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Como eliminar crenças limitantes e assumir o protagonismo em sua vida?

Gilberto de Souza8:04

Transcription

Como eliminar crenças limitantes e assumir o protagonismo em nossas vidas. Vem comigo na reflexão de...

[Música] [Aplausos] [Música]

Hoje, primeiro, precisamos entender o que são as crenças, né? Nossas crenças nada mais são do que programas. Assim como o nosso computador possui um programa, a forma como ele vai funcionar, as nossas crenças também determinam o modo de funcionamento do nosso organismo. Ou seja, se eu digo: "Eu tenho uma grande facilidade de criar relacionamento com outras pessoas", então o meu organismo, quando vê outras pessoas, se prepara para isso. Agora, se eu digo: "Eu tenho muita dificuldade de me relacionar com as pessoas", quando eu estou em um ambiente diante de pessoas, o meu organismo também se prepara para isso.

Então, as crenças são programações que ajudam o nosso organismo a se comportar diante das circunstâncias da vida. Elas existem para otimizar o uso do sistema, ou seja, para que o nosso organismo já saiba diante desse contexto como eu devo me comportar. Então, inicialmente, para a natureza, crenças são condicionamentos. Ou seja, assim como o cachorro está condicionado a entrar na sua casinha, ou entrar por uma porta dentro da casa, ou beber água sempre no mesmo lugar, isso faz com que o organismo dele esteja preparado para isso. É tão simples é assim entender isso nos ajuda a compreender que as crenças fazem parte da estrutura do nosso organismo. É como nós literalmente somos desenhados. É assim que funciona.

Ter uma crença limitante é uma crença que limita o uso da minha capacidade. Por exemplo, se eu digo: "Ai, eu tenho uma memória ruim, eu tenho dificuldade para aprender as coisas, eu tenho que repetir muito antes que eu entenda alguma coisa", o meu organismo também se programa para se comportar dessa forma. Então, uma crença limitante, ela é aquela crença que limita. Por exemplo, alguém que pensa: "Na minha vida, eu só consigo as coisas depois de muito esforço, eu tenho que pagar um preço alto sempre para ter aquilo que eu quero". É uma crença, é uma programação que faz com que a pessoa sempre busque esse tipo de caminho para ela. Outra pessoa poderia dizer: "Tudo aquilo que eu quero, eu construo com muita alegria e me divertindo". Também é uma crença. Veja, ambas são crenças. Agora, uma otimiza, te dá mais potência de agir, e a outra tira sua potência de agir. Então, as crenças limitantes são aquelas que limitam a qualidade da sua vida.

Agora, a gente precisa entender o seguinte: como elas surgem na nossa vida? Bom, as crenças limitantes surgem na nossa vida da seguinte forma: primeiro, toda criança, quando ainda está de zero a dois anos de idade, se você faz um eletroencefalograma na criança, você vai perceber um padrão das ondas cerebrais, ou seja, um nível de sincronia, de sintonia, de otimização das ondas cerebrais elevado. E elas funcionam em ondas Delta. É um tipo de onda cerebral que é possível ser mapeada. Isso significa que elas têm uma capacidade de absorção muito grande do que está acontecendo no ambiente. É um momento em que a maioria das pessoas, dos seres humanos adultos, só vivem ondas Delta quando estão dormindo e sonhando profundo.

Depois, do zero até por volta dos cinco, seis anos de idade, a criança passa a viver um período de ondas Teta, a maior parte do tempo. O cérebro delas funciona assim. Isso significa que elas são uma esponja para captar. Então, aquilo que é dito para ela, mas você não presta atenção, será que você não entende? Aquelas coisas que vão sendo ditas para a criança com intensidade emocional por aquelas pessoas, principalmente que são os pais ou as pessoas mais próximas que cuidam delas, vai fazendo com que aquele tipo de informação entre fácil. Por quê? Porque uma criança, ela está em formação para conviver no meio de adultos. Então, o próprio organismo, nessa fase, está pronto para aprender da forma mais rápida possível para preparar esse organismo para responder bem ao contexto em que vive.

Outra coisa que gera crenças limitantes são as experiências emocionais significativas. Aquele momento em que a pessoa estudou bastante para uma prova de matemática, só que, sei lá, o professor ou a professora caprichou na prova com a intenção realmente de ferrar com a sala toda, ou até de mostrar que ninguém ali vai tirar nota boa. E aí, o que que acontece? A pessoa começa a acreditar a partir daquela experiência que ela tem dificuldade para aquilo. E aí, então, ela tem uma uma experiência direta com intensidade emocional. E outra situação que pode ser por meio de repetição. Uma criança que vive a mesma situação repetida. Às vezes, sei lá, às vezes o pai ou a mãe tem o hábito de dizer: "Você é muito desligado, você não presta atenção nas coisas". Até que chega uma hora que a criança, de fato, acredita que ela seja assim. Ela aceita essa programação.

Então, veja, crenças limitantes podem se estabelecer na primeira etapa da vida, porque as crianças funcionam como uma esponjinha. Depois, por meio de experiências emocionais significativas e ou experiências que se repetem com muita frequência.

Muito bem. Então, nós já vimos o que são as crenças, o que são crenças limitantes e como surgem as crenças limitantes. Agora, vamos refletir sobre como é que a gente transforma uma crença limitante. Da mesma forma que elas foram criadas, é aqui que está a magia. Por exemplo, como é que eu transformo uma crença limitante? Por exemplo, vamos supor que eu digo que a minha memória não é boa e eu digo que eu quero ter uma ótima memória. Eu preciso ter uma ou situações com emoção intensa em que eu me lembre de algo. E na hora que eu me lembro de algo, "Tá vendo como eu tenho uma ótima memória? Porque na hora que eu tô... Sabe aquele momento que eu queria lembrar o nome de uma pessoa e veio o nome da pessoa na minha mente? Aproveito aquele momento de 'Yes!' e digo: 'Tá vendo como eu tenho uma ótima memória? Minha memória é fantástica!'". Eu vou instalando um programa por meio de intensidade emocional.

Uma outra forma é por meio de repetição. É repetição que cria hábitos. E hábito nada mais é do que um tipo de condicionamento. Portanto, se você repetir que você tem uma ótima memória, que você tem uma ótima memória, que você tem uma ótima memória, principalmente sempre que você lembrar de algo, mesmo que sejam coisas simples, chega uma hora que o seu organismo aceita essa nova programação por meio de repetição.

E o Dr. Joe Dispenza, ele tem um livro muito legal chamado "Você é o Placebo" e tem um outro também que ele fala sobre como despertar poderes sobrenaturais em nós. E nesses dois livros, ele tem várias experiências em que ele ajuda as pessoas por um processo de meditação guiada e por meio de um aparelho que vai monitorando as ondas cerebrais da pessoa. Quando a pessoa entra em Teta, ou seja, na hora que ela chega naquele estado de ondas Teta naquela meditação, começa então a falar as crenças positivas que a pessoa quer instalar nela. E segundo ele, nos programas que ele ministra, ele tem ótimos resultados. No livro, ele cita vários resultados ali de clientes, pacientes que fizeram o tratamento com ele. Isso é uma coisa que eu nunca testei diretamente em mim e eu não posso falar com propriedade. Por outro lado, intensidade emocional e repetição, já apliquei diversas vezes na minha vida e me ajudaram a reverter muitas crenças limitantes que eu tinha. Inclusive, ensino isso na minha EAD chamada "Mentalidade Protagonista", onde eu ensino passo a passo lá de como fazer isso.

Também, transformando as nossas crenças limitantes, nós podemos assumir o protagonismo em nossas vidas. Imagine você uma pessoa que pensa: "O destino está traçado e não há nada que eu possa fazer". E uma outra pessoa que tem uma outra crença e diz: "A partir das minhas escolhas, eu crio a minha vida e posso assumir a responsabilidade por construir a vida que eu desejo viver". Qual das duas vai ter mais qualidade em sua vida?

Quarta-feira que vem, eu te espero aqui com uma nova reflexão. Um grande abraço e até lá. Tchau.

[Aplausos] Tchau.