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#36 THIAGO MARQUES - Disciplina vence talento, constância vence desculpa.

G3 TV52:51

Transcription

Fala, pessoal! Estamos ao vivo, direito na Rede. Meu amigo Álvaro Costa, tudo bem com você?

Tudo bem, Rodrigo. Terça-feira maravilhosa aqui com mais um convidado especial. Pode ficar à vontade para apresentá-lo.

Coisa boa. Antes de apresentar nosso convidado, não esqueça de ativar o sininho, de se inscrever no canal, no nosso canal Direito na Rede, meu amigo Álvaro Costa.

E tá lá no G3TV, tá bom, né? Segue lá G3 TV. Todos os podcasts do G3 Produções estão lá.

Coisa boa. E hoje um convidado especial, um advogado, um vocacionado advogado, mesmo tempo, Álvo, Álvaro, da minha da minha trajetória, na minha luta na advocacia.

Para ser advogado hoje, meu filho, tem que ser vocação! [risadas] Mesmo.

A coisa tá tão difícil, tem que ser vocação. Advogando e assim, advogando na área penal também. Perfeito.

E perfeito.

Fez aquela mudança.

Hoje, Thiago Marques, meu amigo, muito eh honrado com você aqui. Eu queria saber um pouco da sua história, como começou, né? O que te motivou a seguir na advocacia, se você tem algum parente na advocacia também. E eu quero saber também essa mudança na da advocacia criminal para advocacia eh específica, né, especializada em relação a o os médicos, dentistas.

Quem era o Thiago antes da advocacia?

Meu amigo Rodrigo Monteiro, Álvaro, agradeço o convite. Eh, já queria vir aqui conhecer o espaço e você conversou comigo. Então, hoje é uma noite aqui, Álvaro, e todos que estão nos assistindo para um bate-papo sem reserva de conhecimento, viu?

Coisa boa.

Vamos aqui bater um papo legal.

Tem uns aqui que chega cheio de reserva, viu? Então, [risadas]

Sem segredo. É bom você dizer isso, porque e essa aqui deve ser a pegada, né? a gente transmitir aquilo que a gente sabe, aquilo que a gente conhece para incentivar outras pessoas, né? Tem espaço para todo mundo.

Exatamente. Exatamente. Até porque a matemática do conhecimento, ela é um pouco diferente, mas ela é simples, né? Porque quanto mais você divide, mais você multiplica.

Mais multiplica. Perfeitamente.

Então é é o que nós vamos fazer aqui nessa nessa noite e dizer, Rodrigo, dessa satisfação que está aqui. E quem é Thiago? Você perguntou porque eu escolhi o advocacia. Então, na verdade, eu sempre pensei o seguinte: "Eu queria algo que fizesse, que a minha vida tivesse um sentido, né? Então eu pensei na advocacia sempre, desde pequeno fui sempre bom em resolver alguns problemas, ficava inquieto quando eu não conseguia resolver algo. Então isso também me levou à advocacia e escolher algo que eu gostasse de fazer, me trouxesse uma liberdade, que me fizesse estar presente também com amigos, família. Isso isso é muito importante. E a advocacia no início, ela não tem nenhum glamour. É preciso dizer isso.

Perfeito.

Né? Ela é quase que uma sobrevivência. Quase que uma sobrevivência. Então, eh, a gente estuda enquanto trabalha, aprende na prática. Ess esse é o início da advocacia. Agora, tem um detalhe, Rodrigo. A advocacia com o tempo, ela é sedutora porque ela nos desafia intelectualmente. Então, a gente trata com os dilemas da vida das pessoas. Então temos ali pessoas, famílias, empresas, negócios, dependendo da da nossa capacidade técnica, dependendo na nossa tomada de decisão. E aí a gente vai construindo aos poucos a nossa carreira, o nosso nome, mas também a gente vai construindo histórias.

E tudo é vida, né, Thiago? Ninguém chega para você com resolva aqui, cola essa essa xícara aqui, não. Sempre é um problema que envolve uma vida, né? É uma vida de trabalho, é uma vida eh de construção social, né, na na sociedade, etc. Não é, ninguém chega com para você, né, né, Rodrigo, com é só isso aqui, não.

Sem dúvida.

Sempre é a minha vida que tá nas suas mãos, né, como muitos colocam as mãos na vida do médico, né?

Coloquei, eu coloquei um dia desse no Instagram, né, uma foto falando que em tese, né, o cliente ali disse: "Olha, eu quero ali resolver um um problema criminal, é uma coisa simples". Aí eu coloquei lá até chegar a resolver. Tem tem um problema ali, tem uma audiência, tem um inquérito, tem, né, recursos, tem mesmo monte de coisa, inclusive a ansiedade do cliente, a ansiedade dele, né? Então assim,

É luta, né? É um caminho difícil. Muita gente tenta glamorizar ali na rede social, né, a advocacia, mas não é fácil. Inclusive, né, você que Thiago tem já estrada, sabe que até hoje a gente tem que se arrebentar, né, hoje com a inteligência artificial, processo digital, mudar essa advocacia artesanal para a advocacia digital. E eu queria saber de você, como é que você enfrenta esses desafios, né, da advocacia. Você tá falando aqui no dos bastidores em relação à questão de gestão de processo de pessoas.

Exato. Quando você me pergunta aí sobre desafios na advocacia, eu nem trago desafios na parte técnica. Eu trago que o meu maior desafio enquanto advogado, enquanto empreendedor, gestor de escritório, é justamente isso, implementar uma cultura de gestão dentro do escritório de advocacia, que é o que poucos advogados pensam.

Perfeito.

Não é? Então, criar essa cultura de produtividade, de controlar indicadores, de ter metas, micrometas. Então, a advocacia também é um negócio. Então, o maior desafio que eu enfrentei foi isso, entender a advocacia enquanto negócio, porque isso demorou um tempo, até destravar, até virar a chave, demorou um tempo, mas depois que a chave virou, a gente começou a implementar certas eh culturas, certas ferramentas dentro do escritório. Ou seja, a gente criou um ecossistema interno no escritório que nos fez aí galgar alguns resultados bem interessantes, né? E fazer com que a operação ela ela funcione de uma forma mais natural. E isso vai impactar lá na ponta, vai impactar no cliente, na experiência do cliente, no resultado que a gente consegue obter. Então acho que o eu penso que o maior desafio foi esse, entender a advocacia como um negócio.

E a advocacia criminal ainda você atua ou você deixou de lado e agora é só advocacia, né, especializada em relação a direito médico?

É advocacia criminal. Eh, eu eu tenho 15 anos de advocacia, mesmo tempo que você, né, Rodrigo? Mesmo tempo Rodrigo.

Nós nós viemos a mesma faculdade, acho que o mesmo mesmo período, só não na mesma turma.

Foi vizinhos, vizinhos, vizinhos.

Vizinhos, vizinhos. Eh, acredito aqui é até o mesmo tempo de OAB, acho que de 2010.

9580. É isso mesmo.

Início de 2010.

É isso mesmo. Então, eh, a gente tem teve muito tempo eh maciço, inclusive a atuação do direito criminal. Continuamos ainda, mas fizemos um, nós agregamos, na verdade, a toda a experiência, o know-how que a gente sempre teve lá no escritório em outras áreas também, principalmente a área voltada para o direito médico, odontológico, trabalhar aí com visão de negócio para empresas, clínicas, consultórios, os próprios profissionais liberais também. Então, trazer essa vivência, essa bagagem toda. Eh, temos logicamente processos criminais, temos processos também, mas também voltado a uma gestão interna de produção e elaboração de documentos, estrutura contratual, treinamentos de clínicas e e consultórios. E a experiência do criminal, ela agrega muito, até porque existe também os processos administrativos, né, a os processos éticos profissionais, que eles possuem basicamente os mesmos princípios ali do direito criminal. Então, a gente traz essa bagagem e mescla uma atuação com a outra.

E não só isso, né, também hoje tudo é é é eh erro médico, né? Tem aquela história do do erro médico, né? Eh, nessa nessa busca aí pela perfeição, né? Eu acho que os médicos, eh, aqueles que, que trabalham nessa área também devem ter, devem estar sofrendo muito também. Hoje quando não a cliente, vamos dizer assim, a paciente, melhor dizer, não alcança o resultado esperado. Tem tem tido muita demanda nessa nessa situação.

Tem inclusive os entendimentos vindo até de tribunais superiores sobre até aquela obrigação, a gente fala muito sobre a obrigação de meio, obrigação de resultado, né? Então, quando se trata de estética, tem tem se discutindo muito a obrigação de resultado. E aí, onde é que tá o X da questão? ou o médico e a clínica, né, os dentistas, cirurgião, os dentistas se organizam internamente para ter uma documentação robusta para prestar um serviço, senão ele vai ficar desguarnecido lá na frente, porque hoje e a gente tem visto pacientes com opiniões irreais de como vai ficar, principalmente na questão estética. Então é preciso trabalhar com muito cuidado que a gente trabalha com o sentimento do outro, sentimento do paciente, muitas vezes como ele se vê no espelho. Então eh essa base documental é justamente onde a gente trabalha, faz um treinamento interno até para ensinar e e demonstrar como tratar o paciente internamente para minimizar justamente esses riscos que hoje é uma realidade.

E aí me diga uma coisa assim bem rapidamente se você lógico entrar em tudo, né? adentrar em tudo. Mas o que é que os médicos e as clínicas precisam eh eh fazer para evitar determinados processos? Você já deu um feedbackzinho aí da questão de documentação?

Exato. Exato. Primeiro de tudo, nada de documentação genérica. Quando eu falo de documentação, eu falo de contratos. Contratos genéricos, termos de consentimento. O que é um termo de consentimento? Por exemplo, você vai fazer um procedimento médico, estético, odontológico, você precisa saber quais são os riscos, quais são as alternativas, quais são a os objetivos daquele tratamento. Então, isso precisa ser muito bem explicado. Então, eh, nesse cenário, o paciente precisa entender todo o cenário do procedimento que ele vai participar, que ele vai ser se submeter, por exemplo.

E é bom documentar cada etapa, né?

Cada etapa. Então, o prontuário muito bem preenchido, ele é primordial, porque hoje em dia o prontuário médico, ele é o principal documento, a principal prova em qualquer processo judicial.

Fotografias é importante também nesse

Fotografias antes de depois saber como documentar, instruir o próprio prontuário com esse tipo de documentação é primordial. Inclusive também tem outra questão, a parte da publicidade médica também tem sido muito questionado isso aí nos conselhos como na advocacia também.

Perguntar advocacia igual advocacia.

Na advocacia. O Ted na.

Aqui vez quando Ted aqui na minha porta do meu escritório querendo fechar G3.

Tem muito advogado aqui. Tem muito advogado [risadas] aí nesse rost aí.

Mas na publicidade também. Como fazer um antes e depois, por exemplo. Então existe normas internas do do Conselho Federal de Medicina que disciplina isso, que normatiza.

Eu pensei que não não existia isso.

Não existia. Existia. Existia. Não existe, existe isso. Então, só que muita publicidade é feita ainda de forma irregular, talvez por falta de conhecimento. E aí esse trabalho preventivo e aí onde eu falo, Rodrigo e Álvaro, que a advocacia ela vem mudando e vem e eu sou muito eh ferrenho na na advocacia preventiva e não ser só reativo.

Perfeito.

Ou seja, a gente tem que prevenir o risco e não só combater.

E cobrar por isso.

E cobrar por isso. Exatamente. Até porque se a gente prevenir risco, a gente a gente consegue fazer com que a clínica ou o consultório ou o próprio cliente se organize melhor. Comp, né?

Que é o complicidade, que ele não deixe dinheiro na mesa, que ele fatura mais. Então tudo isso envolve a nossa atuação.

Coisa boa.

Ô Thiago, tinha um caso marcante que mudou a sua visão eh sobre o direito, caso marcante assim ou criminal ou já nessa sua nova atuação.

Rodrigo, eu costumo dizer que não um caso específico, mas os primeiros casos da minha advocacia são os mais impactantes, né?

Exatamente. Por que eu digo isso? Porque a gente entra no mercado de trabalho, recém-advogado, verde, vai para uma audiência, constrói uma tese e aí nós temos em nossas mãos ali a as dores de um cliente, de uma empresa, de um negócio. A nossa capacidade de tomar certas decisões vai impactar também naquele cenário. Então isso fez a minha visão mudar logo no início, né? Até porque na no cenário da advocacia ninguém vai construir a nossa carreira por nós, a gente que tem que construir. Então tem muito desafio nesse sentido. Então eu entendo que não foi um caso específico, mas esses primeiros casos já me fez mudar a a visão que eu tinha da própria advocacia.

Chavinho.

Me diga uma coisa. Hoje processos, vamos dizer assim, contra médicos tem aumentado consideravelmente?

Tem aumentado.

Não é a mesma coisa de 10 anos atrás.

Não é a mesma coisa. Tem aumentado. Inclusive alguns estudos do próprio CNJ agora de 2025, mais de 680.000 processos voltados à área de saúde aí no no geral, né, que envolve tanto questão de medicação também eh eh processos contra médicos. Uhum. Procedimentos também eh tem aumentado. A área de estética também está muito em alta, tem algumas especialidades eh GO também é muito demandada na justiça, então isso tem aumentado. E outra coisa também, os pacientes estão cada vez mais informados. Nós temos aí as redes sociais, as mídias, então os pacientes estão buscando mais seus direitos também.

Inteligência artificial também, né?

Inteligência artificial, com certeza.

Falou em inteligência artificial, eu lembrei agora que a a telemedicina tem impactado muito aí na na nessa área médica aí.

A telemedicina tem facilitado muito a vida dos médicos e mas isso não quer dizer que o médico ele tenha menos cuidado na telemedicina do que no atendimento presencial. Eu entendo até que é um cuidado redobrado na telemedicina, porque ali existe a proteção dos dados, como você vai proteger aqueles dados sensíveis, porque você está numa chamada, como você vai armazenar determinados tipos de documentos, né? Hoje tem muito documento digital se o médico vai ter ou não plataformas que garantam ali a a idoneidade, o sigilo mesmo da de dos documentos. Então, eh, tudo isso tem que ser pensado atualmente.

Ô, me diga uma coisa, eu sou eu, eu vou advogar na área médica, tá?

Você quer entrar na área médica? Rapaz, você.

Eu tô olhando para ele aí, uma camisa bonita, umas gravatas, rapaz, gente, todo malhado aqui de.

Você já quer, Bárbara, tá bem, Bárbara, você não veio hoje, Bárbara, tá vendo? Ovvio, já quer ir pra sua área também, vendo.

Rapaz.

Aí, me diga uma coisa assim, o advogado precisa entender de medicina para trabalhar com direito médico?

Eu digo que o advogado não precisa, não tem que entender só de só de direito, né? Tem que entender um pouco de tudo. E aí envolve negócios, porque quem trata com clínicas, com consultórios, trata de empresas. Mas não só isso, existem muitas normas internas dos conselhos que elas são determinantes nas discussões de cada caso, seja através das resoluções, seja através dos pareceres técnicos, né, do dos próprios conselhos. Então, é uma visão que a gente sai um pouco da da visão de processo em si e vai mais paraa visão interna de assuntos internos, como o próprio conselho entende aquele assunto. Então, eh, caminhar nesse cenário, ele vai facilitar muito e logicamente os estudos científicos, né, eles ajudam bastante na construção de uma defesa, na construção de uma tese, de um argumento, porque o nosso papel é é o quê? eh convencer, né, logicamente com base com estrutura.

Então, eh, mais ou menos nesse caminho. A a ausência de de comunicação adequada, assim, influencia influencia muito, eu tô falando com com o paciente, médico paciente, influencia muito na na judicialização de processos?

E influencia bastante, porque é o seguinte, a comunicação, quando a gente faz o serviço interno com os nossos clientes, então a gente bate muito na tecla comunicação, não é só explicar, é fazer o paciente entender. E não só isso, é documentar, porque caso lá na frente precise comprovar, precise provar que aquele paciente ele foi informado, ele entendeu, a gente precisa documentar isso no processo, porque apenas palavras vazias, elas não vão servir para provar.

Então, a comunicação, a gente tenta eh extrair os ruídos de comunicação, né? estabelecer um script, um cronograma, processos, métodos, inclusive de comunicação com o paciente para que o serviço, o procedimento médico, o protocolo, ele transcorra de uma forma mais natural possível.

Porque uma coisa, né, né, né, Thiago, eh o camarada chegou lá, tem que ser eh operado, né, tem que passar por uma cirurgia de emergência. Ali a gente não vai discutir nada, né, ou passa ou né, chegou acidentado, vai ou faz ou não faz. Então, raramente vai haver alguma discussão desse tipo, mas eu quero mudar meus dentes. E aí chega lá o médico não dá, não dá para fazer esse procedimento, né? Acontece muito. E o paciente fica lá, o médico não, mas eu quero, mas não vai dar. E termina muitos médicos cedendo e fazendo. Eu acho que em sua maioria pode dar até errado, né? E aí também na área estética, eu quero mudar aqui o nariz, não sei o quê e o médico. Não, esse procedimento não não serve para você, mas eu quero fazer o procedimento que fulana passou. Ah, abdominoplastia, não sei o quê. Tem, tem um monte de coisa aí.

Você entende?

E às vezes é, e às vezes entende um pouquinho. E às vezes,

Hein, Rodrigo, entende?

O médico acaba cedendo e fazendo aquilo que o paciente quer e aí sai alguma coisa errada. Pode ser durante e pode ser o pós, né? Pode ser o pós. E aí, como é que fica aí?

Isso é faz parte da nossa pauta de discussão, inclusive isso aí, porque os pacientes, muitos deles chegam com a com expectativas irreais. Eles chegam, eu quero o nariz da modelo fulana de tal.

Sim.

E aí é um problema. O médico também não é obrigado a fazer o o cirurgião dentista fazer um procedimento eh se aquele procedimento não é indicado ou se ele não vai atingir o resultado ali esperado. Então isso acontece bastante.

Aí é onde entra aquela discussão que você falou antes, né, do do fim, né, obrigação de.

Exatamente. Se o médico cede a uma, não vou falar de chantagem, um capricho desse, então ele vai correr sérios riscos, porque aí a gente já começa a perceber que é um paciente eh eu vou colocar entre aspas, mas um paciente problema, porque se o início da relação, que a relação paciente médico é igual a relação de cliente e advogado, uma relação de confiança e ela já começa dessa forma, ela já começa abalada, já começa com imposição. Então, o que é que eu aconselho? Não faça certos tipos de procedimentos se você não se sentir, ou seja, se o médico não se sentir confortável para fazer aquele tipo de procedimento. Ah, Thiago, vai recusar o paciente? Sim, não tem problema nenhum. Documenta inclusive a recusa.

Entendi.

E ainda sugiro que documente.

É porque ainda tem deles que vai sair, vai dizer assim, né? Vai cobrar de repente um dano moral porque o médico não quis atender ele daquela forma. Foi mal, né? Mal atendido, entre aspas. Ela ainda tem essas situações também que tem que tomar cuidado.

E aí é importante de documentar.

É, essa documentação aí é importante mesmo mesmo. Essa dispensa é importante a gente deixar.

Sim.

Sim.

Thiago, e o que te motivou, né, a escolher essa área que você não atuava nessa área, né? Eu acho que você vem atuando agora nessa área de maneira, né, mais eh incisiva. O que te motivou? você eh tem alguma um parente, um amigo que disse: "Olha, Thiago, essa área é boa, tem um nicho de na área do direito. O que te motivou a realmente seguir essa área?"

Uma das coisas, Rodrigo, Rodrigo, que eu sou um frequentador assim do hospital, [risadas] vamos dizer assim, eh, eu já fiz umas cinco cirurgias.

É mesmo, bicho. Sabia não.

Pois é. De estética foi.

Não. [risadas] Quase 40, quase 40, mas ainda não.

A patroa tá ali, tá olhando.

Quase 40, mas ainda não. Mas assim, eh, e eu sempre fui muito bem atendido, né? Então, as minhas experiências, seja com médico, com enfermeiro, sempre foram muito boas, né? E até um ponto que eu comecei também a atuar e aí na parte empresarial para a clínica, fazer a toda a gestão interna, comecei a atuar em alguns processos para o próprio médico e comecei a me familiarizar com isso e fui tomando gosto pela situação. Então eu entendi que aquilo ali era um cenário que eu estava gostando de fazer, sabia fazer e fiz justamente essa essa transição, não é? Então a bagagem do criminal, ela ajuda bastante, ajuda de forma eh eh eh bastante natural, principalmente para tratar de alguns assuntos eh eh mais internos, mais sigilosos, tal. Então tem ajudado bastante. Então foi mais ou menos isso que me fez ir para para o direito médico.

Coisa boa, Ralvinho. Vamos chamar o intervalo. Intervalo.

Nosso diretor já falou ali.

E quem manda quem manda é ele.

Manda quem pode. Eu acho que tem juízo. Ju.

Daqui a pouco voltamos com Thiago Marques.

Oferecimento Loucos por Coxinha.

Fala cliente Hop. No giro Hop de hoje, nós estamos aqui na [música] cidade de Porto Calvo. Venha conhecer com a gente todas as belezas, as instalações dos nossos escritórios, nossas [música] promoções e também todos os nossos serviços, tá bem? Vem com a gente. [música]

Olá pessoal, tudo bem? Meu nome é Emily, sou recepcionista aqui de Porto Calvo. Nós ficamos localizados aqui na principal da cidade, na rua Boa Vista, quase em frente ao banco Cred Amigo e a Ótica Visão Nordeste. Aqui no escritório nós entregamos carnê impresso, entregamos a segunda via, recebemos pagamentos também em espécie, [música] damos suporte necessário caso o cliente esteja com lentidão. Fazemos upgrade de planos também, caso você queira mudar de planos. Então você cliente que é de Maragogi, Paratinga, Matriz ou até aqui mesmo na cidade de Porto Calvo, não hesita em vir ao nosso escritório, precisou de uma ajuda, precisou de um suporte, pode vir aqui que a gente vai lhe auxiliar, vai lhe ajudar em tudo que vocês precisarem. [música]

[música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]

O por dele foi terrível, cara. Ele não deu assistência nenhuma. Se fosse por ele, ela tinha morrido.

Fala pessoal, voltando com Direito na Rede, meu amigo Álvaro Costa.

Deu tempo nem comer não, meu amigo. Intervalo apro da rede. Tenha calma.

Comer coxinha tempo. Melhor coxinha.

Vamos fazer aqui, né?

A melhor coxinha. Loucos coin.

Do Brasil. Loucos Coxinha. Aqui ó, nosso parceiro Rafa. Show de bola.

E Rodrigão, agora tem o Zé Smash também, viu? Zé SM, o melhor hambúrguer SM de Maió, fica lá na roda gigante, viu? Vão lá conhecer do lado coladinho. É Coxinho e o Zé Smchre, os dois estão lá e a gente também tá indo lá conferir sempre.

Meu parceiro Flávio passa aí. Rupi Telecom, Nova Livraria.

E Monteiro Rente.

Apenas. [risadas] Rupi Telecom. Alvinho, muito abraço pro pessoal da.

Vamos lá. Um abraço para Rup Telecom, vocês que sempre estão com a gente aqui. Se não fosse vocês, esse podcast não chegaria na casa dos nossos telespectadores. Olha como eu falei bonito. Me diga uma coisa, T. Estamos voltando. Seus clientes, quais são? São a maioria são médicos ou odontólogos ou os dois ou como é que é?

Os dois. Aurora nós temos basicamente a.

Odontólogos também.

Enfrentam muitos processos, muitos judiciais, precisam de uma tem um todo um trabalho preventivo. É importante esse trabalho preventivo.

E eu digo que eles precisam antes de tudo entender a importância, não é pensar: "Ah, nada aconteceu comigo até hoje, então eu vou deixar isso aqui para resolver depois". Esse é o grande erro.

Entendi. Aí veio até outra pergunta agora na minha cabeça. Você falou isso.

É mais barato eu ter uma advocacia preventiva ou chamar o advogado na hora que eu tô complicado? [risadas]

Porque muita gente só quer só quer o advogado na hora que tá no o bicho tá pegando. Aí agora eu quero um advogado.

É caro.

A a prevenção ela sempre vai ser menos custosa. Sempre vai ser porque você vai mitigar riscos, mitigar erros. Porque depois que o problema acontece, a agir de forma reativa é muito mais custosa do que forma preventiva. Então, implementar isso de forma preventiva nos seus negócios, eu digo isso no geral, né? para quem é empreendedor, para quem eh atua sozinho, inclusive tem que pensar nisso, na organização interna, na organização preventiva.

Thiago, e assim, eu, graças a Deus, tem um Thiago na minha vida lá no escritório, meu sócio Tiago Sampaio, um abraço.

Pronto, o Thiago lá.

Obrigado. Foi. [risadas]

Você tá com essas declarações aqui ao vivo.

Vou ligar até para ele depois daqui. [risadas] O Thiago é o gestor de processo, pessoas, é o cara que organiza o escritório. Eu sou marketing, eu sou a venda, né? Eu fico lá na banheira para fazer um gol. E você, Thiago, você atua, né, sem sócio. Então, como é você gerir pessoas, gerir processos, pensar em mudar ali, né, da advocacia criminal para uma advocacia preventiva, área direito médico? Como você fez isso? Como você mudou? E eu acompanho suas redes, suas redes sociais. Você sempre está se atualizando, viajando ali no avião, indo, você é a patroa indo lá para para São Paulo. Então assim, como é que você realmente mudou a advocacia?

É, para fazer essa mudança, isso foi muito discutido internamente junto com Kelly, inclusive, porque não adianta a gente pensar em mudança se a gente não organizar a casa, né? Então, eu pensei primeiro em organizar uma cultura muito bem sedimentada dentro do escritório, porque quando você tem uma cultura bem alinhada, tudo que foge daquele cenário, você consegue mitigar, consegue controlar, consertar e o que você não consegue consertar, você elimina. Então a gente implantou uma cultura muito forte dentro do escritório e aí com a cultura focada na transparência, focada na produtividade. E aí quando eu falo em produtividade a gente começou a implantar indicadores, os KPIs de gente, ou seja, indicadores chave de desempenho, porque o que não é medido não pode ser controlado. Então isso fez muita diferença. Isso na organização interna. Cultura de feedback, a gente começou a implantar lá no escritório, fez uma diferença enorme, porque quando a gente consegue mapear, colocar todas as reuniões, e aí a gente tinha reunião diária, reunião semanal, reunião quinzenal e reunião mensal, você ter ideia, então a gente consegue sempre voltar no assunto, ver o que foi discutido, o que foi alinhado para a outra semana, saber o que foi alinhado foi cumprido ou não?

Perfeito. Perfeito.

Sabe quando você começa.

Metas. Tinha metas.

Metas, micrometas.

Perfeito.

Então era sempre indicador, meta, execução. Indicador, meta, execução. Então isso foi o que eu pensei de estrutura. E logicamente o as conexões que a gente começou a fazer nas viagens, na nas mentorias, nas assessorias externas, foi algo que eu não consegui encontrar aqui. Eu tive que sair para buscar fora. Então, a gente vem participando de alguns programas de gestão, programas de de negócios, programas e assessorias focada exclusivamente também na advocacia, né? É porque a gente pensa no advocacia boutique, não advocacia de massa. Então, na advocacia boutique é uma abordagem com cliente totalmente diferente. Então, um, se eu puder dar uma dica aqui de livro, inclusive para quem pratica a advocacia eh boutique, leia o livro Spincelling. Não sei se vocês já leram, mas é um um ótimo livro que ele ensina a a abordagem com os clientes e a forma de fazer perguntas. Saber fazer pergunta faz muita diferença.

Show de bola.

Faz muita diferença na venda, no fechamento de de contratos, na experiência do cliente, no pós-venda. Então, a gente implementou tudo isso. Então, foi aí que aconteceu a virada de chave.

Ô, Thiago, como você enxerga a tecnologia no dia a dia da advocacia?

A tecnologia na advocacia já é uma realidade há há um tempo, não é? Inclusive a a com a chegada da inteligência artificial, né, que muito se fala, a inteligência artificial vai substituir o advogado.

Perfeito.

Eu digo que não.

Já tá substituindo alguns ministros aí, né? Eu [risadas] digo que a tecnologia, inteligência artificial, ela vem para substituir atividades repetitivas, por exemplo, análise de dados,

Agilizar na.

A velocidade na tomada de decisão. Aí sim, mas a inteligência artificial ela não substitui liderança. Sabe por quê? Porque ela não é responsável por aquilo, ela não assume responsabilidade. Então o controle continua com humano.

Perfeito.

E nem substitui o seu intelectual, né, cara? Ou seja, muita gente para de estudar, para no tempo, para de se aperfeiçoar, para de se especializar, achando que vai ter ali uma ferramenta que vai fazer tudo por ela, né?

É, exatamente. Então, eh, lá no escritório, por exemplo, nós temos, você perguntou, falou sobre equipe, né, sobre time, eh, nós temos um time não humano lá no escritório. Nós criamos agentes de inteligência artificial que trabalha pro escritório, como funcionários, por exemplo. Então, criamos a a alguns agentes de inteligência artificial, alimentamos o cérebro dele para determinados segmentos e a gente consegue com um bom prompt, por exemplo, instruir e ele vai fazer ou vai ajudar, pelo menos, vai otimizar o nosso tempo em 80% na produção, na produção de algum de um de um conteúdo técnico, por exemplo.

Então, essa equipe não humana, ela tem feito uma diferença muito grande lá no escritório. E como foi que você mudou essa sua mentalidade? Porque assim, eh, você da mesma época, né, lá de 2010, no comecinho lá de 2010, 2009, ninguém eu, ninguém sai da faculdade, né, sabendo gestão de processo de pessoas, marketing jurídico, não aprende nada. Na verdade, você é aprovado um exame de ordem e aí vai pro mercado de trabalho. E o primeiro podcast gravando aqui em Direito na Rede, eu entrevistei o Thiago Sampaio, meu sócio e o Bruno. E eu falava muito isso, que quando a gente tinha um escritório na no farol na Rui Tatiaia, eh, eu lembrava, eu tava lembrando que assim, eu ficava no escritório lendo o livro e esperando o cliente entrar. E às vezes vinho entrava, olha, entrava o carteiro, meu amigo, quando ele batia ali, era uma alegria. Primeiro cliente chegou tal.

Deixando a conta da energia. [risadas]

Mais conta, mais conta, mais conta, mais conta. Então assim, na advocacia tem muito romantismo. Ah, você tem que gamar a liberdade, né? Aquela frase do Rui Barbosa, legalidade, liberdade são as tábuas da vocação do advogado. Então assim, você não sabe vender, você não sabe gerir pessoas, você não tem uma habilidade para vender. Então assim, como Thiago, né, começou a mudar a mentalidade, começou a apostar mais, começou a fazer uns cards mais profissionais, né, como você realmente teve o momento de dizer, olhe, a advocacia artesanal tem que ficar um pouco para pro lado de lá, eu tenho que ir para advocacia digital empreendedora. Como foi essa mudança da advocacia empreendedora e digital na sua vida?

Né? Eu sempre fui um cara muito curioso e sempre busquei novidades. Só que chega uma hora que a advocacia, pelo menos aconteceu comigo, ela estava batendo num teto de faturamento, vamos falar assim, e eu não conseguia evoluir. E o que é que eu pensava? Pera aí. Se tem advogados, escritórios fazendo o que eu faço e conseguindo, né, desempenhar, escalar, crescer, tem alguma coisa que eu não estou fazendo. Então, eu comecei a buscar justamente por por assuntos, por conexões, né? Porque conexões humanas é o que move o mundo. Eh, entendi que CNPJ não fecha contrato, quem fecha contrato é pessoa física, é o dono.

Perfeito.

Então, comecei a me inserir em alguns cenários, em alguns lugares, conhecer algumas pessoas. Então, isso fez a também a minha mudança de mentalidade, porque tudo é um ambiente, né? Então hoje nós vemos o ambiente muda, o mercado muda, a tecnologia muda e a gente precisa mudar também. A gente precisa buscar novos cenários, buscar novidades, porque nós precisamos ser parte da solução para os nossos clientes. Então a a essa nossa mudança de mentalidade partiu muito disso, dessa inquietude de querer fazer algo a mais. E para isso eu tinha que buscar e eu fui buscar. E outra coisa, quem não vende na advocacia pode ter certeza disso que vai fechar o escritório. Escritório de advocacia que não vende, fecha. É uma empresa, você precisa vender. Você não pode se preocupar apenas com o intelectual, com o operacional. É preciso também entender de marketing jurídico, entender em relação à gestão de pessoas, de processos, de vendas. O operacional é importante, mas o escritório que não vende, ele vai chegar o momento que vai fechar.

E já, né, complementando em relação ao marketing jurídico, como é que você começou a estudar, começou a ver que precisava, né, eh, entender em relação ao marketing jurídico, precisava vender, como foi que mudou isso aí, como foi que você iniciou em relação ao marketing jurídico?

Nós temos a regulamentação na nossa profissão, né, pelo provimento.

Mas eu sempre encaro as as coisas de uma forma positiva, com uma visão positiva e não negativa. Eu nunca pensei em marketing como uma dificuldade, ah, não posso fazer isso, não posso fazer aquilo, não. O que eu posso fazer, eu vou fazer, sabe? Então, primeira coisa, comecei a a pensar o meu ICP, quem era o meu cliente, quem é o cliente ideal que eu preciso, como eu posso me comunicar de forma assertiva com ele, quais são os lugares que esse potencial cliente eh eh anda,

Como ele vive, como ele.

Como ele vive, qual o restaurante que que que ele utiliza, qual o esporte que ele pratica? Então, comecei a entender isso e implementar isso no marketing, porque com isso você tem uma comunicação mais assertiva, você consegue mais levantadas de mão, por exemplo. Então, quando você consegue uma levantada de mão no Instagram, no conteúdo que você faz, então o seu fechamento de contrato tá muito mais próximo, porque você direcionou um conteúdo específico e você teve um retorno de um lead. Então aí você não pode demorar no atendimento, você tem que responder rápido, você tem que já levar o o cliente, esse potencial cliente para uma reunião, explicar o que você faz, qual é a solução que você tem para um negócio dele. Então eu penso marketing dessa forma. Você falou em vendas, eh, existe ali o conteúdo de topo de funil, eu quero difundir só tirar algumas dúvidas, tem eh conteúdo de de esclarecimento, mas tem o conteúdo lá de fundo de funil, você vai exatamente no ponto central ali da situação.

Ah, falando do marketing aí, eh, você ainda vê muitas barreiras por parte da ordem com relação ao marco. Tô perguntando isso porque, por exemplo, se você vai aos Estados Unidos, não são raros, né? Você começar aí, você já entrar no seu Instagram lá, você já mudou tal lá naquela rede e a gente vê propagandas mesmo, né, de advogados ou idosos, o cara dizendo assim, a cliente com o Dr. Rodrigo lá, Dr. Rodrigo garantiu para mim uma indenização de 30.000 filho, soltou meu filho.

Vi, eu vi vários, você vê vários outros nesse sentido lá. Eh, Dr. Thiago eh, garantiu para mim uma indenização por, né, por racismo, por danos morais de X e bota lá o valor de de $50.000. Aqui a gente não pode fazer isso, né? Você como é que você enxerga esse futuro, né, com todo esse instrumento que a gente tem hoje na mão, né? Tem um telefone na mão, tem o Instagram, tem outras redes sociais, logicamente, tem a televisão, tem etc. E o advogado ainda não pode ter um marketing mais agressivo, né? porque aí a regulamentação não deixa.

É, eu penso da seguinte forma, eh, lógico que aí é o um direito comparado, né, com os Estados Unidos, mas pensando a nível Brasil, a nível cultural do Brasil, então eu penso que deveria ser um pouco mais flexível, mas não tanto, né? Eu acredito que precisa ter regras, logicamente, para balizar ali a atuação profissional. Eh, hoje eu vejo muitos advogados esbarram na no resultado, né? Quer postar um resultado de uma decisão, não pode. Eu não vejo problema nenhum em postar um resultado. Não não encaro isso como um demérito para a advocacia, por exemplo. Mas eu acho que aí poderia abrir um um uma regra específica, mas e ainda dentro da da das quatro linhas da das regras do jogo, dá para fazer o marketing jurídico. Bem feito. Dá para fazer. Então, eh, nós como advogados, a gente consegue interpretar ali o que está na regra e estabelecer um modelo de se fazer algo.

Uhum.

Que se encaixe dentro daquelas regras.

Que dá para fazer. O que não dá, a gente tá dando murro em ponta de faca, né? E tá tendo problema com a ordem. Eu nunca tive problema com a ordem, com meus conteúdos, com meus conteúdos, por exemplo.

Então, acho que dá para fazer, poderia melhorar, mas dá para fazer o marketing. Quem não faz tá perdendo tempo, tá perdendo espaço no mercado, quem não é visto não é lembrado. E hoje as mídias digitais elas tiram a barreira regional, local, a gente fala pro Brasil e pro mundo.

Perfeito. E a advocacia ela é globalizada. Eu tem um livro que eu tô lendo da questão do eh do futuro da advocacia e fala muito isso, né? A globalização da advocacia. Então você tem que pensar nisso, na advocacia globalizada, advocacia global. E não precisa você morar em um lugar grande para ser grande. Você pode morar em um lugar pequeno e ser grande. E assim, Thiago, estamos chegando próximo ao fim. Eu queria que você falasse quais as habilidades essenciais para ser um bom advogado.

Para ser um bom advogado, Rodrigo Álvaro, eu acredito que a técnica é base, né? É a técnica é basilar, mas o advogado ele.

Chept não. [risadas]

A.

Diga: "Estudem, meus filhos, né? Estudem."

Mas, mas não só isso. Mas não só isso. O.

Especialize, né? Esteja sempre se aperfeiçoando, né? [risadas]

O advogado, o advogado precisa ter uma uma visão estratégica, entender que precisa ser criativo, entender que nem toda a solução se encaixa em outros casos, né? Ser ter adaptabilidade, porque o mercado muda constantemente, a jurisprudência muda constantemente. Então, a gente precisa se adaptar. Eh, advogado precisa ter uma cultura de produtividade e entender mais, e aí eu sempre bato nessa tecla, entender mais de gestão, entender a advocacia como um negócio, né? Eu acho que a, eu penso que a advocacia para o futuro, ela vai ser cada vez menos operacional e mais estratégica. E aí você precisa se comunicar melhor, porque se você se comunica melhor, você vende melhor, você fecha mais contratos, você consegue, você falou de se especializar, nichar, quem puder se especializar em nichar em um determinado público, isso vai garantir com que você seja mais assertivo na tomada de decisão, na vida do cliente, inclusive. Então, eh, para pra advocacia essas qualidades, porque aí você vai construindo justamente o seu nome, vai construindo história, né, e vai fazendo a diferença na vida das pessoas.

Ainda vale a pena advogar no Brasil?

Vale, vale, com certeza.

Com certeza. Ele, viu, Rodrigo? Pu, vale.

E aí, Alvinho?

É bom para quem tá aí na faculdade, né, saber disso, acompanha aí o nosso programa. E me diga uma coisa pra gente finalizar aí, onde é que as pessoas, onde é que os acadêmicos, vamos dizer assim, né, e até colegas novatos na profissão pode acompanhar o seu trabalho.

Bem, eu estou presente no Instagram, já me indicaram, façam. [risadas] O Instagram é @tiagomarqueslu. Eh, me sigam lá, compartilho conteúdos, tento compartilhar também a vida de escritório, vida de advogado, o dia a dia, a rotina, eh, rotina de produtividade mesmo, rotina pessoal, porque a gente precisa mesclar, né? Precisa.

ter vida pessoal, vida profissional. Exato. Exato.

>> Vive.

>> Porque assim, eu entendo que assim o não tem um equilíbrio, né? Equilíbrio é é papo de de assim de que não tem um propósito mesmo, porque a advocacia, os negócios, ele sempre vai ter momentos, você vai ter que se dedicar mais, né, em em algum projeto e outras vezes não. Então, eu vejo muitas pessoas com, ah, eu tô sem tempo. Quando a pessoa tá sem tempo, na maioria das vezes o problema não é o tempo, o problema é a falta de organização.

>> É questão, né?

>> E eu vejo também muitas pessoas, ah, meu dia não rende, eu tô assoberbado.

>> Então, se você está inchado na sua operação, isso é falta de uma estrutura. Você não tem estrutura.

>> Já estão.

>> Não é? E se você não consegue, por exemplo, passar, fazer aquilo que vocês pretendem fazer, falta planejamento. Então, o que é que eu faço hoje? Eu me planejo, eu me estruturo e me organizo e com isso eu consigo conciliar a advocacia e a vida pessoal.

>> Coisa boa.

>> Chegamos ao fim. Produtor já chegou ali.

>> Chefe é chefe, já mandou parado. Tá bom.

>> Senão ele aumenta o a hora.

>> E eu não posso deixar de esquecer os parceiros, sócios, amigos que você ficou com ciúme, viu? Quando eu falei de Thago Sampai, você ficou com ciúme? Não, porque toda vez que eu falo na minha, eu falo muito na minha esposa assim, quando cheg em casa já pergunta que foi que você fez de errado.

[risadas]

>> Aí eu achei que você tinha brigado.

>> Deix só existia ele, né?

>> Mandar um arroba para os sócios da G3.

>> Meu amigo Angelo Filho e parceiro de Panorama Político, viu?

>> E Thiago Sampaio.

>> E Álvaro Costa.

>> Thiago Sampaio.

>> Thiaguinho Sampaio que não veio, mas está acompanhando podcast.

Casa.

Tá em casa acompanhando. Não tiro olho, não.

>> Quero agradecer a todos que estão presentes.

>> Acompanha tudo nas câmeras.

[risadas]

>> Thago, obrigado pela participação. Show de bola. Muito sucesso na sua profissão e até o próximo episódio. Quem não ouve, não prospera. Thago Brunet. Forte abraço.

>> Oferecimento Loucos por coxinha.

>> Fala Client Hop. No giro hup de hoje, nós estamos aqui na cidade de Porto Calvo.

[música]

Venha conhecer com a gente todas as belezas, as instalações dos nossos escritórios, nossas promoções e também todos os nossos serviços.

[música]

Tá bem? Vem com a gente.

>> Olá pessoal, tudo bem? Meu nome é Emily, sou recepcionista aqui de Porto Calvo. Nós ficamos localizados aqui na principal da cidade, na rua Boa Vista, quase em frente ao banco Cred Amigo e a Ótica Visão Nordeste. Aqui no escritório nós entregamos carnê impresso, entregamos a segunda via, recebemos pagamentos também em espécie, damos suporte necessário caso o cliente esteja com lentidão. Fazemos upgrade de planos também, caso você queira mudar de plano. Então você cliente que é de Maragogi, Paratinga, Matriz ou até aqui mesmo na cidade de Porto Calvo, não hesita em vir ao nosso escritório. Precisou de uma ajuda, precisou de um suporte, pode vir aqui que a gente vai lhe auxiliar, vai lhe ajudar em tudo que vocês precisarem.

[música]

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