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A Queda do Egoísmo e os laços de Amor ou Jonatas e Mauriceia, Literatura de cordel, Jonatas

O contador De cordel17:54

Transcription

É mais uma gravação de literatura de cordel. Eu sou o Antônio, o seu contador de cordel. Como a gravação deste romance, eu irei atender o pedido do meu grande amigo Francisco Silva, ele que é de São Miguel dos Campos, Alagoas. Eu quero mandar um grande abraço para o meu amigo Francisco Silva e outro grande abraço a São Miguel dos Campos, Alagoas.

Se você gostar deste romance, eu peço que você gentilmente deixe aí o seu like. Se você ainda não é inscrito, eu peço que vocês se inscrevam. Deixe nos comentários pedindo a gravação do seu romance.

E este romance é do autor Manoel Cândido da Silva. "A Queda do Egoísmo e os Laços de Amor". O Jônatas e Mauricéia.

"A Vinde a mim as plantas, força de Jesus da Galileia, para o adversário." Um romance que tenho na minha ideia o quanto sofreu Jonatas pelo amor de Mauricéia. Olá! Neste drama, eu apresento um romance de valor, cheio de lutas tremendas de orgulho, de rancor, onde vê-se o egoísmo cair perante o amor.

O amor é uma rosa, o amante é o jardim, e os corações das virgens são o trono de marfim. Tudo no mundo se acaba, mas o amor não tem fim. Neste poema de amor, um romance eu apresento, onde vê-se o moço pobre demonstrar o seu talento em enfrentar a luta, escrevendo a CVC o seu intento.

Foi no século 19 que esse drama passou-se. Nos confins em Pernambuco, esse cabelo registrou-se. E dizem que esse velho a temos que acabou logo o sul de Pernambuco, no tempo do banditismo, tempo que só se ouvia a voz do cangaceirismo, no tempo do mata-mata, do orgulho.

[Música]

No Engenho Mata Escura, município de Escada, morava um capitão, uma serpente assanhada, chamada João Xavier. Era banda na brigada, e o engenho do velho era por água movimentado. E tinham grande açude fundo e mal assombrado. Era um cemitério pronto para o momento chegado.

E o Capitão Xavier, do Engenho Mata Escura, ou qualquer coisa matava uma pobre criatura, e nas águas do açude ele estava ali a sepultura. E esse capitão perverso, o era o rei da crueldade, zombava da Providência, criticava da verdade, praticava crime bárbaro sem ter dó nem piedade.

Com 10 anos de casado, tinha uma filha somente. Se chamava Mauricéia, eram mais sorridente, e parecia uma rosa do jardim do oriente. É um dos lagos vi bem feitos, os lábios cor de carmim, sobrancelha desenhada, os dentes cold jasmim, cabelos pretos cacheados, pareciam quero ouvir.

E o pai sempre dizia, cheio de ódio furor: "Mauricéia, não se case, eu digo com álcool, mata ou ela fuzilada. Assim se apegar com amor e tem pedi-la em casamento, já está no ataúde para eu matar no pau. Não quero que Deus me ajude, cortar e o pescoço em jogo nas águas do meu açude."

E esse velho era malvado, tinha um gênio de dragão. Só vivia de dar surra, porteiro, mal coração. Mas tudo o tempo termina, nos dias um velho rifão. O leitor aqui eu vou deixar o velho e a donzela. Para mudar o assunto, depois eu falarei nela, e falar sobre o rapaz que gozou o amor dela.

O portal do leitor, amigo, vou te peço que não se cansa. Que sobre o moço Jonatas, vou dar um pequeno lance. Contos todo o drama que está em meu alcance.

Jonatas, um pobre moço que em Moxotó eu morava. Por causa da grande seca, o rapaz se apertava. E como era solteiro, sua vida lamentava. "A zona grade da Bahia, um sofrimento é profundo. Não tenho roupa nem pão neste sertão vagabundo. Quero sua permissão para viajar pelo mundo, e peço a Deus que me abençoe."

"Oi, que amanhã eu vou embora, peregrinar para esse mundo com fé em Nossa Senhora, atrás da felicidade ou errado é muita fora."

E no outro dia, Jonatas, às quatro da madrugada, se despediu saudoso da família idolatrada. "Sei que eu viajo e ouvindo o canto da passarada." E o sertão daquele tempo era cheio de travessia. Jonatas, sei que eu viajo na madrugada sombria. O tigre pela caverna de vez em quando o premia.

Viajou 14 dias com recordações fatais. Não saía da lembrança os carinhos paternais. "Do meu Engenho Mata Escura, foi vendo os canaviais."

Jonatas ia caçando com fome, sede, calor. Pediu para descansar na casa de um morador. Do Capitão Xavier, o tigre devorador. Diz o velho: "Pode entrar e descansar da fadiga. Vou mandar a fazer o almoço para encher sua barriga. E o que anda à procura, lhe peço por Deus me diga."

Jonatas Dias, meu velho, minha condição faz tor. Sou um pobre morador do sertão de Moxotó. A seca lá este ano deixou os pobres e a procura de serviço. Há dias venho viajando. Diz o velho: "Aqui tem muito mais, eu vou lhe avisando. Aqui o nosso patrão é um cascavel fumando. O engenho está morrendo, temos serviço à vontade, mas o capitão é brabo, bruto, isso sem piedade. É chefe dos cangaceiros, rei da perversidade. Sem ele, uma filha moça, tão linda quanto uma flor, tem um corpo desenhado pela mão do Criador. Conta 19 anos e não conhece o amor. Portanto, meu caro, moça, você tem o espírito forte. Vai lá e peça serviço e enfrente a própria morte. Não espere a ordem de Deus, tudo depende da sorte."

Se despediu do velho. Jonatas logo marchou. E no pátio da fazenda, o capitão cercou com um grupo de bandidos. Desta forma falou: "Que viver neste engenho?", perguntou o capitão. "Tem assombrado o perdido? Qual a sua profissão? Tem coragem de brigar? Responda se brigou, não tem vem perdido."

"Acertou com a casa da desgraça. Se for mole, apanha e acha tampa para sua cachaça. Se for bravo, vai brigar até subir na fumaça."

Jonatas virly respondeu: "O capitão, vem no perdido. Ando atrás de serviço, que venho desprevenido. Mas encontrando a desgraça, desgraça qualquer bandido. Eu sou pobre, não tenho nada neste mundo o que perder. Chegando a sorte mesquinha, posso matar ou morrer. A minha volta para macho é para botar para derreter."

"E se você quer trabalhar", disse assim o capitão. "Siga para aquela barraca, depois dormir do meio-dia. Então venha trabalhar, que eu quero ver se você presta ou não."

E desse dia por diante, de com ele trabalhando, o velho bem satisfeito do moço ficou gostando. Mas o chá do capitão já estava cinco anos. É porque a filha do velho, todo dia que passeava de casa para o banheiro, que Jonas encontrava um sorriso amoroso, era para ele soltava.

[Música]

O Jonathas desconfiou, vendo aquela arrumação. Aquela jovem tão linda, quase rica de milhão. Olhou para ela sorrindo, e ela em uma mangação.

E no outro dia, Jonas seu trabalho começou. Mauricéia foi no banho quando por ele passou. Tirou um cravo do seio e para ele jogou. E a moça voltou do banho, o Jonathas foi perguntando: "Senhorita, as minhas frases, peço que vá desculpando. Me diga o que é que tenho da senhora está mancando?"

"Eu sou um pobre peregrino, não tenho roupa nem pão. A senhora educada, tem riqueza e posição. Portanto, eu não sou palhaço para cerveja e mangação."

"Eu disse: 'Eu tenho riqueza, mas tu és merecedor. O teu nobre coração que do ouro tem mais valor. O dinheiro compra tudo, porém não compra o amor. Meu coração vive trêmulo, minha alma alucinada. Meu amor está em jogo, a minha vida arriscada. E não casar contigo, morrerei suicidada.'"

"E ir para casar-me contigo, em frente o qualquer rigor. Desobedecia razões, luto seja com quem for. Minha alma vive presa nos laços do teu amor."

Disse o moço: "Mauricéia, o teu pai orgulhoso, tenha egoísmo e brasão, muito mori criminoso. E eu pedi tua mão, o combate é rancoroso."

Ela disse: "O teu amor do meu peito nunca sai. Meu coração que ordena, o que vai me pedir a papai, que perante o nosso amor, o orgulho dele cai."

"Eu disse: Jonathas, eu quero um revólver e um punhal, munição suficiente para um combate geral, que vou enfrentar seu pai, aquela fera brutal."

Oi, Mauricéia trouxe as alma teu a sua noiva e amigo. Dizendo: "Tome cuidado quando entrar em perigo. Vai me pedir a papai, e em tudo conte comigo."

E no outro dia cedinho, Jonathas apareceu. Botou o punhal na cinta e o revólver. E no outro dia cedinho, Jonathas se preparou. Botou o punhal à cinta e um revólver em valor. Bateu na porta do velho, e ele se apresentou.

Jonathas, ao do velho, aquela fera terminada. Disse o moço: "O capitão, o meu pedido decida. Venham lhe pedir a mão da sua filha querida."

O dito Capitão bandido, porque professor, professor, diz assim: "Ela deu-lhe a ousadia para tu ver pedir a mim. Se foi mandado por ela, vamos todos os dois leva a fim."

Disse o moço: "O capitão, pois eu vou lhe avisar. Se tentar bater em mim, Jonathas vai lhe mostrar como é que faz defunto, que um trem nunca é de um treino carregar."

O capitão no alpende, numa sineta tocou. Zé dentro e três cangaceiros, no momento, no mesmo instante, chegou. O Capitão Xavier, por esta forma falou: "E todo dia arma na mão, me pega em este safado, que eu vou mostrar ali a empresa de um capitão honrado. Zona tarde, esse velhinho vai pegar o bonde errado."

Nesta hora, o capitão investiu da capoeira. Jonathas, com revólver, fez pontaria certeira. De Hubble 14 cadas com a rajada. A primeira é um cabra para ativar ele e para matar sagrado. Jonatas negócio corpo, meteu o punhal de lado, que o Bob do bandido veio na ponta pendurado.

O velho gritou: "A fãs e pega e este falta nas!" E Jonatas de lutar já não aguentava mais. Com quatro horas de luta, amarraram o bom rapaz. E o capitão botou ele numa prisão amarrado, para no dia seguinte o almoço ser arrastado morto, e depois no açude, para sempre sepultado.

A leitura aqui eu vou deixar Jonathas por um instante, sofrendo barbaramente da prisão horripilante. E vê como Mauricéia pode faltar seu amante. Ela viu o pai botar as chaves no gavetão. Depois saiu para a sala, ela prestou atenção. Espreitou até roubar todas as chaves da prisão.

E às 11 horas da noite, a jovem se previniu para ir cortar Jonatas. Abriu a porta, saiu embrulhada numa capa, e o velho não pressentiu. O oi, Mauricéia exclamou, olhando a noite sombria: "O meu Jesus, ajudai-me nesta triste romaria. Será que meu Jonatas já dorme na lousa fria?"

Cupido, Deus de Amor, ouviu a voz da novela. O morreu o Deus da do Sono, um pernil sentinela. A jovem entrou na prisão, e o guarda não viu ela. A força EA penetrou na prisão, a depilante, aonde estava Jonathan no sofrer agonizante. A jovem cortou as cordas dos braços do seu amante.

E a jovem diz: "Jonatas, daqui temos que fugir. E de por teu santo amor, porque eu deixar de existir. Tá fala da sepultura, contigo eu e de unir."

Nesta palestra dos jovens na prisão, EA saído. Porém o negro deu fé e correu doido para mim, gritando: "Patrão, acorda! Mal isso aí ela fugindo!" E com os gritos do capanga, o capitão acordou. Segredo a tropa dizendo: "É a coisa agora danou-se. Vamos brigar 15 dias que eu bandidos soltou-se."

Da fôrma área do engenho, Jonatas fez a trincheira. O amparou a moça, logo fez pontaria certeira. Quando puxaram o gatilho, caía cabra de esteira.

[Música]

E com duas horas de luta, acabou sua munição. Velho gritou: "Avancem! Pega o bandido de mão!" Da cabeleira do velho, tinha 70 no chão. E o nego pulou em cima para está Goulart. O moço Jonatas o agarrou e disse: "OK, coloso, meu tio!" E o punhal por baixo, que encostou no pescoço. E o outro que tem gás, Jonas porém, e Rua botada. O moço pulou de dado e deu-lhe uma punhalada com uma força tão grande que arrancou-lhe almofada.

A tag ele o velho disse: "O velho, a cabroeira avançou para estrangular Jonatas, mas ele se abaixou. Eu com 10 cabras no chão, e ao velho aberto roll."

O Jonathas pegou na goela do Capitão Xavier: "Me dar a moça ou não dá? Diga se quer ou não quer."

O velho disse: "Meu genro, leve até minha mulher, e eu dou-lhe a moça. Meu genro, me solte por caridade, afrouxe minha com ela, tenha de mim piedade. Leve a moça, leve velha e tudo o engenho e propriedade."

A velha chega dizendo: "O meu genro, eu lhe considero. Só de um velho que o casório ele quer. Eu também quero. Depois de vocês casados, até na cama e o chá lero."

E o rapaz, tô do velho, e as lutas terminaram. Sepultar o que morreu, e na paz de Deus ficaram. Com 30 dias depois, os dois jovens se casaram. Casou-se a linda donzela, e a Jonathan se uniu no grande amor sacrossanto. Deus eterno os dirigiu. Estou assim é que Deus quer. A do Capitão Xavier, o egoísmo caiu.