📱

Get Our Mobile App

Take your business learning on the go!

Download on the App StoreGet it on Google Play

Aula #13 Por que e como Confessar?

Ana Clara Martins Freire1:21:55

Transcription

Muito boa noite a todos, do coração ao alto. Hoje nós vamos falar de um assunto muito importante, que é a confissão. Já aproveito e peço para vocês se inscreverem no canal. Quem ainda não é inscrito, vamos chegar a 10.000 inscritos com muita fé e perseverança, pessoal. Então, pronto, né? Depois de passar as propagandas, vamos começar a nossa aula. Então, quem tiver o Evangelho em mãos, mas eu também vou ler, pode abrir em Lucas 20. Para quem tá vindo a primeira vez aqui, eu gosto sempre de começar as aulas, né, com o fundamento da nossa fé, que é o quê? A Sagrada Escritura. Então, tudo que eu busco ensinar aqui, a gente parte do princípio da Bíblia, tá, e do Catecismo, é claro, mas principalmente a Bíblia.

Então vamos lá. Onde nós encontramos sobre confissão dos pecados, né? Que foi o próprio Cristo que instituiu esse Sacramento? Se vocês abrirem lá em João 20, eh, 22, o que nós lemos lá? O que nós lemos lá? Nós lemos que sobre o domingo da Ressurreição. Então, se vocês se lembrarem, né, nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou no domingo, né? E primeiro ele apareceu para Maria Madalena, que nós chamamos apóstola dos Apóstolos, porque ele apareceu em primeiro lugar para uma mulher. Eu já falei aqui, já tem uma aula sobre isso. E logo em seguida, ele foi de encontro com os discípulos, e tem aquele momento então famoso de São Tomé, né, que ele duvida, e os apóstolos estavam um pouco incrédulos, né, de ver, porque nosso Senhor estava com corpo glorioso, né, que era diferente do corpo dele, eh, desde a última lembrança, que estava o corpo todo ensanguentado. Então, em João, eh, 20, 23, 22. Nós lemos o seguinte, eh, 20, desculpa, 20, 22. Dito isso, né, nosso Senhor diz, dito isso, os discípulos alegraram muito ao ver nosso Senhor, e o nosso Senhor disse-lhes novamente: “A paz esteja convosco. Assim como o Pai me enviou, também vos envio a vós”. Tendo proferido essas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. Esse trecho é suficiente para a nossa aula de hoje.

Então, veja, olha que maravilha, que maravilha, que maravilha! Nosso Senhor, em primeiro lugar, ele associa, né, ele associa a paz com essa vinda do Espírito Santo. Nosso Senhor sopra sobre eles. É engraçado pensar nisso, né? Nosso Senhor soprando, ele está difundindo, né, ele está entregando o Espírito Santo. E logo em seguida, ele diz: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e aqueles a quem retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. Então, o que que, olha, olha que maravilha que é esse trecho! Esse trecho, ele quer relacionar o quê? Uma das principais, né, uma das principais missões de Cristo aqui na terra foi o quê? Foi perdoar os pecados. Então, se vocês se lembrarem em alguns trechos do Evangelho, nós temos milagres que antes, né, são antes, são, eh, anunciados como a remissão dos pecados. Então, por exemplo, se vocês lembrarem daquela, daquela cena que nosso Senhor diz: “Seus pecados são perdoados”. E aí depois ele faz a cura. Vocês lembram? Tem vários exemplos disso no Evangelho. Por que isso, né? Porque em primeiro lugar, nosso Senhor quer salvar a alma das pessoas, porque a alma importa mais do que o corpo, né? Por que que a alma importa mais do que o corpo? Porque a alma, ela é eterna. O corpo, o corpo padece por pouco tempo aqui na terra. Então, o corpo pode sofrer uma doença, pode sofrer uma cegueira, pode sofrer uma lepra, como nos exemplos do Evangelho, mas ele é o quê? Temporal, né? Os males físicos. Então é por isso que nosso Senhor, ele, ele antes de fazer uma cura física, ele diz: “Os seus pecados estão perdoados”, porque ele tá mais interessado nessa cura da alma, né, nessa, nessa alma engràcia.

E olha que coisa mais maravilhosa! A primeira coisa que nosso Senhor, eh, transmite aos Apóstolos, né, como um dever, como uma missão, assim que ele ressuscita, ele tem urgência de falar sobre a confissão. Por quê? Porque ele sabe que não mais estando na terra, alguém precisa fazer esse trabalho. Alguém precisa restituir, né, o poder pelas mãos dos sacerdotes, dos Apóstolos, nesse caso, né, nessa Igreja Primitiva, possa ter esse poder de tornar as almas puras novamente. Então, veja, olha só, olha como tudo faz muito sentido! Por que Cristo morreu na cruz por nós, para nos salvar? Então, imagina se Cristo morreu por nós na cruz, e aí, fim da história, né? Ele ressuscita, e ele enfim termina a missão dele aqui. Como que a nossa alma estaria? Nossa alma estaria abandonada, né? Nossa alma voltaria ao pecado em um segundo. Mas não! O que que ele faz? Ele sabe que a morte dele, todos os sofrimentos, né, essa espera dos três dias até a ressurreição, né, e a vinda dele como ressuscitado, né, nesse corpo glorioso, ela não foi em vão. Ela tem uma missão específica, né, que é restituir, nos restituir na graça. Então, na aula da missa, para quem assistiu, a gente falou no começo da, sobre a graça, né, que nosso Senhor quer nos divinizar, quer nos tornar capazes de Deus. Então, é óbvio que é urgente que ele, eh, que ele dê uma forma de que alguém continue essa função de restituir a graça depois do pecado, né? Então, assim, se ele não estiver lá para dizer: “Seus pecados estão perdoados”, que ele não vai mais estar, alguém vai fazer esse papel, porque esse papel é importante, é crucial e é urgente. Caso contrário, não estaria aqui, não seria a primeira coisa que ele disse depois da Ressurreição, tá bom? Entenderam isso, né?

E aí, olha só, como que nós sabemos, eh, como que nós sabemos que a, que os primeiros Apóstolos, isso é muito importante para quem vai falar sobre, para algum amigo evangélico, para algum amigo que não acredita, né, nesse perdão dos pecados pelo sacerdote. Então é muito, é muito claro, né, e é historicamente comprovado que os primeiros, eh, cristãos, eles praticavam a confissão dos pecados tal como nós praticamos hoje, de forma auricular, né, não de forma somente interior. Então, se você for pegar, tem, eh, tem dois pontos aqui que eu separei que isso esclarece muito. Então nós temos, por exemplo, né, eh, eh, nós temos aqui na Didachê. Então, o que que é Didachê? A Didachê é o primeiro catecismo, né, dos Padres da Igreja. Então, eh, quando a Igreja começou a se difundir, eh, foi necessário que eles fizessem um compilado, porque a Igreja estava crescendo muito, estavam indo vários cantos do mundo, etc. Fizeram um compilado como se fosse o nosso Credo, né? O nosso Credo é um resumo da nossa fé, certo? Isso, isso acho que a gente já falou aqui. Eh, então os primeiros cristãos falaram: “Não, vamos, vamos deixar anotado, registrado, porque nós temos que ser uma Igreja una, nós temos que ser uma Igreja”. Então, para garantir essa unidade, eles criaram a Didachê, que é esse primeiro catecismo, né? Eh, essa, essa Didachê, ela diz exatamente assim, eh, pera aí que eu já tô... Ela diz o quê, né? Eh, ah, só uma, um detalhe. A Didachê é do primeiro século, tá? Então é tipo, são as pessoas que conviveram com Cristo. Antes que alguém fale alguma coisa, na Didachê você lê o seguinte: e abre aspas: “Partam o pão e deem graças depois de confessar suas transgressões, para que seu sacrifício seja puro”. Então, olha só, aqui já fala: “Depois de confessar as transgressões, para que o sacrifício, né, de partir o pão, ou seja, o sacrifício da missa seja puro”. Então, primeiro você se purifica para depois você partir o pão. E depois, em outro trecho da Didachê, tá escrito o seguinte: “Confessas os teus pecados e não te apresentes em má consciência para a oração”. Então, é necessário que você professe, né, que você confesse os seus pecados e aquilo que te apara de Deus, e aquilo, as, as, as más ações que você cometeu, que tornaram o seu coração impuro, para que possa se dirigir a Deus com essa reverência na oração.

Agora olha só, que, que, que coisa interessante também! Na Carta aos Coríntios 5, 13, tá escrito, abre aspas: “Mais vale ao homem confessar suas faltas do que endurecer o seu coração”. E é sobre isso que eu vou falar um pouco agora. Eh, olha só que interessante, né? Aqui ele fala sobre endurecer o coração. Se alguém fala: “Nossa, mas por que que eu tenho que confessar meus pecados?” É muito simples, né? Se você, por exemplo, eu vou falar um exemplo bem assim próximo, tá? Eu poderia pensar numa coisa mais bonita e mais poética, mas se você usa o fogão com frequência, né? Então, hoje eu tava fritando uma carne, eh, o que que acontece com aquele vidro do fogão? Ele vai criando gordura, né? Ele vai criando gordura. E vamos supor, né, eu frito lá uma carne e tal, aí espirrou gordura no vidro, e aí eu não limpei. Aí no dia seguinte eu vou fazer outra carne, e eu não limpei, eu não limpei. O que que vai acontecer com aquele vidro, né? O que que vai acontecer com aquele vidro? Aquele vidro vai ficar cada vez mais sujo e mais impuro, né? Então, o que que acontece? E é muito interessante essa figura do vidro, porque o vidro é algo que a luz passa, certo? A luz passa no vidro. Então o sol, ele reflete, e a luz do sol, ela vai tanto mais, eh, passar de uma forma, de uma forma perfeita, né, de uma forma clara, quanto mais transparente o vidro tiver. Então, se você vai acumulando sujeira, se você vai acumulando, enfim, eh, detritos naquele vidro, a luz do sol não entra. Então, a nossa alma, qual que é o paralelo com o fogão? A nossa alma, ela para de receber a luz de Deus, essa graça de Deus, à medida que nós vamos tornando-a, né, por desleixo, por descaso, por, eh, falta de amor, nós vamos tornando essa nossa alma impura. Não por às vezes, claro, por um pecado mortal que nós perdemos a graça, a graça santificante, né? Nós nos apartamos completamente de Deus, mas as faltas veniais, que às vezes, na maioria dos casos, né, pelo menos pra gente que tem uma formação e luta pela santidade, na maioria dos casos, o que que faz o pecado venial? Ele vai o quê? Impedindo a plena penetração da graça. Então, nós vamos, digamos assim, nós estamos desperdiçando um arsenal de graças. Por isso que é importante falar da confissão, porque muitas vezes a gente associa a confissão: “Ah, ah, eu pequei mortalmente, eu tenho que ir lá, né? E eu não quero ir pro inferno, então eu vou lá confessar meus pecados mortais e pronto”. Mas olha só, existem milhares, né? Existe uma grande abundância de graças que nós estamos deixando de receber, porque a nossa alma não está plenamente limpa, entendeu? Então, eu achei linda essa parte de Carta aos Coríntios, porque fala que o homem se confessa para que o seu coração não fique endurecido. Eh, e só esclarecendo uma coisa, depois, thí, eu vou ler todas as perguntas, tá? E aí eu vou responder no final.

Então, o meu coração, ele tem que tá cada vez mais amolecido, ou seja, cada vez mais, mais voltado para Deus, cada vez mais dócil, né? O que que é o contrário de um coração endurecido? É um coração dócil, né? Um coração amável, um coração que busca a vontade de Deus, né? Um coração que é entregue a Deus. Agora, um coração endurecido, o que que vai acontecendo com a nossa alma endurecida, né? Com nosso coração endurecido, nós vamos nos esquecendo de Deus, né? Nós vamos tentando viver a vida por nossas próprias mãos, por nossos próprios pés, caminhando da forma como nós bem entendemos. Então, qual que é o papel da nossa formação, né? Por que que a gente tá aqui, ó, 190 pessoas, por nós estamos aqui hoje? Porque nós sabemos, né, que Deus nos quer cada vez mais próximo dele, cada vez mais felizes, e para isso nós o amamos com pleno entendimento, com plenas forças, com toda a nossa alma, com toda a nossa, nosso coração. Então, aqui nós buscamos amá-lo com o nosso coração e com o nosso entendimento, e o nosso entendimento tá tudo, né, nas, nas escrituras e na tradição da Igreja, que é isso que nós estamos nos baseando agora, tá? Eh, então esse, isso foi algo, eh, difundido, né, no começo da, da, na Igreja Primitiva, como nós chamamos, nesse início da Igreja. Eh, e aí, como que, como que eu posso justificar, né? “Nossa, mas como é que uma alma, né, que está completamente afastada de Deus, ela, ela é perdoada? Ela é perdoada, e, e, como que isso é possível, né? Se eu mereço...” Nós dizemos o seguinte: que uma alma em pecado mortal, ela merece as, as penas do inferno, né? Então, uma alma que se, se volta contra Deus, eu sei que é duro dizer, a gente não tá acostumada a ouvir também, mas, eh, uma alma que se nega a Deus, né, que diz não a Deus, como disse o primeiro, o anjo caído, né, Lúcifer, ele diz: “Não servirei!”, uma alma que segue o: “Não servirei!”, ela, ela se torna impura, completamente impura, né? Ela, a, a graça vai embora dessa alma, e ela vira um animal, um animal. Então, na aula da nossa, sobre a aula da graça, a gente falou que a graça é quem nos torna capazes de Deus. Então, uma alma sem graça, né, sem a graça, ela é puramente humana, né? Puramentematerial, não existe Deus dentro dela. E aí você diz: “Nossa, mas então como assim? Eu vou pro confessionário...” A gente vai agora o próximo passo é falar dos efeitos da confissão. Eu vou pro confessionário, eu posso falar as piores coisas que eu já fiz, né? As coisas mais, vi, né? As coisas mais degradantes que eu possa ter cometido, e significa que em um segundo a minha alma volta ao estado de graça? Sim! E aí você diz: “Mas como, né? Como se...” Imagina, imagina que eu peguei, imagina, tá? Eh, eu peguei uma foto de Deus, né? Como assim é só um símbolo? Eu peguei uma foto de Deus, eu cuspi nela, eu rasguei, eu botei fogo, e eu falei: “Eu te odeio! Você não é nada para mim!”, não sei o quê, não sei o quê lá, vamos supor o pior cenário, né? E aí significa que pela confissão Deus me perdoou absolutamente, e ele esquece disso? Ou seja, ele vai inundar de misericórdia, né, pela plena misericórdia de Deus, ele vai falar: “Filho, eu estou aqui”, né? É aquela passagem do filho pródigo, né? O, o pai espera o filho voltar, e ele ama o filho mais do que ele amava antes. É muito bonito! Depois vocês, por favor, como lição de casa, vocês vão ler a parábola do filho pródigo, tá? Que eu não coloquei aqui porque ia ficar muito longo, mas procurem vídeo no YouTube: “O significado do Filho Pródigo”. A confissão, nosso Senhor explica a confissão previamente, né, desse domingo da Ressurreição, nessa parábola do filho pródigo. Então, um filho que fala: “Pai, eu só estou interessado no seu dinheiro, né? Me adiante a sua herança!”, uma algo que é completamente desonroso, desrespeitoso, e ele gasta, e gasta, e gasta, e de repente ele tá comendo com os porcos, de tão degradante que tá a situação dele, para mostrar que a alma em pecado mortal, ela tá comendo com os porcos, né? É, é uma alma degradante mesmo. E aí ele se lembra: “Nossa, mas na casa de meu pai os servos eram melhores tratados do que os porcos! Então eu vou voltar e vou pedir para ser tratado como um servo, porque eu não sou digno de ser mais filho do meu pai”. E aí a cena mais bonita é que o pai do filho pródigo, eh, ele espera o, o filho, né? Ele olha pro horizonte aguardando o retorno do filho. Então, é um filho que não merece ser amado, né? É um filho que merecia chegar e ouvir um sermão e falar: “Você não é mais meu filho, você não tem mais meu sobrenome! Olha o que você fez comigo e com seu irmão! Você agora vai ser deportado daqui, você vai ser exilado, nunca mais quero ver você!”. Mas não! Ele diz: “Filho, eu estava te esperando”. Eh, então qual é o, qual é o amor de Deus por nós, né? Nas, Deus nos ensina pelas parábolas, né? Como eu amo vocês! Eu amo vocês como um pai que é completamente desmerecido, completamente esquecido pelo seu filho, que só liga pro dinheiro e para coisas mais baixas. Eu te amo como um pai que aguarda o retorno do seu filho. Então, olha que lindo, né? Olha, olha para vocês verem a misericórdia de Deus! Ele não tá nem aí, digamos, para para ele mesmo, né? Não é assim: “Nossa, não, eu preciso ficar, ficar por cima, eu...”. Ele vai chegar e vou dar uma lição de moral, né? Eu vou explicar que ele não pode fazer isso, como nós fazemos com as pessoas. Se alguém comete alguma coisa contra nós, qual que é a nossa inclinação? Falar: “É, mas agora que você fez isso, você vai ouvir, você vai ouvir que você não vai mais fazer isso!”, e a gente lança um sermão. E nosso Senhor, o quê? Ele vê que o filho vem miserável, como somos nós quando a nossa alma tá em pecado. Somos como, para Deus, somos miseráveis, nós não merecemos nada. E, e, e, e ao contrário, Deus diz: “Não, eu te acolho, e eu te amo, e eu te aguardo, e, e foi para isso que eu te criei”. Então, Deus não nos criou para comermos com porcos, Deus não nos criou para sermos servos nessa casa do pai do filho pródigo, ele nos criou para chegarmos e darmos um abraço em nosso pai, e ele vai fazer um banquete, e é o maior banquete que ele já celebrou, né? Ele manda matar um novilho e etc. Até o irmão, o irmão dele fica com inveja, né? Tem essa parte que ele fala: “Nossa, eu sempre fui fiel e nunca recebi isso!”. E nosso Senhor quer dizer o quê? Que há mais festa no Céu de um pecador que se converte do que 99 justos! É a mesma parábola, né? A mesma ideia da parábola da ovelha desgarrada. Nosso Senhor vai ao nosso encontro, nosso Senhor quer que nós voltemos ao redil, que lá é o lugar seguro, né? Lá não tem os lobos que podem ameaçar a vida das ovelhas. Então, eh, se nós nos rendermos a esse, esse Sacramento, né? Nós vamos voltar a ter esse colo de nosso Senhor, né? Voltar ao colo de nosso Pai, né? Onde tudo é seguro, né? Onde o nosso coração descansa, como Santo Agostinho diz, né? Santo Agostinho procurou por todos os cantos, mas ele diz: “Meu coração só descansa no Senhor”, né? Então, às vezes a nossa alma tá tão atribulada, procurando soluções para todo canto, procurando, né, eh, eh, soluções perfeitas, remédios imediatos, e, e onde tá nosso descanso, né? Nosso descanso tá, tá em Deus, que vai cuidar de nós como a, a ovelhinha desgarrada. Então, vejam só, eh, nós falamos então, né, que, e Santo Agostinho tem essa frase. Bom, Ana, mas, eh, podemos nos perguntar então: “Deus nos criou e sabia que nós iríamos nos, iríamos cair no pecado. Então, por que ele nos deixa cair no pecado, né? Nossa, para que isso, né?” Então, Santo Agostinho tem uma frase muito conhecida, que é assim: “Quem te criou sem ti, não te salvará sem ti”, né? “Quem te criou sem ti, não te salvará sem ti”. Então, Deus nos criou por infinita bondade, mas ele quer o quê? Ele quer a nossa parcela nessa salvação, né? Ele quer a nossa liberdade para a nossa salvação. Eh, e aí nós podemos pensar agora, se vocês quiserem anotar, eu vou falar alguns pontos, né? Se nós pudermos elencar, né? Quais são os efeitos de uma boa confissão? Por que que eu vou começar com os efeitos, né? Parece um pouco contraintuitivo, eu vou falar dos efeitos porque eu quero que vocês falem assim: “Nossa, mas com tantos efeitos bons, eu tenho que me confessar!”. Então, eu vou falar primeiro os efeitos, né? Porque de tantas graças, de tantas coisas boas que nós tiramos de uma boa confissão, e depois eu vou falar como vamos fazer uma confissão cada vez melhor, e para quem ainda não fez, como preparar uma primeira boa confissão. Então, vejam, eh, como um efeito, né? Um efeito da boa confissão, ele só é possível, né? Todas essas graças da confissão só são possíveis graças a esses méritos conquistados por Cristo, eh, nessa obra da Redenção, né? Então, nosso Senhor morreu por nós na cruz, padeceu, padeceu todas as penas, e nisso, né, por ele ser Deus sofrendo desse modo, ele, ele conquista méritos, né, digamos assim, ele nos dá os méritos dessas graças. Então, primeiro, né? Pera aí, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7. Então tem, eu elenquei sete pontinhos rapidinhos para a gente passar. Quais são os efeitos então de uma boa confissão? Então, em primeiro lugar, uma confissão, eh, válida, claro, ela restitui a graça na alma, né? É o que eu falei agora. E se for um pecado venial, ou seja, que a pessoa não chegou a perder a graça, a confissão vai aumentar essa graça que já está lá. Então, olha que bonito, né? Porque podemos pensar por, eh, confessar os pecados veniais, né? Então, eu aumento as graças. Depois, né? A graça, a, a confissão, ela tem como efeito perdoar os pecados mortais e veniais. Parece óbvio, mas não é, né? Então, qual que é o efeito? Perdoa os nossos pecados. Então, nosso Senhor diz: “Os seus pecados estão perdoados”, né? Ou seja, daqui para frente você tem uma nova vida. Por isso que os padres da Igreja chamam a Confissão de uma pequena ressurreição. Então, nós estávamos mortos e voltamos à vida. É uma, é uma nova ressurreição, né? Então, toda vez que...

Nós nos confessamos, nós ganhamos uma nova vida. Terceiro efeito: é, ela cancela o castigo eterno. Então, a minha alma que estava, né, que estava merecendo, né, as penas eternas, agora a confissão é cancela esse castigo, né? Então agora é coisa do passado.

Quarto efeito, né? A, a confissão, ela perdoa parte da pena temporal. Então o que significa isso, né? Significa que é, é bem até intuitivo isso, mas talvez algumas de vocês não saibam. É, quando você comete um pecado, né, você restitui a graça, você é perdoado, os seus pecados. Mas as consequências do pecado permanecem na sua alma. Então nós dizemos que a sua alma não fica 100% limpa, tá? Então isso a igreja nos ensina o quê? Que as consequências, né, os vestígios do pecado continuam lá. Então, digamos assim, é, você volta à graça, você, você recebe esse abraço paternal de, de, de Deus. Mas significa que você não tá 100% limpa, não significa que você vai confessar e você vai direto pro céu, entendeu? É, eu acho que assim é mais fácil de entender, por quê? Porque você tem as consequências e as sequelas do pecado, né? Assim como, por exemplo, se a gente pensar, é muito fácil de pensar paralelo com um crime, né? Então uma pessoa comete um crime, mas tem os, o, o, a, as consequências daquele crime, ainda que ela seja absolvida. Isso se chama pena temporal, tá? É, como que nós apagamos essa pena temporal por completo, né, depois da confissão? Então nós, nós apagamos a pena temporal, por exemplo, com oração, né? Com uma vida de oração, nós vamos apagando, deixando nossa alma mais limpa, né? Com a, com as mortificações, né, os, as contrariedades que nós oferecemos a Deus, nós vamos tornando nossa alma mais limpa, né? E para a graça atuar melhor, né, para abrir os canais da graça, e também com boas obras feitas em estado de graça. Então todas as, por isso que nós dizemos, gente, que todo o trabalho que nós santificamos, né, que nós oferecemos a Deus, todas as pequenas, todos, cada fio do nosso cabelo, né? Cada minúscula coisa que nós fazemos por amor a Deus vai, vai reduzindo essa pena temporal, né? Ou seja, vai nos aproximando mais e mais do céu, né? Desse caminho de santidade.

Quinta, quinto efeito: a confissão devolve o mérito das obras. Então olha só que bonito, se nós pensarmos, é, em Deus puramente justo, nós diríamos o seguinte: uma alma em estado de pecado mortal que fez coisas boas, o que acontece com ela? Então vocês podem se perguntar, outro dia uma, uma moça, Amanda, falou comigo no final da missa, falou assim: Ana, eu tenho um amigo ateu e tal, que, que acontece com todas as coisas boas que ele tá fazendo, né? A gente pode perguntar: será que isso daí tudo vai pro, pro limbo, né? Vai pro beleléu, vai para sei lá onde, fica esquecido? Ai meu Deus, não pode acabar a energia, vocês estão aqui, tá, tá tudo bem, tá? Olha o maligno, brincadeira. Bom, é, ficou meio escuro, né? Enfim, vamos continuar. É, então o que que acontece com as boas coisas que você fez enquanto seu, seu, sua alma não estava na graça? Olha que, que coisa mais maravilhosa, gente. Se tiver no escuro, vocês continuam me ouvindo, hein? É, olha coisa mais maravilhosa, a, a gente restitui os méritos das boas obras com a confissão. Então, a partir da confissão, a partir da confissão, todos os méritos de boas coisas que você fez restitui para você. Olha que lindo isso. Então uma alma que tá longe de Deus, ela pode sim aproveitar todas as coisas boas, todas as boas obras, quando ela entrar em estado de graça. Então isso é muito, muito bonito.

Depois, né, nos confere a graça sacramental. Ou seja, gente, qual é a graça do sacramento, né? Qual a graça sacramental própria da confissão? Ela vai nos fortalecer, né? A gente ganha um prêmio. Então, além da gente ganhar todos esses efeitos, a gente ainda ganha um prêmio, né? Uma figurinha brilhante, que é o quê? Nós vamos sair da confissão fortalecidos, fortificados contra as tentações futuras. Então eu falo: Olha, Ana, eu tenho assim, eu tô me examinando, eu não tenho pecados graves, eu tenho alguns pecados veniais. Então não sei, perdi tempo no celular, é, eu, eu exagerei na comida, né? Eu fui rude com uma pessoa, eu fiz uma fofoca, é, enfim, que não prejudicou tanto, né, a ponto de ser um pecado mortal, é, e mas assim, não é nada demais, né? Vamos deixar passar, né? Se eu cometi alguma coisa mais grave, eu vou pra confissão. Aí eu te diria o seguinte: mas olha, se você for pra confissão, você vai ganhar todos esses efeitos e ainda mais você vai sair de lá mais fortalecido para as próximas tentações. Então olha isso, né? Tem uma frase de um santo que fala assim: a confissão frequente é uma das maiores defesas contra o pecado mortal. Então se você vai tem esse hábito, né, de ir limpando a sua alma, né, de ir cuidando com delicadeza dessa relação com o nosso Senhor, você vai, digamos assim, fortalecendo sua armadura, né, a ponto de que você vai ficar mais esperta para as inspirações do Espírito Santo, né? Esse, esse trato com Deus que vai te impedir de cair em pecados mortais, ou se não vai impedir, vai te, vai te dar maiores defesas para lutar contra o pecado. Então isso é bem importante, sabe por quê? Vejam, lembrem-se sempre disso: é, Deus resiste aos soberbos, né? Então se a gente fala: não, não, eu tô ótima, gente, eu tô bem, é só um pecadinho aqui, outro ali, né? Tá ótimo, aí você, quando você menos espera, você cai num pecado grave. E quantas vezes nós ouvimos isso na doutrina, né? Que às vezes Deus permite que pequemos mais gravemente para a gente ser humilde também, para a gente falar: olha, você tava confiando nas suas próprias forças, sem pensar que tem tantas graças que eu posso conferir a você: uma missa, um terço, uma confissão, são tantas graças. Você tá desperdiçando, achando que você vai conseguir sozinha, porque você é boa demais. Então isso, gente, lembrem-se sempre, né, dessa graça sacramental de nos fortificar contra futuras tentações. Depois, é, depois como um efeito, eu nem li isso, mas enfim, revisando, com certeza faz sentido, é, a graça, a, o efeito do sacramento da confissão nos torna mais humildes e mais simples, né? Nossas, nossa alma vira mais simples. Por que mais simples? Porque nós lutamos contra esse respeito humano, né? Na figura do sacerdote. Então se eu tô, eu, eu tenho o hábito, né, de me confessar, mesmo que seja coisas bobas, coisas pequenas, enfim, nada é bobo, né? Mas vocês me entendem, coisas menores, é, isso nos faz mais humildes, né? É, e ainda mais se for um pecado grave, aí é que eu tenho que correr mesmo para confissão. E aí é que vai exigir mais humildade, maior ainda. E como um fruto, eu vou ser mais humilde, eu vou sair de lá mais, mais, é, mais, mais simples, né? Mais sincera, né? Mais eu mesma, sem máscaras. Então isso é um grande efeito.

Bom, e Ana, para eu conseguir todos esses efeitos, né? Todos, é, todas essas graças abundantes que Deus quer derramar, né? Eu preciso simplesmente, é, marcar um horário na confissão, né? Procurar as missas com confissão perto de casa e eu vou lá falar: ó, olha, fiz isso, fiz aquilo, fiz aquilo outro, e aí o padre vai me perdoar, né? Vai ser assim, Deus vai me perdoar. E então, em primeiro lugar, né, existem alguns requisitos para a gente fazer uma boa confissão. Então vocês podem anotar que são cinco, tá? Quem tiver aí anotando o caderninho, vamos, vamos dar um golinho aqui. Uma amiga minha assiste pelo YouTube, aí ela fala que toda vez que eu bebo água aparece os comerciais do YouTube, então eu nunca mais vou esquecer disso. Bom, enfim, um beijo para a Bruna. É, vamos lá. Então, quais são esses requisitos, né? Quais são essas regras previstas, é, para direcionar nossa alma para o bem, né? Ou seja, essas regras, elas são na verdade um grande presente que Deus nos dá. Por imagine se Deus falasse assim: olha, você tem que se arrepender dos seus pecados e, e é isso, eles vão ser perdoados. A gente se perguntar tantas coisas, mas calma, como que eu sei que eu tô realmente, é, arrependida? Que que eu faço para me preparar? A gente já se sentir perdida. Mas Deus é muito sábio, né? E muito pedagógico. Então ele nos dá, pelo Espírito Santo, esses requisitos. Então nós sabemos, né, que, que nossa igreja, a igreja, ela tá com a verdade, né? Porque ela é, ela é tocada pelo Espírito Santo. Então nós temos cinco, é, pontos, né? Sobre os cinco requisitos. Então, em primeiro lugar, né? Qual que é o primeiro requisito? Nós temos que examinar nossa consciência. Então nós vamos entrar no nosso interior, né? Entrar no, no íntimo da nossa alma, que a nossa consciência faz parte da nossa alma, né? Não é uma caixinha do cérebro. No íntimo da nossa alma, nós vamos nos examinar. Perante quem? Perante Deus. Então não sei se, então eu posso pegar um crucifixo, né? Eu posso olhar para nosso Senhor, né? E falar assim: Senhor, me dê luzes para, é, olhar a minha alma tal como o Senhor a vê. Então eu gosto sempre, até no exame de consciência das crianças, eu rezo assim, né? Que nós enxerguemos as nossas ações, nossos pensamentos, nossas palavras e nossas omissões, tais como o Senhor as vê, né? Então eu não quero ninguém é bom juízo em causa própria, né? Essa frase conhecida. Então eu quero me olhar tal como o Senhor me enxerga, porque às vezes eu posso estar boa demais e na verdade eu tô me confundindo, ou eu posso achar que eu tô ruim demais, né? E vejam, existe essa falsa soberba de falar assim: a, eu sou muito ruim, nossa, eu sou a pior das pecadoras, no sentido de, é, joguem confetes, por favor, né? Isso é uma falsa humildade. Então eu tenho que olhar diante de Deus, nem com uma soberba, nem com uma falsa humildade. Então eu vou olhar para Deus, falar assim: Senhor, o que que no meu dia, né? O que que na minha semana, o que que no meu mês, ou o que que na minha vida, né? Caso seja a primeira confissão de alguém, o que que, é, não foi agradável ao Senhor, né? Então vejam como é diferente o ponto de vista. Eu quero que isso fique muito gravado para vocês, porque a gente vai falar uma parte muito importante nessa aula, da parte da contrição. Vejam como é diferente: Senhor, é, o que eu fiz que foi errado. Olha como é diferente de a gente abordado no outro ângulo: Senhor, o que o ofendeu, né? Eu estou preocupada em ter ofendido ao nosso Senhor, né? Eu estou preocupada que eu fui ingrata, né? Que ele, que ele morreu por mim, que ele me deu a vida, que ele me deu tantas coisas, né? Ele, ele, enfim, ele me ama tanto e eu respondi com o quê? Com ingratidão, né? Com, com, com, enfim, tantos pecados que me apartaram dele, né? Quando nós cometemos um pecado mortal, ou seja, para ser um pecado mortal, nós temos que ter plena consciência, né? Pleno, pleno e causar uma matéria grave, né? São essas três, três requisitos para um pecado mortal, só para lembrar, tá bom, gente? É, se eu tive pleno conhecimento e pleno consentimento. Ou seja, eu quis, no fundo, eu sabia que eu estava ofendendo a Deus, né? E eu quis, eu banquei, né? Eu, eu falei: não, eu vou mesmo. Então, nossa, olha o que eu fiz para Deus, né? Eu virei as costas e falei: você não vale nada. Então esse é um exame de consciência. Como o exame de consciência é algo muito importante assim, e a gente tem que tratá-lo com, com muita dedicação, vai ser o tema da próxima aula. Então não vou falar sobre ele aqui, tá? Agora, passado o exame de consciência bem feita, né? Que eu vou pegar os dez mandamentos, eu vou pegar os pecados capitais e eu vou trabalhar tudo, todos esses pontos do exame para fazer uma boa confissão. Ou seja, eu vou chegar pro lá com o padre, vou chegar com o meu caderninho e eu vou falar: olha, Padre, eu, esse caderninho tem até meu nome, ganhei de uma amiga, eu, eu vou lá anotar, né? Olha, eu fiz isso contra o primeiro mandamento, eu fiz tal, tal coisa contra o segundo, tal, tal coisa. E aí eu vou fazer uma coisa bem completinha e eu vou chegar diante do sacerdote e eu vou, é, falar os meus pecados, vou confessar. Então tá, primeiro ponto: exame de consciência. É, depois, né? Nós temos a contrição pelos nossos pecados. Então, gente, o que é contrição? Então basta eu falar meu exame de consciência? É, não basta, não basta em nenhuma maneira. Então por que que não basta? Porque é, eu me arrependi, né? Eu, eu, eu tenho ciência de que eu ofendi a Deus, né? Eu tenho, eu tenho uma vontade, né? Eu tenho uma, uma dor na minha alma, eu tenho uma vontade em, em me converter para Deus. A contrição, né? Alguns, é, essa frase que eu coloquei hoje de São Cádars é muito importante, né? São Cádars tem uma frase que ele fala que mais importante que exame de consciência é o ato de contrição, e isso eu nunca tinha lido, né? E tá, tá no livro dele aqui, nos sermões de São Curadas. Por que que ele diz isso? Então é muito profundo, é muito profundo, porque a contrição é essa dor de ter ofendido a Deus, né? Então uma alma que tá, às vezes uma alma nem precisa fazer um super exame de consciência, porque ela sabe que ela ofendeu a Deus, né? Então, é, eu vou fazer é um exame de consciência bem feito, né? E, e mais, e mais, digamos, delicado. Quanto maior a contrição eu tiver, então, é, geralmente, né? Nos livros, a primeiro a gente fala de exame de consciência, depois de contrição, mas a contrição ela deve ir até vir antes, né? Porque a alma ela sabe que ofendeu a Deus. Então essa contrição, né, é uma detestação dos pecados cometidos, né? É, e aí ela é fruto de um amor, né? Então a contrição ela é fruto, fruto desse amor a Deus. E aí existem alguns padres, né? Que desculpa, aí tem essa frase de São João muito bonita que diz: amemos a Deus já que Ele nos amou primeiro. Então como eu tenho respondido a esse amor de Deus? E aí existe, né, essa diferença entre contrição perfeita e contrição imperfeita. Então significa, Ana, que eu tenho que ter muita dor dos meus pecados? Eu tenho que, eu tenho que ter plena convicção de que eu ofendi a Deus para poder receber a absolvição, não, né? Não. Então o que você precisa para, para receber os pe, a absolvição dos pecados é a contrição imperfeita. Então a contrição imperfeita já basta. Qual que é a contrição imperfeita? Para vocês anotarem: essa contrição de temer o inferno. Então assim, eu não estou arrependida necessariamente porque eu ofendi a Deus, né? Por esse ato de caridade, né? De dessa caridade divina, na verdade é porque eu tenho interesses pessoais, digamos assim, de que eu não quero ir pro inferno, né? Eu quero livrar minha alma, eu quero ir pro céu. Mas vejam como ela é imperfeita, porque ela não tá voltada para o próprio Deus, né? Para, para esse próprio amor de caridade a Deus, ele se volta por um medo meu. Então é mais por um temor do que por um amor. Por isso que os, por isso que os santos, enfim, por isso que na tradição nós vemos essa diferença, né? Que existe uma contrição que é pelo bem amado, que é pelo próprio Deus, que é algo divino, e existe uma contrição, né? Que é pela, pela, pelo medo da minha alma ir pro inferno. Agora vejam só, Ana, é muito difícil ter a contrição perfeita, né? É impossível, até porque ela chama perfeita e nós somos imperfeitos. Então o que que eu faço, né? Então uma contrição perfeita, ela vai ser exatamente, é uma luta nossa. Então o que que eu queria deixar claro nessa aula? Eu quero muito que vocês saiam daqui querendo viver essa contrição perfeita, entendeu? Para que a gente não pense assim: nossa, eu sou, eu sou humana, né? Eu sou pecadora, eu sou muito falha. Então bom, já tô fazendo suficiente, eu já me confesso, eu já tenho uma contrição, né? O que, o que a igreja exige não é a contrição, já tenho uma contrição e tá bom. Então eu não quero que a gente fique no tá bom, né? Porque a gente, a gente é chamada à santidade. Então ninguém aqui, aqui todo mundo que tá aqui quer o quê? Que o coração esteja no alto, né? Corações ao alto. Então eu quero chegar cada vez mais alto, né? Eu não me contento em tá alto, sabendo que tem um lugar mais alto. Vocês concordam comigo? Então a gente existe na nossa alma uma vontade de excelência nesse sentido também, né? Nesse sentido de que eu quero ser cada vez mais próxima de Deus, né? Eu quero ser cada vez uma filha mais fiel, é, e mais, é, agradável a Deus. Então, é, essa contrição perfeita, é, ela, ela, ela é o nosso, nossa meta, tá bom? E aí, é, e aí tem uma, uma frase muito bonita, né? De Jeremias que diz: com amor eterno te amei, disse ele, e me traí a mim. Olha que frase bonita, né? Então nosso Senhor nos amou com amor eterno, né? Desde sempre, e, e, e aí é assim que Deus nos ama. Então para uma, só resumindo aqui, gente, para a gente ir pro próximo item, que eu não quero que fique longo, mas só para resumir aqui, é, esse ato de contrição perfeita, né? Ele é um ato derivado de um, de uma reflexão de como Deus nos ama. Então quanto mais eu medito, né? No que Deus faz por mim, em como ele se entregou por mim, como ele me ama, mas vai nascendo em nós um desejo de amá-lo de volta, né? De amar com esse amor desinteressado. Por isso que eu coloquei aquela oração de São Francisco de Xavier, porque diz o seguinte, né? Por mais que, que, que se o Senhor quisesse me levar pro inferno, eu iria para cumprir a vossa vontade, né? Então tá na vontade de Deus. É, e aí só um detalhe, tá bom, gente? Que, que tem gente que tem essa dúvida: o que que acontece com uma alma que tá em pecado mortal? Vamos supor: você cometeu um pecado muito grave, tá? Muito grave. Aí você fica um pouco desesperada, porque você diz: Senhor, é, que que eu vou fazer? Não tenho confissão amanhã na minha paróquia, eu não sei quando que eu vou conseguir me confessar, né? Algumas de vocês comentaram que não é fácil de agendar confissão, que é super burocrático e etc. Aí a alma vai ficar agonizando até a hora do, da, da confissão. Então, é, tem um livro que é muito valioso que eu vou mandar o PDF para vocês, que chama: A contrição perfeita, chave de ouro pro céu. E o que que esse sacerdote diz? Ele diz que em um momento da vida dele, que ele estava morrendo, morrendo, e ele sabia que ele não ia conseguir confessar nem receber a unção dos enfermos, Deus revelou a ele que se caso ele fizesse uma contrição perfeita, né? Uma contrição realmente sentindo a dor de Deus por ter sido ofendido, ele teria, ele teria sido perdoado. Então veja o que ele diz: se uma alma cai em pecado mortal e não pode imediatamente confessar-se, o que ela faz? Uma contrição perfeita. Deus põe em tuas mãos a chave de ouro que vai te abrir as portas do céu. Arrepende-te amargamente de teus pecados por verdadeiro amor de Deus, protesta-lhe firmemente não tornar a comê-los, promete confessá-las o quanto antes e podes acreditar que estás reconciliado com Deus, deita-te tranquilo. Então vocês podem falar: nossa, como assim? Então ele tá, ele tá reconciliado com Deus mesmo sem a confissão? Que negócio é esse? Aí é que tá: no momento que a alma está, é, em estado de agonia, Deus permitiria que ela, é, sem, sem nenhum ato de vontade dela pudesse, é, merecer as, as penas do inferno, pudesse ir pro inferno. Então ele explica aqui, segundo um Concílio de Trento, de que essa alma, né? Só para, para, é muito importante esclarecer isso, que essa alma ela precisa, né? Se ajoelhar, né? Ela precisa se colocar nesse local de, de pleno arrependimento, e ela tem que ter o firme propósito de não cometê-los mais, né? Porque isso deriva dessa dor do pecado, e ela vai se arrepender por verdadeiro amor de Deus e vai se confessar o quanto antes. Se uma alma, ela passa por isso, ela fica tranquila. Agora, se uma alma falar: ah, não, eu não tô tão arrependida assim, eu não sei se eu quero me confessar tão rápido assim, né? Vou esperar um pouquinho, não vou colocar todas as minhas energias em procurar um confessionário, aí você não tá fazendo uma contrição perfeita. Então vocês conseguem enxergar isso? Ficou claro esse ponto para vocês, é, de como que realmente essa contrição perfeita ela deve estar na nossa, na, é, nossa consciência, assim, ela deve tá, porque a gente deve buscar realmente essa, essa dor do arrependimento, né? Essa dor de ter, é, essa dor de amor de Deus, né? E aí, é, essa contrição perfeita tem como um efeito também que nós sejamos perdoadas das penas temporais. É, agora eu vou passar, então, né? Passar dessa parte mais específica, né? Da, da contrição. É, vocês podem pensar assim: então que a contrição ela deve ser interior, né? Ela deve ser, como eu gosto de falar, né? Você tem que, você tem que se estar trito, como se você realmente estivesse contrito. Então não adianta você falar: nossa, tô super…

Arrependida, né? Tô super cont. Não, ela deve ser interior, né? Você quer dizer isso e não apenas diz depois. Ela deve ser sobrenatural, ou seja, o seu motivo se baseia em Deus e não na sua imagem. Então nós podemos dizer assim: Nossa, é melhor eu confessar, né? Porque vai pegar meio mal, né? Ou então: Eh, eu vou pedir perdão, porque enfim, tô com uma vergonha, né? Ou por uma vaidade. A contrição, ela é sobrenatural.

Então, na verdade, o meu maior interesse é no amor de Deus. Depois, né, a contrição, seja ela perfeita ou imperfeita, ela é suprema. Ou seja, eu sei, né, que a maior, maior dor, a maior dor nessa vida é uma alma tá afastada de Deus. Por isso que ela é suprema, né? É a maior dor que eu posso sentir. E olha só que interessante, eh, tem esse livro aqui do, achei muito legal, tem esse livro aqui do Scott Hahn, né, que eu mostrei para vocês: Senhor, tende piedade. E aí ele diz uma coisa, ele fala: Olha que lindo, Cristo na nossa confissão, Cristo opera um milagre maior do que aquele que ele fez diante do túmulo de Lázaro. Então veja, Lázaro tava morto há quatro dias e foi uma, imagina, ele ressuscitou um morto, né, depois de quatro dias. Então foi o maior milagre assim de Nosso Senhor em termos de, né, contra a natureza das coisas. E Scott H. vai dizer o seguinte, né, que o pecado é uma morte maior do que a sensação da vida corporal. Então, pior do que a morte é a morte da alma, né? Mais ou menos isso. Então essa é a contrição suprema, ou seja, o mal que eu causei é o pior, né? É o supremo, é o mal supremo, né? Maior do que qualquer mal corporal que eu tenha sofrido. Depois, ela é universal. Então a contrição, ela vai se arrepender de todos os pecados. Aí aqui tá, gente, uma pessoa próxima a mim falou para mim: Ana, eu fui me confessar e acabei saindo de lá sem absolvição. Aí eu falei: Nossa, o que que aconteceu? Não, porque eu falei que x xx coisas, eu estava arrependida e xx coisas não, mas ele não pode me perdoar mesmo assim, ou ele não pode me perdoar parcialmente? Não, por gente, a dor que você tem é por você ter ofendido a Deus e não porque você acha que o que você fez foi um pecado ou não.

Então, imagina, você ofendeu gravemente alguém e aí você diz: Olha, me desculpe por eu ter falado, cala a boca, por eu ter falado mal de você, por eu ter te dado um tapa na cara, mas não desculpa por eu ter te chamado de feia, vamos supor. Faria sentido isso? Não faria nenhum sentido. Então, é como se eu fosse na confissão e falasse: Senhor, eu, eu peço perdão porque eu te ofendi desse, desse, desse, desse, desse tal modo. Eu sei que eu te ofendi também de um outro modo, mas isso daí eu acho que não é tão grave, não é tão importante, eu não sinto que foi mal, não sinto, eu não, eu não senti triste, né? Na verdade, eu quero continuar cometendo esse tal pecadinho. Então isso invalida a confissão. Se você vai para a confissão sabendo que tem um pecado grave que você não confessou, a sua confissão não vai ser válida, né? Porque é isso, né? A confissão é por uma ofensa que você causou a Deus. Então você vai pedir perdão por todas as ofensas que você cometeu contra Deus, tá? No final, se alguém quiser perguntar mais sobre isso, então vamos passando. Eh, então nós falamos o quê? Do exame de consciência, da contrição e depois, terceiro item, né? O propósito de emenda. Então, de nada adiantaria eu ter muita dor dos meus pecados se eu não tivesse a firme disposição de não voltar a cometer aquilo, né? Então tem uma frase que é assim: Sem dor não pode haver perdão e sem propósito de emenda não há dor genuína. Então, se eu falo: Nossa, eu tô muito arrependida, mas eu acho que eu vou continuar em tal situação com o meu namorado, vamos supor, então você não tá realmente decidida, você não tá realmente com essa dor, né? Então o que que, qual que é o correto, né? O que que nós devemos fazer para obter essa graça do sacramento? Nós vamos fazer um propósito de emenda. Então eu vou falar o seguinte: Olha, eu pequei nesse sentido, vamos supor que eu usei uma roupa muito indecente, muito provocativa, né? Eu vou me confessar, vou falar: Nossa, eu usei uma roupa horrorosa, transparente, cheia de decotes. E aí o que que você vai fazer com essa roupa? Você vai deixar ela lá para você usar depois? Não, né? O seu propósito de emenda vai ser o seguinte: Eu nunca mais vou usar, eu vou cortar, jogar no lixo, porque eu também não quero que ninguém use isso. Então seria esse o sentido, né? Eu tenho um propósito de não voltar nessa condição de pecado, né? Nessa situação de pecado. Eh, então eu vou ter esse propósito de emenda, né? Eu vou, eu vou falar: Senhor, não quero mais pecar.

Depois, gente, quarto item, né? Da confissão, eu vou, eu vou confessar a um sacerdote, né? Eu vou, eu vou confessar com um padre. Então esse padre, ele age como Cristo, né? Ele age em persona Christi. Então, quando eu comunico meus pecados para um sacerdote, eu estou falando com o próprio Deus, né? E é o próprio Deus que me absolve dos meus pecados. Então o que, por que que eu devo me confessar com o padre? Por quê? Porque quando nós falamos para o, para o sacerdote, né? Quando nós não deixamos aquilo só na nossa cabeça: Ah, eu me confesso só com Deus, etc. Quando eu falo a um padre, primeiro nós trazemos à luz os nossos pecados, né? Eu consigo organizar aquelas coisas que eu fiz de mal. Depois, né? Nós nos colocamos de joelho, né? Num, num, num modo de arrependimento, né? Num modo de humildade, manifestamos em bom tom, né? Nós enfrentamos a verdade. E eu gosto de pensar assim: Que confessar a um padre, eh, justamente por ser difícil, né? Meio constrangedor, justamente por isso que tá, eh, é esse remédio para nossos pecados, né? Esse remédio pra nossa alma. Porque veja, eu banquei uma coisa errada e agora eu tenho que ter a responsabilidade por aquilo, eu tenho que ter a responsabilidade por aquele ato, né? Eu tenho que chegar e falar assim: Olha, eu fiz mesmo, foi muito ruim, mas eu fiz. E uma dica pessoal que eu dou, que funciona comigo, é você chegar na confissão e começar pelo pior, né? Então pegar assim: Olha, o que eu tenho mais vergonha, gente, eu não quero falar isso pro padre, sabe assim? Eu não quero falar tal coisa pro padre, né? Que eu comi cinco potes de sorvete, sei lá, eu, né? Tô dando só um exemplo meio tonto, mas eh, eu vou falar o pior, né? E aí eu vou falar: Meu Deus do céu, tudo bem, Senhor, eu tô falando pro Senhor, e essa humilhação faz parte, né? Essa humilhação faz parte da minha, do meu arrependimento, faz parte da minha pena, né? Então isso eu vou falar, isso é um sinal de coragem, é um sinal de, de senhorio, né? De postura cristã, de bravura, né? De, de realmente lutar eh contra essas más inclinações. E a gente tem que ter muito cuidado então com esses respeitos humanos. Aí o que que o padre vai pensar, querida? É o seguinte: O padre já ouviu todos os tipos de coisa, né? Você nunca vai falar um pecado novo para ele, e ele tá lá para isso, né? E pensa, você compensar com o padre, ele vai rezar por você, né? Ele vai, ele vai se unir a você nessa penitência para para que você saia de lá mais fortalecida. E esse, e esse confessar diante de um padre também é um meio que Deus criou para nós não nos iludirmos, né? Aí, será que eu fui perdoada mesmo? Será que eu não fui? Mas será que eu fiz uma contrição de verdade? Será que Deus me perdoou? Imagina que ruim viver numa agonia dessas: Será que Deus me perdoa? Será que Deus me perdoou, né? Inclusive, eh, muitos sacerdotes falam que o pecado do aborto é um pecado que as pessoas confessam várias vezes, né? Mesmo sabendo que elas foram perdoadas. É muito triste isso, né? Deixa uma marca tão forte no coração da mulher que ela, ela não, não se contenta em confessar só uma vez, né? Só que ela tem a certeza de que ela foi absolvida, né? De que ela foi perdoada. E essa confissão, né? Essa pronunciar os pecados pro padre, como que deve ser, né, Ana? Então, gente, lembrem desses três Cs, não sei se vocês aprenderam isso na aula de catequese. Então a confissão, né, ela deve ser clara, concreta, concisa e completa. Então ela vai ser clara, eu não vou falar assim: Padre, tipo, vou omitir umas palavras só para ver se ele não escuta, né? Não, eu vou falar: Padre, é o seguinte, eu eh xinguei uma pessoa no trânsito, eu xinguei, né? Eu falei isso, mas eu não tenho que dar milhões de detalhes: Nossa, Padre, você não sabe, né? Eu, eu tava atrasada, tá, Padre? Você não vai se desculpar pro padre, entendeu? Você não vai, você não vai fazer isso, porque isso daí não é uma coisa de caráter, né? Você vai chegar e falar: Olha, eu fiz isso, eu fiz isso mesmo, tá? Então ela é o quê? Ela é concreta: Eu fiz tal coisa. E ela é concisa: Você vai falar só o necessário, só o que é importante. Para um pecado mortal, é importante você falar o número de vezes que você cometeu aquilo. Então você vai dizer: Olha, eu pequei, eu tive, não sei, né? Vou pensar um pecado, um pecadão: Eu bati no meu filho, eh, eu bati no meu filho, não vou falar: Eu perdi a paciência com meu filho, né? Você vai, você vai fazer, você vai fazer uma confissão eh completa, né? Clara, concreta e concisa. Então você vai falar: Olha, eu bati no meu filho por ira, né? Eu tive um ato de ira, de total descontrole, eu bati nele, e aí no dia seguinte eu fiz tal coisa, vamos supor uma coisa bem grave, né? É claro que isso é muito grave, mas eu não vou falar só: Ah, eu perdi a paciência, ou eu feri o meu filho. Você vai falar, você vai falar: Olha, três vezes no último ano. Você tem que falar, né? Porque é uma coisa muito grave. Eh, enfim, e ela tem que ser completa, ou seja, falar todos os, os pecados, não só alguns.

Depois, gente, depois então, né? Da, da confissão dos pecados, nós temos a quinta, quinto requisito, né? O quinto requisito é a, a penitência. Ah, desculpa, nesse meio tempo. Então, gente, depois que você confesse seus pecados, o padre, ele vai fazer uma fórmula da absolvição. Então qual que é a fórmula da absolvição? Ele vai absolver os seus pecados. Olha que bonito, e aí você vai ficar até emocionada. Ele vai dizer o seguinte, né? Ele fala é um resumo, né? Dessa, dessa reconciliação. Ele diz o seguinte: O padre, Deus Pai de misericórdia, que pela morte e ressurreição do seu Filho reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda pelo ministério da Igreja o perdão e a paz. Olha que lindo, né? Na fórmula da absorção, ele fala o perdão e a paz, porque Nosso Senhor justamente diz, né? Eh, a paz esteja convosco, antes de instituir o sacramento da Penitência. Então Deus, né? E na, na, na figura do padre, da Igreja, ele tá nos dando o perdão e a paz, né? A paz é um fruto da correção. E aí ele diz: Eu te absolvo dos seus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E aí logo em seguida ele vai te dar uma penitência. Então ele vai dizer: Olha, como penitência, você vai rezar um Credo, você vai rezar um terço, você vai rezar uma Ave-Maria, você vai fazer uma obra de caridade, você vai dar uma esmola para um pobre. Ele vai te dar alguma penitência. E nessa penitência, então, é uma forma da gente reparar os danos causados pelo pecado, né? Então, vamos supor, num crime, qual vai ser a sua penitência no crime? Você vai passar anos, você vai pagar uma multa, né? Essa vai ser a sua pena de ter feito um crime de trânsito, por exemplo, ou você vai ficar presa. Essa é, é a pena. Então, no sacramento da confissão, nós também temos uma penitência, né? Que é algo que nós vamos fazer como forma de reparar o dano causado, tá? E aí, gente, aí que tá esse final, né? Desse rito da comunhão, da, desse rito da confissão, nós vamos sair do confessionário. O que nós vamos fazer, né? Comemorar, claro, mas nós vamos até a capela, né? Onde nós estamos, vamos nos ajoelhar, fazer a penitência. Então vou pedir para rezar um Credo, pedir para rezar uma comunhão espiritual. Eu vou rezar essa comunhão espiritual e vou agradecer a Deus por esse, por esse sacramento. É muito importante isso. Eu, eu, eu gostaria muito que fosse algo realmente eh muito vivido por nós, sabe? Nós vamos fazer cumprir nossa penitência e também agradecer, né? Agradecer a Deus por tantas graças. Eh, e aí para terminar a aula, eu vou terminar eh com uma frase de nada mais, nada menos do que o Padre Pio. Então isso, rezar pelo confessor é ótimo, Isabele, gostei. Então o Padre Pio, né? Passava horas e horas e horas e horas no confessionário, né? Ele, e ele diz o seguinte para nós: Aja com humildade e confesse com assiduidade. Então, confessar com frequência, né? Manter eh essa alma eh limpa, né? Para, para receber maiores graças e também para, para ter maior, maior trato com o Espírito Santo, né? Quanto mais próximas de Deus nós estivermos, né? Eh, eh melhor para, para todo mundo, né? Então, agir com humildade, confessar-se com, com frequência. Eh, se você tá vai fazer uma, uma confissão pela primeira vez, eh, você vai pegar um bom exame de consciência que eu vou mandar lá no grupo, eu vou colocar na descrição do vídeo. Você vai fazer um bom exame de consciência, você vai pedir a Deus a dor do pecado, porque às vezes a gente fala: Nossa, eu nem tô sentindo nada. Mas lembra que não é questão de sentimento, é uma questão de vontade, né? Por mais que você não esteja sentindo a dor, e é muito bom quando a gente chora pelos nossos pecados, até a gente pode pedir essa graça: Senhor, me dê a graça da dor, né? Das lágrimas. Tem, tem alguns sacerdotes que ensinam dessa forma, eu acho muito bonito que a gente sinta a verdadeira dor, mas se a gente não sentir, né? Sentimentalmente falando, que a gente realmente olhe para um crucifixo e fale: Senhor, eu pequei, né? Eu. E aí você faz um belo ato de contrição, que, que tem vários assim, tem muitas fórmulas de atos de contrição, até no, no nosso planner vai ter três opções de atos de contrição e te nos ajudam também a ter essa dor, né? Essa dor do pecado. Eh, então isso, isso nos torna mais humildes, isso vai fazer com que nós eh voltemos à graça, né? Voltemos com essa plena comunhão com Deus, que é, é o que Deus mais anseia, né? Pensar que ele nos espera no confessionário. E, e vejam, vejam como isso é perigoso assim, às vezes algumas coisas vão fazer com que a gente se afaste do confessionário. Então: Ah, não, mas esse padre nem é tão santo, esse padre TL, esse padre ele não é tão bom, eu não vou confessar com ele, acho que eu vou confessar com outro, ou então a, a minha igreja, isso aí é longe, aí não sei o quê. Muitas coisas vão fazer com que a gente se afaste da, da confissão. Então, aja com humildade, sabe quem sou eu? Quem sou eu para achar qualquer coisa? Eu tenho que ir lá, como diz o meu marido, né? Praticamente todas as lives: Eh, vai lá e confesse seus pecados, né? Vai lá, sinta essa, se arrependa do que você fez, né? E não deseje mais ofender a Deus e confesse os seus pecados, ajoelha e confesse, né? Sem mais, sem, sem mistérios. Eh, então, ó, a, o Catecismo da Igreja fala que nós devemos nos confessar uma vez por ano, né? Mas eh a nossa alma, ela tá exposta a todos os tipos de más inclinações. Então, qual que é o, o que que é um período eh dado para se confessar? Então é, é de 15 dias a um mês. Então, se você fizer uma, uma, um exame de consciência de 15 dias, já vai aparecer muita coisa. Na minha cidade não tem confessionário, então sabe o que que você faz, Alessandra? Se não tiver confessionário, que claro é ruim, você vai ajoelhar diante do padre e você vai ficar cabisbaixa, você não precisa olhar pra cara do padre, entendeu? Eh, eu já tive que me confessar assim uma vez, eu, eu olhei para baixo e falei: Olha, fiz isso, isso, isso, isso, isso, isso. E depois você olha para ele e ele vai te dar absolvição. Enfim, eh, mas é, é vergonha, claro que dá vergonha, mas você vai oferecer essa vergonha, vai falar assim: Senhor, maior vergonha do que isso é, é a vergonha que eu tinha que ter sentido na hora de pecar, né? Então o São José Maria dizia, dizia assim: Vergonha só para pecar, né? Então para pecar você tem que ter vergonha, agora para confessar você não tem que ter vergonha, não tem que mesmo, até porque Deus já sabe o que você fez. Então, então isso tem que confessar os pecados antigos, pensa, você vai ficar livre deles, né? Livre, completamente perdoada. Eh, que mais de perguntas vocês têm? Eh, quando, quando um pecado é tão vergonhoso que não consigo contar, penso nele e me arrependo, porém o, o conto de maneira superficial. Então aí é muito perigoso. Eh, a Rubia perguntou: É perigoso falar de maneira superficial? Eu sei que é uma tentação, tá? É uma tentação a gente querer falar assim: Ah, então é que eu, né? Eu, isso daí é muito comum com pecados contra a castidade, né? Que a gente tem muita vergonha. É muito comum a pessoa falar assim: Olha, eu passei dos limites, sabe? Com uma namorada, como que, que ia passar dos limites, né? Você deu um beijo e tal, você dormiu com ele, tipo, são coisas completamente diferentes, né? Então você vai falar: Olha, eu dormi com ele, eh, eu fiz tal coisa. E para piorar, eu usei preservativo e para, entendeu? Você tem que falar, você tem que falar, porque o primeiro, a sua confissão não vai ser válida, e o inimigo vai estar ganhando nessa, né? O inimigo quer que você tenha vergonha e fale de qualquer jeito e fale de uma forma superficial. Por isso que a doutrina diz que tem que ser concreta, tem que ser completa. Se for um pecado grave, tem que falar: Foram tantas vezes. Não vai entrar em detalhes, mas você tem que falar. É muito diferente você falar: Eu xinguei a minha mãe uma vez, do que você falar: Eu xinguei a minha mãe todos os dias ao longo de um ano. É claro que é diferente, né? Ou então: Eu xinguei uma pessoa da esquina e eu xinguei meu pai. É claro que é diferente, né? Tem que, tem que falar isso mesmo. Só um detalhe, gente, tem um, um e-book do Padre Leonardo Wagner, eu acho que custa R$ 30, né? Que ele usa para os projetos da Paróquia e coisas sociais, mas que tá bem completo, tá? Eu acho que vale muito a pena, eu, eu dei uma olhada, achei muito bom. Depois, eh, se eu confesso um pecado mortal, porém não me recordo exatamente a quantidade de vezes, a confissão continua válida, sim. E aí você vai falar: Olha, foi aproximadamente isso, foi aproximadamente todas as vezes que eu encontrei tal pessoa ao longo do meu namoro que durou três anos, entendeu? Você consegue chegar mais ou menos assim numa, eh, é fechar os olhos, imaginar Jesus e outra, pedir coragem também, sabe? Pedir coragem para Deus, pedir para Nossa Senhora tá do nosso lado. Sabe? Às vezes a gente fala: Mãezinha, você sabe que eu pisei na bola, que eu fiz tal coisa, eu tô morrendo de vergonha, vai comigo, sabe? Você pode falar isso para Nossa Senhora: Vai comigo. Eh, olha só, caso eu não esteja exatamente arrependida, isso é importante, mas entenda que é pecado mortal, eu peço a Deus e esteja disposta, vale a confissão. Olha os, olha só, se você entende que é pecado mortal e que ofende a Deus, isso é um arrependimento imperfeito, isso tem que ficar claro. Essa é uma contrição imperfeita, mas é uma contrição. Então a sua frase, na verdade, eh, não, não, não tá em sentido, não tem sentido essa frase. Então é o arrependimento, você entender que é um pecado mortal e que ofende a Deus, você tá arrependida porque você fala: Senhor, é um pecado mortal e ofende a Deus. O que você tá querendo dizer, talvez, Camil, é você sentir isso que eu te, eu disse na aula: A gente não pode ficar presa em sentir: Nossa, eu me sinto muito arrependida. Mas o seu arrependimento, veja, o seu arrependimento tem que vim eh dessa dor de amor, mas não que não seja, que seja inválida, entendeu? Agora, se você acha que você não tá arrependida, é porque você tá precisando aumentar esse arrependimento, entendeu, Camille? Aí você segue isso que a gente falou na aula, leia os atos de contrição, né? Pega um devocionário, eh, pega qualquer oração na internet, essa que eu mandei ontem, e você vai ler, vai falar assim: Senhor, eu, eu não sinto que eu estou arrependida, mas eu estou arrependida porque eu...

Vos ofendi, e o que Camille continuar assistindo aulas, continuar se formando? Então a gente tem que entender: por que a gente tá ofendendo a Deus? Não sei se ficou claro, gente. Fui batizada adulta; no batismo, todos os meus pecados anteriores foram perdoados. Sim, eh, eu deveria confessá-las? Em algum momento faria sentido isso? Você pode confessar, você pode confessá-las, mas eles foram perdoados pelo batismo. O batismo é o único momento que realmente a sua vida vira uma tábua lisa, do batismo, entendeu? Eh. Então, mas o que que você pode fazer com pecados que já foram perdoados? Você pode faz... falar: eu faço isso, tá? Você fala no final da confissão: você fala: “E eu também quero me pedir perdão pelos meus pecados da vida passada, no campo da tal”, entendeu? Então, no campo da ira, no campo da soberba, no campo da luxúria, no campo, entendeu? Você vai falar, você pode, no final. Isso é bom, sabe, a gente ter esse... esse costume de falar isso no final.

Ana: e se esquecemos um pecado durante a confissão? Aí é que tá, Isabele. Se a gente se esqueceu, a gente corre, volta e confessa de novo. Tá bom? Mas por isso que é bom fazer um bom exame de consciência. E quando você for fazer o exame de consciência, né, a gente tem que... deveria perder bastante tempo fazendo o exame de consciência. A gente fala: “Senhor, não me ajude a não esquecer nada, me ajude a ter uma boa memória”. Mas se a gente sai do confessionário: “Meu Deus, eu esqueci de... de falar que eu menti”, aí você volta e confessa. Aí, se demorar uma semana, você... enfim, você tem que procurar, tudo bem se demorar uma semana, né, mas você tem que procurar voltar o quanto antes. Ixi, estado de demência! Eh, nesse livro, gente, eu li muita coisa sobre confissão, por isso que ela ficou longa, viu? Desculpa. Eh, em estado de demência, até sobre isso eu li. Ele fala o seguinte: que se tiver uma pessoa em estado de demência, você pode fazer uma boa, grande obra por ela. O que que você faz? Você chega por perto dela, e você coloca um crucifixo na frente dela, e você diz: “Senhor, perdoe essa alma”, e aí você... você fala um ato de contrição por ela. Daí você vai falar: “Senhor, pequei, pequei contra Deus e contra ti”, e você vai ler o ato de contrição como se ela tivesse falando. Então tem isso num livro que eu li, que você pode ajudar como se a alma tivesse querendo dizer isso. E claro, confiar na misericórdia, né? Eh, é. Então, Miguel, se você tem um padre que você conhece, que é seu amigo e tal, você, enfim, pode oferecer essa humilhação, mas se isso dificulta, você pode falar... falar com outro padre. Simplesmente... simplesmente você pode. E num outro padre não é o melhor, né? Porque o que que acontece? Deixa te falar: ISSO... isso daí, olha só: se você, quando você se confessa, o padre, ele vai ajudar a sua alma. Então ele vai te dar um conselho, ele vai te dar uma ajuda psicológica, né, para esse pecado, para essa situação que a sua alma tá. Então, se o padre te conhece, vai ser melhor ainda, digamos assim, né, Miguel. Tipo: “Olha, meu filho, então eu acho que você pode ler mais tal livro. Você pode acordar mais cedo, pode tomar um banho gelado”. Ele pode te dar umas dicas, até porque ele te conhece melhor. Mas se você acha que isso tá sendo um impedimento para sua confissão, procura outro padre. Com certeza.

O Frei Jilson, o quê, gente? É uma das prim... esplêndida graça batismal. É preciso confessar sempre com o mesmo sacerdote, se possível, até para aliviar. Sim, é... é... é muito bom, Ana. É muito bom que vocês confessem com o mesmo sacerdote, até para ele ir avaliando, né, o seu arrependimento, mas também o seu progresso espiritual, né? E até porque você fala assim: “Nossa, eu não quero confessar de novo esse pecado com o mesmo padre. Eu acho que eu vou mudar de padre, só para ele não ter que ouvir de novo”. Aí você fala: “Minha filha, vai lá, porque daí quem sabe você toma vergonha na cara e não faz de novo, né?” Ô, cara pálida! Eh, mesmo sem recordar de todos os pecados. Então, Fernanda, tem que fazer um bom exame de consciência. A gente tem que se recordar, gente, os pecados graves, com certeza. Agora, ó... ó, isso também. Hoje, se o pecado for venial e você se esqueceu, aí você foi perdoada, tá tudo bem, você foi perdoada porque você esqueceu. Aí você pode fazer um ato de contrição na... na... no momento da missa, é um momento ótimo para pedir perdão pelos pecados veniais. Posso ir confessando à medida que vou lembrando dos meus pecados? No... não, não, Ana. Então assim, eh, é um... você vai se confessar um... uma confissão de vida inteira. Então pensa, gente, na gravidade disso. O seu exame de consciência não vai durar 5 minutos, vai durar às vezes dois dias, três dias. Você vai fazer um... você vai se reencontrar com Deus, sabe? É um momento muito importante. Então você vai... você vai fazer uma confissão de vida inteira, você vai se preparar muito bem, muito bem. Então, realmente você tem que levar a sério isso. E aí, claro, você fez o melhor do seu trabalho, sabe? São... Curad fala: você vai ficar horas lá, vai ser um exercício racional, vai doer seu cérebro, sabe? Vai... vai fritar o seu cérebro, tanto trabalhar. E aí você, vamos supor que sem querer você esqueceu de uma coisa, aí tudo bem, você volta e se confessa. Mas não tem essa disposição de: “Ah, eu vou... os mais graves eu vou lembrando, não sei o quê”. Vale a pena parar a vida, entendeu? E fazer um bom exame de consciência de vida inteira, para você zerar, entendeu? Sair de lá zerada. Eh, quem recebe o sacramento da unção dos enfermos também é perdoados, os... também são perdoados os pecados. A pessoa tem que estar arrependida dos pecados, né, para receber absolvição.

Venho me confessando todas as semanas há três meses. Alguns pecados falava de maneira aberta; ontem consegui falar mais detalhadamente os pecados que mais me machucavam. É libertador! Ai, que graça! Nossa, que bom, Gabriela, que você escreveu isso. Exatamente, é libertador! É muito... liber... libertador! Eu esqueci de ler... de ler uma coisa aqui, mas é... mas é isso mesmo. Porque olha só: o quanto você confessa os pecados, você livra de si uma... a culpa que tá em você, né? Eh, a gente fala assim: “Ai, não sabe”, aquelas frases carpe diem, tipo: “Ai, não tem nada que eu não me arrependa, né?” Não, não é isso. A gente tem que se arrepender sim, até porque a gente vai... vai... vai sentir essa... cadê, ó, sensação de alívio, ó. Anotei aqui: eh, o nosso... o padre, ele vai nos prescrever remédios para os nossos males, né? Então vai ser uma ajuda psicológica e vai nos provocar o quê? Uma sensação de alívio. É libertador! Que segue a manifestação dos nossos pecados, a paz e o júbilo interiores por termos a certeza de que fomos perdoados, nos libertamos da culpa que nos perturbava e nos desalentava. Então, olha que lindo, né? Olha que bom poder realmente nos livrar dessa culpa. Gente, vou... vou terminando, tá? Porque... eh... eu falei que eu faço no final da confissão, eu digo o seguinte: depois de todos os meus pecados, eu falo: “Eu quero pedir perdão também pelos meus pecados da vida passada”, ou seja, pecados que eu já confessei, no campo da... aí você fala: “No campo da ira, no campo... campo da avareza”. Vamos supor que você foi uma pessoa muito avarenta no passado, tipo... ti... alguém morrendo na sua frente, você não quis gastar um tostão, você vai pedir perdão, pode pedir perdão de novo. No campo da impureza, né, nos relacionamentos. Eh, o ato penitencial no início da missa eh apaga os pecados veniais. Eh, então é muito difícil saber se apaga os pecados veniais por causa da nossa contrição, né? Então, se a nossa contrição for perfeita, apagaria perfeita, mas como a gente não sabe, é sempre bom confessar. Então você pode falar: “Senhor”, vamos supor você tá na missa, você vai comungar, né? E você... você pede a graça de que Deus te perdoe pelos pecados veniais que você vai falar naquele momento. E, mas mesmo assim, é bom você confessá-las. Ai, me perdi! Amei a aula! Ai, que bom, gente! A... a previsão do planner: vão rezando aí... metade de novembro a gente vai abrir a pré-venda, e o lançamento mesmo no começo de dezembro. Mas tá ficando muito... muito... muito especial. Vai ter exame de consciência, e a ideia é que seja algo para vocês levarem todo lugar.

Ó, Ana, última pergunta, tá? Ana, um dia fui confessar com uma lista na mão para não esquecer nada. Disse para o padre que eu não tinha certeza dos pecados confessados. Ele ficou bravo e pediu para eu falar apenas os pecados atuais, pois eu já tinha sido perdoado. Ah, tá. Então, calma. Então você queria repetir os pecados já confessados? É, você não precisa se alongar. Então assim, não precisa falar, não precisa se alongar. Então você pode só falar isso que eu falei, tá? Aida. Então assim, olha: “Eu quero pedir perdão dos meus pecados da vida passada”. Às vezes você pode só colocar isso, entendeu? Você não pode... não precisa falar de novo todos os pecados que você já foi perdoada. As alunas do corações ao alto vão receber aquelas que fizeram o formulário, porque a gente vai seguir os e-mails que eu... que se inscreveram no formulário. Fernanda, que a gente vai dar preferência para aqueles, por causa da primeira remessa. Que bom, Gabriela! Obrigada. As vendas são abertas para todos depois que a gente chamar os primeiros daquela lista do formulário. Tá? Vão ter preferência essas pessoas. Ana, você não vai arrepender, e eu vou rezar por você. A Ana escreveu que vai fazer uma nova confissão de vida inteira, mais completa. Ana, você não vai se arrepender. Conte com as minhas orações e as orações de quem tá ouvindo aqui para você fazer uma excelente confissão. E, por exemplo, essa semana, esse final de semana eu tô indo para um retiro, né? Eu faço uma vez por ano, e todo retiro eu faço uma confissão geral, tipo de vida, entendeu? Então eu falo: “Olha, por todas as vezes que eu fiz tal”, por tod... e eu até falo... falo assim: “Os padres estão preparados para isso no retiro”, tá? Então eles não vão ficar bravos. Então falo: “Padre, eu vou fazer uma confissão de vida inteira”. Então eu falar: “Olha, por todas as vezes que eu fiz isso, por todas as vezes que eu não dei... não dei o devido amor a Deus, eu desprezei, eu troquei a missa por outra coisa, não sei o quê”. Eu faço mesmo, sabe? Eu... eu fico no retiro fazendo isso. Então é muito bom a gente fazer isso pelo menos uma vez por ano. Então... então Gabi, essa questão eu acho que é bom você falar com o padre, um diretor espiritual, né? Então eu era luterana, não sabia que era pecado. Na dúvida, na dúvida, confessa. Na dúvida, confessa, tá? Então claro, você não tinha noção da matéria grave, mas hoje você sabe que é um pecado grave, então você vai lá e confessa esse pecado, porque hoje você tem esse conhecimento. Ai, gente, eu não... eu não repito tudo, Fernanda. Eu não falo: “Nossa, nesse dia eu xinguei tal pessoa”. Não falo tudo de novo da minha vida, mas eu falo: “Por todas as vezes que eu faltei com a caridade no trânsito”, coisas que comuns, sabe, que a gente faz e que eu me arrependo. Também por todas as vezes que eu pequei contra tal mandamento, por todas as vezes que... nanã... que eu ofendi a Deus de tal forma. Tá bom? Olha que legal! Vou encerrar com esse testemunho, tá, gente? Estou muito ansiosa pela minha confissão. Vou receber o sacramento do casamento, e antes vou finalmente... fear... depois de 15 anos, e comungar também. Estou contando os dias! Ai, Amanda, que alegria! Tá todo mundo feliz aqui. Eu fico muito emocionada, nossa, dá vontade de chorar. Que bom! Viva! Viva, Amanda! Que muitas pessoas sigam seu exemplo, Amanda! E na sua primeira comunhão... olha, se eu puder te dar um conselho: reza muito pela salvação das almas, sabe? Que esse momento é de muitas graças, muitas graças. Você é o momento que você tem muita moral, eu pedir. Então reza muito pela conversão das pessoas, pelas almas do purgatório, que realmente... que a gente leve cada vez mais almas para Deus. E com certeza o testemunho vai ajudar. Tá bom? Então, boa noite, gente! Adorei que vocês ficaram até o final aqui, as guerreiras! Então até daqui 15 dias pra nossa aula do exame de consciência. Vai ser muito especial, a gente vai fazer juntas. Um beijo! Fiquem com Deus, e eu vou mandar o material lá no grupo. Tchau, gente! Um beijão!