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Fala galera, e aí? Bem-vindos a mais um podcast, um episódio fenomenal do Jogo da Reforma, o podcast semanal da e-auditoria que transforma a reforma tributária em uma grande oportunidade de crescimento pros escritórios de contabilidade.
E hoje nós vamos conversar sobre um tema que vem afligindo muita gente, os ERPs. Os ERPs a gente sabe que são essenciais para que tudo na reforma funcione. Afinal, a gente tá falando de uma reforma que essencialmente é tecnológica, né? A base da reforma é tecnológica. E a gente sabe que as empresas, né, para cumprirem suas obrigações, emitirem suas notas, elas vão precisar estar integradas a essa tecnologia para a coisa funcionar.
E para isso aqui eu trouxe meu amigo Luciano Quinope, que ele é, olha só, vou ler o currículo dele aqui, ele é contador pela PUC Minas, ele é pós-graduado em finanças, controladoria e auditoria pela FGV, ele é sócio da Inos, que está em Juiz de Fora desde 1987. É um dos canais de parceria mais antigos da WK Sistemas. Para quem não conhece a WK Sistemas, só falar o que que é essa empresa aqui, tá? É uma empresa lá de Blumenau, ela tem 41 anos, tá, de atuação e ela faz o ERP WK Radar, que é um software de gestão que nasceu da contabilidade da escrita fiscal. Então eles têm um DNA muito forte nessa parte contábil.
Tá do meu lado também aqui o Thiago Miranda, nosso mestre em vendas, mestre em negociação, "vamos que vamos", né, do Escalar Contábil. E hoje a gente vai bater um papo aqui, né, pessoal, sobre como que os ERPs estão enxergando esse momento, né, como é que isso está hoje em dia no mercado de uma maneira geral em relação à reforma tributária.
Bem-vindo, Luciano.
Obrigado, Fred. Bom dia a todos, a audiência. Bom dia, Thiago. Prazer. Eh, prazer falar com vocês sobre um tema tão delicado, né? Como você mesmo tocou, a questão dos ERPs hoje, elas ganham uma proeminência ainda mais relevante no contexto da reforma. E eu acho que nós estamos diante de um cenário que talvez seja o mais de mudanças mais profundas desde o Plano Real. Eu tenho comentado a respeito disso onde eu vou. Eh, talvez seja o maior alcance no cenário socioeconômico brasileiro desde o Plano Real em 95. E esses desafios trazem para a gente também um mar de oportunidades, conforme vocês bem colocaram aqui dentro do dos podcasts. E o papel dos ERPs, dos fornecedores de ERPs, nesse contexto, ele ganha ainda mais relevância no sentido que a gente precisa eh automatizar eh rotinas, automatizar parametrizações, facilitar parametrizações para que as empresas tenham segurança aí nesse cenário tão desafiador dos próximos anos.
Legal. Que que, ô Luciano, explica pra gente aqui que que você acha que as empresas têm que tomar mais cuidado? Que que os contadores podem ajudar e auxiliar elas, que áreas que a gente vai ter que tomar mais cuidado na parametrização hoje em dia aí com a realidade da reforma?
Fred, a reforma, ela traz o seguinte desafio, né? Todo o ecossistema dos ERPs, ele vai ser eh modificado, ele vai ser impactado sobremaneira. Então, eh, aquele discurso que a gente sempre teve na classe contábil, aí me incluo na classe, que já estive do outro lado também. Hoje eu sou um fornecedor de ERP, trabalho com isso há 25 anos, mas já estive do outro lado também. E a gente sempre ouviu esse discurso de contador, o contador precisa trabalhar de maneira consultiva. Isso não é novo. Isso não é novo na classe, isso não é novo no nosso cenário. E, porém, agora isso é imperativo, né? O trabalho do contador, ele tem que ser consultivo, senão nós estamos fora.
Não é mais uma questão qualitativa, é critério básico.
Critério básico. Assim como eh há 30, 40 anos atrás, ter uma graduação era um diferencial, o trabalho eh da contabilidade que não for consultiva, ela vai cair por terra. Vai cair por terra. E todo o ecossistema do ERP, ele vai ser impactado pela reforma desde compras. E aí a gente tá falando aqui exaustivamente sobre a questão da tomada de créditos, da necessidade de um olhar mais crítico para tua cadeia de fornecimento, vendas, finanças, que hoje, por exemplo, onde eu vou, o pessoal tá muito preocupado com a questão do split payment, que ainda não tá e ainda é um cenário nebuloso para para todo mundo, ainda não tem regulamentação, tem norma técnica. Existe uma série de incertezas, mas como o fluxo de caixa é algo que impacta diretamente o dia a dia do empresário, é aonde está a maior sensibilidade das empresas. Então, muitas vezes o pessoal vem buscar a gente para perguntar sobre como é que vai ser o meu fluxo de caixa, eu vou descontar o imposto todo fonte e tal. Calma, hoje a gente precisa se atentar fundamentalmente para a classificação fiscal dos produtos, mercadorias e serviços.
Então, você acha que assim, eh, se a gente fosse fosse eh ordenar um projeto que a gente fosse fazer numa empresa, né, como você deve estar tocando com várias empresas aí, o primeiro ponto que você tem que se atentar hoje é a questão do cadastro de itens dentro do...
O cadastro de itens hoje é a alma da reforma, né? A necessidade de curtíssimo prazo, tendo em vista a obrigatoriedade do destaque dos novos impostos a partir de janeiro. Eh, felizmente houve um bom senso no sentido de postergar a rejeição das notas fiscais, mas a obrigatoriedade ainda existe por lei e precisamos cumpri-la e ela é o cerne da reforma tributária neste momento. Ou seja, qual alíquota, qual regime especial, qual regime diferenciado. Eu preciso ter isso corretamente classificado dentro do meu rol de serviços e produtos para que a gente possa criar a base, sedimentar a base eh eh para para os próximos passos.
E você tem rodado muita empresa aí? Você tem visto o mercado de maneira geral? Como é que o pessoal está se comportando com isso? Estão realmente eh fazendo essa lição de casa ou você tem sentido que muita empresa ainda está empurrando isso com a barriga, está jogando um Classe Trib mais genérico mesmo só para cumprir a obrigação de qualquer jeito, não observando muita tributação? O que que você tem sentido nisso?
Tem sentido o seguinte, Fred, ainda é muito comum, infelizmente, o pessoal ainda ter dificuldade de classificar NCM da maneira adequada, né? E fundamentalmente parte disso, a adoção do do correto Classe Trib está intimamente relacionada com a NCM adequada dos seus produtos. Então, se não fez até hoje, passou da hora de fazer para ontem. Preciso e eh ter essa classificação adequada. E o sentimento é muito, ainda existe muita desinformação e insegurança no empresariado, pelo que a gente vê, né? Eh, e aí o papel dos nossos colegas da classe contábil passa a ser fundamental nesse sentido.
Você tocou, você posso fazer uma provocação, Fred? Eu acho que isso vai dar uma uma clareza muito grande pra gente, né? Sempre que a gente fala de classificação fiscal, cadastro de produtos, eh eu sempre pergunto pros contadores assim: "De cada 10 empresas aí no mercado, quantas têm algum erro no cadastro de produto?" Aí o contador fala: "As 10". Falei: "Pois é, inclusive os seus clientes, né? Que as inclui os meus clientes. E pensando nisso, e você usou uma expressão que eu achei muito interessante, já estive do outro lado, que que eu percebo do mercado? Um jogo de responsabilidades e deveres entre o contador, o cliente e o ERP.
Então, o cliente pensa que alguém tem que fazer para ele, seja o ERP, seja o contador. O contador pensa que o cliente tem que fazer e buscar a ajuda do ERP. E às vezes a gente entende que o ERP pensa que o cliente tem que fazer e buscar a ajuda do contador. E aí a gente acaba chegando nesse assunto que o Fred falou: "Poxa, tão colocando de forma genérica lá mesmo só para cumprir obrigação, etc. e tal". E agora não é mais uma opção, né? As as empresas serão impactadas na alíquota de imposto de uma forma que elas não vão sobreviver se não cumprirem os quesitos eh temporais da reforma. Agora é classificação fiscal, depois vai ser split payment. Quero te fazer uma pergunta sobre isso também que eu tô curioso.
Eh, mas agora vamos lá.
O que que eu percebo, tá? Eu percebo que o contador ele tem uma excelente oportunidade e eu endossei isso conversando com uma contabilidade de grande porte ontem que ela me disse o seguinte: "Thiago, eu proponho um serviço de compliance dentro das empresas. Então eu só pego empresa acima de 6 milhões de faturamento por ano e o meu negócio é organizar o financeiro, organizar o ERP e eu trabalho com um ERP só, eu já tenho a licença, eu venho e implanto ele 100% alinhado para aquela empresa, indústria, seja o que for. E eu vejo que o ERP ele é uma fonte de captação de clientes absurda pro contador. Quando o contador ele se alia alia um ERP, o próprio ERP começa a indicar clientes para esse contador porque vê que o cliente tem grande dificuldade com a contabilidade, quando assunto é classificação fiscal, cadastro de produto, etc. Mas ao invés do contador abraçar o dono do ERP e falar: "Cara, vamos crescer junto, deixa eu sair fazendo a classificação fiscal de todo mundo, arrumando cadastro de todo mundo, vender isso como consultoria e pegar a contabilidade." Ele vê o ERP como uma obrigação, ó, você tem que fazer e ficar aquela briga com o cliente. Como que você enxerga essa oportunidade falando de crescimento? Contador que olhar pro ERP e falar: "Ó, quero sair classificando todo mundo, dando consultoria para todos os seus clientes. É o momento. Como que o RP, na sua visão de RP enxerga isso hoje?"
Vamos lá, Thiago. Eh, eu tô bastante confortável com a tua pergunta, porque a WK, né, a empresa qual a gente representa aqui em Juiz de Fora, ela, conforme o Fred citou na na minha apresentação, ela nasceu, o ERP, o WK Radar nasceu de três módulos fundamentais que já eram fornecidos antes do conceito do ERP chegar no Brasil. Um sistema de contabilidade, um sistema de escrita fiscal, outro sistema de controle patrimonial, né? Eh, então os contadores sempre foram um um público bem atendido pela WK e sempre foi um público indicador da nossa solução. Falando do nosso lado, que que eu vejo nesse momento, nesse jogo de empurra, sabe, que de fato existe...
Sim.
...é muito também em função da baixa, do baixo nível de autonomia que muitos fornecedores de ERP dão aos seus clientes, tá? Isso a gente tem como valor inegociável.
Ele está preso na empresa para fazer qualquer tipo de cons de de não é o nosso foco, não é o nosso mote, não é a nossa intenção como política comercial e como a gente se coloca e sempre se colocou. Historicamente, a WK sempre deu autonomia aos seus pros seus clientes eh fazerem os seus próprios eh as suas próprias parametrizações e fundamentalmente a construção dos seus próprios modelos de relatório.
Legal.
Estratégicos. Então, eh, esse momento em que o jogo, esse jogo de empurra sempre aconteceu, ele vai ocorrer a partir de 2026, durante esse período todo da reforma e é fundamental que ele seja minimizado por parte do ERP, olhando a situação como crítica e olhando o momento em que o cliente atravessa, as empresas atravessam, conceder essa autonomia é fundamental. Eh, estar ao lado, eu costumo dizer a expressão ombro a ombro. O fornecedor de ERP precisa estar ombro a ombro com com seu cliente e o contador é parte importante desse dessa relação, é parte fundamental dessa relação. Então ele precisa necessariamente eliminar qualquer tipo de "Olha, é nossa responsabilidade", "Na sua opinião, é nossa responsabilidade". Ótimo. Vamos sentar e discutir e fazer um trabalho em conjunto para que a gente possa, porque afinal de contas o interesse do nosso cliente é que precisa ser resolvido e atendido. Não adianta ficar dizendo: "Ah, isso é sua responsabilidade, é minha responsabilidade". Olha, hoje, por exemplo, nós temos a partir, a exemplo da e-auditoria que tem a ferramenta que a partir da NCM já me traz os relatórios das possíveis Classe Tribadas ao produto. Dentro da nossa ferramenta, o ERP já faz também essa associação e ele coloca. Então, você entregou na ferramenta da auditoria quais são os códigos passíveis. Em conjunto com o contador, a gente seleciona qual é o Classe Trib mais adequado àquela operação do cliente e o ERP vai fazer essa inserção dentro do banco sem o trabalho obrigar o cliente a fazer este trabalho. Então assim, passa muito por uma essa crítica a a essa oposição de de de responsabilidades é muito bem é muito pertinente e é um desafio. A gente precisa eliminá-lo. A gente precisa, enquanto fornecedores de ERP, eu preciso estar ombro a ombro com a minha empresa, ombro a ombro com contador. Contador é parte do meu cliente, tá beleza? Contador é parte do seu cliente.
Eu quero saber hoje na sua experiência, Luciano, você hoje...
...tem o hábito de ser procurado por contadores de empresas?
Sim, sim. São nossos são nossos maiores indicadores.
Mas assim, as empresas que você atende, você já coloca, os contadores já estão se apresentando espontaneamente junto à empresa de software para atuar junto essa classificação fiscal?
Ah, muito não. Muito ainda não. É ainda é muito tímida essa essa aproximação. Na verdade...
Não, ela é muito tímida ainda. Ela é muito tímida. A gente percebe isso, é muito muitas vezes parte do próprio empresário. Você ver a gente entra, o empresário entra em contato conosco preocupado com a questão do fluxo de caixa, com um assunto que ainda não é para agora, né, que é preocupante, mas não é para agora. Eh, e ele está lá com a classificação fiscal de produtos, mercadorias, a deriva. E e você não acha que isso é é uma, vamos dizer, é uma lacuna que existe no mercado que seria fácil de ser preenchida por um profissional de contabilidade? Por exemplo, a a o fato de um profissional de contabilidade não se apresentar ativamente junto à empresa de RP para se mostrar presente, para ajudar, para fazer eh com que o seu cliente tenha a melhor parametrização, você receberia isso muito bem, não receberia?
Então...
Mas isso acontece pouco, né? Né, Thiago? E a gente vê isso que a gente está procurando falar aqui no nesse podcast, gente, tem uma oportunidade de mercado gigante para todo mundo. É uma onda, mas essa onda vai passar, né? Igual surfista, pô. Se deixar a onda passar, cara, passou.
Você tem que surfar nessa onda. E essa onda está chegando para que você possa atuar ativamente com o seu cliente, mostrando o seu valor. E a gente está vendo que o pessoal está deixando passar.
E como não cliente, né, Fred? Assim, ó, se eu tiver errado, vocês me corrigem. Como RP. Uma vez que um contador te procurou para resolver o problema de um cliente e ele abordou ativamente alguém que não é cliente dele, vendeu uma consultoria, faz aquela consultoria, faz esse trabalho junto com vocês e você percebe que o contador daquele cliente está inerte, aí aquele cliente troca de contabilidade, ele aborda mais um, aborda mais um, eu acho que o RP entende como isso é um interesse dos meus clientes, este contador está resolvendo um problema dos meus clientes, ou seja, eu vou começar a indicar empresas que não são clientes dele para que ele venda essa consultoria.
É, certeza. E o RP se torna um canal de prospecção.
Claro, você isso que eu estou falando, assim, eu estou diante de um cara que está aqui atendendo as empresas, implantando software, gerenciando, inclusive ele nos atende aqui também. Mas se você é um contador e você cria uma proximidade com a empresa eh de gestão, né, de de fornecimento de RP, é o que o Thiago falou. Olha só, é um canal fortíssimo de aquisição de cliente, porque você vai começar a se sentir muito à vontade...
...para falar: "Olha, fulano de tal já está integrado aqui com o meu esquema, ele já sabe fazer, se você quiser, eu te indico ele que aí ele pode te ajudar nessa parametrização." No mínimo, a consultoria você vai vender,
né?
No mínimo a consultoria, o contador vai vender.
Certeza. Mas isso vai muito também que é, voltamos ao início, né, a questão do perfil do contador, de ser mais introspectivo, de ser aquele profissional de retaguarda, né? Então agora eles estão, a gente, a classe está sendo desafiada como deixa de ser um discurso de que a gente precisa ser um trabalho consultivo, que a gente precisa trabalhar comercialmente, os contadores precisam ter esse viés, essa pegada, vai deixar de ser um discurso bonito para inglês ver para...
...questão de sobrevivência. E aí eh é que mora a questão, às vezes o perfil do do dos colegas eh por serem bastante introspectivos, acabam que tem essa visão turva do que que a o fornecedor do RP ou outros serviços correlatos podem eh auxiliar e fazer um trabalho conjunto fazendo trabalhando na questão do conceito de ecossistema de fato, né? Conceito de ecossistema. O funcionamento de uma empresa hoje, ela vai envolver tudo, todos os seus setores, a prática da controladoria e a parte da tecnologia, o RP incluído nisso,
né?
Então, eh eh é muito é fundamental que a classe desperte para esse tipo de de de necessidade urgente urgente.
Tá? Então, deixa eu te perguntar agora uma coisa assim, eu queria muita sinceridade sua também vou te provocar,
por favor.
Vamos lá. Hoje você está lá atendendo seus clientes, enfim, você está vendo que alguns deles têm dificuldades e aí chega uma pessoa que chega apresentada por você, enfim, já está lá auxiliando as empresas, você, ela não tem tanta história de mercado, ela não tem tanta tradição no mercado, mas você vê que é uma pessoa extremamente antenada com a reforma, extremamente atualizada com as normas, efetiva na sua prestação de serviço e você atende empresas de grande porte, né? Você se sentiria à vontade? Por exemplo, vamos supor que eu, Fred, sou um consultor que não tenho tanta tradição na área, mas estou profundamente especializado na reforma. Se você visse um cliente passando aperto e você visse que eu resolvo o problema, você me indicaria para esse seu cliente?
Se você resolver o problema do cliente?
Sim. Se não tivesse nesse momento da reforma tributária, você me indicaria normalmente?
Fred, assim, não sei eh se eu vou responder a tua provocação a contento, mas veja, eh eu sempre tive uma uma opinião com relação à classe que eu sempre eh percebi o quê os contadores perdendo muito mercado para os consultores empresariais, pessoal que trabalha com consultoria financeira e tal. E muitas vezes, com todo respeito a a esses profissionais que têm sua relevância e importância também, eh eles traçavam um caminho, uma uma um trabalho de consultoria que eu falei assim, gente, por que que não é um contador que está ocupando esse espaço? É, deveria ser.
Eu já vi tá muito mais pró-orias e eh lançando como receita na DRE do cliente, o adiantamento do cliente, bombando o lucro e e como assim, né? Eh, então assim, por que que o contador não está ocupando esse espaço? Eh, muitas vezes já aconteceu da gente ter esse cenário e às vezes o o o consultor ele chega dentro da empresa ou um outro profissional que não o contador e começa a abordar determinados temas e a gente às vezes até eu por ser da área também puxava o colega aqui. Você está vendo o que que está sendo debatido? Você está vendo o que que está Olha aqui, eu acho que aqui é um é um terreno que é de teu domínio, né? Então assim, eh eh primeiro, ah, vou indicar, indicaria um profissional que em outro momento da reforma poderia resolver o cliente? Depende caso a caso, mas assim...
...pois não, pode falar.
Não, não, depende caso a caso, né? Eh, mas eu a gente sempre tem a postura de puxar o colega contador para essa discussão.
É, mas o que eu estou querendo falar é o seguinte, eu enxergo que tem uma janela de oportunidade aqui. Sim. Essa janela de oportunidade, ela está aberta agora. E quem ainda não tem uma relevância no mercado, que eu falo relevância em termos de clientela, de tradição, conseguirá entrar em empresas que nunca sonhou em entrar, nunca sonhou em entrar,
com certeza.
por causa desse momento histórico, dessa ruptura que a gente está vivendo em sistema tributário, que a gente viveu no SPED também.
Sim.
Então, olha só, eu eu vou reformular aqui minha pergunta. A gente pegou, eu não estou nem falando de consultor, um contador, um contador novo, muito aplicado, muito competente, etc. Você atende empresas, grandes grupos empresariais,
tá? Você está vendo que aquela contabilidade que está atendendo aquele grande grupo empresarial está deixando a desejar, não está prestando apoio pro seu cliente. Eh, enfim, o cliente está demorando a ter retorno e ele precisa implementar isso rapidamente para não causar prejuízo.
Sim.
Você conhece um consultor ou um contador relativamente recente no mercado,
competente, não estou falando um cara competente, estuda, etc.
Esse cara você teria a liberdade de levar e apresentar para um grande empresário?
Sim. Sim.
Por quê?
Porque ele está se colocando ocupando uma lacuna, ocupando uma janela que o que a empresa tem uma lacuna. O importante é que vai influenciar no nosso trabalho de consumo.
Por que que a empresa tem essa lacuna só por causa desse momento que a gente está vivendo?
Sim, porque em outro momento ela já está atendida, ela está, ela está pelo relativamente momento, mas a inércia do contador atual que já devia ter chegado e está lá,
já devia ter chegado, [risadas] já devia ter chegado.
Então, o que eu quero falar é o seguinte, gente,
eh por que que a gente acha importante trazer uma empresa de RP aqui? Porque, eh, como o Thiago falou, as empresas estão muito dentro assim da operação, né, da...
...dos clientes que os contadores atendem, né? E é hora de união, você tem que se mostrar relevante para aquilo. Por quê? É, primeiro que é um canal de aquisição, então você vai sonhar em entrar num grande grupo empresarial. Você não chega pela porta da frente, você não chega batendo, por exemplo, você chega num grupo empresarial lá, fala: "Deixa eu te apresentar que é o meu cartão e eu sou contador, eu formei em tal e tal, fiz pós-graduação, tem MBA, o cara fala: "Irmão, não vai, não é?"
Uhum.
Entende? A gente costuma falar, brincar o seguinte, nessas empresas a gente não chega na porta da frente, a gente infiltra, né, pelo teto, vai descendo assim, vai infiltrando politicamente pelas frestas,
pelas frestas que existem, né? E veja bem, se você estreita com uma empresa de RP e mostra que você tem aquele domínio e e você passa segurança para aquela empresa te indicar, porque, cara, você não quer pegar um serviço desse para você que não é não é o teu escopo. Sim. Ele compromete um um uma lacuna existente dessa dessa empresa compromete o sucesso do nosso projeto, compromete sobre o sucesso do nosso projeto.
Aí depois o que que acontece? Aí fala que o software que não é bom, né?
É, fala que o software não é bom. [risadas] Exato.
Quer dizer, você não parametriza, você não classifica também. Não, meus custos estão todos errados. Eu que um relatório dá um custo negativo de tanta coisa. Mas é, é.
E tem uma, tem um fator que eu acho que é fundamental. O contador ele está muito preso naquela precificação que veio sendo achatada e esmagada ao longo dos anos, né? Há 10 anos atrás, um representante comercial que emitia uma nota, duas, pagava um salário mínimo. Hoje ele paga 15, 20% de um salário e olhe lá, 200, 300 de contabilidade. Quando ele se associa a um RP, a percepção de valor, a linguagem, aquele mundo do RP, ele é outro totalmente diferente, além das duas empresas serem maiores. Então, como eh a WK atende hoje empresas de grandes grupos empresariais, não só isso, quando o contador chega endossado para vender uma consultoria pelo RP, não é mais consultoria de um salário, dois salários, não é isso mais vende, você vende, por exemplo, o BPO,
o BPO financeiro, eh, abre um leque de oportunidades pro contador, que ele costuma dizer o seguinte: entrou dentro do escritório, vamos falar de de consultoria, vamos falar de de outro tipo de trabalho, fora o meteor do escritório normal, vamos mudar de sala, muda de sala dentro do escritório, muda de sala, um outro ambiente e tal, não sei o quê, para causar aquele impacto dentro do empresário. Aqui nós estamos falando de outra coisa. Já vi, por exemplo, escritórios que que tem o seu trabalho normal, convencional, como a gente conhece, mas que também para essa assessoria em comércio exterior, opa, é para outra sala, é outra empresa, é outro local físico, é outra pegada. Então, nós temos casos de de contadores, até parceiros que são ativos nesse sentido, gente muito competente e que sim, eh, o RP passa a ser uma uma porta de entrada para esse pessoal. Com toda certeza. Com toda certeza. Desde que você construa a autoridade, se proponha a preencher aquela lacuna e que possa somar esforços a a à nossa tecnologia, ao nosso produto, para poder associado à autonomia que a gente dá pro pro empresário, com toda certeza temos um caminho importante para percorrer.
Então, então assim, o pessoal tem que se ligar mesmo, né? Você falou uma coisa no primeiro episódio, Fred, que eu coloquei como um mantra assim para mim na reforma e eu estou associando muito ao ao que a gente abriu falando hoje. Eu lembro que você falou assim, ó: "A reforma tributária ela não é mais sobre eh decisões somente tributárias, são decisões administrativas e gerenciais da empresa." E aí a gente abriu falando que o RP ele está da cadeia de fornecimento até a parte tributária que vai para a contabilidade depois da venda, vamos dizer assim. Eh, a reforma tributária ela é básica, as decisões que o cliente vai tomar, ela é basicamente tudo que o RP vai abraçar, estoque, fornecedor, venda, não só tributo,
todo o ecossistema é afetado. Nós estamos falando aqui, a gente olha a profusão de cursos que você vê na internet, por exemplo, contabilidade para compradores.
É. E a gente o que mais vê aí é o pessoal de compras tomando decisão de compra com base em preço e não em vender isso era o contador. [risadas]
O cara toma decisão de de compra com base em preço e não em custo de aquisição. Você quebra uma empresa...
...preço de frente.
...é quebra.
Hoje você quebra uma empresa, hoje você quebra uma empresa.
Imagina agora com uma alíquota de 28%, vamos supor, de CBS, você abre mão de um crédito, né? Quer dizer, a alíquota final é muito alta. Se a gente não tiver os créditos para para abater, a empresa não aguenta. Se não aguenta assumir uma carga tributária somente na saída. E aí é que entra o nosso papel enquanto fornecedor de RP. E eu acho que gostaria de aproveitar a oportunidade da audiência e sobretudo dos contadores e os empresários que nos ouvem, cobrem o seu fornecedor ferramentas que permitam esse tipo de mapeamento.
Foi ótimo você ter tocado nesse assunto porque eu tenho ouvido muita reclamação dos contadores em relação aos ERPs, né? Muita reclamação. Que que esses caras podem brigar, né? Assim, que que eles podem exigir de um ERP?
Pois é. É, primeira coisa que eu penso, Fred, é o seguinte. Chamar o o teu fornecedor de RP, falar assim: "Olha, o cenário é extremamente desafiador. Eu quero saber o plano de investimentos da sua empresa." Hoje, se você entra nos canais da WK Sistemas, a WK hoje ela é parte do do de junto com outras 120 empresas, salvo engano, que participam do projeto piloto da reforma tributária junto ao governo federal. Ela participa dos debates sobre a a reforma desde antes da promulgação da lei 214. Nós já tínhamos eh eh participado de um evento juntos, inclusive onde o debate da reforma, antes mesmo de ser regulamentada, já em cima do projeto de lei, algumas questões já já vinham sendo suscitadas. Para nós que trabalhamos com a WK tanto tempo, não nos surpreende, porque a veia dela sempre foi eh essa essa linha de trabalho, essa preocupação com compliance de trabalhar dentro da conformidade legal. Então, esses debates acerca do do ela foi pioneira e expertise, ganhou bastante expertise no projeto SPED. Hoje nós estamos diante de uma mudança mais estrutural, né, em comparação ao projeto SPED. Projeto SPED mudou a tecnologia, a forma de apresentar aquilo que em grande medida a legislação tributária já impunha, já preconizava. Mudou a forma de apresentar isso ao fisco. Hoje não. Nós estamos mudando a forma de tributar, a forma de precificar, a forma de comprar, a forma de gerir fluxo de caixa, a forma de gerir orçamento de caixa. Então, é fundamental que as empresas, os contadores cobrem dos seus fornecedores de RP qual o planejamento para esse período de transição e depois quando isso se tornar a realidade 100% implementada. Que que o teu fornecedor de RP está fazendo? Não é post de Instagram não, gente. Isso é importante, entendeu? Quais são os investimentos? Quais as ações? Teu fornecedor de RP está construindo autoridade em cima do tema. Você está sentindo firmeza? Está sentindo firmeza? Eh, esse esse questionamento tem que ser colocado na mesa para ontem, porque vejam, 2026 nós vamos falar que a gente já está no comecinho,
é...
...27 para lá que a coisa vai começar a apertar. Então, o momento talvez de você reavaliar a tua parceria é agora.
E essa decisão pode custar caro, né?
Caro.
E exatamente porque não é fácil você trocar um...
...não é fácil, não é uma tarefa fácil.
...não é uma tarefa fácil. A gente tem que fazer todo um processo, né, de migração de dados, de parametrização.
Por mais que nós lá na WK nós temos um a nossa ferramenta, ela é intuitiva bastante, ela tem a gente consegue migrar dados com relativa facilidade perto de outros concorrentes que a gente tem, que a gente respeita também, mas não é um projeto simples...
...de dois dias.
...não é, né? Então nós estamos falando, por exemplo, de uma implementação que pode durar, no nosso caso, em torno de 4 meses, 6 meses. Nós estamos falando de um semestre que...
...pois é, já estamos, já estamos 2026, 2026 não é o comecinho, mas se você deixar para fazer isso no segundo semestre, já corre o risco de entrar 27,
corre risco de entrar 27 já correndo. Então, vejam, é uma decisão muito extremamente sensível e é preciso que a relação dos fornecedores de RP para com as empresas e para com os contadores, e aí vamos falar, vou parar de de fal de citar as empresas e os contadores, mas as empresas com os contadores envolvidos, as empresas de contabilidade envolvidas fazem parte do mesmo ecossistema, seja uma conversa franca, aberta e super honesta. Qual o plano de investimento do fornecedor de RP para atender a reforma tributária? Como que vocês estão se posicionando no mercado? Ouvi o fornecedor, tem tem empresas boas, nós estamos eh nesse processo de construir essa autoridade. Eh, ao final convido a toda a audiência para conhecer os conteúdos da WK Sistemas e ver o que que a gente tem conseguido produzir lá na WK, na figura da Graziele França, que é uma colega, uma colega de trabalho nossa lá, que está capitaneando esse processo com maestria, um profissional de que conduz essa tarefa de maneira exímia competência. Eh, ouça o teu fornecedor e cobre dele o que, qual é o plano de investimentos, o que que está fazendo em termos de alocação de recurso para poder atender esse tipo essa nova realidade que se avizinha. É absolutamente urgente essa tarefa.
É, é muito urgente mesmo. Olha, eu particularmente eh nessas idas e vindas aí pelo pelo Brasil, eu tenho ouvido que muito RP ainda está muito atrasado em relação às implementações, porque a gente sabe que o desafio é muito grande, né? A partir de 27 a gente vai conviver com dois sistemas muito distintos, né? Um tributando no destino, outro tributando na origem. Eh, regras diferentes, quer dizer, vai ter que ser tudo acumulado. Eu tenho ouvido muitos clientes falando que alguns ERPs começaram do zero a reparametrização. Então, tipo, eu tenho 30.000 itens, está tendo que cadastrar tudo de novo. Enfim, é um trabalho muito grande, né? Eh, hoje para você atender uma empresa, enfim, para você fazer esse trabalho, a WK hoje está preparada para para pegar novas empresas, enfim, de repente assumir uma demanda alta que possa surgir por aí nessa nessa questão de assessoria e consultoria de implementação?
WK tem um plano de crescimento até 2033, 2030, 33 de um crescimento robusto na sua base de clientes. Eh, esse plano já foi colocado para todos os canais num evento que você conheceu lá também nesse ano do no Conexão WK. Então, ela é uma empresa que fez recentemente uma aquisição de uma outra empresa blumenauense da área fiscal para trazer para dentro de casa. É uma parceria já longeva também, mas que era Microtom. Trouxe para dentro de casa toda a expertise da Microtom para agregar o time da WK eh sobre essa nova realidade. Então, aproveitando o que é tradição da casa, né? Atender com propriedade, com segurança, o compliance fiscal, atender os contadores e as empresas no que tangeja isso. Eh, sim, sim, isso pode ser facilmente verificado em todos os canais e mídias da própria WK e conhecendo os conteúdos que tem sido produzido. Eh, para nós que já estamos dentro de casa, não surpreende, né? Não surpreende. Mas sim, né? Nesse sentido, a gente está preparado para encarar o o grande desafio que está aí na nossa porta. Na nossa porta não, já entrou dentro de casa, né?
Agora você falou uma coisa aí, eu estava pensando cá comigo, você falou: "Cobra o seu fornecedor de software, veja qual o plano de crescimento dele". Cara, ele pode falar qualquer coisa para você e pode falar que tem um plano robusto de crescimento, não tem nada objetivamente, tá? De maneira objetiva, o que que um contador tem que observar no RP hoje na transição da reforma? Que módulos que tem que ter, que campos novos que tem que já ter parametrizado no software, que que ele pode olhar objetivamente? Porque de repente eu chego para você e falo assim, Luciano, o que que a WK tem? Você vem falar um discurso que a gente está inovando, que a gente está fazendo e tal, mas efetivamente não está nada.
É a postagem do Instagram, né?
É, não está nada. Então assim, passa pra gente o que que um contador tem que olhar para um RP hoje para saber se ele está minimamente adequado a a o período aí de transição, no mínimo em relação ao ano teste. E obviamente no futuro eu acho que tem que ter os projetos também que até 2027 tem que estar rodando e testado. Mas no mínimo o que que um cara tem que olhar hoje para um RP e falar, deixa eu ver se tem esse campo, deixa eu ver se tem esse parâmetro, deixa eu ver.
Sim, objetivamente. E nós temos isso lá, tá? Eh, ainda no final do ano passado, logo na promulgação da lei 214, a WK disponibilizou tanto pros seus clientes quanto para os canais qual seria o mapa de impacto em todo o RP. Então, quando eu falo cobre do cliente, do teu fornecedor de RP qual o plano de investimentos? Não estou dizendo assim também, olha, vamos investir tantos milhões em crescimento, beleza? Que isso, isso é só um aspecto, né? Isso é só um aspecto. Eh, quais são as telas do sistema que vão sofrer alteração? Quais as operações dentro do RP que vão sofrer alteração? Onde que está? Onde que eu vou pegar e os créditos de CBS BS vão impactar no meu custo de aquisição? Hoje, por exemplo, o cálculo é por dentro, vai deixar de ser por dentro? Como que o sistema vai operacionalizar isso? Me mostra o que que vocês planejam. É óbvio, gente, sejamos razoáveis. Ninguém vai chegar aqui obrigar que a reforma inteira esteja implementada mesmo, porque a gente tem conteúdos que ainda estão eh eh ainda carecem de de regulamentação, de normatização. Eh, mas é possível a gente já saber qual a empresa saber o que que vai adotar como linha para atender aquelas coisas. Então, por exemplo, um qual um mapa mapa mesmo, um diagrama, quais são os módulos que a minha solução contempla? Ah, o módulo de compras, gestão de estoques, o que que vai impactar?
Isso dá um serviço para ser prestado, hein, pra empresa, hein?
Isso aí, você está pensando nisso também? Com ferramenta aqui. Eu não tinha pensado nesse dá para produzir por módulo, por área de atuação. Eu não tinha pensado, cara, uma avaliação, uma avaliação técnica do da maturidade do seu software para enfrentar a reforma tributária.
Exatamente. Mas beleza, você tem um diagrama, mas assim, o que que hoje já deveria estar lá?
Vamos lá, então. Curtíssimo prazo. Então, nesse diagrama posto à mesa, o que que nós vamos avaliar de cara? Qual é a nossa necessidade imediata? Ter as os campos dos novos impostos destacados no XML das notas fiscais. E tem gente que ainda não tem isso pronto.
Tem...
...no mercado, tem isso.
...tem muita oportunidade para a gente atacar aí.
Mas você assim rodando as empresas, vendo concorrentes, etc., tem gente que ainda não está com software preparado para emitir os campos de IBS, CBS.
Com certeza tem.
Gente, pode dar uma pintada de venda aqui.
Até até antecipando uma fala que até clichê, né, que é a hora de separar os homens dos meninos. Hã,
esse é o momento. Quem são os fornecedores de RP que estão comprometidos com essa nova eh eh necessidade, com esse com essa nova realidade e que tem robustez suficiente para poder atender?
Muito bem falado, porque também não adianta você também não ter robustez, né? Não ter estrutura para se adequar, né? Porque Fred, nós vamos enfrentar daqui a pouco e aí nós vamos falar do do de um como colegas de atividade. Tua atividade é fundamentalmente desenvolvimento.
Sim.
A nossa também é.
Sim.
Aí é minha opinião, Luciano. Tá.
Tá.
Eh, quando o split payment começar a ser normatizado, jovens aí que queiram trabalhar com desenvolvimento, liguem-se nisso, tá? Nós vamos ter escassez de mão de obra desenvolvedor, penso eu. Porque...
...a tecnologia de split de pagamento não é nova, né?
Ela não é nova, mas tal como vai funcionar no Brasil, né? Aproveitando todo a parte do sistema financeiro que a gente tem hoje em funcionamento, a gente já tem no how, vamos dizer assim, a gente está falando fora do ar aqui que o período inflacionário, se teve uma coisa que boa, que legou pro Brasil, foi eh essa parte tecnológica da do da do sistema financeiro. Com certeza não tem dúvida disso, né? Aquela loucura toda de ficar corrigindo monetariamente a a os valores, legou pra gente um know-how que em outros países até mais desenvolvidos que o Brasil não tem Pix. Hoje...
...a gente aprendeu a sobreviver, né?
A gente aprendeu a sobreviver. Exatamente. Isso trouxe algumas benesses, né? Se é colet como efeito colateral, trouxe também algumas benesses. Temos uma herança maldita do período inflacionário até hoje, mas eh também algumas benesses eh eh precisou por estratégia de sobrevivência, obviamente.
Eh, então o nós vamos ter uma necessidade de mão de obra no pessoal de desenvolvimento, porque as instituições financeiras vão precisar contratar, né?
Para quem não tá, não leu ainda como que conceitualmente vai funcionar, o split payment é similar. Aí o pessoal guarda a relação e é bem, a similaridade é bem fácil de entender. É como se você tivesse fazendo uma compra num aplicativo de alimentação ou num marketplace qualquer, onde o comerciante tem a taxa do marketplace. Então você compra lá uma qualquer coisa lá no marketplace desses famosos, eh, por R$ 100 e o vendedor vai receber 85. Que inclusive, isso depende de uma configuração dentro do RP para não repassar o faturamento errado pro cliente. A gente vê muita empresa de e-commerce que erra nisso, perde, coloca um faturamento 15, 20% maior porque a taxa que o e-commerce cobra e ele não destaca aquilo e entra como faturamento, ele paga imposto em cima disso, que é um outro gatilho de venda que a gente utiliza para captar serviço de contabilidade.
Importante. Eh, então assim, o split vai, na verdade, vai funcionar dessa maneira. Ah, todo meu faturamento vai ter retenção na fonte? Vai, o banco vai segurar? Nem todo, depende dos prazos que você faz, né? De repente, nós vamos falar um pouquinho aqui da apuração assistida dentro do RP. Qual o papel do RP mediante a apuração assistida, né? Então, eh, eh, é importante que a gente tenha clareza disso, tá? Para não.
Mas eu acredito, ô Luciano, que assim, a gente tá falando de split nos meios de pagamento eletrônicos, né? Sim. Mas eh em outras transações comerciais também, eu acredito que o pagamento pelo adquirente vai ser uma constante, porque na medida que um crédito é financeiro, qual o sentido de eu te pagar o valor total para esperar você recolher IBS, CBS para eu tomar o crédito? Ora, se a lei me faculta recolher, eu como adquirente recolher o imposto em seu nome, por que que eu vou esperar e correr o risco de você nem pagar? Se eu já posso recolher de uma vez para que eu tome esse crédito mais rápido? Então, acredito que assim, esse esquema que foi armado de do crédito ser financeiro e depender, obviamente, do da receita, acusar o recebimento daquele valor para ir, então outorgar o crédito, né, ao adquirente, eh é um mecanismo inclusive de combate à sua negação fenomenal, porque não existe mais isso. Então acho que as empresas têm que se preparar para enfrentar, quer dizer, o cenário que ela tem que se preparar é para ela, na maioria absoluta das vezes, receber o líquido, ela não ter mais dinheiro de tributo circulando no seu caixa.
Você já teve oportunidade de atender setor automotivo? É muito assim, toda negociação à mesa com fornecedor, tudo fora imposto. Já vende uma cultura lá fora, você vai, por exemplo, montadora italiana que tá aqui desde os anos 70, eh, tem já vem com a cultura do IVA lá de fora. Então, toda a discussão se pauta nas negociações, fora imposto, fora imposto, fora imposto. Essa realidade que eu acho que vai ser imperativa. Agora falando de nosso nosso papel enquanto fornecedores de RP, como que eu vou conseguir retratar no fluxo de caixa das empresas essa volatilidade, vamos dizer assim, uma hora ter a retenção, outra hora não ter. Uma hora o adquirente da meu cliente fez o recolhimento eh da IBS CBS à parte e habilitou o crédito para lá. Então eu não vou, tava esperando receber 1000, vou receber 750. Como que a gente vai lidar com isso dentro da gestão do fluxo de caixa?
Porque a reforma, né, eh, para todo esse aparato funcionar, existe um pressuposto de tecnologia. Com certeza. Né? Se tirar tecnologia ou se tirar um uma parte da tecnologia de todo esse aparato, não roda. Tudo é eletrônico. Tudo, tudo. Eh, no nosso evento, no nosso na nossa convenção nacional, Conexão WK, né, que acontece todo ano, esse ano em julho. E nós tivemos lá a presença do pessoal da CPRO. Legal. Esse ano, tá? E aí, a foi mostrado pra gente a em tela a dentro do portal GOV o que que se tem de da apuração assistida.
Conta um pouquinho pra gente. Então, sim, é é é fantástico. Então, foi simulado lá, por exemplo, a emissão de uma nota com IBS, CBS, autorizou a nota, a o débito já aparece lá na apuração assistida, né? Já fica lá pendente de pagamento. Então aquela história do documento fiscal apuração, gente, vai ser praticamente nota a nota. É um conta corrente, né? É um conta corrente. É um conta corrente. Então é o passo de que se eu vendi com 30 60, por exemplo, e eu tenho lá o débito tributário na minha apuração assistida, eu enquanto vendedor eh fiz uma compra, o crédito tá lá a apropriar ainda, porque o meu fornecedor ainda não pagou. Meu cliente venceu o primeiro boleto dele que eu fiz, por exemplo, botei 30 60 90, mas vamos dizer que a primeira parcela seria 7 + 30 + 60, por exemplo, 7 dias. Então, o vencimento do primeiro boleto, eh, o, tô falando de boleto, mas não sei nem se vai ser esse meio de pagamento. Eh, o vencimento da primeira parcela ocorreu ainda antes desse débito ser ter sido pago, seja por compensação desse crédito anterior que eu tomei, que que ainda não tá habilitado, ou pela falta, ainda não chegou no final do período de operação. Exato. Então, na primeira parcela eu vou sofrer o split. Muito provavelmente na segunda, na terceira não. Se eu no eu enquanto vendedor fizer o a apuração no final do mês e pagar meu saldo devedor, no vencimento da segunda e da terceira parcela, o débito daquela nota fiscal já vai est sido quitado. Então eu não vou sofrer isso por iso.
Mas isso impacta em questão de margem, fluxo de caixa da empresa. Não necessariamente ele ele tem margem para poder já pagar o tributo na primeira. Ele não vai ter caixa. Por isso que a questão do fluxo de caixa, ela é um desafio importante na questão do split, né? A gente tá falando aqui de uma questão que ainda carece de normatização, mas o conceito é esse. Que que eu vejo lá na frente? A minha gestão financeira e aí como parte do ecossistema do do RP que precisa atender essa realidade, como que isso vai ser retratado no fluxo de caixa? Eu quero, por exemplo, ignorar os meus débitos de de de BS, CBS. Eu quero contar só com líquido mesmo. Eu preciso ter fácil que isso aconteça, tá? No no dentro do. Para se planejar, né? Eu preciso ter uma sincronização com a apuração assistida. E aqui sou eu já até avançando um pouco mais. E o Luciano tá avançando um pouco mais aqui em relação ao que a gente já tem hoje, mas eu preciso não, eu vou, eu quero aferir parcela a parcela o que que efetivamente vai entrar no meu caixa. Eu vou ter que ter uma sincronização com a apuração assistida de maneira que o meu fluxo de caixa seja atualizado em função do que eh tá acontecendo naquele momento na apuração. Então. É fundamental que o RP esteja sincronizado com a apuração. Esse ano, mas eu acho que é muito mais do que uma ferramenta eh uma uma tomagem de decisão dentro do fluxo de caixa pro comercial da empresa. Porque falando, vamos pensar nessa venda aí de em três pagamentos, né? Em três vencimentos, eh, a debitando a a parte tributária e o imposto na primeira, a decisão de venda da empresa vai precisar ser pautada nisso, nessa visão do fluxo de caixa, porque muitas vezes a empresa, dependendo do volume de vendas parceladas e a quantidade de parcelamento, ela simplesmente vai fechar negativo naquele mês. Outra. Se se a venda dela for majoritária nisso. Então acho que é um módulo que a WK, por exemplo, pode ter para projetar a decisão do comercial na venda. Ou seja, vender a prazo vai ser mais caro, obviamente, para muitas empresas. Eh, e talvez ela repasse isso pro cliente ou não. E o comercial da empresa vai ter que começar a vender, considerando a parte tributária e o fluxo disso e não só a o compras mais, porque o comercial olhava preço e mercado.
Exato. Assim, de certa maneira eh eh isso já teria que tá acontecendo no no modelo atual, mas o impacta é tanto, né? Sim, claro. Eh, mas com toda certeza mais uma janela de oportunidade aí pra gente poder eh atacar em conjunto, porque veja, todo, volto a falar, todo o ecossistema vai ser afetado. Beleza? Vendas, eu posso, faz sentido vender com esse prazo médio? É óbvio que paraa gestão do fluxo de caixa, eu sempre comparo um prazo médio de venda com o meu prazo médio, meu prazo médio de recebimento com o meu prazo médio de pagamentos. Quanto mais eu puder eh eh casar isso, mais saudável salutar pro meu fluxo de caixa eu tenho. Já existe ferramentas para medir e comparar isso? Sim, nós temos, temos. Agora revisar essa política, eu preciso pegar aqui e rápido quais são os meus clientes aqui com prazo médio de recebimento superior a 90 dias. Mais serviço, mais um serviço para prestar, tá vendo? Essa assessoria de fluxo de caixa, essa assessoria de fluxo de caixa vai ser essencial, cara. Fenomenal. Contador aí volta a dizer, é outra tarefa. E muito RP não vai estar preparado, o contador vai ter que fazer na mão, não. E out isso tem tem disso. Ou então fundamentalmente, Thaago, dificuldade de extrair informação da base do RP. É, é. Isso é uma dor que a gente ouve de maneira muito. Que ser o básico hoje, né? Muito recorrente. Por isso que eu volto a dizer a questão do a gente precisa se o objetivo, por mais maior que sejam as críticas ao processo da reforma, que promete a simplificação e tal, e a gente tem nossos eh eh nossas discordâncias, eh mas em muitos aspectos sim vai haver uma simplificação. Eu não posso, enquanto fornecedor de RP navegar na contramão disso. Então, voltando também a questão da autonomia que a gente consegue dar pro nosso cliente, eh, eu preciso agora reavaliar meus prazos médicos de recebimento. Eu preciso encurtar, eventualmente, dependendo do cenário da empresa, ah, eu preciso tirar uma lista de de aqui dos clientes com para que eu possa apurar isso, que me dê essa informação dentro do RP. E a maioria das vezes o cliente não tem acesso a isso. O banco de dados dali é deleamento. E ele não consegue extrair informação porque ele não tem autonomia para criar um relatório, ele não tem autonomia para fazer uma extração de dados para montar os BI dele, os dashes dele. Então como que nós enquanto fornecedores de RP vamos nos posicionar com relação a isso? A gente já tem você, o cliente precisa de informação rápida. O contador pode fazer aquele diagnóstico de maturidade do RP para reforma que o Fred comentou. E ainda vendeu uma consultoria de migração de RP. Ó, RP que você tá hoje não te atende nisso. Vou te dar uma consultoria pra gente achar um ideal. Vou te falar assim. Nós aqui, [risadas] nós aqui na Inos é o maior desafio nosso, talvez eh, enquanto canal aqui na região, eh, até mesmo por conta da Eu venho do chão da implantação, né? Eu venho do chão da, sou contador e venho do chão da implantação. Então, muitas vezes essa lacuna que não é preenchida, o cliente tem essa assessoria fora, a gente entra fazendo, a gente dá, dá, faz esse trabalho que a gente chama de implantação consultiva, né? Nós vamos, você não tem os processos desenhados, nós vamos desenhar junto contigo e adequar isso aqui dentro do RP. Então, eh, a gente acaba fazendo agora é um um trabalho que se o cliente ou o contador fizer barateia demais o projeto e torna ele muito mais céere. É óbvio que sim, gente. Mais uma janela de oportunidade. Luciano, agora vamos lá. Agora eu quero sinceridade de você. Você tá falando aí da apuração assistida que é uma maravilha e realmente assim, a teoria é linda. Sim. Só que você é desenvolvedor também. Eu também sou. E a gente só tem uma certeza na vida. Uhum. Todo sistema novo vai precisar de ajuste. Sim. Todo sistema novo vai começar com alguma falha. E nesse nessa sensibilidade da apuração assistida da reforma, uma falha de não acusar um crédito, uma falha de qualquer que seja, ela vai causar prejuízos e a gente tem que estar muito atento para isso. Ou seja, a gente vai ter que auditar a apuração assistida. Eu tava conversando com alguns amigos fiscais e eles falaram: "Fred, a gente prevê que isso vai dar muito ajuste ainda. Então, quando isso entrar no ar, a gente vai ter que conviver com um período turbulento de sistema em adaptação." E a lógica hoje é: eu apuro e mando pra fiscalização conferir. Agora a fiscalização apura e manda pra gente conferir. Como é que você tá se preparando para conferir essa apuração? Primeira coisa de tudo, né? Eh, eu preciso criar, tentar automatizar o máximo possível das rotinas. Então, a própria adoção da da do Class Trib de maneira automatizada a partir da NCM e da NBS para o serviço, que é um tema que a gente não falou aqui ainda, mas é importante, eh parte fundamental disso, o chão da da desse processo é esse. E quando a gente fala de automação, a gente tá falando da questão da sincronia, da sincronização entre as plataformas. Então, e uma vez que o documento fiscal ganha essa proeminência na reforma, eu preciso ter assertividade de cadastro, eu preciso ter monitoramento constante de atualização do cadastro. Hoje, vamos lá, no cenário atual, o que que acontecia com as NCMs? Você só revisava a NCM no momento que você vai trocar o RP. É, isso ficava lá abandonado. Vocês têm plataforma para poder manter essa atualização constante. Eh, nós vamos ter que dar essa possibilidade pro nosso cliente de continuamente poder revisar o seu C class Class Trib, que vai ser a base da apuração assistida. Vai ser a base da apuração assistida. Então, ia adotar a questão do do sincronismo, né? a gente precisa refletir, obviamente, o o que a gente tem lá no no dentro do do da apuração assistida dentro do RP.
Exato. Mas mas eu penso assim, porque, por exemplo, é, pelo menos é o meu projeto aqui na auditoria, né? Eu vou eu vou ter que eh ter a minha própria apuração assistida, né, como base para eu poder criticar a puração assistida do governo. Porque vamos supor que dê alguma falhinha na nas instituições financeiras com ele alguma falha ali de comunicação que ele não computou um pagamento que foi feito pelo fornecedor e um crédito que seria meu que não foi computado lá. Eu tenho que ter um mecanismo para falar ué, cadê o crédito dessa nota? Porque que ele não tá aqui? Sim. Onde que ele tá? Como é que eu vou tomar? Vocês estão preparando alguma coisa para isso? Sim. Nesse sentido vai haver a quando a gente fala de sincronismo, a gente tá falando de sincronismo, mas estamos falando também da gente ter essa apuração, né, para poder fazer esse confronto. Então, hoje, por exemplo, eh, com relação ao Classe Trib, a gente já tem relatório de auditoria que você pega e olha lá, olha, esse teu produto são tem duas classificações possíveis, analises, né? eh essa NCM talvez não seja mais adequada. Então, ou seja, dentro da da do da do do ecossistema da WK, sim, nós teremos essas ferramentas de eh aferição da da apuração que vem, por óbvio, principalmente no primeiro momento, né, que vai ter, é, volto a dizer, é a maior mudança que a gente tem no cenário só. Você acredita você? Sim, agora opinião pessoal, você acredita que a gente vai chegar em 33 com isso tudo funcionando redondo, enfim. Eh, falando de Brasil, né? Funcionando uma coisa redonda é outra. É, assim, e eu acho que o o aí a opinião só a minha minha opinião mesmo, tá, pessoal? Eu acho que o split vai sofrer prorrogações, tá? Eh, é bem provável que a gente tenha um um um algum extensão desse período de transição para além do que tá planejado hoje. Mudança é muito robusta. Ela é muito robusta. Ela é muito ampla, tem muitas nuances. Operador de cartão de crédito vai ter que fazer split. É, é meio de pagamento eletrônico. Todos meio de pagamento eletrônico, né? Então o boleto que a gente conhece hoje, e ele vai herdar a chave de acesso que que o vincula a nota fiscal para que a instituição financeira tenha conhecimento naquela parcela do quanto imposto que tem ali que ela vai precisar reter. Tudo isso tem que ser implementado. Então assim, e é um cenário assim ainda tá uma visão, a gente tem uma visão bastante nebulosa no a gente tem um conceito firmado. Eh, o que que vai ser da dentro do do desse período de transição realmente ainda é uma incógnita, mas eu tenho para mim que 33, talvez vá para 34, 35. Eu assim, isso em termos de tecnologia, eu ainda tenho para mim que conhecendo o Brasil, pelo menos analisando historicamente, eu sei que você gosta dessas análises também, mas se a gente for observar o histórico, as legislações são criadas com a tendência de simplificação e os anos vão se passando com vários puxadinhos e emendas e exceções e situações especiais que vão se agregando ali igual uma craca no casco de um navio. E aquilo começa se tornar tomar uma dimensão. Eu não sei, eu posso estar errado, tomara que eu esteja, mas eu creio que até 33 a gente vai ter algumas surpresas nesse nesse aspecto aqui. Com toda certeza, principalmente a partir do momento em que os estados e municípios se fizerem presentes ativamente nas discussões do comitê gestor, né? Até pouco tempo atrás eles nem se faziam representados. E qual que é o grande desafio num país continental como o nosso? É é esse. Você tem realidades extremamente distintas. A briga quando foi quando teve a a começou o comércio eletrônico a ganhar relevância é a instituição do defal para não contribuinte, né? Ou seja, você tem interesses regionais que precisam ser atendidos. falando interesses aqui, não é com com maldosamente na palavra, mas necessidades regionais que precisam ser atendidas, que num país tão grande, multifacetado como nós temos, eh, é pratica, é impossível você pegar e e ter as coisas de maneira muito objetiva, muito claras, assim num cenário tão longo, num discienário de tempo tão longo, né? A gente tá falando aí de 7 anos, 8 anos, 10 anos, né? Tem muita empresa que não faz plano de investimento para 10 anos, mais faz para cinco. Cinco é é longo prazo e olhe lá. Por isso que eu falo que essa simulação da reforma, eh, ela é, a gente tem que olhar ela muito com olhar muito crítico, porque tem muita gente pregando que a simulação dos cenários, né, simulação de cenários para os anos de transição da reforma, ele tem que ser feito de uma maneira super ultra mega precisa até 203, o que eu não acredito exatamente por esse nosso contexto histórico. E a gente tá falando aqui para um público e prestador de serviço. Eh, eu acredito que o o grande objetivo de uma simulação de cenário não é nem você bater o martelo precisamente da carga tributária, você mostrar pro empresário aquilo que o Thigo falou, que a gente tem que tomar medidas adequadas para impactar o mínimo possível na tributação. Dependendo das decisões que eu tomar na minha empresa, eu posso fazer a tributação explodir ou eu posso ter até eventualmente uma redução de carga tributária, dependendo das das decisões que eu tomar ali dentro de compras, de venda, de m de produto, de classificação fiscal bem feita. São coisas que eu posso decidir investir ou não, que vão reduzir minha carga tributária. Então, eh eh eu vejo que todo esse contexto, e a gente tá chegando mais aqui no final, né? a gente podia fazer uma recapitulação das oportunidades que a gente vê aqui. Afinal de contas, esse podcast ele tem o objetivo de pegar a reforma e jogar pro contador oportunidades para o crescimento. Uma que a gente viu aqui que eu achei fantástica, é o é a questão do diagnóstico do software. Teu software tá preparado ou não pra reforma? E e o Thigo até emendou, quer dizer, você pode vender isso e você pode participar ativamente como consultor na escolha de um fornecedor adequado. Em toda em toda análise. Você assiste as demonstrações do software junto com a empresa, você testa o software junto com a empresa, você fica ali do lado para dar o aval técnico. Não, esse cara atende, esse cara tá com plano consistente, como ele falou, mas não contatou disso, Fred, dessa tomar de decisão junto com a empresa. Então eu contrataria, eu juro, eu contrataria porque muito porque o empresário é é um investimento relevante, tanto de dinheiro quanto de tempo, né? Que vai se dispender no Imagina se você escolhe errado o seu RP e num processo de implantação de 6 meses, no final, você descobre que ele não vai te atender, não é? Então você perdeu muito tempo, cara. Esse tempo pode custar muito caro para você.
Outra oportunidade que eu vi aqui, que é sensacional é o seguinte: contadores, cadê minha câmera? Minha câmera. Isso aqui. Isso aqui. Contadores, ó, não tenham medo de chegar nas empresas RP dos seus clientes. Quer dizer, você já tem contato com o cliente, para você marcar uma reunião com um canal, você marcar uma reunião com RP, é a coisa mais fácil do mundo. Você fala assim: "Cara, chama o teu RP que eu quero participar de uma reunião com ele para eu medir esse nível de maturidade com você". Faz amizade com o canal, faz amizade com RP, se mostra presente. Por quê? Porque se você se fizer útil para esse RP, ele vai começar a te indicar. Porque você é um facilitador no processo dele. Quer dizer, e vocês têm uma troca multa, tanto vocês vão indicar esse RP porque sabe que o RP é bom e levar pros seus clientes, obviamente, quanto o contrário, o RP vai levar você paraas empresas porque você também é eficiente. Então eu acho que uma boa estratégia, principalmente na reforma, é essa, cara. Aproxime-se dos ERPs, fique amigo dos ERPs e entenda profundamente como aquilo funciona, porque isso pode abrir novos negócios para você. Do seu cliente não der abertura, né, Fred? Aciona o Luciano e fala: "Beleza, agora já tem um RP." Não somos adversários, já sentei do outro lado, conheço, mas conheço as dores, conheço onde é perto calo. Queria aproveitar a oportunidade, eh, tá na descrição do do desse podcast, eh, o índice de maturidade com relação à reforma, tá? A WK desenvolveu uma plataforma eh que tá disponível gratuitamente para todo mundo, tá? Então, colegas contadores que queiram eh ali, faz o login, alimenta com os dados do teu cliente, com os dados da tua empresa e ele vai fazer um trabalho de comparação eh de como que tá o índice de maturidade teu no teu ambiente ou no ambiente do teu cliente, falando aqui do ponto de vista do contador, em relação aos demais, em relação às áreas da empresa. Então, na área de materiais, eu tô maduro, tô antenado no que vai acontecer. Já na área de vendas carece, em finanças carece de atenção. Eh, isso graficamente, né, bem simples e com uma comparação setorial também. Então, eu tô na indústria metal mecânica. Em relação a esse segmento, como é que tá o meu grau de maturidade? Ô, Lucian, ele pode usar isso aí para ele. É gratuita essa ferramenta? Gratita essa ferramenta. Pô, se eu fosse contador, já usaria isso aí para visitar meus clientes, cara. já ofereceria esse diagnóstico grátis, já levantaria as dores que existem na empresa, o que não tá maduro e já proporia, ó, essa área sua que nós precisamos melhorar, essa outra precisamos melhorar. Podem acessar à vontade, usem e abusem. É um gatilho, né, Fred? O contador não tá abordando para falar de troca de contabilidade, ele tá abordando para falar de uma consultoria para entender o quanto aquela empresa está preparada tecnicamente e tecnologicamente pra reforma tributária. A contabilidade é uma ferramenta que vem no meio disso para ajudar nessa transição, seja de RP, seja de escritório contábil. Naturalmente, né, Thaago? Naturalmente, sem vender contabilidade, você vende sem abrir a boca para falar contabilidade. No final de tudo, ele vai ver que o que vai fazer aquilo acontecer é a contabilidade junto com o RP e a coisa flui natural. É, exato. Então, eh, de, i de igreja, m de mamãe RT pwwwk.com.br, tá na descrição do vídeo. Eh, fiquem à vontade, usem, abusem e nós aqui na Inos no canal estamos à disposição. I M I de igreja, M de mamãe, R de rato, tdatu.com.br. br, ferramenta gratuita para uso geral, desenvolvida por gente muito competente, que tá em estreita, em estreito diálogo com o CERPRO, com as instituições de governo responsáveis pela reforma. Somos o, novamente reafirmando, uma empresa participante, dentre outras, de diversos segmentos, não só de empresa de software, tem instituição financeira, tem representantes da indústria, do comércio, do atacado, do do da prestação de serviço junto a a ao governo brasileiro, as instituições envolvidas, a sociedade civil, para construir e trazer para dentro da da nossa plataforma o que de melhor a gente pode oferecer, que é a expertise historicamente ente construída pela WK ao longo dos seus 40 anos, eh, para atender o os contadores e as empresas aí ajudar a passar por esse período do com a melhor da melhor maneira possível, né? Então, temos robustez para poder atender, temos um plano de de de ação já estruturado há muito tempo. Nós aqui na Inos, no canal aqui em Juiz de Fora região, estamos à disposição de todo mundo pra gente conversar e amadurecer o diálogo sobre a reforma, sem compromisso de nada, mas até mesmo pra gente despertar atenção para porque de repente o empresário ele não tá no momento, por exemplo, de adotar um RP de grande porte. É, tudo bem, natural, né? Mas ele vai ser impactado pela reforma. Eu costumo usar de exemplo do plano real, né? Eu lembro de ir à feira com a minha mãe e a barraca de banana ter o preço em URV anotado em folha de caderno. Então o grau de impacto do plano real para toda a sociedade foi tamanho. A reforma talvez não na mesma medida, mas próximo. Então o pequeno comerciante ele vai tá ele vai eh eh o pequeno empresário, ele vai ser impactado. Ele precisa ser alertado de maneira qualitativa para isso. Passou da hora da gente ter um debate maduro, fugir às vezes dos de alguns eh eh de pirotecnia, né? Vamos ter uma uma conversa madura eh sobre tecnologia, sobre gestão e a gente tá à disposição para contribuir no que precisar.
Excelente, meu amigo. Excelente. Galera, essa aí foi a visão que a gente trouxe para vocês de um desenvolvedor de RP. O que que vocês têm que ficar ligados em relação aos RPS e quais as oportunidades que vocês podem aproveitar em relação a a usar o RP como canal ou até ajudar seu cliente a verificar se o RP dele é mais adequado e na escolha de um RP adequado, né? Queria agradecer demais ao Luciano, queria agradecer demais ao Thiago novamente. E galera, queria mandar um recadinho, lembrar que na auditoria tá rolando um cyber dezembun estão aí. Então, como a gente comentou, nós temos aí uma ferramenta fantástica de classificação de mercadorias, né, para IBS, CBS. E agora a gente já tá cruzando com a atividade econômica da empresa também. Então, a gente traz as possibilidades, mas a gente já faz uma inteligência para entender qual é a possibilidade de BSCBS mais adequada ao segmento econômico da empresa, já trazendo CST, Class, Trib, aliquota efetiva, enfim, vários campos ali produto a produto. Então, você atende o supermercado com 10.000 itens, tem problema não. Nós vamos te dar 10.000 hipóteses de tributação, um para um, dependendo da atividade da empresa. E a gente traz também todas as hipóteses, né? Então, mas é uma baita ferramenta para você se apresentar e ajudar as empresas nessa transição da reforma. Fora o nosso simulador de regime de tributação, ó, de regime de tributação, não, de cenários da reforma, onde a gente vai fazer a a projeção, né, da sua realidade nos anos de 26 até final de 2032, né, início de 203, com toda a chegada de CBS, depois de IBS gradualmente e a saída de PISCOFINS, CMS, ISS do cenário. Obrigado, Luciano. Obrigado, Thaago. Tamos junto. Eu que agradeço a oportunidade, Fred. Estamos à disposição de da tua audiência e clientela aí. Valeu, galera. Até a próxima.