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Meu cérebro esquecia TUDO até aprender essa estratégia

Autodidatas Academy24:25

Transcription

O real motivo de você esquecer tudo que você estuda é porque as estratégias que você aprendeu a utilizar colocam um prazo de validade nas informações que você aprende. O que resulta em a cada mês ou a cada 3 meses, aquela informação que você se esforçou para aprender desaparece quase que totalmente da sua memória de longo prazo.

Passei por algo similar quando eu iniciei meu projeto de aprendizado de matemática, onde por uns 3 anos eu fiquei quebrando a cabeça, tentando entender o que estava acontecendo, já que eu estudava uma nova informação, até aprendia, entendia aquele conteúdo, mas em uma revisão mensal ou revisão trimestral, eu percebia que o meu nível de competência sobre aquele assunto tinha reduzido bastante, ao ponto de que eu só me lembrava de ter estudado aquilo, mas não conseguia utilizar, não conseguia desafiar aquela ideia, não conseguia usar aquela informação.

Então, se você quer sair desse ciclo vicioso de estudar, esquecer e ter que estudar novamente, preste atenção no vídeo de hoje, porque eu vou te mostrar os dois estágios do aprendizado que gera a memorização, o exato sistema para estudar uma vez e lembrar para sempre o que você tá estudando, e o principal desperdiçador de tempo que faz a pessoa ter que estudar praticamente o tópico inteiro de novo, porque já esqueceu quase tudo.

Mas antes de te mostrar essa estratégia, eu preciso que você entenda um dos maiores erros que um estudante pode cometer ao tentar aprender algo novo. E como que esse erro me fez ficar preso em um ciclo vicioso de maratonar videoaulas e confundir isso com o aprendizado eficazes. Eu falei no vídeo passado como eu me tornei no meu início ali do autodidatismo e um viciado em conteúdo educacional, maratonando playlists inteiras e acreditando fortemente que aquilo significava um aumento do meu domínio sobre aqueles assuntos. Na época eu não sabia, mas esse comportamento não funciona para o propósito de aprender coisas, de memorizar, desenvolver expertize. E o motivo é esse aqui.

Imagine que isso daqui é um balde de água, tá? Um balde normal de água. Você como estudante tem o papel de preencher esse balde com água, né? E para você preencher, o que que acontece? você estuda. Então, imaginem que toda vez que você estuda algo, esse balde começa a ser preenchido com algumas gotinhas de água. O problema é que esse balde ele é naturalmente furado. Então, esse balde aqui na parte do fundo, ele tem vários buracos, vários buracos. E o que que acontece com o buraco no balde? a água escorre por ele.

Então, imagine o cenário onde esse estudante ele colocou ali, por exemplo, uma hora de videoaulas. Quando um mês tiver passado, essa uma hora de videoaulas já terá escorrido aqui. É claro que alguns segundos nessa analogia vai permanecer. Então, quando você revisa a informação em alguns meses, você tem a vaga lembrança de ter estudado esse conteúdo, mas você não consegue utilizar, você não consegue refletir, você não consegue aplicar aquele conhecimento em uma situação que para você como autodidata, para você como estudante é relevante. Então aquele tempo, aquela hora dedicada ao aprendizado, de certa forma foi desperdiçada.

Então, o trabalho do estudante, e esse, preste atenção, é o erro que eu tô falando aqui. O trabalho do estudante não é estudar. Então, esse é o erro. É quando você confunde o trabalho do estudante. Qual que é o trabalho do estudante se não é estudar? Trabalho do estudante é fazer a manutenção do conhecimento. E o que que acontece com o nosso balde? Quando o estudante entende trabalho dele e entendendo ele começa a agir para torná-lo realidade, que que acontece? O que acontece é que o número de horas estudadas cai um pouco, o número de horas estudadas consumindo informação cai e o número de horas dedicadas buscando buracos, tapando esses buracos, aumenta. É como se o estudante pensasse: "Como a informação vai desaparecer, não preciso me preocupar muito em colocar informação para dentro. Como eu não quero que a informação desapareça, eu vou encontrar os problemas e vou corrigir os problemas. E ao fazer isso, as informações que eu já coloquei para dentro, os conhecimentos que eu já entendi, as habilidades que eu já desenvolvi, vão permanecer. E é isso que leva à especialização, isso que leva a expertise, que é o que todo autodidata deseja.

Beleza? Talvez não tenha ficado claro, então eu trouxe para você um aprofundamento dessa analogia. Então vamos imaginar a situação um. Maratonador de aulas, o antigo eu. O estudante passa maior parte do seu tempo consumindo material educacional. Ele tem uma crença de que quanto mais conteúdo ele consumir, mais ele vai aprender, mais ele vai saber e mais ele vai alcançar o seu objetivo. Exemplo, estudou 10 horas, consolidou quantas horas? 0 horas. Adriano, o que que é consolidou? É aquela ideia do tapou o buraco, tá? A informação não desapareceu porque ele tapou o buraco. Ah, ele não se preocupou com os buracos que naturalmente que naturalmente estão presentes nesse processo. Que que acontece? Os buracos estão ali. Daqui 3 meses é só chorou. Zero horas dedicadas. Resultados esperados. Balde vazio em poucas semanas. Então, é aquele estudante, aquele profissional que faz uma imersão de final de semana, um boot camp de Excel, 50 horas de estudos e aí em 3 meses ele lembra o prox, ele lembra a célula, ah, ele lembra como colocar informações, mas todo a carne do sistema ensinado ali de uso das planilhas do Excel foi completamente esquecido. Tá lá na apostila, tá lá nos vídeos gravados, tá lá na comunidade explicada em lives, mas na cabeça dele não tá. Na memória procedural não tá. A sensação de entender a informação está presente, ou seja, ele sente que ele aprendeu, mas o que não está presente é a competência que ele desejava. Alta sensação de familiaridade é o assunto, nunca passa do nível raso de competência.

Situação dois, buscador de especialização. Aqui existe uma diferença, uma mudança de mindset. Por quê? Porque o buscador de especialização, ele não necessariamente tá preocupado em consumir mais informações. O estudante passa o tempo necessário consumindo a informação e o restante passa analisando, aplicando estratégias de estudos que elevem seu nível de domínio sobre o material. Então, existe essa ideia do dos níveis de maestria, né, chamado de taxonomia de Bloom. E esse buscador de especialização tá mais preocupado em analisar, em criticar uma informação, em avaliar se uma informação tá certa ou se tá errada, se dá para usar aqui, se dá para usar ali, testar aquela hipótese, levantar hipóteses, discutir as ideias, ou seja, ele tá sempre na utilização da informação na cabeça dele e não necessariamente de consumir mais dados. Exemplo, ele passou 10 horas consumindo informação e ele passou consolidando de 20 a 50 horas. É aquela regra do dois, quanto mais você estuda, mais você vai precisar ou mais ainda você vai precisar consolidar. Adriano, eu não tenho tempo de consolidar. Vou pegar minha certificação ali de 50 horas, mas aí eu vou continuar a minha vida, não vou consolidar. Que que vai acontecer? Você vai ter o diploma de conclusão de curso, mas você não vai ter a competência esperada por quem concluiu aquele material. Resultados esperados, criação de conexões com o conhecimento prévio. Ou seja, o que que eu tô sabendo hoje? Tem alguma coisa a ver com o que eu já sabia antes? Quais são as relações? Quais são as semelhanças? Quais são as diferenças? Existem semelhanças ou diferenças? Quais são os usos práticos na minha vida? eu consigo identificar algum uso imediato ou talvez um uma estimativa de uso ou não. Elevação da carga cognitiva durante os estudos. Ou seja, eu tô percebendo a dificuldade em processar essa informação. Quando você consome um vídeo, uma videoaula, um curso, um treinamento, você nota que é fácil de fazer esse processo, né, de consumir. O difícil é quando é passado um exercício e muitos alunos, eu vendo cursos, né, eu sei disso, muitos alunos não fazem o exercício por causa da dificuldade. Eu já tô fazendo o curso, mas eu não quero fazer essa atividade. a atividade e gera a o desenvolvimento de habilidades, a aquisição do conhecimento, mas o estudante sente uma resistência para fazer. Essa resistência é esperada e ela é desejada pelo autodidata. Por quê? Porque através de passar por essa sensação, essa dificuldade desejada, é que existe ali no finalzinho o desenvolvimento da competência, produção de anotações visuais e agrupamento de informações. Isso daqui é interessante por quando você começa a anotar copia e cola, nível um de anotação, né, copia e cola, você nota que é uma anotação bem articulada, bem escrita, palavras para palavra, tipo essa que eu tô fazendo aqui, né? É uma anotação que parece que você está tentando explicar alguma coisa para alguém. Quando você começa a fazer anotações, que é uma representação do que está acontecendo na sua cabeça, é como se você estivesse colocando imagens que representam ideias. Então, é como se você estivesse raciocinando e você só precisasse do auxílio da anotação para segurar as informações na sua memória de trabalho para que elas não desapareçam. Então, quando você tenta fazer uma multiplicação de números de três ou quatro números, se você tentar fazer isso mentalmente, quando você chegar na segunda casa, você já perdeu as informações, porque a sua memória de trabalho esvaziou. Então, o que que você faz? você usa o auxílio de uma anotação. Então você pode até fazer alguns cálculos mentais, mas quando você tem que segurar o dado em algum local para você continuar a conta, você vai precisar de um auxílio. E esse auxílio é uma anotação visual, anotação agrupada, uma anotação que organiza o seu raciocínio. Quando isso não acontece, quer dizer que não tem nem raciocínio acontecendo. é só uma copia e um cola ou uma chamada de informações, uma recordação de dados decorados.

Então, se assistir videoaulas, como eu expliquei, não ajuda a gente a memorizar e a segurar essas informações no longo prazo na nossa memória, o que que exatamente eu fiz e eu vou recomendar que você faça para que as coisas que eu aprendo nos projetos de aprendizado permaneçam como habilidades e como conhecimentos adquiridos. A minha estratégia funciona assim, são duas etapas. O objetivo da primeira etapa é compreender profundamente o assunto e na segunda etapa a gente faz a gestão desse conhecimento ou habilidade no médio e longo prazo.

Então, começando com a primeira etapa, como que a gente vai consumir e aprofundar a compreensão de um novo assunto estudado? Para fazer isso, a gente vai utilizar o método das rodadas de prática de recuperação. E ele vai funcionar da seguinte forma. Uma maneira de entender como o aprendizado funciona é passando por essas três fases aqui. Primeiro, você presta atenção, depois você entende, depois você recupera o que você entendeu para utilizar ali na sua vida. uma maneira bem resumida de como o aprendizado funciona, mas para esse momento do vídeo vai funcionar para nós. Com esse método das rodadas de prática de recuperação, a gente consegue meio que hackear essas três fases do aprendizado. E o melhor de tudo é que a gente faz isso dentro de uma única sessão de estudos. Então, dentro daquela 1 hora, 2 horas, 3 horas que você estuda dentro da sessão, você vai conseguir fazer isso.

Então, só para você entender, lembre como era para você estudar no ensino fundamental, no ensino médio ou às vezes até mesmo na faculdade. Normalmente o que a gente faz nesses casos é um estudo basicamente assim. A gente assiste a aula ou lê o livro apostila. Nesse momento a gente está prestando atenção. A gente codifica anotando a informação. Então você está vendo aula, anotando, anotando. Às vezes você grava a aula quando é uma aula ao vivo e você quer fazer uma revisão ali via áudio enquanto você está fazendo outra coisa. E a prática de recuperação normalmente é feita por meio de exercícios ou por meio de revisões. Por exemplo, revisão pré-prova. O que eu quero recomendar que você faça é um pouco diferente. Você vai condensar esses três momentos, atenção, codificação e recuperação em uma única rodada. Vou te explicar o passo a passo daqui a pouco. Então, em vez de você só fazer exercício ou revisar dias, semanas ou meses depois de você ter consumido a informação, a gente faz todo esse processo dentro de uma única sessão de estudos. Eu vou te mostrar agora o passo a passo. Isso vai ficar muito claro. E eu também preparei um PDF com checklist dessa prática para você baixar no seu celular o computador e começar a fazer esse exercício.

A primeira coisa que você precisa entender é que o método funciona em rodadas. Isso quer dizer que a gente vai fazer algumas ações na rodada um, vai fazer uma pausa e vai repetir a próxima rodada. Aí a gente, se for fazer outra rodada, faz uma pausa e faz uma outra rodada. Então, a gente vai fazer diferentes ações em um tempo pré-determinado e a gente vai atacar dessas maneiras em um esquema de tiro rápido. Faz, faz, faz, faz uma pausa, faz, faz, faz, faz uma pausa, faz, faz, faz, faz outra pausa e aí termina. Entendeu como que a gente vai fazer isso?

Rodada um. O primeiro passo é vai estudar o material. Caso você já tenha aprendido em outros vídeos aqui do canal estratégias de como estudar o que você está assistindo, tá lendo, etc., você pode usar essas estratégias. Do contrário, use o que você hoje faz para estudar o seu material. A gente otimiza isso depois. Alguns exemplos, assistir uma videoaula, ler um artigo, fazer uma pesquisa, é o estudo normal que você já faz. O tempo que eu recomendo que você faça esse estudo é 50 minutos. Então, se você fizer três, o tempo que eu recomendo que você gaste aqui é de 50 minutos. Então, se você for fazer uma rodada só por dia, será uma rodada de 50 minutos para o consumo de informação e o restante do tempo para as próximas etapas da rodada.

Depois desses 50 minutos, a gente vai pro passo dois, fazer uma pausa. Seu objetivo aqui é distrair a mente, não pensar a respeito do assunto estudado durante os próximos minutos. Tempo recomendado, 10 minutos. Então, estudou com intensidade durante 50 minutos, vai fazer uma pausa de 10 minutos. Nesses 10 minutos você pode fazer uma prática de meditação, uma prática de respiração, você pode fazer algum exercício aeróbico, você pode fazer alguma atividade doméstica. O importante aqui é que você não esteja engajado cognitivamente, não esteja pensando sobre o assunto que você acabou de estudar, não esteja fazendo nada cognitivamente custoso, esteja preparando a cabeça para voltar pra próxima pro próximo passo da rodada um.

Passo três, prática de recuperação. Prática de recuperação acontece logo depois do intervalo. Você fez o estudo, fez o que você fez, pausou. Agora a gente vai fazer a prática de recuperação. Muito simples, papel e caneta na mão. Você começa a fazer o exercício. O objetivo aqui é puxar da memória as informações que você acabou de estudar. Não olhe para o que você anotou. Não olhe para o material principal que você usou para estudar. Não olhe nada. é só sua cabeça, um papel, um lápis ou uma caneta. Anote o máximo dentro desses 10 minutos. Respeite os 10 minutos porque a gente está treinando a sua capacidade de manter a informação na sua memória por um período longo de tempo. Não precisa se preocupar com a estrutura da anotação. Simplesmente jogue ali no papel o que você conseguir lembrar sobre a informação.

Fazendo isso, a gente chega no passo quatro, a correção. Correção é basicamente você revisar o que você acabou de escrever, identificar ali alguns erros, algumas coisas que você esqueceu, algumas coisas que você confundiu e simplesmente fazer duas coisas: você vai corrigir ou vai complementar. O objetivo aqui é só você ter uma sensação de algo está certo, algo está errado. Então, pega aí alguma coisa em vermelho e vai rabiscando e vai anotando. Faça isso dentro de um tempo máximo de 5 minutos.

Depois de fazer isso, a gente vai pro passo cinco, que é um outro intervalo. Esse aqui não é um intervalo entre sessões de consumo e sim é um intervalo entre rodadas. Isso quer dizer que esse intervalo pode ser um pouco maior. O que a gente está tentando ativar nesse segundo intervalo, nesse intervalo entre rodadas, é o esquecimento. A gente quer a dificuldade de recuperar quando a gente esqueceu. Então, esse tempo do intervalo pode ser um pouco maior, algo em torno de 30 minutos, algo em torno de 1 hora, algo em torno de 2 horas. Uma observação. No meu treinamento, eu ensino a fazer uma superessão de estudos. O tempo dessa supersessão é 50 minutos e depois é feito um intervalo que otimiza o foco. A estratégia é um pouco diferente porque o objetivo das rodadas é treinar a sua habilidade de manter a informação na memória. Então o intervalo entre as rodadas ele tende a ser cada vez maior. Então, mesmo que num primeiro dia estudando o material você faça intervalos entre rodadas de 10 minutos, de 1 hora, de 2 horas, a partir ali de outras rodadas, você vai tender a colocar, como eu vou explicar ao longo do vídeo, intervalos de dias, de semanas, de meses, etc. É importante enfatizar isso porque a metodologia das rodadas, ela ganha a sua força com o passar do tempo, porque o objetivo é sempre a manutenção do conhecimento e não necessariamente o consumo exagerado de novas informações.

Acabou a primeira rodada, fizemos um intervalo, agora é hora da rodada dois. Comecei a nova rodada. Qual que é o primeiro passo? Primeiro passo é fazer uma recuperação livre. Lembra? Passou horas, passou dias e está na hora de eu fazer uma prática de recuperação. Eu provavelmente esqueci muito das coisas que eu estudei anteriormente. Eu consegui o que eu queria, comecei a esquecer. Então agora eu vou fazer uma prática de recuperação. Note que o início da rodada é um pouco diferente. A gente deu um tempo pro esquecimento consolidar, ou seja, a gente esqueceu muito das informações estudadas. Então, a gente começa com a prática de recuperação para reativar as memórias da rodada um. Fazendo isso, a gente reforça os caminhos criados e esse reforço é justamente o que a gente deseja pra manutenção dessa informação no longo prazo. Lembre sempre de não revisar as anotações, porque quando a gente revisa as anotações, a gente normalmente está reconhecendo coisas que a gente criou. Então, se você rever uma anotação, você vai ter uma sensação de: "Ah, eu estudei isso, ah, eu sei isso, ah, eu sei aquilo." Mas se eu tiro a anotação de você e te pergunto sobre a anotação, normalmente você não vai saber o que que está ali. Não necessariamente a descrição textual, mas você não vai ter ideia do que está ali. Então, você não tem domínio sobre o material, você não consegue usar o material, articular sobre o material. O que você só consegue é reconhecer o texto e dizer que sabe.

Após essa primeira prática de recuperação, os passos são os mesmos do passo anterior. Então, a gente faz o passo dois, estudar o material, fazer uma pausa, prática de operação, correção e faça um intervalo. Apesar de difícil, a cada nova rodada o seu domínio sobre o material aumenta. E quando isso acontece, você naturalmente vai ver conexões e vai mudar a maneira de representar as suas ideias. Isso é importante eu salientar aqui, porque como você não vai reaproveitar esses papéis que você vai criando a cada sessão de recuperação, se você salvar esses materiais para só dar uma olhada depois, você vai notar que a maneira como você produz o texto apresenta uma qualidade diferente. O texto é menor, é poucas palavras. A maneira como você organiza as informações parece mais um mapa conceitual ou um mapa mental e não necessariamente uma anotação em tópicos. Isso a cada rodada, na terceira rodada, você já nota isso. A maneira como você usa gráficos e usa desenhos para identificar padrões ou identificar diferenças e semelhanças, começa a aparecer naturalmente. O que é interessante para autodidatas que querem ficar especialistas em algumas coisas.

O problema que você vai encontrar com o método das rodadas é que o consumo de informação vai diminuir bastante. Como você a cada rodada está estudando ali os seus 50 minutos, mas está 20, 30 minutos fazendo um processamento forte da nova informação, você vai notar que passou uma semana, passou duas semanas e você não avançou muito no material. É claro que você não vai notar agora, mas note que o domínio sobre esse material que você está trabalhando cognitivamente é muito superior ao que poderia ser anteriormente, onde você maratonava vídeos e material educacional.

Mas é claro que quando esse material é dominado, esse material é aprendido, você ainda assim pode esquecer. E por isso que a gente precisa gerir o seu nível de domínio do material ao longo do tempo. Então, como que você faz isso? A gente vai utilizar novamente a prática de recuperação das rodadas, mas de uma maneira um pouco diferente. A ideia aqui é que você comece a colocar na sua rotina, pelo menos uma vez por semana, fazer um exercício de prática de recuperação sobre o projeto de aprendizado que você está estudando naquele momento. Essa rotina de prática de recuperação, ela pode ser feita, e é a minha recomendação, em três ciclos. Então, a gente faz um ciclo semanal de prática de recuperação do que a gente está estudando naquela semana. A gente faz um ciclo mensal para fechar o mês sobre as coisas que você aprendeu e sempre tenha em mente que você está tentando identificar o que você domina e o que está faltando, o que você confunde, o que não está muito claro. E a gente fecha os ciclos de manutenção da informação com prática de recuperação trimestralmente, pegando ali o apanhado geral das informações que você está estudando. E aqui eu deixo uma dica extra de você colocar isso como uma rotina no seu Google calendário e aí você é lembrado de fazer esse exercício dentro desses ciclos que eu recomendei.

Eu preparei um PDF com resumo dessa estratégia para você baixar e eu coloquei aqui na descrição. E eu quero lembrar que essa estratégia é só um pedaço do meu método de estudos e memorização, fórmula habilidades de estudos, que você pode conhecer clicando no link aqui da descrição. Quando você usa e domina o método das rodadas, você vai conseguir gerir, fazer a manutenção das informações que você aprende durante meses e durante anos.

Mas eu notei uma coisa, quando o conhecimento que eu estou tentando adquirir, ele é muito difícil, para mim ele é difícil, essa estratégia acaba perdendo força. Isso porque você passa a maior parte do seu tempo da sessão de estudos tentando fazer a manutenção de uma informação aprendida. Se você nem aprendeu a informação, fica estranho tentar fazer a manutenção dela. Exatamente por isso eu uso essa estratégia aqui para destravar a compreensão de um conhecimento muito difícil de adquirir. Eu te agradeço pela atenção. Te vejo lá.