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Desvendando o Caso Vitória: A Verdade sobre Erros na Justiça 2025

ISSO NÃO É LEGAL ⚖️1:59:58

Transcription

Ao vivo. Quanto tempo a gente não conversa ao vivo, senhoras e senhores, sejam todos muito bem-vindos. Que saudades de todos. Fran, bom dia. Bom dia, Sandra. Bom dia, Gislene. Tudo bem? A Luía, bom dia, pessoal. Como é que vocês estão? Vão me dando um retorno, vão falando para mim como é que Gisline, bom dia para você também, minha querida. Obrigada pela sua presença.

Gente, que saudade que eu estava de todos. Quanto tempo que a gente não faz uma live ao vivo. Essa semana foi uma semana muito puxada. Preciso que os senhores deem um retorno para mim se o áudio tá bom, se vocês estão me vendo bem, se tá tudo certinho. Fala para mim, pessoal. Tudo bom, Fran? Sempre me ajudando aqui. Firme e forte, querida. Obrigada. A Dra. Mari daqui a pouco vai vir participar com a gente da live. Vai ser uma live meio diferentezinha. Bom dia, Artes da Rocha. Bom dia. Enfim, ao vivo. Enfim, estamos ao vivo. Vamos papear hoje bastante coisa. Bom dia, Patrícia, seja bem-vinda. Sejam todos bem-vindos. A Eliane, bom dia, Eliane. Tá ótimo. Cortes da Rocha, o som tá bom, imagem tá boa. Pessoal, bom dia. Desculpe a minha ausência essa semana foi uma semana daquelas. Tá ótimo. Tá correndo. Vim correndo te ouvir. Natália, bom dia. Vamos, vamos conversar. Hoje a gente tem bastante coisa. A gente vai entrar num tema bastante diferente sobre o canal. Oi, Fernanda, pegou ao vivo. Bem-vindo, pessoal.

Gente, que saudade de vocês. Hoje eu vou pegar vocês no horário do almoço, que é o Margarete. Bom dia, minha querida, bem-vinda. Vou pegar vocês hoje no horário do almoço pra gente ter uma conversa bem levezinha. A gente vai falar bem pouca coisa sobre o caso Vitória Regina, que ainda não houve nenhuma manifestação ou alteração. Fran, bom dia, minha querida. Significante. A gente vai conversar um pouquinho. Andrê, Andresa e a Maria do Rio Grande do Sul. Gente, que delícia vocês chegando. Tava com uma saudade de vocês, pessoal. Eh, vocês fazem muita falta, viu? Muita falta mesmo. Usei mais a rede social vizinha que eu dei muita risada. a gente fica ali trocando só só coisas leves, nada ligado ao caso, mas pra gente se entreter. O caso por enquanto, gente, segue parado. Seguimos aguardando agora o julgamento dos recursos dos advogados do Michael, do recurso do promotor de justiça. Bom dia, Ivete, tudo bem com você? Seja bem-vinda.

E aí, o que que aconteceu, pessoal? Esse final de semana, para quem é novo no canal e ainda não conhece, gente, eu tenho um cachorro, o nome dele é Harry, lá da época que Harry Potter tinha acabado de sair, um vira de labrador, passou muito mal esse final de semana. E hoje eu quero conversar com vocês sobre erros. E a gente vai fazer um paralelo bastante diferente, mas que tem tudo a ver por causa de duas razões. O caso Vitória Regina marcou nossa vida. Não tem como negar quem participou deste caso, quem tava ali, viu uma sucessão de erros, erros enormes que marcaram todo o desenrolar do caso e que deram um resultado bastante bastante triste. A gente fica triste porque aquela justiça que a gente tanto ansiava, que tanto espera, sabendo que há mais responsáveis, não vai chegar, infelizmente. Gente, sem vocês sabem que é que é que eu falo sem dó. Aquela justiça tão desejada, a justiça que não seja da Chope, vai ser muito difícil que a gente consiga. Bom dia, Tatiane, minha querida, bem-vinda. E por que que por que é que afinal de contas tantos erros aconteceram? Onde foi Zani? Bem-vinda, que saudade de você. Por que que a tantos erros aconteceram e tantas pessoas erraram e nada foi feito no momento adequado para que a gente Buenos dias, tudo tudo mais dia mais para tudo, para todos. Bom dia.

Então pessoal, o que que acontece? Ah, em todas as áreas, em todos os os campos do direito. Renata, bom dia. Seja bem-vinda, Renata, ao nosso nossa live. A gente costumava fazer a live muito mais vezes por semana. Quero voltar a fazer as lives com vocês. Mas a gente vai fala eh pense fama. Lu, Lucineia, bom dia. Olga, gente. O Harry notícias do Harry.

Então, vamos lá. Vamos as as notícias do Harry. Gente, o Harry, eu vou depois colocar uma fotinha aqui para os senhores que eu nem preparei isso, mas é fácil. Eu vou até baixar uma aqui pra gente. O Harry Gentiano é um labrador de 16 anos. Viralata de labrador. Ele tem 16 anos e meio. Eh, eu sei o dia que ele nasceu. Harry nasceu no dia 7/07 e ele é minha minha companhia, gente. Ele o Harry é minha família. Eu passei por uma crise familiar muito grande, muito difícil. Eh, e em orações, quando eu estava naquele momento de tristeza, eu pedi para Deus que me mandasse um cachorro. E Deus, na sua infinita sabedoria, eu ia adotar uma viralatinha de pincher, porque eu já tinha uma pinterzinha que se chamava Hermionei. E meus bichinhos dormem dentro de casa. Deixa eu pôr uma fotinha aqui do Harry para vocês irem. Quem é novo ainda não conhece o Harry, esse daqui é o Harry, pessoal. E aí, enfim, era para vir uma viralatinha de pinter chamada Amora. Esse aqui é o Harry, pessoal. E o que que aconteceu? Eh, ele nunca teve nada. Quando foi ver a latinha, oi Jorge, quanto tempo, meu querido, quanto tempo, Tatiana. É o Harry. Esse aqui é o Harry, pessoal.

E o que que aconteceu, gente? Eh, na a pessoa que eu adotei trocou, pegou o cachorro errado e acabou me trazendo o Harry. Como eu havia feito uma oração pedindo um cachorro, eu achei que Harry era o cachorro certo. Falei: "Nada, nada, nada". Me trouxe o cachorro certo isso há 16 anos atrás estava passando por um casamento muito difícil. Estava naquela época chata da vida que a gente tem que tomar decisões e não consegue. E apareceu Harry. Gente, Harry por 16 anos nunca teve absolutamente nada. Eh, não tinha nem Bom dia, Rosinha. Bom dia a todos, pessoal. Uma fofura, né, Jorge? O Jorge, gente, o Jorge tem uma um macaquinho, um mico, um micozinho lindo, lindo, lindo. É isso mesmo. É Raquel Helena Passos. É Raquel Helena Passos. e toda a colaboração que vocês puderem, porque eu vou explicar o que que aconteceu no sábado. Mari vai vir ajudar a gente para explicar também isso. E a gente vai fazer um paralelo pessoal sobre como pessoas que pegam certas situações e a gente vai falar sobre tentar começar a trazer o tema sobre como existem clínicas veterinárias que estão literalmente aplicando golpes nos tutores. Porque gente, quem tem cachorro, e eu sei que muitos dos senhores e das senhoras aqui possuem pelo nosso pouco tempo de convívio, eu sei que são amantes, verdadeiros amantes de cães. E o que que acontece, gente? Eh, eu, mesmo sendo advogada criminalista, mesmo sendo macaca velha, gente, caindo um golpe nesse final de semana terrível. Mari vai vir explicar pra gente sempre, Gisline. Foi para me ajudar, foi para me ajudar de verdade e eu sei que muito de vocês também tem. E gente, a gente vai começar a ver e qual que é o paralelo, afinal de contas, com todo o respeito que os senhores sabem que eu tenho pela vitória. E não preciso dizer, a gente não precisa falar como tutor e mãe de bicho ama como se fossem verdadeiros filhos. Então, vou falar de duas duas partes muito diferentes. Não estou comparando, mas ao mesmo tempo são coisas que a gente ama e que mexem com a gente. E aconteceu uma situação bastante complicada. No sábado, eu fui levar o Harry para uma consulta. O Harry estava aparentando que ele estava com problemas cardíacos. Ô, meu amor, muito obrigada, Fabi. Muito obrigada. Obrigada. Obrigada de coração, Fabi. Obrigada mesmo. E aí, o que que aconteceu, gente? Obrigada, Fabi. Obrigada de coração, viu? Eu não sei ver como quem foi o sorteado, gente. Eu não sei quem como é que vê as assinaturas, mas Fabi, obrigada. E os novos sejam muito bem-vindos, gente, pro nosso canal, porque o nosso canal a gente tenta falar sobre o que isso não é legal. O que que não é legal. A gente começou no caso Vitória Regina, é fato. Muitos erros aconteceram no caso da Vitória Regina, gente, desde do atendimento na delegacia. as próprios familiares. Vamos ver o que que a Su tá falando aqui pra gente. Ohô, meu Deus, você também tá passando por uma grande Olha, a Suili tá compartilhando com a gente. Doutor, estou passando uma grande tristeza. Meu filho não gostou de eu questionar umas coisas. Ele largou minha mão. Isso desde o dia 13 de junho. Cortou tudo e ele era meu amigo, meu filho, meu tudo. Sueli, eu sinto muito. Então, sinta-se agarrado aqui nessa família tão tão diferente que a gente criou. Não, isso não é legal. Aqui a gente conversa de tudo, a gente se agarra um no outro. Eu passei por uma separação eh Sueli, onde eu tive que eu abri mão da guarda de duas filhas que eram menores de idade. Meu filho mais velho mora com a minha mãe desde a pandemia e abri mão da guarda por causa de uma briga muito forte que estava se desenvolvendo. E eu sei como é difícil ficar longe de filhos. Eu sei a sua dor e eu sinto muito por ela. E exatamente por isso Harry se tornou uma pessoa tão uma pessoa não, a companhia em forma de animal que vale muito mais às vezes que muitas pessoas que no cercam. Ele se tornou uma uma olha aqui, olha, sinta-se abraçada aqui, todo mundo se levantando e aqui a gente tem uma rede de apoio. O caso Vitória, ele é muito triste e parece que de alguma forma pegou em muitos nós quase que como se eu resgatasse Vitória. Foi, seria como se eu resgatasse minhas filhas que eu tinha, né, me separado. A gente está em resgate de coisas, não só de vitória. Eu acredito. E sabe o que eu acho, gente? Eu acho que serviu para unir tanto, por exemplo, Jorge, Fabi, a gente já é, eu sinto como se fossem familiares e é uma família que só aumenta, sabe? Eh, então, exato. Somos super mulheres, somos, Chegou na hora Ester, somos super mulheres e e chegar na eh na idade adulta e às vezes até na adolescência, a gente passa por muita luta, que fere a gente de muitas formas. Eu não tinha gente, gente, imagina Jorge, não tem nada que agradecer. Eu não tinha rede social. Quando eu montei pro caso Vitória e Regina, eu queria ter voz, eu queria ensinar, eu queria mostrar pros senhores e os senhores nem me conheciam quantos erros haviam naquele inquérito. Isso, gente, lá atrás, lembram de quando eu fui no Marconde? Lembram de quando eu falei da confissão a primeira vez? Vocês estão lembrado disso? Faz, faz não faz muito tempo não, faz 9 meses. Montamos o canal, viemos trazendo tudo que foi possível. Infelizmente chorei, briguei e expliquei para os senhores já há muito tempo atrás que não tinha mais o que ser feito. Uma vez que o inquérito tinha sido encerrado, muito dificilmente a gente ia conseguir modificar alguma coisa no processo, porque o processo ele começa com a finalização do inquérito e a gente sabia que o inquérito estava todo errado. Foram muitos erros. E olha, eh, então, eh, esse, esse resgate que a gente buscou na vitória, eh, temporial, a gente traz quase que resgates pessoais nossos. Eu tenho certeza que muitas de nós aqui, principalmente meu grande parte do meu público é feminino, os homens que fazem parte, eu sinto que também são essas pessoas que lutam por filhos, por pessoas, como se a gente pudesse ver alguma coisa, ã, alguma coisa mais certa no Instagram. Olha aqui, a Fabi tá explicando. Eu expliquei tudo certinho que aconteceu com Harry no final de semana, gente. Me vi literalmente na rua com o cachorro sedado. Eu não tenho força física. O Harry pesa 29 kg e eu tinha que carregar um Harry. Eu vou explicar para vocês por tinth e muitas lives. O que que eu quero explicar para vocês? Por que que eu eu não eu ia colocar a foto do Harry, mas fiquei com temor que algumas pessoas encarassem isso de uma forma eh eh mas inferiorizada como mãe de petãe de meninas. Eu obrigada, obrigada de coração, gente. Obrigada de coração. Eu vou fazer prestação de contas de tudo isso, tá gente? Para quem não existe, para que não existam mais vitórias, ele tá bem sim. Vou explicar agora certinho para vocês, ó.

Então, o que que aconteceu no sábado? Vou começar do início, porque isso é muito importante para que os senhores entendam. Há cerca de 20 dias atrás tem uma escada aqui que os senhores viram e mexem me ver falando: "Pera um pouquinho que eu vou ajudar o R descer e subir a escada". Como ele tem 16 anos e a gente nunca teve nada, nunca teve nada, só tem alergia pulga. Há uns 20 dias atrás, a gente estava descendo a escada, ele escorregou, eh, e caiu em cima de mim, mas eu não dei bola. Eu, porque eu ainda brinco, falo, parece que eu ouvi ele dando risada junto comigo. Fiquei com as costas doloridas, fiquei com as pernas machucada. Nossa, eu fiquei desesperada. Aí o que que aconteceu? Quando foi ele veio piorando durante a semana passada. Eh, segundo ele já não estava bem. E como é que eu sei que o Harry não está bem? Gente, quando ele não se interessa por comida, o Harry, ele sabe abrir forno de fogão, ele sabe abrir geladeira. A minha mãe xinga, fala que ele é um sem vergonha e o Harry não estava querendo comida, ficou desesperada, né? Ai, olha, então a gente, a gente não vê tempo quando nossos filhos estão doentes. Aí o que que aconteceu, pessoal? E eu sem um puto furado no banco. Tinha coisa pouca porque eu estava esperando o pagamento da plataforma que gente, eu vivo disso daqui agora hoje em dia. Não vou mentir pros senhores falar: "Ah, eu sou uma advogada". Não, gente, quem conhece o canal mais um pouquinho sabe que eu estava desligando vivo do canal e estava sem grana no banco. Só que o Harry estava com a respiração muito curta e muito afegante e claramente ele estava com dor. Já fazia duas noites que a gente não dormia. Quando foi no sábado, na sexta para sábado, ele quase não dormiu nada. No sábado de manhã me deu um negócio tão apertado no peito. Eu falei: "Gente, ele vai morrer de dor na minha mão e eu preciso fazer alguma coisa". Comecei ligar para alguns lugares. Liguei primeiro pro pet shop onde eu comprava ração e outros tapetinhos higiênicos dele. Me indicaram três clínicas veterinárias. Na quinta-feira tinha sido feriado, então a gente tinha um feriado prolongado. A cidade que eu moro é minúscula e eu nunca precisei levar o Harry em nenhuma clínica veterinária aqui. Aí eles me deram telefones de três locais. O primeiro não respondeu, respondeu só na segunda-feira, ou seja, não estava aberto e o segundo me respondeu imediatamente. Eu tive um atendimento bastante bastante atencioso no telefone. Consegui com muito esforço pegar um Uber para que nos levássemos até o local, porque eu estava, eu pensei, eu falei, eu não posso deixar mais o Harry que ele vai ter um troço na minha mão e eu vou morrer porque, gente, eu preciso socorrer ele. Ele estava com dor, ele não, ele não tinha posição para deitar. A respiração muito ofegante. Aí eu peguei, entrei na clínica, estava eu e minha filha, minha filha tinha vindo me visitar, entrei na clínica, aí ela falou assim para mim: "Eh, a Mari vai entrar". Sim, ela já está entrando, pessoal. Aí na hora que eu entrei na clínica, eu falei o quê? Falei, pessoal. Falei: "Doutor, na verdade, para recepcionista". Falei: "Olha, deixa eu explicar. Eu, se ele precisar ficar internado e gente, eu tinha a sensação que eu ia voltar sem o Harry porque nunca tinha visto meu cachorro tão ruim. Falei: "Se ele precisar internar, eu não vou ter o dinheiro, o valor do dinheiro para internação hoje. Eu posso pagar a internação até segunda-feira?" E aí a mulher falou: "Olha, eu não sei, normalmente tem que pagar antecipado, eh, a gente tem que deixar aqui, vou ver com fulano, vou ver com belo". Só que ele estava muito mal e o doutor chegou e falou: "Vamos fazer o seguinte, vamos colocar ele no atendimento de emergência e enquanto vocês vão vendo isso, eu falei: "Tá, e quanto que é o valor da consulta?" Valor da consulta é R$ 80. Ela é uma fofa, né, Fabi? Você viu a Sofia é uma fofa. Corremos e colocamos o Harry no oxigênio porque ele não estava conseguindo respirar. E eu, gente, comecei a ficar todo, sabe quando seu corpo vai ficando gelado e você vai ficando amolecida assim? Bom, pessoal, aí o que que aconteceu? Deram oxigênio, aí excluíram a questão do cardíaco, não é? Não tinham feito ainda o eletrocardiograma, disseram que não era coração. Aí podia ser acúmulo de líquido no pulmão. Tomou mais isso. Ele tomando remédio, tomando medicação, tomando medicação. Quando deu qu, a gente chegou lá era 2 horas da tarde, pessoal. Quando deu mais ou menos 6 horas da da tarde, 4 horas depois de atendimento, eles disseram para mim que eu ia ter que internar o Harry. Só que o que que acontece lá? para que ele pudesse ficar internado, tudo tinha que ser pago antecipadamente. Os medicamentos, a internação, o eletrocardiograma, o hemograma, o o checkup completo, a radiografia, porque aí depois disseram que poderia ser coluna, que era por isso que ele não estava levantando. E aí de medicação a gente teve que pagar R$ 370. E aí eles queriam mais R$ 2450, gente, para poder internar o Harry sexta-feira, 6:30 da tarde, gente, começou a me dar um negócio, começou a me dar um negócio, começou a me dar um negócio porque eu não tinha, eu não tinha e eu tinha avisado na clínica antes da consulta que eu não tinha valor. E aí eu falei: "Mas doutor, pelo amor de Deus". E aí eles queriam, ele veio para mim com um papel que para que eu assinasse e falou assim para mim: "Então, doutora, vamos fazer o seguinte. A senhora assina esse esse esse termo e volta amanhã, seria domingo." Quando eu vi o termo, era um termo de retirada sem alta, como se eu tivesse indo pegar um cachorro, retirando ele sem a alta do veterinário e levando para casa. Só que o que que acontece, gente? Harry não se levantava. Como ele tinha tomado muita sedação, ele não ficava em pé. E gente, ele pesa 28 kg, mais 28.8, porque pesaram várias vezes, quase vamos falar 29 kg. E gente, eu tenho 50 anos, sou sedentária, sou fumante. Comecei a ver ali eu não e ele queria que a gente saísse da clínica. Aí eu fiquei indignada. Eu comecei a filmar, comecei a filmar. Gente, tá lá no Instagram, tá lá no Instagram do isso não é legal, gente. Tem os story, tem a filmagem, tem tudo certinho. E começou e ele começou a falar que a gente tinha que se retirar da clínica. A sua história aconteceu a mesma coisa com você, Suel? Por isso que a gente vai falar sobre isso hoje, eu e a Mari, porque no mesmo dia tem uma inscrita que está aqui no chat que eu não vou falar. Espero que o gatinho do seu filho esteja melhor. O gatinho do filho dela, gente, passou a mesma coisa enquanto eu chorava com ela no no telefone que ela me ligou sabida para caramba sobre meu telefone. A gente começou a chorar junto aí e eu tô filmada. O Harry, como ele tinha tomado muita sedação, ele estava deitadão no chão fazendo xixi e gente ele e o Harry ma nojentinho. Ele não gosta de xixi, ele não gosta de ficar sujo. E o xixi assim numa poça nele e eu sentada no chão tentando secar o xixi. E eles queriam que a gente fosse embora da clínica. ou desse os quase R$ 3.000 lá para internar ele. Ó, de sábado para domingo a internação era R$ 500 e de domingo também era mais R$ 500. Aí tinha radiografia 480, o exame de elétro, o exame de de urina, o exame de não sei o quê, o exame de não sei o quê. Gem dois pau e meio. Isso porque eles sabiam que eu não tinha dinheiro. Aí tô eu lá, minha filha começou a gravar, eu gravando, minha filha quieta e eu tentava levantar o Harry e as patas de trás dele, além de escorregar no xixi, que era um piso frio, ele caía assim, ele caía de lado. E eu comecei, gente, começou a me dar um pânico, começou a me dar um pânico e eu comecei a ficar tão nervosa, tão nervosa, porque eu achei que não pudesse tirar o cachorro daquele jeito. E o homem falando para mim, o veterinário, que ele não estava sedado ontem, que aí já vou pular aqui para ontem. Ontem veio um veterinário de domicílio, diz que o her estava sedado. Para caramba, gente. Aí o que que aconteceu? Minha filha, a gente tinha o nosso amigo Uber, fomos chamar ele, eu joguei o Harry, né? Peguei o Harry assim, levantando ele, vamos filho, vamos filho. Ele coloquei ele no carro para ele voltar para casa, que ele não ia conseguir andar 1 km e estava com suspeita de lesão na coluna, que precisava tirar a tal da radiografia. Gente, aí eu levantava ele e ele caía. Aí começou a me dar aquela sensação de impotência porque eu não tinha força física para carregar ele. Gente, um absurdo, um absurdo, um absurdo, um absurdo. Olha, pessoal, entrei em estado de ansiedade, pânico, porque ainda tenho isso. Eh, então eu tive uma crise de ansiedade tremenda, gente, tremenda. Eu comecei a tremer, comecei a tremer. Gente, só hoje que eu estou conseguindo gravar. Ah, vua foi a mesma coisa. Olha, então gente, a gente vai aprender. A Mari vai entrar hoje para a gente aprender. Por que que eu vou falar do caso Vitória? Porque assim, para resumir o que que eu acho que é o paralelo, primeira coisa, a Mari entendeu a minha raiva, o meu desgostar sobre os advogados, porque ela começou a ficar brava com o veterinário que estava fazendo isso com o Harry, porque ela entendia na qualidade de veterinária, tecnicamente, gente, nem o nome dos remédios que ele que o Harry tinha que tomar, eles me deram. Eh, e a Mari falando: "Não, isso é um absurdo. Isso é um absurdo, doutor. Eles têm que dar um remédio para a senhora". e começaram a mentir que o hair não tinha sido sedado e o hair tinha sido sedado para caramba. Eu vou mostrar aqui depois a quantidade de remédio que ele tomou, gente. Vocês não estão entendendo. E eu carregando com 50 kg. Eu eu eu a Mari chegou aqui para ajudar a gente. Já vou colocar ela no pau. Quem me ajudou muito foi a Mari. Oi, Mari, bom dia. >> Oi, >> seja bem-vinda. Que saudade das nossas lives. >> Bom dia. >> Bom dia. E aí, gente? a Mari no telefone comigo e a Mari falava assim: "Eita, doutora, eu não tô te ouvindo. Pera aí. >> Não tá, não tá me ouvindo? >> Deixa eu >> Calme, calme. >> É o nosso mascote, Célia. É o Har é o nosso mascote. Tá ouvindo? >> Eu acho que foi meu computador, mas eu coloquei aqui no celular. >> Tá ouvindo agora? >> Tá ouvindo? A Mari chegou para ajudar a gente. >> Pera aí. Oi. Fala aí, doutora, para eu ver. >> Ó, estava falando para você da Agora foi. Tava falando, então, gente, da internação. Aí o que que aconteceu? A Mari ficou falando com a gente e e eu tentando, gente, vocês não estão nem entender para caramba. Arrumar dinheiro para fazer internação de supetão. Não consegui. E a Mari começou, foi a Mari que me acalmou. E aí a Mara entendeu como eu me sinto em relação aos advogados, ao juiz, ao promotor, no caso da Vitória, porque ela estava se sentindo exatamente igual relação aos veterinários e a clínica que fez o atendimento comigo e com o Harry, porque ela falava: "É mentira, ele vai ter que fazer fisioterapia, Beatriz". Exatamente. Por isso que eu estou pedindo ajuda para vocês, porque ontem só que veio um veterinário que a Mari falou: "Esse sim, esse sim, eu gostei. Ela ela". Porque a Mari está fazendo tudo para ver o veterinário, né? Cedaram, cedaram. A Mari viu, a Mari até com o nome dos remédios lá. E a Mari falava assim para mim: "Ontem, doutora, eu não falei para a senhora porque a senhora já estava tão nervosa, mas aquele remédio, isso, aquele remédio aquilo." Ô, Natália, muito obrigada, Deus abençoe. Então, Mari, vamos falar hoje para tentar começar um tema bem diferente, porque várias pessoas que estão aqui no chat já falaram que passaram a mesma coisa que eu passei com o Her na clínica. Primeira coisa, você entende o que eu sinto em relação aos advogados agora? >> Com certeza. Gente, a gente vai fazer um link hoje desses absurdos que aconteceram com a doutora na clínica veterinária com o direito. Do ponto de vista de quê, doutora? Da legalidade e da ética. A gente faz um juramento, né, doutora, quando a gente se forma. Sim. >> O veterinário, >> o advogado também. >> Exatamente. O veterinário jura proteger a vida, né, dos animais. e o advogado defender a lei, não é isso, doutora? >> Exatamente. Esse link hoje. >> Examente. E aí, por exemplo, você viu como como me enganaram na clínica, né? Por exemplo, gente, colocaram ele no oxigênio. Aí eu achei que podia. E aí Mari me explicou que não fizeram nem o ox, como é que chama, Mari? Para medir >> o oxímetro. Então, eh, é a mesma coisa de uma pessoa que é um mau delegado, um mau investigador e um mau veterinário, porque muito do que foi feito ali não precisava e foi feito errado. Mari, que que você acha? Você acompanhou tudo, né? >> E você falou: "Nossa, fiquei com raiva do do veterinário, gente. Ele colocou o Harry para fora da clínica". Não, não poderia. Então, Mari, >> de forma nenhuma. De forma nenhuma, doutora. Eh, gente, o que a gente conversou muito, né, doutora, esses dias, o que é que para mim mais pega nessa situação toda é a falta de honestidade que essa clínica teve com a doutora, com qualquer pessoa, com o cliente, né? Eh, porque a doutora entrou na clínica dizendo: "Gente, eu não tenho dinheiro". Então, isso é para de clínica veterinária e de pet shop, tá? Muita gente entra do mesmo jeito que a doutora. Eu não tenho dinheiro. E aí o veterinário diz: "Não, a gente dá um jeito, vamos ver o que é que ele tem. Bota o cachorro dentro do consultório. Uma vez que o cachorro está dentro do consultório, você vai pagar a consulta. No mínimo você vai pagar a consulta, você vai pagar todas as medicações que o veterinário fizer e não tem boquinha, não tem ah, não tem dinheiro não. A Cortes da Rocha está falando uma coisa muito importante, porque assim, ah, é igual vamos falar, uma vez que entrou na delegacia, não vai, ele vai sair de lá, vai ter papel para assinar, não tem boquinha também. E assim, eh, eu senti, Mari, que eles apertam muito a gente e e eles vão colocando muito medo na gente na clínica. E gente, eu só vi que era golpe, Mari, 4 horas meia depois que eu tinha que assinar aquele termo de alta sem baixa. Eu acho que é a mesma coisa quando uma pessoa entra numa delegacia. >> Então, os erros foram propositais, Jorge. E aí a Mari vai dizer também que o dos erros do erros do Harry também foram propositais, né, Mari? >> Aham. Exatamente. Eh, porque Harry ele tinha um sintoma. Uma vez que ele chegou, que ele entrou dentro do consultório, aí foi colocando anemia, problema cardíaco, eh, líquido no pulmão, né, doutora? Ele foi jogando um monte de coisa em cima da doutora, um tutor, gente, um dono, um pai, uma mãe de uma mãe de petes que quem tem, quem ama sabe como é. A gente fica como a cabeça começa a explodir. Eu cheguei a falar para a doutora, eu não atendo os meus animais, gente. Eu não atendo porque eu não tenho cabeça, porque se meu gato adoece, eu não sou mais veterinária, eu sou mãe a partir de agora. Então, como é que eu vou tratar um animal se eu estou instável emocionalmente? Não tem nenhuma condição. Então, eu levo meus animais para veterinários, para clínicas que eu confio. Então, o veterinário ele usa de má fé dessa coisa de ir jogando, pode ser isso, pode ser aquilo, sem ter certeza de nada. Porque a gente precisa de exame para confirmar qualquer doença. Isso causa um desespero >> numa pessoa que já está desestabilizada, né, doutora? >> Não, eu estava você se você estava me acalmando porque gente é um filho, né, Mari? A gente fica assim. >> Uhum. É muito é é muito desumano, sabe, gente, o que acontece em muitas clínicas. Eh, vale, vale ressaltar que não é todo veterinário e não é toda clínica. Tanto que ontem o veterinário que veio aqui, a gente aplaudiu ele de gente oração atendida, porque ele falou assim: "Como colocar no oxigênio se não tinham feito oxiometria? Por que que era coração se não tinha feito um eletrocardiograma? Como é que fala? E ele estava eh eh até falaram até de anemias, lembra, Mari, que eu ainda ainda falei, gente, falaram até de anemia, sabe? Oi, mãe. Bom dia, minha mãe. Então, falaram até de anemia e não tinha um exame, né, Mari? E assim, nenhum >> eles vão colocando medo na gente, eles vão colocando terror na gente. E você me falou que aí que a gente falou, eh, porque a Mari começou a ficar brava com o veterinário. A Mari não se conformava dele ter colocado o Harry para fora, porque poderia ter dado um problema na coluna de verdade, né, Mari? >> Poderia. Eh, uma coisa que eu estava ouvindo você falando antes de eu entrar, doutora. Harry foi sedado sim, de Azepan é um sedativo e está lá na lista de medicações que ele fez e no vídeo que a doutora me mandou, gente, porque nem todos ela postou, mas teve alguns vídeos que a doutora fez que ela me mandou no privado e Harry estava sem sedado. É um cachorro de 30 kg. Como é que o veterinário esperava que a Dra. Raquel conseguisse carregar esse cachorro, gente, até em casa mínimo. >> Ele fala que o cachorro não estava sedado. Você viu no vídeo também que ele fala? Eu falei: "Então você mentiu para mim porque eu tinha pago R$ 370. Não lembra os delegados do caso da da Vitória? Não, gente, de verdade, eu tento fazer essa comparação, mas não é mais ou menos igual, Mari, o mal profissional, porque ele estava ali na qualidade, gente. O veterinário ali era autoridade, não era, Mari? Exatamente. Ó, doutora, o que a Rose falou aqui, não pode cedar o cachorro sem fazer eletro. Gente, Harry é um cachorro de 16 anos, ele é um idoso, ele tem que passar pro exame cardíaco antes de receber certas medicações, dentre elas sedativo. É muito importante, tá? Então, eh, quando a gente conversou, né, doutora, que a doutora é muito uma pessoa que tem esse lado espiritual muito forte, né, da religião, >> eh, ela disse que foi Deus que tirou de lá. Demorou para entender, não foi doutora. Primeiro você teve uma revolta, depois você disse: "Não, foi Deus". Porque gente, Harry ia morrer no internamento nessa clínica. Muito provia >> por causa da ansiedade que ele tem de ficar longe de mim, a quantidade de sedativo. E o o o médico veterinário que veio aqui ontem, gente, ele cobrou uma quantia extremamente adequada. Ainda falei para Mária, Mária falou: "Raquel, se se agarre nele". O médico falou que se fosse uma lesão na coluna primeiro que ai mar ainda teve visto que eles apertavam a perninha do Harry e a patinha dele vinha para trás e eles falaram que era a questão de dor que ele tinha, por isso que era lesão na coluna. E aí o veterinário de ontem falou que isso é um reflexo. >> Isso, doutora, você vai lembrar, lembra? Acho que é em Chaves que passa, passa em muito filme o médico batendo com martelinho no joelho da pessoa e o joelho pula. Sim. >> Já viu? >> Sim. Mesmo reflexo que a gente tem, os animais também têm, >> entendeu? Não precisa de um martelo. Se você der bater assim com a palma da mão no seu joelho, você vai ver. >> Não, não é que é reflexo de dor, >> não, de forma nenhuma. De forma nenhuma. >> Oi, Marcos, bom dia. Já me posicionei sim sobre o DNA no vídeo anterior. No vídeo anterior já tem reposicionamento, Marcos. Não, um absurdo total. E aí, ô Mari, você E aí a gente acaba desenvolvendo medo, né, de de ir no veterinário, não é isso? Eu falei, gente, eu estou morrendo de medo de ir no veterinário agora. Você falou que você também tem esse medo >> também. A doutora disse: "Gente, Mari, eu estou com muito medo de ter que pisar numa clínica". Eu disse: "Doutor, eu tenho esse medo. Eu sou veterinária e eu tenho esse medo." >> Ô Maria, para a gente começar a aprender essa questão da clínica, eles têm pode, por exemplo, cobrar tudo antecipado na clínica veterinária ou a gente, por exemplo, como consumidor dá para parcelar, deixar um cartão, deixar um cão. Como é que é isso na prática? >> Então, eh, é para de clínica querer que você pague tudo à vista. Inclusive eles dificultam o pagamento. Tem clínica que vai dividir no máximo em três vezes, doutora. O que eu acho um absurdo, porque eu falei para você, gente, o meu gatinho que morreu, o branquinho, que quem está lá no meu canal acompanhou, eu deixei simplesmente mais de R$ 4.000 no internamento desse gato por três dias. >> Três dias. É, é mais ou menos o que ia acontecer com o Harry. É, mas era dava quase isso. >> Então, como é que a clínica quer que você pague uma conta de 4, 5, 10.000 dividido em três, doutora? Não é a realidade da maioria das pessoas. >> E às vezes antecipado também. É isso que me chamou atenção, porque a se fosse no cartão, todas as taxas do cartão, eles iam fazer, iam repassar. E eu achei muito parecido assim, por isso, por isso que eu falei, parece que quando uma pessoa, quando qualquer profissão, gente, dá impressão que em qualquer profissão parece uma máfia, gente, não parece uma máfia. Agora a gente vai chegar nesse ponto. >> Parece, gente, parece uma máfia. Parece que eles fazem de um jeito que todo mundo te induz a esse erro e faz normal e você fica, Jorge, eu só vi que era golpe quando eu tive que assinar. E e esse papel então, Mari, de retirada sem alta. >> Uhum. É ridículo isso, doutora. Eh, como eu te falei, eh, clínicas elas estão cheias de termos iguais a esse, que é tudo para que o tutor assina muitas vezes não lê, tá gente? Vocês precisam ler isso aqui, doutora, meu pai me ensinou, eu tinha 12 anos de idade quando a gente foi no banco abrir minha conta. Ele, eu tinha 12 anos, eu não entendia nada. Eu sentei no banco e ele disse: "Você vai ler e você vai assinar se você concordar. Você não bota sua assinatura em nada, em nada que você não lê. Então a doutora ela leu. Se você não tivesse lido, doutora, você ia assinar esse termo e se acontecesse algo com Harry aconte. >> Era minha responsabilidade. É, é porque eu Mas eu li por causa do hábito, gente, de de de advogado mesmo, porque eu achei que era alguma coisa sobre a internação. Tá certo? Agora pode, me fala uma coisa, pode sedar um cachorro e dar alta desse jeito? O Harry nunca tinha tomado. >> Não pode, né? >> Não, não, de forma nenhuma. E isso devia ter ficado explícito, visto que pera eh o que eu falei, gente, eh, vamos explicar uma coisa. Tratamento veterinário é caríssimo, tá? Não, não é porque o veterinário ele está milionário, gente. O veterinário ele está lascado. Tanto que eu saí da veterinária por vários motivos que a gente vai falar aqui ao longo da live. Eh, esse veterinário da clínica, ele é contratado, né, doutora, como ele falou para você, ele não é o dono. >> Muitas vezes o dono da clínica, gente, ele nem da área é, ele é um empresário, ele quer isso aqui. Ele não está nem aí quantos cachorros morrem na clínica, se o cachorro sai vivo, se não sai, ele quer dinheiro. E o veterinário, ele é obrigado a cumprir as regras que o dono, o empresário impõe. Dentre essas regras estão essa de enrolar o tutor para colocar um animal. O tutor chega dizendo: "Eu não tenho dinheiro". Ah, não. Vamos, a gente vai só dar uma olhadinha. E aí quando você sai da sala, três conto na recepção. >> Exato. Eu entrei com 80, saí já devendo 370. Eh, foi eh isso porque eu disse que não tinha o dinheiro e eles vendo no telefone falando com a Mari, falando tudo com a Mari, a gente conversando. Agora fala uma coisa para mim, ele ele é funcionário da clínica, mas Mari, a gente falou, vocês fazem um juramento e a responsabilidade é do veterinário, não é do dono da clínica. É mais ou menos o que acontece com os hospitais e os médicos. O hospital não pode dar alta para um paciente se o médico não, quem dá alta pro paciente é o médico, não é o hospital. E no veterinário acontece essa mesma coisa. São práticas abusivas, totalmente abusivas, porque quem estava dando alta pro Harry não era o veterinário, era a clínica. >> Exatamente. O veterinário ele não queria liberar o Harry. E tanto que ele chega para falar a falar: "A, doutora, eu sou só um funcionário, eu estou cumprindo ordens", né? Mas o que é que pega? Eh, o que a doutora falou, gente, o carimbo dele está ali, certo? No naquele papel que a doutora ia assinar é o nome do veterinário que está lá, não é o dono do empresário, do dono da clínica. Se a doutora meter um processo nessa clínica, quem se lasca é o veterinário, não é o empresário, tá? O empresário, ele faz isso justamente para quê? para prender o veterinário e nada vai ser culpa dele. Mete esse monte de termo, se der merda, o cachorro morre, o tutor fica desolado e o veterinário se lasca e o cara está montado na grana, ele não sobra nada para ele. >> Não precisava da internação. É isso que eu acho mais grave, Mari. >> Não precisava de forma nenhuma. Eh, inclusive, doutora, eh, você teve algumas coisas que você me falou que eu também não insisti em perguntar para não piorar a sua ansiedade naquele momento, mas eu não sei como foi que ele descartou, por exemplo, que Harry tinha problema cardíaco sem ter feito eco e elétron. >> Só, só escutando com >> só, só escutando com esteto, nada mais. >> Pois é, tinha que fazer o eletro. Ele disse que Harry tinha eh líquido no pulmão e passou furosemida, que é uma medicação que vai fazer o cachorro se mijar. É por isso que Harry passou a noite se mijando, né? >> Foi, foi, gente, eu fiquei, eu achei que ele estava perdendo o controle da parte traseira, sabe? Meio por causa de lesão na coluna, gente, porque como ele é muito fresco, se mijar ele não se mija. Ele pode, ele vai andando e fazendo xixi, mas ficar todo sujo, ele não fica, sabe, gente? >> Uhum. E eles acabam com Fez a Você fez a mesma pergunta. Vamos ver aqui. Ele vem a óbito. Então, gente, olha, edema de pulmão agudo. E eu sabe o que que o veterinário falou ontem?

Para mim? Que se fosse, sabe por que ele sabe que não é infarto? Porque o Harry tá aqui. Porque se fosse mesmo, nenhum dos tratamentos que foi feito era para infarto. Ele falou: "Por que colocar no oxigênio se no infarto não é esse o procedimento?" Exatamente. E quando a doutora... E o pior de tudo, gente, é que a clínica se negou a dar o tratamento para a doutora. Se ela fosse sair de lá para levar Harry direto para uma outra clínica, se fosse realmente uma situação de emergência, ela tem o direito. Isso não é nenhum absurdo, não, gente. Ela tem que saber o que foi aplicado no cachorro dela.

Eles se recusaram, falaram que tem uma portaria, gente, juro por Deus, enviando o número de uma resolução para mim do Conselho Regional de Veterinária de 2020, dizendo que eu ia ter que aguardar cinco dias úteis para ter a cópia do prontuário do Harry. E aí eu pergunto, como que pode, gente, sem exame? Aí é o que tô falando, eu não sabia o que o Harry tinha tomado, a dose que ele tinha tomado. Eu não sabia nada disso daqui. Eu vou escrever para você, eu vou escrever. Eu não sabia o que ele tinha tomado e a Mari ainda falou assim: "Doutora, isso não existe, eles estão mentindo para a senhora." Aí eu peguei o áudio da Mari, encaminhei para a clínica. Demorou o quê, Mari? 20 minutos. Nem isso, né?

Sim. É um áudio que eu estava até bem revoltada, que eu disse: "Tá doido, cinco dias úteis vai esperar o cachorro morrer." E isso não existe, gente. Toda medicação que é feita é cadastrada. Hoje em dia tudo é virtual, certo? Então, fez a medicação, fez a furosemida, automaticamente o veterinário digita no computador e isso vai na hora para a ficha do Harry. Foi feito furosemida, tal dose, de diazepam, tal dose. Então, isso não existe de você dizer que tem que esperar cinco dias úteis para passar para o tutor a medicação que o cachorro tomou. Não existe. É só imprimir. Você clica em um botão imprimir, saiu a ficha do Harry.

Não. E gente, parece muito o caso da Vitória. Por quê? Porque eles vão falando aquelas coisas para a gente e a gente vai acreditando e quem está vendo que é da área fala: "Mas isso é um absurdo, isso não existe, sabe?" Isso.

O Harry, o Harry é minha vida. Todo mundo sabe disso. Todo mundo sabe disso, entendeu? É aqui, todo mundo sabe, Fabi. Os novos ainda não sabem. E aí o que que a gente fala que é comparado com o caso da Vitória? Se é esse atendimento que foi dado a ela na delegacia que foi dado para a irmã. As coisas. Ninguém foi atrás de ver uma, por exemplo, eu vim atrás de você que é uma veterinária para pegar a segunda opinião. No caso da Vitória, a gente não teve isso. Aí o delegado fez bem o que quis, colocou bem o que bem entendeu no papel e o resultado está aí. A gente não tem solução do caso. Se eu tivesse seguido tudo que esse veterinário doido falou lá na clínica, o Harry tinha desvivido.

Tinha.

Muito possivelmente. É. E o Jorge está falando outro ponto comum é uma máfia. Ô Mari, fala uma coisa, grande parte das clínicas são assim, não são? Grande parte. E o que é que é importante, gente? O veterinário, ele pode sim bater o pé. É por isso que eu fui demitida muitas vezes na minha vida, a ponto de desistir da veterinária, porque, gente, eu não sou nenhum modelo de veterinária também, não, tá? Eu fiz coisas também que eu não me orgulho. Já falei com a doutora muita coisa no privado que a gente não vai expor aqui, né? Também como advogada de defesa, não é profissional, entendeu? É profissional, a gente precisa viver.

Exatamente. Então, às vezes a gente acaba fazendo esse tipo de coisa para preservar o nosso emprego, porque as clínicas elas realmente obrigam o veterinário a fazer certas coisas que são altamente antiéticas. A gente se forma, a gente faz um juramento, a gente se forma médica. Eu me formei médica veterinária. Uma vez que eu caí no mercado de trabalho, eu fui obrigada a virar vendedora, a virar mercenária. E, gente, esse lucro não vinha para mim. Eu ganhava R$ 200 por mês, por mês.

Um salário mínimo. Já viu, doutora? Já vi um veterinário formado, são 5 anos de graduação. O piso salarial do veterinário são seis salários mínimos. A gente trabalhava ganhando R$ 200. Eu não conheço nenhum veterinário aqui na minha cidade que ganhe os seis salários mínimos. A gente não trabalha com carte carteira assinada.

E no direito não é diferente, não, viu? Não vai pensando que tem advogado que cobra, ganha, por exemplo, R$ 50 para fazer uma audiência, porque os grandes escritórios eles abusam demais do profissional. Por isso que eu fiquei autônoma.

É. Uhum. Pois é. É complicadíssimo.

Obrigada, Suel. Não, ele já está bem melhor, gente. Vai começar o tratamento na... Aí, Mari, o que eu quero que você explique também para o pessoal que a gente também tem que falar em nome dos bons veterinários. Vocês não têm, então vocês ficam meio que reféns desses empregos em clínica, é isso?

Isso. A gente fica refém. E aí você vai ter duas opções, que foi o que eu passei a fazer, uma vez que eu me neguei a fazer parte desse esquema dessa máfia, como o Jorge bem disse. Ou você age, tenta agir de forma que não seja percebido. Como eu cheguei a falar para a doutora, quando eu não estava em atendimento, eu ia para a porta da clínica. Todo cachorro que entrava, eu olhava: "Esse aqui tem condição de atender?" Ótimo. O cachorro está muito mal, está em emergência. Eu trabalhava nessa época num pet shop, não tinha atendimento de emergência lá, não tinha nem oxigênio para fazer no cachorro, não tinha um exame de eco, de eletro, não tinha nada. Então, quando eu vi o tutor descendo com o cachorro em situação grave, eu corria e eu dizia: "Não, não, ó, aqui na esquina tem outra clínica, porque aqui na minha cidade é assim, ó, toda esquina tem uma clínica." Eu disse: "Não, você vai para aquela clínica ali, porque se você entrar aqui com esse cachorro, seu cachorro vai morrer." Aí a pessoa olhava assim para mim e pensava...

Você falou que presenciou isso, né, de escolha entre cachorro queria viver e cachorro queria morrer. Você presenciou isso, gente, como tutor. Isso é muito importante que a gente saiba, gente, porque eu nunca imaginei que isso existisse.

Exatamente. Aham. Exatamente. Um veterinário renomadíssimo, renomadíssimo aqui no Brasil, dono de clínicas em vários estados do Brasil, dizendo que o correto é você estar sozinho no plantão, você receber cinco emergências. Cada animal, gente, a gente estima aí o tempo de vida, entendeu? Problema cardíaco vai ter aí, vamos supor, 3 minutos de vida, problema respiratório 1 minuto e meio. Você vai pegar essas cinco emergências, bota todo mundo dentro do consultório. Porque o que eu falei, uma vez que você fechou a porta dentro do consultório, o tutor vai pagar a conta. Então, você coloca os cinco cachorros que estão morrendo dentro do consultório, você vai atender um, aquele que tem 5 minutos de vida. O resto você tranca um no banheiro, joga um dentro do box, bota embaixo da mesa, bota em cima da estante, deixa morrer e você atende um cachorro. Mas você vai ganhar pela consulta dos cinco, pelo tratamento dos cinco.

Meu Deus do céu, gente. É assim, eu fico em choque. Isso eu acho que como vocês ficaram de falar: "Mas doutora, o delegado pode fazer tal coisa." O delegado sabe. É essa comparação do ramo do direito, porque a Mari chegou a falar: "Eu entendo porque que você abriu o canal." Não, gente, ainda não coletou nenhum exame, nem de sangue, nem de urina, nem eco, nem nada, porque o veterinário quer fazer isso a partir da semana que vem, da segunda-feira que veio aqui ontem, que parece ser uma pessoa como a gente, né, Mari? Gente, ele cobrou R$ 110. Eu achei muito justo para ele vir da clínica até em casa, comparado com o que outro lugar cobrava. Não sei se você entende. Eu acho muito justo porque eu entendo que o veterinário tem que receber, tem que receber o correto. E ele falou: "O quê?" A gente vai fazer os exames só a semana que vem porque precisa esperar ele, como é que fala? Estabilizar, né?

Isso. Porque ele tomou muita medicação, ele não está mais fazendo xixi do jeito que estava, ele está andando, ele não está mais tremendo na parte de trás da perna. E aí a Mari falou o quê? Falou: "Gente, foi uma torção na coluna, não é isso, Mari?" Foi tipo, pegou um nervo ciático do Harry como se fosse uma coisa super simples.

Isso é um jeito, né? Deu um, sabe? A gente quando pega peso e dá um jeito na coluna, a gente fica sem conseguir andar, fica sentindo dor. Provavelmente foi só isso aí, porque se tivesse sido, se ele tivesse fraturado um osso, ele não estava andando. Na hora ele tinha parado de andar e ele ia começar a gritar de dor.

E aí ele fazia aquele reflexo que você falou do Chaves de bater a perna e dizia que ele estava fazendo aquilo por dor. Não, Fabi, eu ia ter deixado. Eu ia ficar sem Natal porque eu ia... E outra, foi o que a Mari falou, eles foram burros porque eu ia poder anunciar no canal, ia poder fazer tanta coisa que a gente se propôs, mas parece que eles querem o dinheiro na, olha, na antecipado. Eu não sei explicar o que que é isso, Mari. É um desespero. Até antipulga tinha que ter colocado mais caro lá que você viu. Comprei ontem, ontem, ontem.

É. Doutora, deixa eu contar uma situação que aconteceu lá naquela clínica da minha amiga, sabe, ontem que eu trabalhei. Eu estava no meio de uma consulta, não era nenhuma consulta, foi um filhotinho. O cara tinha acabado de comprar um filhote de bulldog francês e levou para tomar uma vacina. Era para fazer uma vacina. Aí meu celular começou a tocar no meio, eu tentando fazer a vacina, meu celular tocando, tocando, tocando e eu desligando com uma mão na seringa, desligando o celular. Era dona da clínica me ligando. Eu não atendi, lógico, eu estou em atendimento, eu não vou parar para atender dona de clínica. Aí o marido dela, que era o recepcionista da clínica, ele simplesmente invadiu o consultório. Ele abriu a porta, ele nem bateu, ele abriu a porta, ele entrou e ele disse: "Olha o seu celular agora." Aí eu disse: "Gente, licença, pedi licença aos tutores, né? Vocês estão vendo? Eu vou ter que olhar meu celular." Quando eu olhei o meu celular, doutora, tinha 10 medicações para eu passar para esse filhote que tinha ido tomar uma vacina. Medicação para o pelo, vitamina para anemia, doença do carrapato, hidratante, shampoo. Aí eu olhei assim, baixei o celular, disse: "Beleza, olhei, me aguarde." Fiz a vacina, mandei o tutor embora.

Vamos, sai, sai.

Vai embora. Tchau.

Rápido que vocês puderem. Foge daqui, foge daqui, corre, gente, corre.

É. E aí depois vieram, levei esculacho, né? Porque você não fez as medicações, você ia ganhar 15 centavos em cada medicação que você vendesse.

Não, gente, era foi R$ 170, 3 minutos de oxigênio. E aí o veterinário de ontem falou assim para mim: "Mas para quê? Quanto que estava a oxometria dele?" Eu falei: "Não tenho nem ideia." Eu não tenho medo, gente. Não tenho nem ideia. E assim...

E a gente naquela hora que está ali na qualidade de tutor, tudo que vocês falam, a gente acredita.

Tudo. Tudo. Se você falasse que ele ia precisar dos 10 remédios, a tutora desse filhote ia acreditar.

Ia. E porque você começa a criar o pânico como foi criado em você. Ó, eu estou vendo aqui que ele tem anemia, me parece que o pelo dele está caindo, eu acho que ele está com alergia. Então, nisso você cria um medo no tutor e você começa a passar medicação e o tutor preocupado, ele compra.

Não é o que o Jorge falou, eles são cruéis também. É outro ponto em comum. Mari, eu estava sentada em cima do xixi com ele, secando ele em prantos. Gente, me deu pânico. Me deu pânico porque assim, eu quando, como ele tem 16 anos, eu já estava, a gente já tinha conversado na parte da manhã, que se eu achasse que era coração, lembra Mari, que a gente estava conversando com a Mari de manhã na praia e que a gente, eu já tinha feito a escolha, disse que eu não ia prolongar a dor dela, sabe? Dele, eu não ia insistir em tratamento, fazer aquelas coisas. E a Mari ainda falou: "Esse é um grande ato de amor, de você libertar, né, de você saber a hora que eles vão morrer mesmo." Mas e ele teria morrido, Mari, naquela clínica?

Com certeza. Com certeza teria morrido. Inclusive, uma das coisas que a gente falou, né, doutora, que pode ter agravado o quadro do Harry foi o fato de você ter ido para a praia sem levar ele, porque ele não fica sem você. Olha que interessante o que a Mari percebeu, porque como ele estava com dor e a Sofia estava aqui, a gente não, eu achei melhor não levar ele para a praia, que eu achei que era muito esforço, estava muito quente no sábado, sabe?

E a Mari ainda falou: "Doutor, avisa que você deixou ele lá, é que você deixou ele em casa." A Mari ainda falou isso para mim. Avisa que ele ficou sozinho em casa, não foi? A gente estava no telefone e mesmo assim eles queriam dinheiro ali simplesmente para internar. E o Harry prova que ele não precisava de internação, é que ele está bem, melhorou com o novo algina que você que me deu para dar.

Pois é. E gente, é padrão das clínicas e está correto o dono ter que deixar um valor para o internamento. Esse valor é uma taxa que aqui na minha cidade varia entre R$ 100 a R$ 200 por dia, tá? Então, Harry chegou para ser internado, ele vai ter que... Dra. Raquel vai ter que pagar esse valor porque é para os custos que vai ter. Agora, você só paga o primeiro dia. Se o cachorro passar dois dias ou passar uma semana, você vai pagar o resto no final do tratamento. É, era, essa foi a minha briga, porque eu pensei assim, se eu der o valor hoje de sábado, era sábado, 6 horas da tarde, iria vencer domingo 6 horas da tarde.

Exatamente. 24 horas. E aí o que eu estava pensando era pagar o domingo na segunda-feira, porque se ele tivesse que ficar internado, na minha cabeça, iria vencer segunda, 6 horas da tarde. Então, eu teria aquele período da segunda-feira. Não era algo irregular que eu estava pedindo.

Não, não, de forma nenhuma. Até porque você já tinha pago R$ 400, não foi, doutora? Se eu não me engano, já tinha deixado lá R$ 400.

Exatamente. Exatamente.

Então, assim, do nada eles vêm pedindo R$ 500 para o internamento do Harry.

Foi, foi. E não me deram nenhum papel. Você viu lá? Não me deram nem... Gente, eu não sei nem o nome do veterinário que me atendeu, que eles se recusaram a dar.

E eles fecharam a porta, né, doutora? Fecharam.

Gente. Fecharam. Eu batendo no vidro. Ai, que barraco, gente. Que barraco, gente. Fiquei tão mal do barraco que eu fiz.

E eles vão tudo a óbito. A maioria nas emergências, né? A Mari estava experiente. A grande maioria. É porque o internamento, gente, internamento é uma coisa que é uma faca de dois gumes, né? Às vezes você precisa sim internar o animal quando ele está muito numa situação de emergência, senão ele vai morrer, então você precisa internar. Mas e essa coisa de ficar longe do tutor, de ficar longe de casa, de estar numa clínica que tem um cheiro de outros animais com pessoas estranhas cutucando, furando, mexendo, todo mundo... Os animais, eles não são burros, gente. Ele vê o jaleco branco, ele sabe o que é, ele sabe o que é um veterinário e eles não gostam da gente. Então, isso tudo causa porque é dor, né? De associar. Vocês a dor será...

Associar. Exatamente. Então, é um estresse tão grande que pode o estresse por si só pode levar o animal ao óbito no internamento. Eu, por exemplo, quando eu levei o meu gato para ser internado, eu estava aos prantos, porque o cachorro ele ainda é um pouco mais resistente. O gato, uma vez que ele entra no internamento, é muito difícil um gato sair vivo de um internamento. Muito porque o estresse descompensa e se o gato estiver bom, ele morre de estresse.

Nossa.

É grave, é muito grave. Então...

Então, assim...

Até o tratamento domiciliar. Então, começar a divulgar isso, porque a gente não tem ideia da importância de chamar o veterinário em casa, que foi o que aconteceu agora com o Harry. Todos os exames. É uma grande parte da coleta, porque o veterinário falou assim para mim ontem: "Por que que eu vou... Não dá para eu fazer uma radiografia de coluna agora com ele, porque eu não vou conseguir nem colocar ele na posição e porque ele está com dor." Então, nem adianta falar em radiografia. Lembra que a gente já queria marcar direto? Ele falou: "Mas para quê, se a gente não sabe se é coluna?"

Aham.

Então...

Perfeito. Ele foi ótimo, esse veterinário.

É.

Aqui. Não. Então, gente, a Mari, a Mari parou de trabalhar nessas clínicas por causa disso, gente.

Fez igual eu. Já brigou com quase todo mundo. A Mari queria bater no veterinário. Aí eu falava assim para ela: "Você está entendendo porque que eu quero pegar o delegado? Porque que eu quero bater?" Doutora, eu nunca entendi também a senhora, porque dá raiva, né, Mari? Dá uma raiva de quando a gente vê gente o que...

Por exemplo, tipo assim, a Dra. Raquel caiu num golpe e eu caí num golpe, gente, com o meu gato, entendeu? E olha que eu levei, eu sou veterinária e eu levei o meu gato numa clínica que eu conheço. E eu falei para a doutora, se a veterinária que atendeu meu gato aparece na minha frente, eu perco meu réu primário.

Eu perco, gente, é desumano. É desumano. Ela sabia que eu era veterinária. Ela fez um monte de absurdo que está na ficha do meu gato. E eu olho assim e eu queria perguntar a ela: "Está escrito aqui otária na minha testa? Você pensa que eu sou o quê, minha amiga? Meu gato tomou 20 oxigênios por dia. Vocês têm noção de uma coisa dessa? Isso é maus tratos, gente, pelo amor de Deus. Era um caso de eutanásia, entendeu? Não me comunicaram. Não me comunicaram."

Só por causa do dinheiro, Mari.

Só pelo dinheiro. Ao invés de eutanasiar meu gato na quarta, eles deixaram para quinta. Para quê? Para poder fazer mais 20 oxigênios na quinta-feira. Resultado, R$ 4.000.

Mais uma diária e mais não sei o quê. É exclusividade porque não tinha, não tinha, não tinha nenhuma finalidade, ele não iria sarar com aquilo, né?

E a Fabi falando, por exemplo, no Harry deram sedação desnecessária.

No seu pode ter sido isso também.

Sim, exatamente. E ele foi sedado também, está na ficha lá dele. E o que a Fabi falou está certíssimo. Hiperoxigenação também mata, com certeza. Mas aí o... Oi, pode falar, doutora.

E o que que a gente pode fazer, Mari, para começar a se prevenir disso? Porque assim, eu acho que a gente tem que começar a divulgar isso.

Uhum. Com certeza. Inclusive, gente, para quem... Eu tenho um canal para falar de animais aqui no YouTube que eu não movimento, mas eu quero começar a movimentar. Então, quem quiser, coloca assim @vetmarianimal, tudo junto, que aí vocês acham no... aqui no YouTube. Eu vou começar a postar lá por causa dessas questões. Gente, quando eu era veterinária, quando eu atuava, eu não podia estar falando aqui. Eu não podia estar aqui nessa live falando, expondo o que eu estou expondo. Eu falei para a doutora, eu não tenho nem CRMV mais. Eu fiz questão de cancelar o meu CRMV e agora ninguém me segura. O que eu tiver que falar, eu vou falar e eu não estou nem aí, porque é muito absurdo, gente.

É esse Mari@vetarianimal, está certo?

Contador. Isso, isso. Pode colocar assim que você...

Não é isso, Mari. É. Então, é porque eu também não estou mais advogando. Que eu abri o canal e falei. E outra, não. E sabe que por que que a gente fala? Porque assim, como é que alguém vai ser contrário a você por você estar falando algo que é um crime, que é o que acontecia no caso da Vitória? As coisas que eu falava. Porque, por exemplo, como é que você vai deixar de falar que um animal que, por exemplo, é... Como é que a gente vai saber se tem quatro, cinco animais na clínica? Onde que eu deixo esse meu animal? Porque o tutor naquela hora é igual quando a gente chega na delegacia. As coisas que eu já falei que não pode acontecer ou que não podem ser feitas, a gente acredita em tudo isso. Ó, tem algumas dicas que... Ó, o Charles perguntou se é para veterinários. Não, é um canal, eu sou veterinária e vai ser um canal de dicas. Eu vou dar dicas para quem tem cão e quem tem gato evitar de cair nesses golpes. Cuidados, medicações naturais que você pode fazer em casa e cuidados que a gente tem no dia a dia que evitam doenças e também muito a parte comportamental para evitar ansiedade de separação, depressão, esse tipo de coisa. Vai ser um canal mais focado nisso.

Sim. Ó, Isabel, exatamente. Não são todos. E eu estou comparando com o que veio a fazer o atendimento ontem no Harry. A diferença desse profissional, como tão... como esses profissionais ficam acuados, igual a Mari, de estarem rendidos nessa maquininha de lucro contra os tutores, sabe? Porque não são todos os locais, não, você tem toda a razão. O difícil, isso que eu quero aprender, que a Mari ensine a gente, é diferenciar. Como que eu sei qual local? Não é? Ó, vou dar algumas dicas. Primeira dica, gente, se tiver perto de você universidade que tem o curso de veterinária, vá na universidade, porque nas universidades tem hospital, certo? Tem hospital veterinário, onde os estudantes vão lá para fazer estágio, só que quem atende não são os alunos, tá, gente? São profissionais. E o que é que acontece? Para você entrar numa universidade federal, é muito difícil, você tem que ser um profissional muito bom. Então, a grande maioria dos profissionais que trabalham em hospitais escola, eles são sensacionais, são especialistas.

A universidade que eu me formei é uma coisa de louco. É uma coisa de louco. É uma coisa de primeiro mundo. O hospital...

São professores, não os alunos.

Não. Os alunos, eles estão ali assistindo o atendimento. Às vezes eles treinam pegar uma veia, fazer um raspado de pele, que faz parte, né? Mas quem atende e quem faz o diagnóstico são os professores. Tudo que a gente faz, até mesmo quando a gente vai para a cadeira de aprender a castrar, de fazer cirurgia, o professor está do lado, praticamente com a mão em cima da...

Sempre com. Então, então pode ir sem medo nos hospitais federais, nos hospitais escola, pode ir sem medo nesses hospitais. Tem medo. É a melhor primeira opção se tiver na cidade. Então, pessoal, isso é muito importante, porque às vezes o pessoal fala: "Ai, não, só vai ter estudante, só vai ter tudo." Então, Esté, ele está em casa agora. E a prova que a gente está falando que ele não precisava ter ficado internado, que cobraram R$ 2.500 antecipado, de uma internação em um monte de coisa. E o veterinário que está vindo aqui agora a domicílio não quer fazer nenhum exame até ele estabilizar. E a Mari está falando que isso é correto também. Mari, fala sobre aquilo que você falou para mim, para nunca usar paracetamol, que isso também é uma dica que é muito importante.

Isso é, gente, vocês não devem nunca automedicar seus animais, certo? Para... Existem medicações que a gente usa na gente que o animal não pode de forma nenhuma. Uma delas é o paracetamol. Se você der um paracetamol comprimido para um gato, ele vai desviver na sua frente na hora. O cachorro ele vai começar a demonstrar sintomas de intoxicação e ele vai desviver em alguns dias. O cachorro dura mais, mas o gato é na hora. Na hora. Então, assim, medicação sempre sobre a orientação de um veterinário, certo? A medicação boa para você ter em casa é dipirona, gotas adulto. Você vai dar uma gota por quilo.

Mas entendam que se o seu animal está demonstrando dor, você tem que levar ele para o veterinário. Você não vai ficar dando dipirona em casa sem saber qual o motivo da dor, certo? É uma coisa em...

Exatamente.

É para uma emergência. Tem a dipirona gotas em casa, uma gota por quilo. O cachorro tem 3 kg, três gotas de dipirona. Certo? Mas procure sempre um veterinário.

E isso mesmo, Paulo, porque assim, na sexta-feira à noite, o Harry estava com muita dor e eu estava desesperada, não tinha um centavo para ir no veterinário. E eu liguei para a Mari porque eu sabia que paracetamol não podia, eu queria saber a dosagem da dipirona. Só que eu só tinha comprimido porque eu não tomo dipirona em gota, que eu odeio o sabor. E aí a Mari me corrigiu, falou: "De jeito nenhum, tem que ser em gotas." E aí foi nesse intervalo. Agora, por coincidência, ele está usando dipirona como tratamento do machucadinho nas costas.

E todos os exames vão ter que ser feitos a semana que vem.

Então, olha, gente, se precisar, se tiver nessa situação, às vezes está longe, né, Mari, de um...

Ó, as... Desviver na hora. Na hora. Também não pode. Extremamente...

Só dipirona, gente. Gotas. Uma gota por quilo. E, por exemplo, o Harry tem 28.8, vai para 28, porque 28.8 não é 29. A gente tem que tomar muito cuidado com isso. E é naquela situação de emergência, por exemplo, noturna, está longe de um veterinário. E eu estou falando isso, gente, porque a gente está numa situação que não é todo mundo que tem dinheiro no meio de um feriado, entendeu? E isso às vezes é uma situação...

Sábado à noite, né, doutora?

É. Mari, aquele sábado de desespero. Não é todo mundo. De quantas em quantas horas, Mari?

A dipirona, dependendo da dor, uma dor intensa, você pode dar até a cada 6 horas, mas se o seu cachorro está nessa situação, leve no veterinário, não fique tratando em casa, não, tá?

Isso, tá? E assim, pessoal, é aquela coisa de dar a noite para ir de manhã com ele no veterinário, entende? Tem que ser sempre a menos, porque às vezes a gente está nessa situação, está num sítio, está num lugar e eu estou passando porque... A minha cidade é pequena e não tem. Ela falou: "Leva no hospital veterinário." Gente, não tem nem hospital humano aqui. Aqui a gente tem uma maternidade, os AMAS, os hospitais ficam nas cidades próximas. É uma cidadezinha que é pequenininha. Então, e eu sei que tem muitos inscritos que às vezes fica nessa situação de não ter o dinheiro ou não ter no horário aonde ir para uma clínica. E aí, pessoal, quando a gente chega do jeito que eu cheguei no lugar, ai, é prato cheio para golpista, é prato cheio, né, Mari? Porque até remédio antipulga...

Gente, até remédio antipulga estava no negócio.

É, é absurdo, doutora. Ó, deixa eu falar um pouquinho mais dos hospitais e escolas. Além dos profissionais que estão lá, eles serem especialistas, por exemplo, nesse onde eu estudava, né, onde eu me formei, a gente tinha toda semana atendimento de um especialista em oftalmologia, cardiologia, tinha cirurgião especialista, tinha anestesista especialista. Então, assim, gente, é tudo de graça. Seu animal vai ter atendimento de especialista com direito a todos os exames, ultrassom, raio X, bioquímico, hemograma, citologia, biópsia, de graça, tudo de graça. Então, assim, se você tem como levar no hospital escola, de preferência, que vai ser de graça.

Primeira opção de olho fechado, gente. Então, então, por exemplo, hospital de São Paulo, lá da USP, gente, é de olho fechado. A Mari está falando aqui, é de olho fechado.

Isso, de olho fechado. Segunda opção, caso é porque esses hospitais, não, normalmente eles ficam em zonas rurais, né, em cidades mais afastadas e não é todo mundo que consegue chegar num local desse. Clínica veterinária, pet shop, não. Pet shop nunca. Professor, não é a mesma coisa em clínica veterinária e pet shop. Inquérito e processo para nossa cabeça é a mesma coisa, Mari. Para mim...

É para mim a mesma coisa. Falar que eu vou na clínica no pet shop é a mesma coisa. Explica para o pessoal a diferença.

Então, o pet shop é aquele local que o foco dele é o banho e tosa e a lojinha, a venda de ração e de medicação, né? E ele tem aquela salinha apertada onde o veterinário atende. Muitas vezes eles até dão um jeito ali de fazer de forma ilegal, né, de fazer ali uma cirurgia, uma castração, uma coisa. A clínica veterinária, o foco da clínica é a medicina veterinária. Pode até ter uma lojinha dentro, um pet shop, mas você vai ver que as clínicas normalmente elas são maiores e elas vão ter o quê nelas? Especialistas trabalhando, tá? Então, sempre que você puder, gente, de preferência, lógico, se você conseguir identificar a levar o seu animal em um especialista ao invés de um clínico geral, porque clínico e clínico geral de pet shop, aí aí fudeu, como diz Abrão, aí fudeu.

Aí fudeu, aí como diz o Abrão, porque aí eles misturam tudo, que é o que aconteceu comigo. Era uma clínica muito grande, mas tinha remédio antipulga, tinha vermífugo. Isso foi tudo entrando na lista. Isso. Então, as clínicas normalmente elas têm internamento, elas têm 24 horas, então normalmente fica bem na fachada. Clínica 24 horas. Se você vê isso, já é um indicativo de que é um lugar melhor para você levar o seu animal, porque aí tem o quê? Tem internamento. E quando o animal está internado, doutor, o veterinário ele passa a noite, literalmente 24 horas, observando o animal, tá? Tem que estar ali. Então, isso é uma outra informação muito importante, gente, que a gente não sabe. O veterinário tem que ficar no período da internação.

Tem que ficar. Isso é uma coisa muito importante que você falou, doutora, porque aquela clínica lá que eu trabalhei, ela internava e não tinha veterinário de...

Ah, ele não ia ficar lá. Eu tenho certeza que esse veterinário lá do vídeo não ia ficar lá. Eu tenho tanto que ele queria fechar a clínica para ir embora.

É. Pois.

E o cachorro fugão. E o cachorro que fugiu, tal, lá. Você não viu no meio, gente, um cachorro na clínica que estava internado, fugiu, veio pro meu lado. Eu falei: "Todo fugão veio pro lado do advogado criminalista." Eu falei: "Que que você quer, seu bandidinho que você está fugindo?" O cachorro fugiu. Então, clínica é diferente de pet shop.

É diferente.

Tá. Pet shop é para ir comprar uma coleirinha. Pet shop é para ir comprar uma ração. É isso.

Isso. Gente, eu não recomendo que vocês façam nenhuma consulta, nem sequer uma vacina no pet shop, porque muitas vezes tem pet shop que faz vacina de balcão. Isso não existe, tá, gente? Não existe você chegar num pet shop e dizer: "Eu vou... Eu vim vacinar." E aí a pessoa que está atrás pega o seu cachorro, bota em cima do balcão, puxa uma vacina e faz ali. Não existe isso, gente.

Quem faz a vacina é o veterinário. Você tem que entrar no consultório. Porque o que é que acontece, doutora? A vacina, ela tem que ficar refrigerada 24 horas por dia. Tem pet shop que desliga a geladeira quando fecha, tá?

Ah, igual aquelas coisas que a gente vê no da comida lá do jacant, liga o freezer durante a noite. A mesma coisa.

Isso aí. E a pessoa tem uma infecção bacteriana depois que come e morre, né? Pronto.

Então, ó, estão perguntando se as clínicas e faculdade particular privada também tem isso. Você sabe se tem alguma? Eu não conheço, gente. Aí é que está. Olha só, eu não sei nada disso.

Eu também não conheço. Porque o que é que acontece? Quando eu me formei, aqui na minha cidade só tinha a universidade pública. Depois que eu me formei, foi que abriram. Hoje tem uma pancada, toda esquina tem uma faculdade de veterinária. Eu não sei como funciona lá. Eu conheço algumas pessoas que estudam que me dizem que é muito ruim e que a grande maioria delas não tem hospital veterinário, tá? Então, assim, eu realmente não sei dizer como é a qualidade dos profissionais que trabalham na faculdade privada, mas na pública, como a doutora disse, vai de olho fechado.

Tá? E aqui, então, então é importante também que o veterinário que fez o pedido da internação, fique lá no monitoramento durante a noite com o bichinho.

Exatamente. Inclusive, a melhor clínica que tem aqui na minha cidade, que é uma coisa super rara de se ver, além de veterinário, ele tem enfermeiros. É muito raro você ver enfermeiro veterinário e é super necessário, doutora, você querer que um veterinário sozinho dê um plantão de 12 horas noturno cuidando de 10, 15 animais é uma loucura.

É uma loucura. Tem que ter enfermeiro. Mas você acha que o dono, o empresário quer pagar o enfermeiro veterinário? Não.

Então, vocês estão mais ou menos na... A sua classe está igual a minha. A gente fica refém de grandes, grandes escritórios, de grandes redes. O custo é muito inviável para pessoas como eu ou você manter uma clínica, manter um escritório de advocacia. Tipo, meu, é muito, o custo é muito grande e aí acaba acontecendo. Então, é motivo que vai desafogar, você vai se afastando mesmo da profissão. É, você perde o gosto, doutora, porque é como eu falei, eu me formei para ser médica, médica veterinária, e quando eu saio, eu viro uma carniceira, eu viro uma mercenária, eu viro uma vendedora. Caramba, gente. A dona da clínica chegou a pedir para no meu, quando eu não estivesse fazendo consulta, que eu ficasse na frente vendendo medicação, vendendo ração. Eu disse: "Eu vou, viu? Pode, pode me aguardar que eu..."

Não, depois de ter estudado, igual eu falar: "Tá bom, tá bom que eu estudei tudo isso, vou fazer tal coisa só porque você quer."

Entendeu? E aí, só que aí é que está, a gente tem conta para pagar.

Exatamente. A gente tem conta para pagar. E aí é nessas que às vezes muitos veterinários se vendem, tá, gente? Como eu já me vendi também até um...

Eu também já. A gente não tem como, por exemplo, vai falar: "Ai, advogado faz acerto." Gente, não, não é a gente que escolhe, é a situação, é o momento. E se você não faz, tem quem faça, né? E você acaba perdendo o dinheiro de pagar um aluguel.

Então, não quer fazer rua. Ó, veterinária aqui tem assim, ó, atrás de emprego. Inclusive, se eu quisesse voltar para a veterinária, era só eu instalar o dedo assim que eu voltava. Mas eu não quero mais, porque, doutora, eu me senti podre, sabe? Eu me senti a pior pessoa do mundo. Eu falei: "Como é que eu me vendi para ganhar R$ 200 por mês?" Verbana, que que a gente está fazendo de comparação? A gente está fazendo uma comparação sobre como profissionais que agem com má índole, como erros na profissão geram resultados tão graves. Por exemplo, o caso da Vitória. Eu e a Mari somos de mundos diferentes. Eu sou do direito, a Mari é veterinária. Meu cachorro teve uma emergência veterinária este final de semana. E eu fui vítima de golpe na clínica que fez o atendimento do meu cachorro. E a Mari falou assim: "Nossa, doutora, se eu pegasse tal veterinário, pessoa que fez tal coisa." No entendimento dela, muitas coisas me passaram de informações erradas. E a gente está fazendo comparação para a pessoa, para a gente entender no quê? Como pessoas com má vontade, com maldade, em qualquer profissão agem contra o seu juramento profissional. Porque o meu cachorro, por exemplo, para você compreender bem rapidinho, ele... O veterinário queria interná-lo. Eu tinha que pagar mais de R$ 2.400 antecipado e à vista. E como eu não tinha o valor, nós fomos colocados para fora da clínica com ele sedado e ele dizendo amém em vídeo que o meu cachorro não estava sedado. A Mari é uma amiga, já virou até irmã de fé. E eu mostrei para ela e ela começou a ficar indignada com o comportamento deste veterinário, de como isso era errado, de que como ele tinha um juramento. E ela queria: "Ai, eu vou bater nesse veterinário. Se eu visto esse veterinário, eu paro." E eu falei o quê para ela? É o que eu me sinto em relação ao caso da Vitória. Então, a gente está mostrando aqui para vocês como desrespeitar o juramento da profissão, como tratar mal, como a ética, exatamente, e como isso influencia. Mara é maravilhosa, Jorge. Você não tem ideia. Então, para que você entenda qual que é a comparação com o caso Vitória, se aquele delegado, se o escrivão, se o investigador, se os advogados, se o promotor, se o juiz, se cada um deles tivesse cumprido e honrado com seus juramentos, né, Mari, as coisas não tinham desenvolvido. Se a pessoa que fez o atendimento no meu cachorro tivesse honrado com o juramento que ele fez da profissão, as coisas também não teriam se desenvolvido da forma que foi. Meu cachorro quase foi morto por causa de um atendimento ruim. Eu acho que a minha fé, na verdade, me ajudou a tirar ali. Eu acho que essa live é importantíssima, principalmente porque assim, o que eu quero mostrar para os senhores, eu não sou uma pessoa desestudada, ignorante, mas gente, fui vítima de golpe. E eu acho que todo mundo tem que saber sobre isso, porque, por exemplo, a Mari também não é uma pessoa desestudada ou nada, mas quando ela vê o processo, ela fala: "Não, eu não entendo isso aqui, doutor, o que que acontece?" É por causa que a gente não consegue abraçar o mundo e...

Saber tudo. Meu cachorro era para o veterinário, disse que ele tinha que ficar internado, que ele estava com uma lesão na coluna. Quando, na verdade, ele... A gente vai fazer os exames a semana que vem, mas ele hoje o tratamento dele está em casa com dipirona, que foi o que a Mário falou desde o sábado. Além da economia financeira, e a gente teve, na verdade, salvar o cachorro, né, Mari? A gente acabou salvando o cachorro de uma internação ruim.

São todos os lugares que são assim? É claro que não. Tanto que eu não me conformo com o caso da Vitória, abri um canal para vir falar. E a Mari, por exemplo, está... Vai passar tudo isso daqui, eh, para a gente na questão do veterinário, porque por mais que a gente seja estudado, por mais que a gente tenha conhecimento técnico na nossa profissão, quando pegam, por exemplo, nos nossos animais, nos nossos pets, e eu descobri que tem uma verdadeira máfia por trás disso, a Mari me contou coisas chocantes.

Então, é esse o paralelo com o caso Vitória. Muitos dos senhores não se conformavam que um inquérito pudesse ter sido tão mal feito, que a autoridade policial poderia mentir tanto para a gente, como eu dizia, né, Mari? Lá atrás falava: "Gente, isso é mentira, gente, isso não existe". E as pessoas não acreditavam.

Agora, o que a Mari está querendo, o que eu estou querendo mostrar e trazendo no canal é o seguinte: da mesma forma que a gente tem que ficar atento que um delegado pode ou não pode, o que um veterinário pode ou não pode fazer quando a gente está num momento de desespero e que dá um pânico verdadeiro, o que é que a gente tem que se atentar? Eu acho que essa questão de internação, eh, é, é, é, é, e saber que, por exemplo, o veterinário tem que ficar lá 24 horas, né, Mari?

Uhum. Exatamente. Tem que ser o veterinário. Pode ter enfermeiro junto, mas sozinho não. Tem que ser um veterinário. Eh, doutora.

Hã.

Oi.

Pois não pode falar.

O foco, eh, da live de hoje é a gente fazer essa correlação de que todos os profissionais, eles passam por um juramento, né? Para a gente receber, para você receber sua OAB, para eu receber o meu CRMV, a gente faz um juramento. No meu caso, a vida, a cuidar da vida, a ética. Doutora, como, como eu falei para você, o hospital que eu estudei é uma coisa de primeiro mundo. Você entra, parece que você está nos Estados Unidos. Eh, até tomografia eles estavam comprando para colocar no, no hospital quando eu me formei. Eh, e todo mundo trabalha dentro da ética, doutora. É uma coisa linda. E aí você cai no mercado de trabalho e você vê que a ética, parece que pegaram assim, ó. Não existe. Fogo, não existe.

É o que eu vejo no caso da Vitória. Não houve nenhuma das classes dos, que eu falo, a gente fala dos operadores do direito, ninguém obedeceu a vários. Juiz, promotor, né, doutora?

Juiz, promotor, delegado, investigador, perito. Eh, eh, eh, então, é esses juramentos. É sobre isso que a gente está querendo falar. E aí que, como tudo é uma coisa puxa outra, a falta de ética, a falta de respeito ao juramento, começa a entrar interesse financeiro, começa a entrar virando uma máfia, uma maquininha. Isso. E aí quem entra na máfia se dá bem, né? Eu, como eu falei para você, uma das minhas colegas comprou uma clínica e virou minha chefe. Virou minha chefe.

Não, gente, deixa, deixa a Mari contar essa história para vocês, para vocês ouvirem.

É. Eh, então, gente, eu tenho uma, uma é amiga mesmo, amiga próxima e não tem problema, eu não vou citar o nome, né, lógico, mas, eh, não tem problema eu expor aqui, porque o que eu estou falando aqui, eu falo na cara dela sem problema nenhum. Enquanto que eu ganhava R$ 200 por mês, ela fazia R$ 6.000 por semana. Isso dá o quê? R$ 24.000 por mês, né? Trabalhando em pet shop, tá? Eu trabalhava em clínica veterinária 24 horas, e ela trabalhava em pet shop. Por quê? Porque, como eu falei para a doutora, entrou, ela fechou a porta do consultório, você não sai devendo menos de R$ 2.000.

O mais barato é R$ 2.000. Aí vai para 10. Não, não importa o que o animal tem. E gente, ela é uma veterinária das melhores que eu conheço. É isso que me deixa com raiva, porque ela não é uma veterinária ruim. Ela estuda, doutora. Ela tem especialização, ela é especialista, ela é muito boa, mas isso aqui...

Capacidade tem, mas isso aqui fala mais alto do que qualquer coisa. Então ela...

É que o Jorge está falando que para essas pessoas o que menos importa é a vida. No caso da Vitória, o que menos importa é a vida da Vitória. Importou eleição, importou propaganda, importou tal coisa, status, YouTube, like. Não é...

Perfeito, Jorge. Foi perfeito. O que menos importa é a vida. É isso. Se resume.

E ela, e ela é muito renomada na sua cidade, você tinha me falado.

Muito, muito renomada. Mas o que é que acontece? O cliente só vai uma vez, porque quem é que tem dinheiro para ficar indo numa veterinária dessa? E o, o melhor de tudo é que ela tem fama de boa, e eu tinha fama de ruim, porque eu era doida que ficava na frente do pet shop mandando povo embora. Eu que abro o canal e fico xingando todo mundo porque eu não me conformo, Mari. Porque é o que eu já falei, com 50 anos, eu falei, eu vou xingar todo mundo mesmo. Imagina fazerem isso do gatinho, de um cachorrinho...

Ao vivo e filmando. Chegando uma hora você não consegue. Eu não entende. Porque que eu chorava por causa da Vitória? Eu acho que é essa conexão. Imagina, por exemplo, eh, que se a coisa do seu gatinho ou do Harry fosse filmado, a gente ia ficar, você ia ficar biruta, né?

E e essa clínica que o meu gato estava tem câmera? Hoje em dia não deve ter mais porque já faz três meses. Mas era para eu ter pedido as câmeras. Eu não ia aguentar ver, né, doutora?

Não dá, não dá. Eles tinham feito muito oxigênios nesse gato por dia. Duvido muito, mas a conta eu paguei, né?

A conta eu paguei de besta, de otária.

Exatamente. Não, Ana Cristina, meu, meu, meu pet, meu cachorro passou mal. Nós fomos vítimas de um golpe numa clínica veterinária. E doutora Maria, a gente está fazendo um paralelo, uma comparação como quando pessoas que têm juramentos profissionais e de sua inerentes de sua área de atuação, como quando a falta de ética e a falta de obediência a esses juramentos geram erros. Os juramentos, Mari, são justamente para evitar erros. É um padrão de conduta, não é, Mari?

É um padrão de conduta.

Não é? Aprende desde o primeiro dia, você entra numa universidade, você vai aprender sobre a ética até o último dia da sua formação. E aí quando você cai no mercado de trabalho, é um, é um show de horrores, né, doutora?

Olha, boa, boa sugestão. Por que que você... Eu pensei nisso também, sabia? Você podia fazer o que o veterinário de ontem fez, mulher. Foi de salvar uma salvação, foi uma prece atendida. Porque, doutora, eh, são, na verdade, são várias coisas que me fizeram desistir da veterinária. E essa questão da ética é só uma delas, né? Tinha questão de que, por exemplo, eu não gosto de clínica. Eu gostava de cirurgia. Eu trabalhava com cirurgia e eu era muito boa, que eu falei para você, eu castrava uma gata em menos de 10 minutos, né? Eh, eu castrava 10 gatas por dia sozinha, completamente sozinha. Então, assim, a coisa que eu gostava, que eu tinha aquele tesão era a cirurgia. E é muito difícil você ser, eh, cirurgião autônomo. É muito difícil. Normalmente você tem que trabalhar numa clínica...

Porque você precisa de toda aquela estrutura.

Da estrutura, porque é caríssimo. Cirurgia não é barato não, gente. E aí uma vez dentro da clínica, eu tô embaixo do dono, entende? E aí eu tenho que obedecer a ele.

E você, será que não é? Porque, por exemplo, eu vejo que isso não acontece com os médicos. Eles se juntaram de uma tal forma que os hospitais, por maior força, planos de saúde também são máfias. Mas o médico consegue essa, essa, esse poder da alta. O que que será que acontece com as clínicas veterinárias? Porque eu vou dizer, tem pet, gente, o Harry para mim é mais valoroso do que muito parente, viu?

Uhum. Com certeza, doutora. Com certeza.

Eh, eh, será que vocês também não precisam assim dessa força de criar canais para você, por exemplo, como uma excelente veterinária? Porque eu, eu recebo o apoio de muito policial, de muito advogado aqui no canal, Mari.

Aham. É por isso que eu vou começar a falar. Eu, eh, no meu canal lá de Mari Animal, tá, gente? Para quem quiser, tiver interesse nessa parte. Eh, doutora, pera aí, eu esqueci o... A gente está falando de quê mesmo?

PDH.

Ah, vai. Pera aí. Não, então de quando você estava trabalhando na clínica do seu colega, que ela é renomada e você que ainda é ruim porque é a doida que fica lá na porta falando para ir de outro lugar, eu a doida que abriu o canal que a gente começou a falar...

E de atender. Eu ia falar uma coisa, eu ia falar uma coisa tão importante que me fugiu totalmente aqui agora.

De atender.

Dom.

Vamos continuar depois eu lembro. Hã, de quê?

De atender a domicílio. Será? Porque você deveria anunciar isso, Mari.

Não.

Quando alguém falasse, por exemplo, porque gente, o que que a gente descobriu? Não é internação, gente, é o último caso, né, Mari?

O último caso é caso de vida ou morte, gente. Se o animal não for internado, ele vai morrer. Pronto, aí é internação. Se não for, gente, entendam mesmo, pelo amor de Deus. Não estou dizendo no sentido que não acho que tenha que receber, tá? Aquela clínica teria levado, gente, eles teriam levado, eles teriam me deixado pobre porque eu ia pagar tudo. É isso que eu quero que compreenda. Eh, não é desvalorizando a profissão ou desmerecendo, ao contrário. Eu acho que tem que ser muito bem pago. O problema é que eles lucram em cima de algo que não é verdadeiro e acabam, e a gente paga e às vezes perde o bichinho justamente por causa do, da, da ganância. Ô doutora, coloca o comentário da Natália na aí para eu responder. Natália, você escada, gente. Pera aí, rapidinho.

Pronto, pode ir lá.

Eh, Natália, eh, o que que acontece? Isso aqui é muito importante. Só esse tema que a Natália comentou aqui, gente, dá uma live inteira pra gente falar. Eh, tudo na medicina, porque, gente, a gente utiliza os mesmos equipamentos que um hospital humano, tá? É o mesmo soro, é o mesmo equipo, é a mesma seringa, é o mesmo bisturi, é tudo igual, é equipamento médico, é uma coisa só. Esses equipamentos são caríssimos, são muito caros, gente. Então, assim, quando você está pagando R$ 100, R$ 150 numa consulta, eh, o valor dessas coisas já está embutido. Então, o valor que chega no veterinário, gente, é muito pouco. É muito pouco, tá? Quando você subtrai, porque não é só o material médico que você usa, é o quê? É água, é a conta de água, é a conta de luz que você tem que pagar do pet shop que vai ser descontado do valor da consulta. Então eu cheguei a falar para a doutora que eu trabalhei numa clínica que a consulta era R$ 90 e o meu salário era 30% do valor da consulta, ou seja, eu ganhava R$ 30 por atendimento. Nessa clínica, doutora, eu cheguei a atender um animal por semana.

Nossa! Ganhei R$ 30 por semana. Então, assim, como é que você vive?

É a mesma situação do advogado que pagam R$ 50 para ele fazer uma audiência. Mari.

Pois é.

É a mesma situação. É, a gente não dá para viver.

Entendeu? Vai falar e não, você falou, gente, eu poderia ser uma advogada rica se eu, por, vamos dar um exemplo, se eu pudesse dar golpe nos meus clientes, falar: "É bandido mesmo, eu sou boba, eu tô perdendo tempo, eu tenho que fingir e vender coisas que não existem". É só, é só o cliente. E você também é a mesma coisa de falar: "É só um cachorro". Sabe? Eles se aproveitam muito da nossa fragilidade por causa de dinheiro.

Exatamente isso. E assim,

Mutou, doutora, você está sem áudio?

Tô sem áudio. Tô sem áudio.

Voltou, voltou.

Voltou. Até aonde esses, até aonde os erros são erros ou até onde eles passam a ser intencionais? Porque o da Vitória, a gente sabe que nem, não tem, é o que eu falava, não dá para ser erro com tantos erros somados. Então, né, doutora? Perfeita essa frase. Vocês entenderam, gente? Não dá para ser erro com tantos erros somados.

Entende? Não é que foi um errinho.

Aham.

É, é, é, é por isso que eu montei o canal. Eu acho que a clínica veterinária, essas máfias também. Eh, ex, exatamente. Eles,

Gente, 3 minutos, R$ 170 de oxigênio. Não fizeram nenhum oxímetro do Harry.

Podia ter matado ele ali. Doutora.

Você entende que não é um erro que diz assim, você, pela sua, eu não saberia.

Aham. Não, não é, não é um erro, vamos dizer assim, não é um erro. Eh, parece que é proposital, sabe? Sei lá. Então aí você começa, então aí, eh, a radiografia, aí você, o pulmão, aí a anemia, aí é não sei o quê, aí falaram que ele tinha problema de pele. Gente, você vê o pelo do Harry, o cabelo, meu cabelo não é tão bonito quanto o pelo dele, sabe?

Aham. E aí, exatamente no caso da menina, os únicos protagonistas foram os cães.

Foram os melhores profissionais ali, foram os cães.

Olha o que o Danilo está falando, que interessante. Então, no campo dele, é na questão de velórios.

Olha isso, gente. Para você ver como a, a, o ser humano está podre, né?

Não está, gente? Está alguma coisa, por exemplo. Então, como é que a gente vai esperar a mudança? No caso, exato. Se, se a dipirona nem R$ 5 o frasco.

Exatamente. É muito barato, gente, para você ter em casa para uma emergência, sabe?

Eu paguei R$ 370 em medicação para depois ouvir que metade da medicação não era necessária, que se fosse mesmo problema do coração, ele tinha morrido porque nada daquilo era para coração.

Pois é. Eh, complicado. Complicadíssimo.

Então, pessoal, olha, outra coisa que eu quero deixar claro, não é para fazer esse tratamento de cachorro com dipirona. É naquela coisa da emergência, na hora que está, que a gente não sabe o que pode fazer. Uma gotinha por quilo. Se tiver dúvida, dá menos do, do peso, sabe? Eh, e Fabi, é o que eu falava para a Mari dos advogados que eu falava, gente, só haver crítica, não é entender a falta de compromisso com o juramento.

A gente, tudo, tudo volta para a ética, né, doutora? Caramba.

Né? É a falta de ética, gente. Eu acho que em qualquer profissão.

Porque a ética, gente, ela vai sendo construída do primeiro dia que você pisa na universidade até o último dia. E aí você simplesmente pega isso, toca fogo, rasga e você fica fazendo coisas antiéticas, imorais, criminosas, né, doutora? Muitas vezes criminosas.

Exatamente. Por causa do quê? Por causa de grana.

É. Uhum.

E aí é o que a gente vê. Advogado com carrão, advogado todo, todo famoso. E aí a gente olha pro processo, tá, de gritar. É igual você fala da clínica, você vê aquela pessoa, ai, aquela é rica. Gente, seis mil por um atendimento qualquer, Maria, é muita grana.

É muito dinheiro, muito dinheiro. E doutora, a gente está aqui bem na superfície, né? Se a gente fosse falar, por exemplo, só dessa veterinária que é minha amiga, tem coisa aí, gente, que que seria caso de denunciar para a polícia, sabe? Criminosa. Criminosa de tirar de animais, né?

Igualzinho o negócio da Vitória. Eram situações ali, por exemplo, aquela confissão, eh...

Ainda não acharam Banice. Não sei o, olha, deixa eu falar, não olhei, nem fiz a movimentação do processo. No processo principal não tem nada. Por quê, gente? Porque desde sábado eu não subo a escada e meu, minha, meu escritório fica no andar de cima que eu montei o computador, porque o Harry não estava podendo subir a escada e ele é muito apegado a mim. Então eu desci um colchão de solteiro, deixei super limpo lá a sala de baixo que não tem nenhum móvel, que era onde ele fazia xixi para não, porque ele é, ele, ele tem nojinho de fazer xixi aqui, então ele vai urinar lá embaixo. Então eu estou há uma semana praticamente no andar de baixo e hoje eu abri a live porque foi hoje que deu. Ele, ele falou, ele subiu duas vezes a escada e agora desceu porque assim, ele super stick. Ó, você viu super stick? E a Fabiana dou a sur Natália. Ô Fabiana, obrigada. A Fabi deu cinco assinaturas, gente. Gente, muito obrigada pela ajuda, porque a Mari ainda falou: "Doutora, faz, conversa com o pessoal, o pessoal vai ajudar no tratamento." Por que que eu não coloquei a meta? Porque o doutor ontem falou que a gente vai ver agora semana que vem o que de fato o Harry precisa fazer. Ele falou de hemograma e do eletrocardiograma. Foi isso que ele falou, mas que é para esperar semana que vem.

Ô, doutora, coloca o comentário da Natália aí, tá vendo? Em cima do da Fran. Exatamente. A grana não vai pro veterinário, gente. Então, assim, não vão jogar pedra nos veterinários também, não. Jogar no advogado. Não pode, gente. É para falar que quantos veterinários bons acabam saindo da profissão.

Sai, não aguenta, gente, não aguenta porque é muita humilhação. É muita humilhação. E tem uma outra coisa muito relevante que foi um dos maiores motivos também de eu sair, é o fato de que o tutor, eu entendo o tutor não ter dinheiro, doutora. Entendo demais, mas o que eu não entendo é o cara chegar de Hilux, de Mercedes-Benz, fechar o estacionamento, que se acha o dono do pedaço e não querer pagar os R$ 90 da consulta. Isso aí me tira do sério.

É lógico. Não, mas aí é que está. É isso. É com todas as profissões. Exatamente. Exatamente. E aí assim, mas aí é, é o que eu falo do advogado que chega com carrão, que sai da imprensa com todo o terno, só tem a, só se ele só se amostra, vamos dizer assim, e não faz um peticionamento no processo. É a mesma coisa, não dá para aceitar. E aí fala, por exemplo, a você tem inveja, você tem inveja de uma pessoa dessa? Você fala: "Não, porque uma pessoa dessa me desrespeita".

É isso.

Não é a mesma coisa. A pessoa chega na clínica de carrão, bem, não quer te pagar a consulta, não é que você está com inveja do carro dela, ao contrário, ela não está te, ela está te desrespeitando. Você fica brava, mas não é porque ela tem mais condição financeira que você, né? Ela, você fica brava porque ela está desrespeitando a sua profissão.

E porque tem tanta gente, doutora, tanta gente que queria poder pagar o tratamento do animal e não pode? Eh, doutora, teve uma mulher, eu nunca vou esquecer ela, ela estava desempregada, muito pobre, muito, uma situação de muita vulnerabilidade. Tanto ela quanto a família dela, ela tinha um gato que ela cuidava assim com tudo, todo amor do mundo. Ela mandou telar, mesmo sem dinheiro, ela deu um jeito de fechar a casa dela todinha pro gato não sair. O gato da vizinha, que era a tia dela, arrombou a tela, entrou e desceu o [ __ ] no gato dela. O gato quase que mata, doutora, quase que arranca a pata do, do outro gato.

Ai.

Jesus.

Ela teve que levar no veterinário. O gato dela ia morrer. O perfurou o intestino do gato, doutora.

Ai.

Ei, foi feia. Eu nunca tinha visto uma briga de gato tão feia. Essa mulher, ela chegou aos prantos na clínica, ela disse: "Pelo amor de Deus, o meu canal é @vetmarianimal." Ah, tá aí na tela, né? @vetmarianimal. Isso está aqui.

Aí ela chegou na clínica aos prantos, teve que conseguir um Uber porque tem isso, né, doutora? Não tem, não aceita.

Gente, outra dica, quem tiver pensando em fazer Uber, gente, p taxi dog que chama.

Sim.

Gente, isso não existe para nós, Mari. Isso é uma outra coisa que gente de verdade.

E ela foi atendida, Mari, quando ela chegou na clínica.

Então, aí ela disse: "Não tenho dinheiro, estou desempregada". O pai dela conseguiu um carro de um vizinho para levar. Meu pai também não tem emprego. Pelo amor de Deus, eu lavo essa clínica todo dia. Eu venho aqui fazer faxina. Eu passo o dia aqui limpando xixi e cocô de gato até eu pagar o tratamento do meu gato. Mas pelo amor de Deus, cuidem do meu gato. Aí a dona da clínica, [ __ ] que ela bendita, abençoada, disse: "Vamos, claro, entra, pode entrar". Aí queria fazer o golpe nela, só que quando ela saiu da consulta com a conta de, sei lá, R$ 500, que era, era um tratamento de ferida, então não é caro como tratamento de Harry, por exemplo,

Tá, tá.

Mas ela não tinha condição nenhuma, né? E aí ela ficou: "Não, eu não tenho dinheiro, eu não tenho dinheiro". Essa mulher chorava, chorava. E eu, eu limpo a clínica, cadê? Me de, me de a vassoura, me deu o balde. Quer dizer, doutora, isso é uma pessoa que dá gosto, um tutor que dá gosto.

Não, não é, mas é, mas é o que eu falei, eu ofereci para deixar o notebook. Você sabe que eu acabei de comprar o desktop agora. Desktop está na garantia. Tem 30 dias o meu desktop. Gente, eu ofereci de vir minha filha vir aqui pegar e levar tudo deles lá e deixar com eles de depósito. Eu ofereci o notebook, o celular, tudo, tudo valeria mais, entende? Porque era só a questão de não ter aquele dinheiro na hora. E outra, como que a gente vai deixar nosso bichinho, gente? Senão eles morrem.

Exatamente. E o gato dela estava muito grave. Aí o que é que acontece? O gato dela tinha que ficar internado por causa da perfuração intestinal. O que é que a gente fez? E essa clínica, dois veterinários eram donos da clínica e seis eram funcionários. Os seis funcionários se juntaram e a gente pagou o tratamento do gato dela, saiu do bolso da gente. Ela não precisa.

Porque você vê que não é semvergonhice.

Não é. Não é, era necessidade. E a gente ensinou a ela, doutora. Ela fez o internamento do gato na casa dela. Ela internou o gato dela.

Entendi. Entendi.

Para você ver, é a vontade, é o amor. Aí quando chega o fdp de Hilux e não quer pagar, ele paga o banho de ofurô. Ele paga um banho de hidratação de R$ 500. Entendeu, doutora? Entendo perfeitamente.

É o cliente que chega, por exemplo, para mim reclamando que caiu num golpe, sei lá, de R$ 3.000 no Facebook, que limpava a carteira de motorista, mas ele não quer pagar R$ 300 da minha consulta para dizer o que é que ele pode fazer e nem, por exemplo, pagar antecipado para não cair num golpe e perder R$ 3.000. Mas aí ele acha que não, ele não tem que me pagar porque ele já caiu num golpe.

Uhum. Exatamente. Aí sobra para você, como se você tivesse algo a ver com isso.

É, entende. É, é, é, é exatamente isso.

Aham.

Ó, podem trabalhar para bônus, sim, mas o que que acontece na legislação do tá?

Eh, eh, se eu trabalho, por exemplo, para a Mari para Bono, hoje eu fico proibida de advogar para ela pelos próximos 5 anos, entende? Tem regras. Eh, e eu tenho que mostrar porque eu não também não estou fazendo o que a gente chama de captação irregular de clientela, que é, por exemplo, falar: "Ah, eu vou fazer pro bonono para todos vocês aqui". O que configuraria uma captação irregular de clientela. Pode fazer parao, deve quando a situação permite, mas é aquilo que a gente fala, gente, tem água, tem luz. Eu estava falando para Mari o quê? E normalmente, por incrível que pareça, os processos que a gente faz pro bono são os processos que a gente é mais, eh, eles tcham, oi Jean, boa tarde, meu querido, chegou o eles têm menos reconhecimento e aí a pessoa acha que às vezes se você perde o processo é porque ela não te pagou. Deixa eu ver. Eu tinha um gato da vizinha, é, pegava o meu de madrugada.

Então, então, mas é, é, é, a gente tem bichinho, gente, a gente sabe como é que é isso. O Harry é lindão. Gente, o Harry está super bem agora, graças a Deus. Assim, ele está ontem passou pela consulta, né? O veterinário está vindo aqui em casa, vai manter a, a dipirona até sexta-feira. Ele está tomando de 8 em 8 horas, mas ele já está conseguindo subir, descer a escada, está comendo bem, não está mais urinando descontrolado, ele está estabilizado. O por que é que eu quis falar com os senhores? Primeiro porque graças a Deus o Harry está bem. E segundo porque, gente, provavelmente eu ia ter perdido o Harry por causa dessa, desse golpe que é um golpe que eles dão. Como que a gente vai fazer? Como é que a gente vai fazer isso? De verdade, eu, eu sugiro que a gente, por exemplo, anote telefone, converse, porque tem muito profissional bom, peguem por indicação de uma pessoa próxima a você que já conhece o profissional, porque eu não... Ô gente, muito obrigada, muito obrigada, Cláudia, muito obrigada de coração mesmo. Muito obrigada. O Harry agradece. É um golpe cruel. O Jorge é tão cruel quanto foi tratado a Vitória nesse processo. Por isso que eu falo, são erros sucessivos, é crueldade. Cláudia, muito obrigada, que Deus abençoe. E assim, mesmo sendo advogada, mesmo fazendo com tudo isso, agora o Harry vai fazer o quê? Um bom profissional veio aqui, está fazendo avaliação. Ele primeiro vai esperar sair toda a lista de remédios, que gente, ele tomou muito sedativo, foi dado muito sedativo para ele, três ampolas de sedativo. Então, o veterinário agora, um veterinário ainda falou, qualquer coisa que a gente faça agora, tudo vai estar descompensado. Primeiro porque ele tem quase 17 anos, segundo porque ele passou o estresse do final de semana e terceiro porque ainda a medicação está toda no organismo dele. Algumas levam tempo para ser para ser expelida. Então, ele quer começar a fazer os exames na segunda-feira. Ele já, ele já tirou do da possibilidade de ser problema cardíaco e lesão grave na coluna. Ele falou: "Se fosse cardíaco, eh, ele já não estava mais aqui, ele já tinha falecido, já tinha morrido, porque nenhum dos tratamentos que foi aplicado era para coração. E segundo que se fosse uma lesão grave de coluna, ele não estaria andando." E ele estava, na verdade, com, gente, foi um famoso, acho que pensou o nervo ciático, ele já é idosinho, tem os 16 anos. Então, ele falou: "Vamos deixar o mínimo que puder levar na clínica para a para evitar estresse." Então, dessa lição, o que que eu aprendo? Então, olha aí, está vendo? E o meu, Lua, eles colocaram a gente na rua. Na verdade, Fabi, você está falando do super chat, a gente não, eh, a gente recebe o Pix integral, o super chat, as doações pela plataforma, a gente recebe e em torno de 40 a 50%, a plataforma fica com o valor. Então a gente coloca, eu vou colocar aqui de novo na compromissória. Então, Vivi, a Vivi, eu teria dado ali, eu teria pago o que eles quisessem. Eu vou deixar aqui o meu, o, o Pix, que é o número do e-mail, que é o e-mail, que é o que eu consigo receber, mas é o que eu estou falando, qualquer valor ajuda na segunda-feira, quando eu souber o valor exato, eu vou prestar conta aos senhores, vou mostrar o que que é, quanto custa o hemograma, quanto custa o eletrocardiograma, o exame de urina, um exame de fezes. E se há necessidade, o Pix na tela. Coloquei, coloquei, Mari, está aqui, ó, o Pix na tela. Coloquei aqui. Eh, é o, tenho também o, o, esse tem o e-mail do canal, né, gente? O e-mail do canal é, é o Pix. Então, pessoal, já está com, já estamos com quase 2 horas de live. Vou esperar a Mari vir que eu quero saber se os senhores têm interesse da gente fazer esse, Jorge, eu agradeço qualquer valor. Se os senhores têm interesse da gente entrar mais a fundo nesse, eu fiquei verdadeiramente, gente, eu fiquei abalada. Primeiro que me, eu estava já em crise, eu estou saindo, os senhores sabem, de uma crise de depressão fortíssima que eu tive o mês passado. Esse caso aqui da Vitória, ele adoeceu muitos de nós. A gente ficou muito doente pela frustração e por tudo que nós passamos, pelo amor que a gente pegou pela Vitória. Isso foi muito difícil pra gente conseguir enfrentar. A Mari voltando, eh, eu e a Mari a gente está meio traumatizada com o caso da Vitória. Nós estamos tendo gatilhos, tá? Eh, a gente tem crises de ansiedade, a gente tem crises de não conseguir abrir o inquérito, não é, Mari, que a gente pegou?

Eh, esse caso aqui é muito pesado e a gente está tentando achar uma forma de trazer um conteúdo bacana para vocês, tá? Eh, Fabi, Fabi, depois eu passo tudo para você, tá bom? Por e-mail eu agradeço muito. Eu vou fazer.

Manda um e-mail, né, doutora? Ela manda um e-mail para você e aí eu e a Mar.

Isso. Manda pro meu e-mail, Fabi. Manda pro meu e-mail que eu te respondo. Jorge, eu e a Mari tivemos crise de ansiedade, ficamos super abaladas. A Fabi também ficou burnout, né, doutora?

É um burnout que, gente, vocês não estão entendendo de cair e não conseguir levantar, não é?

Várias vezes. Eh, até por isso a doutora diminuiu a frequência e eu também. Gente, essa semana eu postei um vídeo no meu canal. Um vídeo.

É, essa semana é o primeiro conteúdo que eu faço. Mas muito obrigada, muito obrigada mesmo, viu, Cris? Eh, e outra coisa, a gente, eu acho que trazer essa questão dos pet shops de como funciona essa máfia, que não é só na área do direito, gente, e essas pessoas elas não são feitas como nós, Mari, a gente pode falar inclusive daqueles desvios que a gente estava falando de personalidade que a gente comentou quando assistiu, que teve a situação no Rio de Janeiro, que teve a situação de Tremembé, de como essas pessoas que têm esses traços de sociopatia, gente, eles não pensam como eu ou você. O Harry não era o meu, um animal de apoio moral, um, um ser vivo que foi uma oração atendida, que está comigo há 16 anos naquela clínica. Quando o Harry e eu colocamos o pé naquela clínica, eles olharam uma otária e um cachorro velho que se morresse já tinha dado a hora. Não sei se você entende.

Exatamente. Infelizmente tem gente que tem veterinários que agem assim, né? Não tão bem aí. E assim, Célia, exatamente, ele já está super idosinho. Eu e a Mari a gente conversou muito. Por quê? Porque a gente estava falando de tratamentos que dariam sobrevida, porque a gente estava pensando se fosse uma coisa muito grave, né?

Né, Mari?

Uhum.

E a gente na tela, eh, Tatiana.

Eu vou colocar em destaque depois, gente. Eu vou colocar no primeiro comentário fixado, tá? Eh, e assim, quando a gente entrou na clínica, eles viram dois otários, sabe? Dois. Eh, o Harry poderia morrer tranquilamente, que vai fazer 17 anos e ai, deu um problema no coração e não é nada. E eu, uma pessoa estava completamente desequilibrada, com crise de ansiedade, com ataque de pânico, perdendo um animal de apoio emocional. Eh, então assim, eu acho que tem que E outra, gente, tanto que não era que ele está aqui melhorando com dipirona. É isso que eu quis falar pros senhores, entende? Tomem muito cuidado com essas internações em pet shop, porque...

Eu tenho a sensação que muitos animais eh acabam perdendo a vida por causa disso. Mari.

Doutora, olha só o para você ver o ciclo de terror como é que acontece. Eh, você vai no veterinário, o seu cachorro precisava de dipirona, você deixou lá R$ 400, queriam tirar de você R$ 2.500, você gasta tudo que você tem. Você ia dar seu celular, seu computador, ia deixar lá seu RG, ia deixar lá tudo, nada, mas você ia pagar a conta de Harry, você ia pagar. Aí o que é que acontece? Tem muita gente que não tem condição e não consegue, não nem pisa na clínica porque sabe que não vai conseguir pagar. Se os veterinários fossem justos, se os veterinários cobrassem por aquilo que eles realmente fazem, eles não precisavam tirar de um único tutor R$ 5.000, R$ 10.000. Eles iam ter 10 atendimentos por dia. Como eu falei para você, eu trabalhei numa clínica que eu ganhava R$ 30 por semana, porque eu ganhava comissão e tinha uma consulta por semana. Por que que tinha uma consulta por semana? Porque era a clínica daquela minha amiga lá que era extremamente mercenária e o cliente só pisa lá uma vez porque se ele desse a sorte de ser atendido por mim, ele pagava uma consulta. Se ele desse o azar de ser atendido por ela, ele saía devendo 2, 3, 5, R$ 10.000. Então ele não volta, então isso causa um trauma nas pessoas.

Não, ele não volta. E outra coisa, eu acho que eu agora passando tudo, eu vou entrar com uma ação, vou processar essa clínica por crime contra o consumidor, porque primeiro que você viu o atendimento que eles me deram, você, a gente tem tudo gravado, Mari, tudo, tudo, tudo.

Está tudo gravado. E gente,

Eh, Harry, ele, no ponto de vista dele, Harry estava com uma suspeita de lesão na coluna. Ele não imobilizar Harry para tirar e levar Harry até o carro, ele deixar você pegar o cachorro.

Cachorroado, gente, ele não levantava.

É difícil levantar 30 kg do chão quando você tem joelho, você é gordinha, que você é difícil, viu? É difícil. E outra, né, o pânico que eu estava de falar lesão na coluna, eu já fiquei imaginando que qualquer tranco que eu desse nele, eu ia piorar a lesão.

Isso, gente, me deu pânico. Pânico, uma crise de choro que eu só conseguia, eu não conseguia parar de chorar, sabe? Com a lágrima. Vai assim, parecia que tinha ligado a o choro. A gente não parava de chorar só limpando o rosto, só limpando o rosto. Então assim, eh, humanidade zero. E este é...

O par idêntico com o caso da Vitória. Gente, não são mais erros, são é falta de humanidade, falta de amor com a vida, falta de lembrar do juramento que fez, falta de vergonha na cara.

Não teve amor nem pelas pessoas, nem pelo animal, nem pelo cliente dele, o paciente dele.

Ex, exatamente. É, é, é, é exatamente isso. Não contava o erro foi eu, a Mar e o Abrão. Você está entendendo? É má fé, é, é pegar o melhor de você e usar contra você. Por isso que eu não gosto de falar mal da família da Vitória. Por isso que eu não permito que falem, a gente faz análise sem criticar, porque na hora ali você acredita em qualquer coisa, Mari.

Acredita, acredita porque o veterinário é a palavra de autoridade, né, doutora? Como é que você vai rebater o que ele está dizendo?

Eh, e assim, tanto que e não é só isso, né, Mari? Você matou a charada. E a mesma coisa, doutora. Dê Novalgina para ele e para ele não se machucar. Não deixa subir descer a escada. Gente, eu fiquei de sábado até hoje. Eu subi no, acho que na segunda para lavar a louça, que tinha ficado do final de semana, porque a Sofia foi embora no domingo, deixou comidinha pronta para mim. Eu não subi mais. A, a, a, porque o Harry se eu subo, ele quer subir atrás. Então, hoje na quinta-feira só que eu consegui subir para gravar conteúdo, que até estava falando com você ontem, se eu não conseguisse eu ia fazer em vídeo, mas eu quero, eu acho que a gente tem que...

Mari, esse canal do bichinho, eu acho que é muito bom você trazer esses assuntos, sabe?

Vamos, vamos trazer lá. A gente pode inclusive fazer a nossa primeira live lá, doutora, quer participar?

Vamos, vamos, vamos. Pessoal, vocês não acham? Então,

Vou colocar no chat aqui pro pessoal se inscrever. Isso acabou. Não, você não está entendendo, Ester. Ester, segunda e terça eu não andava. Eu não conseguia andar. Segunda-feira eu acordei tarde e eu só acordo super cedo. Segunda-feira eu acordei mais de 10:30. Eu não conseguia me mexer, eu não conseguia, tudo em mim doía. Descarga de adrenalina, ter carregado o Harry 30 kg, gente. E o pior não é isso. O pior é que parecia que ele tinha sido atropelado, porque a cabeça assim, sabe, caindo. Eh, isso acontece, acontece, gente, acontece. Duas coisas que eu nunca vi na minha vida. Eu nunca vi expulsarem um cliente da clínica. Nunca vi isso na minha vida. Fechar a porta, gente, botar para fora, que absurdo.

E não me deram o nome do remédio.

Pois é. Sem saber que medicação o cachorro, o cachorro tomou. E outra coisa que eu nunca vi, o tutor ter que carregar um cachorro de mais de 20, 30 kg sozinho até o carro. Eu nunca vi, gente. Tem tosador nessas clínicas. Tem enfermeiro, tem recepcionista que ajuda para carregar um cachorro grande. Isso não existe.

Não. E eu tive que E aqui não entra carro na minha residência, porque é uma praça, tem mais de 200 m que você tem que andar. E, e é aquela história que a gente fala de carregar o corpo quando está sedado, gente, e a cabeça dele caída assim, e, e eu não conseguia levantar, levantar ele do chão, sabe? Foi muito triste, foi muito forte. Eu acho que a gente se inscreve no canal da Mari. Eu acho que Mari, por hoje, para nossa primeira live, está bom? Eu vou entrar com ação, pessoal. Se a gente começar a fazer, eu acho que Mari, como é que está essa questão? Como é que funciona o conselho de veterinária? É igual a OAB, a AB? Para onde que a gente denuncia isso?

Eh, teoricamente é no CRMV, né? Tem o conselho. Eh, só que eu não sei exatamente como é que funciona aí as coisas, sabe, doutora? Porque, por exemplo, essa clínica que eu trabalhei, que eu falei aqui do gato que teve a perfuração intestinal, eh, era uma clínica altamente irregular na hora que o CRMV, porque o CRMV ele vai fazer, ele faz vistorias, né? De vez em quando ele vai sem aviso na clínica. Primeira coisa estranha, a gente...

Sabia o dia que o CRMV ia lá. Eles, os donos, avisaram a gente. É, eles disseram: "Ô, gente, quarta-feira o CRMV tá aqui, viu?" Aí eu fiquei, oxe, e eles avisam? Não era fazer surpresa.

É, doutora, só para você ter noção, a mesa que a gente fazia cirurgia estava enferrujada. Tem que ser uma mesa de inox, né? A mesa que a gente castrava os gatos estava enferrujada. O CRMV entrou, olhou, não tinha oxigênio, eh, dentro da clínica, que é uma obrigatoriedade. Tem que ter aquele cilindro de oxigênio, caso o animal precise. Eh, tem que ter, acho que é eco, ecocardiograma também é obrigatório ter. Eh, tem que ter máquina de esterilização do material. Nada disso tinha na clínica. O CRMV entrou, olhou e foi embora. E tá tudo certo.

Então assim, então é igual. É, então é igual. Ô Vera, doutora, eu eu entrei em terror quando eu soube que o CRMV ia. Eu achei que eu ia sair de lá presa porque eu achei que iam vocêente com isso. Você que era veterinária. É, sou meu Deus, eu que assinei essa petição, vai sobrar para mim. Mas não dá nada. Por isso que aconteceu todas essas coisas. No caso da vitória fala, faz a confissão naquela hora de madrugada, leva para corregedoria. Eu, o delegado era parte da corregedoria. Então, tão entendendo, gente? Tão fazendo o link aí das coisas?

Entende como a gente fala, gente? Os link da coisa. Que que adianta levar para corregedoria se o Dr. Fábio é parte da corregedoria? Tão entendendo? Não, vamos se inscrever sim no canal. Vamos se inscrever então, pessoal. Mas olha, então, Mari, vai, vamos lá pra gente, pra gente aprender. Eh, é sempre bom pegar segundas opiniões, começando disso, pelo menos indicação de quem já conhece o profissional. Seria uma forma.

É uma forma. Pronto, doutora, você como foi que você achou esse veterinário com a sua vizinha? Não foi? Foi isso mesmo. Então, gente, se se na sua cidade não tem uma clínica 24 horas, não tem especialista e não tem hospital escola, pergunte com quem você conhece que tem animal, qual é o veterinário que você me indica, porque vá por indicação, pelo amor de Deus, gente, não entra em pet shop para atendimento e não vão em clínicas eh sem indicação, que inclusive a foi indicada.

Foi indicada, mas foi indicada por quem? Pelo pet shop, né, doutor? Pelo pet shop. Exatamente isso que eu falar, gente. Não façam o que eu fiz. Eu pedi indicação para um pet shop que era onde, porque o Harry é onde eu comprava a ração dele. A única coisa que eu comprei lá foi o cortador de unha, nada mais, e o tapete higiênico. Então, gente, perguntem para os seus vizinhos, para os seus amigos, pessoas que conheçam, já tenham veterinário e pessoa que já tenha usado do serviço, a mesma coisa com o advogado.

Isso, porque nesse caso aqui, se a gente for ver as pessoas que participaram, tem um histórico no caso da vitória de atos iguais. É, né? Entendeu? É só fazer uma pesquisa, tá certo? Mari, muito obrigada. Marca pro seu canal. Vai ser, vai ser uma, a gente vai fazer essa live lá. Eh, a Mari tá desenvolvendo, gente. Mari vai falar desse novo podcast que tem com a Luía Mel e o Richard, que é muito legal. Fantástico. Fantástico.

Gente, vou fazer um react lá, vocês vão adorar. Para quem gosta de bicho, gente, a gente vai falar de tudo, não é só cão e gato, não. A gente vai falar de gorila, de leão, de tudo que vocês quiserem. Vete Mari Animal. Tô colocando aí. Quem tiver interesse, se inscreve lá. Em breve a gente vai ter a participação da doutora. Tem dois vídeos lá muito ruins, gente. Eu sou sincera. Os vídeos são muito ruins. Foi a primeira vez que eu liguei uma câmera para gravar. São horríveis.

Para o canal que você tá falando comigo que fez a primeira vídeo de ponta cabeça. Tudo tudo tudo é melhor que o vídeo de ponta cabeça, entendeu? O importante de não é verdade? Gente, obrigada pela ajuda de vocês. Eu vou mantendo, ó, mantendo vocês. Agora eu tô usando mais lá a rede vizinha que eu tô aprendendo a usar. Tá, tá passando aqui embaixo o canal da Mari. Vocês se a gente se inscreve lá, tá bom? Vou fazer, vou fazer companhia pro Harry. Muito obrigada. Ah, já tá inscrita. Vamos seguir.

E gente, obrigada, Mari, obrigada pela sua companhia. Vamos almoçar, liberar o pessoal que já tá 1:30 da tarde, a gente começou 2 horas de live, tá ótimo. Gente, muito obrigada pelo apoio. Tava morrendo de saudade de vocês. Vou passando nas postagens na rede vizinha para atualizar. Vamos ver se amanhã a gente consegue fazer um videozinho, senão a Mari vai falar o dia que a gente tá convidado para ir no canal dela e aí eu já vou anunciar aqui também, tá bom?

Ótimo. Obrigada pela live, doutora pessoal. Obrigada a você pela presença, por explicar pra gente tudo isso. Obrigada de verdade, pessoal, pelo apoio, pela ajuda, viu, gente? Fiquem com Deus. Obrigada, viu, pessoal? Beijo, beijo. E qualquer novidade da vitória a gente vem trazendo para vocês. Tchau, pessoal. Co?