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Eu eu acho que no momento que todo mundo for igualmente tributado, eu fico uma cor uma concorrência leal. O mais eficiente vai vencer.
Gosto muito da ideia de que as médias empresas só se tornarão grandes se começarem a praticar e ter os comportamentos das grandes, né? E eu procuro enxergar sempre do lado positivo, o copo meio cheio, gente, se vai fechar, vai fechar para todo mundo. Então, é capaz da gente desconsiderar agora a concorrência desleal. Todos nós somos pequenos para alguma coisa ou grandes para outras coisas. Então, nessa transição, principalmente, comece direito.
[música]
Muito bem-vindos ao nosso novo projeto da jornada da reforma tributária, o nosso podcast território tributário. E para esse primeiro episódio, vou contar com ninguém menos do que ele, Raul Rosental, executivo experiente, conselheiro de empresas, que sabe tudo do mundo corporativo e vai compartilhar com a gente hoje um pouco dessa experiência e a gente vai daquela forma, é, tranquila, fazer uma composição em relação ao que deve mudar para as empresas, para os empresários e para os conselheiros das empresas. Raul, muito obrigado pela sua presença. Seja muito bem-vindo.
>> Obrigado. Prazer é meu aqui estar com vocês e poder participar desse podcast aqui.
>> Muito bacana, Raul. O a nossa intenção aqui é ter um bate-papo leve, mas extrair o máximo que você tem aí pra gente da sua experiência, né, que não é uma experiência eh pequena. E eu gostaria que você falasse aí pro nosso público um pouquinho da sua trajetória, da sua carreira, quem é o Raul, né, em em síntese, em resumo, porque a gente vai, né, ter a oportunidade de tirar o máximo aí de você, como eu falei, mas se apresenta aí para nós, por favor, meu querido.
>> Obrigado. Bom, eu sempre tive duas carreiras, né? Eu tive uma carreira acadêmica, eu tenho um mestrado, tenho um doutorado na Inglaterra, um PhD, na área financeira de modelagem, modelagem macroeconômica, modelagem microeconômica. E eu digo que eu tenho duas carreiras, porque eu durante muito tempo, além de ser trabalhar no mercado, eu fui professor tanto da Fundação Getúlio Varas como da Faculdade de Economia da USP. E simultaneamente eu trabalhava no basicamente no mercado financeiro, porque quando eu me formei só existiam três profissões: engenheiro, médico ou advogado. Se você escrevia bem, você ia ser advogado. Se você quando se machucava não ficava impressionado com o sangue, você ia ser médico. E se você sabia fazer as quatro operações, você ia ser engenheiro.
>> Legal. E eu acabei sendo engenheiro de produção. E na época, como a gente tinha uma base matemática boa, foi toda a minha turma, o pessoal da minha faixa etária, foi todo mundo pro mercado financeiro. Então eu trabalhei muito tempo em banco, no perdão, no Unibanco. Depois fui presidente da American Express no Brasil, no exterior, parte hispânica dos Estados Unidos, enfim, rodei por aí, morei em diversos lugares também. Depois meus filhos cresceram, aí para ficar mudando de país em país, foi sendo difícil. Aí fui trabalhar no grupo Abril que tinha comprado a TVA Direct TV, fizemos uma fusão.
>> Sim.
>> Aí de lá eu fui pro Banco Bano Simos e participei das privatizações no Brasil, todo tipo de privatização que você pode imaginar, desde Braé, Cozipa, Uzi Minas, enfim. Depois disso, eu falei: "Bom, agora tá na hora de eu começar ter outro tipo de voo". Aí montamos uma empresa, fizemos uma série de operações de mercado de capitais, fizemos uma reestruturação da Parmalat, que foi a primeira RJ que teve no Brasil. E aí numa outra fase eu fui pro conselho de algumas empresas aqui no Brasil. Lá fora eu fui para Bell, Canada, enfim, Teletec. Aqui tive na E Mundial, na Parmalate, na Avipau. Recentemente eu tava no conselho da Eldorado Celulose, que houve aquele litígio entre os batistas e o o indonesiano, o enfim. Então é, enfim,
>> experiência riquíssima.
>> Tô hoje no conselho do Banco Sofisa, no conselho do grupo Coex
>> e continuo dando palestra e tocando a vida por aí. Ah, tem que ser, né? Cabeça vazia, oficina do diabo, né?
Isso aí, que bacana, cara, sua experiência. É, tem tanta coisa que é até difícil da gente destrinchar, né, e vir trazendo aí pro nosso pro nosso público. Como você sabe, o nosso o nosso foco aqui é mais a parte tributária. A gente tá aí muito preocupado com as voltas da reforma tributária e o nosso time escolheu você porque você é um cara com muita experiência dentro de grandes corporações e essa experiência de empresas maiores às vezes não chega muito pro nosso cliente, né, pro nosso público aqui. Então o pessoal muitas vezes se acanha, né, achando: "Ah, eu sou muito pequeno, esse esse mundo é muito diferente do meu". Mas eu gosto muito da ideia de que as médias empresas só se tornarão grandes se começarem a praticar e ter os comportamentos das grandes, né? Então a gente fica tentando hackear, né? A a quem já teve lá, quem está lá para extrair aí pros nossos clientes, né? Pros nossos eh parceiros de negócio, pra nossa audiência. os comportamentos que você durante a sua jornada você conseguiu obter, né? Eh, eh, e que a gente possa aplicar para esse momento, momento de transformação, né?
Perfeito. >> Essa sua experiência aí de de fusões, de aquisições, >> como é que se lida com uma com uma com uma mudança desse tamanho, desse porte? Fala um pouquinho pra gente o que que significa isso dentro de uma corporação e quais os bastidores dessas dessas grandes operações.
>> Eu acho que você fez alguns comentários interessantes. Primeiro vou vou começar pelas suas colocações. Vou tentar.
>> Claro.
>> Primeiro, eu acho que a empresa de pequeno e médio porte, ela tem que desde o começo fazer direito.
>> Boa.
Entendeu? Porque o que que ocorre? A Receita Federal no Brasil, ela tem um caráter, na minha opinião, muito mais fiscalizador, punitivo do que educacional.
>> Com certeza. concordo contigo.
>> Então você tem que fazer direito desde o princípio, porque se por alguma aventura, até por descuido não proposital, houver algum erro no processo todo tributário da pequena empresa, quando isso for detectado, está num tamanho tal que provavelmente com as multas que são aplicadas inviabiliza a empresa.
>> Sim.
Então eu acho que na minha filosofia o o fazer direito desde o começo é a coisa principal, porque a empresa quando é pequena ou média, às vezes ela luta com alguma dificuldade, fala: "Não, não, não vou pagar o tributo lá na frente, eu tô sendo um pouco simplista, mas eu acho que tem que fazer direito. Se a gente levar agora para um tamanho maior, onde tem uma reforma grande, que elas se aconselhem de uma forma adequada. Não tenham medo. A sensação que a gente tem, ah, eu sou pequeno para isso. Todos nós somos pequenos para alguma coisa ou grandes para outras coisas. Então, nessa transição, principalmente, comece direito.
>> Boa.
>> Então, faça as suas, busquem as pessoas que conheçam os auxílios adequados. O caro agora sai barato lá na frente, entendeu?
a nossa missão. Acho que você foi bem Raul, na sua colocação e vou trazer um pouquinho pro pro cenário que os contadores estão vivendo com as os empresários, o pequeno, médio empresário, até o grande empresário, que sabe que o trem tributário é um trem muito pesado, né? É uma carga, ele carrega uma carga muito pesada. Então o empresário puxa esse vagão ali do do tributo com muita pena, né? assim, é é muito sofrido concorrência desleal, conc agação dos concorrentes, né? Às vezes até eh eh a gente viu recentemente aí introdução do crime organizado em alguns setores da sociedade. Então aqui o nosso maior público com certeza serão contadores que querem fazer diferente pra época da reforma tributária. E falando um pouquinho da nossa audiência, até da nossa clientela, a gente sente o pessoal assustado, né? Então, tá todo mundo assustado porque eh a sensação é de que eh a corda vai apertar, né? O governo tá aí com medidas para arrecadar cada vez mais e parece que o cerco tecnológico está totalmente fechado. E eu procuro enxergar sempre do lado positivo, o copo meio cheio, gente, se vai fechar, vai fechar para todo mundo. Então, é capaz da gente desconsiderar agora a concorrência desleal. E aí fica aquele aquela pergunta, será que é para todo mundo, né? Será que vai ser realmente se isso vai vai à frente? E outra, será que as pessoas que eu estou comigo aqui ao meu redor são as pessoas certas? E por isso a gente fez, né, a gente tá fazendo aí essas essa série de de de eventos, esse lado mais educacional para mostrar que o problema de um muitas vezes é o problema do outro e a solução tá em conjunto, tá em comum, né? Então, tô muito contigo no seguinte, existe, sempre existe um caminho, né? E a, se for uma crise, a crise sempre traz boas oportunidades. Então, é a chance de ser mais eficiente do que o meu concorrente na hora, né, dessa adequação, né? Eh, cara, você falou de fazer bem, né, de fazer bem feito desde o começo, mas a gente sabe que no Brasil nós não temos uma educação do pequeno e do médio empreendedor, né? Você que já viveu esse mundo ali que é muito profissionalizado, que tem as coisas mais estruturadas, qual a sua a sua a sua dica, né, pro pr para essa turma que já começou e que não começou bem, de repente não começou com o pé direito, tá naquele olho do furacão, lidando com múltiplas e dificuldades, né, e agora tem que enfrentar também uma reforma desse desse tamanho.
É, eu também penso da forma positiva, né? Talvez a reforma para quem não começou o direito, não tô dizendo aqui se o direito é pequeno, grande ou errado, né?
>> O erro é a hora de eventualmente ajustar,
>> entendeu? E começar vida nova. E o o risco de fazer errado é muito grande. Você falou: "Ah, o competidor faz não tributa isso, não tributa, algum dia vai dar problema,
>> entendeu? E se o problema é grande, não tem mais solução. Não tem solução porque fica num tamanho tal que é insolúvel.
>> Sim.
>> Então é melhor às vezes parar e falar: "Olha, para, vamos fazer aqui um ajuste, vamos, não importa, vamos sair do zero." Do zero é começar direito. Então, talvez esta este momento seja uma boa oportunidade para se enquadrar em outros padrões. Ninguém vai conseguir ficar grande se fizer errado, ainda mais na parte tributária. É como você falou, hoje não tem mais. Antigamente você ia no médico, não dava. Hoje em dia não tem mais. Hoje é absolutamente tudo tributado. O sistema financeiro é todo tributado. Hoje eu eu tava ainda hoje numa numa reunião falando sobre inteligência artificial. Hoje em dia no Brasil eu diria que 99% dos dados são digitalizados. Os dados confidenciais que não são digitalizados, eles podem ser facilmente inferidos. Então hoje é absolutamente tudo digitalizado, tá? Então não tem jeito. Se quiserem fazer qualquer tipo de cruzamento, tem a disponibilidade.
>> Concordo. E eu falo bastante pros nossos clientes, né, que de acordo com o por que que eu como eu vejo a reforma, né? Eh, o sistema público de escrituração digital foi iniciado lá atrás, 2017, 2007, e a gente veio evoluindo devagar. 2008 começou a nota fiscal eletrônica, 2009 ela aumentou, veio para 2010, aí começaram a entrar as apurações de impostos eletrônicas. E a gente tem quantos anos disso já? A gente já tem, já tá indo para quase 20 anos que começou o projeto, o projeto SPED. Então, tudo que era papel virou digital. Aí a gente tem a entrada da moeda digital, cartão de crédito, débito, Pix, acabando com o papel moeda, né? E a gente tem aí 20 anos do fisco coletando dados e comportamento, né? Então eu sempre falei paraos meus clientes, falei: "Olha, se a Receita Federal ela viesse para fiscalizar como deveria, com a massa de dados que ela tem, muitas empresas não ficariam abertas."
Não, >> né? E aí, eh, eu acompanho um negócio chamado plano de fiscalização da Receita Federal, né? É um plano de fiscalização, ele é publicado anualmente, apresentando os resultados dos últimos anos e mostrando o percentual de êxito, de sucesso. E o percentual da Receita Federal tá chegando ali a 99.6% 6% de assertividade numa fiscalização.
>> Tem, >> não. Ou seja,
>> eh, faz a fiscalização depois de ter analisado o dado e já constatado o fato,
>> o fato, né? O fato.
>> Acabou,
>> fato, né? E o que eu enxergo de tanto analisar esses dados, eles conseguiram perceber que existe uma grande movimentação de recurso que passa à margem da tributação. Então, fazendo a simplificação do processo, que não tá tão simples assim, mas principalmente transformando isso num mecanismo digital, ainda mais digitalizado, a chance de aumento da arrecadação, ela tá na ordem aí previsão de meio trilhão, tá? meio trilhão a mais na arrecadação. Então é fato que isso que a gente tá vivendo economicamente já foi provado, né? Eh, e aí você trabalhou em bancos e eu não sei se você vai ter alguma alguma história para contar, se vai ter alguma visão desse desse tipo, mas outra coisa que acontece nas pequenas, nas médias empresas, até em grandes empresas, tá? Muitas vezes o camarada tem ali uma empresa pujante, precisa de capital, mas não consegue nem acessar o capital porque não consegue ter demonstrações adequadas.
>> Isso é >> você já viveu esse tipo de situação?
>> Muito, muito. Eu eu queria aqui colocar algumas coisas.
Aham.
>> Você começou falar, o papel moeda tá em extinção,
>> sumiu.
>> Sumiu. Quer dizer, então as as empresas que trabalham no varejo, tal, cada vez menos elas querem ter o papel moeda na mão por segurança, por risco, uma série de coisas. E o advento da pandemia que nós passamos, as pessoas não querem mais pôr a mão num papel moeda, até por meio por por insegurança de pegar alguma coisa. Se você põe isso junto com o Pix, onde você teve uma inserção da população de baixa renda no mercado financeiro, o que que fez? Esse pessoal foi inserido, teve que abrir conta para você ter o Pix
>> para receber para receber o auxílio na época da pandemia preciso abrir conta digital, né?
>> Também. Então aí o cara vai tomar um sorvete, o sorveteiro tem Pix, o sorveteiro tem conta corrente. Então todas essas transações, como nós estamos falando, são digitalizadas. Elas estão registradas. Tão registradas aí. Vem o pequeno, o médio e o grande. Se você precisa o teu ponto de um investimento, você tem que comprovar as origens, os os teus balancetes, o que seja. Você tem, você não pode chegar no banco e falar: "Olha, eu tenho uma op uma empresa bacana e preciso de tantas unidades e dinheiro". O cara fala: "Legal, como é que você vai me pagar?" A única forma de você pagar é mostrar toda a tua estrutura financeira, teus balanços, teus lucros e perdas, enfim. Não importa se é pequena, média ou grande. Se é pequena, você vai levantar um recurso menor. Se é grande, você vai levantar um recurso maior. Mas a forma de mostrar a tua história é através disso. Os balancetes, os lucros de perdas, as tirars que você pagou, que você não, ou seja, mostrar que a tua saúde financeira é adequada para aquele empréstimo, porque o que o banco quer é emprestar dinheiro. O banco vive de emprestar dinheiro,
>> gosta de emprestar dinheiro,
>> mas ele só quer emprestar se ele tem uma margem grande de acerto que ele vai receber, ele não vai fazer doação. E para isso você tem que ter uma estrutura. Não importa se você é uma empresa pequena, você tem que ter alguma coisa que mostre a ele, deu o conforto. Primeiro que você opera regularmente. Segundo que você tem aquela receita, aquela geração de receita, o fluxo de não importa aqui, de uma forma estruturada e que ele possa mensurar para poder te dar o recurso e lá na frente ele vai te cobrar, vai, enfim, vai desenvolver essa relação. Mas se você não estiver estruturado, esquece.
>> Exato.
>> Ele não quer correr risco.
Eu vim agora de de um de um grupo de clientes que a gente atende, a gente estava fazendo uma reunião falando um pouquinho da reforma, do que vem pela frente, das nossas ações, fazendo ali o cronograma, né, do que a gente tem que fazer. E aí eles estão falando de concorrência. Olha, fulano de tal do supermercado X, barará,
>> do supermercado Y. Olha só, esse cara ele, poxa, acessou algum fundo de investimento porque agora ele tá abrindo duas, três, quatro lojas assim, assado, tá, tá, tá. Aí eu falei: "Mas e por que que a gente não consegue, né?" Aí fal, ah, porque a gente não tem balanço. Fala assim, balanço a gente tem, mas a gente tem um balanço que não mostra lucro, né? Então, o que que vem? Primeiro, eu tenho que ter, para eu demonstrar que eu tenho resultado, eu e ter um balanço bom pro banco, eu preciso eh eh resolver a questão tributária.
>> É,
>> né? Se eu não resolver isso, se eu não for eficiente, eu não vou conseguir, né? Então, será que essa empresa que acessou não foi mais eficiente que eu? Então eu digo que é é uma questão da eficiência e aí temos que ser eficientes realmente na parte tributária. E o receio é porque tá mudando tudo, né? A gente vai mudar tudo. Então o que que muda? muda o local onde o imposto é é cobrado. Era no domicílio do vendedor, agora é no domicílio do comprador. Muda o fato gerador do imposto, que antes era a nota fiscal, agora é o pagamento ou o recebimento. Eh, mudam a competência dos impostos. Antes era a competência era estadual e municipal. Agora vai passar para esse imposto ICMS vai passar pra mão do governo eh federal. muda as os impostos que a gente tava acostumado, mudam as alíquotas, né? Antes a gente tinha subsção tributária, não tem mais. Aí a gente tinha diferencial de alíquota também, não tem mais. Então o receio vendo está mudando absolutamente tudo. O que eu devo fazer, né? Eh, visto que eu tenho um cronograma de 8 anos pela frente.
>> Hum, hum.
>> Né? Tem um cronograma de 8 anos. Eh, mas parece que planejamento nas médias e pequenas empresas ainda não é a um ponto forte. Que que você pode falar pra gente desse componente?
Vamos voltar ao ponto que nós no começo da conversa. Eh, primeiro a gente tem que ter em mente que todas as transações que nós estamos fazendo ou que faremos num futuro próximo, num futuro distante, elas estarão registradas em algum lugar. Esquece, esquece. Nós estamos falando que cada vez menos o papel moeda tá tá sendo transitado. Então, todas as transações serão registradas. Quando você começa, vamos começar pela pessoa física, se eu tenho um determinado montante de recursos, onde eles foram gerados. Então, esses casamentos, eu, pessoa física, vou usar o exemplo que você deu, vou no supermercado, mesmo que eu pague em caixa, em dinheiro, em moeda, isso em alguma maneira eu vou ter que dar saída lá na frente. Ou seja, todas as transações serão registradas. Então, quanto mais cedo eu me adaptar ao sistema novo, melhor será. E aí vem o que você tava falando, vamos fazer um planejamento tributário, mas não é pós fato, é antes de acontecer. Vamos ver onde é que vem minha geração de recursos, como é que eu pago meus fornecedores, como eu faço isso, como eu faço aquilo, as minhas fontes de receita e vamos planejar como é que eu maximizo isso dentro da regra, como eu otimizo depois do fato acontecido. Aí ela, desculpa, é lambança, você vai, você quer voltar para trás para consertar, não dá.
Verdade.
>> Então eu acho que vale a pena, pequena, média, cada um dentro dos seus recursos, se programar pro processo.
>> Sim.
>> Tudo. A gente só tem medo do desconhecido. Depois que você conhece, fala: "Ah, aquilo é fácil". Então, pô, vamos ver como é. Vamos sentar com quem é conhece do ramo, com quem é especializado, se é o contador, se não importa. a empresa de assessoria vai lá e fala: "Olha, eu ganho 10, gasto oito, se aquilo é dessa forma que eu ganho, que eu recebo dessa forma." E vamos estruturar isso que otimize esse processo.
>> Sim.
Entendeu?
>> E e aí eu vejo, né, e falando um pouquinho, vou vou contar aqui para você rapidamente que nos levou a a criar esse movimento da jornada da reforma tributária e o que o nosso podcast faz parte desse desse desse movimento, né? Então, hoje nós temos profissionais aí com 20, 30, 40 anos de experiência que vão passar por esse processo de transformação, né? Então, alguns já demonstrando sinais de cansaço, de eu não quero, eu não quero mais saber disso porque, poxa, e essa coisa já mudou tanto e eu não tenho mais saúde para esse tipo de coisa. Eh, e as algumas pessoas acham que a vida do contador é é uma monotonia, uma chatice, mas não é. elas têm que acompanhar a nossa rotina para ver o tipo de coisa que a gente resolve. Eh, mas enfim, a gente começou esse movimento justamente para levar para essa turma um um conteúdo,
>> né, que mostre as saídas, as soluções, por onde a gente deve andar. Então, você que tá aí escutando, falar um pouquinho para você da jornada da reforma tributária. Pessoal, a jornada da reforma tributária é um movimento para facilitar sua vida. É para você ouvir não do Eric, mas de executivos que têm expertize para pegar o conhecimento de vida e profissional que essas pessoas têm e aplicar no nosso ramo, na nossa na nossa atividade, né? Você é é fundamental na vida, não só da sua empresa, da sua família, mas também na vida dos seus clientes. Você que é contador, você que é advogado. Então, só tem um caminho. Pelo que eu tô falando aqui com o Raul, ele concorda. A a mudança virá, nós precisamos nos adequar mais rápido e juntos compartilhando, eu acho que a gente pode chegar muito mais longe, né? Então, o objetivo da jornada, se você não conhece, não participa ainda, eh, você precisa vir para esse movimento, precisa trazer o seu time, precisa trazer as suas dúvidas, precisa trazer as suas questões, participar aqui com a gente, abrir, né, e o espaço aqui é de você, está aberto. se queremos você empresário, empreendedor do segmento contábil, você do da pequena empresa, da média empresa, da grande empresa, a gente quer você aqui, eh, falando o seu ponto de vista e também trazendo as suas dúvidas pra gente encontrar a solução em conjunto. Então, muitas vezes a turma toda fica com medo da câmera, fica com medo e de se expor, de falar, mas o ambiente aqui é seguro, né? Então a gente produz, a gente embala direitinho. Então perca esse medo, vem para para cá, vem com a gente na jornada da reforma tributária, aproveite esse conteúdo que foi feito para você com muito carinho. Eh, e não é todo dia que a gente tem a oportunidade de estar com um fera desse aqui, como a gente tá hoje. Obrigado de novo. Obrigado mais uma vez. Eu só queria fazer mais um comentário, se você me permite.
Aí >> o o pra gente ter uma referência,
>> todas as grandes empresas, eu tô em conselho de banco, tô em conselho de grandes empresas, todas elas já vem trabalhando com assessorias há praticamente um ano, apesar das mudanças contínuas que tão que tá acontecendo em todo o processo, na legislação, que foi alterada uma série de vezes, tal,
>> o que que ocorre? Todos todas essas grandes empresas já tão vendo ou tentando antever quais são os impactos que pode ocorrer
>> se for distribuição de dividendos, enfim, uma série de coisas. Ou seja, já para tentar otimizar os eventuais as eventuais alterações e como é que podem trazer algum benefício dentro do processo.
>> E isso eu eu tô falando das grandes, mas todas têm que fazer. Cada um tem, sabe o tamanho do seu bolso. Então eu acho que o o gol é antecipar, é se antecipar ao evento em tudo na vida, né?
>> Sim. E para isso tem que ter algum investimento, né?
>> Tem que ter,
>> tem que ter investimento. Não tem jeito.
>> Você vai pôr na frente aqui para tirar lá. É isso. É isso.
>> Senão você não vai pôr aqui, mas vai tirar lá dobrado.
>> Vai pagar dobrado lá na frente.
>> Isso. Exatamente. A gente a gente tá nesse nesse nesse ciclo tentando antecipar a a os movimentos. Eh, e aí você falou das grandes empresas, como elas têm trabalhado, né? Como elas estão trabalhando. E hoje no Brasil existe eh os tal os tais dos regimes especiais da guerra fiscal, né? Isso aí transforma a geografia do nosso país, tá? Por quê? Porque eu mudo uma empresa daqui de São Paulo para um outro estado.
>> Manaus ou o que seja.
>> Manaus, Extrema, em Minas Gerais,
>> Vitória no Espírito Santo. Eh, a gente tem o polo de três Rios no Rio de Janeiro. A gente vai tendo uma série de regiões incentivadas tributariamente e a gente vê as empresas se mudando, né? Quando a empresa muda, muda o emprego, muda a cadeia de fornecimento, muda o custo logístico, né? muda tudo. E agora a gente tem um cenário que a partir de 2029 esses benefícios começam a acabar, né? Então, se eu estava com uma planta eh lá no interior e eh do Piauí, eu preciso rediscutir se faz sentido estar lá,
>> continuar com ela.
É,
>> se eu vou continuar lá.
>> É, e não dá para esperar 29, você tem que começar a se programar agora.
>> Exato. Pensa o tamanho dessa mudança, dessa movimentação, né? você você eh eh por exemplo, com a reforma do jeito tá estruturada, vou buscar agora uma área para implantar o meu CD, a minha indústria próximo do meu cliente, porque agora eu não tenho mais uma alíquota diferente entre eh eh o o produtor, né, e o e o e o cliente. Eu tributo onde está o meu cliente. Então,
>> quanto mais próximo cliente, próximo do meu cliente, melhor,
>> todo o processo de logística fica muito mais barato.
>> Então é isso que eu acho, entendeu? Você tem que programar agora, começar a trabalhar para otimizar, não é só o tributo em si, é toda a cadeia, porque o tributo é consequência.
>> Exato.
>> Entendeu? Então você tem que pegar e otimizar toda a cadeia, como você estava falando, de suprimentos, de logística, tudo.
>> É isso.
>> É, é,
>> é, é isso. E voltando um pouquinho, vou dar um exemplo, tá ligado com isso, mas eu vou voltar um pouquinho. a gente tinha um uma indústria grande eh no Rio de Janeiro, eh onde que a gente fazia assessoria e a gente começou lá eles muito com o o resquício, muito com a cultura da da informalidade, né? Então assim, muito sofridos em relação à assessoria que eles tinham, a orientação que eles recebiam e as práticas que eles tinham lá. em relação à venda, né? Vender com nota, vender sem nota, a gente sabe que não deveria, mas a gente tem ainda esse tipo de situação, a gente encontra. E esse foi um caso que eu vivi. E assim que eu entrei, eu falei: "Gente, não dá para ser assim. A gente precisa mudar esse regime tributário, a gente precisa sair do lucro presumido, vamos pro lucro real, a gente vai declarar tudo e vai pagar tudo. Ah, mas dá para pagar tudo?" E aí a gente provou que ah, dava para faturar, né? dava para pagar o imposto e eles começaram a não se preocupar mais com o risco da informalidade. E aí a gente começou a se preocupar com a eficiência da operação.
É >> porque se eu não consigo ganhar do imposto, eu vou me preocupar com a minha eficiência,
>> certo? E em dado momento, eh, nós já tínhamos feito essa transição, a gente já tinha ali colocado a empresa na luz, né? E aí colocando na luz, o imposto aparece. Poxa, tá saindo o dinheiro do meu caixa pro imposto. Como é que a gente pode trabalhar esse imposto? Olha só, aqui no no Rio de Janeiro existe um benefício do Rio Log. Por que que vocês nunca fizeram? Nunca fez porque não pagava imposto. Agora que paga, eu vou tentar ser mais eficiente. E aí a gente foi conseguiu o regime especial. Deu trabalho. Deu trabalho. A empresa precisou se movimentar, precisou investir, sim. Mas hoje eles têm toda a operação deles muito bem eh alicerçada, eh estão na luz, vamos dizer assim, e agora tem o regime especial, né? Então veja, a necessidade de de formalização, de regularização e uma assessoria eficiente trouxe para eles, né, uma visão mais clara do que eles ganhavam de fato ou não. Consequentemente começaram a ver ali o imposto saindo, mas a gente buscou um regime especial que já existia,
>> o benefício
>> já estava lá.
>> É,
>> né? E olha só, a gente começou a entrar em umas questões que aí eu vou falar também dessa questão da reforma e da digitalização que eu acho bem interessante a gente conversar, só para você ter uma ideia do tipo de coisa que a gente passa. Não sei se você já teve essa experiência, mas aqui a gente tem e eu quero compartilhar com a turma e com você também. Eh, um dia eles me ligaram e falaram assim: "Eric, é o seguinte, a gente tá perdendo o mercado, a gente tá perdendo venda, tem um camarada vendendo produto, o caminão passa aqui na frente da nossa empresa e vai abastecer aí o mercado. E é o seguinte, ele vende o produto X, né, copo plástico, só que quando ele preenche na nota, a nota dele vem como tampa plástica, porque a tampa plástica tem um NCM diferente e esse NCM diferente tem uma tributação diferente. Então ele não recolhe todos os tributos que a gente faz. Eu estou pensando em fazer a mesma coisa, porque aí eu faço a mesma coisa, pago a mesma coisa e volto a ficar
>> com competitivo.
>> E aí, meu camarada, que que aconteceu agora? E e assim, né? Aí eu falei que não mostrei, falei dos riscos, que a nota fiscal ela é eletrônica, que ela já fica na secretaria da fazenda e que a chance da receita fiscalizar isso é muito grande e que poxa, esse camarada tá fazendo isso agora, mas que no futuro, muito provavelmente isso vai trazer problemas. Aí começa a entrar naquela discussão de vamos denunciar, não vamos denunciar, enfim. Mas uma das bases da reforma tributária agora é o seguinte: o código de barra e o NCM eles andam amarrados. Então, já tem uma validação que a receita colocou disponível pra gente
>> para cruzar o produto com o código de barra vezes o NCM, né? E e a análise do do documento e do tributo, ele acontecia depois que a gente empacotava todos esses dados, depois do fechamento mensal, tinha mais 20 dias, a gente mandava para depois cair no sistema, para depois cair em algum fluxo de fiscalização. O que que eles fizeram? Eles trouxeram o documento na frente do processo. Então, a fiscalização e o cálculo do tributo vai ser no momento que o que o que o documento sobe. Então, subiu o documento, tem a análise, já se entende se aquele código de barra tem um determinado NCM. Se aquele determinado NCM tem imposto, eles vão reter o imposto. Então essa manobra que eu falei que a concorrência desleal fazia, tá com os dias contados.
>> É. E tá e vai tá carimbado o problema ali. Quer dizer, se for houver uma fiscalização, não bate os dois.
>> Exato. Exatamente.
>> Então e aí lá na frente, então tem que fazer direito. É, é mais barato fazer. E outra coisa, você tá voltando também ao começo da tá tudo digitalizado e cada vez mais eles vão avançando, que é correto, entendeu? Eu eu acho que no momento que todo mundo for igualmente tributado, fica uma cor uma concorrência leal. O mais eficiente vai vencer
>> isso.
>> Hoje não tem uma série de subterfúgios, um paga, outro, um é tributado, o outro não paga. Aí começa, você não se preocupa com eficiência, você vai ganhar dinheiro fazendo direito e eficiente.
>> É aí.
>> Isso é isso. É isso. Tem falando de eficiência, é um exemplo que eu tenho usado muito com com eu sempre, na verdade, eu uso bastante esse exemplo, mas o volta email ele aparece e eu gosto de falar dele, que tem a ver com a eficiência e com essa mudança que a gente tem que fazer. Nós temos uma carteira grande de restaurantes, de bares, de lanchonetes, de padarias. E antes da pandemia, a gente falava para essa turma: "Gente, o caminho é delivery, pessoal. Tem gente fazendo e trabalhando bem o de delivery. Vocês precisam fazer um movimento porque é é um outro canal de venda, não é? Você pega a estrutura que você tem e você consegue potencializar muito. Você já tem a despesa, você já tem a folha de pagamento, você já tem toda a estrutura, mas venda é bom, é um outro canal. E ali sempre, né, o não dá. Eu falo que falo que é a cultura do não dá. Ah, não dá porque eh não tem sistema, não dá porque não tem pessoa, não, não dá porque não tem entregador, motoboy é complicado, né? Não, isso não é assim não. Em resultado, tínhamos alguns clientes fazendo algum movimento de delivery e veio a pandemia
>> e aí o delivery fez o quê? Explodiu.
>> Explodiu. Então, se o cara quisesse vender alguma coisa, era era por del,
>> certo?
>> Então, assim, foi um um segmento bem afetado. E aí depois a gente tem o iFood, né? O iFood aparecendo. O que que o iFood fez? Ele montou a vitrine digital que o cara não tinha habilidade para fazer, né? Ele usou bem a rede social para divulgar e coisa que o camarada não teve habilidade para fazer. Ele montou uma estrutura de logística que ele que ele que o camarada não teve, né, habilidade de fazer e resolveu o problema de meio de pagamento, né? Então você só vai entregar alguma coisa que já foi paga e recebida.
>> É
>> certo.
>> O que que isso nos ensina, né? Eh, lógico que veio alguém muito mais eficiente e mudou a forma de fazer, né? buscou uma forma diferente
>> fazer negócio.
>> E hoje essas esses mesmos camaradas que tinham lá o seu restaurante, alguns deles aprenderam a trabalhar com o iFood como um aliado. Outros falam: "Eu não recebo, eu não recebo aqui". Porque não é absurdo. Como eu vou pagar 28% do meu faturamento para esses caras,
>> né?
>> E já tem outros caras que estão assim: "Cara, o meu preço interno é um e o meu preço de delivery é outro." Põe, põe a margem no iFood e vida que segue.
>> Exato. Mas, mas olha só onde a gente chega, né? Mas você você tá falando numa coisa, o o a gente tem que acompanhar os movimentos de mercado ou se puder antecipar melhor ainda, porque você quer ver como como as coisas são simples e interessantes. Por exemplo, eu sou de uma geração que é geração posse. Você tem que ter casa própria, você tem que ter carro, você tem que ter tudo. A geração hoje é uma geração de acesso.
>> Uhum.
Eu sou uma geração de posse, meus filhos são geração de acesso. Se eu consigo acessar, eu não preciso ter. Então é o caso do do da do do delivery tudo. Pô, há 10 anos atrás ninguém queria delivery.
>> Ninguém não queria
>> ninguém. Até o cara dizia: "Não, a pizza chega ruim, as coisas." Hoje eu eu não sei responder, você talvez saiba, grande parte do faturamento desse pessoal é delivery,
>> porque tem uma geração demandando isso. E eu me encaixo agora depois que você aprende aquela história, enquanto você não conhece, ah, não, depois que você conhece não tem mais problema. Então, volta aqui a história. Você tem que fazer esse movimento tributário, você tem que se ajustar a isso porque veio para ficar. Não vão voltar atrás porque eles precisam arrecadar. se programe para isso que lá na frente vai sair mais barato do que não fazer o investimento agora.
>> É isso aí. E mudança de mentalidade, né, pessoal? A gente sabe que o segmento contábil, principalmente, sofreu aí grandes mudanças eh nos últimos anos com todo sistema público de escrituração digital. sistema público de escrituração digital. Agora saiu direitinho. E a gente tem mais um desafio, mas também mais uma oportunidade, a oportunidade de ser protagonista. Então eu digo que quem entender essa movimentação e adequar o modelo da prestação de serviço, aproveitando a tecnologia que tá ficando barata, a tecnologia está ficando barata,
>> né? A tecnologia era cara, ele era acessível. a tecnologia está ficando barata. Então, a gente tem aí a junção desses dois fatores, tecnologia abundante, uma necessidade de mudança, eh clientes que agora precisam se reestruturar, é o cenário perfeito para quem entender e antecipar, como você falou, Raul, montar assessorias ou empresas de terceirização que sejam adequadas ao momento. É disso que a gente tá falando, não de outra coisa. E logicamente você que é sócio, que é dono, que é empreendedor, empresário, precisa entender que a reforma tributária, para quem estiver na formalidade, vai necessitar de bons fornecedores, porque a terceirização vai se tornar cada vez mais interessante nesse novo sistema, nesse novo regime. E a real, eu queria aproveitar para falar disso. É, empresas grandes é tem ali uma cultura de terceirização muito mais é forte. E você trabalhou fora do Brasil, queria que você trouxesse essa visão de no Brasil, como é que é fora do Brasil em relação à terceirização, como é que você vê o Brasil e o e o mercado estrangeiro hoje em relação à terceirização de de atividades?
Olha, eu acho que na nas empresas de médio grande porte são muito parecidas hoje em dia, porque as pessoas tem que entender que a empresa tem que se concentrar no foco dela, no que ela faz bem. Não dá para você fazer tudo. Então você tem que se concentrar, vamos supor, uma empresa que faz cerveja, ela sabe fazer bem, é cerveja. Agora tem uma série de outras coisas em volta que tem gente mais competente para fazer. Então a sabedoria é vou me concentrar no meu, o que eu sou bom,
>> meu cor,
>> meu core e vou usar os fornecedores, os melhores que tem nos seus ambientes. Então a concordo 100%, a terceirização é fundamental. Não perca tempo fazendo o que você não sabe fazer bem. Tem alguém que sabe fazer melhor do que você. A sabedoria é usar o cara. dentro dessa linha da reforma tributária, você só vai conseguir trabalhar com todos esses fornecedores ou supridores de serviços se eles também já tiverem dentro do processo. Você não vai poder contratar um cara que esteja na informalidade ou que, ou seja, todo o conjunto tem que vir dentro da formalidade, dentro da reforma tributária, senão você vai ficar com você vai correr o risco do terceiro.
>> Exato.
Então, todo mundo tem escuta, eu acho que a reforma, a gente pode questionar determinados pontos, isso e aquilo, mas é uma oportunidade.
>> É uma oportunidade.
>> Se primeiro, se é um fato, não vai mudar, que que você vai fazer? Você vai lutar contra isso?
>> Adequar as velas. Vamos adequar, ver onde vai o vento e vou tirar, como nós estamos falando, vou tirar o máximo que eu posso daquilo.
>> Então, quanto mais cedo, se nós vamos ter que entrar nesse processo ou sem dor, se programando ou com dor lá na frente.
>> É isso.
>> Então, eu acho que esse, voltando aqui a terceira, este conjunto, nós estamos dando um exemplo pequeno. que este conjunto que me assessora, que me tem meus fornecedores, e se provedor de serviço de de tecnologia, o que seja, todos eles têm que estar dentro
Do mesmo pacote da formalidade da reforma tributária, senão eu passo a ser vulnerável. É isso, concordo contigo. E essa discussão da terceirização vem justamente porque é uma opção muito viável, a gente acompanha fora do país. Eh, o pessoal terceiriza financeiro com muita naturalidade e dentro aqui do Brasil a gente tem assim uns um ciúme do caixa, né?
>> Não, financeiro ninguém põe a mão. Financeiro tem que ser alguém da minha confiança.
>> E a gente vê que não é assim, né? Então, que hoje, principalmente com a tecnologia, você aprova os pagamentos no celular, >> né, de onde você tiver. E o processo de formalização ali, de lançamento dos documentos, eh, e fazer ali a emissão de DRs, de balanços, fazer o bem, fazer bem feito, ele pode e deve ser algo eh para especialistas, né? Então, a dor do pequeno empresário, ah, eu não sei nada de finanças, ah, não encontro mão de obra, >> não precisa entender de finanças. Você precisa terceirizar para uma empresa que faça bem isso para você, >> né? E que custe mais barato que um bom funcionário. >> E quando quando você quando você é pequeno, isso aí é não é muito muito difícil. >> Você tá falando, eu concordo 100%. Eu vou te contar um caso que ainda estamos conversando ontem. >> Uhum. que eu vivo esse caso. É uma empresa de médio porte, não é uma empresa grande, tem quem libera os pagamentos. Um tá em Lisboa, outro tá em Ostas. Hoje tem 6 horas de diferença entre eles. Se não, se os dois não liberarem, não sai, não tira um centavo do banco. E isso funciona redondo. Os dois que são craques, um tá em Lisboa, outro tá em OS, no Texas, nos Estados Unidos. Quer dizer, você pode estar em Porto Alegre, mano, não importa. Isso não é impeditivo. Esta empresa usa isso porque esses caras são muito bons no que fazem. Então ela para ter uma dupla checagem, ela usa dois. Sim. Um libera o aviso, o outro pá, entendeu? Então não existe limitação geográfica. Isso essas coisas. E novamente se nós não nos adaptarmos a isso, nós vamos ficar para trás. É outra realidade no mundo.
>> Escuta, desculpa eu te interromper. a contabilidade, esse processo todo que vocês fazem para você trazer essa cultura para dentro de uma empresa de médio porte ou de pequeno ou de grande porte, isso tem um custo e não é o core do negócio, né? Como nós estamos falando de finanças, essa parte contrário, não é o não, escuta, vocês estudam isso 24 horas por dia. Qualquer alteração que tenha, vocês sabem. Então sei, teoricamente o máximo que pode acontecer é a empresa gastar um caminhão dinheiro, montar uma unidade lá dentro e vai ser igual a vocês. Nunca vai ser melhor, porque vocês vivem só disso. A empresa tem 17.000 outras funções e isso não é o core. Então eu sou muito favorável à terceirização, com exceção do cor do negócio, usando o exemplo da cerveja. Quem faz cerveja não vai mandar outros fazer, mas o resto, pô, >> sim, a gente a gente terceiriza a área fiscal, terceiriza a área contábel, terceiriz área financeira, eh departamento pessoal. E eu acho que que o o grande segredo da terceirização é entender bem o papel de cada um, né? E e justamente a gente potencializar. Então eu tava falando pro cliente, é impossível você ter mais especialistas no meu segmento do que eu. >> Não tem como, >> né? Não vai ter como. Agora, eh, essa pessoa que tá aí dentro fazendo essa atividade hoje, será que ela tem todas as habilidades? E será que elá a gente aproveita bem o potencial dela durante o período do dia? Então, a gente vê em muitas empresas os colaboradores são subutilizados, né? Então, ele ele tem trabalho mesmo para du 3 horas. O resto, cara, é improdutivo, né? Tá? Então, dentro de um processo de terceirização, você usa o melhor que cada um tem para entregar dentro do seu dentro da sua da sua da do seu ciclo de trabalho, a sua esteira de trabalho. E a gente consegue com essa sobra de mão de obra, vamos dizer assim, né? com esse excesso de mão de obra que a gente eh aproveita melhor, a gente consegue disponibilizar profissionais com mais competência técnica, com uma visão de planejamento um pouco maior, mais habilidade de comunicação. Então isso tá se tornando bem comum a gente terceirizar sem estar presente, não >> né? Então hoje nós temos colaboradores eh em quase todo o território nacional. Então, eu tenho um cliente que a gente atende em Jundiaí, que a gente tem 12 pessoas trabalhando para ele e não tem ninguém presente. Mas apesar de não estar presente, se meu telefone tocar aqui daqui a pouco e alguém me chamar no WhatsApp, a gente abre uma conferência ali e eh no no computador em instantes e a gente mexe no core do sistema deles, no sistema tributário, sistema de faturamento, sistema contábil. a gente faz reunião com controller, com diretor financeiro. Então, as as empresas também precisam rever essa posição, né? Acho que culturalmente tem muita coisa que vai mudar por conta disso.
>> Eu acho que a pandemia ajudou muito. Não vamos desmerecer o fato de saúde pública, mas a pandemia ajudou muito porque as pessoas começaram a ter esta não tinha opção, a não ser este tipo de comunicação à distância. Eu, a American Express e durante eu fiquei muitos anos lá, como eu disse, e ela tinha a grande parte do desenvolvimento de sistemas na Índia. Por quê? Porque tem uma quantidade de PhD muito grande, aquela história toda. E são grandes desenvolvedores e profissionais excelentes. Os sistemas eram desenvolvidos na Índia e corriam o mundo inteiro. O cara, você não sabe se o cara tá na Índia, se o cara tá aqui nessa sala. Não é relevante isso para este tipo de trabalho. Eventualmente para um outro tipo de trabalho você precisa da proximidade, vamos dizer para uma venda, às vezes é pessoal, tal, mas esse tipo de serviço de assessoria de não tem necessidade, Raul, >> entendeu? Você tem que procurar onde é o melhor, >> né? Hoje a gente estava fazendo uma reunião com uma indústria que veio nos procurar, tem um faturamento muito grande, eles têm lá um RP que a gente já domina, conhece e aí eles receberam uma indicação, vieram falar com a gente, que eles têm uma estrutura interna e querem, na verdade, eles têm uma estrutura externa que faz ali a contabilidade, mas todo o processamento é interno. E eles vieram conversar comigo, perguntei o que que eles queriam. E aí no final das contas, o que a gente combinou? O que é dentro vai ficar fora e o que era fora vai ficar dentro. Trocar [risadas] as trocar. >> A gente inverteu todas as posições >> e o cliente super feliz e super aberto. Olha, a gente quer melhorar. Se a gente precisa mudar, como vocês são os especialistas, me conta como é que vocês fazem em outro cliente do nosso porte que usa o mesmo sistema, né? E aí ele eu pude compartilhar com eles e falou: "Faz muito mais sentido, vamos fazer assim". Coisa reunião de meia hora. Então, eh, a gente sempre toma cuidado para ver onde a gente tá pisando, para sentir o que a empresa quer, né? E muitas vezes não é a empresa, é um executivo, né? E, e muitas vezes, infelizmente, esse executivo eh nem sempre tá olhando ali o o que é o melhor pra empresa e tá sim o domínio ali, né? O feudo, aquele sistema de poder, né? >> Então, poder, >> muitos executivos hoje ainda acreditam que quanto mais gente eh melhor, né? Então, eh, é um status ali de poder, e tal, não sei se você concorda com isso, mas eu vejo isso acontecer, né? >> É ser humano, né? >> Não, não é a regra, mas existe. >> É. >> E eu acho que isso é uma outra coisa que precisa mudar, né? Nos executivos, no caso, quando a gente tá falando aí de reforma e dessa mudança que é uma mudança, eu falo que não é uma reforma tributária, é uma mudança econômica. a gente vai ter muita coisa para rediscutir dentro das organizações. E é por isso que eu falo que a reforma não é tributária. A gente não pode ter só gente que entende de reforma falando com aqui, né? >> Não tem, tem. Tá vendo? Eu volto. É uma, essas coisas são oportunidades para você se questionar. Reforma tributária é uma oportunidade para você questionar o todo. >> É verdade. >> Então você tem que aprovar. Escuta, é um fato. Não vai mudar. >> Vai. >> Quanto mais rápido você abraçar, melhor. É. Melhor. É isso. >> É isso aí, >> meu querido. A gente já chegou a uma hora. Parece que passou 10 minutos, >> o papo muito bom. Eu vou vou deixar o convite para você voltar desde já. >> Acho que a gente não conseguiu explorar tudo que você tinha aí para para nos oferecer, mas agradeço do fundo do coração a sua participação. >> Eu que agradeço aí o convite, é sempre prazeroso estar aqui com vocês. >> Muito obrigado, Raul. Gente, muito obrigado pela participação de vocês. Se você chegou aqui, não esquece de curtir aí eh esse vídeo, de compartilhar com a sua rede de contato. E se você ainda não faz parte da nossa jornada da reforma tributária, fica aí o convite. Você que é empreendedor do segmento contábil, empresário, eh analista fiscal, analista contábil, gerente de compras, de logística, a gente precisa de você. a gente quer saber como você tá lidando com a reforma tributária na sua empresa, como você tá se preparando para ser um profissional eh de excelência nesse novo mundo, né, esse novo mercado que tá se desenhando à nossa frente. E a gente quer te ajudar nesse processo. Então, se você puder, eh, participa com a gente, se inscreve aí na nossa comunidade gratuita, a gente vai colocar o QR code para vocês entrarem, ter acesso ao nosso material e, por que não fazer parte desse movimento que pretende levar mais valor a toda essa grande eh nação, né, que é o Brasil, que tá muito carente de formação, de conhecimento, de profissionais adequados e preparados pro novo momento que a gente vem vivendo por aí. Muito obrigado e até o próximo episódio.
>> [música]