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Igreja Das Estações 🤎 | ESCOLA DAS ESTAÇOES | 17/06/2025

Igreja das Estações 🤎1:30:01

Transcription

Ele era um homem justo e íntegro. A palavra "íntegro" ali é a palavra "inteiro", né? E é uma pessoa que não tinha uma vida fragmentada.

Então, essa ideia de "sete vidas", né? Tipo assim, o evangélico virou tipo um gato em sete vidas, né? Vida espiritual, vida afetiva, vida financeira, vida profissional, vida familiar, vida. Então, você vai e em cada lugar tem uma cara, né? Então, é, é, está estragado, está, está ruim.

Então, tipo assim, a ideia é você não ter várias vidas, é você ter uma vida. Noé era um homem justo e íntegro e andava com Deus. Então, ele não diferenciava; ele era uma pessoa. Tipo assim, na festa da minha filha eu dancei, por exemplo. Ah, o pastor dança. É, eu sou isso mesmo, entendeu? Tipo assim, eu sou, eu sou mesmo aqui, eu brinco aqui.

A minha ideia é você ser quem você é, mano. Tipo assim, aonde for que você estiver, você não está performando, você não está usando uma máscara, você não está querendo mostrar para ninguém que você é melhor ou pior em nenhum aspecto. Você é o que você é.

Então, esse tipo de vida é uma vida íntegra, uma vida inteira, uma vida que você, que você, eu falo que é uma vida que você tem que se colocar debaixo do sol meio-dia, não tem sombra; você está exposto, completamente exposto.

Então, a gente tenta a palavra "erudito". Eu já falei aqui várias vezes para vocês: o pensamento erudito, ele veio. A ideia é adquirir conhecimento através daquilo que eu estudo, que eu leio, né? Então, esse tipo de pensamento, esse tipo de construção teológica erudita, para mim, é muito tóxica. Ela é muito, porque Deus é uma pessoa.

Então, assim, eu passei por três ou quatro tipos de seminários, de linhas de pensamento, seminário. Tem uma linha do Charles Finney, por exemplo, que fala que amor é uma decisão. Já na linha mais pentecostal, o amor é um fruto. Já na linha mais reformada, o amor é, sei lá. Então, tem várias formas de interpretar o amor. A Bíblia fala que Deus é bom, gente. O amor é uma pessoa. Entende? Você está entendendo?

Tipo assim, aí, "amor é uma decisão" para mim... O amor é a natureza de Deus, é Deus. Então, eu não posso, eu não posso decidir amar. Eu não tenho essa opção de decidir amar. Ah, eu vou decidir amar. É a mesma coisa. Eu falo assim: "Eu vou decidir voar". Eu não sou passarinho, eu não tenho os pneumáticos, eu não tenho asa. Então, eu não vou. Por que que eu não posso decidir voar? Porque eu não tenho a natureza que me permite voar. Se eu pular, eu vou cair igual um machado sem cabo.

Mas, não é possível amar? É possível amar se o amor, se você estiver no amor. Quem te dá capacidade de amar é o amor. Então, se você não se relaciona com Deus e Ele não muda sua natureza para a natureza Dele, você não tem capacidade de amar, porque você não está andando com o amor. Por isso que o amor, a resultante da relação com o amor, é um fruto. E qual é o fruto? O amor. O fruto do Espírito é amor. Ponto.

E o amor é o quê? Longânimo, paciente, o amor, domínio próprio. Enfim, tem as características do amor. Mas o amor é um fruto? Não. O amor não é um fruto. Deus é amor. O amor é uma pessoa. Quando me relaciono com essa pessoa, eu gero um fruto. E qual é o fruto da minha relação com o amor? O amor. Isso é um pensamento sistêmico.

Então, por exemplo, tudo que eu produzo na minha vida espiritual, tem que ser fruto de um relacionamento. Como é que você pode falar que você ama a Deus, que você não vê, se você não ama o próximo que você está vendo? É um pensamento sistêmico, prático, que te leva a quê? A olhar para a pessoa, para o próximo, de uma forma diferente.

Então, tipo assim, não é uma coisa se fragmentar, não. É uma coisa prática e ela produz em você o quê? A prática do amor. Aquele que diz que ama e não ama é mentiroso. Olha como a Bíblia vai, ela vai desconstruindo a ideia erudita ou apenas a forma de crer por aquilo que você fala.

"Ah, afastai de mim, ó incrédulos, ou extros vossos cânticos, porque vocês cantam com seus lábios, mas seus corações estão longe de mim." Isso para mim não presta para nada. Aquele, portanto, que ama não é aquele que diz que ama. Aquele que ama, neste meu amor, ele é aperfeiçoado. E sabemos que estamos Nele, se amamos como Ele nos amou.

Você vê como é uma coisa que te traz para o jogo. Você para de ficar filosofando, "é o que eu acredito", "é o que eu acho", e te leva para a vida, vida na vida. Compreende o que eu estou querendo dizer?

Então, uma característica é a Escola das Estações. Ela é uma teologia orgânica, sistêmica e ortoprática.

Ela é orgânica porque não vai deixar o fermento dos fariseus. Não vamos avançar o sinal. Ela tem que acontecer no seu tempo, na agenda de Deus. Os pés estão sobre a lua.

Ela é sistêmica porque não é sistemática. Eu não vou fragmentar minha vida. Ela é integral, ela é inteira. Eu gosto daquela música do Marcos, né? "Eu quero a vida inteira. Eu quero tudo até perfeito eu estar." Então, é a vida inteira.

E ela é ortoprática porque, antes da ortodoxia, para mim, vem a ortopraxia. Então, antes da ideia da teoria, vem a prática. Essas são as características da teologia que a gente ensina.

Então, ah, eu li muito, eu li livro, mas você foi na rua conversar com alguém? Não, estou me preparando teologicamente para depois eu ir. Aí vai ter que estudar muito, vi um anjo visitar minha casa, eu vou ter que fazer, aí eu vou. Nunca vai. E se for, vai fazer besteira. O amor é uma coisa simples, uma prática diária, ela é ordinária, está no dia a dia.

Então, a gente tem que entender: essa teologia que eu ensino tem como objetivo nos organizar dentro de um lugar e nos libertar para a prática do amor.

Romanos 11. Romanos 11 é um texto que eu nunca tinha lido até eu começar a estudar Jesus homem. A Escola das Estações, ela veio. As primeiras aulas que eu dei, eu falei sobre isso, cara.

Jesus, Ele não chegou aqui na terra e disse assim: "Adora-me". Eu fui professor de uma escola de missões que também existia uma dinâmica de louvor e adoração, e tinha aula de louvor e adoração, aula de dança. Tinha várias aulas, né? E assim, uma grande tensão da igreja é ensinar as pessoas a cantar, a dançar.

Muitas das atividades espirituais de chamados estão envolvidas com esse espaço aqui: pregar, cantar, dançar. Uma boa parte da atividade religiosa, se a pessoa não sabe cantar, dançar ou pregar, logo ela não tem chamado. Então, nem sei o que eu vou fazer no Reino de Deus. Tipo assim, meu Deus, Deus quer mudar o mundo e o cara quer cantar e dançar. Então, tipo, você está entendendo? É ou não é verdade? Resumindo, né? Então, não perde, não perde.

Ah, então, quando Jesus... Eu fiquei imaginando a escola de teologia de Jesus evangélico. Então, gente, hoje Jesus, fazendo dos seus discípulos: "Hoje eu vou ensinar vocês a me adorar". Aí, quando eu chegar, "Olha, gente, presta atenção. Chegar, vocês têm que procriar, cantar todo mundo junto", entendeu? Tipo assim, "eu vou sair e vou voltar. Quando eu voltar, vocês começam". Tá. E Jesus chegava, voltava e todo mundo: "Aí, todo, eu Te adoro". Hum. Foi bom. "Não vou voltar de novo porque tem que me adorar em espírito e em verdade."

Que dia que Jesus ensinou alguém a adorar Ele? Qual foi a adoração que Jesus ensinou para as pessoas? "Negue-se a si mesmo. Tome sua cruz e siga-me." Eu quero ver você andar comigo. E, de preferência, não canto que sua voz é afinada. Eu quero ver você no dia a dia. Eu quero ver se você... Eu quero ver como você se comporta com pobre. Eu quero ver como você se comporta com aquilo que não te gera recurso. Eu quero ver como é que você se comporta com aquilo que você não vai ter vantagem. Eu quero ver como é que você se comporta com aquilo que não tem a ver com você. Tem a ver com Deus. Tem a ver com o Pai. Tem a ver com o céu.

Eu quero ver como é que você vai lidar com a vida. E todas as vezes que eu perceber que você está destoando, eu vou tentar te trazer a ideia de Deus para que você entenda como Deus pensa sobre isso. Então, Jesus convida a gente para uma peregrinação. Ele chama a gente para segui-Lo. Essa é a grande adoração: é nos seguir Jesus.

Agora, presta atenção. O livro de Romanos 11 é Paulo tentando explicar para a mente.

Gente, o livro de Romanos foi escrito para os romanos, para Roma, o maior império daquela época. O livro de Mateus, por exemplo, foi escrito para os judeus. O livro de Marcos foi escrito para os gregos. O livro de Lucas foi escrito para os... Marcos para os romanos, Lucas para os gregos. Alguma coisa assim. O livro de João foi escrito para toda a igreja. É o livro do amor, do apóstolo do amor.

Então, quando você lê a Bíblia, até a linguagem, por exemplo, uma vez eu vi uma pessoa dando uma aula e falando assim: "Ah, na Bíblia fala Reino de Deus e Reino dos Céus. São coisas diferentes." É a mesma coisa. Reino dos Céus e Reino de Deus, mesma coisa. Só que Mateus não podia falar Reino de Deus, não podia falar Deus, porque não pode pronunciar o nome de Deus em vão. Então, não adiantava você falar Reino de Deus para o judeu, você estava blasfemando. Você escreveu um livro para um grupo que, se você falar Deus, você já perdeu completamente a credibilidade. Mas você está escrevendo para Lucas, por exemplo. Lucas está escrito para os gregos. Se não falar Deus, eles não vão entender que está falando de divindade. Estão entendendo? Que tinha vários deuses.

Então, a linguagem dos livros é contextualizada e direcionada para um grupo específico. Eu tive uma aula, por exemplo, de Romanos 1 e 2 com Paulo que mudou a minha vida. Mudou minha vida. Eu sempre li Romanos 1, não lia Romanos 2.

Eu sou um pregador. Eu já preguei em todos os lugares que você pode imaginar. Em presídio, eu já preguei em favela, eu já preguei em palácios, eu já fiz mais de 300 casamentos. Toda vez que eu vou fazer um casamento, eu tenho um sentimento para cada casamento. E o pregador, a primeira coisa que o pregador faz é desconstruir.

O pregador chega, qual é a coisa que eu mais gosto de fazer? E você vê algumas... Você chega para, por exemplo, assim, vou dar um exemplo para vocês aqui, por exemplo, vou dar um exemplo bem simples, porque eu me visto de mendigo. Uma vez, um amigo meu se vestiu de mendigo, todo sujo, e ele era o pregador da noite. E foi para uma igreja desconhecida que ninguém o conhecia. Ele ficou na porta pedindo esmola para as pessoas, vestido de mendigo.

Aí, aconteceu na hora do culto: ele entrou e sentou. As pessoas: "Nossa, que cheiro!" Pessoas levantavam, saíam, chamou o diácono: "Pô, esse cara aqui fedendo do meu lado!" Ele causou toda uma situação, ele causou, ele quis provocar na plateia uma situação, ele quis mexer com o emocional do pessoal. De repente, o pastor: "Quero convidar o pastor para pregar". Levantou, levantou o mendigo, entregou a palavra e tirou a palavra. Cara, era, nossa, cara, é o cara!

Paulo está falando para o povo mais difícil daquela época. E ele criou, ele tem uma estratégia para conversar com esse povo. Ele teve que criar uma forma de comunicar os romanos, talvez a cultura mais rígida, lembra que a gente estudou? Babilônia, Grécia, Babilônia, Pérsia, Pérsia, Grécia, Roma. Roma é um grande império, tipo assim, dos povos inalcançáveis, dos desafios evangelísticos daquela época. Você pode ter certeza que Roma era um dos maiores deles.

Então, Paulo, o livro de Romanos, é um livro para se estudar e debruçar. Porque Paulo começa e ele faz Romanos 1, por exemplo, vou dar só um spoilerzinho assim bem rápido: ele começa falando, tipo assim, é assim que ele começa. Ele desenha Deus, ele desenha o Deus da mente dos romanos. Ele desenha um Deus que os romanos imaginam. E se você, se você ficou... "Deus é um Deus de poder, Deus é assim, e Ele pune e Ele faz." Então, ele afirmou. Quando eu chego aqui, começo a pregar, um monte de coisa afirma. É assim mesmo.

Se eu for pregar na igreja evangélica, muitas vezes eu faço isso. Eu afirmo primeiro tudo que todo mundo pensa. Depois eu falo assim: "Mas se eu pensar desse jeito, eu já tinha te matado. Se eu for considerar essa narrativa, você não estaria nem aqui."

Paulo faz uma invertida em Romanos 2. Depois você pega, lê Romanos 1, você vai falar assim: "Meu Deus!" Mas se você ler Romanos 1, lê Romanos 2, que nem eu fiz minha vida inteira, você faz de Romanos 1 o que Deus está querendo falar? Não. Paulo está preparando os romanos. Ele dá um golpe de palavras. Ele fala assim: "Deus é assim, Deus faz assim. Deus é desse jeito. É assim que Ele faz? É assim que Ele trata?" Aí, em Romanos, ele fala assim: "Então, mas se Deus é assim, logo Ele perdeu todas essas características. Então, Ele não pode ser um Deus assim, então Ele não pode fazer isso." Então, ele desmonta.

E quando você lê Romanos 2, você fala assim: "Meu Deus, é o mesmo autor do um e do dois?" É porque ali, gente, não tem Romanos 1 e 2. É uma pregação que tem começo, meio e fim. Não é um livro que ele escreveu: "Agora eu vou ler Romanos 1:1", e Paulo escreveu. Não, essa separação foi feita num determinado momento da história onde os livros foram organizados, mas ali é uma linha só.

O livro de Marcos, todos os evangelhos, é uma carta só, é um assunto. Ele não é a gente que lê fragmentado e usa textos fora de contextos para criar pretextos para poder condenar gente, para poder matar, triturar pessoas e criar doutrinas absurdas. Quem está entendendo o que eu estou querendo dizer?

Eu quero convidar vocês a ler Romanos 1 e 2 depois e fazer uma crítica. Estou deixando nesse spoilerzinho aqui, mas depois o Paulo vai dar essa aula para a gente.

Agora, Romanos 11, na mesma linha, na mesma forma de pensar. Romanos 11 também Paulo está preparando os romanos para uma pancada. Gente, eu custei a entender Romanos 11, mas depois que eu entendi Romanos 11, mudou completamente a minha forma de enxergar, cronologicamente falando, o propósito de Deus.

Só lembrando de uma coisa, só lembrando de uma coisa muito importante. Eu vou desenhar aqui hoje para dar continuidade ao nosso raciocínio. A outra caneta estava melhor. Deixa eu sentar aqui. Vamos ver se vai dar. Acho que vai dar. Não, pode deixar. Está muito fininho aqui, mas vai dar.

Aqui nós temos as duas terras. Presta muita atenção, gente. Aqui nós temos as duas terras. Essa aqui, essa do lado de cá, nós vamos... essa aqui é Israel, tá? E essa aqui é Roma. Porque no final do processo, lembra que a gente estudou Leviatã e depois estudou a vida de Abraão? Leviatã, ele é o quê? Ele tem a cabeça de ouro, que é a Babilônia. Ele tem os peitos de prata, que é a Pérsia, a cintura de bronze, que é a Grécia, as pernas de ferro, que é Roma, e os pés de ferro e barro misturado, que são as nações.

Então, durante todo o processo de construção cultural, é muito importante a gente entender que o Evangelho, o Antigo Testamento, ele tem uma diferença do Novo Testamento. O que que o Antigo Testamento tem de diferente do Novo Testamento? Um muro. Quem construiu esse muro? Deus. Eu dei uma aula aqui um dia, só relembrando. O que que esse muro faz? A separação do que Deus está fazendo e a separação do que aconteceu no mundo.

Então, no Antigo Testamento, nós temos essas duas terras, as duas realidades culturais bem distintas. E Deus faz questão de falar: "Não se misture com essa gentalha". Deus faz distinção.

Lembra que a gente estava estudando um tempo atrás sobre, por exemplo, aconteceu uma situação nos Estados Unidos. Acho que na época tinha um assunto muito interessante sobre o lançamento da IA, tinha uma especulação enorme nas grandes startups do mundo: quem ia lançar primeiro a inteligência artificial. Enfim, foi uma especulação de uma investigação, um estava querendo saber o que o outro estava fazendo.

Mas uma coisa que é interessante foi que, tipo assim, as startups são fechadas. Aí, o Fantástico foi entrevistar uma pessoa, pediu para conversar com qualquer pessoa da diretoria. Ninguém deu entrevista. Um prédio simples, sem estética, estava mudando o mundo ali, num cantinho de uma cidadezinha dos Estados Unidos, um prédiozinho de esquina. Você fala: "Como é que pode? Uma IA nasceu ali!" É, sem chamar atenção, sem muitos alardes, sem comunicar com ninguém, fechado, extremamente guardado, estava sendo produzido algo que podia mudar a nossa geração. Quem não entendeu, fala?

A natureza de uma startup é fechada. A natureza de uma startup: "Eu estou produzindo uma coisa que, se minha concorrência descobrir antes de mim, ele sai na frente e ganha". Não é assim que funciona?

Nós temos que olhar para o Antigo Testamento, Deus como dono de uma startup. Coloca no seu coração isso. E o que que Ele está fazendo? O que que está acontecendo aqui? Essa aqui está bem melhor. O que que está acontecendo aqui? Você tem o céu, ó. Está bom? E aqui você tem Deus.

Ao longo de uma história, Deus escolheu o quê? Uma terra. E Ele fez uma compostagem aqui, ó. Pensa numa compostagem. Quem sabe o que é uma compostagem? Ele separou uma terra dentre todas as outras terras do mundo com um objetivo. Ele precisava pegar elementos do céu e adubar essa terra com esses elementos.

Ele começou com quem? Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué, Davi, Elias, Jeremias, Ezequiel. Você tem Deus trazendo para a terra. "Ah, vocês querem saber qual é a minha ideia sobre um pai? Olha para Abraão. Quer saber uma ideia sobre mãe? Olha para Sara. Vocês querem saber uma ideia minha sobre, por exemplo, sobre filho? Olha para Isaque. Sobre economia? Olha para Jacó. Sobre como é que eu construo uma nação com muitos filhos? Olha para Jacó. Quer economia? Olha para José. Quer saber como é que eu penso no céu como um... como é que eu penso como um rei? Olha para Davi. Quer ver um profeta? De acordo com as minhas características, olha para Elias."

Então, nós temos uma terra, uma startup, uma compostagem que, ao longo da história, foi recebendo elementos do céu na terra. Deus está preparando uma terra. E Ele colocou uma condição: "Não mistura, não mistura. É importante que não misture."

Aí, tipo assim, se você pegar o Deus do Antigo Testamento, "Você é um Deus segregador, é um Deus que sustenta a estrutura de preconceito, é um Deus..." Se você não entender o processo cronológico histórico de como Ele trabalhou e para que Ele fez isso, você usa um texto fora do contexto para justificar o que você quer fazer. Quem está entendendo o que eu estou querendo dizer agora?

Em contrapartida, o que que nós temos dessa terra? Em contrapartida, nós temos aqui a Babilônia, Babel, Babilônia, nós temos a Pérsia, a Grécia, nós temos Roma, nós temos as nações.

Se aqui a base da cultura foi altar, só lembrando, altar, a palavra "mitsbereai" em hebraico significa "lugar de morrer". Lembra que eu falei: "Deus deu a terra ao homem. Os céus são céus do Senhor, mas a terra deu ao homem."

Quando Deus dá a terra ao homem, Ele estabelece o princípio da equidade. Em outras palavras, quando a terra era minha, o homem era um gerente. Eu entrava e saía da terra quando eu quisesse. Mas quando eu dei a terra ao homem, eu preciso que o homem me convide para entrar na terra. Para eu entrar na terra. Deus precisa disso? Não, mas Ele estabeleceu uma relação bilateral com o homem. Para quê? Porque Ele quer ser convidado.

"Entra, estou à porta e bato. Se você abrir, eu vou entrar. Se você não abrir, eu não vou entrar." Não é porque eu não posso entrar. Não é porque eu não consigo entrar. Não é porque eu não sei entrar. É porque eu quero estabelecer um princípio, uma relação de equidade entre Eu e você. E você tem que saber que, se você não permitir que eu faça parte da sua vida, eu não vou fazer. Mas eu não deixo de te amar por isso. Mas se você me quiser, você tem que me invocar.

E o princípio da invocação é qual? O altar. O altar é o princípio da invocação. Só que a palavra "altar" em hebraico, "mitsbereai", é "lugar de morrer". Então, toda esta cultura aqui foi munida, foi adubada por homens que construíram altares, que convidaram Deus para participar das suas histórias e construir, a partir do que eles estavam vendo no céu, uma realidade na terra. Quem entendeu isso?

Todos eles, todos esses homens, os patriarcas, os reis, uns completamente se rebelaram contra Deus, fizeram o que quiseram fazer, outros se sujeitaram e capturaram o coração de Deus. Presta atenção.

Em contrapartida, você tem uma terra que foi construída com uma mentalidade babilônica de construir uma torre para o nome ser célebre, para ser grande, para ser famoso, para ser poderoso, para se proteger do outro. Você tem dois tipos de terra.

Lembrando que "altar", a mesma palavra para altar, que é "mita", que é "lugar de morte", é a mesma natureza da palavra para "porta". Isso é uma coisa muito importante e eu vou gastar um versículo com vocês aqui.

Abra sua Bíblia comigo em Gênesis, Gênesis 28, a partir do versículo 10. Eu vou ser bem rápido nesse texto. Esse texto aqui nós estamos falando de Betel. Betel, gente, é um lugar muito estratégico que Abraão passou. Betel, Isaque passou. Betel, Jacó passou. Aqui é a experiência de Jacó em Betel, que de todas as experiências, talvez seja uma das mais emblemáticas.

Jacó sai da sua terra e vai em direção a um propósito, a um destino. Eu sempre falo que esse deslocamento é extremamente importante para a gente entender como Deus chama a gente para fora.

"Partiu Jacó de Berseba, seguiu para Harã. Tendo chegado a um certo lugar, ali passou a noite, pois já era o sol posto. Tomou uma das pedras do lugar e fez dela de travesseiro. Deitou ali mesmo para dormir."

Presta bem atenção. Nesse mesmo lugar que Jacó parou para dormir, que é Betel, lá em Gênesis 12, versículo 7, é o mesmo lugar que Abraão encontrou com Deus.

Só relembrando uma coisa que a gente estudou um tempo atrás, lembra que quando Ninrode, o construtor de Babel, ele sai do oriente e vai para o ocidente? Lembra que ele estava procurando uma planície para construir uma torre? Ele estava procurando um lugar para ter segurança, para ter poder. E lembra, Abraão saiu de um lugar seguro, um lugar de poder, de herança, e ele se deslocou em direção a um lugar de impossibilidades.

Ninrode encontrou uma planície e construiu uma torre. Abraão encontrou com Deus e construiu um altar. Gente, isso fala muito. Você está procurando uma planície para construir uma torre ou você está procurando Deus para construir um altar?

Por que Ninrode construiu uma torre quando encontrou uma planície? Ele queria construir um lugar seguro, estável, para se proteger da morte. Por que Abraão construiu um altar quando encontrou com Deus? Porque ele sabia que a vida que estava sendo proposta para ele era muito maior do que a vida que ele tinha. Por isso, ele construiu um lugar para morrer a sua história, para passar a viver a história que estava sendo proposta por Deus.

Agora, quem encontra com Deus constrói um altar, porque sabe que a vida que Ele está te apresentando é infinitamente superior a qualquer coisa ou qualquer tipo de pensamento que você prospectou para a sua vida. Por isso, quando Jesus encontrava, Jesus falava assim: "Negue-se a si mesmo, construa um altar, tome a sua cruz e vem, porque eu tenho para você um caminho sobremodo muito mais excelente."

"Assim como o céu é mais alto do que a terra, os meus projetos para vocês são muito maiores. O que olhos não viram, o que ouvidos não ouviram, o que jamais penetrou no seu coração, as coisas que eu preparei para as pessoas que me amam. Vocês são uma feitura, uma obra de arte da minha mão. Me deixe moldá-los para a obra que de antemão já preparei para vocês."

Tem pessoas que querem viver o que Deus preparou para elas, mas não se permitem ser preparados por Deus para aquilo que Ele já preparou. Deus só entrega o lugar que Ele preparou para você se você deixar Ele te preparar. Por isso que o altar, vocês vão ver o que que é o altar.

Ele botou a cabeça no altar e dormiu e sonhou. "Eis que posta na terra uma escada cujo topo tocava o céu. Os anjos de Deus subiam e desciam por ela." Sabe o que que a Bíblia fala que anjo subindo e descendo? Lugar de extrema atividade espiritual. Porque o anjo chega perante Deus, Deus dá para ele uma missão. Ele desce da terra, executa a missão e sobe. Lugar onde tem anjo de Deus subindo e descendo é o lugar onde tem coisas acontecendo de Deus.

Agora, existem também lugares, por exemplo, quando Daniel orou, que os anjos estavam parados, porque havia uma guerra dos principados da Pérsia com os principados da Grécia. É o lugar onde estava tendo dificuldade de movimentar o que Deus queria. Então, a Bíblia atesta que há uma atividade espiritual grande e tem lugares que céus estão travados.

E uma coisa que eu descobri há um tempo atrás, um pequeno spoiler, estudando um pouco sobre angelologia, uma coisa que eu mais gostei foi que os anjos, diferente de nós, eles não têm o direito de ter opinião. Por exemplo, eles não têm o livre-arbítrio. Os anjos não têm o livre-arbítrio. Eles são completamente alinhados com o que o Pai está fazendo. Ou está, ou não está. A característica dos anjos é essa.

Então, o que que o anjo faz? Ele tem que executar o que Deus mandou ele fazer. Só que tem uma condicionante que eu acho extremamente interessante. O anjo só pode executar o que Deus mandou ele fazer na terra através da igreja. Ele é um mordomo. Ele é um executor. A Bíblia chama ele de potestade, que é a palavra "exousia", que é a palavra "habilidade de execução". Então, ele é um executor.

Agora, olha que interessante, olha a matemática. O anjo, por isso que a Bíblia vai falar "anjos e a igreja", o anjo só pode executar na terra o que Deus mandou ele fazer no céu se for através da igreja. Então, se a igreja não souber o que Deus está fazendo no céu, os anjos que têm uma missão para vir executar, eles ficam parados esperando a igreja se conectar com o que Deus está fazendo para depois agir junto com ela. Quem entendeu isso?

Então, existem lugares que a atividade angélica é completamente parada. Por quê? Porque a igreja está completamente fora do que Deus está fazendo. Quem entendeu isso? Então, quando a igreja, quanto mais ela se alinha, quanto mais ela se organiza na agenda, mais ela libera movimentação de anjos.

Neste lugar aqui fala que tinha uma movimentação intensa de anjos. Olha que interessante. "E perto dele estava o Senhor. Ele disse: Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus de Abraão, teu pai, de Isaque. A terra que agora está deitado, eu darei a ti e à tua descendência. A tua descendência será como o pó da terra, estender-se-á para o ocidente, para o oriente, para o norte, para o sul. Em ti, Abraão, em ti, Jacó, na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra."

Eu quero te falar que, através de você, eu vou abençoar todas as famílias da terra. Gente, de repente você está fugindo do seu irmão, você é um usurpador, você é um ladrão, e de repente você encontra com Deus e Deus dá uma invertida em você e te conta coisas sobre você que você nem imaginava. Na verdade, você é o Salvador do mundo. Na verdade, Deus vai fazer uma grande revolução através de você.

E você está assim... De repente, quem constrói altares e acessa o que Deus tem para ele, descobre coisas sobre você que você não imagina. Uma coisa é o que o mundo diz sobre você. Uma coisa é o que as pessoas dizem sobre você. Outra coisa é o que Deus diz sobre você. Você tem que se apegar ao que Deus fala sobre você, não ao que as pessoas dizem sobre você. E muitas vezes nós somos vulneráveis e reféns do que as pessoas dizem sobre nós, porque nós não estamos escutando o que Deus fala sobre nós.

Qual é o lugar que você tem essa revelação? O altar é onde você decide perder. É onde Ele pode te entregar. E aqui, olha que interessante: "Eis que estou contigo e te guardarei por onde quer que você for. Te farei voltar a essa terra, porque não te desampararei até eu cumprir algo a que te hei referido." E Ele falou tudo com Jacó dormindo.

Agora, olha que interessante, gente. Despertando Jacó do seu sono, Jacó acorda. Depois de tudo que ele viu, ele acorda com a cabeça no altar. Eu tenho uma teoria que Jacó pegou a pedra que Abraão usou para fazer o altar e dormiu com a cabeça no altar. Ele colocou sua mente, seu coração submetido à vontade de Deus e acessou. Ele acessou um lugar.

Olha que interessante. "Despertou Jacó do seu sonho e disse: Na verdade, o Senhor está neste lugar e eu não sabia. E temendo, disse: Quão terrível este lugar! É a casa de Deus, é a porta do céu."

Gente, aparece pela primeira vez na Bíblia a porta do céu. Uai, então o céu tem porta? Se Jacó viu a porta do céu, então o céu tem porta. Quando Jesus fala: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque vocês não entram pela porta e não deixam entrar quem está querendo entrar." Então, quer dizer que existe um acesso, um lugar que eu tenho que entrar? Sim. Existem aqueles que entram e aqueles que não entram? Sim.

Jacó descobre o que nesse momento? Que ele está exatamente na porta. E ele fala uma coisa muito interessante: "Deus estava aqui e eu não sabia." Quantas vezes Deus está e você não sabe? Quantas vezes você está envolvido com uma coisa, Deus está ali do seu lado e você não sabe? E por que que você não sabe? Muitas vezes porque você ainda não entrou no mesmo lugar que eu estou.

Eu posso estar num lugar sem perceber. Eu estou com o meu celular aqui, ó. Eu posso estar nesse lugar sem um rádio. Estão passando ondas de rádio aqui, eu não estou vendo. Eu posso pegar um rádio, ligar no mesmo lugar e perceber que tem ondas de rádio passando. O que que definiu se eu peguei as ondas de rádio? Um rádio. O que que define se você se conecta ou não?

"Ah, eu vou lá para o Monte Sinai para me conectar com Deus." Não, você pode estar no mesmo lugar geograficamente e você não percebeu o que está acontecendo. E você pode estar no mesmo lugar e perceber o que está acontecendo. O que que define? Se a sua cabeça está no altar ou não, se você passou pela porta ou não. Entende isso?

Essa terra, todos esses homens foram construtores de altares. Todos esses homens, tudo que eles fizeram foi a partir de abrir uma porta, entrar, ver o que Deus está fazendo, executar na terra e mostrar para o mundo e mostrar para a história. "Olha como é que Deus pensa sobre isso. Olha como é que Deus pensa sobre aquilo."

Eu gosto muito da dança de Davi. Davi, quando ele foi cheio da presença de Deus, ele começou a dançar, começou a dançar tanto, ele começou a dançar tanto que ele foi se despindo e foi tirando a sua roupa. O espírito foi tomando ele e Davi dançava e ele soltou. A sua mulher olhava para ele: "Que ridículo, um rei dançando!" Ele entrou numa situação de ser ridículo, mas ele era um ridículo na presença de Deus, não se importando com o que estavam dizendo dele, porque ele estava pleno. Deus estava falando para ele o que Ele pensava sobre ele.

E eu falo que Davi ali, Davi dançou na presença de Deus. Ele aprendeu a dançar. E se você observar as guerras de Davi, você vai ver que as batalhas de Davi eram como uma valsa. Deus falava assim: "Vai". Ele ia. "Agora volta". Ele voltava. "Agora vai para o lado". Ele vinha para o lado. "Agora vai por trás". Ele vinha por... Ele ganhou todas as guerras dançando.

Davi foi o primeiro homem que colocou o nome de Deus de "Senhor dos Exércitos". Sabe quem deu o nome? Quem foi a pessoa que mais deu nomes para Deus? Davi. Porque Davi... Por que que Davi, na teologia dos sacerdotes naquela época, não existia chamar Deus de "Senhor dos Exércitos"? Era uma blasfêmia chamar Deus de "Senhor dos Exércitos". Quer saber alguém...

Que mais atualizou o nome de Deus? Davi. Sabe por que Davi chamou Deus do Senhor dos Exércitos? É simples, porque ele tava no meio da guerra. Ele olhava pro lado, ele via quem? Deus. Se Deus tá na guerra comigo e se quando ele tá comigo na guerra e quando eu tô com ele na guerra, eu ganho todas as guerras, logo ele é o Senhor dos Exércitos. Ele voltava pra casa e falava assim: Deus, o senhor diz que blasfema. Eu, filho, falo: o dia que você for para a guerra lá no fronte e você vê Deus manifestando seu poder, você vai entender o que eu tô te falando. Essa face dele você não conhece. Sabe por quê? Você fica parado na sua casa, deitado. Você fica vivendo a sua vida e você não se expõe aos lugares aonde ele está ganhando batalhas. Porque no dia que você se expor, no dia que você for, você vai ver. No dia que você vê, você vai entender. Quem tá entendendo, gente?

Uma vez um amigo: "Cara, Deus manifesta em todo lugar." Vou te falar alguma coisa. Você não pode falar que Deus não tá em um lugar X porque você nunca viu ele lá, porque você nunca foi lá. No dia que você for e vê, aí você fala comigo. Entendeu o que eu tô dizendo?

Todos esses homens, tem uma palavra chamada corandel. Elias, quando ele chegou perante Acabe, ele falou assim: "Acabe, eu quero te falar uma palavra perante a face do Deus que eu estou". Elias não falou assim: "Eu vou te falar algo perante a falta do Deus que eu vou entrar quando eu orar." Não, "eu vou te dar uma mensagem perante a face do Deus que eu estou. Eu não vou entrar na presença dele. Eu já estou vendo o que ele tá fazendo. Põe os seus profetas para poder fazer os seus sacrifícios. Você vai ver o que vai acontecer. Eu vou orar e vou fazer o que ele tá fazendo. Ele vai responder com fogo." Então é diferente.

Nós temos que entender que essa história aqui foram de homens que absorveram, criaram altares e que convidaram a vontade de Deus do céu para a terra. "Vem a nós o vosso reino", que é o reino, "e seja feita a sua vontade aqui na terra como no céu." Aqui na terra como no céu. Quem disse aqui? Esses homens, eles não tinham conexão com o céu, mas eles estavam o tempo todo tentando construir uma ideia da terra pro céu, sem saber o que tá acontecendo no céu. É totalmente diferente. Quem tá entendendo isso aqui? Entende isso? Pega isso aqui bem.

Quando Paulo se apresentou, tô na introdução ainda, quando Paulo se apresentou pros romanos, abre a sua Bíblia comigo em Romanos. Eu, é, é muito importante essa introdução para você entender isso aqui. Agora Paulo ele se apresenta aos Romanos. Como que ele se apresenta aos Romanos? Como é que ele começa a sua narrativa? Ele fala assim, ó: "Ô, Romanos, eu tô falando aqui, ó. Romanos, eu tô falando para vocês, ó. Eu tô falando para os Romanos aqui, mas eu tô falando de onde? De qual lugar que eu estou falando?" Olha o que Paulo fala. Pergunto: "Pois, olha a provocação de Paulo para os romanos." Porque os romanos eles são por natureza arrogantes, soberbos. Toda a estrutura babilônica, ela é de cima, ela é verticalizada de cima para baixo. É uma cultura de arrogância, é uma cultura de orgulho, é uma cultura de soberba, é uma cultura de domínio, é império, é de controle, é de subjugar pessoas, de dominar pessoas, de escravizar pessoas, de usar pessoas. O reino de Deus ele é invertido. É um sistema de serviço, de sacrifício, de altar, de amor, de perder pro outro ganhar. A lógica é diferente. Então, mas Paulo tá falando para esse povo e ele tinha naturalidade, ele tinha nacionalidade, ele tinha a nacionalidade e ele tinha a nacionalidade romana também. Então ele conhecia muito bem os romanos, assim como ele conhecia também o seu povo judeu. Presta atenção.

E Paulo agora tá falando para quem? Pros romanos. E ele tá dizendo, pergunto: "Pois vocês, Romanos, terá Deus porventura rejeitado o seu povo?" Porque naquela época tinha uma falácia. E qual que era a falácia? A falácia era que agora Deus mandou pregar para os gentios, que Deus falou para Pedro, que Deus falou para que agora tinha que pregar, porque os judeus, porque os judeus eles mataram Jesus e Deus agora ia puni-los. Então tinha uma retórica naquela época que era tipo assim: "Agora é a hora dos gentios. O Espírito Santo tá manifestando os gentios". Então os romanos que já estavam convertidos, estavam recebendo o espírito de Deus, assim, Deus agora, ele gosta da gente, ele não gosta mais desse povo que rejeitou ele. Tão entendendo isso? E Paulo tá querendo explicar esse fenômeno.

E o que ele fala? "Porventura, pois terá Deus porventura rejeitado o seu povo? De modo nenhum." Ele já responde: "Por quê? Eu também sou israelita das descendências de Abraão. Eu sou de onde? Eu sou israelita da descendência de quem? De Abraão." Olha como é que ele vai na raiz dele. Presta bem atenção. Ele podia simplesmente assim: "Eu sou de Jesus. Eu fui nascido pelo Espírito de Deus". Ele podia resumir a fala dele apenas no Evangelho e no tema do Novo Testamento. O que que Paulo falou? Ele falou de raízes. Ele falou de raízes. Olha que interessante. Ele se apresentou aos romanos. "Eu não sou da descendência de Nirode." É muito importante você entender que eu não sou construtor de torres, eu sou construtor de altares. A minha tradição me ensinou a construir altar, não foi torre. Quem tá entendendo isso, gente? Gente, isso é muito importante, gente.

"Sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu. Ou não sabeis o que as Escrituras referem a respeito de Elias? Como estais perante Deus contra Israel, dizendo: 'Senhor, Senhor, mataram os seus profetas, arrasaram os teus altares e só eu fiquei e procuram tirar minha vida'." O que lhe disse, pois a resposta divina: "Reservei para mim 7000 homens que não se dobraram, que não dobraram joelhos ante Baal, o remanescente." Assim também, assim, pois também agora, no tempo de hoje sobrevive um remanescente segundo a eleição e a graça. E se é pela graça, não são pelas obras, do contrário, a graça não é graça. Que diremos? Pois, presta bem atenção, versículo 7. "O que Israel buscava, isso não conseguiu e a eleição os alcançou e os mais foram endurecidos, como está escrito." E o que tá escrito? "Deus lhe deu um espírito de entorpecimento. Olhos para não ver, ouvidos para não ouvir até o dia de hoje." E disse Davi: "Torne-lhes em mesa de laço de armadilha e tropeço e punição." Versículo 10. "Escureceram-se os olhos para que não vejam e fiquem para sempre encurvadas às suas costas." O que que o texto tá dizendo? O texto tá dizendo que Deus escureceu os olhos do povo de Israel.

O que que o texto tá dizendo? Que Jesus ele veio, presta bem atenção numa coisa aqui, na plenitude dos tempos, na plenitude dos tempos, no momento em que a terra estava pronta, o que que Deus fez? Ele plantou a oliveira. Então é muito importante a gente entender essa figura, a oliveira verdadeira. Na plenitude dos tempos, Jesus ele caiu na terra e nasceu a oliveira verdadeira. Gente, Jesus nasceu em Roma? Jesus nasceu na Grécia? Jesus nasceu no Egito? Jesus nasceu na Pérsia? Aonde Jesus nasceu? Na terra que Deus preparou para plantar oliveira. Quem é Deus? Isso aqui, isso aqui é muito importante. É muito importante a gente entender que Deus preparou uma terra para plantar uma árvore. Essa aula é sobre plantar uma árvore. Nós temos que entender que Deus, o projeto de Deus é plantar. Mas antes de plantar uma árvore, preparou uma terra. Fazendo uma aplicação na sua vida, você tem que entender que Deus quer fazer algo dentro de você, mas pode ser que ele tenha que mexer com a terra para depois estabelecer a árvore. É importante preparar o útero de Sara para a semente de Abraão.

Aqui é Sara, aqui é Agar. Aqui a Bíblia vai chamar de oliveira, a oliveira falsa. A oliveira que não é oliveira verdadeira, ela tem suas raízes nessa terra. Presta bem atenção. Paulo tá falando o seguinte. Paulo tá pregando agora pros romanos. Ele tá pregando para a oliveira que é a oliveira falsa e aqui é oliveira verdadeira. E ele tá falando o seguinte assim: "Olha, Deus escureceu os olhos de vocês para pregar para esses". Aí você pergunta: "Por que Deus fez isso? Qual o objetivo de Deus em escurecer os olhos desse povo para que esse povo fosse alcançado?" No texto bíblico, ele vai explicar. Deus ele constrói um muro. E esse muro que ele constrói é justamente para causar uma divisão até a oliveira verdadeira ser plantada. É não, não escurecer os olhos desse povo para não ver a oliveira. Então, existe um raciocínio aqui. Paulo é uma coisa bem, uma coisa meio complexa. Paulo, ele tá, ele tá, ele tá tentando, mais uma vez, igual Romanos 1 e Romanos 2, ele tá, ele tá criando uma situação teológica para que as pessoas percebam o que tá por trás disso.

Então, por que que Deus ele escureceu os olhos de um povo? É muito importante que esse povo, eles foram a vida inteira criados. Para quê? Esses dias eu vi um debate num podcast de um judeu falando que Jesus não é o Messias e debatendo com cristão. E no debate tá assim: "Jesus não é abc." Por que que não é? Porque ele morreu. "Nós não consideramos a possibilidade de ele ter ressuscitado. Jesus morreu. Por que que ele não é Messias? Porque ele morreu." Por quê? Você, para vocês terem uma noção, gente, existe um suposto Messias da tradição judaica, que eles acreditam que esse cara poderia, ele pode ser que seja o Messias que morreu, que chama, é um rabino chamado Barcova, se eu não me engano, o nome dele é esse. Tem uma câmera, tem uma câmera de transmissão filmando o túmulo de Barcova, esperando ele levantar do túmulo, porque durante todas as profecias falam que viria o Messias. Todas as profecias dessa terra trabalharam em cima de uma expectativa, de uma esperança. "O nosso Messias virá." Tanto que quando Jesus ele chega, os zelotes eles tinham uma visão do Messias, os fariseus tinham uma outra visão, os saduceus tinham outro, os essênios tinham outro. Existe uma grande expectativa de chegar o Messias.

Agora eu te pergunto, esse povo foi desenvolvido com uma característica de quê? De ter um muro, uma startup, uma cultura fechada e ele tava esperando o Messias. E esse Messias salvaria quem? Quem, gente? Eles. Quando Jesus chegou e a oliveira foi plantada, qual o que que Deus teve, o que que Deus fez? Escureceu os olhos deles. Eu dou uma chance para vocês responderem. Por quê? Por quê? Por quê? Não. Por quê? Porque se eles percebessem que Jesus era o Messias, eles iam ocultar a informação pro resto do povo. Eles não iam deixar Jesus ser o Messias do mundo. Jesus seria o Messias, o salvador de quem? Dos judeus, dos israelitas. Deus escurece os olhos deles para eles não verem.

Agora, olha que olhe Paulo, gente, eu tô explicando para vocês o que o Paulo tá explicando pros romanos. E olha o que ele fala no versículo, versículo 11. "Pergunto pois, porventura este povo tropeçou para que caísse?" Eles tropeçaram. Eles não perceberam que Jesus era o Messias. Agora eu tô pregando pros gentios. Agora, olha o que que tá acontecendo. Olha o que tá acontecendo agora. Paulo tá aqui. Paulo é um galho aqui, ó. E Paulo tá pregando para essa oliveira aqui, ó. Paulo está pregando para essa oliveira. Quem tá entendendo isso aqui? Presta atenção nisso aqui, gente.

E Paulo agora, Paulo falou: "Olha, vocês acham que o povo de Deus, a oliveira verdadeira que tá aqui, tá sendo arrancada para você ser enxertado? Você acha que Deus, esse povo que procura Deus, eles perderam? Você acha que no plano de Deus eles fracassaram?" Olha o que Paulo tá falando. "Porventura tropeçaram eles para que caíssem? De modo nenhum. Entenda o que tá acontecendo, mas pela sua transgressão, foi eles transgredindo que veio salvação para vocês. Foi a transgressão deles que salvou vocês e veio a salvação aos gentios para pô-los em ciúme." Ora, se, olha, olha Paulo, versículo 12. "Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza pro mundo e o seu abatimento em riqueza pros gentios, quanto mais será a sua plenitude." Se Deus quebrando esse povo, o mundo foi salvo, quando Deus levantar eles, haverá uma outra, uma outra dinâmica. Deus tá, Paulo tá organizando um cenário de conjuntura daquela época e um cenário escatológico também. Tá mostrando como as coisas aconteceriam ao longo dos anos.

Agora, preste atenção, versículo 13. "Dirijo-me a vós outros que sois gentios." Então agora Paulo tá falando para quem? Pros gentios aqui. "Dirijo-me a vós outros que sois gentios. Visto pois que sou apóstolo dos gentios. Eu tô feliz. Deus me designou para pregar para gentios. Esse é meu ministério, eu não tenho problema. Muitos estão pregando para os judeus, muitos estão tentando. Eu sou apóstolo dos gentios e glorifico o meu ministério para ver se de alguma forma eu posso incitar emulação, ciúmes no meu povo e salvar algum deles." Ótimo. Por quê? Presta bem atenção, versículo 15. "Por se de fato terem sido eles rejeitados, trouxe reconciliação pro mundo, o que será o seu restabelecimento? Senão vida dentre os mortos."

Então, então a Bíblia fala lá em Lucas 21, né? Mateus 24, Lucas 21, acho que é isso mesmo. Vai falar que Jerusalém é, ela, ela, ela, Jesus ele fala isso. Eu vi um, eu vi um pastor falando isso esses dias. Eu não concordo muito com ele não. Jerusalém é sim. Eu não gosto da teologia da substituição. Igreja é igreja, Israel é Israel. Tem promessas específicas para Israel e tem promessas específicas para a igreja. E a igreja é Israel e gentios juntos, mas existem sim promessas para o povo de Israel. Eu, eu acho o que tá acontecendo no Oriente Médio hoje, minha opinião, a posição de Israel é uma visão escatológica antecipada, radical de um grupo específico. Eu acho que eles estão precipitando. Eu acho que eles estão agindo antecipadamente. Eles estão provocando um cenário que Deus não tá fazendo. Essa é a minha opinião. Mas Deus vai fazer por intermédio deles. Mas isso é uma jogada do Satanás. Para quê? Vai descredibilizá-los pro futuro. Todo o processo do ataque do inimigo, gente, ele tenta antecipar com mentira para depois quando vier a verdade você não acreditar e elas se parecem. Vocês podem observar, é um processo de inoculação cultural.

Agora, presta atenção. Vocês estão, vocês estão comigo aqui, vocês não estão prestando atenção? Tá dando para entender? Vamos lá. Vou, eu vou finalizar essa aula. Versículo 16. "Se forem santa agora", presta atenção que a aula vai chegar ao fim agora. Vocês vão entender um ponto muito interessante. Agora aqui nós temos Paulo agora ensinando a teologia que eu ensinei para você aqui hoje. "Se forem santas as primícias da massa, igualmente será a sua totalidade." Então, se eu vou fazendo a, fazendo propaganda da nossa pizza, levante. A Carla compra a melhor, a Carla Sares compra a melhor farinha, ela compra melhor óleo, ela compra, ela faz questão de comprar tudo de melhor qualidade. Então a primícia da massa ela é boa. Então se a primícia da massa é boa, há uma chance muito grande do quê? Da pizza ser boa, do bolo ser bom, do pão ser bom. Então, se eu tenho uma primícia boa, a chance de eu ter uma massa boa é grande. Agora, e se a primícia da massa for ruim? A chance de eu ter uma massa boa é muito pequena. Quem tá entendendo o que eu tô querendo dizer? Então, antes de eu ter a massa, eu tenho que ter o quê? A primícia, que são os elementos. Antes de eu ter a árvore, eu tenho que ter o quê? A terra, a raiz. Então, antes de Deus plantar a árvore, o que que ele fez? Ele preparou a terra. Se a gente entender isso, isso muda muito. Porque nós, quando nós aceitamos Jesus, a gente pensa que a gente aceitou apenas uma semente. Não, nós fomos conectados a uma terra. Presta atenção. "Se forem santas as primícias da massa, igualmente será o quê? A sua totalidade. Se for santa", repete comigo, "se for santa, a raiz também os ramos serão." Pegaram aí?

Então, olha que interessante. Se na terra tem elementos bons, eu tenho uma, eu tenho uma teoria que a oliveira brava e a oliveira verdadeira, elas são a mesma, elas podem ser da mesma semente. O que diferencia é a raiz, é a terra que ela cai. A oliveira verdadeira, sabe qual a diferença oliveira verdadeira para oliveira brava? Olha uma coisa que eu estudei na época que eu tava estudando isso aqui. A oliveira verdadeira dentro. Você já viu que quem que já cortou uma árvore assim e por dentro não tem um caule assim, aquele negócio que passa aquele o caldinho da árvore dentro dela que tem aquele a seiva da árvore? O que que é oliveira verdadeira? É tão forte os ingredientes da terra, é tão bom que flui a seiva por dentro dela e não agarra, ela é lubrificada. Então ela vai até os ramos mais nas pontas e ali que produz o fruto. Então quando a seiva chega na ponta ela produz fruto. A oliveira brava não tem fruto. Por quê? Porque por dentro ela é ressecada. A seiva não passa e ela não produz fruto. Não é porque ela não tem capacidade de produzir fruto, é porque não chega nela as vitaminas, a energia, o fluído dessa terra, ele é seco, ele não tem vida, então ela não consegue penetrar nela para produzir vida. Quem entendeu isso aqui?

Agora olha que interessante, versículo 17. "Se porém", repete comigo, "se porém dos ramos que foram quebrados, e tu", vira pro seu vizinho, fala: "E tu, gentil?" Gentil não é gentinha não, viu, gente? Palavra gentil vem do grego "goe", nações. "E você das nações", olha só, "se porém algum dos ramos que foram quebrados e tu sendo oliveira brava foste enxertado em meio deles e se tornaste participante do quê?" Vê aí, gente. "Não da raiz." Então, olha que doideira. Paulo tá pregando pros judeus, pros gentios. Que que ele tá falando? "Alguns dos ramos naturais foram arrancados." Quem já viu enxerto, né? Quebra ali, dá uma fissurinha, você vem com uma árvorezinha enxerta. Quem já viu enxerto? Que tá dizendo? Ele tá falando assim, ó. A natural foi quebrada, a brava foi quebrada. Então, a evangelização aqui de Paulo foi o seguinte: ele não tá pregando para essa raiz. Ele tá quebrando os galhos daqui e enxertando aonde? Aqui. Agora, quando a oliveira brava é enxertada na oliveira verdadeira, ela passa a receber o quê? A seiva. E ela se conecta ao quê? À raiz. Ela se conecta à raiz, gente. Pegou a visão aí? E ela passa, mesmo sendo oliveira brava, a produzir o quê? Fruto. Por quê? Porque não são os ramos que sustentam a raiz, mas é a raiz que sustenta os ramos. Quem entendeu isso aqui?

Então, deixa eu acabar de ler aqui. "Se porém algum dos ramos foram quebrados e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado por meio deles e se tornaste participante da seiva da raiz, não te glories." Não te glories. Não pense não. Não se gabe, Romanos. Por quê? "Não és tu que sustenta a raiz, mas é a raiz que sustenta a ti. Tirarás pois alguns que foram quebrados." Então para comigo aqui. O trabalho de Deus é esse aqui. Presta bem atenção nesse ecossistema. Se você entender esse ecossistema, você vai entender o movimento do reino de Deus. Deus tá aqui no céu, certo? O homem tá aqui na terra, certo? Deus, ele quer trazer a realidade do céu pra terra, certo? Só que Deus tinha um plano, plantar uma árvore. E por que que ele queria plantar uma árvore? Porque depois que essa árvore tiver plantada, ele podia enxertar todas as nações da terra, todas as famílias nessa árvore. Porque quando a oliveira brava fosse enxertada na oliveira verdadeira, ela receberia a seiva da raiz e a raiz representaria a ideia do céu. Quem entendeu isso aqui?

Então, como é que um romano teve acesso a uma cultura de altar por intermédio de Jesus? Ele teve acesso a Abraão. Quem entendeu isso aqui? Quando, presta atenção, quando um romano da raiz de Babel, ele era enxertado em Cristo, ele passava a receber a cultura de altar, ele morria numa cruz cantando porque ele tinha entendido o que realmente preenchia o coração dele. Os Romanos em 330 eles desesperaram. Por quê? Porque que povo é esse? Que mesmo crucificado, mesmo sendo perseguido, era um povo que não tinha problemas. Eles continuavam adorando, eles continuavam servindo, eles continuavam. A vida deles não dependia do tamanho da torre que eles construíam. A vida deles não dependia dos resultados que eles tinham na Babilônia. O sentido da vida deles não estava em construir uma torre e um lugar para se esconder. Eles se conectaram à eternidade através da oliveira verdadeira. Quem entendeu isso aqui? Tô entendendo isso aqui? Jesus, Paulo, não pregou para converter essa terra. Ele quer que você seja enxertado para receber a seiva dessa terra. Por isso que aqui nós temos insistido numa coisa. Se a gente não entrar, se a gente não se conectar, porque o que acontece, o que que é muito comum, o que que Constantino fez em 330? Você sabe, gente, sem ofensas religiosas, tá bom? Eu vou mostrar para vocês o que aconteceu em 330.

Essa raiz aqui, ó, ela foi crescendo, ela foi se desenvolvendo, como fala lá em Daniel 2, a cultura do reino, ela foi crescendo. Uma das características importantíssimas, presta bem atenção nisso aqui, é que os gregos e os romanos, eles tinham, por exemplo, os deuses gregos, por exemplo, a mitologia grega, eram de deuses extremamente soberbos. Num livro que eu li um tempo atrás do Vichal Magalai, ele fala uma coisa tão interessante. Ele fala que os deuses eles ficavam brigando entre si para demonstrar pro povo quem é mais poderoso. Tá mais ou menos igual a guerra lá no Israel e Irã. Os deuses, os poderosos, os que têm bomba, eles brigam entre eles para mostrar pro povo quem é que tem mais força. Os deuses gregos, eles tinham essa forma e eles não tinham relação com as pessoas. Os deuses gregos, eles não se importavam, por exemplo, com a viúva, com o necessitado. Tanto que Sócrates, Platão, Aristóteles, eles foram grandes profetas críticos da filosofia que eles falam: "Gente, essa mitologia grega é balela. Que Deus que é esse que só pensa no umbigo dele? Que Deus é esse que provoca injustiça no meio do povo?" Sócrates foi um crítico. Ele morreu porque ele criticou a mitologia grega. Porque ele falou isso, "não é justo, cara. Tá tudo errado essa merda." Ele bateu. Então, por que que ele fez isso? Porque ele falou: "Cara, como assim se aprende de um Deus que não se importa com a pessoa frágil, que não tá importando com quem tá morrendo de fome, com a criança que tá..." Agora Jesus, ele foi um Deus, todo filho do Deus poderoso que andou no meio dos pobres, que entrava na casa das viúvas, que curava o enfermo, leproso, que morreu por amor. De repente, Jesus foi o construtor de altares que mostrou que o reino de Deus do céu, na terra, transformava a vida das pessoas. As pessoas começaram o quê? A se envolver com essa cultura de reino. Só que começou a enfraquecer a cultura de império.

E em 330, depois de 300 anos, tinha um imperador aqui chamado Constantino. Esse cara, ele percebeu que essa cultura ia tomar o mundo. E ele fez uma jogada. E qual foi a jogada que ele fez pra gente poder finalizar? Ele pegou, ele tentou pegar e foi o que eu tava falando com o Fantini hoje mais cedo. Ele criou uma entrala, ele criou um ambiente fake, ele criou uma igreja nessa terra, ele plantou uma oliveira nessa terra. Quem tá entendendo, gente? Em 330, se você estudar a história, nasce o cristianismo. O cristianismo não nasce com Jesus. O cristianismo nasce em 330. O cristianismo é a fusão. Porque e outra coisa que Constantino faz, ele percebe que não adiantaria perseguir os cristãos, que ele tinha que perseguir a raiz, ele tinha que eliminar a raiz, porque ele percebeu que o que ameaçava ele não era o Jesus Deus. Era Jesus, homem. Porque as pessoas não seguiam Deus, adoravam Deus, mas elas seguiam o homem. O problema foi que Jesus mostrou como é que devia viver na terra como no céu. O modelo de discipulado de Jesus ensinava as pessoas a como trazer o céu pra terra. Que Constantino fez? Ele dicotomizou a fé. Ele transformou Roma num estado cristão. Agora eles adoravam Jesus e liberou os cristãos para adorar Jesus. Então aqui agora, meu irmão, era cristianismo na veia, era uma jogada política. Só que tem uma coisa, Jesus ele foi colocado como um Deus a ser adorado, mas daqui para a frente as pessoas passam a viver como romanos na terra e adorando Jesus no céu. Foi a jogada política mais interessante que eu já vi na história.

Com isso, ele começou a, a partir de Constantino, você vê que a história ela para de perseguir cristãos e passa a perseguir judeus. Qual que é a ideia? Acaba com os símbolos, acaba com as festas, acaba com tudo que conecta com a raiz de Jesus. Mata a raiz dele. Por que que Jesus transforma o sábado em domingo? Tira o candelabro, tira os símbolos que fazem menção à cultura, à terra, acaba com as festas, elimina a pedagogia das estações, apaga o caminho. Por quê? Para as pessoas adorarem Jesus, não tem. Desde eles adorarem Jesus a vida inteira, desde que eles construam torres e construam casas para se proteger, eles podem ir à igreja todo domingo. Deixa eles da igreja cantar para Jesus. Eles só não podem sair na rua e preocupar com o pobre. Eles só não podem ser inclusivos e amar pessoas. Deixa eles dar dízimo, construir palácios. Deixa eles, deixa eles cantar para Jesus a vida inteira. Eles só não podem ser parecidos com Jesus. O meu problema não é cantar para Jesus. Canta para ele. Pode cantar. O meu problema é se eles encarnarem Jesus na terra. Se eles começarem a repartir o pão em vez de acumular dinheiro na conta, se ele começar a pensar que é importante cobrir o nu, dar a mão para aqueles que estão desesperados, o meu problema é a raiz da oliveira verdadeira, porque nela que tá o DNA do céu, quando eu persegui a raiz, eu coloquei, coloquei Jesus como um símbolo a ser adorado, um Deus. E eu estabeleci a cultura das torres.

330, 400, anos 500, 100, 100, 100. A reforma protestante. Reformar é diferente de restaurar. Reforma. Se eu tenho esse púlpito, ele é todo de madeira e ele quebra, eu posso usar qualquer madeira para reformar, mas se eu quero restaurar, eu tenho que usar as madeiras originais dele. A reforma protestante foi uma reforma, mas ela não restaurou. As bases da igreja protestante são as mesmas bases da Igreja Católica. Foi feita uma reforma, mas não foi feita uma restauração. Nós não retornamos pra raiz. Nós estamos gradativamente, no meu ponto de vista, ora se afastando mais, porque eu acho que muitas, em muitas questões, em muitos aspectos, a igreja evangélica hoje tá cometendo mais atrocidades sociais, políticas do que a Igreja Católica. As inquisições, as perseguições, a ideia de uma igreja estatal que domina o Estado e controla com as suas doutrinas o triunfalismo religioso, uma teocracia, como por exemplo o Irã é hoje em outras nações do Oriente que impõe sobre as mulheres, oprime as questões identitárias, as questões políticas, as questões educacionais, enfim, é uma loucura total.

Essa, esse movimento aqui, ele era um movimento de amor, de serviço. Era um movimento que os, que os, que os diáconos, eles, eles, as pessoas traziam suas ofertas aos pés dos apóstolos, os apóstolos pegavam, colocavam na mão dos diáconos e não havia nenhum necessitado no meio deles. Eles dividiam, eles separavam, eles, eles, eles multiplicavam na divisão e todos eram agraciados. Esse povo foi crescendo e foi comparando aqueles que constroem torres e constroem celeiros, daqueles que, daqueles que multiplicavam tudo que tinha, dividindo com quem precisava. Esse povo morria cantando, feliz, porque sabia em quem eles criam. Esse povo construía torres para se esconder com medo da morte. Esse povo não tinha medo da morte. Esse povo tinha medo da morte. Esse povo tinha vida e vida em abundância. Esse povo vivia em prol do medo da morte.

Em 1500, na reforma protestante, foi uma reforma. O que que eu acredito? Eu acredito na igreja 1.0. Eu, eu acredito na igreja 2.0. Eu acredito na igreja 3.0. Historicamente falando, a igreja primitiva, a igreja que Jesus fundou lá no ano zero com judeus que não tinha gentios ainda, é a igreja 1.0. A igreja de Paulo, de Pedro, que pregou pros gentios, é a igreja 1.0. A igreja do Pentecoste, a igreja 1.0. A igreja do caminho, a igreja do discipulado, a igreja que tinha Jesus como modelo de discipulado na terra, de encarnação, de poder, de caridade, de amor. Em 330, essa igreja é perseguida e seus símbolos são massacrados. Nasce a igreja 2.0, a fusão do movimento de Jesus com a terra babilônica. Nasce a Igreja Católica Apostólica Romana. Romana no solo romano. Tá bom? Entende isso aqui? Igreja Católica Apostólica Romana. Para quem Paulo tá escrevendo? Pros romanos. E o que que Paulo disse pro Romanos? Pros romanos há 300 anos atrás. "Ei, Romanos, eu tô vendo que vocês vão se obedecer. Não é a raiz que sustenta os galhos. É os galhos, não é os galhos que sustenta as raízes, é a raiz que sustenta o galho." O que que eles fizeram? Colocaram a raiz para sustentar os galhos depois de 300 anos. Não deu outra. Nasceu o cristianismo. O cristianismo nasce da fusão daqui com aqui. Quando nasce o cristianismo, nasce um movimento religioso que para mim é uma entrala. É um movimento que ele não dá, ele tenta não dar. Esse muro aqui, gente, só desculpa, uma coisa importantíssima. Esse muro foi derrubado, tá? Tá lá em Filipenses. Esse muro foi derrubado. Depois que a oliveira ela nasce, o muro é derrubado para que todo esse povo tenha acesso à Oliveira. Tá bom? Eu esqueci de falar isso.

Então, em 1500, Lutero e algumas pessoas perceberam e reformaram aspectos muito importantes da fé. Um deles que a salvação não tá no templo, a salvação não tá na igreja, mas tá em Jesus. Isso é uma reforma muito importante. Quando você tira a salvação da religião e põe a salvação na pessoa de Jesus, é um grande movimento e é uma grande reforma. Ela foi muito importante e as pessoas pararam de pensar que são salvas porque estão na igreja e começaram a entender que a salvação está em Cristo. Mas elas continuaram a construir torres porque o aspecto soteriológico foi reformado, mas o aspecto sociológico não foi reformado. Entende isso? Então existe a igreja 1.0, a igreja 2.0 e a igreja 2.1. 2.1 para mim é a igreja de 1500. Existe a igreja 2.2. Aí você tem reformas em cima de reformas. Você tem a reforma de Lutero, você tem a reforma de Calvino, você tem as reformas que foram sucessivamente acontecer. Você tem os anabatistas, você tem os metodistas, você tem, você tem várias reformas e essas reformas elas foram ecoando na história. Em alguns aspectos, algumas coisas foram melhorando. Por exemplo, uma das reformas que mais flertou com uma restauração para mim foi em 1700 para 1800, que foi o movimento dos moravianos, que depois veio o movimento de John Wesley, que foi sensacional. Quer falar uma coisa? Que foi sensacional, porque para mim é um movimento muito forte na história, mas eu acredito na igreja 3.0.

O que que seria a igreja 3.0? A igreja 3.0, porque existem aqueles que acreditam que tem que voltar pra igreja 1.0 e negar toda a história da igreja 2.0. Eles não acreditam que aconteceu nada aqui. Eles não acreditam que esse movimento é legítimo. Eu já acho que Deus agiu aqui e Deus não deixou de agir aqui na história. Entende isso? Então eu acredito que a igreja 1.0 ela tem raiz, ela tem a essência do discipulado do Jesus homem. Mas a igreja 2.0 teve, ela foi sustentada por movimentos fortes do Espírito Santo, ele conduziu a igreja mesmo com solo ruim. O Espírito Santo ele batizou a igreja várias e várias vezes com poder e com graça. O Espírito, então a história que o espírito, como Deus preservou seus remanescentes aqui é muito bonito, gente, porque mesmo no solo ruim, o espírito não deixou de agir, não deixou de mover em todo esse tempo. Agora, a igreja 3.0, ela tem todo o histórico de todos os movimentos espirituais daqui, mas ela volta a se conectar com a raiz, que é a igreja de Apocalipse.

Então, existe movimentos, por exemplo, que querem voltar pra igreja do primeiro século. Existem outros que querem conservar a tradição da igreja no seu processo, eh, da sua tradição. E existe aqueles que estão olhando pra igreja de Apocalipse 12. Eu praticamente há muitos anos eu tô olhando pra igreja de Apocalipse que eu acredito na igreja três pontos, a igreja do futuro. A igreja que vai ter a raiz certa, que vai ter a história, que vai ter a experiência e que vai se preparar realmente para ser uma igreja historicamente muito relevante no mundo.

Então, gente, Romanos 11 é Paulo falando pros romanos que somos nós hoje, o que nós devemos fazer: nos conectar de volta à Oliveira Verdadeira, voltar a aprender a fazer altares para abrir a porta para Deus conectar com a terra. Então essa aula ela fecha o primeiro módulo e o primeiro módulo é o evangelho todo. Por que que o primeiro módulo é o evangelho todo? Porque eu falei para você sobre semente e sobre terra. Não é uma teologia só sobre a terra e também não é uma teologia só sobre semente. Constantino, ele preservou a semente e não considerou a terra. Isso trouxe grandes problemas. Isso dicotomiza a nossa fé. O evangelho todo, ele tem que ter semente e terra. Quem pegou isso aqui? E essa terra tem que ser a terra que foi nutrida pelo céu.

Vamos ficar de pé, vamos fazer uma oração. Eu vou deixar as perguntas para a semana que vem. Anota. Vamos fazer um pequeno debate no início da aula de semana que vem. E semana que vem a gente faz um pequeno debate e eu dou uma introdução sobre o primeiro módulo, o evangelho todo. Segundo módulo, o homem todo. Terceiro módulo, para todas as coisas.

Eh, pessoal, em parte prática, eu fiquei enquanto o Kaká tava falando assim, me veio uma e começou com uma desesperança, mas depois meu coração encheu de esperança assim, porque essa, essa cultura que a gente tá inserida, ela é muito, muito, muito mais forte que a gente imagina. A gente vai sair daqui, desse culto que a gente ouviu aqui sobre isso e a gente vai, né, pra nossa vida, pra nossa casa e tudo, tudo, tudo como é configurado é feito para nos impedir de viver esse estilo de vida que a gente tanto fala. Então, eh, não sei nem como concluir aqui, mas eu queria falar tipo assim, da gente tá atentando de um lado, tipo assim, é muito mais desafiador do que a gente pensa desintoxicar dessa cultura, mas nós estamos tentando promover o máximo aqui ambiente, estrutura, tipo assim, o convite é para participar o máximo de tudo que todas as iniciativas, seja um tempo de mesa, seja, sabe, se entregar pelas pessoas, enfim, da gente combater toda oportunidade que você tiver, não só na igreja, mas no seu dia a dia assim, a gente, porque é muito mais desafiador que a gente pensa, mas é isso aí. Não sei se não sei se fez sentido, mas eu terminei um pouco mais esperançoso.

É, tudo que a gente faz aqui na igreja tem por trás um aspecto pedagógico. E todo esse aspecto pedagógico tem como objetivo fazer com que você flerte com essa cultura, que você de alguma forma construa um altar. Para ir pro tempo de mesa, por exemplo, você tem que construir um altar, senão você não vai. Você vai sacrificar conforto de casa, uma televisão, um sofá, uma comida gostosa para poder ir pra rua. Para poder ir lá no Betânia, você tem que construir um altar. Você poder ir no presídio, tem que construir um altar. Você poder clamar num domingo de manhã, um sábado, tem que construir um altar. Para você parar no sinal e conversar com uma pessoa, você tem que construir um altar. Tipo assim, todas as vezes que você constrói um altar, você consegue perceber uma movimentação que você não tava vendo, mas tava acontecendo. É ou não é verdade? Quem já teve essa experiência? Você constrói um altar, você fala: "Uau, Deus tá fazendo". Não tava vendo, aí você começa a ver. Aí quando você começa a ver, "cara, eu posso participar mais". À medida que você vai construindo um altar, você vai se disponibilizando mais para essa agenda e menos pra sua. E à medida que você vai entrando para dentro do reino, a ideia é que você entre cada vez mais profundo e participe cada vez mais da agenda. Ao ponto, ao ponto que Jesus, ele fala assim: "Me mostre o pai". Ele falou assim: "Olha para mim. Se vê a mim, você vê o pai." Olha que, olha, olha onde Jesus chegou. Ele chegou ao ponto de dizer: "Eu estou fazendo só o que eu vejo meu pai fazendo. Eu participo plenamente da agenda dele." Isso se chama tabernacular. Essa é a última estação. É onde nós trabalhamos para chegar, né, Amanda? Nós estamos lutando. A Amanda falou que quer viver para viver tabernáculo. Eu também. É.

É quando Paulo disse em Gálatas 2:20, fala assim, ó. Um dia, não é a nossa realidade. Agora nós podemos falar, mas nós não estamos nesse lugar. Mas fala comigo assim, um dia nós podemos falar plenamente assim: "Não vivo mais eu, mas agora Cristo vive em mim". Olha onde que, olha o que que Paulo diz: "Não vivo mais eu". Não. O eu que tava aqui não tá mais. Ele fala assim, olha pro lado e fala assim: "Deus me falou: 'Vou pagar uma pizza para você hoje, irmão'." Vamos fechar os nossos olhos. Vamos orar. Pai, estamos indo em direção à tabernácula, Pai. Nós queremos nos conectar às raízes de Abraão. Como Paulo disse: "Sou da descendência de Abraão." Eu sou da descendência de Abraão, porque eu estou enxertado em Jesus. Ainda que eu não seja um povo judeu, ainda que eu não seja Israel, eu sou de Cristo. Eu estou enxertado na oliveira verdadeira e a raiz tá me sustentando. A seiva da raiz tá me dando nutrientes para produzir frutos, porque essas raízes estão conectadas ao céu. Pai, venha teu reino. Nós estamos aqui para abrir a porta para que venha teu reino, Pai, através de cada um de nós. "Levantai, ó portas, as vossas cabeças. Levantai, ó portais eternos. Levante para que entre o rei da glória." Cada vez que nós, cada vez que nós fazemos um altar, nós abrimos uma porta para que venha teu reino. Que o Senhor nos ensine a perder para que você ganhe. Que o Senhor nos ensine a amar. Que o Senhor nos ensine a servir, que nós sejamos parte da cultura daqueles que não estão construindo torres para se proteger ou celeiros para acumular. Que nós sejamos conhecidos como aqueles que amam, como aqueles que dividem, aqueles que repartem, aqueles que vivem sem medo da morte, aqueles que não estão tendo medo, mas têm vida e vida em abundância. Deus Pai, nós queremos ter vida e vida em abundância, vida plena, vida inteira, vida íntegra. Ajuda-nos, Senhor, em nome de Jesus. Nós queremos caminhar até o fim de todo o processo que o Senhor preparou para nós. Obrigado por essa escola. Obrigado pela finalização desse módulo, Deus, do evangelho todo que o Senhor tá nos ensinando a trabalhar a terra e a semente, Pai. E agora nós vamos entrar no homem todo, a mulher toda, o homem e a mulher plenos que é desenvolvido pelo evangelho todo. Ensina-nos a galgar os lugares mais altos do teu reino, Pai, em nome de Jesus. Amém. Amo vocês, galera. Tamos junto.