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As Roupas da Mulher Cristã: O Que Posso Vestir?

Fé e Tulipas55:25

Transcription

Você já teve dúvida sobre como deve ser o guarda-roupa de uma mulher cristã? Ou talvez de não saber como aplicar os princípios bíblicos de modéstia na prática? Então, a conversa de hoje vai ser para sanar todas essas dúvidas e, com certeza, te equipar na palavra de Deus.

Hoje, nós vamos estar conversando com a Camila Rebeca sobre o livro dela, "As Roupas da Mulher Cristã". Eu tenho certeza que essa conversa vai ser uma bênção na sua vida. Você vai poder conhecê-la e conhecer o livro dela. Tudo aqui na descrição. Espero que você aproveite. Pega o seu café ou um chá e vem com a gente.

Camila, muito obrigada por estar aqui com a gente hoje. Ai, uma alegria muito grande, Rebeca, estar aqui com você. Quase acompanhou e vão acompanhar nossa conversa, é uma alegria enorme. Uma alegria para mim, eu tenho certeza que vai ser uma bênção para todas as moças. Como eu estava te falando antes, o seu livro foi uma bênção para mim. Eu vi tantas verdades preciosas ali que precisam ser levadas adiante. E para todas as moças que quiserem ver mais, tá aqui na descrição o link do livro da Camila. Pra gente já ir começando, antes de eu já entrar no conteúdo do livro, você pode compartilhar um pouquinho com a gente sobre quem você é, o que você faz?

Sim, posso sim. Então, meu nome é Camila Rebeque, sou esposa do William Teixeira. Nós temos três filhos: a Ana Maria, o João e o Paulo, que vai nascer daqui a algumas semanas, se Deus quiser. Nós somos membros da Igreja Batista Reformada de Francisco Morato, aqui em São Paulo. Meu esposo é pastor auxiliar nessa igreja e ali que nós servimos ao Senhor com a nossa família da fé desde 2013. Também nós temos o ministério de tradução de literatura cristã, que se transformou numa pequena Editora Batista Reformada Confessional, chamado Standarte de Cristo. E nós temos também servido ao Senhor nessa área de literatura cristã desde que eu casei em 2016. Eu deixei de lado uma carreira profissional e acadêmica na área hospitalar, sou terapeuta ocupacional por formação, para que eu pudesse me dedicar à minha família, aos meus filhos, ao meu lar, auxiliar agora meu marido também, que se tornou pastor, nas demandas do ministério pastoral. E também ajudo ele nas horas vagas com traduções ainda. Mas minha principal missão tem sido ser do lar, mãe, criar nossos filhos e ajudá-lo nas demandas que têm surgido na vida dele.

Então, conta pra gente um pouquinho sobre o que que te motivou a querer escrever sobre a questão de modéstia, mulher cristã, o seu guarda-roupa, o que que tá por trás?

Sim, Rebeca, tem muita coisa por trás. O Senhor tem, aos poucos, trabalhado essa questão na minha vida, esse desejo de conhecer mais qual é a vontade de Deus, o que que a palavra do Senhor ensina nessa área. E eu remeto lá à minha conversão. Eh, por um lado, infelizmente, eu não tive, não cresci no lar cristão, então não tive instruções bíblicas. Então, eu era moralmente correta, mas eu vivia na prática de muitos pecados grosseiros. Então, me converti já adulta, com 22 anos. Então, quando o Senhor me alcançou pela graça dele, eu já tinha todo um histórico de muitos pecados. Eu me vestia completamente de forma mundana. E quando o Senhor me converteu, uma das primeiras coisas que o Senhor me alertou foi isso, que eu deveria ter uma vida nova, transformada, diferente. E aquelas roupas que eu achava normais, eu comecei a ter nojo, vergonha daquelas roupas. Eu olhava para aquelas calças, aqueles vestidos curtos, apertados, eu falava: "Nossa, isso não, não, não dá mais para usar. Eu não acho mais normal." E eu lembro que teve um dia que eu abri meu guarda-roupa e eu comecei a chorar, porque eu falei: "Senhor, me perdoa, porque eu fazia tudo isso na minha ignorância, com desejo de ser amada, desejada, cobiçada, despertar aquilo que hoje eu sei que é pecado em outras pessoas." Então, aos poucos, o Senhor foi transformando, eh, muitas dessas práticas que eu achava normais. E uma delas foi meu guarda-roupa. Foi mudando. E as pessoas ao meu redor começaram a achar estranho eu começar a me vestir de forma mais, eh, escondendo um pouco mais o meu corpo. Mas, e foi o primeiro impacto que o Senhor me trouxe foi na conversão. Então, eu tive já repulsa e nojo daquilo que para mim era normal antes. Com pouquinho tempo de convertida, eu fui também questionada a respeito do uso de batom e brincos. Então, nós fomos, recebemos alguns irmãos em nossa igreja e questionaram: "Se vocês são cristãos, por que vocês usam batom e brinco?" E eu me vi levada à palavra do Senhor de novo. Eu falei: "Será que eu tô pecando contra Deus?" Eu era nova convertida e eu fui estudar na palavra do Senhor o que que ele tinha a dizer a respeito de adornos, de vestes. E esse caso em específico me chamou atenção. Não é que todas as pessoas que têm essa preocupação, esse zelo, elas vão ir para uma apostasia, mas nesse caso específico, a moça que me perguntou acabou depois apostatando da fé, publicando fotos de biquíni no Facebook. E o Senhor me trouxe à memória um versículo, por conta da situação, que quando Paulo fala que a religiosidade, ela, ela meramente exterior, ela não tem poder contra as paixões da carne. E aquilo me deixou assim tão preocupada. Eu falei: "Senhor, como é difícil a gente ter um equilíbrio da tua palavra a respeito de como nós devemos viver. Se nós nos importamos com coisas tão pequenininhas, esquecemos que o mal está no nosso coração. Como nós somos tendentes a cair, mesmo da fé, deixar a tua graça e esconder, muitas vezes, por meio de uma religiosidade vazia, nos esconder por meio de legalismo." Então, eu vi que tanto a libertinagem que eu vivia quanto o legalismo, muitas vezes, são perigosos e impedem a verdadeira santidade, a verdadeira obediência ao Senhor. Então, foi mais um evento marcante para mim, o caso dessa moça. E o último que me fez realmente parar e escrever sobre a questão da modéstia, das roupas, foi eu estar grávida da minha primeira filhinha. Então, quando eu soube que era uma menina, o Senhor começou a me despertar para estudar mais sobre feminilidade, sobre o que o Senhor requeria de mim como uma mulher cristã. Eh, porque eu sabia que eu teria um compromisso não somente pessoal, mas também de discipular uma alma eterna, uma menina que eu gostaria que fosse uma mulher para a glória de Deus. Então, comecei a estudar sobre esse tema. E eu vi que a modéstia, a questão das roupas, elas vão além daquilo que é aparente, mas ela alcança o nosso coração. E aquele assunto começou a me despertar o desejo de conhecer o que que as palavras queriam dizer no original, o que que o Senhor queria transmitir na sua palavra por meio daqueles ensinos tão preciosos que estão ali, irmã, de Gênesis a Apocalipse. O Senhor tem algo a nos ensinar sobre como nós devemos viver. É a nossa única regra de fé e vida. Nosso coração não é um bom árbitro em relação a nada em nossas vidas, inclusive sobre o modo como nós devemos nos vestir para a glória de Deus.

Uhum. E isso que você falou é tão central, Camila, que realmente, de Gênesis a Apocalipse, a gente vê começando e terminando o ciclo de roupas, né? Assim, Deus criando as roupas e depois as roupas glorificadas com as vestes limpas pelo Cordeiro. E a gente pensa, é óbvio que esse é um assunto que é tão ligado à vida cristã, não tem como dissociar, né?

Exatamente. Muitas vezes, Deus usa eventos históricos e literais para nos mostrar verdades espirituais. Ele usa roupas para nos mostrar qual é a função das roupas. E ele usa, por exemplo, a questão de Gênesis, né, lá com Adão e Eva, quando ele vai falar que nossas justiças, eh, são trapos imundos, também são roupas. Quando ele vai falar dos santos glorificados, estão ali com vestes de linho finíssimo, branquíssimo. Então, de Gênesis a Apocalipse, o Senhor tem muito a nos falar a respeito desse assunto. E é lá que a gente vai ter essa segurança, essa certeza de que nós não estamos nem sendo liberais demais, libertinas, usando mal a nossa liberdade, nem sendo legalistas. Nós vamos estar obedecendo simplesmente ao nosso Deus.

Uhum. E você falou a palavrinha que era da minha próxima pergunta, da questão de que, a gente sabe que na vida cristã existem aquelas coisas que, como o apóstolo Paulo estabelece, né? Assim, fazem parte da liberdade cristã, comer ou não comer carne. E no exemplo que ele dá em Romanos. E muitas vezes, às vezes, a gente acaba entrando por um caminho errado quando a gente pensa que as roupas também fazem parte dessa categoria de "Ah, alguém gosta de se vestir com modéstia, mas aquela irmã, ela não gosta, e tá tudo bem". Mas não é assim que funciona. A Bíblia não dá esse ensejo. Você pode compartilhar um pouquinho com a gente, Camila, sobre como que a gente tem que entender essa questão da liberdade cristã, a questão das nossas roupas, e qual que é o entendimento bíblico de que roupas não estão na categoria da liberdade cristã?

Sim. Então, irmãs, primeiro, eu gosto muito de definir termos. Às vezes, a gente fala de modéstia e uma irmã entende que é um estilo simplesmente, ou algo que tá ligado simplesmente a roupas, ou algo que é ser basta ser um pouco brega, cafona, que eu já vou estar sendo modesta. Então, cada um pode ter uma definição. É muito bom você estudar a Bíblia com um bom dicionário nas mãos, com várias, eh, versões bíblicas que sejam boas, que sejam fiéis, para que você possa ir comparando as versões, as traduções, para que você possa ter um entendimento mais iluminado daquilo que Deus quer ensinar. Então, gostaria de perguntar, fazer vocês pensarem. Eu vou dar uma definição que é de um dicionário bíblico sobre modéstia. E eu quero que vocês pensem se isso pode fazer parte de uma escolha, se é opcional para cristão ou não. O Webster, eu gosto muito desse dicionário. Ele vai falar que a modéstia é uma moderação que acompanha uma estima humilde do nosso valor e importância. Consiste numa uma atitude humilde, discreta e decente, em oposição à ousadia, presunção, arrogância e altivez. Nas mulheres, é um sinônimo de pureza e castidade na mente, nas ações e nas vestes. Nesse sentido, ela resulta de pureza da mente, do temor, da vergonha, e é fortalecida pela educação e princípios. E finalmente, ele vai falar que a modéstia não fingida é a nossa coroa, a nossa joia mais preciosa. Agora, pensando na modéstia como algo que reflete pureza, humildade, castidade, um senso de vergonha, de temor de pecar contra Deus, e de um senso de preocupação com o nosso próximo, será que isso é opcional para a mulher cristã? Será quando Deus fala que nós devemos ser decentes, nos vestir de modo, eh, com pudor, de modo modesto, será que eu posso dizer: "Ah, não, não quero, não, de maneira alguma"? A gente também tem que entender qual é essa liberdade que Cristo nos libertou. Cristo nos libertou, irmãs, verdadeiramente da culpa do pecado, do poder do pecado, da condenação do pecado. Mas essa liberdade, ele nos livrou de todos os nossos inimigos para que nós possamos ser servas de Deus. Eu não sei se você sabe, mas lá quando está escrito "servas", eh, a literalmente uma escrava de Cristo. Nós não pertencemos mais a nós mesmas. Nossa vida foi comprada. Deus, quando veio até nós para nos salvar, ele não nos veio melhorar, nem o nosso estilo, nem melhorar o nosso caráter, nem melhorar o nosso coração, mas ele veio nos destruir. Ele veio para que nós morrêssemos para nós, para que vivêssemos em novidade de vida, uma vida que é, eh, eh, caracterizada por ser uma vida de servas, uma vida de pessoas que obedecem ao Senhor. Então, a questão da modéstia, como nós vimos por essa definição, não é opcional para cristão. Não existe cristão que pode falar: "Não, não quero ser modesta." Não é uma questão de liberdade, ou então definir a modéstia por si mesmo, mas tem a ver com essa questão de humildade, decoro, de pureza. E isso reflete a obra de graça, a obra de salvação que aconteceu na vida de todo o cristão. Então, não é opcional, é uma questão de obediência. E nós temos preceitos na palavra de Deus, ensinos claros e ordens claras na na palavra de Deus. Isso que eu queria que as irmãs entendessem, que quando Deus fala na palavra, não são conselhos, são ordens, são mandamentos. E são mandamentos de um Pai, são mandamentos de um Salvador que nos comprou com seu sangue, que nos purificou dos nossos pecados, que nos limpou para que nós não fôssemos livres daquela liberdade que quem tem filho sabe, se nós deixássemos nossos filhos livres, eles caminhariam para a morte, né? Eles fariam tolices e morreriam pela sua buscando a sua própria liberdade. Mas quando Deus nos liberta da escravidão de Satanás, do pecado e de nós mesmas, é para que nós possamos ser escravas dele e possamos servi-lo todos os dias de nossas vidas em santidade e pureza. Quem usa de liberdade cristã ou desse pretexto está destruindo completamente a liberdade cristã evangélica.

Uhum. Que é nesse sentido de que Cristo nos libertou da condenação, da culpa e do poder do pecado, e nunca para que vivamos conforme aquela regra do mundo: "Meu corpo, minhas regras" ou "A vida é minha, quem manda em mim sou eu". Não, nós somos escravas de Cristo, irmã. Então, a modéstia, finalizando, não é uma questão opcional de liberdade, mas é uma questão de obediência à palavra do Senhor.

Isso é tão precioso, Camila, porque querendo ou não, quando a gente fala sobre modéstia, entra, digamos assim, nesse pacote, a questão também das fotos que a gente posta em rede social. E muitas vezes, sejam feições, né, que muitas vezes não com uma feição que uma mulher cristã deveria estar transparecendo, a aparência em si, às vezes de um exagero. Eh, já já a gente vai conversar mais sobre isso, né, Camila, sobre os outros pontos que estão dentro da modéstia. Mas também um alerta pra gente estar tendo, né, que não é só uma questão de "Ah, eu gosto de postar foto desse tipo e eu tenho liberdade cristã para fazê-lo". Não é assim que funciona. Como você falou, também é uma coisa que existem preceitos claros na palavra de Deus, e nós devemos obedecer a Deus. E a obediência é a verdadeira liberdade, né? A questão da gente ver que Deus nos liberta para que nós possamos obedecer. E a obediência tem recompensas reais. E a mesma coisa na modéstia. Quantas vezes a gente vai fazer, ainda mais no começo de caminhada cristã, em algum momento que possamos estar mais fracas, mas no momento que a gente escolhe obediência, nós vamos cultivar e colher recompensas maravilhosas da parte de Deus, né?

É verdade. Quando nós buscamos agradar somente um, somente o Senhor, nós vamos encontrar a verdadeira satisfação. Porque, na verdade, se nós estamos em busca de mais curtidas, comentários, elogios da parte dos homens, né, isso revela assim que o nosso coração não está tão reto diante de Deus quanto deveria, não está tão voltado pro Senhor quanto deveria, que nós estamos nos identificando muito com o mundo, né? Então, deve haver uma diferença. Quando alguém olhar para você, tanto na sua escola, na faculdade, na igreja, mesmo nas redes sociais, a pessoa precisa saber: "Essa pessoa não é desse mundo, ela é diferente." Porque, de fato, nós somos diferentes. O Senhor nos fez novas criaturas. Isso deve estar constantemente conosco, porque o mundo nos acedia dizendo que é normal, que não tem problema. Eu gostaria de indicar para as irmãs para lerem o capítulo três de Isaías. Ali, o Senhor vai falar como ele odeia a altivez das mulheres, que se manifestava nisso. Elas estavam nas praças, eh, com perfumes, usando das roupas, dos calçados, dos enfeites, dos adornos para manifestar a sua altivez. E ali, o Senhor está falando como ele odeia essas coisas. E hoje, a gente tem a versão moderna, que são as redes sociais, né? Então, ali nós ostentamos, nós somos extravagantes, muitas vezes. Mas Deus odeia essas coisas, porque elas são o completo oposto daquilo que ele está trabalhando na vida do seu povo.

Uhum. As praças estão ao alcance da nossa mão agora, estão bem pertinho. Então, você tinha falado uma coisa, né, Camila, sobre a questão de que Deus dá preceitos claros, de que a gente sabe, o nosso Deus, ele não vai nos dar ordens abstratas que nós não consigamos entender. Mas, pelo contrário, ele nos ensina, molda para nós o exemplo na palavra dele. Ele nos deu vários exemplos de mulheres que viveram de uma forma piedosa, se portaram, se vestiram, se adornaram de uma maneira que glorifique a Deus. Então, você pode compartilhar com a gente um pouco, Camila, sobre isso? E eu amei o checklist que você coloca no seu livro, que eu achei ele tão prático, tão facinho da gente entender. Você pode compartilhar com a gente?

Sim. Então, esse checklist, ele é bom porque ele vem diretamente da palavra de Deus. Uhum. Com certeza. Então, meu trabalho foi só olhar no dicionário o que significava aquelas palavras. Então, eu usei duas passagens bíblicas que falam diretamente sobre as roupas, que estão lá. São passagens que estão lá em Primeira Timóteo, capítulo dois, e também Primeira Pedro, capítulo três. Você pode ler o capítulo todo para você ver o contexto, mas ali vai falar muito claramente. Principalmente Pedro, ele vai, eh, vai falar o seguinte. Na verdade, Paulo vai falar a Timóteo que os homens deveriam orar com mãos santas, e que de modo semelhante, as mulheres também deveriam se comportar de modo santo na casa de Deus. Isso não significa que as nossas roupas devem ter esses critérios bíblicos, né, essas três características somente na igreja, mas nós estamos constantemente na presença do Senhor. Então, ele fala que as nossas roupas, as roupas das mulheres devem ter essas três características: elas devem ser honestas, elas devem ter pudor e devem ser modestas. E depois, ele vai falar que elas não deveriam se enfeitar com pérolas, com tranças, de modo extravagante, dispendioso, custoso, mas com boas obras, como as mulheres, como convém às mulheres que professam servir a Deus. Então, eu peguei essas três características e simplesmente fui ver o que é que elas significavam, né? Porque às vezes, como eu falei, fica muito abstrato. "Ah, deve ser honesto." Então, "Ah, eu acho que a minha roupa é honesta. Eu acho que ela tem pudor. Acho que é decente." Mas o que significa cada uma dessas coisas? Então, ali, a gente estudando um pouquinho mais a palavra do Senhor, a gente vai ver que "honesta" tem a ver, no original, é a palavra *cosmos*, que vem de cosmético. Então, é algo que indica, não aquilo que a gente tem hoje em dia, tá, de maquiagem, algo falso. Muito pelo contrário, indica no original algo que é bem ordenado, algo que é conveniente. E "modesta", a gente vai ver também que essa palavra, ela traz a ideia de um senso de humildade. Então, é aquilo que eu sou no meu interior se refletindo no meu exterior. A nossa conduta, irmãs, ela, e as nossas roupas também, que acompanham o nosso comportamento, elas vão ter uma linguagem. Então, elas vão falar algo para as pessoas. Antes que você abra a sua boca, quando você chega no lugar, as pessoas já fazem uma leitura de você por meio do modo como você está se comportando, como você está falando, como você está olhando, andando e se vestindo também. Então, eh, no original, essa palavra "bem ordenado", "conveniente", ela dá a ideia também de algo que cubra o corpo. Por que que a gente sabe disso? Porque Paulo, escrevendo para Timóteo, ele usa o termo *traje*. E esse termo, no original, ele dizia respeito a uma túnica, ao que cobria o corpo. Gente, é maravilhoso. Se você pegar uma boa concordância bíblica e ver quantas vezes essa túnica aparece, aparece desde Gênesis, quando Deus cobriu Adão e Eva, aparece no traje dos sacerdotes, aparece. E a gente vai vendo que a função do traje é cobrir o corpo. Então, uma das formas da nossa roupa ser honesta é que ela nos cubra. Tá? E também, ela ia da cabeça aos pés. E ela também era o a denominação da roupa usada quando os os israelitas precisavam comparecer diante do Monte Sinai. Então, eles tinham que fazer purificações, lavar a sua roupa para comparecer diante de Deus. E como nós falamos, muitas vezes Deus usa a linguagem das roupas para exteriorizar uma realidade espiritual e interior. Então, nós sabemos como cristãs que estamos constantemente na presença do Senhor. Por isso que os servos de Deus, as servas de Deus, são chamadas as pessoas que temem a Deus, porque nós sabemos que nós estamos sempre diante do nosso Deus. Então, em todo lugar, irmã, que você está, na sua casa, indo ao mercado, na padaria, indo à igreja, você tem que se ter uma, uma, um traje que cubra o seu corpo, que demonstre essa realidade interior que está acontecendo no seu coração, e que esteja diante da presença de Deus como você estaria diante de Jesus. Então, você sempre está diante do Senhor Jesus, sempre está diante de Deus. Essa também roupa honesta, ela dá a ideia de que não seja algo extravagante, mas deve ser algo bem ordenado, algo conveniente para cada situação. Então, revela que a cristã tem que ter juízo, tem que ter usar seu entendimento, sobriedade para escolher as roupas de acordo com as ocasiões. E que também mostre alegria em sermos mulheres. Isso é algo interessante. Eu moro aqui em São Paulo e eu tenho visto uma nova moda aqui, que é a moda do "largadão". Então, o diabo não vai, não vai se importar se ele vai enganar você querendo que você exponha demais o seu corpo, ou então que você se vista como homem, de forma masculina, de forma que não demonstre a honestidade. Você é mulher, Deus te fez mulher. Então, roupas honestas também têm a ver com isso, de você demonstrar no exterior, lembra, o que nós somos no interior. Eu gosto muito do que um teólogo batista do passado, da época lá do Espion, fala, o J.N. Guill, ele fala assim: "As nossas roupas não nos tornam homens ou mulheres, mas elas mostram que nós somos homens ou mulheres." Calvino também tem uma frase maravilhosa, né, que ele fala que "as boas obras não tornam alguém um cristão, mas elas são o melhor ornamento da nossa fé." Então, roupas honestas dizem respeito a isso, tá bom? Só para ficar bem claro em nossa mente: roupas que cubram o nosso corpo, sejam bem ordenadas, convenientes para cada situação, não extravagantes, e que mostrem a alegria que nós temos em ser como Deus nos criou mulheres.

Eu acredito que até nas, a impressão que eu tenho, né, que são gerações mais novas que estão às vezes caindo para esse lado do "largadão". E que assim, você, como mãe, pode falar assim, de uma forma ainda, eh, mais específica, de experiência, de como que é importante, né, uma mãe estar próxima da sua filha, podendo ajudá-la a escolher um estilo, a saber assim: "Minha filha, isso daqui não convém para você, isso daqui convém." E que eu acho que às vezes alguns pais podem ficar com receio, achando que "Ah, meu filho vai ficar bravo comigo depois". Mas o trabalho de pai e mãe é literalmente o de discipular seus filhos. E discipular filhos em relação às roupas também é algo absolutamente necessário, né?

Sim, é verdade, Rebeca. E principalmente, é como a obediência. Se a gente fala: "Ó, me obedeça porque é assim", ou então: "Vista roupa porque tem que vestir", a gente tem a oportunidade de falar de Cristo, do evangelho, a todo momento para os nossos filhos e para aqueles que estão ao nosso redor também. Então, é uma oportunidade de falar também: "Deus criou você uma menina. Ó, como é bonito." E eu falo para as minhas, né, que Deus deu a alma de mulher para as meninas e alma de homem para os meninos, porque eles realmente gostam mais. A minha filha gosta mais de coisas azul, eh, rosas. Meu filho gosta mais de roupas azuis. Ninguém ensinou meu filho a gostar de brincar de espada, de guerra, mas ele ama. Minha filha fica olhando: "Que graça tem isso?" Mas a gente vai ver que, apesar do pecado estar lá, muito da, das guerras que a gente vai travar são essas relacionadas a um ataque ao nosso gênero. Vão querer confundir a cabeça dos nossos filhos, vão querer, porque isso é um ataque de Satanás, que usa os seus obreiros da iniquidade para ferir a glória de Deus, né? Então, é maravilhoso a gente ser honesta também nesse aspecto. Deus nos criou mulheres, e a gente mostrar por meio das nossas roupas que nós estamos satisfeitas com isso.

Uhum. Parece algo simples, mas nós estamos travando essa luta com certeza. Amém. Rebequinha, a próxima característica das nossas roupas, além de honestas, elas têm que ter pudor. E aí, o original é *aidos*, que denota um senso de vergonha, de honra, de modéstia, de timidez, de reverência. E aqui entra a questão do amor, que é a consideração pelo nosso próximo. Tem tudo a ver com as nossas roupas, gente. A gente não se veste somente para se agradar ou para estar simplesmente bonita, mas a gente se veste para honrar a Deus e também como uma forma de nós servirmos ao nosso próximo, como evitar tanto que ele peque e ajudando ele também a ter pureza de vida, né? Então, é interessante. Um símbolo de fé reformado é bastante conhecido, o Catecismo de Westminster. Você vai falar isso na pergunta sobre o sétimo mandamento, né, que é "Não adulterarás", e fala que uma das nossas responsabilidades é cuidar da pureza de vida, de mente, de afeições, e também das nossas vestes, da pureza não somente nossa, mas do nosso próximo também. Então, essa questão do pudor tem tudo a ver com essa questão de reverência, consideração com o próximo. Então, as nossas roupas, irmãs, elas devem comunicar. Lembra que elas falam? Elas devem comunicar essa mensagem de respeitabilidade, de um senso de honra, um senso de que nós temos alguém que nós tememos. Nós não estamos no mundo, eh, largadas, sem um pai. Não, nós temos um pai que nos ama e que nos diz como nós devemos nos vestir, como todo pai deveria fazer com as suas filhas, como todo bom marido deveria fazer com suas esposas. E o nosso Deus, ele faz isso por meio da sua palavra. Então, esses valores, eles têm que estar expressos na nossa roupa também, tá bom? O Senhor Jesus, ele fala que se um homem atentar com intenção e cura para uma mulher, ele já pecou, já adulterou com ela. Então, a gente vê que nós podemos ser ocasião de homens cometerem adultério. Isso deveria nos fazer temer tanto, irmãs, assim, olhar várias vezes no espelho antes de sair, para que a gente não fosse uma pedra de tropeço para ninguém, para que a gente cuidasse da pureza, do pudor, não somente nós, mas o nosso próximo também. Isso aqui é interessante, porque às vezes as mulheres não veem como os homens veem. Deus nos fez diferentes, lembra? Então, uma das características dos homens é que eles vão, muitas vezes, uma roupa íntima que apareça, um botão um pouquinho mais afastado um do outro, uma roupa que fique mais justa. Para nós, pode não ser nada, mas a gente tem que pensar que pode ser assim, uma pedra de tropeço para os nossos irmãos, ou para aqueles que, mesmo aqueles na rua. Sabe? Eu falo para as minhas irmãs, eu falo: "Irmã, já pensou no último dia, a gente saber que a gente foi ocasião de homens cometerem adultério, simplesmente porque nós somos descuidadas, porque nós fomos relaxadas com o nosso modo de de nos vestir?" Então, o pudor tem a ver com isso, tá bom, irmãs? Eh, interessante que a linguagem bíblica, muitas vezes, ela é bem dura quanto a falar que existem roupas sim, que são impróprias para cristãs. E muitas vezes, a prostituta, ela era caracterizada por isso, por esse olhar altivo, por esse coração cobiçoso, em que a cobiça reinava, que era manifestada também pelo seu exterior, pelo seu modo de se comportar e pelas suas vestes também. Então, nós devemos fugir dessa aparência do mal. E se há algum resquício desse desejo no nosso coração, pedir que o Senhor nos dê arrependimento, né? Então, devemos cuidar para ser diferentes do mundo nesse aspecto, cuidar da castidade em nossas vidas, da pureza em nós e também no nosso próximo. E o último é modéstia, que é a palavra que a gente está mais habituada, mas que muitas vezes é confusa para nós, né? E a modéstia, eu gosto muito do Jeff Pollard, que vai falar naquele livrinho "Deus, o Estilista". Eu concordo com a Simone Quaresma, que fala que a gente tem que ler todo o ano aquele livrinho. Ele é tão pequenininho e tão bom, que deveria ser lido até mais vezes do que só uma vez por ano. E ali, ele vai falar vários conceitos maravilhosos sobre modéstia. Ele vai falar que começa no coração e se manifesta nas nossas vestes. Uma coisa que é interessante que ele fala é que o que está reinando no coração, o que está transbordando no coração, vai transparecer. Então, é impossível que um coração onde reine a cobiça, onde reine a luxúria, o desejo de ser, eh, desejada, às vezes a pessoa que é sensual, ela não quer chegar às vias de fato, mas ela quer ser desejada, ela quer ser notada. Então, é impossível que haja duas coisas nesse mesmo coração: um desejo de agradar a Deus e um desejo de ser, eh, ativa, orgulhosa, ou transparecer um desejo de ser notada, de ser desejada. Então, o coração alcançado pela graça de Deus vai se manifestar assim em pudor, nesse desejo de pureza, tanto para nós quanto para o nosso próximo.

Uhum. E é interessante isso, porque tô pensando aqui nas perguntas que geralmente aparecem quando eu gravo algum vídeo sobre esse assunto. A modéstia tá muito ligada também com a questão da humildade, né? Como você mostrou pra gente. E isso não significa que é que a gente não possa usar uma roupa bonita, que a gente não possa se vestir da melhor forma que a gente pode, mas significa que não é para a gente ter, igual você falou, esse essa altivez no coração, esse esse desejo de ostentar, o desejo de querer se transparecer como melhor do que outras pessoas por causa das roupas que você está usando. Então, é uma coisa da gente parar para pensar, né? Assim, realmente, o que que o nosso coração tá colocando para fora? Aquilo que o Senhor Jesus nos falou, né? Aquilo que o coração está cheio, a boca vai falar, e as roupas vão mostrar, os dedos vão postar. Então, são coisas que a gente precisa estar sempre atenta, né, Camila? Porque às vezes são de uma forma tão sutil. Às vezes a gente fala assim: "Não, mas essa roupa tá toda cobertinha." Mas muitas vezes a gente tá colocando aquela roupa com a intenção de mostrar que "Ó, eu comprei uma roupa cara e agora eu vou ostentar ela para todo mundo ver." E que é uma coisa que a gente precisa vigiar, né, o nosso próprio coração.

É verdade, é verdade, Rebeca. O Jeff Pollard, eu lembrei também de outra coisa que ele fala, que tem tudo a ver com o que você comentou agora, que as nossas roupas, elas falam, né? Nós já comentamos sobre isso. E ele fala que a roupa da mulher cristã não deve gritar orgulho, dinheiro, sexo, extravagância, mas deve falar, falar sobre humildade, pureza, discrição, santidade. Então, quando você coloca sua roupa e se vê na frente do espelho, que mensagem você está comunicando? Se você não falasse nada, o que que as pessoas pensariam? Será que elas não pensariam: "Tudo bem em sensualidade"? Mas será que pensariam: "Nossa, que extravagante! Que que ostentação! Quanto tempo será que essa moça demorou para conseguir comprar um vestido como esse?" Então, a gente, essa questão da sobriedade, da modéstia, da discrição, tem tudo a ver com o modo como nós nos vestimos. Como é belo quando essas duas coisas estão juntas. Quando uma mulher ela chega no lugar e você pode olhar para ela e considerá-la bela, mas que ela está decente, ela está demonstrando pudor, modéstia. E quando ela começa a falar, ela exala o bom perfume de Cristo. E quando essas duas coisas estão juntas, isso é tão, isso faz com que a gente nem pense mais tanto na pessoa, mas a gente pensa: "Quem fez essa pessoa assim, desse jeito?" E isso glorifica a Deus, porque aponta para alguém maior do que a pessoa, para uma grande sabedoria que une a beleza com a discrição, que une a prudência com a sobriedade. E faz algo que não, finalmente, não glorifica a pessoa, mas que ela, talvez, nem seja tão lembrada. Quando você pensa nela, você nem pensa na roupa em si que ela estava usando, mas em como Deus tem transformado a vida dela. Isso é a verdadeira beleza, né? Que não se extingue, não acaba. Quanto mais você usa, quanto mais você exercita essas graças, mais belas elas vão ficando.

Aham. E assim, isso me fez pensar até na questão de amizade, porque quando uma pessoa está se vestindo de uma forma que transpareça Cristo, naturalmente, pessoas que vão se aproximar dela vão ser pessoas que têm essa característica, ou então admiram tanto, estão buscando crescer nessas características. Aquelas roupas que a gente veste também vão, de certa forma, aproximar boas amizades cristãs da gente, poder encontrar irmãs que pensam como nós pensamos, irmãs mais maduras do que nós, irmãs que nós vamos poder ajudar na caminhada da fé. Então, como que é bonito ver o papel das roupas na nossa vida e como que Deus foi tão bondoso em tanto nos dar tantas orientações preciosas, orientações como você fala, né, ordenanças claras, esse checklistzinho que a gente viu, como que Deus foi bom em preparar tudo isso pra gente.

É verdade. Nossas roupas são lembrete do nosso pecado, né? De que como Deus precisou nos cobrir com o sacrifício de um animal, apontando. E elas são sim um lembrete do nosso pecado, da nossa vergonha, da nossa nudez, de que nós não podemos salvar a nós mesmas. Mas, ainda assim, o Senhor une a sua graça e faz com que resplandeça a sua misericórdia, a sua graça, por meio também das nossas roupas, se elas estiverem unidas a esse coração que está sendo transformado. Verdadeira beleza de de Deus, como ele fala, né? É precioso para ele um espírito manso e quieto, porque nós vemos, meu marido fala, porque nós vemos tantas mulheres inquietas, querendo chamar atenção, querendo atrair. Muitas vezes, acabam atraindo rapazes. Isso porque eu lembro que esses dias eu estava lendo um livro do Douglas Wilson, falando sobre a criação de filhas. Ele fala assim: "Você tem que ensinar a sua filha a se comportar e a se vestir de uma tal forma que ela dê medo em homens que sejam mal-intencionados." Nós precisamos, eh, você, a questão de amizade, e realmente, como as nossas vestes vão comunicar algo. Nós vamos ter, eh, essa questão mesmo de aproximar pessoas que também vão amar o Senhor, que também vão nos ajudar quando nós estivermos, eh, pecando, não somente nessa área, mas em outras áreas. No seu livro, você fala uma questão interessante, Camila, sobre como que nós podemos identificar se a nossa roupa está imprópria. E porque, igual você tinha mencionado antes, às vezes a gente olha uma blusa e a gente pensa assim: "Não, os botões estão um pouco separados, mas não tem problema." E às vezes a gente não se atenta, às vezes de colocar uma camiseta por baixo, ou então, às vezes a gente engordou um pouquinho e aquela calça que estava boa, agora já não está mais. Então, várias coisas que podem acontecer e que a gente precisa estar atenta. Você pode compartilhar um pouquinho pra gente sobre como nós podemos identificar se as nossas roupas estão ou não impróprias?

Sim. Pensando nessa, nessa pergunta, além dessas dicas práticas, né, que eu coloquei na, no meu livro, então, eh, eu pensei em algumas situações. Até perguntei pro meu esposo, no olhar de homem, o que mais, eh, faz ele desviar o olhar quando ele vê uma mulher, e sabe, "Nossa, isso não tá próprio para eu colocar diante dos meus olhos", né, como o Senhor fala na palavra dele. Então, ele até me ajudou nesse aspecto, porque às vezes são coisas que passam desapercebidas por nós. Então, muitas vezes, uma roupa está boa se você se olha no espelho em pé, mas quando você senta, se você vai cruzar as pernas, se ela vai, eh, mostrar partes da sua coxa, se ela vai, eh, mostrar alguma parte do seu corpo. A palavra de Deus, se vocês podem pesquisar na palavra do Senhor, quantas vezes ele fala sobre expor a nudez. Então, estou no algo vergonhoso depois da queda. E muitas vezes, nós não estamos mostrando a nossa nudez, mas a nossa roupa, ela evidencia partes que são privadas, que deveriam estar escondidas. Então, às vezes, a gente precisa sim, usar uma roupa um pouquinho mais larga, que não evidencie aquela parte que é mais avantajada em nós. Então, nós precisamos conhecer nosso corpo e muitas vezes mudar, sim, abster de algumas roupas que vão ser ocasião de pecado. Se você é uma mãe, como eu, você tem que fazer o teste dos bracinhos, baixar, levantar os braços, eh, se você vai praticar alguma atividade, enfim, você tem que pensar em tudo. Ah, eu vou, vou suar, eu vou, eh, precisar me abaixar muito, eh, vou precisar fazer movimentos. Como essa roupa se comporta nessas nessas situações? Eu já vi alguns pastores falando também, eh, que eu nunca tinha parado para pensar isso, né? Pensar na visão de alguém que está na frente. Então, eu já vi pastores falando que, tristemente, até na igreja, eles têm que se desviar de algumas irmãs, não podem olhar para elas, porque dali do púlpito, se as irmãs cruzam um pouco as pernas, já ficam impróprias as roupas. Então, a gente tem que conhecer, irmãs, nosso corpo, usar nosso espelho a nosso favor e pedir também ajuda, né? Se você tem um marido que é piedoso, um pai, um irmão que possa te ajudar, uma mãe piedosa que possa te ajudar, alguém na igreja que possa te dar dicas de como, eh, a muitas vezes a nossa igreja, as irmãs mandam o link pra gente, né? Ah, essas essas blusinhas de dentro que estão em promoção. E aí a gente já entende o recado. E às vezes, alguém até chega até nós e fala: "Olha, aquela roupa que você estava usando, precisa de uma blusa por baixo." Ou então, aconteceu comigo domingo passado, que uma irmã veio e abotoou um botãozinho meu que estava desabotoado. Então, nós vamos cometer falhas, né? Mas o que depender de nós, nós precisamos nos preparar, irmãs, para sair de casa. Nós precisamos estar intencionalmente buscando ter pudor, ter modéstia, ter discrição, ter bom senso no nosso vestir.

Uhum. Eu já vou embalar aqui, Camila, para você continuar falando, só que agora aplicando sobre a questão de roupa de banho, sobre academia, porque são coisas que acho que todas as mulheres ficam assim, eu diria que aquelas que são mais, às vezes, alguma que mora no litoral, tá muito exposta ali. Então, às vezes vai viajar nas férias e aí quer ter sabedoria sobre como lidar com isso. Quais são os seus conselhos?

Então, vamos lá. Vamos para. Eu vou citar aqui algo que aconteceu na nossa história humana, tá bom? Quando nós caímos em pecado, uma das expressões que Adão e Eva tiveram foi ficar aflitos por conta da sua nudez. E eles perceberam que aquilo já não era bom. E realmente, Deus confirma isso. Eles fizeram com folhas.

De Figueira para S. Aventais ali. A ideia de que eles cobriram o quadril, né? Cobriram partes do corpo. E o Senhor, graciosamente, vem falar que a roupa era para cobrir o corpo. E o Senhor sacrifica um animal, apontando para o sacrifício do nosso Senhor Jesus Cristo. Mas também nos mostrando qual era as funções das roupas: que eram cobrir o nosso corpo. Tá? Então o Senhor faz uma túnica, os veste graciosamente, misericordiosamente. Então a função das roupas são nos cobrir. Isso não muda. Está na piscina, está na praia, na academia, não muda. A palavra de Deus, quem deve mudar somos nós.

Em que sentido? De que nós devemos nos mudar sempre a palavra de Deus em todo o contexto de vida em que nós estamos. Particularmente, eu creio que não tem como você usar um maiô, um biquíni para a glória de Deus. Não tem como aquilo ser decente. Não tem como ser modesto. Não, não, não passa no checklist, sabe? Não passa naqueles critérios bíblicos. E roupas de academia, calça legging, top, roupas que vão evidenciar muito os contornos do seu corpo, também não vão passar nesses critérios.

Então, o que a gente tem que fazer é ser realmente no no nos moldar àquela situação em que nós nos colocamos, mas de acordo com a palavra de Deus, e não de acordo com aquilo que é a moda fitness ou a moda praia. Porque eu até indico novamente o livro do Jeff Po. Ele vai falar como essa nudez, eh, que os trajes de banho nos trouxeram, essa normalização da nudez, é algo que é totalmente contrário à mente do Senhor, à palavra de Deus, à vontade de Deus para nós.

Então, muitas vezes, cristãs acham normal estar na praia de biquíni, mas elas não iriam na padaria de calcinha e sutiã. Mas o mundo fez elas já saberem que é normal, porque elas estão na piscina, na praia, que elas podem usar aquele tipo de roupa. Então, irmãs, nós precisamos ter um cuidado redobrado. Tem um Richard Bex, que ele vai falar que as mulheres são como quem é quem leva uma vela está andando em meio à pólvora. Qualquer momento pode acontecer uma explosão, que é o pecado contra Deus. E você vai ser culpada, porque você que está carregando o fogo, você que está carregando a tentação. Então, nesses lugares que nos expõem mais a essas tentações, de nós nos mostrarmos mais, nós temos que ter um cuidado redobrado. E se você escolhe ir para uma academia, ir para uma praia, você tem que ter prudência, assim, ao nível máximo.

O que acontece? Eu posso dar um pouquinho do nosso exemplo aqui na igreja. Nós fazemos retiros, né, anuais. E nesses retiros tem piscina. E nós nunca tivemos problema em relação a roupas, à modéstia. Por isso é combinado antes. Nós somos pecadores, nós somos falhos. Então os pastores orientam as irmãs claramente, com coisas bem práticas mesmo. Por exemplo, eh, como eu me visto, tá, para entrar na piscina nos nossos retiros? Eu coloco uma calça leg, uma bermuda preta do meu marido, uma blusa preta do meu marido. Porque eu sei que se entrar na água com roupa mais clara, vai colar. E eu não coloco uma roupa por baixo. Então eu faço meio que um teste para ver se vai ficar. Eu já sei. A minha roupa de banho da igreja é essa. E todas as irmãs, praticamente todo mundo se veste preto para entrar na água. E você veste assim, com roupa dos maridos. A gente não tem vergonha de se cobrir. A gente está ali entre irmãos. Mas pense, se você vai numa piscina, numa praia, você vai, mesmo que você cuide de você, você vai expor você e quem estiver com você, os seus filhos, seu marido, os seus amigos, a verem a nudez de outras pessoas. Então, assim, mães, é uma questão que precisa de prudência.

Eh, fazia anos que eu não ia na praia. E uns amigos da igreja nos convidaram para ir. E a gente escolheu uma terça-feira para ir na praia, porque a gente sabia que não ia ter ninguém. E a gente foi para um lugar mais reservado. E louvado seja Deus, não aconteceu nada assim que ferisse a nossa consciência, né? Então, a gente precisa ser prudente. Mas entender que não há como usar um biquíni para a glória de Deus, uma sunga para a glória de Deus. Nós precisamos ter os mesmos princípios em mente e, de certo modo, adaptarmos para o contexto em que nós estamos, mas cobrindo o nosso corpo com discrição, modéstia, sem extravagância e sem sensualidade.

Uh-huh. Com certeza. E isso é tão precioso, como você falou, no contexto da igreja local. Isso está sendo dito, sendo compartilhado entre as irmãs. Porque em alguns contextos, pode ser que em situações em que isso não é tão claro, digamos assim, do púlpito, talvez as próprias irmãs vão ter que, de certa forma, estar aconselhando umas às outras ali, eh, de chamando atenção. E até quando o púlpito é claro sobre isso, sempre vão ter situações em que irmãs vão precisar chamar atenção uma da outra, exortar com amor. Então, como que você faria isso, Camila? De, às vezes, você viu uma irmã que está usando, digamos assim, de forma recorrente, eh, roupas que não são modestas? Como que você conduzira uma conversa de forma que ela possa se sentir amada, mas que ela possa, especialmente, entender que ela está errada, que ela precisa mudar o comportamento dela?

Sim. Primeiro, é essencial essa questão da igreja local, de você estar numa igreja bíblica, que ame o Senhor, ame a palavra de Deus, pregue a palavra de Deus com fidelidade. Porque aí esses receios, eles são resolvidos com a palavra de Deus. Ali todos estão querendo se sujeitar ao Senhor, né? E por mais que haja uma resistência inicial, finalmente o Senhor vai quebrantar os corações. Então, nesses casos, o que eu penso que a gente deve fazer é não comentar com terceiros, porque a gente tem, muitas vezes, essa tendência pecaminosa à fofoca, à maledicência, a fazer comentários. Nossa! A gente precisa orar por aquela irmã. Olha como ela está se vestindo. Mas de irmos diretamente falar com a nossa irmã, com espírito de mansidão e brandura, falando a verdade em amor. São preceitos também da palavra de Deus. Mas nunca deixar de falar. E sempre presumir o melhor da nossa irmã. Falar: "Não, essa irmã está desavisada, ela não está percebendo." E aí, na conversa, pedir ao Senhor que, e que ela também possa sondar seu coração do porquê está se vestindo daquele jeito. Falar claramente qual foi a peça de roupa que chamou a sua atenção, ou como tem sido recorrente. Até porque a gente tem que buscar, assim, o que está motivando aquela irmã a se vestir daquele jeito. Se colocar à disposição para ajudar aquela irmã. Falar: "Irmã, eh, não tá bom, tá suscitando, pode suscitar assim, por causa disso e disso. Muitas de nós viemos para a igreja sem esse ensino. Então o Senhor está nos ensinando aos poucos." Então, acho que a gente tem que ter esses conceitos em mente de diretamente a pessoa falar com amor, sempre ser severas mais conosco do que com o nosso próximo, sempre presumir o melhor da nossa irmã. E durante a conversa, discernir se aquilo foi feito de modo intencional ou foi feito de como um descuido. E que a resposta da nossa irmã possa ser esse trabalhar da humildade, que vai, vai se refletir na modéstia, que é esse coração ensinável, né? Então, se nós estamos num contexto em que a verdade, ela é amada, ela é proclamada, então tudo se resolve na Bíblia, né? Então, essas questões com nossas irmãs é uma bênção a gente poder exortar e ser exortada também quando nós viermos a falhar. Já aconteceu comigo de uma querida irmã me falar dessa questão da da roupa. Quando a gente se abaixa, foi ela que me chamou atenção, porque a minha roupa estava toda... Tinha, quando eu saí de casa, tenho certeza. Mas quando eu fui me abaixar para pegar meu filho no chão, essa irmã se aproximou de mim e falou: "Irmã, tá aparecendo demais aqui atrás, apareceu o que não devia." E eu me abesti de usar essa roupa, né? Então, estar num contexto em que haja amor suficiente para falar a verdade é uma grande bênção. Então, se você tem coragem, exercite essa coragem de falar com sua irmã diretamente, nunca com terceiros. E também, se alguém um dia vier exortar, que você possa exercitar humildade e ter esse coração cada vez mais ensinável. Essencial. E é lindo ver o corpo de Deus cooperando junto e podendo crescer junto. O Espírito Santo está nos adornando. Salvo engano, foi o John, que dizia que o Espírito Santo é o embelezador de almas. E a nossa alma fica mais bela quando nós vivemos em comunidade, exortando uns aos outros, crescendo e amando a modéstia.

E já puxando aqui para a próxima pergunta, Camila, sobre assim, alguém que prestou atenção na entrevista, com certeza já descobriu a resposta para isso, mas eu queria saber de você, assim, de uma forma às vezes mais direta, sobre essa questão, como que a gente pode cultivar um coração que realmente ama a modéstia, de não só ver como uma coisa que "Ah, isso daqui tá na Bíblia, eu não gosto muito, mas tá aqui" ou algo que seja às vezes legalista, mas de realmente amar a modéstia, ver como algo que é uma bênção de Deus. Então, de forma bem direta, eu diria que amar o Senhor, que nos ordena modéstia, né? O meu marido fala que o amor faz coisas que a obrigação não consegue fazer. Então, não há poder neste mundo que nos constranja mais do que o amor de Cristo. Então, eu diria para as nossas irmãs e para mim mesma, buscar mais proximidade com o Senhor, estudar mais a sua palavra, estar mais junto dele em comunhão em oração, usando os meios da graça, comunhão com os santos. E esse amor sendo avivado pelo Senhor Jesus vai nos levar a querer saber mais como agradá-lo, como uma noiva, como uma filha. Então, isso vai nos levar a amar aquilo que o Senhor ama. E também vai nos ajudar a ter cada vez mais a mente de Cristo, chamar de belo aquilo que Ele acha belo, chamar de sensual aquilo que o mundo diz que é normal, mas nós podemos falar: "Não, meu Deus diz que isso é sensualidade." Então, nós vamos ser cada vez mais parecidas com Cristo. Então, buscando comunhão com o Senhor.

É verdade, Camila. Aqui, caminhando já para o final, eu queria terminar assim, com a gente lembrando sobre a questão de coragem. Você mencionou a coragem da gente ir conversar com as nossas irmãs, mas na cultura que a gente vive, também, muitas vezes, a modéstia em si é um ato de coragem, de se vestir com modéstia, seja onde estiver. Então, qual o conselho que você daria, às vezes, para uma jovem cristã que está ouvindo tudo isso que a gente está falando, talvez ela seja nova na fé, ou talvez agora que ela esteja se atentando para essas questões, mas que que você diria para ela que está com medo de ser vista como a diferentona no grupo, diferentona na faculdade, no trabalho? Quais seriam seus conselhos?

Olha, irmã, eu diria que você não tem que ter medo de ser diferentona. Nem tenha dúvida, se você vai ser, porque você vai ser, se você estiver obedecendo a Deus. Nós estivermos na contramão desse mundo, nós vamos... Jesus te salvou para isso. Isso mesmo, você foi chamada. Mas eu estava conversando com meu marido sobre essa questão, e ele me chamou atenção para um outro aspecto que eu não tinha pensado ainda, que é assim: ele fala, Camila, como é bonito quando a modéstia é bonito aos olhos de Deus. Muitas vezes, o mundo vai te chamar de muitas coisas, enfim. Mas se você está temendo ao Senhor, buscando agradar ao Senhor, o temor dos homens, ele vai diminuindo. Você vai tendo cada vez mais coragem de fazer aquilo que é agradável a Deus. E satisfação, mesmo tendo alegria na obediência, e sendo, eh, como a Rebeca falou, né, a obediência gera bênçãos. Então, a gente é abençoado, sim, pelo Senhor. A gente vai tendo, exercitando as graças de Deus, a gente vai crescendo também em coragem, em ânimo para agradar o nosso Deus. Então, que seja a modéstia, realmente, a decência, a discrição, a pureza, que nos diferencie, não a esquisitice. Às vezes, nós queremos só ser diferentes por ser diferentes, ou então achamos que a modéstia é usar uma roupa descombinada, uma roupa muito larga, descuidada. E esse é um outro lado também que a gente tem que tomar cuidado, né? Deus não é contra a beleza, contra o nosso cuidado, contra roupas que combinem e sejam adornadas. Eu brinco com as irmãs, quer saber que roupas combinam? As cores? Olhem para a criação, como são perfeitas as combinações. Mas que não seja esquisitice ou um estilo estranho que nos diferencie do mundo, mas que seja realmente uma postura santa, um viver quebrantado diante do nosso Deus, buscando agradar a Deus. Até abrindo o caminho para testemunhar. Muitas vezes, quando eu não era convertida, eu só identificava um cristão pelas roupas, né? E eu falava: "Nossa, essa pessoa é diferente." Às vezes, nem conversava com ela. Então, que nós possamos ser essa luz, esse sal no mundo, não tendo medo de ser diferentes, mas que nós sejamos diferentes pelo motivo certo, não pelas nossas roupas chamarem a atenção também pelo outro lado do discurso, do desleixo, mas para que nós nos vistamos de maneira santa ao nosso Deus, agradável a Ele. Isso vai, inevitavelmente, nos fazer diferentes do mundo. Então, não tenha medo de ser diferente.

Eu queria para as irmãs mães que estão, eh, talvez sendo despertadas para essa realidade agora, como um dia eu fui, sentindo que as suas roupas estão inadequadas, que precisam mudar as suas roupas, porque Deus tem feito uma obra em seus corações. Eu queria deixar um versículo para animar vocês, que está lá em primeira Pedro. Pedro falando novamente também aos nossos corações, né? Não nos dando somente que nosso espírito, que é o nosso traje precioso, mas também falando como nós da nossa identidade com Cristo, e como isso deve responder, inclusive, entre os incrédulos. Ele fala assim: "Vocês são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daqueles que o chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Vocês não eram povo, mas agora vocês são povo de Deus. Vocês não tinham alcançado misericórdia, mas agora alcançaram misericórdia. Peço a vocês, amados, que como peregrinos e forasteiros que são, se abstenham das paixões carnais que guerreiam contra a alma, tendo conduta exemplar entre os gentios, para que, quando os acusarem de malfeitores, observando as boas obras que praticam, glorifiquem a Deus no dia da visitação." Primeira Pedro, capítulo 2, versículos de 9 a 12. Então, o cristão, ele está aqui para proclamar as virtudes de Cristo. Ele está aqui com os olhos no céu. Ele sabe que ele é um peregrino, que ele é um forasteiro. Então, quando nós estamos em viagem, nós nos importamos muito se vão achar gente esquisito, estranho, porque a gente sabe que a gente está só de passagem. Mas aqui, a gente não está somente para passar dias, meses e anos, mas para proclamar Cristo. Olha que privilégio! Isso é feito por meio de uma vida transformada, rendida a Cristo em todas as áreas, inclusive por meio do modo como nós nos comportamos, como nós nos vestimos. E quem sabe a sua diferença possa ser um meio de você falar do Evangelho, falar de Cristo, falar como Cristo tem feito uma obra grande na sua vida para aqueles seu redor, inclusive gentios, para que no dia da visitação, eles glorifiquem a Deus junto com você. Então, não tenha medo de ser diferente. Glória a Deus!

Camila, tenho certeza que agora as meninas estão querendo saber onde que elas podem ler mais sobre esse conteúdo. Conta pra gente, como que elas podem adquirir o seu livro, onde que elas encontram?

Então, a Rebeca vai deixar para vocês. Ele está disponível apenas em formato ebook. Foi uma iniciativa, eh, bem simples também da nossa parte, mas de compartilhar com vocês o que o Senhor tem nos mostrado na palavra Dele. Então, vocês podem acessar o link do ebook, adquirir. É um preço bem acessível, lá pelo nosso, pela nossa pequena editora. Um dia, quem sabe, ele se transforme no livro maior que pode ser publicado em formato físico. Mas no momento, você pode ter acesso a ele em formato digital.

Maravilha! Eu super recomendo, Camila. Obrigadão por toda a sabedoria que você compartilhou e por esse momento tão gostoso. Muito obrigada, amiga.

Que agradeço, Rebeca. Deus abençoe. Eu falei que você ia gostar dessa entrevista. Então, não esquece de adquirir o ebook. O link está aqui na descrição. Com certeza será uma bênção na sua vida. E também, se você quiser aprender mais sobre modéstia, esse vídeo aqui você vai gostar. Não se esquece de dar o seu like, o seu comentário, de se inscrever e ativar o sininho. Com a graça de Deus, nos vemos na semana que vem.