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E aí, veja, mesmo quando a pessoa vai limpar, que é, é uma outra, eh, um outro teste que a Polícia Técnico-Científica vai fazer também, que é o teste de limpeza, né? Que é o que eles falam, que é a limpeza do teu local de do crime e você deixa marcas, porque conforme você vai limpando, que tô esfregando, que eu quero limpar, limpar, limpar, limpar, eu vou também deixando outros vestígios. E esses vestígios, o Sérgio leu o laudo, eles não são encontrados, não tem, não. Eles não encontram, eh, vestígios de sangue da Vitória. Eles não encontram vestígios de limpeza também, ou seja, tentar eliminar as provas.
E dentro do carro do Michael, o Sérgio também viu as fotos. Ele, o porque tem carro que tem estofamento escuro, né, assim, e o dele é claro, né, bem claro. Ou seja, mais difícil ainda de você tirar, porque uma vez sangue também, não é fácil de limpar o banco, né, gente? Ele entra, ele tem espuma, ele, ele vai entrando e você pegaria, né?
>> Você puxa um pedaço, né, doutora?
>> Sim. E o sangue, né, tem uma característica que é um tecido biológico. O sangue é um tecido biológico. Então, se você não limpa bem, sabe o que você vai ter daqui a três, quatro dias? Um cheiro de putrefação.
Ô Sérgio, eu diria até mais na questão, eh, vamos colocar uma hipótese, como a Carla falou muito bem, que ele fosse o melhor limpador do mundo e que ele conseguisse limpar muito rápido. Mas levando em conta que ele pode não ser o assassino, porque o modo operante do assassino, ele não vai falar assim: "Eu estou tranquilo, matei, eu vou limpar", né? O modo operante do assassino naquela hora, tá? Mas independente naquela agora, naquela situação, não é limpar o carro para esconder os vestígios, é acabar com o carro. Ou senão, beleza, vou sumir com o carro, vou queimar o carro, tá? Vou carbonizar o carro para sumir com essa, não é limpar o carro e continuar com o carro.
>> É, a gente tem até um caso, talvez a Dra. Eloá lembre, da família Gonçalves, como é que eles vão tentar, eh, todos eles sumir, né? Vão criar uma fraude processual ali, eles vão carbonizar todos dentro do carro para inventar que o carro explodiu, pegou fogo, mas é também numa tentativa de ocultação.
>> Sim.
>> Aí eu vou fazer uma, uma pergunta aqui, eh, e quero que a Dra. Eloá também se junte aqui. Quando o corpo da Vitória é encontrado e ele é encontrado pela polícia, né, desculpa, pela Guarda Civil Metropolitana. Ou seja, quem estava ali procurando não era a Polícia Civil, mas a Guarda Civil Metropolitana. Eles encontram o corpo e esse corpo estava muito próximo ali da estrada e não estava com uma tentativa de ocultação. Que é que uma pessoa que vai matar uma menina dessas, uma mocinha, né, uma adolescente de 17 anos que já estava desaparecida há algum tempo, até porque as investigações iniciais eram de desaparecimento, depois que isso virou um homicídio, vai deixar o corpo ali para ser encontrado? Se você está numa área de mata, o que que você vai tentar?
>> Omissão.
>> Enterrar.
>> Enterrar o corpo, não é isso? É isso que o, não é verdade? A lógica é essa, né? Lógica. E para mim, esse caso não tem lógica alguma do começo ao fim, porque como você mesmo explicou, Carla, se ele tentou esconder os vestígios do carro, limpou o carro, limpou a casa, limpou tudo, por que que ele deixaria o corpo sem ocultar ele da melhor forma? Seja.
>> Perfeito, doutora.
Encontraram pá, falaram sobre pá, sobre enxada, sobre equipamentos que ele poderia ter utilizado, né, para estar ocultando esse corpo. E ele não oculta, ele deixa o corpo lá, ele não queima, não faz nada. Não causa, não faz sentido, porque se ele limpou tão bem o carro, por que que ele vai deixar um corpo para ser encontrado ali na beira da estrada? Porque de novo, gente, é uma região de mata fechada assim, mas ele não estava, ela não estava no meio do mato, ele estava bem ali no comecinho da estrada, da estrada. Estrada.
>> E é isso que eu te pergunto. Vou jogar ainda um pouquinho mais pro Sérgio antes de passar pro Thiago, que é da área de tecnologia. Não faz sentido, né?
>> Então.
>> Por que que não enterrou?
>> O que eu penso, tá? E é uma hipótese, é que.
>> Quero ouvir hipóteses. Gostamos de hipóteses.
>> Posto que eu não faço parte do caso, nem na defesa, nem na acusação. Eh, você trouxe uma informação importante. É uma, é uma estrada de terra, porém que.
>> Que transita veículo.
>> Sim. Passam carros ali.
>> Então assim, pensa só, você ter que descer o veículo estacionado no nada, certo? Você descer o o cadáver, você vai perder tempo para você cavar e para você enterrar. E e o que eu acho, né, quem cometeu o crime, assim, cometeu o crime e não queria enterrar o cadáver, simplesmente se desfazer dele, né? Porque não fazia sentido, ah, não fazia sentido se desfazer. Poderia ter carbonizado,
>> Sim.
>> Poderia ter esquartejado,
>> Como a gente já viu vários casos.
>> E jogado na mata. Então assim, o crime foi cometido e posteriormente o corpo foi jogado. Então assim, e e outro ponto importante, quando nos quando nós, eh, analisamos, entra um pouco a criminologia, que você sabe muito bem disso, né? Quando você, eh, investiga crimes sexuais, né? O que você tem de por meio de sentimento, raiva,
>> Isso.
>> Ira. E você vê os crimes uma característica específica que você vai ter uma quantidade de facadas enorme,
>> E você vai ter facadas geralmente no rosto.
>> Ou no caso nos.
>> Nos órgãos, nas regiões mais genitais, mais íntimas, né? Por quê? Porque a pessoa tem raiva. Aqui nós temos um caso que foram três facadas, foi no pescoço, certo? Fa e foi aqui no no pescoço entre o pescoço e no caso a parte aqui da escápula infraescapular e teve uma lesão aqui no terceiro, quarto espaço intercostal.
>> Então assim, do ponto de vista criminológico, eu não, não me parece um caso típico de, por exemplo, uma vingança sexual ou alguém com raiva, sabe? Me parece mais um caso de uma morte, certo? E que o objetivo era matar e posteriormente.
>> Descartar.
>> Descartar. Até porque estava sem roupa, porém a perícia não encontrou resíduos, né, vestígios de violência sexual.
>> Eh, outro ponto importante, a toxicologia forense, ela não estava drogada, ela não estava sob nenhum tipo de substância.
>> Exatamente. Para poder reduzir sua capacidade defensiva. O que foi encontrado foram 0,7 d álcool no sangue.
>> Uhum.
>> Ou seja, eh, o álcool em algum momento entrou numa quantidade mínima desse gramas, né, por litro. É.
>> Baixo, né? Não é uma quantidade significante para falar que ele estava.
>> Alcoolizada.
>> Alcoolizada. Só que nasceu outro questionamento. Em que momento? Se ela saiu do trabalho, certo? E posteriormente ela desapareceu e aparece um cadáver com álcool no sangue, tá? Então assim, esse é um fato que me chamou atenção, né?
>> É, você então se nesse.
>> Será que ela tomou no momento que ela foi abatida? Ela ou foi levada para algum lugar? Deram bebida para ela?
>> Será que, será que ela foi em algum lugar que conviveu com bebida e posteriormente foi morta? Porque o álcool.
>> Quanto tempo ele demora para sair também?
>> É, é que assim, se você considerar, eh, então a metabolização tem que ver onde que foi coletada a matriz.
>> Uhum.
>> Geralmente quando você coloca de matrizes periféricas, que são nos braços, né, você vai encontrar uma quantidade menor e muitas vezes você não vai encontrar. O o correto você conseguir coletar do coração, tá? O sangue do coração vai ter uma quantidade muito mais acertada e você consegue estimar mais tempo. Mas o álcool para mim chamou atenção porque ela saiu do serviço, certo? Saiu do serviço e já desapareceu. Então ela não é que ela foi numa festa, não é que ela foi, ela assumiu no trajeto do serviço dela. Em que momento esse álcool apareceu? Ela ingeriu? Ela ingeriu? E se vem, certo, uma quantidade mínima, eu acho que um ponto também a a analisar, né?
>> Estão falando aqui, Sérgio, talvez o álcool da putrefação do corpo também.
>> Então, só que o álcool, no caso, ele é coletado de matrizes, né? Não é.
>> É, não, não é. Quando a perícia traz isso, gente, lá no Instituto de Medicina Legal, ele vai separar o que já se transformou, né, nesse álcool que a pessoa tá dizendo aqui da putrefação, do que foi encontrado no sangue, no toxicológico dela ali.
>> Tá? É lógico que você vai encontrar outros álcoois também.
>> Sim.
Aí, Sérgio, deixa eu passar aqui um pouquinho pra Dra. Eloá, porque logo depois de tudo isso, eh, vão chegar na casa do Michael, vão até ali o vizinho. E as informações que nós recebemos, inclusive, né, na fase ali do 421, que este vizinho testemunhou em juízo, dizendo que quem vai até a casa dele, eh, a princípio fazer essa investigação, é um guarda civil metropolitano, algo completamente regular. E ele entrega o celular dele para este guarda civil metropolitano. Queria o seu ponto de vista, Dra. Eloá.
Então, esse assunto é referente à investigação, até mesmo às vezes flagrante feito por GCM, é pacífico nos tribunais superiores. Hoje em dia a gente tem o entendimento de que é e isso é constitucional também, polícias judiciárias que devem fazer essa investigação. Ah, flagrante, assim, a gente sabe que todos, qualquer cidadão pode fazer ali o flagrante, mas dependendo de como ele foi feito, também tem uma nulidade se foi feito pela GCM. Então assim, eh, eu acredito que dá ali para cavar mais essa nulidade referente a GCM ter feito esse, essa, essa, essa investigação. Já eles já estavam investigando a partir do momento que foi até a casa da pessoa, se a pessoa não está ali como indiciado, como investigado, isso é trabalho da polícia civil,
>> Da polícia judiciária.
>> Isso da Polícia Judiciária, senão, né, da Polícia Federal, enfim. Mas, eh, não é, não compete a GCM, não compete a GCM fazer esse trabalho investigativo.
É, não. E olha só, não foi só isso, porque ele vai dizer, né, isso está gravado inclusive, que é no depoimento ali pro juiz e o promotor ainda vai perguntar, né, você tem certeza que não foi pra polícia que você entregou? Aí ele vai responder: "Não, entreguei pra GCM". E uma das coisas que vai colocar, né, a figura de Michael nessa cena, né, nessa possível cena do crime, é que também está no relatório policial que ele havia dito que ouviu gritos, pedidos de socorro. E ele, lá nessa mesma fase, na frente do juiz, vai dizer o seguinte: "Não, eu não disse isso e eu não ouvi gritos e ouvi pessoas conversando, mas eu não sei se são dois homens, um homem com uma mulher. Quem são essas pessoas?". E disse mais que não viu também o carro do Michael, que a própria polícia vai dizer de forma clara que ele tinha visto. Ou seja, é tudo muito, ou você está baseando uma história no, a testemunha está contradizendo o que ela disse na fase extrajudicial. E é o que alguns advogados vêm falando aqui quando comenta do caso Vitória. E eu vou repetir, eh, tudo que é feito na fase investigativa, na fase inquisitiva, ela precisa ser confirmada, corroborada na fase judicial. Então, primeiro veio aquela confissão que falaram que ele tinha feito lá extrajudicialmente, que os advogados estão debatendo, eh, falando que ela é ilegal, que ele não fez essa confissão, que ele foi, eh, coagido a fazê-la, né, e ameaçado. E aí vem uma outra testemunha que lá na fase extrajudicial, onde ela não tem acompanhamento de ninguém também, a testemunha está lá, ela e os policiais, o delegado, ela não tem ninguém ali. Então aquilo que ela falou lá tem que ser corroborada, ela tem que confirmar na fase judicial. Ela não confirmando, isso já é um ponto muito bom para a defesa.
>> São elementos de informação, né?
>> Sim.
>> É. Não.
Então, para a gente entender, olha, então o Sérgio explicou a questão do carro, aí a doutora está explicando a questão dessa testemunha que vai dizer que ouviu gritos de socorro, o Michael, o carro que bom, aqui no carro não ficou em pé. Aqui na casa dele também não ficou em pé. Agora vamos lá para o local do crime com Thiago aqui. Encontraram o corpo da Vitória lá naquela região ali de mata, perto ali da estrada. Não, o corpo também chegou uma história de que ele teria tentado enterrar, que desenterrou. Isso também não se comprova porque não tínhamos sujeira, não tinha terra, né, gente? Para você enterrar uma pessoa, na hora que você desenterrou, vai terra em todos os lugares. Exatamente. Vai terra, por mais que você limpe, você não consegue limpar, como tirar tudo.
E o que que acontece? Encontraram. Aí nós temos a questão, né, da geolocalização, Thiago. E olhando no processo, uma coisa que chamou muita atenção é porque a autoridade policial não vai pedir essa quebra de sigilo dela. Então, ela estava no ponto de ônibus, desceu do ônibus e aí desaparece. Mas ela estava com o celular dela, ela foi para algum lugar e para onde ela foi? Essa, a gente tem todo esse, esse, né, percurso que a pessoa vai andar. E gente, para que as pessoas entendam também, o Thiago vai explicar aqui o que vem de, vamos dizer, de preset, né? Ia falar de fábrica, né? Nem de fábrica. É o preset que já vem quando a gente instala um aplicativo ou compra um telefone, é que a sua, você já está deixando ali a sua geolocalização. Se você não quiser, você tem que ir lá e falar: "Não quero que você saiba".
>> Nas definições, retirar.
>> Retirar, que se você não fizer isso, ele está ali porque ele quer ter informação, correto? E a grande maioria das pessoas, eu, eu acho que a gente pode dizer o quê? Mais de 90% não tira isso porque não se dá conta. Ah, bobagem. Deixa lá. E aí, Thiago, explica para as pessoas essa questão da geolocalização, o quanto isso inclusive é importante para esse processo, para a gente entender aonde ela esteve.
Carla, obrigado, tá? Já trabalho com isso há um tempo. Eh, antes de explicar a questão da geolocalização, tem um negócio que é tão importante quanto, talvez até mais. É, por mais que a gente fale geolocalização, localização, né, uma coisa que é interessante, que a ERB, estação rádio base, que transmite e recebe sinal de dispositivo móvel, é diferente do GPS, que é sistema global de posicionamento,
>> Tá?
>> Que lhe oferece uma, eh, precisão, uma acurácia de quase 100% da localização do dispositivo. Por que que eu digo do dispositivo? É impossível você comprovar qual é a pessoa que estava no dispositivo ou dispositivo ao qual estava sendo utilizado o número atribuído ao chip e sim, que é o chip eletrônico, ou próprio chip SIM, né? A gente consegue fazer essa correlação caso a gente peça a bilhetagem para operadora. Não sei se era da TIM, da Vivo, daí, se não me, se não me falha a memória, seria da TIM. Então, com essa correlação do IMEI, a gente consegue chegar, eh, o mais próximo possível do dispositivo ao qual estava sendo usado. Mas na questão de localização pela ERB, eu vou te dizer que seria quase impossível da gente identificar o dispositivo, não a pessoa, porque ela tem um negócio que a gente chama de azimute, que é tipo a rosa dos ventos, norte, sul, leste, oeste. O azimute, porém, o azimute, ele vai te dar qual é o local que está indo o sinal do telefone. Daí a gente tem um raio que seria a rádio de frequência da ERB. A gente tem um raio que tem um certo limite devido à frequência da rádio de frequência.
>> Uhum.
>> Tá. E até onde o telefone consegue pegar 2G, 3G, 4G e até 5G, tá? Quanto mais a tecnologia, que nem o Wi-Fi, 2.4, mais distante, menos capacidade, 5G, menos distante, mais capacidade. Telefone é igualmente assim, 5G assim vai, tá? Eh, a questão da ERB, ela vai pegar aquela área, aquela região aonde tem telefone, né? A gente estava conversando agora há pouco e existe uma hipótese, não estou falando com 100% de certeza porque eu não fui ver se tinha só uma ERB, tá? Só uma torre de transmissão de telefone. Nunca fui ver isso, né? Mas a gente estava conversando, se existe só uma ERB para toda aquela região, então todo mundo que está utilizando o telefone pode estar naquela região. Por isso que eu digo que somente com a ERB é impossível. Porém, tudo vendo tanto com tudo. Hoje a gente tem um aplicativo de mensagens que é muito utilizado, tá? Eh, conhecido WhatsApp. Existe técnica que os policiais utilizam e bastante que chama WhatsApp Records.
>> WhatsApp Records. Somente com o número de telefone, somente com o número do telefone a qual a pessoa estava utilizando. Você tem o IP, a porta, a localização. Você não tem o conteúdo da mensagem, mas você sabe o horário que estava tendo a mensagem, você sabe se tem foto, você sabe se tem mídia, né? Eu não estou falando assim, você consegue pegar o conteúdo, não, mas eu estou falando, você consegue pegar a localização.
>> Sabe onde ela estava?
>> Exatamente.
>> Porque ela, você, por exemplo, você não consegue ver a minha mensagem, mas você sabe que Carla estava nessa localização e mandou uma mensagem para a Dra. Eloá.
>> Exato.
>> A gente sabe que teve isso, mas não o conteúdo da mensagem.
>> É, falando de geolocalização e localização, coisas diferentes. Geolocalização é a localização quase exata. A localização é uma localização aproximada, tá? Mas na questão de geolocalização, o mais próximo que nós chegaríamos, né, com certeza quase absoluta, seria com a WhatsApp Records, que muito provavelmente até hoje, com certeza, com certeza. A outra possibilidade é a gente pedir uma quebra de sigilo da nuvem, como por exemplo, iCloud.
>> Ela tinha um iPhone, então ela tinha uma nuvem, né? Então a gente poderia pedir, mas daí a gente estaria arriscado a não conseguir. Tanto, eh, que isso daí, não sei se vocês sabem, tá? Mas isso daí é uma autorização pelo juízo, né? O juiz que tem que permitir isso, tá? Se o juiz não permitir, a gente está arriscado a não conseguir. Eh, se ele permitir, a gente ainda está arriscado a não conseguir, porque a gente não sabe se estava sincronizado a localização ou não. Mas como você bem disse, por default, por preset, está ativa a localização.
>> Tá? Mas aí isso seria uma coisa simples, porque isso é uma questão, né, Dra. Eloá, de padrão ali policial. A primeira coisa, eu preciso entender aonde estava essa mocinha, né? Então, para começar uma investigação, se o o universo digital me ajuda, vamos embora nesse universo.
>> A autoridade policial vai pedir a quebra de sigilo do Google, do WhatsApp, de tudo que ela puder.
>> Mas isso não está no processo.
>> Aí complica. É o que a defesa vem alegando muito, que é o cerceamento. Isso vem pedindo acesso completo aos autos. Inclusive, eh, eu passei o olho nos autos, né, antes de vir para cá, e tem muita informação faltando. É o que eles vêm brigando muito para que consiga o acesso pleno.
>> É porque assim, gente, não está se pedindo nada. É o mínimo do mínimo. Respeitar o contraditório e a ampla defesa.
>> Contraditório. Porque quando a gente não tem todas as informações, né, doutora, a gente, todas as dúvidas são lançadas. A gente não consegue uma, uma defesa ampla.