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Calendário da Reforma Tributária 2026: O que o contador precisa fazer mês a mês?

Reforma Tributária Estratégica | Davi Gonçalves32:06

Transcription

Fala turma, seja bem-vindo a mais um vídeo no nosso canal. E esse não é um ano comum, é um ano atípico. Nós temos esse ano muitos movimentos a realizar para adaptar os nossos clientes à reforma tributária e gerenciar ações internas do escritório contábil. Eu quero te preparar nesse vídeo justamente para que você faça esse trabalho da melhor maneira possível.

Para quem não me conhece, prazer, meu nome é Davi Gonçalves. Eu sou contador, exatamente como você que tá me ouvindo, que tá me assistindo. E eu sou fundador do movimento Reforma Tributária Estratégica, que já reúne milhares de pessoas no Brasil como um todo. E criei também o programa RT360, que implementa de forma individualizada nos escritórios contábeis a reforma tributária, passando por temas obrigatórios como planejamento estratégico, posicionamento, vendas e produto. Além disso, claro, muita capacitação técnica e desenvolvimento de consultoria nos escritórios contábeis, um departamento de consultoria. Afinal de contas, o nosso objetivo enquanto mercado contábil tem que ser, primeiro de tudo, ser mais valorizado com pelos clientes a partir da reforma tributária e também aproveitar as oportunidades para ser mais lucrativo.

O ano de 2026 é o início da transição da reforma tributária e com ele os escritórios contábeis têm muitos assuntos para lidar, como por exemplo, adaptação dos documentos fiscais para emissão a partir da reforma tributária com CST, CCLS Trib, eh destaque de CBS, IBS de de forma correta. Além disso, adaptação ao portal nacional, por exemplo, das notas fiscais de serviço eletrônica. Mas além disso, a gente tem leis novas para se adaptar. a lei 224 do lucro presumido, a lei 227 que foi a aprovação do PLP 108. Aliás, esses dois temas já tem vídeo aqui no canal para você entender com profundidade, mas que trazem mudanças importantes sobre o lucro presumido no sentido de aumento da tributação para quem fatura acima de R$ 5 milhõesais no ano. Ou no caso da lei 227, que traz impactos no contexto do split payment, muda bastante o contexto do ITCMD e além disso, claro, a reforma da renda. A reforma da renda através da lei 15270 chegou para mudar completamente a forma como a gente paga imposto de renda pessoa física, especialmente no tocante dos eh profissionais ou dos das pessoas físicas contribuintes que têm uma alta renda, assim como o governo chamou. E esse ano não tem a menor dúvida, é o ano do Simples Nacional. E justamente por conta dessa nuvem de mudanças e de informações, é que nesse vídeo eu vou tratar cada uma delas de modo que a gente possa pensar em como se adaptar para cada uma delas. A importância desse vídeo. Se você é contador, se você é contadora, não deixa de compartilhar esse vídeo com quem você entende que precisa receber essa informação. E mais do que isso, se inscreve aqui no nosso canal para que você saiba quando a gente trouxer novos vídeos relevantes sobre reforma tributária. E claro, deixa o seu curtir aqui e também lá no nosso Instagram. no @reformatributáriaestratégica para que a gente possa continuar dialogando juntos. Vamos para cima, vamos pro conteúdo desse vídeo.

Começar esse bate-papo, eu quero te explicar o por é importante analisar e trabalhar com a gestão de todos esses eventos. Tipicamente o primeiro semestre do contador, ele é recheado de obrigações. A gente tá falando da DIRF, do imposto de renda pessoa física, da DEFIS, DIRF, que agora já não existe mais, mas a DEFIS, ECD, EF, outras obrigações que são focadas em alguns nichos, como, por exemplo, a de MOB pro mercado imobiliário, a DEMED para o mercado médico. Mas todas essas obrigações elas não geram valor pro cliente. Por muitas vezes, inclusive, o cliente nem sabe que a gente entrega elas. Mas esse ano, como a gente falou no começo do vídeo, é um ano atípico, porque além dessas declarações que sim teremos que entregar, nós temos uma porção de novos eventos. E esses novos eventos que geram o valor e geram por consequência oportunidades e ameaças para os nossos clientes. Por que oportunidades? Porque a partir dos eventos que a gente vai debater, as ações que a gente vai debater aqui nesse vídeo, eu posso, por exemplo, entregar pro meu cliente um planejamento estratégico. Eu posso, por exemplo, me aproximar dele e vender trabalhos de educação, de treinamento para ele. Eu posso me reposicionar a partir desses eventos que a gente vai debater nesse vídeo em me mostrar como mais consultivo, como mais proativo. Mas por outro lado, se eu não trabalhar do jeito certo com esses eventos, eu posso ter uma grande ameaça à minha frente. Eu posso ter uma ameaça porque eu não vou adaptar o meu cliente ao jeito certo sobre a reforma tributária. Eu não vou avisar ele que terá um aumento de carga tributária, que ele tem que mudar os seus preços a partir da reforma tributária, que ele tem que renegociar os preços de compra, por exemplo, com seus fornecedores. ou mais do que isso, como já está acontecendo neste momento, eu posso não avisar o meu cliente, por exemplo, que ele vai ter que pagar agora uma tributação sobre altas rendas sobre distribuição de lucro mensal. Então, se eu não trabalhar do jeito certo, se eu não me adequar a esses novos eventos, eu posso ter grandes e graves problemas, sendo o maior problema eu perder o relacionamento com o meu cliente. Eu tenho vários exemplos hoje já acontecendo de contadores que estão ganhando novos clientes porque estão fazendo movimentos de comunicação sobre a reforma tributária, como por exemplo falamos reforma da renda ou a lei complementar 224, o aumento de tributação do lucro presumido. E eles trazem esses novos clientes simplesmente pelo fato de que o outro contador, de que a outra contadora, o outro escritório contábil não se posicionou, não falou sobre o tema com o seu cliente. Nós temos a partir da reforma tributária, a maior oportunidade que o mercado contábil já nos trouxe, oportunidade de crescer novos clientes simplesmente pelo fato de se posicionar do jeito certo, mas também a maior ameaça, porque a partir disso eu tenho que fazer um bom movimento de comunicação e além disso adaptar o meu escritório, adaptar a estrutura interna do meu escritório. E é justamente sobre isso que eu quero falar contigo a partir de agora.

E pra gente conseguir ter clareza de tudo que vai acontecer esse ano, eu preparei para nós analisarmos nesse vídeo um cronograma dessas ações que acontecerão a partir da reforma tributária. Quando a gente olha para janeiro de 2026, nós já conseguimos ver uma porção de ações extraordinárias que aconteceram. A primeira foi adaptação ao portal de nota fiscal de serviço modelo nacional. A gente teve muita dificuldade, muitos escritórios contábeis recebendo ligações e demanda dos seus clientes, não conseguindo emitir nota do jeito certo, porque faltou algum código, porque faltou alguma adaptação. Inclusive, eh, as prefeituras que não utilizaram o modelo de emissão nacional, continuaram com o seu portal, aderiram apenas, né, ao ao a passagem das informações para o ambiente nacional, mas também prefeituras locais com dificuldade. Essa essa foi uma primeira amostra grátis do que pode ser a reforma tributária ao longo do período de transição. Mas além disso, a gente teve e estar tem está tendo que conversar com os nossos clientes sobre adaptação para o lucro presumido a partir da Lei Complementar 224. Lei Complementar 224 que aumenta a base de presunção do lucro presumido para que tem um faturamento acima de R$ 5 milhõesais no ano ou R 1.250 no trimestre. E além de tudo isso, foi liberada a apuração assistida e sancionada a Lei Complementar 227, a partir do PLP 108, que trouxeram debates de mercado, mas especialmente apuração assistida, que demonstra o que será a apuração a partir da reforma tributária. Assim, o governo, tirando a obrigação das contabilidades de fazerem apuração e entregar a declaração acessória, como por exemplo, SPED contribuições, que não mais vai precisar ser entregue a partir do ano que vem para novos fatos geradores, mudando assim a configuração daquilo que a gente é, daquilo que a gente significa, daquilo que a gente entrega pros nossos clientes. E além disso, agora em janeiro também de 2026, muitos debates sobre as atas de distribuição de lucro ainda, né, as atas que foram eh principalmente registradas em dezembro de 2025, mas ainda o debate sobre a distribuição de lucros a partir da reforma da renda.

Com todos esses movimentos, a gente consegue perceber uma primeira coisa que eu quero tratar de forma direta com você aqui nesse vídeo, pontos novos de contato e comunicação com o nosso cliente. Nesse começo de ano, a gente precisou atender demanda sobre emissão de nota fiscal. a gente precisou conversar com os clientes de forma proativa por conta da lei 224 e também por conta da reforma da renda. E esse é um dos grandes aspectos desse ano de 2026, o quanto a gente vai precisar se comunicar de forma proativa e comunicar com muito mais volume e frequência do que fizemos nos últimos anos.

Eu vou continuar aqui a nossa análise paraer o quanto isso é profundo, porque quando a gente vai para os meses de fevereiro e março, nós temos dois novos movimentos importantes acontecendo. O primeiro é o início da retenção das altas rendas. Esse é o debate do momento no mercado contábil. Como fazer essa retenção? Qual é a base dela? Como entregar isso na FDREINF. Eu não vou trabalhar isso nesse vídeo, senão a gente vai eh desvirtuar aqui o objetivo, mas muitas contabilidades estão pegando os clientes de surpresa sobre essa informação, porque o pagamento da primeira retenção é dia 20 de fevereiro de 2026. Então, é mais um ponto de contato extremamente importante que você pode escolher em usar ele para fortalecer a sua relação com o cliente, se você fizer ou já tiver feito de forma proativa ou trabalhar via a ameaça de enviar uma informação de supetão pro seu cliente. E ainda dentro de fevereiro, a gente aguarda ansiosamente a liberação do regulamento da CBS, do IBS. A partir da da do fato, né, da sanção da Lei Complementar 227, nós já temos as duas leis complementares, a emenda constitucional que foi aprovada em 2023 e agora nós já temos caminho limpo com a formação do comitê gestor para que a gente possa ter o regulamento liberado. E esse regulamento já está praticamente pronto. que vem de notícias, tô gravando esse vídeo no começo de fevereiro, que vem de informação pra gente é que no final desse mês, tendência, né, na mídia é que no final de fevereiro saia o regulamento. Regulamento cujo a qual também se espera ter mais de 1000 páginas, muita coisa pro contador estudar, não é mesmo? E lá nesse regulamento, a gente vai ter mais clareza sobre os aspectos práticos e operacionais da reforma tributária, como, por exemplo, um dos mais aguardados, o split payment. A própria Lei Complementar 214, na sessão que fala sobre o split, ela diz que ato conjunto da Receita Federal do Brasil com o comitê gestor do IBS irão tratar, irão dispor sobre o split payment, que a gente acredita que traga com muito mais clareza a partir do regulamento. Então esse, dentre vários outros assuntos, terão tratamento de praticidade no regulamento. E claro, ele vai aquecer o debate de mercado, ele vai aquecer as informações sendo veiculadas sobre reforma tributária para chegar no seu cliente. E aqui mais uma vez o reforço da importância da gente fazer uma boa comunicação com os nossos clientes.

Mas para além disso tudo, entre abril e maio desse ano, nós teremos mais um grande movimento, um movimento que muda do que é o aspecto nos últimos anos. A gente tem a entrega do imposto de renda pessoa física, como temos todos os anos, mas esse ano com uma pitada com sazon diferente, porque as altas rendas chegaram, porque a mudança no imposto de renda para quem tem rendimento até 5.000 ou até 7.350 350 teve uma alteração importante. Então, dúvidas surgirão e mais do que dúvidas, especialmente ansiedade e desejo de adaptação, especialmente para quem tem o trabalho focado em altas rendas, né, para aqueles que têm um rendimento de distribuição de lucros superior a 50.000 por ano ou 600.000 de rendimento global anual. A gente vai ter muita procura dos clientes, daqueles talvez atrasados que não fizeram ata de distribuição, por exemplo, no ano passado, mas vai ter uma procura muito grande de clientes em relação a como fugir, como driblar de forma certa dentro da lei, mas como reduzir o impacto das altas rendas. Então, claro, não será um imposto de renda comum esse ano, até porque a DIRF já não existe mais. A DIRF já se foi. A gente altera a DIRF para poder entregar as informações dela em outras declarações acessórias como FDRINF, como o próprio eocial, EF, DEFIS, mas também teremos adaptações no informe de rendimentos, por exemplo. Então, mudanças importantes de forma prática realizadas que trazem dúvidas e demandas dos clientes, que naturalmente fazem com que a gente tenha que estar mais próximo dos clientes para poder fazer uma boa comunicação.

Eu quero terminar essa primeira sessão, terminar analisando o primeiro semestre falando sobre as oportunidades que nós teremos em relação ainda ao imposto de renda pessoa física, porque a partir da lei 15270, eh, os empresários eles precisam, como falamos, fugir, né, e reduzir ao máximo possível o impacto da reforma da renda. E uma das grandes alternativas, se você ainda não captou essa visão de mercado, é a criação das holdings, que até então era algo mais sofisticado, era algo mais distante da realidade da maioria dos empresários, mas que a partir de agora passa a ser muito mais comum. Porque o que a lei 15270 traz para nós é que a tributação ela é realizada de forma mensal principalmente, mas ela é realizada de uma mesma pessoa jurídica quando distribuída para uma pessoa física. Mas se eu distribuo de uma pessoa jurídica para uma outra pessoa jurídica da qual eu sou sócio e ali constituo e construo o meu patrimônio, aqui neste ato eu fujo, né, eu reduzo o impacto da tributação das altas rendas. É claro que isso precisa de muita estratégia, de muita análise por trás, mas é uma grande oportunidade de ajudarmos os nossos clientes e sermos valorizados. Mas além disso, os empresários eles também precisam de ajuda em relação a controlar todos os seus rendimentos e ter clareza dos impactos com antecedência do que eventualmente pagarão de imposto sobre altas rendas no próximo ano. Porque o empresário ele é formado de distribuição de lucro principalmente, mas ele pode ter um aluguel, ele pode ter prolabore, ele pode ter rendimentos de aplicação financeira ou outros tipos de rendimento que compõem a base das altas rendas anual. Então aqui a gente tem oportunidades importantes, como por exemplo, fazer um acompanhamento de altas rendas mensal e também trabalhar com as holdings.

A partir dessa análise realizada no primeiro semestre, agora eu quero entrar no segundo semestre, que promete grandes emoções. Aliás, eu diria que o segundo semestre de 2026 neste ano já começou. Pelo seguinte, nós temos a partir de junho de 2026, na minha opinião, os dois principais movimentos de reforma tributária do ano. O primeiro é o início da obrigatoriedade da nova estrutura dos documentos fiscais. Isso porque o ato conjunto da Receita Federal com o Comitê gestor no final do ano passado adiou para o quarto mês, o primeiro dia do quarto mês subsequente, a liberação do regulamento, a vigência, o início da obrigatoriedade da emissão dos documentos fiscais com a nova estrutura, com eh destaque de CBS, IBS, com CST e CL Trib, correto? Mas por que a gente está falando então de junho, Davi? Porque acreditamos que em fevereiro saia o regulamento. Então a gente tá falando de março, abril, maio, junho seria o quarto mês ou julho, eventualmente se sair dentro de março. Então a gente tem pro segundo semestre encomendada a estrutura de um novo documento fiscal e que ele pode trazer riscos importantes. Primeiro, se eu não emitir o documento fiscal do jeito certo, ele pode não ser autenticado. Não ser autenticado, ele não é liberado. Eu não consigo faturar. Isso pode travar o faturamento de empresas grandes, como indústrias, como distribuidores, como varegistas. Isso é um grande perigo para essas empresas. Mas além disso, mesmo que eu emita o documento fiscal, caso eu cancele o documento fiscal, algo que na cultura das empresas brasileiras é extremamente comum, extremamente corriqueiro, se eu cancelar o documento fiscal a partir do fato gerador já realizado, eu posso ter multa de até 60% do valor do tributo daquela operação. Isso é uma multa muito grande, isso é uma multa muito pesada, isso é um risco muito grande pro nosso cliente. E a partir disso, a gente tem que trabalhar com dois principais pontos. Primeiro, os parâmetros dos sistemas ou da prefeitura em que o cliente de serviço emite a nota fiscal precisa estar muito bem parametrizado e cadastrado. E esse trabalho precisa ser feito até junho de 2026. dentro da análise que acabamos de fazer, muitas empresas ainda estão negligenciando esse fato, não estão avançando muito por conta dos contadores não estarem fazendo seu movimento correto de comunicação. Mas além disso, a gente deve educar os nossos clientes. E quando eu digo educar, é conscientizar esses clientes de que o procedimento de cancelamento de nota, por exemplo, ele muda profundamente a partir de agora. Além de outras penalidades que a Lei 227 colocou dentro da Lei Complementar 214. Sugiro que você analise inclusive e veja o nosso vídeo da Lei Complementar 227, onde trabalhamos esse tema. Então esse é um grande ponto de atenção que demanda mais uma vez comunicação com os nossos clientes.

E o segundo movimento que vem no segundo semestre, mas que tem um grande impacto, na verdade para mim, o grande movimento de reforma tributária em 2026, e por isso que eu digo que já começou é a decisão do cliente com relação ao Simples Nacional. Para esse ano, em 2026, nós decidimos se o cliente vai ou não estar no Simples Nacional em janeiro, mas para 2027 a legislação já foi alterada e nós teremos que decidir se o nosso cliente permanece ou não Simples Nacional em 2027, em setembro de 2026. É isso mesmo. Agora a gente tem uma mudança importante na estrutura do Simples Nacional, aliás, grandes mudanças. E mais uma vez eu deixo o convite de você estar aqui conosco no nosso movimento e no nosso canal, porque nós vamos falar muito sobre Simples Nacional esse ano. Mas a partir de agora nós temos dois momentos de decisão sobre o Simples Nacional. O primeiro é em setembro de cada ano, onde eu vou decidir primeiro se ele vai estar no Simples Nacional ou em outro regime tributário. E para além disso, eu preciso decidir, caso ele esteja no Simples Nacional, se ele estará no Simples Nacional, regime regular ou o regime padrão. regime regular que paga CBS IBS por fora, mantendo todos os outros tributos, imposto de renda, contribuição é social sobre lucro líquido, a CPP, né, contribuição patronal, todos dentro do regime do Simples Nacional, pagando dentro do DAS. E essa é uma decisão que eu sugiro que você tenha muita atenção. Mais uma vez, eu sugiro que você tenha muita atenção, porque a grande maioria dos contadores e contadoras já estão errando sobre isso. A decisão de se manter ou não Simples Nacional, ela não é de cunho tributário, ela é de cunho estratégico e competitividade, negociação. Porque para tomar uma boa decisão sobre se o meu cliente deve sair do simples nacional e ir pro regime regular, simples nacional em regime regular ou lucro presumido, lucro real, passa primeiramente por analisar a cadeia em que ele se encontra, para quem ele vende, de quem ele compra, qual é o crédito que o cliente dele espera a partir da reforma tributária, qual é o crédito que ele pode adquirir dos seus fornecedores a partir da reforma tributária? E em mudando de regime, qual é o novo preço que ele deve ter para poder manter a sua margem ou quem sabe até aumentar a sua margem. Essa decisão não passa sobre a ótica se eu vou pagar mais ou menos tributo. É apenas um dos critérios da análise, talvez o último dos critérios. Eu preciso analisar primeiramente qual é a posição da cadeia dessa empresa do Simples Nacional e como ela se comporta mediante ou diante dos seus clientes e diante dos seus fornecedores. E essa análise, turma, precisa ser feita para cada um dos clientes do Simples Nacional. E isso traz mais uma vez uma grande oportunidade pro mercado contábil, porque para todos os clientes do Simples Nacional, eu posso me posicionar a partir disso de forma consultiva. Eu posso me posicionar de forma proativa, conversando com os clientes, algo que talvez a gente nunca tenha conversado, que é estratégia de negócio, que é preço, que é margem. Mas para isso eu preciso ter uma boa gestão de ações dentro do meu escritório contábil, porque conversar com todos os clientes não é fácil. Quem sabe fazer movimentos de educação. Isso mesmo, fazer lives, fazer eh aulas gravadas e liberar num portal de aulas pro seu cliente para que você eduque ele sobre todo esse movimento de reforma tributária e boa tomada de decisão sobre o Simples Nacional. Mas o fato é, precisamos nos organizar para fazer a análise do jeito certo e comunicar de forma proativa. E quando eu digo comunicar de forma proativa é comunicar na hora certa, porque se algum outro contador ou contadora falar sobre isso com o seu cliente, eu vivi exemplos práticos essa semana mesmo. Contar um caso rápido para você, mas eu estava em um evento essa semana com empresário sobre reforma tributária, né, um evento de uma contabilidade, fazendo educação de reforma tributária para os seus clientes e possíveis novos clientes. E ao final da palestra, ao final da apresentação, uma das empresárias veio conversar comigo e me disse a seguinte coisa: Davi, me passa o contato da contabilidade, me passa o contato com quem eu posso conversar para migrar de contabilidade, porque a minha contabilidade atual não falou absolutamente nada sobre simples nacional, reforma da renda e outras adaptações de nota fiscal. Essa empresária que inclusive vai ter impacto sobre a reforma da renda, tem que pagar agora dia 20/02 tem que pagar o DARF de retenção. Mas para além disso, ela vende o seu serviço de fotografia para grandes empresas do Brasil e certamente essas grandes empresas buscarão tomar crédito dela. Ela saiu consciente de duas coisas. primeiro que ela tem que se movimentar e segundo que ela precisa de uma contabilidade consultiva e adequada para analisar as informações e analisar os movimentos que ela deve tomar e realizar sob reforma tributária nesse ano. Por isso, mais uma vez eu deixo a sugestão de que você se atente sobre esse fato.

E analisados esses aspectos, nós vamos pro último trimestre desse ano. E o último trimestre desse ano, ele reserva para nós um momento de adaptação ao lucro real. Isso porque, conforme já falamos, as empresas do lucro presumido, a partir da Lei Complementar 224 tem um aumento da sua carga tributária, mas para além disso, no ano que vem não temos mais o PIS e Cofins. E muitas das empresas do lucro presumido só estão nesse regime porque, apesar de pagar mais imposto de renda e contribuição social do que pagariam no lucro real, pagam menos PIS e Cofins. No lucro presumido, nós temos 3,65 de carga tributária de PIS e CofinS de forma cumulativa, enquanto que no lucro real 9,25 de forma não cumulativa. Por outro lado, na parte do IR da CS, para muitas das empresas, pra grande maioria das empresas brasileiras, aquilo que o governo presume que temos de lucro, 32% para o serviço, 8% para comércio, por exemplo, pra grande maioria das empresas, o lucro é menor do que aquilo que o governo presume. Então, ora, por que que elas permanecem no lucro presumido? Porque pagam menos PIS e Cofins. Mas no ano que vem, o PIS e Cofins deixa de existir e entra em vigor a CBS. com aproximadamente 9 a 10% de carga tributária. Essa é a tendência. Saberemos isso no final do ano. Mas além disso, como já falamos nesse vídeo, as empresas do Simples Nacional também tendência a seguir do Sim, inclusive ou principalmente empresas do Simples Nacional que já estejam próximas da faixa limite do Simples de R.hõ800. Essas empresas talvez já deveriam estar no lucro real, diga-se de passagem, mas terão um incentivo ainda maior a partir da lógica dos débitos e créditos. Então, teremos sim um desafio muito grande em adaptar as empresas ao novo procedimento do lucro real. procedimento que é completamente diferente no aspecto financeiro de conciliação, de troca de informação com o contador e obviamente também do nosso lado em como fazer as declarações acessórias, como entregar os os impostos em dia, como fazer o fechamento do lucro real e uma boa contabilidade, mas sim teremos um grande movimento de empresas saindo do lucro presumido, indo pro lucro real e saindo do simples nacional, indo para o simples nacional regime regular. E isso traz oportunidades. Esse é o convite que eu faço a você, que você analise através do olho da oportunidade, pelo viés da oportunidade. Porque se a gente não se preparar para tudo isso, sim, para muitas das empresas contábeis isso pode significar um grande desafio ou uma grande ameaça. Empresas que não fazem a sua contabilidade em dia, empresas que não estão preparadas para atender obrigações acessórias mais robustas, eh processos operacionais mais burocráticos e complexos. Então, precisamos ter muita atenção sobre isso.

E agora, no final desse vídeo, eu quero fazer uma análise completa sobre esse cronograma, no sentido de como se preparar do jeito certo. Dos grandes receios que eu tenho como contador e alguém preocupado, apaixonado pelo nosso mercado e preocupado com você que tá me ouvindo, é o contador, a contadora que vai utilizar o método errado de se adaptar à reforma tributária, o método do Zeca Pagodinho, deixe a vida me levar. Eu vou simplesmente viver esse ano entendendo que é um ano comum, é um ano qualquer, assim como todos os outros últimos anos e últimas décadas. A gente viu muito bem a partir do cronograma de ações de que não é um ano comum. E o método certo, turma, de se adaptar à reforma tributária passa especialmente por esses quatro passos que eu vou te trazer aqui. Primeiro, montar uma análise de impacts na sua carteira, montar uma planilha, pegar sua carteira de clientes e entender quais são os impactos que irão acontecer de forma individual para cada cliente através da reforma da renda, da lei 224, do lucro presumido, do simples nacional, adaptação pra nota fiscal. Eu preciso catalogar quais são os impactos. E isso me leva ao segundo passo importante, que é montar pacotes de serviço ou produtos para eu ajudar o cliente a resolver essas dores. Uma vez que eu vou listar essas dores no passo número um, eu posso simplesmente ajudá-los a resolver essas dores com os meus remédios como médico das das empresas. Esses remédios chamam-se de consultoria de reforma tributária, chamam-se de consultoria de reforma da renda, de educação pros nossos clientes, treinamento interno, uma porção de oportunidades que nós temos. Mas isso tudo me leva ao terceiro passo. Terceiro passo que é se posicionar. Eu preciso me posicionar de uma maneira certa para os meus clientes internos e também para o mercado. A melhor forma de se posicionar pro mercado chama-se redes sociais. É mandatório. É mandatório a gente se posicionar do jeito certo, fazer comunicação, levar informações, informações eh com o diálogo, com os jargões, com a comunicação que o cliente entende. Mas além disso, a forma mais poderosa para se posicionar com o mercado, na minha opinião, é eventos, do qual inclusive falei já nesse vídeo. Fazer eventos, turma, com clientes internos e abrir a possibilidade de novos clientes também virem ao evento, é a forma mais assertiva de aproveitar as oportunidades ou potencializar as oportunidades da reforma. Mas além disso, eu preciso cuidar da minha base. E cuidar da minha base, a dica é faça pelo menos um e-mail semanal sobre reforma tributária pro seu cliente e também liste, como já falamos, tema número um, né, na no passo número um, liste os clientes que você precisa conversar e faça reuniões individuais apresentando os impactos da reforma tributária. Mas por último e não menos importante, talvez o maior desafio que a gente tem, que é capacitar a nossa equipe, porque a partir do momento que eu analiso os meus clientes, quais os impactos terão, eu me posiciono do jeito certo, ofereço ajuda para ele, eu preciso ter uma boa retaguarda por trás, eu preciso ter um time capacitado para me ajudar a resolver, entregar as soluções de reforma tributária. E para isso nós precisamos investir, nós precisamos acompanhar e saber se de fato o time tá estudando o que precisa ser estudado. Montar um comitê de reforma tributária interno dentro das nossas empresas contábeis para que semanalmente a gente evolua em educação e também no controle de todas as ações que nós analisamos nesse vídeo que precisam ser realizadas.

E aí resta a última pergunta. Quem é o responsável por tudo isso no no escritório contábil? De forma clara, quando a gente fala responsável significa primeiramente o dono do escritório contábil. É claro, ele tem que puxar essa frente, ele tem que liderar, pelo exemplo, principalmente os estudos de reforma tributária e as ações estratégicas de adaptação. Mas o meu chamado, além de falar com o dono do escritório contábil, é falar com você que é profissional e trabalha no escritório contábil. Essa responsabilidade também é sua por aquilo que você estudou, por aquilo que você representa como contador e contadora pro mercado brasileiro. As empresas vão ter muitas necessidades e dores paraa adaptação de reforma tributária e faz parte do nosso papel, do nosso papel social enquanto contador, enquanto contadora, puxar essa frente de ajudar, liderar, de suportar os clientes para essa grande mudança que a reforma tributária traz. Então sim, eu sugiro que você que é um assistente, um analista, um coordenador, um estagiário, que a partir desse vídeo aqui você encaminhe para o seu líder e que principalmente você puxe o seu líder para saber se o escritório contábil tá com uma boa estratégia, como falamos agora, não com o método do Zéca Pagodinho, mas com um bom método de adaptação à reforma tributária, analisando todas as ações e eventos que acontecerão e saber se o seu escritório é um escritório que tá trabalhando com a visão da oportun oportunidade ou da ameaça.

Então, eu quero terminar esse vídeo analisando com você tudo aquilo que a gente falou e a gente falou o que que os eventos da reforma tributária farão conosco. Analisamos quem é o responsável agora. E o responsável, primeiramente, o sócio, mas todos os profissionais. E o quando fazer, o quando é agora pra gente poder adaptar e tomar decisão das empresas do Simples Nacional, o quando é agora começar a fazer. E para terminar esse vídeo, eu quero te deixar uma provocação de ação. E a provocação para você é que aquele passo número um, analisar os impactos e as oportunidades que a gente tem na carteira de clientes, que você faça agora. E para isso eu quero te ajudar. Na verdade, eu quero te deixar um convite para quem quiser ter acesso ao modelo de planilha de análise de impactos e oportunidades na carteira, eu quero deixar o convite para você ir no meu Instagram, no @reformatributáestratégica, e lá você mandar no meu direct, mandar uma mensagem para mim com a palavra cronograma. Com essa palavra eu vou te mandar essa planilha, esse modelo de planilha, para que você possa exercitar no seu escritório contábil e dar o primeiro passo para você se adaptar a reforma tributária. Eu espero que você tenha gostado desse vídeo, eu espero que ele tenha contribuído com você e eu deixo mais uma vez o convite para que a gente continue juntos, para que você se inscreva no nosso canal, para que você compartilhe com que você entende que precisa receber essa informação e que você deixe o seu comentário aqui e lá no nosso Instagram. Vamos juntos transformar o mercado contábil a partir da grande oportunidade que a reforma tributária nos traz.