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Porque tem gente que nunca escova os dentes e não tem cárie. Olha, essa aí é difícil, hein?
Porque tem gente que parece que tem uma facilidade para ter cárie, né? A pessoa escova os dentes e faz toda a higiene e mesmo assim tem cárie com facilidade. Agora, tem outros que nem se escovam e não têm cárie. Existe isso?
Existe. Existe isso.
É uma pergunta.
O que que é genética? É tendência. O que que é?
É isso aí. É uma pergunta clássica e muito legal, né? Que às vezes você tem esse quadro que você tá citando dentro de uma mesma família, por exemplo, né? Então a gente recebe fala: "Nossa, esse meu filho aqui, ele nunca escova o dente, nunca vi escovar." Chega aqui, não tem nada para fazer. Ah, minha filha, em contrapartida, escova três vezes por dia, passa fio dental e vem aqui e tem cárie, né? É interessante.
Tem um fator genético, tá? Que você pode herdar até dos avós e assim por diante. Mas tem também algo que a gente fala muito, que é a qualidade da saliva. A nossa saliva, ela tem classificações, então ela tem algo chamado de capacidade tampão. A capacidade tampão da nossa saliva tem a ver com o pH da nossa saliva e a capacidade que ela tem de neutralizar os ácidos da boca logo após a ingestão de alimentos. E isso tem variação de indivíduo para indivíduo.
Então, tem pessoas que têm uma capacidade de tampão alta e isso você consegue mensurar no consultório num teste de saliva. E tem pessoas que têm a capacidade de tampão baixa. Então, o que acontece? A pessoa come um doce, come até um, pode ser um alimento normal mesmo, dentro de 20 minutos a saliva ela neutraliza por completo a parte ácida, transforma aquilo tudo em alcalino, já faz a pré-digestão para depois o estômago dar sequência nisso. E tem pessoas que não consegue neutralizar de uma forma eficaz e acaba que aqueles ácidos comprometendo a saúde dental.
Uhum. Então, boca ácida é local propício para desenvolver, né? Então, a bactéria precisa do meio ácido para desenvolver. Então, a placa bacteriana, né? E a mesma coisa, você tem pessoas que normalmente a pessoa que tem muita cárie, tem a boca ácida, ela tem, por exemplo, pouco tártaro. É muito interessante. A pessoa que tem mais tártaro, ela normalmente tem menos cárie.
É mesmo?
Porque ela tem o pH da saliva mais alcalino, tem mais chance de formar cálculos, né?
Olha só.
Então é interessante.
Doutor, e uma pergunta. Essa fita que dá na língua e às vezes na boca pode ser do estômago, mas também pode ser da má higiene, né? Ou não?
Pode ser de má higiene, mas normalmente as afitas recorrentes, úlceras bucais, pode estar associado a problemas gástricos, né? Isso tem bastante.
Não é só higiene bucal?
Não, tem bastante relação. Porém, lembrando sempre que a afita também ela pode vir por uma baixa da imunidade. Então, às vezes, uma baixa na imunidade, um pré-resfriado, uma gripe, antes de uma infecção, pode manifestar afitas na boca também. Então é importante, ela é multifatorial também.
Doutor, eu ouvi um comentário aí sobre o senhor, um comentário bom, [roncando][risadas] né? Mas que o senhor não era só dentista, era quase um escultor que faz obra de arte nos dentes, [risadas] né? E nos conta um pouquinho sobre a questão estética, porque o senhor trabalha muito na questão estética, né, dos dentes, né, de fazer verdadeiras obras de arte, né, nos dentes, porque a gente sabe que tem todo tipo de profissional, né, e tem bons profissionais, tem os maus profissionais, mas tem gente que tem um nível de qualidade, né, no trabalho dos dentes, que é de encher os olhos, né, como se diz. Nos conta um pouquinho como que o senhor aprimorou isso ao longo dos anos, né, se tornando uma referência nesse
Foram dois pontos, acho que mais importantes para ter esse destaque nessa área de estética, foi que além da odontologia, eu tive a oportunidade desde formado de estar dentro de um laboratório de prótese, que é o responsável pela confecção realmente dos dentes, daqueles dentes que a gente entrega. Por ter tido essa vivência e desde o início da minha carreira, quando tivemos a rede de clínica, nós tivemos um laboratório com 50 pessoas trabalhando, fomos mais a fundo ainda. Eu acho que isso deu uma visão muito ampla da especialidade de estética e que hoje nos traz esse resultado incrível. Então, a gente consegue aliar tanto a parte da confecção quanto a parte técnica necessária para realizar dentro da clínica.
Uhum.
E é por isso que hoje a gente tende a quê? A individualizar os trabalhos, né? Cada paciente recebe o dente de acordo com a sua fisionomia, cor de pele, até cor de olhos influencia na nossa escolha, na nossa indicação, respeitando, lógico, tudo aquilo que o paciente também opina sobre o caso dele.
Entendi. Como acabar com a sensibilidade nos dentes? Porque olha, essa questão aí da sensibilidade, por exemplo, uma água gelada, um picolé, sente aquela sensibilidade nos dentes muito forte. Tem até algumas cremes dentais agora que eles dão uma inibida um pouco nisso, né? Mas mesmo assim sente. Eu, por exemplo, tenho muita sensibilidade nos dentes, né? Então, toma uma água muito gelada, uma coisa muito gelada, coloca nos dentes, sente uma sensibilidade maior, né?
Você sabe que da pandemia para cá aumentou muito os relatos sobre hipersensibilidade dentinária. Então, tem vários fatores que acometem hoje, que a gente já sabe, mapeados pela ciência, que fazem com que a gente desenvolva essa hipersensibilidade. Um deles, hoje muito forte é o apertamento dos dentes. O ranger e o apertamento dos dentes facilita com que você desenvolva uma hipersensibilidade. É corrosão, boca ácida, a ingestão de alimentos muito ácidos. Então, fica a dica, ter o controle desses alimentos.
Então, muitos suco de limão, suco de laranja, em frequência alta e grandes quantidades podem acarretar hipersensibilidade e, e que mais? Perda da estrutura do dente. Então, pessoas que são que têm refluxo, têm muita hipersensibilidade também. Então, tem vários fatores atrelados à hipersensibilidade. É, é, hoje é muito difícil você identificar e isolar esse diagnóstico. Então, a gente trata como um todo, tratando todas essas hipóteses quando elas são identificadas. Mas hoje a gente tem tratamentos fantásticos. Temos produtos que agregam na clínica, por exemplo, que podem ser ministrados com o paciente, que ajudam muito. Temos os cremes dentais que também auxiliam bastante no dia a dia. Mas, por exemplo, hoje a gente tem uma tecnologia na clínica que é o laser de alta potência. Ele tem a capacidade de realizar uma remineralização do esmalte, então de obliterar os canalículos que a gente tem nos dentes e realmente cessar essa sensibilidade.
Mas cessa completamente?
Completamente.
Completamente. Tá realizando as aplicações necessárias completamente. Fica aqui um convite, pô.
Olha só, viu?