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Cattacast #1 | Tay Dantas e Guilherme Cattani: Branding, Marketing e Marcas Sexys | HOFTV

HOFTV1:45:56

Transcription

[Música] Salve salve, estamos aqui no Catacast hoje recebendo uma pessoa extremamente especial, que eu sou fã. Eu tenho poucos mentores, tenho uma certa dificuldade de de eleger ídolos ou de ter idolatria com alguém. Mas essa pessoa é realmente uma pessoa que representa muito daquilo que eu quero entregar nesse podcast, no Catacast. Hoje a gente veio para trazer um pouco de luz sobre marca pessoal, sobre marketing, sobre branding. E hoje a gente conseguiu trazer uma pessoa que cria, que constrói as marcas mais sexies e ricas do Brasil. Hoje estamos com Tai Dantas. Tai, muito obrigado por estar aqui hoje com a gente.

>> Imagina, um prazer enorme estar aqui com você. Tô muito animada pro nosso papo e também muito animada para ver você e o seu negócio crescendo cada vez mais com a nossa colaboração. Pra gente é uma honra ter pessoas com você também, pessoas como você, com a gente também.

>> Maravilha. A gente vai começar aqui conhecendo um pouco mais da Tai por trás das câmeras.

>> Bora.

>> Tai. Pessoas altamente inteligentes. Elas têm estranhos hábitos.

>> Sim.

>> Eu aprendi isso com você. Você coloca a luz nesse tema, eh, como poucos. Então, eu quero saber por trás dessa cientista do marketing, dessa comunicadora, dessa construtora de marcas, o que que existe nessa Tha que as pessoas pouco conhecem? O que é a Thaai que levanta de manhã, ela é mais tranquila, ela é mais agitada? O que que tá por trás das câmeras que constrói essa tai como profissional?

>> Olha, eu sou um bicho estranho, assim, meio bicho do mato. Sou extremamente tímida. Embora eu fale bem pras câmeras ou no palco, né, ou sobre temas que eu domino, eh, eu consigo falar bem. Mas no geral, nas interações pessoais, eu sou muito tímida. Normalmente, bom, perguntou sobre acordar, né? Ou eu acordo muito cansada e aí eu acordo meio preguiçosa, ou eu acordo de fato muito animada e aí eu vou na janela e dou um grito. É uma coisa que eu gosto de fazer, me energiza, porque eu não sou naturalmente uma pessoa eh que gosta de acordar cedo, mas eu aprendi que isso seria importante para mim. Então, eu faço esse movimento de gritar porque ativa meu corpo, me deixa mais animada, mais viva, mais no momento presente. Eh, mas o que muita gente não conhece é muita coisa, né? Eu acho que nas redes sociais ou no trabalho, no palco, a gente só dá conta de mostrar alguns fragmentos nossos e muitos deles nem a gente mesmo conhece. Então, acho que eu sou uma pessoa que tô eternamente me conhecendo, me reinventando, me deixando se transformar. Acho que basicamente é isso.

>> Maravilha. E eu observo muito as pessoas por essa necessidade até cerebral, né, de separar as coisas em categorias.

>> Uhum.

>> Em frames. Isso é uma estamos condenados a essa característica do nosso cérebro, né, de economia de energia, eh, separando o CPF do CNPJ.

>> Uhum.

>> Ã, gente postando stories na academia, agora é a hora do CPF. E eu particularmente quando olho isso, eu tenho bastante dificuldade de diferenciar as coisas, de ter essa visão separatista, porque me parece que aquilo que a gente constrói na vida pessoal, ela reverbera na profissional e vice-versa o tempo todo. O que que você acredita na perspectiva de hábitos mesmo da Tha, que são coisas que você não abre mão por trás das câmeras, na vida pessoal, que você percebe que elas impactam diretamente na tua performance hoje como líder, hoje como empreendedora, que que você é?

>> Muito bom. Olha, vou te ser muito honesta, porque normalmente eu poderia te responder isso com hábitos que eu não abro mão, mas eu tô num momento de começo de negócio que eu vou te falar que eu abri mão de tudo. Então, eu abri mão de todos os hábitos que são importantes para mim. Talvez por isso eu esteja performando menos do que eu gostaria, mas é o necessário no momento que eu tô como negócio. Então, quando eu não tô trabalhando hoje, né, nesse momento do negócio e eu sei que ele não vai ser algo perpétuo, mas quando eu não tô trabalhando, eu tô dormindo ou eu tô, sei lá, eh, pensando no meu trabalho.

>> Recarregando.

>> Eh, cara, eu te digo que eu quase não tenho nem feito esse momento de recarregar agora, mas eu assim, acho que acredito que nos próximos meses isso aconteça. Agora no meu momento normal, então eu sempre valorizei muito contato com a natureza. Isso é uma coisa que eu ainda faço porque eu moro num lugar eh que me permite fazer isso. Então, eu tenho alguns dias que eu trabalho de casa, onde eu faço mais um deep work, um trabalho profundo, aí eu consigo de fato trabalhar imersa ali na natureza. Então, outra coisa que eu também sempre gostei muito de fazer exercício físico, principalmente surf. Então, também eu moro num lugar que tem piscina de ondas, então eu consigo ter um surf regular. Não tô tendo mais, tem alguns meses que eu não estou surfando, mas normalmente é uma coisa que eu faço, exercício físico, preferencialmente imersa na natureza, com contato com o sol. Também gosto muito de fazer musculação, então nos meus, no meu estado mais normal, eu sempre faço musculação. Gosto muito de dormir, sou uma pessoa apaixonada por dormir.

>> É gostoso.

>> É muito bom, né?

>> É, isso é uma das coisas que eu praticamente não abri mão, né? Eu consigo dormir 8 horas por dia. Eu vejo que a galera fala: "Não, fulano dorme 6 horas e tá bilionário". Cara, eu não consigo dormir menos que 8 horas. Acho que é muito importante para mim, senão eu fico de fato estressadíssima quando quando eu não consigo. Então acho que a única coisa que de fato eu não abri mão de jeito nenhum é o sono. Para mim ele é o pilar central assim da minha emoção, do meu cérebro, da minha racionalidade.

>> E que maravilha que você conseguiu manter essa qualidade de sono mesmo nesse período de transição, mesmo nesse período de alta intensidade.

>> Uhum.

>> Ã, eu aprendi lendo o livro a única coisa que não é sobre equilíbrio, né? É sobre equilibrismo.

>> Uhum.

>> Então é importante que as pessoas escutitem isso, porque normalmente elas vêm profissionais de de alta performance e hoje existe esse paradoxo que ao mesmo tempo olha pra vida saudável, pro wellness. A gente se sente até quando a gente deixa o instinto, quando a gente deixa o cérebro reptiliano olhar pras coisas, a gente sente até mal, né? Que não tá correndo.

>> Uhum.

>> Que não tá numa maratona, que não tá fazendo algum esporte ou performando muito bem, mas que esses períodos de alta performance empresarial, eles exigem certo desequilíbrio.

>> Super.

>> Você tá sentindo isso na prática hoje? Você sempre sentiu?

>> Não, eu sou uma pessoa mais desequilibrada pro sentido do trabalho. Isso.

>> Obrigado, Dani.

>> Isso eu sempre fui. Eu sempre fui muito workaholic e sou, mas ainda assim eu tinha um pouco mais de equilíbrio quando eu era só executiva. E eu imagino que eu vou voltar a ter mais equilíbrio quando além de executiv de de empreendedor e executivo, eu tiver a empresa um pouco mais estruturada.

>> Uhum.

>> Então eu eu tenho sentido esse desequilíbrio, eu acredito nisso que você falou e eu também acredito em contraste. Então o que que eu quero dizer com isso? Então se você tá igual agora, né? A gente tá num momento da empresa em que a gente tá com com muita oportunidade na mesa e a gente precisa executar essa oportunidade com excelência para que ela não se para que a gente some valor a essa oportunidade e não a gente extraia essa oportunidade.

>> Uhum.

>> Então isso exige muito de mim. Só que é é natural que isso vá se estabilizando com a criação de processos, de rotinas, né? Eh, com uma maturidade maior do time que é super novo dentro do negócio. E aí com isso, eu volto a ter algo mais parecido com o que eu tinha, eh, quando eu tava de fato dentro de negócios minimamente estáveis. Só que se você olha pra realidade, assim, o fato é que hoje a gente fala muito do wellness e e eu acho isso muito importante. Gostaria de estar exatamente, me sinto mal por não estar vivendo eh em plenitude com a minha saúde. Mas a verdade é que, infelizmente, né, quando a gente olha pro fato, as grandes pessoas da humanidade e os os as grandes empresas, os grandes negócios, não foram construídos por pessoas com uma rotina mega saudável. O Elon Musk tem uma rotina horosa, ele não tem essa rotina da manhã, ele basicamente ele trabalha e dorme. Ele come o que dá na hora que dá, no tempo que ele tem. Ele não precisaria disso, né? Eh, e isso é uma coisa que eu falo como algo e é, infelizmente, se a gente olha para pr pra maior parte das pessoas que hoje vendem a ideia de empreendedorismo nas redes sociais, muitas delas não tocam o negócio. Então, elas são fundadores, mas não são executivos. Quando você é um fundador e um executivo de um negócio que tenha um alto potencial de crescimento e que esteja executando esse alto potencial de crescimento, essa pessoa vai invariavelmente passar por um período em que ela não vai conseguir equilibrar as coisas e ter uma vida saudável. Ela vai ficar gordinha. Eu nunca tive com peso que eu tô engordei. Ela vai ficar gordinha, ela vai dormir menos ou ou ela vai abrir mão de alguma outra coisa ou ela vai ter, infelizmente, isso é verdade, problema no casamento, ela vai ter problema eventualmente eh eh com a família como um todo, vai dedicar menos tempo aos amigos porque ela tá muito ocupada. Então, se você olha as os as grandes pessoas que construíram muitas coisas, elas tiveram que abrir mão de grande parte da vida. E e isso é bom ou é ruim? Não sei, depende do objetivo de cada um, né? Depende do objetivo de cada um e do momento de cada um. Então, hoje para mim faz sentido >> eu abrir mão disso. Eu sei das consequências, eu tô ciente delas, né? Eventualmente daqui a um ano não faça. Então eu acho que a pessoa tem que ter na conta dela o preço que ela tá pagando pelas coisas, mas sempre tem um preço. Se você quiser manter uma vida equilibrada, um baita estilo health, né? Priorizando sono, família, alimentação, exercício físico, lazer, amigos e trabalho. Provavelmente você não vai conseguir fazer isso. Você vai de fato uma dessa, muitas dessas coisas, né, vão ter pesos diferentes. Se você consegue fazer muito bem na vida pessoal, infelizmente não vai ter o potencial de crescimento do seu negócio, você vai demorar mais tempo para realizar ele. E aí também tá tudo bem, depende da conta que você faz.

>> Bem-vindo à realidade, né?

>> Exato.

>> É, bem-vindo ao mundo real. Agora entrando realmente na comunicação, no marketing, no branding, na marca pessoal, isso que que você domina e ensina tanto para todos nós, eu digo que a gente tem que agradecer que de fato o teu caminho foi ir pra rede social, ir pros cursos e e conseguir educar as pessoas, especialmente nessa perspectiva do marketing e da marca como ciência, né? E não só como empirismo, não só como a experiência do teu negócio.

>> Uhum.

>> Mas como uma construção baseada num saber.

>> Uhum.

>> Né? Numa construção experimentada.

>> Uhum.

>> Dentro dessa perspectiva, o que a gente observa na rede social hoje são pessoas tentando ter o seu lugar a sol, serem notáveis, ã, que as suas valências sejam de fato observadas. Mas por que que você acha? O que que você enxerga? Porque tantas pessoas tentam, estão nas redes sociais, mas ainda são ignoradas. Essa invisibilidade ou melhor, essa falta de percepção de valor, ela tá atrelada a a falta de capacidade de construir uma marca pessoal realmente valiosa, percebida como valiosa?

>> Sem dúvida. E esse ponto e que você falou, é interessante a gente pensar porque se a o cérebro humano, que você até falou da energia, ele tem uma capacidade limitada de absorver coisas e de conhecer coisas. A gente tem um limite, né,

>> para absorver as coisas.

>> E e nós todos como seres humanos, dado que a gente tá num momento em que a gente tem um over, um consumo over de informação e de estímulo, a gente tá com o nosso cérebro como se fosse ali uma esponja encharcada. Então é muito difícil você conseguir penetrar, colocar mais água e não deixar ela vazar numa esponja que já tá encharcada. Então o que acontece é que quando a esponja tá encharcada, a água que vai caindo vaza, né? Então como é que você faz para driblar esse esse ponto? Você tem que ser uma agulha, você tem que conseguir fincar naquela esponja para que você de fato eh eh tenha o seu lugar ali e as pessoas consigam lembrar de você. Eh, seria humanamente impossível todos os seres humanos do mundo serem extremamente famosos, né? Você não teria como, porque a cabeça de a não ser seria para para cada nicho. E acho que esse nem deve ser o objetivo das pessoas,

>> né?

>> Então, o grande objetivo das pessoas, primeiro quando a gente fala em construir uma marca pessoal, é ter clareza de para quem elas querem falar, porque se elas tentarem ser uma pessoa mega famosa para todo mundo, elas vão ter que abrir mão de várias coisas, vão ter que fazer coisas que talvez elas não estejam dispostas a fazer. E como eu disse, é impossível que todo mundo seja famoso para todo mundo. Então, escolher com quem você vai falar é o primeiro passo, ele é o mais difícil, porque ao escolher para quem eu falo, eu desescolho falar com várias outras pessoas. Então, eu abro mão de falar com essas pessoas. E óbvio que uma mensagem quando a gente fala na internet, ela não vai chegar só para quem eu destinei ela, mas se eu tenho clareza de para quem eu tô falando, a chance de eu acertar o para quem é muito maior. Então o primeiro passo é a pessoa não tem clareza de uma marca pessoal, porque muitas vezes ela não tem clareza do público alvo dela. E o primeiro passo é esse, clareza do seu público, conhecer ele com profundidade. O segundo passo é conhecendo o seu público com profundidade. Você precisa se conhecer com profundidade. Então, quais são as características únicas que você possui? As características únicas, eu não não vou dizer dessa forma porque aí entra num negócio muito complexo, mas quais são as características fortes que você tem, tanto do ponto de vista positivo quanto do ponto de vista negativo? Tendendo essas características, você tem um entendimento seu e do teu público. Aí você precisa entender o mercado que você tá inserido. Então, dado para quem eu vou falar e as características que eu tenho sobre o que eu posso falar ou quais são as soluções que eu posso oferecer, dado as dores que existem no meu público, o que que eu posso resolver? E aí você vai entender a sua categoria, né? Entendendo a sua categoria, você vai entender quem está dentro dessa categoria, então o teu mercado e como as pessoas, os players dessa categoria que resolvem uma dor igual a que você quer resolver ou semelhante, de um jeito igual ao seu, parecido com o seu, ou totalmente diferente, como que eles se posicionam? Como é que eles endereçam o posicionamento deles, né? E quando você tem a clareza disso, aí você vai ter uma visão de opa, existem brechas aqui, brechas ali. E aí você pode escolher a brecha que melhor lhe cabe. E como é que você escolhe a brecha que melhor lhe cabe? Justamente aquela que existe vantagem competitiva e que ao mesmo tempo você tem as habilidades necessárias para ocupá-lo. Às vezes a brecha com a a melhor vantagem competitiva é uma que é impossível que você ocupe. E aí você não pode tentar ocupá-la porque você vai perder tempo, dinheiro, energia. Você tem que olhar para aqui. Bom, qual que é a outra opção aqui boa também? O bastante que eu tenho as habilidades.

>> Uma simbiose entre capacidade e oportunidade, né?

>> Exato. Exato. Quando você consegue enxergar isso, você tem um posicionamento, já é um grande passo para você construir uma marca pessoal. E aí, com seu posicionamento definido, você vai entender qual que é a melhor forma de tangibilizar esse posicionamento. Como é que eu deixo isso claro? Porque se existe vantagem competitiva e eu sou capaz de ocupar, logo é um lugar da esponja que não tá encharcado. Então, eu posso entrar ali agora. Se eu vou entrar ali como água, né, e vazar um pouquinho ou ficar só um resíduo meu ou como agulha, depende muito da mensagem, do estilo de comunicação, da forma como eu vou adentrar naquele espaço e dos canais. Cada canal ele oportuniza melhor uma mensagem em detrimento a outras. Então, existem canais que vão priorizar determinados tipos de formas e canais que vão priorizar outras formas. Então você precisa entender qual é, quais são os melhores canais para você distribuir a sua marca pessoal e qual é a melhor forma em cada um desses canais para que a sua marca pessoal alcance o seu público e seja entendida da forma como estrategicamente você a pensou.

>> Perfeito. Ah, percebam, trazendo isso pro mundo da estética para tentar me desafiar, sintetizar o que o que a Tai falou. Eh, eu noto muito isso no mercado da da harmonização. No começo tudo é novidade, é um mercado embrionário, incipiente, essa categoria nova que foi criada. Ã, naturalmente surgiram expoentes. Esses esses expoentes influenciaram, evidentemente, outras pessoas a a modelá-los.

>> Uhum.

>> Nessa perspectiva e hoje a gente vive um cenário de muitos profissionais, clínicas e negócios visivelmente atuando de forma parecida, ao menos na perspectiva de percepção.

>> Uhum.

>> E e uma frase que eu digo com frequência é essa: com quem você tá falando? Porque as pessoas, eu noto que elas têm ainda a pretensão ou a ideia de que elas são capazes de falar com todo mundo.

>> Uhum.

>> Não, porque esse grupo de pessoas que quer fazer um procedimento estético ou que quer consumir o meu serviço, é um grupo de pessoas que, de repente, eu consigo atingir ele por completo.

>> Uhum.

>> E isso é praticamente antibiológico, né?

>> Uhum.

>> É, especialmente num cenário hoje de overthinking, especialmente num cenário hoje de muitas informações, e você não disputa a atenção só com quem é do teu nicho, como você disse,

>> você tá scrollando o feed do Instagram, você disputa com a Tai, você disputa com a Anita, você disputa com todas as pessoas que estão ali, que são seguidas por esse teu público endereçável.

>> Exato.

>> Essa é a dificuldade. Então, a gente tem primeiro com quem você quer falar, depois quem você é. E esse ponto eu acho que daria tranquilamente um podcast só pra gente falar dele. H, eu particularmente me desafio a dizer que acredito que seja hoje o principal desafio, não só do mercado da estética, mas talvez de todos os mercados.

>> Uhum.

>> Porque e aí vou te pedir para você me corrigir ou me complementar depois, é muito difícil existir um posicionamento sem um nível de autoconhecimento considerável, né? Tá aí a gente fala muito de construir um posicionamento, construir um branding, construir uma marca e e às vezes a gente esquece que pra gente encontrar os pontos fortes e fracos, às vezes a gente esquece que pra gente entender qual é o nosso arquétipo, qual é o nosso enagrama, qual é seja qual tipo de metodologia que a gente vai usar para se definir,

>> a gente precisa mergulhar para dentro antes de mergulhar para fora. Você nota que muitas marcas muitas vezes esbarram nessa falta de autoconhecimento do fundador.

>> Uhum.

>> Total. Muitas marcas esbarram na falta de autoconhecimento do fundador quando a gente olha pra marca pessoal e pra marca de negócio da própria história da da história de origem, né? Eh, e assim, quando a gente faz um estudo pensando, né, a gente fala em estética, majoritariamente as marcas dentro desse mercado, elas bebem muito da marca pessoal do do fundador ou ou do export do expert, né? Então, assim, quando a gente pensa nisso, eh, as pessoas mais cativantes da humanidade, as marcas pessoais mais desejadas, elas conjulam coisas muito diferentes entre elas. Elas são extremamente diferentes entre elas, mas existem três características em comum nelas. Que características são essas? Normalmente são pessoas muito autoconfiantes, só que ao mesmo tempo são vulneráveis. Por quê? Porque são autoconscientes. Então, a autoconsciência é você conseguir olhar para si e aí você vai ter autoconfiança, porque todos nós temos fortalezas. Todos nós, qualquer pessoa tem fortalezas, tem coisas importantes, relevantes sobre si. E todos nós temos vulnerabilidades, todos nós temos pontos fracos. Todos nós temos grandes defeitos, grandes problemas. Quando você não tem ciência sobre as suas fortalezas e as suas fraquezas, você se torna inseguro e você, provavelmente, com a tua insegurança, vai querer disfarçar as suas vulnerabilidades, esconder elas. E quando você esconde os seus defeitos, eles chegam primeiro do que você. Então, uma coisa que que eu gosto de falar é que quando você tem clareza das suas sombras, elas não te assustam mais, ou pelo menos elas não te atrapalham tanto. Então, eh, esse é um trabalho muito importante, porque se você tem muito, eu gosto de fazer esse exemplo de uma característica específica, eu sempre dou esse exemplo, mas que eu acho que é uma uma bem comum na vida, que é o fofoqueiro. Todo mundo conhece alguém fofoqueiro. Todo mundo trabalha com alguém fofoqueiro ou já trabalhou. E o fofoqueiro, ele ele tenta fingir que ele não é fofoqueiro. Normalmente tenta parecer que ele não é fofoqueiro. É a mesma coisa que o mentiroso. Ele ele não quer que as pessoas saibam que ele é mentiroso, que ele é fofoqueiro, né?

>> E aí o que que acontece?

>> Todo mundo sabe. Então ele acredita que as pessoas não sabem. Ele tenta esconder aquilo, todo mundo sabe e aí as pessoas criam medo, rejeição dele e tal. Agora, se o fofoqueiro ele sabe que ele é fofoqueiro, eventualmente é uma coisa que ele nem gosta nele mesmo, né? Um erro dele, um problema dele. E aí ele coloca isso, imagina se ele chega para você no ambiente de trabalho e fala: "Olha, quero te dizer um negócio.

>> Eu gosto, eu gosto de fofocar.

>> Ele fala: "Eu sou uma pessoa que eu tenho esse problema. Eu gosto de fazer fofoca. Então, se tiver alguma coisa que ninguém pode saber, não me conta, não, porque eu vou ter que espalhar." Então, você ri, você já leva para um lugar leve, porque você fala: "Putz, essa pessoa sabe disso".

>> Uhum.

>> Então ela ela não é um perigo, porque ela sabe, ela tá colocando, deixa de ser um perigo e pode eventualmente, inclusive se tornar uma grande característica positiva. Então eu, por exemplo, no meu processo de de me descobrir, né, eu tenho ali algumas algumas sombras, uma delas que eu falo bastante é o fato de eu ter sido por muito tempo uma pessoa sem foco, uma pessoa muito curiosa sobre múltiplos assuntos. Então, por gostar de muitas coisas, queria viver e fazer todas essas coisas e era entendida como alguém sem foco. A partir do momento que por por um tempo eu escondi aquilo, quando eu abraço e entendo isso como uma potência e não como uma fraqueza, eu transformo uma pessoa sem foco para uma polímata especialista.

>> Uhum.

>> Então eu combino duas características, né? Porque apesar de eu ser sem foco, eu consigo mergulhar profundamente nos assuntos que são pertinentes à aquilo que eu faço. Então, é uma polímata especialista, é uma pessoa sem foco, porque você deu luz a um problema, trouxe ele, tirou ele da sombra, botou ele na luz e transformou ele em uma vantagem para você. Então o processo de autoconhecimento, ele é fundamental para você ter uma marca forte e mesmo, né, para alguém que putz, cara, eu já todo mundo tem uma marca, né, independente se quer ou não, mas porque eu não quero fazer um trabalho relacionado a marca, mas você vai ser uma pessoa melhor, um profissional melhor, se você tiver clareza de quem você é.

>> Perfeito, maravilha. você já deve ter se identificado, se não, já deve ter visto e entra exatamente nessa mesma construção que você fez de uma nova perspectiva, uma nova visão sobre determinadas características e disfunções cognitivas, sociais, que é a superdotação.

>> Hum.

>> Inclusive, tem muitos profissionais na rede social que estão explorando, olha, você não tem TDHA, você não tem determinados tipos de patologias neurais, o que você é, é superdotado.

>> Uhum.

>> E trabalhando isso com uma nova roupa, né?

>> Uhum.

>> Trabalhando isso com uma nova perspectiva. E e é muito interessante porque quando a gente fala de carisma, normalmente as pessoas que se autoafirmam muito perdem score de carisma. E aquelas que se autodepreciam com controle, com tranquilidade, que trabalham seus defeitos e assim se humanizam, são vistas com muito mais simpatia

>> pelo público.

>> E isso de fato eh é uma verdade. E puxando esse gancho

>> do autoconhecimento, existem muitos coachs, vou usar essa palavra porque sei que dentro do da tua atmosfera é é uma das coisas que inclusive você visa sempre colocar luz sobre esse aspecto. o que é de fato uma informação

>> Uhum.

>> que merece ser abraçada e o que de fato é uma informação que merece ser melhor pensada, ao menos

>> na estética, inclusive muitos profissionais que se prestam a ensinar sobre Marte, sobre comunicação, eles vendem métodos prontos, eles vendem ideias prontas. Inclusive, uma que me incomoda muito é não não um método em específico, mas uma ideia sobre ele, é que para você triunfar, prosperar na perspectiva de marca pessoal, você precisa adotar arquétipos específicos para aquele setor. Você já deve ter ouvido isso em algum lugar. Na estética isso eh eh ganhou certa visibilidade, na harmonização isso ganhou certa visibilidade que se não for o arquétipo do amante, se não for o arquétipo do governante, se não for o arquétipo do cuidador e todos eles entrelaçados. E normalmente quem vende esse tipo de método diz que a absorção do método ela tem que ser integral, tem que ser um mergulho que se não for isso, dificilmente você vai atingir determinados resultados. H, puxando essa essa história como base, como pano de fundo, o quanto você acredita que você ser fiel à suas características e você descobrir, porque a bem da verdade a essa leitura sobre os arquétipos de Ungiana, depois Carol Pearon e todos os autores que falam sobre isso, eles trabalham uma perspectiva de descoberta e não de escolha.

>> Uhum.

>> Como simulação de características tuas.

>> Uhum.

>> O quanto você acredita que você ser fiel à tuas próprias características na construção da tua marca é importante para você construir uma marca magnética?

>> Não. E primeiro assim, se todo setor tá fazendo uma coisa, faça outra. É o primeiro fato, porque senão você vai ser mais um dentro do setor, né? Então, existem premissas assim que as pessoas colocam.

>> Isso é muito curioso. Eu acho que a gente tem que exercitar nossa cabeça, que é quando todo mundo, tá? Você tem que entender o porquê daquilo, né? Então, vamos lá. Às vezes alguém chega para mim e fala assim: "Ah, porque tem que durar isso aqui normalmente a gente faz, tem que fazer esse esse comunicado durante 5 dias. Mas por que 5 dias? Não sei, porque é assim, todo mundo faz cinco dias. Assim, tudo bem, mas por que cinco e não quatro ou seis? Qual tem? Tem um fundamento por trás disso? Isso as pessoas testaram seis e ah, eu tendo achar que se são todo mundo faz cinco, é porque alguém testou seis, testou quatro, testou sete. Talvez, talvez, talvez seja certo,

>> mas se não há o experimento dado pra gente olhar, então talvez alguém colocou cinco dias e assim ficou também. Pode ter sido.

>> Eh, quando a gente tá numa categoria, as pessoas ficam copiando a categoria, né? Então, eu quero me parecer com essa categoria. Quando isso, na verdade, ele te faz ser apenas mais um ali dentro daquela categoria. Você falou aí que, bom, a pessoa emular um um uma junção de três arquétipos. Você falou que o método é esse, né? Então a gente tem que misturar esses três. Então no final todo mundo vai ser a mesma coisa. A ideia é essa,

>> é as pessoas, inclusive essa é uma característica desse mercado, a gente nota muitas pessoas parecidas, ou melhor, você tem uma grande dificuldade em enxergar distinção,

>> mas aí é uma burrice. Quer dizer, não é uma burrice, é uma oportunidade.

>> Uhum.

>> Então assim, se você tá nesse mercado, não faça isso, porque isso é uma oportunidade para você. Tá todo mundo muito parecido. A as pessoas tendem a a não conseguir exatamente o que você falou, enxergar diferenças. Portanto, se não há diferencial, eu vou no mais barato.

>> Uhum.

>> Se não tem diferencial, eu vou no mais barato. Então, como que você, por exemplo, né, sendo um profissional de estética, se precifica melhor? Você se precifica melhor deixando claro que você tem diferenciais. E esses diferenciais, obviamente, precisam ser eh vinculados à funcionalidade, mas também a percepção. E percepção é algo construído. Sobre o que você falou de ser fiel à suas características, cara, e eu gosto de falar que nós, seres humanos, cada um de nós é uma multidão, uma multidão diferente.

>> Você é uma multidão, eu sou uma multidão, mas as nossas multidões são diferentes.

>> Então, se somos uma multidão, não tem por a gente escolher características que não são nossas. A gente já tem tantas, né? É. Muito melhor a gente editar e lapidar as nossas características próprias, porque são únicas, são nossas, e a gente expressar elas em conjunto ali. É óbvio que quando eu falo editar, o que que eu tô querendo dizer com isso? Tô querendo dizer com isso que existem características que não convém o expor, não convém às vezes por desejo próprio, não convém às vezes por estratégia, não convém às vezes por um desejo de outra pessoa. Exemplo, tem pessoas que a família não quer ser exposta e aí é é uma edição. Eu corto a minha vida familiar. É, já editei essa parte. Então, você não tem por fingir ser quem você não é quando você é tanta coisa. Então, a gente não é uma única coisa, a gente é milhares de coisas. Então, dessas milhares, quais são as mais adequadas para eu expor no meu âmbito profissional? Quando a gente fala no âmbito familiar, no âmbito emocional, você pode ser tudo, né?

>> Uhum.

>> No âmbito profissional, quais são as melhores minhas que eu posso expor? E aí vai ser uma edição de mim mesmo e não uma construção de um personagem. É uma edição de mim mesmo.

>> Perfeito. Às vezes as pessoas se prestam e não por por não se gostarem só, mas por acreditarem numa ideia de autoridade, acreditarem na ideia de que um profissional é tão bom e eu não me acho tão boa, que eu compro essa identidade para mim.

>> Uhum.

>> Que eu compro essa forma de ser, essa forma de agir, essa forma de falar. Quando de repente a forma que você tinha, a que você construiu, seja por características genéticas ou de construção social, podem ser até mais interessantes do que essa que você tá comprando, né?

>> Total.

>> E entrou pro vocabulário brasileiro o branding, o que há muito tempo em outros países já se falava, já se estudava. Eu sei que você tem essa conexão, você estudou fora e você trouxe muita coisa de lá. Certamente amplificou e elasteceu muito a tua visão sobre tudo essa interconexão, eh, mas chegou no Brasil com força há poucos anos a popularização do branding, mas eu noto uma dificuldade da massa do do ser humano médio de entender isso. Se você tá e fosse explicar o branding da maneira mais simples que você pudesse, você tá treinando um colaborador teu, está treinando alguém da tua equipe e ele te pede, tá? Mas o branding numa perspectiva de conceito simples, de que maneira você acha que a gente podia explicar isso pros ouvintes que estão escutando a gente agora?

>> Do jeito mais simples possível, marca é aquilo que as pessoas pensam sobre alguém ou alguma coisa. Então é isso, assim, o que você pensa sobre esse lugar que a gente tá? Quais são as percepções que ele te gerou? Isso aqui é a marca desse lugar. O que você pensa sobre a Catânia? Então, é a sua percepção sobre esse lugar, é a marca desse desse lugar. Essa percepção, ela pode ser positiva, negativa, ela pode ser estratégica ou ela pode ser displicente, sem intencionalidade. Basicamente é isso. O que você pensa sobre alguém ou alguma coisa, isso é marca. E aí no conceito mais palpável assim, eh, menos simples, né, mas ainda assim com bastante simplicidade, marca é a soma de todas as expressões pela qual alguém ou alguma coisa vai ser conhecido. Então, do jeito como eu falo, como eu me visto, a cor do meu cabelo, o meu olho, o meu tom de voz, a forma que eu falo, o que eu falo, tudo isso são expressões, né? Isso eu tô falando do ponto de vista de pessoas, assim como numa empresa, que que são expressões? o atendimento que você recebe no telefone, a loja que você visitou, a embalagem do produto, o produto em si, o site, as redes sociais, tudo isso é expressão. E essa soma vai fazer com que eu tenha uma percepção sobre essa empresa. E essa percepção, nós, seres humanos, estamos sempre julgando, vai me fazer pensar assim: tenho interesse, não tenho interesse, gosto, não gosto, pagaria R$ 10? Pagaria R$ 1 milhão deais? Essa essa essa junção dessas expressões vão me fazer ter uma percepção que vai drivar se eu compro. Primeiro vai drivar se eu me interesso, depois vai derrivar se eu considero comprar, se eu compro, qu por quanto eu eu topo comprar e aí no uso, né, da expressão do produto, serviço e outras e outras características se eu recomendo ou não recomendo. Então isso é marca.

>> Perfeito. Esse empilhamento de valores, né? Esse empilhamento de sentimentos, de pensamentos, tudo aquilo que que sem depender necessariamente do racional

>> eu sinto ou eu penso quando vejo.

>> Então a gente consegue afirmar, tai que é praticamente impossível, por mais que eu não goste tanto desses superlativos ou hipérboles, mas é praticamente impossível. Mesmo que você queira, você não deixa de ser uma marca.

>> Não, é impossível. Todo mundo é uma marca. Porque a não ser que você viva num local ilhado assim, sem nenhum outro ser humano ou nenhum outro animal mamífero junto, aí você não é uma marca, mas a partir do momento que você tá em convívio social, as pessoas estão te julgando, mesmo que de maneira e inconsciente. A gente tá julgando tudo o tempo todo. Isso é uma característica humana. Então você tem uma marca como pessoa e você tem uma marca como empresa, você querendo ou não. E se você não pensa sobre isso, ela tá sendo formada sem a sua anuência, ou seja, sem que você interfira de maneira consciente nesse processo.

>> Maravilha. e puxando justamente esse esse gancho do comportamento humano, porque quando a gente fala de marketing, eu costumo dizer do meu jeito que eu noto que o marketing ela ele é uma matéria, eh, técnico dependente do que o marketing nada mais é do que uma construção, do que um empilhamento de valores sobre como a gente enxerga o mundo e as pessoas. O marketing ele bebe da antropologia, da sociologia, da psicologia, da filosofia. Nós já conversamos sobre vários conceitos filosóficos, psicológicos aqui em pouco tempo,

>> psicanalíticos.

>> E e do ponto de vista neurocientífico também. É é a maneira como o ser humano age, se comporta, pensa e sente. E e talvez a gente, a cada momento que a gente passa, a gente tá acelerando a mudança do comportamento de consumo, não só de consumo de compra, mas de consumo de conteúdo.

>> Uhum.

>> De consumo de atenção. Eu noto essa mudança, eu sinto essa mudança. E puxando esse gancho para fazer o próximo questionamento para você, quando a gente fala de gatilhos mentais, esse era o termo, eh, que tava inserido mais na moda há um tempo atrás, desde a época da fórmula de lançamento. Não necessariamente o curso do Érico, mas o o conceito até porque veio veio de fora também.

>> Sim.

>> H, da fórmula de lançamento, usou-se essa coisa de só temos duas vagas.

>> Uhum.

>> Ã, eu preciso que você compre agora. Então, tudo aquilo que mexe com a gente, que usa esses atalhos, essas heurísticas para fazer com que a gente aja num determinado sentido, você sente tal qual como eu, que os gatilhos mentais, principalmente no seu modo mais agressivo, eles estão perdendo um pouco de força, tá mais difícil atingir as pessoas? As pessoas se acostumaram, elas padronizaram, elas viram tanto esse tipo de propaganda que talvez elas estão começando a perceber que nem todas elas refletem a realidade daquele produto, daquela venda.

>> Ó, eu não sei eh exatamente a resposta porque eu não sei quantas pessoas e em que nível elas foram expostas a esses a a esse formato, né? Quando a gente fala em um nível de de sofisticação intelectual maior, pessoas que, né, que que realmente estudam muito, que que são mais espertas assim, elas sentem que aquilo ali não é verdade. Então, normalmente quando uma pessoa quando até entrando, a gente é movido muito a símbolo. Quando quando a gente olha para as pessoas que a gente considera que são pessoas inteligentes ou que são pessoas seguras, normalmente elas são calmas.

>> Uhum.

>> Então quando eu vejo alguém que me passa confiança, normalmente são pessoas calmas. As pessoas muito agressivas, normalmente elas passam ansiedade. E aí talvez isso mova um comportamento de compra por impulso, por medo de perder, né? Mas num relacionamento a longo prazo com essa com essa forma de fazer marketing, a tendência é que a pessoa que foi afetada por aquele marketing uma, duas vezes, vai perdendo a potência, né, eh eh de de se impactar com aquilo, aquilo gasta porque é uma energia nociva, uma energia que cansa. Então, a gente tem muitas pessoas no Brasil, então existe um mercado, talvez a mesma pessoa recomprar várias vezes, isso não acontece, mas como existem muitas pessoas, eu não sei quantas delas já foram atingidas por isso. Então ainda existe um mercado provavelmente grande a ser explorado dessa forma que ela funciona numa primeira.

>> Talvez sempre vai existir, né?

>> Talvez sempre ainda exista, né? Então sempre vai ter um momento ali para uma para momento inicial que aquilo funciona, aquilo te pega por ansiedade, por medo de perder. por putz, será mesmo que é isso? Vou pagar para ver e tal. E normalmente são valores iniciais baixos, então a pessoa fica disposta a pagar para ver. Agora, as pessoas que vão conseguir ter um valor de mercado, uma construção empresarial, são empresas e pessoas que conseguem se conectar na confiança. A confiança constrói relação de longo prazo. O medo ele constrói relações às vezes intensas, mas que se desgastam com o tempo. Então eu acho que o gatilho, os gatilhos mentais que foram mais usados, né, escassez, é medo de perder e ganância, são os três mais utilizados, eles movem sentimentos da humanidade primitivos ruins.

>> E aí o desejo por estabilidade e segurança, normalmente ele pode ser ativado pelo medo ou pela confiança. Então, eu acredito que a gente vai ver cada vez mais e ganhando de novo luz os profissionais, as marcas que trabalham com sentimentos bons, que trazem paz para as pessoas.

>> Talvez por isso o filósofo grego colocou o etos antes do patos, né? Ah, e nessa perspectiva, o etos para quem não conhece a o trinômio, ele fala da ética de quem fala, a ética do orador. Talvez os gatilhos ou as inserções um pouco mais potentes funcionem mais ou sejam recebidas com confiabilidade por aqueles que já ganharam

>> hum

>> a confiabilidade. Então, ah.

antes da narrativa pra persona, a narrativa de quem fala, né? Como essa pessoa é vista, a procedência dela nesse processo. E agora, vou te fazer algumas perguntas, eh, para colher a tua opinião.

Só, só antes, só fazer um um adendo no que você falou, é que se você olhar as pessoas que normalmente fazem esse trabalho muito agressivo, são pessoas que não fizeram. Então, na verdade, eh, elas, elas dão essa hipérbole para justamente esconder as faltas. Então, assim, são pessoas, eh, quando falam muito agressivas, assim, com promessas muito bilaborantes, muito milagrosas, são pessoas que normalmente ganharam dinheiro vendendo isso mesmo, essas promessas delas. Não são pessoas que construíram um negócio ou uma carreira brilhante ou uma formação bacana. São pessoas que cresceram fazendo isso, essa, isso. Então, não são pessoas que têm credibilidade por elas. Elas falseiam, gerando esse medo e essa ansiedade e esse desejo preguiçoso também de outras pessoas para cima delas, né? É impressionante.

Eu costumo comentar com a minha equipe, daí a a relação genuína que que o marketing a venda tem com o relacionamento humano.

A venda é relacionamento, né, como um todo.

E com o relacionamento amoroso, absolutamente todos os exemplos que você usou se encaixariam perfeitamente no relacionamento amoroso. Inclusive, eu brinco com eles e vou dar aqui um um hack para quem tiver nos ouvindo, que a primeira pessoa que criar um curso de venda que seja completamente baseado no relacionamento amoroso, estoura, porque é total, né? Daria para fazer um Instagram, um perfil que trabalhasse só a a emulação de situações de um relacionamento amoroso e compatibilizando isso com a venda. Eh, e você usou um aspecto, o teu tom de voz é um tom de voz que acalma e todo mundo sente isso e traz isso, que numa numa conversa, numa discussão com o teu par, eh, normalmente você percebe que quem tem a necessidade de gritar é porque lhe falta argumentos, né?

Uhum. Então, eh, isso se encaixa perfeitamente nisso que a gente tá que a gente tá falando agora. Trazendo para uma perspectiva mais prática, tai, ã, eu queria que você pensasse uma ação de marketing ou de branding que as pessoas primeiro, muito falam, ã, não necessariamente vendem, mas que ela é vista como uma ação viradora de jogo e que você eventualmente não considera tão eficaz ou que você não considera tão boa. Tem alguma que você muito ouve? Logicamente que isso é relativizado a depender da circunstância do cliente. E todas essas perguntas poderiam ser ã respondidas com "depende". Eu sei disso, mas eu tô te colocando em no fogo mesmo. Ã, alguma ação eventual que você muito escuta, mas que você na prática, com as tuas experiências grandiosas, você notou que se não for muito bem ajustada, ela pode gerar frustração?

Ah, várias, né? Posso estar duas aqui que eu acho que são muito comuns e são extremos uma da outra. A primeira delas é a ideia de marca precisa ter um propósito muito para além do negócio.

Maravilhosa essa.

Eu não concordo com isso. Primeiramente, eh, existem alguns negócios que nascem de causas, eh, mas não é necessário para uma marca fazer sucesso ter propósito. E, na verdade, na minha visão, é militância do profissional de marketing que quer colocar lá coisas de justiça social, coisas que ele acredita na física, na empresa dos outros, pros outros fazerem propaganda aquilo que ele acredita com o dinheiro deles. Então, normalmente, eh, a empresa, o propósito central de qualquer empresa é gerar resultado pros pros seus acionistas. Esse é o minha super polêmica, né? Mas esse é o propósito de qualquer empresa. Ela precisa gerar resultado para os seus acionistas. Isso é o básico. E como ela faz isso, o propósito, na minha visão, ajuda pouco. Essa ideia de propósito, quando ela é um propósito vinculado a fazer, vamos botar aqui, por exemplo, tons, lembra de uma marca de sapato, você comprava um, doava outro.

Cadê?

Nunca mais ouvi falar da Thoms. Você pensar Ben and Jerry tá pensando por um grande problema, né? uma marca também que tava muito vinculada a isso. Eh, e não que você não possa fazer ações sociais, inclusive eu acho que vale muito a pena fazer, eu faço e eu sou favorável, mas dizer que isso gera resultado financeiro para uma empresa é mentira.

Estava, por exemplo, fazendo outra coisa polêmica, estava fazendo o o branding da Boca Rosa. E uma coisa que a Bianca valoriza muito é a sustentabilidade. Ela valoriza isso intimamente, ela é dona da empresa, então ela tem todo o direito de colocar isso na empresa, mas ela acreditava que isso faria com que a marca iria vender mais. E aí quando a gente fez a pesquisa, inclusive com uma empresa de pesquisa que é bastante militante, tentou maquiar, mas eu falei assim, não vamos olhar os dados de maneira real, vamos olhar aqui estatisticamente aí, estatisticamente a própria empresa falou, estatisticamente, sustentabilidade não é driver de compra. Ninguém vai comprar maquiagem para ela ser sustentável, essa é a verdade. Então, a fundadora tem o direito de ainda sim fazer a maquiagem ser sustentável? Óbvio que tem. É o direito dela, é a empresa dela e ela acredita naquilo, mas ela sabe que não é uma coisa que vai fazer com que ela venda mais e ela tá em paz com isso, não tá tudo bem. Então, assim, isso é um ponto. Não achem que fazer essas coisas vai fazer com que você venda mais. Se você quer fazer, faça. Pelo propósito de fazer, mas sem a a intenção de acreditar que aquilo ali vai te trazer resultado financeiro.

Eh, um outro ponto aí para um extremo oposto que é corta preço, promoção, né? Promoção é uma coisa que pode destruir uma empresa. Você você vai fazendo promoção, você vai fazendo promoção, você vai dizendo para as pessoas, você vai educando as pessoas que você vale menos. Quanto mais promoção você faz, mais promoção vão querer. E aí você pode entrar num jogo perigoso, porque se você não tá num jogo de volume extremo, quer vender para por muita quantidade, você perde no jogo do preço. Só quem pode jogar no jogo do preço é quem tá jogando pr pra massa para vender muito volume. Quem não tá jogando para vender muito volume perde na guerra do preço. Então, cuidado para você entrar numa guerra que você não pode continuar jogando essa batalha. Promoção é uma coisa que, óbvio, tem momentos do ano, momento específico, que você pode fazer, mas cuidado para não virar um vício e você acabar entrando numa guerra que você não tem armas para ganhar. Se você não é uma pessoa que vende volume alto, você não vai ganhar, porque a sua margem não te permite um preço baixo, então você não vai ganhar. Então faça promoção com muita sabedoria e com muita clareza da forma que você vai fazer promoção. Se você é uma marca que tem um preço mais premium, se você em momentos de promoção vai lá e age como uma marca varejão, você tira valor da tua marca e eventualmente isso pode ser cobrado por você. Então, uma coisa erradíssima que as marcas fazem é se adaptar às oportunidades. Não é assim. Você tem que adaptar a oportunidade à sua marca e não você se adaptar à oportunidade. O que que acontece? Black Friday todo mundo se pinta igual. Você acha que o fazano, por exemplo, ele vai fazer o mesmo tipo de Black Friday do que o IBS budget?

Difícil.

Não vai? Você entende que se se ele faz aquilo ali vai ser muito ruim para ele? As pessoas vão olhar de uma forma muito negativa. Então as pessoas pegam e falam assim: "Putz, como é Black Friday, então eu vou pegar a minha marca que sempre foi assim. Aí eu vou colocar verde, vermelho, neon, Ricardo Eletro cortado, pá." Mas você não é Ricardo Eletro, você não é varejão. Então não tem por você fazer isso. Você pode usar a Black Friday ao seu favor, adaptando ela a sua marca e não se adaptando a Black Friday.

Talvez até uma estratégia seja usar Black Friday para aumentar o preço.

Pode ser a depender das circunstâncias. Eh, o o aspecto é

que dificilmente as pessoas vão deixar de se acostumar com aquilo que é mais barato, né?

Uhum. A partir do momento que você começa a fazer isso de maneira recorrente, elas vão estabelecer isso como padrão com muita facilidade.

Muita. E e no sentido inverso agora, alguma ação de marketing que não é modista, não tá na moda, as pessoas pouco falam, mas você pessoalmente gosta muito, de repente uma tradicional ou alguma ação que compreenda o universo do marketing que vem na tua cabeça, que ela não tá na maioria das discussões, dos brainstorms, de branding, de marketing, mas que você pessoalmente tem afeto.

Uma coisa que dois dois pontos, tá, nesse sentido. Primeira que para talvez para você e para quem esteja ouvindo a gente seja um pouco óbvio, mas se você olhar nenhuma marca ou praticamente nenhuma marca grande no Brasil, poderia contar nos mes dedos das mãos e não só do Brasil, no mundo, consegue usar as redes sociais orgânicas para gerar receita, dinheiro mesmo, quase nenhuma marca. Você olha marcas grandes, Stoney, iFood, americanas, o que elas fazem na rede social é vender por mídia paga.

Uhum.

Trabalho delas orgânico é para cumprir função. Então eu não consigo entender o porquê disso. Eh, para mim não faz nenhum sentido. A marca que tem muito recurso, que pode ter um excelente time, aí eles contratam uma agência externa e basicamente só usam a rede social para fazer media pago. Aí é um problema, porque poderiam estar fazendo pelo menos algumas centenas de milhões de reais com custo baixíssimo, que é o custo de um time pequeno. Então esse é um ponto que eu acho muito estranho, eh eh elas não fazerem. Eh, entendo que é porque maior parte das agências não sabe fazer e isso é um problema para as marcas. Aí, bom, para além disso, uma outra coisa que não é muito debatida, mas que para mim é sensacional, é extremamente fundamental se ter cada vez mais é um universo pra marca. Então, como a gente tá no mundo de muita exposição a informações, a muitas coisas, as pessoas têm dificuldade de se importar e de se lembrar com aquilo que elas enxergam. Então, quando você constrói um universo para a sua marca, que vai para além de da sua identidade de logo, de eh de tipografia, de tom de voz, criar um universo mesmo, quais são os cenários, quais são os tipos de cores, quais são os personagens que vivem dentro desse universo para além do principal ali ou dos principais, eh quais são os valores, quais são as atitudes desse universo? Algumas marcas fazem isso muito bem, as marcas de moda. A Disney fez isso muito bem, que é criar universos.

E isso tem muito valor porque você cria de fato várias experiências que conseguem na soma criar, fincar muito o pele. Então, outra marca que tem feito isso, tá começando a fazer cada vez mais é a Luis Vitton.

Uhum. A Livon tem investido muito em experiências para além eh da da identidade visual e verbal que fazem com que a marca crie muito mais relevância e significado para as pessoas. Então o que que eu tô falando com isso? A Luis Viton vai fazer no verão, pelo que eu sei, vai pegar ali o Boa Vista Village, a praia do Village. Todos os guarda-çóis vão ser da Luiviton, todas as caminhas vão ser da Louis Vitton, vão ter ali popups da da Louis Viton no meio da praia e ela como se ela como se ela dominasse aquele ambiente e tornasse ali um cenário de filme da Louis Vitton. Então isso a gente tem, a gente já vê na Europa, o verão europeu é cheio de ações desse tipo. Você vê, por exemplo, a 1000 fazendo uma popup store, cria aquele mundo ideal aonde eu gostaria de ser um personagem daquele mundo. É como se eu quisesse fazer parte daquele universo, daquele pequeno universo criado por aquela marca. Isso cria muito desejo.

Maravilha. Vamos tentar fazer um um transplante

para uma clínica.

Para uma clínica.

Uma clínica estética.

Uhum. H, naturalmente, o bom marqueteiro, o bom cientista do marketing, ele é aquele que observa melhor e maior,

né? A maioria das pessoas não consegue agir porque não consegue nem pensar um

nesse sentido.

Ah, e quando a gente fala do universo de marca, eu noto duas características do público dessa persona, que é a pessoa que eu tenho mais contato. Primeiro, eles têm muito medo de fazer diferente, porque naturalmente aquilo que a maioria das pessoas fazem já é validado como algo no mínimo seguro, mas não que seja eficiente. E talvez aquilo que é extremamente seguro é tão seguro que para você não vai surtir resultado nenhum.

Exato.

Então, primeiro esse receio da diferenciação. Será que se eu fizer isso eu vou ser taxada como como maluca? Será que se eu fizer isso eu vou ser taxada como vou ser recriminada? Vou sofrer represária social. E o segundo aspecto é elas não terem uma noção de até onde essa perspectiva de universo, de marca pode ir. H, pensando muito longe e sendo mais rompedor de padrão que a gente possa juntos aqui, o que que você acredita que poderia, o que que vem na tua cabeça se eu te propusesse uma ideia de construir um universo de marca dentro de uma clínica com uma secretária, cinco colaboradores, um bom espaço de recepção, um bom espaço para fazer a hospitalidade dos clientes, algumas salas para atendimento, o que que a gente conseguiria eventualmente criar aqui?

Ah, eu iria muito para um para um caminho que eu não vejo ninguém de estética ainda, que é o o do conforto extremo, porque quando a gente vai nesses ambientes, eles são muito bonitos, mas eles são até meio frios, né?

Uhum.

E nós vamos lá tentando eh buscando sermos mais bonitos aos olhos dos outros. Mas e se além disso a gente sai de lá bem emocionalmente? Se a gente sai com tranquilidade, com paz. Então, quem fez isso muito bem em beleza quando a gente fala em maquiagem foi a Selena Gomes com a marca dela Hair Beauty, que é uma das marcas maquiagem mais cresceu, tem um valichation enorme. Ela trabalhou muito o conceito de comfort, de beleza confortável. Então imagina, você chega numa numa clínica de estética e você se sente totalmente cose, acolhido, um ambiente, sabe, quase um spa terapêutico mesmo, assim, música gostosa, leve, um ambiente quente em vez de ser frio. Normalmente, quando eu quando eu imagino clínicas de estética, eu penso em chãos gelados, mármore, em cores claras, luz, assim, obras de arte, às vezes em esculturas duras, bem esculpidas. ser um ambiente rígido, né? Mas esse for um ambiente muito confortável, gostoso de eu ficar lá quentinho, prazeroso, que quase não dá vontade de sair, ele não precisa ser um ambiente grande para ser assim, inclusive até favorece um ambiente pequeno. Então eu faria nesse caminho de ter de fato a habilidade de deixar as pessoas visualmente mais bonitas pros padrões estéticos delas, mas também ser um espaço onde elas se sentem mais confortáveis e onde elas saem de lá bem. trabalharia com algum tipo de aroma relaxante, algo que fizesse elas ficarem em paz.

Maravilhoso. E

tem muita clínica estética assim?

Não, muita não, definitivamente não. E as que tem, eu noto que falta ahã o processo que liga as expressões de marca.

Humum. Uma construção de um planejamento integrado. Às vezes tem um sofá gostoso, às vezes tem só a identidade fativa, às vezes só a identidade visual, às vezes só a coloretria, às vezes. Então, ã, eu conheço poucas, conheço algumas, mas poucas que realmente se voltaram de maneira quadunada para esse mesmo objetivo. E aí eu acho legal esse processo imaginativo, né, esse processo de criação, porque ele não tem limite

e esse talvez seja o o mais gostoso dele,

que é você primeiro imaginar quais ambientes te trazem esse conforto.

Uhum.

Gente, não na estética,

no mundo.

Uhum.

Né? Inclusive, é, é pensar quais lugares que você já foi. A casa da tua avó.

Uhum.

É um hotel gostoso? É um restaurante? Quais características esses lugares tinham? Porque sim, você pode tirar as suas experiências e as suas ideias de qualquer lugar.

E essa talvez seja, por mais simples e óbvia que possa ser, uma ferramenta de construção de universo, pelo menos no campo da imaginação, único.

Uhum. Imagina você ser uma clínica de estética com cara de casa de vó.

Meu Deus.

Muito gostoso você servir um bolinho de de laranja ali com chazinho da tarde. Bom demais. Eu falo isso que quem falou que as pessoas querem café com chantilly e Nutella? Quem disse? Não gosto.

Ou ao menos quem disse que o teu público gosta disso.

E

eu digo até isso, né, que a galera ficou tão gourm que o luxo hoje é você postar arroz com feijão e bife no almoço. Isso que é luxo, pô. Você tá podendo comer arroz, feijão e bife na tua casa, rapaz. Você ganha mega. Eu, eles participaram comigo do meu último lançamento. Ele teve uma parte dele, considerava que era sobre comunicação. E a gente falava muito sobre essas essas rotinas que se que as pessoas se apropriaram e repetiram como se fosse delas, né? Essa transmutação da identidade identitária. E eu disse, gente, por que que ninguém mais come empadão de manhã? Por que que ninguém mais come o docinho da festa de aniversário do teu filho de ontem no café? Cadê? Cadê o café gostoso? Cadê o pão francês?

É.

Né? Cadê o excesso? de de mortadela o excesso de requeijão caindo do pão. Porque essa realidade que tá todo mundo pintando não é

é

a realidade da que as pessoas vivem e que a maioria das pessoas, às vezes até o público que você quer atingir

espera para ter familiaridade.

Total.

Eh, enfim. E tá aí, ã, nesse mundo em que a gente busca a todo momento fazer com que o marketing não pareça tanto marketing, com que a venda não pareça tanto uma venda, ah, porque no fim, boa parte do processo de construção de narrativa, do processo de construção de storytelling, de storing, ele tá muito vinculado a isso.

Uhum. A fazer com que as pessoas enxerguem que sim, é uma peça publicitária, mas essa peça publicitária representa a realidade.

Uhum.

E esse é outro termo que entrou no vocabulário popular, no imaginário popular, com muita força, né? O storytelling.

Uhum.

As narrativas.

Uhum. H, não necessariamente numa perspectiva sistematizada de método. O que que você acredita que que é um storytelling, o que que um storytelling tem que ter para ele ser palatável, para ele ser gostoso de se ver, de se ouvir?

A única estratégia que existe é a jornada do herói. Só antes de passar a palavra, eu descobri, né? Eu tive uma cliente que foi fazer um curso com um determinado rapaz. Não vou categorizar porque eu não consegui. Eh, um determinado rapaz que ele disse no curso dele, onde ele vendeu mentorias de um preço bem considerável, que ele inventou uma prisão, que ele havia sido preso para que ele pudesse ter um incidente excitante, para que ele pudesse ter o ponto de virada e assim tornar a história dele, a jornada do herói dele, mais interessante ser ouvida, audível. Eu naturalmente achei uma loucura, contestei a ideia, mas quem sou eu? Não era eu o professor. O que que você acredita que o storelling pode ser colocado numa história simples da vida? A uma narrativa pode ser uma narrativa de uma situação completamente usual, trivial, coloquial da vida. O que que você acredita e aonde que você acredita que o storytelling pode ser utilizado de repente numa situação absolutamente comum de um dia a dia numa clínica, por exemplo?

Olha, existem muitos formatos de storytelling, né? a gente fala da da jornada do herói e ela é a que mais se consolidou.

Uhum.

A gente teve outras outras formas. Tem o tem o a o story circle, que é uma adaptação da da jornada do herói. Você tem >> o pós-drama, por exemplo, ele é uma antítese da jornada do herói. Uma história que você tem um drama que é completamente interno, não é externo, que é muito parecido com grande parte eh das pessoas que não têm um drama financeiro, elas têm muitos dramas internos, né, ou conflitos interpessoais. Mas eh a o a história ela não precisa ter grandes acontecimentos, ela precisa ter significado sobre os acontecimentos. Acho que esse é o ponto.

Perfeito.

Então a nossa capacidade eh de contar histórias, ela é muito parte de de da nossa raça, da nossa espécie, né? Não seríamos humanos se não fôssemos capazes de contar e de escutar histórias, mas para mim as histórias elas são menos relevantes de acordo com os acontecimentos, a grandiosidade dos acontecimentos e mais relevantes pela perspectiva da grandiosidade dos significados que a gente dá pros acontecimentos. Então eu posso ter uma história muito simples, como por exemplo, eu fui na padaria comprar pão e quando eu cheguei lá, eu encontrei um amigo meu que eu não vi há muitos anos, tô inventando a história agora, que eu não vi há muitos anos. E isso me fez pensar que não ver alguém a muitos anos significa que talvez eu não esteja vendo muito bem os anos passarem.

Inventei agora.

Uhum. O o significado que eu dei pro momento mundano, ele faz a história ser mais relevante do que um acontecimento gigantesco que não tem um significado grandioso dentro dele, sabe?

Não veio do nada, né?

Exato. Tipo assim, pô, eu vi um cara ali que era amigo meu, eu não vi ele há tantos anos e aí eu parei para pensar que eu não tenho visto os anos passarem. Então, fiz uma reflexão sobre a vida que ela pode ser importante para qualquer um. Não teve nenhum grande acontecimento fora, teve em mim. Então, assim, eh, numa clínica, né, pensando em como você vai falar do no seu dia a dia, eh, estético, o quanto de pequenas histórias não acontecem ali e que podem gerar grandes reflexões em outras pessoas. Cada história que te deu algum, cada coisa que aconteceu no seu dia, que te marcou de alguma forma, tem potencial de marcar outras pessoas, porque a gente é bem parecido com ser humano assim, de sentimento, de então cada coisa que você pensou que te impactou, pum, pode impactar outra pessoa. Então, eh, a o o storytelling para mim, o que ele precisa ter, eh, ele precisa ter algum nível de conflito, mas quando eu falo em conflito não significa algo ruim, ele tem que tirar você de um ponto ao outro. Isso pode ser

oscilar, né? Senoides emocionais.

Exato. E e eu acho que os melhores são aqueles que te te movimentam de alguma forma. ou você vai enxergar um pequeno detalhe diferente, alguma frestinha da vida por uma nova perspectiva. Acho que isso é o principal assim para você conseguir de fato ter uma história que que as pessoas estejam dispostas, porque todo mundo tá disposto a abrir uma nova fresta na vida.

Uhum. É, isso, é maravilhoso. As pessoas amam aprender coisas novas ou no mínimo enxergar a mesma coisa sobre uma perspectiva diferente. E eu vou dar um exemplo para vocês ilustrando uma característica de um historiador ou de um produtor de histórias, que eu acho que ela é fundamental, que é a antena ligada, né? é você ser um observador ativo, é você se colocar como uma pessoa que está em qualquer ambiente plenamente capaz de enxergar algo que é gerador de uma história. Começamos aqui o podcast com você me dizendo que uma característica tua é a timidez ou ou a introversão dentro dessa característica versus extroversão, que é exatamente a mesma característica que a minha, né? Eu sou um falso extrovertido, extremamente assumido. Eu palestro com as mãos no bolso. Eu tenho praticamente todas as expressões não verbais que vazam a minha verdadeira característica. Ã, eu posso parecer confiante aqui, mas eu não tô, porque de fato o meu processo de masking, o meu processo de mascaramento dessa característica, ele é muito treinado, então eu consigo fingir isso muito bem.

Uhum.

Então, perceba como isso já é uma história.

Sim.

E eu poderia dizer que uma das pessoas que que eu considero como mentoras intelectuais minhas tem uma característica muito parecida comigo e e que às vezes a gente imagina que as pessoas mais inteligentes, de repente elas têm o estranho hábito de serem tímidas.

É.

E a gente poderia construir um storytelling a partir disso. Então, ah, a imaginação ela depende do imaginário, da tua bagagem.

Total.

Só que você só vai colocar coisas na mala e na gaveta se você tiver atento.

Uhum.

Né? Ã, o Set Godan fala isso naquele livro o primeiro livro Laranjinha dele, não lembro exatamente qual que era o título.

Acho que isso não é marketing.

Isso não é marketing. Ele fala exatamente isso. Que a primeira característica que ele valoriza é a capacidade de você observar.

Uhum.

Que quanto mais você vive, quanto mais você eh experimenta o mundo, mais as tuas gavetas ficam cheias e assim você consegue produzir a tua imaginação. E um dos resultados é a história,

né?

E e encaixa muito bem nisso. Agora a gente vai entrar num quadro

ã que eu conhei como advogado do diabo, né, gente? Primeiro, é importante alertar que que isso não tem nenhuma característica ou objetivo religioso, naturalmente, é só um é só um jargão, tá? É uma expressão que a gente criou.

H, e esse quadro tem o objetivo de fazer perguntas um pouco mais profundas com um tempero de acidez, né, para não colocar você num cenário complicado, mas para fazer com que a gente reflita sobre temas que muitas vezes não são trazidos em papos mais litúrgicos, né, mais diplomáticos. Ex. E a primeira pergunta, tá? É exatamente sobre isso que a gente tava falando, que é as pessoas sempre falam muito bem do sucesso e destacam as características positivas do sucesso. Mas eu notei uma coisa que eu não sei definir muito bem, determinar muito bem. Talvez você me ajude ou passe a tua visão sobre isso para mim, que é um certo vazio também que o sucesso tem. H, não necessariamente um vazio existencial ou um vazio sentimental, mas desafios que que a prosperidade que você ter resultados incomuns extraordinários promovem na tua vida. As mais conhecidas são a solidão, né? Você fica um pouco mais solitário e em em boa parte disso porque você quer

Uhum.

Porque você gasta muita energia mental ou por outras características. Mas você que teve contato como construtora de grandes projetos como a G4 Educação, como a Boca Rosa Beauty e outros que você participou, você notou características em comum de desafios que os grandes líderes e empreendedores conquistaram a partir do momento que eles começaram a ter contato com sucesso não?

Sim, um deles é uma coisa que eu começo a me deparar, que é o fato das pessoas sempre esperarem muito de você. E isso é muito cansativo. Então, as pessoas sempre esperam que você tenha uma ideia genial, que você tenha resposta pros problemas. Uma vez o Paulo Guedes, ex-ministro, me falou, a gente tava conversando, eu, ele e a filha dele tava dando ideia da gente, falou: "Putz, a gente tem que explorar mais seus stories". Ele: "Eu não gosto de mexer com stories, tem que mostrar a vida". Ela: "Mas por que a gente não abre uma caixinha de pergunta? Pergunte ao Paulo." Ele: "Não, não pergunte ao Paulo, não. Não quero. Pergunte ao Paulo. Toda hora as pessoas me perguntam coisas como se eu fosse obrigado a saber de tudo. Eu não aguento mais. Pergunte ao Paulo. Não pergunte ao Paulo, pelo amor de Deus." Então, assim, esse é um ponto, né? Assim, quando você eh conseguiu construir coisas que outras pessoas desejam, elas acabam olhando e esperando que você saiba tudo ou muito. E muitas vezes você é só uma pessoa normal que viveu a vida e trabalhou duro ou muitas vezes até teve sorte e você não tem as respostas ou você simplesmente acordou num dia que você tá burro. Às vezes eu acordo burra, tem dia que eu acordo totalmente burra, sem resposta para nada. Aí a pessoa vem, me pergunta às vezes um problema gigantesco e ela olha para mim e a Lícia se sente, ela fala: "Eu espero que você me responda aquilo". E você precisa dar um jeito de responder. Então, acho que lidar com expectativas altas, as pessoas criam expectativas muito grandes sobre você. E um outro fator, eh, que é um risco para quem tem sucesso aí mais grandioso ainda, né? é as pessoas te confundirem com Deus e você acabar acreditando nisso também. Então, eu conheci algumas pessoas muito que conseguiram coisas muito grandiosas e outras vezes que nem foram tão grandiosas assim, mas que se achavam realmente um ser superior a tudo.

Abandonou o Homo sapiens, virou uma entidade.

Achava que era, ai às vezes até respondia assim coisas, gente, como que alguém tem coragem de responder alguma coisa? pessoa te perguntou um minuto, você não tem nem contexto de nada e você vai dar uma resposta determinante pra vida daquela pessoa. Uma pessoa realmente entende que ela tem todas as respostas e aí ela passa para um estágio de megalomania, de ser de se achar muito grandioso. E esse é um desafio também quando o homem acha que ele é Deus, né?

Uhum.

Sucesso traz isso. As pessoas king the power, né?

Exato.

Ã, a segunda é maravilhosa. Ã, branding e marketing maravilhosamente bem feitos são capazes de vender produtos muito ruins.

A primeira vez sim, mas não tem recompra, né? Então você pode vender o produto ruim, mas ninguém vai comprar ele de novo. Eh, eu eu acredito que o ponto o ponto é o seguinte, eh a resposta verdadeira é que sim, embora eu gostaria de dizer que não, mas a resposta verdadeira é que sim. E podem inclusive fazer um produto ruim parecer ser visto como ser bom, cara. Isso, infelizmente. Por exemplo, a Coca-Cola a gente não sabe mais se ela é boa ou ruim. Red Bull tem dificuldade também.

É, você já não sabe. Já, já foi tanto dito que é bom aquilo ali, em algum momento aquilo ali foi ruim, mas hoje em dia é bom, né? Não dá para você pensar que é ruim. Mas talvez quando você der para uma criança pequenininha, a primeira vez que ela provar a Coca-Cola, não vai gostar. Dói a boca, machuca ali. Não, não, mas hoje é bom, eu vou ser crucificada aqui porque tem os fãs da coquinha zero. Mas eh eh é capaz de mudar a nossa percepção. A gente tem um experimento da Coca com a Pepsi que as pessoas fazem vendado e quando elas fazem vendado elas preferem a Pepsi. Quer dizer, preferiam, né, porque mudaram, enfim, até teve muitas mudanças. Hoje em dia não sei se foi feio de novo, mas preferiam a Pepsi de olhos vendados. E sabendo o que que era Pepsi e o que que era Coca, preferiam a Coca. Então você vê que de fato você consegue alterar até a sensação de paladar através do marketing. Agora é óbvio que o ideal é você ter um bom produto e aí um bom produto com um bom marketing, um branding bom, aí ele é imparável. Então e e recomendo as duas coisas. Agora, um produto excelente, sem marketing e sem branding, né, sem marketing, né, como um todo,

ele pode até ser o melhor, de repente, né? Ele pode ser o melhor, mas eventualmente ele não vai ser comprado, não vai ser conhecido ou vai demorar muito tempo para ele crescer.

Perfeito. Só para não deixar as pessoas muito entristecidas, eu acredito que na maior parte dos casos essa essa prosperidade do bom marketing é a curto prazo.

É, a maior parte dos casos eu também concordo que sim.

Maravilha. Outra pergunta também, a gente conversa com todos os públicos na rede social, inclusive aqueles de característica mais tradicionalista. E uma coisa que eu tinha curiosidade de te perguntar é se você ainda acredita para casos específicos, circunstanciais, que a mídia mais tradicional leia-se outdoor, se ela funciona, se você acredita que em algumas hipóteses, a depender do setor ou da situação, elas podem ser muito bem utilizadas.

Ah, eu acho que funciona, super funciona. Qualquer mídia funciona a depender do seu público. Seu público passa por aquele outdoor, então ele funciona. Aí se ele é o melhor custob benefício para você, aí eu não sei.

Outra coisa, né?

Mas que ele funciona, ele funciona. Qualquer mídia, jornal impresso, o seu público consome. Se o seu público consome, funciona. E aí, é óbvio que existem as melhores formas de você usar cada canal, né? Mas que funciona, funciona. A única premissa que fala para para mim se funciona ou não é o seu objetivo e se o seu público tá lá. O que que eu quero dizer com o objetivo? Cada canal ele tem um nível de atenção e de intenção. Então intenção é a pessoa ela tá propensa a comprar consumindo aquele canal mais ou menos. Por exemplo, se você tiver assistindo, você tiver indo no cinema, no Kinoplex, você não tá indo no Kinoplex pensando em comprar um carro, então a sua intenção de compra de um carro é baixa. Agora, se por ali passar uma propaganda de um guaraná com pipoca, a sua intenção de compra é alta. provavelmente você vai querer comprar, vai te dar mais vontade. Você tá no shopping e passeando pelo shopping, você vê uma propaganda de outdoor, né, daquelas no shopping ali localizadas.

Uhum.

Para uma marca de roupa que tem dentro daquele shopping, a sua intenção de compra no shopping é alta. Então você vai ter mais chance de você ver aquilo e logo comprar. Ou seja, o tempo de você ter visto a propaganda e você comprar, ele é mais curto. Agora, existem de de a tensão eh de intenção baixa. Então, por exemplo, eu tô andando com o meu carro, aí eu vejo ali um a outdoor sobre eh uma clínica de estética. Naquele momento, naquele segundo, eu vou pegar e vou atrás da clínica de estética? Provavelmente não, né? É, então a minha intenção de compra é baixa, mas pode ser que daqui a dois duas horas eu faça isso pensando: "Putz, eu vi aquele". Mas assim, vai ser um acumulado. Eu não acho que o outdoor sozinho ele vai fazer você vender. Eu acho que ele é ele vai te e aí por isso que entrou o objetivo, ele vai aumentar o seu awernes, fazer você saber que existe, fazer você lembrar se você tinha esquecido, mas ele não vai te fazer comprar na

que tem uma importância absurda também, né?

Exato. Agora um vestibular, por exemplo, você tem lá avisando que vai ter vestibular para a universidade e tal. Aquilo ali funciona porque você precisava só lembrar mesmo a pessoa que tinha o vestibular para ela se inscrever ali. Então ela lembrou, ela viu, lembrou. É diferente da compra.

Perfeito. E a última da gente passar pro último quadro, ã, você acredita que tem como vender estética, que é algo eminentemente, predominantemente visual, pensando na na ideia de uma marca pessoal, de uma profissional de estética que hoje tá começando, tá na primeira fase da carreira e muitas pessoas padecem do problema de receio de se expor.

Uhum.

Eu acho que em alguma medida todos nós temos, né? esse receio do que vai acontecer a partir do momento que a gente não for mais do que a gente era antes.

Uhum. Eh, você acredita que há como vencer ou qual o nível de dificuldade de vencer na construção de uma marca pessoal forte sem se expor e sem se preocupar com esse aspecto da exposição em mídia social, sem você fortalecer a tua marca como fundador, como representante da ideia que você carrega?

Mas sem se expor em ressentido, o que que seria exposição? sentido de exposição pessoal no Instagram, por exemplo.

Mas pessoal, seria o quê? desenvolver a família de

é uma exposição, uma exposição para além do produto e do serviço, um envolvimento pessoal consistente teu como pessoa, a a as tuas ideias de vida, as tuas filosofias, as tuas crenças, ã pedaços editáveis da tua família, os aspectos da tua vida, o quanto você acredita que é importante a exposição de questões para além do produto e do serviço, para além do daquilo que você vende como construtores de marca pessoal para uma profissional da estética, por exemplo.

Olha, eu acho que, vamos lá, eh, eu não acho que é necessário você expor a sua vida íntima. Não acho que é,

mas você

precisa expor algo para além daquilo que você vende.

Uhum.

Então, uma marca boa é aquela que tem um produto que resolve um produto ou serviço que resolve uma dor funcional, os problemas que ele resolve e uma marca que resolve dor cultural e emocional.

Uhum.

Para isso, você não precisa necessariamente expor sua família, sua vida íntima. Não precisa. Você pode expor a sua forma de olhar para as coisas, você pode expor a sua forma de fazer diferente. Putz, como é que é para por que que você escolheu essa profissão? Como que é o fazer dessa profissão no dia a dia? Então, o que que o que que emocionalmente os seus clientes buscam para além de, sei lá, aumentar os lábios? Isso é uma questão funcional. Quero aumentar meu lábio.

Mas por que que ele quer aumentar o lábio dele? O que que tem por trás disso? Isso aí você pode trabalhar nisso falando do outro, mas através de você. Agora, eu não acho que você precisa expor sua vida íntima, sua família e tal. Se você quiser fazer isso, pode te ajudar? Pode. Mas, mas por exemplo, eu mesma não faço isso. Você raramente vai ver alguém da minha família nas minhas redes sociais, eventualmente eu vou mostrar e tal, mas a minha família não gosta. Eles não têm interesse em aparecer e nem nada disso. Então, não exponho muito a minha família, muito raro, mas eu exponho outros lados meus. Então, a minha as minhas visões filosóficas sobre estudos, que são coisas,

outra parte da multidão.

Exato. Eh, e que são coisas diferentes do que eu falo sobre marketing branding.

Uhum.

Mas a forma também como eu vou falar de marketing branding não é só vendendo o meu produto, é mostrando como ele pode resolver uma dor que a pessoa tenha. Então, eu acho que dá para fazer sem expor a sua a sua vida íntima. Super dá para fazer. Eh, eu acho que poucas pessoas, na verdade, t muito interesse assim na sua vida íntima, porque você não é ninguém, né, assim, não é um, tem interesse na vida íntima

da Virgínia que é muito famosa, de alguém muito famoso. O que a gente tem interesse é saber, putz, o que que você sabe que eu não sei, o que que você tem que tenho. Isso aí me interessa.

Não se achar muito importante é fundamental pro marketing, inclusive, né?

É fundamental. Eu falo isso pro pessoal do meu time, falo: "Não, mas as pessoas querem saber o que que tem na sua cabeça." Falei: "Ninguém quer saber isso, cara. Ninguém conhece." Eu partir pressuposto que assim, as pessoas sabem que é que elas querem saber o que tem, elas não querem saber o que tem na minha cabeça, elas querem saber o que tem na cabeça delas, não da minha.

Perfeito. Eh, eu, só para tangibilizar um pouco da pergunta, eu noto, isso é uma percepção eh empírica minha, que como tem muitas pessoas vendendo a forma com que elas fazem os procedimentos, o aspecto de

Benefício mais funcional. Mais funcional. Uhum. Eu percebo que as pacientes, ainda que não racionalmente, mas as outras partes do do do cérebro trino ali, elas notam o bom gosto artístico daquela pessoa em outros aspectos da vida.

Porque naturalmente o ser humano tende a achar que existe mais ética naquilo que você não tá falando diretamente do que você vende em relação a outras coisas. Uhum.

Então, por exemplo, sim, o bom gosto para te vestir, o bom gosto para se maquiar, o bom gosto para decorar tua casa, o bom gosto para vestir os teus filhos. Uhum.

Então aqui não necessariamente seria um nível de intimidade abissal, mas uma ideia de você conseguir explorar outras coisas que não digam, mas gerem a percepção de que você é uma artista da vida, não só uma artista de lábio. Uhum.

E isso faz sentido para ti? Gosto, faz total super. Perfeito. Super.

Agora a gente vai pro pro quadro que eu mais gosto, que é o quadro cata ou corta. Então, só te explicando novamente. O cata é quando você valida, concorda com a ideia, recomenda aquilo. E o corta é quando você não recomenda a ideia. Ã, não acredita que isso seja algo interessante de se fazer, tá? Aqui nesses nesses cards tem o cata ou corta. Então eu te peço para na medida com que eu com que eu te expor as ideias, você levanta para mim aquilo que que é mais compatível com você.

O primeiro, o primeiro eu acho que é o é o mais advogado do diabo, um quadro que se retroalimenta no outro, que é posicionamento pessoal com opinião política. Depende. Depende. Se for muito, depende. Eu vou te dar uma colher de chá. Se for muito, para você me, para você me dizer.

Depende bastante, mas para mim eu corto. Tá? Eu, Taiana, corto.

Perfeito. Mas você acredita que existem situações onde funciona total? G4, por exemplo, Tales funcionou muito a gente colocar ele como o anti esquerda, né? Embora ele fosse obviamente, mas expor essa característica dele, porque cria um inimigo em comum com o público dele, que é o governo que atrapalha o empresário por altas cargas de imposto, complexidade jurídica, vários problemas e ele se expõe contra isso. Então ele se expõe a favor do público dele. Agora, se não é a favor do teu público, aí não tem o porquê.

Esse é um ponto. A correlação direta entre o que o teu público almeja com aquilo que aquele posicionamento político. Total. Imagina se ele fosse de esquerda e ele defendesse o estado, mais eh cargas de imposto. Não funciona. Ele ia se ferrar e a ia querer comprar nada dele, entendeu?

Então por que que no meu não funciona? Porque eu tenho dois públicos diferentes. Eu tenho empresário e eu tenho líder de marketing. O líder de marketing é de esquerda e o empresário normalmente é de direita. Então eu falar o meu posicionamento que sou liberal, assumo, então sou mais vinculado ao que é chamado no Brasil de direita, sou liberal, não faz sentido porque o pessoal de marketing é majoritariamente esquerdo.

Perfeito. O segundo é prospecção ativa de leads frios no Instagram. Vou vou explicar melhor aquele tipo de contato, ã, o tiro de bazuca que você sai fazendo contatos com aquelas pessoas que não demonstraram grande relação com você, grande interesse com você, uma prospecção ativa, uma oferta, sair ofertando, é DM. Mandar mensagem no direct.

Nossa, eu jamais por isso. Corto completamente. Acho horroroso. Eu sei que as pessoas fazem, sei que algumas até vendem bastante assim, mas eu acho isso péssimo no longo prazo. Eu detesto. Você tem que pensar, você gosta, você gosta quando a Claro, a Tinha, Vivo te ligam para te dar a promoção que você não pediu, mas aí ou outra pessoa fica te ligando. Hoje em dia, gente, isso é tão louco, né? E agora estão passando isso para DN. Mas é tão louco que assim, as as pessoas vendendo por telefone, elas impediram a gente hoje em dia de atender telefone. Quase ninguém atende telefone mais.

Maravilhoso o site no WhatsApp. Eles destruíram uma vida que é o telefone. Não existe mais. Ninguém mais atende. Porque você fala tão me ligando. Se eu não tenho o número anotado, eu falo é com certeza é alguém me vendendo alguma coisa. Quem atende o telefone de número de conhecidos? Ninguém. [ __ ] às vezes poderia ser um amigo seu que você não vê a ano, mas você não vai atender, ele vai ter que mandar WhatsApp para você porque você vai achar que alguém queria te vender. Então é muito chato, é muito invasivo. Inclusive o direito poderia penalizar isso porque nossa, é muito ruim.

Concordo plenamente. Então aqui deixamos o nosso duplo parabéns prospectadores ativos via ligação telefônica. Vocês nos retiraram um canal de comunicação social.

Terceiro, eh, empresa pequena que tá começando medir indicadores, ter indicadores claros. Não? Muito bom, óbvio, tem que ter cata. Importantíssimo. Maravilhoso. Que essa pergunta ela ela tá vinculada essa ideia de que as pessoas imaginam que quando elas estão começando ã KPIs, indicadores, métricas, são caprichos. Não é fundamental. Então você não sabe para onde você tá indo. Você para você crescer, você precisa replicar. Senão você vai deixar o acaso. Como é que você replica? Você precisa medir o que deu certo, o que deu errado, criar padrão para você conseguir replicar. Senão você não replica, você não cresce.

Explicado, né, gente? O quarto, essa é boa também. Constância sem conteúdo relevante. Não. Corta. Corto completamente. É melhor em constância, com conteúdo relevante. Melhor ficar quieto, tá? Não tem coisa boa para falar, é melhor. Já tem muita gente falando, né? Vamos preservar os ouvidos.

Ai, que maravilha. Quinto. Esse a gente já tinha comentado antes. Simular personalidade, identidade só para agradar o público. Não, isso aí também tá por fora. Corta. Então, é melhor você editar, não simular, tá? Por exemplo, se você tem um um posicionamento político oposto aou do seu público, não fale sobre ele. Edita, mas não inventa.

Exatamente. Maravilhoso. Escassez artificial para vender. Mentir, por exemplo, que só resta uma vaga. Não, eu sou contra a mentira de todos os tipos. Eu não, não, eu tô, eu corto. Mentir para mim é péssimo. Odeio, odeio. Sou contra. Acho que mesmo para quem acha que dá resultado, você acha que no longo é tiro no pé? Rapaz, você gostaria de de contratar um mentiroso? Jamais.

Então, quando descobrirem que você é mentiroso, não vão mais querer te contratar. Então, você tá e colocando em cheque a sua palavra. E eu tô falando de um profissional de estética que vai colocar coisas dentro de mim, certo? Se eu descubro que ele é mentiroso, o que que ele vai colocar dentro de mim? Ele tá falando a verdade? É ácido mesmo ou tem outras coisas misturadas aqui? Então, existem profissões, medicina, estética, dentista, nutricionista, advogado, que a palavra é muito valiosa. Como que eu posso confiar, por exemplo, no advogado, expor ali todas as minhas questões, dar para ele vários acessos a documentos? Se se eu acho que esse cara vai me enganar, tá me passando a perna? Não pode. Então assim, se você trabalha com qualquer coisa, para mim qualquer coisa é importante, mas coisas mais importantes assim como essas, a sua palavra ela é muito valiosa. Se eu passar a acreditar que você tá mentindo para mim e tem como eu descobrir. Imagina você faz isso que é de uma vaga para mim que só que falta na estética. Aí a minha amiga foi também teve essa mesma coisa e comprou essa também única vaga.

A gente já sabe. E aí que que acontece? Você fala: "Pô, eu não vou nessa nessa mulher. Se ela mente A, ela pode mentir B, C, D." Perfeito. A próxima consultoria de imagem. Se você acha que é uma coisa interessante contratar um profissional para fazer uma consultoria da tua imagem. E isso eu coloquei numa perspectiva de imagem pessoal mesmo. Se você tiver entre a escolha de uma consultoria de imagem, de repente uma consultoria de branding que contempla a imagem, porque eu noto que muitas profissionais elas têm muito receio de estarem desajustadas na perspectiva de dress code, na perspectiva de da maneira como elas arrumam o cabelo, se vestem, se maquiam. Você acha que o investimento em consultoria de de imagem é um bom investimento?

É um bom investimento desde que você tenha uma estratégia de marca, porque senão você vai se vestir igual a todo mundo.

Aí que eu queria chegar. É o que eu vejo normalmente em consultora de imagem. Por exemplo, uma vez uma consultora de imagem foi lá no G4 e era uma época que eu ainda me vestia bem padrão assim. Ela falou que eu deveria sempre usar salto todos os dias, que era uma coisa que eu não usava, e que eu deveria sempre usar meu cabelo preso de coque. Falei, mas por quê? Não, porque você não porque assim você não parece tanto executiva. Aí na época eu fi, mas não, mas enfim, aí deixei para lá. Então assim, na verdade a tendência que eu vejo nos consultores de imagem é fazer você parecer mais com todo mundo. Então isso é um problema. Se você tem uma estratégia de marca e você vai num consultor para ele te ajudar a tangibilizar aquilo com a sua vestimenta, aí faz sentido. Então, por exemplo, a minha estratégia de marca, eu usar as roupas mesmas que eu usava no G4 Educação, não faria sentido. Então, as minhas roupas não são roupas padrões de executiva, mas por quê? Tem um motivo por trás, tem uma estratégia por trás. Então, as suas roupas elas precisam tangibilizar a sua estratégia e não você parecer com todo mundo.

E acho que a consultora de imagem vale se você tiver uma estratégia se tiver ã de alguma maneira conectada com a tua estratégia geral de marca.

Inclusive, esse quadro aqui reflete uma característica que sempre foi minha, que era eu nunca gostar de usar gravata. Então eu coloquei uma uma gravata pregada num quadro justamente para mostrar pras pessoas que porque o advogado ele ele goza dessa característica que é precisar fazer muitas coisas numa lógica tradicional, né? Você precisa falar de determinada forma, você precisa obedecer a oratória, a liturgia, a tecnocracia de uma maneira assim e irretocável.

Só que as pessoas poucos se perguntam por quê? De fato, sem você tá de repente numa audiência, sem você tá numa num momento oficial, se isso realmente é necessário. Então, talvez uma reflexão agora que a gente tá partindo pra finalização aqui, se já perguntar mais os porquês, né? Você já questionar e se eu fizesse eventualmente diferente?

Tem um conceito muito bom que vale a galera pesquisar no Google que chama First Principal Thinking. É muito como por exemplo o próprio Elon Musk pensa, chegando no princípio fundamental da coisa. E esse ponto que você falou do advogado, só fazendo adendo bem rápido, porque a gente viveu uma história dessas esses dias, tava e meu sócio, a gente tá tendo conversa com alguns advogados para escolher um advogado para Vin e aí um advogado excelente, inclusive muito bom tecnicamente que eu conheço e tal, a gente fez a reunião e meu meu so falou assim: "Mas você conhece esse fulano de tal?" Eu falei: "Conheço, mas ele é bom mesmo?" "Sim, por quê?" Eu perguntei ele, nossa, eu não consegui me conectar com ele. Eu achei ele muito estranho, achei que ele tava fingindo e tal, mas por quê? Porque ele faz muito o personagem do advogado. O jeito de falar, a mãozinha para ele, pera ele. E ele é tecnicamente maravilhoso, mas ele assustou o meu meu parecia que ele tava fingindo. Então ele, será que ele é uma pessoa certa? Porque se eu acho que você tá fingindo, eu já desconfio de você. Então ele tava tão ali na função de parecer um advogado que ele causou estranheza no meu sócio. Meu sócio falou: "Pô, aí ele bom, você tem certeza? Você confiou?" "Ten nossa, porque ele me pareceu malandro, uma pessoa que tava ali fingindo." Falei: "Não, é porque ele tá seguindo ali a liturgia do personagem advogado e falando daquele jeito, bem band parará, bem técnico assim". Então isso às vezes causa estranhez nas pessoas. Pens, a pessoa pensa, mas quem fala assim, gente, na vida real?

Exatamente. Basicamente essa pergunta. Quando eu, nas palestras que eu dou, eu sempre falo que é como o ser humano agiria em uma situação normal da vida. Isso vale pra construção de uma legenda, pra construção de um vídeo, que às vezes a gente imagina que a gente tem que entrar dentro de um de um arquétipo, de um de um de um fenótipo digital pra gente conseguir determinado tipo de resultado.

E às vezes é justamente o contrário, né? A gente usa, eu noto que às vezes a gente usa palavras na rede social ou a gente incorpora eh eh um certo personagem na hora de fazer um vídeo que ele fala, ele tem um vocabulário distinto da tua vida. É do tipo olá. É quem quem normalmente fala olá, né? Você fala isso tá inserido dentro do teu vocabulário, porque se não tá, não tem por é vai gerar o mesmo efeito que total que o advogado gerou.

Mas vamos lá. A próxima é obrigar funcionário a gravar vídeo de marketing. Não. Cata ou corta. Eu corto. Eu corto. Não, não obriga não. Convence ele. Se não for convencido, ou você tem um problema de oratória, de convencimento, ou se você achava que ele devia fazer esse papel, você teve um erro de contratação ou no caso, de fato, você teve um erro de leitura, né? Não faz sentido mesmo essa pessoa gravar.

Perfeito. Penúltima. Tik, que é uma rede social maravilhosa para várias coisas, pra construção de marca pessoal, você acha que é possível? Sim. Super. Cata. Então, TikTok pra marca pessoal. Total.

Maravilha. Trazendo para pro povo da estética, você acha que o TikTok ele ele tem capacidade de gerar uma reverberação e uma e uma Porque eu noto que o TikTok ele tem características próprias, né? Sim. Né? gerando um contraste com o Instagram. Uhum. Ele ele tem um um modo de vida, um comportamento de consumo lá que ele é distinto. Mesmo com essas características peculiares, você acha que é tranquilamente, se tiver dentro da estratégia, pode ser uma super ferramenta.

Total. Acho que toda a mídia ela é peculiar, né? O o YouTube ele é diferente do Instagram, o TikTok é diferente do Instagram, eh o LinkedIn, cada uma das mídias tem as suas peculiaridades. Então o que que você precisa calcular é os recursos e habilidades que você tem em casa. Então, dados canais que existem, né? Aonde aonde o seu público está, isso é a primeira pergunta. Eu tenho recursos necessários para estar em quantos desses canais e as habilidades necessárias para estar em quantos, né? Então, às vezes as pessoas tentam estar em todos os canais, estão mal em todos os canais. Aí é melhor você estar bem em um canal do que você fazer mal todos. Agora, quando você vai escalando, é importante que você ocupe outros canais. É ruim você concentrar todo o seu poder em um único canal, porque você vai você vai ficar na mão desse canal. Então o que eu recomendo é comece fazendo bem feito um, domine um primeiro canal e aí você já vai ter mais receita, você expande para um segundo, depois para um terceiro, para um quarto. Mas sem dúvida o TikTok funciona muito. Hoje não é uma rede que eu tenho utilizado tanto por uma questão clara que é recursos. Uhum.

Então recurso de tempo. Mas sem dúvida é a próxima rede social que se você tivesse 48 horas no dia, é talvez você faria. Não, se eu tivesse mais tempo, sim. Mas é já é uma coisa que eu vou fazer agora que a gente já tá dominando bem o Instagram. Eh, o que a gente vai fazer agora nesse minuto é YouTube, é onde a gente vai gerar muito mais consistência ali e a gente já tem resultados muito bons na nas coisas que a gente faz. A gente só não tem consistência, então vamos gerar consistência e na sequência é TikTok.

Sim. Você tem um um índice de visualizações bem considerável em alguns vídeos já no YouTube, né? Eu vi ontem. Sim. É, nossos vídeos do YouTube eles vão muito bem. Eh, a gente só não faz com consistência. Aí agora a gente vai fazer com consistência e aí depois disso sanado a gente vai pro TikTok.

Perfeito. A última antes do encerramento, stories de bom dia. Tai cata ou corta todos os dias você fazer um stories de bom dia ou porque a gente nota que as pessoas como repetidoras de condutas muitas vezes elas imaginam que porque a outra pessoa faz ela tem que fazer. Aham. E uma característica que eu noto, que inclusive eu replico nessa nessa lógica de repetição humana, é você imaginar que você precisa sempre dar um alô, né? Sempre avisar pras pessoas que naquele dia você tá ali. Uhum. Ah, para você é algo que você vê necessidade ou não?

Eu acho que é muito bom. Eu não vejo necessidade, mas faz muito sentido. É, eu eu gostaria de eu gostaria de fazer mais, assim, eu sou um pouquinho disciplinada com stories, mas eh antes eu fazia e virou um bordão, ficou super carismático, adorav. Não, eu não fazia o do bom. É, você tem que achar o seu bom dia, porque o meu é o que eu te falei, quando eu acordo animada eu dou o grito, né? E aí eu comecei a mostrar aquilo, né? Então é basicamente tanto na fazenda quanto no meu apartamento de São Paulo, eu vou na janela e eu faço isso de verdade e falo: "Ótima notícia, você tá vivo, bora viver". Então eu faço isso todo dia de manhã bem cedo. E aí, tipo, tem hora que que os vizinhos respondem, então as pessoas falam assim: "Cala a boca". Aí quando quando eu comecei a morar na fazenda, eu mostrava aí as galinhas gritando. Então é uma coisa que a galera adorava assim. E aí quando eu parei de fazer, né? Tem um tempo que eu não faço, mas nas primeiras semanas que eu parei, o pessoal, como assim você não está fazendo o seu trabalho? Cadê o Bora viver? Não estamos vivos. Então, então ficou muito legal.

E é legal que contraste inclusive com o teu estilo, né? Super, né? E aí eu eu explico, né? Gente, eu preciso fazer isso para eu acordar, senão não pego no tranco.

Maravilhoso. Mas isso isso conecta muito com essa coisa da humanização, né? De e e eu gosto muito da palavra visceral, né? Tudo aquilo que as pessoas sentem, a visceralidade, eu eu noto que é bem recebido, às vezes pode até ser extremo, mas é tão genuíno, é que se torna meio comédia ou drama, né, trazendo pro mundo da arte. A Bianca fazia, faz isso, ela sempre mostra o bom dia, às vezes ela tá de [ __ ] mau humor e ela fala, ela fala assim: "Bom dia, gente". Aí já fez até até ela chorando. Ela: "Bom dia, gente". Ai, hoje eu não queria. Tô muito chateada. Eu tô achando péssimo tudo que tá acontecendo. Ela fala assim, tipo, na moralidade, estão os vídeos dela que mais viralizam nos stories. Ela sente super real ali quando ela tava chateada, porque ela tava cansada de empreender. Ela fala: "Bom dia, gente". algumas. Nossa, tô de saco cheio, eu amo meu negócio, mas eu não tô nem um pouco aim de trabalhar e agora eu tenho um monte de reunião. Eu tô de odeio essas reuniões. Maravilhoso.

Tipo assim, e ela super verdadeira e viralizou, foi para canal de fofoca, para tudo. E ela tava simplesmente sendo verdadeira ali. Então, eu acho que faz muito sentido.

Que legal. E e você vê o seguinte, como essa coisa de quando as pessoas têm a ideia de que é impossível você tá programando fazer isso que você tá fazendo Uhum. costuma dar certo. Sim, sim. Né? Porque eu noto, eu noto hoje essa característica nas redes sociais, não sei se você sente também que os extremos, até o até o exageradamente dramático, o exageradamente triste, o exageradamente deprimido, assim como o exageradamente grosseiro, ele eles estão ganhando espaço porque as pessoas elas estão elas estão um pouco cansadas do programadinho demais, né? Sim, total. Impressionante.

E para encerrar, Tai, antes de naturalmente te agradecer por tudo, se você pudesse, você já te fizeram essa pergunta, mandar uma mensagem sobre comunicação, sobre marketing, sobre marca, sobre brand, a que você quiser, se você tivesse a capacidade de mandar uma mensagem para todas as pessoas de até 30 segundos, ou seja, uma mensagem rápida, que que você falaria se você tivesse essa oportunidade? Até 30 segundos para todas as pessoas sobre marca ou sobre o que você quiser.

Não, sobre marca. Vamos lá. Construa a sua marca pensando no seu público e tentando construa sua marca para o seu público, sendo o único no seu mercado. Sempre tem espaço para um diferente.

Maravilhoso, gente. O primeiro capítulo do Catacast teve Taid Dantas, ela que construiu tantas marcas, construiu a percepção, né, o valor, a visão, a história de tantas marcas incríveis no Brasil. Ela tá construindo, ajudando a construir hoje, colocou o primeiro tijolinho em mais uma história de um novo projeto. Ah, eu sou aluno do programa da da Tha. com muito orgulho. É difícil eu eu me render a destinar ao meu tempo.

Acho que é honra, viu? Eh, alguma coisa. A honra é minha. Eh, eu eu que tô ganhando nesse nesse jogo. Eh, a gente costuma muitas vezes olhar pro pro preço das coisas, mas o preço na verdade nada mais é do que um número fictício. O que realmente vale a o que você extrai disso, o que vale é o tamanho da recompensa. E quando eu vi, na verdade, primeiro eu mandei uma mensagem pro Instagram da Vince, deixa eu dar um reporte aqui, e, e não me responderam. Aí eu falei assim, eu pensei, será que é uma estratégia de de raridade? Será que é uma estratégia de dificuldade? Quanto mais difícil, mais vontade tem? Será que ela quer estimular meu gatilho de rejeição? Aí eu falei: "Nossa, a Tha não é, então não vou culpá-la pessoalmente". Aí eu mandei uma mensagem pro teu Instagram. Aí naturalmente eu eu imaginei que não haveria resposta. Aí abriu eu recebi um tráfego pago. Hum. um anúncio. Aí eu cliquei no anúncio, preenchi as minhas as minhas características e entraram em contato comigo. Ah, que e eu fiquei muito feliz e tô podendo beber, me alimentar mais, não só do teu conhecimento, como da tua equipe também, que é que é incrível. a Joyce, o Luizão e todo o time. Para quem não sabe, existe um timaço junto da galera boa da TAI, uma galera boa demais, que que representa muito do que você pensa e agrega junto com as suas visões peculiares. Então, obrigado por fazer parte disso.

Eles são melhores que eu, viu? Ah, isso acho que é uma das dos grandes segredos que a gente conta, né? Eu também. O meu time, se não fosse ele, eu eu não seria isso aqui também não existiria, pelo menos dessa forma. Então, obrigado, tá aí, por participar disso. Espero que a gente tenha a oportunidade de se encontrar mais vezes aí.

Imagina, obrigada a você, um prazer enorme, uma honra. E só para ser clara, não foi para te rejeitar, é porque realmente a gente tinha um time muito curto naquele momento. Provavelmente a gente não conseguiu ver sua mensagem, mas que bom que você veio.

Graças a Deus. O que importa é que deu certo, gente. Obrigado. Até o próximo capítulo do Catacast, esse podcast que é feito por pessoas simples, feitos por pessoas comuns e o objetivo dele é expandir a consciência das pessoas sobre as coisas da vida. Obrigadão. [Música]