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T2 CTBMF - Módulo 15 - Dia 15/12/2023

Instituto Experts4:16:23

Transcription

Tá bom. Um pouquinho. Quando a gente fala em em vias aéreas, né, uma das preocupações na cirurgia ortognática, hoje, um dos principais objetivos é a gente restabelecer vias aéreas, né, permeáveis. E a gente sabe que com a cirurgia ortognática a gente consegue, tá, fazer isso. Toda vez que eu faço um um um um movimento póstero anterior, trago todo o complexo maxilo facial para frente, eu já aumento as vias aéreas superiores. E esse paciente, ele tem um, ele, de imediato, no pós-operatório imediato, ele já relata uma melhora na respiração. E as, e na, e no primeiro pós-operatório, que é depois de uma semana, né, apesar que eu, eu faço depois de cinco dias, mas depois de uma semana eles relatam também que falar, cara, eu tô até confuso porque eu não tô com, eu tô com um fluxo de ar muito grande, não existia isso. Então a gente consegue melhorar assim esse fluxo de ar pela cavidade nasal.

Mas muitas vezes existe indicação, né, de correção por conta da gente se defrontar. E isso é avaliado numa tomografia, num corte coronal, aquele corte que fatia a cabeça de parte de cima. A gente vê conchas hipertróficas e desvios de septo nasal. Tá bom. Ah, quando a gente se defronta com isso na cirurgia ortognática, apesar desse procedimento ser da otorrino, eu particularmente, se eu não vou impactar a maxila, eu não mexo, tá? Eu não mexo. Eu deixo lá essas conchas hipertrofiadas, eu deixo o septo desviado, porque esse procedimento é um procedimento da otorrino laringologia. Então o paciente, quando vai para cirurgia ortognática e a gente faz esse, esse diagnóstico, né, no pré-operatório, a gente comunica ele que depois de seis a doze meses ele precisa realizar essa cirurgia para cor, para remoção que a gente chama de septoplastia, que é tirar o septo desviado. E também vocês estão vendo as conchas aí, a turbinectomia parcial inferior, onde a gente tira as conchas inferiores. Tá bom. Então eu comunico ele que depois ele vai ter que realizar essa cirurgia otorrino.

Mas se eu vou fazer uma impacção, ou seja, o paciente, vamos imaginar um paciente com um sorriso gengival assim muito severo, ou seja, um excesso vertical maxilar severo. O protocolo, o paciente, ele, quando ele sorrir, ele mostra os dentes, todos os dentes, mas não pode mostrar gengiva. E ele sorrindo mostra dez milímetros de gengiva. Então eu sei que eu tenho que impactar, né, eh, dez milímetros a maxila. Então, p, você imagina esse septo desviado e essas conchas hipertrofiadas. Se eu ponho a maxila para cima, eu vou comprimir tudo ali. Então eu não vou ter fluxo de ar. O paciente vai chegar no pós-operatório e vai falar: "Olha, eu não consigo respirar". Que que se fez? E na verdade, não é o que eu fiz, é o que eu não fiz. Eu não removi o septo, tá legal? E eu não removi as conchas inferiores. Outra coisa, se eu dobro o septo do nariz, né, ã, impactando, botando esse maxilar todo para cima, o septo, ele tá relacionado com a ponta do nariz, né? A gente vê que a estrutura cartilaginosa, ela vem até a ponta do nariz, praticamente. ã, a gente tem um desvio de ponta de nariz. Então, nesses casos de impacção mais que cinco milímetros, eu sou obrigado a fazer uma incisão na mucosa nasal, porque eu fiz todo esse descolamento da mucosa, né, e me deonto diretamente com as conchas inferiores, tanto do lado direito e lado esquerdo. Tá bom. Eu faço eu mesmo a turbinectomia, tá legal? ã, e também aproveito. Se eu vou impactar dez milímetros, como eu falei para vocês, eu preciso remover o septo, porque esse septo já tá desviado. Eu tenho que tirar todo esse septo cartilaginoso e ósseo também, tira uma parte do osso do vômer. Tá? Não é nossa cirurgia, mas a gente tá na cara do gol. E não é um procedimento complexo. Existem várias maneiras de executar. Eu, hoje em dia, faço de um jeito onde o risco de sangramento e síndrome do nariz vazio, ele é praticamente nulo, né? Então a gente vai cauterizando toda essa mucosa da da concha, a gente remove toda essa parte óssea. Aí eu faço um descolamento do pericôndrio em relação ao septo nasal, tanto cartilaginoso como ósseo, e removo até eu ver que não tem nada, eh, comprimido naquela região. Você olha, porque eu reposiciona a maxila na posição que eu que eu desejo, né? E eu não vejo isso. Então, aí eu fico tranquilo. Caso você não faça isso, você vai ter problemas.

Agora, aquilo que eu falei, se o paciente já apresenta desvio de septo com hipertrofia, eu não tenho que impactar. Eu, particularmente, eu não mexo, pessoal. Porque, eh, se tiver alguma complicação, vão me questionar: "Por que que você mexeu na área da otorrino laringologia?". Né? Aí a gente começa a ter aqueles problemas. E principalmente agora que saiu esse decreto aí, que que o pessoal tá todo apavorado. Não vai mudar nada, pessoal. Entendeu? Eu creio que não mude nada para nós. Só tem que fazer direito as coisas, tem que ter segurança, tentar não invadir a área do deles. Ainda, né? A gente ainda não tem, eu não sei, eu não tô acompanhando. Vocês têm a informação se a gente já pode fazer a cirurgia estética facial? Quem pode me falar aí que tá no grupo? Alguém tem essa informação? Ainda não pode? Ainda não pode. Então, né, pelo, pelo conselho, ainda não pode. É, se a gente não pode fazer, né, você vai fazer de uma maneira meio que clandestina, né? Você tem que tomar muito cuidado, pessoal. Tem que tomar muito cuidado. Porque o paciente, ele aceita tudo, pagando menos. Mas se ele tiver uma intercorrência, ele vai procurar o [ __ ] das galáxias da blefaroplastia, que é um plástico mestre, doutor Liv, docente, né? Aí o cara esgarça mesmo. Então, tem que ter muito cuidado, eh, em em executar esses procedimentos. Então, eu, particularmente, não mexo, tá? Só se eu for impactar e não tem como. Aí eu tenho que fazer mesmo a turbinectomia. E é uma coisa simples, tá? É uma coisa bem tranquila. Você tá na cara do gol lá. O médico, o o otorrino laringologista, ele fazia endoscopia, ele vai, põe, põe uma fibra, ele faz pela, pela narina, né? Né? Então, é engraçado que quando a gente abaixa a maxila e manda ele fazer, ele se perde, perde referência. É engraçado. Mas não, a gente fazendo essas incisões na mucosa, eh, eu posso dar uma aula para vocês depois explicando a técnica que a gente aplica. Você tá na cara do gol das conchas e tá na cara do gol das conchas. Eu consigo fazer uma incisão e remover toda a parte óssea e ainda deixar um pouco de mucosa da concha para evitar síndrome do nariz vazio, que dá uma secura, dá um odor mais forte. Enfim, e tirar o septo, que é tranquilo, tá bom?

Acho que hoje quem faz nariz aí, eu ainda não vi essa cirurgia que vocês executam no consultório, mas eu tô vendo gente executar com muita propriedade, né? Eu acho que vocês devem expor essa cartilagem, devem manipular, deve estruturar essa cartilagem para levantar o nariz. Eu creio que que seja dessa maneira, tá bom? Vamos lá. Olha lá, olha lá o estreitamento das vias aéreas, né? Que que vocês estão vendo nessa radiografia panorâmica? Nessa teleradiografia de perfil? Primeiro, vamos recapitular, porque o que não é visto, não é lembrado, né? E o que não é estudado, a gente acaba esquecendo, né? Então, a gente vê primeiro essa régua no lado superior da radiografia, da radiografia, onde a gente vai ver se tem magnificação ou não, né? Você vai com uma régua normal, põe ali em cima, se tiver batendo, né, as medidas, a régua exatamente em cima dessa régua na, na, na película, aí, enfim, a gente vai ver que não tem magnificação. E eu sempre peço para não fazer com magnificação, tá? Que mais que eu vejo aí? Eu vejo um estreitamento de vias aéreas, né, que vocês estão vendo, tá? Olha lá como tá curto. Essa menina não respira. Ela é jovem, né? Vinte e sete anos. A tendência é piorar cada vez mais, né? Que mais que eu tô vendo aí? Eu tô vendo uma discrepância entre o incisivo central superior e inferior. A gente tem um gão aí, um espaço, né, um overjet aí que não tá correto. Que mais que eu vejo? Eu vejo um nariz comprido, né? Vejo um nariz comprido também nessa moça, né? Eu vejo também um, um excesso vertical aí na região entre a, a região subnasal e o estômago superior. Eu vejo um mento com uma deficiência vertical, ele é muito curtinho, né? A gente vê uma mandíbula fragilizada, né? E a gente olhando esse, voltando para cá, o planejamento todo era feito em cima da base do crânio, né? Com a, com a, com o násio, com ponto do nariz, ponto do do osso nasal e da sela, ali, né? Coisa que não existe mais, que a gente não faz, porque cada um tem um comprimento de de base de crânio. Mas voltando aqui, olha lá o que estreitamente, como é que essa menina respira, né? Vamos lá. Olha só, depois da cirurgia, eu, né? Então a gente vê uma abertura, né, das vias aéreas, tá bom? A gente, uma abertura imediata. Então o complexo inteiro vem. Olha só como o nariz, pessoal, ficou mais curto de perfil. Me assusta muito, né? Eu vejo alguns colegas médicos e também agora eu vejo alguns colegas dentistas, eles executarem, né, a rinoplastia, sendo que o paciente apresenta uma mega deformidade anterior posterior de maxila, de mandíbula. Então, literalmente, os pacientes ficam que nem uns tucanos, que nem um, né, enorme, aquele nariz assim comprido, né, e levantado, parece uma quilha de uma prancha de surf. Então, a gente tem que selecionar muito bem os pacientes para executar esse tipo de procedimento. Se o paciente é portador de deformidade esquelética na maxila, na mandíbula, né, e ele tem um nariz avantajado, você vai avantajar ele mais. Ele vai ficar, vai ficar meio desforme, né? Não melhora esteticamente. A gente sabe, a gente olha que não melhora. Então, a melhor coisa é indicar cirurgia ortognática primeiro para esse paciente. Mas ele fala, se ele é, não quer fazer, bom, aí você pode correr o risco de executar o procedimento e ele não gostar, né? Ou então você micar aquela face. Ele pode não, não querer fazer. Agora, até por várias questões, e mais para frente, ele vai querer fazer. E o pior coisa, eu já falei isso para vocês, é executar a cirurgia ortognática em pacientes que já realizaram a rinoplastia. Hoje, existe uma consciência no meio da otorrino, no meio da cirurgia plástica, o cara bate o olho, ele vê que aquele paciente, né, tem uma deformidade dentofacial anterior posterior, ele sabe que não vai ficar bom o resultado. Mas eu não tô vendo isso na odontologia, né? Eu vejo às vezes algumas coisas que aparecem no Instagram e eu vejo cirurgias de nariz aí que vocês estão executando, que nós estamos executando, o paciente fica horrível, porque fica o nariz já era comprido, tá? E ficar com aquele nariz levantado que, hum, os olhos não se agradam, né? Porque a gente não consegue definir beleza, mas a gente sabe o que é bonito e o que é feio. Você olha, você fala: "É bonito? É feio?". Entendeu? Então, fica muito estranho.

Então, deu para entender como é importante, além da gente fazer a movimentação dos maxilares, a gente consegue também realizar a septoplastia, turbinectomia parcial nos casos de deformidade que apresentam excesso vertical maxilar, assim, de grandes proporções, tá bom? Eh, tem um, um parceiro de cirurgia que ele executa em todos os casos, né? Todos os casos ele faz isso. Cara, na boa, eh, menos é mais, né, pessoal? Às vezes você faz uma bela cirurgia ortognática, o cara nem tinha indicação de mexer, até tinha indicação de mexer na, na, na parte do otorrino, mas ele poderia fazer isso num outro tempo, entendeu? Então, não, não sei se vale por o risco. Se na minha idade, que eu já tô praticamente com trinta anos de formado, eu, eu ainda acredito que sempre menos é mais para tudo na vida. Olha só como a gente vê os avanços, né? Como a gente viu aqui, ó. Olha como melhora. E o que que é legal nesse protocolo da glabela vertical verdadeira, eh, acreditar, né, que a gente consegue deixar o paciente operado sem uma face que operou, né? Esse é o grande desafio. Não pode deixar aquela face, como eu já contei a história para vocês, não dá para paciente, você bate o olho e falar: "Pô, esse cara fez ortognática". Né? O legal é quando a gente não consegue. Então, olha só essa menina, como preencheu mais, né, o terço médio. Como a gente trouxe para frente. Se você bater o olho, você vai ver, né? Como a gente deu a, porque tinha aquele discrepância do incisivo central superior e inferior, tá bom? Olha como a gente deu mais projeção na mandíbula e a mentoplastia, né? Hoje você pode até propor pro paciente, eh, fazer a mentoplastia com com material, eh, metpo, você pode usar uma hidroxiapatita, como eu tô usando agora. Enfim, você tira ele de uma cirurgia mais complexa, né? Fazer, apesar que a cirurgia do mento, a gente executa a mentoplastia, que é um corte, né? A gente faz em trinta minutos, entendeu? Mas às vezes o paciente não quer. Como a gente mexe muito perto do forame mentoniano, ou seja, a osteotomia, ela passa abaixo do forame mentoniano cinco milímetros, a gente já causa, né, um, uma agressão nele. Então, hoje você pode fazer. E olha que novidade legal, eu tô conseguindo, indo hoje, umas próteses, elas são prototipadas a preço de prótese de prateleira. Olha que legal. Então, uma prótese prototipada antigamente era muito cara. Hoje eu tô conseguindo uma prótese prototipada em média de R$ 3.000, 3.400. Entendeu? Não é vantajoso isso, né? A gente aplicar. Agora, vamos pegar esse caso dessa moça, onde eu poderia executar a a cirurgia nela, só usando implantes faciais, né? Se a gente ver a fotografia dela, a gente poderia aqui, ó, botar um, uma prótese bilateral de zigoma, que é super tranquilo de fazer. A gente poderia colocar no mento e a gente também poderia dar um pouquinho de ângulo, botar uma prótese de ângulo nela. Uma cirurgia de uma hora e meia, tá? Em breve eu mostro para vocês a filmagem dessa cirurgia que a gente realizou, full face, aí, de todos os implantes na face. Eu já botei no grupo a menina, mas enfim. Mas olha só que, que a gente ia fazer, né? A gente ia colocar, ia melhorar a estética dela. Mas dá uma olhada, será que que tá indicado com esse estreitamento de vias aéreas? Entendeu? A gente primeiro indica a cirurgia funcional, né? Mas se o paciente não quiser fazer, também não posso falar para vocês não executarem, né? Tem que estar muito bem prescrito, tem que estar muito bem relatado que ela é uma paciente com portador de deformidade dentofacial, que ela tem um problema funcional. Olha a oclusão dela, né? Mas ela não quer resolver que ela tem um problema de estreitamento de vias aéreas. Isso tem que estar documentado. É para amanhã não ficar questionado que não houve opção de oferecer a cirurgia ortognática. Você tem que, a primeira opção, cirurgia ortognática, onde você vai resolver esses três fatores principais: estética, função e respiração. Agora, não quer, quer só fazer a cirurgia estética, também, hoje em dia, eu não vou falar para vocês não façam, né? Vai dar problema. Tudo não pode dar problema, até o que a gente faz certo dá problema, né? Enfim, então pensar muito bem, né? Se a gente vai indicar ou não, tá? E pode indicar, mas tem que discriminar pro paciente que não é a primeira, não é o tratamento de escolha, né? Da primeira escolha, né? Mas também o paciente chega e fala: "Cara, eu não quero executar essa cirurgia, ela é muito agressiva". E a cirurgia ortognática, pessoal, ela realmente, ela é muito agressiva, né? Ela é muito agressiva em relação ao procedimento, você fratura a a face em vários, né, em várias partes. Hoje mesmo à tarde, a gente vai fazer um caso de um menino que ele é um pseudo classe 3, ou seja, a maxila tá cinco milímetros para trás e o mento dele também, pobre. Enfim. Tomo muito cuidado com isso. Deu para ver a melhoria? Desculpa, bem engasgando. Melhorou a Clara, né, pessoal? Muito bem, muito bonito, uma face suave. É isso que a gente quer fazer. Vamos relembrar os objetivos, né? Então, a gente, a gente conseguiu aqui um mentinho. Só, pessoal, pera um pouquinho. Deixa eu voltar aqui. Que slide que é importante? ã, vamos relembrar os objetivos da cirurgia ortognática. Eu sempre falo os três principais, né? Que é a estética, que é a função e que é a respiração, né? Mas são todos esses mesmo: estética facial, oclusão funcional, tem que ter um preparo ortodôntico adequado, uma estética dental, né? Saúde periodontal, uma articulação temporomandibular sadia, porque ela é a base, né? Eu volto a falar, que é a base da da pra estabilidade de cirurgia ortognática, uma estabilidade no no assentamento ósseo, melhorar vias aéreas. E a gente pode colocar o sétimo aqui, que é satisfação do paciente, né? Muitas vezes a gente não consegue atingir, né? Muitas vezes, não, fosse muitas vezes, a gente ia ficar preocupado. Mas algumas vezes o paciente se estranha, né? Enfim, e aí tem que reoperar. Tem jeito. Bom, vamos começar. Alguém tem alguma pergunta? Deixa eu ver quantos alunos entraram aqui. Oito alunos só. Deixa eu ver quem que tá aqui. A sim, tá bom, pessoal. Eu acho engraçado, né? Os alunos, eles não se interessam mesmo, mas depois eles ficam questionando se vão aprender procedimento A ou B ou C, né? Mas o acompanhar as aulas dos professores, não. Mas enfim, isso é consciência, né? Cada um tem sua consciência. Depois acontecem aquelas intercorrências e eles ficam desesperados, ligando pros professores. A gente tá aqui realmente para acudir vocês, né? Mas é importante participar das aulas, né? A gente passa experiência. Né? Aí depois eu acho engraçado nos grupos, ah, se Deus quiser, vai dar certo, amiga, Deus vai ajudar, aquelas coisas, né? Mas enfim, se a gente não, não participa tecnicamente, né, a gente acaba tendo um título meio que para deixar pendurado na parede. Efetivamente, se você precisar usar toda aquela experiência, você não tem. É chato. Alguém botou alguma coisa no chat aí? Eu não tô abrindo o chat. Pode perguntar. Dr. Walter, a Gabi Neto falou assim que está prestando atenção. Foi isso que ela mandou no chat. Pensa em quem também tô prestando atenção. Hum. Eu falei que eu também tô prestando atenção, porque eu que tive intercorrência, fiquei lá desesperada. Mas eu tô aqui prestando atenção. Vocês, assim, eh, é muito melhor você estar preparada para se defrontar frente a uma intercorrência do que você não estar, né? Eh, e aí pergunta para você: "Pô, mas você não é cirurgião buco maxilo?". A gente tem as nossas limitações, mas é o mínimo. Qual que é o mínimo? O mínimo é participar das aulas, é vir pros estágios, né? A gente vê vários tipos de intercorrência. Outro dia, uma aluna foi fazer uma, uma aluna minha, bem querida, que eu gosto muito, e elas foram executar uma cirurgia de botar uma prótese de mento. Olha só, uma cirurgia que é ridícula, tá bom? Desde que o paciente esteja adequadamente preparado, você pediu os exames, paciente não fuma, não é diabético, não é aquele caso que você, que alguém no Instagram pegou para, que algum captador do Instagram pegou para você e mandou para você operar, e você viajou três mil quilômetros de avião, nunca viu o paciente, botou ele lá, operou, e depois, na, e aí você viaja, aí você volta para tua cidade, aí começa a dar aquelas complicações, você não tá perto. E aí, né? Aí é aí o paciente fica sem pai nem mãe. Aí você precisa pedir até pro estagiário ver o paciente, juro. Assim, [ __ ] isso me me surpreende essas atitudes, porque eu acho que quando a gente tá se capacitando, investindo dinheiro no curso, viajando, a gente quer dar o melhor para os nossos pacientes, né? Mas como é que eu posso dar o melhor para os nossos pacientes se eu não, não estudo, se eu não vejo, se eu não participo, né? É muito preocupante esse tipo de rotina. Me assusta, me assusta, porque não tá preparado, né? Então, aí, aí que, que qual é o problema de tudo isso? É a medicina vem com força, né? Aí começa essas, essas coisas da medicina, né? Porque a gente não tá preparado. Deu zica, tem que ir para hospital. Aí chega lá, tem vergonha de ir para hospital. Tenta resolver no consultório de qualquer jeito, põe o paciente em risco, porque muitas vezes ele precisa de uma assistência hospitalar. A gente precisa colher exames, a gente precisa às vezes levar paciente cirúrgico, a gente precisa trocar ideia com outro profissional. Cara, na boa, é assim. Eu trabalho em hospital já faz muito tempo. Acho que antes de me formar, eu já já estava estagiando em hospital, né, de trauma. Então, quando você tem conhecimento da causa, [ __ ] cara, não tem como ninguém falar de cima para baixo para você. Às vezes é de baixo para cima que eles falam, tá? Eles vêm pedir ajuda, vem pedir informação. Como já me pediram várias vezes. Uma vez eu chego no plantão junto com um parceiro que era o Otávio, tô tomando meu café na frente do hospital Pirajussara, no Chacinas, que é um boteco que chama Chacinas. Tô lá tomando, comendo pão. Vem um, um cirurgião geral novo, né? Você via que era um cara novo que dava o plantão à noite. Geralmente quem dá os plantões noturnos na, na cirurgia geral são os mais jovens, né? E o cara veio desesperado, falou: "Cara, entrou um baleado aí que, assim, eu tentei de tudo, mas não para de sangrar, né? Onde tá uma fratura alta? Meu, perto do côndilo, não para de sangrar". Então, a gente teve que ir lá e pá. E também, também tive de profissionais assim, super experientes. O cara chegar: "Meu, não para de babar teu sangramento na região de posterior da maxila. Já fiz tamponamento na zona anterior, mas tamponamento, mas um sangramento posterior enorme". Pô, o buco maxilo vai lá, porque a gente tem experiência. E como é que a gente cria experiência? Vivenciando a clínica, vivenciando o hospital, estudando, lendo artigo. Galera, não é só Instagram. A parada tá. Instagram é lindo, maravilhoso, engana pra [ __ ] tá bom? Tem um bambambanzão aí que tá fazendo até medicina, que o cara, meu, já, já fiz alguns reops desse cara. Se olha o Instagram dele, é maravilhoso. Qualquer pessoa quer operar com ele, porque o Instagram é maravilhoso, né? Então, enfim, tem que tomar muito cuidado com isso. Mas vamos embora.

Bom, etiologia das deformidades dentais, elas podem ser congênitas, malformações sindrômicas, tá legal? E iatrogênicas no trauma e ambiental, né? Uma epigenética aí que você desenvolve alguns, alguns vícios, né? Ah, na tua infância, que vai fazendo com que você tenha um crescimento ósseo dos maxilares, principalmente da maxila, desfavorável, tá bom? Então, a cirurgia ortognática, ela entra para resolver tudo isso aí, tá? Primeiro, hereditário, tá bom? A gente vê genética, né? A gente vê, olha só essa foto da da mãe, já portadora de uma deformidade dentofacial. Aliás, a face do menino que eu vou operar hoje é exatamente igual a essa face dessa mulher que vocês estão vendo aí. Que, pessoal, fazenda nessa face, abre o microfone aí, timão. Vamos conversar um tiquinho. Vocês conseguem ver? É a de maxila? Isso. A gente, por que que você falou da do avanço de maxila? Porque quando eu olho ela de perfil, eu vejo esse terço médio aí um pouco mais curto, né? Essa região do lado superior mais curto. É. Eu entendi. Você vê também o nariz compridão, né? Sim, sim. Agora, para para pensar, a gente pega esse paciente, faz uma rinoplastia para levantar a ponta desse nariz. Que que vocês acham? Vai ficar legal? Não vai ficar bom? Não. As medidas da face dela também não vai ajustar. Ela acha que é o nariz, mas é o conjunto ali, exato. E é assim que eu quero. Quem que tá falando? É a Mariana. Mariana. P. Isso, Mariana. Você tá correta. É o conjunto. E vocês hoje estão com os olhos muito calibrados, né? Para ver o conjunto da face, né? Isso me agrega muito. É que vocês estão muito calibrados também para estética, mas eu quero que vocês entrem um pouco na função, né? Hoje você pega um paciente, por exemplo, padrão facial classe dois e oclusal classe dois. Vocês vão fazer uma rinoplastia nesse paciente? Pede uma tele, né? Pede uma. Porque vocês, vocês são cirurgiões também, né? Pede uma tele radiografia. Vê se tem um estreitamento de vias pela própria teleradiografia, vocês já conseguem ver, né? Se tem um estreitamento para você poder fazer um, um diagnóstico perfeito. Porque a gente vem naquela filosofia, né? A gente, queixa principal do paciente, ele vai falar: "Meu nariz é comprido, é caído, não sei o quê". Tá tudo bem. Eu fiz, eu, eu sou ortodontista e eu gostei muito quando eu fiz o curso. Até gosto muito de fazer. E aí essa especialidade me ajudou muito mais a enxergar essas medidas dos terços faciais. Sim, sim. A sua especialidade é ortodontia, é isso? Sim. Lógico. Entendeu? Lógico. Você vai se tornar uma profissional bem completa, né? Porque você vai olhar a função. Eu não quero só que vocês pensem na estética, né? A estética é importante, mas eu quero que vocês tenham uma visão de função também, né? É muito bonito quando eu vejo a paciente fica muito mais segura até para fazer a cirurgia estética com vocês, né? Então, é, é importante. Então, a gente pede, pedi uma teleradiografia, vejo que tem um estreitamento de vias aéreas, né? Por que que eu vou indicar só a cirurgia estética, né? Vamos falar que existe uma primeira escolha. Mas voltando para esse caso, que mais que eu vejo aí que não tá legal? A gente falou que da maxila tá retr, posicionada. O nariz tá comprido, tá caído. A gente vê uma projeção zigomática, né, pobre, né? A gente vê que mais que vocês me falam do lábio dela? Não, o lábio cobre. Lábio invertido, né? Não é lábio muito pobre, né? Esse lábio, né? A gente vê até que essa foto aí, ela tá forçada, mas enfim. Que mais que eu vejo ali, bem importante? Dá para fazer, por exemplo, uma, uma lipoaspiração, lipoaspiração mento cervical? Será que, mas eu acho que tá, tá encurtada esse terço dela também. É, a gente tem uma deficiência. O mento, ele tá projetado para trás, né? Mesmo você fazendo essa lipo, né? Será que tem tanta gordura aí, né, pra gente poder fazer? Ou talvez se a gente fizer o avanço de maxila, onde eu vou projetar o zigoma, onde eu vou levantar o nariz, né? Onde, de repente, eu vou, se eu avanço a maxila, a mandíbula vai acompanhar e automaticamente vai avançar a mandíbula e eu também avanço o mento. Será que eu vou precisar? Porque eu vou, o que que eu vejo nessa paciente que tá com a cabeça mal posicionada, pessoal? Eu vejo que ela não tem um, um ângulo mento cervical bem definido, né? Não tá bem definido. E quando, e aí eu faço uma lipopapada, uma lipoaspiração nessa região, sem estar com o mento definido, né? Talvez quando eu fizer a cirurgia ortognática, eu consigo projetar mais aí todo esse complexo inferior, mandíbula, mento, né? Todo o complexo mandibular, eu consigo dar um contorno melhor. Aí sim, vocês vão indicar o procedimento, né? Eu penso assim, tá bom. Olha essa menininha, ela tá que é fil, filhota dela, tá desenvolvendo o mesmo padrão, tá? Olha como o mentinho dela tá retrognático, em crescimento desfavorável em relação à mandíbula. Ela vai desenvolver. E aí, que que eu faria aqui, né, para essa menina? Qual tratamento vocês indicariam pra mãe? É cirúrgico, tá bom? E para ela, que que vocês me falam, timão? A gente não indicaria ortopedia facial? Vocês não indicariam para poder corrigir esses vetores de crescimento desfavorável? Não seria uma possibilidade? Que que vocês acham? É devido à idade dela, pode ser que não alcance o objetivo. Não sei. Agora, te falar, não custa, né, a gente poder indicar, né? Enfim, eu pensaria sim, tá? Então, a gente fechou o fator genético, super importante, sempre tem um, um cunho genético, isso. Ó lá, dá uma olhada. A mordida da menininha, pessoal. Monar uma máscara e tracionar essa maxila. Enfim. Ah, professor, entendi. Você tá olhando na filha dela? Sim. A filha. Sim. É filhinha. Olha, ó lá, é a filhotinha dela. Sim. Bonitinha, né? Uma franjinha. Del. Pensou que era ela novinha? Não, não, amor. É a filhotinha dela. Então, tá criando um padrão de crescimento semelhante da mamãe, tá bom? Ela já é, ó, classe três, tá vendo? Tá tudo bem. Malformações congênitas são, acho que o caso mais difícil que eu operei foi essa. Foi uma microssomia facial de uma paciente chamada Mônica. Putz, foi muito difícil essa cirurgia, mas enfim, eh, fica mais complexo, né? Olha lá, ó, essas fissuras aí. A gente sabe que o paciente quer, como é que a pessoa pode sobreviver assim, né? Crescer assim? Imagina, não vai na escola, não consegue se relacionar socialmente. Mas a cirurgia ortognática ajuda isso, porque todos os pacientes que são fissurados, eles desenvolvem uma deformidade maxilar de crescimento, não cresce a maxila, tá legal? Fica pobre a mandíbula também. Então, a gente precisa executar várias cirurgias: fechamento de lábio, fechamento de palato e e botar esse paciente num tratamento ortodôntico especializado, né? A gente põe esses pacientes em tratamento ortodôntico especializado para depois a gente poder executar cirurgia e dar uma vida melhor. Não melhorou aí, pessoal? Sim ou não, né? Ela é uma, uma moça preta assim, bonita. Ela é bem bonita, né? E com a correção, dá uma vida. Essa moça vai ter uma vida normal, né? Olha lá. Tá. Essa paciente é do Centrinho de Bauru, tá bom? Olha uma placa ali fechando para manter uma posição dos dentes. Olha só que legal. A gente consegue os resultados satisfatórios, tá bom? Fechando essas, essas fissuras, tá? E depois, por último, executando a cirurgia ortognática, né? Nesse caso dessa menina, o que vocês estão vendo em verde é o que ela era. Em vermelho, desculpe. Pera aí. É o que vocês estão vendo em verde é o que ela é. Em vermelho, como ela ficou, tá legal? Aí, ó, fez um avanço de de mento de cinco milímetros, tá bom? E a gente consegue chegar nesses resultados. Cirurgia muito antiga, as radiografias antigas, tá? Mas fica ótimo resultado, tá? Vemos esse caso é do Dr. Makoto, tá? ã, a parte de fechamento, a a parte de fechamento da fissura com enxerto é feito pelo cirurgião buco maxilo. A parte de fechamento de palato e lábio é do do cirurgião plástico. Depois volta para o cirurgião buco maxilo para executar cirurgia ortognática. E é muito difícil. Eh, imagine uma maxila com a dela bipartida, você fazendo movimento para para [Música] anteriorização. Forceps de Rov, que é um forceps que entra pelo nariz e pela boca, um forcep, um garfão bem grande assim, e não dava para pinçar o complexo maxilar, né? Com a pinça do lado direito, lado esquerdo, e trás. Mas aqui é bipartida. Às vezes pode vir um lado direito, não vem o esquerdo. Então precisava de alguma coisa que não apoiasse nos palatos, né? Então, e apoiasse assim na região posterior da maxila. E aí foi desenvolvido esse instrumental aí, o o Killer, tá legal? Beleza. Ó, aí, ó, ó como ficou uma face mais curta, né? Olha como a gente acertou as assimetrias faciais. Cicatriz, às vezes, algum problema de fonação, sempre fica, né? Mas é uma mulher bonita, né? Mesmo com essa, com essa cicatriz, ela se tornou uma mulher bem, bem bonita, né? Enfim, olha só como ela é bonita. Eu gosto muito nos pacientes negros, porque geralmente paciente negro, eles são biprotrusão, vendo nessa foto pré-operatória, e tem o mento para trás. Então, muitas vezes a gente dá essa projeção de fazer a mentoplastia, ou de repente até botar uma prótese, né? Que aqui a gente acertou. Ela tinha um excesso de vertical. Olha só como a face inteira era comprida, né, no sentido vertical. Legal, né? Olha como a gente impactou as coisas aí. Como ficou mais, mais bonita. Que que vocês, vocês estão concordando que ficou melhor? Tá? Então, já fica uma autoestima, melhora muito a autoestima do paciente. Procedimento, beleza. E aí fechado, né? Ela sai daquela condição que vocês viram como menininha e e leva uma vida normal. Isso é gratificante a gente ver esses resultados, né? Maravilhosos resultados de Deus, né? A gente pode falar, não, o que nós somos, né? Mas, [ __ ] é Deus permitir, né? Num fluxo energético que a gente consiga executar esses tipos de coisa, né? E como a gente beneficia, cara, a gente tem que ter na cabeça que sempre que a gente beneficiar o próximo, a gente tá se beneficiando mais ainda, né? Então, a gente poder estudar, né, se preparar, se capacitar para prover, né, para melhorar a qualidade de vida de alguém em qualquer esfera, desde uma, de uma coisa simples, de uma sequela como essa, assim, numa deformidade, não é uma sequela, mas uma deformidade como essa, até uma coisa simples mesmo, a nível de estética, e você prover bem-estar com essa pessoa, você tá ganhando muito ponto, né? Aí o plano começa a te ajudar também nas suas questões. Mas enfim, vamos andando. Tá? Aí sai dessa condição, né? Um nariz totalmente desmontado por conta do dessa, dessa fissura, uma exposição, né, horrível, né? Viveu anos assim essa menina. Essa foto tá com dez anos, né? Você imagine dez anos vivendo dessa maneira. Não dá, né, pessoal? Por mais centros como esse, né? Por mais pessoas capacitadas, interessadas para resolver esses tipos de problema, né? Enfim, é isso que a gente pede. Vamos embora. Muito melhor. É aquilo que eu falei para vocês, uma mulher bonita, uma menina bonita. É mal a paciente da raça, né? Bonita demais. E a gente conseguiu com a cirurgia ortognática e com as outras cirurgias, seguir essa sequência e chegar nesse resultado final de fechamento de, de fissura e da reconstrução. O enxerto, fechamento de lábio, melhora do nariz, tratamento ortodôntico e brindar essa paciente aí com a cirurgia ortognática e um refinamento ortodôntico pós-operatório, né? E chegar nesse resultado que é sucesso, né? Qualquer lugar que você mostrar esse caso no mundo, vamos levantar, eu aplaudiria de pé, tá bom?

A gente entra agora nas várias síndromes da tritc, Atico, Zom, Pi, Ran, enfim, aí, ó. Pacientes que vêm. Eu tenho um caso como esse. E olha só como é que é que a gente tá vendo aqui um problema, né, de projeção de zigoma, né? Uma face biprotrusão auditivo, né? Lá, olha que tipo de mordida. Pergunta é, se eu vou operar um paciente desse com essa medida, qual que é o cuidado pré-operatório, hein? Eu tenho que ter para isso não recidivar. Qual que é o profissional que vai entrar aí junto comigo, né? Não na cirurgia, mas no tratamento? O ortodontista. Não, aí já tá eu e o ortodontista. Quem mais? ã, o fono, né, galera? Que que esse cara tem aí que deixa essa mordida aberta? Uma língua mal posicionada, né? Exatamente. Uma língua mal posicionada, né? Geralmente a gente pega esses pacientes e que que a gente vê? A gente vê uma língua mal posicionada. Não é isso? Muitas vezes eu pego essa língua, gente, e a gente vê todas as impressões aí da oclusão nela, que fica todo o tempo entre os dentes. Então, cara, não tem tratamento ortodôntico e não tem cirurgia ortognática que suporte a força muscular de uma língua, né? Então, o paciente tem que fazer uma avaliação pré-operatória com fono e depois trabalhar fortemente esse reposicionamento. Igual, senão a mordida vai abrir, tá bom? A língua faz a mordida abrir, recidiva a mordida em tratamento ortodôntico ou tratamento ortodôntico cirúrgico, pessoal, tá recidiva mesmo para valer, entendeu? Então, a gente pensa que não é só o cirurgião buco maxilo, ortodontista nessa pegada aí, não, tá? Olha só o que que a gente tá vendo aqui na teleradiografia. Falam para mim, pessoal, colabora um pouquinho aí. Quem não tiver trabalhando e tiver na aula, que que a gente tá? As vias aéreas extremamente estreitas, né? A gente tá vendo umas vias aéreas estreitas. A gente tá vendo uma mandíbula com plano muito aberto, né? A gente tá vendo o mento super retrógnato, super retroposicionado. Que mais que não consegue enxergar aí na, na tele e também na panorâmica? Vocês estão vendo o côndilo dele? Não dá para ver um côndilo bem, não dá para ver um côndilo bem definido, né? Então, a gente tem uma, uma assimetria de côndilo aí, certo? A gente não tem um crescimento normal. Depois da cirurgia ortognática, uma face mais normalzinha, tá bom? Aqui foi feita junto com a cirurgia crânio maxilo facial. Eles trouxeram todo o complexo da face através de uma osteotomia, né, que a gente chama de Le Fort, dois aqui, tá bom? O que que a gente faria diferente hoje aqui? Vocês estão vendo que foi colocado um enxerto onde não tinha o côndilo, tá vendo, pessoal? Ó lá. Que que eu faria de diferente aqui? Olha o que que vocês estão vendo no mento aí? Uma prótese, né? Já naquela época usava. Por que que a gente botou essa prótese aí? Essa prótese, ela é, é, é uma prótese americana que nem tinha registro no Brasil, chamada HTR, Heart Tissue Replacement. Trazia ISO, era de uma empresa chamada Walter Lawrence, que hoje chama Biomat. Isso se usava com frequência, né? Porque é melhor do que fazer osteotomia. Eu acho mais fácil, né, a gente executar essa, essa projeção aí. Enfim, que que eu faria de diferente hoje aqui? Em vez de fazer essa cirurgia na mandíbula, onde vocês estão vendo placas e parafusos, eu faria uma reconstrução total com prótese total de ATM. Tá bom? Eu ia dar uma projeção melhor. Eu posso depois mostrar um caso para vocês. Se vocês forem no, no Instagram, no Instagram, lá tem uma foto desse paciente que hoje tá finalizando a, a odontologia e já falou: "Doutor, quero ser cirurgião buco maxilo". Engraçado, né? Como a gente estimula as pessoas. Ele tinha uma deformidade horrível, o Muriel, e ele procurou a gente e a gente fez essa, esse avanço junto com prótese. Ele, ele ficou tão apaixonado pelo resultado que ele foi fazer odontologia e tá fazendo agora, se eu não me engano, cirurgia buco maxilo facial lá no Ceará. Então, tá, tá. Hoje a gente tem mais recursos para poder resolver esse caso melhor. Mas mesmo assim, né, esses enxertos de clavícula que vocês estão vendo, a gente não usa mais, não tá bom? Porque eles reabsorvem, tá bom? Mas é, vocês têm que saber que antigamente era tratado dessa maneira. Tá? Eles reabsorvem. Funcionam legal. Hoje a gente tem implantes faciais melhores, tá bom? Mas a gente vê um bom resultado. Olha só, não acharam? Ficou legal? Olha só como aquela prótese de mento, né, como ela projetou bem, né? Ó. Isso foi feito em cima do estudo, posicionamento do dente para um, a gente faz o avanço um para um do do protocolo de RW. Fica ótimo. Ficou muito legal esse caso. Esse menino vai com certeza ter uma face mais, mais tranquila para a gente poder, para ele poder viver melhor. Ó lá. Acham que melhorou? E nem fez preenchedor aí com ácido hialurônico, hein? Nem tinha na época. A gente vê uma ptose de pálpebra, que é característico da síndrome, tá legal? Mas vocês estão vendo.

Aí, duas incisões em cada lado, aí na região da pálpebra superior, para poder puxar um pouco esse ligamento e melhorar um pouco mais o perfil da pálpebra, né? E não ficar com esse olho caído, de como se fosse uma pessoa triste, né?

Mas a gente ainda também tem limitações na pálpebra inferior. Você vê que ele mantém um padrão de uma pequena ptose, né, que é da síndrome, né, da pálpebra inferior. Mas podem se olhar e falar: "Nossa, é muito diferente você ver a pessoa do lado pré-operatório, a pessoa do lado pós-operatório, né?" Impacta menos, né? Então, tá, é isso.

Bom, hoje a gente poderia fazer também essas projeções com prótese na região zigomática desse paciente, tá? E do ângulo também, né? A gente podia associá-lo, tá, com muito mais recurso. Bom, beleza.

E a iatrogenia, geralmente, tá relacionada com sequela de trauma, né, de fratura, enfim. E aí, muitas vezes, você, o paciente é tratado e a gente não tem uma melhora do resultado, né? E aí, indica-se, sim, a cirurgia ortognática. Eu pego um paciente que tem uma fratura de mandíbula e de maxila, né, e ele não foi tratado corretamente. Ele desenvolve uma mordida aberta esqueletal. Ele chega para mim já com seis meses de trauma, ou seja, depois de 15 dias. Tá, pessoal? A gente já considera paciente com uma sequela, tá? Começa a ficar mais difícil de tratar.

Então, muitas vezes, eu aborto aquele procedimento de tentar refraturar e posicionar. Eu indico esse paciente com tratamento ortodôntico e depois eu executo a cirurgia ortognática e estabeleço uma oclusão, tá? E tudo bem, tudo tranquilo, tudo ótimo. A gente vai fazendo dessa maneira e depois resolve esse problema no paciente.

Aqui é uma sequência de iatrogenia, né? Uma sequência de iatrogenia. Gente, pelo amor de Deus, gente, faz cada coisa! Mas, enfim, tá diminuindo essas coisas.

Pessoal, vamos dar um tempinho para tomar um café aí. Todo mundo de acordo, tá? Deixa eu ver quem que entrou agora. Muita gente entrou. Aham, legal. O Rafa tá começando a ter... Rafa, abre o microfone aí! Rafa tá trabalhando. Rafa tá tendo bons resultados com cirurgia de nariz, viu, pessoal? Depois vocês dão uma olhada no Instagram dele. Ele não sabe nem escrever o nome dele direito ainda, mas ele tá tendo excelentes resultados. Pessoal, vamos tomar um cafezinho. Não, tá tudo em ordem? Então, vamos embora!

Bom, etiologia ambiental, respiração, postura corporal, tal. Aí, ó, dá uma olhada! Olha que face longa e tem uma mordida aberta, né, grotesca. Dá uma olhada! Esses casos não chegam pra gente, tá, pessoal? Né? É rotina, tá? E aí, como é que eu vou resolver esse trem aí, esse crescimento desfavorável? Justamente com tratamento cirúrgico, tá legal? Na outra aula eu tenho casos assim, eu mostro para vocês. Vamos lá!

Então, a gente fechou aqui que as etiologias elas estão relacionadas com a hereditariedade, malformações congênitas, síndromes, iatrogenia e o fator ambiental, né? Segundo um trabalho de Profit, que é uma referência lá na Carolina do Norte, a gente vê que o maior fator causador é a maloclusão de causa desconhecida. Então, ninguém consegue entender por que o paciente vem com essa alteração. 18% desses pacientes vieram com uma oclusão normal, 6% deformidade inter-facial e 6% causa conhecida. Isso tá relacionado com as maloclusões, tá legal?

20% da população apresenta a deformidade dentofacial, segundo o professor Wolford, tá bom? Esse trabalho já tem muitos anos, em 1999, mas é verdade. Se você sair procurando, você vai ver que todo mundo tem uma deformidade dentofacial a ser resolvida, ou um excesso vertical, uma deficiência vertical, ou uma deficiência anteroposterior, um excesso anteroposterior que é passível de correção, tá bom?

Vamos ver aqui: diagnóstico e planejamento. Primeiro, a gente tem que entender por que esse paciente procurou a gente, qual que é a queixa principal, né? A gente vai ver o histórico da família desse paciente, histórico do paciente. A gente vai executar o exame clínico, vai hoje pedir os exames complementares, vai fazer análise facial, vai fazer o estudo de modelo, que hoje é feito de uma maneira virtual, né? E vai chegar a uma conclusão e fechar o diagnóstico. Esse paciente é portador deste, desse diagnóstico. De que maneira que eu posso tratar? Aí você vai descrever todo o planejamento.

Então, é muito importante vocês, no consultório, desenvolverem fichas, tá? Protocolar tudo isso, tá bom? Hoje eu já falei para vocês que a gente tem os prontuários eletrônicos que vocês montam do jeito que vocês querem, tá bom? E fica muito mais organizado, porque na primeira consulta você vai fazer todas essas perguntas, vai fazer uma anamnese direcionada, tá bom? Depois você vai pra parte do exame clínico do paciente, aí você vai pra parte do estudo de imagem. Tudo isso é anotado para não se esquecer.

Eu falei para vocês que a única pessoa que protege, a única coisa, a única maneira que protege vocês de uma questão jurídica é o prontuário de vocês. Então, tem que estar muito bem organizado isso, tá bom? Se o perito pega um prontuário muito organizado, fica mais fácil de ajudar vocês, né? De ele ajudar a gente. Agora, se é uma coisa totalmente desorganizada, não tem anamnese, não tem queixa principal, já fica muito difícil, né?

A cirurgia ortognática ela se baseia hoje numa teleradiografia, numa panorâmica, tá legal? Fotografias, tá? E a tomografia de face completa. Com esses exames eu consigo já definir alguns posicionamentos. Análise de modelo é muito importante. Eu ainda gosto de ver os modelos na mão, tá bom? Mas você já pode fazer isso de uma maneira virtual. Na mão eu consigo ver a coordenação das arcadas, eu vejo onde eu tenho que fazer os ajustes oclusais transoperatórios, eu me sinto mais seguro.

Análise facial: a gente vai ter uma aula, acho que quando que vocês vão estar de modo presencial aqui em São Paulo? Em março? Quem sabe? Ninguém sabe. Eu acho que estão para vir agora, né? Preciso ver quando é que é. Mas, enfim, a gente vai fazer esse estudo de análise facial, tá? Onde a gente vai mensurar a face de várias maneiras para poder usar essas informações e aplicar o nosso planejamento virtual em cima do Dolphin, né, que é um software que a gente faz essas, essas movimentações cirúrgicas antes da cirurgia. Legal, boa, galera, vamos lá!

Saúde geral do paciente: uma ficha clínica, né? Eu gosto de colocar o histórico da família, eu gosto de saber se o paciente tá em tratamento, se ele tá tomando alguma medicação. Bom, depois disso, a gente vai pro exame clínico, onde a gente colhe sinais e sintomas dos pacientes. Anota tudo isso lá, tá legal? Vê se já foi executado algum tratamento, se tem tratamento ortodôntico em andamento, quem que é o ortodontista, se ele já fez, se ele já foi operado, se ele não foi operado, por quem foi operado. Se tiver, aí, se foi operado, eu peço para vir o planejamento, pede as radiografias pós-operatórias, vou arquivando tudo isso, né? Quais são as medicações, como eu falei para você, que esse paciente toma, né? E vai para um exame clínico mesmo do paciente. A gente começa executando um exame intraoral e vê como é que tá esse paciente, a idade oral.

Depois a gente vai examinando a face do paciente, principalmente a articulação temporomandibular. Lembra que não dá para executar tratamento ortodôntico cirúrgico se as articulações não tiverem sadias. Se a articulação não tiver sadia, exige tratamento prévio primeiro, tá bom? E a ATM, segundo Mariano Rocabado, ela tem muitos detalhes anatômicos. Então, todas essas regiões que vocês estão vendo: sinovial anterior inferior, tá, sinovial anterior superior, olha quantos detalhes, tá? Ligamento retrodiscal posterior, né, ligamento colateral lateral, ligamento temporomandibular. Tudo isso tem que estar numa maneira sadia e é apalpado.

Bom, só que eu não consigo apalpar esses oito pontos. Então, eu defino que eu vou apalpar a região do número sete, tá bom, que é a região posterior da ATM, a região anterior do número dois e a região número seis, tá bom? E vou e defino qual a intensidade de dor de 0 a 10 e vou anotando isso na ficha. Precisa estar anotado, legal.

É muito importante investigar aqui. Olha que interessante, né? Vocês estão vendo em branquinho, tipo uma gravata borboleta, que é o disco articular. Essa é a posição ideal do disco, tá, com a boca fechada, tá bom? É a posição ideal quando a banda posterior tá na região, mais ou menos como se o côndilo fosse um reloginho no ponteiro das 11 horas, tá? A gente diz que ele tá bem posicionado.

Agora, quando ele, essa, essa, esse número seis, tá na região anterior do côndilo, praticamente quase na zona número dois, a gente sabe que esse disco tá anteriorizado. E ele tem dor, porque essa região do número sete ela alonga para a frente, tá, esse ligamento. E toda vez que esse côndilo excursiona e translada, rotaciona e translada em cima do ligamento posterior, dói. E se essa banda posterior, que é esse número seis, tiver anteriorizado, quando ele abre a mandíbula, ele tem uma dificuldade de abrir e dará um estalo, "clec", porque encaixa, tá bom? E porque o disco está anteriorizado. E quando ele fecha, dá um outro "clec" porque o côndilo escapa da banda posterior. Por isso que a gente tem os estalos, né? "Pá!"

Quando a gente sente esses estalos, é sinal que ainda o disco tá em boas condições, né? Ele ainda tá com o contorno. Agora, o problema é quando esse processo se repete por anos. A tendência é você ter um desgaste dessa banda posterior do disco. Você sai de um barulho do estalo e vai para um barulho de crepitação, tá legal? E esse barulho de crepitação já mostra uma banda posterior degenerada, tá?

Muitas vezes, esse ligamento, que está hiperestendido, ele também, ele fica fibrosado. E aí, cara, que que você faz se o paciente estiver com tudo isso anteriorizado, ligamento fibrosado e dor, né? Eu indico fazer a discopexia, que é a cirurgia que eu fiz a semana passada, que é o reposicionamento do disco, trazer ele para trás e reconstruir esse ligamento posterior com uma âncora e com fio, onde eu implanto essa âncora no número quatro e vê que saem duas hastes, né? São dois fiozinhos que saem. E eu vou lá e suturo a banda posterior, tracionando esse disco para trás, e o ligamento que tá hiperluxado eu removo. Então, essa é a cirurgia de discopexia.

Quando que eu opero a articulação temporomandibular, pessoal? Só porque o disco tá anteriorizado? Muitas vezes, esse ligamento posterior ele fibrosa e aí o paciente acaba não excursionando tanto aí em cima e não tem dor. Então, será que eu operaria, né? Será que eu trago esse disco, vou trazer esse disco para trás, sendo que ele não tem dor? Então, para mim, hoje, pessoal, indicação de cirurgia articular é dor, tá bom? Não é nem estalo, porque muitas vezes com uma fisioterapia direcionada, com fisioterapeuta especializado em tratamento dos distúrbios das articulações temporomandibulares, com manipulação, com massagem, ele consegue liberar toda essa região e reposicionar, ensinar esse paciente a abrir e fechar a boca. Ele não estala mais. Olha que legal, né?

Agora, se eu tenho um disco anteriorizado, como foi dessa menina que eu operei, um lado tava anteriorizado e outro não, e ela tinha um estalo, mas quando ela abria a boca, imagine vocês abrindo a boca, a hora que vocês estendem no final da abertura da boca, ela protruía a mandíbula, estalava. Então, não era uma indicação cirúrgica quando estava só com a fisioterapia. Resolveu. Mas existia um problema: o lado esquerdo dela, o disco estava totalmente anteriorizado. Então, a região sete estava na região do... né? E ela tinha muita dor, grau oito de dor, muita, até limitação. Ela não conseguia comer. Aí, sim, tem indicação de tratamento cirúrgico articular, porque toda vez que você abre uma articulação temporomandibular, pessoal, a gente também lesa, né? Tem várias estruturas ali. Então, a gente evita operar a articulação temporomandibular.

Hoje tem a moda aí, né, que o pessoal faz com muita frequência artroscopia, né? Eu vejo até fazer artroscopia sem tratar a causa. Qual que é a causa, né? A gente não opera ATM sem tratar a causa. Muitas vezes, a gente desprograma essa mandíbula, faz o paciente usar uma órtese, tá legal? E aí, sim, a gente prepara para ir pra cirurgia. Agora, operar o paciente sem tratar a causa? Com certeza, por exemplo, nessas artroscopias, a gente tem uma melhora porque é infiltrado medicações anti-inflamatórias naquela região. O paciente vai melhorar, mas você não trata a causa. Que que acontece, pessoal? Vai recidivar em algum momento. Então, o paciente perdeu a cirurgia e eu já causei um dano porque eu já entrei com artroscópio dentro da articulação.

Então, vocês vão ter aula com uma doutora, que é a Dra. Paula, cirurgiã bucomaxilo, especialista também em DTM, mega cirurgiã, tá, de ATM. Faz todas as cirurgias articulares, aliás, faz todas as cirurgias da face, porque ela trabalhou comigo pelo menos uns 11 anos no Hospital Pirajussara e também num outro serviço de referência privado. Então, operava tudo, principalmente as cirurgias da articulação temporomandibular. Hoje, você conversa com a Paula, você vê que a incidência de tratamento cirúrgico da ATM diminuiu grotescamente, porque você consegue resolver esses distúrbios com tratamento ambulatorial.

Quem quer operar? Eu não quero operar. Eu quero tratar de uma maneira mais conservadora. Eu tenho, por exemplo, uma artrose no quadril, no lado direito. Tô tratando de uma maneira conservadora. Vai, pode ser que chegue no momento que eu tenho que colocar uma prótese. Tem. Ah, vem cá, vamos fazer uma lavagem, uma infiltração. Não, não vai, não vai mexer na articulação da cabeça do fêmur. Eu vou manter a fisioterapia, vou fazer exercício físico, fortalecimento. Tenho dor? Tem. Tem dor às vezes, tenho dor, tem muita dor. Às vezes tem época que eu não tenho dor. Mas eu só vou... Quem vai, quem vai dizer para eu operar esse fêmur e botar uma prótese, que talvez isso aconteça comigo, tem chance? A dor. A hora que eu ver que eu não tô conseguindo andar, você já vê que a gente tem dificuldade. Por exemplo, eu vou botar uma meia no lado direito, eu tenho dificuldade. Então, olha só como já tá me limitando funcionalmente. Talvez chegue no momento que eu tenho que botar prótese. Então, é isso. A dor define a cirurgia da articulação.

Agora, se você pegar todas as ressonâncias magnéticas de pacientes sintomáticos e pacientes assintomáticos, elas vão dar alteração de posicionamento de disco. Mas o paciente não tem dor, galera. Que que acontece? A maioria dos cirurgiões, que não é nenhum do nosso time, pega esse negócio aí e manda pro convênio. O convênio pega o laudo, ele entende que realmente é necessário fazer artroscopia. E aí ele libera o procedimento. E o cara vai lá, infiltra a articulação do paciente, faz a revelia, sem tratar a causa. Vocês acham isso certo? Então, não é certo. Então, é bem delicado o tratamento de ATM.

Então, eu, hoje, por operar, sou um cirurgião de ATM também. Não faço essa cirurgia fechada de artroscopia, quando muito, artrocentese, né? Mas cirurgias abertas, sim. Eu mando o paciente fazer o tratamento ambulatorial com essa profissional, profissional que vai dar aula para vocês. Ela resolve muitos casos e tira o paciente da cirurgia. Agora, tem caso que não tem como. Fala: "Ó, realmente não tem como, tem que abrir." Tá? Bora lá! Vou mandando aí, aqui, se não passa muito tempo.

Análise de tecido mole, pessoal, isso aí vocês são craques, né? A análise de tecido mole, vocês sabem olhar pra face e falar que a face tá ok. Todas essas hipóteses são da revista da Tan. Nem sei se ainda existe aquela revista da Tan. Tinha informações interessantíssimas. Então, a gente consegue ver vários padrões faciais e uma beleza presente, né? A gente vê, olha só, uma face harmônica, né? Ó lá, vários tipos. Todas essas mulheres estavam concorrendo para ser miss. Mas, enfim, olha essa face aqui, bonita, né?

Então, a gente tem que ler a face, tem que entender o que que a gente pode resultar positivamente no tratamento, o que que a gente pode melhorar. Então, é falar, como a nossa colega falou, olhar a face como um todo, né? Isso é muito importante para fazer uma análise facial. Orientação da cabeça, estabelecer uma relação cêntrica da oclusão e lábios relaxados é importantíssimo. Eu não posso... Muitas vezes, o paciente cria hábitos de reposicionamento de cabeça para facilitar a respiração, entende? Joga a cabeça para trás, projeta o mento para a frente, entendeu? Oclui os lábios para não deixar aparecer uma deformidade, que é um excesso, uma exposição excessiva de dentes. Então, o paciente ele vai criando esses métodos porque ele sabe qual é o defeito da face dele e ele cria esses métodos para mascarar.

Então, quando a gente, quando o paciente vem no consultório, né, a gente tem que desprogramar tudo isso. "Vem cá, deixa eu te reposicionar." "Não, mas eu não fico com a cabeça assim." "É, você não fica com a cabeça assim, mas era para você ficar com a cabeça assim, entendeu? Você criou esses hábitos." Então, a gente corrige tudo. Eu via muito pessoal da cirurgia ortognática falar que eles operavam mediante uma análise da cabeça natural, na posição natural da cabeça. Tá errado! Então, você ia errar a cirurgia, porque se eu pego um paciente padrão facial classe dois, tem um estreitamento e vias aéreas, ela projeta a cabeça pra frente, joga o queixo para cima para dar mais projeção e para poder respirar. Por isso que ela joga a cabeça pra frente. Como é que eu vou operar com essa cabeça nessa posição? Aí já não precisa operar mandíbula, já preciso começar a errar tudo.

Então, muitas vezes, para vocês, a gente pode ver isso presencialmente antes de vocês executarem a avaliação. A gente reposiciona a cabeça em relação ao corpo e aí vocês vão pegar mais informações aí, tá bom? Então, a gente vê essa face aqui, aqui, ó, né? A gente reposiciona. Lógico, aqui tá numa maneira exagerada. Ninguém anda com a primeira foto e nem com a terceira foto. Mas existem, sim, vícios de reposicionar a cabeça para mascarar certas deformidades e para melhorar a respiração.

Então, quando eu pego uma paciente com uma primeira foto e posiciono a cabeça corretamente, né, e alinho o zigoma, o esterno e o meato acústico externo à clavícula, faço um alinhamento como se tivesse uma linha vertical, esse paciente chega e fala o seguinte: "Cara, eu não tô conseguindo respirar." "Olha só, eu sei que você não tá conseguindo respirar, mas a cirurgia ortognática vai reposicionar, tá bom? E vai deixar isso bem posicionado." Beleza, certo, pessoal? É isso, tá? Então, a gente reposiciona aí, tá, tá tranquilamente. É muito importante a gente ter esse alinhamento aí, tá, da cabeça do paciente.

Quem tem dúvida disso aí? Quem faz isso aí? Abre aí o microfone, pessoal. Quem reposiciona a cabeça antes de fazer a análise facial? Ninguém pode falar agora, tá todo mundo ocupado. "Não, eu não, eu não faço assim, não. Não reposiciono a cabeça para fazer análise facial, não. Até porque..." "Hã? Fala, pode falar." "Não, porque, eh, quando eu vou fazer uma papada, tô falando da ROF, tá, professor, que é o que eu atendo hoje, eu faço isso aí. Mas no dia a dia, normalmente, não, para outras questões, não."

"Então, aí que tá, né, Jô? Aí que eu falo para vocês, né? Eu posso te garantir que se você reposicionar todos os seus pacientes, reposicionar a cabeça, tem método para fazer isso, eu ensino vocês, você vai pegar informações mais reais, tá? Aham. E vira um protocolo, pessoal. Tudo tem que ser protocolado na clínica. Então, se eu vou fazer uma análise facial no meu paciente, né, eu faço essa análise facial da mesma maneira para todos os pacientes. Então, se eu vou usar a mesma análise facial para todos os pacientes, eu reposiciono a cabeça de todos os pacientes, porque todos os pacientes vêm com mau posicionamento de cabeça. Olha que coisa louca! Até muitas vezes não tá nem relacionado com respiração, mas, por exemplo, uma pessoa que não faz atividade física, né, não fortalece peito, costas, região de trapézio, e a gente vai envelhecendo e vai encolhendo, né? Então, a cabeça vai tomando outras posturas."

"Eu pego meu pai, por exemplo, que [ __ ], a família dele tem história de ser corcunda mesmo, né, de ficar corcunda ao envelhecer. Por quê? Por hábitos, né? Por não fazer uma atividade física hoje. Então, meu coroa, ele fica lá com aquela [ __ ] daquele celular direto, né, que ele tá aposentado. Cabeça projeta mais, cara, entendeu? Projeta mais. Se olhar assim, parece um desenho animado. Picapau tinha um robozinho que ele vinha com a cabeça projetada pra frente. Eu vejo muito esses pacientes. Então, eu falo: "Pai, você tem que fazer atividade física." Por isso que eu falo para vocês que todo mundo na face da terra tem que fazer musculação ou um pilates, no máximo. Por quê? Porque a gente vai mudando o nosso posicionamento esqueletal do corpo inteiro e a cabeça vai acompanhando. Então, hoje você pega esses, chegam pacientes jovens que eles não fazem atividade física, a cabeça vem totalmente mal posicionada. Então, eu posso te garantir, né, fotograficamente, né, mostrar os casos para você, que a cabeça tem que ser posicionada, porque muitas vezes a cabeça fica naquela posição que ela não estava depois que você reposicionou os maxilares, estabeleceu novas vias aéreas e ele foi fazer atividade física. Eu falo pro paciente: "Depois que você operar, depois de 90 dias, você tem que fazer musculação. Você tem que fortalecer o músculo do pescoço, trapézio. Você tem que fortalecer o músculo alto das costas, né? Tem que fortalecer o peito. Tem que fortalecer tudo para deixar a cabeça centrada, porque a cabeça pensa, pessoal, para [ __ ], entendeu?" É, então, é muito importante. Então, eu gosto e posso ensinar vocês, sim, quando tiver essa aula presencial, como posicionar. É muito simples de fazer isso, né?"

"E eu avalio o paciente. Eu não sei se vocês têm o de avaliar o paciente sentado na cadeira. "Tem." "Ah, eu faço mais em pé." "Eu prefiro em pé." "É, é o correto mesmo." Então, muitas vezes, você põe esse paciente na frente de um espelho de 1,5 m, ovalado. Eu nem gosto de espelho retangular porque a tendência ele corrigir a posição da cabeça em relação aos planos do espelho. Então, um espelho ovalado, no formato oval, ele já não consegue posicionar. E você, você vem no lado do paciente, ele, pelo menos, uns 60 a 70 cm de distância do espelho. Você manda ele botar a cabeça para a frente e para trás quatro, cinco vezes e fala: "Agora, a hora que você estiver na posição mais confortável e natural, você para." Ele vai parar com a cabeça mal posicionada, que para ele é bem posicionado. Aí você vai lá do hábito dele, né? Fala: "Desculpa, é por causa do hábito já dele, né? Ele acha que isso aí..." Você vai lá no lado desse paciente, você reposiciona ele olhando dentro da pupila dele no espelho. Olha como é importante esse detalhe! Ele vai falar: "Nossa!" Ele vai se olhar e você vai pegar, aí você vai pegar essas informações. "Nossa, vai ser lindo!" Entendeu? Vocês vão pegar muito mais informação do que que tem que projetar, o que que não tem que projetar, entendeu? Porque você pega uma paciente como essa aqui, vai que põe, que projeta a mandíbula, ó, assim, e você não tem essa sacada de reposicionar a cabeça. Você acha que o mento dela tá ok e a mandíbula também. Muitas vezes não tá, cara, mas que ela tá projetada, entendeu? E se olha assim e fala: "[ __ ], cara, tá bom, não precisa mexer." Quando você reposiciona, você fala: "Nossa, ela é pobre, ela tem que fazer uma prótese de mento aí, ou ela tem que fazer um preenchimento, sei lá." Então, você pega muita informação.

Eu falo para vocês, quando eu falei para vocês de terem as fichas específicas para exame clínico, exame físico, anamnese, tudo bonitinho, porque vocês vão protocolando. Então, vira uma rotina para todos os pacientes. Aquilo, falar em fotografia, então, nem se fala. Todos os pacientes são fotografados. Quem foi comigo já no consultório, vê. Eu fotografo toda vez que o paciente vai no consultório. "[ __ ], mas você fotografa tudo? Você fotografou 15 dias atrás?" Eu fotografo, fotografo tudo. "Ah, [ __ ], ele tá com uma lesão. Ele tá dizendo que ele tá mais assimétrico de um lado." Eu fotografo, eu fotografo. Pode ser que ele tem razão, né? Então, a fotografia é muito importante.

Então, hoje, é que eu vejo nos cursos, nos cursos aí, a gente tem celulares avançados. Fazer com celular, acho que ok também, tudo bem. Você tem um celular bom, né? Põe um fundo, eu gosto de fundo escuro, né, fundo preto, né? Vai lá, mas faz o teu protocolo de foto. Se tiver com o celular, hoje um celular tá caríssimo, pega um iPhone caro para [ __ ], usa o iPhone. Caso contrário, se quer uma coisa mais específica, que você dá treinamento da aula da mentoria, investe numa máquina semiprofissional com flash circular, com uma, com uma lente própria, uma macro para poder fazer foto de boca e de face. Aí vai de cada um, né? O que eu não acho legal é você não fotografar. É horrível você chegar e ver um, às vezes você vai em congresso, até congresso internacional, e o cara não tem um padrão de fotografia. Eu reparo nisso, né, nessas coisas. Enfim.

Aí, ó, então a gente, hoje, a gente tem N trabalhos de muito tempo que fala da posição natural da cabeça. E o pessoal operava isso. Quantos pacientes não ficaram errados porque eles operavam com posição natural da cabeça? Eles não corrigiam. Eu fui ter essa sacada há 10 anos atrás, quando uma pessoa me treinou para isso, entendeu? Que você deixava de fazer a cirurgia de uma maneira correta porque a cabeça estava mal posicionada, tá? Então, você fala: "Pô, não precisa operar, tem que operar a maxila e a mandíbula." Não, não precisa. A cabeça tá mal posicionada. Você vê que é só uma cirurgia maxilar. Você melhora os teus resultados. Não é que você melhora, você acerta a cirurgia.

Bom, então tem N trabalhos que falam. Vocês já se preocuparam em ver? Olha, isso aqui é um mega, isso aqui, cara, é um, um mega motivo para fazer um TCC. Nunca vi nenhum artigo relacionado com posição de cabeça e a harmonização facial, porque eu nunca escutei ainda ninguém falar. Vocês que são desse meio, vocês escutam falar de posicionamento de cabeça na análise facial para harmonização facial? É uma pergunta para vocês. Sim ou não?

Assim, tem o jeito de tirar as fotos, né? E... um top. Não, não quero saber da experiência. Eu quero saber da literatura que vocês estudam. Vocês nunca viram? "Não, nunca vi. Só aprendi na especialização, né? Na especialização, tanto de orto quanto da... Só foi falado. Idade, rol. Nunca vi artigo. Só o professor falou: "Esse é o jeito de tirar documentação." Quando o paciente faz uma pasta, né, uma pasta ortodôntica, as fotos vão vir desse jeito. Mas nunca vi artigo, não."

"Então, vocês, quais são as revistas da que vocês estudam, tá bom? As revistas internacionais de publicação para harmonização orofacial. Vocês não olham artigos? É uma pergunta. Vocês têm o hábito de pegar os artigos ou vocês se baseiam mais nas experiências de outros profissionais e nem investigam se aquilo tem fundamento ou não? Porque a gente tem o hábito, né? Agora, é muito legal se, pelo menos uma vez por mês, você pegar alguns artigos. Hoje você consegue acessar, você paga ou não, eu não sei nem se o Instituto tem esse acesso. Eu vou até perguntar pra Sandra de você ler os últimos artigos. É muito interessante porque essas revistas elas são mensais e bimestrais e dá uma olhada no que tá saindo, né, para vocês terem um respaldo científico, tá bom? Porque também o que protege a gente lá, além de tudo, são os artigos científicos, né? Então, é muito importante."

Olha só, vocês estão vendo o espelhão aí em cima do espelho. Ele, ele se olha, né? E eu olho esse paciente de perfil se olhando no espelho e aí eu vou conseguir, vou, vou ajeitando essa cabeça dele, vou corrigindo. Então, aqui tá uma distância de 1,5 m a 2. Muita coisa. Eu acho que 1 m é o suficiente, tá legal? E ele vai olhar dentro da pupila dele, né? Você vai começar a corrigir. Então, a gente vê hoje N artigos falando sobre isso, né? Eu quero que vocês estudem porque vai chegar uma hora que vocês vão ter que apresentar esses trabalhos, tá? Deixa eu diminuir aqui que tá me atrapalhando esse negócio que apareceu aqui na minha...

Eu não me baseio mais por essa linha, esse SN, que é sela nasal, tá? Hoje a gente faz esse estudo. Quem faz a ortodontia SNA, SNB, eu pegava números assim de SNA, SNB normais e o paciente portador de idade. Por que que vinha a numeração? Porque era um protocolo lá, um software que você montava em cima da telerradiografia, botava esses ângulos e vinham os resultados automaticamente. Mas isso não quer dizer que estava, que tá certo. Então, eu praticamente aboli. E foi difícil para mim porque eu tive que aprender a fazer a cefalometria, estudar cefalometria para eu ver que depois não tinha interesse nenhum. Hoje uso pouquíssimos pontos de cefalometria, tá legal? Praticamente não uso nada de cefalometria.

Então, eu quero que vocês, que entre na cabeça de vocês, vocês têm que avaliar esse paciente de pé, tá? Nunca avaliar ele sentado, tá bom? Porque sentado também, quando eu sento, eu relaxo a coluna e a cabeça ela sai da posição. Pode ser, pode ver quem tem o hábito de sentar ereto. Ninguém, praticamente, entendeu? Ninguém. Todo mundo fica numa posição confortável. A posição confortável não é a posição ideal, tá? E quando a gente sai dessa posição confortável, a gente entra nessa posição confortável, a cabeça fica mal posicionada todas as vezes. Então, vocês têm que ter o hábito de avaliar esse paciente de pé, tá bom? E com a cabeça corrigida, que é vários pontos. Mas se você pegar uma cabeça, botar ele olhando a própria pupila, você alinhar os... Todo mundo põe o dedo aí no zigoma e alinhar esse zigoma com o osso externo do peito e o ouvido, meato acústico externo, com a clavícula, já vai estar bem mais posicionado, com certeza. E aí, aí vocês vão pegar mais as informações.

Então, não existe essa: "Ah, eu faço o tratamento com a posição natural da cabeça." Você pode errar, tem grande chance de você errar. "Ah, eu faço meu planejamento cirúrgico em cima de posição natural da cabeça." Tá errado! Mudou isso e mudou agora, tá? Não faz muito tempo, não. Entendeu? Você falava isso, os caras batiam em você. Depois que eles começaram a ver as publicações dos grandes professores falando de posicionamento de cabeça, aí todo mundo mudou, né? É, é incrível, cara. Então, você fala, o cara fala, né? Porque quando você vai ver um colega falar, principalmente cirurgião, eu não sei se existe isso na ROF, né, mas na cirurgia bucomaxilofacial a concorrência é muito grande, a competitividade é enorme. Então, eu vou lá e falo uma coisa, como uma vez eu tava num evento, cara, e eu vi o cara mostrar o caso dele. Ele recuperou aquele paciente porque ele não fez uma coisa, ele teve que levar o paciente para cirurgia. Quando eu falei para ele, olha, e é um amigo, tá, entre aspas, a gente não é amigo de conviver na mesma casa, mas a gente é amigo de congresso. Quando eu falei para ele o que ele poderia fazer, evitando assim a segunda cirurgia, ele ficou putinho de se atentar a esse detalhe na primeira cirurgia. Então, o ego bate muito, né? O ego bate muito, né? Enfim, isso é muito ruim na cirurgia bucomaxilofacial. Então, a gente trabalha com publicações, estuda as publicações e tenta passar. Quem tem uma mente aberta, pega.

É a mesma coisa, você pega aquele cavalo que, graças a Deus, a gente tá tendo algumas leis que eles não estão mais podendo usar esses animais para puxar a carroça, né? Mas que que ele põe aquela, eu nem lembro o nome daquilo aí, mas você não põe aquele negócio, o cavalo só olha pra frente. Como é que chama aquele negócio lá? Cabresto? Que que é aquilo ali? Quem lembra o nome daquela joça lá? Entendeu? O cara põe aquilo, cara, que o cavalo, ele não, quando ele olha pro lado, ele não consegue ver o lado. Então, ele só olha pra frente. Tira aquela coisa da cabeça dele, [ __ ] meu, você amplia a tua visão. Então, é isso que a gente tem que ter, tem que ter essa amplitude de visão, né? A gente tem que ver o que que as pessoas estão fazendo, o que que tá saindo nas publicações para saber o que que serve pra gente, o que que não serve. Não adianta você contratar a fulana lá de algum lugar do Brasil ou fulano e achar que aquilo é válido. Você pode até ir, vai lá ver se aquilo serve para você, paga não sei quanto, vê. Mas primeiro vê os casos, estuda direitinho, né? Vê a literatura. O que que a literatura fala? A gente se baseia na literatura internacional, a gente não se baseia muito só em experiência também, né? Se eu falo isso, eu preciso publicar. Se publicar, aí dá, dá, dá força pros caras seguir, né? Enfim, vamos embora!

Olha aí, ó, de novo, tá aí, alinhada a cabecinha, olhando. Todo mundo tem que ter esse espelho no consultório. Põe na porta, põe na parede, né? Faz parte, sim, para você fazer uma análise facial mais específica, né? Olha só, uma face longa, tá legal? Ó lá, fotografa isso. Corrige na cabeça com a fotografia. Muitas vezes, né, ele chega e joga assim, ele tá com a cabeça projetada. Você vai fazer teu planejamento dessa maneira. E se eu corrigir, já muda tudo. Olha como é importante a correção da posição da cabeça. Vocês estão entendendo como é que é esse trem aí? É muito importante a posição da cabeça, tá? Então, não tem como, isso tem que entrar no cérebro de vocês. Corrija a cabeça antes de fazer a análise facial. Tô mostrando um método para vocês. Corrija essa cabeça, vocês vão obter mais informação. Examina esse paciente de pé. Vai no vidraceiro, [ __ ], põe um espelho lá de 1,5 m, ovalado, no teu consultório. Põe para ele olhar. Você vai olhar o paciente de perfil depois de você corrigir a cabeça dele. Você faz a análise frontal e vai pegando as informações. Examina esse paciente como se ele tivesse, você dá uma volta em 360 graus. Olha o lado direito da face, olha o lado esquerdo da face, olha a parte frontal. Agora, você botar o paciente sentado na cadeira e olhar ele de lado, vai perder muitas informações, entendeu? Vai perder muitas informações. Então, tá aí, ó, bem interessante como era e corrigindo como ele ficou. Mudou tudo, tá? Mudou tudo. Beleza. A certa posição, tá aí. Sim, eu começo a fazer a minha análise facial, tá? Vamos lá!

Olha só, eu usava um, um, um espelho desse aí, que na verdade é um negatoscópio, mas eu punha para fazer fotografia do paciente, tá legal? Não uso mais isso. Eu uso um fundo preto porque eu prefiro, tá? Vamos começar a entrar em análise facial, pessoal, para a cirurgia ortognática. Embora!

Bom, todo mundo sabe que a gente divide a face em três terços. E eles são, têm que ser semelhantes, né? O comprimento deles é um para um para um. Então, vai do tricoma para glabela, da glabela pra região subnasal, da subnasal pelo mento, tá? Me passa muita informação isso. Eu vejo quais são os excessos aí. Bom, eu não meço muito do tricoma para glabela, pouco me interessa porque opero a fronte do paciente, tá bom? A não ser que eu vou fazer uma cirurgia de feminização, eu preciso fazer uma frontoplastia do paciente, que é uma cirurgia fácil. Você faz uma, uma, uma incisão coronal, que vocês viram até o Felipe Pines postar uma fratura de osso frontal. É aquele acesso que a gente faz, tá? E a gente desenluva a fronte. Principalmente aqueles homens que querem feminizar a face, ele tem essa, essa protuberância aqui frontal muito projetada. A gente faz um desgaste dessa região, tá bom? Faz uma, uma ostectomia, remove o osso daí para ficar, para ficar mais retinho, como são das mulheres. Lógico, a gente faz um estudo com tomografia porque a gente sabe que tem um seio frontal aí, né? Não pode ter uma comunicação. Se tiver comunicação, tem que tratar porque senão você faz fístula extrafacial, né? Começa a fistular ali naquela região. Então, é importante a gente mais saber a distância da glabela subnasal, subnasal mento. Eu meço isso e vejo se está em condições de simetria. Se tiver assimétrica, eu preciso estudar o que que tá diferente. Aí é uma maxila que tá maior ou menor em relação em vertical. A gente não tá falando em anteroposterior, tá falando em sentido vertical. Você tem excesso, sistema deficiente, é aumento, tem excesso em deficiência. Então, já começo a escolher minhas informações aí, tá legal? Muito importante.

Ó lá, aí a gente passa, né, para essa parte do terço inferior, subnasal mento, né? A gente sabe que a distância subnasal, lugar pro estômio superior, é 1/3 em relação ao estômio inferior mento. Muito tempo. Beleza. Então, se eu tenho ali a média, mais ou menos... Oi, desculpa, Laércio, quer falar alguma coisa? Vamos mandando. Então, se eu tenho aquela distância, tá, subnasal estômio superior, 1/3, geralmente para mulheres é 20 mm e para homem é 22, tá? Automaticamente, no estômio inferior mento, tem que ser o dobro. Então, se eu tenho 20 ali naquela região de 1/3, eu tenho que ter 40, tá? É um para dois, sempre, tá bom? Um para dois. E é assim que fica a face mais harmônica. Isso vem com os estudos de análise facial aí em todas essas décadas, tá bom? A gente chegou a essa conclusão que tem que ser 1/3 para 2/3 no terço inferior. Então, aí vocês vão fazer o estudo. Quem faz aquela lip lift, enfim, tem que tá tudo mensurado, tá? Beleza, tranquilo.

Olha as faces bonitas, ó. A gente fala em face bonita que 1/3 inferior é pelo menos 15% menor, né? Mas isso é uma característica das faces femininas, tá legal? Quando a gente tem um mento menos desenvolvido, nos Estados Unidos eles gostam de, os cirurgiões gostam de deixar essa parte do mento muito forte. Não fica bonito. A gente vê as faces mais bonitas com um terço mais delicado. Bom, vamos lá!

Ó lá, tudo assimétrico. Beleza, bem assimétrico. Tá aqui um pouquinho menor, né? Aqui ok. Um para um terço médio e o terço inferior. Legal, perfeito. Alguém quer comprar gás aí? Vai passar o cara do gás aqui. Olha só, muito bem definido, tá? Todo mundo sabe que onde é o estômio, sim ou não? Estômio superior e inferior. Todo mundo sabe, porque para fazer essa análise facial tem que saber esses pontos. A gente falou em glabela, a gente falou em subnasal, a gente falou em mento. E eu tô falando para vocês em estômio superior e inferior. Quem não sabe? [Música] Pessoal, todo mundo sabe. Estômio superior é a porção mais inferior do lábio superior. Estômio superior é a porção mais inferior do lábio superior. Estômio inferior é a porção mais superior do lábio inferior. Beleza. Onde a gente vê aqui isso aqui, ó, né? Essa linha aqui entre os lábios mostra bem o estômio superior e inferior. Eles estão encostados. Inclusive a porção mais inferior do...

Lábio superior tá encostado na porção mais superior do lábio inferior, beleza? Claro, aí sim ou não? Beleza. Vamos andar então. Aí, distância bigoma pra gente ver se existe alguma simetria, né? Muitas vezes aparece um lado menos desenvolvido no sentido látero-lateral. Tá? Também a gente vê o alinhamento do globo ocular fazendo uma avaliação bigoma. Às vezes tem uma distopia de soalho de órbita, onde um olho é mais baixo que outro. E para melhorar isso, só com cirurgia na cavidade ocular, né? Na órbita mesmo. Então, a gente anota, né? Mesmo porque quando a gente vai fazer cirurgia, a gente não mexe nisso, mas às vezes o cara pode, pode aparecer um pouco mais, dependendo do movimento que você faça na maxila. Então, nada melhor do que estar registrado. Tá?

Depois, a gente vai ver a distância bigoni, tá? E o que que a gente vê aqui? A gente vê as assimetrias gônicas. Eu pego muita assimetria gônica de ângulo de mandíbula, tá? Pouco me interessa essas medidas que vocês estão vendo aí. Aqui, eu acho até que essa face ela é muito quadrada. Apesar que hoje as mulheres estão querendo deixar a face um pouco mais volumosa, né? Na região do ângulo, ficar mais bonito, mais marcado, né? Enfim, mas você faz um estudo porque muitas vezes esses pacientes apresentam assimetrias gônicas. E para quem entrar em cirurgia ortognática, ver que a gente não mexe esse posicionamento gônico. Se eu mexer, se eu quiser corrigir no sentido látero-lateral e abrir, vamos supor que eu tenho uma assimetria porque o lado esquerdo é mais fechado que o direito, e eu, na hora da cirurgia, no reposicionamento, eu quero abrir mais, eu vou dar um torque na TM. Na TM, se eu dou um torque na TM, eu posso causar uma, uma patologia articular. Então, hoje eu prefiro muito mais fazer o diagnóstico da assimetria, tá? Desse ângulo mandibular. Paciente faz a cirurgia ortognática, eu posso corrigir essa assimetria botando uma prótese naquele ângulo, beleza? Como eu posso não corrigir, ele ficar simétrico e depois ele vai querer fazer um preenchimento aí com ácido hialurônico, essas coisas aí, e melhorar essa assimetria. Por isso que eu falo que a, hoje a harmonização facial, a harmonização orofacial, ela ajuda muito os resultados pós-operatórios. Cirurgia, né? Eu sou fã incondicional. Já mandei alguns casos pro Caio para poder melhorar algumas coisas, tá? Algumas assimetrias. Então, nessa, eu anoto. Eu preciso anotar que ele tem um ângulo esquerdo menor que o direito. Eu marco isso. Tudo isso é anotado na minha análise facial, beleza?

Aqui nem se fala, né? A base alar do paciente geralmente ela tá alinhada. Ela pode estar alinhada com o ligamento medial do olho, mas é muito importante eu mensurar a distância dessa base alar. Por quê, pessoal? Todos os pacientes, né, que fazem cirurgia ortognática maxilar, eles alargam o nariz. O nariz sai largo. Se o cirurgião não colheu informação de qual que era a distância da base alar antes da cirurgia, como é que eu vou corrigir? Não corrijo, fica dessa maneira mesmo. E aí o cara vem enchendo o saco, dizendo que aquilo, que aquela, aquele nariz está largo. E ele tem razão. O nariz está largo por quê? Porque eu não medi a base alar. Ah, ali, a base alar tem 38 mm de distância. Ótimo. Vai pra cirurgia ortognática. Quando eu termino a cirurgia ortognática, antes de fazer as suturas, ele, eu meço. Ele tá com 43. Era 38. 43. Eu vou fazer a sutura e vou deixar desse jeito? Pessoal, nem a pau! Eu tenho que fechar essa base alar. Você tem que trazer pros 38. Tá com 43. O normal é o que ela mediu antes da cirurgia. Era 38. Não, eu deixo 34 porque eu sei que vai lacear isso. Então, a gente sobrecorrige. Faz com nylon 2-0, que é um fio resistente. A maioria dos cirurgiões fazem uma sutura só. Eu gosto de executar duas porque eu quero ter certeza que aquele nariz não vai abrir. Porque se abrir, ele vai encher o saco, tá? Então, a gente reconstrói. Eu preciso medir. E eu meço isso antes da cirurgia. Por isso que quando vocês forem cirurgiar, por exemplo, com a gente, vocês vão ver que eu uso um tubo que é o tubo da anestesia geral, um tubo mais fininho para não dar tanta alteração. Tubo de diâmetro de 6, 6,5. O cara quando vem com 7, eu já começo a regalar os olhos. E quando ele vem com 7,5, então eu falo: "Não, tanto é que eu levo o tubo". Faz tempo que eu não compro, mas eu sempre tenho um tubo anestésico na bolsa para falar: "Caramba, eu só tenho 7,5 aqui". Eu mando o tubo seis para ele. "Não, não tenho um seis aqui. Uso seis." Tá? Porque eu não quero ter uma, uma movimentação por conta do tubo das narinas que pode ficar assimétrico. Aí o cara fala para você: "Doutor, ó, o lado esquerdo, a narina tá mais aberta que o direito". Porque eu não me atentei em levar um tubo fino e também não me atentei em fazer a reconstrução. Olha como é importante a gente colher esses dados. Isso pode gerar vários problemas que depois fica difícil de resolver. Você tem que levar esse paciente para outra cirurgia de novo. Não cirurgia esquelética, mas abrir pelo menos a pré-maxila e rotular. Aí já tá com tecido fibroso, já começa a ficar mais difícil.

Ligamento intercantal. Eu meço para ver se tá com a relação igualada em relação à base alar. Se não tiver, também não me interessa, tá? Porque eles dizem que essa é uma medida ideal, que a base do nariz ele bate com essa distância intercantal. Mas eu não me preocupo. Não me preocupo mais com a largura do nariz que o paciente apresenta. E aí, se ele tiver um nariz muito aberto, alectomia sugere fazer alectomia, que é um procedimento bem simples em cunha, que você tira ali, né? Faz as medidas corretinhas. Medida. Bom, todo mundo aí tá vivo? Todo mundo, pessoal? Sim ou não? Hã? Vamos embora. Nenhuma dúvida aí, tá? Você, você pode fatiar a face, tá? Em em quintos. Tá bom? Eu não uso isso, não meço. É só para informação de vocês, tá legal?

Agora aqui é importante. Linha média facial e linha média dentária são duas coisas diferentes. Primeiro, eu desço, desço a linha média facial e vejo se tá tudo centrado. O arco de cupido tá no meio? Se o lábio e o mento estão no meio da face? Se não tiver, se tiver algum desvio aqui, eu anoto. Ah, Valter, se esse paciente tiver uma, um nariz torto, como a gente, que vocês não vão lembrar, mas quando eu mostrei aquele caso de das etiologias da cirurgia ortognática, a gente viu uma, uma senhora com uma menininha, e se repararem, o nariz dela era torto pra direita. Você desconsidera o nariz. Você vem pela glabela e passa a linha no arco de cupido, no lábio superior, desce pro meio aqui. Você já faz uma, uma avaliação. Se você vê a maxila deslocada para um dos lados, você vê aumento ou a mandíbula deslocada, já começa a pegar.

Agora, falando em linha média dentária. Depois que eu avaliei a linha média facial, eu vou e meço a linha média dentária superior. Mando ela sorrir. Aí eu vejo se a linha média dos incisivos centrais superiores tá no meio da linha média facial. Ok. Anoto lá. Ok. Agora, quando eu vou medir a linha média dentária inferior, eu não me preocupo com a linha média superior. Eu me preocupo com a linha média do mento. Eu quero saber se a linha média dentária dos incisivos centrais inferiores estão no meio do mento do paciente. Porque se não tiver no meio do mento, quando eu for orientar o ortodontista, que eu oriento como eu quero o tratamento ortodôntico, como ele vai fazer, problema dele, tá? Eh, tem vários métodos aí. Eu peço para ele, eu falo: "Olha, ortodontista, a linha média dentária inferior tá desviada em relação ao meio do mento porque ele perdeu um dente, por algum motivo. Você tem que trazer a linha média inferior dentária e deixar no meio do mento, porque me facilita a cirurgia ortognática". Se isso não acontece, eu tenho que fazer a mentoplastia para organizar no sentido látero-lateral esse mento. E fica ruim, porque geralmente fica simétrico quando a gente faz uma osteotomia de mento e posiciona ele pro lado. Não gosto, sendo que foi um, um, deixamos passar esse detalhe, né? E o ortodontista, eu não pedi para o ortodontista corrigir isso. Então, recapitulando: linha média facial, desce no meio da glabela, vem por cima do nariz, arco de cupido, meio do mento. Se o mento estiver desviado, você já vai fazer diagnóstico. Se a maxila tiver desviada, você já vai fazer diagnóstico. Depois, a gente vai avaliar a linha média dentária superior em relação à linha média facial. Ok? Se tá ou não. Se não tiver, você marca dois pra direita, três pra esquerda, conforme você vai medir com a reguinha, beleza? E a linha média dentária inferior em relação ao mento. Ah, tá ok. Tá no meio do mento. Ah, não tá desviada pra direita e pra esquerda. Então, é muito importante a gente avaliar esses detalhes, beleza?

Tá? Plano oclusal transverso. É quando a gente vê um... Se a maxila tá em forma de avião, se ela tá inclinada. Imagina um avião vindo fazendo a curva com uma asa tá mais alta que a outra. Quando ele vem fazer a curva, isso acontece com a face também, tá bom? A gente mensura isso. Olha as linhas médias faciais aqui. Olha o que eu falei para vocês. Então, a gente vê um mento totalmente deslocado em relação à face. Se eu descer aquela linha média, eu vou falar que o mento tá para a direita. Preciso corrigir isso? Será que a mandíbula inteira que tá voltada para a direita? Porque ele teve um crescimento hipertrófico, né? Uma hiperplasia condilar do lado esquerdo. O côndilo cresceu mais do lado esquerdo que o direito. Ele ficou mais longo, então ele foi jogando a mandíbula pro lado direito. Tenho que corrigir, tá bom? Ó, como é importante aqui, ó. Aqui a gente vê, ó. A linha média maxilar tá ok, mas a minha mandíbula, a linha média do mento tá desviada pra direita. Aí eu vou ver a linha média dentária inferior. Putz, a linha média dentária inferior tá ok com o mento. Então, eu tenho que trazer essa mandíbula pro centro. E não preciso mexer com dente, não preciso falar pro ortodontista: "Traz a linha média dentária inferior pro meio do mento". Que ela já tá. Graças a Deus, está na maioria dos pacientes, tá bom? Porque isso facilita muito o planejamento. Tá demais, demais da conta. Puta.

Ó lá, ó lá. A linha média facial e a linha média dentária inferior. Que que eu faço aqui? Corrijo cirurgicamente. Falo pro ortodontista: "Olha, não, não se preocupa com correção de linha média dentária pré-operatória na ortodontia, hein? Porque imagina, o cara extrai um dente para puxar a linha média, deixa a mandíbula torta. Deus o livre! Vai dar um trampo". Por isso você tem que fazer um estudo direitinho. Então, você fala para ele: "Mantém a linha média no meio do mento como está". A linha nivela, nivela cristas marginais, corrige inclinação. Vamos fazer o B. Análise de Bolton para ver se precisa fazer extração dentária ou strip interdental para poder verticalizar esses dentes. Eu falo para vocês que o incisivo central superior e inferior tem que estar no meio da base óssea. A gente faz um estudo pela teleradiografia digital ou então uma tomografia que você tira uma imagem de telerradiografia da tomografia, que fica ainda mais perfeito ainda, tá legal? E vou orientando. Agora, jamais você pode deixar por orto. Porque assim, o ortodontista não tem tanta experiência. Ele é capaz de extrair um dente aqui para trazer a linha média pro meio, mesmo a mandíbula posicionada de uma maneira lateral pro lado direito. Prejudica totalmente o tratamento ortodôntico, pessoal. Entendeu? Prejudica totalmente o tratamento ortodôntico.

Tá? Plano oclusal transverso. Aquilo que eu falei para vocês. Vocês tinham aquela máscara que eu mostrei aqui para vocês, ó. Vocês compram isso aí no AliExpress. Eu comprei, principalmente para quem faz sobrancelha, eles usam essa máscara aí para ficar mais simétrico, tá legal? Mas eu, particularmente, eu prefiro fazer dessa maneira aqui. Eu pego uma espátula de madeira, tá? Mando ela ocluir na região de canino e pré-molar, primeiro pré-molar. E aí eu mensuro a distância em cima do ligamento medial do olho, tanto lado direito, esquerdo. Se as medidas são iguais, eu tô vendo visualmente que o palitinho tá retinho em relação ao plano bigoma, né? Ok. Se tiver alguma alteração, eu mensuro lá, porque eu posso corrigir isso esqueletalmente. Gente, falando na cirurgia, porque muitas vezes tem um lado que tá mais alto que o outro. Tem que se ver se isso é dente ou se é osso. Quando é osso, na cirurgia ortognática, se o lado esquerdo tiver mais para cima, eu, na cirurgia ortognática, quando eu vou fazer a Le Fort I, eu abaixo isso aí. E corrijo, fica simétrico. E ficou muito fácil de fazer isso. A gente tinha dificuldade de corrigir isso na cirurgia de modelo com articulador. Mas depois, galera, depois não, agora com planejamento virtual, você mensura fácil aquilo, entendeu? Muito fácil, por sinal, né? E aí corrijo esqueletal. A cirurgia ortognática corrige. Você tem que ter uma noção que a cirurgia, a imagem, que ela corrige tudo que for esquelético no sentido anteroposterior, látero-lateral, no plano Z, nessas inclinações, tanto mandíbula, maxila. Mento um pouco mais difícil você jogar a maxila para trás, tá? Porque a gente tem o asa esfenóide ali. Você tem que fazer desgaste, sangra, perigoso. Mas como a gente, hoje, o meu método, eu falo para vocês, que é sempre melhorar as vias aéreas. Difícil. Se eu jogo maxila para trás, a me livra tem que estar para trás também. E se eu jogo o complexo para trás, eu faço estreitamento em vias aéreas. Não, não lembro quando foi a última vez que eu joguei uma maxila para trás, entendeu? Eu acho que eu nem jogo mais. Depois que eu comecei a aplicar esse protocolo da glabela verdadeira, aí do Roberto Macoto, tá? Então, ela, ela, ela sobe muito, ela vem muito para frente. Então, dificilmente. Facilitou minha cirurgia. Não preciso jogar a maxila para trás, porque aquela região posterior, ela sangra demais. Você começa a desgastar o osso. Mas se tiver que desgastar, a gente desgasta. Faz com conhecimento. Tem técnica para fazer isso, tá bom? Então, corrijo sim o plano oclusal transverso.

Olha aí como tá desviada essa mandíbula, né? Olha como tá o plano dela oclusal transverso. Então, a gente vai corrigir, vai desentortar. Eu tenho certeza que esse meu paciente ele apresentou aí uma hiperplasia condilar. O côndilo continua crescendo de um lado, o outro parou. E o outro, ele entende que ele tem que produzir idiopático isso. E aí ele vai crescendo e vai desviando toda a mandíbula. E automaticamente a maxila vai acompanhando, porque esse paciente tá em crescimento. E a face vai ficando num formato de C ao contrário, dependendo do lado que for. Se crescer pro lado direito, tá ao contrário. Se for pro lado esquerdo, você vê, você vê um formato de meia lua. É horrível isso. E a gente tem que corrigir. Dá para corrigir isso com planejamento, uma análise facial apurada, com a coleta dos dados, uma tomografia bem feita, um escaneamento das arcadas dentárias bem feito, transfere tudo isso pro computador, saiba manipular o software, desinclina tudo e corrige cirurgicamente. Fica ótimo, fica perfeito.

Bom, olha a linha média facial. Olha a região bigoma, como é que tá. A gente vê uma alteração. Tem que estar alinhada. A região bigomática tem que estar alinhada com o plano oclusal transverso. Se não tiver, tá errado. Paciente vai continuar torto. Ele falar: "Ó, tô torto. Me operou, mas eu tô torto". Lógico, não corrigiu isso. Por isso que é muito importante esses detalhes aí, tá bom?

Ó, a nossa queridona aí. Que que vocês estão vendo nesse sorriso aí? Essa mulher é linda, né? Olha a cor do olho dela. Vamos lá, abre o microfone, pessoal. Que que vocês estão vendo diferente aí? É difícil pegar, hein? Nada? Tá tudo certo? Que que vocês estão vendo na maxila dela, pessoal? Um plano transverso, né? Alterado. A gente vê ela mostrando mais gengiva do lado direito e do lado esquerdo ela não mostra nada. Então, ela tem uma alteração da oclusão. Ela tem uma, uma discrepância transversa maxilar de plano. Bom, é isso. Ó lá, dá para ver melhor aí, ó. Se a gente passar uma linha, a gente vai ver que essa linha tá inclinada. Pessoal, olha aqui também, ó. Lá. Se deixar ele simétrico. Olha só como é importante a gente colher informação da região gônica-bigomática. Olha as alterações. Tem gente que não vê isso. Nem ele mesmo vê isso. Depois ele chega lá na cirurgia, faz a cirurgia, depois ele volta. "Você não deu consciência, não falou o que ele tinha". Vai falar que você deixou ele torto. Se eu duplico no lado esquerdo, no lado direito, ele fica com essa face. Se eu duplico o lado esquerdo no lado direito, ele fica com essa face. Olha que incrível como nós somos assimétricos, né? E como mudaria se a gente repetir um dos lados, né? Como muda, né, pessoal?

Comprimento do lábio superior. Eu falei para vocês que uma medida geralmente pega 20 mm, mais ou menos dois. Para as mulheres e homens, 22, mais ou menos dois. Eu meço isso. É importante para quem faz lip lift. Eu não sei, eu tô vendo lip lift as pessoas fazerem. O lábio, se eu tiro uma fatia de tecido ali na região subnasal, a tendência do lábio subir, né? Encurtar aquela região, né? Mas eu não sei, eu não sei. Tô achando que não tá ficando tão estético isso. Fica com lábio de boneca, aquelas bonecas antigas, sabe? Eu não sei. O pessoal tá achando disso? Se acha normal? Enfim, não sei. Antigamente, eu tô vendo os resultados que estão aparecendo no Instagram, que eu tô achando que tá me levantando muito com um lábio como se fosse um lábio de uma boneca. Os pacientes pedem isso, pessoal. É isso mesmo? Vocês sabem? Sim ou não? Não sabem?

Posição do incisivo central superior. A gente pede para, lembra que eu falei que tem que reposicionar a cabeça, deixar o lábio relaxado? Aí eu consigo mensurar quanto que eles põem de dente. Isso é importante, tá bom? A média de 3 a 5 mm, pessoal. Exposição até zero. Muita gente tem o lábio como aquela mulher aqui, ó. Ó, um sorriso aqui mostrando todos os dentes. Dava até para baixar um pouquinho essa maxila. Mas ó, ela tá relaxada. Ela tá com o lábio ok, ó. Entendeu? Lábio dela tá ok, entendeu? Então, acho que até expor de zero a 5 mm é aceitável, tá tranquilo. Muito bem. Cara, agora nunca ninguém tinha reparado isso na rima, né? Que a maxila dela é torta, né? Ninguém nunca viu isso, né? Tudo bem. Então, vamos voltar lá. Esse é o comprimento. Então, para homem e para mulher, para mulher e para homem, 20, 22 mm, mais ou menos dois, tá legal? Exposição incisiva de 3 a 5 mm. Sorriso amplo de 2 a 3 mm de exposição de gengiva aceitável. Ó, não mais, viu, pessoal? A gente, eu gosto só de mostrar dente, tá? Não é aceitável. Agora, isso é normal? Não. Aqui a gente tem um excesso vertical. Tem até um bigode aí, mas enfim. Ó lá, se ela forçar toda essa musculatura, nossa, fica horrível para ela fechar aqui. Tem uma exposição de 11 mm. Se o normal é expor, né, de 3, 3 a 5, olha quanto que eu tenho que impactar. E a gente volta no primeiro slide, que é da cavidade nasal. Se eu vou botar essa maxila para cima, vai, vai comprimir concha inferior nasal e vai comprimir septo. Não foi isso que a gente viu no início da aula? Então, aí o que acontece, pessoal? A gente tem que fazer a copl... A turbinectomia, tá bom?

SV uma coisa aqui. Tinho. Boa. Um comprimento de coroa de dente é de 11 a a 13 mm, tá legal? De 10 a 13. Ok. Se ele tiver menos que isso, a gente tem que reconstruir para a gente poder acertar o overbite, né? Senão não acerta. Se eu pego um paciente que vai fazer cirurgia ortognática com uma coroa de 7 mm, que vamos ver de que maneira a gente vai reconstruir? Vamos, vamos conversar com o dentista que faz estética e o periodontista. Tem que fazer uma gengivoplastia ou tem que aumentar o dente, porque eu preciso ter essa relação, senão eu posso deixar a face mais curta, tá? Hã, tá aí o comprimento da coroa, né? Segundo o Dr. [Nome do Dr.], naquele livro que eu mostrei para vocês, de 95 a 11,5. Eu falo que é de 10 a 12. Uma sobremordida de 3 mm. Se ela para topo a topo, você já vai falar que tem sucesso. Sabe? Paciente praticamente tá topo a topo. O ideal é que você tenha uma sobremordida de 3 mm, né? E um acoplamento labial deve ser passivo. Eu não preciso forçar. Aquela mulher nunca ia conseguir fazer um acoplamento passivo, que ela tem um excesso ósseo aí, esquelético. Então, não existe acoplamento passivo para ela, tá? Por isso que a gente corrige isso. E quando a gente tem um acoplamento, quando a gente tem um, um acoplamento passivo, né? É porque os lábios comprimem o dente e a língua também. E olha só como eles ficam no meio da base óssea, segundo Burston. Bom, perfeito. Certo. Legal, pessoal? Vamos abrir um pouco aí. Vamos, vamos abrir um pouco aí as câmeras. Todo mundo aí tá disponível para aparecer? Ó, nós tivemos 16 alunos participantes, né? Perfeito. Ótimo. Tá? Alguém tem alguma dúvida? Sim ou não? Não, professor. Foi muito boa. Eu queria até te parabenizar, porque chamou muita atenção, foi muito atrativa e foi muito bem explicada. Eu gostei muito da aula de hoje, muito mesmo. Nossa, Mariana, obrigado, viu? A gente prepara com carinho e tenta associar a parte científica com a nossa prática, né? Eh, às vezes é um pouco desgastante, né? Essa parte de falar. Ainda tem mais coisas que a gente vai falar numa, num segundo momento, para não ficar enchendo tanto a cabeça de vocês. Mas a análise facial é muito importante, pessoal. Para quem opera face, vocês operam face, vocês fazem procedimento em face. Eu também faço. Então, não pode subestimar. E foi um aprendizado, né? A gente foi melhorando as nossas análises faciais, né? E é o que não pode acontecer é a gente negligenciar essa parte da análise facial, entendeu? Que ela é extremamente importante, extremamente importante. Tá? Tô sempre à disposição. Alguém mais tem alguma dúvida? Vocês sabem quando vai ser o módulo presencial? Laércio sabe? É dia 12, 13, 14 de março. Agora, só em março. Legal. Tá aí, né? Pode ser que a gente faça uma clínica de análise facial. Pode ser que a gente faça uma clínica de análise facial voltada para cirurgia ortognática. Tira todos os as dúvidas mais... Né? Vai ser outra coisa. Vocês estão treinando a intradérmica aí que vocês aprenderam na aula que a gente fez aquela vez, que vocês ficaram todos surpresos. Tá todo mundo fazendo direitinho. Estrutura intradérmica. Tão aplicando. Se tiver dúvida, fala com a gente. Tá? Aplicando. Tá show de bola. É, né? Vocês estão com instrumental adequado para poder fazer isso, né? Um porta-agulha delicado, uma pinça, uma pinça com dente e sem dente, uma Adson, né? Sempre arsenal cirúrgico é importante, viu, pessoal? Tá? É muito importante arsenal cirúrgico. Bom, hã, esse ano também tem o aulão, se eu não me engano, aí no... No INFE, né? Vocês vão participar. Espero que vocês participem desse encontro. Encontro. Tive a oportunidade de participar uns anos atrás. Foi muito interessante. Espero que vocês venham participar. E fazem, é muito importante o pessoal da bucomaxilo tá junto pra gente poder desenvolver alguns temas aí pertinentes à cirurgia bucomaxilofacial e a ROF, né? Hoje que a gente tá vendo que tá muito em moda são os implantes faciais. Né? A gente vai trabalhar um pouquinho com isso e documentar bastante aí para poder mostrar os resultados. Tá, pessoal? A gente vai encerrar agora. Ninguém ficou com dúvida? Tá tudo certinho? Então, agora vocês vão se reunir com a Sandra aí no período da tarde para poder fazer o seminário, correto? É isso? Então, finalizamos agora, pessoal. Bom dia para vocês aí. Espero que esse ano seja um ano de bastante sucesso para vocês. Tá? Estudem bastante. Leiam a literatura que for pertinente. E a gente puder ajudar, falem para os professores. Quem não tiver fazendo estágio fora, faça os estágios. Ou venham nos, nos hospitais. A gente tá com, com muito recurso aí em nível hospitalar. Venham nos ambulatórios. Tem os ambulatórios específicos de ATM com Luciano. Tem os ambulatórios específicos de cirurgia ortognática comigo. Tem, tem, tem um ambulatório de trauma com a Sandra. Venham participar. Não é um papel que vai salvar a vida de vocês, e sim a experiência que vocês vão adquirindo dentro do curso. Bom, então finalizamos aqui. Boa tarde, bom dia para todos aí. A gente se fala em breve, pessoal. Abraço.

Olá, gente. Boa tarde. Tudo bem? Bom ano novo, né? Boa tarde, professora. Tudo bem? Animados para mais um aninho aí? Vamos lá. Quem vai apresentar primeiro? Na sequência aqui seria El. El não está na sala. Ok, então é a Juliana. Na sequência, isso. Ela também não. Ela informou que tem compromisso aí particular. E o outros? Eu tô disponível. Larissa. Oi, Larissa. Ah, pode ser. Pode ser. Tudo bem. Me fala por que você escolheu esse artigo. Eu escolhi, na verdade, porque eu vi que estavam se repetindo alguns temas e eu escolhi a fratura de órbita. E eu achei também bem interessante esse, esse artigo, bem sucinto, mas com as ideias bem claras. Entendi. Bem objetivo. Posso? Pode. Pode começar.

"Fratura isolada da parede medial da órbita associada à redução importante de movimentação ocular: um relato de caso." As fraturas das paredes orbitais podem ser classificadas em duas categorias: as que acometem e as que não acometem o rebordo orbitário. Aquelas que não acometem o rebordo orbitário também são chamadas de internas, são causadas por traumatismos orbitários. E as teorias que tentam explicar o mecanismo dessa fratura são duas: o aumento repentino da pressão orbitária, que é transmitida à parede e por ser mais frágil, rompe-se; e a segunda diz respeito à transmissão da força exercida pelo trauma através de estruturas ósseas, rompendo-se as paredes nos locais mais frágeis. A fratura da parede medial da órbita, quando isolada, não é comumente diagnosticada por exames radiográficos e dificilmente causa complicações. Os sintomas que mais incomodam os pacientes e que com frequência levam ao diagnóstico são: diplopia, lateroversões secundárias à movimentação ocular restrita, que pode ser dolorosa, enfisema orbital acentuando a enoftalmia, cujo tratamento pode ser tardio. Relata-se aqui um caso de fratura isolada na parede medial da órbita com grandes repercussões sobre a mobilidade ocular extrínseca e, portanto, com diplopia em todas as posições do olhar, uma condição rara nessa fratura, mas com um bom resultado após correção da fratura. Eh, o paciente R.R.C.S., 25 anos, é pedreiro, natural de Ribeirão Preto, procedente de Guatapara. Em consequência de queda de altura, aproximadamente de 2 metros, ele sofreu um traumatismo contuso em região de olho direito com perda momentânea da consciência. Procurou a emergência no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Inicialmente, foi avaliado pela área neurológica, onde foi descartado qualquer acometimento neurológico. E aí, eh, foi encaminhado para avaliação oftalmológica pelo edema na região do olho direito. Um exame dessa região apresentou-se um edema e hematoma na pálpebra importante, com dificuldade para abrir o olho, referindo dor ocular tanto em repouso quanto em sua movimentação, sem queixas relativas de olho esquerdo. E acuidade visual no olho direito era de 0,2, no olho esquerdo de 0,9. A biomicroscopia apresentava hemorragia subconjuntival temporal inferior, pupila em midríase e fixa, e a câmara anterior preservada, mas com enfisema em região lateral inferior. A fundoscopia direita mostrou palidez na retina superior. A tonometria evidenciou o olho direito com 30 mm de mercúrio e o olho esquerdo com 14 mm de mercúrio. Os demais exames do olho esquerdo relatavam normais. E aí foi, eh, prescrito para ele Ciprofloxacino a 1% a cada 12 horas e maleato de timolol a 0,5% para pressão ocular a cada 12 horas, o colírio com sulfato de neomicina e polimixina B a cada 3 horas, e diclofenaco sódico 500 mg de 6 em 6 horas por via oral para reavaliação após 2 dias. Então, esse paciente ele foi para casa para fazer, eh, essa terapia medicamentosa e voltar para reavaliação. E aí o paciente ele retornou para avaliação e, eh, do olho direito deu, eh, 0,5, e do olho esquerdo com 0,9. Mm de mercúrio, o que já foi uma melhora, uma regressão parcial do edema da pálpebra. Eh, referindo ao embaçamento visual, foi melhorado também a dor. A movimentação foi melhorada em todas as direções, sobretudo na elevação e na abdução. Aqui, nesse momento, foi feito, depois que ele, eh, foi para casa e fez esse tratamento, foi feito, eh, a tomografia, que revelou a fratura com afundamento da lâmina papirácea direita e espessamento, espessamento do músculo, eh, lateral medial, e a fratura indireta na parede medial. 12 dias, eh, após o trauma, o paciente apresentava desvio ocular em todas as posições de olhares. Os testes das ducções passivas revelou limitação e elevação da abdução do olho direito. E o campo visual binocular sem diplopia, obtido no Címer de Goldman, mostrou-se contraditório. Aqui, eh, esse gráfico representa esse campo de Goldman antes da redução da fratura. E aí o paciente, eh, foi submetido à cirurgia para correção da fratura. Após a catálise lateral e aversão da pálpebra inferior, foi feito uma incisão conjuntival do fórnice inferior, consequentemente acessando no rebordo da órbita inferior, e o acesso à região inferomedial da órbita foi ampliada por meio da incisão transcaruncular para a parede medial. Após a exposição da lâmina papirácea, toda a fratura medial pode ser delineada com a retirada do conteúdo intraorbital herniado no local da fratura. Colocado uma placa de polietileno poroso a 0,5 mm de espessura ao longo da parede medial, e foi feita sutura no periósteo com Vicryl 5.0, e as conjuntivas inferiores com trans... Transocular com fio Vicryl 7.0. 15 dias após a cirurgia, a oftalmometria era de 18 mm em ambos os olhos. 20 dias após a cirurgia, paciente referiu melhora da diplopia com avaliação de 1 m, 1.0 em cada olho. O aumento, aqui já é o Címer de Goldman depois da cirurgia. Então, a gente já vê que o campo de visão dele melhorou após a cirurgia. E aí a fratura foi reduzida, como, eh, eu já citei anteriormente, foi colocada essa placa de polietileno poroso 0,5 mm. Eh, a cirurgia foi bem-sucedida. E a discussão deste caso clínico são e referências: a dificuldade para abrir a fenda palpebral e seria uma blefaroplastia ou diminuição da acuidade visual, cicloplegia, uma midríase fixa paralítica com exotropia, desvio vertical e redução do movimento ocular poderiam sustentar a hipótese de uma lesão do nervo oculomotor comum à direita, oftalmoplegia ou oftalmoparesia relacionado ao traumatismo crânio-encefálico, consequentemente à queda. No entanto, a blefaroptose tinha apenas características mecânicas. O campo de visão binocular mostra uma zona de ausência de diplopia, e isso, obviamente, não quer dizer que haja também ausência de desvio, mas tão somente que nessa posição do campo oculomotor ele esteja compensado. Após a cirurgia, limitações rotacionais puderam ainda ser evidenciadas, principalmente pelo exame do campo visual binocular, sem diplopia, cujo a melhora não foi substancial, embora as medidas de desvios correspondam aos valores bem pequenos. Mas é comum que a perturbação oculomotora associada à fratura da parede medial da órbita possam persistir por vários meses após a correção cirúrgica. A elevação da pressão intraocular do olho direito no início do seu controle com drogas, anticongestivos associados a resultados de gonioscopia, aquosas e pigmentos do trabeculado, e as medidas normais do olho esquerdo indicam hipertensão intraocular desse olho. É isso, professora. Acabou o artigo.

Ah, desculpa. Desse artigo, assim, resumidamente, o que que você entendeu? Esse tipo de fratura, por exemplo, é uma fratura comum? Não, não é. Não é uma fratura comum e também de difícil diagnóstico, porque eles, eles fizeram, ela só foi diagnosticada após tratamento de, eles fizeram 12 dias a terapia medicamentosa, depois que voltou, que fez a tomografia, foi que ele foi encaminhado para cirurgia, que de fato foi batido o martelo do que deveria ser feito, né? A redução de fratura de órbita. Mas é uma fratura incomum, né? E que muitas vezes não implica em nada. Os pacientes não relatam nada. E o principal, a principal sintomatologia seria a diplopia, mas que com a correção, a redução da fratura, essa diplopia ela é melhorada. Esse tipo de fratura, né, normalmente ocorre quando você tem um trauma no globo ocular mesmo, sim, né? Nem tanto quando você tem um trauma em conjunto com algumas outras fraturas, né? Mas puro, puro assim, normalmente é quando você tem um trauma localizado realmente. Nem tanto por um pensamento de músculo, nem tanto por uma fratura que você extensa, alguma coisa assim. Mas essa mudança de posicionamento, né, é que leva realmente a você ter uma alteração ali de visual. Esse tipo de trauma normalmente o paciente vem com edema muito importante, né? Um hematoma, uma hemorragia conjuntival, né? Que você, assim, a fratura em si, uma tomografia você consegue visualizar, né? Mas com todo aquele quadro de edema, hematoma, muitas vezes o paciente, você abre as pálpebras, ele não consegue movimentar, mas é tanto pelo edema, né? Eh, você acaba solicitando, por exemplo, uma avaliação do oftalmo, tá? Para, tá uma consequência posterior. Mas a abordagem normalmente, por exemplo, se entrasse o caso no hospital, é no máximo cinco dias você já tá fazendo uma cirurgia, né? Reconstruindo aquela região. Tá? O paciente às vezes, eh, o que você mais vê, né? Realmente é aquela quadro que ele fala que a vista tá um pouco embaçada, que pode ser devido a uma pressão ocular aumentada, tá? Mas é uma cirurgia em si que pode, que assim, é uma cirurgia bem tranquila de fazer. É uma área delicada, né? Minuciosa, que você tem que ter cuidado, mas é uma cirurgia bem tranquila de fazer. É uma cirurgia que eu mais gosto de fazer, é, tá? Que é muito tranquilo. E a reconstrução é muito importante, porque você muda também o aspecto estético, né? Você manter aquela alteração ocular fica estranho, né? Paciente. E quanto mais tempo você demora, você aumenta o risco de ter uma sequela, mais dificuldade para você ter uma melhora da visão do paciente. Sim, tá? Mas é um bom artigo, bem resumidinho, né? Mais bom artigo, é bem resumidinho. Tá certo. Tem que vir no hospital para ver esses casinhos. Ah, sim. Visitar. Eu já, eu já vim, na verdade, de outra, outra residência. Eu fazia João Pessoa. E aí eu passei um ano no hospital lá. Era, a gente passava uma semana inteira durante, durante o mês lá no hospital. E aí eu pude acompanhar várias fraturas de órbita. Eh, o trauma assim, briga, eu notava aqui que existia essa casuística mais relativa a levar um soco no olho mesmo, um trauma bem localizado, como a senhora falou. E esse tipo de incisão, eles faziam, ó, fazia. E mas também pertinho do couro cabeludo, entendi. Tá? Ok. Porque você pode fazer infra-celular também, né? Estendendo o produto, né? Que também é uma incisão bem tranquila. Só cuidado ali, né? Não estender, por exemplo, nesse tipo de incisão, né? Quando você faz aqui na pálpebra, eu não costumo fazer infiltração e eu não gosto do bisturi elétrico para evitar que forme alguma queloide ali na região, né? É um tecido muito fino, né? Muito frágil. Você faz blefaros... Blefaros... Cuidado que a pele é muito fininha, né? É muito fininha. Tem pouco espaço, né? Isso aí, se você usa uma mistura elétrica, alguma coisa, você pode formar uns pontos, né, na região, que depois na sutura, você olha no pós-operatório, fica feio. Sim, né? Você vê aquele queloide ali, fica feio, né? Então, é uma área que assim, que eu faço incisão com lâmina fria, divulsão delicada, tá? Evito infiltrar qualquer coisa, né? E vou, evito o bisturi elétrico também para não ter nenhuma sequela pós-operatória, né? Na região. Muito bom artigo, bem no centro do rosto. Obrigada, professora. Tá bom. Obrigada. Até a próxima. Até.

Quem é o próximo? Doutora, agora entra mais gente. Vamos ver o que a gente consegue fazer para seguir a ordem. Sim, seria ainda não. Gabriela Neto também. Não. Não. Também. E Mariana P. Qual dos dois vai apresentar? A Dra. Mariana tá na sala. Vou mandar mensagem para ver se ela consegue apresentar agora. Ela acabou de mandar aqui se pode ser a última. Tá? Então, aí tá bom. Elene não está. Juliana quer ser a última porque deu um, um, isso, compromisso, né? E Gabriela não, não, não. Professora, você falou que eu não tô, mas eu tô aqui. Ah, você tá aí? Eu tô quietinha aqui, mas eu tô. Desculpa. Então, quer apresentar? Uai, posso. Vamos lá. Oi, posso. Vamos lá, né? Deixa só. Já tá habilitado o compartilhamento de tela, tá bom? Doutora. Ah, pera aí, porque toda vez eu esqueço como faz isso. Pera aí que eu tenho um print rapidinho para te mandar. Mandei o primeiro passo. Onde que você mandou? No privado. Isso. No celular. Chegou ainda não? Eita. Caiu alguma coisa. Mandei. Primeiro, você vai ir no botãozinho verde que fica no canto inferior da tela, share screen. Pera aí, porque não chegou o print. Não, mas vê aqui, ó. Se você olha aqui, share screen, verdinho, é bem lá no cantinho inferior, na barra inferior. Ai, gente, não. Nossa. Me manda o print, porque eu não tô vendo. Já mandei. Deu aqui que recebeu. Veja. Atualiza seu celular, por favor. Às vezes o meu só atualiza quando eu pego ele, quando eu abro a conversa. Até te mandei um oi. Não chegou para mim o oi. Hum. Ah, aí, só para atrasar, né? Deixa eu ver aqui. É isso. Desculpa, tô mandando para... Não fui eu. Eu mandei para Doutora errada. Falha, falha. Eu tô voltando de férias, gente. Perdoa aí, né? É a primeira apresentação do ano. Pronto. Mandei agora. Eu acho que agora eu vou conseguir. Nossa, aqui em São Paulo tá tão quente, gente. Eu tô derrubada com esse calor. Aqui também tá em Minas. Nossa. Coisa insuportável. Ah, nossa. É tão ridículo. Compartilhar a tela. Pronto. Agora, vê se vai. Apareceu aí? Apareceu. Tá aparecendo aí. Muito bem. Ah, muito bem. Vamos lá, então. Eh, fala um pouquinho desse artigo. Por que que você procurou ele? O que que você achou de interessante nele? Então, eu optei por ele, porque eu tenho muita curiosidade sobre a ortognática e sobre o planejamento. Eu ainda não consegui acompanhar nenhuma cirurgia de ortognática e eu acredito que seja uma cirurgia muito complexa. E eu sempre fico na dúvida sobre o planejamento, sobre precisão, né? E eu era até um artigo grande. Queria ter achado um artigo menor, mas era um tema que eu queria para mim, para entender um pouco mais sobre o planejamento cirúrgico. Legal. Eh, o meu artigo é sobre "Planejamento Digital em Cirurgia Ortognática: Precisão, Previsibilidade e Praticidade". É, a minha dupla é o Dr. Marcos Brigagão. Vamos lá. A cirurgia ortognática, considerada atualmente, um procedimento altamente viável e comandante na resolução dos casos.

Envolvendo deformidades dentofaciais em adultos. A análise do tecido mole, ao lado dos modelos de estudo e da cefalometria, tornou-se indispensável para o diagnóstico das deformidades dentofaciais, já que um tratamento baseado somente em grandezas cefalométricas pode trazer resultados indesejáveis.

Essa análise cefalométrica, ela pode ser utilizada sem suporte clínico. Deve enfatizar as estruturas do terço médio e da face que não se mostram em análise cefalométrica convencional. Toda relação é estabelecida por meio das distâncias que os pontos do tecido mole assumem em relação à vertical verdadeira. A espessura do tecido mole, em conjunto com fatores dentoesqueléticos, controla amplamente o equilíbrio estético do terço inferior da face.

Alguns fatores são importantes para o diagnóstico da análise cefalométrica, como os fatores dentoesqueléticos, estruturas do tecido mole, os comprimentos dos tecidos faciais e a projeção em relação com a linha vertical verdadeira, e também a harmonia facial. Diante de todos esses tópicos, podemos notar que o planejamento cirúrgico dos pacientes é um procedimento extremamente delicado.

Dessa maneira, a utilização de softwares para predição e para poder ter um resultado mais preciso, né, permite aos clínicos manipular a representação digital juntamente com o cliente, mostrando até mais autoridade, né, e tranquilidade com relação ao resultado final, otimizando o tempo e tendo um resultado mais, eh, mais próximo do que o planejado.

O objetivo do meu artigo é apresentar, tá, um caso clínico cujo tratamento foi executado segundo as linhas mais modernas, modernas em termos de análise facial e planejamento cirúrgico digital, e evidenciando pontos importantes na análise clínica e na predição digital. Eh, foram analisados cinco programas mais recentes, como, eh, como Dent Facial Planner Plus, Dolfin, eu não sei se eu tô falando ele certo, tá, Image versão 8.0, AutoPlan, Kick CF Image e Vista Dente.

Eh, pode, pode, eh, com o estudo, pode verificar que cada programa apresentava suas vantagens e desvantagens. Porém, três eles saíram à frente, que foram o Dento Facial Planner Plus, o Dolf Image e o Kick CF, respectivamente. Nesse estudo, foram considerados excelentes programas, porém o Dolf Image versão 8.0, ele foi considerado um software que apresentava uma excelente relação custo-benefício perante aos outros.

Neste software, tem-se disponível mais de 300 análises cefalométricas diferentes, ficando a critério do ortodontista ou do cirurgião, né, eh, o julgamento sobre qual deve ser utilizado. Esse programa possui ainda dispositivos de manipulação de imagem altamente refinados e efetivos, que permitem perfeitas correções dos contornos dos tecidos e posição dos mesmos.

Além disso, o Dolf, que foi eleito o melhor, apresenta uma grande vantagem frente aos outros softwares, que é sua categoria de compatibilidade com sistemas operacionais mais atuais, de forma a ilustrar os detalhes de um planejamento digital.

Nesse artigo, mostra um caso clínico de uma paciente de 33 anos que possuía uma oclusão aceitável, que, eh, onde ela foi tratada no passado, porém com uma grande deficiência na estética facial, apresentando discreto laterognatismo mandibular para a esquerda, associado a uma deficiência do terço inferior da face com pobre suporte do lábio superior, dada a ausência da curva nasolabial e do sulco nasogeniano acentuados. A deficiência do mento promove colapso do terço inferior da face, causando dobras na região cervical. O terço médio facial apresentava pontos positivos com boa projeção da rima infraorbitária.

Após a análise facial, verificando atentamente os detalhes, o planejamento digital foi realizado pelo software Dolfin Image versão 9.0, seguindo os critérios descritos, obtendo uma simulação do resultado desejado. Esse é o aspecto inicial da paciente, onde tem uma fotografia frontal, onde a gente consegue ver um discreto laterognatismo mandibular. Em perfil, dá para ver, né, que ela tem o terço inferior da face encurtado, com porte, com com suporte de lábio superior pobre e ausência da curva, eh, dando ausência da curva nasolabial.

Eh, essa é a oclusão da paciente. Era uma oclusão até aceitável, tinha um pequeno diastema, né, entre os elementos 11 e o 21. Eh, paciente classe dois, e ela tinha feito a extração dos quatro premolares, eh, no passado, no quando ela tinha feito o tratamento ortodôntico. Finalizado o planejamento, foram obtidos os números de movimentações cirúrgicas para a realização de uma cirurgia de modelo precisa, como preconizada.

O plano de tratamento foi para cirurgia de maxila, mandíbula e mento com Split e guia cirúrgico confeccionado para iniciar a cirurgia pela mandíbula. Para maxila, foi realizada a osteotomia, fixada com miniplacas e parafusos de titânio. E para mandíbula, foi utilizado a osteotomia sagital bilateral, eh, redefinida em 1 TR e 7, e os cotos após posicionamento de lá em relação ao central, fixado com miniplacas e parafusos de titânio monocorticais e bicorticais de estabilização. E foi feito também a mentoplastia de avanço, eh, onde foi fixada dois parafusos bicorticais de titânio.

Eh, nessa imagem, mostra o software, o software onde mostra o planejamento e simultaneamente mostrando o resultado final, né, né, com os cálculos de projeção, eh, para poder ter um resultado mais preciso, né, mostrando pro cliente também pro paciente, eh, o resultado final e também para otimizar tempo, né, da cirurgia. Eh, o planejamento mostrando, né, o equilíbrio da face após o procedimento. Isso aí é somente o resultado, eh, do software, não é o final dela.

Aí, nessa imagem, dá para ver o o torque congelado durante a fixação óssea. O fechamento do espaço entre os cotos ósseos com o ponto de contato ósseo anterior e inferior, ocasionado pela compressão lateral do côndilo. Mostra o fechamento dos passos entre os cotos ósseos com ponto de contato posterior e superior, ocasionando compreensão medial do côndilo.

Eh, com o avanço da maxila, pode-se melhorar o suporte do lábio superior, como a gente consegue ver naquela imagem, eh, do ápice nasal, diminuindo a profundidade também do sulco nasogeniano. O avanço e a correção da linha média mandibular permite a correção do retrognatismo, dimensão vertical e laterognatismo, respectivamente. O avanço mandibular também promoveu o aumento do alinhamento pescoço, e o avanço do mento corrigiu a deficiência da curva mento-labial, remodelando a face do paciente.

Quanto aos padrões oclusais, a mudança foi quando foi quanto ao plano oclusal maxilo-mandibular, rotacionando no sentido anti-horário, favorecendo o posicionamento de ambas as bases ósseas. Eh, a gente consegue ver o aspecto oclusal pós-cirúrgico 40 dias, iniciando a finalização ortodôntica, lateral direita, frontal e lateral esquerda. Já melhorou o posicionamento, né, da arcada da mordida.

E esse é o aspecto de pós-operatório da paciente de 40 dias. Dá para ver que tem uma melhora do suporte do lábio superior e ápice nasal, diminuiu a profundidade dos sulcos nasogeniano, teve avanço e correção da linha média mandibular, né, projetou também o o mento. A medida dela melhorou, conseguiu melhorar também até o diastema que ela tinha entre 11 e o 21.

E esse é o aspecto oclusal pós-cirúrgico de 18 meses e após, eh, 12 meses do aparelho fixo, que ela ainda utilizou o aparelho fixo por 3 meses. Eh, esse é o pós-operatório da paciente. Mas a imagem novamente. Uhum.

E concluindo, a cirurgia ortognática deixou de ser um procedimento com finalidade exclusivamente funcional, e a estética facial consagrou-se como um dos objetivos mais importantes da cirurgia, juntamente com a ortodontia. A evolução dos conceitos envolvidos no diagnóstico e plano de tratamento em cirurgia ortognática tem sido imensurável. As metas para o tratamento dos pacientes tornam-se mais amplas, levando ao desenvolvimento de novos instrumentos de diagnóstico. Entre eles, destaque-se o planejamento cirúrgico digital, o qual proporciona maior previsibilidade e padronização de toda a sequência clínica. Além de ser um método extremamente preciso, podemos verificar que as etapas para o planejamento e execução de uma cirurgia ortognática são extremamente delicadas e diretamente inter-relacionadas. Com a predição digital, tem-se melhores condições de padronização, precisão e previsibilidade ao tratamento cirúrgico. Dessa forma, uma análise facial criteriosa e detalhada, associada a uma predição cirúrgica de modelos precisos, poderá levar resultados mais precisos e otimizar tempo também. Bom, foi isso.

Faz um resuminho. O que que você entendeu desse artigo?

Ó, eu não entendo muito de ortognática e até tive um pouquinho de dificuldade de entender sobre a, a, até sobre o planejamento da análise, assim, porque eu entendo um pouco de análise facial, mas não do planejamento de uma exão de ortognática. Enfim, os softwares, eles facilitam muito o plano de tratamento, a cirurgia, otimiza tempo e deixa, faz a cirurgia ela ser mais segura e deixar o paciente não com cara de de cirurgia ortognática, né? E a, basicamente isso.

A cirurgia ortognática no início, tá, como a tia já é um pouquinho mais isia, eh, a gente visava fundamentalmente restabelecer uma oclusão satisfatória. Ponto. A gente não tinha tanto uma preocupação em você restabelecer um contorno facial. Isso vinha com a movimentação, mas não era o foco, você entendeu? Ele vinha com a movimentação que você fazia, mas não era a nossa preocupação fundamental. Aos poucos, a gente vai vendo que evolui as técnicas, né? E você começa a conjugar. Você vê que só o perfil, análise facial puramente óssea, né, e a movimentação que você faria puramente de avanço ósseo, também pode ser levado em consideração o tecido mole e deve ser levado, né, de modo que você conjuga essa movimentação, tá, para que você tenha uma, não só função, mas estética também, né?

Então, esse software que veio, né, principalmente o Dolfin, né, que é o mais utilizado, ele veio mostrar pra gente isso de maneira prática, porque você insere os dados e você vai conseguindo visualizar aquilo, né, ali na hora no computador, tá? Mas nem tudo, tá, que a gente vê ali no computador é o que a gente realmente consegue fazer. Você tem que conjugar o clínico, principalmente, né? O que você busca, né? Para que o qual é a queixa do paciente? Quanto de movimentação você realmente pode fazer? A gente tem que tomar um pouco de cuidado com esses, eh, programas, porque às vezes o paciente acha, você faz harmonização, só harmonização. Não, ah, eu faço algumas cirurgias também. Porque quando a gente promete demais e fica um tiquinho a menos, nossa, isso é um tumulto, né, pro paciente. Então, esse software, a gente tem que tomar cuidado nisso, né? Porque ali no computador tudo dá certo, tudo fica bonito, tudo, né? Mas tecnicamente falando, na cirurgia, né, às vezes uma deficiência pequena, outra vai ter. Então, a gente também discutia muito isso quando a gente tinha esse software no, na discussão de você falar, paciente, cuidado com a imagem que você mostra, paciente, porque ele só guarda o final, né? Sim. É só isso que ele guarda, né?

Você usa algum software? O muito utilizado, a gente encaminha, a gente faz análise facial, faz análise do planejamento, na análise cefalométrica, né? Conjuga análise facial de perfil mole, conjuga essas duas informações, né, no Dolfin, e vai traçando o melhor posicionamento que a gente quer, sempre olhando pro paciente, né? Tá? Por que você busca, né? Às vezes você dá uma rotação um pouquinho maior na mandíbula para conseguir um pouquinho mais de ângulo, né? Às vezes o paciente nem precisa tanto de mento, mas como no que você R, dá aquela rotação, né? Você avançando um pouquinho mais o mento, você ganha na estética. É aquele refinamento, né, que isso a gente vai conseguindo, né, com com a, com a normal, né, de você tá operando e você vai começando a ver, poxa, se eu der um pouquinho nisso, né, a gente tem um resultado melhor. Aham, né?

O pior caso que tem é quando o paciente, por exemplo, esse paciente que você mostrou aí, ele foi compensado na verdade, né? A gente fala de compensação ortodôntica, tirou quatro pré. Sim, sim. Entendeu? Então tentaram resolver o caso dela sem cirurgia, né? Então esse é o pior casinho para pegar, porque você já tem uma deficiência ali. Uma coisa que ele fala aqui, né, que é muito interessante, né? Ó, esses parafusos de fixação que ele colocou aqui em ramo, não é comum mais a gente utilizar. A gente coloca a placa só duas placas, né, ou uma, dependendo do caso. Agora aqui, o que ele fala, cadê? Ah, torque no côndilo. Esses côndilos quando a gente faz a liberação osteotomia, quando a gente posiciona em oclusão, que a gente tem aqueles guias, ele tem que entrar em posição de forma passiva, não pode ter força, tá? Então, a gente quando você acompanhar, você vai ver, a gente faz um desgaste interno, né, naquele coto mandibular para elã. O artigo falava que não podia fazer força. Não pode, porque senão você vai começar a ter o quê? Uma disfunção ali articular, né? Um desgaste, uma reabsorção condilar, tá? Que também isso antes, né, em alg, né, alguns anos atrás, também era o que se via bastante, tanto que existia uma técnica que você deixava sem fixação para ter uma acomodação de forma passiva. Uhum. Tá? Mas é muito bom o artigo, fala bastante do S, né? É, eu tive, é assim, eu tenho, eu entendo muito pouco de [Música] ortognatodonzia. F era um artigo grande, foi em dúvida ali, né? É o Walter já falou alguma coisa para vocês dessa área dessa parte? Não, ele tá falando de cirurgia ortognática, né, de de manhã. Sim, ele não, ele falou, falou já in, falou um pouco, tá? Porque é uma, é uma área que é uma parte muito, eh, importante da cirurgia ortognática, ali que define tudo, né? A mamamento, né, tudo, tá? E ali que você, por exemplo, tem um pouco mais fácil, eles já, eu, eu acredito, né, pros ortodontistas, eh, já tem essa toda essa questão de medidas, né, a movimentação. Sim. E aí o que você tem, é assim, quando você, né, começar a acompanhar que com gente, você vai ver que a área, a parte mais delicada, a parte que a gente dá uma atenção bem grande, né? E realmente conjugar as informações, o que você vê ali, né, na cefalometria, e o que você vê de perfil do tecido mole, e o que você realmente você quer fazendo em movimento, tá? Para realmente ter não só funcional, como uma estética de forma adequada pro paciente. Uhum. É bem interessante, mas leva um tempinho mesmo para entender. É difícil, tá? Mas legal, boa apresentação, viu? Tá bem. Obrigada. Quem vai seu próximo? Doutora, temos a D Iandra na sala. Você quer apresentar? Pode ser. Pode. Vamos lá, então. Vamos lá. Já tá habilitado o compartilhamento de tela, tá bom? Não entendi. Já tá habilitado o compartilhamento de tela, tá? Deixa eu ver se eu vou lembrar, senão eu te mando aí. [Música] Colinha, vai J com ael, né? Deu. Pera aí. Ai, gente. Cadu, o negócio tá aqui. Pera aí. Deu. Eu não consegui visualizar ainda. Não entendi. Consegui visualizar ainda. Só um minutinho, tá? Tá na minha. Ainda tá tela da rilan. Não é o meu também. Deixa eu tentar remover aqui. A, tá escrito aqui no meu, você está compartilhando a tela. É, eu recebi essa notificação, mas aqui no fundo, pra gente, ainda aparece o da Dra. Rilan. D, você saiu? É, não sei se ela. Não, agora vai, eu acho que agora saiu. Eu acho que agora a, é, eu consegui tirar aqui. É, a, acho que agora, isso, foi. Foi o meu trabalho é sobre, eh, o nosso, né, meu da Jaque, protocolo de tratamento em fraturas orbitárias em, eh, Ai, desculpa. Eh, tá, tá, esse tá errado. É protocolo de tratamento em fraturas orbitárias, tá bom? Certo. Introdução. Eh, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, traumas estão entre as principais causas de morte do mundo. Todos os dias, 16.000 pessoas, eh, morrem por morrem como resultado de algum tipo de trauma. Entre os vários tipos de trauma, o facial é o mais notável em razão das suas consequências emocionais e funcionais e a possibilidade de deformidades permanentes. O diagnóstico e o tratamento de lesões traumáticas faciais obtiveram grande grande progresso nas últimas décadas. Progresso nas últimas décadas. Trata-se de um trauma de abrangência multidisciplinar, envolvendo especialmente especialidades odontológicas e médicas: oftalmologia, cirurgias plásticas, cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e Neurologia. Uma agressão localizada na face não envolve apenas tecido mole e ossos, mas também, por extensão, pode acometer o cérebro, olhos, seio da face e dentição. Portanto, o tratamento dessas fraturas exige a habilidade do cirurgião em estabelecer o seu correto diagnóstico e posteriormente executar seu reparo cirúrgico ou não. O presente estudo tem como objetivo definir um protocolo de tratamento diante das fraturas orbitárias, comparando-o com as formas de tratamento existentes na literatura atual. Esta proposta de protocolo de tratamento de fraturas orbitárias, eh, a figura, eu vou mostrar para você, foi elaborada com base na experiência clínica adquirida por um cirurgião bucomaxilo junto a três hospitais da cidade de Porto Alegre. Dar um zoom aí. É tipo como se fosse o protocolo que eles fizeram, né? Eh, trauma, a trauma oclusal associado, se sim, solicitar avaliação oftalmológica. Se não, né, não. A ATC associado, solicitar avaliação neurológica. Classificação de fraturas. A fratura de teta orbitário, eh, com com comprometimento encefálico, solicitar consulta neurológica. Sem comprometimento neurológico, redução. Esse, esse aqui, essa sigla significa o quê? Aonde você tá, meu amor? O Fir. Isso. Redução interna rígida. É porque eu também, eu fiquei um pouco perdida. Fixação interna rígida. Entendi. A fratura de parede lateral com deslocamento, redução interna, fixação interna. É reduzir e fixar, é placa e parafuso. O Thiago vai conversar com vocês na sexta sobre isso. Ah, quando você fala fixação interna rígida, é o que? Você colocar a placa, parafuso para manter os cotos na posição. Ah, entendi. Sem deslocamento, tratamento conservador. A fratura de parede medial, sim, sim, com deslocamento, redução mais tela. Sem deslocamento, e tratamento conservador. A fratura de assoalho, se sim, com deslocamento, Brow out, redução mais construção. É, e é o que? Professora, é uma fratura que você também, é difícil ocorrer uma fratura que você tem de sólio de órbita pura, tá? Normalmente, devido também a um trauma incidente direto em globo ocular, então o assoalho, a estourou, entendeu? Low out, então aí você tem a migração daquela gordura orbitária e normalmente pensamento muscular. Entendi. É uma fratura também, não sei se você vai falar, mas ao contrário, também você tem um rompimento, só que você tem ação para cima, tá? Então você tem uma diminuição do globo, mas você tem a musculatura para cima. Mais comum é blowout. Mais comum assim, já para acontecer, mas é uma fratura rara. Entendi. E o sem deslocamento, tratamento conservador. Há fraturas faciais associadas? Se sim, fratura noing, redução e frontal, eh, solicitar conduta neurológica. Discussão. Traumas faciais são de grande importância na sociedade moderna porque têm influências emocionais e funcionais na vida das pessoas e podem causar deformidades permanentes. Além disso, frequentemente envolve graves injúrias. O desenvolvimento de protocolos em hospitais referência de trauma é de suma importância. Esses, esses funcionam como guias de orientação e podem ser usados com a finalidade de padronizar condutas. O profissional deve estar atento às queixas do paciente quando relatadas clinicamente. Pode estar presente edema, hemorragia subconjuntival, equimose periorbitária, hem periorbitário, diplopia e enoftalmia, perfuração do globo ocular, laceração palpebral, entre outros. Nesses casos, a oftalmologista deve deve fazer a avaliação das respostas pupilares, campos visuais e um exame de fundo de olho. A atuação conjunta dos profissionais como neurologista, cirurgião plástico, cirurgião bucomaxilofacial, oftalmologista e otorrinolaringologista é necessário, podendo representar excelência no reparo aos danos causados pelo trauma. Considerações finais. O uso de protocolo de tratamento de fraturas orbitárias em serviços de traumas possibilita agilidade e rapidez no fechamento diagnóstico e tratamento dos traumas faciais que acometem a população geral. No entanto, a literatura, a literatura atual possui poucos registros de vos que estão aptos e atuam ancorando esse em protocolos. As sintomatologias estão estão alteração. Ai, perdi, perdão. Esse aqui não. Eu tive um probleminha com meu computador agorinha, por isso que tem algumas palavras fora. Tava, é porque eu não sei mexer no Canva direito, eu fiz no Canva, foi uma confusão. Aí você me perdoa algumas palavrinhas que estão fora de ordem, tá? E é isso. O meu trabalho, ele é, é bem, bem tranquilo de entender, né? E pequeno também. Ó, uma das complicações bastante grave que a gente pode ter num trauma, tá, eh, numa fratura de órbita, é a formação de um hematoma retrobulbar, tá? Esse hematoma retrobulbar, tá, nada mais é do que hematoma, coleção de sangue, fica na região posterior do globo ocular. Thiago deu essa aula pra gente, fal. É o Thiago, né? Então, esse é assim, o diagnóstico tem que ser o mais rápido possível, porque a pressão que esse hematoma e a drenagem dele tem que ser imediata para que você não tenha uma perda visual real, uma cegueira no paciente, tá? Normalmente, a gente faz isso, tá? Então, normalmente, a gente faz todas as avaliações. Ah, é normal o paciente, num primeiro momento, às vezes com fraturas pequenas, ele falar de diplopia, dificuldade de movimentação, mas isso às vezes não tá interligado à fratura em si, em sim a todo o edema. Mas a gente deve ficar bastante atento, tá, para para identificar a presença desse hematoma, né? O paciente referir realmente uma dificuldade, uma perda visual, né, que isso poderia causar até mesmo a cedera o paciente, tá? Então, é uma área que assim, a gente tem que ter uma atenção muito grande. Às vezes, uma avaliação do oftalmo é importante, tá, para que ele realmente tire qualquer tipo de dúvida em relação a isso também. Ah, mas a drenagem, alguns falam, ai, quem faz é o, a buco mesmo pode fazer. O importante é identificar e fazer isso quanto antes, tá? Mas é bem simp. Gostei desse, desse quadrinho aí que você mostrou, né? Bem tranquilo. Sim. É, e é o, o meu, o meu antigo, ele é bem fácil de entender. Uhum. Tá? Quem mostrou um esqueminha bem bonitinho para seguir. Sim. Só que tem o meu artigo mesmo, eh, eu não sei aí que você imprimiu, mas tá horrível de entender. Aí eu achei um outro artigo que aí eu peguei o esquema, entendeu? É, eu tô S um que tem esqueminha. O seu, o seu tá dando, dando para entender, porque o meu tava embolado, não conseguia abrir direito. Consegui. Entendi. Eu vi, interessante, né? Porque fica fácil de entender. É, vocês não usam assim no hospital o quê? É, esses protocolos. Achei bem. Existe um protocolo? Existe protocolo da bu. Isso aí é norma, né? Porque se você tem aquelas reconhecimento canadense, ISO, tal, né? Tem que os protocolos de atendimento, tá? A gente segue, né? O que é até quem fez, quem fez o protocolo da bua fui eu, montei, tá? Você segue o que tem na literatura, né? E a equipe normalmente, por trabalhar muito tempo junto, né, a gente vai seguindo quase a mesma conduta, tá? Mas cada caso é um caso, mas existe ali um padrãozinho que você tem que seguir, o ABC, né? Você vai seguindo, né? Mas cada caso você tem que se adequar, né? Sim. Ah, mas existe sim, existe um protocolo, é, é norma, né? Tem que ter. Cirurgia geral tem que ter um protocolo. Todos as equipes têm que ter. Entendi. Tá? Mas é mais ou menos isso mesmo que você passou, não foge muito. Normalmente essas reduções, por exemplo, low out, você coloca uma tela, você levanta o globo ocular, né, coloca uma tela reconstruindo todo aquele assoalho, libera a musculatura, normal. Tem uma gordura, né, que fica embaixo do globo ocular, você tem que tirar ela, que ela vai pra região de seio maxilar. Então você puxa ela de volta pra posição e põe a tela para segurar, porque tudo você vai devolvendo aquele contorno, né, e liberando as estruturas de forma que o paciente volte, né, até aquela condição, né, estética, globo ocular e funcional, né? Porque senão você tem que o paciente tem uma movimentação inadequada, né? E aí vai ter uma dificuldade visual. Mas aí o bucomaxilo pode fazer sem um oftalmo? A gente só, eu só peço a atenção do oftalmo quando você vê que existe algum comprometimento maior que oitentão precisa avaliar o globo ocular. Na fratura, quem faz é a buco. Entendi. Entendeu? Sim. OK. Parabéns, muito bom. Obrigada. Me desculpa os erros, fiz uma confusão. É ruim quando você monta e de repente você não sabe. Ontem aconteceu isso, eu tava terminando de montar uma aula, o computador apagou, aí quando eu fui ver, ele não salvou o que eu tava fazendo. Vai, eu fiz no iPad e aí, meu Deus do céu, esse trem da Apple, vou te falar, tá horrível. Por isso aí você me desculpa. Imagina. Quem é a próxima? Doutora, eh, agora seria a Dra. Viviane e Naara. Cadê Dra. Viviane? Tá na sala? Eu acabei de habilitar o compartilhamento dela. Oi, vamos lá, Viviane. Vamos lá. Eu vou sentar aqui de novo. Eu às vezes me esqueço como que eu faço para abrir o trabalho. Eu tô vendo que o pessoal gostou muito das aulas do Walter, né? Que choveu de artigo de ortognática. Tá aparecendo aí ainda? Não. E agora? Agora está OK. Tá aparecendo. Tá bom. Vou começar. Eh, o nosso trabalho é sobre inteligência artificial, meu e da Naara B. A cirurgia ortognática é um procedimento utilizado para corrigir problemas de malocusão dentária e harmonia facial. A inteligência artificial tem se demonstrado um um uma grande facilitadora no planejamento da cirurgia ortognática. A aparência facial é um aspecto importante, contribui para a melhoria da qualidade de vida de cada pessoa. A ocorrência de deformidades e anomalias faciais pode ter um impacto negativo na estética e no bem-estar social do paciente. A cirurgia. Peixinha, sua apresentação. Será que virando não dá para ver? Não dá para. Se é, tá muito pequeno. Sou só eu que tô seguindo. Se girar ou, ã, girar? É porque eu tô pelo celular, eu não consegui entrar pelo. Entendi. Pelo computador, mas deixa eu ver se eu consigo girar, se fica melhor. [Música] É, ficou. Aí, garota, aí ficou melhor. Só que aí, hum, ih, céu do céu. Para mim, eu não consigo. Tá? Então, deixa como você colocou, vai lá. Vamos devagarzinho. Deixa eu ver se eu consigo. Ai, professora, não. Deixa eu colocar. Tem que ser desse jeito mesmo, porque eu não consigo, porque fica aparecendo a tela de vocês na frente do do slide. Entendi. Tá bom. A, a cirurgia ortognática, pela sua complexidade e por ser irreversível, precisa ser minuciosamente bem planejada. Para auxiliar no planejamento, utilizamos tecnologias com imagens e modelos 3D, fazendo com que o cirurgião dentista tenha uma visão tridimensional das estruturas anatômicas do paciente. A primeira inteligência artificial na área da saúde teve início no século XX, treinado para diagnosticar infecções bacterianas. Desde então, a inteligência artificial vem progredindo no diagnóstico, no planejamento e no tratamento das das mais diversas doenças. Inteligência Artificial permite um planejamento eficiente por meio da análise de imagens cefalométricas e do planejamento 3D, o que é essencial para o diagnóstico ortodôntico, indicações de cirurgias ortognáticas, planejamento de tratamento e avaliação de resultados. Além de otimizar o tempo de tratamento, elimina também a necessidade de traçados manuais, simplificando a cirurgia de modelo e é utiliziza sistemas para copiar a cognição humana para entender padrões, a fim de conceder previsões de possíveis variáveis. A eficácia do software de osteotomia no plano pré-cirúrgico pode economizar o custo do trabalho, porque ele faz um mapeamento dos pontos que podem ser aplicados ao design de placas guia pré-operatórias e intraoperatórias. As principais contribuições da da Inteligência Artificial identificadas foram: diagnóstico por imagem, análise pré-operatória, possíveis prognósticos e facilidade no planejamento cirúrgico. O diagnóstico por imagem, sabemos que a inteligência artificial tem alto potencial de aplicabilidade para a realização de análises referentes à classificação de pacientes ortodônticos em procedimentos cirúrgicos ou não, através do uso de exames de imagens digitais. A maioria das pesquisas utiliza imagens cefalométricas para avaliação dos casos, seja por meio de medicações específicas ou de dados gerais obtidos. Análise pré-operatória e possíveis diagnósticos. Estudos foram realizados onde a a inteligência artificial foi usada para análises pré-operatórias, previsão de desdobramentos futuros e potenciais resultados da cirurgia ortognática. A inteligência artificial auxilia na avaliação dos formatos faciais pré e pós-operatórios, auxiliando nos resultados cirúrgicos durante o planejamento, além de classificar os pacientes em cirúrgicos ou não cirúrgicos. Em modelos de prognósticos foram foram desenvolvidos usando a inteligência artificial com diferentes softwares, incluindo não apenas variáveis cefalométricas, mas também condições congênitas em uma nem eu tô enxergando direito em um único modelo de previsão. Graças à Inteligência Artificial, foram encontrados fatores preditivos para a ortognática, resultados cirúrgicos e avanço dos e avanço dos riscos com base em análises pré-cirúrgicas. Facilitação do plano cirúrgico. O software, ele foi projetado por pesquisadores americanos a fim de gerar máscaras de segmentação automática para face média, mandíbula, dentes superiores e dentes inferiores. O software de osteotomia da Inteligência Artificial pode ser visto como forte substituto de osteotomia manual. Foi evidenciado a eficácia da inteligência artificial no que diz respeito à projeção de planos cirúrgicos através da segmentação automática dos pontos de referência cefalométricos, bem como do protocolo cirúrgico tridimensional. Bom, concluímos que fica evidente que a inteligência artificial, ela pode auxiliar precisamente no planejamento da cirurgia ortognática, no diagnóstico por imagem, a análise pré-operatória e os possíveis prognósticos, juntamente ao olvimento de facilitadores do plano cirúrgico. Por meio da inteligência artificial, tem sido os principais, as principais contribuições desse ramo de tecnologia atual. Posto isso, conclui-se que a inteligência artificial tem se tem se constituído como uma gama de programas extremamente ampla e promissora, garantindo inúmeras aplicabilidades no âmbito da saúde e, por consequência, na cirurgia ortognática. É isso.

Ok. Bom, hoje em dia, né, se você for pensar, tudo, né, caminha para isso, né? Para que a gente sempre tenha, né, auxílio, né, de forma que a gente tenha o software, né, para que a gente faça procedimentos com maior segurança, né, com maior previsibilidade, né? Sim. Todos em todas as áreas, né? Na ortognática, nos implantes, nas cirurgias guiadas, tudo, né? Tá, tá indo para isso, né? É, a gente também sempre ter a noção de o refinamento que a necessidade às vezes de fazer, né? Mas, eh, realmente eles vêm muito facilitar e tornar o procedimento em si mais tranquilo, mais rápido, né? Isso é muito bom, né? A tendência é só realmente isso, eh, aumentar ainda mais a utilização, né? Muito bom esse artigo e recente, né? Bem o ano passado foi composto. Muito bom. Parabéns pela apresentação. Obrigada, professora. Desculpa aí o tamanho, porque eu não consegui abrir pelo computador, aí eu tive que vir pelo celular, tá bom? Obrigada. Quem é a próxima? Pode ser eu, professora Juliana? Pode. Vamos lá, Juliana. Não, Paula, você me ajuda? Sim, Doutora. Ó, acabei de habilitar o seu compartilhamento, tá? Aí você vai me orientar, que eu esqueci toda vez, eu esqueço como é. Ok. Tá pelo celular ou computador? Celular. Tá? Você vai procurar, geralmente fica na B, compartilhar, né? Isso. Na parte de baixo ou em cima, não sei. Tela. Isso aí. Procura área de trabalho ou tela inicial. Perfeito. Agora é só abrir o seu trabalho. Como é que eu saio daqui agora? E perfeito. Só passar pro lado que aí ele não vai parar, não. Uhum. Deixa eu ver. [Música] Aqui. Eu vou girar o o telefone. Tá vendo? Agora sim. Só ajustar. Ótimo. A avaliação. Perfeito. Fraturas naso-órbito-etmoidais: diagnóstico e tratamento. Tá, tá. O artigo. Como é que ela tira aqui a? Tem que arrastar. Segura na telinha e arrasta pro cantinho. Isso. Isso. Isso. Maravilha. Não atrapalha. Introdução. As fraturas da da as fraturas da região fronto-naso-órbito-etmoidais envolvem estruturas anatômicas delicadas e complexas. O diagnóstico é baseado em achados clínicos e radiográficos, e a tomografia computadorizada apresenta papel de extrema importância, seja para definir a extensão das fraturas, bem como estabelecer o plano de tratamento. As causas mais comuns dos traumas do terço médio superior da face, devido ao desenvolvimento tecnológico, aumentaram, eh, as relações de locomoção. Esse é o principal fator dos traumas faciais. As seguintes causas abaixo foram, eh, de forma decrescente, né, eh, acidentes automobilísticos em primeiro lugar, violência urbana e acidentes de trabalho. Suscetibilidade das fraturas. A região fronto-naso-órbito-etmoidal está situada na região central do terço médio superior da face, representando emaranhado de estruturas esqueléticas pela confluência do nariz, órbita, maxilar, crânio. Os ossos próprios do nariz situam-se no pilar central superficial da face e sofrem fraturas com facilidade após trauma de média ou baixa intensidade. Aqui eu coloquei imagem pra gente localizar a região. Anatomia. Eh, o osso frontal tem três camadas: a cortical, a parte interna e a diplo, e a região orbitária, e possui espaços simétricos. Possui estreita relação com o ducto nasolacrimal, a fossa pterigopalatina e os seus paranasais. A região nasal, nós observamos a porção óssea que são os ossos próprios de nariz, eh, o processo nasal, processo maxilar, e também fazem parte, né, da região nasal, voidal e vom. Porção cartilagínea são as cartilagens alares, cartilagens triangulares e cartilagem septal. Etmoide: lâmina horizontal, lâmina vertical e duas massas laterais. Aqui também tem uma imagem pra gente verificar a região nasal. Etiologia. Correspondem a cerca de 9 a 10% das fraturas da face e, quando são não tratadas adequadamente, causam sequelas estéticas e funcionais importantes. Dessa porcentagem, acima de 70% são devido a acidentes automobilísticos, 20% agressões físicas, e os demais ocasionados por quedas, acidentes desportivos e acidentes de trabalho. O gênero masculino é o mais acometido. Diagnóstico das fraturas. Exame clínico. Então, vai depender bastante do estado de consciência do paciente. Quando eles estão orientados, eles são cooperativos e respondem aos questionamentos, eh, nós conseguimos fazer a anamnese, testes de acuidade visual, diplopia, eh, elucidando claro o diagnóstico dessa fratura. O paciente inconsciente dificulta a avaliação, eh, digital dos defeitos e motilidade ocular. Dessa maneira, a palpação é indicada para avaliação da instabilidade da região. Diagnóstico das fraturas e exames de imagem para análise de fraturas do terço superior e médio da face. As tomadas radiográficas usadas eram Waters, AP de crânio, lateral de crânio, HES. Com as incidências de Waters e HES, é possível analisar traços da fratura nasal, moldura externa orbitária e certas regiões do seio frontal e crista lacrimal. A tomografia computadorizada é o melhor recurso radiológico para planejamento cirúrgico, permitindo a observação da extensão da fratura, e conseguimos também observar a fratura de assoalho, seio frontal, o teto de órbita, através dos cortes sagitais. Então, aqui a gente tem a tomada de Waters e de HES. Tipos de fraturas naso-etmoidais. Podem ocorrer como fraturas unilaterais, bilaterais, simples ou cominutivas. Podem ocorrer isoladas ou conjugadas com outros grandes ossos da face. Fratura, eh, é no caso, é FNO, né, professora? Fi, que chama? Não sei. Eu coloquei NOI, tipo NOI mesmo. Fratura órbito-etmoidal. É mais simples, envolve a porção, a tipo um é a mais simples e envolve a porção medial da margem orbitária com o ligamento cantal lateral. Pode ocorrer uni ou bilateralmente. Fratura no etipo dois, pode ocorrer unilateralmente com ligamentos, eh, aliás, com segmentos ósseos grandes ou cominutivos. Geralmente, eh, o ligamento cantal lateral permanece inserido a um grande segmento ósseo central. Fratura NOI tipo três inclui, eh, cominutiva, envolvendo segmento ósseo central no qual o ligamento cantal lateral está inserido. Aí aqui tá, eh, uma demonstração do tipo um, tipo dois e tipo três. Sinais e sintomas. Injúrias de alto impacto na região central do terço médio da da face resulta na suspeita clínica de fratura NOI, podendo ocorrer fístulas, lió, morte por fratura da base do crânio, selamento do duto traumático e telecanto traumático, hipoestesia da região supratroclear, dor na região frontal, rinorragia e epistaxe. Deve estar atento, deve se estar atenta ao abaulamento frontal da linha de fratura que pode atingir músculos oculares, alterando a motilidade ocular. Fraturas NOI podem representar equimose e edema das pálpebras, obstrução nasal e epistaxe. Mais frequentes são nariz em sela, desvio de canto nasal, desabamento da ponta nasal, colapso das válvulas e telecanto traumático. Aí eu coloquei aqui o telecanto traumático, que é o aplanamento da raiz nasal, deslocamento do globo ocular, aumento da distância intercantal e arredondamento do canto médio. Inclusive, tem até um político bem famoso que ele tem essa situação, não sei se foi traumático, mas ele tem. Não sei o nome dele agora também, mas tem também. Não sei se foi traumático. Tratamento das fraturas. O restabelecimento da função e da estética é o principal objetivo do tratamento das fraturas NOI, assim como a manutenção da drenagem lacrimal e a restauração da deficiência intercantal. Enxertos aloplásticos e xenops sintéticos, enxerto de septo nasal, crânio-cristilíaco com uso de parafuso de titânio são utilizados. Tratamento das fraturas. Passos cirúrgicos: identificação exata do tipo de fratura, estudo tomográfico, intervenção cirúrgica o mais precoce possível, redução anatômica precisa, fixação rígida com mini microplacas e atenção máxima com a reconstrução de tecidos moles adjacentes. Conclusão. De acordo com o exposto, pode-se concluir que o diagnóstico precoce dessas fraturas complexas da face é de extrema importância para a escolha e sucesso do tratamento. A técnica cirúrgica e materiais de fixação utilizados devem ser escolhidos criteriosamente, a fim de proporcionar sempre a melhora da qualidade de vida do paciente. Pronto, professora, era isso. Só isso mesmo. Uma agravante que tem nesse tipo de fratura, você conseguir reposicionar adequadamente aquele ligamento cantal, tá? Para realmente devolver e não deixar aquele aspecto de olho caído. Então, reposicionamento individual, como você mostrou aqui, ó, um do três, né? Você vê, é devolver o contorno ósseo e reposicionamento do ligamento cantal, tá? A estrutura, às vezes a gente faz uma sutura até em parafuso, tá? Tá para manter ele na posição para você devolver esse posicionamento de forma adequada para você não ficar com aquele aspecto de olho caído, tá? Bem explicadinho, muito bom. Obrigada. Professora, quem é o próximo? Próximos são Isana e Laércio. Eles não estão na sala. Laércio. O Isana sim, estão na sala. Vou mandar mensagem, professora. Oi, oi. Deixa eu aumentar meu meu volume. Um minuto. Professora, eu posso ficar por último? Você se importa? Tem mais alguém? Paloma, Mariana, tá na sala? Sim. A Doutora, posso apresentar se você quiser? Por favor, por favor, seria ótimo para mim. É quem que tá falando? Eu. Eu vou apresentar. Ah, tá, tá bom. Isana, apresenta você então, amor. Já tá habilitado o compartilhamento da Doutora Valesca, tá bom? Tá joia. Deixa eu, deixa eu tentar só lembrar aqui como é que é. Reações. [Música] Compartilhar. Eu apanho, meu Deus, todo dia apanho, até hoje. Acho que é, acho que é esse. Deu. Isso. Tá começando. Começou. Aí, deixa eu virar aqui. Aí, aí, maravilha. O nosso trabalhinho, né, eh, é um artigo científico que é uma correção de fratura de fronto-naso-órbito-etmoidal, né? E o o profissional, ele, ele fez esse artigo para ajudar, né, tanto os profissionais cirúrgicos, médicos e dentistas, né? São os passos cirúrgicos para um resultado estético, tá? Eh, sou eu, a Valesca e a Camila Lote, né? Aqui o nosso artigo, né? E a introdução. A fratura, a fronto-naso, elas são fraturas comuns que acontecem usualmente causadas por acidente de trânsito, né? Acidente esportivo, acidente doméstico, né? E elas envolvem o centro superior e médio da face. São injúrias de difícil diagnóstico e terapêutica. Essas fraturas, elas são consideradas bem complexas, né? O diagnóstico, eh, para fazer essa fratura, deixa eu virar aqui, eh, podemos fazer o diagnóstico com exame clínico, né, e tomografia. Aqui no artigo, eh, professora, não fala se se a gente pode fazer o diagnóstico com com outro, eh, com outro. Então, eu só coloquei esses dois aqui: exame clínico e tomografia. Não sei se se tem algum outro tipo de diagnóstico dessa fratura de fronto-naso. Você poderia estar fazendo uso de radiografia, mas a tomografia tem imagem superior, né? Então, ela é a melhor. Aham. Tá? E o tratamento, ele pode ser na redução cruenta, né, na cirurgia aberta, e na e na redução incruenta, na na cirurgia fechada. Deve ser o mais rápido possível para resultar, para que não possa resultar em deformidades, né? Logo após, é o tratamento da fratura, ele pode ser para restaurar adequadamente a arquitetura do osso frontal. Ele também visa a regulação da distância intercantal entre as comissuras palpebrais mediais. Visa a projeção do dorso nasal. Ele também, ele visa o nivelamento do globo ocular, né? Ele visa a restauração da estética facial, no caso, que

Pode haver deformidades, né? Se não for feito o procedimento adequado, né? Ele visa a manutenção do sistema de drenagem lacrimal. O objetivo desse artigo é o autor, ele reportar, né, um tratamento de fratura naso-órbito-etmoidal, descrevendo todos os passos realizados, as vantagens, as desvantagens, né? Eh, que vai servir de guia para os cirurgiões e residentes, além de mostrar um resultado funcional, estético e satisfatório.

Nesse artigo, o paciente de gênero masculino, 45 anos, ele é vítima de um acidente esportivo, né? Foi relatado a perda de consciência no local do trauma, sem trauma torácico abdominal e sem presença de fratura, e presença de fratura facial, né? Ao exame tomográfico, ele verificou a fratura na parede anterior e posterior do osso frontal, observando-se o ducto nasofrontal não patente e fratura dos ossos próprios nasais, orbitais e etmoide. Aqui dá para ver até nessa figura, né, professora, o narizinho dele todo tortinho, né? A fratura tá.

E aqui, eh, eh, já no segundo slide, o relato de caso. Ele postou todas as fotos e as etapas, assim, né? Eu, eu li, eu fiz um resumo que eu acho que tinha muita coisa. Foi mais o que eu entendi mesmo, né? Na foto A e na foto B, a marcação da incisão coronal e deslocamento pericrânio. Avaliação da extensão do seio frontal até o limite da tábua óssea, fazendo a marcação desse limite anteriormente com cautério bipolar e perfuração óssea com brocas, né? Aqui dá pra gente ver na radiografia, na fotinha E, F, a craniotomia frontal demarcada pelo limite da marcação anterior. Na foto G, H, a cranial e obliteração do seio frontal. Na foto I e na foto J, a remoção das pequenas saliências na periferia do seio com auxílio de uma broca ou fresa. Fresa mesmo, professora? Fresa, fresa, né? Fresa.

E na, na, na, nas duas últimas fotos, na foto K, na foto L, a redução e fixação da parede anterior do seio frontal com o uso de mini placas de 2.0. Aqui já o pós, né? A fotinha do pós, eh, depois de 4 meses, né? No pós-operatório de 10 dias, foi removida a sutura em pele, sem nenhuma queixa álgica relatada pelo paciente, né? E após 4 meses, não foi observada nenhuma complicação ou algum tipo de intercorrência. O paciente, ele apresentava um resultado satisfatório tanto estético quanto nas funções estabelecidas, né? Na fotinha, dá para ver que o narizinho já tá bonito. Ficou, ficou muito bom o caso, né? É, ficou muito bom, né?

Na discussão, anatomicamente, a fratura fronto-nasal, ela tem peculiaridades que são imprescindíveis para a correta estabilização dos fragmentos ósseos e o reposicionamento dos tecidos moles circundantes. As relações anatômicas no tratamento das fraturas precisam ser muito bem observadas, a fim de promover o restabelecimento da correta distância intercantal, nivelamento do globo ocular, além de uma relação de drenagem no seio frontal pelo ducto frontonasal, que se não for restabelecida, pode gerar uma mucocele no seio frontal e uma criação de ambiente anaeróbico com posterior osteomielite e abcesso cerebral.

O acesso cirúrgico que foi utilizado no presente estudo foi o bicoronal, porque ele permite um campo cirúrgico mais amplo para esse tipo de cirurgia, né? Das estruturas anatômicas, eh, facilitando a redução e a fixação das fraturas. O acesso bicoronal, ele tem como vantagem proporcionar uma cicatriz praticamente imperceptível, embora também possua algumas desvantagens, como hipertensão, lesão aero-facial e também podendo causar alopécia no paciente. Uhum. Mas as vantagens são maiores, né?

Segundo o autor, os outros acessos que poderiam ser utilizados nessa cirurgia era o borboleta, o acesso pré-trical e o acesso hemicoronal e supraorbitário. O tipo de fratura naso-orbital etmoidal desse estudo foi o tipo dois, nessa figura aí que tá de amarelinho, né? No qual é uma injúria na qual o entral com minutivo com as fraturas, tornando-se externa à inserção medial do tendão cantal, o qual necessita de um tratamento cirúrgico, uma vez que esse inadequado pode promover as deformidades secundárias e ser difícil tratamento, né? Corrigir essa fratura depois.

Além de restabelecer a função ao paciente, uma das principais razões do tratamento da fratura, né, nesse caso, que o autor quis deixar, é a estética, né? Que a estética, eh, fique bonita no pós, né, da cirurgia.

A conclusão desse artigo é que a fratura naso-órbito-etmoidal, ela é um desafio para o cirurgião, né, visto que a complexidade das fraturas e o seu manejo. O correto diagnóstico associado a um planejamento e um tratamento cirúrgico precoce, ela minimiza as sequelas e proporciona um resultado estético e funcional mais previsível. Nas fraturas naso-órbito-etmoidal, o manejo da região cantal medial, a projeção nasal e o ângulo nasofrontal são de suma importância para alcançar os resultados desejados. A avaliação, bem como tratamento do seio frontal, é de extrema importância, visando a prevenção de possíveis processos patológicos tardios.

É isso, professora. Aqui é, né, o nosso artigo. Eh, eu achei, eu gostei. Para mim, como eu não ainda não participei desse tipo de cirurgia, né, mas eu achei, achei difícil, aham, pelo lendo todo o artigo, né? Entendendo aqui, a gente faz só um resumo, mas é bem complexo, né? Inclusive, eu pesquisei depois, eu vi algumas fotos de, eh, cirurgias malsucedidas, né, da, do fronto-naso-etmoidal, com a pessoa fica com o olho meio vesgo, né, de um lado. Eh, eu vi vários resultados assim. Então, é uma cirurgia, são todas de muita responsabilidade, mas essa eu achei assim, bastante responsabilidade, né? Por causa do globo ocular, né, do ducto lacrimal que pode ser afetado. Então, sim, você tem o seio frontal, você pode ter uma, um comprometimento, né, em termos de infecção local, né? Isso nos nervos, né? Isso aí.

O melhor acesso mesmo é a coronal, tá? Te dá um campo maior de visão, né? Você trabalha com maior, eh, visão de campo, maior segurança. Sa bem, né? Sim, o coronal é o melhor. Tem outros, a gente acessa de outra forma quando você tem algum FCC, algum ferimento já, você entendeu? Aí você pode utilizar aquela área onde você já tem o ferimento para o acesso. Não é o ideal, mas você pode estar. Mas quando não, o acesso coronal é melhor. Sim.

E como que é esse, esse, essa redução cruenta? Que é a redução? Porque como que fala em redução incruenta? É tratamento conservador. Ah, quando ele fala de redução incruenta é quando você não tem incisão, é um tratamento. Pois é, mas eu pensei que a, como é, o autor citou que poderia ser usado essa incisão, mas eu fiquei pensando como que poderia usar se tem tanta fratura, como que não iria abrir? Sim, sim, mas quando você não tem grande deslocamento, você não precisa. Ah, tá. Você entendeu? A gente faz tratamento incruento quando você vê numa tomografia e no paciente existe a fratura, porém não há um deslocamento, tá? Onde você teve um comprometimento funcional e estético. Ah, então você faz a opção por tratamento incruento, conservador, acompanhamento. Quando você já tem um grau de deslocamento significativo e um comprometimento, né, sequela, você não tem o que fazer, funcional, estético, então você realmente tem que abrir, né? Então é o tratamento cruento, através da cirurgia. Hum. Tá. Entendi. Entendeu? Eu fiquei pensando que era seria difícil. Pela, tem alguns casos que a gente pode manter apenas em acompanhamento, desde que não tenha deslocamento, desde que não tenha uma alteração de função. Entendeu? É mais arriscado sem abrir? Não, se você for pouco o grau de fratura e deslocamento, não. Porque se ela cola errada, não, você vai ter um calo ósseo formando na região, tá? Você vai ter ele. A gente só faz incruento quando realmente você tem, na verdade, foi assim, ela não deslocou, ela só abriu. Ah, tá. Entendeu? Uhum. Abriu, não houve deslocamento, movimentação nenhuma, aí você pode fazer incruento. Ah, então tá. Entendi. Tá bom. Tá bom. Obrigada. Muito bom. Imagina. Parabéns. E agora, quem é a próxima? Doutora, agora é Mariana. Vamos lá, Mariana. [Música] Mariana, Mar, ela faz junto com Rafael, né? Isso. Rafael não está na sala. [Música] Mariana, você mandou uma mensagenzinha? Já, já mandei. E quem seria a próxima? Isso aí, não tem mais ninguém, não? Então, Mariana e Zana, e a gente encerra. Tá bom. Uhum. Mas tem alunos que estão devendo, né? Elane, sim, faltar Taí e Gabriela, né? É, Valéria, né? Gabriela, Lisana, você tá por aí? Que a nossa amiga Mariana não tá respondendo, né? Ah, não, ninguém respondendo. Não, ainda não mandei mensagem pra Dzana também. [Música] Oi, professora. Oi. Só falta mais um. É que eu queria ficar por último. Pois é, menina, mas a sua colega Mariana não tá respondendo, então você é a última. Entendeu? Pera aí, deixa eu me organizar para tentar botar na apresentação aqui. Gente, quando vocês, se alguém já tiver acompanhando algum profissional na cidade, né? Vocês podem também fazer a apresentação de casos. Tá? Isso também conta pontos para vocês. Tá? Então, conversem, né, com o colega que vocês estão acompanhando, vejam se ele permite, né, que vocês fotografem um caso, né, a sequência cirúrgica, tá? Para a gente ter apresentação de casos também. Isso pode ser feito tanto no trauma, na oral menor, como na ortognática. Tá? Ninguém vai ficar questionando a conduta do colega, tá? É só pra gente criar uma discussão bacana, né, dos casos que vocês estão vendo, como seria feito pela equipe, para ter uma discussão e ampliar um pouco mais também, né, essa nossa conversa, né, para que a gente tenha uma visão melhor, né, de quais são os tipos de tratamento, o que que a gente deve buscar, qual que é a diferença, porque que o colega fez aquela opção ou não, tá? Então, se vocês quiserem, já vou tentando fazer isso. Viu, professora? Quem acompanha? Oi, desculpa, desculpa te interromper. Eh, já tá liberado para mim para eu conseguir tentar compartilhar a tela? Paloma, tá liberado? Tá. Sim, tá. Tá. Tá. Aí, clica em em screen, né? Isso. E depois na sua área de trabalho. Tá vendo minha tela? Ainda não. Agora sim. Agora sim. [Música] Hum. Abriu o slide aí, gente? Tá. Brito. Ai, toda vez eu me enrolo com isso, só Jesus. E nada deu certo. Aí, ó. Tá dando aí, ainda? Aí, ó. Deu certo. Deu. Pera aí. Abriu, professora? Abriu. Perfeito. Tá. Eu vou minimizar você aqui para eu conseguir ver a escrita. Sim. Tá. Pode começar. Pode começar. Sim. Tá. Então, eu escolhi o tema sobre fraturas, né, unitárias, e o artigo que eu selecionei é sobre as sequelas de fraturas do complexo zigomático-orbitário. E a órbita é uma cavidade óssea que aloja o globo ocular, sendo uma pirâmide quadrangular com o seu topo no ápice orbital, servindo como proteção ao globo. Seu crescimento tende a se finalizar aos 7 anos de idade à puberdade. O arco orbital é composto de um osso cortical denso que protege os conteúdos orbitários e o globo do trauma. Diversos ossos formam a órbita: maxila, zigomático, frontal, etmoide, lacrimal, palatino e os esfenoides. Tais ossos formam a alvéolo protetora do globo. Esses ossos também fornecem as origens dos músculos extraoculares. Os forames, as fissuras para os nervos cranianos e vasos sanguíneos. As paredes orbitárias podem variar consideravelmente em relação à sua espessura. Aí eu coloquei uma imagem aqui para a gente ilustrar essas áreas. E as fraturas dessa região são lesões traumáticas, geralmente causadas por agressão física, esportes ou acidentes. A apresentação mais comum está associada a fraturas zigomáticas complexas. Eu peguei essa imagem que eu achei bem interessante, eh, de uma fratura bem complexa, né, nessa região. E uma classificação importante das fraturas orbitárias são as do tipo blow-out e blow-in. Eu não sei se é assim que se pronuncia, professora. Eh, tá certinho. Tá certinho, né? Então, tipo GL é acontece a explosão da órbita para dentro da cavidade do seio maxilar. Nesse caso, os fragmentos ósseos e tecidos moles ficam suspensos pela mucosa sinusal ou periósteo, fazendo com que o globo ocular fique retraído, puxado para dentro da órbita. Ocorrem após grandes traumas sobre a região da órbita ou zigomático e é mais frequente do que do tipo blow-in. Aí, aqui tem uma imagem ilustrando, né, como é quando acontece, né? E aqui são também algumas, umas sequelas de quando o paciente sofre esse tipo de fratura. Aqui, eh, outra imagem de rosto. E as fraturas do tipo blow-in acontecem a explosão da órbita para dentro da própria cavidade orbital, né, fazendo com que o globo ocular fique sendo empurrado para fora da órbita. São pouco comuns e ocorrem após grandes impactos sobre o zigomático no sentido do crânio ou após implosões sinusais. Eh, um exemplo aqui é quando o ar que entra com grande pressão nos seios maxilares através das narinas, eh, como, por exemplo, numa explosão de pneu próximo à face. O assoalho da órbita quase sempre sofre uma lesão cominutiva na parte côncava central, cuja gravidade varia com a intensidade da força de impacto. A posição do globo ocular é determinada pela integridade dessas paredes e pelos ligamentos que os suspendem. Lesões nas paredes orbitárias e no sistema de ligamentos suspensórios causam deslocamento nos tecidos moles pelas forças da gravidade e retração cicatricial. Em ambos os tipos de fratura de órbita, podemos encontrar os seguintes sinais e sintomas: hematomas periorbitários, edema, enfisema, vermelhidão no olho, exoftalmia (que é a protrusão do globo ocular), enoftalmia (que é o aprofundamento do olho na órbita), cegueira (né, quando acontece o acometimento do nervo ou do canal óptico), diplopia (que é a percepção de duas imagens de um mesmo objeto), sintomas óculo-vagal (bradicardia, hipotensão, náusea, vômitos), epistaxe (eu não sei se é assim que fala também), epistaxe é o sangramento que se origina na mucosa das fossas nasais e dor na região da bochecha, nariz ou dentes, que é a parestesia. As faixas etárias variam, mas o que pode se verificar na grande parte dos casos é que a maior concentração de vítimas encontra-se na faixa de 20 a 30 anos de idade. Nos dias atuais, os traumas estão entre as principais causas de morte, dentre eles o trauma facial é o mais comum. As causas podem ser por acidentes de trânsito, agressões, quedas, lesões relacionadas com esportes e conflitos civis. A grande variabilidade na prevalência relatada é em virtude de fatores como o ambiente, gênero e idade. O trauma facial em relação ao trauma de órbita pode se dividir em fraturas do terço superior, que envolvem o osso frontal e margem supraorbital; fraturas do terço médio, que envolve os ossos nasal, orbital, maxilar e o complexo zigomático, sendo a região da face muito exposta e pouco protegida. As lesões costumam ser bastante graves. Para afirmar o diagnóstico, nosso principal aliado será um bom exame físico. Através dele conseguimos avaliar as assimetrias espaciais, edemas, equimoses, assim como enoftalmia ou exoftalmia. Podemos pedir para o paciente movimentar o globo ocular para os quatro quadrantes, a fim de avaliar o acometimento muscular, nervoso e identificar pequenas fraturas. O diagnóstico definitivo, por sua vez, é feito através de tomografia computadorizada de órbita com detalhada identificação das fraturas. Quando diagnosticada a fratura do complexo zigomático-orbitário, é fundamental tratá-la em tempo adequado. No entanto, pode ocorrer a impossibilidade de tratamento ser efetuado no período ideal, a exemplificar pacientes que não apresentam condições sistêmicas adequadas para a cirurgia. Nesses casos, existe a possibilidade de ocorrer uma sequela, comprometendo uma redução adequada em decorrência da formação de cicatrizes dos tecidos moles adjacentes e má união dos cotos ósseos. Uma abordagem cirúrgica satisfatória dessas fraturas se baseia no acesso aos locais fraturados através de acessos cirúrgicos espaçosos. Em alguns casos, devido à má união dos cotos, se refratam os ossos envolvidos por meio de cinzéis e brocas antes da redução óssea para readequação das dimensões faciais pré-trauma e fixação de placas e parafusos. A falta de uma adequada redução anatômica pode ocasionar o aumento ou diminuição do volume orbital. Em fraturas de órbitas, existem uma série de incisões que devem ser usadas extensivamente para o acesso das bordas orbitais medial, lateral e inferior. As visões realizadas adequadamente oferecem acesso com a mínima morbidade e cicatriz. Os acessos mais comumente usados são aqueles feitos na superfície externa da pálpebra inferior, na parte conjuntival da pálpebra inferior, na pele lateral da sobrancelha e na pele da pálpebra superior. Os acessos através da parte externa da pálpebra inferior oferecem ótima exposição para a borda orbital inferior, o assoalho da órbita e a porção inferior da borda e parede medial da órbita. Muitos nomes são dados aos acessos utilizados para essa intervenção, como blefaroplastia subciliar inferior ou meia pálpebra subtarsal, borda infraorbital, baseados primariamente na posição da incisão na pele da pálpebra inferior. Devido aos sulcos naturais da pele na pálpebra inferior e a finura da pele da pálpebra, cicatrizes tornam-se imperceptíveis com o tempo e não formam queloides. A pálpebra inferior em uma seção sagital consiste no mínimo de quatro camadas distintas: a pele e tecido conjuntivo, o tecido subcutâneo, o músculo orbicular do olho, tarso ou septo orbital e a conjuntiva. A pele é a camada mais externa e é constituída por uma epiderme e uma derme muito fina. A pele da pálpebra é a mais fina do corpo e tem muitas fibras elásticas, permitindo que sejam estiradas durante a dissecação e retração. Vários materiais aloplásticos são usados no reparo de fraturas da parede orbitária. O reparo da fratura orbital que usa malha de titânio proporciona reprodução estável e segura da parede da órbita, enquanto oferece resultados funcionais e cosméticos excelentes, comparáveis com outros materiais aloplásticos. O tratamento visa a recuperação da função do esqueleto orbitário, evitando a desfiguração e alteração da simetria facial, além de devolver precocemente o paciente às suas atividades habituais.

Aqui, professora, tá mostrando, né, um caso do artigo, né? A paciente que ficou com sequela do tratamento inadequado de fratura de órbita, né? O lado direito da paciente tá mostrando a parede orbitária preservada e do lado esquerdo, a presença de comunicação com o seio maxilar por caso dela ter tido uma fratura de assoalho. Aqui, nesse outro caso, né, ele também foi, né, uma sequela após o reparo desfavorável da órbita. E a conclusão é que o tratamento cirúrgico em fraturas de órbita devem ser realizado sem demora, porém, dependendo, né, das condições do paciente, pode ser adiado por meses ou semanas. Entretanto, a demora pode acarretar deformidades secundárias na região orbital, causando alterações estéticas e funcionais no paciente. Professora, ficou um pouco, mas eu achei necessário explicar um pouquinho dessa parte. Não ficou bom. O tratamento, né? Quanto mais tempo leva para você executar, maior o risco de sequela você tem e mais difícil fica para resolver. Sim, professora. Quero voltar para a tela inicial, tá bom? Para eu poder. Aquela, aquele a imagem primeira que você passou ali, tá? É uma Le Fort 3. Depois vai ter aula de isso. Le Fort 3. Ah, de Le Fort 3. É uma disjunção grande facial. Aquela primeira imagem que você gostou. Sim. Essa aqui? Não, não. Que a primeira imagem que você mostrou mesmo. É. Aquela é uma Le Fort 3. Ah, essa aqui? Essa é uma disjunção Le Fort 3. Essa, nossa, essa aqui é uma radical, né? Você já pegou alguma, Doutora? Já. Lá no Pira aparece. Meu Deus. Só no Pira. Jusara, a, no Pira aparece. Tá. Não é tão comum, mas aparece. Mas é muito. Uma blowout, né? Isso. Você tem uma de, meu Deus. Então, quanto mais cedo você faz o tratamento, melhor o resultado. Isso não tem como a gente questionar, tá? E resolver sequela é muito mais complexo. É com certeza. E tem casos que não tem resolução depois, né? Tem. Vai ficar. Todos os casos têm como reverter, assim, por exemplo, tem, mas falar para você que vai ficar idêntico é difícil, né? É porque isso daí, por mais que você devolva o contorno, você vai precisar de enxerto também. É verdade. Tem uma falha óssea ali, não? Ó. E esse aqui, nossa, muito também. Entendeu? Então, realmente, né, o quanto antes, coisa. O quanto antes melhor. É. E a maior incidência das fraturas são sempre nessa região, né? Que fica mais exposta, que tá ali sem proteção. O contato primeiro do rosto é ali no zigomático, né? A pancada sempre vai ali primeiro, né? É o que mais vem. Se a gente tem fratura nasal, né? É uma área que pega bastante. Zigomático e mandíbula, né? É muito bem. Hoje o senhor Laércio não quis falar nada. Ficou quietinho. Tá quieto. [Risadas] Menina, tem mais alguém para apresentar? Cadê a Mariana? Fala, oi Mariana. Aí. Isso. Sei, professora. Se pode apresentar, amor. Eu vou compartilhar aqui a tela. Então, espera aí, só um pouquinho, tá bom? Eh, ô Sandra, acho que tá ficando muito pequeno porque no meu computador eu não consegui colocar. Tá. Você não consegue girar também, né? Vamos tentar. Aí. Maravilha. Eh, o artigo que eu peguei para abordar aqui, a gente fala sobre a influência da cirurgia ortognática na harmonia da face e mostra uma série de casos. Eh, hoje na aula de manhã, eu achei muito parecido tudo que ele, eh, falou pra gente, ele passou pra gente relacionado a esse artigo aqui que eu vou estar discutindo com vocês, tá? Bem. Ok. Então, a cirurgia ortognática é uma opção terapêutica viável no tratamento de pacientes que apresentam deformidades dentoesqueléticas. De acordo com esse artigo, os procedimentos cirúrgicos possibilitam aos pacientes resultados funcionais e estéticos, proporcionando mudança significativa na vida deles. Sendo assim, observamos que esse trabalho teve o objetivo de relatar uma série de casos de pacientes que foram submetidos a cirurgia ortognática, cujo os resultados pós-operatórios demonstraram uma importante melhora na harmonia facial e desses pacientes, o que vem a confirmar que esses procedimentos é um importante instrumento de mudança de vida e possibilitam a eles uma convivência normal na sociedade. Aí eu lembro até de uma foto que o professor mostrou de uma paciente que tinha o, o, o palato lá, eh, aberto, né? Os dentes, eh, bem projetados. Era uma LB, leporina, uma paciente negra. E eu achei assim, isso me marcou muito, como que aquela paciente, ele até citou isso, né? Volta para a sociedade. O quanto que o, o trabalho faz bem, não só esteticamente, funcional, mas para inserir essa pessoa novamente no, no, no ciclo de convivência dela. Eh, o artigo que eu escolhi, eh, fala que todos nós sabemos, eh, das pessoas que se preocupam muito com a saúde e a beleza. Esses estão sempre interligados e fazem parte do cotidiano da população. Desde o tempo dos primórdios, os seres humanos têm buscado formas para melhorar a sua aparência, mesmo que inicialmente isso fosse de forma bastante precária e rudimentar. Com o passar dos anos, o desenvolvimento de pesquisas proporcionou o surgimento de uma nova tecnologia e novas técnicas cirúrgicas, visando, eh, possibilitar aos pacientes resultados extremamente benéficos. Eh, e nos dias de hoje, tanto em termos de função quanto estética. Nesse sentido, a cirurgia ortognática é uma opção terapêutica viável no tratamento daqueles pacientes que apresentam deformidades dentoesqueléticas, possibilitando alcançar resultados funcionais e ao mesmo tempo proporcionam também uma harmonia facial satisfatória. Esses procedimentos cirúrgicos têm mostrado extremamente eficientes, vindo a ser aplicados na correção das mais diversas deformidades dento-sociais encontradas na população, sendo um motivo de estudo de mais diversas partes do mundo. Sendo assim, o objetivo do trabalho foi relatar casos clínicos de pacientes tratados com cirurgia ortognática na área da cirurgia bucomaxilofacial da FOP Unicamp, procurando enfatizar a importância desse procedimento na melhora da harmonia da face. Então, o, o relato de casos. No caso um, de uma paciente do gênero feminino, de 19 anos de idade, com queixa de excesso de mandíbula e dificuldade na alimentação. Durante a análise facial, pode-se observar que ela apresenta o perfil de classe III, devido a deficiência ântero-posterior de maxila e prognatismo mandibular. O planejamento envolveu a realização de cirurgia ortognática, sendo assim realizado o avanço e a intrusão da maxila com o giro do plano oclusal, eh, no sentido horário e recuo da mandíbula, resultando na correção da deformidade esquelética apresentada pela paciente. Ao mesmo tempo, obteve um excelente resultado em termos de harmonia facial, possibilitou a melhora da qualidade de vida desta paciente. Aí eu tenho uma imagem aqui, a gente vê nitidamente, né, a maxila bem projetada e o resultado que ficou muito bom. Discutido nesse artigo. Eu gostei muito. Então, fala aqui que o aspecto facial pré-operatório observa a inexistência de harmonia entre os terços da face, bem como o prognatismo mandibular e deficiência ântero-posterior de maxila. Aspecto facial pós-operatório observa a melhora da harmonia facial, bem como a existência da harmonia entre os terços da face. O segundo caso, uma paciente RJ, do gênero feminino, de 18 anos de idade, queixa o fato de não gostar do seu rosto e ser vítima de discriminação em locais públicos. Na análise facial, pode-se notar que ela apresenta um perfil facial de classe II com excesso vertical de maxila, que resulta na exposição gengival e deficiência ântero-posterior de mandíbula. O planejamento envolveu a realização da cirurgia ortognática, sendo realizado avanço e intrusão de maxila com giro do plano oclusal no sentido anti-horário e avanço da mandíbula, resultando na correção da deformidade esquelética apresentada pela paciente, bem como uma significativa melhora na harmonia facial e possibilitando a ela um convívio normal em sociedade. Eh, essa foto aqui, né? Eh, a gente viu que não tinha o que fazer, era realmente uma cirurgia. E eu gostei muito do pós-operatório dela. O aspecto pré-operatório observam um excesso vertical da maxila, resulta em exposição gengival em repouso, que a paciente apresenta, e o retrognatismo mandibular. Aspecto pós-operatório observa a mudança proporcionada pela cirurgia ortognática, de forma a proporcionar a correção da deformidade esquelética e ao mesmo tempo que possibilita uma harmonia da face adequada, uma harmonia facial bem adequada. Melhorou muito esse caso. Quase esse caso aqui. O terceiro caso é uma paciente do gênero feminino, de 33 anos de idade, com queixa de dificuldade de respiração e deficiência de mandíbula. Durante a análise facial, pode-se notar que ela apresentava um perfil facial de classe II devido ao retrognatismo mandibular, e que veio causar uma dificuldade respiratória. O plano de tratamento envolveu a realização de cirurgia ortognática, sendo executado avanço de mandíbula por meio da técnica de osteotomia sagital bilateral, proporcionando melhora da respiração, aumento do comprimento mento cervical, bem como importante melhora na harmonia da face da paciente, resultando numa aparência muito mais jovem e melhora na sua autoestima. Vamos acompanhar esse quadro e a paciente até rejuvenesce. Olha só, com essa cirurgia. Então, fala aqui que o aspecto pré e pós-operatório da paciente que foi submetida a cirurgia ortognática observa-se um avanço, observou um avanço mandibular, resultando na melhoria respiratória e na estética facial do paciente. E todos esses três que a gente comentou agora, a gente vê a melhora não só na estética, mas também funcional. E o quarto caso, uma paciente do gênero, um paciente do gênero masculino, 35 anos de idade, fez dificuldade de alimentação e respiração e deficiência de mandíbula. Na análise facial, pode-se constatar que ele apresenta perfil classe II devido a retrognatismo mandibular acentuado, resultando em aparência facial envelhecida. O planejamento realizado envolveu a realização de avanço da mandíbula por meio da técnica de osteotomia sagital bilateral, resultando em melhora da oclusão, respiração, bem como melhora na harmonia total da face, de forma a deixar a face do paciente com traços muito mais masculinos, ao mesmo tempo que rejuvenesceu sua aparência e melhorou sua autoestima. O aspecto apresentado na imagem, eh, pré e pós-operatório do paciente que foi submetido a cirurgia ortognática, nota avanço mandibular, proporcionou traços sociais do gênero feminino, caracterizando mais ele e, consequentemente, a ISO, a melhora da estética. Então, a discussão desse artigo. Vamos acompanhar aqui que os benefícios da cirurgia no tratamento desses pacientes que apresentam as deformidades, eh, dentoesqueléticas são extremamente fundamentados. No dia de hoje, os estudos demonstram que esses benefícios vão desde a melhora da oclusão, mastigação, fonação, respiração, sintomatologia dolorosa em articulação temporomandibular, estética facial e até mesmo a inserção do indivíduo no convívio com a sociedade, tornando-se esse procedimento um importante instrumento na melhora de qualidade de vida de muitos pacientes. Nesse sentido, os casos clínicos relatados nesse trabalho vão ao encontro ao benefício proporcionado pela cirurgia ortognática. Antes da realização da cirurgia, esses pacientes relatavam dificuldade de convivência em sociedade, sendo vítimas de discriminação em ambientes públicos e até mesmo dentro da própria família. A realização do procedimento cirúrgico proposto proporcionou não só a correção da queixa funcional desses pacientes, mas também desempenhou um importante papel na harmonia facial destes, vindo a melhorar de forma significativa sua autoestima, permitindo-lhes uma convivência normal em sociedade. Esses resultados são corroborados pelo estudo realizados por essas pessoas aqui em 2009 e em 2010, nos quais, de acordo com eles, a maioria dos pacientes procuram uma cirurgia ortognática devido a queixas funcionais, embora o lado estético proporcionado pela cirurgia tenha a fundamental importância no cotidiano desses pacientes. Concluindo que as possibilidades terapêuticas da cirurgia ortognática visam o tratamento daqueles pacientes que apresentam discrepância entre a base óssea, tanto no sentido ântero-posterior quanto transverso, podendo esses pacientes apresentar um perfil facial de classe 1, 2 ou 3. Atualmente, diante dos excelentes resultados estéticos funcionais que podem ser alcançados com a realização da cirurgia ortognática, bem como a familiarização dos ortodontistas com esses resultados, a realização do tratamento ortodôntico visa a chamada compensação ou camuflagem e tem sido avaliada com cautela em muitos casos, fazendo com que a cirurgia ortognática ganhe cada vez mais espaço, cada vez que os cirurgiões bucomaxilo se dispõem de métodos, técnicas e materiais que tornam uma cirurgia ortognática mais previsível e segura, proporcionando a estabilidade de resultados alcançados a longo prazo. Diversos softwares são disponíveis no mercado para auxiliar no diagnóstico, planejamento e tratamento das mais diversas situações clínicas que podem ser encontradas, eh, devido aos profissionais se aperfeiçoarem no sentido de utilizar as tecnologias para proporcionar resultados clínicos mais adequados. A cirurgia ortognática proporcionou mudanças significativas na harmonia da face dos pacientes, possibilitando mudanças expressivas nos indivíduos e um convívio normal, vindo a confirmar os resultados de outros trabalhos encontrados em outras interativas. E assim eu concluo aqui. Eh, professora, você bem que a cirurgia ortognática ela muda totalmente, né, a face do paciente, né? Você tem uma correção funcional e estética ali muito grande, né? Muitos pacientes, é assim, um sonho a realização dessa cirurgia, né? Eles têm uma deformidade que realmente, né, eles são vítimas de bullying, né, uma autoestima baixa. Você vê que depois que alguns pacientes, depois que fazem cirurgia ortognática, são outras pessoas, né? Eles mudam totalmente. E uma coisa que foi, que foi acordado muito hoje de manhã, que para mim, realidade, é realmente, eh, é isso mesmo que o professor falou e para mim fica muito claro que a harmonização, ela veio para ajudar, mas tem casos que ela não vai resolver, que são esses pacientes, por exemplo, que eu mostrei na imagem aí, que não teria produto que, que ou prótese que melhorava de forma significativa quanto a cirurgia ortognática, onde ela consegue trabalhar ali a maxila, a mandíbula e trazendo muito mais proporção. Eh, trabalho muito com harmonização, acredito que ela, ela mudou muito, muda muitas vidas, mas eu não acredito que ela seja para todos os casos. E que a gente tem importância da ortognática, é isso que muitos que a gente tem que frisar bem, né? Que assim, há casos e casos, né? Então, alguns casos, sim, pequenas compensações, né, você consegue, né, uma harmonização, né? Mas casos assim, né, que são, eh, deformidades grandes, não, não adianta, né? É meio ilusório, né, do paciente achar e até o profissional passar uma ideia dessa, né? É realmente a cirurgia ortognática ainda que tem que ser feita, né? A gente vê uma relutância muito grande às vezes em ortodontista indicar cirurgia ortognática, paciente aceitar por medo, entendeu? Então, ele buscar algumas alternativas, desde que ciente que não são curativas, né? Tudo bem, mas ele tem que estar ciente disso, né? O profissional, por exemplo, falar, olha, eu consigo até tal ponto, né? Mas isso não vai resolver, né? Não é resolutivo, né? E isso eu concordo muito, porque às vezes o profissional, ele não tá habilitado também visualmente para passar essa informação, às vezes ele tá habilitado para acreditar que aquele, uma outra técnica ou a técnica que ele faz vai resolver. E, mas eu, eu concordo totalmente com você, que isso fique claro pro paciente, que a gente tem limitações e que para um resultado mais duradouro, como disse aqui no estudo, teria que ser a cirurgia ortognática. Então, a gente já vem, por exemplo, pacientes que vêm de orto com compensação, né? E você já viu e falou assim, poxa, mas isso quer dizer que eu usei aparelho dois anos ou três, ou até mesmo, e não é, não resolve, eu tenho que fazer a cirurgia. Então, você já vê que assim, já vem assim, eh, chateado, né, aborrecido, né? Porque ele vem buscando uma resolução. Sim. Sim. Mas isso muda completamente a vida do paciente. É muito bacana de ver, sabe? A gente vai vendo a mudança, né? Autoestima do paciente, é uma outra pessoa, gente. Vocês veem isso também na harmonização, né? Sim. É uma área boa. Eu costumo, é, eu costumo igual falar com com os pacientes que isso, eh, abre porta. Não é que a porta tá fechada, mas às vezes a pessoa, ela, ela não tem confiança de atravessar aquela porta por conta da imagem dela. Sim. E a gente, eh, e a nós, como cirurgiões, poder proporcionar um resultado como esses aqui, ó. O segundo caso é muito. Olha só. E é triste quando você pega, por exemplo, pacientes jovens, né? Ah, que abala muito, né, psicologicamente, né? Mas é um bom artigo. Eu lembro que quando você colocou, falei assim, nossa, legal, gostei. Professora Sandra, eu termino por aqui. Esse é o meu trabalho. É a minha dupla é o Rafael, tá bom? Obrigada, viu? Boa apresentação. Obrigada. Tem mais alguém para apresentar? Paloma? Não. Doutora, acabamos por aqui hoje. Tá bom. Então, tá, gente. A gente nos veremos amanhã, tá? 8:30, tá o início da aula, tá bom? Bom descanso a vocês. Obrigada, professora. Um beijo. Tchau, tchau. Até amanhã.