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Unidade de Produção de Etanol a Partir de Matéria Orgânica - Etalix Bioenergia

Humberto Barreto8:45

Transcription

E aí. [Música] E aí. [Música] [Música] E aí. [Música] E aí. [Música] E aí. [Música] E aí. Olá. Hoje estamos aqui para tratar não só de um grande desafio, mas também de um grande compromisso que o mundo todo deve assumir.

Nós somos a Etalyx Bioenergia, uma empresa voltada ao desenvolvimento e implantação de tecnologias sustentáveis a partir de resíduos orgânicos, transformando-os em energia limpa e renovável. Nosso principal compromisso é o de contribuir na criação de uma matriz energética sustentável, trazendo benefícios para a sociedade, para o país e para o mundo.

Através de nossa tecnologia, transformamos resíduos orgânicos em etanol carburante ou até mesmo em querosene de aviação. Dentro da infinidade de resíduos orgânicos possíveis, podemos exemplificar alguns como: resíduo sólido urbano, que é o nosso lixo urbano; os resíduos gerados pelas podas e capinas urbanas; os lodos de estações de tratamento de efluentes e esgotos sanitários; os resíduos de confinamento suíno, bovino, etc.; os resíduos não aproveitáveis da indústria sucroalcooleira, como excedente do bagaço de cana não utilizado na cogeração de energia elétrica, além da palha gerada no corte da cana, que por sua vez representa quase trinta por cento da massa de cana processada na produção de açúcar e álcool; alguns outros resíduos de destilação complicada como o caroço, casca de banana, etc.; e também de resíduos gerados pelas indústrias vinícolas e de cítricos, como a laranja, abacaxi e dentre outros.

E em uma analogia bem resumida, vamos abordar duas grandes vertentes de aplicação da nossa tecnologia. A primeira delas, direcionada à destinação de resíduos urbanos. Nosso projeto apresenta uma nova proposta para o descarte desses resíduos. Todos sabemos que o resíduo úmido, componente de grande parcela dos resíduos sólidos urbanos coletados, aparece como uma grande ameaça para o meio ambiente. Quando depositado nos aterros sanitários, esses resíduos podem carrear chorume tóxico, além de serem responsáveis pela liberação dos gases contribuintes para o efeito estufa. Tudo isso sem falar ainda da questão do mau cheiro e acúmulo de animais no entorno dos aterros sanitários e lixões.

Outra aplicação dessa tecnologia que pode ser destacada está relacionada ao setor sucroalcooleiro. Para as unidades produtoras de açúcar e álcool que fazem cogeração com biomassa do bagaço de cana, a tecnologia aparece com novas possibilidades de substancial crescimento e geração de riquezas. Nesse caso, estamos nos referindo à possibilidade de processamento e transformação em etanol do eventual excedente de bagaço não queimado nas caldeiras. [Música]

E o nosso projeto foi desenvolvido pelo pesquisador Dr. Reinaldo Dias de Moraes e Silva. Ele é agrônomo e grande autoridade no desenvolvimento de inúmeras tecnologias, muitas delas direcionadas ao segmento de meio ambiente e agronegócio. Nossa tecnologia é protegida por patentes. Nosso processo de produção do etanol não é realizado pelas rotas fermentativas conhecidas. A nossa rota de produção se faz por intermédio de um biodigestor contínuo do tipo ASB, onde a matéria orgânica finamente triturada e misturada com água para atingir uma concentração de cerca de vinte por cento, flui profundo do biodigestor em uma vazão constante e atravessa um colchão de bactérias.

A fase de decomposição da matéria orgânica é bem ácida, apresentando assim três fases. A primeira fase é de decomposição, onde as bactérias resultam na formação de compostos simples. A segunda fase, acidogênica, resulta da síntese de ácidos carboxílicos como ácido propanoico, ácido benzoico, ácido lático, o CO2, hidrogênio e outras de pequena participação. E na terceira fase, a cetogênica, resulta em ácido acético e hidrogênio.

E o ácido acético é submetido então a um processo de hidrogenólise através de radiação ultravioleta sobre uma camada de óxido de titânio em um aparelho próprio desenvolvido para essa finalidade. [Música] A adição de hidrogênio transforma o ácido etanoico em etanol, que vai ser em seguida destilado e retificado por uma destilação fracionada em etanol hidratado combustível.

Os rendimentos do processo variam em função da unidade da matéria-prima recebida, podendo variar de 20 a 40 por cento do conteúdo da matéria orgânica. O investimento de implantação se paga entre um e dois anos de operação.

E finalizando, podemos afirmar que o maior valor a ser considerado é o fato de estarmos tratando de uma tecnologia limpa e renovável que foca única e exclusivamente na preservação do meio ambiente. Agradecemos a oportunidade da apresentação do nosso projeto, recuperando sempre nossa preocupação constante com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. Muito obrigado. Nós somos a Etalyx Bioenergia, combustível a favor da vida. E aí. E aí. E aí. [Música] E aí. [Música]