Transcription
[Música] Aprenda a calcular aposentadorias e encontrar o melhor benefício para o teu cliente. Triplique o valor do teu planejamento. Viva de planejamento. [Música] [Música] Previdenciário.
Me deu muita segurança em relação aos cálculos previdenciários, uma vez que eu sempre trabalhei em escritórios que haviam setores especializados, eh, para fazer os mesmos, e eu não tinha segurança nenhuma em estar fazendo isso e não tinha também a certeza de como calculava, quais eram os índices, que era divisor mínimo. Então eu saí do escritório, resolvi atuar no meu próprio escritório, e hoje eu posso dizer que, com o fechamento de um planejamento previdenciário, eu consigo tirar em um planejamento o salário que eu tinha o mês inteiro. Antes eu já fazia planejamentos com outra filosofia, outro enfoque, mas depois do curso eu vi que não era exatamente aquelas informações que eu deveria estar passando para os meus clientes. Hoje eu já consigo fazer análise, demonstrar exatamente a data que vai ser adquirido o direito para as aposentadorias, o investimento para cada situação, o retorno financeiro. Então me dá muita segurança em demonstrar tudo isso para os meus [Música] clientes.
No que se refere aos cálculos, eu não tinha clientes suficientes para pagar um programa de cálculos, e eu não tinha a menor condição de fazer um cálculo sem. Hoje em dia eu faço um cálculo do zero no Excel. Ainda duvido do programa de cálculos. Eu acabei de fazer um, tô com a minha folhinha aqui, fico com as minhas folhinhas cheias de números, o que eu não achei que seria possível. E agora, além de fazer todo o planejamento, eu faço os cálculos. Isso para mim era uma coisa inimaginável. Além de estar vendendo o serviço de planejamento previdenciário, eu tô vendendo cálculos para advogados parceiros, e isso mudou a minha advocacia.
E eu tinha bastante conhecimento das regras básicas de implantação de benefício e sempre vinha. Mas eu nunca tinha feito cálculo porque eu não conhecia um contador habilitado ou alguém com a capacidade para fazer isso. E na parte de cálculo eu não me envolvia, né? Eu fazia: tem o programa de cálculo, fazia uma média, mas profundamente como isso funcionava eu nunca prestei atenção, porque eu tinha aquela questão de ter medo de fazer, de dar errado. E depois do curso da Dra. Júlia, eh, isso daí mudou a minha visão. Hoje eu consigo fazer planejamento, a gente consegue fechar isso com o cliente. Aprendi a fazer cálculos, uma coisa que é, é distante do advogado, né? E isso passou a ser bem constante na minha vida. Agradeço muito à Júlia pela ajuda que dá a todos os advogados, pela ajuda que me deu, que para eu poder passar a gostar de cálculos desse jeito. O melhor de tudo é que eu descobri que fazer os cálculos de benefício não é tão complicado como eu imaginava. O momento que o cliente vinha até mim, eu conseguia ver todas as possibilidades de aposentadoria que se encaixava para o cliente, bem como a calcular sem precisar de um programa de cálculo. Isso tudo a Júlia ensina no curso com planilhas de Excel, e isso foi extremamente útil para mim em como a forma de valorizar o nosso trabalho. Eh, o cálculo também que eu não dominava, a professora eh, ensinou de uma maneira tão didática que foi muito fácil para se aprender. Então hoje eu aplico todas as técnicas aprendidas no curso e percebi que aumentou o número de clientes atrás de planejamento previdenciário. Por quê? Porque o cliente satisfeito com o meu trabalho, ele acabava me mandando mais [Música] clientes.
Com as aulas da Júlia, descobri que existem microfichas, extratos de FGTS e mais um monte de documentação que eu saí correndo atrás, consegui comprovar um monte de tempo de contribuição para ele, e agora só falta um aninho para ele se aposentar. Com o planejamento que eu fiz para ele, ele conseguiu dobrar o valor da aposentadoria. Eu tô muito feliz. Ele também. Eu fecho em média um contrato por semana, trabalho de 5 a 6 horas por dia e assim ganho melhor do que eu ganhava antes. Só que a minha qualidade de vida disparou horrores. Sou uma pessoa bem menos estressada, eu já consigo dormir, eu já consigo ter convívio com as pessoas que eu gosto. Então foi uma mudança de vida radical para mim, principalmente em termos de qualidade de vida. [Música]
Em um mês eu fechei três contratos de planejamento previdenciário, cada qual com a sua particularidade, mas em torno aí de 2.500 a 3.000 cada planejamento previdenciário. E eu tô muito feliz nessa área. Tô surpresa com o retorno financeiro que o planejamento tem me proporcionado. Planejamento mais simples: eu cobrei R$ 2.000, porque o segurado trabalhou a vida toda em apenas duas empresas, ambas multinacionais que mantinham um excelente controle de recolhimento. Planejamento mais complexo, que é o que eu tô agora atuando, eh, cobrei 5.000, porque ele é um trabalho de um segurado que já contribuiu em várias categorias, tem inclusive tempo rural para ser averbado. Então eu tô aqui dedicando bastante tempo para [Música] ele.
Quantas vezes você já pensou em tomar atitudes que mudariam a sua vida? Foi deitar ansiosa, tão empolgada com as possibilidades que chegou a visualizar cenas da vida dos sonhos antes mesmo de dormir? Mas na manhã seguinte o despertador toca cedo, e na correria do dia não sobra tempo nem espaço para pensar nos sonhos que ainda quer tanto realizar. Tem dias que você chega perto de perder as esperanças, com aquela sensação de que não tem como mudar a sua realidade, como se estivesse presa num ciclo vicioso. E aí, de tempos em tempos, surge algum evento sobre planejamento previdenciário que traz de volta aquela empolgação. Você assiste à primeira aula, às vezes até à segunda, mas quando pensa em colocar tudo em prática você se sente travada, talvez por medo de não saber como fazer, como começar o primeiro passo, ou por achar que você ainda não está pronta. É verdade que mudar dá medo, mas abrir mão de realizar os seus sonhos por conta do medo é muito pior. Escolher trabalhar com planejamento previdenciário exige coragem; é escolher transformar sua vida e a vida de cada um dos seus clientes. Isso pode parecer desafiador agora, mas o meu propósito é facilitar essa tua iniciação com uma didática leve, objetiva, aliada à prática. E eu sei que se você chegou até aqui é porque sua coragem é muito maior que o medo. Se você acredita nisso e tem o desejo de viver de planejamento e proporcionar segurança e qualidade de vida para sua família e para os seus clientes, seja muito bem-vinda. [Música]
Hello, hello, hello. Boa tarde, meus amados. Hoje, dia 9 de abril, olha, gente, não é nem 2 horas, 13h59, estamos começando essa aula de hoje. Já estou olhando o chat bombando aqui. Boa tarde, Valparaíso de Goiás, São Luís, Maranhão, onde eu tive o prazer de ir aí palestrar. Olha aí, ó, quem é o Eduard, Eduarda me chamando de pontual, viu? Pontualíssima. Gente, antes de começar todo o conteúdo de hoje, porque hoje é muito conteúdo, não tem tempo de ler lero, eu preciso parabenizá-los, porque eu sempre digo que hoje, nesse mundo de excesso de informação, nesse mundo de internet, de TV, de rede social, nós temos uma mania doentia de nos compararmos uns com os outros. Ah, porque eu quero ter a vida do fulano. Mas o fulano postou uma coisa que, por trás dos bastidores, todo o sofrimento que aconteceu, ninguém vê, né? Então, assim, não se comparem com os outros, se comparem com quem vocês eram ontem. E eu tenho certeza que depois de se organizarem, de se esforçarem, depois de até se questionarem se vocês conseguiriam absorver todo o conteúdo da aula de ontem, se vocês, depois de tudo aquilo, criaram coragem para estar aqui hoje, parabéns, porque hoje você é um profissional melhor do que era ontem. E é esse o ponto de comparação. Eu preciso me comparar com quem eu era ontem e não com os outros, e você já está em processo de evolução. E eu fico muito feliz de fazer parte deste processo de evolução, de ser o voto de confiança de vocês, né? Como eu falei ontem, eu me sinto a treinadora de um ser humano que quer se tornar mais, que quer se tornar excelente profissionalmente e, consequentemente, surtir esses reflexos na sua vida pessoal. Eu agradeço às centenas de mensagens lindas que eu recebi. Recebi mensagens de atuantes no direito previdenciário que disseram que nunca entenderam a diferença de carência e tempo de contribuição, e ontem finalmente entenderam. E eu acho que isso para mim basta. Eu, que amo o que eu faço, me sinto realizada através dessas mensagens. E eu vi que vocês amaram a aula de ontem. Então, meus amores, vocês não perdem por esperar a aula de hoje, porque tem muito conteúdo, mas para quem está chegando aqui agora, é importante que a profe se apresente novamente. Eu sou a advogada Júlia Batista, tenho mais de 15 anos de dedicação exclusiva ao direito previdenciário, sou pós-graduada em direito do trabalho e direito previdenciário. Sou a idealizadora do treinamento do passo a passo do planejamento, tá cheio de Juliets aí no chat que são todos meus alunos do treinamento, e sou uma grande fã, sonhadora pela arte de ensinar, de trocar experiência. Eu sempre sonhei ser professora, e eu decidi que eu ia dar aula de um jeitinho bem diferente, de um jeito leve, divertido, descontraído, com palavras fáceis e acessíveis. E hoje o desafio é grande, porque eu escolhi os cálculos mais complexos do direito previdenciário para trazer para vocês que nunca viram direito previdenciário na vida. E se, depois das 2 horas de aula de hoje, hoje nós vamos das 2 até às 4 fazendo cálculo, se depois das 2 horas de aula de hoje tu ainda sentir um mínimo amor, uma mínima paixão pelos cálculos previdenciários, significa que você vai conquistar os seus sonhos, que você vai dominar os cálculos previdenciários. Afinal de contas, não existe sucesso sem dedicação, né? Eu digo assim: a gente precisa se esforçar. Então hoje eu quero desafiar vocês ao máximo, ao extremo, para ver se de fato vocês estão qualificados para se tornarem grandes planejadores previdenciários. Então não percam por esperar, porque hoje eu vou tirar o couro de vocês. É para sair com o cérebro fritando dessa aula. Se não fritar o cérebro, a aula não valeu a pena. Tem que fritar o cérebro. Vocês encontram a profe aí nas redes sociais, aqui no YouTube, Advogada Júlia Batista. Dá para assinar o canal, tem muito conteúdo gratuito maravilhoso aqui. Deve ter em algum cantinho um botão “assinar canal”, que é para, para receber as notificações, né? Quando tem vídeo, quando tem aula. E no Instagram eu posto meu dia a dia de trabalho, mostro casos reais de planejamento previdenciário, tô sempre dando uma aulinha ou outra ali, mostrando o meu dia a dia de trabalho. Quem quiser receber o material de apoio da aula de hoje, está uma preciosidade. Se eu, se eu faturasse em cima do material da aula de hoje, facilmente dava para cobrar no mínimo R$ 600, só pelo material da aula de hoje, porque tem todos os slides, são mais de R páginas de passo a passo de todos os botões que eu clico no Excel para fazer cada cálculo. E não só isso, eu vou te entregar todas essas planilhas de cálculo de salário, de benefício, indenização, desindexação e por aí vai. Só que para eu te entregar tudo isso, você precisa acompanhar a aula toda, porque em um dado momento eu vou te passar uma palavra-chave, e aí você vai enviar essa palavra-chave lá no WhatsApp do suporte da minha equipe, e de volta, assim como aconteceu ontem, você vai receber o material. Cada aula tem a sua palavra-chave. Ao final da terceira aula, quando você marcar a presença, né, pedir o material das três aulas, você vai receber também por e-mail o certificado de participação deste curso, valiosíssimo, grandiosíssimo. E lembrando, gente, nesse mundo de fraudes, é sempre importante alertar que esse é o único contato da minha equipe de suporte, tá? E não, eu não estou com vagas para o treinamento do passo a passo do planejamento abertas. Eu vou até abrir matrículas na segunda-feira, mas isso é um assunto que não é para agora. Eu vou falar sobre isso melhor amanhã. Mas não caiam em golpes. Só tirem dúvidas nesse número aqui. Só conversem com a minha equipe através do link oficial ali do meu Instagram, tá? Então esse é o nosso contato. No final da aula eu mostro de novo esse contato para vocês enviarem ali a palavrinha-chave para receber o material maravilhoso da aula de hoje. Então vamos recapitular a nossa aula de ontem. Ontem nós aprendemos a diferença básica de carência e tempo de contribuição. A gente entendeu a importância de dominar esses dois para conseguir executar planejamentos previdenciários, especialmente aqueles que têm a ideia de majorar a aposentadoria através de uma avaliação de pagamento de contribuição em atraso. E foi justamente isso que eu ensinei ontem, o mapa mental das contribuições pagas em atraso. Nós trabalhamos com casos práticos de planejamento previdenciário. Mostrei para vocês que dá para fazer planejamento previdenciário de forma preventiva, quando o cliente tá aguardando a concessão do benefício, porque dá para pedir reafirmação da DR ou até mesmo quando a aposentadoria já foi concedida e ainda é passível de renúncia. Então eu trabalhei todas essas possibilidades aí para vocês entenderem a oportunidade e a demanda de trabalho que existe dentro do planejamento previdenciário. Mostrei para vocês que é um mercado muito inteligente de se trabalhar, porque temos poucos profissionais capacitados e uma demanda gigantesca de trabalho, ou seja, muitos clientes precisando desse serviço, mesmo sem saber que eles precisam desse serviço. E na aula de amanhã eu vou justamente ensinar vocês como vocês vão fazer para esses clientes encontrar vocês, para vocês passarem pelo processo de convencimento para eles fecharem contratos de planejamento com vocês. Vou trabalhar também mostrando o meu parecer de planejamento previdenciário e, obviamente, vou trabalhar com vocês o checklist de venda, o mapa mental, ã, mapa mental não, mapa do planejamento previdenciário, que é todos os passos do início ao fim, que tem muito a ver com a aula de hoje, porque hoje nós vamos trabalhar com um caso prático de planejamento onde nós vamos executar todos os cálculos para trazer para o, para o cliente uma resposta. Qual é a resposta? Se vale ou não vale a pena fazer uma indenização de contribuições decadentes. Quem participou da aula de hoje já sabe porque o termo “decadentes”, mas depois eu falo melhor sobre isso. Então hoje nós vamos fazer cálculo de salário de benefício, vamos aprender o que é divisor mínimo, vamos estimar uma renda mensal inicial futura, vamos aprender a fazer o cálculo da indenização, vamos desindexar esses salários para o Kinis e vamos recalcular a renda mensal inicial agora com a indenização destas contribuições. E lembrando, quem estiver comigo ao vivo tem presente. Quem participou da aula ao vivo ontem sabe do que que eu estou falando. Não é pouca coisa, é um presentão, mas quem não puder participar ao vivo, as aulas vão ficar disponíveis até domingo. E vocês podem, gente, assistir às aulas quantas vezes quiser. Essa aula de hoje, especialmente, é uma aula que vocês vão ter que assistir mais de uma vez, até para praticar esses cálculos. Vocês vão abrir as planilhinhas do Excel que eu vou enviar para vocês ao final da aula, e vocês vão testando, vão fazendo os cálculos junto comigo, olhando a aula, pausando bonitinho. Mas agora é ao vivo para nós termos essa interação, para eu conseguir responder às dúvidas de vocês. Então fiquem comigo, mandem para os sócios, os colegas, todo mundo que tem que aprender a trabalhar com cálculos previdenciários com segurança, para parar de depender de um simulador do NSS que é completamente catastrófico e equivocado. E para aprender a usar a mecânica de um programa de cálculo a teu favor. Só que se tu não aprende a fazer manualmente os cálculos, como eu vou ensinar agora, você não vai ter raciocínio lógico para ter expertise para, por exemplo, ter uma ideia de como majorar uma aposentadoria. E é isso que eu vou ensinar vocês hoje. Bom, quem está no chat aqui conversando com vocês no Advogada Júlia Batista, né, no canal do YouTube, é a minha parceiraça de trabalho, Lindeusa, loira maravilhosa, professora Priscila Severo, que dá aula dentro do meu treinamento também, me ajuda no suporte, ela é a minha grande parceira de trabalho. Se porventura passar alguma dúvida em branco, que for oportuna, que for pertinente à matéria da aula, a Profe Priscila Severo vai ajudar vocês, tá bom? Sem mais delongas, vamos para o caso prático de hoje. Vamos falar então. Olha aí, ó, Priscila queridíssima, Eduarda já dando elogios para Prof Pri. Vamos para o caso prático de hoje. Quando a gente trabalha com o planejamento previdenciário hoje, né, abril de 2025, a gente precisa entender a dinâmica da reforma da previdência. O que que aconteceu a partir do dia 13/11/2019, que foi o marco da reforma da previdência, tá? Antes da reforma da previdência, até o dia 13/11/2019, as pessoas tinham alguns requisitos para se aposentar e também tinha uma técnica de cálculo diferente para suas aposentadorias. Resumidamente, antes da reforma, a mulher tinha que ter 60 anos, o homem 65 anos de idade e 180 competências de carência. Quem assistiu à aula de ontem já sabe do que que eu estou falando. Para se aposentar por idade, por tempo de contribuição, a mulher precisava de 30, o homem 35 anos e 180 competências de carência para se aposentar por tempo de contribuição. Claro, quanto mais tempo tiver, melhor, impactava no cálculo da renda e por aí vai, mas eram os requisitos mínimos para conseguir se aposentar na regra velha, vamos dizer assim. Então eu chamo essa galera de “deu sorte”. Por que “deu sorte”? Porque se hoje, em 2025, eu atendo um cliente que ele teria o direito de estar aposentado na regra velha, ou seja, no dia 13/11/2019 uma mulher tinha 30 anos de contribuição e tinha pelo menos 180 competências de carência, ela deu muita sorte. Sabe por quê? Porque ela pode escolher se ela quer se aposentar na regra velha ou se ela quer alguma outra regra, e ela escolhe o que lhe for mais favorável. Então essa é a galera do “deu sorte”. No final da nossa linha do tempo nós temos o “ó coitado”. Quem é o “ó coitado”? É aquela galera jovem que está chegando no mercado de trabalho depois da reforma da previdência. Então imagine que eu tenho um piazinho aqui no Rio Grande do Sul, dos novinhos, a gente chama de “piazinho”. Eu tenho um “piazinho” que o primeiro emprego dele foi dia 1/12/2019, ou seja, pós-reforma da previdência. Isso significa que ele só vai se aposentar com as regras novas, que são as chamadas aposentadorias programadas, que é só aposentadoria por idade, digamos assim, né, resumidamente. Só que se essa pessoa já estivesse filiada ao INSS antes da reforma, vamos para outro exemplo. Eu tenho a dona Maria, e a dona Maria trabalha desde 1998, tá? Só que quando chegou a reforma da previdência, ela ainda não tinha direito de se aposentar. Então pensa: ela não deu sorte, ela não tem direito à regra velha, só que ela já estava afiliada ao mercado de trabalho quando a lei velha estava em vigor. Ela não quer se aposentar na regra nova. Então o que que existe para ela? Existe uma regra de transição que não é tão boa quanto a regra velha, mas também não é tão ruim quanto a regra nova. Por isso que eu chamo que é a galera que ganhou uma colher de chá. Porque, por exemplo, para a aposentadoria por tempo de contribuição, existem quatro regras de transição para a dona, dona Maria, e ela pode escolher qual ela quer usufruir. Cada uma delas tem um requisito de acesso e uma técnica de cálculo de renda mensal inicial. Por isso que eu separo em três momentos: “deu sorte”, “ganhou uma colher de chá” e “ó coitado”. E olha que legal: se a dona Maria tivesse preenchido os requisitos da lei velha até dia 13/11/2019, ela poderia ou solicitar uma aposentadoria na regra do direito adquirido ou escolher entre uma regra de transição se lhe fosse mais vantajosa. E hoje, nos planejamentos previdenciários, vale muito a pena avaliar a regra de transição. Muitas das vezes a regra de transição é até melhor que a regra velha. Olha que interessante, ó. Tem uma galera, dona Florinda, que está ligado no que que eu tô falando do “ó coitado”. Quem não conhece o “ó coitado” ainda, essa galera mais jovem assim, 1990 para frente, bota no Google aí “dona Florinda”, bota num vídeo do YouTube, vocês vão saber do que que eu tô falando, tá bom? Vamos calcular o caso prático da aula de hoje então, que é para vocês se situarem sobre o que é um planejamento previdenciário de verdade, feito manualmente, na mão. A nossa cliente, né, vamos dizer que é a dona Florinda, então a Filó, né? Florinda, Florinda era outra, era Filó, Filomena, isso, vamos habilitar de Filó, tá? Dona Filó, a nossa cliente é a dona Filó, certo? A dona Filó nos procura no dia 9 de abril de 2025 e ela diz o seguinte: “Olha, fulano, eh, doutora, doutor, enfim, quem tá atendendo ela, pensem no seu nome.” “Olha, doutor, doutora, eu nasci no dia 15/12/1963, então hoje eu tenho 61 anos e 3 meses. E veja bem a minha história: eu trabalhei como autônoma, contribuindo bem bonitinho, em dia, tudo certinho, de 1984 até 92. Aí a minha empresa quebrou, ã, eu resolvi ser mãe, né, cuidei dos meus filhos até eles crescerem. Eu até trabalhei depois de novo como autônoma uma época, mas nem recolhi INSS. Então, de 2013 a 2015 eu até trabalhei de CPF para CPF. Eu desenvolvi uma atividade autônoma, mas não contribuí para o INSS, embora eu até tenha declarado imposto de renda. Naquela época eu não quis, eu achei que não valia a pena. E aí depois, em 2019, eu retomei as minhas contribuições previdenciárias para o INSS e venho recolhendo em dia até os dias de hoje, tudo certinho. Então essa é a minha história.” Resumindo: ela contribuiu de 84 a 92, de 2019 até os dias de hoje, e ela teria uma possibilidade de avaliar se vale a pena pagar esses atrasados de 2013 a 2015. E aí já vem o mapa mental das contribuições pagas em atrasos da aula de hoje, de ontem, na cabeça de vocês, né? Será que ela pode pagar esses atrasados? Ela até pode. Por quê? Porque ela era devedora, ela tem a prova, ela tem a declaração do imposto de renda que ela era uma profissional autônoma com renda do trabalho. Isso coloca ela numa posição de devedora. E ela pode indenizar o INSS essas contribuições se ela quiser. Ela não é obrigada. Ela pode se aposentar sem pagar R$ 1 de atrasados para o INSS e uma segunda aposentadoria comparando com a indenização sendo devidamente paga. E aí nós vamos dizer para ela qual é a melhor estratégia, se compensa pagar, quanto ela vai pagar, como isso vai repercutir na aposentadoria dela e todos os demais efeitos que essa indenização vai gerar. Quem já está animado para os cálculos? Eu estou. Então as perguntas da cliente é: “Eu quero me aposentar o quanto antes possível. Ela já está com quase 62 anos, né? E eu quero saber aonde eu vou ganhar mais dinheiro, se vale a pena eu fazer esse investimento ou não.” Primeira questão importantíssima para nós falarmos para a nossa Filó. A Filó não vai confiar no simulador do INSS, a Filó vai executar o planejamento previdenciário dela. Então nesse momento a gente passa por todo aquele processo de convencimento que eu vou ensinar amanhã para vocês, para que a Filó não caia no erro de confiar no simulador do INSS e para que ela execute um planejamento previdenciário. Passei por esse processo de convencimento, fechei o contrato de planejamento previdenciário com ela. Vamos para os cálculos, e ninguém aqui vai confiar no simulador do INSS. Primeira coisa: a Eduarda disse que eu tô com muitas câmeras, que eu tô global, eu tô me achando, mas vocês não têm noção do nó que dá no cérebro, né? Que daí tem que olhar a câmera aqui, câmera para lá, bota slide na tela, vira aqui, vira esse… É uma loucura, mas eu dou conta de tudo. Primeiro passo do planejamento previdenciário: depois de uma entrevista super completa onde a gente colheu todas essas informações, a gente vai passar para uma análise documental. O que que eu vou analisar? Eu vou analisar essas declarações de imposto de renda da Filó. De fato, eu já avaliei, vi que está tudo certo lá, tem naquela página ali da remuneração, tá tudo certinho, ela recebeu remuneração de pessoa física, consigo colocar ela na condição de devedora. E aí eu vou olhar o que, o cadastro nacional das informações sociais, que é o extrato das contribuições previdenciárias da Filó. Como a Filó a vida inteira foi autônoma e ela sempre trabalhou vinculada a outros CPFs, ela nunca trabalhou para empresas, o que que acontece? A Filó era a responsável pelos próprios recolhimentos previdenciários. Então eu vou abrir o Kinis dela para mapear as datas de pagamento dessas competências. O que que eu preciso estudar? Eu preciso estudar se a Filó tem 180 competências de carência, pelo menos, porque é um dos requisitos de uma aposentadoria programada, seja por idade ou por tempo de contribuição. Se ela tem 200, 300, 800 competências de carência, não me importa. Se ela tem 180, eu até vou parar de calcular, porque 180 é o que me importa. Depois eu vou calcular tempo de contribuição para avaliar quantos por cento ela vai se aposentar e por aí vai. Mas a primeira coisa que eu vou fazer é estudar esse Kinis para ver se ela tem 180 competências de carência. Ontem eu falei para vocês que se a Filó recolhesse contribuições em atraso, em alguns casos, em alguns casos, ainda que recolhida em atraso, valeria sim para carência e para tempo de contribuição. Qual é esse caso?
Quando, embora ela pague em atraso, ela ainda tinha qualidade de segurado em relação à última competência paga em dia. Então, o atraso é tão pequenininho que o NSS dá uma colher de chá para Filó. Ela diz: "Ah, tu atrasou pouquinho, tu ainda tinha qualidade de segurado, eu vou te dar uma colher de chá e tu vai aproveitar isso tudo tanto para carência quanto para tempo de contribuição." Redondo, Raíça, Camila, Aê, exatamente. Vocês estão ó, afiados para esta aula. Isso, Gardênia. Amo quando vocês participam no chat. Eu vou colocar na tela para vocês um quinis que não é o quinis da Filó, mas é só para nós identificarmos estas situações, como é que a gente analisa no quinis, tá? Olha só: primeira competência como contribuinte individual autônomo, 12 de 1999. Qual é a data de vencimento dessa guia? Dia 15 do mês seguinte. Então ela tinha até dia 15 de janeiro de 2000 para pagar. Pagou em dia, pagou. Perfeito. Eu tenho uma competência na contagem de carência e na contagem do tempo. O programa de cálculo, tramitação inteligente, faz essa análise individualmente, tá? É claro que eu sempre recomendo que vocês confiram se tá tudo certo, olhem com os olhos de vocês, mas isso é feito de forma automatizada pelo sistema, tá? Então, quem está aqui ao vivo comigo saiba que terá presente relacionado a tramitação, tá? Mas tem que ficar comigo ao vivo. Então eu quero que vocês entendam por que um programa de cálculo calculou X competências de carência ou Y. Por isso que é importante vocês aprenderem a fazer isso de forma mecânica, manual.
Depois da competência de dezembro, eu tenho a de janeiro. Vence quando? Dia 15 de fevereiro. Foi paga em dia, foi. Eu já tenho duas na contagem da carência e, obviamente, 60 dias na contagem do tempo de contribuição. Afinal de contas, como ela é autônoma, ela sempre paga a competência cheia. Então ela tem 30 dias de trabalho em dezembro, 30 dias de trabalho em janeiro, né, ou 31. Em fevereiro de 2000, nós temos um porém. E em fevereiro de 2000, ela pagou em atraso. Gisele, o Quinis só não traz a data de pagamento quando o responsável pelo recolhimento previdenciário era um terceiro, como por exemplo, vínculo de emprego. Se era o empregador que tinha que recolher o INSS, não vai tá a data de pagamento aqui mesmo. Mas quando era o próprio CPF, a própria pessoa a responsável pelo recolhimento, vai ter lá no Kiniz a data de pagamento. Sim. Tá. A competência de fevereiro venceria dia 15 de março. O que que acontece? Ela pagou em atraso, tá? Ela, ao invés de pagar dia 15 de março, pagou dia 23 de março. Como é que eu avalio se isso aqui vai ser computado como carência ou não? Eu vou voltar para a última competência paga em dia antes dessa, janeiro de 2000. Esta qualidade de segurado, ela se mantém por pelo menos um ano, tema da aula de ontem. Quem não viu, volta e olha a aula de ontem. Então ela tem qualidade de segurado pelo menos até janeiro de 2001. Se ela pagou isso aqui antes de janeiro de 2001, e pagou, porque ela pagou em março de 2000, significa que ela pagou dentro do período da manutenção da qualidade de segurado. Então eu tenho três competências de carência e 90 dias de tempo de contribuição. Olha como é legal visualizar a prática, né? Por isso que todas as aulas minhas são puramente práticas, porque é isso que faz a gente aprender, é isso que faz a gente dominar. Perfeito, Josela, vai contar.
Agora, se esse pagamento tivesse sido feito, a competência de fevereiro de 2000 tivesse sido paga em 2005, por exemplo, daí não computaria na carência. Talvez computaria no tempo. Se ela tem a prova da atividade, vai contar no tempo, mas não na carência. Tá bom? Vamos adiante, porque hoje tem muito conteúdo. Eu deixei detalhado nos slides de vocês estas análises, estas informações, tá bom? Amo pessoas práticas, eu também. Vamos lá pro nosso caso prático. Então deixa eu botar meu rostinho lá para baixo, aonde ele não atrapalha aqui. Bom, qual é o tempo de contribuição da nossa Filó? H, embasamento legal para contar pagamento fora da para contar pagamento fora do prazo da carência? Não entendi, Marl, a tua pergunta, tá? Olha só, o tempo de contribuição da nossa cliente. Então, da nossa Filó, como ela pagou tudo em dia no exemplo da aula de hoje, eu considerei que tudo é carência na história dela. Então vamos lá. Hoje nós estamos em abril. Vamos fechar o cálculo em 31 de março, né, sobre a perspectiva de que a última competência dela paga foi a de março. Afinal de contas, estamos em 9 de abril. Ela nem deve ter pago a de março ainda, porque ela vai pagar dia 15 de abril, né, mas enfim. Olha só: de 84 a 92, ela tem 9 anos de contribuição, e de 2019 a 2025, ela tem mais cinco. Ela tem um total de 14 anos, 4 meses e um dia de tempo de contribuição. Já a contagem da carência, que se dá por competência, ela tem 172 competências. Então a gente já tem uma informação muito importante. Ela já tem 61 anos de idade, né? Então é improvável que ela vá se aposentar por tempo de contribuição, porque para se aposentar por tempo de contribuição ela precisa ter no mínimo 30 anos de contribuição como mulher, e ela só tem 14. Então, pela idade dela, esquece se aposentar por tempo. E mesmo que ela tivesse aqui 180 competências de carência, eu poderia avaliar indenizar, por exemplo, 15 anos de atrasados para chegar a 29 anos de contribuição. Mas não é o caso. Ela só tem 2 anos, 2013, não, três, 2013, 2014, 2015 para indenizar, que é o período que ela não pagou o INSS, ela tem prova. Então, aposentadoria por tempo de contribuição a gente já esquece, a gente realmente tá trabalhando com uma aposentadoria por idade.
Quais os as estratégias que a gente vai estudar? Então a gente vai estudar a possibilidade de se aposentar por idade sem investir em nada ou investindo estas competências em atraso. Primeira avaliação de um planejamento previdenciário é: será que a Filó tinha direito de estar aposentada na regra velha? Bom, a resposta já é não, né, gente? Porque para se aposentar na regra velha ela teria que ter no dia 13/11/2019, no mínimo 180 competências de carência. E hoje, em 2025, ela nem tem isso. Então já esquece direito adquirido. Ela não tem direito de se aposentar na regra velha, até mesmo porque a idade dela na regra velha era de menos de 56 anos. E na regra velha, além de 180 competências de carência, ela tinha que ter também 60 anos de idade. Então vamos passar uma borracha nessa história. Vamos trabalhar agora com a regra de transição. Então deu sorte, não é, para ela? O que que ela tem à disposição dela? Ganhou uma colher de chá. Ela tem à disposição dela a regra de transição da aposentadoria por idade da mulher, que hoje, em 2025, exige 62 anos de idade, 180 competências de carência e 15 anos de tempo de contribuição. A regra de transição tá estipulada no artigo 18 da emenda constitucional 103. Essa idade lá em 2019 era 60, e ela foi aumentando cada virada do ano. No dia 1º de janeiro, exigia-se 6 meses a mais. Então, 1º de janeiro de 2020, 60 anos e 6 meses, depois 61, depois 61 anos e meio, e agora 62, tá? Então, fazendo a linha do tempo da Filó em comparação com o requisito da idade que foi aumentando, e aí a partir de 62 não aumenta mais, né? A gente tem a seguinte resposta: que no dia 15/12/2025, ou seja, final desse ano, ela finalmente vai alcançar os 62 anos de idade e poderá se aposentar se ela cumprir os demais requisitos, levando o tempo de contribuição dela para dezembro de 2025, e aqui eu incluí as contribuições futuras dela de abril até dezembro, nós temos que no dia 15/12/2025 ela vai ter 181 competências de carência e mais de 15 anos de contribuição. Então, primeira resposta que a gente tem neste planejamento previdenciário: que no dia 15/12/2025 a Filó cumpre todos os requisitos de forma concomitante para se aposentar por idade na regra de transição do artigo 18 da emenda constitucional 103. Tá, Júlia, se ela pagar esses atrasados hoje, ela já pode se aposentar? Não. Por quê? Primeiro, porque hoje ela não tem 62 anos ainda, e segundo, porque esses pagamentos de atrasados não vão mexer na carência dela. Ela vai até chegar a 15 anos de contribuição, pagando 3 anos de atrasado, 2013, 2014, 2015, ela, ela chega a 14, 15, 16, 17 anos de contribuição. Mas a carência vai ficar intacta. Por quê? Porque ela tá pagando em 2025 competências de 2013, 2014, 2015. Então elas não vão valer para carência, apenas para tempo. Então, mesmo que ela tivesse hoje 62 anos de idade, não ia antecipar a aposentadoria. Ela ia ter que recolher mais oito competências em dia para conseguir cumprir a carência.
Quando eu vou falando assim nos exemplos práticos, vocês vão dominando e entendendo a diferença de carência e tempo de contribuição. Vocês percebem que esse é um assunto que quanto mais eu falo mais ele fica limpo no cérebro. Por isso que vocês não podem se cobrar de sair dominando tudo na primeira frase que eu largo. Vocês, uma aluna comentou assim no no YouTube ou no Instagram: "Eu tô desesperada". Que bom, que bom que tu tá desesperada, porque é sinal que isso aqui tudo é novo para ti e que tu vai absorver muito conteúdo. E até o final deste curso, planejamento seguro, tu vai ter muito mais conhecimento do que daquela pessoa que começou, tá? Então, assim, a gente tem a mania de dizer: "Ai, eu não sou qualificado para isso, meu amor. A gente só fica qualificado para fazer alguma coisa quando a gente começa a fazer aquilo que não era qualificado para fazer". Então sim, tu vai se tornar uma pessoa qualificada se tu começar a fazer aquilo que tu acha que não é qualificado. Não existe uma pessoa que alcança a excelência sem tentar, sem fracassar, sem disciplina. Então vamos ser disciplinados. Foi, eu, Almerita. Não precisa se desesperar. Bom, vamos então calcular o valor da aposentadoria da Filó se ela não indenizasse nada, tá? Então vamos lá. Eu vou mostrar para vocês uma coisa incrível: como calcular o valor de uma aposentadoria no Excel, tá? Mas vamos lá comigo. Deixa eu arrumar meus slides aqui com vocês. Então nós temos definido que a nossa cliente vai se aposentar no dia 15/12/15/12 é 15/12/2025. A nossa filosinha querida. Vejam comigo, gente, como é que se calcula o valor de uma aposentadoria, e aqui eu tô falando de qualquer aposentadoria, inclusive benefícios por incapacidade. Sempre que a gente vai calcular o valor de uma aposentadoria, nós vamos ter dois cálculos básicos. Nós vamos calcular um salário de benefício, que é uma média de tudo aquilo que a nossa cliente contribuiu. E essa média, ela vai ser calculada de acordo com a regra. Se é uma regra do direito adquirido, se calcula de um jeito. Se é uma regra de transição, se calcula de outro jeito, que é o que eu vou ensinar para, eu vou ensinar as duas para vocês na aula de hoje. E sobre esta média, sempre vai ser aplicado um coeficiente que pode ser 100%, 60%, 80%. Nesse exemplo prático aqui, a média de um cliente era 3.000, e o coeficiente que leva tem que levar em conta o tipo de regra e o tempo de contribuição e o sexo, o coeficiente era de 60%. Então o resultado, o valor da aposentadoria, o que vai entrar lá na conta do meu cliente todo mês, talvez tenha um descontinho de imposto de renda na fonte, né? Mas aqui nesse valor não teria, o que vai entrar na conta dele todo mês é este resultado final, R$ 1.800, que é o quê? Uma média que tecnicamente a gente chama de salário de benefício multiplicada por um coeficiente. Tudo isso vai ser determinado sempre pelo tipo de regra que eu estou trabalhando. O salário de benefício, a média, no caso da nossa cliente que é a Filó, ele se calcula da seguinte maneira: nós vamos pegar todos os salários da Filó desde julho de 94, porque é quando firmou a moeda real. Então só de julho de 94 para frente entra na média, embora tudo que ela tenha contribuído antes de julho de 94 vai computar na carência, vai computar no tempo. Só que o marco inicial para cálculo de média é julho de 94. Tanto que a revisão da vida toda era a tentativa de incluir na média os salários recolhidos antes de julho de 94, que não deu certo, infelizmente caiu por água abaixo, mas vida que segue. Então, quando a gente for calcular o salário de benefício, a média contributiva da Filó, nós vamos botar no Excel os salários dela de julho de 94 até o dia da aposentadoria, e nós vamos somar eles, tá? Esta soma vai dar, por exemplo, R$ 200.000, R$ 300.000, R$ 400.000. Claro, né, gente? Esses salários vão ser atualizados pro poder de compra de hoje. Eu não vou botar R$ 300 lá de 94. Eu vou atualizar os R$ 300 pro poder de compra de hoje. R$ 300 vai vir para 2.000, por exemplo. E esse é o valor final que eu vou somar, tá? Mas depois da prática eu vou mostrar isso para vocês melhor. Só tô passando uma introdução. Essa soma grande que deu todos os salários dela atualizados de julho de 94 pra frente vai dar R$ 300, R$ 400.000. O que que eu vou fazer aqui neste momento? Quando a gente calcula a média de qualquer coisa, qual seria a lógica de calcular a média, né? Imagine que eu tenho 200 salários de julho de 94 para frente. Eu vou somar eles, vai dar uns 400.000. Eu divido por 200, que é o número de salários somados, e eu tenho a média simples, né? Isso é uma média simples sendo calculada. Se eu tenho 300 salários, eu vou somar eles, vai dar 500.000. Eu divido 500.000 por 300, eu tenho a média simples. Só que quando a gente tá falando de salário de benefício, nem sempre a gente vai poder calcular a média simples. Por quê? Porque com a reforma da previdência, depois de um tempo, que a reforma foi em 2019, a partir de maio de 2022 veio uma lei que determinou que esse cálculo de média ia ter que ser um pouquinho diferente. E nesse momento nasce o divisor mínimo.
Agora deixa eu dar um zoom aqui em mim. Gente, tem advogado que atua 10, 15 anos no direito previdenciário e ainda não sabe avaliar divisor mínimo. Mas hoje vocês vão aprender o que que é divisor mínimo, senão eu não me chamo Júlia Batista. O que que é este divisor mínimo? Eu vou mostrar para vocês, tá bom? Vamos lá. Eu vou propor um desafio. Eu vou botar um cronômetro aqui. Eu vou propor um desafio que em 5 minutos eu vou ensinar para vocês o que que é o divisor mínimo, tá? Cronômetro iniciado. Vamos lá. Se eu coloco num banco de dados todos os salários da Filó de julho de 94 até o início do benefício, imaginem que a Filó tem 205 contribuições nesse período. A gente chama isso de PBC, período básico de cálculo, que é o período de cálculo da média. Lembra que eu falei para vocês, 94 pra frente, né? Aí a gente identifica, vou falar outro nome, a gente identifica que a Maria tem 205 contribuições de julho de 94 até a data do início do benefício. O divisor mínimo, ele é um número fixo para as aposentadorias, que é o caso da Filó na regra de transição, ele é um número fixo de 108. Isso significa que se a Maria tem 205 contribuições, eu posso calcular a média normal. Eu somo as 205 e divido esse número grandão por 205. Aí eu vou ter a média normal, né? Sem maiores mistérios, como a gente calcula a média de qualquer coisa, né? E aí eu vou ter o salário de benefício dela, a média contributiva dela. Simples. Agora eu vou vir pro caso que é parecido com o caso da Filó. Imagina que a dona Betânia tá com a maior parte dela de salários antes de 94. E aí depois de 94 ela foi mãe, ela ficou anos sem contribuir. Ela tem bem pouquinhos salários recolhidos no PBC dela de julho de 94 para frente. Ela só tem 80 contribuições de julho de 94 para frente, e o divisor mínimo é 108. O que que significa o divisor mínimo? Eu vou somar as 80 contribuições da Betânia, e eu não posso dividir por 80, porque a lei determina que eu divida por no mínimo 108. Então imagina, gente, eu tenho 80 laranjas. Se eu tenho que dividir por 80 crianças, cada criança vai ficar com uma laranja, OK? Agora, se eu tenho 80 laranjas e eu tenho que dividir por 108 crianças, vai ser uma choradeira na sala, porque nem todas as crianças vão ganhar uma laranja inteira, porque o número é muito maior, o divisor mínimo é muito maior. Então o que que acontece quando eu tenho um caso que o divisor mínimo é prejudicial? O salário de benefício da minha cliente despenca, a média contributiva dela despenca. E eu vou mostrar para vocês isso aqui na tela, quer ver? Imagine que eu vou abrir uma calculadora aqui. Imagine que as 80 contribuições da Maria, da Betânia, deu 150.000, as 80 somadas, né? Se eu dividir 150.000 por 80, o salário de benefício, a média simples seria 1.875, mas a lei está me dizendo que eu preciso somar elas e dividir por no mínimo 108. Então a minha média despencou, era 1.875 antes, caiu para 1.388, porque o divisor mínimo é maior do que o número de contribuições que a minha cliente realizou no período básico de cálculo de julho de 94 para frente. Resumidamente, meus amigos, isso é divisor mínimo. Agora lembrando, se a minha cliente tem 109, 110, 111, 120, 300 contribuições, esquece divisor mínimo, eu não preciso pensar nele. Eu vou somar as contribuições e dividir pelo número delas. Média simples, média tradicional. Agora, se a minha cliente tem menos do que 108 contribuições, aí eu tô ralada, aí eu vou ter um divisor mínimo prejudicial. Isto é divisor mínimo, e eu não precisei de 5 minutos para explicar, vocês. Quem aí aprendeu o que é divisor mínimo coloca no chat: "Eu entendi". Ah, essa explicação é top. Então agora vocês vão ver na prática o cálculo da Filó. Que legal que é ver isso na vida real, na prática, tá? Sempre é 108. Quando a gente tá trabalhando com regra de transição pós-reforma da previdência, o divisor mínimo é sempre 108. Uhu, fácil, entendi. O divisor mínimo é fixo, tá, gente? Não fui eu que inventei isso. É o número que a lei traz. Beleza, top. Eu entendi. Quase 2.000 alunos ao vivo aqui comigo. E aí que eu me empolgo, me dá até um calor nestas aulas. Agora nós vamos aprender a calcular o valor da aposentadoria da Filó no Excel. Só venham comigo. Primeira coisa que a gente vai fazer: o INSS, ele é muito bonzinho nesse aspecto. Por quê? Porque ele nos dá uma tabela no Excel já semipronta para gente calcular o valor da aposentadoria dos nossos clientes, tá? É bem complexo, mas eu entendi. É isso que eu digo para vocês, gente, é ter o treinador certo para estar com vocês. É complexo, é, tem gente que trabalha 10, 15 anos na área e ainda se nega a aprender divisor mínimo, mas não vocês, porque vocês são profissionais com excelência. Vamos calcular no Excel. Para calcular valor de aposentadoria no Excel, nós vamos jogar no Google o seguinte, gente, tá tudo desenhado nas lâminas de vocês. Não precisa anotar, não precisa decorar nada, tá? Nossa, fiquei até emocionado, nunca entendi isso, Leila. Então agora tu vai entender mais ainda, tá, mamão com açúcar. Ai, amém. Nós vamos entrar nesse primeiro site do GOV, índice de atualização das contribuições. É isso aqui que eu quero. No caso do cliente ter 200 contribuições, posso selecionar as 108 maiores. Aí é um assunto para outro momento, mas poderia, tá? Porque tu pode fazer a exclusão dos salários desvantajosos, desde que tu fique com a carência mínima, com tempo de contribuição mínimo, né? Mas isso é um assunto para outro momento, senão eu vou bugar o cérebro de vocês. Índices de atualização das contribuições para cálculo do salário de benefício. É exatamente isso que a gente quer. O Moacir disse que ainda não entendeu, vai entender agora com a prática. Eu tava na teoria, agora nós vamos entrar na prática. Que que a gente vai fazer? Hoje é 9 de abril. A nossa última tabela disponível para atualização das contribuições é a de março de 2025. Vamos clicar aqui. A mágica vai acontecer. Sabe por que vai acontecer uma mágica? Porque vai ser feito o download pro computador de vocês de uma tabelinha no Excel. Ai, olha como o NSS é bonzinho. Cadê minha tabelinha? Vai abrir. O computador tá pensando aqui, ó. Vai abrir uma tabelinha no Excel que é para nós calcularmos o salário de benefício da Filó. Que que eu vou fazer? Eu vou colocar em habilitar edição, que é para conseguir mexer nela, tá, gente? Todos os botões que eu estou clicando tá no material de vocês. Quer ver? Eu vou provar que tá no material de vocês. Cadê aqui? Olha aqui, ó. Cada botão que eu clico tá no material. Olha aqui, ó. Ó, habilitar edição, tá tudo no material de vocês, então não se preocupem em decorar. Eu vou fazer uma limpeza nessa tabela para ela ficar mais fácil da gente manusear. Então eu vou excluir essas linhas aqui que não tem informação nenhuma útil para gente, tá? Vou excluir isso daqui também. O Excel, o raciocínio lógico do Excel é linhas e colunas. Isso aqui, ó, são as linhas. Isso aqui são as colunas, tá? Eu vou colocar os títulos para gente se achar. Competência, índice de atualização. E agora eu vou acrescentar salário de contribuição. É o salário que a gente vai buscar lá no quinis da nossa cliente, e e salário atualizado. Beleza, é tudo isso aqui que a gente quer. Deixa eu deixar tudo bonitinho. Fundo azul marinho, letra branca. Quem aqui odeia Excel? A partir de hoje vai mudar de ideia. Podem ser sincero aí no chat, coloquem para mim: "Odeio Excel". Pode botar que no final da aula eu vou fazer vocês mudarem de ideia, tá? Pode botar aí no chat. Odeio o Excel. Beleza. Isso aqui que eu quero agora, gente. Olha só. Vocês concentrem-se no que eu vou fazer, tá? O que que eu tenho que preencher aqui? Vocês podem ver que a tabela já começa em julho de 94, né? Por quê? Vocês já aprenderam, julho de 94 é o primeiro salário que comporta a média da nossa cliente. E qualquer aposentadoria começa em julho de 94. Ah, Júlia, mas a minha cliente trabalha desde 81. Não tem problema. De 81 para frente tudo calcula no tempo, tudo calcula na média, na na média, na carência, mas para calcular média contributiva é julho de 94 para frente, até para não precisar ficar convertendo moeda, cruzeiro, cruzado e aquela bagunça toda. Então, julho de 94 para frente era realzinho, tá tudo certo, tá tudo bonitinho pro nosso cálculo. No caso da Filó, gente, deixa eu abrir o tempo de contribuição dela aqui de novo para vocês verem. No caso da Filó, qual é a história contributiva dela, tá? O nosso prático de hoje, o nosso caso prático de hoje, a Filó contribuiu de 84 a 92. Esses 9 anos contribuídos não vão interferir na média dela, tá? Agora, de 2019 para frente, isso aqui sim vai entrar na média contributiva dela, porque é pós-julho de 94. OK? E ela vai se aposentar em 15/12/2025. Então nós vamos estimar a renda mensal inicial dela futura, a renda mensal inicial dessa aposentadoria lá em dezembro de 2025, certo? Vamos lá, calcular. Então ela tem salários em julho de 94, em agosto de 94, não. O primeiro salário dela é de 2019, janeiro ou dezembro? Deixa eu pegar aqui o cálculo dela de novo. O primeiro salário dela é dezembro de 2019. Então aqui ela começou a contribuir. Quer ver? Dezembro de 2019. Eu até vou botar em outra cor para gente se organizar. Esta. Opa, meu rosto tá bem em cima ali. Pera aí. Esta aqui foi a primeira contribuição dela dentro do PBC. Então o que que eu vou fazer? Eu vou abrir uma nova abinha aqui embaixo, que é cálculo de renda mensal inicial, RMI, em dezembro de 2025. Vocês vão ganhar essas planilhas tudo prontas. Que que eu vou trazer aqui para dentro do nosso cálculo? Eu vou excluir tudo o que ela não contribuiu. Afinal de contas, eu não tenho valor para colocar aqui, não tem nada no quinis. Ela não tem contribuição nesse nesse período. A primeira contribuição dela dentro do PBC é dezembro de 2019. Ela vai contribuir até dezembro de 2025, que é o dia da aposentadoria dela, tá? Como a aposentadoria dela vai se dar dia 15 de dezembro, a última competência que entra no PBC é a de novembro, é sempre uma anterior à der, a data de entrada do requerimento. Então eu vou puxar isso aqui até novembro de 2000 de 2025. A aposentadoria, aposentadoria vai ser em 15/12/2025. Então dezembro não entra na média, tá, gente? A última competência é a de novembro de 2025. Para os índices de atualização, eu vou colocar um, porque eu não sei estimar a inflação, o INPC daqui para frente. Então eu vou considerar um nos índices de atualização. Esses índices de atualização aqui vieram do site do INSS. Para que que eles servem? Para atualizar esses salários. Um salário de dezembro de 2019 vale quanto hoje? É essa a resposta que eu quero. Neste caso aqui, se nós pegarmos as informações do Kiniz da Filó, vai ter sempre 5.000. Ela sempre contribuiu sobre 5.000. Eu vou colocar aqui que é real, tá tudo nas planilhas de vocês, tá? Ela sempre contribuiu sobre 5.000. Isso aqui respeita o teto.
Da época nunca é superior ao teto. E se fosse superior, eu ia reduzir. Então vamos fazer de conta que ela contribuiu sobre 9.000.
Aqui, antes de atualizar, eu ia ter que limitar o teto. Depois de atualizado, até pode passar o teto da época, não tem problema, tá? Então eu vou preencher com 5.000. Eu vou preencher essas futuras aqui também com 5.000. Por quê? Porque a – deixa eu só apagar isso aqui – porque a minha cliente, ela vai contribuir sobre 5.000 daqui para frente também, tá? Então eu tenho os salários conforme o Kinis. Até aqui, tudo certo.
Que que eu lancei na planilha? As competências do período básico do cálculo dela; ou seja, aquilo que ela contribuiu de julho de 94 para frente, os índices de atualização e os salários do Kinis. Agora a mágica vai começar. Deixa eu até botar meu rosto mais longinho aqui, ó.
Que que eu vou dizer pro Excel? O Excel, gente, onde surgiu 5.000 do Kinis? Ana, eu tirei os salários do Kinis. Ela contribuiu sobre 5.000, tá? Ela sempre contribuiu – deixa eu pegar uma calculadora aqui – como profissional autônoma, ela sempre pagou a alíquota cheia: 20% de 5.000. Todos os meses ela recolhia R$ 1.000 pro INSS, e a base da remuneração dela era de R$ 5.000. Então, quando eu abro o Kinis dela, tá tudo 5.000, 5.000, 5.000.
Tá claro? Isso aqui é um exemplo, né, gente? Poderia ser 4.500, 5.900, 2.000, 1.500, né? Cada caso é um, mas é só para simplificar o nosso cálculo. Eu coloquei tudo como 5.000.
Como é que eu atualizo este salário? O, o Excel, ele funciona como um marido de bons ouvidos: a gente manda, eles obedecem. Então nós vamos mandar no Excel. Nós vamos dizer assim: Excel, quanto é 5.000 vezes este índice de atualização, para eu entender este salário atualizado pro poder de compra de hoje, que a tabela é março de 2025, né? Eu vou colocar uma fórmula aqui. Eu vou colocar igual. Aí eu vou selecionar esse salário, vou colocar o símbolo de multiplicar, e vou selecionar o índice. E aí eu vou dar um enter, e eu vou dizer para o Excel que esta coluna toda eu quero que me dê as informações como money, jingin. Olha a mágica acontecendo: R$ 5.000 em dezembro de 2019, hoje equivale a 6.866. Salário atualizado com alguns cliques.
Agora vamos um pouquinho mais longe. Júlia, eu vou ter que fazer isso em uma por uma das linhas? Não, bobinha, bota o teu cursor aqui. Quando ele ficar pretinho, dá dois cliques. Todos os salários atualizados. Olha coisa linda aqui. Eu vou zerar que não tem salário. Deixa eu puxar esse laranja para cá. Beleza. Então o que que eu tenho aqui? Todos os salários da minha cliente devidamente atualizados. É assim que se calcula média contributiva, salário de benefício.
Voltando ao teto que eu vi que rolou no chat: aqui tem que limitar o teto, não pode passar do teto o salário de contribuição. Depois de atualizado, aí pode passar do teto, não tem problema nenhum.
Bom, agora eu falei para vocês que salário de benefício tem que respeitar um divisor mínimo. Lembra? Eu tenho que somar as contribuições e dividir por um número que pode ser 108 ou pode ser o, o próprio número das contribuições. Passando o mouse em todas as competências de salário de contribuição, o Excel vai me dizer o quê? Tá vendo esse número aqui 72 aqui embaixo? Significa que a minha cliente, de julho de 94 até a data de entrada do requerimento dela, a minha cliente não tem 108 contribuições, ela tem apenas 72. Uh, vamos chorar comigo? Eu faço esse choro, meu filho dá risada dele, diz: "Mamãe, chola de novo". Uh, vamos chorar para a Filó? Uh, a Filó não tem 108 competências, Deus! A Filó tá full, vocês sabem o resto, né? Então o que que nós vamos fazer para descobrir o salário de benefício da Filó? A média simples, o Excel até já tá me dando. Se eu somasse essas 72 e dividisse por 72, a média simples seria 5.715,46. Aí, Lucilene, acontece que eu tenho que somar elas, e o Excel já me deu a resposta. Eu simplesmente passo o mouse, o Excel já me deu. A soma delas deu – puxa a calculadora – a soma delas deu, tá aqui, ó: 411.513,42.
Agora vamos. Agora vamos lá. Quem não aprendeu sobre divisor mínimo, este é o momento. Por quanto eu tenho que dividir esses 411.513,42? Tempo. Vou fazer que nem aquelas gurias da SBT do – como é que é? Tinha um programa, Lucas, me lembra qual era o programa do SBT que as gurias ficavam assim, ó? Era só umas gurias bonitonas, TV Pampa aqui, ó. Ah, vocês já responderam faz horas e eu tô trando fiado. Eu preciso dividir por no mínimo 108, Deus, obrigada! Eles são os melhores alunos do mundo. Por isso que eu gosto de aula ao vivo. Então, se fosse a fantasy, isso se fosse a média real, seria 5.700 e pouco, buto dividir por 108. Então o salário de benefício da Filó é R$ 3.810. Deus, caiu quase quase 2.000. De 5.700 foi para 3.810. Este é o salário de benefício da Filó.
Agora, agora vamos retomar uma coisa: salário de benefício não é renda mensal inicial. Salário de benefício é o primeiro cálculo para alcançar a renda mensal inicial. Lembra que eu mostrei para vocês antes, né? Todo o cálculo de aposentadoria se dá seguinte maneira, ó: uma média, um salário de benefício que a gente já sabe qual é o da Filó, multiplicado por um coeficiente. Qual é o coeficiente da Filó? Tá estipulado lá no artigo 18 da emenda constitucional 103 e no artigo 26 – se eu não me engano 27, acho que é 26 – da emenda constitucional 103. O coeficiente das aposentadorias por idade das mulheres, ele funciona assim: 15 anos de contribuição, 60% do salário de benefício; 60% da média para 16 anos de contribuição, 62% da média; para 17 anos de contribuição, 64% da média; para 18 anos de contribuição, 66% da média. A cada 1 ano que supera 15, ganha 2% nesse coeficiente para cálculo, tá? Então, considerando que no dia 15/12/2025 a Filó vai ter apenas 15 anos de contribuição cravado, o coeficiente dela vai ser 60% cravado também.
Então, meus amigos, vocês vão calcular o valor de uma aposentadoria no Excel comigo. Então eu vou multiplicar o salário de benefício por 60%. E, e o que que eu tenho agora? O que que eu tenho agora? O valor da aposentadoria da minha cliente. Derrubei tudo aqui, batendo na mesa, a câmera tá tudo tremendo. Deu terremoto aqui. Ou seja, a Filó, se não indenizar nada, vai se aposentar com R$ 2.286. Meus amores, olha para mim, quem tá emocionado? Eu tô. Vocês aprenderam a fazer cálculo de renda mensal inicial futura, de atualização de salário de aposentadoria com incidente de divisor mínimo em uma hora? Não, que eu comecei a falar sobre cálculo faz 40 minutos. Vocês aprenderam a fazer cálculos no Excel, depender de programas, com uma planilha que o INSS entrega gratuitamente, odiando Excel, odiando cálculos. Agora vem comigo e me diz uma coisa: é ou não é possível amar os cálculos, hum? Fiz ou não fiz vocês mudarem de ideia? Isso que chorar de tão lindo, Camila, Morgana. Exato. Isso que eu nem entrei na melhor parte da aula, porque nós vamos melhorar essa aposentadoria, ou eu não me chamo Júlia Batista.
O índice que multiplica o valor do salário. Claro, Cásia, explico sim. Esse índice, ele tá lá no site do INSS. Lembra quando eu baixei a tabelinha do site do INSS? Ela veio assim, ó: ela veio como as competências e os índices de atualização. Ó, o próprio INSS tá me dizendo, ó: essa competência aqui, se tem lá no Kinis um salário de R$ 300 – deixa eu botar aqui como real – se tem um salário de R$ 300, se isso aqui for menor que o teto, tá, gente, não sei de qual o teto de julho de 94, esses R$ 300 em julho de 94, atualizados para março de 2025, ele vai pro cálculo em 3.389. Essa é a dinâmica da atualização dos salários para não ficar tão defasado. Porque imagina se eu pegar esses salários antigos e calcular a média com isso aqui, a média fica muito defasada. Por isso que eu tenho que atualizar. No caso da Filó, a atualização não deu valores tão diferentes porque os salários são recentes, né? Os salários são de 2019 para frente, mas quanto mais antigo é o período, maior vai ficar o índice e maior vai ser a diferença do salário contribuído para o salário atualizado, tá? Uhuhu. Qual o link? Eu ensinei, tá? Vai no Google, pesquisa índices de atualização para cálculo de salário de contribuição e vai tá lá no site do INSS. Mas tá tudo desenhado no material de vocês, não precisa decorar nada, tá? Para fazer cálculo de revisão, segue exatamente a mesma lógica, tá? Maara, bom, agora nós vamos fazer o seguinte: vocês lembram que eu mencionei que a nossa queridíssima Filó tinha a possibilidade de indenizar os períodos de 2013, 2014, 2015, que foram 3 anos que ela trabalhou como autônoma e que ela declarou isso no imposto de renda? Então, se eu entrasse com um processo de concessão de aposentadoria ou com um processo de acerto de vínculos e remunerações, o INSS ia colocar ela nas, na condição de devedora, ia permitir o pagamento e ia emitir a guia GPS. Aí eu pergunto para vocês: vamos lá avaliar essa questão de pagar os atrasados. Deixa eu botar na tela aqui. Eu pergunto para vocês: a minha querida Filó, tá, ela vai pagar em 2025 competências decadentes. Ela vai indenizar competências de 2013 a 2015. Vai contar para carência? Não, não vai contar para carência. Por quê? Porque a última competência paga em dia foi lá em 92. A última competência paga em dia antes dessas, né, foi lá em 92. Então, de 92 até 2025, é óbvio que ela não tem qualidade de segurado. Então esses, esses 3 anos, essas 36 competências, elas vão valer para tempo, vão, vão melhorar o PBC dela, vão melhorar o período básico do cálculo dela, porque elas estão de julho de 94 para frente. Vai melhorar a questão do divisor mínimo, vai talvez até elevar a média contributiva dela, porque podem ser salários bons, é o que a gente vai ver. Vai melhorar o tempo de contribuição dela, porque ela vai ter 15, sem indenizar nada; indenizando 3 anos, ela vai para 18 anos de contribuição e melhora o coeficiente que era de 60%, vai ir para 66%. Então agora a gente entra no mapa mental da aula de ontem. Vale a pena avaliar? Vale, porque ela não precisa de carência. Se ela contribuir em dia as competências de abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, no dia 15 de dezembro, ela vai ter mais do que 180 competências de carência. Eu vou botar aqui na tela maior. Ela vai ter 180 competências de carência, então ela não precisa de carência. Então eu não tô nem aí para carência. Ela vai ter mais de 180. O que eu quero para ela é melhorar o tempo de contribuição dela. Ah, olha aqui, gente, só deixa eu mostrar para vocês uma coisa antes. Olha o cálculo no Excel e o cálculo no tramitação inteligente. Até a vírgula a gente bateu. Fantástico! Eu sou louca nisso daqui. Todo mundo tinha que saber disso aqui. Olha só, vamos voltar pra minha análise aqui. Ela vai ter 180 competências de carência, indenizando ou não indenizando. Então eu não tô avaliando estratégia de pagar contribuições em atraso para elevar a carência. Não. Se ela tem 300, 400 ou 180 competências de carência, não me interessa. Então o que que eu vou avaliar? Eu vou sim estudar o pagamento de contribuição em atraso. Ela vai se aposentar dia 15/12/2025 de toda forma, porque é o dia do aniversário de 62. Eu não quero antecipar a aposentadoria, eu quero melhorar o valor dela. E aí a gente faz a linha do mapa mental. Bora calcular. Ela não precisa de carência, ela já preenche o requisito. Bora calcular. Bom, lembrando que a gente avaliou que ela tinha só 72 contribuições no PBC dela, por isso que o divisor mínimo despencou a média dela de 5.700 para 3.800, uma coisa assim, né? Agora, se ela inclui esse período indenizatório, ó, eu botei no meu, na minha tabelinha que não, ó, que não calcula como carência, tá vendo? A carência tá zerada, mas melhorou o tempo. Antes o tempo era 15, agora seria 18, tá? Esses 36 meses a mais no PBC dela, no período básico do cálculo dela, eleva o número de contribuições dela que era de 72, vai exatamente para 108, o nosso número lindo do divisor mínimo. Então eu começo a entrar numa média real. Eu vou somar 108 competências e vou dividir por 108. Eu não vou somar 70 e dividir por 108. Eu não vou somar 100 e dividir por 108. Eu vou somar 108. Por quê? Porque 36 + 72 vai dar o número 108. Eu vou somar 108 e dividir por 108. Eu poderia escolher o período que eu quero indenizar. Alguém perguntou aqui antes: eu poderia indenizar só um ano, só 2013, só 2014, só 2015? Eu poderia indenizar só dois meses? É uma escolha. Ela pode escolher o que ela quer indenizar, mas como indenizando todas ela bate o número do divisor mínimo, essa vai ser a nossa estratégia: indenizar tudo para elevar o máximo possível o valor da aposentadoria dela, até porque é o objetivo da nossa cliente.
E agora, antes de entrar no cálculo da indenização, eu quero dar uma respiradinha com vocês. Eu quero mostrar para vocês um depoimento lindíssimo da Morgana que tem tudo a ver com isso daqui. Ela cobra caro, mas se ela não resolver, ninguém mais resolve. É para isso que nós estamos trabalhando. Vamos tomar uma aguinha agora, prestar atenção no depoimento da Morgana, porque depois eu volto com cálculo de indenização.
Olá, me chamo Morgana Teixeira, sou advogada, atuo nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O curso de planejamento previdenciário me deu muita segurança em relação aos cálculos previdenciários, uma vez que eu sempre trabalhei em escritórios que haviam setores especializados e eu não tinha segurança nenhuma em estar fazendo isso e não tinha também a certeza de como se calculava, quais eram os índices, o que era divisor mínimo. Então eu saí do escritório, resolvi atuar no meu próprio escritório, e hoje eu posso dizer que fechando um planejamento previdenciário eu consigo tirar em um planejamento o salário que eu tinha o mês inteiro. Planejamento previdenciário mudou a minha vida e eu tô muito feliz com isso. Ah, Morgana, sua linda! Vocês viram? Não tinha certeza, não tinha segurança, e hoje um único planejamento ela já recebe – e esse vídeo é antigo, ela já tá voando – ela já recebe a remuneração do mês inteiro de trabalho. É sobre isso, gente. É sobre ir mesmo inseguro, mas ir adiante. É assim que a gente conquista coisas incríveis na vida. É vai com medo mesmo, mas vai.
Vamos aprender a fazer o cálculo da indenização. Primeiro que, como a nossa Filó vai indenizar o período de 2013 a 2015 e é um período decadente, a base da indenização – bom, todo profissional autônomo paga 20% de alguma coisa para entrar ali no Kinis. Os salários de 5.000, ela tava pagando 20% de 5.000. Então ela tava pagando por mês R$ 1.000. 20% é alíquota padrão do profissional autônomo que quer se aposentar tanto por idade quanto por tempo de contribuição e tem uma remuneração maior que o salário mínimo. Então 20% é alíquota padrão do profissional autônomo. A pergunta que fica é: quando a Filó fala em indenizar 2013 até 2015, ela vai pagar 20% de quanto? 20% daquilo que tá declarado no imposto de renda? Não, infelizmente o cálculo é completamente diferente – ou felizmente, no caso da Filó, isso até é uma coisa boa, tá? Porque se lá no imposto de renda tivesse declarado salário mínimo, ela ia pagar 20% de salário mínimo para cada competência, mais juros e multa, né? São 36 competências, soma isso tudo, esse seria o valor da indenização. Só que aí no Kinis dela ia entrar o salário mínimo, o que poderia não ser vantajoso, porque se ela sempre contribuiu sobre 5.000, isso poderia, né, prejudicar a média dela. A verdade é que quando as parcelas estão devidas a mais de 5 anos, o cálculo da indenização ele se dá conforme a lei determina. E a lei determina o quê? Que a base de cálculo desta alíquota de 20% é a média das 80% maiores contribuições sem divisor mínimo aqui, tá? É a média pura das 80% maiores contribuições. Só para vocês entenderem o porquê das 80% maiores: porque esse era o método de calcular salário de benefício antes da reforma. Não era a média de todos, que nem é agora no caso da Filó, né? Era a média das 80% maiores. Então eu poderia esconder ali, na hora de calcular a média, as 20% menores contribuições. Quem vai se aposentar na regra velha, na regra do direito adquirido, a gente faz ainda esse cálculo: a média das 80% maiores. E é isso que eu vou ensinar vocês a fazer agora. Então vocês vão aprender não só a calcular a base desta indenização, né? 20% de quanto ela vai pagar. Vocês não vão só aprender a calcular isso, como vocês vão aprender a técnica do cálculo de salário de benefício da lei velha, que é a média das 80% maiores contribuições. Bom, vamos lá calcular então. No caso da nossa Filó, das 80% maiores contribuições. Vamos pegar a nossa tabelinha aqui. Eu vou abrir uma outra aba aqui embaixo: indenização, tá? Deixa eu tirar meu rosto, tudo aqui. Agora sim. Vamos pegar esse mesmo cálculo de média dela e colar para cá. Bom, primeira coisa: se ela vai fazer essa indenização agora em março – hoje é dia 9 de março, tá? – então tecnicamente ela nem contribuiu a competência de março ainda. Ãh, hoje é dia 9 de abril, ela teria até 15 de abril para contribuir a competência de março. Então eu vou considerar que tudo isso aqui não foi contribuído ainda. Então eu vou terminar o cálculo de média dela em fevereiro de 2025. Então vamos partir do pressuposto que isso é o que tá no Kinis dela. Se ela for fazer a indenização hoje, dia 9 de abril, eu não vou considerar contribuições futuras, não. O INSS vai pegar o que já foi contribuído até hoje e apurar a média das 80% maiores, tá? Deixa eu escrever algumas coisas aqui em cima pra gente lembrar. Ela vai pagar para cada – são 36 competências, 3 anos, né? 36 competências. Ela vai pagar 20% de quanto? Média das 80% maiores. Média das 80% maiores, mais juros e multa, tá? Os juros e multa – opa, pera aí – é que eu botei um mais aqui, ele entendeu como fórmula. Pera aí. Mais juros e multa. Os juros e multa, neste caso dela aqui, como essas parcelas já estão devidas a mais de 8 anos, o juros de multa é 60% cravado. Vocês estão com som? O juros e multa é 80%? Ãh, 60% cravado. O juros e multa não aumenta, tá? Então deixei isso aqui só para vocês entenderem essas informações que a gente já vai aprofundar. Júlia, eu sei que passando o mouse em todas essas contribuições – porque agora eu sou uma expert em Excel – eu sei que passando o mouse em todas estas contribuições eu tenho a média geral: 5.800, tá? Mas a base de cálculo da indenização é a média das 20%, das 80% maiores competências. Então o que que eu preciso entender aqui? Eu preciso saber quais são as 80% maiores competências e apurar a média delas. Eu tenho um total aqui de 63 competências no PBC dela, né? De dezembro de 2019 até fevereiro de 2025. Então 63 competências. Para eu saber quanto é 80% disso, eu vou pra calculadora. Então as 50 maiores competências correspondem às 80% maiores competências. Vamos recapitular. Ela tem um total de 63 competências no período aqui de, de cálculo, no período de apuração: 63 competências vezes 80% vão dar 50. Então eu preciso descobrir as 50 maiores competências para chegar à média das 80% maiores. Beleza. Que que eu vou fazer aqui? Eu vou selecionar a coluna D, que é dos salários atualizados, e vou dizer pro Excel: Excel, me dá isso em ordem do maior para o menor. Então eu vou vir aqui em classificar do maior para o menor. Vou colocar em expandir seleção, tá tudo no material de vocês, que serve para que todas essas linhas andem juntas. Pronto. Que que o Excel fez? Essa aqui é 6.866, essa aqui é 5.000. Ele ordenou a maior para o menor. Então tá tudo em ordem. Agora eu vou passar o mouse e vou descobrir até dar a contagem de 50. Tá vendo? Eu já descobri a média das 80% maiores contribuições. A média das 50 competências maiores é 5.986,53. É assim que se calcula salário de benefício da lei velha. Eu preciso descobrir a média das 80% maiores contribuições. E é isso que nós fizemos agora. Faltou uma lá em cima? Acho que não, né? Tá tudo certo, ó. Tá certinho. Não é que o título eu não passo o mouse, né? Eu passo o mouse só nos números. Beleza, então até fechar 50, ó. Por isso que aqui, aqui na linha tá 51, ó, porque o título eu não considero no cálculo, tá? A média das 50% maiores. Então a nossa base de cálculo é 5.986,53. Esqueci. Deixa eu ver aqui. Média das 50 maiores, 50 competências maiores: 5.986,53. Esta é a base de cálculo das indenizações. Para cada competência que ela quer indenizar, ela vai pagar 20% disso. Não é 20% do que tá declarado no imposto de renda, é 20% da média das 80% maiores contribuições. Quem inventou isso? A lei. Não sou eu que estou inventando. Competência é o número de meses. Exatamente. Não entendi porque 50. Vamos lá, Márcia. No total ela tem 63 competências. Quando eu vou indenizar, eu não vou indenizar sobre a média de todas, eu vou indenizar sobre a média das 80% maiores. Então, se eu tenho 63 competências no total, 80% disso é 50. Por isso que eu alcancei a 50. A Márcia tá dizendo: mas não eram 72? Eram 72 se eu levar esse cálculo até novembro, ó, se eu puxo ele até novembro vai dar 72 competências. Aqui exclui uma porque é título, só que ela não contribuiu esses meses ainda. Se ela vai indenizar hoje, eu não vou considerar isso aqui no cálculo, tá? Por isso que eu fechei o cálculo agora, porque é o que tá no Kinis, se ela for indenizar hoje, isso é isso aqui que vai entrar no cálculo, tá? Olha, Sueli, 30 anos no direito previdenciário e continua. Exatamente, Michele. Eram 72 com as futuras, tá? O David só não entendeu o que é indenização: é indenizar as competências que ela não pagou na época própria. Ela trabalhou com renda do trabalho, ela era uma contribuinte individual obrigatória, ela tinha que ter pago do próprio bolso INSS, mas não pagou na época própria. E ela quer indenizar se hoje vale a pena pagar, tá bom? Então a gente já tem a base de cálculo para cada competência. A base é 5.986. Então vamos colocar o seguinte: é igual a isso vezes 20%. Cada competência que ela vai indenizar, ela vai pagar 1.197,31 + 60% de juros e multa. É igual a isso vezes 60% de juros e multa. Então ela vai pagar 1.915,69 para cada competência que ela queira indenizar. Vamos trazer isso pra calculadora. A base de cálculo é 5.986,53 x 20%, 20% é alíquota padrão do autônomo, tá? Mais 60% de juros e multa. Ela vai pagar 1.915,68 para cada competência que ela quer indenizar. Quantas competências ela quer indenizar? 3 anos, 3 x 12 = 36 competências. Então – opa, eu botei mais ao invés de vezes – 5.986,53 x 20% + 60% de juros e multa vezes 36 competências = 68.964,68. Este é o valor da indenização com juros e multa. Uma dica: se o período da indenização for antes de outubro de 96, não tem juros e multa, tá? Isso porque a medida provisória que mandou aplicar juros e multa, ela só entrou em vigor a partir de outubro de 96, tá? Agora nós vamos ver se isso vale a pena. A gente já tem o valor da indenização.
Caraca, olha tudo que vocês aprenderam a calcular até agora. Vocês já aprenderam a calcular a indenização, salário de benefício da regra velha, projetar renda mensal inicial futura, divisor mínimo. E o cérebro de vocês, a essa altura do campeonato, está fritando mais do que batata frita no óleo quente, recentado. Não sei da onde eu tiro essas coisas. Meu cérebro é muito criativo. Mas enfim, o cérebro de vocês tá fritando, e é isso que eu quero. Eu quero cérebro fritando, mas com tesão, com paixão, curtindo o que tá aprendendo. Diz para mim: tá com paixão ou não tá? Bota aí no chat: tá com paixão ou não tá? Se não tiver com paixão, eu paro a aula aqui e não continuo mais. Tá bom? Olha que lindo os slides de vocês. Está fritando mesmo, Josiane. Isso é mágico. Sou recém-formada, estudando para OAB. Caramba, que aula show! Uhu, fritando, paixão, apaixonado, com tesão! Fiquem comigo então, porque vocês vão se tornar os maiores planejadores previdenciários deste país. O país está precisando de bons planejadores, e quem entra no direito sai correndo dos cálculos, então não aprende a planejar. E aí os clientes querem o serviço e não tem quem faça, mas não vocês, porque vocês vieram pro campo de batalha pronto para sair desse campo de batalha todo machucado, quebrado, com nariz sangrando. Mas para quê? Para voltar amanhã muito mais forte e muito mais capaz do que hoje.
Já sabemos o valor da indenização. Agora eu vou mostrar uma coisa para vocês. Agora nós vamos calcular o valor desta aposentadoria com esses novos 36 salários lindos. Mas para nós aprendermos a calcular o valor desta aposentadoria com esses 36 novos salários lindos, eu preciso aprender como estas novas competências vão ir para o Kinis. Então imagina – deixa eu pegar essas competências lindas aqui, pera aí – as competências que nós estamos indenizando é 2013.
2014, 2015. Tá. Então, o que que eu vou fazer aqui? Eu vou pegar lá aquela tabelinha do INSS, janeiro de 2013 até dezembro de 2015. Tá. Esse aqui é nosso período indenizatório. Deixa eu colocar aqui como vai para o Knis. Tecnicamente a gente chama o que eu vou ensinar vocês agora de desindexação. Nome lindo, né? Nome chique. Então, o que que eu vou fazer aqui agora? Eu vou mostrar para vocês como esses valores vão aparecer no Kinis. Índice. Botar os títulos aqui na nossa tabelinha. Vocês vão receber essas tabelinhas todas no final da aula, se vocês mandarem a palavra-chave pro WhatsApp que eu vou passar e tudo mais. Ã, salário indenizado, eu vou botar melhor aqui: Base da indenização e salário no quinz. Salário no quinz. Como é que o salário dessas indenizações vai ir pro quinis, tá? É isso que eu vou ensinar vocês e vou mostrar para vocês um caso, porque eu gosto da prática, eu gosto de mostrar casos reais. Ah, e antes que vocês perguntem, esse caso da Filó não tem aquela questão daquela portaria 1382 que não deixa pagar a contribuição em atraso. Não tem nada a ver aqui. O NSS libera a FU fazer os pagamentos em atraso, tá? Olha só. Ai, meu rosto tá ali em cima. Bet. Foi. Olha só o salário, a base da indenização foi quanto? Foi 5.986,53. Tá. Isso aqui vai ser a, foi a base da indenização de todas essas competências, certo? Todas elas, a nossa Filó vai pagar 20% disso, mais juros e multa. Até aí, OK, né? Mas não é isso que vai pro quinis, não é o 5.986,53 que vai ir pro quinis na competência de janeiro de 2013, de fevereiro, março. Júlia, da onde tu tirou essas competências? São as competências que ela tá pedindo para indenizar, que ela tem a prova dos impostos de renda, dos impostos de renda 2013, 2014, 2015. Júlia, de onde é esses índices da tabelinha lá do site do INSS? Não tô inventando moda, tá? Que que acontece? Este salário aqui, ele já é a média das 80% maiores contribuições atualizadas da minha cliente. Então, quando isso aqui for ir pro Quinz, ele vai desatualizar, ele vai voltar pro poder de compra daquelas competências. Então, ele não vai atualizado, ele não vai esse valor cheio pro Kis, ele vai ter um cálculo de desatualização, até porque quando isso aqui for para a aposentadoria, ele vai pegar o valor do Kis e atualiza de novo. Então não tem sentido ir o 5900 pro Quinz. Ele desatualiza, vai pro quinis desatualizado e quando entrar na carta de concessão da aposentadoria, aí sim atualiza. Então ele vai voltar um valor menor pro quinis. Mas Júlia, que valor ele vai entrar no quinis? Sabe aquela fórmula que a gente fez de atualizar o salário? Agora a gente vai desatualizar. Ao invés de multiplicar, a gente vai dividir. Então eu vou dizer pro, pro Excel: igual isto, que foi a base da indenização, dividido pelo respectivo índice. Eu dou um enter, boto pro Excel que eu quero em money, grana, real, bufunfa, e tá todos os salários desindexados. É isto daqui que vai ir para o Kinis, é o salário e sua competência devidamente desatualizado. Tecnicamente a gente fala desindexado, é o nome correto para esta bagaça aqui. Entenderam a lógica? Para que que eu vou desatualizar? Porque depois, quando nós calcular o valor da aposentadoria da Filó, a gente já vai atualizar, tá? O Eric disse que não entendeu o valor de 5.986. Foi a base da indenização, foi a base dos, ele pagou 20% do quê? Para cada competência que ele quis indenizar, ele pagou 20% da média das 80 maiores competências, que deu exatamente 5.986. Beleza, uhuhu. Então nós já temos o valor que vai para o Knis destas lindas competências. Aí, olha que legal, né? Quando a gente for calcular o valor da aposentadoria agora da Filó, é exatamente os mesmos índices que a gente vai usar, porque é a mesma tabela, tá? Então vai voltar tudo 5.986 pro cálculo. Acontece que quando a Filó for se aposentar em dezembro de 2025, os índices vão ser um pouquinhos diferentes. Todo mês os índices muda, porque o número, as, a inflação muda e é com base o INPC. Então na carta de concessão mesmo da Filó, os valores vão ser um pouquinho diferentes, tá? Mas aqui, como é exatamente o mesmo índice que eu desindexo e que eu atualizo, vai ficar exatamente o valor na vírgula, o mesmo, tá? Agora vamos calcular o novo valor da aposentadoria. RMI, RMI dezembro de 2025 com indenização. Agora o PBC da minha cliente mudou. Agora eu vou pegar lá a tabelinha do INSS de novo, lá do site do INSS, aquela quente, tá? Deixa eu apagar as informações aqui. Pego lá a tabelinha do site do INSS. E aí eu vou fazer o quê? Eu vou deixar aqui só as competências que ela contribuiu. Quais competências são as indenizadas? Janeiro de 2013 a dezembro de 2015, 3 anos, né? Eu vou botar até elas em vermelho aqui, ó, pra gente lembrar que é as indenizadas, tá? Tô formando o PBC da minha cliente, o período básico do cálculo dela, que é aquilo que compõe a média contributiva dela. Isso aqui eu posso excluir, porque ela não contribuiu esse período aqui. E depois ela só voltou a contribuir em, deixa eu pegar uma cola aqui que eu já esqueci. Ela voltou a contribuir em dezembro de, isso, dezembro de 2019. Então aqui eu posso excluir também, ó. Vou deixar só dezembro de 2019 para frente. Dezem, ah, já tá marcadinho, ó. Dezembro de 2019 para frente. E aí eu vou levar esse cálculo até novembro de 2025. Por quê? Porque agora eu tô calculando o valor da aposentadoria futura. Aposentadoria em 15/12. Mesma coisa que a gente fez antes, no primeiro cálculo da Filó, tá? Índice de atualização sempre um. Beleza. Montei o meu PBC, o período básico do cálculo da Filó, que é tudo aquilo que ela contribuiu desde julho de 1994 até o dia da aposentadoria. Como ela vai se aposentar dia 15 de dezembro, a última competência que entra na média é a de novembro de 2025. OK. Aqui de dezembro de 2019 para frente, eu já tinha tirado do Kinis a informação que ela contribuiu sempre sobre R$ 5.000. Tá. Aqui eu tô fazendo a mesma coisa do cálculo de antes. Em vermelho fica muito ruim. Já vou apagar. Então aqui é as mesmas informações de antes, ó. Quer ver que a gente vai chegar naquele número que nós tinha falado antes? 72 competências. Ó, 72 competências. Esse era o cálculo anterior dela, lembra? Dezembro de 2019 para frente, ela recolheu tudo em dia até o dia da aposentadoria. Tá aqui os salários conforme já tava no quinis, tudo respeita o teto, tá tudo OK. Até aqui eu só copiei o primeiro cálculo que a gente fez da Filó, esse cálculo aqui, primeiro cálculo que a gente aplicou de visor mínimo e tudo mais. Eu só copiei o que a gente já tinha. Agora vem as novas informações. Daí eu vou tirar de vermelho porque alguém disse que tava ruim de vermelho. Vermelho é do Inter. Eu também não gosto. Vamos botar azul, que é do grego, tá? Azul do grego. Aí que salários vão vir para cá? Esses são os períodos da indenização. De 2013 a 2015. Eu vou pegar o salário que foi pro Quinz, né? Víor, Vieira, vermelho do Inter. Ai, esses colorados. Olha só que salário eu vou colocar aqui. Qual é o salário que foi pro Quinz? Qual é o salário que foi pro Quinz? O salário [Música] desindexado. Então é isto aqui que eu vou puxar pro meu cálculo. Copiar salários desindexados. Isso aqui o tramitação, por exemplo, faz tudo automático para vocês, tá? Colar os números, ó. Salários desindexados, exatamente como estava no quin, salário desindexado. Desindexado. Eu entendi. Glória a Deus. Amo vocês. Amo você. Amo até os colorados que estão aí. E agora a gente faz aquela mágica de sempre. Atualiza o salário, alcança o salário de benefício, identifica se vai ter divisor mínimo e multiplica pelo coeficiente. E eu tenho a renda mensal inicial do salário com indenização. Vamos lá. Vocês estão craques, craques. Igual isso multiplicado por isso. Dou um enter. Salário atualizado. Vou só deixar sem fundo aqui que é melhor, né? Opa, salário atualizado e vamos pedir para o Excel: Ei, amigo, bota todos atualizados aí. Ah, olha a coisa linda. Vejam que aqui, bem no período da indenização, eles voltaram exatamente pro mesmo valor de antes, a base da indenização, que foi exatamente aquilo que eu falei para vocês. Como desindexa e atualiza exatamente no mesmo índice, exatamente fica o mesmo valor, né? Dividir e multiplicar pelo mesmo número. Então, no final das contas ficou igual. Mas como a aposentadoria dela vai ser em dezembro, os índices vão ser um pouquinho diferentes. Então o valor vai dar um pouquinho diferente, mas até vai melhorar, né? Talvez venha 6.000, 6.100 para cá. E esses demais aqui, a partir de dezembro de 2019, estão tal e qual estavam no cálculo anterior, tá? O salário desatualizado tá aqui, ó, desindexado, tá? Então o nosso novo salário de benefício, vamos ver se vai ter divisor mínimo prejudicial. Passa o mouse daqui até o final, até a última competência. Quantas competências nós temos aqui? 108. E isso significa que eu somo, vai dar um valorzão, 627.000 e divido por 108. Então a nova média contributiva da minha cliente, o novo salário de benefício dela já tá aqui a resposta. Em alguns cliques, meus amigos, em alguns cliques: 5.805,82. Este é o novo salário de benefício da minha cliente. Vocês lembram, gente, isso aqui não é a renda mensal inicial, ainda tem coeficiente, tá? Vocês lembram que antes a média dela com divisor mínimo era 3.800, se eu não me engano. Agora foi para 5.800. E qual vai ser o coeficiente dela? Lembra que eu falei para vocês, sem a indenização, 15 anos de contribuição. Com a indenização, 18 anos de contribuição. Então ela vai ter 66%. Por quê? Porque a cada ano que ultrapassa 15 anos de contribuição, ela vai adicionando 2%. Então 16 anos, 62; 17 anos, 64; 18 anos, 66%. Então ela vai se aposentar com 66% disso. Novo valor de aposentadoria: 3.831,84. E antes o valor de aposentadoria era 2.200 e lavai quebrada. Viram que loucura? Agora eu vou mostrar para vocês como a gente calcula até o final da vida, se vai valer a pena ou não, em quanto tempo ela recupera este investimento. Gente, é lógico que é muita informação e eu quero, antes de mais nada, pedir desculpa para vocês. Sabe por que que eu quero pedir desculpa? Porque eu peguei tudo o que existe de mais complexo dentro do direito previdenciário para ensinar para vocês numa primeira aula de cálculo de direito previdenciário, coisa que vocês nunca viram na vida. Sabe por quê? Porque eu quero que vocês vejam o pior. Porque se vocês sobreviverem a esta aula de hoje, vocês estão prontos para ser excelentes profissionais. Vocês acham que eu não me sinto, que eu não me sentiria culpada de colocar qualquer planejador previdenciário nesse mundo? Não. Eu quero colocar os melhores. Então vocês vão percebendo que da aula de ontem para a aula de hoje a audiência já diminuiu um pouquinho. Por quê? Porque a gente já tá separando a excelência do mais ou menos. Quem ficou até aqui é a nata, é a galera que sabe que é punk, que sabe que é difícil, mas mesmo assim tomou a decisão de: eu vou assumir, eu vou aprender isso porque eu vou dar o meu melhor pros meus clientes e eu vou mudar a minha vida com esse serviço. A nata tá aqui, o resto foi ficando para trás. Então parabéns para todos vocês que estão aqui. E, ó, para valorizar o trabalho de vocês, tá? Quem vende serviço tá vendendo tempo de vida. Não dá o teu tempo de vida de graça para quem não merece. Cobra, cobra bem, porque tu vai entregar o melhor pro teu cliente e tu merece ser bem remunerado. Por isso, tá bom? Se nós formos olhar até o final da vida, então fazer um comparativo, né? Essa cliente, ela vai investir R$ 69.000, vamos arredondar aí para R$ 70.000, R$ 1.000 que seja, ela vai investir R$ 70.000, só que ela vai se aposentar com uma aposentadoria que é mais de 1.500 superior. Então se eu fizer um cálculo simples aqui na munheca, ó, vamos lá: 70.000 de investimento, ops, pera aí, 70.000 de investimento dividido por 1.500, que é a diferença de uma aposentadoria para outra, dividido por 13 salários, porque ela, ela recebe 13º como aposentada, né? Ela vai levar 3 anos e meio para recuperar esse investimento dela. Então gente, se ela vai se aposentar com 62 anos, dos 65 anos e meio para frente ela já vai ter lucratividade. Todos esses R$ 500 a mais dos 65 anos para frente é lucro. E olha só, se eu pego o valor dessas aposentadorias, projeto até, até uma vida aí, uma expectativa de 85 anos de idade e coloca um adicional de 4% a cada virada de ano, olha a lucratividade que ela vai ter. Num cenário ela ia ter uma lucratividade de 1 milhão. No outro cenário ela vai ter uma lucratividade de R$ 1.700.000. Então ela vai ter uma lucratividade de mais de R$ 600.000, né? Se ela aplicar esses R$ 68.000, será que ela vai ter o mesmo retorno financeiro que uma aposentadoria? Se ela investir hoje R$ 68.000, a partir de dezembro ela começa a colher R$ 1.500 a mais por mês, não consegue nem num CDI, R$ 1.500 a mais de diferença. Essa é a pergunta que a gente tem que se fazer. Vale ou não vale a pena investir no INSS? Esta é, porque 4% na realidade dá para calcular isso limpo, sem reajustes. Dá para comparar as duas limpa. Eu só coloco esse reajuste porque as aposentadorias todo ano elas têm um reajuste. Então só para ter mais ou menos uma média, tá? Supondo que a Filó não está recolhendo o INSS e também não é devedora, como funciona o cálculo da indenização? Ela só pode fazer a indenização se ela é devedora, se ela não foi devedora, se ela não tem uma prova desse exercício de atividade remunerada como autônoma, ela não pode indenizar, tá, gente? Então a nossa querida Filó vai fazer o quê? Ela pagou os 4.000 do planejamento previdenciário, saiu feliz da vida porque ela finalmente encontrou alguém que dá a resposta que ela tanto queria, se vale a pena ou não investir no NSS. E lá em dezembro ela vai retornar para te aposentar, ela. Isso se ela já não engatilhar agora o próprio serviço do requerimento que o NSS gere a guia de indenização para quando chegar dezembro, tá tudo pronto. Minha cabeça. Agora, agora entendi. Muito bom, Fernanda. Essa indenização é na via administrativa. Não precisa judicializar nada, se resolve tudo na via administrativa. Agora, antes de passar para vocês a palavra-chave para conseguir esse material, para conseguir essas tabelinhas, eu quero mostrar para vocês um depoimento que tem tudo a ver com esta fase: Arrisque mais do que os outros acham que é seguro, sonhe mais do que os outros pensam que é prático. E eu já volto cheia de dicas maravilhosas para vocês. Eu tinha certeza de que eu queria seguir na área previdenciária, que através dos cálculos, através dos números, eu poderia impactar vidas e mudar famílias. Então eu tinha certeza que era isso que eu queria fazer. O segundo ponto que eu acho muito importante também é que o planejamento previdenciário ele tem um retorno imediato. Então a gente não precisa ficar dependendo da justiça, que infelizmente a gente sabe que demora demais. E hoje aqui no escritório a gente cobra no mínimo R$ 2.000 e com isso as demandas foram só crescendo, as pessoas viram a importância de fazer um planejamento previdenciário e hoje o nosso escritório se mantém tranquilamente através dos planejamentos previdenciários. Amandinha querida, minha aluna maravilhosa. A Amandinha e a sócia dela estão arrebentando com os planejamentos previdenciários. Eu acompanhei toda a trajetória de trabalho delas, então me emociona muito ter esse depoimento aqui. Eu admiro muito o trabalho delas, tô sempre ali acompanhando, torcendo e elas realmente fizeram chover com o planejamento previdenciário, assim como milhares de outras julietes e, e julietes homens também, né? Que a maioria esmagadora é mulher dentro do direito previdenciário, mas tem muito excelente planejador que é homem também, né? Deixa eu tentar tirar algumas dúvidas de vocês aqui que eu vi, tá. [Música] Ã, o rural posterior a 1991 indeniza exatamente do mesmo jeito que eu acabei de mostrar. Se apura a média das 80% maiores, a base de cálculo é 20% desta média, que no caso da nossa Filó, 5.900 e pouco, mais juros e multa. Se for até outubro de 96, nem tem juros e multa, né? Mas de novembro de 96 para frente, aí vai ter, eh, juros e multa. Eu quero saber quem a partir desta aula passou a amar os cálculos previdenciários, ou melhor, passou a simpatizar com o Excel. Eu não vou tão longe, eu não vou dizer amar o Excel, porque vocês não mexeram ainda, né? Eu que tô mexendo. Mas vocês passaram a pelo menos simpatizar com o Excel. O que que eu quero mostrar para vocês, tá, gente? Sempre que eu publico meus vídeos falando sobre ensinar cálculos no Excel, as pessoas me tiram pra louca, sempre tem os haters na internet. E as pessoas: para que que eu vou aprender a calcular no Excel? A resposta tá simplesmente na aula de hoje. É mágico aprender o raciocínio lógico por trás dos cálculos, porque eu entendo a dinâmica da ferramenta. Eu até posso fazer cálculo sem depender de programa de cálculo. Eu consigo corrigir um cálculo e entender por que aconteceu isso, por que que faltou carência, por que não faltou, por que a média deu X, por que que esse cálculo aconteceu assim. Então eu crio domínio técnico e lógico o suficiente para criar estratégias de majoração de aposentadoria, para ler um relatório e conseguir dar respostas sólidas e concretas pros meus clientes, para faturar em cima destas respostas, para ter segurança na hora de cobrar por consulta, análise, planejamento previdenciário, revisões e por aí vai. Todo esse conhecimento vai abrir milhões de portas de oportunidade para vocês. E eu fico muito feliz que vocês tenham aí, ó, simpatizado com os cálculos, simpatizado com Excel. Eu falei para vocês que eu não ia fazer vocês desperdiçar o tempo. Tempo é dinheiro, tempo é vida. Eu cansei de fazer curso que eu pensava: "O que que eu tô fazendo aqui? Meu Deus, eu não tô aprendendo nada." E, ó, me escapava, porque o meu tempo é precioso. Se vocês estão aqui comigo, eu garanto para vocês, em qualquer aula minha, cada segundo de aula é conteúdo raiz. Vocês vão ser os melhores planejadores previdenciários deste país. Tudo rimando sem querer. Precisa treinar, é claro, Paulo. Vamos lá, vamos, vamos trazer para um exemplo prático. O que que o maior arremessador de basquete do mundo tem? Treino. Esse cara, ele deve fazer no mínimo umas 500 cestas de basquete por dia. Para ele chegar nesse patamar, ele começou errando 800 por dia. Para ele chegar nesse patamar, o que que ele tem para chegar nesse conceito de o melhor do mundo? Treino, prática, exercício, disciplina. E é isso que vocês começaram a fazer hoje. Vocês recém se sentiram qualificados o suficiente para tentar. E a partir de agora é prática, prática, prática, para, para daqui um pouquinho, tá fazendo isso de olho fechado, que nem eu. Um planejamento previdenciário desses, eu garanto para vocês, eu faço em menos de uma hora. Se eu tiver com tudo bonitinho a documentação na minha mesa, eu faço esses cálculos em menos de uma hora, tranquilamente. E é assim que vocês vão aprender a fazer também. Agora, quem quer esses materiais brilhantes, os slides lindos, olha só a coisa mais linda, os slides. Quem quer esses slides lindos e maravilhosos com tudo bonitinho do Excel, como eu fiz, como eu não fiz, o que que eu cliquei, que botão eu fiz, olha que coisa linda. Olha, quem quer tudo isso aqui. Tá tudo desenhado. Você só tem uma ação para fazer. Vocês vão mandar uma palavra-chave pro meu suporte. É uma automação, gente. Não adianta querer ser fofinho e conversar: "Oi, fulana, tudo bom?" A automação não vai entender. Tem que mandar, tem que ser bem curto e grosso. Manda só a palavra e a palavra é domínio. Pode ser domínio minúsculo, domínio maiúsculo, com acento, sem acento. A automação vai entender, tá? E é para este número aqui que vocês vão mandar. Quer ver este número aqui? 51 920017756, para receber os slides e para receber todas essas planilhazinhas de cálculo de salário de benefício, indenização, desindexação e por aí vai. Se bem que vocês aprenderam a fazer tudo isso sozinhos, né? Nem precisaria, mas vocês vão receber. Sim senhor. Então vocês vão mandar a seguinte mensagem, ó. Tá vendo aqui? Só a palavra domínio. Por quê? Porque a partir de agora vocês têm domínio das técnicas de cálculo para avaliar se uma indenização é ou não compensatória. E aqui tá o número do WhatsApp. E nesse Qcode aqui vocês conseguem, já recebeu, viu? Já tá dando certo. Deixa eu testar o Qcode. Nesse Qcode aqui vocês mandam a mensagenzinha. Ai, essa minha galera é muito maravilhosa, tá tudo redondinho. Minha equipe é muito maravilhosa. Então vocês vão mandar a mensagem domínio para este número. Quem não consegue pegar pelo QRCode, anota o numerozinho agora com caneta que eu vou passar para vocês, ou no celular mesmo, né? 51 920017756. Todo mundo recebeu? Muito bem. Pode mandar essa palavra depois, tá? Não precisa ser exatamente agora que vocês vão receber. E eu vou dar o presente para todo mundo que ficou ao vivo. Quem já participou da aula de ontem já sabe o que que é. Lembrando, gente, que no material de apoio de vocês vai aparecer inicialmente, deixa eu até colocar aqui na minha tela maior, no material de vocês vai aparecer, parece que é só uma planilha de cálculo, mas não é, tá? Por que que não é? Aqui eu vou mostrar o porquê. Porque ela tem várias abinhas embaixo. Deixa eu tirar o meu rosto daqui, ó. Vocês estão vendo que ali embaixo tem várias abas? Cada aba é um cálculo, tá? Então, embora seja um arquivo só, tem todos os cálculos um a um ali para vocês treinarem. E uma coisa importantíssima aqui é um combinado nosso, seja você olhando essa aula ao vivo ou depois gravada, se conseguiu fazer os cálculos no Excel, passar o mouse, chegar no mesmo resultado que eu, me manda uma mensagenzinha no Instagram pra profe ficar feliz. Profe, eu consegui fazer o cálculo no Excel que nem tu ensinou. Manda isso. Vocês vão ter noção. É isso que me motiva, é isso que me deixa feliz, é isso que me faz querer criar aulas mais dinâmicas e mais divertidas para vocês. Então tira um tempinho e manda uma mensagenzinha pra profe: "Profe, eu consegui fazer o cálculo no Excel", ou comenta melhor. Eu vou postar uma foto aqui agora nesse cenário e comenta lá para mim quando vocês conseguirem. "Profe, eu consegui." Eu quero muito saber quem conseguiu fazer esse cálculo, porque eu quero muito ver se vocês estão tão alinhados quanto a eu, certo? E presente, presente, presente, presente para todos que estão aqui. Qual? Ah, lembrando antes do presente, amanhã, gente, é a aula mais épica e maravilhosa deste curso. Amanhã é aprender a transformar todo esse conhecimento em bufunfá, em grana, mana e dinheiro para ter qualidade de vida, para desfrutar dos prazeres, viagenzinha, confortinho, sushizinho, tempo de qualidade com os filhinhos. É isso que nós vamos aprender a fazer amanhã. Amanhã eu vou mostrar para vocês, eu vou mostrar para vocês a minha estratégia de fechar contrato de planejamento previdenciário num mundo cruel onde os clientes estão acostumados a receberem trabalhos muito ruins de graça e eles não estão prontos para remunerar por esses serviços. Eu vou mostrar para vocês que estratégia eu criei para conseguir convencer esse cliente da necessidade de desse serviço. E lembrem-se, eu venho do trabalhista. O início, a minha iniciação fechando o contrato de planejamento previdenciário era puramente com empregados, com carteira assinada. Hoje eu fecho muito contrato com empresário, mas não era a minha realidade. Quando eu comecei eu nem conhecia os empresários, eu trabalhava com o trabalhador CLT, carteira assinada. E depois de muito, não sei, eu consegui uma estratégia que foi aprovada, que deu certo e que a Tânia, que deu depoimento na segunda e de setembro até março, fechou R$ 155.000 de planejamento, ela também aplicou e conseguiu, assim como a Morgana, a Larissa e todos os outros alunos, se nós conseguimos, vocês vão conseguir. E é isso que eu vou ensinar amanhã. Amanhã vem com cabeça de empresário e não advogado. O advogado vai ficar aqui hoje nessa aula. Amanhã vai vir empresário, porque amanhã vocês vão aprender a fazer disso dinheiro no Pix e não em RPV, precatório. Bom demais, hein? Amanhã vai ter checklist da venda, prospecção de cliente. Eu vou mostrar a estrutura do meu parecer de planejamento, vou entregar para vocês formulário hack do INSS, que é o formulário para pedir para fazer essa indenização, a relação dos indicadores atualizados do INSS, portaria agora de março, fresquinha, novinha. Vou entregar para vocês mapa do planejamento e todos os slides da aula de amanhã. Então só estejam comigo amanhã. E lembrem-se, a sua galinha dos ovos de ouro é você mesmo, trabalha e confia. E agora os presentes para quem estão comigo ao vivo. Ao vivo, eu tenho certeza absoluta que vocês sabem que enfrentaram grandes desafios e talvez vocês estejam se sentindo com medo, preocupados, mas eu garanto para vocês, eu ensinei tudo o que tem de pior nos cálculos previdenciários. E se vocês sobreviveram a essa aula, vocês têm sim muito potencial para serem grandes planejadores previdenciários. Acreditem no potencial de vocês, porque eu tô acreditando desde o início desse curso, certo? Beijo enorme e até amanhã às 2 horas da tarde. Beijo. Ah, e posta lá, comenta lá no post que eu vou fazer agora, hein, se vocês conseguiram ou não fazer os cálculos no Excel comigo. Beijo, até amanhã. Eu sou Dra. Débora Dantas, eu sou advogada previdenciarista atuante.
Aqui em Açu, estado do Rio Grande do Norte. Antes, eu vendia o planejamento previdenciário por R$ 150,00. E, PM. Eu sei que isso não é nem o valor de uma consulta jurídica, mas eh, os meus clientes, eles não, eles não tinham a noção da importância desse trabalho. Eu não sabia como cobrar. Eu muitas vezes, eh, fazia isso de graça.
Depois do curso da Júlia Batista, eu ganhei segurança. Eu aprendi como cobrar; eu aprendi, eh, como vender esse serviço para o meu cliente, e eu já tenho aí mais de 100 planejamentos previdenciários executados. Hoje eu tenho uma média de quatro a cinco planejamentos por mês, e eu saí do valor de R$ 150,00 para R$ 2.200,00.
Olá, meu nome é João Vittor. Eu trabalho com na área previdenciária desde antes da faculdade, na verdade, mas aí foi tudo muito lento, né? Comecei a mexer em cálculos e aí tempo fazendo alguns cursos, fui especializando e de tanto eu ter quebrado a cara de outras vezes com renda extra, né, tentar uma renda extra, eu me decidi que eu queria tentar uma renda extra na minha área, naquilo que eu dominava, né, fazer. E aí conheci a Dra. Júlia, conheci o o curso passo a passo, fiquei encantado assim, né, pela forma que a Dra. Júlia ensina, a didática muito boa. E o curso, ele não só lhe passa essa segurança em si para você poder trabalhar, mas ele lhe passa, ele também lhe dá os meios de você também poder conquistar clientes, né? Eu vendi 10 planejamentos, eh, me trouxe de fato aquilo que eu queria, que eu buscava, que era uma renda extra na minha área, poder crescer cada vez mais.
Olá, olá. Meu nome é Heleni, eu sou advogada, fiz pós-graduação em direito previdenciário. No entanto, eu não tinha a segurança que eu tenho hoje para fazer o planejamento previdenciário. Eu era muito ruim na hora de cobrar. Eu ficava com dó; eu achava que o cliente não fosse pagar. E, mas com as aulas da professora Júlia, eh, a gente já sente mais seguro assim para poder tá oferecendo, parcelando, um cliente vai falando pro outro. Então eu tenho tido trabalhos semanalmente, pelo menos dois, sem oferecer muito, pelo menos dois por semana. Eu jamais imaginei que eu fosse cobrar R$ 2.000,00 por cada planejamento.
Olá, meu nome é Odair Totre, sou advogado, milito na área previdenciária já há algum tempo. Logo após a reforma previdenciária, conheci o curso de planejamento previdenciário da doutora Júlia Batista, acabei assistindo algumas lives suas, que contribuiu muito para a mudança do meu momento profissional, a minha maneira de pensar e ajudar pessoas. Compreendi que com o planejamento previdenciário poderia oferecer ao cliente informações significativas da sua vida contributiva junto ao NSS, que com certeza iriam trazer resultados positivos. Através do planejamento previdenciário, eu conseguia detectar erros no Quinz, contribuições abaixo do mínimo, dados divergentes da carteira profissional CTPS, Equis e vários outros erros que era possível o detectar. O mais legal de tudo isso é que constatei que com o planejamento previdenciário, como o planejamento previdenciário era gratificante em todos os sentidos, pois era um serviço essencialmente social e rentável, ganho rápido, sem necessidade de processos. Adotei o serviço e hoje tenho consultas, fechando no mínimo um contrato por semana. Tenho me dedicado somente a planejamentos previdenciários, pois não me estressa, o que favorece na minha idade.
Olá, meu nome é Flávia, sou advogada e sempre atuei na área cível. No final de 2019, eu senti necessidade de me reinventar profissionalmente, e com a reforma da previdência e tudo que estava sendo divulgado, eu me interessei pela área e comecei a estudá-la. Foi quando eu conheci o serviço de planejamento previdenciário, curso da Júlia, foi o terceiro que fiz, e posso atestar que foi o único que me deu a segurança e o conhecimento que eu precisava para começar a jornada. E com isso eu já consegui fechar 11 contratos de planejamento, 104 de famílias e amigos que inclusive estavam aqui pendentes na minha mesa, porque antes de fazer o curso da Júlia, eu não tinha segurança na execução do do trabalho. Os outros sete foram gerados através da indicação desses mesmos amigos e familiares que gostaram tanto do trabalho que apresentei que divulgaram para outros conhecidos que me procuraram. E tudo isso sem nunca ter feito nenhum tipo de divulgação em redes sociais. Estou surpresa com o retorno financeiro que o planejamento tem me proporcionado. O planejamento mais simples eu cobrei R$ 2.000,00 e o planejamento mais complexo cobrei 5.000,00. Toda essa segurança eu só consegui depois que tive o privilégio de conhecer o curso da professora Júlia e com isso me reinventar profissionalmente. E por tudo isso eu deixo aqui o meu muito obrigado. [Música] [Música] Yeah [Música]