele começa a tomar decisão sozinho. Agora, muito importante, a gente tem que pensar que eh a solidão é algo da natureza humana. Tem momento, você tá só, tem, né, você tá, você não tá querendo aquele ambiente eh mais eh mais próximo de alguém ou de, né, da sua empresa, mas ele te leva, hora que ele te leva a problemas de de afastamento das pessoas, inclusive da sua empresa, da empatia com seus empregados, você começa a criar algo muito aí aí vira doentil. E o mais importante nesse momento é ele não é um uma pessoa solitária, ele é um empresário, um CEO solitário. Consequentmente ele começa a tomar decisões ou não tomar decisões sozinho, sem ter um balizamento e muitas vezes ele pode ficar eh fora da realidade no mercado. E aí, quais são os caminhos que eh esse empresário pode tomar para que ele busque por fim a essa solidão, né? Quais são as possibilidades? E aí, dentre elas, o que que você entende que faz mais sentido ou menos sentido do que?
O >> mais importante nesse momento chama-se humildade. Quando eu fui empresário, eu não era nada humilde, né? Eu tive três empresas, fundei fundei quatro ONG. Eu que eu via que eu sabia de tudo, eu era muito arrogante, eu tinha conhecimento de tudo, sabia tudo, decidia tudo e, né, com isso eu errei muito, acertei bastante, mas errei muito, sem necessidade. Eh, nesse momento, quando você está assim, o que a gente aconselha é primeiro, você conhece alguém solitário, algum empresário que está tomando decisão sozinha? Todos. Eu conheço.
>> Aí você está solitário? Olhe no espelho e veja, responda sinceramente, se tiver, procure ajuda. Mas não é uma solidão, do ponto de vista humano, é uma solidão empresarial mesmo. Eh, a decisão sem pensar ou a falta de decisão, né, que atrapalha o time do negócio,
>> ele te leva a a a falta da maturidade, da qualidade da da gestão da impactar na empresa como um todo. que vai impactar na empresa como todo. Então, nesse momento, é procurar alguém que tem experiência, que já errou, que já acertou, que possa estar junto. É muito importante não cometer os mesmos erros que outros já cometeram. Vão aprender com os erros dos outros e não passar por cima, vão embora, vão ter erros novos. Mas eu tenho erros novos, né, no sentido de aprender rápido, eh, e com alguém, né, onde eu possa comunicar, discutir, debater, até mesmo, né, fora de uma sociedade, né? Às vezes eu tenho sócio que não dá para discutir aquele momento, naquele momento que o sócio está passando, discutir aquele assunto, porque é um assunto penoso para o sócio, mas ao mesmo tempo eu fico só. E eu e geralmente o CEO trago isso para ele. Não, eu sou o CEO, eu sou o fundador, eu tenho que decidir. Aí é um momento eh de risco muito grande para a empresa.
>> E aí ele tem algumas opções para buscar uma ajuda. Ele pode buscar uma ajuda de um amigo, de um colega, de um familiar. Ele pode buscar uma ajuda de uma consultoria, de uma mentoria, de um conselho. Então, como que você coloca isso? eh como, né, essas possibilidades, como que você organiza, classifica ou recomenda hoje, considerando alguém que é é um empreendedor e está ali se tornando um empresário, é um empresário no começo ou já tem anos de estrada, mas está se sentindo nesse momento só no comando, né, na como CEO ou como presidente ou como, né, dono da empresa. Então, quais são os caminhos? Eu acho que o principal momento é aquele onde que ele ele se sente que está tomando decisões sozinho, né? na hora que ele não está discutindo com sócio, ou vez ele não tem sócio, ele não pode discutir com os colaboradores dele direto, eh, ele não tem um amigo experiente, eh, procuram a ajuda de um profissional, pode ser um conselheiro consultivo, um conselheiro de administração, pode ser uma empresa de de consultoria. Mas pensando bem, a empresa de consultoria, a consultoria é completamente diferente de um conselho, né? A consultoria, ela tem um escopo bem definido, o prazo definido e um preço definido, onde que um conselho é algo mais de médio longo prazo, devido aí a uma tem que ter uma segurança, uma empatia com essas pessoas, mas que sejam profissionais.
>> Você pode até falar um pouco mais, como você é um especialista em eh formação de conselho, posso dizer assim, é o termo correto. Então você até pode dizer um pouco mais, né? eh quando ele vai buscar um conselho, por exemplo, e quando que ainda é cedo e que ele precisa fazer algo mais para chegar no ponto de buscar um conselho, porque vamos dizer que eh para uma governança adequada, não eh nem estou dizendo uma governança muito grande ou perfeita, mas para uma governança adequada, em algum momento ele precisa ter um conselho. E aí o tamanho do conselho, como pode ter alguma variação, né, de momento de de tamanho da empresa. Mas vamos considerar que você está fazendo uma recomendação nesse momento. E aí, quando que é o conselho é adequado? Como que se dá essa esse apoio para o empresário que às vezes acha que não tem que não cabe conselho, acha que ele tem que tocar sozinho porque o tamanho da empresa ou o segmento da empresa, como você falou às vezes, porque ele sabe quase tudo, vai chegar o Ronaldo lá, o José Adriano lá, que não entende do negócio dele. Então, como que poderia ajudar com o conselho?
É, desde desde a primeira ideia, hora que ele tem a primeira ideia, se ele puder ter alguém junto com ele, eh, e da primeira ideia vem os sócios. E o que mais eh faz com que as empresas não tenham perenidade são as sociedades. Eu mesmo cometi dois erros assim fatais na na minha época, onde na primeira tinha as ideias, está desenvolvendo, aí trago o sócio, não faço o contrato com sócio, não é um contrato social, é um acordo de sócios que é bem diferente de um contrato social. E nesse acordo de sócio não existi o acordo de sócio. Aí você não tem como ficar, você tem que indenizar o sócio aquilo que ele acha que vale.
>> Sim.
>> Então nesse primeiro momento, né, que é aquilo que os cosos fundadores não sabem, é no primeiro momento que ele teve a ideia, que ele começa a constituir, discutir a ideia, desenvolver a ideia, já vê o acordo de sócio. O acordo de sócio não precisa passar nesse primeiro momento por um advogado, né? Eles escrevem: "Ó, eu quero ser isso, eu quero fazer isso, ou eu vou dedicar um tempo para a empresa ou eu não vou dedicar, eu vou dar mais dinheiro, eu vou dar menos dinheiro." Tudo isso é um acordo de sócio.
>> todos os combinados para que depois, se necessário, eles possam debater isso sabendo que foi combinado formal.
>> Inclusive aquele guardanapo na mesa do boteco serve, né? Porque ali já tem um documento escrito, é diferente. Eu, né? descrevemos lá que eu posso fazer isso, quero fazer aquilo. Depois você vai revisando e começando. Então, desde o primeiro momento, obviamente, eh, que o melhor momento de de ele ter um conselheiro ou dele ter alguém era ontem, né? O segundo segundo é hoje é hoje, né? Isso é já é para né? Eh, mas o importante é que ele tenha que sentir, ele tem que sentir uma necessidade. A humildade, né? Eu gosto muito, né? Eu tenho uns artigos que fala sobre o que que Sócrates tem que para ensinar para os fundadores de startup. Você fala assim, Sócrates há 2500 anos atrás, mas o Sócrates já falava primeiro da humildade dos filósofos. Eles tinham a humildade de aprender, estudar os filósofos passados, discutir com os filósofos atuais. E mais importante, eles discutiam com os discípulos, não aqueles diálogos que eles tinham com os discípulos. E o importante, é, ele vivia intensamente aquele dia a dia dele, né, que as pessoas têm viver intensamente o dia a dia nas empresas para ele ver a alma das pessoas, ver a alma da empresa. A empresa tem alma, a empresa são feitas de pessoas. Então, esse empresário ele tem que adquirir essas habilidades. Ninguém nasce com essas habilidades. Você vai estudando, você vai praticando, né? A competência, que é o conhecimento, a habilidade, atitude, é o é a prática. Eh, nesse momento é esse momento é o momento do conselho, é a humildade dele saber o que ele sabe, ele tem a consciência do conhecimento dele. Tecnicamente eu sou engenheiro, eu sei do no meu conhecimento técnico. Aí chega o outro momento, ó, eu sei como engenheiro que eu não sei gestão porque eu não estudei gestão. Então, eu sei o que eu eu tenho consciência do que eu sei, eu tenho consciência do que eu não sei. Mas aí começa o problema. Eu não tenho consciência do que eu já sei. Essa consciência é da empresa, dos funcionários que estão lá nessa empresa. Ela, ele não tem aquela consciência daquele conhecimento que está ali e chega num outro ponto que eu não conheço o que eu não conheço.
>> Claro.
>> Aí esse aí, né? É, é. E muitos empresários estão naquela, ele nunca ouviu falar de um conselho. Ele nunca ouviu falar de um conselheiro, ele nunca ouviu falar de de consultoria. É mais comum. é consultoria já é mais
>> é de um mentor de negócio. Muitas vezes você precisa de um mentor, não só um conselheiro, um mentor, a pessoa que já passou por aquilo que tem uma certa maturidade. Então, nesse caso, o conselho e o conselheiro, ele vai trazer qualidade decisória para que ele pense bem, ajude ele a pensar, tomar uma decisão e o mais importante é qual que é o negócio dele, né? É muito importante o empresário começa a desenvolver. Chega um ponto, ele está tão emaranhado que ele não sabe mais qual que é o negócio dele.
>> Foi se foi sendo levado pelo mercado por algumas demandas e vai atendendo e vai atendendo e perde a essência do
>> Aí ele não sabe o propósito dele lá. Qual que é o propósito? Eu acho que quando a gente fala, né, nós estamos começando o ano, eh, quando a gente fala de planejamento, esquece essa coisa de planejamento estratégico. O, o nosso empresário, o nosso fundador de startups de pequena e microempresa e média empresa, ele não tem esse capal teórico, ele não tem esse tempo para ficar discutindo estratégias, uma coisa no outro mundo. Eu tenho que botar o, né, os pés do chão e falar o seguinte: qual que é o meu propósito? Qual que é a visão que ele tem como empresário do negócio? Por a visão não pode ser só dele. A visão tem que ser da empresa. Ele tem que alinhar a visão com as pessoas. Qual que é o qual que é a minha missão aqui? Qual que é, né, a nossa missão, qual que são os valores? E a partir disso ele fazer o básico.
>> que seria o quê?
>> Porquê, o que e o como. É o porqu, o que e o como. Faz o básico. Qual que é o nosso propósito? Pera, mas nós estamos desviando o nosso propósito. El sai fazendo coisas, né? Então ele tem que focar naquilo que a empresa dele teve o propósito de fazer. Ele tem que ficar muito claro isso para ele e focar nisso. A empresa ela existe para criar, atrair e manter clientes. Isso é o fundamental. O que que eu estou fazendo para criar, para atrair e manter os meus clientes? Então eu tenho que pensar nisso. O meu propósito está nisso, a nossa visão está correta. Vamos corrigir a rota. É a estratégia. Eh, não é algo complexo, é algo muito simples. Se for complexo, esquece. A estratégia a gente pode dizer o seguinte: eu estou no ponto A, quero chegar no ponto B. Eu tenho a visão do ponto B. A estratégia vai te falar qual o caminho que nós vamos seguir, quais os recursos que nós precisamos para chegar no ponto B. E o mais importante, com quem nós queremos chegar no ponto B. Aí é que está a o grande diferença que a equipe, o time, os sócios, com quem você quer chegar, porque você não vai chegar sozinho no ponto B. Então a estratégia não é algo complicado, né? Aí você coloca um plano, põe as metas e começa a seguir. Mas o empresário, o empreendedor, ele tem uma característica que todo mundo acha, né, que ele não tem patrão, não. Ele tem o maior patrão do mundo, chama-se mercado, né? Se se eu sou o seu chefe, eu sou o seu patrão, fala: "Consoló, isso aqui não está bom, faz isso de novo, vem aqui, a gente". Aí o cara desenvolve, né? Agora o mercado ele é muito amplo.
>> e ele é objetivo, né?
>> E ele simplesmente para de comprar ou compra do outro e vai embora. Então ele tem um patrão. Sim. É isso que é importante, a humildade para que ele possa desenvolver.
>> E como que o empresário sabe se o que ele precisa eh é de uma mentoria de negócio ou se é buscar uma ajuda de conselho, né? Considerando alguém que hoje não entende muito bem eh que ajuda ele buscar, né? o o que que ajuda ele a ter um caminho? Ou ele sempre deve buscar uma pessoa de no nível de confiança e qualificação que vai ajudar a entender e direcionar para uma dessas áreas?
É, ele tem que buscar alguém de confiança, alguém que ele respeite. O mais importante é isso. El tem que respeitar a pessoa porque muitas vezes a gente está discutindo de igual para igual. é o conselheiro ou aquele mentor, ele não é para não é uma IA que fica te elogiando o tempo todo. Você manda um plano de negócio nela te elogia daquele plano.
>> Tá tudo ótimo.
>> É, tá tudo ótimo. Não, você tem que, ó, isso aqui tem esse problema, esse aqui tem isso, tem essas soluções, qual que você vai escolher? Ele aconselha. O mais importante no conselheiro é fazer as perguntas adequadas. As perguntas devem caminhar com a mente, levar a mente a uma solução. Solução está na cabeça do empresário, não está na cabeça de um conselheiro ou de um consultor. Então é muito importante nesse sentido ele procurar ajuda de alguém profissional, alguém que ele tenha confiança. Aí é um processo, né? Não gostei desse, passa para outro. Até achar alguém e tem que a pessoa tem que trazer valor para a empresa e para ele. O mais importante, está criando valor, está trazendo valor? Opa, está trazendo valor, então mantém. Não está trazendo valor, troca.
>> Tem que buscar outro modelo.
>> Tem que buscar outro modelo.
>> E como que você vê a cultura nesse ambiente? A cultura da empresa? O empreendedor se tornou empresário, contratou algumas pessoas, está lá no no ambiente dele, o quanto a cultura impacta eh positivamente ou negativamente a vida do empresário e a empresa?
A maioria, eu diria que 99%, e eu estava incluído nisso, não estava nem aí para cultura. Que que é cultura? É algo abstrato, se você imaginar, algo completamente abstrato. Cultura, quando você fala da cultura nossa a nossa língua, nosso jeito de ser. A cultura na empresa, são aquelas aqueles eh rituais, valores diariamente que o sócio vai criando e vai passando. Então, tem que criar a cultura. É isso, é
>> os exemplos,
>> os exemplos. Eh, é uma cultura de prontidão, né? Tem um problema, todo mundo se coloca para resolver. Então, essa cultura, ela é criada no dia a dia, mas ele ele não pode deixar eh sem direção, sem visão, sem sentido. Ele é que tem que moldar a cultura que ele quer. Eu quero uma cultura onde as pessoas sejam todas engajadas. Aí vem a sociedade do aprendizagem. Eh, tem que aprender junto. Hoje as empresas precisam aprender rapidamente, as pessoas precisam aprender rapidamente. Então, tem que criar aquele engajamento, né? Essas empresas que têm um crescimento muito rápido, elas precisam de um engajamento também muito alto, muito adequado dos seus colaboradores.
>> E tem que ter exemplo,
>> tem que ter exemplo
>> para que a cultura possa se
>> desenvolver.
>> Desenvolver.
>> Eh, isso mesmo. Tem que ter o exemplo, mas tem que ter eh ela tem que ser direcionada. Se eu estou criando uma empresa que o objetivo aqui é segurança para quem está comprando o meu produto, todo mundo tem que oferecer segurança. Eu não posso simplesmente ser mais ou menos. Se eu estou vendendo a imagem de uma outra empresa, eu tenho que ter a imagem, eu tenho que não só ser, mas eu tenho que mostrar que eu sou. Então isso para a empresa é é muito importante, né, para atender o cliente aquilo que ela se propõe a fazer. E hoje, nesse ambiente que a gente vive de altíssima tecnologia, você acredita que os colaboradores têm uma tendência de estar caminhando mais junto do empresário, do empreendedor?
Depende da cultura, do momento da empresa. Como que você visualiza hoje esse cenário eh vamos dizer do trabalho, né, que a gente vive hoje? Segundo pesquisa de uma instituição global que eu realmente esqueci agora o nome, somente 26% dos empregados mundialmente estão engajados na empresa. 26 é muito pouco. Então nós, a cultura vai engajar esses colaboradores, né? A cultura do erro, que é de admitir o erro, de admitir o fracasso, de eh de incentivos, né? Eu diria que é igual o pai criando o filho. Ele incentiva e ao mesmo tempo e ele chama atenção. Ele tem que chamar atenção. Isso não está correto ou isso aqui está bacana. Vai embora. Você estudou bem, você, né? Você vai ter boa nota, mas essa aí você tem que estudar mais. Você não estudou. Então esse incentivo desincentivo e é igualzinho o pai e criando um filho. Ele tem que eh ele tem que demonstrar diariamente o que que ele aprova e o que que ele não aprova. é a única forma de eh trazer eh mudar esse esse percentual de engajamento global. Engajamento é muito importante porque as pessoas querem ser ouvidas. O engajamento ela é é uma contribuição de pertencimento, né? É aquele não é o funcionário que veste a camisa, não existe mais isso. Existe é aquele que está engajado ou não está engajado. Eh, esse termo figurativo é fulano veste a camisa. Isso aí é no passado. Agora, né? Ele está, ele está 24 horas na empresa, porque ele está com celular, ele está com e-mail, ele não tem como. Ele está assistindo um podcast, um videocast, ele está pensando na empresa.
>> está pensando na empresa o tempo todo,
>> está? Não tem como desligar no nosso mundo que nós estamos hoje tão hiperconectado, não existe eu estou no trabalho ou eu estou na empresa ou eu estou no lazer. Quantas vezes você está de férias, você, opa, tive uma ideia, você não vai lá, anota ideia, vão desenvolver, já querem desenvolver, isso é natural. Então, nós estamos num mundo hiper conectado, mas ao mesmo tempo up hiper solitário. É, é um paradoxo que nós estamos na nossa sociedade hoje.
>> Paradoxo. E aí o primeiro ponto é a humildade de entender em que ponto está para então buscar a devida ajuda, né, em qualquer linha que seja, né? buscar o apoio, eu acho que é o mais importante. E nesse momento o que que acontece? Nós hoje nós temos a cultura da rede social que se você abre uma rede social, você vê empresário que faturou milhões, o outro não sei quantos milhões, os casos de sucesso.
>> só vê os casos de sucesso, fulano que está com 800 colaboradores, mas quem demitiu 100, quem não pagou as contas, nada, isso não aparece. Então você fica criando aquele ambiente para você de que a sua empresa está ruim, de que você está ruim. Só que milhares de empresas estão nessa situação. Então você é isso que começa aí você começa a afastar mais ainda da realidade, né? É esse momento que você precisa, não preciso de apoio, eu vou buscar apoio, né? E é algo que você não quer compartilhar, né? Porque você acha que é só você que tem o problema, né?
>> É, ninguém acha que o problema é da maioria, que todo mundo, aquilo, não. Você tenta afastar as pessoas nesse sentido. E quais são hoje as possibilidades, os modelos de comunidades de aprendizagem? A gente, por exemplo, participa do board BH, que é um grupo de conselheiros executivos aqui de BH, né? E e com certeza você participa de outros grupos e tudo mais. Então, além do que você comentou aqui, de ter humildade, entender, de buscar uma ajuda específica e tal, o que mais tem hoje de ferramenta, né, no mercado que esse empresário pode buscar, né, trocar algumas ideias, eh, fazer benchmark, porque falta um pouco disso, né, a gente sente isso, né, com em alguns contatos que a gente faz, né?
É, tem algo que o empresário não sabe, né, o empreendedor não sabe que é ultra importante, que é o capital social. Quando eu comecei a minha primeira empresa, eu não tinha capital, eu tinha 500 comparando hoje, mas tinha um capital social de relacionamento com várias pessoas. Eu comecei a empresa do com $500, né, e com o sócio. Eh, hoje existe muitos mecanismos, muitos conceitos, muitos locais onde você pode buscar apoio. Naquela época não existia Sebrai. Hoje você tem um Sebrai, você tem eh conselhos consultivos de empresas, você tem conselheiros profissionais, você tem empresas de consultoria. Hoje você tem uma e principalmente uma comunidade, você deve fazer parte de uma comunidade. É, nós fazemos parte lá do board BH, né? faz parte de outra comunidade que é o Conselho 360, onde a gente discute governança como um todo, eh, e apoia as pequenas e micros empresas com relação a isso. Mas, eh, desmistificando, a governança é mais nada que maturidade da qualidade decisória. E e mesmo esse tema que é tão áspero, que é governança, que é eventualmente a saúde financeira da minha empresa, nesses ambientes tem uma uma liberdade e talvez uma confidencialidade para que esse empresário possa buscar eh ajuda e trocar ideias. Como é que funciona isso?
>> Sim, nesses ambientes tem sim uma certa, né, uma certa liberdade limitada, mas tem. Mas o importante é que ele procure, né, eh, profissionais gabaritados, né, qualificados, com vivência empresarial para que possa apoiá-lo. Mas nesses ambientes ele consegue achar essas pessoas. O importante é que ele comece a transitar, ele começa a melhorar o capital social dele. Muitas vezes, quando a gente fala da estratégia, a estratégia não significa que eu tenho que ter isso. Eu posso usar do meu amigo, do meu conhecido, da minha empresa, usar aquele recurso, depois devolvo, depois, né? você tem n maneiras de de hoje de compartilhar recursos.
>> É, então fica a dica, né? Se não conhece uma comunidade que você pode entrar, crie a comunidade, né? Chame dois, três, 5, 10 colegas e inicie esse esse ambiente de troca e de ajuda, porque eventualmente eles estão com os mesmos problemas que você ou outros diferentes que vão te ajudar a não ter esses problemas lá na frente, né? a não cometer os erros que já foram cometidos, né?
>> Isso, cometer novos erros rápidos, mas é com apoio de outros, né?
>> O erros que já foram cometidos não tem necessidade. Vamos, né? Não vamos colocar a empresa em risco por causa disso.
>> Sim. Sim. E para uma empresa que precisa de um conselho hoje, eh, ela já, eh, hoje você vê que as empresas, uma parte já tem consciência de que ela precisa de um conselho, já está um pouco mais madura do que essa conversa aqui que a gente teve do empreendedor que virou empresário, começou, que já tem alguns anos de estrada e já tem eh uma consciência de que precisa ter um conselhos que seja consultivo para ajudar nessas essas decisões.
>> Sim, hoje, eh, né, tem várias empresas aqui na pelo na nossa cidade que já têm conselhos, né, empresas tradicionais que já tinham conselho de administração, que agora criaram conselhos consultivos, porque a administração ela era, né, obrigatória. Agora o conselho consultivo não. São conselhos que são pessoas com expertises diversos que vai apoiar o empresário no desenvolvimento do seu negócio, da sua empresa, né, vai ensinar apoiar ele ser empresário. E qual que é a diferença do conselho de administração e do conselho consultivo? Porque nem todo mundo vai saber. E aí, o que que levou que leva uma empresa que tem a obrigação de ter o conselho de administração buscar um conselho consultivo que como uma iniciativa, né, eh, de buscar uma ajuda adicional.
Eh, o conselho de administração é um aspecto legal quando você tem uma SA de capital aberto. Aí você tem que ter o conselho de administração da empresa. Esse conselheiro, ele responde fidiciariamente para para essa empresa. Os bens dele estão bloqueados se eu for ver alguma coisa eh diferente nessa empresa ilegal. Eh, o conselho de consultiva é um pouco de bem diferente, não é um pouco, né, bem diferente. Eh, onde esse conselho ele aconselha a direção da empresa, os fundadores em determinados caminhos, determinadas estratégias. Ele aconselha, ele discute, mostra experiências que já teve, traz alguém para discutir experiências. Então, eu conheço uma empresa de engenharia que a empresa grande, tradicional, mais de 60 anos, tinha tinha um conselho de administração, porque ela tinha vários sócios e agora mais recente ela criou um conselho consultivo onde ela levou três eh executivos, né, da do mercado para apoiar essa empresa. O conselho consultivo ele é mais abrangente, ele é mais menos amarras, vamos dizer assim, é onde você traz pessoas que têm outras experiências para somar eh com a sua empresa. Eu acho que é nesse sentido.
>> E o fato do conselho, do conselheiro consultivo não responder fiduciariamente, isso traz um pouco mais de liberdade e possibilidade de inovação para esses conselheiros.
justamente ele traz muito mais liberdade, muito mais eh um debate, porque ele não é ligado eh eh jud eh eh oficialmente, como vamos dizer assim, na administração da empresa. Ele não está ligado à administração da empresa. Ele é um conselho consultivo, são pessoas que estão lá, que fizeram um conselho. Então esse conselho ele vai aconselhar a empresa a novos caminhos, novos mercados, inovação, eh novas maneiras de de estratégias novos, né? Eh trazer novos sócios, discutir eh ambientes de inovação, principalmente agora com startups. Estão aparecendo startups de todos os jeitos, né? Quando você fala de inteligência artificial, você não vai ficar desenvolvendo inteligência artificial dentro da sua empresa. Você vai trazer alguém que já domina esse, já tem esse conhecimento dominado. Então são eh ele é muito importante no sentido que mentorar, ele também pode mentorar o empresário, nem desenvolvimento da sua empresa.
Muito bom. Muito obrigado, viu, Ronaldo? Muito bom.
Eu que agradeço, né? E você que acompanhou o José Adriano Talks, continue nos seguindo nas mídias sociais, @mitsefe, @josé Adriano. Os nossos episódios estão disponíveis no YouTube e nas plataformas de áudio. Nosso podcast é apoiado por Blutex, Mitsfe, KTG Group e Grupo LPJ, que é uma holding que atua como consultoria parceira de grandes marcas em todo o Brasil, composta por empresas que oferecem soluções estratégicas e em diferentes áreas, garantindo resultados consistentes e alinhados às necessidades de cada negócio. Deixe seu comentário, sua sugestão de tema ou de convidado e até o próximo episódio. Obrigado.