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Governança, Protagonismo e o futuro da indústria do tax

ROIT1:01:48

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[música] [música] >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] >> Muito bom dia, Marcelo Brasil, meu grande amigo. Que satisfação tê-lo aqui conosco nessa live, esse bate-papo, na verdade, né? A gente vai falar um pouquinho sobre governança, sobre protagonismo, sobre o futuro da indústria do Tex. Então, queria, primeiramente, dar boas-vindas a todo mundo que tá nos assistindo. Marcelo, eh, antes de começar, eu queria oficialmente te dar boas-vindas ao nosso time de conselheiros da ROIT. Isso é um marco na nossa empresa. Tenho certeza que trazer um profissional do seu gabarito pro nosso, pro nosso navio, como eu costumo dizer, eh, é um passo muito importante pro futuro da nossa empresa e também, obviamente, que pro futuro da indústria de tex, né? Duas forças aí se unindo. Então, queria primeiramente te desejar boas-vindas, seja bem-vindo e uma honra poder hoje fazer esse papo com você, Marcelo.

>> Ah, obrigado, Ricô. Eh, a honra é minha. O desafio é muito grande, porque a ROT é uma empresa de altíssima performance. Eh, o que nem de longe é uma coisa ruim, é maravilhoso. Eu adoro isso. Tô muito feliz com o convite. Agradeço a você que teve participação ativa em todo esse processo, todo o time da Roit, meu irmão, vamos que vamos fazer esse navio voar aí, né? Como você gosta de falar.

>> Boa, maravilha. Eh, hoje eu quero que você se sinta bem à vontade pra gente poder bater um papo, trocar uma ideia. No finalzinho, pessoal que se inscreveu mandou algumas perguntas que eu vou fazer para você. Mas eu queria começar esse bate-papo, Marcelo, com a pergunta que que a gente fez pro mercado, na verdade, era direcionado a você, mas a gente fez pro mercado, eh, eh, ao anunciar a sua chegada, né? Então, assim, por que que as empresas líderes precisam se permitir ser desafiadas?

É muito simples, porque em culturas maduras, né, nas culturas onde melhores práticas são uma normalidade, o questionamento contínuo ao status quo é parte essencial do instituto do pensamento crítico e existe correlação muito positiva entre crescimento social, melhora de cultura e pensamento crítico. Então, as empresas que se permitem questionar o o status quo e se permitem receber perguntas poderosas, são as empresas que entendem, mais do que entendem, que estudam e observam, não só empiricamente, como cientificamente, que o questionamento ao status quo e o desafio contínuo é o que vai levar a empresa para um próximo nível ou até mesmo se manter no próximo nível dos demais, porque a gente sempre precisa assumir que se as perguntas não forem feitas por nós, elas serão feitas por outras pessoas e ou nossos concorrentes. Então, para mim, a empresa que se permite receber perguntas poderosas, além de estar antenada com melhores práticas internacionais, ela está comprometida com o desenvolvimento organizacional. Então, basicamente, isso é sobre pensamento crítico que está positivamente correlacionado com melhora social, crescimento econômico, eh, e, e todas essas questões, digamos que mais científicas e geopolíticas da situação. Então, simplesmente uma questão técnica, não é uma, o questionamento ao status quo não é algo efêmero nem bonito, é uma necessidade, né? Aí quem não faz vai ficar para trás.

>> E e uma coisa que você, e uma coisa que você falou, né, sobre essa questão de se permitir, eh, eh, ser questionado, eh, acaba sendo também uma via de mão dupla, né? Porque não só você vai conseguir trazer para a ROT perguntas que nos tirem da nossa zona de conforto, fazendo com que a gente evolua cada vez mais, como, sem dúvida nenhuma, nós também vamos te perguntar um monte de coisa que pode, eh, eh, trazer aí essa sua visão, eh, eh, diferenciada para, para, enfim, para que a gente possa aí evoluir cada vez mais. Eu queria até te fazer uma pergunta em relação a isso, né? Você liderou lá Tex, eh, na BBC Londres, né? Então, assim, uma experiência internacional que, que obviamente te deu uma visão global sobre o mercado e uma visão, eh, comparativa com aquilo que é feito do lado de fora do Brasil, com aquilo que é feito no Brasil. O que que essa experiência internacional ela te ensinou sobre governança tributária que você sente que ainda falta aqui no Brasil?

O principal ponto para mim, e eu trago não só para, para nossa escola, pro Texas School, mas também pros clientes da PETAX, que têm recebido muito bem as nossas, os nossos insights sobre governança, é que para mim a maior diferença está na formalização das regras. Lá na BBC, ou até mesmo no British Council, que foi a empresa que eu trabalhei também do governo britânico antes de de ir para BBC, as regras, as regras estavam escritas. E eu, eu passei por uma transformação pessoal, né? Porque quando eu era mais novo, de repente, assim como todos nós, eu tinha um problema com o excesso de regras ou até mesmo o excesso de processos, não a ausência, mas o que para mim significava excesso, porque para mim, quando você tinha regras, eh, e muitas regras e muitos processos, você se de alguma forma se aprisionava. Só que sobre a perspectiva corporativa e também sobre o aspecto de desenvolvimento organizacional, que é algo que eu estudo bastante, você sabe disso, eh, a gente precisa se colocar nesse lugar. Então, eu, eu percebia muito claramente quando percebo, né, quando eu chego aqui no Brasil, que os times tributários brasileiros, eles têm uma cultura muito forte de compliance, que os times de tex no Brasil são excepcionais e que os times de tex do Brasil têm um apego à norma técnica que eu não vejo em outros países. O que, eh, é maravilhoso. O que eu não vejo é que me parece que as áreas de tex operam quase que no automático. Ou seja, dá tudo certo, mas para mim, até certo ponto e até um certo momento, porque com as reformas tributárias, obviamente, a que a gente está passando agora, é que tem sido, na verdade, estamos aí com três reformas em paralelo acontecendo: a de preços de transferências, a de indiretos e também a de diretos. Se a gente não colocar as regras no papel e, principalmente, né, eh, como, como diz o, o poeta, direito é limite. Se você não impõe esses limites e você não formaliza esses limites, quando a complexidade do sistema for ainda maior, a gente vai se perder. Então, esse foi o principal ponto de diferença entre o que eu vi na Inglaterra e o que eu vi no Brasil. Mas eu gosto, Rico, e nem de longe eu estou falando isso como algo ruim. Para mim, e, e na minha opinião, para todos os profissionais da área tributária que operam no Brasil, para todos os operadores do direito tributário no Brasil, isso é uma grande oportunidade. Eu troco até o, a, a nomenclatura técnica curva na mudança por curva da oportunidade, porque em sistemas maduros de VAT, de direct taxes, de transfer pricing, ah, não tem mais muito o que fazer. Então, quando eu falo de protagonismo, eu falo também de momentum. Vai chegar um, vai, vai chegar um tempo que não está no, que não está no, no curto prazo, é importante falar, mas que esse tempo ele vai existir no longo prazo, é que as oportunidades da área tributária elas vão diminuir, porque você vai ter sistemas rodando bonitinho, eh, sistemas legislativos operando em, eh, em conexão com as melhores práticas. Então, para mim, a hora é agora. Para mim, eh, o período de transição, ele não é apenas um período de transição da reforma tributária de indiretos, ele é um período de transição da indústria tributária. E eu estou colocando isso muito claramente, não só para mim, enquanto profissional, pessoa, mas também para a minha empresa, o seguinte: o jogo vai ser definido até 31 de março de 2023. Depois começa um outro jogo, mas agora é a hora de se posicionar. Então, o que eu acredito que eu vi na Inglaterra e quero trazer para cá e estamos trazendo, né, não só a Petx, mas agora, eh, um pensamento ainda mais forte em relação a isso, eh, para fins de conselho na ROIT, é a gente escrever as regras, porque na nossa opinião, as regras e os processos eles libertam e não aprisionam.

>> Cara, excelente o que você falou, né? Tem, tem alguns pontos que eu tô anotando aqui daquilo que você fala, né? Você botou muito essa questão da curva da oportunidade, do momento, né? Ou seja, dessa, desse impacto do protagonismo do profissional de tex nesse exato momento. Eh, você tem, obviamente, que acompanhado a evolução do mercado tributário durante muitos anos, né? Então, eh, isso vai trazer para dentro da indústria de tex, como você falou, né? Colocar, escrever as regras, talvez seja o o ponto. Agora, isso é uma mudança de cultura muito forte do profissional de tex, ou da área de tex, principalmente, porque você precisa quase que zerar o jogo e entender como é que eu preciso, eh, eh, me colocar até agora. Eh, então, o que que você acha que vai ser essa maior mudança cultural? Eh, falando especificamente sobre o profissional de tex, né? Não, não sobre a área específica, mas assim, escrever as regras, entender o longo prazo, entender o protagonismo que se tem agora, eh, o que que precisa de fato chacoalhar o mercado em termos culturais para que isso aconteça?

>> Cara, sem dúvida nenhuma, para mim, utilização de tecnologia, cara. O, o profissional, o profissional de tex do Brasil é engraçado, né? Porque, cara, eu, a gente tem o, a PETAX, o Texas School, ele, ele tem um apelo tecnológico. Eu sou conselheiro de duas empresas que têm muito fortemente agora a ROT, né? Uma, uma referência na em tecnologia. E falar isso é muito bom, porque, eh, é uma grande verdade. O mercado tributário brasileiro ainda opera de forma muito manual, porque, ah, eu vejo muito apego à tecnologia, mas quando eu vou e, por exemplo, esses dias eu estava numa das maiores empresas do Brasil e a gente estava falando sobre PIS e Cofins. E aí, e claro, né, essa questão, estão, e para gente, até o próprio Lucas é um cara muito, muito apegado a isso, e eu também, que é questão de timing. Você também, né, Rico? Para gente é o seguinte, meu irmão, se, se você não fizer o negócio na, na hora certa, você perdeu.

>> Perdeu.

>> E, e Rico, eu fiz, para mim, é esse negócio. Eu, eu queria, eu tenho que pensar no Texas School Conference, eu tenho que pensar em reforma, eu tenho que pensar um monte de coisa que eu tenho para resolver aqui dentro de casa e eu não posso, eu não paro de pensar em PIS e Cofins, porque vai acabar, meu irmão. E aí eu fico assim: "Meu Deus, será que eu vou aproveitar isso enquanto, enquanto não acaba, né?" Fica aí o resultado para a galera que às vezes não se liga nisso, né? PIS e Cofins vai acabar, meu irmão. O que que você está fazendo, né? Você vai, você vai contabilizar algum crédito, não vai? Ah, meu Deus, tem risco. Beleza, mas é melhor desistir risco do que chorar pelo morto, né? Eu, eu prefiro, eu, eu pelo menos prefiro, né? Ao invés de de lá pro túmulo do PIS e Cofins, eh, ficar chorando em cima dele, eu vou, eu vou utilizar ele da melhor maneira possível. Mas por que eu estou dizendo isso? Porque a gente estava falando sobre PIS e Cofins. E aí eu falei: "Cara, eu quero, eu quero dar uma olhada na sua apuração, porque na minha opinião, toda empresa brasileira tem crédito de PIS e Cofins". Ponto. Isso para mim é uma verdade, até por conta, né, de de questões que a gente discute dentro da ROT, que são camadas invisíveis de tributação, eh, onde a gente não sabe exatamente quanto a gente paga. Eh, e eu fui olhar, a apuração era ela 100% em Excel. E para mim, hoje, Excel é manual.

>> Sim.

>> Ah, Excel, Excel é tecnologia, pô. Pelo amor de Deus, né, campeão? Você pegar a empresa da maior, você ainda ter, porque o seguinte, você depende sempre de um, daquele cara que é bom pra caramba em Excel, de alguém que em 2006 era muito bom de Excel, ou até às vezes algumas pessoas sentadas hoje que o cara sabe fazer macro, VLOOKUP, SUMIF, e aí ele, ele coloca 1 milhão de tags, de tabs no Excel, puxa tudo bonitinho. Só que existe um risco gigante de você estar puxando do lugar errado, da fórmula estar errada. Então, para mim, eh, a gente opera muito, a gente opera muito de forma semiprofissional em relação à tecnologia. E é claro, né? Você sabe disso, a gente vai pegar muito forte nisso no Texas School Conference desse ano, que é a gente precisa fazer um inventário de tecnologia, porque para mim, utiliza-se muito pouco. Então, a grande virada é o profissional de tex, seja de diretor a trainee, eh, embarcar, abarcar ao seu leque de conhecimento a utilização de tecnologias tributárias. Não estou falando de, meu irmão, não estou falando de desenvolvimento, não estou falando de que nem antigamente falava assim: "Ah, o, o, eu já ouvi pessoas há pouco tempo falando, há pouco tempo, não, há alguns anos falando que o, que o profissional de tex do futuro era um desenvolvedor". Eu falei: "Pô, eu sempre falava assim, falei: "Pô, pelo amor de Deus, né, cara, literatura tributária é tão complexa, não vai rolar". Mas eu acho que as pessoas confundiram. Ele não vai ser um desenvolvedor, mas para mim, ele vai ser um exímio, eh, utilizador de tecnologia. Ele vai precisar ser um cara antenado à usabilidade de ferramentas tributárias. Essa para mim vai ser a grande, vai ser a grande virada na hora que as pessoas perceberem que a, que o grau de utilização de tecnologia dentro do ambiente tributário delas ainda é ínfimo perto do que pode acontecer e do que deve acontecer no futuro para sustentar um sistema muito mais maduro de IVA, porém muito mais exigente em relação ao aspecto tecnológico.

>> Muito bom. Eu queria aproveitar o espaço, Marcelo, então, para poder convidar as pessoas pro Tex School, né, que vai acontecer nos dias 10 e 11 de abril, com o tema "A Era da Superinteligência Tributária", né? Um pouco disso que você está falando sobre a, o conhecimento tecnológico que o profissional de Tex. Não necessariamente ele vai se tornar um desenvolvedor, mas ele precisa sim utilizar a tecnologia a seu favor no trabalho. Eu lembro que nas nossas conversas você sempre fala de um de um conceito que, cara, isso ficou na minha cabeça muito forte, me corrija se eu tiver errado, chamado "software selection". Eh, eh, ou alguma coisa. Fala um pouquinho mais sobre esse conceito.

>> É, o conceito de software selection é Rico, muito bem, inclusive é um, é um spoiler, né, do, do Texas School Conference. E a ROT tem convite, hein, gente. Quem, quem estiver assistindo aqui, se pedir um pro Rico, de repente leva. Eu, é o, não, a gente já tem, né? Eh, a gente vai, a gente vai bater nessa tecla de software selection, porque para mim, hoje, hoje o diretor tributário e, consequentemente, todo o, não vou generalizar, né? Claro que existem diretores tributários, eu conheço muitos deles, que são super tecnológicos e já estão trabalhando fortemente no, no nosso ponto de software selection, que é, quando eu falei anteriormente, de inventário de tecnologias, que é você escolher, na verdade, é você mapear, fazer um inventário, eh, quando, e é um dos pontos que a gente discute nos nossos os projetos de revisão da governança do projeto de reforma tributária. É uma pergunta simples: você sabe as tecnologias que você vai precisar para entregar um sistema maduro de VAT? E a resposta, ela é muito blazer, genérica. E o que eu quero é tirar o blazer e o genérico dessa equação. Eu quero fazer com que a gente monte o inventário de software selection, que a gente saiba todas as ferramentas tecnológicas que precisamos para entregar a reforma tributária. Então, ah, pensando num num processo de supply ou até mesmo num processo financeiro, Rico, para mim, software selection é o seguinte: o que que você precisa ter de tecnologia, eh, para todas as entradas e para todas as saídas? Então, é, é garantir que contas a pagar, contas a receber, tesouraria, FP&A e TEAX tenha um sistema tecnológico integrado que permita a gente fazer todo o processo com o menor nível de intervenção humana possível. Isso para mim é software selection.

>> Muito bom. A gente está falando muito sobre a questão do protagonismo do profissional de tex, do quanto ele precisa, eh, se utilizar de tecnologia, do quanto ele precisa mudar, mudar a sua cultura de, de, do quanto que a governança tributária precisa fazer parte do dia a dia dele. Eh, e durante muito tempo, o profissional tributário, ele foi visto como alguém que trabalha nos bastidores, né? Então, eu, eu costumo brincar que a reforma tributária pegou um holofote, eh, virou pro, para a área de tex e o pessoal agora falou: "Pronto, agora você resolve aí o futuro da nossa empresa, né?" Então, eh, eh, se você tivesse que resumir o momento atual hoje da área fiscal no Brasil em uma frase assim, como é que seria esse momento por conta desse, desse bastidor, palco, enfim?

>> Eu diria que o profissional de Tex ele não estava preparado para essa grande mudança. E novamente, nem de longe, isso é uma crítica. O que aconteceu e você muito bem colocou, irmão, é que nunca a área tributária teve um projeto desse tamanho na mão. Nós temos vários projetos grandes. Nós temos dentro de organizações, a gente tem projeto de M&A, a gente tem projeto de finanças, a gente tem projeto de compras, a gente tem projetos de TI. Normalmente, a grande virada de chave é que, como você falou, Tex é super estratégico, provedor de inputs para o projeto. O que aconteceu foi que agora Tex ganhou o maior projeto de toda a organização nesse momento. E aí, quando você tem um projeto gigante, você percebe que sem gestão da mudança, sem gestão de projeto e sem difusão de cultura, eh, não dá para entregar um negócio desse tamanho. Só que, e, e nem tinha como ver, né? Mas o profissional de Tex, ele não, ele não estava ainda, eu acho que ainda não entendeu que esse protagonismo, ele não é nem opcional, né? Você é o dono da criança, você tem que entregar esse projeto. E isso está criando um, de novo, né? Aí, trocando curva de oportunidade por curva da mudança, existe um período de choque, existe um período de conscientização, existe um período de motivação e existe um período que a gente chama que de, eh, comprometimento renovado. Então, a gente ainda está num período de conhecer, eh, as novas regras do jogo, o que significa, eh, uma grande responsabilidade, porque agora Tex é o maior projeto da organização e a gente realmente não estava pronto. Mas não tem problema, a gente vai ficar pronto. Ninguém nasce pronto, né? Todo mundo, é como meu pai falava, né? Todo mundo nasce com a cabeça redonda aqui, então a gente se vira, né? Eh, a gente vai dar um jeito, mas para mim, esse jeito, ele é um jeito muito mais robusto se a gente trouxer tecnologia, se a gente trouxer melhores práticas de gestão, melhores práticas de gestão de projeto e, e mostrar para o, para a liderança sênior dessas grandes organizações, que você está pronto para ser o gestor desse gigantesco processo de mudança. Eu acho que é essa, essa ficha que tem que cair, né? Que não, que obviamente existe um desafio técnico, mas existe um desafio corporativo, que é ser reconhecido internamente como a pessoa certa para tocar o projeto de reforma tributária. E essa é a grande mudança.

>> Cara, isso que você falou é maravilhoso. A gente tem, enfim, eh, grandes clientes aqui e, e quando a gente olha para esses clientes, e eu conversando com vários desses clientes, existe hoje uma dificuldade muito grande entre o profissional de tex conseguir expor o tamanho do projeto reforma tributária, principalmente para as outras áreas dentro da empresa. Então, esse desafio corporativo de você que, eh, que você acabou de falar de colocar, se colocar como pai da criança e mostrar que você é a pessoa certa, isso, isso de fato também é uma dor das empresas, né? As áreas de Tex ainda estão patinando e, e isso, volto a dizer, não é uma crítica e uma oportunidade, ainda estão patinando em como eu trago as outras áreas para dentro desse projeto, de uma forma que, eh, acho que todo mundo já ouviu dizer que a reforma tributária não é uma reforma de tributos, ela é uma reforma de negócios, né? Ela muda como as empresas fazem negócio no Brasil. E aí eu te faço uma pergunta, porque a gente sempre fala da, da, pela visão do próprio profissional de tex, do quanto a gente está no protagonismo, do quanto você precisa se posicionar nesse protagonismo. Mas você ainda acredita, ou você acredita ou não acredita que o profissional de tex, pelo fato desse, a gente, eu costumo brincar aqui, eh, existe um termo que eu criei chamado "tex storytelling", né? Que é como você conta a história do tex, para as outras, para as outras áreas de uma maneira que você consegue, consiga entender e gerar impacto nessas áreas sobre a reforma tributária. Pensando na, no corporativismo, tá? Pensando na empresa como um todo, você acha que o profissional de tex, ele se posiciona? Ou seja, ele ainda é subestimado pelas outras áreas e a reforma tributária ainda é um problema de tex e não da empresa?

>> Sim, eu, eu inclusive tive uma reunião, às vezes eu fico até, eu fico apavorado, né? Mas agora a gente tem que fazer cara de, cara de, eh, eu uso essa, eu tenho que ser bem blazer, né? Eu fui numa indústria em São Paulo, é maravilhoso, né, cara? São Paulo tem todas as indústrias. É que você fala com o dono, com o presidente, é surreal. Pessoal, venham para São Paulo. Ainda que vocês não tenham nada para fazer aqui, vem aqui bater perna, vai num evento, porque esse lugar aqui realmente respira negócios no Brasil. Eu fui fazer uma, uma reunião numa empresa gigantesca, eh, do ramo Texel, o dono da empresa, o cara bilionário, eh, super, eh, bem-sucedido. E eu fui fazer uma reunião com ele, né? Porque a diretora tributária, ela estava patinando para convencer ele. E, e quando a gente foi começar a reunião, e o cara tipo, não, não, ele não foi, como é que eu posso dizer? Ele é tipo um, um tiozão, né, do interior, e daqueles caras que eu gosto, né? Muito direto ao ponto, sem muito, sem muito floreio. E ele olhou assim, quando a gente começou, ele falou assim: "Olha, na verdade, eu vim aqui para essa reunião, mas eu, eu até questionei se eu deveria vir, porque para mim, a reforma tributária não vai acontecer". Falou assim para mim, falou sério. Aí eu assim, eu falei: "Meu Deus, que que eu estou fazendo então?" Né? Porque para estar em São Paulo, está em Nárnia, né?

>> Eu falei, para mim, pelo menos, já está acontecendo, né? Cara, eu, eu, nós já temos obrigações, claro, né? Eh, que eu acho que as pessoas não devem se esquecer disso. Eh, não existe o aspecto punitivo do não destaque dos novos impostos nas notas fiscais, mas a obrigação permanece lá. Eh, então nós já temos, para mim, é o seguinte, você só não destaca se você não tiver pronto tecnologicamente. Para todas as empresas que estão prontas, estão fazendo. Então, para mim, a reforma tributária, ela já está acontecendo. Ponto. Eh, e esse, para mim, é um grande marco destaque, porque você consegue ver no mundo exterior algo que foi pensado durante tantos anos. Então, a gente ainda tem uma negação, e essa negação, ela assegura o mercado. Essa negação, ela, o dono do cofre lá, que é o CFO, eh, o dono do cofre, ele guarda a chave do cofre no bolso. Ele não quer, ele não quer investir em tecnologia, ele não quer, eh, investir em consultoria, ele não quer dar as ferramentas tecnológicas que as empresas precisam. E às vezes ele está até certo, justamente por isso, que ele não consegue visualizar, ele não consegue ver o tamanho do negócio. Então, a gente ainda está num momento onde, onde tem empresas que não reconhecem, tem algumas mínimas que foi esse caso, que dizem que a reforma nem vai acontecer, o que para mim é totalmente loucura. Mas existem muitas outras grandes, de grande porte, que ainda não começaram a se mexer porque entendem que o jogo começa a valer só em 2027. Só que eu nunca vi um projeto de aplicabilidade em, digamos, para uma empresa que não começou em D-10, né? Ou seja, eu nunca vi um projeto surgindo nada. Então, eh, quando eu olho para empresas com altos níveis de governança corporativa, onde você tem decision gates, onde você tem tudo, é alarmante que, eh, o mercado ainda não tenha ido mais fortemente para dentro da implementação. Pro mercado é ruim, para as consultorias são boas, porque nós, a hora que ele, eu digo assim, né, para as empresas de tecnologia, para as consultorias, vai chegar um momento onde as empresas elas não vão conseguir atender a demanda e aí, como elas não estão conseguindo atender a demanda, elas vão ter que aumentar o preço. Então, para mim, quem não se movimentar antes vai pagar mais caro. E um outro ponto também que você colocou é que, ah, quando você disse, né, muito corretamente, que alguns executivos tributários não conseguem mostrar a importância, para mim, o que está faltando é ferramenta. É porque quando você dá algum espaço atrás, Rico, e você entende que o projeto de reforma tributária, ele é um grande projeto de mudança, primeira coisa que você tem que fazer é trazer um profissional de mudança para perto de você. Não ache que você vai conseguir conectar e comunicar internamente um projeto desse tamanho sem a ajuda de, eu não vou nem chamar de especialista, eu vou chamar de um expert. Então, se você, nós temos no, no projeto de reforma tributária, eh, a gente tem um grande desafio de comunicação, só que ele é um desafio com tantas camadas em função de sua complexidade, que tem muito diretor tributário achando que vai conseguir tocar esse projeto sozinho. Até vai, mas para mim, eh, quem tiver estrutura e começar a aproximar, eh, o projeto de reforma tributária com times de mudança, aí o negócio começa a ficar mais bonito. Lá na frente, quando você for apresentar a jornada do projeto, esse, esse apego, esse capricho, vai fazer com que todas as pessoas realmente, que têm realmente, eh, experiência, olhem o projeto e falem assim: "Tocável", né? Então, eu, eu sempre falo, né, que nós precisamos ser especialistas em comunicação. E aí o seu termo é maravilhoso, eu uso ele abertamente. Eh, claro, te dou sempre o crédito do tax storyteller. Eh, mas para isso,

>> Autor, fica tranquilo. [risadas]

>> Para isso, para isso ele tem que ter ajuda. E eu acho que é esse o ponto. Os, os, os, os executivos tributários não estão pedindo ajuda para pessoas de fora de tex para se comunicar. E está aí o grande problema. Só que o que eu normalmente falo é que toda grande multinacional tem um time de gestão da mudança. Se não tiver, tem um problema de governança corporativa. É uma outra questão. Mas pensem nisso: comunicação, ela tem que, nesse momento, ela tem que ser uma comunicação de alto nível e uma comunicação apoiada em experts em comunicação, para ter a certeza que as mensagens do projeto da reforma tributária, elas vão aterrizar dentro das organizações e aterrizar da forma correta.

Excelente. A gente já está falando aqui de governança tributária, de transformação do profissional de tex, de protagonismo, cultura. Eh, cara, mais uma vez te agradecer pelo papo, tá? Tem algumas perguntas aqui ainda a fazer, mas uma aula, de verdade. Acho que cada conversa que tem com você é, é de fato uma aula sobre, eh, óbvio, sobre protagonismo, sobre posicionamento, sobre técnica. Então, eh, obrigado. Tá, só fazendo um parênteses aqui no meio da live, existe alguma transformação que você, que ainda está fora do radar, eh, da maioria das empresas, né? Então, a gente sabe que acho que a gente não chegou a 5% das empresas que estão realmente preparadas para a reforma tributária, né? Ainda existe a, como você falou, essa descrença, ainda existe amorosidade, ainda existe a, o "quero fazer sozinho", a gente sabe disso. Mas existe alguma transformação que ainda está fora do radar das empresas, mas que você acredita que vai impactar profundamente a reforma tributária?

>> Eu vi. Excelente pergunta, Rico. Pô, e obrigado pelas palavras, né, cara? Você é suspeito, né? Que, pô, Rico é amigo, aí fica, fica elogiando muito. Eh, e eu fico muito feliz e, e adoro isso. Eh, para mim, eh, Rico, o que, a grande, a grande virada para mim é o, o conceito de compliance, né? A gente vai, e, eh, é, eh, eu, os, os alunos da escola, né, meus amigos sabem que eu sou muito apegado à parte semântica, eh, do, e os conceitos do que, do que as palavras realmente significam. E eu adorava quando era mais novo no colégio, que a gente tinha, eh, na aula de português, os momentos que a gente pensava na origem das palavras, né? De onde vieram, se tem, se tem, se vem do, de origens anglo-saxônicas ou, ou, muitas vezes de outros lugares, né? Até dos sânscritos e tal, mas eu sempre fui um cara apegado a isso. E quando eu olho o que vi sobre compliance nos últimos 8 anos trabalhando na Inglaterra e quando eu olho para cá, o que eu sempre vejo é que a grande virada vai ser a hora que as pessoas entenderem realmente o que que é compliance, porque existem camadas do estudo de compliance. A gente tem uma camada muito objetiva, que é a camada do cálculo, eh, reporte e pagamento, né? Ou, eu, né, cálculo, pagamento e reporte, eh, das obrigações acessórias. Isso é compliance, mas isso é apenas uma pequena parte dentro de um conceito muito mais amplo. E aí, para mim, as pessoas, elas precisam entender que existe uma oportunidade enorme em trabalhar o conceito de compliance. E esse conceito de compliance, ele vai ser mais bem definido a hora que os times de TEX começarem a acoplar, eh, os seus riscos à área de gestão de risco corporativo. Então, eh, eu vejo, eu vejo, por exemplo, né, vou dar um exemplo aqui, até um spoiler do que a gente faz nos nossos trabalhos de implementação de governança tributária nas maiores empresas do Brasil. Toda vez que eu vou conversar com o principal executivo de gestão de risco, a matriz de risco tributário nunca está, está na mão dele, nunca. E aí, quando você olha para empresas, por exemplo, que têm benefício fiscal, tem empresa que é assim, ó, irmão, ela opera hoje, eh, bem e ela dá lucro porque ela está localizada numa região de incentivos fiscais. Se esse incentivo fiscal ele acabar, a empresa fecha e quebra imediatamente, tá? Não tem nem como continuar, nem vale a pena tentar produzir sem esse benefício. Por isso, né, e é uma preocupação nesse período de transição para entender como o sistema reforma tributária vai fazer com que essa neutralidade seja garantida e essas empresas não quebrem, porque como sabemos, nesses novos sistemas, eh, de tributação, seja de IVA, seja de impostos indiretos, incentivo fiscal vai se tornar um negócio muito pontual. Eh, então o que, o que eu percebo, por exemplo, é, eu fui numa grande indústria nesse, nesse patamar e com essa situação, que era uma indústria que para operar depende estritamente da, da de um benefício fiscal e esse risco estava dentro da matriz de gestão de risco corporativo da organização.

>> Au! Ou seja, o maior risco da empresa não está na mão do diretor de risco. E isso acontece muito. Então, me lembro com saudade, inclusive, dos meus tempos de PWC, que eu tinha um sócio chamado Silvio Teles, que me ensinou muito. Ele às vezes falava assim, quando a gente estava revisando o trabalho, falava assim: "Brasil, você está olhando um caiaque na sua frente, está passando o Titanic atrás, você não está vendo". E eu acho que essa é uma grande oportunidade que a gente tem. Nós não estamos percebendo, eh, o que que é compliance e nós precisamos nos aproximar de compliance corporativo e integrar mais, eh, áreas da organização, principalmente gestão, eh, governança corporativa e compliance corporativo e gestão de riscos corporativos de governança tributária, compliance tributária e gestão de riscos tributário. Acho que é essa, essa, essa conexão três em três que vai ser a grande, a grande virada e ao mesmo tempo a grande oportunidade.

>> Cara, maravilhoso esse conceito de conexão três em três, hein? Vale um artigo sobre isso, hein? Oxe,

>> Acabei de, acabei de pensar, meu irmão. Veio aqui na

>> Cara, muito bom isso, Marcelo. Eu vou abrir agora um espacinho aqui. A gente quando a gente, eh, eh, as pessoas fizeram as inscrições para poder nos assistir, eh, a gente deu a oportunidade de fazer algumas perguntas para você e eu selecionei algumas perguntas aqui que são maravilhosas. Eh, e eu vou, eu vou te fazer essas perguntas agora. Eh, o Irlei Oliveira, ele pergunta: "Com automação, inteligência artificial e reforma tributária, quais as atividades da área de TEX tendem a desaparecer e quais passarão a exigir ainda mais visão estratégica?"

>> Essa pergunta sempre, eu acho assim, ó, cara, eu vou dar, eu vou falar uma só, tá? Mas se hoje você trabalha na indústria de tex e você, por exemplo, dá entrada em nota, pô, você tem que, não vai desesperar, né? Porque eu sei que tem muito, tem, não, eu, é engraçado, eu não posso falar, nem vou falar o nome das empresas, né? Mas tem empresa que eu falei na semana passada que tem oito. Vocês não vão acreditar, gente. E se, eh, eh, nem tentei correr atrás para saber quem é. Mas tem empresa que tem 80 seres humanos, empresa obviamente de altíssimo nível e complexidade de emissão de nota fiscal, que, eh, tem pessoas para dar entrada em nota.

>> Uau!

>> Eu falei assim: "Meu Deus, a minha responsabilidade é com quem?" Porque se eu faço um comentário que isso é ridículo, o cara compra o comentário, eu tenho vidas que vão ser impactadas. Olha, olha a responsabilidade que a gente, olha a responsabilidade que os pensadores de, de, de futuro ótimo têm. O que eu estou dizendo agora é, por exemplo, quem dá entrada em nota fiscal vai em algum momento não vai ter mais emprego, só que eles não serão surpreendidos, porque eu, e porque eu, né, digamos, pelo menos as pessoas que trabalham comigo e que estão fazendo projetos, eh, de reforma tributária, a gente sempre aponta isso. Então, para mim, não faz sentido você ter 80 pessoas para dar entrada em nota fiscal se isso pode ser 100% automatizável hoje, tá? Então, claro, esse é um exemplo, eu não vou chamar de exemplo chulo porque isso é uma realidade, né? A gente tem muitas empresas multinacionais que têm profissionais dedicados a entrar nota, mas eu penso às vezes, claro, não sou, não sou um engenheiro de tecnologia, nada, mas por exemplo, no Albert tem um negócio muito legal aqui, quando a gente vai fazer exame, o médico ele te imprime o papel da receita, né? Ou do que você precisa fazer. Cara, quando você chega, tem um totem, um totem, tô dando um exemplo chulo aqui, mas o que tem um totem? Que você pega o teu papel, ele, o totem, ele lê aquele papel, já entende, já vai pro médico e você em 5 segundos chega um cara para pegar na tua mão para te levar no, pro exame. Por que que a gente não pode ter um totem para a nota fiscal? Ainda que você tenha uma pessoa, em vez de você ter 80 pessoas para dar entrada na nota fiscal, de repente você vai ter cinco, e o papel dela vai ser colocar no totem até, tô dando aqui, né? Claro, tô metaforizando aqui até o momento onde você vai arrumar um robô que faz esse papel de colocar o negócio dentro do totem. Então, claro, existem algumas, algumas atividades que vão perder espaço e precisam ter espaço e já deveriam ter perdido. Para mim, nenhuma empresa com alto nível de governança, porque existe essa questão da responsabilidade, deveria contratar, vou fazer aqui um comentário forte, mas para mim, ninguém deveria contratar ninguém para emitir nota em, para dar entrada em nota em 2026. Ponto. Então, utilizando esse exemplo, é claro que tem algumas posições que, eh, vão, vão acabar. Eh, é claro que, por exemplo, em algum momento, a gente vai precisar ter inteligências artificiais que façam um papel importante na reforma tributária, que é a captação de novas legislações tributárias. Você ainda tem empresas que têm times grandes e internos para ficar olhando diário oficial, para ficar olhando publicação. Será que não dá para automatizar isso? Então, claro, existem posições que vão, eh, ou acabar ou se transformar. O meu ponto aqui é a informação, ela já vem sendo dada. Não, nem não vou chamar nem de informação, vou chamar de fato. Um fato vem sendo apresentado por nós, que somos mais experientes, né? O seu trabalho, ele vai ser impactado. O seu trabalho vai ser impactado. Eu já estou falando isso tem dois anos. Eh, se daqui a três a pessoa perder o trabalho dela e botar a culpa na reforma, eu vou discordar. Eu vou falar: "Cara, você teve 5 anos para estudar outra coisa, 5 anos para pivotar a sua posição, 5 anos para aplicar para uma outra posição em tex dentro da sua organização, estudar e criar o que a gente chama de essencialidade profissional. Se você perder para uma máquina, a culpa não é da máquina, a culpa é sua, que não conseguiu mostrar a sua essencialidade". Então, se você hoje tem uma, uma situação onde você acha que o seu trabalho, ele vai ser impactado ou eliminado, eh, não fuja dessa constatação, mas trabalhe para que, no momento que ele seja eliminado, você já esteja bem longe dele.

>> Então, acho que esse que é o, esse que é esse que é um binômio importante, né? Saber que algumas posições, eh, vão ser impactadas, mas trabalhar para que, quando o impacto chegar, você já não esteja lá. Algumas pessoas sempre ficam,

>> né? E algumas pessoas não vão reagir, mas eu acho que para mim, esse que é um ponto interessante.

>> Maravilhoso. E, e óbvio que eu, como um cara comercial, eu não posso falar aqui do software selection. Quem tiver, interessado em inbound, gestão de inbound de documentos, é só falar com a Roy que a gente já tem a solução para isso, né?

>> Ah, moleque, fazendo jabazinho. A live é tua, né, cara? Pô, você não tinha feito nenhum em 50 minutos, pô. [risadas]

>> Cara, a Patrícia Subox da Ipiranga, amigaça.

>> Opa, eba.

>> Ela perguntou aqui: "Como estruturar de forma eficaz e ágil a governança para apuração assistida, considerando a mudança de modelo e maior proximidade às operações de negócios?" Pergunta maravilhosa, essa.

>> Maravilhosa. Patrícia explodiu na pergunta. Eh, para mim, tá, a primeira coisa que eu sempre faço é reconhecer o status quo, né? Operação assistida vai ser um problema, porque nós temos de um lado os interesses, eh, do estado, representados pela Receita Federal, pela, né, pela, não nesse momento da operação assistida, mas pelos entes, eh, interessados na reforma tributária. E a gente vai ter a posição da reforma tributária nesse cenário de operação assistida. E quem não sabe disso, deveria saber, mas, eh, vai o cálculo, ele não vai estar certo, porque, claro, a Receita Federal, ela vai estabelecer métricas que interessam a ela. E aí tem um ponto que é importante para mim, eh, você vai poder influenciar o cálculo, você vai poder mexer no cálculo. Só que o sistema, ele tem um, um parâmetro de aviso que significa dizer o seguinte: se

Você mexer no cálculo, automaticamente você tá na lista negra. Então, para mim, uma governança eficaz e e ágil, ela começa com um panorama de qual é a situação. O que significa dizer que a com a reforma com com a reforma tributária e com a operação assistida, até a coisa certa tem risco de aplicação. Então, uma governança ágil, ela vai ser uma governança que chame a atenção dos grandes executivos e mais do que isso, avise antes, vai dar ruim. Vai dar ruim, mas eu vou resolver. OK?

Eh, então, respondendo a pergunta da da Patrícia, um abraço para você. Não tá sempre lá no Texas School, né? Eh, eu me lembro até no, acho que não foi no primeiro que ela apareceu, tipo assim, faltando horas pro evento, né? Foi lá, você apareceu lá, assim, uma coisa meio muito bom. Eh, uma governança eficiente, primeiro é uma governança formalizada e é uma governança que antecipa a tendência. E para isso ela não precisa ser complexa. Como você usou uma palavra maravilhosa, minha amiga, que ela é ágil e ela é ágil no papo reto, ou seja, você vai estabelecer as regras iniciais e você vai avisar com antecedência que vai dar problema. Mas como que eu sempre, como sempre falo, o gestor tributário, ele não é a pessoa que vai resolver o problema reforma tributária, porque o problema reforma tributária ele não tem solução e nem é para ter, porque ele é um sistema que se retroalimenta ao longo de, centenas de anos. Então, não, não tem como falar em resolver o problema, mas nós precisamos ser os melhores gestores do problema. Maravilhoso. Tem que >> tá tem que tá na nossa mão. O cara que tá lá na na liderança, o CFO, ele tem que olhar pra pessoa e tem que falar assim: "Não, eu sei que vai dar ruim, mas eu tenho a melhor pessoa sentada naquela cadeira para resolver o problema". Então, a governança ágil, só para responder mais uma vez a pergunta da Patrícia, é a governança que vai imediatamente explicar o que é apuração assistida e avisar que nós teremos problemas. Maravilhoso, maravilhoso.

Eh, um outro amigo nosso que mandou uma pergunta foi o Laura Alvarenga. Eh, o Laurão também >> e primeiro te parabenizando pelo pelo novo desafio, mas a pergunta dele também é uma pergunta sensacional, né? Qual é a decisão estratégica que separa empresas boas de empresas extraordinárias no longo prazo? [risadas] Que pergunta, hein, Laurão, cara. Para mim, para mim a empresa que entende que a principal variável de qualquer projeto, de qualquer desafio, são pessoas. Para mim, o a questão ela começa eh no empoderamento pessoal, na no fomento a tomada de decisões. Então, empresas extraordinárias para mim são empresas que entendem que os maior que que os países mais inovadores e disruptivos do mundo têm em sua cultura um traço de autonomia e independência. Para mim, a gente precisa de uma transformação cultural. E a empresa espetacular, extraordinária, é a empresa que pensa no macro antes do micro. Para mim, reforma tributária, times de tex, programa de reforma tributária, é apenas a ponta do iceberg. E só que essa ponta da iceberg, ela demanda uma o crescimento muito maior. E esse crescimento maior, ele ele é intelectual. as pessoas elas precisam se intelectualizar mais, entender o impacto de culturas de países na forma como empresas operam nesses países e fomentar o que parece muito simples e é uma e não é uma resposta blazer, mas muito poderosa, que é a educação. Para mim, empresas espetaculares vão se dedicar como nunca à educação. educação interna, educação direcionada, educação que dá informação, que vai beneficiar os interesses da empresa e os interesses profissionais. Então, empresas espetaculares são empresas que tem o mindset de pessoas. E não, mas eu não tô nem falando de RH, tá? Eu tô falando de, de novo, eu tô falando de melhores práticas de governança corporativa, que seria também trazer o item pessoas de uma forma mais estruturada para além do RH.

Maravilhoso, Marcelo. A gente tá nos últimos 5 minutos da nossa do nosso papo aqui e poderia ficar aqui o dia inteiro e acho que a gente já tem alguns almoços marcados para continuar o papo. Eh, todas as perguntas que foram enviadas pra gente, depois a gente responde cada uma das perguntas eh eh no no off, né? Eh, eu tenho, para finalizar aqui, Marcelo, duas duas perguntas que eu acho que são muito pessoais assim, né? Então assim, depois de tantos anos na área tributária, eh, quando você olha para tudo que você construiu até aqui, executivo global, empreendedor, líder de comunidade, conselheiro, amigo de tantos, eh, qual impacto você gostaria de deixar na indústria de tex? >> Pergunta, pô, as perguntinhas tão tão boas, né? >> [risadas] >> Eh, eu quero eu o impacto que eu quero deixar é o o mundo corporativo, ele pode ser cool sem ser chato. As pessoas podem ser diplomáticas sem serem ofensivas. Eu quero, eu, o que eu quero deixar é que eu tenho alegria, eu tenho descontração, mas eu tenho muito conteúdo e principalmente eh a visão das pessoas de que eu faço bem. Eh, na minha descrição lá do Instagram, eh, eu só eu boto assim: "Sou do bem e gosto de bichos". Esse sou eu, porque eh os meus pais são assim, né? Meus pais são pessoas do bem que gostam de bicho. E só isso que eu quero. Eh, a parte de gostar de bicho é uma curiosidade, né? Eh, mas todo mundo sabe que inclusive, né, trato, dependendo da pessoa, trato animais melhores, melhor do que eu trato as pessoas. Mas eu quero ser visto como uma pessoa do bem. Eu quero ser visto como uma pessoa que fez o bem. Eu quero ser visto como uma pessoa que ajudou as outras. Eu quero eh eh eu quero é é esse é essa mensagem que eu quero deixar. É uma mensagem de ajuda, é uma mensagem de entender que picuinha profissional, fofoca, isso não ajuda ninguém. E a gente precisa ser mais colaborativo, ajudar os outros, sem olhar quem, entender que colaboração e competição não são dois eh institutos em apartado. Na verdade, a competição ela faz parte da colaboração. E aí, conectando com o último ponto de questionamento ao status qu, eu quero ser visto como uma pessoa que conseguiu me eh eu consegui me desprender do meu ego para poder eh ver as coisas da forma como elas precisam ser vistas e não como eu queria que elas fossem. Então, essa é a mensagem que eu queria deixar, sobretudo que eu sou uma pessoa do bem. Eh, e a melhor coisa, né, nessa jornada empreendedora, é que eu antes da minha empresa prosperar, que graças a Deus é o caso, eu consegui ajudar muita gente e fui ajudado por muita gente também, tá? Eu só não ajudei, não, recebi muita ajuda e por isso que eu acho que é um ganha ganha. Então, o legado que eu quero é esse. Sou uma pessoa do bem, que tem conteúdo e que ajuda as pessoas sem olhar quem.

Maravilhoso. Pode ter certeza que você tá no caminho mais do que certo. Você eh é visto por todos como uma pessoa do bem e muito admirado eh por por grandes pessoas. Então, para pra gente finalizar, Marcelo, em uma frase, qual é a mensagem, o conselho mais importante para quem quer ser protagonista no futuro da indústria do Tex? Eh, a não é uma frase minha, mas eh eu diria que eh a caverna que você mais teme guarda o diamante que você procura. Então, eh vai para dentro, meu irmão, vai para dentro da vida. É uma só, né? A gente tem uma questão aí forte de finitude, impermanência. as coisas mudam o tempo todo e um dia a gente não vai estar mais aqui. Eh, um pensamento muito poderoso para falar o seguinte: "Pô, não tem medo não, cara, nem na vida e nem no trabalho. Se você tem um problema, vai atrás dele, vai resolvê-lo, vai discutir, vai conversar com pessoas que você eh tem medo, com pessoas que você não gosta. Diplomacia é isso, né? É a caí aqui, eu acho. Não, voltei. Voltei na minha mensagem aqui. Mas é isso, essa é a frase. Vai para dentro da vida, pessoal. vai para dentro do projeto de reforma tributária. Vocês sabem que eu gosto de conectar com questões de inspiração, mas também, principalmente, conectada à execução. Então, se você tá com medo de alguma coisa no projeto da reforma tributária, transforma isso em prioridade. Tira o medo da sua frente para você poder tá tranquilo para tocar o projeto.

>> Maravilhoso, Marcelo. Muito, muito, muito, muito obrigado pelo papo. riquíssimo começar o dia com uma aula dessa de bondade, com uma aula técnica, com uma aula de governança, de protagonismo, enfim, n adjetivos que eu poderia falar aqui. É de fato enriquecedor. Seja bem-vindo a ROT, seja bem-vindo de volta ao Brasil, né? Ou seja, há pouco tempo agora de volta ao Brasil. Eh, maravilhoso. Eh, tenho certeza que em breve eh estaremos juntos mais uma vez para poder bater outros papos. Dia 10 e 11 de abril, Tex School, em São Paulo, a era da super inteligência tributária, vai ser um eventaço. Teremos lá novamente a Casa Ro então fica a todos aí o convite eh para participar com a gente desse evento. Marcelo, muito obrigado. Eh, enfim, é isso. >> Obrigado, Rico. Pessoal, muito obrigado a oportunidade. É o time da R, pô, maravilhoso, né? Tá no meu coração já. E a gente sempre fala, a Ro fala de Tex para Tex e a Petx fala falar de Tex. Agora a Rit juntou isso, eh, e trouxe o Marcelo Brasil para dentro do ecossistema. Eh, o bicho vai pegar, os concorrentes, eh, provavelmente estão bolados e estão certos disso, porque juntos a gente vai fazer um barulho ainda maior na indústria. Tô muito feliz com a oportunidade. Agradeço demais a entrevista e estamos junto. Vamos embora. dia 20 você vem almoçar comigo. E se você tá assistindo essa live, quer almoçar comigo também tá em São Paulo, me manda um WhatsApp que a gente organiza. Maravilhoso. Pessoal, a todos que nos assistiram, muito obrigado. Em breve a gente volta com mais informações. Ciao. Ciao. V.