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[Música] Bem-vindos ao TG Talks. Hoje estamos iniciando aí o primeiro episódio de uma sequência de vários episódios que nós vamos convidar aí várias pessoas de vários segmentos para poder estar falando sobre seus segmentos. São amigos, clientes, empresários aí que se destacaram no seu segmento. E hoje estamos aqui nada mais nada menos do que Rafael Freitas, contador especialista em reforma tributária. Mas antes de falar sobre reforma tributária, eu quero, Rafael, que você se apresente, né, o que você faz e explique pra gente também que que essa tal da reforma tributária, que bicho é esse que tá assustando tanta gente aí? Fala pra gente que que é essa reforma tributária.
Coisa boa, Márcio. Primeiro, obrigado, né? Obrigado pelo convite, né? Tenho certeza que esse bate-papo aqui vai ser muito rico, né? Muito bacana, principalmente pra gente poder ajudar os empresários aí que estão assistindo esse podcast a se prepararem para esse momento tão importante, né? Então, meu nome é Rafael Freitas, eu sou empresário contábil aqui em Tangara da Serra. Eh, me especializei aqui em reforma tributária, porque nós temos aí um longo período de transição, né? São 8 anos de transição sobre uma reformulação, né, que vai acontecer aí em toda essa parte de tributos do Brasil. Então, pra gente definir um pouquinho melhor aí o que que é essa reforma tributária, Márcio, a gente fala que ele muda duas coisas, né? Criam-se alguns impostos novos, então deixam de existir alguns impostos ali, PIS, COFINS, ICMS, ISS, QN, né? E passam a existir dois impostos novos, que é a CBS, que é a contribuição de bens e serviço, e o IBS, né, que é o imposto sobre bens e serviços. Mas na prática, né, eu falo sempre que a reforma tributária ela muda o jeito com que a gente apura e com que a gente paga os nossos impostos. Então, esses são os pontos principais que eu vejo assim da reforma, né, e que ele vem aí para para mudar um pouco da nossa economia.
Esqueci, pessoal, de me apresentar. Sou Márcio Lopes, sou CEO da TGA Sistemas, a empresa tecnologia de software de gestão. Então, nós criamos esse podcast justamente aí para poder tá orientando, trazendo especialistas em gestão que pode ajudar a sua empresa aí a evoluir, a trazer mais resultados independentes do que do sistema que você usa. Rafael, fala pra gente aqui, fala pro pessoal que tá assistindo a gente que que é a reforma tributária. Fazer um resumo e da reforma tributária. Será que é um bicho tão feio assim? Será que tem sete cabeças ou é um negócio simples? Porque a gente sabe, tudo que é novo assusta, né? Então fala pra gente aí que que é essa reforma tributária.
Boa, Márcio, obrigado pela oportunidade aqui, cara. Tenho certeza que esse assunto vai ajudar muitos empresários, né? Empresários que estão aqui assistindo esse podcast, né? E que, principalmente, querem preservar os lucros das suas empresas.
Mas quando a gente fala em reforma tributária, eu falo que é como se fosse um avião, né? E nós estamos aí nesse avião, né? Esse grande avião chamado Brasil. E nós temos um desafio com esse avião. Um avião grande, né? Um avião gigante, é um bom A380 aí. Exatamente. Um avião grande, cara, que nós estamos aí nessa viagem há pelo menos 60 anos. E agora, né, você aí apaixonado por automobilismo, sabe o quanto que de repente a gente precisa cuidar da manutenção do motor desses desses veículos, né? É, com certeza, né? Com a manutenção aí é o segredo para o negócio não parar, não pode ter falhas, né? Isso principalmente na parte tributária, quem sabe que não pode errar. Se errar a legislação aí eh prevê aí punições, né? Então, exatamente. E aí o nosso desafio agora, nós, digo, nós empresários, é trocar o motor desse avião. Só que tem um detalhe, né? A gente não pode pousar o avião. Exato. Então, durante esse período que a gente chama de transição, né, esses 8 anos que vão ser aqui de 2026 até 2032, nós vamos ter que dar um jeito de trocar o motor desse avião. E por que 60 anos, Márcio? Porque a nossa legislação tributária atual, o nosso Código Tributário Nacional, ele é de 1966. Nossa, é antigo. Acho que eu nem tinha nascido, nem você também, né? Exatamente. [Risadas] Então, de lá para cá, muitos remendos, muitas reformas, muito ajuste, né? Virou um frankstein, na verdade. Virou um frankstein, uma colcha de retalhos, né? Todo empresário sabe o quanto que isso é difícil. E esse novo E ficou complexo, né, para entender todas essas regras, todas essas alterações. Todo mundo sabe que a legislação brasileira é a mais complexa, se não for uma das mais complexas do mundo, né? Complexas e mais caras, né? Exatamente. Então, com essa troca desse motor ou essa nova reforma que vem aí, a gente promete ter um sistema um pouco mais justo, né? Um pouco mais equilibrado, digamos assim, com um pouco menos de custo pro pro empresariado. Só que até lá a gente vai enfrentar turbulência, vai enfrentar sacodes, né? Vai balanças e toda a tripulação, que são empresários, contadores, né, e órgãos públicos, vão ter que lidar com isso aí. Várias aí partes envolvidas, né, para poder funcionar.
E maravilha, Rafael, eh, quais são aí os setores que mais vão sentir assim essa reforma tributária, assim, comércio, serviço, varejo? Quais os que vão de imediato aí vão sentir esse impacto?
Boa. Eh, a gente fala que a reforma tributária, Márcio, ela não tem eh porte de empresa, né? Então ela vai afetar desde o empresário pequenininho lá, a microempresa, empresa de pequeno porte, até a média empresa e empresas grandes, né? Porque a reforma, de uma forma geral, ela muda o jeito que a gente apura e que a gente paga os nossos impostos, né? Então, trocando um pouco ali de por miúdos, né? Ou traduzindo um pouco do que muda na prática reforma, ela vai deixar de existir alguns impostos que a gente conhece hoje, que PIS, COFINS, ICMS e ISSQN, que a gente chama de impostos sobre consumo. E passa a existir dois novos impostos, né, que os empresários vão se habituar a ver eles aí no meio do caminho, que é a CBS, que é a contribuição de bens e serviços, e o IBS, que é o imposto sobre bens e serviços. Esses dois camaradinhas formam o que a gente vai ouvir bastante falar, que é o IVA, né? E daqui pra frente.
O IVA. O IVA. É, então, pelo menos assim, essa parte vem para simplificar, né? Extingue-se todos esses tributos e passam a criar dois tributos, né? Eh, que bom. E durante essa fase de transição, que eu tô tô até pegando minha cola aqui, né, de 2026 a 2032, nós teremos regra específica para apuração. Quais que seriam essas regras específicas de apuração? Porque fala que é importante eh a empresa entender seu papel na cadeia, indústria, revenda, venda para consumidor, vai compensar vender para consumidor ou comprar eh principalmente empresas do Simples Nacional, né? Então, o que que muda assim essa parte?
Ah, com essa implementação do novo novo formato tributário, né, que é a com que vem aí com a reforma tributária. Uhum. Esse IVA, né, que é o imposto de valor agregado, ele cria uma sistemática de débitos e créditos. Com a conta corrente, assim. Exatamente. Como assim, Rafa? Todas as nossas vendas, nós vamos criar um débito, ou seja, é o imposto que eu deveria pagar. Rafa, como é que eu faço para diminuir esse imposto para pagar? Eu começo a aproveitar os créditos de impostos que são sobre a minha compra. Toda vez que eu faço uma compra, dentro daquela compra, ah, eu comprei uma água lá, paguei R$ 10, né? Dentro desses R$ 10 tem alguns impostos que eu vou aproveitar, né? Me apropriar deles para poder diminuir esse crédito. Exatamente. Diminuir. Hoje os impostos, por exemplo, ICMS não tem essa parte, né? É, a gente tem, por exemplo, alguns impostos sobre consumo lá para uma modalidade do lucro real, eram mais específicos, não era uma coisa assim que era mais global para outros segmentos, era mais pontuais essa aproveitamento de crédito, empresas de lucro real, né? Algum alguns impostos, por alguns impostos, não, alguns regimes eles não tinham essa sistemática de débito e crédito. Então, empresas do Simples Nacional, por exemplo, elas pagam impostos sobre o faturamento. Faturamento. Então, elas não têm o que abater naqueles impostos. Elas pagam sobre uma alíquota um pouco menor, mas elas não têm essa apuração de débito e crédito. Empresa do lucro presumido, a mesma coisa. O o governo presume que eles têm impostos, que ele tem uma margem de lucro e eles pagam sobre aquilo. Então eles não vão eh conseguir aproveitar esses créditos. Empresas do lucro real. E aí nós não não estamos falando de empresas grandes ou pequenas, né? A maioria das empresas podem ser do lucro real, talvez não vale a pena, mas aí é um outro assunto. Outro assunto já. Mas empresas do lucro real, elas já têm essa sistemática do débito e crédito. E aí elas vão continuar daqui pra frente. Você comentou sobre o IVA, né? O IVA vem substituir a chamada alíquota, né? A alíquota de ICMS, a alíquota que vai ser agora a alíquota do IBS. Isso. Antes os tributos eram calculados por eh, principalmente ICMS, COFINS e ICMS, era chamado calculado por dentro. Você não via, por exemplo, ele não compõe eh a parte da base de cálculo do do valor líquido. Agora, com o IVA, ele vai pegar e fazer essa parte do valor bruto da mercadoria e aplicar o IVA e depois gerar aí um valor pro líquido, pro cliente pagar. Basicamente parecido com o que já tem em outros países, Estados Unidos, que lá chama de tax, né? Exatamente. Então, como é que vai ficar essa parte aí, por exemplo, do comércio? Ele vai colocar a etiqueta lá, por exemplo, na gôndola, o preço bruto e vai ter que destacar algum lugar na etiqueta que vai ter o o IVA ou não. Não vai gerar uma, talvez uma confusão aí para esses clientes aí, talvez.
Exatamente, Márcio. A, uma das promessas da reforma, né, além de tudo, além de toda a mudança de sistemática, de apuração, também é criar um pouco mais de transparência, né? Então, quando a gente fala de mudanças principais, uma das coisas que muda é realmente a forma com que a gente calcular o nosso preço. Então, eu vou lá comprar uma água daquela que nós falamos lá no valor de R$ 10. Hoje nós pagamos esses R$ 10, mas nós não conseguimos ver exatamente o que desse valor de R$ 10 é imposto, o que é custo, o que é margem de lucro. Esse imposto aí é é no caso o empresário vai fazer apuração para poder fazer esse repasse pro governo. Então nesse momento da venda já vai ser separado essa parte e o cliente já vai pagar na hora ali essa parte do tributo. Exato. É, é, ele muda um pouco da sistemática mesmo, né? Porque hoje a gente, o o cliente lá do supermercado, da, da panificadora, da distribuidora, cobra de nós esses R$ 10, mas nós não conseguimos enxergar, tá embutido no preço. Daqui para frente, com essa com essa mudança da reforma, o que que vai ter? A gente vai ter, por exemplo, R$ 8, que é o valor do produto dessa água lá, mais os meus impostos. Então, a gente vai conseguir enxergar na nossa nota fiscal o valor do produto mesmo e quanto que eu já tô pagando. E quanto que eu tô pagando de impostos. Quer dizer, essa é uma forma até de simplificar e deixar mais transparente pro consumidor final que que ele tá pagando, né? Exato. Eu vou conseguir enxergar exatamente o que são, o que é preço do produto, né? Custo quanto que ele custou você tá pagando e o que o valor total que você tá pagando com o tributo. Exatamente. E quais são os impostos que estão embutidos? Até porque esses impostos que estão embutidos ali vão servir para aquela etapa seguinte para que ele possa diminuir, né? Diminuir os impostos que ele teria para pagar. Certo? É uma forma também da gente eh ficar num padrão mundial, né? Quando a gente vai para outros países da Europa, os Estados Unidos, todos os produtos estão lá assim, ó, o preço do produto, mais tax ou mais impostos, né? Então, daqui pra frente, né? Depois ali das mudanças da reforma tributária, ex. Você acha que o com consumidor ele enxergando essa taxa que ele vai pagar, ele vai passar a cobrar mais aí dos governantes para poder baixar essa carga tributária? Vai ficar mais aí talvez fazer um ter condições de pressionar ou não, porque ele vai tá vendo quanto ele tá pagando, né? Então ele vai parar de cobrar um pouco do empresário e passar também enxergar a parte aí de legislação, governos, né, que que criam essas essas alíquotas, estados, os municípios, né?
Sim. É um desafio grande, Márcio, porque assim, eh, a gente conversa com muitos empresários todos os dias e realmente para eles lá é um desafio muito grande às vezes precificar, ajustar qualquer preço na ponta. Por quê? Porque o consumidor entende que o empresário talvez esteja aumentando a tua margem de lucro. Eu acho que isso vai ser positivo nesse nesse próximo momento ali da depois da reforma, porque o o consumidor vá conseguir enxergar realmente o que tem de imposto. Se houver algum aumento de de margem de lucro, de tributo, é porque houve aumento de tributo, né? É porque é muito complexo um consumidor pegar hoje uma nota fiscal e até que destaca lá nota grande, tem lá e tudo, né? Mas ele pegar e fazer essas contas, esses cálculos, quanto que eu realmente tô pagando aqui, aí o o empresário tenta explicar, mas não é todo mundo que consegue entender. Então eu acho que dessa forma aí, na minha visão, vai significar muito até na parte do software, né? Eh, fica muito mais fácil aí emitir um documento do que criar vários tributos e fazer essa eh toda essa parte de base de cálculo, aplicar alíquota, né? Depois fazer toda essa parte aí de apuração. Eu vejo assim que tem a parte boa, mas também toda parte boa o assim tem a parte complexa, né? Por exemplo, eh, a gente sabe aí, você pode explicar melhor que vai aumentar aí essa taxa, essa alíquota aí que vai chegar até no máximo, acho que 28% da carga tributária. Ex. É, eu falo que assim, ó, lá na frente, né, lá eu tô falando lá em 2030, eh, vai ficar melhor, sabe? Vai ficar um pouco mais simples, a gente vai ajustar alguns pontos, mas eu falo que tudo que antes de melhorar piora muito, né? É, antes de melhorar piora sempre assim, né? Até um esporte, por exemplo, eu quando comecei correr, eu eu era o pior do grid, porque já comecei tudo que você começa piora, mas com tempo, você vai acostumar, você vai ajustando, no caso aí e das empresas vão se adequando, vão fazendo com assessoria de das empresas contábeis, no seu caso, de outras empresas, e vai aprendendo e vai melhorando. Mas o que pode acontecer é não ter o básico aí do conhecimento, não ter um profissional, não ter um bom, uma boa ferramenta, um software de gestão que ajude a mostrar eh essas margens, principalmente na parte de geração de preço, eh esses cálculos que também não pode ter erro, né? E também tá mudando aí a forma como as empresas assim prestadoras de serviço, eu queria que você falasse um pouco também sobre as empresas prestadoras de serviço, que tinha alguns segmentos, parece que não tinha a necessidade de emissão de documentos fiscais, né? Então parece que agora com a nova reforma tributária passou empresas, por exemplo, aí de aluguéis. Eu queria que você falasse um pouco dessas empresas prestadoras de serviços também.
Boa. Eh, só pra gente voltar um pouquinho antes para ficar mais claro pro pessoal que vai estar nos ouvindo, né? O que que é esse período, né, de 2026 até 2032, eh, quando é que começa a reforma tributária, né, de fato, né? Dia 1º de janeiro de 2026, a gente já começa, já está valendo a reforma tributária, né? Ela foi aprovada agora em em janeiro de 2025 pela Lei Complementar 214, mas ele começa a valer em 2026. Em 2026, Márcio, a gente fala que ele é um, é como se fosse um jogo amistoso, sabe? Ele tem as mesmas regras do jogo oficial. Só que ele ainda não vale o jogo de campeonato. Ser ensaio ali, só um treinamento. Exatamente. É um período de teste, né? Teste. Colchão tributário. Eles falaram isso. É, na verdade ele é um período de teste mesmo, né? Isso o governo vai destacar as tags no XML da nota. Isso. Mas vai ter uns valores simbólicos ali, né? Só de cálculo, né? Exatamente. Para que o governo possa preparar o sistema para poder criar um motor de cálculo realmente e lá em 2027. Então, em 2026, até para dimensionar toda essa movimentação, o impacto, isso para entender o volume de processamento, né, adesão das empresas também, se pessoal vai eh como é que vai ser essa absorção também, principalmente eles estão preocupados, não quer falar, começa agora e já manda manda bala, porque sabe que é muita gente assim até se adaptar com a formação de preço, custos. Exato. É, então talvez envolve várias formas, até processos internos modificam, né? Totalmente. Então, mesmo que a gente comece agora em 2026, a gente fala que o ano de 2026 é um ano muito estratégico. Por quê? Porque vão ter umas mudanças, a gente vai comentar um pouco sobre elas aqui, é que elas vão precisar se preparar durante todo esse ano. Por quê? Porque em 27 começa o jogo oficial, né? A gente já começa valendo, mas agora em 26 a gente já tem mudanças da emissão da nota fiscal, como você falou, né? As empresas vão precisar estar próximas das empresas de software, porque senão dia 5 de janeiro a gente não consegue autorizar, autorizar uma nota, né? Inclusive, clientes TGA, até você acompanhou todo o processo aqui com a nossa empresa, já tem vários estados, clientes já emitindo, porque liberou agora em novembro já ambiente já voluntário. Ah, quem quiser já começar a emitir já tá funcionando. Então nossos clientes já tem, já cliente Minas, já cliente Mato Grosso do Sul, já tem cliente aqui no Mato Grosso, já emitindo em Rondônia também, já na novo novo sistema da reforma tributária já. Exato. Porque como criam-se novos impostos, mas criou-se novos campos, né, para preencher a nota fiscal. Então a gente também vem lá no escritório recomendando, fala assim: "Procura o pessoal da TGA, não deixa pro última hora, né? Antecipa, pelo amor de Deus". Exatamente porque dia 5 de janeiro realmente a nota não vai ser autorizada as notas fiscais, né? A empresa não vai conseguir fazer essa emissão da nota. Nós até preferimos, né? Porque nós conseguimos agora antecipar e validar muitas microajustes. Sim. Porque se fosse para começar já dia 5 de janeiro, talvez ia ter esses ajustes, não ia ter tempo aí como é que você vai emitir documento e atualizar sistema, ao mesmo parar faturamento da empresa. Então, e nós até preferimos que foi antes, né, antecipar. O governo foi até de ter liberado aí foi até prudente, né, ter feito essa parte. Sim, sim. Exato. Porque embora seja facultativo, né, todo mundo que pode, a gente já tá pedindo para se adequar também, porque já que tem que mudar, né, vamos se adaptando e vamos se antecipar e se ajustando e prever situações, né? Então, todo mundo sabe que a prevenção em vários sentidos aí é a melhor coisa, né? Claro, claro.
E aí, então assim, eh, nesses períodos aí, Márcio, a gente vai passando por algumas mudanças. Em 27, como a gente falou, já sai de cena PIS e COFINS efetivamente e começa já a funcionar de forma integral a contribuição de bens e serviços. E depois a gente tem uma mudança gradativa do IBS e a saída do ISSQN e do ICMS que vai durante ali 2029, 30, 31 e 32 e em janeiro de 2030, né, o novo sistema tributário totalmente implantado. Em plena em pleno funcionamento, né? Exatamente.
Bom, Rafael, eh, assim, voltando a falar um pouco também daquele crédito, assim, qual que preocupação que o empresário aí com essa nova reforma tributária, ele tem que eh se prever aí que ele não pode sobre essa questão do crédito? Parece que você tem que tomar cuidado agora até com os fornecedores que você tem que porque agora você pode aproveitar o crédito, mas assim tem também uns detalhes, não é só simplesmente pegar a nota e já aproveitar o crédito. Tem a questão lá se o fornecedor ele já quitou aquele imposto. Queria que você falasse também sobre essa parte aí dessa apuração, né?
Boa. É, essas são parte é um dos pilares muito importantes dessa da reforma, né? Primeiro que a gente muda aquela questão do preço que antes era por dentro e agora virou por fora, né? A gente muda um pouco da forma de apuração, porque ela entra nesse sistema de débito e crédito. E quando a gente fala dessa parte de débito e crédito, ah, Rafael, como é que eu faço para aproveitar o máximo de crédito possível e diminuir o imposto que eu tenho para pagar? Eu preciso pegar todas as notas fiscais que eu tenho de compra. Então, material de escritório, material de limpeza. Consumo independente do do tipo de compra que eu tô fazendo, não só para revenda, mas pode ser material consumo, material limpeza, papelarias. E essa é uma mudança importante, porque antes, antes boa parte das empresas só poderiam tomar crédito sobre os seus insumos, né? Então se eu era uma indústria, eu poderia tomar crédito sobre matéria-prima, sobre o transporte e agora eu vou tomar crédito sobre tudo, sobre material de escritório, aluguel, material de consumo. Aluguel que eu se eu pago, eu posso pegar crédito. Isso pode tornar tornar a empresa até usar isso como argumento até comercial, né? Claro, porque eu posso compreender para você, talvez assim, meu concorrente não é, não oferece crédito, eu posso usar isso como argumento porque 28% da compra que pode chegar ao máximo, né? Exato. E aí, e aí esse é um ponto importante que tu tocou aqui que vão ser estratégico e importante o cuidado com essas empresas. O primeiro ponto que assim, já que eu preciso pegar a nota fiscal de tudo, cara, vou pegar. Só que, por exemplo, a gente tem, a gente vai cuidando agora, coisa que talvez antes não era relevante, cuidar do perfil dos meus fornecedores. Por quê? O governo prevê, por exemplo, a gente imagina que seja uma alíquota de IVA ali em torno de 28%, certo? Só que o o crédito daqui pra frente ele passa a ser financeiro. Uhum. Como assim, Rafa? Financeiro em dois sentidos. Primeiro, as empresas do Simples Nacional, elas vão passar crédito? Vão, só que elas vão passar crédito sobre o valor que elas pagam. Uhum. Então ele dentro do Simples Nacional e o Simples não vai mudar nada, né? Vai permanecer da mesmo formato. Lá dentro do PGDAS ele paga alguns impostos lá PIS, COFINS, ISS. Só que esses impostos eles são em torno de 2, 3%. É muito baixo. Mas não vale a pena, né? Exatamente. E se eu comprar de uma empresa do lucro presumido, por exemplo, eu vou poder tomar crédito de 28%. Certo? Então imagina só, eu tenho dois orçamentos iguais, né? Entre comprar uma empresa do Simples que me fornece 2, 3% de crédito, e comprar uma empresa do presumido que me fornece 28%. Com certeza é uma decisão, né? É uma decisão financeira e lógica que você vai usar isso para porque a concorrência hoje a margens estão cada vez menores. Então a briga aí por vender um produto, conseguir um cliente novo não tá fácil. Então exato. Qualquer vantagem aí. E essas empresas que estão no Simples, o que que elas podem fazer para resolver essa concorrência aí? Que que você daria aí para essas empresas que estão hoje no Simples Nacional? Compensa sair do Simples ou não?
Sim, sim. Eh, e eu falo que assim, ó, e essa é uma preocupação para as para as micro pequenas empresas, para as empresas pequenas eh empresas optantes pelo Simples, né? Eh, por quê? Porque eles podem perder mercado entre uma empresa que fornece um crédito maior ou não, porque daqui pra frente crédito nunca, né, mais do que nunca vai ser importante, né? Crédito é dinheiro. Só que as empresas do Simples Nacional, Márcio, elas vão ter que fazer o quê? Fazer um planejamento tributário. Elas vão ter que olhar para ver se ainda vale a pena realmente ficar no Simples Nacional. Ou por exemplo, o governo pensando nessa etapa, e aí nós estamos falando de mais de 6 milhões de micro e pequenas empresas, eh olhando pra perda de poder de compra ou perda de mercado dessas empresas, ele criou o Simples Nacional no regime regular, né? Entrou. Que é o quê? Eu continuo no Simples Nacional, continuo eh usando os benefícios que a empresa do Simples tem, só que eu concedo 28% de crédito lá pro meu cliente. Só que para isso ele entra na mesma sistemática das outras empresas, que é apurar o débito e crédito. Então para essa empresa do Simples Nacional em especial, ela vai precisar ter muito mais organização financeira. Organização financeira. Exato. Por quê? Porque ela vai ter que registrar isso tudo dentro do sistema de gestão, uma parte assim de de a parte de folha que é INSS, essas coisas passa como se fosse também. Ou não muda nada. O Simples, só a forma de apuração mesmo. Para esse Simples Nacional em regime regular, ele continua usando o benefício da folha, que é não ter alguns tributos lá, só que alguns impostos, que é o IBS, CBS, né, ele passa a recolher por fora do Simples. Então ele vai funcionar como qualquer outra empresa, certo? Só que, por exemplo, quantas empresas, né, micro e pequenas empresas, por exemplo, você conhece, que pega nota fiscal de tudo que compra? É porque não tem aquela necessidade, acaba não pegando, porque não aproveita crédito, porque hoje não é interessante para eles, não, não mudava a vida dele. Daqui pra frente ele vai precisar cuidar disso porque senão ele vai querer fornecer um crédito integral para não perder o cliente. Só que às vezes ele pode acabar pagando mais caro. É, mas a curto prazo aí para ter um problema, né? Exatamente. Então ele vai precisar ponderar, né, esses itens aqui para que ele não pague algo a mais. Ou no pior das hipóteses, ele vai usar esse ano que a gente tá falando aí, que é um ano de teste, né, para poder fazer essa organização financeira e não não deixar dinheiro na mesa. Deixar dinheiro na mesa. E outra coisa, né, tem esse detalhe que eles as empresas poderão só tomar esse crédito das empresas que estão em dia. Então um empresário praticamente assim vai ser fiscal do outro. Eles vão estar ligando, ó, você não pagou imposto aqui. Então isso o governo ele teve essa inteligência de um empresário cobrar o outro e com isso ele deixa a máquina mais eficiente, abaixa inadimplência. Tem esse detalhe também, né? A gente tem que lembrar, Márcio, que assim, ó, o papel do governo, né, o dos órgãos ali de Receita Federal e tudo mais, eles não são órgãos arrecadadores e fiscalizadores. Então, a reforma ela até traz uma promessa de simplificação para alguns segmentos, até vai reduzir a carga tributária, mas ele não disse que ia diminuir o imposto, certo? Não, não falou, né? Nenhum momento que ia reduzir, falou que simplificar a forma da gestão dos tributos, né? E com tudo isso ele também quer melhorar a arrecadação e diminuir a sua inadimplência. Você falou muito bem aí sobre essa etapa. Lembra que eu falei aqui que a gente eh para aproveitar crédito agora eu preciso pegar a nota fiscal de tudo. Então eu que talvez não exigia, eu que sou micro pequena empresa, que não fazia muita diferença para mim pegar nota de compra, agora eu vou passar a pedir pro meu fornecedor. Só que além de eh fazer isso com o meu fornecedor, o meu cliente vai fazer isso comigo também. Você também vira uma cadeia, né? É uma cascata. Já tinha uma cascata de emissão de nota e daqui pra frente, se o meu fornecedor não pagar a nota fiscal, se ele não pagar os impostos dele, por exemplo, eu não posso tomar esse crédito. Não pode. E como é que funciona isso? É tudo tudo online essa parte aí, essa parte de apuração. Tudo vai ser tudo vai ser online num portal do governo, né, que vai ser atualizado ali de 10 em 10 minutos. Então, se eu vou lá e me hospedo, por exemplo, no hotel, né, ou eh compro numa mercadoria qualquer lá no comércio, né, ele vai emitir a nota para mim. Daqui 10 minutos eu já sei se ele pagou, se ele se os impostos dele estão pagos ou não. Não. E como é que é feito assim? Eu emito a nota, o imposto já vai ser pago. Como tem um nome para isso que eles chamaram? Eles chamaram "payment", né? Sim, exatamente. E essa vai ser uma das formas que nós vamos ter de pagar os nossos impostos, né? Então o meu cliente que não me pedia nota agora vai pedir e eu vou pedir pro meu fornecedor e eu vou fiscalizar para ver se o meu fornecedor tá pagando os impostos e o meu cliente vai fazer a mesma coisa comigo. Só que, por exemplo, com esse andamento da reforma, e isso já tem uma promessa de começar a funcionar já a partir de janeiro de 27, cria-se a figura do que a gente chama de split payment. Split payment nada mais é do que pagamento dividido. Cada um pega sua parte, que seria Exatamente. O governo pega Sim. Já recolhe a parte do tributo. Eu já recolho o Você pega crédito também já. Então esse seria split em inglês é separação, né? Então a separação dos pagamentos, divisão de pagamentos. Eu vou lá no no comércio, eu vou lá na papelaria, por exemplo, e vou comprar papel lá pro escritório. Passei o cartão, né? Comprei lá R$ 100. Cara, a hora que eu passar o pagamento do cartão, R$ 28 vai pro governo e R$ 72 vai cair lá pra papelaria. Por quê? Porque o governo já vai receber os impostos dele. Isso quando é via cartão de crédito, no caso. Via cartão de crédito ou via Pix, né? Toda operação eletrônica. Eletrônica vai ter essa parte. Isso vai começar em 2027. Exatamente. Isso já é para começar a partir de 27. 27, quando tiver já implementado o CBS e quando a gente já tiver rodando, né? E efetivamente. Mas eu falo que aqui, Márcio, a gente tem uma mudança muito grande que talvez os empresários não estejam olhando, né? Porque quando a gente fala de reforma tributária, todo mundo tá olhando para a pontinha do iceberg, que são os impostos, né? Os impostos, né? Mas quando a gente vamos pegar esse exemplo que a gente falou aqui da papelaria, essa papelaria, por exemplo, ela é optante pela Simples Nacional. Hoje ela faz uma venda dia primeiro, certo? Ela faz o fechamento do mês dela aqui, dia 30 de novembro, e ela paga os impostos dela lá no dia 20 do mês seguinte, certo? Então ela ficou com esse dinheiro dos impostos ali em torno de 50, 45, 50 dias. Exatamente. Só que o que o governo tá fazendo com essa mudança do split principalmente, ele faz o quê? Ele empurra o recolhimento dos impostos aqui para o momento da venda. Da venda, no ato, no fato, que seria Exatamente. Então aquele empresário que recebia R$ 100 e trabalhava com ele durante 45, 50 dias, um fôlego, né? Agora ele vai pagar os impostos lá no momento da venda. Então é muito importante aí ele ter uma gestão já do seu fluxo de caixa ajustado, né? Exatamente. Gestão de fluxo de caixa e capital de giro. É muito importante, senão ele vai acabar tendo esse controle. Quem já não tá acostumado fazer essa gestão vai acabar tendo dificuldade de honrar seus compromissos. Exato. Porque muita, muita gente fala assim: "Ah, não, Rafael, pelo menos eu já pago aqui no começo, né, e tudo mais". Mas assim, eh, a maioria das empresas hoje, né, e a gente viu isso acontecendo um pouco lá na pandemia e tudo mais, a gente não tem uma boa gestão de capital de giro, ou seja, eu não tenho uma reserva e aí quando eu tiro parte desse dinheiro que tava no meu giro, para de entrar receita no começo, eu acabo apertando o meu caixa e às vezes isso pode, né, me atrapalhar ali para algumas compras de mercadoria ao longo do caminho. Então o empresário vai ter que realmente começar a fazer conta e começar a se preparar para essa necessidade de capital de giro. Porque se a gente tá falando de aumento de tributos e alguns segmentos vão aumentar, outros até vão diminuir um pouco, mas se vai aumentar eu também vou sair mais dinheiro para comprar do meu fornecedor. Sim. Então já saí grana mais aqui. E se a hora que eu vender eu pago o meu imposto à vista? Então imagina o impacto que isso tem no nosso capital de giro, né? E aí eu falo que capital de giro ele não é não dá simplesmente pra gente mandar imprimir mais dinheiro. Assim, não é tão simples assim. Não é simples assim. Acha que o dinheiro é só ser a casa da moeda vai imprimir dinheiro? Não, não dá. Eu eu brinco sempre que assim, ele não é uma manobra de um barco pequeno, onde a gente faz uma manobra rápida e eu viro rápido, né? Ele é como se fosse o Atlântico, né? Como se fosse um navio grande, onde eu vou fazendo uma manobra pequena e lenta para conseguir, né, suprir a minha necessidade ali. Então esse vai ser mudança assim igual assim, o caldo tá cada vez ficando mais grosso, né? Para quem não entendeu ainda a reforma tributária, o pessoal não tá dando, alguns não estão dando muita importância, mas a a mudança também não é só igual você falou de tributo, ah, só vai calcular um tributo a mais, uma base de cálculo alíquota, e não mexe toda a parte da gestão financeira, gestão contábil. Isso. E e essa esse é um ponto sempre que eu chamo a atenção dos empresários ferramentas tecnológicas têm que oferecer todo esse suporte também, né? Eu eu sempre falo eh, Márcio, quando a gente vai conversar com empresários lá sobre essa questão das mudanças da reforma, que sim, cara, ela vai trazer um bocado de desafios. Nós vamos precisar de contar com parceiros, né, igual as empresas de software lá da TGA, para poder ajudar a gente a gerir bem tudo isso. Eh, mas o empresário, de uma forma geral, ele vai precisar sentar mais vezes numa cadeira que ele senta pouco tempo, que é a cadeira do gestor, né, para poder fazer cálculo de preço de venda, para fazer cálculo de capital de giro. Quer dizer, já era uma coisa que que todo mundo já deveria estar fazendo, né? Só que a maioria das contadoras não, o contador manda o balanço, não é simplesmente olhar um balanço ali, um balancete, né? Então saldo de conta conta corrente é toda uma parte aí de gestão de desde formação de preço, formação de custos principalmente, né? Então e quem não se preocupar aí pode ter problema a curto prazo assim. Os problemas, Márcio, vão ser mais problemas que se um empresário aí desatento, um contador talvez não deu uma orientação, pode estar acontecendo nessas empresas assim a curto prazo.
Boa. Eh, voltando aqui um pouquinho, por exemplo, a gente fala que vai ter muitos desafios, mas vão ter empresas que ao se prepararem também vão aproveitar para reduzir a tua carga tributária ou até, né, neutralizar os efeitos ali da reforma. Agora, por exemplo, empresários que talvez estejam pensando, não, isso vai acontecer só em 2027. Ah, isso é com o meu contador, por exemplo, né? O ecossistema, o ecossistema. Ah, não, o mercado regula tudo. Esses empresários, Márcio, infelizmente, né, eles estão fadados às vezes a inclusive, cara, fechar o teu negócio, né? Eu não gosto de de ter de criar algum alarde desnecessário nem nada, mas existe alguns estudos de bastidores que falam que durante esses 8 anos ali de período de transição eh devem fechar 2 milhões de micro e pequenas empresas. Por quê? Por conta desses pontos que nós tratamos, gestão de fluxo de caixa, gestão de capital de giro, às vezes até margem de lucro, né? Porque simplesmente às vezes ele vai pensar em fazer um preço menor para poder fazer um desconto, ele tá pensando no preço e e quando assustar já tá com a margem negativa, né? Então não joga aí nem numa planilha, nem que seja um Excel, você tem que estar sabendo uma conta básica ali para você saber exatamente quanto tá sobrando, né? E aquele empresário que pega o custo da mercadoria, joga 100% também já, esse aí pior ainda, né? Esse [risadas] aí que realmente vai ter problemas, né? Desculpa. Pega o custo e joga 100%, acha que não, minha margem é 100%, só jogo vezes dois aqui, tá tudo certo. Exato. É, por isso que eu falo que o que o empresário ele vai ter que sentar mais vezes na cadeira de gestor, porque ele ele vai ter que aprender a fazer essa conta, sabe? Porque se ele não aprender a fazer a conta, ele acha que tá ganhando 100% e não tá. Ele acha que tá ganhando 50% e não tá. E aí o que acontece? Ao longo de pouco tempo, 6 meses, 8 meses, 1 ano, 2 anos, cara, vai zerando caixa dele e aí ele não tem mais o que fazer no fechar. É igual aquela coisa, você coloca lá um sapo ali, você vai esquentando na água, a soquinho ele não sente, né? Então ali quando ele assustar já morreu sem sentir. E aí não tem mais o que fazer. E e aí sem criar alarde, né? Mas também olhando isso da mesma forma empresários que se prepararem agora, souberem fazer essa conta certinho, entenderem quanto impacto, vão crescer. Mais, né? Exato. A gente também vai saber aproveitar o crédito, vai saber exatamente como tá calculando seu custo, seu qual regime tributário que é mais qual fornecedor eu posso estar comprando para fazer uma seleção melhor. Quer dizer, a empresa que tiver mais preparada aí com certeza vai estar até faturando até mais com a reforma tributária, vai aproveitar as oportunidades, né? Sim. Não é a mesma coisa, Márcio, mas é foi um momento tão grande quanto esse que vai acontecer agora, que foi a pandemia. A gente sabe que tiveram empresas que cresceram e cresceram muito nesse período por souberam se preparar, souberam se adaptar, se ajustaram nesse meio do caminho. É, no ATGA foi um caso desse que a gente achou que ia ter um problema e acabamos crescendo na pandemia, porque atendimento online, implantação online, passaram-se a utilizar ferramentas.
Que talvez demorar aí mais de uma década para ter essa cultura. Hoje virou cultura, depois da pandemia, continuou a gente fazendo reuniões, é, fazendo implantações online, então para nós foi ótima a pandemia. Então, eh, se você ficar com esse pessimismo aí que tudo que é mudança, ah, eu vou fechar as portas, desse jeito, vou ter que fechar, você vai acabar fechando mesmo, né? Não tem jeito.
Aí você começa com aquele pensamento, eu não sei se você lembra, no seu segmento, vários contadores fecharam as portas quando lançou o SPED fiscal, quando vi essas novas legislação, ah, já tô velho. Ah, e muitos fecharam e os que continuaram hoje cresceram e muitos valor para caramba os escritórios contábeis, né? Exatamente. É. E e não tem jeito, Márcio. Eh, vale pro segmento de contabilidade, de tecnologia, do comércio em varejo. Eh, há necessidade da gente se adaptar, a necessidade de melhorar, porque essa coisa que nós estamos falando aqui, a reforma, ela é uma das mudanças que vão vir pela frente e vão acontecer outras, né? E eu falo sempre que o brasileiro ele tem uma capacidade muito grande ou o ser humano ele tem uma capacidade muito grande que é de se adaptar.
Só que a gente chama isso também de terra planista, sabe? As pessoas que ficam na negação, que não aceitam, que não olham para isso lá, às vezes, cara, vão sofrer a mudança ao invés de aproveitar as mudanças.
Eh, falando um pouco assim também dos prestadores de serviço, Rafael, tinha muitas empresas aí, eh, principalmente assim, empresas que prestam serviço no Brasil inteiro, então elas ficavam em busca aí de um benefício tributário. Ah, eu vou colocar minha empresa, por exemplo, lá em São Paulo, que o ISS é menor. Ah, eu vou colocar em Florianópolis ou em Pernambuco tem um incentivo fiscal de ISS. como é que fica essas empresas assim, principalmente nosso segmento, né? Nós atendemos remoto empresas de streamer, empresas e tecnologias também, eles buscam eh lugares para se instalar que dão esses incentivos. E como é que ficam esses incentivos fiscais?
Boa. Depois da reforma, Márcio, a a tendência também é criar uma competitividade, né, ou diminuir um pouco da guerra fiscal. Uhum. Então, esses incentivos, embora era muito bom para as empresas, né? E tinham empresas, inclusive, que só tinham margem de lucro por conta do dos benefícios fiscais.
Exato. Eh, a tendência ou a expectativa é que eh encerrem, né, nivele tudo isso. Ou seja, os benefícios fiscais que existem hoje para estados e municípios vão acabar depois da reforma tributária. Rafael, vai acabar de uma vez.
Regutação, né? Mudou a regra. Vai acabar de uma vez? Não. Então, lá em 202, por exemplo, a gente começa uma regra de transição do IBS, que vai ser o novo imposto ali estadual e municipal. Só que, por exemplo, lá em Barueri, em São Paulo, que é um polo eh de tecnologia, eh lá em Ribeirão Preto tem um polo lá que tem uma redução de SS KN também. Esses e esses municípios com redução vão deixar de conceder. Por quê? Porque a alíquota vai ser nacional, vai ser no destino do cliente, né? Vai ser uma alteração, né? Não vai ser mais na sede da empresa, né, do município que ela tá instalada, vai ser cobrado inclusive empresas como Netflix, Amazon Prime, elas também vão ter que se adaptar a esse novo sistema de
Exato. A gente fala que são duas mudanças principais. Primeiro que acabam os benefícios fiscais, né? Então, às vezes tinham municípios, por exemplo, que tinha uma redução de SSQN e várias empresas estavam instaladas lá. Talvez agora não faça sentido mais as empresas estarem lá, porque o benefício não vai mais existir.
E a outra etapa, e essa é uma mudança bem grande da reforma, é que o imposto passa a ir para o destino do eh do cliente, digamos assim, cliente, então isso é muito importante ter uma base de dados, o cadastro aí muito bem feito, né? Eh, com preocupação de endereço, tudo certinho, exatamente, para não ter problema, né? Isso. A Netflix já começou a fazer esses ajustes, a Amazon, né? Aí nós estamos falando de de empresas de streaming, mas várias outras empresas, né? A gente tá atendendo já algumas empresas eh nessa etapa da reforma que elas já estão atualizando os seus cadastros de clientes e fornecedores, já estão se antecipando, porque se o imposto agora vai para o destino do meu do meu cliente, eu preciso entender qual a alíquota que vai ser aplicada, vai ser aplicada, porque tem que ser daquele município, quer dizer, vai gerar aí eh quantas variações aí se for fazer essa combinação município alíqua, aí vai gerar mais de 30.000.
Exato. Vai ficar complexo um pouco porque aqueles 28% que a gente tava falando do IVA, ele é uma alíquota global, digamos assim, né? Referência global, mas uma alíquota de referência, mas estados e municípios eles vão poder ter a tua própria alíquota, certo? Pode baixar um pouco mais, pode aumentar um pouquinho mais, pode diminuir com e naquele limite dos 28%, que basicamente acho que maioria vai querer optar pelo teto, né? Ou próximo do teto, né?
Pode ser. É, é que para poder atrair empresas, por exemplo, para lá baixar, né? também tem que eu vou acabar e reduzindo, só que por exemplo o só para aquele município, né? Então se uma empresa que atende aí multimunicípio, só aquele município específico vai ter esse benefício, né?
Exatamente. E aí e isso por que que isso vai ser importante daqui pra frente? Porque as empresas prestadoras de serviço ou comerciantes, elas vão precisar ter além da alíquota do destino, o cadastro do teu cliente atualizado. Então a TGA, por exemplo, atende clientes em Tangara da Serra, atende clientes lá no Mato Grosso do Sul, lá em Roraima, láem lá no Pará. Então eu vou precisar observar essa etapa lá para deixar o sistema tem que tá atualizado para todos os municípios do Brasil, né?
Atualizado para todos os municípios. Porque lembra que ah o os impostos agora vão ser o preço do produto mais impostos, então eu vou precisar enxergar quanto que é o imposto daquele município.
E é por isso que é importante ter a ferramenta aí atualizada, com regras tributárias atualizadas automaticamente para não ter problema, porque tem as sanções aí caso você emita um documento aí fora do padrão, me explica um pouco sobre essas sobre essas multas aí que pode gerar, Rafael, é pesada ou é levinha, como é que é?
Ex muito é muito pesado, cara. Exatamente. E aí tava lembrando aqui a gente falando de municípios, porque a gente tem um cliente comum lá, né, que que usa o TGA e ela vende para os 27 estados do Brasil, cara. Então ela já tá se preparando para atualizar o sistema e atualizar a base de dados para poder emitir a nota correta. Porque assim, depois da reforma tributária ou com a reforma tributária, o grande motor de cálculo, digamos assim, dos impostos vão ser as notas fiscais, nota fiscal de serviço, nota fiscal de mercadoria, notas fiscais de aluguéis, que são documentos que vão ser criados ainda, né? Tudo vai ser com base num documento fiscal eletrônico. Elico.
Então, o que que o governo precisa? Ele precisa que isso seja preenchido corretamente. E aí existe uma previsão, eles até estão brigando lá no Senado para poder reduzir isso, mas ainda não foi reduzido, que é uma multa por eh emissão errada na nota fiscal.
Emissão errada em cima do valor. Como é que vai funcionar? A multa prevista é 20% do valor da nota fiscal, ou seja, o valor da operação.
For R$ 100, seria R$ 20 já. R$ 20 por nota. Por nota. E caso seja recorrente ainda parece que tem um agravante, né? Pode ter outros agravantes. Agora imagina, a gente emite uma nota de um serviço de R$ 10.000, R$ 100.000 e aí você tem 20.000 de lut já foi seu outro prejuízo aí já amargando, né? Então,
Exato. Por falha na emissão da nova. Por falha emissão. Então, por isso que eu falo eh a importância da gente ter uma ferramenta, um sistema de qualidade, um sistema e uma equipe preparada, né? Preparada também para pra gente poder ajustar isso, para a gente poder não incorrer nisso, porque senão as empresas vão acabar tendo prejuízo, né? por emitir o documento fiscal errado.
É, não é brincadeira, né? Então, pessoal, então o Rafael tá falando, então quem ainda tá dormindo no ponto aí, vamos acordar porque vamos procurar aí seu contador, sua empresa de software, vamos perguntar como é que tá essa parte aí, porque o prazo tá é já tá em cima, né?
Exatamente. A gente tá aqui, não tá ainda em pleno funcionamento, ainda tem essa parte de 2026 inteiro para Mas assim, a gente sabe hoje do jeito que as coisas tá que um ano voa, né? voa, mas a nota fiscal propriamente dita, Márcio, ela começa a valer com essas regras a partir de 5 de janeiro de 2026.6, já tem que destacar esses impostos. Então nós estamos aqui no final do ano, por exemplo, que talvez esteja em cima do do laço para poder ajustar isso ali, mas ainda dá tempo de não sofrer precisar ou trocar de software ou trocar de contador ou buscar uma assessoria. Ainda dá tempo, né, Rafael?
Exato. O importante, Márcio, eu falo que não é saber de tudo, né? Aquela velha história, mas eu preciso ter um parceiro de tecnologia, né? Um sistema que eu posso contar, que eu sei que tá atualizado, que é como a TGA, né? Ter um contador que eu possa servir de suporte, que possa me orientar para poder eh alinhar eh frente a essas mudanças tributárias, porque os desafios não vão ser pouco, cara, pro empresário, mas ele ainda vai ter desafio de compra, desafio de venda, desafio de de concorrência. Imagina se ele ainda precisar se preocupar com o sistema e com a contabilidade.
Contabilidade, né? Ele tem que focar já no seu próprio negócio, né? Exato.
É na maravilha. Não, nosso papo tá muito interessante. Aí tem vários tópicos aqui, até nós fizemos o levantamento. Ess são dúvidas de clientes mesmo que entraram em contato, porque nosso bate-papo é esse mesmo, ter entender e passar pro pessoal que vai assistir aí o podcast aí sobre todas essas dúvidas, né? Tem alguma possibilidade do governo antecipar isso que fala até 2032, né? Mas tem boatos aí, parece que talvez antecipe algumas partes aí dessas obrigações.
Já ouvimos um pouco dessas conversas, Márcio, porque assim, ó, eh, 2026 a gente tem um período de teste, né? Em 2027 e 28, eh, rodando 100% o CBS, né, que são os impostos federais, federais. Só que e lá em 29 a gente começa com os os impostos estaduais e municipais, que vai ser o IBS. Só que o governo quer encurtar um pouco desse período de transição. Hoje são 8 anos, realmente é um período longo, bem longo, né? Se for parar para pensar é bem longo, né?
Eles querem encurtar. Por quê? Porque acaba melhorando a arrecadação, né? Dentro de um período. Mas o que eu falo sempre quando a gente trata desse assunto de reforma e algumas pessoas me perguntam se eu concordo ou não concordo, talvez eu não consiga nem concordar ou discordar, mas o por que a gente entende que é um período tão longo, né? Lembra que a gente tava falando agora a pouco sobre o empresário, né, o micro, pequeno empresário sentar na cadeira do gestor, certo? Talvez é uma mudança de cultura.
Cultura mesmo. Exato. Porque a gente tem uma reforma de tributos acontecendo. A gente tem uma reforma regional, que é aquela questão dos benefícios fiscais de cada município, estado. A gente tem uma reforma financeira. Por quê? Porque vai mudar capital de giro, vai mudar fluxo de caixa. A gente tem uma mudança também cultural. Por quê? Porque o empresário normalmente ele não tem essa cultura de gestão, ele não senta para fazer conta de preço de venda, a maioria quer vender só.
Exatamente. Então tem muita preocupação. Então todas essas mudanças eh requer um um prazo de adaptação, né? Então esse é a função do período de transição. Só que se a gente olhar os olhos do governo, que já quer trazer o split payment para 2027, eh se a gente quer melhorar essa emissão de notas, eu vou encurtando esse período para melhorar a arrecadação e diminuir a sua negação, né? Então, eh, já tá previsto isso ali. A gente não sabe ainda se vai acontecer ao certo, mas tem alguns rumores de tentar reduzir esse período de transição.
Entendi. Essa parte, por exemplo, que tem alguns produtos, a gente sabe que tem assim incentivo fiscal, tipo cesta básica, como é que fica esses produtos? mantém essa eh essas isenções ou redução de base de cálculo, incentivos fiscais, essa parte muda. Tem alguns produtos também já aproveitando dos incentivos, produtos diferenciados, produtos que são que parece que vai ter acima do limite, que são cigarros, bebidas açucaradas também tem é um pouco de mudança nessa parte, né? Eu queria que você fala um pouco sobre esses produtos assim.
Legal. Do mesmo jeito que a gente tem aquela mudança da das dos benefícios fiscais, né, que excessam benefícios fiscais para estados e municípios, também diminuem algumas isenções, também reduzem e esse benefício fiscal acaba para todo mundo também de uma forma eh de uma forma geral. Só que, por exemplo, eh criam-se novas reduções, por exemplo, que vão beneficiar alguns segmentos. Então, eh, atividades profissionais, por exemplo, que tem registro em conselho, ela tem uma redução prevista lá de 30% desses 28. Então, de 28% isso vem para 19,5. A gente tem serviços médicos, por exemplo, serviços de educação, são essenciais, isso tem uma redução prevista de 60%, então isso cai de 28 para 11%. E tem alguns produtos que são essenciais, que eles vão ter uma redução de 100%. Aí nós estamos falando de produtos da cesta básica, alguns produtos do agronegócio, carnes, aves, peixes, né? Todos esses produtos já estão previstos lá eh com redução, além de alguns medicamentos de alto custo, né, e tudo mais. E do mesmo jeito, né, você falou ali de alguns produtos que são produtos são nocivos à saúde, saúde, isso esses produtos, né, que hoje tem uma alíquota de IPI, o IPI também muda.
Ah, tem a regra, esqueci de falar, o IPI também vai ter uma uma mudança. Isso, ele vira agora o que a gente chama de imposto seletivo ou imposto do pecado, né? Do pecado. Por que do pecado? Porque quem optar por consumir armas, né, comprar armas, munições, bebidas alcoólicas, eh, cigarros, ele vai ter uma tributação maior. Quer dizer, o pessoal que gosta de cigarrinho vai ter que pagar um pouco mais ou gosta de tomar quem toma bebida alcoólica, infelizmente vai pagar, vai ficar um pouco mais caro.
Exato. Mas o intuito de tudo isso é o quê? eh desestimular o consumo de produtos eh que são prejudiciais à saúde, mexendo no bolso, inclusive assim, bebidas açucaradas vão ficar mais caras, né? Então, por quê? Porque eu quero incentivar realmente produtos que não tem essa não é prejudicial só. Interessante o governo já vinha previndo isso que assim nos principalmente refrigerantes já vem essa essa marca eh bebida açucarada edição de açúcar de isso aí já vem da reforma já de uma preparação?
É será que não tem nada a ver isso? Será? Tinha uma uma campanha do governo de conscientização paraa redução do açúcar. Então, quanto mais eu deixo isso expresso, em evidência, talvez eu consiga reduzir um pouco do consumo. E com essa essa mudança da reforma, eles também vêm incentivando, né, eh, para que você reduza o consumo de produtos que estão que tem adição de açúcar. Então, tudo isso, né, vem para para melhorar a saúde, né, para incentivar produtos que não tem essa não é não seja prejudicial à saúde.
Maravilha. Eu queria até agradecer você, Rafael, porque você foi muito essencial, principalmente na etapa quando lançou a reforma tributária, que já lançaram os manuais aí de adequação, você deu essa assessoria pra gente no ATG na parte de tecnologia, sistemas, né? Então você hoje oferece esse trabalho, né, de assessorias externas, as consultorias, empresas que estão aí precisando, estão perdidas, né? E tem um, você criou um produto para isso, né?
Exato. O que a gente vem fazendo, mas como a gente está fazendo lá com o time da TGA, né, com a dando apoio pro time de desenvolvimento e o time posso falar que foi essencial, porque talvez a gente estaria patinando até agora se não fosse essa assessoria, essas dúvidas, né, essas adequações. Você até acompanha os testes, né, do nosso sistema paremissão lá atrás lá, criticamos, olhamos, sugerimos algumas coisas, coisa que tava rodando bem. Então, eh, foi muito legal, né, poder olhar isso aí da porta para dentro lá. Porta para dentro. Exatamente. Foi muito legal.
Mas e o que que a gente vem fazendo, Márcio? A gente vem observando que realmente empresários estavam um pouco perdidos e estão, né? Ainda tem um bocado que que falta informação. Estão se preocupando. Alguns também estão dormindo um pouco, né? Exato. É. Ou falar que não vai dar nada. Ah, porque até 2027, 2028. Não tô preocupado. Sim. o que a gente vem fazendo com eventos, com workshops online, reuniões em particular, é primeiro ponto é trazer o que a gente chama de nível de consciência, sabe? Um grau de consciência, porque a internet hoje a gente sabe que tem muita informação errada, tem muita coisa truncada, excesso de informação, trato que é real, o que é especulação, né? não dá para saber mais o que é verdade ou não. Então a gente vem, né, alinha com o empresário, né, deixa ele sabendo das mudanças e o que que ele faz agora, o que ele faz depois. E se ele precisar de apoio nesse nesse meio do caminho, a gente criou um produto, né, uns serviços ali voltado para acompanhar ele durante essa jornada.
Só que seria o complique esse do da implementação se realmente ali desde a parte de formação de preço, custos, toda a parte de financeira, todo acompanhamento, né? Porque como a gente tava falando, né, em todo o bate-papo aqui, a a reforma ela muda pontos essenciais ali das empresas. Então ela muda preço de compra, muda preço de venda, muda margem de lucro, capital de giro, né? Então todos esses pontos aqui, por exemplo, são pontos sensíveis lá da empresa, né, e do negócio de cada cliente, que é crucial para poder o sucesso ou não daidade, né, da viabilidade, né? tem trazido, né, ou tem eh trazido pro empresário alguma solução, que é justamente apoiar ele no desenvolvimento de todos esses pontos aqui que a gente falou para ele conseguir se preparar melhor, né, para o que vem aí pela frente, porque a gente sabe que quem se antecipa, dito o ritmo do jogo, né, quem sai primeiro bebe água limpa, né, então é importante se preparar.
Maravilha, Rafael, falando bastante aí sobre a reforma, sobre as mudanças, né? Você tem alguma recomendação que você você queria estar falando aí pro pessoal que tá nos assistindo, que vão assistir nosso podcast aí, quem que eles estão assim os principais pontos, né, que de imediato o que que já poderia estar fazendo ou não.
Márcio, eu acho que assim, pontos principais, se eu puder, né, trazer aqui para você empresário aqui que tá nos assistindo, é o risco, né, o que ele pode ter também. Exato. É justamente aproveitar o nosso restinho de ano, nosso ano 2025 para poder fazer esses ajustes principais aqui. Primeiramente voltado pra nota fiscal. Então, se você ainda não tem um sistema que tá preparado para pra reforma tributária, né, chama o Márcio, chama a equipe lá da TG, com certeza.
Exato. Mas eh são grandes parceiros, mas principalmente estão preparados para isso, né? E a gente tem uma urgência, Márcio, nós já estamos na urgência. Por quê? Porque dia 5 de janeiro a gente não vai conseguir emitir nota fiscal. Inclusive inclusive até já tá fazendo a força tarefa para atualizar, antecipar. Nós já estamos atualizando todo o independente se já tá emitindo ou não, nós já estamos deixando o sistema atualizado, que são mais de 6.000 empresas, né? São poucas empresas, então a base é grande, tá dando um pouco de trabalho, mas assim, é um serviço que é necessário. Então nós já estamos se antecipando, deixando todos os clientes atualizado para não chegar lá dia 5 de janeiro, o sistema rejeitar e não conseguir faturar de ter um problema, né? Então isso e aí se o cara não consegue emitir nota, não consegue receber, consegue faturar, não consegue receber, não consegue mandar um boleto, tudo é uma coisa é vinculado à outra, né?
Exato. Então acho que esse é um principal ponto. É, se a gente for pegar pela ordem assim, né? eh a gente ajustar os parâmetros fiscais e ajustar o sistema para ajustar esse ponto de nota e depois, né, eh o empresário procurar saber melhor como é que tá o negócio dele frente à reforma, fazer um raio X no seu próprio reforma, fazer um diagnóstico, né? Então seria cobrar as empresas, os contadores, empresas de sistemas. Não tô falando só de TGA, porque quando a gente fala sistema, toda empresa hoje é informatizada. Então independente se é TGA ou não ou ou qualquer empresa, então questione aí seu fornecedor, como que tá, em que pé que tá a reforma tributária, exige aí uma atualização e se antecipe, porque o risco é grande aí de
Claro, a gente tava falando agora a pouco, né, Márcio, é 20% aí de multa para emissão de nota errada, se ela for autorizada. É, então, independente do do RP, né, ele precisa procurar o o sistema dele. Se o sistema não tiver preparado, né, poxa, tem bons parceiros aí que já estão preparados. Procure o teu contador, né? Converse com ele sobre isso. E se ele talvez eh talvez falar para ti sobre não, deixa lá em 2027 a gente resolve, né? Manda esse podcast para ele, pede para ele ouvir.
Mandinho, compartilhe o máximo de pessoas possíveis, empresários, amigos, familiares que são empresários, com certeza vai est ajudando. Rafael tá aqui, é especialista em reforma tributária. Nós já estamos aí há quantos já mais de anos aí com essa parceria, desde quando já lançou a reforma tributária, Rafael já ele já ele também já passou por vários treinamentos aí, muitas mentorias, é está extremamente preparado para essa reforma tributária. Então eu não vejo assim uma pessoa, poucas pessoas igual Rafael, que tá preparada e que tá abraçando essa causa, que a preocupação, o propósito dele realmente é levar ao máximo de pessoas a essa conscientização dessa nova legislação para ninguém ter problema, né, Rafael?
Com certeza, Márcio, a gente tá estudando e se preparando pra reforma aí e não tinha nem lei complementar ainda, né? A gente já tava estudando e se preparando para isso. E e o ponto é justamente isso que você trouxe, né? A a nossa intenção lá, e eu imagino que é a tua também, é preservar as empresas, né? A saúde das empresas também. Toda nós, eu dependo das empresas, você também, Rafael, você não quer que um cliente seu entre dificuldade e fecha as portas, que você vai perder um cliente e a TGA também. Nós temos interesse, nós queremos que nossas clientes se organizem, cresçam, porque o sucesso dele é o nosso e é o seu, é de todo mundo. Então, não quer que é uma empresa já feche as portas, né? Então nós estamos aí para ajudar e estamos fazendo o possível e impossível aí para deixar todo mundo atualizado dentro do prazo.
Exatamente. E independente de repente do parceiro contador ou não, né? Eh, mas que ele não entenda que isso é lá pra frente, né? Ele precisa se preparar agora porque quem se antecipa, né? Consegue realmente ter tempo, se preparar, ajustar o capital de giro, o fluxo de caixa e vai passar por esse momento aí de uma forma mais tranquil. Foi a parte, não sei se você lembra da parte da nota eletrônica, também deu esse transtorno, pessoal. Ah, agora tem que emitir nota eletrônica, como que vai ser? Foi aquela correria, muita gente desceu de estima da hora. Nós assim, eh, ficamos até meio chateados porque deixamos pegar clientes porque a demanda foi tão grande, o pessoal deixou tão em cima da hora, que nós não conseguimos atender todo mundo.
Sim, sim. Então, assim, foi uma correria, nós estava com o sistema preparado, mas assim, foi tão enchorrada de cliente querendo implantar, não conseguimos implantar em todo mundo, né? E e essa mudança da cliente novo, não só cliente da carteira, né? Foi um cliente que precisava porque o sistema não tava atendendo a cima da hora não emitia o o fornecedor do sistema é de fora, não conseguia atender a legislação do Mato Grosso, que foi um dos primeiros, né? Então não conseguiram, então teve que mudar em cima da hora. Foi aquela correria. Então o segredo é se antecipar, buscar assessoria, buscar ajuda o mais rápido possível, né?
Exato. E ficamos à disposição, né, Márcio? Ah, se quiser tirar dúvidas, com certeza o pessoal vai ter dúvidas sobre alguma coisa, comenta, né? Manda mensagem aqui pro Márcio, né? Vamos estar ali disponível também para poder sanar, para poder esclarecer algum ponto que talvez a gente não tenha conseguido trazer aqui nesse momento.
Exatamente. Então, deixa nos comentários aqui. Esse vídeo ele vai pro YouTube. Então, comentem aqui as dúvidas que você tiver. Vou estar encaminhando pro Rafael, nós vamos estar respondendo também. Então, compartilhe, encaminhe mais pessoas possíveis. Assim, nós fizemos aqui um bate-papo, assim, tem muito mais coisas, mas fizemos os pontos principais da nova reforma tributária. Espero ter ajudado vocês, né? E é isso aí, né, Rafael? E estamos aqui para contribuir. E o TG Talk agradece também a presença de todos. Vão ter novos episódios. Além, a reforma tributária foi o primeiro episódio do nosso convidado que foi o Rafael, especialista e nós vamos ter outros especialistas em outros segmentos também, pessoas aí que destacam, empresários que estão aí diferenciados do mercado. Vamos trazer aqui para falar também das áreas que eles que eles se destacaram e vai ser muito bacana eh ter vocês aqui com a gente assistindo esse podcast, Rafael.
Show, show, Márcio. E agradecer, né, mais uma vez, agradecer mais uma vez aqui o a oportunidade, né, o bate-papo de de falar com essa galera bacana aqui, porque a gente sempre vai ter essa missão, né, de de preparar os empresários, de cuidar do negócio deles e e poder estar aqui, compartilhar e trocar essa ideia contigo aqui, sempre muito bom. Conta com a gente.
Beleza, Rafael. Valeu, Márcio. Obrigado. Obado. Obrigado, pessoal, e até o próximo episódio. Um abraço a todos.