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A REVOLUÇÃO FRANCESA

Parabólica45:17

Transcription

E vamos falar de Revolução Francesa. Tem um pelo aqui, pera aí. Nessa nossa aula, pelo de cachorro, nessa nossa aula de intensivo Enem, eu vou mostrar para vocês o pulo do gato da Revolução Francesa. Essa semana eu tô pistola, hein, mas não é com vocês, tá? Para mostrar para vocês o que que é cobrado de Revolução Francesa do Enem, para depois não ficar gente assim: "Ah, não teve Revolução Francesa o ano passado". Teve Revolução Francesa, só que não é Revolução Francesa factual do jeito que muita gente, a gente quer que é aquela Revolução Francesa aí o rei morreu, aí depois burguesia. Ah, tem isso também, tem. Mas tem outros aspectos que são mais cobrados, não é nem além disso, a gente vai ver aqui, tá bom? Então, vamos lá. Eh, o material já tá aqui na descrição para vocês. Não deixa de curtir, comentar. A gente tá passando por um momento difícil no YouTube, aqui no canal, as visualizações baixaram bastante nos últimos meses e a gente tá nessa luta para poder manter esse canal, entendeu? Eu tô, parte da minha raiva é por causa disso, mas vamos lá. Quem tá aqui não tem nada com isso, tá aqui estudando bastante e é isso aí. Eu tô aqui para ajudar vocês. Vou abrir aqui a nossa ibage, ibag. Vamos embora.

Revolução Francesa é uma revolução que acontece em 1789, na França, tá? E é considerada uma revolução de caráter burguês. Então, uma revolução burguesa? Professor, não quero saber disso, porque, eh, teve participação popular grande. Teve, logicamente que teve. Mas por que que a gente fala de revolução burguesa? Porque o fim era o crescimento político da burguesia, econômico e político, tá? O fim da Revolução Francesa era a burguesia que utilizou parte aí, parte não, utilizou a população, teve apoio da população para poder acabar com o poder do absolutismo francês. Mas o fim é o burguês. Vocês vão perceber que a burguesia que consegue depois o seu status, até chegando na era napoleônica. Para justificar essa revolução, os famosos três estados, três estamentos. É uma herança medieval isso aqui francesa, tá? Nós tínhamos o rei e aí nós tínhamos lá o primeiro estado, que era o clero, a Igreja Católica. Contextualiza, sempre foi muito forte, é tradicional para vocês fazerem questão sobre Revolução Francesa. Sempre foi muito forte na França. Vocês lembram que eu fiz lá o vídeo, tem aula aqui recente sobre absolutismo, até mesmo do intensivo, que eu explico. Tem aula do filósofo, eh, especificamente, tem aula do intensivo que eu falo sobre Jacques Bossuet, que foi ministro, foi conselheiro do Rei Luís XIV, que não é o da do tempo da revolução, aqui é o Luís XV. O Jacques Bossuet, ele era o criador do galicanismo, aquela teoria de que os franceses, os reis franceses, eles eram mais do que qualquer outro rei do mundo, eles eram, eram os que estavam ali do lado de Deus. Então, eles, o poder absolutista dos franceses, dos reis franceses, era aquele que não tinha brecha, não, não existia justificativa. Era: "Vou lá e porque foi, foi Deus que quis". Teoria do direito divino, certo? Nessa concepção do galicanismo, então o clero é muito importante. O clero derrubar o clero no processo revolucionário é fundamental para a revolução. Nós tínhamos o segundo estado, que é aquela nobreza parasitária, né? Olha a minha voz indo embora. Aquela nobreza parasitária, herança feudal, que vivia ali nos corredores e nos arredores do Palácio de Versalhes com o rei, ganhando dinheiro para caramba, tendo terras e tudo. Esses dois aqui, clero e nobreza, primeiro e segundo estado, eram os que eram isentos de impostos. Eles não pagavam nada para viver. Eles não tinham, só tinham mordomia. Em momentos de crise, quem se ferrava era o povo. Esses aqui, nada. Então, a gente precisa entender isso, tá bom? A França passou lá por processos de guerra, tinha acabado de perder uma, perder uma guerra, estava em processo pesado. Era um país agrário, passava por dificuldades, não tinha as melhores colônias na América. Essas melhores colônias eram da Inglaterra, de Portugal, de Holanda, de Espanha. Então, a França sofria muito. Só que isso não recaía sobre o primeiro e segundo estado, recaía sobre o terceiro estado, que é bem heterogêneo. Ele é formado por girondinos, que é uma alta burguesia, mas eles não se chamavam de alta burguesia, tá? A gente entende que os girondinos, eles eram moderados, eles queriam ter mais status, mas eles também não queriam radicalizar tanto, pelo menos após o processo de, de tomada do poder. Os jacobinos, que seriam uma baixa burguesia, seriam profissionais. Os, os girondinos seriam os grandes comerciantes franceses. Os jacobinos já eram profissionais liberais, né? Falo liberais, não existe o conceito liberal, mas usando para hoje, mas seriam professores, médicos, advogados, que trabalhavam por conta, tinham um estudo, um grau de estudo, ah, acima, mas que falava: "A gente precisa radicalizar esse processo". No final das contas, eles serão os, os republicanos franceses. E aí o povo mesmo, são os sans-culottes, que são os grandes artesãos, né? São os artesãos que viviam ali em Paris, que eram os trabalhadores urbanos, trabalhavam pros outros, inclusive, ou faziam seus serviços de venda ali mesmo, né? Pequenos comerciantes, mas bem, bem, bem pequenos mesmo. E os camponeses, que eram a maior, maior população. Afinal de contas, a França era agrária. Esse aqui é o estado revolucionário. A França tá em crise, tem alta de preços, porque você tem períodos de estiagem, perdeu guerras, tá tudo muito caro. E só o primeiro e segundo estado vivem na mordomia. Só que eles têm medo de um processo revolucionário. Porque já tinha exemplo disso em 1776, independência dos Estados Unidos. Mais que isso, em 1650, quase uma, um século e meio atrás, a Inglaterra tinha passado por um processo de revolução, a Revolução Puritana. Eu sei que tem um caráter religioso ali, que tinha derrubado a monarquia, depois virou uma monarquia constitucional parlamentar, mas a burguesia chegou ao poder. Então, você tem esse, os, os fatores. Você tem os medos que essa população passa, que, que esse primeiro e segundo estado passam. Então, eles chamam uma assembleia, convocam uma assembleia prevista na Constituição francesa, que é a Constituição absolutista, que era convocada só pelo rei, para discutir a situação francesa. Nessa assembleia, se mantêm o privilégio da nobreza e do clero. Não resolveu. A assembleia foi praticamente para avisar pro terceiro estado que os impostos deles vão continuar, que eles não vão resolver a situação do terceiro estado, mas que o clero e a nobreza, que estavam sendo pressionados até então, iriam continuar com esses privilégios. É claro que teve aquela discussão sobre ter votos na assembleia. Uma assembleia tem que ser deliberativa. Quando se fala em assembleia, quer dizer que vai decidir algo, tá? Não é uma reunião simples. Que o terceiro estado queria que fossem votos por pessoas, e o terceiro estado eram mais de 98%, 99% da população francesa. Mas foi um voto por estado, e primeiro e segundo estado votaram a favor de manter os seus privilégios. É ali que parte a revolução. O povo tá nervoso com isso, porque o povo tá passando necessidade, o povo tá passando fome. Ou é uma revolução, ou é a morte na miséria. E aí que o terceiro estado forma a Assembleia Nacional Constituinte. A primeira Assembleia dos Estados Gerais foi em maio, que o rei falou: "A gente vai manter o privilégio". E aí o terceiro estado fala: "A gente vai fazer uma assembleia para fazer uma nova constituição, independente se o primeiro e segundo estado aceitam ou não". Eles entendem que eles são a maioria e eles vão ignorar a Constituição francesa, que é absolutista. É a revolução, certo? Essa Assembleia Nacional Constituinte, que vai fazer uma nova Constituição Francesa e é a revolucionária. O início dura de 1789 a 1791. Uma assembleia propondo leis para a França, certo? Eles iniciam no 14 de julho com a queda da Bastilha, que é a, a, a, a prisão francesa, onde se, além de prisioneiros do contra o absolutismo, que morriam nessa prisão, a prisão perpétua, aquele modelo de prisão que você não vê o sol, mas, mas é ali onde você tinha parte do arsenal do exército, das tropas francesas, guardavam-se pólvora. Então, o povo foi lá e destruiu a Bastilha. A Bastilha não existe mais. Quebrou a Bastilha com as armas que davam, com as mãos, com, com arados, com paz, com picareta. Arrancaram, quebraram, botaram fogo na, na Bastilha e tiraram lá suas munições, suas pólvoras, eh, as armas que tinham lá, renderam os soldados que ali estavam. Tá iniciado o processo revolucionário.

Nesse período, entra em questão o que eu quero que vocês entendam: o chamado Grande Medo. O que que é o Grande Medo? Não confundir com o período do Terror, que a gente vai ver daqui a pouco. Grande Medo é o medo que a nobreza tinha, porque o povo começava a entrar nas casas dos nobres e saquear as casas. É o medo do povo, é aversão ao povo que eles tinham. Eles tinham medo do povo: "Esse povo aí tá fazendo isso aí, são selvagens". Tal, mas era o povo querendo sobreviver. Então, é o Grande Medo, eram saques das propriedades da, da nobreza, certo? E com isso, você tem o fim do privilégio dessa nobreza e do clero. Proclama-se lá, promulga, né? Lembra que eu já falei isso para vocês? Promulgar é quando é feito em assembleia, não é feito de forma autoritária. Autoritária, quando a constituição é feita de forma autoritária, é outorgar. Ó, promulgar é diferente de outorgar. Quer dar um exemplo de constituição outorgada? A Constituição de 1824 do Brasil, de Dom Pedro I. Falou: "Eu faço e pronto". Pra lá, é feito em assembleia. Sai essa nova constituição. Aboliu o privilégio da nobreza. Acabou a nobreza. Já era. Então, assim, a França continua uma monarquia por enquanto, mas é uma monarquia constitucional, que nem era na Inglaterra, que nem é na Inglaterra. A França, o rei não governa. Acabou o privilégio. Ele é vigiado, ele tem que seguir a mesma constituição que todo mundo tem que seguir, certo? Mas que isso, as mulheres fazem uma marcha até o Palácio de Versalhes, que era afastado. A ideia de se afastar do Palácio de Versalhes, que não era nesse período, ele tá no século XVII, foi feito por Luís XIV. A construção é justamente para afastar a nobreza do povo, tirar o poder político de Paris e levar pro, pro mais pro, pro interior lá perto. Eu sei, mas, mas é mais afastado justamente por isso. Se cai na prova de vocês, o porquê tirar? Porque você desmobiliza a pobreza, não tem mais contato com o povo, não tem contato mais com as reivindicações do povo. Mas eles foram lá, as mulheres munidas do que elas tinham, maioria de mulheres mesmo, foram lá para tirar o rei de lá. Invadiram o Palácio de Versalhes. Eu tô falando isso aqui porque é muito importante que depois as mulheres não terão representatividade durante a revolução. Elas vão lá e tiram à força o rei e a rainha Maria Antonieta, que era austríaca, e o Rei Luís XVI. Tiram à força eles de lá e falam assim: "Ó, vocês, vocês não vão ficar mais em Versalhes, não. Vocês ficam agora sob os nossos olhos". E eles são levados pro Palácio das Tulherias, em Paris. Continua rei, mas é um rei vigiado. O povo tá aqui, todo mundo te olhando. Essa é a assembleia. Além do que, as terras do clero foram confiscadas. Ó, tira, acabou clero, acabou o privilégio. Não tem mais. Por que compreenderam? E aí, vamos lá. Não é demorado, não tá?

Nesse processo aqui, que eu quero que vocês guardem muito, porque, ah, professor, quero saber como é cobrado. Você quer saber o que mais é cobrado de Revolução Francesa? Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Vocês vão ver, a gente vai fazer questão. Ah, não cai Revolução Francesa e Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. É o que, minha gente? É definido dentro desse processo de Assembleia Constituinte, nesse período, tá? Não é a constituição, isso, mas é uma declaração, ó, que define os direitos individuais e coletivos, baseados nos princípios do Iluminismo, que os direitos da população, dos homens, são naturais, quer dizer, você nasce. Onde que a gente vê isso, gente? John Locke, né? Eles são inalienáveis, quer dizer, que ninguém pode te tirar, e é sagrado. Inalienáveis, inalienáveis e sagrados. Ninguém retira direito à vida, direito à liberdade, direito à propriedade. Então, a revolução burguesa, mas que define os direitos. Quando fala em direito à propriedade, não é todo mundo vai ter uma propriedade agora, não. O direito a ter, tá? O direito a ter, se você tiver condições, tá? E define a soberania da nação contra o direito divino dos reis. É contra, ninguém está acima, acima da Constituição. Acabou essa ideia de que o rei é um enviado de Deus. Esse galicanismo foi por água abaixo. Só que tem um problema. E aí eu quero que vocês guardem muito isso, porque isso pode ser cobrado. E aí se cobra: "Nunca teve Revolução Francesa". Isso pode ser cobrado. É característica do Enem. Eu torço para que seja de verdade cobrado. E as mulheres, gente? Foram lá na marcha para Versalhes, participaram de todo o processo revolucionário, ainda estavam participando. Quando a gente fala em Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, a gente tá falando dos homens. "Todo homem é igual perante a lei". As mulheres, elas não tinham direito de votar nas assembleias, as mulheres não tinham direito à assistência jurídica. Então, essa revolução é revolução para homens. Tudo bem, atingiu todo mundo, porque acabou com o poder absoluto dos reis. Ela foi uma revolução de fato, mas você tem mais privilégio masculino aqui. Compreenderam? Ah, então teve uma tentativa das mulheres também terem representatividade? Teve. A gente teve lá a Declaração dos Direitos das Mulheres e da Cidadã, que foi feito por Olympe de Gouges, foi proposta, redigida, não só ela, tá? Porque ali você tem um coletivo de mulheres que se organizam para reivindicar direitos perante aquela situação que a Revolução Francesa tá tomando, né? Vocês podem conhecer ela também por Olympe de Gouges. E o que que a gente precisa entender? Guardem isso. Isso pode ser cobrado no Enem de vocês. Ela definir a luta por direito das mulheres, para equiparar, é garantia de cidadania, busca por cidadania, direito ao voto nas assembleias, reivindicação de direitos naturais, inalienáveis e sagrados. Nós também podemos ter condições de comprar propriedades, também temos o direito de falar. Isso foi proposta em assembleia. Isso foi ignorado na assembleia. Revolução para quem é isso? Isso foi, foi, foi, não foi visto, passou, sabe? Passa um monte de papel em assembleia para ser aprovado. A Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã foi colocada lá embaixo, e aí eles passaram um monte de papel, falaram: "Tá rejeitado e pronto". Não se falou. Ao passo que isso pode ser cobrado para vocês, foi rejeitada. E ela ficou anônima até 1980, quando foi descoberto. A gente tá falando da Olympe de Gouges. Foi, ficou anônima quando foi descoberto por historiadores e trouxeram pra gente falar assim: "As mulheres não tiveram essa representatividade, tiveram participação fundamental, mas não tiveram a representatividade, porque a França ainda mantinha o sistema tradicional patriarcal, machista, mesmo num processo revolucionário". Vocês compreenderam o que que eu tô falando? Então, pode ser cobrado? Professor, caiu lá Declaração da Mulher e da Cidadã, tal de Olympe de Gouges. Falou assim: "Não, não, não vi falando, não teve história no Enem". Tá, onde? Então, aqui. Isso aqui é uma questão de Revolução Francesa. O que que o Enem quer cobrar de você? O que que eu quero que vocês fiquem ligados? Não é história factual de ficar contando historinha aí, o rei caiu, perdeu a cabeça, aí teve a guilhotina, aí a burguesia. Tudo bem, isso pode ser cobrado sim, por isso que a gente tem que falar, mas a gente precisa entender para fazer o Enem aspectos de transformação políticas, econômicas, sociais e culturais. É entender sujeitos históricos, atores históricos, manutenção de poder ou transformação desse poder, manutenção de privilégio ou não. Porque senão, você não consegue entender história. Então, foca aqui. Sabe, eu tô falando para, eu falo isso para você que vocês estão aqui, vocês estão aqui empenhados nisso, mas vocês compreenderam? Porque o Enem, ele não vai ficar pedindo assim, data para mim. Compreenderam? Beleza, tranquilo. Então, agora vamos dar, dar segmento aqui para a gente continuar, tá bom?

1792 a 1795. A gente tem o processo lá da Convenção Nacional. A Assembleia Constituinte foi feita porque a Constituição saiu e aí fala assim: "Agora a gente vai ter uma nova assembleia, uma nova forma de assembleia, que é chamada Convenção Nacional". É nessa Convenção Nacional que a gente vai ter aquela distinção entre direita e esquerda, né? Ou o espectro político. Fala assim: "Ah, os, os mais radicais sentavam à esquerda, que eram os, ainda os descendentes, os jacobinos, e os mais moderados, né, que queriam manter, tá bom, ali a revolução chegou ali naquele ponto, tá bom, o rei não precisa morrer, continua na monarquia, ficam mais ali à direita". Ah, sentam mais à direita. E o centro é a Planície, né? Que é a neutralidade, né? Os em cima do muro, tal, né? Que eram chamados ali de Planície. Só que os radicais eram maioria nesse processo de Revolução Francesa, né? Os radicais, eles eram a maioria, é, os que queriam radicalizar mesmo essa revolução, que a revolução não acabou aqui. A gente ainda não, o rei acabou o privilégio, mas continua sendo rei. A gente ainda tem processo, as coisas ainda estão caras, a crise econômica não cessou. Então, você começa a ter mais poder dos jacobinos através de uma figura importante ali na assembleia, que é o Maximilien Robespierre. Para vocês assistirem, eu sempre falo isso, o History Channel, procura no YouTube aí, que fala assim, que tem a cablagem sobre a Revolução Francesa, aí aparece lá o rei no cavalo, né? Não, não, não, na carruagem. Aí começa a vir um passinho assim de um, um sapatinho com fivelinha, né? Sans-culotte, né? Aí fala assim: "Mas um homem viria a se tornar um nome histórico para a Revolução". O nome dele, Maximilien Robespierre. Aí a mostra Robespierre, né? É isso aí. Que que eles vão fazer? Lembra que eles são radicais aqui? Eles vão fundar a Primeira República Francesa. É a primeira república. Por isso que os franceses têm orgulho. Pode ser cobrado para vocês também. Lá na França, eles gostam de gritar palavra de ordem dos franceses. Vocês veem competição esportiva, acabou de ter Olimpíadas lá, eles mostram que eles têm muito orgulho disso. Vive la France! Vive la République! Viva a República! Porque era o grito que se falava. Viva a República! Eles aboliram a monarquia. O rei sabia que ia morrer, que ia ser preso, que ia morrer. Acabou, acabou o privilégio. Se tinha ainda uma monarquia constitucional, não tem mais. O rei tenta fugir com a sua família para a Áustria. A ideia de se fugir para a Áustria é porque a família da Maria Antonieta era austríaca, ela era austríaca, e que conseguindo o apoio da Áustria, que era um país absolutista, e eles conseguissem fazer um processo contrarrevolucionário e acabar com essa revolução. Depois, a França ia ter que ceder território, fazer concessões para a Áustria como pagamento. Mas eles foram pegos e mortos na guilhotina. Aqui, então, acaba a monarquia e começa a República Francesa. Então, é dentro desse processo, primeira fase de monarquia constitucional, depois de república, onde eles fundam a Lei do Máximo, que é o tabelamento de preços. A França sempre vai ter isso no século XIX, quando a gente tiver a Comuna de Paris. Eles falam assim: "Tabela preço, diminui preço de aluguel, sabe, tudo isso que era muito caro na França". Então, ó, pro povo ter acesso à comida. E estabelecem o Tribunal Revolucionário. Todo mundo que foi considerado um traidor dessa revolução vai ser julgado pelo Tribunal Revolucionário e se constatado, vai ser morto, condenado à morte na guilhotina. Por isso que é o Período do Terror. As pessoas já começavam a ter medo de serem chamadas de traidoras. Os girondinos, por exemplo, que começaram a perder a cabeça a rodo. É aqui que inclusive o rei, ou o ex-rei, morre. A ex-rainha morrem. Eles são considerados traidores da revolução, porque desde o início, eles falavam: "Não, a gente aceita a monarquia constitucional". Só uma forma de falar para poder ver, falar: "Não, melhor do que morrer", né? Mas quando tentou fugir, falou: "Ó, traiu a revolução, tá morto". Eh, a guilhotina, que corta a cabeça, é considerada uma prática, eh, iluminista de morte, que é uma prática sem tortura, tá? Então, isso também pode ser cobrado na prova de vocês, que a guilhotina, eh, em vez de os hábitos, o Foucault adoraria falar sobre isso, né? Foucault adorava, na verdade, né? Não adoraria falar, não, sobre a relação dos corpos, né? Pegando aqui com filosofia, a gente vai ter intensivo de filosofia com Foucault também. Quando você pega um sujeito, o rei mandava matar, era seguido de muita tortura anteriormente, antes de chegar até a lâmina cortar a cabeça de uma pessoa. O Iluminismo, ele fala: "É a razão". É contra o rei absolutista, então é contra qualquer forma de tortura. Nesse sentido, então a guilhotina era corta, pode ser até em público, mas corta a cabeça e não há mais espetáculo além daquilo, não há uma tortura prévia além daquilo. Compreenderam? Por isso que a cabeça cai no cesto, levou, já era, acabou, morreu essa pessoa, não existe mais, tá bom? Quem que tá se opondo à revolução dos jacobinos? Lógico que é aquela burguesia moderada, que não queria chegar nesse ponto, que tem medo do povo ter mais poder, porque os jacobinos, eles têm uma ligação maior com o povo, tabelando preços. Os girondinos, gente, começam a, ó, que isso, não tá dando para fazer isso, não. Os girondinos começam a medir força e os girondinos começam a ganhar a cabeça da população, botando medo na população de que eles podem ser os próximos a perderem a cabeça. Então, os girondinos, eles começam a armar um golpe de estado. Esse golpe é chamado 9 Termidor. Eu vou mostrar daqui a pouco para vocês o calendário francês, que pode ser cobrado a concepção de calendário francês. E eles golpeiam, eles dão golpe de estado na Convenção Nacional, um golpe de estado nesse poder dos jacobinos. Assumem o poder e falam assim: "Agora é mais moderado". Porque no período dos jacobinos também foi estabelecido aqui o voto universal. Porque antes, ali na assembleia, só os ricos podiam votar. Mesmo que ainda fosse revolucionário, agora foi estabelecido um voto universal, só que masculino, tá? Não se esqueçam. Masculino. As mulheres ainda não. Então, quer dizer que não só os ricos, mas homens podem votar. Os girondinos, eles voltam com o voto censitário. Falam assim: "Não, volta pro voto dos ricos". Por eles terem medo de dar poder pro povo. Eles querem que essa revolução acabe logo, porque tá perigando aí cada hora é um grupo social aí que tá chegando no poder. E para isso, eles fortalecem o exército. O exército já estava sendo fortalecido durante a revolução para cuidar das fronteiras francesas e lutar contra absolutistas que poderiam dar o troco na França, em nome do absolutismo francês, como a Áustria, por exemplo. A França revolucionária, ela tinha essa característica de atacar antes de ser atacada. Mas nesse período que se forma o Diretório, é porque são cinco diretores, são cinco burgueses no poder. Acabou a assembleia. São cinco burgueses. Eles fortalecem o exército e entram num acordo, que é um golpe de estado, na verdade, mas que é meio com um acordo que o exército, com a força que tem, vai assumir o poder. Por isso que entra a figura de Napoleão Bonaparte, vai assumir o poder, mas assumindo esse poder, dando privilégios econômicos pros girondinos. Ele vai, como assim, privilégios econômicos? Ele vai iniciar um processo de industrialização francesa, que a Inglaterra já estava passando. Eu sei que é lento, não é logo de cara. Então, é por isso que o exército entra, fala assim: "Agora, quem que vai tirar os caras que têm as armas no poder? Ninguém". O povo agora não tem mais chance. Só que assim, vamos favorecer a economia dos burgueses. Coloca eles aqui, ó, sobe. Vamos acrescentar, vamos fazer os burgueses ganhar dinheiro. Por isso a Revolução Francesa acaba em 1799, justamente porque ela define a consolidação da burguesia como força na França, que antes era subjugada pelo rei, não tinha direito a nada. Por mais que agora seja o exército no poder, em 1799, é a burguesia que tá ali por trás. O grande objetivo é esse. Compreenderam?

Aqui eu trouxe mais coisas. Não é só, não é exercício ainda não. O calendário francês. Professor, por que que tem que ter um calendário? Eles mudaram. Eles saíram do calendário francês que existia antes, porque o calendário, eh, tanto o Juliano, Gregoriano, são calendários com base na fé católica. Lembra que eles baniram o clero da França? Depois volta, tá? Mas era napoleônica, mas diferente. Baniram, confiscaram as terras. Esse calendário foi feito no período da Convenção, que é o período dos jacobinos, os radicais. É tão radical que fala assim: "A gente vai mudar até o calendário". O calendário, ele vai ser baseado na oposição ao cristianismo. Ele é baseado no paganismo. Ah, então, então são vários deuses? Não, é natureza. Eu acho lindo esse calendário, tá? Só para falar para vocês aqui. Eles pegam os meses, por exemplo, são baseados com nomes de, de período do, de estações do ano. Então, por exemplo, Brumário, mês das brumas, entendeu? O Pluviôse. Cadê? Ó, Pluviôse. O 9 Termidor, no dia 9 do mês Termidor, que vai no nosso calendário atual de 19 de julho a 17 de agosto, é quando os girondinos deram golpe, por exemplo. Dá um exemplo: o Napoleão, quando ele dá um golpe de estado que ele assume o poder, é no dia 18 do mês das Brumas, que é o 18 Brumário. Por isso que chama 18 Brumário. Detalhe: o sobrinho do Napoleão Bonaparte, que é o Luís Bonaparte, que assume o poder depois do século XIX, ele também dá um golpe de estado na França no dia 18 Brumário. Por isso que tem um livro lá do Marx e Engels, 18 Brumário, né? Então, é baseado. Mês de germinar as flores, o Floreal, na primavera. O Floreal, Prairial, Messidor, Pluviôse. Olha o nome dos meses aqui. É que para a gente fica muito estranho, mas para os franceses, o calendário representava esse afastamento do tradicionalismo cristão. É isso que vocês têm que saber, entender, compreenderam? E aqui eu trouxe para vocês agora a, a imagem, né, sobre Jean-Paul Marat. Tá aqui, ó. Ele foi um médico, filósofo e jornalista no jornal L'Ami du Peuple, ou Amigo do Povo. Eu não sei falar francês, tá? A Marília é falante de francês, eu não. Mas ele foi assassinado por uma mulher chamada Charlotte Corday, que fingiu ser uma refugiada dos girondinos, que estava fugindo dos girondinos, mas na verdade ela estava ali para matar os jacobinos. Aí ela entrou na casa do Jean-Paul Marat e matou ele. Eh, vamos lá. É que aquele período, quando os girondinos começam a botar medo no povo de que os jacobinos vão matar todo mundo na guilhotina. Quem que era o Jean-Paul Marat? Ele era o jornalista de um jornal e ele era um dos líderes jacobinos. Ele foi morto enquanto escrevia o seu jornal, o seu artigo. Ele estava com essas roupas, tal, que ele estava numa banheira, que ele tinha, ah, uma doença e ele precisava ter a pele úmida o tempo todo. Então, ele ficava ali escrevendo. Ela entrou na casa dele, ele aceitou que ela entrasse. Ela falou: "Te aceito como refugiada dos girondinos, vem cá". E aí ela, e aí ela matou ele, apunhalou. A Revolução Francesa, os jacobinos, isso já foi cobrado. É importante saber. Utilizaram a imagem do Marat como um mártir da revolução. Falou: "Ó, esse cara morreu pela revolução, usem ele como exemplo". Os jacobinos fizeram isso. Usem eles como exemplo, tá? Mas no final das contas, os jacobinos foram todos pegos ali, derrubados, muitos deles foram mortos na própria guilhotina, certo? Essa imagem, inclusive, é do período 1793, a morte de Marat, que é feita pelo Jacques-Louis David, tá bom?

E aí, vamos ver, vamos fazer questão. Vamos ver como é que isso aqui é cobrado. Ó, deixa eu tomar água aqui, pera aí, gente. Lá no Enem 2020. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Os representantes do, lá de 1789, do povo francês, tendo em vista que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção, quando você esquece, né, os direitos do homem, isso causa corrupção, é o que o absolutismo fazia, né? Segundo eles, dos governos resolveram declarar solenemente os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem, a fim de que esta declaração, sempre presente em todos os membros do corpo social, lhes lembre permanentemente seus direitos e seus deveres, a fim de que as reivindicações dos cidadãos, fundadas em princípios simples e incontestáveis, é o Iluminismo, se dirijam sempre à conservação da Constituição e à felicidade geral. Fácil. Esse documento, elaborado no contexto da Revolução Francesa, reflete uma profunda mudança social ao estabelecer o quê? A manutenção de terras como comunais, terras comuns a todos? A supressão do poder constituinte, acaba com o poder da Constituição? A falência da sociedade burguesa, acabou a sociedade burguesa? A paridade do tratamento jurídico, então são tratados por iguais agora? E abolição dos partidos políticos, abolir partidos políticos? Tá muito fácil, gente. Tá fácil. Ó, alternativa D. Tratamento jurídico igual. Ou melhor, todos os homens, lembra que são os homens, né? São iguais perante a lei. Ó, num, num, abola partido político e não quer falência da sociedade burguesa, a burguesia tá em crescimento, então é o contrário. E ela não suprime a constituinte. A constituinte tava, lembra que eu falei para você que não é a constituição, tá? A constituinte tava tendo ali naquele período, que é período de Assembleia Constituinte, ela não tá, a declaração não está acabando com a constituinte, ela está sendo uma declaração no período da formulação da Constituição, tá bom? E não quer manter as terras comunais. Existiam terras comunais na França, sim, mas não era o contexto do, do que se tinha ali. As terras comunais, cada vez eram menores na França, que eram terras compartilhadas por camponeses, mas eram cada vez menores na, na França. Então, não há uma manutenção. Lembra que essa revolução é para quem? Qual que é o principal interesse ali? Beleza.

Enem 2017. Fala-se muito nos dias de hoje em Direitos do Homem. Pois bem, foi no século XVIII, em 1789, precisamente, que uma assembleia constituinte produziu e proclamou em Paris a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa declaração se impôs como necessária para um grupo de revolucionários por ter sido preparada por uma mudança no plano das ideias e das mentalidades, o Iluminismo. Lembra que, que que ela define, hein, gente? Ó, a voz indo embora. Que que ela define? A gente viu lá, direitos naturais, inalienáveis e sagrados. Correlacionando temporalidades históricas, o texto apresenta uma concepção de pensamento que tem como uma de suas bases o quê? A modernização da educação escolar? A atualização da disciplina moral cristã? A divulgação de costumes da aristocracia, os ricos, né, divulgar os costumes dos ricos, dos nobres franceses? Socialização do conhecimento científico, é sobre conhecimento científico, socializar para todos? Ou universalização do princípio de igualdade civil? Aí fica fácil também, de novo, mais uma questão fácil aqui pra gente, que a alternativa é. É, ela trabalha com a ideia da igualdade jurídica entre os homens. Lembra que ela foi feita, desculpem, ela foi feita durante o período de Assembleia Constituinte. Na Assembleia Constituinte, ainda não era a República Francesa, na República Francesa, na, na Assembleia Constituinte, era a Monarquia Constitucional. Ela definia que o rei, ninguém tá acima da Constituição que estava sendo elaborada, ninguém estava acima da lei. Então, é uma questão de igualdade civil. Todo mundo é, lembra das mulheres? Pode ser que seja cobrado para vocês essa concepção das mulheres terem sido excluídas do processo legislativo francês. Não da revolução, elas continuaram, fizeram, tiveram uma atuação fundamental, tá bom? Então, você não vai divulgar costume aristocrático, nem conhecimento científico. Essa aqui do conhecimento científico foi justamente porque colocou lá Iluminismo no texto pro desavisado achar que Iluminismo é só conhecimento científico. Iluminismo também é um movimento político. Quando a gente fala em filosofia, a gente tá falando tanto da parte política quanto da razão, da mentalidade, da ciência. Mas o Iluminismo criticava os reis, falava sobre direitos naturais. Ele não é só uma questão científica. Eu sei que uma coisa puxa a outra, mas isso aqui é para, para pegar o desavisado. Desavisado tá lá lendo rapidinho a prova, aí vem lá Iluminismo, ah, ciência e ciência. Coloquei aqui. Faltam 10 minutos para entregar a prova, tô correndo aqui. Ah, ciência. Fiquei mais tempo na redação, aí coloca. Não leu, se deu mal, se ferrou, tá bom? E não é sobre educação e escolar, que é mais do que isso, é mais que isso. É sobre igualdade jurídica e moral cristã, gente? Mas atualização de disciplina moral cristã? Não, baniram, acabaram com a disciplina cristã, né? Mudou o calendário.

Tá no ano passado, foi cobrada essa questão. Essa eu tirei direto do print lá do PDF. Foi cobrado essa questão. Ela é de Revolução Francesa, mas não é direta de Revolução Francesa. E aí o pessoal fica chiando, o pessoal vai: "Mas não caiu Revolução, não caiu história". Isso aqui é o quê? Isso aqui é o quê? É inglês? É francês, né? Durante a Revolução Francesa, um certo padre, ó, já, já entregou pra gente, ele é um padre. O que aconteceu com a Igreja Católica na Revolução Francesa? Neoland escondeu ele. Precisou esconder durante a Revolução Francesa. Ó, no pequeno castelo de Las, de Les Carbas, pagou amplamente. Ele escondeu ele, foi fugir. Escondeu lá uma família de nobres que estava lá refugiada, sei lá. E escondeu ele. Pagou amplamente a hospitalidade do velho fidalgo. Fidalgo é o nobre. Ocupando-se da educação de sua filha. Falou assim: "Ó, você tá me escondendo aqui, eu vou ajudar educando a sua filha". É isso. Anaí, tá? É o nome dela. A presença da mãe em nada modificou a sua educação masculina, dada a uma jovem. Então, tinha uma educação, né? Né? Vamos lá. Há uma jovem criatura já muito inclinada à independência, em virtude da vida do campo. Quer dizer que ela tá, ela é independente, ela não vai aceitar essas frivolidades aí que o padre tá trazendo. Você tem que ser mulher, você tem que, você tem que fazer isso aqui que é coisa de mulher, não é coisa de homem, não. Ela não tá nem aí. "Meninas vestem rosa e meninos vestem azul". Essa menina fala assim: "Eu visto a cor que eu quiser". Entendeu? É isso. Eu sei que tem gente rindo aí. Pode. Eu tô pistola. Vamos embora. O padre transmitiu à aluna a sua intrepidez de opiniões e sua facilidade de julgamento, sem pensar que essas qualidades tão necessárias no homem se tornam defeitos numa mulher destinada aos humildes afazeres da mãe e de família. Falou assim: "Ela não pensa, ela não pode pensar, porque mulher tem que fazer afazeres domésticos". Então, não é para pensar, segundo eles, tá? Embora o padre recomendasse continuamente à aluna ser tanto mais graciosa e modesta, porque isso é coisa de mulher, né? Quanto seu saber era mais extenso. A senhorita Negrepelisse ficou com excelente opinião de si mesma. Quer dizer, ela não caiu no conto do vigário, que ela tinha que ficar lá cuidando dos afazeres domésticos. "Meninas vestem rosa e meninos vestem azul". Não, ela não caiu nisso. O comportamento desenvolvido pela personagem evidencia uma postura de quê? De quê? Que ela não quer ter essa vida aí de ficar cuidando dos afazeres domésticos. O padre não adianta, não adianta trazer o padre, não adianta trazer, não, não adianta, não adianta. Abandono de laços afetivos? É sobre laços afeti? Essa questão, ela abandonou os laços de amor, de carinho que tem pelos familiares? É isso? Negação da ideia de subjetividade? Ela nega a ideia de subjetividade? Subjetividade é subjetivo, eu quero ir para cá ou quero ir para lá. Ela tá negando isso? Aceitação da hierarquia? De ela tá aceitando que ela é uma mulher e ela precisa ficar lá cuidando dos afazeres domésticos? Consolidação social, que é a famosa pirâmide social, tá consolidando aquela ideia de que rico é rico, pobre é pobre? Ou tá tendo uma ruptura de valores institucionalizados? Gente, a alternativa correta é ruptura de valores institucionalizados. Ela está rompendo que valores institucionalizados são esses, professor? É a moral cristã. Moral cristã: mulher é reprodutora, tem que cuidar do lar, não pode ter direito. É justamente o contrário do que se falava na Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. Ela falou assim: "Não, eu reivindico os meus direitos enquanto mulher". Então, ela tá rompendo. A atitude dela, a vida dela é: "Eu sou independente, não interessa o que os homens pensam". Compreenderam? Então, não tá, ela não tá abandonando laços afetivos. Ela, você pode continuar gostando da sua mãe, do seu pai, dos seus irmãos, sei lá, do cachorro, do papagaio, do periquito. Você pode gostar de quem que você quiser. Não é sobre isso. A B tá errada porque ela não tá negando a subjetividade, ela tá aceitando a subjetividade no sentido de ter poder de escolha. A C fala que ela tá aceitando uma hierarquia de gênero, que ela é mulher, ela tem que ficar ali nos confins do lar. Não é isso. E também não é sobre estratificação social, né? Que ela tá consolidando a estratificação social, rico é rico e pobre é pobre. Não. Ela está rompendo com esses valores tradicionais. Por isso que eu falei: "Professor, não entendi". Ah, que você não viu a nossa aula de filosofia, que a gente fala lá de Jacques Bossuet, que fala que existiam valores tradicionais na França, extremamente católico, galicanismo. Não viu o começo dessa aula, que a gente falou, por exemplo, da igreja ter poder na França, de ter uma moral cristã ali. É isso. Ah, professor, mas não caiu uma questão. Deixa eu ver aqui, já que essa é a última questão. Não caiu uma questão lá falando que, eh, que os jacobinos, eles eram a alta, a baixa burguesia e os girondinos eram a alta burguesia. Falou assim: "Você quer que pega as coisas na mão?" Não pode, gente. Eu tô falando isso aqui pro bem de vocês. Tem que aprofundar na matéria. Não adianta. Vou falar aqui, depois vai sair um vídeo. Não adianta depois ir lá fazer resumo na última semana, no sábado antes da prova de humanas, resumo lá de um dia inteiro, uma live de um dia inteiro contando historinha para boi dormir. História não é factual. Não é: "Ah, aí teve isso, aí agora teve aquilo, aí depois teve aquilo, aí depois teve". E aí, o que que você aprendeu disso? Porcaria nenhuma. É preciso entender sobre questão das mulheres, questão de desenvolvimento, questão de transformação cultural, mentalidade, poder. É isso que é história. Se ficar contando historinha aí para boi dormir, aí você não vai chegar em lugar nenhum. Não é só pro Enem, é pra nenhum outro vestibular, tá bom? Desculpa aqui. Enfim, eu tô putaço. Para quem me acompanhou nas redes sociais, sabe que eu tô putaço esses dias. Aí é isso mesmo. Mas não é com você. Vocês estão aqui porque vocês confiam em mim e eu confio em vocês. Eu torço muito por vocês. Tô aqui para ajudar. Vou ficando por aqui. Amo vocês de coração. Grande beijo. Pedro pistola. Fui.