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O caso da jovem Mel Machado, de apenas 19 anos, que está desaparecida, desaparecida desde domingo, por volta de 9:30 da noite. Digo a vocês que as buscas continuam, continuaram durante o dia de hoje sem dar resultado positivo, tá? Então, a Mel Machado continua desaparecida até o presente momento. Infelizmente, as notícias não são muito boas, mas como não se tem confirmação do que aconteceu, vamos aguardar.
Mel Machado, na sexta-feira, teria saído com a mãe para comprar roupas para uma festa, a festa de Halloween que aconteceria no sábado. Ela estava muito, até aquele aquele horário, sábado, estava muito alegre, feliz, almoçado com a mãe. Estava num dia, final de semana para mãe normal, e também para Mel. Apesar da jovem ter problemas psicológicos e lutar com a depressão severa, fazendo tratamento com remédios controlados e afins, estava estável, vamos dizer assim, estava em estado estável.
Ela então, ela vai nessa festa, nessa bendita festa, no sábado. E ela, ao chegar na festa, ela tem uma decepção. Ela encontra o seu namorado com outra menina e cai no desespero. Naquele dia mesmo, ela é consolada pelos amigos, pessoas que estavam na festa. Ela se entrega à bebida naquele dia, tenta esquecer o namorado. Na saída da festa, vai para sua casa e lá fica passando o dia de domingo.
Durante o dia, ela teoricamente escreve uma carta, deixa uma carta lá. Vai na casa desse namorado, pede para ele, deixa outro bilhete, pede para ele cuidar do gato dela e das coisas, e sai. Ele, quando encontra a carta, vai na casa da Mel, vê a casa vazia e avisa a Daniela, a mãe da adolescente. A mãe, então, fica desesperada, começa a tentar achar a menina durante a madrugada de domingo para segunda, sem qualquer confirmação, sem qualquer notícia.
Ela então decide procurar ajuda policial, faz o boletim de ocorrência, vai nas redes sociais, começa a pedir ajuda. Algumas pessoas mandam o contato dela aqui pro canal, nós decidimos entrar para fazer a divulgação dessa adolescente para tentar saber o que verdadeiramente ocorreu com ela e o que aconteceu, se ela estava desaparecida, se ela teria fugido por vontade própria, o que teria acontecido.
A entrevista com a mãe está aqui no canal. Vocês podem ver a entrevista. É uma entrevista forte, uma entrevista em que a mãe não para de chorar, vê que ela está visivelmente abalada. E nós falamos um pouco sobre a rotina da Mel, sobre como ela é, sobre o namorado, sobre a falta de responsabilidade emocional do namorado com relação a uma à menina, a menina que já tinha alguns problemas psicológicos e que a mãe, inclusive, já tinha pedido algumas vezes para ele se afastar, porque não era, era perceptível que ele não tinha nenhum desejo, nenhum desejo de ter qualquer tipo de responsabilidade com ela. Tanto que fez esse ato de traição, né, de infidelidade, que foi presenciado pela jovem.
A Mel, ela sai da casa do namorado, vai para o centro de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, perto ali da divisa da grande Porto Alegre, né? Divisa de Porto Alegre com Cachoeirinha. Ali ela passa numa farmácia, compra dois vidros, dois frascos de Rivotril. A pessoa vê o estado, vende o, vende o medicamento e ela sai. Dali seria o último contato com ela.
A família começa a procurar câmeras de segurança, imagens e tem um vídeo dela que é ela chegando, ela indo para um local de um pier ali próximo ao rio Gravataí. Esse pier já era frequentado por ela durante muitas vezes, tá? Durante muitas vezes. E era um local que ela escolhia para meditar, para ficar o tempo, para descansar. E nesse local é a última imagem de câmera que se tem da jovem Mel Machado. As imagens são por volta de 10 horas da noite. Essa é a última imagem que se tem. Durante muito tempo foi procurado as imagens, foi procurado os locais que lá poderia se encontrar pessoas, e nenhuma, nenhuma resposta positiva.
As buscas começam a ser concentradas ali no pier do rio de Cachoeirinha, né, em direção ao rio Gravataí. Então, bombeiros, voluntários, família, estão nesse momento, nesse momento não, até um pouco mais cedo, fazendo busca no rio, no rio Gravataí, só que sem sucesso. Como todos sabem, o rio Gravataí é um rio caudaloso, um rio de grande quantidade de águas, de correnteza e não sabemos até o presente momento se ela realmente entrou no rio ou não. Existe essa possibilidade, como existem outras.
Chegou um pouco mais cedo para mim, através de uma seguidora, uma informação que eu fiquei muito feliz em falar, que ela teria sido vista na companhia de dois, dois, dois rapazes no na segunda-feira, por volta de 8 horas da manhã em um local próximo ali. Só que eu liguei para o tio dela e ele não conseguiu confirmar essa informação, dizendo que a última imagem realmente seria ela no pier de de Cachoeirinha ali no rio Gravataí. Mas essa informação chegou aqui pro canal de que ela teria sido vista por volta de 8 horas da manhã de segunda-feira, próximo ao local ali, esqueci o nome de um parcão.
Só que a situação que essa seguidora passou me chamou atenção que ela recebeu a informação de que uma jovem com as características físicas, tá, da Mel, estava sendo levada por dois jovens, mas levada no sentido de ser carregada, como se não tivesse conseguindo ficar em pé e estava sendo levada para um determinado local que, que essa pessoa não viu. Ela só viu sendo carregada durante um ponto, depois eles somem ali próximo. Então, como o tio disse que todas as câmeras dali desse local foram vistas e não tem, não tem essa imagem, eu fiquei meio incrédulo, mas é uma das, uma possibilidade, mesmo que ínfima, e é bom ser averiguada, né? Eu, pelo menos, acho que deveria ser averiguada, até porque enquanto não for encontrada, enquanto não tivermos uma resposta precisa do que aconteceu com ela, todas as possibilidades devem ser colocadas.
Porque imagine o seguinte, vamos aqui imaginar se por um acaso, se por um acaso ela entrou no rio Gravataí, tá? Vamos passar por esse princípio. Ela entrou. Imaginem que ela desça a correnteza e pare numa margem e alguma pessoa tenha visto, ela tenha conseguido sair e tenha ficado sem forças e dormido próximo à margem. É uma possibilidade. É uma possibilidade. E duas pessoas que talvez a conhecessem, tivessem próximas ali, a viram e levaram para algum local. Eu acho que essa informação não deveria ter sido descartada antes de ser totalmente averiguada. É lógico que o local tem muitas câmeras, mas como essa pessoa disse que era próximo ao parcão, não disse que era no parcão, pode ser ali numa rua, numa local próximo, não sei se foi levada para uma casa, para uma residência, não sei o que foi feito, se realmente era ela, mas como não se tem nenhuma notícia, eu acho que pelo menos essas deveriam ser averiguadas. Não sei se vocês concordam comigo, porque não se sabe o que aconteceu, né? Essa é a verdade. Não sabemos o que aconteceu. Ela sai, sai de casa, vai pro pro local e simplesmente desaparece. Desaparece como sinal de fumaça.
Vê a informação que ela é vista por volta de 8 horas da manhã da segunda-feira, quer dizer, mau horário depois, posterior ao que foi falado. Se ela desceu, se ela foi levada, se ela se perdeu, eu acho que são várias informações que precisam ser vistas e revisadas no local onde ela foi, onde as câmeras a viram, em que ela entra, mas não sai. O pier é um local ermo, um local mais complicado que dá acesso direto ao rio Gravataí, mas não se sabe se ela realmente entrou. E se entrou, será que ela não conseguiu sair? E mesmo que ela tenha sido levada pelas águas, será que ela não pode ter sido jogada pela correnteza, pelas margens e ficou desacordada ali? São pontos que eu penso. Eu acho que não desse momento para tentar, como posso dizer, desqualificar qualquer informação. E se ela foi levada, né? E se ela chinga na casa de alguém? E se ela, não sei, não sei realmente o que que vocês acham. Me digam, por favor, o que que vocês acham. Nada pode ser descartado. Se encontrou boas pessoas, pode ser que tenham socorrido. Sim. E a Ionia acha que ela está no rio. Tá uma possibilidade, infelizmente, né? O F acredita que ela tenha entrado no rio e não tenha saído.
A mãe recebeu várias informações de muitas pessoas dizendo que a viram em determinado local e ela acha que a filha pode estar com vergonha de voltar para casa. Essa carta aqui, essa foi a carta que ela deixou na casa que foi encontrada. A carta está escrita o seguinte: "Queria começar dizendo que ninguém tem culpa. Eu amo todos vocês e sou eternamente grata por tudo. Queria agradecer um por um, mas tenho medo de esquecer alguém agora. Aí bota um risinho, bota kk. Mas obrigado, família, amigos. Eu amo infinitamente vocês. Desculpa não ter conseguido aguentar. Eu não me sinto mais viva, sabe? Sinto que nenhum lugar é meu lar. Mesmo rodeada de pessoas, me sinto sozinha. Estar viva me corrói todo dia. Eu não tenho mais força e nem mais saúde. Se cuidem. Saibam que isso é melhor para mim. Eu juro que me esforcei mais do que nunca. Orei todos os dias. Eu fiz o meu melhor. Quero que, se possível, doem meus órgãos ou me cremem e me joguem em um mato ou uma praia linda. E vivam, sobrevivam bem sem mim. Amo todos vocês demais. Mel."
É uma carta forte demais. Uma carta forte demais. Eh, esse tipo de despedida que a gente vê nesse sentido, nessa carta, parece uma pessoa decidida. Muito embora eu tenha falado, eu não vejo um olhar de uma pessoa que quer tirar a vida, talvez pela idade dela, talvez por eu não querer me enganar, mas eu vejo uma menina com sorriso ainda, com brilho no olhar. É isso que eu vejo. E talvez por uma decepção num gatilho de momento, talvez possa ter tomado uma decisão ruim.
Para quem sofre desse tipo de doença, sabe o peso que é quando lutar contra uma doença silenciosa, que não deixa marcas, que não aparente, que os sintomas são na alma, não no corpo. Quem sofre de depressão sabe a dor que é estar vivo. Quem não faz tratamento, pior ainda. E muitas vezes a pessoa que tem depressão, ela não quer realmente tirar a vida. Ela só quer que a dor passe. E às vezes, no entendimento da pessoa que está com depressão, a dor só vai embora se ela...
Depressão é uma doença silenciosa, curável, mas difícil de ser curada muitas vezes, que exige um tratamento contínuo, força, que atinge não somente a pessoa, mas toda a família, toda a pessoa do entorno que sofre junto com aquela pessoa, que sofre junto com o doente, que vê, vê muitas vezes o sofrimento e que vê para as pessoas que não sabem o que é um julgamento errado. Quantas vezes, quantas vezes conversando com pessoas que têm depressão e elas se queixam: "Ah, eu não recebo apoio de ninguém". A única coisa que falam é: "Sai da cama, levanta daí, vai correr, sai desse quarto escuro, vai pra praia". Frescura, coisa, coisa da sua cabeça. É isso que muitas vezes pessoas com depressão ganham. Eu acho que pessoas que têm depressão podem falar com com propriedade sobre isso. Muitas vezes é visto como algo banal, muitas vezes por pessoas que não sabem o que é. Porque família e familiares que entendem o que é uma depressão, o que é ter uma pessoa com depressão em casa, sabe que não é tão fácil, que a pessoa muitas vezes não quer nada, ninguém às vezes só quer, não quer nem ficar sozinha.
É uma doença que corrói o corpo através do cérebro. Uma doença que as marcas são muitas vezes mascaradas. Coloca-se uma máscara social e um sorriso falso e ninguém sabe. E do nada, aquela pessoa se vai. Todo mundo pergunta: "Como assim? Eu estava com ela ontem, ela estava rindo, estava feliz". Mas um sintoma da doença. Talvez essa jovem, ela tenha tido um gatilho. Ela já, já fazia o tratamento para depressão severa, já tinha essa doença já constatada. Então, saber o que pode ter acontecido com ela depende do que nós podemos fazer. Tomara que não. Tomara que as pessoas possam ter a esperança de encontrá-la e que ela não tenha realmente entrado. Tomara que ela esteja num local. Tomara que ela possa voltar para os braços da mãe.
Mas se ela tomou essa decisão e fez o pior, não é passivo de julgamento, não. Porque é cada vez mais comum, infelizmente, pessoas fazerem isso, desistirem. Mas não é questão de desistir pelo simples fato de desistir. É desistir de viver, porque é a melhor opção para ela. Olha a situação. Cada vez mais vemos casos de jovens, adolescentes, crianças, adivinhos desse mundo, cada vez mais frenético, cada vez mais rápido, cada vez mais banal, em que a vida é vivida através de telas de celular, através de de vídeos de um minuto, da dopamina rápida, naquele vídeo de 40 segundos que não agrega nada, a vida em 1 minuto, 30 segundos. Eu escutei de um adolescente falando o seguinte: "Ah, se o vídeo tiver mais de um minuto, não me interessa, muito longo, porque ele só quer aquele negócio rápido." Vamos passar vivendo a vida através da tela, através da vida dos outros, dos influenciadores, das pessoas que influenciam, são influenciáveis. Muitas pessoas hoje adquirem depressão por conta disso, outras por vários outros motivos. Mas é nítido e notório que cada vez mais temos pessoas depressivas no mundo. Daqui a 20, 30 anos, se nossa saúde pública não mudar, teremos uma epidemia de pessoas tirando a vida.
Hoje, cada vez mais vemos situações como a Mel. Eu não me arrisco a dizer que esse ano eu devo ter feito aqui uns 50 casos de pessoas que tiraram sua vida. Não gosto de fazer essas matérias, não gosto. Eu gosto de casos de desaparecimento que são encontrados e às vezes que não são encontrados são crimes. Mas é um alerta. É um alerta para todos aqui. Eu digo que é uma epidemia. Epidemia. Eu acho que daqui a pouco ela vai tirar mais vidas do que eu quero outra doença. Nós vemos uma adolescente, uma jovem como a Mel, que pode ter sido vítima dessa doença. Nada mais vai assustar a gente, né?
Vamos ver aqui. Rose, o humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos. Desaparece o interesse pelas atividades que antes davam satisfação e prazer e a pessoa não tem perspectiva de que que era algo. Sim. O Arnaldo toma remédio controlado até hoje, provavelmente vai tomar a vida toda. É Arnaldo. Complicado demais. Eu tenho depressão, ansiedade e fibromialgia que estão interligados. Faço tratamento desde 2017 e digo que não é fácil.
Essas, essa jovem, depois de ver essa carta, depois de ver tudo que aconteceu, as câmeras que estão ali falando que ela não saiu do pier, não saiu do cis, a chance dela realmente ter tentado contra a vida é maior do que ter acontecido outra coisa. Estatisticamente falando, me recuso nesse caso, eu quero me agarrar na esperança de que ela ainda vai voltar para casa. Embora essa, essa esperança seja menor que 5%. Deus abençoe e cure e liberte todos vocês que sofrem com essa doença. Tenham fé em Deus. É comprovado, tá? As pessoas vão falar a fé que a pessoa da mais, pessoa da ciência, mas a fé é comprovadamente um dos pontos que ajudam a fé, porque a fé ela altera o estado emocional e o estado químico do cérebro. Como diz o ditado, a fé move montanhas.